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Utopia da realidade : contribuições da desinstitucionalização para a invenção de serviços de saude mental

2003 (has links)
Orientador: Gastão Wagner de Sousa Campos Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciencias Medicas Made available in DSpace on 2017-08-15T13:03:27Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Nicacio_MariaFernandadeSilvio_D.pdf: 714564 bytes, checksum: dd8db220a3c41af85cf9b4fc92decdea (MD5) Previous issue date: 2003 Resumo: Nas duas últimas décadas, o campo da atenção psiquiátrica no Brasil tem sido marcado por um processo de críticas e de propostas de transformação denominado reforma psiquiátrica. No final dos anos 1980, a insígnia ¿Por uma sociedade sem manicômios¿, formulada pelo Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental, produziu uma ruptura com os marcos conceituais e as estratégias políticas e operativas até então delineados e abriu um novo campo de possibilidades e de desafios éticos, teóricos, sociais, institucionais e jurídicos. Na década de 1990, a afirmação dos direitos de cidadania das pessoas com transtornos mentais e a superação do modelo asilar foram definidas com as principais diretrizes para o processo de reforma e para a implementação da política nacional de saúde mental, engendrando mudanças significativas nas dimensões assistencial, legislativa e sociocultural. Atualmente, não obstante a difusão das proposições da reforma e a produção de um amplo conjunto de iniciativas, o panorama nacional evidencia a centralidade do modelo asilar e o movimento instituinte de criação de novos serviços e experiências. A produção de projetos locais e de serviços substitutivos, em particular de serviços de atenção psicossocial, configura-se, portanto, como um dos principais desafios da reforma psiquiátrica no contexto do Sistema Único de Saúde. O presente trabalho tem por objetivo investigar o processo de construção do Núcleo de Atenção Psicossocial da Zona Noroeste (NAPS) no contexto da experiência de saúde mental desenvolvida no município de Santos no período de 1989 a 1996, a partir das fontes documentais, da produção bibliográfica, de pesquisa realizada anteriormente e de diários de campo. À luz do referencial teórico da desinstitucionalização e em diálogo com as proposições de transformação dos modos de pensar e agir em saúde coletiva, busca elaborar e refletir sobre as principais temáticas para a produção do NAPS em seu fazer-se cotidiano como serviço aberto, territorial, 24 horas e substitutivo, problematizando as inovações e as contradições identificadas nesse processo. Busca, ainda, apresentar e discutir que o saber crítico construído nas práticas de transformação da realidade das experiências de Gorizia e Trieste expressa e propõe uma diferente perspectiva ética, teórica e política para compreender a questão da loucura e as relações produzidas no contexto social. Nesse sentido, possibilita uma nova forma de pensar a invenção de serviços substitutivos, inscrevendo-a no complexo processo de desconstrução de saberes, instituições, valores e cultura. Compreendendo os serviços substitutivos como instituições da desinstitucionalização, discute que os serviços tornam-se substitutivos na invenção de uma nova realidade que possibilite a criação de novos diálogos com a complexidade da existência-sofrimento, de itinerários de exercício de direitos e de um novo lugar social para a experiência da loucura Abstract: In the last two decades psychiatric care in Brazil has gone through a process of criticisms and proposals of change known as psychiatric reform. By the end of 1980s, under the emblem ¿For a society without mental asylums¿, devised by the Mental Health Workers¿ Movement, there was a fracture of existing conceptual milestones and political and functioning strategies, giving rise to a new scope of possibilities and ethical, theoretical, social, institutional and legal challenges.In 1990s, the assertion of citizenship rights of individuals with mental health disorders and removal of the asylum model were the main guidelines in the reform process for implementing a national mental health policy that will encompass major changes in care, legislation and social and cultural spheres. Despite the dissemination of reform proposals and a wide range of initiatives, there is today in the national scenario a centralized asylum model and an organized movement for new services and experiences. Thus, the creation of local projects and replacement services, especially psychosocial care services, is one of the major challenges of psychiatric reform in the context of the Unified Health System in Brazil. The present study has the purpose of investigating the process of building up the Northwestern Psychosocial Care Unit (NAPS) given the mental health experience gained in the municipality of Santos for the period between 1989 and 1996, based on documentation, bibliography, prior studies, and field reports. On the grounds of theoretical referential of deinstitutionalization and exchange of ideas on proposals of changing the way of thinking and acting in collective health, it seeks to build on and reflect on major subjects for the creation of NAPS¿s routine as an open, 24-hour, community-based replacement service, and questioning the process¿ breakthroughs and contradictions. Moreover, it introduces and discusses the critical knowledge built on practices of reality changes from Gorizia and Trieste¿s experiences, expressing and proposing a different ethical, theoretical, and political viewpoint to understanding madness and its relationships in the social context. It allows therefore for a new way of thinking the creation of replacement services and inserting it into the complex process of deconstructing knowledge, institutions, values, and cultural issues.Regarding psychosocial care services as institutions of deinstitutionalization, it is reasoned that services become replacements in the creation of a new reality allowing for the creation of new exchange of ideas with the complexity of existence-suffering, ways of exercising one¿s own rights and a new social setting for madness experience Doutorado Doutor em Saude Coletiva
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Descredenciamento de hospital psiquiátrico do Sistema Único de Saúde (SUS): engrenagens da operação

2011 (has links)
Made available in DSpace on 2014-06-12T23:14:44Z (GMT). No. of bitstreams: 2 arquivo6505_1.pdf: 799570 bytes, checksum: c014248ac62179e72e67ff740239a6d9 (MD5) license.txt: 1748 bytes, checksum: 8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33 (MD5) Previous issue date: 2011 Esta dissertação apresenta como objetivo geral a análise das estratégias governamentais desenvolvidas para descredenciamento do hospital psiquiátrico José Alberto Maia do Sistema Único de Saúde (SUS), situado em Camaragibe no estado de Pernambuco Brasil entre 1964 e 2010. Utiliza-se para isso da metodologia qualitativa, centrando a investigação num estudo de caso mediante triangulação de métodos e privilegiando a análise de discurso como a via metodológica para tratamento dos resultados da pesquisa. No marco teórico são abordados os aspectos históricos e paradigmáticos da saúde mental, assim como os elementos conceituais e operacionais relativos à engrenagem da desconstrução do hospital psiquiátrico à construção de uma proposta de cuidado territorial, considerando a desinstitucionalização e a reabilitação psicossocial como eixos. Tais reflexões são atreladas à dinâmica do SUS no que se refere às relações intergovernamentais e a relação entre o público e privado por entender que esta dimensão configura no Brasil um cenário próprio referente a processos de institucionalização dentro de hospitais psiquiátricos. Em relação à descrição e análise dos resultados do estudo, a opção foi por um recorte temporal situando as macro-estratégias governamentais desenvolvidas para efetivação do descredenciamento do hospital de acordo com as conjunturas políticas. Encontramos como resultados as estratégias desenhadas por cada esfera de governo a partir da municipalização do hospital e o mapeamento dos atores e ações envolvidos no processo de descredenciamento do mesmo mediante uma decisão tripartite. Com a identificação do campo de forças, interesses e entendimentos em jogo, categorizam-se as ações governamentais na dimensão da clínica, da política e da gestão, elaborando assim algumas conclusões. Os resultados evidenciados foram considerados como sendo de processo e estruturantes para efetivar, após o período da pesquisa, a saída de todas as pessoas internadas no hospital e, consequentemente, seu descredenciamento. As estratégias sistematizadas e desenvolvidas foram nomeadas como requisição parcial de serviços, organização de rede, transinstitucionalização e articulação política . Pontuaram-se como principais questões da requisição parcial de serviço os cuidados clínicos direcionados às pessoas internadas no hospital e início do trabalho em prol da desinstitucionalização. Em relação à organização de rede, se valorizou a ação voltada para criação e ampliação de residências terapêuticas e outros dispositivos territoriais de saúde mental, trazendo como repercussão a interiorização dos serviços residenciais terapêuticos. A transinstitucionalização foi apontada como uma estratégia-meio para efetivação do descredenciamento da unidade hospitalar e passagem para o processo de desinstitucionalização, traduzindo-se, porém, suas contradições e delicadeza pensando a perspectiva da desinstitucionalização. Por fim, a abordagem realizada foi referente à articulação política, cuja produção se constituiu numa dinâmica retro-alimentadora considerando que simultaneamente as várias instâncias articuladas para o diálogo e parceria direcionaram as definições de tempo e metas, construindo sua própria legitimidade. Considerando os resultados assinalados, algumas recomendações são realizadas, atreladas a uma leitura crítica sobre os dados levantados na tentativa de construir possíveis contribuições para experiências semelhantes ao objeto deste estudo, a saber: processos de qualificação dos trabalhadores de saúde mental, a desinstitucionalização como pauta para pactuação de gestão e ação tripartite com co-responsabilização nas ações e financiamento
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A transversalidade do encontro : da desinstitucionalização em Trieste à Sorocaba, (re)fazeres?

Oliveira, Juliana Paula de. 2017 (has links)
Orientador: Silvio Yasui Cristina Amélia Luzio Ricardo Sparapan Pena Resumo: Desinstitucionalização é um processo social complexo que mobiliza os sujeitos sociais como atores que transformam a relação de poder entre pacientes e instituição substituindo as internações em Hospitais Psiquiátricos, fazendo assim uma reconversão dos recursos (materiais e humanos) (Rotelli, 2001). Das experiências de reforma na psiquiatria já realizadas, foi na Itália que esse processo foi exitoso no que se refere à questão antimanicomial, especialmente na cidade de Trieste com o trabalho iniciado por Franco Basaglia. No Brasil, vivemos um processo de transformação na saúde mental nomeado reforma psiquiátrica que visa à inserção social e melhor qualidade de vida para as pessoas em sofrimento psíquico. A cidade de Sorocaba, localizada no interior de São Paulo, vivencia mais um momento importante para a reforma psiquiátrica. Após denúncias acerca da situação dos hospitais psiquiátricos da região, houve a assinatura de um Termo de Ajuste e Conduta (TAC) envolvendo Ministério Público Federal, Ministério Público do Estado de São Paulo, Secretaria de Saúde de São Paulo, Governo do Estado, Ministério da Saúde, Prefeitura Municipal de Sorocaba, Prefeitura Municipal de Salto de Pirapora e Prefeitura Municipal de Piedade. O TAC traz metas e prazos para um processo de desinstitucionalização de um dos maiores polos de hospitais psiquiátricos no país. A partir desse contexto esta dissertação tem como objetivo analisar e estabelecer um diálogo entre a história da consolidação da reforma psiquiátrica na Itália, em especial na cidade de Trieste, cotejando e traçando linhas transversais com o atual momento vivido na reforma psiquiátrica brasileira na região de Sorocaba, principalmente no município de Sorocaba com o processo chamado de desinstitucionalização dos hospitais psiquiátricos e ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) Abstract: Deinstitutionalization is a complex social process that mobilizes social subjects as agents who change relations of power between patients and institution replacing hospitalization in psychiatric hospitals and then promoting reconversion of (material and human) resources (Rotelli, 2001). Among experiences of psychiatric reform performed up to date, this process was successful in Italy for an anti-asylum view, especially in Trieste city with the movement initiated by Franco Basaglia. In Brazil, there is a process of change in mental health recently called psychiatric reform which aims to social insertion and good quality of life for individuals with psychic suffering. The city of Sorocaba, located in the extended metropolitan region of São Paulo, has been experienced one more relevant moment for psychiatric reform. Following complaints about the situation of psychiatric hospitals in the region, a conduct adjustment term (TAC) was signed by Brazilian Public Prosecutor‟s Office (MPF), São Paulo Public Prosecutor‟s Office, São Paulo Department of Health, Sorocaba Municipal Prefecture, Salto de Pirapora Municipal Prefecture and Piedade Municipal Prefecture. TAC introduces aims and limits for a process of deinstitutionalization of one of the largest centers of psychiatric hospitals in the country. In this context this dissertation has as its purpose to analyze and establish dialogues between the history of the organization of psychiatric reform in Italy - especially in the city of Trieste - and the current period experienced in the psychiatric reform in Brazil, especially in Sorocaba city, with the process called deinstitutionalization of psychiatric hospitals and expansion of the Psychosocial Care Network (RAPS) Mestre
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A política de saúde mental em Recife : caminhos da desinstitucionalização

2007 (has links)
Made available in DSpace on 2014-06-12T23:14:20Z (GMT). No. of bitstreams: 2 arquivo287_1.pdf: 1177287 bytes, checksum: 489479e80aac53aecae2448acfb7136f (MD5) license.txt: 1748 bytes, checksum: 8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33 (MD5) Previous issue date: 2007 Movimento pela Reforma Psiquiátrica Brasileira tinha como principal proposta a mudança no modelo de atenção à saúde mental, com substituição progressiva de leitos psiquiátricos por serviços extra-hospitalares. As primeiras experiências foram iniciadas na década de 1980, através da criação, em alguns municípios, de serviços extra-hospitalares para tratamento de pessoas com transtornos mentais. A década de 1990 foi marcada pela continuidade da implementação e regulamentação dos novos dispositivos em diversas localidades do país, tendo como foco a desinstitucionalização. No início do século XXI, houve o incentivo do Governo Federal para a adesão municipal ao novo modelo de atenção à saúde mental, seguindo as propostas da Reforma Psiquiátrica, diminuindo os leitos psiquiátricos e, proporcionalmente, aumentando os serviços substitutivos. Assim como propunha o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, diminuindo os custos e racionalizando os serviços. Recife (PE), na década de 1990, era considerado um dos maiores pólos de hospitais psiquiátricos do país, devido a concentração dos hospitais do estado, na capital. Em 2000, a rede de atenção à saúde mental em Recife era composta, basicamente, por sete hospitais psiquiátricos conveniados ao SUS, sob gestão municipal, além de um CAPS público e um privado/conveniado ao SUS. A partir de 2001, com nova gestão municipal, Recife apresentou propostas de reordenamento no modelo de atenção à saúde mental, através da desinstitucionalização. Interessou-nos identificar a perspectiva da desinstitucionalização adotada pela cidade. Nesse sentido, essa pesquisa apresentou como objetivo central desenvolver uma análise a respeito da dinâmica para implementação da Reforma Psiquiátrica na cidade do Recife, no que concerne a desinstitucionalização. Para atingirmos ao objetivo proposto, realizamos uma pesquisa documental, traçamos o perfil da rede de serviços de assistência à saúde mental de Recife e analisamos o processo de desinstitucionalização na cidade, através de documentos públicos: propostas para a saúde mental, no Plano Municipal de Saúde, confrontadas com os relatórios de gestão, relatórios de atividades e as atas do Conselho Municipal de Saúde no tocante à temática. Percebemos que durante os primeiros quatro anos (2001-2004) pode-se destacar a estruturação de uma rede substitutiva em saúde mental. Os anos posteriores permanecem marcados pela manutenção desse modelo, embora com menos intensidade. Observamos, ainda, que durante todo o período, a diminuição de leitos psiquiátricos e o fechamento de instituições psiquiátricas conveniadas ao SUS, sob gestão do Recife, ocorreram por solicitação do contratado e não do município. É inegável que a cidade do Recife saiu do ponto inicial, na perspectiva da Reforma Psiquiátrica, e obteve várias conquistas para a saúde mental, embora possam responder também a interesses neoliberais
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Se Deus é por nós, quem será contra nós? : um estudo etnográfico do grupo de oração e ação social Frei Jerônimo(GOASFJ)

2008 (has links)
Made available in DSpace on 2014-06-12T15:03:52Z (GMT). No. of bitstreams: 2 arquivo1085_1.pdf: 6324322 bytes, checksum: 452a37ae3ce3b7e1f096d57b9fcbf29f (MD5) license.txt: 1748 bytes, checksum: 8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33 (MD5) Previous issue date: 2008 Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior O presente trabalho apresenta um relato etnográfico do Grupo de Oração e Ação Social Frei Jerônimo (GOASFJ), surgido na década de 1990, nas cidades de Olinda e Recife, Estado de Pernambuco, após o afastamento do frade Jerônimo Gomes de Sousa, da Ordem dos Frades Menores (OFM) e das suas funções sacerdotais dentro da Igreja Católica, sob a acusação de praticar uma antiliturgia e curandeirismo . Por se tratar de um grupo constituído em torno do carisma do referido frei, a descrição empreendida privilegia a sua trajetória e ação, revelando como se dão as rupturas, continuidades e disputas entre ele e a hierarquia da Igreja Católica local. Para entendimento do fenômeno estudado, ofereço uma explanação da composição e das atividades desenvolvidas pelo GOASFJ, evidenciando o modo como tal grupo configura sua identidade nos moldes do Catolicismo, apesar de não estar formalmente inserido na Igreja Católica. Esta descrição ajuda no entendimento das modificações que ocorrem no cenário religioso atual, principalmente no que concerne ao Catolicismo, mostrando o crescente avanço do pluralismo institucional, decorrente da desinstitucionalização e desregulação religiosa
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Apoio matricial em saúde mental: possibilidades e limites no contexto da reforma psiquiátrica Matrix support in mental health: possibilities and limits in the context of the psychiatric reform

21 May 2007 (has links)
De acordo com os pressupostos da Reforma Psiquiátrica, a assistência ao sofrimento psíquico deve ocorrer em uma rede de cuidados que esteja, preferencialmente, na comunidade, ou seja, de base territorial Nesta rede deve estar contemplado todo e qualquer recurso que o território disponha, seja ele de saúde ou não, incluindo a Atenção Básica. Desta forma, este estudo teve por objetivo analisar o significado do Apoio Matricial em saúde mental desenvolvido na rede de Atenção Básica de Saúde de Campinas (SP), por meio das falas dos profissionais que estão vivenciando tal prática. O Apoio Matricial em saúde mental é um arranjo organizacional implantado com a intenção de reorientar as ações de saúde mental na saúde básica, ampliando as possibilidades de o usuário ser atendido de forma integral; tal arranjo busca desconstruir a lógica da referência/contra-referência, instituindo uma noção de co-responsabilização pelos usuários e suas famílias, produzindo, assim, maior resolutividade nos casos que se apresentam. Para a análise do significado do Apoio Matricial em saúde mental, utilizou-se a pesquisa qualitativa e, o referencial lógico-conceitual que respaldou tal análise foi a Reforma Psiquiátrica Brasileira. Da apreensão das falas, emergiram quatro categorias empíricas para a análise, a saber: Apoio Matricial em Saúde Mental; Processo Saúde-Doença Mental; Processo de Trabalho e Política Nacional de Saúde Mental, tais categorias permitiram maior compreensão teórica da realidade e, foram operacionalizadas pela categoria analítica: Representação Social. Diante da análise feita, conclui-se que o Apoio Matricial é um arranjo de fundamental importância na atenção aos usuários e na capacitação/suporte das equipes de saúde, potencializando a desinstitucionalização e, ao mesmo tempo, sendo ferramenta importante para evitar internações arbitrárias. Assim, faz-se necessário a implantação e implementação de equipes de saúde mental matriciadoras para a atenção básica e, conseqüente articulação destas com as equipes dos Centros de Atenção Psicossocial e dos outros recursos da comunidade According to the presupposition of the Psychiatric Reform, the assistance to the psychic suffering must occur in a net of attention in which must be preferentially in the community, in other words, in a territorial ground. All and any kind of resource the territory has must be in this net, being from health or not, including Basic Care. This way, this study had as objective to analyze the meaning of the Matrix Support in mental health developed at the Basic Health Attention Net of Campinas (SP), thought the speech of the professionals who are living such practice. The Matrix Support in mental health is an organizational arrangement implanted with the intention of keeping the actions of mental health and basic health, enlarging the possibilities of the user to be attended in a integral way; such arrangement searches for the deconstruction of the logic of reference/counter-reference, establishing a notion of co-responsibility among users and their families, thus, producing more results in the cases presented. For the analysis of the meaning of the Matrix Support in mental health, it has been used qualitative research and the Brazilian Psychiatric Reform was the logic-conceptual reference that held such analysis. From the understanding of the speeches, four empirical categories emerged from the analysis, to wit: Matrix Support in mental Health; Process Mental Health-Disease; Process of Work and National Politics of Mental Health. Such categories permitted a larger theoretical understanding of reality and they have been practiced by the analytical category: Social Representation. In the face of the analysis made, it could have been concluded that the Matrix Support is an arrangement of fundamental importance in the attention to the users and the qualification/support of the health staff, strengthening the deinstitutionalization and at the same time being important tool to avoid arbitrary internment. Therefore, it is necessary the implantation and implementation of staffs of mental health matrix for the basic attention and their consequent articulation with the staffs of the Psychosocial Attention Centers and other resources of the community
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Sobrecarga do cuidado em famílias de egressos de internação psiquiátrica - análise nos três meses após a alta hospitalar Burden of care in families of graduates in psychiatric hospitals - analysis within three months after hospital discharge

2 September 2011 (has links)
A política de saúde mental preconiza a diminuição da oferta de leitos psiquiátricos e a criação de serviços na comunidade deslocando a responsabilidade pelo seguimento do tratamento da doença mental das equipes hospitalares para as equipes comunitárias, o doente mental e seus familiares. Pacientes com transtornos mentais e seus familiares vivenciam momentos cíclicos de controle e diminuição sobre situações problema, as quais podem ou não resultar em internação psiquiátrica. A família passa a ser a principal provedora de cuidados e apoio aos pacientes psiquiátricos, no meio extra-hospitalar, fator este que pode gerar sobrecarga na família.A sobrecarga familiar é definida como \"um estado psicológico que advém da combinação de trabalho físico, emocional e pressão social\". O período pós a alta hospitalar pode gerar a família grande impacto que ao longo do tempo se modifica. O presente estudo tem como objetivo descrever e comparar a sobrecarga objetiva e subjetiva do familiar cuidador de pacientes no primeiro mês de alta hospitalar e após três meses deste período. Método - Foi aplicada a escala FBIS-BR nos neste primeiros mês e após três meses deste período. Foram entrevistados 26 familiares de pacientes que realizavam seguimento em um serviço de saúde mental ambulatorial na cidade de Ribeirão Preto. Os dados foram analisados através de freqüência e porcentagem e o teste não paramétrico de Wilcoxon-teste t- foi aplicado para identificar os itens da FIBS-BR que se destacaram na sobrecarga familiar. Resultados e discussão:.Os familiares dos 63 pacientes que compareceram as consultas foram convidados a participar do estudos e destes somente 26 aceitaram participar .Os pacientes desta amostra são em sua maioria homens, casados e completaram o ensino fundamental .Com relação aos cuidadores a maioria eram mulheres e mães com média de idade de 51 anos .Os participantes deste estudo são pertencentes a classe social mais baixa. Os diagnósticos mais prevalentes no estudo foram dos seguintes agrupamentos: \"Esquizofrenia, transtornos esquizotípicos,Transtornos delirantes e Transtornos de Humor\" .Os resultados demonstraram que a sobrecarga objetiva destaca-se da subjetiva nos dois momentos analisados. Indicando que os familiares são sobrecarregados com atividades de cuidado do doente, porém não se sentem prejudicados por isso. Possivelmente este resultado indica que os familiares preferem responder que não se incomodam porque entendem que é sua obrigação cuidar do familiar.A sobrecarga do cuidado objetiva e subjetiva diminuiu do primeiro para o terceiro mês e três aspectos podem explicar este resultado : 1- Paciente ainda com sintomas da doença no primeiro mês após a alta hospitalar 2- Readaptação da família após três meses de alta hospitalar; 3- Estratégia de visitas domiciliares pela equipe de saúde. Considerações Finais: Este estudo aponta para a importância e necessidade de acompanhamento dos pacientes egressos e seus familiares. A visita domiciliar é uma estratégia importante pois consegue manter um vinculo mais estreito entre o doentes, sua família e o serviços de saúde mental. A visita domiciliar é parte das atividades do enfermeiro sendo portanto, um dos profissionais da equipe que pode contribuir muito para melhorar as condições de doentes e famílias. The mental health policy calls for the reduced supply of psychiatric beds and the creation of services in the community by shifting responsibility for monitoring the treatment of mental illness of hospital staff to community teams, the mentally ill and their families. Patients with mental disorders and their families experience moments cyclic control and reduction of problem situations, which may or may not result in psychiatric hospitalization. The family becomes the primary provider of care and support to psychiatric patients in the middle-ofhospital, a factor that can lead to overload in the family. The family burden is defined as \"a psychological state that arises from the combination of physical work, emotional and social pressure\". The post hospital discharge to the family can generate great impact over time changes. The present study aims to describe and compare the objective and subjective burden of family caregivers of patients in the first month of hospital discharge and after three months of this period. Method - was applied FBIS-BR scale in this first month and after three months of this period. Were interviewed 26 relatives of patients who were performing a follow-up outpatient mental health services in Ribeirão Preto. Data were analyzed using frequency and percentage and the nonparametric Wilcoxon t-test was used to identify items of FIBS-BR that stood out in the family burden. Results and discussion: The relatives of 63 patients who attended the consultations were invited to participate in these studies and only 26 agreed to participate. The patients in this sample are mostly male, married and completed their primary education. With respect to most caregivers were women and mothers with an average age of 51 years. The participants in this study are belonging to lower social class. The most prevalent diagnosis in the study were the following groupings: \"Schizophrenia, schizotypal disorder, delusional disorders and mood disorders\". The results showed that the overhead lens stands out in two moments of subjective analysis. Indicating that family members are overwhelmed with patient care activities, but do not feel harmed by it. Possibly this result indicates that family members prefer to answer that do not bother because they understand that it is his duty to take care of the family. The burden of care objectively and subjectively decreased from first to third month and three aspects may explain this result: 1 - The patient has symptoms of the disease in the first month after hospital discharge; 2 Hospital - Rehabilitation of the family after three months of hospital discharge; 3 - Strategy of home visits by health teams. Final Thoughts: This study highlights the importance and necessity of patient follow up graduates and their families. The home visit is an important strategy because it can maintain a closer link between the patient, his family and mental health services. The home visit is part of the activities of nurses and therefore, a team of professionals that can do much to improve conditions for patients and families.
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Desospitalizacao de pacientes idosos u dependentes em servico de emergencia De-hospitalization of elderly patients u dependent on emergency services: support for orientation multiprofessional for hospital discharge

2012 (has links)
Made available in DSpace on 2015-12-06T23:45:33Z (GMT). No. of bitstreams: 0 Previous issue date: 2012 om o aumento na expectativa de vida e da incidencia de doencas cronicas, a desospitalizacao se constitui num premente desafio. Alem da insufiCiência de recursos publicos, a familia, em geral, tem dificuldades de assumir o cuidado do paciente na residencia, criando nessas condicoes uma zona de impasses a serem enfrentados pela equipe multiprofissional no tocante a educacao em Saúde no momento da alta hospitalar. Este estudo teve como objetivo identificar dificuldades de desospitalizacao do paciente idoso - dependente atendido em Servico de Emergencia do Hospital São Paulo, tendo em vista subsidiar propostas de orientacao de alta. O estudo foi composto, num primeiro momento, pela caracterizacao do perfil do paciente e qualificacao do nivel de dependencia para atividades de vida diaria. Em um segundo momento, foram entrevistados os familiares identificando fatores problematicos relacionados a desospitalizacao e, finalmente, em um terceiro momento, procedeu-se a avaliacao da orientacao de alta, com vistas a repensar esse processo. A partir do sistema de informacao da Unidade de Emergencia do Hospital São Paulo e de entrevistas com familiares obtivemos dados que contemplaram itens sobre a configuracao familiar, instalacao residencial, situacao financeira e recursos de apoio. Cerca de 40% dos pacientes internados no Pronto Socorro eram idosos, revelando importancia do treinamento nos cuidados dos mesmos. Atraves da percepcao familiar os fatores apresentados como condicionantes da alta hospitalar e cuidados domiciliares foram: adaptacao de custos; articulacao da rede social de apoio; aquisicao de equipamentos; adaptacoes na residencia. Alem disso, cuidadores externaram: sobrecarga fisica e emocional; escasso apoio para cuidado; mudanca no estilo de vida e aspectos emocionais (inseguranca, impotencia, tristeza, desesperanca, desamparo). Ainda foram apresentados, em relacao a orientacao de alta: fragmentacao da acao; confusao na identificacao dos profissionais; duvidas na realizacao dos procedimentos de cuidado; falta de treinamento; problemas de relacionamento com a equipe e discordancia de alta por inalteracao ou piora do quadro clinico. O estudo aponta elevado numero de pacientes idosos dependentes de alta do Pronto Socorro a serem desospitalizados. Familiares destes idosos necessitam orientacao sistematizada sobre cuidados domiciliares afim de efetivarem a alta com seguranca para o paciente e o cuidador. O assistente social, por seu carater investigativo e interventivo, possui papel relevante na organizacao do trabalho em equipe. Com base na teoria da Aprendizagem Significativa Critica, afirma-se a suspeita de que e possivel identificar espacos de mobilizacao pacientes u familiares na orientacao da alta hospitalar em servicos de emergencia, no sentido de potencializar a desospitalizacao BV UNIFESP: Teses e dissertações
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RELAÇÃO ENTRE O ABRIGAMENTO E OS PROJETOS DE VIDA DOS ADOLESCENTES - UM ESTUDO DE CASO

28 March 2014
Made available in DSpace on 2016-06-14T20:33:09Z (GMT). No. of bitstreams: 1 RELACAO ENTRE O ABRIGAMENTO E OS PROJETOS DE VIDA.pdf: 905758 bytes, checksum: a7d60df4fd368b074fe22fb9fdca7ca2 (MD5) Previous issue date: 2014-03-28 Universidade Tuiuti do Paraná Esta dissertação, a partir de uma perspectiva teórica da Psicologia Social Comunitária, objetivou descrever e analisar a relação particular do abrigo e a construção dos projetos de vida dos adolescentes institucionalizados. O estudo foi realizado no Abrigo X, na cidade de Curitiba/Paraná, que é uma instituição de acolhimento para crianças e adolescentes em risco social e pessoal com características muito peculiares como a de fornecer às crianças serviços médicos, psicológicos, psicopedagógicos, atividades de lazer e acesso aos melhores colégios particulares da cidade. Trata-se de um estudo de caso, cujo método utilizado foi qualitativo através de entrevista semiestruturada, com gravação e transcrição. Foram entrevistados seis adolescentes com idade entre 11 a 18 anos, que se dispuseram a participar da pesquisa, a diretora e a assistente social da instituição. A análise do discurso foi utilizada para levantar as principais categorias presentes em suas falas: visão do abrigado como situação de dignidade; a ausência de políticas públicas para crianças institucionalizadas; dificuldades no processo de retorno à família de origem; projeto de vida, relacionado com: atividades de lazer, gostos e profissões, permanecer no abrigo e retorno à família de origem. As constatações podem contribuir para uma reflexão sobre a relação que pode vir a se estabelecer entre os adolescentes e o abrigo, que implicam na construção dos projetos de vida permeados pela política que obriga tanto o Abrigo X quanto seus abrigados desenvolver um processo de retorno à família de origem. A dissertação ainda aponta para a necessidade das políticas públicas ouvirem os sujeitos sociais que são objetos de seus programas assim como para a importância de formação de redes psicossociais e comunitárias que possam promover mudanças sociais participativas voltadas para os jovens em situação de risco social
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RELAÇÃO ENTRE O ABRIGAMENTO E OS PROJETOS DE VIDA DOS ADOLESCENTES - UM ESTUDO DE CASO

28 March 2014
Made available in DSpace on 2016-06-15T12:28:25Z (GMT). No. of bitstreams: 1 RELACAO ENTRE O ABRIGAMENTO E OS PROJETOS DE VIDA.pdf: 905758 bytes, checksum: a7d60df4fd368b074fe22fb9fdca7ca2 (MD5) Previous issue date: 2014-03-28 Universidade Tuiuti do Paraná Esta dissertação, a partir de uma perspectiva teórica da Psicologia Social Comunitária, objetivou descrever e analisar a relação particular do abrigo e a construção dos projetos de vida dos adolescentes institucionalizados. O estudo foi realizado no Abrigo X, na cidade de Curitiba/Paraná, que é uma instituição de acolhimento para crianças e adolescentes em risco social e pessoal com características muito peculiares como a de fornecer às crianças serviços médicos, psicológicos, psicopedagógicos, atividades de lazer e acesso aos melhores colégios particulares da cidade. Trata-se de um estudo de caso, cujo método utilizado foi qualitativo através de entrevista semiestruturada, com gravação e transcrição. Foram entrevistados seis adolescentes com idade entre 11 a 18 anos, que se dispuseram a participar da pesquisa, a diretora e a assistente social da instituição. A análise do discurso foi utilizada para levantar as principais categorias presentes em suas falas: visão do abrigado como situação de dignidade; a ausência de políticas públicas para crianças institucionalizadas; dificuldades no processo de retorno à família de origem; projeto de vida, relacionado com: atividades de lazer, gostos e profissões, permanecer no abrigo e retorno à família de origem. As constatações podem contribuir para uma reflexão sobre a relação que pode vir a se estabelecer entre os adolescentes e o abrigo, que implicam na construção dos projetos de vida permeados pela política que obriga tanto o Abrigo X quanto seus abrigados desenvolver um processo de retorno à família de origem. A dissertação ainda aponta para a necessidade das políticas públicas ouvirem os sujeitos sociais que são objetos de seus programas assim como para a importância de formação de redes psicossociais e comunitárias que possam promover mudanças sociais participativas voltadas para os jovens em situação de risco social

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