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Função sexual e fatores associados a disfução em homens com lesão medular traumática

FERRO, Josepha Karinne de Oliveira 19 August 2016 (has links)
Submitted by Fabio Sobreira Campos da Costa (fabio.sobreira@ufpe.br) on 2017-03-09T12:46:26Z No. of bitstreams: 2 license_rdf: 1232 bytes, checksum: 66e71c371cc565284e70f40736c94386 (MD5) 1. DISSERTAÇÃO- JOSEPHA KARINNE DE OLIVEIRA FERRO.pdf: 4408522 bytes, checksum: 7dd07f574b076880fbd1fc80fd506744 (MD5) / Made available in DSpace on 2017-03-09T12:46:26Z (GMT). No. of bitstreams: 2 license_rdf: 1232 bytes, checksum: 66e71c371cc565284e70f40736c94386 (MD5) 1. DISSERTAÇÃO- JOSEPHA KARINNE DE OLIVEIRA FERRO.pdf: 4408522 bytes, checksum: 7dd07f574b076880fbd1fc80fd506744 (MD5) Previous issue date: 2016-08-19 / Item withdrawn by Fabio Sobreira Campos da Costa (fabio.sobreira@ufpe.br) on 2017-03-09T12:53:29Z Item was in collections: Dissertações de Mestrado - Fisioterapia (ID: 151) No. of bitstreams: 2 license_rdf: 1232 bytes, checksum: 66e71c371cc565284e70f40736c94386 (MD5) 1. DISSERTAÇÃO- JOSEPHA KARINNE DE OLIVEIRA FERRO.pdf: 4408522 bytes, checksum: 7dd07f574b076880fbd1fc80fd506744 (MD5) / Item reinstated by Fabio Sobreira Campos da Costa (fabio.sobreira@ufpe.br) on 2017-03-09T12:54:13Z Item was in collections: Dissertações de Mestrado - Fisioterapia (ID: 151) No. of bitstreams: 2 license_rdf: 1232 bytes, checksum: 66e71c371cc565284e70f40736c94386 (MD5) 1. DISSERTAÇÃO- JOSEPHA KARINNE DE OLIVEIRA FERRO.pdf: 4408522 bytes, checksum: 7dd07f574b076880fbd1fc80fd506744 (MD5) / CAPES / Além das perdas motoras e sensitivas, o trato urinário e a função sexual são também afetados pela lesão medular, sendo a disfunção sexual um dos problemas mais comuns nestes pacientes e sua gravidade depende no nível e da complexidade da lesão. A alteração da função sexual acontece devido às mudanças no processo neurofisiológico, mas fatores psicossociais podem estar associados à disfunção. A perda da realização sexual, quando comparada à perda de autonomia, pode parecer uma consequência minoritária da lesão medular. No entanto, a função sexual é um importante componente de saúde, com evidências de que a redução da função e satisfação sexual resultam em baixa qualidade de vida, além de um fator fundamental na motivação, bem estar e satisfação. Apesar da relevância, o desempenho sexual após lesão medular ainda é um tema pouco abordado e bastante negligenciado durante o processo de reabilitação, além de serem escassos os estudos que verificam associações mais aprofundadas sobre a função erétil e os demais componentes da função sexual, fatores explicativos e preditivos de disfunção. OBJETIVO: avaliar a função sexual de homens com lesão medular traumática e analisar a associação da disfunção com fatores fisiológicos e não fisiológicos. MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo observacional (CCAE 41221414.5.0000.5208) realizado com 45 homens, faixa etária entre 18 a 60 anos, com lesão medular traumática e vida sexual ativa. A função sexual foi avaliada pelo Índice Internacional de Função Erétil (IIFE) e nível e grau da lesão foram determinados seguindo as diretrizes da International Standards for Neurological Examination and Functional Classification of Spinal Cord Injury. Os dados foram coletados após seis meses da lesão, em hospitais de referência. Foram aplicadas técnicas de estatística descritiva e análise bivariada e multivariada, através de regressão logística ajustada para observar a associação entre a função sexual e fatores explicativos de disfunção, com nível de significância de 0,05. RESULTADOS: Participaram do estudo 45 indivíduos com idades entre 18 e 56 anos (média 34,0; IC 31,5 – 37,1) e tempo de lesão médio de 7,5 anos (IC 5,2 – 9,9). Lesões incompletas acima do segmento medular L2 foram as mais frequentes (66,7%). Ao analisar os domínios do IIFE, não foi observada associação entre disfunção sexual e complexidade da lesão, porém, os pacientes com lesões completas foram os que apresentaram mais grave disfunção orgástica (86,7%) e de satisfação (86,7%). Ao analisar a associação entre fatores explicativos para disfunção, percebeu-se que a presença parceira fixa é um fator protetor (OR: 0,22; IC95%:0,05-0,92) para disfunção erétil. Desejo sexual tem associação com parceira fixa (OR: 0,20; IC95%:0,04-0,84), masturbação (OR: 0,16; IC95%:0,04-0,67) e relação sexual no último mês (OR: 0,13; IC95%:0,01-0,92). Ejaculação presente (OR: 0,01; IC95%:0,00-0,15) foi considerado um fator protetor para disfunção orgástica, enquanto disfunção erétil (OR: 15,7; IC95%:1,38-178,58), um fator de risco. Ereção psicogênica (OR: 0,07; IC95%:0,01-0,69), frequência mensal de relação sexual (OR: 11,3; IC95%:2,0-62,8) e disfunção orgástica (OR: 7,1; IC95%:1,1-44,8) tem associação com satisfação. CONCLUSÃO: a resposta sexual altera-se após a lesão medular, tendo a função orgástica como a mais acometida, caracterizando o domínio que apresentou maior e mais grave disfunção. Fatores como presença de parceira fixa, ejaculação e masturbação são fatores de proteção para disfunção sexual. Disfunção erétil, orgástica e relações sexuais infrequentes são preditores de disfunção. / In addition to the motor and sensory loss, urinary tract and sexual function are also affected by spinal cord injury, and sexual dysfunction one of the most common problems in these patients and its severity depends on the level and complexity of the injury. The change in sexual function occurs due to changes in neurophysiological process, but psychosocial factors may be associated with dysfunction. The loss of sexual fulfillment, compared to a loss of autonomy, it may seem a minor consequence of spinal cord injury. However, sexual function is a major health component, with evidence that the reduction of sexual function and satisfaction resulting in lower quality of life, and a key factor in motivation and satisfaction welfare. Despite the relevance, sexual performance after spinal cord injury is still somewhat topic and largely neglected during the rehabilitation process, and few studies that verify deeper associations of erectile function and other sexual function, explanatory factors and predictive dysfunction. AIMS: To evaluate the sexual function of men with spinal cord injury and to analyze the association of the disorder with physiological and non-physiological factors. MATERIALS AND METHODS: Observational study (CEAC 41221414.5.0000.5208) conducted with 45 men, aged 18 to 60 years, with spinal cord injury and active sex life. Sexual function was assessed by the International Index of Erectile Function (IIEF) and level and degree of injury were determined following the guidelines of the International Standards for Neurological and Functional Examination Classi fi cation of Spinal Cord Injury. Data were collected after six months of injury in referral hospitals. Descriptive statistical techniques were applied and bivariate and multivariate analysis using logistic regression adjusted to observe the association between sexual function and explanatory factors of dysfunction, with a 0.05 significance level. RESULTS: The study included 45 subjects aged between 18 and 56 years, mean 34.0 (CI 31.5 to 37.1) and average injury time in years 7.5 (CI 5.2 to 9.9). incomplete lesions above the spinal segment L2 were the most common (66.7%). By analyzing the domains of IIEF, there was no association between sexual dysfunction and complexity of the injury, however, patients with complete injuries were those with more severe orgasmic dysfunction (86.7%) and satisfaction (86.7%). When analyzing the association between explanatory factors for dysfunction, it was realized that a primary partner presence is a protective factor (OR: 0.22; 95% CI: .05-.92) for erectile dysfunction. sexual desire is associated with a steady partner (OR: 0.20; 95% CI: 0.04 to 0.84), masturbation (OR: 0.16; 95% CI: 0.04 to 0.67) and sexual intercourse in the last month (OR: 0.13; 95% CI: 0.01 to 0.92). This ejaculation (OR: 0.01; 95% CI: .00-.15) was considered a protective factor for orgasmic dysfunction as erectile dysfunction (OR: 15.7; 95% CI: 1.38 to 178.58), a risk factor. psychogenic erection (OR: 0.07; 95% CI: 0.01 to 0.69), monthly frequency of intercourse (OR: 11.3; 95% CI: 2.0 to 62.8) and orgasmic dysfunction (OR: 7.1; 95% CI: 1.1 to 44.8) is associated with satisfaction. CONCLUSION: the sexual response changes after spinal cord injury, and orgasmic function as the most affected, featuring the area with the highest and most severe dysfunction. Factors such as the presence of fixed partner, ejaculation and masturbation are protective factors for sexual dysfunction. erectile dysfunction, orgasmic and infrequent sex dysfunction are predictors.

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