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Revisão Taxonômica de Hohenbergia Schult. & Schult.f. subg. Hohenbergia (Bromeliaceae)

BARACHO, George Sidney 13 February 2005 (has links)
O gênero Hohenbergia possui 49 espécies com distribuição neotropical e a América do Sul como principal centro de diversidade. O gênero está dividido em dois subgêneros: Hohenbergia subg. Hohenbergia e Hohenbergia subg. Wittmackiopsis Mez. Ambos os subgêneros diferenciam-se principalmente pela morfologia dos ramos da inflorescência, grau de imbricação das brácteas florais e morfologia do óvulo. Hohenbergia subg. Wittmackiopsis apresenta 21 espécies com ocorrência exclusiva para as ilhas do Caribe, especialmente para as ilhas de Cuba, Jamaica e Porto Rico, exceto H. andina, espécie aqui transferida para este subgênero, como única endêmica para a Colômbia. Hohenbergia subg. Hohenbergia, como está aqui delimitada, caracteriza-se morfologicamente pelas inflorescências (2)3-4-pinadas, com ramos primários pedunculados, e óvulos caudados. Apresenta 28 espécies sul-americanas ocorrendo nas ilhas de Trinidad e Tobago, costa da Venezuela e Brasil. A partir de coletas e observações de campo de 13 táxons em seu ambiente natural e de identificações de espécimes depositados em diversos herbários nacionais e estrangeiros, observou-se que 27 espécies (96,4%) de Hohenbergia subg. Hohenbergia são exclusivas da flora brasileira e somente H. stellata é a única espécie de ocorrência disjunta nas ilhas de Trinidad e Tobago, Venezuela e Nordeste do Brasil. Observou-se, ainda, com base no levantamento de tipos e protólogos, que a região Nordeste do Brasil é o principal centro de diversidade do subgênero, especialmente o Estado da Bahia. Das 28 espécies registradas, 27 ocorrem na região Nordeste do Brasil e compreendem 96,4% do subgênero. Destas, 26 espécies apresentam distribuição restrita, são endêmicas desta região e representam 92,8% da diversidade do subgênero. Das 26 espécies endêmicas que ocorrem no Nordeste do Brasil, 22 espécies apresentam distribuição muito restrita, são endêmicas ao Estado da Bahia e compreendem 78,5% do subgênero. Destas, pelo menos 15 espécies são registradas para o sul do estado, associadas ao ambiente florestal úmido e correspondendo a 53,5% do subgênero ou 68,1% das espécies endêmicas da Bahia. Em virtude da alta diversidade de espécies de Hohenbergia encontradas na Bahia, sugere-se este estado como principal centro de diversidade do grupo. Seis binômios são apresentados nesta revisão como sinônimos: Hohenbergia catingae var. catingae, H. catingae var. elongata, H. catingae var. eximbricata, H. catingae var. extensa, H. catingae var. horrida e H. ramageana. Hohenbergia horrida é apresentado como o único binômio restabelecido nesta revisão. Nove táxons são apresentados nesta revisão como duvidosos ou excluídos: Hohenbergia andina, única espécie endêmica da região andina da Colômbia e aqui transferida para o subgênero Wittmackiopsis; H. eriantha, cujo tipo e protólogo são insuficientes para conceituar o táxon; H. foliosa, nomen; H. gigantea, nomen nudum; H. membranostrobilus, aqui transferida para o gênero Quesnelia Gaudich.; Hohenbergia sp.1; Hohenbergia sp.2; Hohenbergia sp.3; e Hohenbergia sp.4. São apresentadas um chave de identificação para as espécies de Hohenbergia subg. Hohenbergia, descrições, ilustrações e comentários sobre os aspectos taxonômicos, nomenclaturais e de distribuição geográfica de cada espécie.
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Experiências e vivências de auxiliares de enfermagem do sexo masculino no exercício de um profissão majoritariamente feminina

Sara Wainberg 2004 (has links)
A constituição do espaço hospitalar como organização de trabalho mostra uma progressiva divisão sexual de tarefas e uma feminilização da Enfermagem, já que, em todo o mundo, são as mulheres que constituem o contingente mais numeroso de pessoas envolvidas em atividades de cuidado e atenção à saúde. Todavia, apesar de ser uma atividade majoritariamente feminina, tem aumentado o número de profissionais do sexo masculino que buscam essa área. Assim, este estudo teve como objetivo identificar as experiências e vivências dos auxiliares de enfermagem do sexo masculino em exercício num espaço de trabalho socialmente representado como feminino. Optou-se por uma abordagem qualitativa de pesquisa (Minayo, 1996), utilizando-se a entrevista semi-estruturada como técnica de coleta de dados, cujo conteúdo foi analisado de acordo com uma adaptação da proposta de Bardin (1988). Colheu-se o depoimento de 12 auxiliares de enfermagem do sexo masculino que trabalham em unidades de um hospital geral cujo percentual de homens é menor do que 15%. Constatou-se que a escolha profissional se fez em função da estabilidade de emprego e, em alguns casos, representa uma ascensão social. Os auxiliares de enfermagem entrevistados procuram demonstrar comportamentos heterossexuais e exercer atividades associadas a atributos masculinos, como a força física. Identificam também, entre os pacientes, uma preferência pela divisão de tarefas segundo os atributos socialmente identificados como masculinos e femininos. Com base na teoria das minorias numéricas, proposta por Kanter (1977) e adaptada por Heikes (1991), verificou-se que ocorre uma maior visibilidade dos auxiliares masculinos, uma polarização entre dominados e dominantes nas relações sociais e uma certa assimilação do estereótipo do papel masculino associado a alguns atributos como a força física.
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Percepção de gênero e relações de gênero: o caso de uma ONG não feminista de Salvador/BA

Silva, Luciene da 23 September 2011 (has links)
Esta dissertação tem como objeto de pesquisa a atuação das Organizações Não Governamentais(ONGs) e suas representações relativas ao campo de gênero. A organização analisada existe há 12 anos etrabalha com jovens negros(as) de bairros populares da Cidade do Salvador e utilizando as linguagens de multimídia: vídeo, computação gráfica, design gráfico e fotografia. A inserção da categoria gênero em ONGs de qualquer natureza foi resultado dos debates realizados na IV Conferência de Mulheres emBeijing no ano de 1995, intitulada Ação para a Igualdade, o Desenvolvimento e a Paz, promovida pelas Nações Unidas. O objetivo geral da pesquisa foi entender a percepção dos(as) educadores(as) a respeito da categoria gênero e das relações de gênero e de que maneira esse entendimento reverbera nos produtos finais elaborados pelos(as) jovens. Para realizar este trabalho, foram utilizados estudos de caso, recorrendo-se ao roteiro de entrevistas semiestruturadas, àsanálises de documentos da instituição e dos artefatos resultantes de trabalhos encontrados em revistas, exposições e na Internet. Os referenciais teóricos são os estudos de gênero e relações de gênero, terceiro setor da economia e ONG.
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Envelhecimento e a pessoa idosa: grupos de convivência promovendo saúde

Santana, Maria Aparecida Cabral Tavares de 2010 (has links)
Banca examinadora: Profª. Drª. Maria Lígia Rangel Santos (orientadora); Profª. Drª. Cecília Maria Barcellar Sardenberg - NEIM/UFBA; Profª. Drª. Leny Bomfim Trad - ISC-UFBA; Profª. Drª. Edite Lago da Silva Sena - UESB; Profª. Drª. Alba Benemérita Alves Vilela - UESB. Data de defesa 04 de novembro de 2010. O Brasil é um país em que o envelhecimento é uma verdade incontestável, a mudança demográfica ocorreu de forma acelerada sem um processo de produção de políticas públicas voltadas para atender a esta demanda. Atualmente a pessoa idosa corresponde a 11,1% da população brasileira, dado só esperado para 2025 (PNAD, 2009) o que comprova a longevidade vigente, acima de 7% do total da população é considerado população longeva. A pesquisa ora apresentada busca analisar a experiência de ―ser idoso‖ e ―ser idosa‖ nos grupos de convivência ligados à Associação de Amigos e Grupos de Convivência e Universidade Aberta com a Terceira Idade (AAGRUTI) em Jequié-BA e em um grupo de pessoas idosas não integrantes da associação. Trata-se de um estudo de cunho etnográfico realizado com pessoas idosas que desafiam o processo de envelhecimento, na faixa etária acima de 57 anos, pertencentes às camadas sociais de classe média e classe de baixa renda com vida pregressa da zona rural. Mediante o estudo de cunho etnográfico com a utilização da técnica de grupo focal, além da entrevista individual, realizou-se a análise dos discursos da vida de pessoas idosas de distintas classes sociais, gênero para compreender os diferentes processos de envelhecimento das mesmas, com seus distintos significados da velhice experienciada. Com enfoque na relação que a pessoa idosa tem com a classe social, gênero e com o potencial de promoção de saúde dos grupos de convivência na experiência do processo de envelhecimento considerando a relação envelhecimento, corpo/sexualidade e saúde.
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Vozes divergentes sobre o sacerdócio de mulheres na igreja católica - (1978-2005)

Rodrigues, Ana Lívia 23 November 2007 (has links)
O sacerdócio de mulheres na Igreja Católica é um assunto polêmico. A hierarquia eclesiástica negou tal ministério às mulheres, na prática elas exercem diversas funções sacerdotais sem contudo terem acesso ao poder de decisão quanto aos rumos da instituição. Durante o pontificado de João Paulo II (1978-2005), período em que se centrou a pesquisa, diversos documentos tocaram na questão da mulher e mesmo quando não esperado o Papa retomou a questão do sacerdócio feminino, para reafirmar antigas posições. Para fazer um contraponto foram utilizadas as variadas teologias feministas, centrando-se na produção da teóloga brasileira Ivone Gebara. No geral as teológas feministas criticam as estruturas do poder. Quanto ao sacerdócio para as mulheres, ou defendem alegando a igualdade de direitos ou discordam por não concordar em colocá-las dentro de uma estrutura piramidal. Daí o interesse de escutar as fiéis católicas sobre o que pensam sobre o assunto ou conhecem sobre ambos os discursos. A pesquisa foi encaminhada a partir de uma abordagem histórica e social da religião, com enfoque feminista, e pretende fomentar discussões sobre o tema no meio acadêmico, uma vez que a relação gênero e religião ainda é escassamente debatida e pode resultar em entendimento na construção das relações de gênero, dado que as mulheres são a maioria na Igreja Católica.
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Lavar com sangue a honra ferida: os crimes passionais em Salvador (1890-1940)

Conceição, Antônio Carlos da 30 November 2009 (has links)
Este trabalho tem a preocupação de examinar em que medida os crimes passionais ocorridos entre casais com vínculos amorosos e/ou sexuais em Salvador/Bahia entre 1890-1940, contribuíram para legitimar a desigualdade de gênero, pretende também identificar as concepções de gênero que perpassavam aquela sociedade e sua influência na prática dos crimes passionais estudados. Para alcançar os dramas passionais pesquisou os processos-crimes, selecionando-os em função dos vínculos amorosos e/ou sexuais ali presentes. Para subsidiar a fonte criminal e alargar as interpretações sobre os crimes, foram buscados textos jornalísticos que, como discursos representativos daquela sociedade, deram suporte à reconstrução das experiências cotidianas dos moradores de Salvador no episódio dos crimes passionais. Para além dessas fontes, visando compreender a posição dos agentes forenses ante os crimes passionais mencionados, foi importante consultar as obras jurídicas da época e tal investigação possibilitou a apropriação das falas nos tribunais e a relação entre eles e a sociedade em geral. Como criação jurídica de uma prática cultural, a figura do crime passional perpassou a sociedade soteropolitana, que pouco a pouco interiorizou as representações de paixão como justificativa para os atos criminosos.
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Um olhar sobre a mulher idosa em narrativas fílmicas brasileiras

Messias, Ana Regina 16 September 2013 (has links)
Este estudo trata de um dos grandes acontecimentos mundiais que é o envelhecimento populacional. No Brasil, um dos países que envelhece rapidamente, um dos seus desafios para o Século XXI é buscar alternativas para que o idoso possa envelhecer com dignidade e de forma contributiva para a sociedade. Pretende-se, com esta pesquisa, que tem como título “Um olhar sobre a mulher idosa em narrativas fílmicas”, refletir sobre o envelhecimento na sociedade contemporânea, particularmente no Brasil, por meio da análise crítica de filmes nacionais, sobre a representação da mulher idosa, retratada na produção cinematográfica recente, tomando em consideração a importância da produção imagética em nossos dias, tendo como base as imagens construídas nas obras: Central do Brasil (1998), Copacabana (2001), Depois daquele baile (2005), O outro lado da rua (2004), uma vez que o cinema é um meio de comunicação, considerado sinônimo de mídia e difusor de ideias e imagens, que contribui como mais uma estratégia que ajuda os indivíduos a compreender os comportamentos e modelos sociais construídos culturalmente. A metodologia utilizada tem como apoio livros, artigos, revistas, jornais, textos na internet, que abordem o tema; A análise centa-se na observação de como se desenvolvem as relações de gênero entre os idosos dos filmes e a questão geracional; a forma como as personagens idosas aparecem nos filmes, tomando como parâmetro a questão da autonomia delas no sentido financeiro, físico e emocional e apontar, a partir dessa análise, críticas e sugestões, no sentido de colaborar para a discussão sobre a dignidade para essa mulher no Brasil. Assim, conclui-se que os filmes sobre velhice realmente contribuem e contribuirão para a divulgação e discussão do tema, pois há, sim, um lugar para o idoso, em particular a mulher idosa, no mundo contemporâneo, independentemente da beleza, aparência corpórea ou idade cronológica, as idosas dos filmes - como foi visto, ao longo do estudo, ora apresentado, seja como afeição, atração, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, ou na busca da formação de um vínculo emocional com alguém e, ainda, na descoberta de como é fácil ser feliz, do valor do carinho, do sorriso, de um gesto limpo de caráter - vivem o amor, a afetividade, a sexualidade.
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"Se Você Não For Minha, Não Será de Mais Ninguém": a Violência de Gênero Denunciada na DEAM/Vitória - ES (2002 a 2010)

MORGANTE, M. M. 9 April 2015 (has links)
A violência na cidade de Vitória é um fenômeno social que cresce a todo momento e milhares de mulheres sofrem agressões física ou de outra forma somente pelo fato de serem mulheres. Com a criação da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher de Vitória (DEAM/Vitória), muitas delas passaram a denunciar seus agressores com o intuito de colocar um fim a essa violência. Os registros das denuncias são feitos em Boletins de Ocorrência (BOs) que passam a ser propriedade do Estado e podem ser utilizados como fontes de pesquisa para os estudos da violência contra a mulher na cidade de Vitória. A presente pesquisa se utiliza dos Boletins de Ocorrência registrados naquela Delegacia no período de 2002 a 2010, como principal fonte documental, e tem como objetivo de tal estudo compreender as principais razões pelas quais as vítimas sofreram violências por parte daqueles com quem tinham ou já tiveram uma relação afetiva. Dentre os 12.085 Boletins de Ocorrências registrados no período foram selecionados 7.974 cujos agressores denunciados eram maridos ou ex-maridos, namorados ou exnamorados, companheiros ou ex-companheiros das vítimas das agressões. Para a realização do trabalho ora apresentado foi utilizada a metodologia monográfica pelo fato de a mesma possibilitar a realização de uma investigação empírica voltada para elucidar o contexto e sua relação com o objeto de estudo, em uma perspectiva de totalidade. Por meio de uma observação de caráter qualitativo das fontes, foram analisados relatos registrados nos Boletins no momento de denúncia da ocorrência. Os resultados demonstram que as razões mais comumente descritas pelas mulheres para o cometimento da violência por parte de seu companheiro ou ex-companheiro estão relacionadas aos imperativos comportamentais e ideológicos da sociedade patriarcal que persiste no novo milênio. A análise dos relatos evidencia como os padrões de identidade de gênero, forjados por uma sociedade de dominação masculina, podem permear as relações afetivas, motivando e legitimando a reprodução da violência de gênero.
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A Multimodalidade da charge animada e seu uso em sala de aula

OLIVEIRA, Jailton Ferreira de Oliveira 30 July 2015 (has links)
As alterações operadas em diversos gêneros possibilitaram novos arranjos textuais que mudaram, consequentemente, a maneira com que os interlocutores lidam com esses novos textos. Serve de exemplo o que ocorreu com a incorporação de outros modos semióticos, via instrumentalização pelas técnicas de animação multimídia no gênero charge. Esse novo formato de produzir textos revela uma mudança social significativa que influencia a forma como tais textos são produzidos e recepcionados. Com isso, exige-se um leitor mais perspicaz, capaz de atribuir sentido aos vários modos semióticos que integram o texto. Em decorrência, é necessário pensarmos em um ensino que permita o desenvolvimento de multiletramentos, uma vez que os gêneros estão cada vez mais multimodais. Nessa perspectiva, uma das iniciativas que o professor (a) de língua materna deve desenvolver é a elaboração de propostas escolares que promovam o multiletramento dos alunos (as). Por isso, esta pesquisa tem por finalidade analisar os aspectos semióticos presentes na charge animada e as funções desempenhadas, bem como verificar como se produz a construção ideológica analisando os recursos semióticos responsáveis pelas marcas sinalizadoras de bullying nas charges animadas. Toda essa construção teórica se dá em função da construção de uma proposta de atividades escolares para os alunos do 9º Ano do Ensino Fundamental conforme a perspectiva dos Estudos Retóricos do Gênero (ERG), da Multimodalidade e dos Multiletramentos com base nas charges animadas.
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Representações sociais de homens e mulheres sobre a solteirice de pessoas com mais de 40 anos

CRAVO, C. L. 29 October 2014 (has links)
Nas últimas décadas surgiram novos arranjos familiares que se diferenciam das relações tradicionais e assimétricas de gênero. Essas novas configurações familiares impactam diretamente na instituição do casamento, que cede espaço para a construção de outros tipos de relações familiares e conjugais. Uma dessas modificações é o crescimento do número de pessoas morando sozinhas, os chamados domicílios unipessoais. Essa tendência de aumento de domicílios unipessoais sugere também um aumento considerável no contingente de homens e mulheres solteiros. Mesmo com essas mudanças, existem estereótipos negativos e preconceitos contra pessoas que não se adequam aos papéis sociais prescritos quanto à constituição da família, principalmente para quem tem mais de quarenta anos. O objetivo desse trabalho foi investigar quais as representações sociais de homens e mulheres sobre a solteirice de pessoas com mais de quarenta anos. A pesquisa foi organizada em dois estudos (E1 e E2). E1 foi realizada sob o aporte teórico da abordagem estrutural das representações sociais e investigou as evocações de 120 adultos (60 homens e 60 mulheres) com idades entre 18 a 39 anos, relativas aos termos indutores: mulher com mais de quarenta anos que nunca casou e homem com mais de quarenta anos que nunca casou, que foram analisadas com o auxílio do software EVOC-2003. E2, orientada pela abordagem processual das RS, foi organizada a partir da realização de entrevistas semiestruturadas com 16 adultos solteiros (08 homens e 08 mulheres) com idades entre 40 e 48 anos. O roteiro utilizado continha perguntas sobre vantagens e desvantagens da solteirice, pensamento do senso comum sobre a solteirice, a relação entre a vida profissional e a solteirice, papéis sociais, pressão social e discriminação. Na análise das entrevistas utilizou-se a técnica de análise de conteúdo. De uma maneira geral os dados dos dois estudos revelam que as representações sociais de homens e mulheres sobre a solteirice feminina são marcadas por elementos como independente, sozinha, focada no trabalho, chata, encalhada, solteirona, titia, triste, complicada, exigente, personalidade difícil, gorda, opção, resolvida, incompleta, mal resolvida, problemática e livre. Já os elementos comuns nos dois estudos que permearam a representação social de homens e mulheres sobre a solteirice masculina são gay, homossexual, veado, seletivo, garanhão, galinha, livre, opção, imaturo, independente, irresponsável, problemático, sistemático e mulherengo. Dessa forma, os dados indicam que apesar de todas as mudanças que vem ocorrendo nos últimos tempos, às crenças prescritas pelo modelo patriarcal ainda se encontram latentes no pensamento do senso comum de homens e mulheres. Com isso, os homens e mulheres que não estabelecem a configuração de família nuclear tradicional, caracterizado pelo casamento heterossexual indissolúvel e pelos papéis do homem como provedor e da mulher como dona de casa e mãe, são representados predominantemente com atributos negativos, o que pode resultar na construção de estereótipos negativos. Dessa forma, a solteirice ainda não é aceita como uma opção, mas como um desvio dos padrões de gênero estabelecidos socialmente. Palavras chaves: solteirice, gênero e representação social Palavras chaves: solteirice, gênero e representação social

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