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Anormalidades metabólicas relacionadas aos níveis de adiponectina e à gordura da dieta

Frankenberg, Anize Delfino von January 2015 (has links)
O diabetes tipo 2 está atingindo proporções epidêmicas em todo o mundo. A Organização Mundial de Saúde estima que 9% dos adultos com mais de 18 anos têm diabetes, sendo a maioria classificada como tendo diabetes tipo 2. A elevada produção de glicose hepática, a redução da secreção de insulina, a resistência à insulina e as alterações do metabolismo da glicose normalmente encontrados em indivíduos com obesidade, são os principais fatores relacionados à patogênese do diabetes tipo 2 e da síndrome metabólica. A adiponectina é um hormônio regulador da homeostase da glicose e dos lipídios ao sensibilizar a ação da insulina. Uma vez que a redução da sensibilidade à insulina está relacionada ao diabetes tipo 2 e à síndrome metabólica, a diminuição dos níveis de adiponectina pode estar relacionada ao desenvolvimento dessas anormalidades metabólicas. Menores concentrações de adiponectina estão relacionadas com maior massa de gordura intraabdominal. Portanto, a adiponectina pode estabelecer um elo entre gordura intra-abdominal, resistência à insulina e desenvolvimento da síndrome metabólica. Dessa forma, o objetivo do primeiro estudo foi investigar a relação entre os níveis de adiponectina e a síndrome metabólica em uma análise transversal com duas populações distintas. Primeiramente, foram analisados indivíduos encaminhados para triagem e avaliação de anormalidades do metabolismo da glicose e síndrome metabólica, submetidos a um teste de tolerância oral à glicose, na unidade de diabetes do Serviço de Endocrinologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e analisados pela presença da síndrome metabólica. Uma replicação da análise foi realizada em indivíduos submetidos à angiografia cardíaca no Hospital São Paulo da Universidade Federal de São Paulo. Neste estudo, também foi de nosso interesse determinar quais os componentes da síndrome metabólica estavam relacionadas aos níveis de adiponectina. Além disso, analisamos como a resistência e a sensibilidade à insulina e a inflamação subclínica estavam relacionadas com os níveis de adiponectina. Os níveis de adiponectina total e de alto peso molecular estão mais baixos na presença da síndrome metabólica e reduzem com o aumento do número de critérios para síndrome metabólica. Os níveis de adiponectina são, em parte, determinados por sua relação com o colesterol HDL, os triglicerídeos e a adiposidade abdominal. Além disso, a inflamação subclínica e a resistência à insulina podem explicar parcialmente por que os níveis de adiponectina são menores em indivíduos com síndrome metabólica em comparação com indivíduos sem síndrome metabólica. Estratégias terapêuticas de modificação de estilo de vida, que envolvem atividade física de intensidade moderada ou alta e perda de peso, com enfoque na redução da síndrome metabólica e seus componentes, mostraram-se efetivas para aumentar as concentrações de adiponectina. Diferentes intervenções dietéticas também foram identificadas como potenciais modificadores das concentrações de adiponectina e da sensibilidade à insulina, que podem ser moduladas pela ingestão de lipídios. O efeito das dietas que contém baixa ou elevada quantidade de gordura ou de tipos diferentes de gorduras nos níveis de adiponectina foi analisado em diversos estudos que mostraram resultados heterogêneos. De fato, maior adesão à dieta mediterrânea tem sido associada com concentrações mais elevadas de adiponectina, que pode ser explicado pela composição da dieta que é rica em nozes, óleo de oliva e peixes, que são fontes alimentares de ácidos graxos insaturados. Outros lipídios dietéticos, tais como, o ácido linoléico conjugado, o colesterol e o ácido graxo poli-insaturado ômega-3 têm sido associados com diferentes respostas nas concentrações de adiponectina. A fim de esclarecer o efeito dos lipídios da dieta sobre os níveis de adiponectina, o segundo estudo teve como objetivo revisar e analisar sistematicamente ensaios clínicos randomizados que investigaram os efeitos de lipídios da dieta nas concentrações circulantes de adiponectina em adultos. A revisão sistemática com meta-análise mostrou que nos estudos de intervenção que compararam as dietas com baixo e elevado teor de gordura não houve associação entre a quantidade total de gordura com diferenças nos níveis circulantes de adiponectina. Observou-se que a suplementação de ômega-3 aumentou modestamente as concentrações circulantes de adiponectina. Por outro lado, a suplementação de ácido linoléico conjugado reduziu as concentrações de adiponectina quando comparada com a suplementação de ácido graxo insaturado utilizado como placebo ativo. / Type 2 diabetes is reaching worldwide epidemic proportions with the World Health Organization estimating that 9% of adults older than age 18 have diabetes, with the vast majority having type 2 diabetes. Elevated hepatic glucose production, impaired insulin secretion, and insulin resistance, abnormalities of glucose metabolism typically found in subjects with obesity, are major factors underlying the pathogenesis of type 2 diabetes and metabolic syndrome. Adiponectin is a major regulator of glucose and lipid homeostasis by its insulin sensitizer properties. Since decreased insulin sensitivity is linked to type 2 diabetes and metabolic syndrome, decreased adiponectin levels may be related to its development. Lower adiponectin concentrations are related with higher intra-abdominal fat mass. Therefore, adiponectin could link intraabdominal fat with insulin resistance and the development of metabolic syndrome. Therefore, the purpose of the first study was to investigate the relationship between adiponectin levels with metabolic syndrome in two different cohorts. Firstly, screened and evaluated for abnormalities of glucose metabolism and metabolic syndrome were submitted to an oral glucose tolerance test at the diabetes unit of the Endocrine Department of Hospital de Clínicas de Porto Alegre and were cross-sectionally examined according to the presence of metabolic syndrome. A replication analysis was performed in subjects undergoing cardiac angiography at Hospital São Paulo, from Federal University of São Paulo. We were also interested in finding out which metabolic syndrome components are mostly related to adiponectin levels. Additionally, we analyzed how insulin resistance, sensitivity and subchronic inflammation were related to adiponectin levels. Our results have shown that total and highmolecular weight adiponectin levels not only are lower in the presence of metabolic syndrome, but it also decreases by increasing number of metabolic syndrome criteria. These levels are partly determined by their relationship with HDL cholesterol, triglycerides and abdominal adiposity. Furthermore, chronic inflammation and insulin resistance may partially explain why adiponectin levels are lower in subjects with metabolic syndrome compared to subjects without metabolic syndrome. Therapeutic strategies that target the metabolic syndrome and its components have been shown to increase adiponectin concentrations, such as lifestyle modification involving moderate- or high intensity physical activities and weight loss. Different dietary interventions have also been identified as potential modifiers of adiponectin concentrations and insulin sensitivity, and they may be influenced by lipid intake. The relationship of the effect of diets containing either low or high amounts of fat or different type of fat have been analyzed in different studies and has shown heterogeneous results. Indeed, close adherence to a Mediterranean diet has been associated with higher adiponectin concentrations which can be also explained by its composition that is rich in nuts, olive oil and fish, all of which are dietary sources of unsaturated fatty acids. Other dietary lipids such as conjugated linoleic acid, dietary cholesterol and long-chain n-3 polyunsaturated fatty acids have been associated with a variable response to adiponectin concentrations. In order to clarify the effect of dietary lipids on adiponectin levels, the second study aimed to systematically review and analyze randomised controlled trials investigating the effects of dietary lipids on circulating adiponectin concentrations in adults. The meta-analysis has shown that intervention studies that compared diets with low and high fat content were not associated with differences in adiponectin concentrations. However, it was observed that n-3 polyunsaturated fatty acids supplementation modestly increased the circulating concentrations of adiponectin, whereas conjugated linoleic acid supplementation reduced the concentrations when compared with unsaturated fatty acid supplementation used as an active placebo.
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Anormalidades metabólicas relacionadas aos níveis de adiponectina e à gordura da dieta

Frankenberg, Anize Delfino von January 2015 (has links)
O diabetes tipo 2 está atingindo proporções epidêmicas em todo o mundo. A Organização Mundial de Saúde estima que 9% dos adultos com mais de 18 anos têm diabetes, sendo a maioria classificada como tendo diabetes tipo 2. A elevada produção de glicose hepática, a redução da secreção de insulina, a resistência à insulina e as alterações do metabolismo da glicose normalmente encontrados em indivíduos com obesidade, são os principais fatores relacionados à patogênese do diabetes tipo 2 e da síndrome metabólica. A adiponectina é um hormônio regulador da homeostase da glicose e dos lipídios ao sensibilizar a ação da insulina. Uma vez que a redução da sensibilidade à insulina está relacionada ao diabetes tipo 2 e à síndrome metabólica, a diminuição dos níveis de adiponectina pode estar relacionada ao desenvolvimento dessas anormalidades metabólicas. Menores concentrações de adiponectina estão relacionadas com maior massa de gordura intraabdominal. Portanto, a adiponectina pode estabelecer um elo entre gordura intra-abdominal, resistência à insulina e desenvolvimento da síndrome metabólica. Dessa forma, o objetivo do primeiro estudo foi investigar a relação entre os níveis de adiponectina e a síndrome metabólica em uma análise transversal com duas populações distintas. Primeiramente, foram analisados indivíduos encaminhados para triagem e avaliação de anormalidades do metabolismo da glicose e síndrome metabólica, submetidos a um teste de tolerância oral à glicose, na unidade de diabetes do Serviço de Endocrinologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e analisados pela presença da síndrome metabólica. Uma replicação da análise foi realizada em indivíduos submetidos à angiografia cardíaca no Hospital São Paulo da Universidade Federal de São Paulo. Neste estudo, também foi de nosso interesse determinar quais os componentes da síndrome metabólica estavam relacionadas aos níveis de adiponectina. Além disso, analisamos como a resistência e a sensibilidade à insulina e a inflamação subclínica estavam relacionadas com os níveis de adiponectina. Os níveis de adiponectina total e de alto peso molecular estão mais baixos na presença da síndrome metabólica e reduzem com o aumento do número de critérios para síndrome metabólica. Os níveis de adiponectina são, em parte, determinados por sua relação com o colesterol HDL, os triglicerídeos e a adiposidade abdominal. Além disso, a inflamação subclínica e a resistência à insulina podem explicar parcialmente por que os níveis de adiponectina são menores em indivíduos com síndrome metabólica em comparação com indivíduos sem síndrome metabólica. Estratégias terapêuticas de modificação de estilo de vida, que envolvem atividade física de intensidade moderada ou alta e perda de peso, com enfoque na redução da síndrome metabólica e seus componentes, mostraram-se efetivas para aumentar as concentrações de adiponectina. Diferentes intervenções dietéticas também foram identificadas como potenciais modificadores das concentrações de adiponectina e da sensibilidade à insulina, que podem ser moduladas pela ingestão de lipídios. O efeito das dietas que contém baixa ou elevada quantidade de gordura ou de tipos diferentes de gorduras nos níveis de adiponectina foi analisado em diversos estudos que mostraram resultados heterogêneos. De fato, maior adesão à dieta mediterrânea tem sido associada com concentrações mais elevadas de adiponectina, que pode ser explicado pela composição da dieta que é rica em nozes, óleo de oliva e peixes, que são fontes alimentares de ácidos graxos insaturados. Outros lipídios dietéticos, tais como, o ácido linoléico conjugado, o colesterol e o ácido graxo poli-insaturado ômega-3 têm sido associados com diferentes respostas nas concentrações de adiponectina. A fim de esclarecer o efeito dos lipídios da dieta sobre os níveis de adiponectina, o segundo estudo teve como objetivo revisar e analisar sistematicamente ensaios clínicos randomizados que investigaram os efeitos de lipídios da dieta nas concentrações circulantes de adiponectina em adultos. A revisão sistemática com meta-análise mostrou que nos estudos de intervenção que compararam as dietas com baixo e elevado teor de gordura não houve associação entre a quantidade total de gordura com diferenças nos níveis circulantes de adiponectina. Observou-se que a suplementação de ômega-3 aumentou modestamente as concentrações circulantes de adiponectina. Por outro lado, a suplementação de ácido linoléico conjugado reduziu as concentrações de adiponectina quando comparada com a suplementação de ácido graxo insaturado utilizado como placebo ativo. / Type 2 diabetes is reaching worldwide epidemic proportions with the World Health Organization estimating that 9% of adults older than age 18 have diabetes, with the vast majority having type 2 diabetes. Elevated hepatic glucose production, impaired insulin secretion, and insulin resistance, abnormalities of glucose metabolism typically found in subjects with obesity, are major factors underlying the pathogenesis of type 2 diabetes and metabolic syndrome. Adiponectin is a major regulator of glucose and lipid homeostasis by its insulin sensitizer properties. Since decreased insulin sensitivity is linked to type 2 diabetes and metabolic syndrome, decreased adiponectin levels may be related to its development. Lower adiponectin concentrations are related with higher intra-abdominal fat mass. Therefore, adiponectin could link intraabdominal fat with insulin resistance and the development of metabolic syndrome. Therefore, the purpose of the first study was to investigate the relationship between adiponectin levels with metabolic syndrome in two different cohorts. Firstly, screened and evaluated for abnormalities of glucose metabolism and metabolic syndrome were submitted to an oral glucose tolerance test at the diabetes unit of the Endocrine Department of Hospital de Clínicas de Porto Alegre and were cross-sectionally examined according to the presence of metabolic syndrome. A replication analysis was performed in subjects undergoing cardiac angiography at Hospital São Paulo, from Federal University of São Paulo. We were also interested in finding out which metabolic syndrome components are mostly related to adiponectin levels. Additionally, we analyzed how insulin resistance, sensitivity and subchronic inflammation were related to adiponectin levels. Our results have shown that total and highmolecular weight adiponectin levels not only are lower in the presence of metabolic syndrome, but it also decreases by increasing number of metabolic syndrome criteria. These levels are partly determined by their relationship with HDL cholesterol, triglycerides and abdominal adiposity. Furthermore, chronic inflammation and insulin resistance may partially explain why adiponectin levels are lower in subjects with metabolic syndrome compared to subjects without metabolic syndrome. Therapeutic strategies that target the metabolic syndrome and its components have been shown to increase adiponectin concentrations, such as lifestyle modification involving moderate- or high intensity physical activities and weight loss. Different dietary interventions have also been identified as potential modifiers of adiponectin concentrations and insulin sensitivity, and they may be influenced by lipid intake. The relationship of the effect of diets containing either low or high amounts of fat or different type of fat have been analyzed in different studies and has shown heterogeneous results. Indeed, close adherence to a Mediterranean diet has been associated with higher adiponectin concentrations which can be also explained by its composition that is rich in nuts, olive oil and fish, all of which are dietary sources of unsaturated fatty acids. Other dietary lipids such as conjugated linoleic acid, dietary cholesterol and long-chain n-3 polyunsaturated fatty acids have been associated with a variable response to adiponectin concentrations. In order to clarify the effect of dietary lipids on adiponectin levels, the second study aimed to systematically review and analyze randomised controlled trials investigating the effects of dietary lipids on circulating adiponectin concentrations in adults. The meta-analysis has shown that intervention studies that compared diets with low and high fat content were not associated with differences in adiponectin concentrations. However, it was observed that n-3 polyunsaturated fatty acids supplementation modestly increased the circulating concentrations of adiponectin, whereas conjugated linoleic acid supplementation reduced the concentrations when compared with unsaturated fatty acid supplementation used as an active placebo.
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Anormalidades metabólicas relacionadas aos níveis de adiponectina e à gordura da dieta

Frankenberg, Anize Delfino von January 2015 (has links)
O diabetes tipo 2 está atingindo proporções epidêmicas em todo o mundo. A Organização Mundial de Saúde estima que 9% dos adultos com mais de 18 anos têm diabetes, sendo a maioria classificada como tendo diabetes tipo 2. A elevada produção de glicose hepática, a redução da secreção de insulina, a resistência à insulina e as alterações do metabolismo da glicose normalmente encontrados em indivíduos com obesidade, são os principais fatores relacionados à patogênese do diabetes tipo 2 e da síndrome metabólica. A adiponectina é um hormônio regulador da homeostase da glicose e dos lipídios ao sensibilizar a ação da insulina. Uma vez que a redução da sensibilidade à insulina está relacionada ao diabetes tipo 2 e à síndrome metabólica, a diminuição dos níveis de adiponectina pode estar relacionada ao desenvolvimento dessas anormalidades metabólicas. Menores concentrações de adiponectina estão relacionadas com maior massa de gordura intraabdominal. Portanto, a adiponectina pode estabelecer um elo entre gordura intra-abdominal, resistência à insulina e desenvolvimento da síndrome metabólica. Dessa forma, o objetivo do primeiro estudo foi investigar a relação entre os níveis de adiponectina e a síndrome metabólica em uma análise transversal com duas populações distintas. Primeiramente, foram analisados indivíduos encaminhados para triagem e avaliação de anormalidades do metabolismo da glicose e síndrome metabólica, submetidos a um teste de tolerância oral à glicose, na unidade de diabetes do Serviço de Endocrinologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e analisados pela presença da síndrome metabólica. Uma replicação da análise foi realizada em indivíduos submetidos à angiografia cardíaca no Hospital São Paulo da Universidade Federal de São Paulo. Neste estudo, também foi de nosso interesse determinar quais os componentes da síndrome metabólica estavam relacionadas aos níveis de adiponectina. Além disso, analisamos como a resistência e a sensibilidade à insulina e a inflamação subclínica estavam relacionadas com os níveis de adiponectina. Os níveis de adiponectina total e de alto peso molecular estão mais baixos na presença da síndrome metabólica e reduzem com o aumento do número de critérios para síndrome metabólica. Os níveis de adiponectina são, em parte, determinados por sua relação com o colesterol HDL, os triglicerídeos e a adiposidade abdominal. Além disso, a inflamação subclínica e a resistência à insulina podem explicar parcialmente por que os níveis de adiponectina são menores em indivíduos com síndrome metabólica em comparação com indivíduos sem síndrome metabólica. Estratégias terapêuticas de modificação de estilo de vida, que envolvem atividade física de intensidade moderada ou alta e perda de peso, com enfoque na redução da síndrome metabólica e seus componentes, mostraram-se efetivas para aumentar as concentrações de adiponectina. Diferentes intervenções dietéticas também foram identificadas como potenciais modificadores das concentrações de adiponectina e da sensibilidade à insulina, que podem ser moduladas pela ingestão de lipídios. O efeito das dietas que contém baixa ou elevada quantidade de gordura ou de tipos diferentes de gorduras nos níveis de adiponectina foi analisado em diversos estudos que mostraram resultados heterogêneos. De fato, maior adesão à dieta mediterrânea tem sido associada com concentrações mais elevadas de adiponectina, que pode ser explicado pela composição da dieta que é rica em nozes, óleo de oliva e peixes, que são fontes alimentares de ácidos graxos insaturados. Outros lipídios dietéticos, tais como, o ácido linoléico conjugado, o colesterol e o ácido graxo poli-insaturado ômega-3 têm sido associados com diferentes respostas nas concentrações de adiponectina. A fim de esclarecer o efeito dos lipídios da dieta sobre os níveis de adiponectina, o segundo estudo teve como objetivo revisar e analisar sistematicamente ensaios clínicos randomizados que investigaram os efeitos de lipídios da dieta nas concentrações circulantes de adiponectina em adultos. A revisão sistemática com meta-análise mostrou que nos estudos de intervenção que compararam as dietas com baixo e elevado teor de gordura não houve associação entre a quantidade total de gordura com diferenças nos níveis circulantes de adiponectina. Observou-se que a suplementação de ômega-3 aumentou modestamente as concentrações circulantes de adiponectina. Por outro lado, a suplementação de ácido linoléico conjugado reduziu as concentrações de adiponectina quando comparada com a suplementação de ácido graxo insaturado utilizado como placebo ativo. / Type 2 diabetes is reaching worldwide epidemic proportions with the World Health Organization estimating that 9% of adults older than age 18 have diabetes, with the vast majority having type 2 diabetes. Elevated hepatic glucose production, impaired insulin secretion, and insulin resistance, abnormalities of glucose metabolism typically found in subjects with obesity, are major factors underlying the pathogenesis of type 2 diabetes and metabolic syndrome. Adiponectin is a major regulator of glucose and lipid homeostasis by its insulin sensitizer properties. Since decreased insulin sensitivity is linked to type 2 diabetes and metabolic syndrome, decreased adiponectin levels may be related to its development. Lower adiponectin concentrations are related with higher intra-abdominal fat mass. Therefore, adiponectin could link intraabdominal fat with insulin resistance and the development of metabolic syndrome. Therefore, the purpose of the first study was to investigate the relationship between adiponectin levels with metabolic syndrome in two different cohorts. Firstly, screened and evaluated for abnormalities of glucose metabolism and metabolic syndrome were submitted to an oral glucose tolerance test at the diabetes unit of the Endocrine Department of Hospital de Clínicas de Porto Alegre and were cross-sectionally examined according to the presence of metabolic syndrome. A replication analysis was performed in subjects undergoing cardiac angiography at Hospital São Paulo, from Federal University of São Paulo. We were also interested in finding out which metabolic syndrome components are mostly related to adiponectin levels. Additionally, we analyzed how insulin resistance, sensitivity and subchronic inflammation were related to adiponectin levels. Our results have shown that total and highmolecular weight adiponectin levels not only are lower in the presence of metabolic syndrome, but it also decreases by increasing number of metabolic syndrome criteria. These levels are partly determined by their relationship with HDL cholesterol, triglycerides and abdominal adiposity. Furthermore, chronic inflammation and insulin resistance may partially explain why adiponectin levels are lower in subjects with metabolic syndrome compared to subjects without metabolic syndrome. Therapeutic strategies that target the metabolic syndrome and its components have been shown to increase adiponectin concentrations, such as lifestyle modification involving moderate- or high intensity physical activities and weight loss. Different dietary interventions have also been identified as potential modifiers of adiponectin concentrations and insulin sensitivity, and they may be influenced by lipid intake. The relationship of the effect of diets containing either low or high amounts of fat or different type of fat have been analyzed in different studies and has shown heterogeneous results. Indeed, close adherence to a Mediterranean diet has been associated with higher adiponectin concentrations which can be also explained by its composition that is rich in nuts, olive oil and fish, all of which are dietary sources of unsaturated fatty acids. Other dietary lipids such as conjugated linoleic acid, dietary cholesterol and long-chain n-3 polyunsaturated fatty acids have been associated with a variable response to adiponectin concentrations. In order to clarify the effect of dietary lipids on adiponectin levels, the second study aimed to systematically review and analyze randomised controlled trials investigating the effects of dietary lipids on circulating adiponectin concentrations in adults. The meta-analysis has shown that intervention studies that compared diets with low and high fat content were not associated with differences in adiponectin concentrations. However, it was observed that n-3 polyunsaturated fatty acids supplementation modestly increased the circulating concentrations of adiponectin, whereas conjugated linoleic acid supplementation reduced the concentrations when compared with unsaturated fatty acid supplementation used as an active placebo.
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Prevalência da síndrome metabólica e de seus componentes em universitários / Prevalence of metabolic syndrome and its components in college students

Freitas, Roberto Wagner Júnior Freire de January 2013 (has links)
FREITAS, Roberto Wagner Júnior Freire de. Prevalência da síndrome metabólica e de seus componentes em universitários. 2013. 163 f. Tese (Doutorado em Enfermagem) - Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, Fortaleza, 2013. / Submitted by denise santos (denise.santos@ufc.br) on 2013-12-23T12:46:48Z No. of bitstreams: 1 2013_tese_rwjffreitas.pdf: 1494013 bytes, checksum: ce8684bff790f7e1d72bfb49b386b395 (MD5) / Approved for entry into archive by denise santos(denise.santos@ufc.br) on 2013-12-23T12:47:08Z (GMT) No. of bitstreams: 1 2013_tese_rwjffreitas.pdf: 1494013 bytes, checksum: ce8684bff790f7e1d72bfb49b386b395 (MD5) / Made available in DSpace on 2013-12-23T12:47:08Z (GMT). No. of bitstreams: 1 2013_tese_rwjffreitas.pdf: 1494013 bytes, checksum: ce8684bff790f7e1d72bfb49b386b395 (MD5) Previous issue date: 2013 / The Metabolic Syndrome (MetS) is a complex disorder represented by a group of cardiovascular risk factors. The increase in general mortality around 1.5 and the increased mortality from cardiovascular disease in 2.5 times are some of the reasons that prove the relevance of the problem. A growing number of young people, especially college students, have been affected by metabolic disorder, and to date, there are no studies with this portion of the population in Brazil. The objective of this investigation was to evaluate the prevalence of MetS and their individual components in a population of college students. Furthermore, we sought to evaluate the influence of the area and the period in which the student is in your course in the MetS prevalence. Cross-sectional study with 702 university students belonging to a Public Institution of Higher Education in Fortaleza, Brazil, in 2011. The sample consisted of students over 18 years, duly enrolled and attending courses in different areas of knowledge like: human, exact, agricultural, health and biological sciences and technology. Initially, students filled out an instrument containing data identifying, demographic and related health indicators like a physical exercise, smoking and alcohol. Next, we assessed the anthropometric data, height, weight, waist circumference, body mass index and blood pressure. Blood samples were taken by a specialized laboratory, respecting a fasting for twelve hours to blood glucose, triglycerides, HDL-cholesterol and LDL-cholesterol. The criteria used for the diagnosis of MetS was the National Cholesterol Education Program – Adult Treatment Panel III (NCEP ATP III). The project was submitted to the Ethics Committee on Human Research of the Center for Health Sciences of the Federal University of Ceará and approved according to the protocol 208/2010. The prevalence of MetS was 1.7%. With regards to its components, 30.9% and 12.1% of students had at least one or two, respectively. Waist circumference, blood pressure, levels of blood glucose and triglyceride levels were increased by 5.6%, 8.3%, 12.1% and 22.5% of the students, respectively. The levels of HDL-cholesterol were reduced by 12.0% of the sample. We found a statistically significant association between BMI and the prevalence of MetS (p=0,000). Students belonging to the health showed the better parameters of waist circumference (p=0.011), blood pressure (p=0.014), of blood glucose (p=0.036), HDL-cholesterol (p=0.000), BMI (p=0.001) and smoking (0.034). Regarding the period of the course, it was evident that alcohol use is lower among freshmen, compared to those students who are at the end of the course (p = 0.000). We conclude that the prevalence of MetS was lower among college students, however, a large portion of them have components present, increasing the chances of onset of the disorder over the years. Moreover, students belonging to health science had fewer of MetS components and better health indicators. Intervention studies should be conducted in seeking to encourage healthy lifestyles for all students, regardless of the training area and period in which they are in progress. / A Síndrome Metabólica (SM) é um transtorno complexo representado por um conjunto de fatores de risco cardiovascular. A elevação da mortalidade geral em torno de 1,5 e o aumento da mortalidade por problemas cardiovasculares em 2,5 vezes são alguns dos motivos que comprovam a relevância do problema. Um número crescente de indivíduos jovens, em especial os estudantes universitários, tem sido acometido pelo distúrbio metabólico e, até o momento, não existem estudos com essa parcela da população no Brasil. O objetivo dessa investigação foi avaliar a prevalência da SM e de seus componentes individuais numa população de estudantes universitários. Além disso, buscou-se avaliar a influência da área de formação e do período em que o aluno se encontra no curso na prevalência da SM. Estudo transversal, realizado com 702 universitários pertencentes a uma Instituição Pública de Ensino Superior de Fortaleza-Brasil, em 2011. Compuseram a amostra estudantes maiores de 18 anos, devidamente matriculados e frequentando cursos de distintas áreas do conhecimento, a saber: humanas, exatas, agrárias, saúde, ciências e tecnologia. Inicialmente, os estudantes preencheram um instrumento contendo dados de identificação, sociodemográficos e relacionados aos indicadores de saúde, como prática de exercícios físicos, tabagismo e etilismo. Em um segundo momento, foram avaliados os dados antropométricos, altura, peso, circunferência abdominal, índice de massa corporal e pressão arterial. Coletas sanguíneas foram realizadas por um laboratório especializado, respeitando um jejum de doze horas, para glicemia venosa, triglicerídeos, HDL-colesterol e LDL-colesterol. O critério utilizado para o diagnóstico de SM foi do National Cholesterol Education Program – Adult Treatment Panel III (NCEP ATP III). O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Ceará e aprovado conforme o protocolo 208/2010. A prevalência da SM foi de 1,7%. Com relação aos seus componentes, 30,9% e 12,1% dos estudantes possuíam, pelo menos, um ou dois deles, respectivamente. A circunferência abdominal, a pressão arterial, os níveis de glicose sanguínea e de triglicerídeos estiveram aumentados em 5,6%, 8,3%, 12,1% e, 22,5% dos estudantes, respectivamente. Os níveis de HDL-colesterol estiveram diminuídos em 12,0% da amostra. Foi encontrada associação estatisticamente significante entre a prevalência da SM e o IMC (p=0,000). Os estudantes pertencentes à área da saúde apresentaram melhores parâmetros da circunferência abdominal (p=0,011), pressão arterial (p=0,014), glicemia venosa de jejum (p=0,036), HDL-colesterol (p=0,000), IMC (p=0,001) e tabagismo (0,034). Com relação ao período do curso, ficou evidenciado que o uso do álcool é menor nos calouros, quando comparados àqueles estudantes que estão no final do curso (p=0,000). Conclui-se que a prevalência da SM foi baixa entre os estudantes universitários, entretanto, grande parcela deles possui componentes presentes, aumentando as chances do aparecimento do distúrbio com o passar dos anos. Além disso, os estudantes pertencentes à área da saúde apresentaram menos componentes da SM e melhores indicadores de saúde. Estudos de intervenção devem ser realizados na busca de incentivar hábitos de vida saudáveis a todos os universitários, independente da área de formação e período em que se encontram no curso.
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Relação entre os elementos definidores da síndrome metabólica e a função tireoidiana em indivíduos com eutireoidismo da população de Fortaleza-CE / Relationship between the defining elements of the metabolic syndrome and thyroid function in subjects with euthyroid in population of Fortaleza

Castelo, Maria Helane Costa Gurgel January 2010 (has links)
CASTELO, Maria Helane Costa Gurgel. Relação entre os elementos definidores da síndrome metabólica e a função tireoidiana em indivíduos eutireoideanos adultos da população de Fortaleza-CE. 2010. 126 f. Dissertação (Mestrado em Farmacologia) - Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2010. / Submitted by denise santos (denise.santos@ufc.br) on 2012-09-03T13:46:41Z No. of bitstreams: 1 2010_dis_mhcgcastelo.pdf: 1578785 bytes, checksum: 073a9e40a725ef9bd1a5eb782396fb9d (MD5) / Approved for entry into archive by Eliene Nascimento(elienegvn@hotmail.com) on 2012-09-03T14:12:21Z (GMT) No. of bitstreams: 1 2010_dis_mhcgcastelo.pdf: 1578785 bytes, checksum: 073a9e40a725ef9bd1a5eb782396fb9d (MD5) / Made available in DSpace on 2012-09-03T14:12:21Z (GMT). No. of bitstreams: 1 2010_dis_mhcgcastelo.pdf: 1578785 bytes, checksum: 073a9e40a725ef9bd1a5eb782396fb9d (MD5) Previous issue date: 2010 / The association between clinically overt thyroid dysfunction and the development of metabolic disorders is well established. However, in recent years, the debate about the relationship between changes in thyroid function (TF), the metabolic syndrome (MS) or its components has gained special attention. Since the thyroid stimulating hormone (TSH) screening test more sensitive for detecting changes in TF, has been discussed more stringent criteria of normality in healthy individuals, from the finding of an association of adverse clinical outcomes with values previously considered normal. However, it is difficult to define "health", particularly in relation to body adiposity, whereas obesity is a condition of high prevalence itself linked to numerous illnesses. This study aimed to evaluate the relationship between the defining elements of MS and changes in the TF and determine the reference value (RV) of TSH in a sample of healthy subjects, from the stand point of thyroid, in the city of Fortaleza, Brazil. This is a cross-sectional study conducted from March 2009 to January 2010 which included 267 euthyroid subjects were selected from clinical and laboratory criteria. This team comprised four stages including the completion of a self-administered questionnaire, laboratorial and medical evaluation, with anthropometry, measurement of waist circumference (WC), systolic blood pressure (SBP) and diastolic (DBP), determination of serum TSH, free thyroxine ( FT4), triiodothyronine (T3), anti-thyroperoxidase (ATPO), thyroglobulin antibody (ATG), fasting glucose (FG), insulin, total cholesterol (TC), LDL, HDL and triglycerides (TG), insulin resistance calculated by homeostasis model assessment (HOMA-IR ), and the realization of thyroid ultrasound (TUS). Among the 267, 125 participants were selected, named individuals-reference, characterized by normal FT4, anti-thyroid antibody negative and normal TUS normal. This group composed the database of individual records necessary for determining the VR TSH according to the NCCLS and NACB guidelines. Data were subjected to statistical analysis (software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 14.0 para Windows) being used the Student t test, Mann-Whitney test to compare continuous variables, the chi-square test for categorical variables and Spearman test for correlation analysis, adopting the statistical significance level of 5% (p < 0.05). Multiple linear regression models were applied to evaluate the associations between the FT with the concentrations of serum lipids and various traits of MS, with and without adjustment for age, sex, and HOMA-IR. To determine the reference range of TSH were adopted percentiles 2.5% and 97.5% of the distribution curve of the analyte, as the correspondents of the lower and upper limits of TSH RV. After the analysis, we observed that 77.2% of euthyroid subjects had at least one defining element of MS. Regarding the relationships between metabolic parameters and FT, there was positive correlation of TSH with only WC and DBP, while the FT4 correlated inversely with four (WC, FG, TG, DBP) in the five defining elements of MS. Yet been demonstrated a clear inverse correlation between the status of TF and HOMA-IR. From these findings, we speculate that in fact there is an association between the TF and MS, and that serum levels of thyroid hormones (THs) more than TSH, are related to cardiovascular risk factors. In determining the reference range of TSH, the values are between 0.56 to 4.45 mIU / l, which is in line with the points previously established in population-based studies. / A associação entre disfunções tireoideanas clinicamente manifestas e o desenvolvimento de distúrbios metabólicos está bem determinada. Entretanto, nos últimos anos, o debate acerca da relação entre alterações na função tireoideana (FT) e a síndrome metabólica (SM), ou seus componentes, tem ganhado especial atenção. Sendo o hormônio tireoestimulante (TSH) o teste de rastreamento mais sensível para a detecção de alterações da FT, tem se discutido critérios mais rigorosos de normalidade em indivíduos sadios, a partir do achado de associação de desfechos clínicos desfavoráveis com valores anteriormente considerados normais. No entanto, torna-se difícil a definição de “saúde”, em especial no âmbito relacionado à adiposidade corporal, considerando ser a obesidade uma condição de elevada prevalência e per si relacionada a inúmeras morbidades. Assim, este trabalho objetivou avaliar a relação entre os elementos definidores da SM e a FT e determinar o valor de referência (VR) do TSH em uma amostra de indivíduos saudáveis, do ponto de vista tireoideano, residentes na cidade de Fortaleza-CE, Brasil. Trata-se de um estudo transversal conduzido no período de março de 2009 a janeiro de 2010 onde foram incluídos 267 indivíduos eutireoideanos, selecionados a partir de critérios clínicos e laboratoriais. Esta seleção compreendeu quatro etapas incluindo o preenchimento de um questionário auto-administrado, avaliação médica e laboratorial, com antropometria, medida da circunferência abdominal (CA), da pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), determinação sérica de TSH, tiroxina livre (T4l), triiodotironina (T3), anticorpo anti-tireoperoxidase (ATPO), anticorpo anti-tireoglobulina (ATG), glicose em jejum (GJ), insulina, colesterol total (CT), LDL, HDL e triglicerídeos (TG), cálculo da resistência à insulina, através do modelo de avaliação da homeostase (HOMA-IR), e a realização de ultrassonografia tireoideana (UST). Dentre os 267, foram selecionados 125 participantes, denominados indivíduos-referência, caracterizados por T4l e T3 normais, anticorpos anti-tireoideanos negativos e UST normal. Este grupo compôs o banco de registros individuais necessários para a determinação do VR do TSH de acordo com as recomendações do NCCLS e NACB guidelines. Os dados foram submetidos à análise estatística, através do software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 14.0 para Windows, sendo usados o teste t de Student, teste de Mann-Whitney para comparação das variáveis contínuas, o teste do qui-quadrado para variáveis categóricas e o teste de Spearman para análise de correlações, sendo adotado o nível de significância estatística de 5% (p<0,05). Modelos de regressão linear múltipla foram aplicados na avaliação das associações entre a FT com as concentrações de lipídeos séricos e com vários traços da SM, com e sem ajuste para idade, sexo e HOMA-IR. Para determinação do intervalo de referência do TSH foram adotados os percentis 2,5% e 97,5% da curva de distribuição deste analito, como sendo os correspondentes dos limites inferior e superior do VR do TSH. Após a análise, observou-se que 77,2% dos indivíduos eutireoideanos apresentaram pelo menos um elemento definidor da SM. Quanto às relações entre os parâmetros metabólicos e a FT, observou-se correlação positiva do TSH apenas com CA e PAD, enquanto o T4l correlacionou-se inversamente com quatro (CA, GJ, TG, PAD) dos cinco elementos definidores da SM. Ainda foi demonstrada uma clara correlação inversa entre o status de FT e o HOMA-IR. A partir destes achados, especula-se que de fato exista uma associação entre a FT e a SM, e que os níveis séricos de hormônios tireoideanos (HTs), mais do que TSH, estão relacionados com fatores de risco cardiovascular. Na determinação do intervalo de referência do TSH, os valores obtidos se encontram entre 0,56 a 4,45mUI/l, o que está em consonância com os pontos previamente estabelecidos em estudos de base populacio.
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Lipodistrofia em indivíduos vivendo com HIV/AIDS: fatores de risco para lipoatrofia e acúmulo de gordura corporal e associação com síndrome metabólica. Um estudo de coorte

Oliveira, Thais Gelenske Braga e 25 February 2014 (has links)
Submitted by Ramon Santana (ramon.souza@ufpe.br) on 2015-03-11T19:26:23Z No. of bitstreams: 2 TESE Thais Gelenske Braga e Oliveira.pdf: 4496909 bytes, checksum: 862acda9ad582b81c0522abdb8bfba79 (MD5) license_rdf: 1232 bytes, checksum: 66e71c371cc565284e70f40736c94386 (MD5) / Made available in DSpace on 2015-03-11T19:26:23Z (GMT). No. of bitstreams: 2 TESE Thais Gelenske Braga e Oliveira.pdf: 4496909 bytes, checksum: 862acda9ad582b81c0522abdb8bfba79 (MD5) license_rdf: 1232 bytes, checksum: 66e71c371cc565284e70f40736c94386 (MD5) Previous issue date: 2014-02-25 / O presente estudo teve como objetivo determinar as densidades de incidência e fatores associados com lipoatrofia(LA) e acúmulo de gordura corporal (AGC), determinar a densidade de incidência de síndrome metabólica (SM) de acordo com três critérios diferentes [American Heart Association/National Heart, Lung and Blood Institute (AHA/NHLBI), International Diabetes Federation (IDF) e Harmonizing Metabolic Syndrome: a Joint Interim Statement (JIS)] e verificar a associação de LA e AGC com o desenvolvimento de SM e com os componentes participantes dos critérios de definição de SM em pessoas vivendo com HIV (PVHIV) usando terapia antirretroviral (TARV) na Coorte AIDS-PE (2007-2012). Na avaliação de novos casos de LA e AGC e seus fatores associados, encontramos incidência de LA de 19,3(17,3-21,5)/100pessoas-ano e de AGC 34(31,4–28,1)/100pessoas-ano. Após ajuste, os fatores que permaneceram associados com desenvolvimento de LA foram tempo de diagnóstico de HIV > 5 anos e valores de CD4 <350 células/ml. Os fatores que permaneceram associados com menor risco para LA foram sobrepeso/obesidade e uso atual de atazanavir (ATV). Os fatores que permaneceram associados com desenvolvimento de AGC foram sobrepeso/obesidade, hipertrigliceridemia, pré-diabetes e sexo feminino. Os fatores que permaneceram associados com menor risco para AGC foram idade > 40 anos e uso em algum momento de lopinavir/ritonavir (LPV/r) e efavirenz (EFZ). Na avaliação de novos casos de SM, encontramos incidência de SM pelo JIS de 18,6 (16,5–21)casos/100pessoas-ano, SM pela AHA/NHLBI de 15 (13,2–17)casos/100 pessoas-ano e SM pela IDF de 12,5 (10,9–14,3)casos/100pessoas-ano. Encontramos associação entre AGC com SM, independente da definição adotada. Não encontramos associação entre LA e SM. Avaliando a associação de LA e AGC com os componentes usados para definição de SM, AGC foi fator de risco para circunferência abdominal (CA) elevada (usando ponto de corte IDF), hipertensão arterial (HAS) e hiperglicemia/diabetes mellitus. A presença de LA diminuiu o risco de desenvolvimento de CA elevada pelos critérios da AHA/NHLBI e IDF. Em nossa coorte, os fatores que se associaram com o desenvolvimento de novos casos de LA foram diferentes daqueles com AGC. Encontramos incidência alta de SM principalmente pelos critérios da JIS. AGC, mas não LA, associou-se com novos casos de SM.
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Strain longitudinal global e síndrome metabólica no ELSA-Brasil : uma análise por ecocardiografia bidimensional speckle-tracking

Cañon-Montañez, Wilson January 2016 (has links)
A presente tese de doutorado foi realizada com o objetivo de investigar a associação entre a síndrome metabólica (SM) e seus componentes com o strain longitudinal global (GLS) medido pela ecocardiografia bidimensional speckle-tracking (2D-STE) em indivíduos de meia idade (35 a 74 anos) no contexto brasileiro. O trabalho foi realizado com dados basais (2008-2010) da amostra aleatória do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), que se trata de um estudo de coorte multicêntrico composto por 15105 homens e mulheres, servidores civis, ativos e aposentados de seis instituições de ensino superior e pesquisa brasileiras. Nesta tese, foram investigadas associações entre a SM e seus componentes com o GLS, para identificar disfunção ventricular esquerda subclínica nos participantes do ELSA-Brasil. Entre os participantes que preencheram os critérios de inclusão [53% mulheres; 52 ± 9 anos], 42% tinham SM. Os indivíduos com SM apresentaram piores valores de GLS [(-18,0 ± 2,5%) do que aqueles sem SM (-19,0 ± 2,4%), p <0,0001], e quase duas vezes a prevalência de disfunção sistólica subclínica. Na análise de regressão linear múltipla, o GLS foi associado com SM, mesmo após o ajuste para sexo, idade, raça/cor, escolaridade, centro de investigação, frequência cardíaca e fração de ejeção do ventrículo esquerdo por 2D-STE (β= 0,58; p <0,0001), mas o tamanho do efeito foi atenuado após ajuste para o índice de massa corporal (β= 0,39; p =0,004). A razão de prevalência ajustada de GLS alterado foi maior na SM em comparação com aqueles sem SM para 1.0 desvio padrão (GLS=-16,1%; RP= 1,45 [IC 95%: 1,09-1,93]) e 1.5 desvio padrão (GLS=-14,8%; RP = 1,93 [IC 95%: 1,25 - 2,99]). Em relação aos componentes da SM, a análise de regressão quantílica ajustada mostrou que a circunferência da cintura elevada foi independentemente associada com o GLS alterado (percentil 95), mesmo após o ajuste para os principais confundidores (p <0,0001). De acordo com os resultados do estudo, evidenciou-se que a SM é independentemente associada com a alteração da função sistólica do ventrículo esquerdo avaliada por GLS. Além disso, demonstrou-se que a circunferência da cintura elevada é o principal componente associado à alteração do strain miocárdico dentre os critérios atualmente propostos para o diagnóstico de SM. Os achados sugerem a presença de uma alteração precoce subclínica da contratilidade miocárdica relacionada com obesidade abdominal e SM. / The present doctoral thesis aimed to investigate the association between metabolic syndrome (MetS) and its components with global longitudinal strain (GLS) measured by two-dimensional speckle-tracking echocardiography (2D-STE) in middle-age individuals (35 to 74 years) in the Brazilian context. This investigation was carried out with baseline data (2008-2010) from the Brazilian Longitudinal Study of Adult Health (ELSA-Brasil) which is a multicenter cohort study composed of 15,105 men and women, civil servants, active and retired, from universities or research institutions located in six states of Brazil. In this thesis, we investigated associations between MetS and its components with GLS to identify subclinical left ventricular dysfunction in participants from ELSA-Brasil. Among the participants who fulfilled the inclusion criteria [53% women; 52 ± 9 years], 42% had MetS. Individuals with MetS had worse GLS [(-18.0 ± 2.5%) than those without MetS (-19.0 ± 2.4%), p <0.0001], and about twice the prevalence of subclinical systolic dysfunction. In multiple linear regression analysis, GLS was associated with MetS even after adjusting for sex, age, race/color, educational level, study center, heart rate, and LV ejection fraction by 2D-STE (β= 0,58; p < 0,0001), but the effect was attenuated after adjusting for body mass index (β= 0,39; p =0,004). The adjusted prevalence ratio of altered GLS was higher in MetS compared to those without MetS for the 1.0 SD (GLS=-16.1%; PR=1.45 [95% CI: 1.09 - 1.93]) and 1.5 SD (GLS=-14.8%; PR=1.93 [95% CI: 1.25 - 2.99]) cut-offs. According to MetS components, adjusted quantile regression analysis showed that elevated waist circumference was independently associated with altered GLS (95th quantile), even after adjusting for main confounders (p < 0.0001). The results of this study showed that MetS is independently associated with left ventricular impaired systolic function by GLS. In addition, it was demonstrated that elevated waist circumference is the main component associated with impaired myocardial strain among the currently proposed criteria for diagnosis of MetS. The findings suggest the presence of an early subclinical myocardial contractility impairment related to abdominal obesity and MetS.
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Estudo da associação da síndrome metabólica com as manifestações clínicas da artrite reumatóide

Cunha, Viviane Roseli da January 2010 (has links)
Objetivos: Avaliar a prevalência da síndrome metabólica (SM) em pacientes com artrite reumatóide (AR) e controles e verificar uma possível associação da SM com fatores próprios da doença. Métodos: Foram estudados 283 pacientes com AR e 233 controles sem AR ou outra doença inflamatória crônica do tecido conjuntivo, emparelhados por idade e sexo. A SM foi definida de acordo com os critérios do NCEP. A atividade da doença AR foi avaliada pelo Disease Activity Score de 28 articulações (DAS28). Uma avaliação clínica foi realizada e um questionário contendo aspectos demográficos e clínicos foi aplicado. Resultados: A prevalência total da SM foi de 39.2% nos pacientes com AR e de 19.5% nos controles (p <0.001). Circunferência da cintura aumentada, pressão sanguínea e glicemia de jejum elevadas foram mais frequentes nos pacientes com AR na comparação com os controles (p <0.001, p <0.001 e p <0.001; respectivamente). Na análise de regressão logística múltipla, o risco de ter SM foi significativamente maior nos pacientes com AR do que nos controles (OR 1.87, 95% CI 1.17-3.00, p=0.009) após ajustamento para idade, sexo e anos de escolaridade. O DAS28 foi significativamente maior nos pacientes com SM se comparado com aqueles sem SM (p=0.01). Duração da doença, fator reumatóide e manifestações extra-articulares foram comparáveis entre pacientes com e sem SM. Conclusão: A prevalência da SM foi maior nos pacientes com AR em relação aos controles e foi associada com a atividade da doença. A maior prevalência de fatores de risco cardiovasculares na AR sugere a participação do processo inflamatório no desenvolvimento da doença cardiovascular (DCV) e implica controle rigoroso da atividade inflamatória sistêmica e dos fatores de risco modificáveis para DCV nestes pacientes.
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Estudo da associação da síndrome metabólica com as manifestações clínicas da artrite reumatóide

Cunha, Viviane Roseli da January 2010 (has links)
Objetivos: Avaliar a prevalência da síndrome metabólica (SM) em pacientes com artrite reumatóide (AR) e controles e verificar uma possível associação da SM com fatores próprios da doença. Métodos: Foram estudados 283 pacientes com AR e 233 controles sem AR ou outra doença inflamatória crônica do tecido conjuntivo, emparelhados por idade e sexo. A SM foi definida de acordo com os critérios do NCEP. A atividade da doença AR foi avaliada pelo Disease Activity Score de 28 articulações (DAS28). Uma avaliação clínica foi realizada e um questionário contendo aspectos demográficos e clínicos foi aplicado. Resultados: A prevalência total da SM foi de 39.2% nos pacientes com AR e de 19.5% nos controles (p <0.001). Circunferência da cintura aumentada, pressão sanguínea e glicemia de jejum elevadas foram mais frequentes nos pacientes com AR na comparação com os controles (p <0.001, p <0.001 e p <0.001; respectivamente). Na análise de regressão logística múltipla, o risco de ter SM foi significativamente maior nos pacientes com AR do que nos controles (OR 1.87, 95% CI 1.17-3.00, p=0.009) após ajustamento para idade, sexo e anos de escolaridade. O DAS28 foi significativamente maior nos pacientes com SM se comparado com aqueles sem SM (p=0.01). Duração da doença, fator reumatóide e manifestações extra-articulares foram comparáveis entre pacientes com e sem SM. Conclusão: A prevalência da SM foi maior nos pacientes com AR em relação aos controles e foi associada com a atividade da doença. A maior prevalência de fatores de risco cardiovasculares na AR sugere a participação do processo inflamatório no desenvolvimento da doença cardiovascular (DCV) e implica controle rigoroso da atividade inflamatória sistêmica e dos fatores de risco modificáveis para DCV nestes pacientes.
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Estado menopáusico e síndrome metabólica em mulheres no climatério atendidas em um ambulatório no sul do Brasil

Mendes, Karina Giane January 2012 (has links)
A síndrome metabólica (SM) é um transtorno complexo, caracterizado por um agrupamento de fatores de risco cardiovasculares. Sugere-se que a fase da transição menopáusica possa ser um determinante importante no aumento da prevalência da SM. Foi realizado um estudo transversal com 551 mulheres de 40 a 65 anos atendidas em um ambulatório no sul do Brasil, excluídas as mulheres histerectomizadas e que faziam terapia de reposição hormonal. No artigo de revisão, o objetivo foi avaliar, por meio de uma revisão sistemática, a prevalência de SM e dos seus componentes na transição menopáusica. Com base nos estudos analisados, a prevalência de SM aumenta na comparação do período da pré para a pós-menopausa, independente da população e do delineamento do estudo. As maiores prevalências de SM foram encontradas nos estudos transversais de base populacional, quando comparados aos estudos transversais realizados em ambulatório. Quanto aos componentes, a alteração foi mais expressiva nas medidas de circunferência da cintura (CC) e pressão arterial (PA). Sugere-se que esses componentes sejam os que exercem maior influência na prevalência de SM. No artigo original I, os objetivos foram conhecer a relação entre estado menopáusico e a presença de Síndrome Metabólica em mulheres de 40 a 65 anos, bem como descrever a distribuição de cada um dos componentes da Síndrome Metabólica segundo o estado menopáusico. A prevalência de Síndrome Metabólica na amostra foi de 56,1% (IC95% 51,9 a 60,2), sendo mais frequente entre as mulheres mais velhas (56 a 65 anos), com baixa escolaridade, menarca < 11 anos de idade, com 3 ou mais gestações e que estavam na pós-menopausa. Quanto à análise dos componentes isolados na amostra, os componentes alterados mais prevalentes foram: hipertensão arterial (84,8%; IC95%: 81,7 a 87,8), circunferência da cintura (66,4%; IC95%: 62,5 a 70,4) e HDLcolesterol (51,7%; IC95%: 47,5 a 55,9). Na análise multivariada, observou-se aumento das razões de prevalência, comparando perimenopausa e pós com a pré-menopausa; entretanto, os intervalos de confiança incluem a unidade. No artigo original II, o objetivo do estudo foi verificar a associação do índice LAP com características socioeconômicas, demográficas, reprodutivas e comportamentais, investigar sua relação com estado menopáusico e avaliar o LAP como rastreador de diabetes mellitus e síndrome metabólica. A síndrome metabólica foi avaliada conforme os critérios do NCEP-ATPIII (National Cholesterol Education Program’s Adult Treatment Panel III). As mulheres com glicose em jejum acima de 100mg/dl/presença de Diabetes Mellitus também foram avaliadas separadamente. A média do LAP foi de 61,31 cm.mmol/L (IC95% 59,9 a 64,7). Idade entre 56 e 65 anos, três ou mais gestações e ser ex-fumante mostraram-se positivamente associados ao aumento do LAP, mesmo após o ajuste nos modelos multivariados. A prevalência do LAP elevado (≥34,5 cm.mmol/L) foi de 71,3% (IC95%: 67,6 a 75,1). Mulheres com LAP elevado apresentaram probabilidade 4,6 vezes maior de desenvolver SM (IC95% 3,2 a 6,6) e 2,4 vezes maior de ter glicose elevada ou presença de DM (IC95% 1,6 a 7,4), quando comparadas às mulheres com LAP < 34,5 cm.mmol/L. Em conclusão, por meio deste estudo, foi possível evidenciar que, além da pressão arterial e da circunferência da cintura, a alteração na glicemia e nos triglicerídeos séricos exerce um papel importante no aumento da Síndrome Metabólica durante o climatério. Também foi possível observar que o LAP pode ser uma nova alternativa para predizer risco cardiometabólico, pois, além da medida da circunferência da cintura, inclui a medida dos triglicerídeos, que nas mulheres parece representar um risco aumentado para mortalidade cardiovascular, independentemente de outras frações lipídicas. / Metabolic syndrome (MetS) is a complex disorder represented by a cluster of cardiovascular risk factors. Menopausal transition may be a key factor in the increase of prevalence of MetS.A cross-sectional study was conducted with 551 women from 40 to 65 years treated at a clinic in southern Brazil. Hysterectomized women and women who were submitted to hormone replacement therapy were excluded from the study. The review article aimed to evaluate, through a systematic review, the prevalence of MetS and its components in the menopausal transition. Based on the studies analyzed, the MetS prevalence increases when comparing pre- and post menopausal periods, regardless of the population and study design. The highest evidences were found in a population-based, cross-sectional study when compared to crosssectional studies performed at a clinic. Regarding to the components, the change was more significant for WC and BP measurements. It is suggested that these components may be those which have more influence on the prevalence of MetS. The original article I aimed to understand the relationship between menopausal status and the presence of Metabolic Syndrome in women from 40 to 65 years, as well as to describe the distribution of each component of Metabolic Syndrome according to menopausal status.. The prevalence of Metabolic Syndrome in the sample was 56.1% (CI95% 51.9 to 60.2), being more common among older women (56 to 65 years), with low education, menarche < 11 years old, with three or more pregnancies and in the postmenopausal period. Regarding the analysis of isolated components in the sample, the most prevalent altered components were: hypertension (84.8%; CI95%: 81.7 to 87.8), waist circumference (66.4%; CI95%: 62.5 to 70.4) and HDL cholesterol (51.7%; CI95%: 47.5 to 55.9). In multivariate analysis, there was an increase of prevalence ratios when comparing perimenopause and post-menopause with pre-menopause; however, the confidence intervals include the unit. The original article II aimed to verify the association of LAP index with socioeconomic, demographic, reproductive and quality of life characteristics, to investigate its relation with menopausal status, as well as to assess the LAP as a tracker of diabetes mellitus and metabolic syndrome. Metabolic syndrome was assessed according to NCEP-ATPIII’s (National Cholesterol Education Program's Adult Treatment Panel III) criteria. Women with fasting glucose above 100 mg/dl / presence of Diabetes Mellitus were also evaluated separately. LAP mean was 61.31 cm.mmol/L (CI95% 59.9 to 64.7). Ages from 56 to 65 years, three or more pregnancies and being former smoker was positively associated with increased LAP, even after adjustment in the multivariate models. The prevalence of high LAP (≥34.5 cm.mmol/L) was 71.3% (IC95%: 67.6 to 75.1). Women with high LAP had 4.6 times more likely to develop MetS (IC95% 3.2 to 6.6) and 2.4 times more likely to have high glucose or presence of DM (IC95% 1.6 to 7.4) compared with women with LAP <34.5 cm.mmol/L. Data from the present study demonstrate that, in addition to blood pressure and waist circumference, the change in blood glucose and serum triglycerides play an important role in increasing Metabolic Syndrome during climacteric. It was also possible to notice that LAP can be a new alternative to predict cardiometabolic risk, since besides the waist circumference measurement, it includes triglyceride measurement, which in women appears to represent an increased risk for cardiovascular mortality, regardless of other lipid fractions.

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