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Avaliação ecocardiográfica da cardiotoxicidade por adriamicina : valor preditivo do índice Tei

Baldi, Alexande B. January 2004 (has links)
Objetivo: Avaliar, em estudo prospectivo, se o índice Tei, método derivado da ecocardiografia que permite uma avaliação da função global do ventrículo esquerdo através da utilização de parâmetros de função sistólica e diastólica, é preditor de ocorrência de disfunção sistólica detectada por ventriculografia radioisotópica em pacientes submetidos à quimioterapia por adriamicina. Métodos: Foram incluídos pacientes portadores de neoplasia elegíveis para o uso de adriamicina e sem cardiopatia conhecida. A fração de ejeção ventricular esquerda foi obtida por ventriculografia em um momento basal (previamente ao início da quimioterapia) e em um momento final, ao término do tratamento. A ecocardiografia bidimensional com Doppler para avaliar fração de ejeção e o índice Tei foi realizada no momento basal, em um ciclo intermediário e ao final do tratamento. Resultados: Cinqüenta e cinco pacientes com média de idade de 49 ± 12 anos, predominantemente do sexo feminino (91%) com neoplasia mamária (80%) foram incluídos. Foram realizados 6,0 ± 0,8 ciclos, com uma dose média de adriamicina de 304 ± 47mg/m². Globalmente, houve uma redução da fração de ejeção medida pela ventriculografia radioisotópica de 61 ± 6% (medida basal) para 56 ± 7% (medida final) (p<0,001),porém disfunção sistólica evidente (fração de ejeção <50%) ocorreu apenas em 8 pacientes (14%). Uma tendência a valores mais elevados do índice Tei foi observada da medida basal para a final (0,42 ± 0,11 medida basal, 0,42 ± 0,10 medida intermediária, 0,45 ± 0,12 medida final, p = 0,11). Além disso, o índice Tei não discriminou pacientes que apresentaram fração de ejeção final > ou < que 50% (0,42 ± 0,10 versus 0,45 ± 0,09, respectivamente, p = 0,45). Finalmente, valores basais de índice Tei não foram preditivos de risco de futura ocorrência de disfunção sistólica ao final da quimioterapia (valor de corte basal > 0,39 a 0,41 – sensibilidade = 75%, especificidade = 55%, valor preditivo positivo = 22%, valor preditivo negativo = 93%, correspondendo a 51% dos pacientes). Conclusões: O índice Tei não parece ser uma ferramenta útil para a detecção precoce ou como preditor de risco de disfunção sistólica em pacientes adultos submetidos à quimioterapia com adriamicina.
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Avaliação ecocardiográfica da cardiotoxicidade por adriamicina : valor preditivo do índice Tei

Baldi, Alexande B. January 2004 (has links)
Objetivo: Avaliar, em estudo prospectivo, se o índice Tei, método derivado da ecocardiografia que permite uma avaliação da função global do ventrículo esquerdo através da utilização de parâmetros de função sistólica e diastólica, é preditor de ocorrência de disfunção sistólica detectada por ventriculografia radioisotópica em pacientes submetidos à quimioterapia por adriamicina. Métodos: Foram incluídos pacientes portadores de neoplasia elegíveis para o uso de adriamicina e sem cardiopatia conhecida. A fração de ejeção ventricular esquerda foi obtida por ventriculografia em um momento basal (previamente ao início da quimioterapia) e em um momento final, ao término do tratamento. A ecocardiografia bidimensional com Doppler para avaliar fração de ejeção e o índice Tei foi realizada no momento basal, em um ciclo intermediário e ao final do tratamento. Resultados: Cinqüenta e cinco pacientes com média de idade de 49 ± 12 anos, predominantemente do sexo feminino (91%) com neoplasia mamária (80%) foram incluídos. Foram realizados 6,0 ± 0,8 ciclos, com uma dose média de adriamicina de 304 ± 47mg/m². Globalmente, houve uma redução da fração de ejeção medida pela ventriculografia radioisotópica de 61 ± 6% (medida basal) para 56 ± 7% (medida final) (p<0,001),porém disfunção sistólica evidente (fração de ejeção <50%) ocorreu apenas em 8 pacientes (14%). Uma tendência a valores mais elevados do índice Tei foi observada da medida basal para a final (0,42 ± 0,11 medida basal, 0,42 ± 0,10 medida intermediária, 0,45 ± 0,12 medida final, p = 0,11). Além disso, o índice Tei não discriminou pacientes que apresentaram fração de ejeção final > ou < que 50% (0,42 ± 0,10 versus 0,45 ± 0,09, respectivamente, p = 0,45). Finalmente, valores basais de índice Tei não foram preditivos de risco de futura ocorrência de disfunção sistólica ao final da quimioterapia (valor de corte basal > 0,39 a 0,41 – sensibilidade = 75%, especificidade = 55%, valor preditivo positivo = 22%, valor preditivo negativo = 93%, correspondendo a 51% dos pacientes). Conclusões: O índice Tei não parece ser uma ferramenta útil para a detecção precoce ou como preditor de risco de disfunção sistólica em pacientes adultos submetidos à quimioterapia com adriamicina.
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Avaliação ecocardiográfica da cardiotoxicidade por adriamicina : valor preditivo do índice Tei

Baldi, Alexande B. January 2004 (has links)
Objetivo: Avaliar, em estudo prospectivo, se o índice Tei, método derivado da ecocardiografia que permite uma avaliação da função global do ventrículo esquerdo através da utilização de parâmetros de função sistólica e diastólica, é preditor de ocorrência de disfunção sistólica detectada por ventriculografia radioisotópica em pacientes submetidos à quimioterapia por adriamicina. Métodos: Foram incluídos pacientes portadores de neoplasia elegíveis para o uso de adriamicina e sem cardiopatia conhecida. A fração de ejeção ventricular esquerda foi obtida por ventriculografia em um momento basal (previamente ao início da quimioterapia) e em um momento final, ao término do tratamento. A ecocardiografia bidimensional com Doppler para avaliar fração de ejeção e o índice Tei foi realizada no momento basal, em um ciclo intermediário e ao final do tratamento. Resultados: Cinqüenta e cinco pacientes com média de idade de 49 ± 12 anos, predominantemente do sexo feminino (91%) com neoplasia mamária (80%) foram incluídos. Foram realizados 6,0 ± 0,8 ciclos, com uma dose média de adriamicina de 304 ± 47mg/m². Globalmente, houve uma redução da fração de ejeção medida pela ventriculografia radioisotópica de 61 ± 6% (medida basal) para 56 ± 7% (medida final) (p<0,001),porém disfunção sistólica evidente (fração de ejeção <50%) ocorreu apenas em 8 pacientes (14%). Uma tendência a valores mais elevados do índice Tei foi observada da medida basal para a final (0,42 ± 0,11 medida basal, 0,42 ± 0,10 medida intermediária, 0,45 ± 0,12 medida final, p = 0,11). Além disso, o índice Tei não discriminou pacientes que apresentaram fração de ejeção final > ou < que 50% (0,42 ± 0,10 versus 0,45 ± 0,09, respectivamente, p = 0,45). Finalmente, valores basais de índice Tei não foram preditivos de risco de futura ocorrência de disfunção sistólica ao final da quimioterapia (valor de corte basal > 0,39 a 0,41 – sensibilidade = 75%, especificidade = 55%, valor preditivo positivo = 22%, valor preditivo negativo = 93%, correspondendo a 51% dos pacientes). Conclusões: O índice Tei não parece ser uma ferramenta útil para a detecção precoce ou como preditor de risco de disfunção sistólica em pacientes adultos submetidos à quimioterapia com adriamicina.
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Cardiotoxicidad por doxorrubicina : efecto sobre la autofagia basal

Pizarro Barahona, Marcela Beatriz January 2016 (has links)
Presentada a la Universidad de Chile para optar al Grado de Doctor en Farmacología / Doxorrubicina es un efectivo agente quimioterápico ampliamente utilizado en el tratamiento de diversos tipos de cáncer. Sin embargo, su cardiotoxicidad es el principal factor limitante y puede presentarse como una cardiomiopatía aguda o crónica. En este último caso, el paciente puede desarrollar cardiomiopatía dilatada e incluso insuficiencia cardíaca. Múltiples mecanismos participan en la cardiotoxicidad inducida por doxorrubicina, entre los que se incluyen formación de especies reactivas del oxígeno (ROS), alteraciones en la estructura sarcomérica, disfunción mitocondrial, sobrecarga de calcio y un conjunto de alteraciones en diferentes procesos intracelulares que conducen a la muerte de cardiomiocitos por apoptosis y/o necrosis. Actualmente se ha propuesto a la autofagia como una forma alternativa de muerte celular. Sin embargo, para considerarla como tal, es necesario analizarla en el contexto en el cual se desarrolla y la magnitud y/o duración del estímulo que la provoca. La autofagia es un proceso fundamental para la célula. La autofagia basal degrada proteínas de vida media larga, organelos envejecidos y material intracelular, permitiendo la reutilización del material citoplasmático. Sin embargo, en condiciones desfavorables, como la privación de nutrientes o carencia de factores de crecimiento, este proceso se activa para proporcionar sustratos para la síntesis de proteínas y ATP para restablecer la homeostasis celular. La autofagia es un proceso dinámico que procede con el secuestro de material citoplasmático dentro de vacuolas de doble membrana llamadas autofagosomas, que al fusionarse con los lisosomas, degradan el material incorporado. Diferentes vías de señalización regulan la autofagia, siendo la vía de la PI3K/AKT/mTOR una de las más importantes para inhibir este proceso. En la literatura no está claro el efecto de la doxorrubicina sobre la autofagia debido principalmente a las diferencias en los modelos de estudio. Dado el papel fundamental de la autofagia basal en la homeostasis celular, es relevante investigar cómo la doxorrubicina altera este proceso y su relación con la muerte del cardiomiocito. Para realizar esta investigación, en cultivos primarios de cardiomiocitos de rata neonata se expusieron a doxorrubicina 1 μM por 24 h o curso temporal, para caracterizar el tipo de muerte celular gatillada por doxorrubicina y posteriormente determinar el efecto sobre la autofagia. Los resultados mostraron que el tratamiento con doxorrubicina 1 μM por 24 horas produjo un aumento de la muerte de los cardiomiocitos por necrosis, lo que se evidenció por incrementos en la liberación de LDH, disminución del contenido de ATP y por un aumento en la marca anexina V-FITC al compararlos con la condición control. Además se observó muerte por apoptosis, con un aumento máximo en los niveles de la proteína caspasa 3 fragmentada a las 6 horas, respecto de su condición control. Para investigar el efecto de doxorrubicina sobre la autofagia se evaluaron los niveles de las proteínas LC3 y p62 por Western blot. Los resultados mostraron menores niveles de ambas proteínas a las 24 horas de exposición con respecto de la situación control. Estos resultados no son concluyentes para establecer que la autofagia está inhibida. Por lo tanto, para aclarar este punto se determinaron los niveles de LC3 y p62 en condición de flujo autofágico, es decir utilizando el inhibidor de la fusión autofagosoma-lisosoma, bafilomicina A durante el mismo período de tiempo de exposición a doxorrubicina. Los resultados mostraron que en la condición doxorrubicina más bafilomicina A, los niveles de las proteínas LC3 y p62 fueron menores que en la situación control más bafilomicina A. De acuerdo a las condiciones en que se mantuvieron los cardiomiocitos, los resultados indican que doxorrubicina inhibió la autofagia basal. Para relacionar el efecto inhibitorio de doxorrubicina sobre la autofagia con la muerte celular, se determinó el porcentaje de muerte por liberación de LDH, inhibiendo la autofagia con bafilomicina A, 3-metiladenina y con un siRNA para beclin 1. Los resultados mostraron que al inhibir la autofagia en presencia de Doxorrubicina aumentó aún más el porcentaje de muerte de los cardiomiocitos. Por el contrario, la utilización del inductor de la autofagia rapamicina disminuyó el porcentaje de muerte. Estos resultados indican que la autofagia es importante para la sobrevida del cardiomiocito y que su inhibición con doxorrubicina favorece la muerte celular. Por último, doxorrubicina aumentó los niveles de la forma fosforilada de AKT y p70S6K y disminuyó los niveles de Beclin, sugiriendo que la doxorrubicina además activa la vía transduccional que regula negativamente a la autofagia. En conclusión, los resultados indican que la doxorrubicina inhibe la autofagia basal y contribuye a la muerte del cardiomiocito. Estos resultados se podrían postular como un nuevo mecanismo que permitiría explicar la cardiotoxicidad de este antineoplásico / Doxorubicin is an effective chemotherapeutic drug widely used in the treatment of several types of cancer. However, its cardiotoxicity represents the mayor limiting factor. Cardiotoxicity may develop as either acute or chronic cardiomyopathy. In the last case, the patient developes dilated cardiomyopathy and eventually heart failure. Multiple mechanisms have been proposed in doxorubicin-induced cardiotoxicity, including reactive oxygen species (ROS) generation, sarcomere structure alterations, mitochondrial dysfunction, calcium overload and a set of other alterations in key intracellular processes. All of them lead to the loss of cardiomyocytes by apoptosis and/or necrosis. Autophagy has been proposed as alternative form of cell death. However, it is important to bear in mind the context in which it takes place and the magnitude and/or exposure time of the stimulus. Autophagy is an essential cell process. Basal autophagy degrades long half-life proteins, aged and dysfunctional organelles and intracellular materials allowing their reutilization. However, under unfavorable conditions such as starvation or lack of growth factors, this process increases its activity by providing substrates for the synthesis of novel proteins and ATP to restore cell homeostasis. Autophagy is a dynamic process involving the engulfment of cytoplasmic materials within double membrane vacuoles called autophagosomes. Then, they fused with lysosomes to degrade the sequestered material. Different signaling pathways regulate autophagy, being the PI3K/AKT/mTOR pathway one of the most important to inhibit this process. In the literature, it remains unclear the effect of doxorubicin on cardiomyocyte basal autophagy due to the different experimental models and conditions used in those works. Given the key role of basal autophagy on cell homeostasis, it is important to investigate if doxorubicin can alter this process and its relationship with cardiomyocyte death. To this end, cultured rat neonatal cardiomyocytes were exposed to doxorubicin 1 μM per 24 hours to investigate the type of cell death triggered by doxorubicin and subsequently to determine the effect on basal autophagy. The results showed that doxorubicin treatment for 24 h stimulated cardiomyocyte death by necrosis, as evidenced by increased LDH release, a drop in ATP content and by increased annexin V-FITC staining relative to control. Cardiomyocyte apoptosis was also observed, reaching a peak in the levels of cleaved caspase 3 after 6 h treatment with doxorubicin. To study the effect of doxorubicin on autophagy, LC3 and p62 protein levels by assessed by Western blot. The results showed that doxorubicin reduced the levels of both proteins after 24 hours of exposure respect to controls. However, we cannot conclude that autophagy is inhibited. To clarify this point we determined LC3 and p62 protein levels under conditions of autophagy flux, using bafilomycin A. The results showed autophagy flux was also inhibits by doxorubicin. These results suggest that doxorubicin inhibits cardiomyocyte basal autophagy. To investigate the relationship between the inhibitory effect of doxorubicin on autophagy and cardiomyocyte death, the percentage released LDH was evaluated using bafilomycin A, 3-methyladenine or a siRNA for Beclin1. The results showed that the inhibition of autophagy with bafilomycin A, 3-methyladenine or siRNA for beclin 1 in the presence of doxorubicin increased even more the percentage of dead cardiomyocytes. On the other hand, the use of the inductor of autophagy rapamicyn decreased cardiomyocyte death triggered by doxorubicin. These data suggest that basal autophagy is important for cardiomyocyte survival and its inhibition promotes cell death. Finally, we found that doxorubicin stimulated AKT and p70S6K phosphorylation and decreased beclin 1 protein levels, suggesting that doxorubicin also activates this signaling pathway to negatively regulate cardiomyocyte autophagy. In summary, the results showed that doxorubicin inhibits basal autophagy and contributes to cardiomyocyte death and represent a new mechanism to explain doxorubicin cardiotoxicity / Conicyt; Fondap
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Estratégias farmacológicas para a redução da população de células tronco tumorais em glioblastoma

Villodre, Emilly Schlee January 2012 (has links)
Glioblastomas são os tumores mais agressivos do Sistema Nervoso Central (SNC). Caracterizam-se por sua alta invasibilidade, proliferação, altos índices de recorrência e morte, assim como quimio e radiorresistência. Tumores sólidos apresentam uma organização hierárquica, em que há uma pequena população de células tronco tumorais (CSCs) ou células iniciadoras de tumor (CICs). Essas células são capazes de repopular o tumor, que leva à recorrência. CSCs caracterizam-se por realizar também a mitose assimétrica, na qual parte das células continuam como CSCs e a outra parte sofre diferenciação. Essas células diferenciadas são incapazes de repopular o tumor, uma vez que perderam a sua capacidade tronco. CSCs mostraram ser relativamente resistentes as terapias anticâncer tradicionais como quimio e/ou radioterapia. Doxorrubicina (Doxo) é um agente anticâncer usado em diversos tipos de tumor e atua formando adutos no DNA e também inibindo a ação da topoisomerase II. Dependendo da concentração utilizada de Doxo, diferentes efeitos são observados; por exemplo, baixas doses (100 nM) levam à senescência celular, enquanto que altas doses (10 μM) levam à apoptose. Temozolomida (Tmz) é um anti-tumoral utilizado na terapia de diversos tumores, inclusive gliomas. Resveratrol (Rsv) é um polifenol encontrado em diversas plantas, como a uva, e possui efeitos como: neuroproteção, antiinflamatório, anti-oxidante, proteção cardíaca, entre outros. Nosso objetivo foi avaliar a influência do efeito dessas três drogas nas CSCs derivadas de glioblastoma humano. Realizou-se o ensaio de formação de esferas, um indicador da presença de CSCs, citometria de fluxo para Oct4 e Nanog e ensaio de senescência. Nossos ensaios utilizaram a linhagem U87 e dois tipos diferentes de meio de cultura. O primeiro continha DMEM Low Glucose com SFB e o segundo, um meio de cultura para células tronco (SCM), contendo DMEM F12 suplementado com FGF (fator de crescimento fibroblástico), EGF (fator de crescimento epidermal), LIF (fator inibidor de leucemia) e B27. Os tratamentos realizados utilizaram Doxo 1 e 10 nM; Tmz 5 μM e Rsv 1, 10 e 30 μM. O número de esferas formadas foi reduzido tanto em Doxo 1 quanto em 10 nM quando SFB foi utilizado. Doxo 1 não alterou o número de células Oct4 e Nanog positivas enquanto que Doxo 10 nM reduziu. Ambas as doses induziram senescência. Tmz reduziu o número de esferas formadas e também a porcentagem de células Oct4 e Nanog positivas. Usando SCM, observamos que Doxo e Tmz reduziram o número de esferas e a porcentagem de células Nanog e Oct4 positivas. Rsv 10 μM reduziu o número de esferas formadas enquanto que Rsv 30 μM reduziu o número de células positivas para CD133 e Oct4 com meio com SFB. Nossos resultados sugerem que Doxo 10 nM possui um melhor efeito nas CSCs do que Doxo 1 nM. Doxo 10 nM, além de reduzir o número de esferas, reduziu a porcentagem dos marcadores de CSCs e também induziu senescência celular na presença de SFB. Tmz e Rsv apresentaram resultados semelhantes à Doxo 10 nM. / Glioblastomas are the most aggressive tumors of the central nervous system (CNS). They are characterized by their high invasiveness, proliferation, high rates of recurrence and death, as well as chemo and radioresistance. Solid tumors have a hierarchical organization, in which there is a small tumor stem cell population (CSCs) or tumor initiator cells (CICs). These cells are able to repopulate the tumor, which leads to recurrence. CSCs are characterized by also performing asymmetric mitosis, in which the cells remain as CSCs and the other part undergoes differentiation. These differentiated cells are unable to repopulate the tumor, since they have lost their stem cell capacity. CSCs showed to be relatively resistant to traditional anti-cancer therapies such as chemo and / or radiotherapy. Doxorubicin (Doxo) is an anticancer agent used in several tumor types and acts by forming DNA adducts as well as inhibiting the action of topoisomerase II. Depending on the concentration of Doxo used, different effects was observed, for example, low doses (100 nM) lead to cellular senescence, whereas high doses (10 μM) lead to apoptosis. Temozolomide (Tmz) is an anti-tumor therapy used in many tumors, including gliomas. Resveratrol (Rsv) is a polyphenol found in various plants, such as grapes, and has effects such as neuroprotective, antiinflammatory, anti-oxidant, cardiac protection, among others. Our objective was to evaluate the effects of these three drugs on CSCs derived from human glioblastoma. We performed the sphere formation assay, an indicator of the presence of CSCs, flow cytometry for Oct4 and Nanog and senescence assay. Our experiments used the cell line U87 and two different types of culture medium. The first contained DMEM Low Glucose with FBS and the second, a culture medium for stem cells (SCM), containing DMEM F12 supplemented with FGF (fibroblastic growth factor), EGF (epidermal growth factor), LIF (leukemia inhibitor factor) and B27. The tests were performed using Doxo 1 and 10 nM, Tmz 5 μM and Rsv 10 and 30 μM. The number of spheres formed was reduced in both doses of Doxo when FBS was used. Doxo 1 nM did not alter the number of Oct4 and Nanog positive cells while Doxo 10 nM reduced. Both doses induced senescence. Tmz reduced the number of spheres formed and also the percentage of Nanog and Oct4 positive cells. Using SCM, we saw that Doxo and Tmz reduced the number of spheres and the percentage of Nanog and Oct4 positive cells. Rsv 10 μM reduced the number of spheres formed while Rsv 30 μM reduced the number of CD133 and Oct4 positive cells with medium supplemented with FBS. Our results suggest that Doxo 10 nM has a better effect in the CSCs than Doxo 1 nM. Doxo 10 nM besides reducing the number of spheres also decreased the percentage of CSCs markers, and induced cellular senescence in the presence of FBS. Tmz and Rsv had similar effects as Doxo 10 nM.
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Farmacocinética pré-clínica e cardiotoxicidade da doxorrubicina veiculada por sistema microemulsionado /

Assumpção, Juliana Uruguay Corrêa Vidigal. January 2011 (has links)
Orientador: Rosângela Gonçalves Peccinini / Banca: Hérida Regina Nunes Salgado / Banca: Regina Helena Costa Queiroz / Resumo: Neste estudo investigou-se o perfil farmacocinético da DOX administrada na forma de microemulsão lipídica, em dose única i.v (6 mg/kg), a ratos Wistar (n=12; 250 g) e comparou-se ao perfil farmacocinético da doxorrubicina administrada na forma de cloridrato em solução aquosa. Ainda, avaliou-se a atividade da CKMb nos dois grupos de animais antes e após a administração das formulações com o objetivo de evidenciar a cardiotoxicidade do produto. Para a avaliação do perfil farmacocinético foram colhidas amostras seriadas de sangue (0 - 16 h) através de cânulas previamente implantadas na veia femoral, e para a avaliação da atividade de CKMb foram colhidas amostras de sangue nos tempos zero, 1 h e 12 h após a administração das formulações. Para a determinação da doxorrubicina em amostras de sangue e nas formulações, desenvolveu- se e validou-se um método analítico por HPLC com detecção por fluorescência (exc= 480 nm; em= 560 nm), empregando-se coluna Xterra (C18, 5 µm, 3,9 x 150 mm) e fase móvel composta por 25% de acetonitrila e 75% de água na presença de ácido fórmico (0,1%) e de solução de amônia 25% (0,1%), pH 3,0 , com fluxo de 0,8 mL/min, em modo gradiente. Para as determinações da atividade da CKMb utilizou-se o kit labtest. O método analítico desenvolvido demonstrou limites de confiança adequados para a sua aplicação na determinação da DOX em formulações e em amostras de plasma para a avaliação do seu perfil farmacocinético. Os parâmetros farmacocinéticos que apresentaram diferenças estatisticamente significativas (p<0,05, Mann-Whitney) entre a microemulsão e solução aquosa, apresentados como média (IC 95), foram respectivamente: Vd (L/kg) = 38,23 (24,94 - 51,50) vs 68,85 (55,69 - 82,00); tss (h) = 45,33 ( 39,45 - 58,20) vs 33,23 ( 27,7 - 38,75); β(h-1 )= 0,0014 (0,00072 - 0,00208) vs 0,00078 ... (Resumo completo, clicar acesso eletrônico abaixo) / Abstract: The present study investigated the DOX pharmacokinetic profile when administered as a lipid microemulsion in a single dose (6 mg/kg, IV) to Wistar rats (n=12; 250g) and compared it to the pharmacokinetic profile of doxorubicin administered as hydrochloride in aqueous solution. With the purpose of demonstrating the cardiotoxicity of the product it also evaluated the CKMB activity in both animal groups before and after administration of the formulations. Serial blood samples were obtained (0 - 16h) through cannulas previously implanted into the femoral vein to evaluate the pharmacokinetic profile. To evaluate the CKMB activity, blood samples were collected after the formulation was administered at times zero, 1h and 12h. An analytical method by HPLC with fluorescence detection (exc= 480 nm; em= 560 nm) was developed and validated for the determination of doxorubicin in blood samples and in the formulations. The column used as stationary phase was Xterra  (C18, 5 µm, 3.9 x 150 mm) and the mobile phase was composed of 25% of acetonitrile and 75% of water in presence of formic acid (0.1%) and ammonia solution 25% (0.1%), pH 3.0 at a flow rate of 0.8 mL/min, gradient mode. The developed method demonstrated appropriate safety limits to its use in determining doxorubicin in formulations and in plasma samples, and therefore to evaluate the DOX pharmacokinetic profile. For the determination of CKMB activity it was used the Labtest. The pharmacokinetic parameters that showed statistically significant differences (p<0.05, Mann-Whitney) between the microemulsion and the aqueous solution, presented as medians (IC 95), were respectively: Vd (L/kg) = 38.23 (24.94 - 51.50) vs 68.85 (55.69 - 82.00); tss (h) = 45.33 (39.45 - 58.20) vs 33.23 ( 27.70 - 38.75); β(h-1 )= 0.0014 (0.00072 - 0.00208) vs 0.00078 ( 0.0004386 - 0.001076) and t1/2 (h) = 9.24 (5.31 - 13.17) vs 16.51 ... (Complete abstract click electronic access below) / Mestre
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Indução de síntese de homoglobina em células K562 por doxorrubicina e aclarrubicina : em busca de um mecanismo comum

Delgado-Cañedo, Andrés January 2005 (has links)
As leucemias são neoplasias que afetam o sistema hematopoiético e compreendem 2,53% dos casos de câncer relatados. Entre as leucemias, 27,95% correspondem a casos de leucemia mielóide crônica (LMC), que apresenta como marcador genético o cromossomo Philadelphia (Ph). Presente em mais de 80% dos casos, o cromossomo Ph é derivado da translocação t(9;22) (q34;q11), que origina um gene híbrido entre a região 5´ do gene bcr e 3´do gene abl. O produto deste gene é uma proteína Bcr-Abl na qual a atividade reguladora e nuclear do domínio tirosina quinase, originado da proteína Abl, torna-se constitutiva e citoplasmática. Estas mudanças na atividade tirosina quinase afetam diferentes vias de sinalização, com consequências em vários processos celulares como adesão, proliferação e apoptose. Em nível fisiológico, foi mostrado tanto in vitro quanto in vivo que as células hematopoiéticas precursoras Ph+ se diferenciam principalmente em células eritróides. Entretanto, quase 70% dos pacientes com LMC sofrem anemia, mostrando que, as células Ph+ diferenciadas em células eritróides não conseguem amadurecer até hemácias funcionais. Isto faz da LMC um bom modelo para o estudo da diferenciação de células eritróides e suas características, como os fatores que afetam a sintese de hemoglobina (Hb). A linhagem K562 é uma linhagem celular eritroleucêmica Ph+, amplamente utilizada como modelo para estudar drogas com capacidade anti-proliferativa e/ou indutoras da síntese de hemoglobina fetal. Entre estas drogas encontram-se a aclarrubicina (ACLA) e doxorrubicina (DOX) que, embora sejam análogos químicos pertencentes à família das antraciclinas, possuem mecanismos de ação diferentes e ainda não completamente esclarecidos. Neste trabalho, foram investigados vários aspectos da biologia das células K562 durante o tratamento com estas drogas. Foi observado que o tratamento com DOX produz um aumento de tamanho nas células e bloqueio do ciclo celular na fase G2/M, afetando também grandemente a viabilidade celular, com 70% de células mortas no sétimo dia de tratamento. Já durante o tratamento com ACLA a viabilidade, tamanho e ciclo celular foram menos afetados, com aproximadamente 15% de células mortas no sétimo dia de tratamento e um bloqueio transitório do ciclo na fase G1. No entanto, as duas drogas causaram um aumento significativo da síntese de hemoglobina, principalmente DOX que induziu um aumento quase duas vezes maior que o induzido por ACLA. A análise da expressão gênica realizada através da técnica de differential display mostrou várias bandas diferencialmente representadas e com diversas cinéticas de expressão, apresentando semelhanças e diferenças quando são comparados os dois tratamentos ou células tratadas e controle. Destas bandas, 26 estão sequenciadas mostrando genes envolvidos em vários processos celulares como dano do DNA, resistência a drogas, processamento do RNA e codificação de proteinas relacionadas com ferro. Das bandas sequenciadas, 7 foram validadas por RT-PCR (ndrg1, erk2, nf2l2, atp6ap1, rfc1, phf20 e zkscan) sendo observado um aumento na sua expressão durante o tratamento, com exceção de ndrg1 para o qual a expressão foi induzida em vez de aumentada e nf2l2 onde a diferença com o controle foi pequena e não permitiu validar este gene como diferencialmente expresso. Com o objetivo de procurar por mecanismos comuns entre os vários indutores da síntese de hemoglobina em células K562, estes genes foram também analisados durante o tratamento destas células com os indutores hidroxiuréia e dGTP. Além de induzirem a expressão de hemoglobina, os dois tratamentos provocaram um aumento no tamanho das células tratadas e um bloqueio no ciclo celular na fase S. Visando futuros trabalhos envolvendo os genes diferencialmente expressos, foi ainda otimizado um sistema de transferência gênica por eletroporação. Para isto foram testados varios parâmetros como campo elétrico, resistência, capacitância, meios de eletroporação, manipulação das células e uso de inibidores de DNAses. Como resultado, foi alcançado com o eletroporador padrão uma eficiência de transfecção de 81%, similar àquela alcançada pelo nucleoporator (eletroporador de última geração). As condições estabelecidas foram 750 V/cm, resistência infinita, 500 μF, meio RPMI1640, centrifugação e sulfato de zinco pós-pulso. A relação das antraciclinas e a hidroxiuréia, assim como de outros indutores da síntese de hemoglobina, com o ferro intracelular, juntamente com a diferença na expressão, durante o tratamento, de genes afetados direta ou potencialmente pela não disponibilidade de ferro intracelular, nos permitiu gerar uma hipótese para a via de sinalização que leva à síntese de hemoglobina. Nesta, sinais de falta ou não disponibilidade de ferro nas células ativariam a maquinaria celular para a captação e internalização do ferro extra-celular, simultaneamente com síntese de proteínas que utilizam o ferro para realizar as suas funções biológicas, entre elas a hemoglobina. Do mesmo modo, propomos a via de sinalização do ferro como um alvo potencialmente afetado por drogas indutoras da síntese de hemoglobina, como as antraciclinas, cujos alvos são ainda pouco conhecidos. Contudo, mais genes desta via de sinalização, bem como outros indutores, deveram ser estudados para saber se a síntese de hemoglobina pode ser induzida por drogas mais específicas e com menos efeitos colaterais que aquelas usadas atualmente para o tratamento de câncer e outras doenças.
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Estudo da contratilidade de segmentos isolados de esôfago e estômago de fetos de ratas sujeitos a modelo experimental de atresia de esôfago induzida por doxorrubicina / Study on the contractility of isolated segments of esophagus and stomach of rat fetuses subjected to experimental model of esophageal atresia induced by doxorubicin

Capeto, Fabíola Araújo January 2014 (has links)
CAPETO, Fabíola Araújo. Estudo da contratilidade de segmentos isolados de esôfago e estômago de fetos de ratas sujeitos a modelo experimental de atresia de esôfago induzida por doxorrubicina. 2014. 91 f. Dissertação (Mestrado em Cirurgia) - Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Medicina, Fortaleza, 2014. / Submitted by denise santos (denise.santos@ufc.br) on 2014-06-26T11:35:24Z No. of bitstreams: 1 2014_dis_facapeto.pdf: 11528744 bytes, checksum: eb5878a9baf49d702a691373552becd7 (MD5) / Approved for entry into archive by denise santos(denise.santos@ufc.br) on 2014-06-26T11:35:44Z (GMT) No. of bitstreams: 1 2014_dis_facapeto.pdf: 11528744 bytes, checksum: eb5878a9baf49d702a691373552becd7 (MD5) / Made available in DSpace on 2014-06-26T11:35:44Z (GMT). No. of bitstreams: 1 2014_dis_facapeto.pdf: 11528744 bytes, checksum: eb5878a9baf49d702a691373552becd7 (MD5) Previous issue date: 2014 / Esophageal atresia (EA) is a structural anomaly that results from an incomplete esophago-traqueal septation in the fetus during intrauterine development. The in vitro contractility of the distal esophagus and gastric fundus of fetuses with esophageal atresia induced by Doxorubicin (Doxo) was studied. 26 Female Wistar rats (267 g), were subjected to date-controlled mating, subsequently receiving 2.2 mg/kg Doxo intraperitoneally on days 8 and 9 of pregnancy, while a controlled group of 13 rats received the same volume of 0.9% NaCl. On day 21.5 the pregnant rats were submitted to a cesarean surgery, with the fetuses analysed to confirm EA and thereafter divided into 3 groups: control, whose mothers received only 0.9% NaCl; Doxo without EA, whose mothers received Doxo but not developed EA; Doxo with EA, who developed EA. After being sacrificed, ring-strips of the gastric fundus were obtained from the fetuses and mounted in isolated organ bath, while the distal esophageal strips were mounted in wire myograph system; both strips contained a standard Tyrode solution maintained at 37 °C, pH 7.4, in addition to constant oxygenation and a basal tension of 1 g for the fundic strips and 8 mN for the esophagus. For each set up, we carried out a cholinergic-agonist concentration- effect curve with Carbachol (CCh) (0.01 – 300 μM) in both tissue in the three groups. The participation of voltage-operated channels (VOCs) was studied; a KCl- concentration-effect curve (10 – 100 mM) was conducted on isolated esophageal strips. Collected data was subjected to two-way analysis of variance (ANOVA) and the significance was tested using Student-Newman-Keuls test. There was not significant statistical difference in fundic strips’ contractility in response to CCh (p>0.05, ANOVA), the EC50 values of the control animals were 2.17 [1.03 – 4.58] μM and Emax 0.084 ± 0.016 g/mg tissue (n=7); Doxo without EA 1.47 [0.83 – 2.61] μM and 0.068 ± 0.006 g/mg tissue (n=12); Doxo with EA 3.26 [1.90 – 5.60] μM and 0.070 ± 0.022 g/mg tissue (n=6). However, significant statistical difference was noted (p<0.05, ANOVA), in esophageal strips’ contractility in response to CCh in the Emax value of control 5.97 ± 0.58 mN (n=11), vs Doxo without EA 4.48 ± 0.34 mN (n=11) and Doxo with EA 4.42 ± 0.68 mN (n=8), while there was not significant statistical difference (p>0.05, ANOVA) in the EC50 value of control 190 [96 – 379] nM, Doxo without EA 228 [125 – 418] nM and Doxo with EA 439 [206 – 936] nM. Tensional response to KCl were present in all groups, though lower than that seen in response to CCh, however not statistically different when comparing all the three groups (p>0.05, ANOVA), Emax of control was 1.31 ± 0.14 mN (n=5), Doxo without EA 1.27 ± 0.42 mN (n=7) and Doxo with EA 1.21 ± 0.20 mN (n=7). It is possible to conclude that the treatment of rats with Doxo during pregnancy leads to decrease contractility of isolated esophagus of their fetuses, independent of the development of EA. Apparently, such a decrease is not due to a lower functionality of VOC channels. The isolated gastric fundus strips showed no change in contractile response. / A Atresia de esôfago (AE) é uma anomalia estrutural que acontece em fetos quando não ocorre a septação completa do septo esofagotraqueal. Estudou-se a repercussão da AE induzida por Doxorrubicina (Doxo) na contratilidade in vitro do esôfago distal e fundo de estômago. 26 Ratas wistar (267 g), com acasalamento controlado, nos dias 8 e 9 de gestação receberam 2,2 mg/Kg de Doxo intraperitonealmente, enquanto 13 ratas controle receberam o mesmo volume de NaCl 0,9%. No dia 21,5 as ratas foram submetidas a cesariana, análise dos fetos para confirmação da AE e divisão em 3 grupos: controle, cujas mães receberam apenas NaCl 0,9%; Doxo sem AE, cujas mães receberam Doxo, mas não desenvolveram AE; e Doxo com AE, os que desenvolveram AE. Foram montados em sistema para banho de órgão isolado os anéis de fundo de estômago dos fetos e em sistema miógrafo de agulha os segmentos de esôfago distal, ambos contendo solução fisiológica Tyrode a 37 ºC, pH 7,4 e oxigenação constante, tensão basal de 1 g para estômago e 8 mN para esôfago. Realizou-se curva concentração-efeito ao agonista colinérgico Carbacol (CCh) (0,01 – 300 μM) em ambos os tecidos nos 3 grupos. Em seguida, agora apenas nos segmentos de esôfago isolado, foi construída uma curva concentração-efeito ao KCl (10 – 100 mM), em que a contração se deve prioritariamente à entrada de cálcio do meio extracelular por meio de canais operados por voltagem (VOC). A análise estatística foi determinada utilizando two-way análise de variância (ANOVA) e a significância foi testada pelo Student-Newman-Keuls test. No fundo de estômago não houve diferença estatística entre os grupos na resposta contrátil ao CCh (p>0,05, ANOVA), os valores da CE50 dos animais controle foram 2,17 [1,03 – 4,58] μM e Emax 0,084 ± 0,016 g/mg de tecido (n=7); Doxo sem AE 1,47 [0,83 – 2,61] μM e 0,068 ± 0,006 g/mg de tecido (n=12); Doxo com AE 3,26 [1,90 – 5,60] μM e 0,070 ± 0,022 g/mg de tecido (n=6). No esôfago, animais controle com Emax 5,97 ± 0,58 mN (n=11) foram estatisticamente diferentes (p<0,05, ANOVA) dos grupos Doxo sem AE 4,48 ± 0,34 mN (n=11) e Doxo com AE 4,42 ± 0,68 mN (n=8), enquanto a CE50 não apresentou diferença estatística significativa entre os grupos (p>0,05, ANOVA) controle 190 [96 – 379] nM, Doxo sem AE 228 [125 – 418] nM e Doxo com AE 439 [206 – 936] nM, quanto a resposta contrátil ao CCh. Na resposta ao KCl houve incremento de tensão inferior ao observado com CCh sem diferença entre os três grupos (p>0,05, ANOVA), 8 valores de Emax foram no controle 1,31 ± 0,14 mN (n=5), Doxo sem AE 1,27 ± 0,42 mN (n=7) e Doxo com AE 1,21 ± 0,20 mN (n=7). Concluiu-se que o tratamento de ratas com Doxo durante o período gestacional leva a uma diminuição da contratilidade de esôfago isolado de seus fetos, independente do desenvolvimento de AE. Aparentemente, essa diminuição não se deve a uma menor funcionalidade dos canais VOC. O fundo de estômago isolado não apresentou alterações da resposta contrátil.
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Estratégias farmacológicas para a redução da população de células tronco tumorais em glioblastoma

Villodre, Emilly Schlee January 2012 (has links)
Glioblastomas são os tumores mais agressivos do Sistema Nervoso Central (SNC). Caracterizam-se por sua alta invasibilidade, proliferação, altos índices de recorrência e morte, assim como quimio e radiorresistência. Tumores sólidos apresentam uma organização hierárquica, em que há uma pequena população de células tronco tumorais (CSCs) ou células iniciadoras de tumor (CICs). Essas células são capazes de repopular o tumor, que leva à recorrência. CSCs caracterizam-se por realizar também a mitose assimétrica, na qual parte das células continuam como CSCs e a outra parte sofre diferenciação. Essas células diferenciadas são incapazes de repopular o tumor, uma vez que perderam a sua capacidade tronco. CSCs mostraram ser relativamente resistentes as terapias anticâncer tradicionais como quimio e/ou radioterapia. Doxorrubicina (Doxo) é um agente anticâncer usado em diversos tipos de tumor e atua formando adutos no DNA e também inibindo a ação da topoisomerase II. Dependendo da concentração utilizada de Doxo, diferentes efeitos são observados; por exemplo, baixas doses (100 nM) levam à senescência celular, enquanto que altas doses (10 μM) levam à apoptose. Temozolomida (Tmz) é um anti-tumoral utilizado na terapia de diversos tumores, inclusive gliomas. Resveratrol (Rsv) é um polifenol encontrado em diversas plantas, como a uva, e possui efeitos como: neuroproteção, antiinflamatório, anti-oxidante, proteção cardíaca, entre outros. Nosso objetivo foi avaliar a influência do efeito dessas três drogas nas CSCs derivadas de glioblastoma humano. Realizou-se o ensaio de formação de esferas, um indicador da presença de CSCs, citometria de fluxo para Oct4 e Nanog e ensaio de senescência. Nossos ensaios utilizaram a linhagem U87 e dois tipos diferentes de meio de cultura. O primeiro continha DMEM Low Glucose com SFB e o segundo, um meio de cultura para células tronco (SCM), contendo DMEM F12 suplementado com FGF (fator de crescimento fibroblástico), EGF (fator de crescimento epidermal), LIF (fator inibidor de leucemia) e B27. Os tratamentos realizados utilizaram Doxo 1 e 10 nM; Tmz 5 μM e Rsv 1, 10 e 30 μM. O número de esferas formadas foi reduzido tanto em Doxo 1 quanto em 10 nM quando SFB foi utilizado. Doxo 1 não alterou o número de células Oct4 e Nanog positivas enquanto que Doxo 10 nM reduziu. Ambas as doses induziram senescência. Tmz reduziu o número de esferas formadas e também a porcentagem de células Oct4 e Nanog positivas. Usando SCM, observamos que Doxo e Tmz reduziram o número de esferas e a porcentagem de células Nanog e Oct4 positivas. Rsv 10 μM reduziu o número de esferas formadas enquanto que Rsv 30 μM reduziu o número de células positivas para CD133 e Oct4 com meio com SFB. Nossos resultados sugerem que Doxo 10 nM possui um melhor efeito nas CSCs do que Doxo 1 nM. Doxo 10 nM, além de reduzir o número de esferas, reduziu a porcentagem dos marcadores de CSCs e também induziu senescência celular na presença de SFB. Tmz e Rsv apresentaram resultados semelhantes à Doxo 10 nM. / Glioblastomas are the most aggressive tumors of the central nervous system (CNS). They are characterized by their high invasiveness, proliferation, high rates of recurrence and death, as well as chemo and radioresistance. Solid tumors have a hierarchical organization, in which there is a small tumor stem cell population (CSCs) or tumor initiator cells (CICs). These cells are able to repopulate the tumor, which leads to recurrence. CSCs are characterized by also performing asymmetric mitosis, in which the cells remain as CSCs and the other part undergoes differentiation. These differentiated cells are unable to repopulate the tumor, since they have lost their stem cell capacity. CSCs showed to be relatively resistant to traditional anti-cancer therapies such as chemo and / or radiotherapy. Doxorubicin (Doxo) is an anticancer agent used in several tumor types and acts by forming DNA adducts as well as inhibiting the action of topoisomerase II. Depending on the concentration of Doxo used, different effects was observed, for example, low doses (100 nM) lead to cellular senescence, whereas high doses (10 μM) lead to apoptosis. Temozolomide (Tmz) is an anti-tumor therapy used in many tumors, including gliomas. Resveratrol (Rsv) is a polyphenol found in various plants, such as grapes, and has effects such as neuroprotective, antiinflammatory, anti-oxidant, cardiac protection, among others. Our objective was to evaluate the effects of these three drugs on CSCs derived from human glioblastoma. We performed the sphere formation assay, an indicator of the presence of CSCs, flow cytometry for Oct4 and Nanog and senescence assay. Our experiments used the cell line U87 and two different types of culture medium. The first contained DMEM Low Glucose with FBS and the second, a culture medium for stem cells (SCM), containing DMEM F12 supplemented with FGF (fibroblastic growth factor), EGF (epidermal growth factor), LIF (leukemia inhibitor factor) and B27. The tests were performed using Doxo 1 and 10 nM, Tmz 5 μM and Rsv 10 and 30 μM. The number of spheres formed was reduced in both doses of Doxo when FBS was used. Doxo 1 nM did not alter the number of Oct4 and Nanog positive cells while Doxo 10 nM reduced. Both doses induced senescence. Tmz reduced the number of spheres formed and also the percentage of Nanog and Oct4 positive cells. Using SCM, we saw that Doxo and Tmz reduced the number of spheres and the percentage of Nanog and Oct4 positive cells. Rsv 10 μM reduced the number of spheres formed while Rsv 30 μM reduced the number of CD133 and Oct4 positive cells with medium supplemented with FBS. Our results suggest that Doxo 10 nM has a better effect in the CSCs than Doxo 1 nM. Doxo 10 nM besides reducing the number of spheres also decreased the percentage of CSCs markers, and induced cellular senescence in the presence of FBS. Tmz and Rsv had similar effects as Doxo 10 nM.
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Avaliação da indução de autofagia e senescência em fibroblastos humanos deficientes no reparo por excisão de nucleotídeos tratados com doxorrubicina

Souza, Larissa Milano de January 2014 (has links)
Doxorrubicina (DOX) é um agente importante na terapia antitumoral. Seu mecanismo de ação inclui inibição de topoisomerase II, formação de radicais livres e adutos de DNA. O reparo por excisão de nucleotídeos (NER) atua removendo lesões que distorcem a dupla hélice do DNA, como as induzidas por UV e agentes químicos. Linhagens celulares deficientes em NER são mais sensíveis às antraciclinas. Porém, pouco se sabe sobre os processos celulares que permitem sobrevivência celular destas linhagens após o tratamento com esta classe de drogas. Neste trabalho verificou-se a resposta celular às lesões induzidas por DOX em linhagens celulares de fibroblastos humanos proficientes (MRC5) e deficientes em NER (CSB, XPA, XPC e XPD). Para esta finalidade foram realizados os ensaios de MTT, anexina-V, laranja de acridina e SA-b-galactosidase. Além disso, a dinâmica do ciclo celular e PDT (population doubling time) foram determinados após 72 horas de tratamento com DOX. Os resultados indicam que as linhagens deficientes em NER são mais sensíveis à DOX e morrem de maneira dose-dependente, principalmente por apoptose. Na análise do ciclo celular, a linhagem proficiente MRC5 e a linhagem deficiente em XPA apresentaram maior porcentagem de células na fase G2/M. No entanto, as linhagens CSB e XPD não apresentaram aumento relevante. Quando a linhagem XPD foi complementada com gene XPD funcional uma parada em G2 foi observada apenas em baixas doses de DOX. No ensaio PDT, houve um aumento do número de horas necessárias para a duplicação das células MRC5 e XPA tratadas com DOX, enquanto células CSB e XPD não mostraram uma mudança relevante no tempo necessário para a duplicação celular. Isto indica que estas células prosseguem através do ciclo celular, mesmo após o tratamento com DOX. No ensaio de SA-b-galactosidase, as linhagens MRC5, XPA e XPC entraram em senescência após tratamento com DOX, enquanto CSB e XPD não foram induzidas neste processo. Estes resultados foram confirmados por análise de Western Blot, onde as células CSB e XPD não apresentam diferença nos níveis de expressão de p21 e p16 (marcadores de senescência), em resposta ao tratamento com DOX. Em conjunto com a parada em G2/M e indução da senescência, as células MRC5 e XPA mostraram um aumento na coloração com laranja de acridina, indicando o processo de autofagia, enquanto que as células CSB e XPD não demonstraram este aumento. Um indício importante vem de estudos recentes que ligam a autofagia com o início da senescência. Assim, autofagia e senescência podem ser parte do mesmo processo fisiológico, conhecido como transição autofagia-senescência. Tomados em conjunto, os nossos resultados sugerem que a autofagia e senescência tendem a ocorrer em paralelo, e que autofagia pode ser necessária para o fenótipo senescente. Além disso, pode-se inferir uma participação ativa do NER no reparo de lesões induzidas pela DOX. Assim, NER eficiente após o tratamento com DOX parece ser essencial para a sobrevivência da célula. Por outro lado, o recrutamento de fatores da via de NER (CSB e XPD) parece ser necessário para a indução de respostas celulares específicas, tais como a transição autofagia-senescência. / Doxorubicin (DOX) is an important agent in cancer therapy and its mechanism of action includes topoisomerase II-poisoning, free radicals release and DNA adducts formation.The nucleotide excision repair (NER) participates in the removal of lesions that distort the double helix of DNA induced by UV and chemicals. Cell lines deficient in NER are more sensitive to anthracyclines, however little is known about the cellular processes that permit cell survival after treatment with these drugs. In this work we verified the cellular response to DOX induced lesions in human fibroblasts cell lines proficient (MRC5) and deficient in NER (CSB, XPA, XPC and XPD). For this purpose we performed MTT, Annexin-V, Acridine orange and SA-b-galactosidase assays. In addition, the cell cycle dynamics and PDT (population doubling time) was determined after 72h DOX treatment. The results indicate that cell lines deficient in NER are more sensitive to anthracyclines and die in a dose dependent manner mainly by apoptosis. In the cell cycle analysis, a proficient MRC5 and XPA deficient cell lines showed a higher percentage of cells in G2/M phase. In contrast, CSB and XPD cells showed no relevant increase. When XPD cells were complemented with functional XPD gene a G2 arrest was observed just at low doses of DOX. In PDT assay, there was an increased number of hours required for doubling in MRC5 and XPA cells treated with DOX, whereas CSB and XPD lines did not show a relevant change in time required for cell duplication. This indicates that these cells proceed through the cell cycle even after treatment with DOX. In SA-b- galactosidase assay, MRC5, XPA and XPC lines entered in senescence after DOX treatment, while CSB and XPD do not induced in this process. These results were confirmed by Western Blot analysis where CSB and XPD cells do not exhibit difference in p21 and p16 expression levels (senescence markers) in response to treatment DOX. Along with the G2/M arrest and senescence induction, MRC5 and XPA cells showed an increase in acridine orange staining, indicating autophagy process, whereas CSB and XPD cells do not demonstrate this increase. An important clue comes from recent studies linking autophagy with the onset of senescence. Thus, autophagy and senescence may be part of the same physiological process, known as the autophagy-senescence transition. Taken together, our findings suggest that autophagy and senescence tend to occur in parallel, and that autophagy may be required for the senescent phenotype. Furthermore, we can infer an active involvement of NER in the repair of DOX-induced lesions. Thus, efficient NER following treatment with DOX seems to be essential for cell survival. On the other hand, recruitment of NER pathway factors (CSB and XPD) seems to be necessary for induction of specific cellular responses such as autophagy-senescence transition.

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