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Humanizando a avaliação em ciências: sob o olhar das habilidades socioemocionais

Bandeira, Rubiana Passos Custódio 09 March 2018 (has links)
The current education centered on knowledge and scientific knowledge cannot supply the training of individuals in all spheres, being necessary for a complete and effective formation, to take into account all the aspects that construct the subject, among them the social and emotional needs. This study consists of an analysis of the use of Socioemotional Skills (HSE) as a humanizing element in the evaluation of learning in science. The aim of the research was to understand the evaluation of learning and HSE from the perspective of some teachers in the field of natural sciences, and to reflect on the possibilities and difficulties of its use associated with the evaluation process. Thus, the work will answer the following question: What are the possibilities and difficulties of using an HSE approach in the evaluation process of learning? The research has a look at the qualitative approach, and as adopted instruments was based on the combination between different strategies: application of interviews and realization of workshop incorporating the HSE to the evaluation. Firstly, the work has two stages, the first one consisted of analyzing the conceptions of 11 teachers of the area of natural sciences on the evaluation of learning and HSE. Secondly, they propose to present the knowledge about HSE in education, encouraging the use of methods based on a more subjective look at the evaluation process, and finally to reflect together with the teachers about the possibilities, and difficulties of using the proposed methods. The work also shows in an initial way the importance of rethinking in the construction of a more reflective and subjective view before the student and the evaluation practice. Among the difficulties encountered by the teachers, we can mention: the positivism of Science, the technical rationality of training, the educational system that prevents the teacher from innovating, the saturation of content as an example, the reference matrix ENEM and the traditional approach built historically within education. Within this understanding, it is important to analyze what we have as positive points, and through them to gather forces for a more humanized evaluation. As points of possibility the teachers listed: the formative and continuous perspective of the evaluation, the awareness that the evaluation process is simplistic today, the reception of the difficulties of the students, the understanding of the heterogeneity of the students as complex subjects, and the possibility of allowing the student participates in pedagogical and evaluative planning to decentralize the teacher's speech and enable student protagonism. Thus, we can reflect in the recognition that the HSE must be an object of planning science classes, so that it can become part of the teaching profession. / A atual educação centrada no conhecimento e saberes científicos não consegue suprir a formação dos indivíduos em todos os âmbitos, sendo necessário para uma formação completa e eficaz, levar em consideração todos os aspectos que constroem o sujeito, dentre eles as necessidades sociais e emocionais. Esse estudo consiste em uma análise sobre a utilização das Habilidades Socioemocionais (HSE) como um elemento humanizador na avaliação da aprendizagem em Ciências. A pesquisa teve como objetivo compreender a avaliação da aprendizagem e as HSE na perspectiva de alguns docentes da área de ciências da natureza, e refletir sobre as possibilidades e dificuldades da sua utilização associada ao processo de avaliação. Assim o trabalho buscará responder a seguinte questão: Quais as possibilidades e dificuldades de utilizar no processo avaliativo da aprendizagem um olhar voltado as HSE? A pesquisa tem um olhar na abordagem qualitativa, e como instrumentos adotados se baseou na combinação entre diferentes estratégias: aplicação de entrevistas e realização de oficina incorporando as HSE à avaliação. Em suma o trabalho tem duas etapas, a primeira consistiu em analisar as concepções de 11 docentes da área de ciências da natureza acerca da avaliação da aprendizagem e as HSE. Já a segunda, propõem apresentar os conhecimentos sobre HSE na educação, incentivando a utilização de métodos baseado em um olhar mais subjetivo para o processo avaliativo, e por fim refletir junto com os docentes sobre as possibilidades e dificuldades da utilização dos métodos propostos. O trabalho mostra ainda de maneira inicial a importância de repensar na construção de um olhar mais reflexivo e subjetivo diante do aluno e da prática avaliativa. Dentre as dificuldades encontradas pelos professores, podemos citar: o positivismo da Ciência, a racionalidade técnica da formação, o sistema educativo que impede o professor de inovar, a saturação de conteúdos como exemplo a matriz de referencial ENEM e a abordagem tradicional construída historicamente dentro do âmbito educacional. Dentro desse entendimento, é importante uma análise no que temos como pontos positivos, e através deles reunir forças em busca de uma avaliação mais humanizada. Como pontos de possibilidades os professores listaram: a perspectiva formativa e contínua da avaliação, a consciência que o processo avaliativo hoje é simplista, o acolhimento das dificuldades dos alunos, a compreensão da heterogeneidade dos alunos enquanto sujeitos complexos, e a possibilidade de permitir que o aluno participe do planejamento pedagógico e avaliativo para descentralizar a fala do professor e possibilitar o protagonismo discente. Assim, podemos refletir no reconhecimento que as HSE devem se constituir em objeto de planejamento das aulas de Ciências, para que de fato possa vir a se constituir como parte do fazer docente. / São Cristóvão, SE
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Competências socioemocionais: efeitos do contexto escolar da religiosidade e mediação sobre o desempenho acadêmico / Socioemotional skills: effects of the school context of religiosity and mediation on academic performance

Beatriz Willemsens 20 May 2016 (has links)
No mundo atual, é crescente a convicção de que a educação precisa ser reformulada de forma a priorizar, não somente o aprendizado acadêmico, mas também o desenvolvimento das competências socioemocionais. Tais competências são tão necessárias quanto as cognitivas para a promoção do bem estar individual e o progresso social: podem ampliar a capacidade de relacionamento interpessoal, a inteligência emocional e promover o atingimento de objetivos, entre outros, constituindo uma ferramenta importante a ser considerada pelos governos com vistas à diminuição das lacunas entre resultados educacionais, econômicos e sociais. O presente trabalho busca contribuir para a evolução do conhecimento científico sobre as competências não cognitivas e das práticas educacionais que contribuem para sua formação por meio da análise do contexto escolar da religiosidade, cuja influência positiva sobre o desenvolvimento juvenil tem atraído a atenção crescente de pesquisadores (YONKER et al., 2012). O estudo é dividido em duas partes: a primeira investiga as associações entre a religiosidade na escola e o desenvolvimento socioemocional, sobretudo de acordo com a vulnerabilidade de alunos em termos socioeconômicos e familiares, e a segunda verifica se os atributos socioemocionais exercem papel de mediação nos efeitos deste contexto escolar sobre o desempenho acadêmico. Foram utilizados dados de uma pesquisa com 23.133 alunos da rede pública do Rio de Janeiro, da Prova Brasil, Censo Escolar e SAERJINHO. Mediante estimações de mínimos quadrados ordinários, foram encontrados efeitos positivos da religiosidade, sobretudo sobre o lócus de controle interno, abertura a experiências, autoconfiança e reflexão. Alunos com baixa escolaridade materna apresentam maiores benefícios: aumentos na conscienciosidade, extroversão e autoestima, além dos demais atributos citados. Por outro lado, análises realizadas por meio do Sobel Test e Bootstraping apontam para uma mediação exercida por parte de algumas habilidades sobre as notas de português e matemática, concretamente a abertura a experiências, lócus de controle, autoconfiança, autoestima e curiosidade. / There is a growing conviction today that education must be reformulated to prioritize not only academic learning but also the development of socioemotional skills. These competencies are as necessary as cognitive skills to promote individual well-being and social progress: they can intensify the ability to develop interpersonal relationships and emotional intelligence, and help people achieve their goals. These skills therefore represent a powerful tool to be considered by governments aiming to reduce the divide between educational, economic and social results. This study seeks to contribute to the advancement of scientific knowledge on non-cognitive skills and to educational practices that contribute to their development, based on an analysis of the school context of religiosity, whose positive influence on youth development has attracted increasing attention of researchers (YONKER et al., 2012). The study is divided into two parts: the first investigates the associations between religiosity in school and socioemotional development, above all from the standpoint of the vulnerability of students in socioeconomic and family terms, while the second part examines whether socioemotional attributes play a mediating role in the effects of this school context on academic performance. Data from a survey involving 23,133 students of the public school system in Rio de Janeiro were used, taken from the Prova Brasil, Censo Escolar and SAERJINHO. Based on ordinary least squares estimates, religiosity was found to have positive effects, particularly on the internal locus of control, openness to experience, selfconfidence and reflection. Students with low maternal education presented greater benefits: increases in conscientiousness, extroversion and self-esteem, in addition to the other cited attributes. On the other hand, Sobel Test and Bootstrapping analyses point to mediation exercised by some skills on academic grades in Portuguese and mathematics, namely openness to experience, locus of control, self-confidence, self-esteem and curiosity.
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Competências socioemocionais: efeitos do contexto escolar da religiosidade e mediação sobre o desempenho acadêmico / Socioemotional skills: effects of the school context of religiosity and mediation on academic performance

Willemsens, Beatriz 20 May 2016 (has links)
No mundo atual, é crescente a convicção de que a educação precisa ser reformulada de forma a priorizar, não somente o aprendizado acadêmico, mas também o desenvolvimento das competências socioemocionais. Tais competências são tão necessárias quanto as cognitivas para a promoção do bem estar individual e o progresso social: podem ampliar a capacidade de relacionamento interpessoal, a inteligência emocional e promover o atingimento de objetivos, entre outros, constituindo uma ferramenta importante a ser considerada pelos governos com vistas à diminuição das lacunas entre resultados educacionais, econômicos e sociais. O presente trabalho busca contribuir para a evolução do conhecimento científico sobre as competências não cognitivas e das práticas educacionais que contribuem para sua formação por meio da análise do contexto escolar da religiosidade, cuja influência positiva sobre o desenvolvimento juvenil tem atraído a atenção crescente de pesquisadores (YONKER et al., 2012). O estudo é dividido em duas partes: a primeira investiga as associações entre a religiosidade na escola e o desenvolvimento socioemocional, sobretudo de acordo com a vulnerabilidade de alunos em termos socioeconômicos e familiares, e a segunda verifica se os atributos socioemocionais exercem papel de mediação nos efeitos deste contexto escolar sobre o desempenho acadêmico. Foram utilizados dados de uma pesquisa com 23.133 alunos da rede pública do Rio de Janeiro, da Prova Brasil, Censo Escolar e SAERJINHO. Mediante estimações de mínimos quadrados ordinários, foram encontrados efeitos positivos da religiosidade, sobretudo sobre o lócus de controle interno, abertura a experiências, autoconfiança e reflexão. Alunos com baixa escolaridade materna apresentam maiores benefícios: aumentos na conscienciosidade, extroversão e autoestima, além dos demais atributos citados. Por outro lado, análises realizadas por meio do Sobel Test e Bootstraping apontam para uma mediação exercida por parte de algumas habilidades sobre as notas de português e matemática, concretamente a abertura a experiências, lócus de controle, autoconfiança, autoestima e curiosidade. / There is a growing conviction today that education must be reformulated to prioritize not only academic learning but also the development of socioemotional skills. These competencies are as necessary as cognitive skills to promote individual well-being and social progress: they can intensify the ability to develop interpersonal relationships and emotional intelligence, and help people achieve their goals. These skills therefore represent a powerful tool to be considered by governments aiming to reduce the divide between educational, economic and social results. This study seeks to contribute to the advancement of scientific knowledge on non-cognitive skills and to educational practices that contribute to their development, based on an analysis of the school context of religiosity, whose positive influence on youth development has attracted increasing attention of researchers (YONKER et al., 2012). The study is divided into two parts: the first investigates the associations between religiosity in school and socioemotional development, above all from the standpoint of the vulnerability of students in socioeconomic and family terms, while the second part examines whether socioemotional attributes play a mediating role in the effects of this school context on academic performance. Data from a survey involving 23,133 students of the public school system in Rio de Janeiro were used, taken from the Prova Brasil, Censo Escolar and SAERJINHO. Based on ordinary least squares estimates, religiosity was found to have positive effects, particularly on the internal locus of control, openness to experience, selfconfidence and reflection. Students with low maternal education presented greater benefits: increases in conscientiousness, extroversion and self-esteem, in addition to the other cited attributes. On the other hand, Sobel Test and Bootstrapping analyses point to mediation exercised by some skills on academic grades in Portuguese and mathematics, namely openness to experience, locus of control, self-confidence, self-esteem and curiosity.
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The impacts of early childhood investment: an approach through latent cognitive skills

Pires, Luciana Neves 16 May 2018 (has links)
Submitted by Luciana Neves Pires (luciananevespires@gmail.com) on 2018-06-11T21:16:45Z No. of bitstreams: 1 Dissertação_Luciana_Pires.pdf: 3233234 bytes, checksum: eb9f7c63f3f64a45aef5050fd19ef699 (MD5) / Rejected by Katia Menezes de Souza (katia.menezes@fgv.br), reason: Prezada Luciana boa noite, Para que possamos aprovar seu trabalho são necessários realizar alguns ajustes conforme norma ABNT/APA. Você deverá excluir a segunda folha (que é a contracapa) e em substituição a essa, deverá incluir no lugar, a página 04 (lembrando que em seguida deverá excluir a página 04 pois caso contrário ficará em duplicidade) Após os ajustes excluir o pdf já postado e submete-lo novamente para análise e aprovação. Qualquer duvida estamos a disposição, Att. Katia Menezes on 2018-06-11T22:20:29Z (GMT) / Submitted by Luciana Neves Pires (luciananevespires@gmail.com) on 2018-06-12T13:15:18Z No. of bitstreams: 1 Dissertação.pdf: 3217177 bytes, checksum: 942fa504698be8667266a226b890950d (MD5) / Approved for entry into archive by Katia Menezes de Souza (katia.menezes@fgv.br) on 2018-06-12T13:25:14Z (GMT) No. of bitstreams: 1 Dissertação.pdf: 3217177 bytes, checksum: 942fa504698be8667266a226b890950d (MD5) / Approved for entry into archive by Isabele Garcia (isabele.garcia@fgv.br) on 2018-06-12T20:07:18Z (GMT) No. of bitstreams: 1 Dissertação.pdf: 3217177 bytes, checksum: 942fa504698be8667266a226b890950d (MD5) / Made available in DSpace on 2018-06-12T20:07:18Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Dissertação.pdf: 3217177 bytes, checksum: 942fa504698be8667266a226b890950d (MD5) Previous issue date: 2018-05-16 / This work contributes to the literature of human capital formation by estimating the impact of early childhood investment (by means of preschool attendance) over cognitive skill development. Using a longitudinal panel dataset for a single municipality, we draw the distribution of latent cognitive and non-cognitive factors and consider a dynamic model of skill formation. We find our Constant Elasticity Substitution (CES) production function to be a Cobb-Douglas. The complementarity and share parameters of the CES are stable in diverse specifications tested. We find that early investment matters for cognitive skill accumulation during childhood. Preliminar estimation for long-term cognitive production presents evidence of self-productivity (skill begets skill). Since cognitive skill is persistent overtime, early childhood investment has a positive cumulative impact in the long-term by boosting cognitive skills in earlier stages. / Este trabalho contribui para a literatura de formação de capital humano estimando o impacto do investimento na primeira infância (por meio da frequência pré-escolar) sobre o desenvolvimento de habilidades cognitivas. Usando um painel longitudinal com dados para um único município, extraímos a distribuição dos fatores cognitivo e não-cognitivo e consideramos um modelo dinâmico de formação de habilidades. A função de produção Elasticidade Substituição Constante (CES) que estimamos é uma Cobb-Douglas. Os parâmetros de complementaridade e participação na CES são estáveis para diversas especificações testadas. Encontramos que o investimento na primeira infância é importante para o acúmulo de habilidades cognitivas durante a infância. Estimativas preliminares da função de produção usando medidas de longo prazo para o fator cognitivo apresentam evidências de autoprodutividade (habilidade gera habilidade). Como a habilidade cognitiva é persistente ao longo do tempo, o investimento na primeira infância tem um efeito cumulativo positivo no longo prazo, impulsionando as habilidades cognitivas nos estágios iniciais.
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Família e habilidades socioemocionais: um estudo sobre a pessoa com deficiência em um curso de licenciatura em Biologia

Andrade, Joanna Angélica Melo de 22 February 2018 (has links)
Inclusive Education refers to the responsibility of the government and educational institutions of each country for the training and qualification of children and young people with disabilities, respecting the different types of differences. In this process of inclusion, two factors are important in addition to government actions: 1) the students' socio-emotional abilities (HSE), which will guarantee possibilities for inclusive innovation; and 2) the family, which plays an important role, the first interpersonal relationships and therefore where learning begins. HSE, when conducted properly, prepares the individual to seek what he desires, to solve daily situations, to discern behaviors and decisions, to establish goals, among other positions that collaborate for his personal growth, as well as his community. However, sometimes, in order to protect and care for the disabled, the family eventually creates impasses that hinder the development of certain skills and abilities important to life in society. In view of the above, we outline the general objective of identifying and describing the HSE of a licentiate with a disability in the biology course at the Federal University of Sergipe (UFS), understanding possible influences of the student's family in the construction of these skills. This is a research of exploratory nature, with qualitative approach performed through the single case study method. It takes place in the Biology Department (DBI) of UFS and as subjects of the research we have a disabled student with proper enrollment, a relative of the student (mother), a teacher in the course and the interpreter of Brazilian Language of Signals (LIBRAS), conferring a total of four subjects. For the data collection we used the semi-structured interview and for the analysis of the same, we adopted the Discursive Textual Analysis proposed in Moraes and Galiazzi (2014). The results indicate that the family of the licensee consulted acts to balance their influences between the incentive and the overprotection, and there are also reports of some scenes of prejudice, coming from relatives outside the family nucleus. Among her relatives, her mother seems to be the greatest motivator, and this can be one of the factors that contributes to the autonomy of the student throughout the process of inclusion. As for inclusion in the university, the interviewees report some difficulties, which become barriers, such as the prejudice and resistance of some colleagues and teachers throughout the course, however these barriers were and are being transposed by the student, and to this we can relate some HSE identified, such as autonomy, self-regulation, perseverance, organization, self-control and responsibility, which have been and are being developed both due to the influence of the family context and the academic life itself. We consider, therefore, that the family exerts influence in the construction of HSE of the licensee, and that these HSE are closely linked to the development of the student along the process of inclusion, and later formation. / A Educação Inclusiva refere-se à responsabilidade do governo e das instituições de ensino de cada país com a formação e qualificação das crianças e jovens com deficiência, respeitando os diversos tipos de diferenças. Nesse processo de inclusão, três fatores são importantes, além das ações governamentais: 1) as habilidades socioemocionais (HSE) dos estudantes, que lhe garantirão possibilidades de inovação inclusiva e 2) a família, que desempenha papel importante, pois é no lar onde ocorre as primeiras relações interpessoais e por consequência onde o aprendizado começa, e também a formação dos professores que ao estarem mais preparados e dispostos a auxiliar no processo de inclusão podem auxiliar aos alunos com deficiência nesta fase importante de suas vidas. As HSE quando conduzidas adequadamente, preparam o indivíduo para buscar o que deseja, resolver situações cotidianas, discernir comportamentos e decisões, estabelecer metas, entre outras posturas que colaboram para o seu crescimento pessoal, assim como da sua comunidade. Contudo, por vezes, no intuito de proteger e cuidar da pessoa com deficiência, a família acaba por criar impasses que dificultam o desenvolvimento de determinadas competências e habilidades importantes para a vida em sociedade. Diante do exposto delimitamos como objetivo geral identificar e descrever as HSE de uma licencianda com deficiência do curso de licenciatura em biologia da Universidade Federal de Sergipe (UFS), compreendendo possíveis influências da família dessa aluna na construção destas habilidades. Esta é uma pesquisa de natureza exploratória, com abordagem qualitativa realizada através do método estudo de caso único. Ela ocorre no Departamento de Biologia (DBI) da UFS e como sujeitos da pesquisa temos uma aluna com deficiência devidamente matricula, um familiar da aluna (mãe), uma professora no curso e a intérprete de Língua Brasileiras de Sinais (LIBRAS), conferindo um total de quatro sujeitos. Para a coleta de dados utilizamos a entrevista semiestruturada e para a análise dos mesmo, adotamos a Análise Textual Discursiva proposta em Moraes e Galiazzi (2014). Os resultados apontam que a família da licencianda consultada atua equilibrando suas influencias entre o incentivo e a superproteção, havendo também relatos de algumas cenas de preconceito, advindos de parentes de fora do núcleo familiar. Dentre seus familiares sua mãe, parece ser a maior motivadora, e isto pode ser um dos fatores que colabora para a autonomia da aluna ao longo de seu processo de inclusão. Quanto à inclusão na universidade as entrevistadas relatam algumas dificuldades, que se transformam em barreiras, como o preconceito e a resistência de alguns colegas e professores ao longo do curso, contudo estas barreiras foram e estão sendo transpostas pela aluna, e a isto podemos relacionar algumas HSE identificadas, como autonomia, autorregulação, perseverança, organização, autocontrole e responsabilidade, as quais foram e estão sendo desenvolvidas tanto devido a influência do contexto familiar, quanto da própria vida acadêmica. Consideramos, portanto, que a família exerce influência na construção de HSE da licencianda, e que estas HSE estão intimamente ligadas ao desenvolvimento da aluna ao longo do processo de inclusão, e posterior formação. / São Cristóvão, SE

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