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Efeito da pirroloquinolina quinona na regeneração hepática pós-isquemia e reperfusão normotérmica em camundongos / Effect of pyrroloquinoline quinone on liver regeneration after normothermic ischemia and reperfusion in mice

Gomes, Maraíza Silva 20 August 2018 (has links)
A lesão hepática por isquemia e reperfusão (I/R) ocorre em situações clínicas diversas, como nas grandes hepatectomias e no transplante hepático. A fisiopatologia desta lesão é composta, principalmente, por intensa resposta inflamatória aguda e estresse oxidativo hepático. Em consequência a essa lesão a proliferação pós hepatectomia pode ser prejudicada. Por outro lado, Pirroloquinolina Quinona (PQQ) é um cofator que vem sendo estudado em virtude de suas ações antioxidantes e de estimulação de crescimento. Materiais e métodos: Camundongos balb-c foram submetidos à lesão hepática por I/R normotérmica seguida de hepatectomia e tratados com PQQ (10mg/kg de peso corporal) ou solução salina. Foram avaliados o grau de lesão hepatocelular (nível sérico de aminotransferases e escore histológico de agressão tecidual), a intensidade do estresse oxidativo (dosagem de MDA, GSH, NRF2 e eNOS hepáticos), a intensidade da resposta inflamatória aguda (quantificação de NFkB, Il-1? e TNF-? no fígado) e a proliferação hepatocelular (quantificação hepática de PCNA e ciclina D1). Resultados: PQQ reduziu significativamente os parâmetros de lesão hepática. Adicionalmente, os animais tratados com PQQ exibiram reduzido estresse oxidativo hepático devido à preservação da reserva antioxidante de GSH, à estimulação de expressão de NRF2 e à diminuição dos níveis hepáticos de MDA. Todavia, os níveis de eNOS não sofreram alteração com o tratamento. A atividade inflamatória aguda também foi reduzida com regulação da expressão hepática de NFkB e IL-1?. Entretanto, TNF-?, PCNA e Ciclina D1 não apresentaram diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Conclusão: Os resultados obtidos indicam que PQQ é capaz de proteger o fígado contra a lesão por IR normotérmica seguida de hepatectomia e que essa proteção foi relacionada à sua ação antioxidante e anti- inflamatória. Todavia, a capacidade proliferativa hepática não foi alterada pelo tratamento no tempo avaliado. / Liver injury following ischemia and reperfusion (IR) occurs in several clinical situations such as major hepatectomies and liver transplantation. The physiopathology of this damage is composed for hepatic acute inflammatory response and oxidative stress. As a result of this injury the proliferation can be impaired. In other hand, Pyrroloquinoline Quinone (PQQ) is a cofactor that has been studied because has antioxidant activity and stimulates growth. Materials and Methods: Balb-c mice were underwent to hepatic injury by normothermic I/R followed by partial hepatectomy, and treated with PQQ (10mg/kg body weight) or saline solution. We evaluate the degree of hepatocellular damage (Serum level of aminotransferases and histological score of tissue damage), the intensity of liver oxidative stress (measurement of MDA,GSH, NRF2 and eNOS hepatic levels), the intensity of inflammatory response (measurement of NFkB, IL-1? e TNF-? hepatic levels). Results: PQQ significantly reduced the parameters of hepatocellular damage. PQQ-treated animals showed decreased hepatic oxidative stress by preserving antioxidant reserve of GSH, expression stimulation of NRF2 and reduced hepatic level of MDA. However, eNOS levels dind\'t change with the treatment. Inflammatory activity was also reduced by the down- regulation of NF?B and IL1- ?. Nevertheless, TNF-? and PCNA and D1 Cyclin did not show significant differences between the animal groups . Conclusion: These data indicate that PQQ was able to protect the liver against normothermic IR injury followed by hepatectomy and that protection was related with its antioxidant and antiinflammatory capability. Although, the hepatic proliferative capacity was not altered by the treatment in the evaluate time.
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Avaliação da atividade neuroprotetora da Parawixina 11 isolada da peçonha da aranha Parawixia bistriata (Araneae, Araneidae), em ratos Wistar submetidos a um modelo de glaucoma agudo / Neuroprotective activity analysis of Parawixin 11, isolated from Parawixia bistriata (Araneae, Araneidae) spider venom, in Wistar rats submitted to an model of acute glaucoma

Rosa, Marcela Nunes 27 April 2012 (has links)
O glaucoma é definido como uma típica neuropatia óptica caracterizada por perda de células ganglionares e consequente lesão no nervo óptico, resultando em uma gradual redução do campo visual, podendo causar cegueira. Considerando que os compostos presentes nas peçonhas de aranhas representam uma fonte importante de moléculas bioativas, o estudo dos possíveis efeitos neuroprotetores destas substâncias, em modelos experimentais de glaucoma, é uma etapa indispensável para o desenvolvimento de novos fármacos para o tratamento desta neuropatologia. Neste contexto, nosso grupo de pesquisa tem investigado compostos neuroativos isolados da peçonha da aranha Parawixia bistriata. Até o momento três moléculas isoladas, a PbTx1.2.3 (Parawixina 1), a FrPbAII (Parawixina 2) e a Parawixina 10 mostraram efeitos anticonvulsivantes e neuroprotetores, devido à suas ações na facilitação da recaptação de L-GLU (Parawixinas 1 e 10) ou na inibição da recaptação de GABA (Parawixina 2). Além destes compostos também isolamos a Parawixina 11 (PW11). Os resultados obtidos até agora demonstraram que a Parawixina 11 possui efeito anticonvulsivante em ratos submetidos à indução de crises por vários convulsivantes e foi neuroprotetora após indução de Status epilepticus por pilocarpina. Sendo assim, o presente estudo consistiu em verificar se a PW11 também seria neuroprotetora em um modelo de glaucoma agudo e tentar inferir seu mecanismo de ação, comparando-a e asssociando-a ao muscimol, ao ácido nipecótico, ao ALX 5407 e ao riluzol. Para isso, o modelo utilizado foi o de aumento da pressão intra-ocular (PIO), interrompendo o fluxo sanguíneo na retina e causando isquemia. Foi utilizado um sistema com pressão de ar, constituído por uma agulha de punção venosa de 27 G, conectada a um reservatório de ar acoplado a um manômetro. Ratos Wistar (200 - 250 g) foram anestesiados e cada grupo (n=4) recebeu uma injeção intravítrea (volume de 1,2 µL) no olho esquerdo, de uma das seguintes substâncias: água deionizada (VE1); DMSO a 4,7%; 0,05µg/µL de PW11; 0,10 µg/µL de PW11; 0,20 µg/µL de PW11; 5 µg/µL de muscimol; 3 µg/µL de ácido nipecótico; 0,30 µg/µL de ALX 5407; 23,45 µg/µL riluzol. Outros grupos receberam uma injeção (volume de 2,4 µL) com uma das seguintes associações: 0,10 µg/µL PW1 + muscimol; 0,10 µg/µL de PW11 + ácido nipecótico; 0,10 µg/µL de PW11 + ALX 5407 e 0,10 µg/µL de PW11 + riluzol. Quinze minutos após a injeção, foi aplicada uma pressão de 120 mmHg, por 45 min, causando isquemia retiniana. Alguns animais, que faziam parte do grupo isquemia (ISQ), foram sacrificados logo após esse tempo. Já os do grupo isquemia/reperfusão (ISQ/REP) tiveram a PIO normalizada durante 15 min, após a isquemia, permitindo o retorno do fluxo sanguíneo na retina, e só então foram sacrificados. Em seguida, os olhos foram removidos e fixados em solução ALFAC. As retinas isquêmicas com e sem reperfusão apresentaram núcleos picnóticos, vacuolização citoplasmática, edema e desorganização das camadas, característicos deste tipo de lesão. Após ISQ, os tratamentos com 0,10 e 0,20 µg/µL de PW11 preservaram, respectivamente, 17,51 e 37,45% de células na CNI, se comparados com o grupo VE1. Na CCG, quando a PW11 foi associada ao agonista do receptor GABAA, o muscimol, e ao inibidor do transportador de GABA do tipo GAT1, o ácido nipecótico, houve proteção significativa de 37,07 e 44,81%, respectivamente, se comparada ao grupo VE1, indicando inespecificidade da PW11 no sistema gabaérgico. Após ISQ/REP, as densidades celulares na CCG das retinas tratadas com 0,05, 0,10 e 0,20 µg/µL de PW11 foram, respectivamente, 32,88, 24,05 e 28,27% maiores do que a das retinas do grupo VE1. Já na CNI, as densidades celulares após os tratamentos com PW11 foram, respectivamente, 38,78, 35,25 e 30,96% maiores do que a das retinas do grupo VE1. Com relação à presença de neurônios em degeneração marcados com Fluro-Jade C, as retinas dos animais tratados apresentaram menos marcações na CNI, CPI e CCG, se comparadas com as dos grupos VE1 e DMSO. Diante destes efeitos, conclui-se que a PW11 pode ser uma interessante ferramenta para o desenvolvimento de terapias que combinemdiferentes drogas no tratamento do glaucoma e de outras neuropatologias. / Glaucoma is defined as a typical optic neuropathy characterized by ganglion cells loss and consequent optic nerve damage, resulting in a gradual reduction of the visual field and eventual blindness. In regard to compounds present in spider venoms, they represent an interesting source of bioactive molecules and the study about the possible neuroprotective effects of these substances, in experimental models of glaucoma, is an important step to developed new drugs to treating this disease. Therefore, our research group has investigated neuroactive compounds isolated from Parawixia bistriata spider venom. Nowadays, three purified molecules, PbTx1.2.3 (Parawixin 1), FrPbAII (Parawixin 2) and Parawixin 10 showed anticonvulsant and neuroprotective effects. They enhance the L-gluatamate uptake (Parawixin 1 and 10) or inhibit the GABA uptake (Parawixin 2). In addition these compounds, we also isolated the Parawixin 11 (PW11). So far, the results with PW11 showed the anticonvulsant effect in rats after seizures drug-induced and neuroprotetive effect after Status epilepticus pilocarpine -induced. Nevertheless, this study was to exemine if Pw11 could also be neuroprotective in acute glaucoma model and attempt to infer the mechanism of action, comparing it and associating it to muscimol, nipecotic acid, ALX 5407 and riluzole. For this, the model used was the intraocular pressure (IOP) elevation, disrupting the blood flow in retina and causing ischemia. It was used a system with air pressure, comprising of a 27G venous puncture needle connected to an air reservoir coupled to a manometer. Male Wistar rats (200-250 g) were anesthetized and each group (n=4) received an intravitreal injection (volumn = 1,2 µL) in the left eye of one of the following substances: deionized water (VE1); DMSO 4,7%, 0,05 µg/µL of PW11; 0,10 µg/µL of PW11; 0,20 µg/µL of PW11; 5 µg/µL of muscimol;3µg/µL of nipecotic acid; 0,30 µg/µL of ALX 5407;23,45 µg/µL of riluzole. Other groups received an injection (volumn = 2,4 µL) with one of the following associations: 0,10 µg/µL of PW11+muscimol; 0,10 µg/µL of PW11+nipecotic acid; 0,10 µg/µL of PW11+ALX 5407 and 0,10 µg/µL of PW11+riluzole. Fifteen minutes later, the IOP was raised up to 120 mmHg for 45 min, inducing retinal ischemia. Some animals, which were ischemia group (ISCH), were sacrificed immediately thereafter. The ischemia/reperfusion (ISCH/REP) group animals had IOP normalizedduring 15 min, after ischemia, making possible the blood flow return and, then, they were euthanized. Then, the eyes were removed and fixed in ALFAC solution. The ischemic retinas with or without reperfusion showed piknotic nuclei, citoplasmatic vacuolization, edema and disorganization of the retinal layers, characteristics of this lesion type. After ISCH, treatments with 0.1 and 0.2 µg/µL of PW11 preserved, respectively, 17.51 and 37.45% of cells in the INL if compared with VE1 group. In the GCL, when PW11 was associated to muscimol, a GABAA receptor agonist, and to nipecotic acid, a GAT-1 transporter inhibtor, there was significant protection of 37.07 and 44.81%, respectively, if compared with VE1 group, indicating nonspecificity of PW11 in gabaergic system. After ISCH/REP, cell densities in GCL of treated retinas with 0.05, 0.10 ad 0.20 µg/µL of PW11 were 32.88, 24.05 and 28.27% higher than that of VE1 group retinas, respectively. In INL, the cell densities after PW11 treatments were 38.78, 35.25 and 30.96% higher than that of VE1 group retinas, respectively. Regarding the presence of Fluoro-Jade C (FJC) stained degenerating neurons, retinas from treated animals showed less FJC-positive neurons in INL, IPL and GCL if compared with those of VE1 and DMSO groups. In view of these effects, it is concluded that the PW11 can be a useful tool to developed therapies that combine different drugs in glaucoma and other neuropathology treatments.
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Efeitos do N2-Mercaptopropionilglicina na isquemia e reperfusão hepática em ratos / Effects of N-(2-Mercaptopropionyl) glycine on hepatic ischemia-reperfusion in rats

Lima, Maria Paula Santana 22 May 2018 (has links)
Introdução: A isquemia e reperfusão (I/R) ocorre quando há privação de oxigênio e posterior reestabelecimento (reperfusão). Este processo causa desordens orgânicas e funcionais, que se agravam no período da reperfusão com a liberação de espécies reativas de oxigênio (EROs). É uma situação recorrente em cirurgias de transplante de órgãos. Os mecanismos antioxidantes endógenos são insuficientes após longos períodos de isquemia, por este motivo há necessidade de utilizarmos antioxidantes exógenos. O N2-mercaptopropionilglicina (N2-MPG) é um composto tiólico sintético que inibe a conversão da enzima xantina desidrogenase em xantina oxidase, diminuindo as taxas de formação de radicais livres. O efeito protetor do N2-MPG, já foi testado, e seus efeitos varredores continuam desconhecidos. Objetivo: O objetivo deste estudo é avaliar os efeitos do N2-MPG na isquemia e reperfusão hepática em fígados de ratos, quando aplicado após a isquemia e antes da reperfusão. Métodos: Ratos Wistar machos, mantidos em ventilação controlada, foram submetidos à isquemia hepática parcial, através de uma hora de clampeamento dos lobos médio e anterior lateral esquerdo, seguido por 4 horas de reperfusão. Os animais foram divididos em 4 grupos: Controle (n=6): sem procedimento cirúrgico, Sham (n=6): submetidos à manipulação cirúrgica do fígado, Salina (n=11): receberam solução salina 10 minutos antes da reperfusão e N2-MPG (n=11) receberam N2-MPG (100mg/kg) 10 minutos antes da reperfusão. Quatro horas após a reperfusão, amostras sanguíneas foram coletadas para determinação das transaminases (ALT e AST), amostras de tecido hepático para determinação de MDA (malondialdeído) e avaliação histopatológica, além de tecido pulmonar para avaliação da permeabilidade vascular. Resultados: Os grupos Salina e N2-MPG apresentaram altos níveis séricos de ALT e AST, e alta taxa de necrose na avaliação histopatológica em relação aos grupos que não foram submetidos à I/R. Os animais dos grupos Controle, Sham e N2- MPG apresentaram menor permeabilidade vascular pulmonar, quando comparados aos animais do Grupo Salina. Conclusão: N2-MPG exerceu efeito protetor à distância (reduzindo a permeabilidade vascular pulmonar), porém não protegeu o fígado quando aplicado depois da isquemia e antes da reperfusão neste modelo experimental / Introduction: The ischemia process causes functional and organic disorders, wich increases on the reperfusion moment releasing reactive oxygen species (ROS), this is called ischemia/reperfusion (I/R), it happens in every surgery related to organ transplantation. The endogenous mechanisms are insufficient after long periods of ischemia, then we need to use exogenous antioxidants. The N-2 Mercaptopropionylglicyne (N2-MPG) is a synthetic compound wich inhibits the conversion of the enzyme xanthine dehydrogenase to xanthine oxidase, decreasing oxygen free radicals rates. The protective effect of MPG had been tested, but it\'s scavenger effects are still unknown. Aim: The aim of this study was to evaluate the effects of N2-MPG on I/R in rats liver, when applied after ischemia and before reperfusion. Methods: Wistar male rats, kept under mechanical ventilation, underwent partial liver ischemia performed by one hour pedicle clamping of medium and left anterior lateral segments, followed by 4 hours of reperfusion. Animals were divided into 4 groups: Control (n=6): without ischemia procedure, Sham (n=6): submitted to surgical manipulation of the liver, Saline (n=11):received saline solution 10 minutes before reperfusion, and N2-MPG (n=11): received N2-MPG (100mg/kg) 10 minutes before reperfusion. Four hours after reperfusion, blood were collected for determinations of AST and ALT. Liver tissues were assembled for malondialdehyde (MDA) and histopathological evaluation, pulmonary vascular permeability was also determined. Results: Saline and N2-MPG group increased ALT and AST serum rates, necrosis on histopathological evaluation. Therefore, pulmonary vascular permeability decreased in Control, Sham and N2-MPG group when compared to Saline group. Conclusion: N2-MPG exerted a protective effect at a distance (reducing pulmonary vascular permeability). However, it did not protect the liver when applied after ischemia and before reperfusion in this experimental model
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Expressão dos microRNAs miR-15, miR-29, miR219 e miR-222 em ratos submetidos a isquemia cerebral focal associada ao exercício físico / Expression of miR-15, miR-29, miR-219 and miR222 microRNAs in rats submitted to physical exercise associated to focal cerebral ischemia

Cirino, Mucio Luiz de Assis 17 December 2018 (has links)
INTRODUÇÃO: A isquemia cerebral é uma das principais causas de morte no Brasil, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Neurologia em 2000, sendo a terceira causa de morte após doenças cardiovasculares e o câncer, além de ser uma das maiores causas de sequela permanente capaz de gerar incapacidade. Nas últimas décadas, estudos experimentais tem demonstrado efeitos benéficos do exercício físico associado à isquemia cerebral. Vários mecanismos moleculares estão envolvidos na fisiopatologia da isquemia cerebral, entre eles as alterações nos perfis de expressão de neurotransmissores. Pesquisas atuais também destacam o papel dos microRNAs na isquemia cerebral quanto na regulação dos neurotransmissores. Portanto, analisar a expressão de neurotransmissores e microRNAs associados à isquemia cerebral, assim como o papel dos benefícios promovidos pelo exercício físico poderá contribuir na elucidação de possíveis vias moleculares com efeito neuroprotetor. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram utilizados 48 animais divididos em quatro grupos experimentais: controle, submetido à isquemia cerebral, submetido ao exercício físico e submetido ao exercício físico associado à isquemia cerebral. A metodologia de PCR em tempo real foi utilizada para analisar a expressão dos miRNAs; miR15b, miR29b, miR-219 e miR-222. RESULTADOS E CONCLUSÃO: não observamos diferenças estatísticas significativas na expressão dos miRNAs miR-15b, miR- 12 29b, miR-219 e miR-222 no tecido cerebral dos grupos submetidos à isquemia cerebral, submetidos ao exercício físico e na associação dos dois grupos quando comparados ao grupo controle. Entretanto, os miRNAs miR-15b e miR222 apresentaram maior expressão no grupo com a associação da isquemia cerebral e exercício físico / INTRODUCTION: Cerebral ischemia is one of the main causes of death in Brazil, according to a survey by the Brazilian Society of Neurology in 2000, being the third cause of death after cardiovascular diseases and cancer, besides being one of the major causes of permanent sequela capable of generate disability. In the last decades, experimental studies have shown beneficial effects of physical exercise associated with cerebral ischemia. Several molecular mechanisms are involved in the pathophysiology of cerebral ischemia, including changes in neurotransmitter expression profiles. Current research also highlights the role of microRNAs both in the process of cerebral ischemia and in the regulation of neurotransmitters. Therefore, analyzing the expression of neurotransmitters and microRNAs associated with cerebral ischemia, as well as the role of the benefits promoted by physical exercise may contribute to the elucidation of possible molecular pathways with neuroprotective effect. MATERIALS AND METHODS: 48 animals were divided into 4 experimental groups: control, cerebral ischemia, physical exercise and physical exercise associated with cerebral ischemia. The real-time PCR methodology was used to analyze miRNA expression: miR15b, miR-29b, miR219 and miR-222. RESULTS AND CONCLUSION: We did not observe statistically significant differences in the miRNA expression of miRNAs: miR 15b, miR-29b, miR-219 and miR-222 in brain tissue groups submitted to 15 cerebral ischemia, physical exercise and in the association of the two groups when compared to the group control. However, the miR-15b and miR-222 levels of expression increased in the group of cerebral ischemia associated with physical exercise
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Efeito da solução hipertônica (NaCI-7,5%) na resposta imune inata em modelo de isquemia e referfusão / Efects of the Hypertonic Solution (NaCl-7,5%) in the Inate Immune Response of Isquemia-Reperfusion Model

Fernandes, Celia Ivete 07 December 2006 (has links)
O choque e ressuscitação predispoe os pacientes a uma maior susceptibilidade a uma lesão pulmonar aguda devido a uma exagerada resposta imune a um segundo estimulo inflamatório, conhecida como lesão das duas agressões, cujos mecanismos tem sido extensivamente pesquisados, mas ainda permanecem sem entendimento. Sendo assim, o principal objetivo deste estudo foi investigar a resposta inflamatória em modelo das duas agressões, no qual a primeira e representada pela I-R e a segunda pela instilação intratraqueal de bactérias vivas. O modelo de choque com animais acordados e hemorragia controlada, seguido de inoculação intratraqueal de bactérias vivas E. coli foi utilizado neste estudo. Todos os animais apresentaram variáveis hemodinâmicas similares, onde a PAM alcançou valores de aproximadamente 40 mmHg depois do sangramento. Solução hipertônica (HS, NaCl - 7,5%) ou isotônica (SS,NaCl - 0,9%) foram usadas como soluções de reperfusão, com resultados hemodinâmicos semelhantes. A inflamação pulmonar foi mais evidente nos animais submetidos a I-R e ressuscitados com solução isotônica (grupo SS) antes da inoculação da bactéria (grupo SEC). Animais que receberam solução hipertônica (grupo HS) apresentaram menos inflamação comparados com os animais do grupo SEC. RNAm para TLR2/4 e CD40/CD40L tiveram sua expressões aumentadas depois da instilação com a bactéria. Quando esses animais foram submetidos somente a lesão de I-R o mesmo não acorreu. Animais do grupo HEC apresentaram maior expressão desses receptors que o grupo SEC. Nos concluímos que a lesão de I-R aumenta a resposta a uma segunda agressão e que a HS pode modular favoravelmente esta resposta / Shock and resuscitation renders patients more susceptible to acute lung injury due to an exaggerated immune response to late inflammatory stimuli, the so-called two-hit model, whose mechanisms have been extensively researched, but are still not completely understood. Therefore, the main objective of this study was to investigate the inflammatory response in a two-hit model, in which the first injury is represented by ischemia and reperfusion (I-R), and the second challenge by live bacteria injection. A shock model, with conscious rats and controlled hemorrhage, followed by intratracheal innoculation of live E.coli bacteria was used in this study. All animals showed similar hemodynamic variables, with the mean arterial pressure decreasing to about 40 mmHg after bleeding. Hypertonic saline (HS, NaCl 7,5%) or isotonic saline (SS, NaCl 0,9%) were used as resuscitation fluids, with equal hemodynamic results. Lung inflammation and damage was more evident in the animals submitted to I-R and resuscitated with SS before bacteria innoculation (SEC group). Animals receiving HS displayed less inflammation compared to SEC. TLR2 and TLR4 mRNA expression increased markedly after E.coli injection. When submitted to I-R, these proteins were not up-regulated (except TLR2) when challenged with bacteria. Animals in the HEC group showed higher expression of these modulators than animals in the SEC group. We conclude that I-R blunts inflammatory response, rendering animals more susceptible to damage by a second challenge. Resuscitation with hypertonic saline may favorably modulate this response
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Stratégies de thérapie pro-angiogénique de l’artériopathie oblitérante des membres inférieurs / Pro-angiogenic therapy strategies of peripheral arterial disease

Sapharikas, Elène 01 October 2015 (has links)
L’artériopathie oblitérante des membres inférieurs conduit progressivement au rétrécissement des artères qui assurent la vascularisation des membres inférieurs. Il en résulte une ischémie des tissus irrigués par ces artères et à terme, en cas d’occlusion artérielle, une ischémie critique conduisant à une amputation du membre. De nouvelles stratégies de thérapie cellulaire basées sur l’injection de cellules progénitrices capables d’induire une angiogenèse thérapeutique se sont développées ces dernières années. Cependant le faible taux d’incorporation des cellules transplantées dans le tissu ischémique limite le développement de ces nouvelles approches. Dans ce contexte, mon travail de thèse a consisté à étudier deux approches thérapeutiques distinctes pouvant améliorer les thérapies pro-angiogènes. La première étude porte sur le fucoïdane, polysaccharide sulfaté d’origine naturelle, antithrombotique favorisant la formation de nouveaux vaisseaux sanguins dans le modèle murin d’ischémie du membre inférieur. Nous avons montré qu’il induisait le recrutement de monocytes en améliorant leur adhésion à l’endothélium activé en condition dynamique, ainsi que leur adhésion à la matrice et leur transmigration in vitro. Cette action est médiée par l’activation des voies de signalisation ERK et p38 et la sécrétion de métalloprotéinases 9. De plus, le fucoïdane entraine une polarisation des macrophages de type pro-angiogènes in vitro. Il augmente leur recrutement dans le muscle ischémié permettant de réduire ainsi la phase inflammatoire post-ischémique, la nécrose et de favoriser le processus de cicatrisation. La deuxième étude porte sur le rôle des neuropilines (NRP), co-récepteurs du VEGF (facteur de croissance pro-angiogène) exprimés à la surface des ECFC, afin de comprendre leur implication au niveau moléculaire dans le mécanisme d’action pro-angiogène des ECFCs et optimiser l’efficacité de la thérapie cellulaire. A l’aide du système d’extinction par ARN interférent, nous avons découvert un mécanisme de compensation jamais étudié auparavant puisque l’inhibition de NRP1 entraine une augmentation de celle de NRP2 et une diminution de la prolifération et de la migration des ECFCs. En revanche, l’extinction de NRP2 n’a pas d’effet sur l’expression de NRP1, mais induit une augmentation de l’adhésion des ECFCs à la matrice extracellulaire associée à une augmentation de la phosphorylation des ERK1/2. / Vascular diseases such as Peripheral Arterial Disease may evolve towards critical limb ischemia, requiring revascularization or amputation. New strategies of cell therapy based on the injection of progenitor cells able to induce therapeutic angiogenesis have been recently developed. However the low level of incorporation of transplanted cells in the ischemic tissue limits the development of these new approaches. In this context, my thesis was to study two different therapeutic approaches that can improve the pro-angiogenic therapies. The first focuses on fucoidan, a marine sulphated polysaccharide with antithrombotic properties. We have previously shown promising angiogenic properties of fucoidan in vivo. We found that fucoidan increases monocyte recruitment and improves their adhesion to activated endothelium under dynamic condition. It also increases in vitro transmigration. This action is mediated by the activation of ERK and p38 signaling pathways and metalloproteinase 9 secretion. Further, fucoidan can lead macrophage polarization to the pro-angiogenic type in vitro. It increases macrophage recruitment in ischemic muscle that could reduce post-ischemic inflammatory phase and necrosis leading to healing process. The second study focuses on the role of neuropilin (NRP), co-receptors of VEGF (pro-angiogenic growth factor). The aim of this part was to understand their involvement in the pro-angiogenic properties of ECFC at molecular level and optimize the efficiency of cell therapy. Using siRNA, we found a compensation mechanism never studied before. The NRP1 inhibition leads to an increase in the NRP2 expression and a decrease of ECFC proliferation and migration. The NRP2 silencing has no impact on NRP1, but induces ECFC adhesion to the extracellular matrix correlated with an increased level of ERK1 / 2 phosphorylation.
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Implication de miR-146a en physiopathologie rénale / The fine-tuning of CXCL8 protects kidney against ischemia-reperfusion injury in mice lacking microRNA-146a

Amrouche, Lucile 17 November 2015 (has links)
Les microARNs (miARN) sont de petits ARN régulant l’expression des gènes au niveau post-transcriptionnel. Ils sont impliqués dans la régulation de nombreux processus biologiques nécessaires au fonctionnement cellulaire, comme le contrôle de la réponse à l’inflammation. Dans ce travail, nous avons évalué l’implication des miARN dans la réponse tubulaire rénale à l’inflammation. Au cours d’un premier travail nous avons étudié par une approche globale le profil d’expression des miARN dans des cellules tubulaires proximales de la lignée HKJ2 exposées à des cytokines pro-inflammatoires. Nous avons ainsi identifié la forte induction de miR-146a en réponse au stimulus inflammatoire. Nous avons ensuite mis en évidence in vitro que l’induction de miR-146a par l’IL-1β dans les cellules HK-2 est secondaire à l’activation de la voie NF-κB, constitue un rétrocontrôle négatif de cette voie et régule l’expression de CXCL8 en aval. In vivo, l’étude du phénotype des souris invalidées pour miR-146a dans un modèle d’agression tubulaire rénale où l’inflammation joue un rôle significatif a mis en évidence une aggravation des lésions tubulaires, de l’infiltrat inflammatoire et de la fibrose interstitielle en réponse à l’ischémie-reperfusion. Le blocage de la signalisation induite par CXCL8 par la réparixine, un inhibiteur du récepteur de CXCL8 (CXCR1), permet de limiter le développement des lésions induites par l’ischémie-reperfusion chez les souris miR-146a-/-. Dans un second travail nous avons exploré le phénotype rénal des souris invalidées pour miR-146a, connues pour développer une auto-immunité. / Independently of its cause, acute kidney injury leads to the development of tubular injury and interstitial inflammation that need to be controlled to avoid fibrosis development. We hypothesized that microRNAs (miRNAs) are involved in the regulation of the balance between lesions and adaptive repair. Using HK2 human proximal tubular epithelial cells, we studied in vitro the response to pro-inflammatory cytokines and the regulation of miR-146a. We explored its targets in HK2 cells after stimulation by IL-1β. In vivo we explored the effect of unilateral renal ischemia-reperfusion injury (IRI) in wild-type or miR-146a invalidated mice. In pro-inflammatory conditions, we identified miR-146a to be transcriptionally upregulated by ligands of the interleukin-1-toll-like receptor signaling in HK2 cells. IL-1β treatment induced miR-146a expression in a time- and concentration-dependent manner through the activation of NF-κB, as confirmed by siRNA and luciferase reporter vector experiments. MiR-146a acted as a negative feedback regulator of this critical pathway by targeting IRAK1, thus decreasing CXCL8/CXCL1 expression by injured tubular cells. In vivo, miR-146a was found to be induced in response to renal IRI in a mouse model of renal unilateral IRI seven days after the injury. In human, miR-146a was found to be induced in the renal allograft of patients who experienced acute tubular necrosis early after transplantation as compared to patients with normal allograft biopsy results (P<0.05). Mir-146a levels were also increased in urine samples collected ten days after renal transplantation in recipients of a deceased donor kidney as compared to recipients of a living donor kidney (P<0.01). In situ hybridization localized up-regulated miR-146a mostly in tubular cells after IRI. Fourteen days after unilateral IRI, miR-146a-/- mice had greater tubular injury, inflammatory infiltrate and fibrosis compared with wild-type mice. Inhibition of the CXCL8/CXCL1 signaling using reparixin, a CXCR2 inhibitor, prevented the development of tubular injury, inflammation and fibrosis after IRI in miR-146a-/- mice. In conclusion, these results highlight miR-146a as a key mediator of the renal response to injury by limiting the consequences of inflammation, a key process in the development of acute and chronic kidney diseases.
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Protective Mechanisms of Granulocyte-Colony Stimulating Factor Against Experimental Models of Stroke

Unknown Date (has links)
Ischemic stroke has a multiplicity of pathophysiological mechanisms. Granulocyte-colony stimulating factor (G-CSF) is an endogenous growth factor that exerts a diverse range of neuroprotection against ischemic stroke. Several lines of evidence demonstrated the contribution of endoplasmic reticulum (ER) in apoptotic cell death involving ischemia. Cell culture of undifferentiated PC12 cells were subjected to 10mM glutamate and selected doses of G-CSF (25ng/ml, 50ng/ml, 100ng/ml and 250ng/ml) for 24 hours. Cell viability, expression of the G-CSF receptor and expression level of CHOP were assessed in vitro. Sprague-Dawley rats were subjected to middle cerebral artery occlusion (MCAO). Rats were subcutaneously injected with G-CSF (n= 15; 50ug/kg body weight) 24 hours post-MCAO for 4 days. Vehicle treated rats were administered 5% dextrose for 1 day (n=4) or 4 days (n=16). Sham-operated rats (n=9) were not subjected to MCAO. Neurological deficit and infarct volume were measured while expression levels of pAKT, Bcl2, Bax, Bak, cleaved caspase-3, GRP78, ATF4, ATF6, p-p38MAPK, pJNK, CHOP and HSP27 were analyzed by western blotting. In vitro G-CSF receptor was expressed on undifferentiated PC12 cell, and an optimal dose of 50 ng/ml G-CSF significantly protected these cells against glutamate-induced cytotoxicity (P < 0.05). G-CSF significantly down-regulated (P < 0.01) the ER stressinduced pro-apoptotic marker CHOP in vitro. In vivo, G-CSF reduced infarct volume to 50% while significantly improved neurological deficit compared to vehicle rats. G-CSF significantly (P < 0.05) up-regulated pro-survival proteins pAKT and Bcl2 while downregulating pro-apoptotic proteins Bax, Bak and cleaved caspase 3 in the ischemic brain. It also significantly (P < 0.05) downregulated the ER intraluminal stress sensor GRP78, proteins of ER stress induced intracellular pathway; ATF4, ATF6, p-p38MAPK, pJNK and the ER stress induced apoptotic marker CHOP, which suggests that ER stress is being ameliorated by G-CSF treatment. G-CSF also reduced the level of HSP27, providing additional evidence of cellular stress reduction. G-CSF treatment increased cell survival by attenuating both general pro-apoptotic proteins and specific effector proteins in the ER stress induced apoptotic pathways. Our data has provided new insight into the anti-apoptotic mechanism of G-CSF, especially as it relates to ER stress induced apoptosis in ischemia. / Includes bibliography. / Dissertation (Ph.D.)--Florida Atlantic University, 2016. / FAU Electronic Theses and Dissertations Collection
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Avaliação da expressão e localização da conexina 43 na injúria isquêmica renal aguda / Evaluation of Connexin 43 expression and localization in renal acute ischemic injury

Adriana Regina Miranda 20 June 2011 (has links)
As células necessitam do contato com outras células e com a matriz extracelular, para a formação de tecidos. As junções gap são estreitos canais que conectam o citoplasma de células adjacentes, promovendo a passagem de íons orgânicos, aminoácidos, nucleotídeos e outros metabólitos. Estas junções são compostas por dois conexons ou hemicanais, que atravessam a membrana plasmática da célula a que pertencem, e são compostos por seis proteínas integrais de membrana denominadas conexinas (Cxs). A Cx43 é a mais expressa, e é fosforilada ao longo do ciclo de vida, sofrendo mudanças conformacionais, resultando em diferentes isoformas (P0, P1 e P2), apresentando propriedades distintas. A Cx43 apresenta-se distribuída em todo o rim adulto. A injúria renal aguda (IRA) é uma síndrome metabólica em que ocorre redução aguda da função renal e rápida diminuição da taxa de filtração glomerular, sendo hipóxia decorrente da isquemia sua causa principal. A restrição de oxigênio e nutrientes, e o acúmulo de metabólitos, resultam na injúria das células epiteliais tubulares. A depleção dos níveis de ATP, aumento nos níveis de cálcio intracelular, alterações na membrana e deformações no citoesqueleto caracterizam esta injúria. A reoxigenação tecidual atua como agressão adicional devido à liberação de radicais livres. Estudos sugerem que a ativação de hemicanais de Cx43, resultante da desfosforilação da proteína, durante depleção de ATP, esteja envolvida na IRA. Este trabalho verificou o envolvimento da Cx43 em modelo murino desta injúria, ocasionada por isquemia/reperfusão. Foram utilizados camundongos machos da linhagem C57BL/6J. A isquemia foi induzida por clampeamento das artérias renais por 45 minutos. A reperfusão ocorreu durante 24 horas após cirurgia. Foram utilizados 6 animais por grupo (isquêmicos, reperfundidos e controle). Após sacrifício, fragmentos dos rins foram submetidos a ensaios de western blot, PCR em tempo real, imuno-histoquímica e imunofluorescência. O modelo experimental foi validado através da dosagem de uréia e creatinina plasmática. As análises estatísticas foram realizadas pela análise de variância (ANOVA), seguido do teste de Bonferroni. Observou-se aumento significativo dos níveis de uréia e creatinina nos animais isquêmicos e reperfundidos, em relação ao controle. A expressão gênica apresentou aumento significativo apenas nos rins de camundongos reperfundidos (1,9 vezes; P<0,01 vs controle). No western blot verificou-se aumento na quantidade da isoforma hiperfosforilada da Cx43 (P2) em rins isquêmicos (2,73 vezes; P<0,05 vs controle), com diminuição significativa nos reperfundidos (2,37 vezes; P<0,05 vs isquêmico). Nas isoformas menos fosforiladas (P1/P0), observou-se aumento nos rins isquêmicos (2,33 vezes; P<0,05 vs controle), com diminuição nos reperfundidos (10 vezes; P<0,01 vs isquêmico). Nos ensaios imuno-histológicos verificou-se diferentes localizações da Cx43 nas células epiteliais de túbulos corticais nos grupos comparados. Nos controles verificou-se distribuição difusa, e nos isquêmicos observou-se intensa marcação em superfície celular apical. Nos rins reperfundidos, a distribuição da Cx43 foi basolateral. As alterações observadas na expressão gênica, fosforilação protéica e distribuição da Cx43 nos rins foram semelhantes às mudanças observadas na isquemia cardíaca. Este estudo mostrou pela primeira vez a regulação da Cx43 em níveis transcricionais e pós-traducionais, e sua localização celular na IRA ocasionada por isquemia/reperfusão, indicando sua participação neste processo. / The cells require contact with other cells and the extracellular matrix for tissue formation. Gap junctions are narrow channels connecting the cytoplasm of two adjacent cells, promoting the passage of inorganic ions, amino acids, nucleotides and other metabolites. These junctions are composed of two conexons or hemichannels, crossing the cell plasma membrane where they belong, and consist of six integral membrane proteins called connexins (Cxs). The Cx43 is the most expressed, and is phosphorylated throughout the life cycle, undergoing conformational changes, resulting in different isoforms (P0, P1 and P2) that have different properties. The Cx43 is distributed throughout the adult kidney. The acute kidney injury (AKI) is a metabolic syndrome that occurs in acute reduction of renal function and rapid decline in glomerular filtration rate. Hypoxia resulting from ischemia is its principal cause. The restriction of oxygen and nutrients, and accumulation of metabolites, result in the injury of tubular epithelial cells. The depletion of ATP levels, increased levels of intracellular calcium, changes in the membrane and cytoskeleton deformation characterize this injury. Reoxygenation tissue acts as additional injury due to release of free radicals. Studies suggest that activation of Cx43 hemichannels, resulting from dephosphorylation of the protein during ATP depletion, is involved in the AKI. This study investigated the involvement of Cx43 in a murine model of this injury, caused by ischemia/ reperfusion. We used male mice of strain C57BL/6J. Ischemia was induced by clamping the renal arteries for 45 minutes. Reperfusion occurred 24 hours after surgery. We used six animals per group (ischemic, reperfused, and sham). After sacrifice, kidney fragments were tested for western blot, real-time PCR, immunohistochemistry and immunofluorescence. The levels of plasma urea and creatinine were measured to validate the experimental model. Statistical analysis was performed by analysis of variance (ANOVA) followed by Bonferroni test. We observed significant increase in serum urea and creatinine in ischemic and reperfused animals compared to sham. Gene expression increased significantly only in the reperfused kidneys (1.9 fold, P <0.01 vs sham). The western blot showed an increase in the amount of hyperphosphorylated isoform of Cx43 (P2) in ischemic kidneys (2.73 times, P <0.05 vs sham), with significant reduction in reperfused (2.37 times, P <0 05 vs ischemic). In the less phosphorylated isoforms (P1/P0), we observed an increase in ischemic kidneys (2.33 times, P <0.05 vs sham), with a decrease in reperfused (10 times, P <0.01 vs ischemic). In immuno-histological tests we verified different locations of Cx43 in the epithelial cells of cortical tubules. In normal kidneys there was patchy distribution, while in ischemic there was intense staining in the apical cell surface. In the reperfused kidney, the distribution of Cx43 was basolateral. The changes in gene expression, protein phosphorylation and distribution of Cx43 in the kidney observed in this study were similar to changes observed in cardiac ischemia. This study showed for the first time the regulation of Cx43 in transcriptional and post-translational levels, and its cellular localization in acute renal failure caused by ischemia/reperfusion, indicating its involvement in this injury.
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Neuroproteção hipotérmica pré, intra e pós-isquêmica na isquemia cerebral focal temporária em ratos: análise morfométrica / Pre, intra and post-Ischemic hypothermic neuroprotection in temporary focal cerebral ischemia in rats: morphometric analysis

Dezena, Roberto Alexandre 28 January 2011 (has links)
INTRODUÇÃO: A isquemia cerebral é uma doença de alta prevalência, com desfecho clínico imprevisível, e com profilaxia e tratamento ainda limitados. Na atividade neurocirúrgica, as duas situações em que a isquemia cerebral ocorre com maior freqüência são o vasoespasmo arterial, que ocorre após hemorragia subaracnóidea, e nas microneurocirurgias vasculares, especialmente naquelas em que são realizadas clipagens vasculares temporárias. Dentre todas as formas de neuroproteção a hipotermia tem se mostrado a mais promissora em estudos experimentais. Pode ser aplicada em diferentes momentos do processo isquêmico (pré, intra ou pós-isquemia), sendo a modalidade pré-isquêmica pouco explorada na literatura. O objetivo deste estudo foi avaliar comparativamente o efeito da hipotermia pré, intra e pós-isquêmica na isquemia focal temporária por oclusão da artéria cerebral média em ratos, através de análise morfométrica computacional. MATERIAL E MÉTODOS: Foram utilizados 74 ratos machos adultos da linhagem Wistar, divididos em 6 grupos, com 10 animais cada: Controle (C), Sham (S), Controle-Isquêmico (CI), Hipotermia Pré-Isquêmica (IH1), Hipotermia Intra-Isquêmica (IH2), Hipotermia Pós-Isquêmica (IH3). Todos os animais dos grupos isquêmicos foram submetidos à isquemia de 60 minutos, com um período reperfusional de 24 horas. A hipotermia utilizada foi do tipo leve (32 - 34 ºC). No grupo IH1 a hipotermia foi iniciada 30 min antes da oclusão arterial e mantida durante toda a isquemia; no grupo IH2 a hipotermia foi mantida somente durante a isquemia; no grupo IH3 a hipotermia foi mantida por 6 horas, sendo iniciada no exato momento da reperfusão. Após a eutanásia os cérebros foram perfundidos e fixados, sendo realizadas secções coronais de 10 micrômetros, em toda a extensão da área isquêmica, as quais foram coradas pela técnica Luxol Fast Blue. A morfometria foi realizada pelo programa KS400, Carl Zeiss, obtendo-se medidas diretas separadas de cada hemisfério, das áreas em azul (fibras mielinizadas) e em vermelho (corpos neuronais), bem como a área total de cada secção. Medidas derivadas (área isquêmica média, e volumes isquêmicos parcial e aproximado) de cada animal, foram obtidas nos grupos submetidos à isquemia. RESULTADOS: Os parâmetros da homeostase dos animais permaneceram dentro dos limites aceitáveis para este tipo de experimento. Em relação às áreas de fibras mielinizadas (azul) não houve diferença significativa entre os grupos C vs. S (p=0,39, Mann-Whitney-Wilcoxon), CI vs. IH3 (p=0,85, Mann-Whitney-Wilcoxon), e IH1 vs. IH2 (p=0,63, Mann-Whitney-Wilcoxon); ocorreu diferença estatística entre os grupos C vs. CI (p=0,0001, Mann-Whitney-Wilcoxon), CI vs. IH1 (p=0,01, Mann-Whitney-Wilcoxon), e CI vs. IH2 (p=0,03, Mann-Whitney-Wilcoxon). Em relação às áreas de corpos neuronais (vermelho), não houve diferença significativa entre os grupos C vs. S (p=0,48, Mann-Whitney-Wilcoxon), CI vs. IH3 (p=0,27, Mann-Whitney-Wilcoxon), e IH1 vs. IH2 (p=0,68, Mann-Whitney-Wilcoxon); ocorreu diferença estatística entre os grupos C vs. CI (p=0,0001, Mann-Whitney-Wilcoxon), CI vs. IH1 (p=0,009, Mann-Whitney-Wilcoxon), e CI vs. IH2 (p=0,03, Mann-Whitney-Wilcoxon). A análise estatística das áreas isquêmicas médias, e dos volumes isquêmicos parciais e aproximados não mostrou diferença significante na comparação entre os grupos CI vs. IH3 (p=0,57, Mann-Whitney-Wilcoxon), e IH1 vs. IH2 (p=0,79, Mann-Whitney-Wilcoxon); mostrou diferença significante entre os grupos CI vs. IH1 (p=0,0001, Mann-Whitney-Wilcoxon), e CI vs. IH2 (p=0,0011, Mann-Whitney-Wilcoxon). CONCLUSÕES: As hipotermias pré-isquêmica e intra-isquêmica mostraram-se neuroprotetoras de forma semelhante, o que não ocorreu com a hipotermia pós-isquêmica. / INTRODUCTION: Cerebral ischemia is a high prevalent disease, with unpredictable clinical outcome, and prophylaxis and treatment remains limited. In the neurosurgical practice cerebral ischemia occurs most frequently due arterial vasospasm after subarachnoid hemorrhage, and in vascular microneurosurgery, mainly when temporary vascular clipping is performed. Among all forms of experimental neuroprotection, hypothermia has been the most promising. It can be applied at different moments of ischemia (pre, intra or post-ischemia), and the pre-ischemic modality is little explored in literature. This study aimed to evaluate comparatively the effect of pre, intra and post-ischemic hypothermia in temporary focal ischemia obtained by middle cerebral artery occlusion in rats, by computational morphometric analysis. MATERIAL AND METHODS: We used 74 Wistar adult male rats divided into six groups of 10 animals each: Control (C), Sham (S), Ischemic-Control (IC), Pre-Ischemic Hypothermia (IH1), Intra-Ischemic Hypothermia (IH2), Post-Ischemic Hypothermia (IH3). All animals in the ischemic groups were subjected to ischemia for 60 minutes with a reperfusion period of 24 hours. It was used mild hypothermia (32 - 34 ºC). In IH1 group hypothermia was initiated 30 minutes before arterial occlusion and maintained throughout the ischemia, in IH2 group hypothermia was maintained only during ischemia, IH3 group hypothermia was maintained for 6 hours, starting at the beginning of the reperfusion. After euthanasia, the brains were perfused and fixed, and coronal sections of 10 microns were performed to the fullest extent of ischemic area, and these sections were stained by Luxol Fast Blue. The morphometry was performed by the KS400 software, Carl Zeiss, obtaining direct separated measurements in each hemisphere, of blue areas (myelinated fibers) and red areas (neuronal bodies) as well as the total area of each section. Derived measures (average ischemic area, and partial and approximated ischemic volumes) were also obtained from the ischemic groups. RESULTS: The animal homeostasis parameters remained within acceptable limits for this type of experiment. Regarding the myelinated areas (blue) there was no significant difference between groups C vs. S (p=0,39, Mann-Whitney-Wilcoxon), IC vs. IH3 (p=0,85, Mann-Whitney-Wilcoxon), and IH1 vs. IH2 (p=0,63, Mann-Whitney-Wilcoxon), and there was statistical difference between groups C vs. IC (p=0,0001, Mann-Whitney-Wilcoxon), IC vs. IH1 (p=0,01, Mann-Whitney-Wilcoxon), and IC vs. IH2 (p=0,03, Mann-Whitney-Wilcoxon). Regarding the neuronal bodies areas (red) there was no significant difference between groups C vs. S (p=0,48, Mann-Whitney-Wilcoxon), IC vs. IH3 (p=0,27, Mann-Whitney-Wilcoxon), and IH1 vs. IH2 (p=0,68, Mann-Whitney-Wilcoxon), and there was significant difference between C vs. IC groups (p=0,0001, Mann-Whitney-Wilcoxon), IC vs. IH1 (p=0,009, Mann-Whitney-Wilcoxon), and IC vs. IH2 (p=0,03, Mann-Whitney-Wilcoxon). Statistical analysis of average ischemic areas, and partial and approximated volumes of ischemic regions showed no significant difference between groups IC vs. IH3 (p=0,57, Mann-Whitney-Wilcoxon), and IH1 vs. IH2 (p=0,79, Mann-Whitney-Wilcoxon), and showed statistical difference between groups IC vs. iH1 (p = 0,0001, Mann-Whitney-Wilcoxon), and IC vs. IH2 (p = 0,0011, Mann-Whitney-Wilcoxon). CONCLUSIONS: Pre-ischemic and intra-ischemic hypothermia were shown to be similarly neuroprotective, but this was not true for post-ischemic hypothermia.

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