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Religião, sacrifícios humanos e hermenêutica : um estudo a partir da historia da interpretação do sacrifício da filha de Jefté em Jz 11,29-40Jônatas de Mattos Leal 17 November 2011 (has links)
Entre os textos bíblicos que mais foram debatidos pelos intérpretes bíblicos está Jz 11,29-40 cuja narrativa descreve o sacrifício da filha de Jefté que de alguma forma foi levado a cabo pelo seu próprio pai. Nas tradições judaica, cristã e contemporânea diferentes olhares incidiram sobre essa perícope. Uma história da exegese tão prolífera como esta implica numa relevante questão acerca natureza do processo hermenêutico: até que ponto fatores éticoreligiosos
do contexto e ambiente da interpretação influenciam a compreensão de um texto. Essa preocupação envolve o cerne desta proposta de estudo. A mesma preocupação está
presente na obra do filósofo H.G. Gadamer, cuja teoria hermenêutica ressalta a historicidade e finitude do intérprete. Os conceitos gadamerianos de fusão de horizontes, tradição e préconceito podem ajudar a elucidar as diferentes percepções sobre essa narrativa tão intrigante ao longo da história da interpretação. Ao mesmo tempo abrem a discussão sobre a teoria hermenêutica adequada para abordar textos religiosos. Neste trabalho isso se dá a partir de uma avaliação da assim chamada ―nova hermenêutica‖, aqui representada por Gadamer, apontando suas contribuições e limitações.
Palavras-chave: hermenêutica, tradição judaico-cristã, história da interpretação
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A iconografia de "Jose e a Mulher de Putifar" na pintura italiana do SeiscentosLopes, Elisabetta Falanga 24 April 2001 (has links)
Orientador: Luiz Cesar Marques Filho / Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciencias Humanas / Made available in DSpace on 2018-07-27T18:27:12Z (GMT). No. of bitstreams: 1
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Previous issue date: 2001 / Resumo: A dissertação trata da iconografia de José e a mulher Putifar na pintura italiana do século XVII, um dos temas eróticos do Antigo Testamento a conhecer grande popularidade no colecionismo do período. A pesquisa analisa a transição do tema da arte religiosa para a secular e revela uma faceta do gosto seiscentista. O trabalho inclui um catálogo que cobre a história da iconografia desde as origens, no século IV, até o Seiscentos. Variações na interpretação do tema no interior das diversas escolas de pintura italiana do período também são analisadas / Abstract: This dissertation focuses on the iconography ofJoseph and Potiphar 's Wife in ltalian painting of the 17th Century, an inherently erotic subject from the Old Testament that became very sought after by private collectors during this period. It follows the transition from religious to secular art and reviews a particular aspect ofthe history oftaste. It also proposes a catalogue that covers
the whole story ofthis iconography from its origin in the 4th Century until the Seicento. Variations in the interpretation of this theme within the different schools of painting in ltaly are also discussed. / Mestrado / Mestre em História
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"O pão da dor e o vinho da miseria" : o banquete da existencia, de Jo a Bras CubasMaria, Claudinei, 1963- 16 February 2007 (has links)
Orientador: Vera Maria Chalmers / Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da Linguagem / Made available in DSpace on 2018-08-08T03:52:30Z (GMT). No. of bitstreams: 1
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Previous issue date: 2007 / Resumo: Este trabalho é uma leitura das Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, sob a perspectiva bíblica, sem, necessariamente, fazer um exaustivo inventário das citações da Bíblia na obra machadiana, mas procurando encontrar um fio condutor na narrativa que justificaria, por exemplo, a presença do hipopótamo o capítulo VII, "O delírio", e as "rabugens de pessimismo" do autor, a partir dos livros de Jó e Eclesiastes / Abstract: This thesis is a reading of Memórias Póstumas de Brás Cubas (The Posthumous Memoirs of Brás Cubas) from a bíblicaI perspective. It does not necessarily undertake an exhaustive inventory of the biblical quotations in Machado's work, but it does attempt to find a common thread in the narrative, which might explain, for example, the presence of the hippopotamus in Chapter 7 (The Delirium"), and the "ill-humoured pessimism" of the author, by reference to the books of Job and Ecclesiastes / Mestrado / Teoria e Critica Literaria / Mestre em Teoria e História Literária
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Criacionismo e evolucionismo: uma possibilidade de equilíbrio a partir do transformismo de Teilhard de ChardinDirson Maciel de Barros 04 November 2008 (has links)
O presente trabalho tem como finalidade principal demonstrar que não existem maiores divergências entre o criacionismo bíblico e a teoria da evolução, quando olhamos o fato à luz do transformismo do Pe. Teilhard de Chardin, isto é, sem desprezar a ciência, mas com um profundo conhecimento bíblico, no qual seja possível detectar a verdade científica e, ao mesmo tempo, ter uma visão da verdade bíblica revelando-se a ponto de ver e sentir a união entre matéria e espírito. Quanto ao criacionismo bíblico, fizemos questão de apresentar as duas narrativas da criação descrita nos Gênesis e algumas interpretações hermenêuticas sobre elas, bem como a aceitação da segunda narrativa no Antigo e no Novo Testamento. No que se refere à teoria da evolução, preocupamo-nos em apresentar os pontos de vista científicos, com as naturais divergências entre eles, para que se possa entender melhor o conteúdo de tal teoria, que se empenha em mostrar como surgiu o ser humano na terra, através de uma enorme cadeia de ocorrências até a aparição inexplicável do homo sapiens. Após colocarmos as bases do criacionismo e do evolucionismo é que tratamos dessa possibilidade de equilíbrio entre os dois temas através do transformismo teilhardiano, que nos deixa ver bem claro que o elo perdido da evolução é o sopro de Deus, que promove aquele salto, inexplicável pela ciência, através do fenômeno complexidade-consciência, promovendo o equilíbrio tão almejado / This Work aims meanly at demonstrating that there are not so great divergences between biblical Creationism and Evolution Theory, as we look onto the fact on its whole, in view of Fr. Teilhard de Chardins Transformism, i. e. without disregarding Science, but with a biblical deep knowledge in which it could be possible detecting up scientific truth, revealing itself in a such way that turns possible seeing and feeling deep unity, fusion between matter and spirit. Regarding to biblical Creationism, we have assumed, we have undertaken presenting the two narratives in reference to Creation, described in Genesis and some hermeneutic interpretations about them the two narrations as weel as our adoption, acceptance with regards to second narration in Old and New Testament. As for Evolution Theory, we have been concerned focusing the scientifical viewpoints, with natural divergences among them, in order to make possible a better comprehension, understanding regarding to such a theory content that strives showing up the way human being arose in earth, through a large events, accurences chain, series until Homo Sapiens inexplicable appearance. Since we have delt with we have discussed this equilibrium possibility between these two themes, through Teilhardian transformism, that enables us seeing very clearly that Evolutions missing link is Gods Breath that moves on, through complexity consciousness, that leap, jump, inexplicable for Science, moving on the so longed for equilibrium
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A "influência" do mito babilônico da criação, enuma elish, em Gênesis, 1,1 -2,4a.Antonio Ivemar da Silva Pontes 26 July 2010 (has links)
Dentre os vários campos de interesse das Ciências da Religião, o sagrado e seu impacto nas culturas dos diversos povos e épocas, tem sido objeto de estudo para muitos que enveredam nesse campo tão vasto. Através de pesquisa bibliográfica, o presente trabalho, à luz das Ciências da Religião, se presta a fazer uma análise hermenêutica comparativa sobre a relação entre o poema babilônico da criação, Enuma Elish, e o relato bíblico da criação em Gênesis 1,12,4a. Esse estudo, que tem como base a Teologia Comparada, busca fazer uma análise sobre a influência que uma cultura exerce quando interage com outra. Pretende sinalizar algumas semelhanças e diferenças entre esses dois textos de culturas e épocas diferentes. Procura ainda ajudar o leitor a perceber de que maneira o mito pode ser entendido e de que forma ele pode ser empregado no campo científico. Após a análise do levantamento de dados, percebemos que há alguns elementos em comum entre os dois poemas. Dentre eles destacamos: a criação do universo, do firmamento, dos astros e do homem. Percebemos, portanto, que de fato, quando um povo interage com outro de cultura diferente da sua, acaba havendo uma influência mútua de um povo em relação ao outro. / Among the various fields of interest of the Religion Sciences, the sacred and its impact over the cultures of different peoples and ages, has been studied by many who go through that vast field. Through bibliographic studies, this project, under the lights of the Religion Sciences, intends to make an hermeneutics comparative analysis about the relationship between the Babylonian poem of Creation, Enuma Elish, and the biblical account of creation in Genesis 1. This study, which is based on Comparative Theology, seeks to analyze the influence that a culture has when interacting with others. It aims to identify some similarities and differences between these two texts from different cultures and times. It also seeks to help the reader to understand how the myth can be understood and how it can be employed in the scientific field. After analyzing the survey data, we realize that there are some elements in common between the two poems. Among them we highlight: the creation of the universe, the firmament, the stars and man. We see, therefore, that in fact, when people interact with another culture than theirs, it comes to happen a mutual influence of one people over the other.
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osué 24,1 - 28 : interpretação socioliterária : a narrativa das tradições dos pais e a resposta simbólica ao pluralismo culturalNarciso Neves de Farias 06 May 2014 (has links)
Dentre os vários aspectos das ciências da religião, um deles pode ser compreendido na sua função, que permite ao homem expressar sentido à vida, a partir de um sistema lógico no qual uma nova cosmovisão é construída para legitimar uma realidade humana. Esta dissertação tem por objetivo, portanto, compreender a função social de um texto bíblico, como expressão de uma realidade, perceber o tipo de sociedade que está por trás dele e qual o sujeito histórico responsável pela produção do texto. Procura-se saber como esse sujeito histórico reelaborou suas próprias tradições diante de um mundo simbólico, plural e concorrente. E, por fim, como desenvolveu uma fundamentação religiosa para apresentar sua visão de sociedade. A partir dessa abordagem, fez-se uso do capítulo 24,1-28 do livro de Josué para a análise de uma sociedade e da práxis do sujeito histórico que produziu suas tradições. E, assim, procurou-se chegar ao modo de organização social de um povo, na época do pós-exílio, período do Império Persa. Para tanto, a título de orientação teórica, para análise do texto, elegeu-se o método sociológico, para compreensão da narrativa de Js 24,1-28, como sistematização teológica necessária para firmar a coesão das tradições populares, e dar novo sentido à religião Javista face às culturas diversificadas do mundo religioso daquele tempo. Isso se realizou através da formalização de uma aliança. A aliança feita com Iahweh e os vários grupos (dos remanescentes e dos exilados), compreendida como uma proposta para legitimar um novo projeto que garantisse a justiça e o direito das famílias dos remanescentes que estavam sendo excluídas pelos exilados, que defendiam a organização social implantada, em Canaã, pela administração Persa. Essa organização social, criada no interesse do Império Persa, era constituída de vilas, também chamadas de casa dos pais, e tratadas como unidades corporativas. Essa organização social da província de Judá, com a chegada dos exilados, favoreceu a restauração do templo e o culto, como resultado da vontade política da administração Persa. / Among the various aspects of religious studies, the one chosen here can be understood in its function of enabling man to express the meaning to life, founded on a logical system in which a new worldview is constructed to legitimize a determined human reality. This dissertation aims, therefore, to understand the social function of a biblical text as an expression of reality; it aims to understand the type of society behind the text, as well as the historical subject responsible its production. The paper seeks to discover how this historical subject reworked its own traditions before a pluralistic and competing symbolic world, and, finally, how a religious basis to express their vision of society was developed. From this perspective, chapter 24,1-28 of the book of Joshua will be used for the analysis of the society and the praxis of the historical subject which produced their traditions. We have tried to understand the mode of social organization of the people during the post-exilic period of the Persian Empire. By way of theoretical orientation for text analysis, the sociological method for understanding the narrative of Js from 24.1 to 28 was chosen to illustrate the theological necessary to establish the cohesion of popular traditions, and to give new meaning to Yahwist religion in face of the diverse cultures of the religious world of that time. This was possible through the realization of a covenant. The covenant made between Yahweh and the various groups, both those who remained in Judah and those who went into exile, was understood as a proposal to legitimize a new project that would ensure justice and the rights of those families of remainders excluded by the exiles, who were defenders of the social organization implanted in Canaan by the Persian administration. This social organization, created in the interest of the Persian Empire, was consisted of villages, also called father houses, were treated as corporate units. With the arrival of the exiled, this social organization of the province of Judah favored the restoration of the temple and worship, as an expression of the political will of the Persian administration.
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Criacionismo e evolucionismo: uma possibilidade de equilíbrio a partir do transformismo de Teilhard de ChardinBarros, Dirson Maciel de 04 November 2008 (has links)
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Previous issue date: 2008-11-04 / This Work aims meanly at demonstrating that there are not so great divergences between biblical Creationism and Evolution Theory, as we look onto the fact on its whole, in view of Fr. Teilhard de Chardin s Transformism, i. e. without disregarding Science, but with a biblical deep knowledge in which it could be possible detecting up scientific truth, revealing itself in a such way that turns possible seeing and feeling deep unity, fusion between matter and spirit. Regarding to biblical Creationism, we have assumed, we have undertaken presenting the two narratives in reference to Creation, described in Genesis and some hermeneutic interpretations about them the two narrations as weel as our adoption, acceptance with regards to second narration in Old and New Testament. As for Evolution Theory, we have been concerned focusing the scientifical viewpoints, with natural divergences among them, in order to make possible a better comprehension, understanding regarding to such a theory content that strives showing up the way human being arose in earth, through a large events, accurences chain, series until Homo Sapiens inexplicable appearance. Since we have delt with we have discussed this equilibrium possibility between these two themes, through Teilhardian transformism, that enables us seeing very clearly that Evolution s missing link is God s Breath that moves on, through complexity consciousness, that leap, jump, inexplicable for Science, moving on the so longed for equilibrium / O presente trabalho tem como finalidade principal demonstrar que não existem maiores divergências entre o criacionismo bíblico e a teoria da evolução, quando olhamos o fato à luz do transformismo do Pe. Teilhard de Chardin, isto é, sem desprezar a ciência, mas com um profundo conhecimento bíblico, no qual seja possível detectar a verdade científica e, ao mesmo tempo, ter uma visão da verdade bíblica revelando-se a ponto de ver e sentir a união entre matéria e espírito. Quanto ao criacionismo bíblico, fizemos questão de apresentar as duas narrativas da criação descrita nos Gênesis e algumas interpretações hermenêuticas sobre elas, bem como a aceitação da segunda narrativa no Antigo e no Novo Testamento. No que se refere à teoria da evolução, preocupamo-nos em apresentar os pontos de vista científicos, com as naturais divergências entre eles, para que se possa entender melhor o conteúdo de tal teoria, que se empenha em mostrar como surgiu o ser humano na terra, através de uma enorme cadeia de ocorrências até a aparição inexplicável do homo sapiens. Após colocarmos as bases do criacionismo e do evolucionismo é que tratamos dessa possibilidade de equilíbrio entre os dois temas através do transformismo teilhardiano, que nos deixa ver bem claro que o elo perdido da evolução é o sopro de Deus, que promove aquele salto, inexplicável pela ciência, através do fenômeno complexidade-consciência, promovendo o equilíbrio tão almejado
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osué 24,1 - 28 : interpretação socioliterária : a narrativa das tradições dos pais e a resposta simbólica ao pluralismo culturalFarias, Narciso Neves de 06 May 2014 (has links)
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Previous issue date: 2014-05-06 / Among the various aspects of religious studies, the one chosen here can be understood in its function of enabling man to express the meaning to life, founded on a logical system in which a new worldview is constructed to legitimize a determined human reality. This dissertation aims, therefore, to understand the social function of a biblical text as an expression of reality; it aims to understand the type of society behind the text, as well as the historical subject responsible its production. The paper seeks to discover how this historical subject reworked its own traditions before a pluralistic and competing symbolic world, and, finally, how a religious basis to express their vision of society was developed. From this perspective, chapter 24,1-28 of the book of Joshua will be used for the analysis of the society and the praxis of the historical subject which produced their traditions. We have tried to understand the mode of social organization of the people during the post-exilic period of the Persian Empire. By way of theoretical orientation for text analysis, the sociological method for understanding the narrative of Js from 24.1 to 28 was chosen to illustrate the theological necessary to establish the cohesion of popular traditions, and to give new meaning to Yahwist religion in face of the diverse cultures of the religious world of that time. This was possible through the realization of a covenant. The covenant made between Yahweh and the various groups, both those who remained in Judah and those who went into exile, was understood as a proposal to legitimize a new project that would ensure justice and the rights of those families of remainders excluded by the exiles, who were defenders of the social organization implanted in Canaan by the Persian administration. This social organization, created in the interest of the Persian Empire, was consisted of villages, also called father houses, were treated as corporate units. With the arrival of the exiled, this social organization of the province of Judah favored the restoration of the temple and worship, as an expression of the political will of the Persian administration. / Dentre os vários aspectos das ciências da religião, um deles pode ser compreendido na sua função, que permite ao homem expressar sentido à vida, a partir de um sistema lógico no qual uma nova cosmovisão é construída para legitimar uma realidade humana. Esta dissertação tem por objetivo, portanto, compreender a função social de um texto bíblico, como expressão de uma realidade, perceber o tipo de sociedade que está por trás dele e qual o sujeito histórico responsável pela produção do texto. Procura-se saber como esse sujeito histórico reelaborou suas próprias tradições diante de um mundo simbólico, plural e concorrente. E, por fim, como desenvolveu uma fundamentação religiosa para apresentar sua visão de sociedade. A partir dessa abordagem, fez-se uso do capítulo 24,1-28 do livro de Josué para a análise de uma sociedade e da práxis do sujeito histórico que produziu suas tradições. E, assim, procurou-se chegar ao modo de organização social de um povo, na época do pós-exílio, período do Império Persa. Para tanto, a título de orientação teórica, para análise do texto, elegeu-se o método sociológico, para compreensão da narrativa de Js 24,1-28, como sistematização teológica necessária para firmar a coesão das tradições populares, e dar novo sentido à religião Javista face às culturas diversificadas do mundo religioso daquele tempo. Isso se realizou através da formalização de uma aliança. A aliança feita com Iahweh e os vários grupos (dos remanescentes e dos exilados), compreendida como uma proposta para legitimar um novo projeto que garantisse a justiça e o direito das famílias dos remanescentes que estavam sendo excluídas pelos exilados, que defendiam a organização social implantada, em Canaã, pela administração Persa. Essa organização social, criada no interesse do Império Persa, era constituída de vilas, também chamadas de casa dos pais, e tratadas como unidades corporativas. Essa organização social da província de Judá, com a chegada dos exilados, favoreceu a restauração do templo e o culto, como resultado da vontade política da administração Persa.
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O coração do faraó no livro do Êxodo e na tradição judaicaGross, Fernando 20 December 2017 (has links)
Submitted by Filipe dos Santos (fsantos@pucsp.br) on 2018-01-19T10:47:57Z
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Previous issue date: 2017-12-20 / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES / The study presented here welcomes literary and historical-theological motif belonged to
the biblical narrative on the exodus. Repeatedly, that is, in fourteen scenes, the texts of
the book of Exodus refer to the "heart of the pharaoh", which is mentioned twenty
times. In ten moments, it is described how the Lord, the God of Israel, acts with the
heart of the pharaoh (Ex 4,21; 7,3; 9,12,14; 10,1,20,27; 11,10; 14,4,8). In four moments,
it is contemplated how the pharaoh leads with his heart (Ex 7,23, 8,11,28; 9,34). And in
six other moments, it is narrated how the heart of the pharaoh reacts to the events (Ex
7,13,14,22; 8,15; 9,7,35). Moreover, different verbs indicate different movements of the
pharaoh's heart. Thus, the study presented in this Dissertation seeks to understand, in its
first part, what the biblical narrative reflects on the heart of who ruled Egypt. In the
second part, the present study analyzes how the Jewish tradition, throughout the history,
continued the reflection on the heart of the pharaoh / O estudo aqui apresentado acolhe um motivo literário e histórico-teológico pertencente
à narrativa bíblica sobre o êxodo. Repetidamente, ou seja, em quatorze cenas, os textos
do livro do Êxodo se referem, pois, ao “coração do faraó”, sendo que este é mencionado
por vinte vezes. Em dez momentos, se descreve como o Senhor, Deus de Israel, age
com o coração do faraó (Ex 4,21; 7,3; 9,12.14; 10,1.20.27; 11,10; 14,4.8). Em quatro
momentos, se contempla como o faraó mexe com seu coração (Ex 7,23; 8,11.28; 9,34).
E, em outros seis momentos, narra-se como o coração do faraó reage aos
acontecimentos (Ex 7,13.14.22; 8,15; 9,7.35). Mais ainda, diferentes verbos indicam
movimentos diversos do coração do faraó. Assim sendo, o estudo apresentado nesta
Dissertação procura compreender, em sua primeira parte, o que a narrativa bíblica
reflete sobre o coração de quem governava o Egito. Na segunda parte, por sua vez, o
presente estudo analisa como a tradição judaica, no decorrer da história, continuou a
reflexão sobre o coração do faraó
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Violence au féminin en juges 4-5 : entre normativité et subversion du genreLétourneau, Anne January 2008 (has links) (PDF)
Ce mémoire est un projet d'exégèse biblique féministe. Il a pour objet les personnages féminins de Déborah et de Yaël dans les chapitres 4 et 5 du livre des Juges. Ces femmes font figure d'exception dans le livre des Juges dont les nombreux personnages féminins sont surtout des victimes. En effet, Déborah et Yaël exercent violence et/ou pouvoir: l'une en raison de son leadership pluriel auprès du peuple d'Israël et de son armée; l'autre en tant que meurtrière de Sisera, le chef de l'armée cananéenne. Elles apparaissent toutes deux dans le récit de Jg 4 et le chant de Jg 5, deux versions de la même histoire. Ce mémoire s'inscrit à la suite des travaux de Bal (1988; 1995) sur les rapports entre genre féminin et meurtre en Jg 4-5 et s'inspire de la théorie de la performativité du genre de Judith Butler (2006). Il porte précisément sur les thématiques du genre, de la violence et du pouvoir, et a pour but de cerner les représentations du genre féminin déployées par Déborah et Yaël à travers leurs actes violents et leurs gestes de souveraineté. Deux hypothèses sous-tendent un tel projet. D'abord, l'acte violent, et par extension le geste de souveraineté, sont le véhicule de contenus genrés. Ensuite, bien que l'idéologie patriarcale imprègne l'ensemble de la bible hébraïque, des espaces de liberté pour les femmes existent à l'intérieur des passages relatifs aux personnages de Déborah et de Yaël. De nombreuses méthodes aussi bien diachroniques que synchroniques ont été requises afin de mener a bien une telle recherche: critique textuelle, traductologie, philologie, analyse littéraire, analyse structurelle, critique des formes et narratologie. Le premier chapitre a permis d'établir le texte à partir duquel l'exploration des féminités de Déborah et de Yaël a été possible. En effet, s'y trouvent la critique textuelle et la traduction des chapitres 4 et 5 du livre des Juges. Le second chapitre porte sur les représentations du genre féminin de Déborah, la prophétesse et la juge du récit en prose de Jg 4. Nous avons pu constater que, dans le cas de ce personnage, féminité et puissance sont étroitement liées. De cette « femme de flammes » dépend non seulement le déclenchement des combats, mais aussi la présence divine dont elle est la porte-parole. Par ailleurs, sa fonction de juge s'exerce à la fois dans ses dimensions judiciaire, religieuse, politique et militaire. À travers Déborah, le féminin apparaît clairement comme le sexe fort du récit en prose. Le troisième chapitre traite de nouveau de Déborah, mais telle qu'elle apparaît dans le cantique. Cette puissante chantre dispose d'un pouvoir à la fois lyrique, religieux et politico-militaire. Son discours, particulièrement violent dans les derniers versets portant sur Yaël et la mère de Sisera, évoque à la fois une conscience aiguë de la condition féminine en contexte de violence guerrière et l'impossibilité d'une réelle solidarité féminine en contexte patriarcal. La Yaël du récit en prose est le sujet du quatrième chapitre. La meurtrière y fait la démonstration d'une féminité où se côtoient les stéréotypes féminins de la mère et de la femme adultère/étrangère et plusieurs traits « typiquement » masculins. Sa masculinisation va de pair avec la féminisation et l'anéantissement de l'ennemi qu'elle assassine, Sisera. Le cinquième chapitre du mémoire porte sur les représentations féminines de Yaël dans le cantique. La féminité de Yaël y apparaît d'abord en termes « héroïques », entre autres en raison de la bénédiction qu'elle reçoit. Cette femme étrangère et nomade évoque, à travers les représentations de sa féminité, à la fois l'idéal de la femme nourricière et l'anti-modèle de la femme séductrice. Elle se caractérise avant tout par son ambiguïté et sa grande violence. L'agonie de Sisera entre ses cuisses suggère une imagerie maternelle particulièrement souffrante alors même que c'est un homme qui est violé et violenté. Bref, Déborah et Yaël apparaissent toutes deux comme de véritables héroïnes. C'est en effet un type de féminité héroïque, forte de plusieurs traits dits masculins, que leur fréquentation des lieux de pouvoir et de violence a contribué à construire. Cette féminité constitue une alternative à l'idéal biblique de la « femme de valeur » ainsi qu'à la féminité réifiante de la « femme-utérus ». ______________________________________________________________________________ MOTS-CLÉS DE L’AUTEUR : Bible hébraïque, Livre des Juges, Exégèse, Traduction, Déborah, Yaël, Féminisme, Genre, Violence.
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