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Hábitos alimentares e de atividade física de escolares de Florianópolis, Santa Catarina, Brasil

Costa, Filipe Ferreira da 24 October 2012 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Desportos, Programa de Pós-graduação em Educação Física, Florianópolis, 2010 / Made available in DSpace on 2012-10-24T22:46:40Z (GMT). No. of bitstreams: 1 275719.pdf: 2273256 bytes, checksum: 2002a47d6bc0fc691c0baeb04e3fdfd8 (MD5) / O objetivo do presente estudo foi identificar as diferenças nos padrões alimentares e de atividade física entre escolares da rede pública e privada de ensino. Adicionalmente, analisou-se a associação entre os comportamentos alimentares e de atividade física. Um estudo transversal foi realizado com uma amostra representativa de escolares de sete a 10 anos de Florianópolis-SC em 2002. Um total de 2936 crianças forneceu informações sobre os hábitos alimentares e de atividade física por meio de um questionário composto de figuras. Informações antropométricas (peso e estatura) e a renda familiar mensal também foram obtidas. O consumo alimentar foi categorizado com base no Guia Alimentar para a População Brasileira. Foi investigado o consumo de oito indicadores de itens/grupos alimentares baseado no relato da frequencia de consumo (vezes por dia). O padrão de atividade física foi categorizado quanto aos terços do escore gerado pelo instrumento, que incluiu figuras de 11 tipos de atividades físicas em três categorias de intensidade. Adicionalmente, o tipo de deslocamento para a escola (passivo ou ativo) foi investigado. O teste qui-quadrado e a regressão de Poisson foram utilizados para identificar as associações entre os comportamentos de saúde e o tipo de escola e gênero. A razão de prevalência e seu respectivo intervalo de confiança foram utilizados como medida de associação. A proporção de escolares atendendo as recomendações para frutas e vegetais, doces e refrigerantes foi maior entre as meninas. Os meninos foram mais ativos que as meninas. Escolares matriculados na rede privada de ensino tiveram uma maior chance de atender as recomendações para o consumo de frutas e verduras, doces, fast-food e frequencia de refeições saudáveis. Os mesmos também tiveram uma chance maior de serem classificados no terceiro terço do escore de atividade física, embora apresentassem menor chance de serem ativos no deslocamento para a escola. O nível de atividade física foi associado ao atendimento às recomendações para o consumo de cereais, frutas e verduras, carnes e frutos do mar, e realização de cinco ou mais refeições saudáveis por dia. Contudo, os indivíduos mais ativos apresentaram menores chances de atender às recomendações para o consumo de doces, refrigerantes e fast-food. Em resumo, as meninas e os escolares da rede privada de ensino apresentaram padrões alimentares mais saudáveis. Os meninos e os escolares da rede privada foram mais ativos. Os hábitos alimentares e de atividade física foram associados. Tais achados indicam a importância da promoção de saúde no contexto escolar, especialmente focando na melhoria da dieta e dos níveis de atividade física de escolares da rede pública de ensino.
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Hábito de assistir à televisão, comportamento consumidor e hábitos alimentares de estudantes de uma escola pública em Florianópolis

Nascimento, Amanda Bagolin do 25 October 2012 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Nutrição, Florianópolis, 2010 / Made available in DSpace on 2012-10-25T06:00:33Z (GMT). No. of bitstreams: 1 282497.pdf: 902239 bytes, checksum: c406dc6c37062cb5fc56dadf3c6bff75 (MD5) / O hábito de assistir à televisão tem sido associado com o desenvolvimento de hábitos alimentares não saudáveis, em função de a maioria dos produtos alimentares anunciados terem, em sua composição, elevados teores de açúcar, gordura e sal. A televisão também tem sido apontada como estimuladora de compras por crianças, uma vez que estas vêm comportando-se cada vez mais como verdadeiras consumidoras. Estudos que avaliam o comportamento consumidor infantil são realizados principalmente pela indústria. Academicamente pouco se sabe sobre como os hábitos de consumo das crianças brasileiras são influenciados pela televisão, especialmente as de baixo nível socioeconômico. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a relação entre o hábito de assistir à televisão, o comportamento consumidor e os hábitos alimentares de estudantes de sete a dez anos de idade. Para tanto, foram conduzidos onze grupos focais com 54 estudantes (24 meninos e 30 meninas) de uma escola pública de Florianópolis, formados por 4-6 participantes, separados por sexo e idade. As entrevistas foram gravadas, transcritas verbatim e analisadas pela técnica de análise de conteúdo. O hábito de assistir à televisão está muito presente na rotina dos estudantes, os quais disseram consumir guloseimas diariamente. De acordo com a percepção deles, seus pais interferem pouco sobre o tempo e os programas assistidos, bem como acerca de seus hábitos alimentares. A disponibilidade pareceu ser um estímulo ao consumo de frutas e hortaliças. A maioria dos estudantes declarou ter dinheiro e gastar especialmente com guloseimas. Eles reconhecem que a televisão influencia seu desejo pelos produtos anunciados, os quais frequentemente não são adquiridos devido à falta de condições financeiras. Os resultados demonstram uma situação de excesso, tanto no hábito de assistir à TV como no consumo de guloseimas. No entanto, a compra e o consumo de guloseimas estiveram mais associados à disponibilidade de dinheiro para gastar. O hábito de ver televisão foi reconhecido como motivador do desejo de adquirir os produtos anunciados, mas não ao ato de compra consumado, em função do reduzido poder aquisitivo. A oferta de frutas e verduras no ambiente escolar e em programas de apoio a crianças carentes é de grande valia para a promoção do consumo; contudo, não é suficiente e não substitui a função dos pais como educadores nutricionais. É possível que os estudantes estejam sendo pouco estimulados ao consumo de alimentos saudáveis por receberem poucos exemplos para essa prática dentro de casa. A publicidade, por meio das propagandas de televisão, esteve associada com decepção e frustração entre os estudantes de baixa renda. Cabe destacar a necessidade de políticas públicas que promovam e incentivem o consumo de uma dieta mais saudável, que atinjam também os pais, uma vez que estes são os principais responsáveis de disponibilidade e preparo dos alimentos além de representarem um exemplo para os filhos. A regulamentação da publicidade igualmente se faz necessária para alcançar os objetivos de promoção de uma dieta mais saudável visto que a televisão estimula o desejo pelos produtos anunciados. Em razão do alcance e persuasão desta, sugere-se que seja utilizada para incentivar hábitos alimentares saudáveis.
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Pressão arterial elevada em adolescentes

Romanzini, Marcelo January 2006 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Desportos. Programa de Pós-Graduação em Educação Física. / Made available in DSpace on 2012-10-22T15:21:42Z (GMT). No. of bitstreams: 1 225680.pdf: 1678744 bytes, checksum: 1db5ebe17d7af93484755eba31461ee9 (MD5) / O objetivo do presente estudo foi de analisar as possíveis associações existentes entre a pressão arterial (PA) elevada e os fatores de risco potencialmente determinantes desta disfunção em adolescentes. Para tanto, participaram do estudo 644 adolescentes (16,3±1,0 anos) do ensino médio diurno, da rede pública de ensino do município de Londrina. A seleção da amostra foi realizada mediante a adoção do processo de amostragem por conglomerados em dois estágios. Para o cálculo do tamanho da amostra, considerou-se uma prevalência estimada de adolescentes com PA elevada em torno de 10%, um erro relativo de 3%, um nível de confiança de 95% e um efeito de delineamento igual a 1,5. Informações associadas aos fatores de risco foram obtidas por meio de um instrumento composto por questões demográficas, econômicas, prática de atividade física, hábitos alimentares, uso de cigarros e consumo de bebidas alcoólicas. Mensurações da massa corporal e da estatura foram realizadas para o cálculo do IMC. Assim, o excesso de peso corporal foi determinado conforme a adoção dos pontos de corte internacionalmente propostos para crianças e adolescentes. Medidas de PA sistólica e diastólica foram aferidas por um único avaliador mediante a utilização de um esfigmomanômetro do tipo aneróide, com manguitos de tamanhos apropriados à circunferência do braço dos adolescentes. Posteriormente, tabelas normativas sugeridas pelo National High Blood Pressure Education Program foram empregadas para classificar os adolescentes em relação aos níveis de PA. Quanto à análise dos dados, procedimentos de regressão logística univariada foram utilizados para investigar as associações entre a PA elevada e os fatores de riscos. Em seguida, análise de regressão logística não condicional, baseada no modelo de abordagem hierárquica, foi aplicada para identificar as interações independentes existentes entre a PA elevada e os fatores de risco. Os resultados revelaram que o consumo inadequado de gorduras (87,3%), cafeína (70,0%) e frutas (56,7%), além da prática insuficiente de atividades físicas (58,5%) e da ingestão regular de álcool (50,3%), foram os fatores de risco mais prevalentes entre os adolescentes. Cerca de um entre cada cinco adolescentes (18,6%) apresentou PA elevada. Variáveis demográficas foram independentemente associadas à PA elevada, onde, pertencer ao sexo masculino e possuir idade mais elevada representou maior risco para o desenvolvimento de níveis indesejáveis de PA. Análises univariadas indicaram que o uso de cigarros e o consumo de bebidas alcoólicas exerceram efeito protetor quanto a presença de PA elevada. Contudo, essas associações foram suprimidas após o controle para as variáveis de confundimento. Em relação aos hábitos alimentares, análises múltiplas evidenciaram que somente o consumo adequado de verduras tendeu a exercer um efeito benéfico sobre os níveis pressóricos. Interações não foram observadas entre o nível de atividade física e a PA elevada. Finalmente, análises ajustadas demonstraram que o excesso de peso corporal foi consistentemente associado à presença de níveis comprometedores de PA. Portanto, os resultados do presente estudo sugerem que, pertencer ao sexo masculino, possuir idade mais elevada e apresentar excesso de peso corporal, constituem-se como os fatores de risco independentementes associados a presença de PA elevada em adolescentes.
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A condição bucal e o estado nutricional em três gerações

Rauen, Michelle Soares January 2006 (has links)
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Odontologia / Made available in DSpace on 2012-10-22T21:51:49Z (GMT). No. of bitstreams: 1 223970.pdf: 414702 bytes, checksum: f7beaaa17d59b62881601c0fdfd616d6 (MD5) / Estudo em três gerações realizado em uma amostra de 162 participantes, divididos em 54 famílias, cada qual com seu avô, seu filho e seu neto. Além da avaliação bucal e nutricional, verificaram-se os hábitos alimentares e relacionados à saúde bucal. A análise estatística foi realizada por meio de testes de associação Qui-Quadrado e teste de kappa. Nos resultados, a associação entre a condição bucal e o estado nutricional nas diferentes gerações não foi encontrada. Quanto à concordância intrafamiliar, tanto na condição bucal como nos hábitos alimentares, observou-se significância estatística entre a geração adulta e a geração criança. Concluiu-se que a condição bucal, o estado nutricional e os hábitos referentes à saúde bucal e alimentar parecem ser influenciados pelo contexto familiar.
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Crescimento físico, nível de atividade física e hábitos alimentares de escolares de diferentes grupos étnicos

Diniz, Ilca Maria Saldanha January 2007 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Desportos. Programa de Pós-Graduação em Educação Física. / Made available in DSpace on 2012-10-23T05:28:10Z (GMT). No. of bitstreams: 0 / Diferenças dentro de uma mesma região geográfica são inevitáveis, tanto no aspecto socioeconômico, socioambiental e sociocultural. Neste sentido, o objetivo deste estudo foi analisar variáveis do crescimento físico, composição corporal, níveis de atividade física e hábitos alimentares de escolares dos grupos étnicos alemão, italiano e polonês, do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. A amostra foi selecionada de forma intencional quanto às localidades e escolas que atendiam à caracterização étnica desejada e conglomerada por sala de aula. A amostra foi constituída de 1428 escolares (696 do sexo masculino e 732 do sexo feminino). A coleta de dados foi efetuada por meio de questionário envolvendo aspectos sociodemográficos, níveis de atividade física, hábitos alimentares, além de medidas antropométricas (massa, estatura corporal e dobras cutâneas tricipital e subescapular). Na análise de dados das variáveis do crescimento físico e composição corporal foi utilizada a estatística descritiva, análise de variância, teste Tukey, teste qui-quadrado. Na análise do nível de atividade física e hábitos alimentares foram utilizadas a estatística descritiva e regressão logística. O nível de significância adotado foi p=0,05. De modo geral, os resultados demonstraram que: na estatura encontrou-se diferenças (p= 0,05) entre as etnias, no sexo feminino aos 9 anos, com valores inferiores para o grupo polonês e, aos 15 anos, para os grupos polonês e alemão quando comparados ao grupo dos italianos. Na massa corporal ocorreram diferenças aos 14 anos (sexo masculino) e aos 9 anos (sexo feminino), com valores inferiores para o grupo dos poloneses. No percentual de gordura foram verificadas diferenças na idade de 12 anos (sexo masculino) e 15 anos (sexo feminino), com valores superiores para os alemães e poloneses, respectivamente (p= 0,05). Na massa corporal magra os poloneses apresentaram resultados inferiores aos 14 anos (sexo masculino) e aos 9 anos (sexo feminino). Em relação aos níveis de adiposidade verificou-se que 11,1% dos alemães, 6,6% dos italianos e 7,1% dos poloneses dos sexo masculino foram classificados nos níveis de obesidade. No sexo feminino foram classificadas 16,2% das alemãs, 19,4% das italianas e 21,2% das polonesas nos níveis de obesidade. De modo geral, foram constatadas poucas diferenças entre as etnias tanto nas variáveis do crescimento físico quanto da composição corporal. O grupo de poloneses tendeu a apresentar resultados inferiores aos grupos alemão e italiano. Em relação aos níveis de atividade física verificou-se que 75,5% dos escolares foram classificados como sedentários. O sedentarismo associou-se positivamente com o sexo, etnia, escolaridade dos pais, horas diárias de televisão. O grupo étnico alemão apresentou 43% mais chances de sedentarismo do que os poloneses; o nível socioeconomico foi associado ao sedentarismo somente para os poloneses, com maiores chances para os que pertenciam à classe econômica média e baixa. Com relação aos hábitos alimentares verificou-se que 51,2%, 60,2% e 67,8% dos escolares não atendiam às recomendações quanto à frequencia diária do consumo de frutas, vegetais e leite, respectivamente.
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Composição corporal intragerações familiares

Rossi, Alessandra January 2007 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde. Programa de Pos-Graduação em Nutrição. / Made available in DSpace on 2012-10-23T14:20:32Z (GMT). No. of bitstreams: 1 256227.pdf: 562713 bytes, checksum: 1a9800eb8925e1e12b5529cac4d8656b (MD5) / Nas últimas décadas, tem-se dado grande ênfase ao estudo da distribuição da gordura corporal e aos índices de adiposidade, devido a sua associação com o desenvolvimento de inúmeras doenças, representando um fator de risco para a saúde. Este estudo teve como objetivo verificar a composição corporal em três gerações (idoso/avô, adulto/filho e criança/neto), considerando a idade e o sexo. Trata-se de um estudo transversal, realizado em uma população de avôs participantes de grupos de terceira idade e sua respectiva família até duas gerações descendentes. Foram investigados 162 participantes, de ambos os sexos, divididos em 54 famílias pertencentes aos municípios de Florianópolis e São José, cada qual com seu avô (idoso), seu filho (adulto) e seu neto (criança). Foram coletados dados referentes a história clínica, hábitos de atividade física e alimentares, socioeconômicos e antropométricos. O percentual de gordura corporal (%GC) foi obtido por meio da bioimpedância bipolar. Os pontos de corte para %GC foram > 25% para homens e > 33% para mulheres como deletérios à saúde e para as crianças > 30% e > 20% para meninas e meninos, respectivamente. O estado nutricional foi classificado por meio do Índice de Massa Corporal tanto para os adultos e idosos quanto para as crianças. A geração idosa apresentou uma maior freqüência de excesso de gordura corporal quando comparada à geração adulta e criança (p < 0,01). Da mesma forma, encontraram-se maiores prevalências de sobrepeso e obesidade na geração idosa. Observou-se uma correlação positiva (r = 0,31; p < 0,05) para o %GC entre as gerações adulta e idosa e, a geração adulta e a criança para a circunferência braquial (r = 0,31; p < 0,05) e uma correlação positiva média (r = 0,50; p < 0,05) para o hábito alimentar. Conclui-se que na amostra estudada, os idosos apresentaram maiores inadequações em relação ao estado nutricional e ao excesso de gordura corporal. O padrão de adiposidade observado indica a necessidade de políticas públicas que visem à prevenção precoce de desvios nutricionais, por meio de programas de educação e orientação para um estilo de vida saudável que atinja o ambiente familiar.
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Alimentos e bebidas comercializados em escolas de oito municípios de Santa Catarina após a instituição da lei estadual das cantinas

Gabriel, Cristine Garcia January 2008 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Nutrição. / Made available in DSpace on 2012-10-24T04:41:43Z (GMT). No. of bitstreams: 1 261598.pdf: 793768 bytes, checksum: 73f4e83429324ea1e7063885737d3365 (MD5) / Introdução: Os elevados índices de sobrepeso e obesidade em escolares no Brasil e no mundo suscitaram a necessidade de se implementar estratégias de promoção da alimentação saudável para esta população. Ressalta-se que Santa Catarina foi o primeiro Estado brasileiro a criar uma legislação para regulamentação da comercialização de alimentos nas cantinas escolares, tendo a mesma entrado em vigor no ano de 2001. Objetivo: Realizar um diagnóstico sobre a existência e funcionamento das cantinas escolares em oito municípios pólo do Estado, averiguar se os itens comercializados estão em conformidade com a Lei Estadual 12.061 e verificar se os responsáveis pelas cantinas desenvolvem atividades para promover lanches saudáveis. Métodos: Distribuiu-se o universo de escolas de ensino fundamental do Estado em três regiões geográficas, elegendo-se os oito municípios com maior número de escolas e matrículas, resultando em 347 instituições (266 públicas e 81 privadas). Questionário estruturado foi aplicado com os diretores e responsáveis pelas cantinas. Realizou-se análise descritiva e inferencial das variáveis investigadas, utilizando-se o Statistical Package for Social Science (SPSS). Para verificação dos níveis de adequação à Lei utilizou-se a Teoria da Resposta ao Item (TRI). Para investigar a associação entre as variáveis e a rede de ensino, calculou-se o qui-quadrado de Pearson, com respectivos Razão de Chances e intervalo de confiança de 95%. Utilizou-se análise de variância (ANOVA) para a comparação do desempenho médio das cantinas das distintas redes, em relação ao nível de cumprimento à Lei. Resultados: Das 345 escolas participantes, 156 (45,2%) possuem cantina (59 particulares e 97 públicas). A rede particular destacou-se quanto à presença de cantina (p<0,001). Com base na TRI, verificou-se que a maioria das cantinas 68,2%) não comercializa salgados fritos, refrigerantes, pipocas industrializadas, balas, pirulitos e gomas de mascar e salgadinhos industrializados. Os itens que apresentaram maior dificuldade de adequação à Lei foram os sucos artificiais (66,7% comercializam sucos artificiais e 23,4% sucos naturais) e a comercialização diária de duas frutas (83,1% não comercializam frutas). Os salgados assados estão sendo comercializados por 83,9% das cantinas. Por outro lado, muitas cantinas disponibilizam itens considerados de baixo valor nutricional. As pizzas; bolos/tortas; chocolates e doces são comercializados por 72,9%; 65,2%; 50,6% e 48,0% das cantinas, respectivamente. Apenas 28,7% dos responsáveis pelas cantinas referiram que desenvolvem algum tipo de atividade para promover lanches saudáveis; 14,7% dos responsáveis pelas cantinas disseram promover o espaço da cantina com materiais educativos sobre alimentação e, somente 7,1% das cantinas possuíam mural sobre alimentação, exigido pela Lei. Conclusão: Embora grande parte das cantinas não comercialize a maioria dos itens proibidos pela legislação, muitos estabelecimentos disponibilizam itens considerados de baixo valor nutricional. Atenção especial deve ser direcionada aos sucos artificiais e ao oferecimento das duas frutas diariamente, uma vez que foram os itens que apresentaram maior dificuldade de adequação à Lei. A fiscalização destes estabelecimentos é necessária, juntamente com ações de educação nutricional, visando promover hábitos alimentares saudáveis e fornecer subsídios para políticas de alimentação escolar. A capacitação dos proprietários/responsáveis pelas cantinas deverá se constituir em estratégia visando garantir a viabilidade econômica das mesmas e a possibilidade concreta da cantina transformar-se em um espaço de promoção de saúde.
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Fatores associados com a experiência de cárie em crianças de 4 e de 6 anos de idade atendidas em um programa educativo-preventivo /

Pinto, Leila Maria Cesário Pereira. January 2003 (has links)
Orientador: Elerson Gaetti Jardim Júnior / Resumo: A cárie dentária é considerada a doença infecciosa crônica mais comum da infância. A pesquisa de sua manifestação tem como propósito identificar os fatores associados com o seu desenvolvimento e, dessa maneira, reduzir sua incidência. Assim, o objetivo desse estudo foi avaliar a experiência de cárie e identificar os fatores de risco associados com o seu desenvolvimento em crianças atendidas em um programa educativo-preventivo. A amostra desse estudo foi composta por 466 crianças, nas faixas etárias de 4 e de 6 anos, atendidas na Bebê-Clínica da Universidade Estadual de Londrina - PR. Exame clínico foi realizado para avaliar as condições dentárias e registrar o índice de placa. Um formulário foi aplicado às mães ou responsáveis para obter informações sobre fatores comportamentais e socioeconômico-culturais. Coleta de saliva foi realizada para avaliar os níveis de estreptococos do grupo mutans. Os dados foram submetidos à análise estatíst ica multivariada. Das 466 crianças examinadas, 112 (24,0%) desenvolveram a doença. Observou-se uma maior prevalência de cárie nas crianças aos 6 anos de idade, porém o padrão dos índices ceo-d e ceo-s foi quase o mesmo para as faixas etárias de 4 e de 6 anos. Os dentes mais afetados foram os incisivos centrais superiores e segundos molares inferiores aos 4 e 6 anos de idade respectivamente. Mostraram-se como fatores de risco para cárie, em ordem decrescente, a dificuldade em seguir as recomendações do programa, o início da utilização do fio dental somente após 24 meses de idade, renda per capita inferior a R$150,00, abandono da mamadeira após 48 meses de idade, a concepção dos pais de que algum dia o filho terá cárie e ausência de higienização bucal após utilização da mamadeira noturna. Níveis elevados de estreptococos do grupo mutans na saliva mostraram associação positiva...(Resumo completo, clicar acesso eletrônico abaixo) / Abstract: The dental caries is considered the most common chronic infectious disease of the infancy. The research studies of its manifestation have the purpose to identify the factors wich are associated with its development and, thus, to reduce its incidence. Therefore, the aim of this study was to asses caries experience and to identify the risk factors associated with its development in children who are attended in a preventive-education program. The study sample included 466 children in the ages of four and six years, who are attended at Bebê-Clínica of Universidade Estadual de Londrina, Paraná, Brazil. The clinical examinations were conducted to evaluate dental conditions and plaque index register. A questionnaire was applied to the mothers or to the guardians to bring out information about the cultural, socioeconomic and behavioural risk factors. Saliva was collected to evaluate the mutans streptococci levels. Data was submitted to the multivariate statistic analysis. Among the 466 examined children, 112 (24,0%), has developed the disease. It was observed higher caries prevalence among the six-year-old children, although the dmft and dmfs indexes' standard was almost the same for those aged 4 and 6 years. The most affected teeth were the maxillary central incisors and mandibular second molars in the ages of 4 and 6 years, respectively. It was showed as risk indicators for dental caries, in a decreasing order: the difficulties in following the program recommendations, the beginning of the use of dental floss after the child is 24 months old, per capita income below than 150,00 reais, to stop using baby bottle after 48 months old, the parents'conception that one day the children will have dental caries and the absence of toothbrushing habit after the use of nighttime bottle. It was found a positive association among high levels of Streptococcus mutans and deficient oral hygiene...(Complete abstract click electronic access below) / Doutor
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Iri Karawa, iri Wari: um estudo sobre práticas alimentares e nutrição entre os índios Wari (Pakaanova) do sudoeste Amazônico / Iri Karawa, iri Wari: a study on practical alimentary and nutrition between the Wari indians (Pakaanova) southwestern Amazonian

Leite, Mauricio Soares January 2004 (has links)
Made available in DSpace on 2012-09-05T18:24:03Z (GMT). No. of bitstreams: 2 license.txt: 1748 bytes, checksum: 8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33 (MD5) 214.pdf: 2193153 bytes, checksum: f97e6a4870980449f1c0c9ddffbdaec8 (MD5) Previous issue date: 2004 / A despeito da relevância do tema, as condições de alimentação e nutrição das populações indígenas no Brasil permanecem largamente desconhecidas. O presente estudo examina o caso de uma comunidade Wari , grupo indígena localizado em Rondônia, no sudoeste amazônico. Ao longo de um trabalho de campo com duração de oito meses, foram realizados dois inquéritos antropométricos e dois inquéritos quali-quantitativos de consumo alimentar, de modo a investigar variações sazonais nas condições de nutrição. O trabalho envolveu ainda observação participante e entrevistas informais e semi-estruturada. Tanto o consumo alimentar como os perfis antropométricos indicam condições mais desfavoráveis durante os meses de chuva. O estudo revela um conjunto extenso de regras e princípios coerentes aos quais os Wari submetem suas práticas cotidianas direta ou indiretamente ligadas à alimentação. Mais que isso, sob diversos aspectos estas condutas refletem sua dinâmica social, seus conceitos de fisiologia, suas relações com o meio-ambiente e assim por diante. O perfil nutricional é visto como um indicador bastante sensível de suas condições de vida e revela um quadro amplamente desfavorável, confirmado pelo exame das condições sanitárias e dos perfis de mortalidade e morbidade. As prevalências de baixa estatura e peso entre as crianças Wari estão entre as mais elevadas já registradas na literatura sobre populações indígenas no Brasil. O sobrepeso é praticamente ausente, seja qual for a faixa etária considerada. São discutidos o alcance e as implicações das mudanças observadas na economia do grupo e especialmente sua articulação com o mercado regional. Aponta-se para a necessidade de se considerar a sazonalidade na definição de rotinas de vigilância nutricional e na discussão dos perfis de nutrição de povos indígenas. A situação nutricional da população Wari apresenta-se como expressão das desigualdades que a separam do restante da população brasileira, e reflete as interações entre aspectos ecológicos, sanitários, socioculturais e econômicos. O trabalho enfatiza a necessidade de se realizarem estudos que, de forma concomitante, considerem aspectos epidemiológicos e antropológicos com vistas a traçar um panorama mais amplo dos determinantes das condições alimentares e nutricionais dos povos indígenas no Brasil.
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Entendimentos, práticas e contextos sociopolíticos do uso de medicamentos entre os Kaingáng (Terra indígena Xapecó, Santa Catarina, Brasil) / Understandings, practices and sociopolitical contexts of the uses of medications among Kaingáng (Indigenous Earth Xapecó, Santa Catarina, Brazil)

Diehl, Eliana Elisabeth January 2001 (has links)
Made available in DSpace on 2012-09-05T18:24:13Z (GMT). No. of bitstreams: 2 license.txt: 1748 bytes, checksum: 8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33 (MD5) 84.pdf: 6548790 bytes, checksum: 125062b716f7e5569331a896bdd62c61 (MD5) Previous issue date: 2001 / Os medicamentos säo possivelmente a tecnologia biomédica mais difundida no mundo, sendo demandados e utilizados pelas mais diversas populaçöes. Questöes que envolvem o uso e os entendimentos que os índios Kaingáng da Terra Indígena Xapecó, Santa Catarina, têm a respeito dos medicamentos. Para o desenvolvimento da pesquisa (realizada de setembro de 1999 a fevereiro de 2000), utilizou-se a perspectiva da antropologia médica, em especial da antropologia farmacêutica, que é uma abordagem voltada para o estudo de medicamentos em contextos locais, analisando essa tecnologia como um fenômeno cultural e social e näo somente como pertencente aos domínios da farmacologia e bioquímica. Através de métodos antropológicos e epidemiológicos, buscou-se levantar dados sobre os diferentes setores que fazem parte dos sistemas de saúde atuantes entre os Kaingáng. Além disso, procurou-se examinar o tema à luz da recém implantada política de assistência à saúde para os povos indígenas, baseada no modelo diferenciado de atençäo e nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). A precariedade em que vive a maioria da populaçäo da aldeia Sede caracteriza-se por moradias inadequadas e pela falta de sistema de esgoto e de abastecimento de água, bem como de um tratamento adequado ao lixo. As doenças infecto-parasitárias nas crianças de 0 a 14 anos foram o principal motivo de consulta na "Enfermaria" da aldeia Sede. A análise das prescriçöes médicas, da dispensaçäo sem receita pelos atendentes/auxiliares de enfermagem e da "farmácia caseira" os medicamentos encontrados nos domicílios Kaingáng revelou que alguns grupos terapêuticos se sobressaem, entre eles os antibacterianos, os analgésicos näo opióides, os antiparasitários, os ansiolíticos e os anticonvulsivantes. A pluralidade de opçöes terapêuticas disponíveis aos Kaingáng permite a busca de diferentes recursos de cuidado, cujo comportamento é influenciado pela maneira como os sistemas e setores de saúde estäo organizados e interagindo, bem como pelos conhecimentos, crenças, valores e práticas específicos a esse grupo indígena. Os dados do trabalho confirmam que näo há uma medicina essencial, independente da história de interaçäo entre diferentes culturas. Pensar a questäo dos medicamentos no modelo diferenciado de atençäo à saúde indígena permanece um desafio a ser superado.

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