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Nutrição, crescimento, eficiência de uso de água e de nutrientes em povoamentos de Eucalyptus grandis fertilizados com potássio e sódio / Tree growth, nutritional status, water use efficiency and nutrients use efficiency in Eucalyptus grandis plantation fertilized with potassium and sodium in BrazilAlmeida, Julio Cesar Raposo de 12 August 2009 (has links)
Para avaliar os efeitos da fertilização potássica e sódica sobre a resposta do Eucalyptus grandis em crescimento, estado nutricional, eficiência de uso de água e de nutrientes foi instalado na Estação Experimental de Ciências Florestais de Itatinga (SP) em LVA distrófico (200 g kg-1 de argila) um experimento em blocos ao acaso contendo sete tratamentos: Testemunha, K1,5, K3,0, K4,5, KS3,0, Na3,0 e K1,5+Na1,5 (os valores correspondem à quantidade de K ou Na fornecidos em kmol ha-1, sob as formas de KCl, K2SO4 e NaCl). O nível crítico de K foliar variou de 6,6 a 5,0 g kg-1 e as amostragens realizadas no final da estação de chuvas (maio) sempre proporcionaram melhor avaliação do estado nutricional. A fertilização potássica elevou a resistência e/ou tolerância à ferrugem (Puccini pisidii Winter.). A concentração de Na na idade de 6 meses foliar atingiu 3,4 e 2,3 g kg-1 nos tratamentos Na3,0 e K1,5+Na1,5, mas o crescimento das árvores as concentrações reduziram para valores < 1,0 g kg-1, 36 meses pós-plantio. O Eucalyptus grandis foi capaz de absorver o Na e o transportar até as folhas, mantendo a relação K/Na >1 (elevada), uma característica relacionada às plantas tolerantes ao Na e à salinidade. A resposta do Eucalyptus grandis à fertilização potássica e sódica foi expressiva, enquanto a Testemunha alcançou 8,6 cm de DAP, 13,4 m de altura e 68 m3 ha-1 de madeira, 36 meses pós-plantio, sob a maior dose de potássio (K4,5), o DAP foi de 11,6 cm, a altura de 17,5 m que resultaram em 141 m3 ha-1 de madeira. A fertilização sódica, por sua vez, proporcionou árvores 13% (10,0 cm) mais grossas, 18% (15,7 m) mais altas, e produtividade de madeira 52% (103 m3 ha-1) maior que a Testemunha aos 36 meses pós-plantio. A combinação de K1.5+Na1.5, comparada ao fornecimento de K1,5, aumentou em 12% o volume de madeira. A produção de biomassa do tronco aos 36 meses pós-plantio nos tratamentos K3,0, Na3,0 e Testemunha foi de 55,1, 41,5 e 26,1 Mg ha-1, respectivamente. Os aumentos de produtividade estiveram diretamente relacionado com índices de área foliar (IAF) maiores aos 36 meses pós-plantio: K3,0 (5,4 m2 m-2), Na3,0 (3,2 m2 m-2) e Testemunha (2,7 m2 m-2). O conteúdo de K na parte aérea aos 36 meses pós-plantio foi de 82, 38 e 31 kg ha-1, respectivamente nos tratamentos K3,0, Na3,0 e Testemunha, e os tratamentos Na3,0 e Testemunha não diferiram significativamente. O conteúdo de Na no tratamento Na3,0 (51 kg ha-1) foi maior que nos tratamentos K3,0 e Testemunha (17 e 28kg ha-1). Desses totais, o lenho acumulou cerca de 40% do conteúdo de K e mais de 75% do conteúdo Na. O retorno de K ao 10 solo como folhedo no tratamento K3,0 foi de 14,9, 22,2 e 13,1 kg ha-1 ano-1, consecutivamente nos três anos de avaliação. Nos tratamentos Testemunha e Na3,0, as quantidades de K não ultrapassaram 8,8, 14,3 e 11,9 kg ha-1 ano-1. A ciclagem bioquímica do K foi bastante intensa (>80%) ao contrário do Na em que a retranslocação é menor (27%). A EUK estimada sob fertilização sódica (1356 kg MS kg-1) foi superior às dos tratamentos K3,0 (829 kg MS kg-1) e Testemunha (1042 kg MS kg-1) Os índices de recuperação de K e Na atingiram, respectivamente 44 e 52%, aos 36 meses pós-plantio. Sob fertilização potássica e sódica, a transpiração foi em média 20% maior que na Testemunha (P<0,06) foram respectivamente, 505, 519 e 397 mm. Nestas condições, estima-se que a transpiração diária do Eucalyptus grandis tenha variado de 2,6 a 3,6 mm dia-1. A importância do K para o controle do processo da transpiração pode ser comprovada através do índice de transpiração por unidade de área foliar que foi menor no tratamento K3,0 (0,62 mm dia-1 m-2) que na Testemunha (0,96 mm dia-1 m-2) e em Na3,0 (1,05 mm dia-1 m-2), função que aparentemente o Na não exerceu. Embora a fertilização tenha aumentado o consumo de água, essa prática estimulou o desenvolvimento do Eucalyptus grandis fazendo com que aumentasse a eficiência de uso de água (EUA) e diminuísse a exigência de água (EA). Em termos de biomassa, as estimativas da EUAB, em ordem crescente, foram de 0,0021, 0,0033 e 0,0041 kg L-1, o equivalente à exigência de 500, 304 e 248 L de água por kg-1 de tronco, respectivamente pela Testemunha, K3,3 e Na3,0. Ao considerar a produtividade em volume de madeira, os índice de EUAV estimados para os tratamentos K3,0 (0,0068 dm3 L-1) e Na3,0 (0,0057 dm3 L-1) foram maiores que o da Testemunha (0,0034, dm3 L-1), permitindo reduzir a exigência de água em mais de 100 L dm-3. Nesse contexto, a fertilização potássica é uma prática de manejo essencial que pode elevar a produtividade e aumentar a eficiência no uso de água em plantações de Eucalyptus grandis. A fertilização sódica, além de contribuir para o aumento da produtividade pode ser uma estratégia para elevar a eficiência de uso de potássio. / The effects of potassium and sodium fertilizer applications on Eucalyptus grandis tree growth, nutritional status, water use efficiency and nutrients use efficiency were studied at the Itatinga Experimental Station (SP) on a Ferralsol (LVA dystrophic, 200 g kg-1 clay). Seven treatments were established in complete randomized block designs: Control, K1.5, K3.0, K4.5, KS3.0, Na3.0 and K1.5+Na1.5 (the values correspond to rates of Na or K applied as KCl, K2SO4 or NaCl, expressed in kmol ha-1). The critical level of K in leaves ranged from 6.6 g to 5.0 kg-1 and the sampling performed at the end of the rainy season (May) always provided better assessment of nutritional status. The potassium fertilization increased the resistance and / or tolerance to rust (Puccinia pisidii Winter.). The foliar Na concentration was 3.4 and 2.3 g kg-1 in Na3.0 and K1.5+Na1.5 treatments, respectively, six months after planting, but Na concentrations decreased with tree ageing down to 1,0 g kg-1 at age 36 months. Sodium was taken up by Eucalyptus grandis trees and carried up to leaves, keeping the ratio K / Na > 1. This ratio is characteristic of salinity tolerant plant. The response of Eucalyptus grandis trees to K and Na fertilizer applications was significant. While trees in the control treatment reached on average 8.6 cm in DBH, 13.4 m in height and 68 m3 ha-1 of stemwood at age 36 months, under the higher dose of K addition (K4.5), mean values of DBH, height, and stemwood volume were 11.6 cm, 17.5 m, and 141 m3 ha-1 in the K4.5 treatment. Sodium fertilizer application increased tree DBH by 13% (10.0 cm on average at age 36 months), height by 18% (15.7 m on average), and stemwood volume by 52% (103 m3 ha-1) compared to the Control treatment. Stemwood volume in the K1,5+Na1,5 treatment was 12% higher than in the K1,5 treatment. Trunk biomass at age 36 months in treatments K3,0, Na3,0 and Control were 55.1, 41.5 and 26.1 Mg ha-1, respectively. Leaf area index (LAI) at age 36 months were 5.4, 3.2 and 2.7 m2 m-2, in the K3,0, Na3,0 and Control treatments, respectively. The amount of K in the aboveground biomass at age 36 months was 82, 38 and 31 kg ha-1 in treatments K3.0, Na3.0 and Control, respectively, and was not significantly different in the Na3.0 and Control treatments. The Na content at age 36 months was significantly higher in the Na3.0 treatment (51 kg ha-1) than in the control and K3.0 treatments (17 e 28 kg ha-1). About 40% of the total amount of K aboveground and more than 75% of the amount of Na were found in 12 stemwood. The amount of K in litterfall was 14.9, 22.2 and 13.1 kg ha-1 yr-1 in K3.0, the first, second and third years after planting, respectively. In the other treatments, K content in litterfall over the same period was < 14.3 kg ha-1 yr-1. Retranslocations of K during leaf senescence were intense (> 80%) and Na retranslocations were much lower (27% on average). Potassium use efficiency, calculated as the ratio between biomass and K content aboveground at age 36 months, was greater in the Na3.0 treatment (1356 kg kg-1) than in treatments K3.0 (829 kg kg-1) and Control (1042 kg kg-1). The rates of K and Na recovery in aboveground tree components were 44 and 52%, respectively, 36 months after planting. Potassium and sodium fertilizers applications increased stand transpiration (P <0.06) by 20% relatively to the Control treatment, from 30 to 35 months after planting (505, 519 and 397 mm, respectively). The mean daily stand transpiration over the study period ranged from 2.6 mm day-1 in the Control treatment to 3.6 mm day-1 in the K3.0 treatment. The transpiration/LAI ratio was lower in the K3,0 treatment (0.62 mm day-1 m-2) than in the Control (0, 96 mm day-1 m-2) and Na3.0 (1.05 mm day-1 m-2) treatments. This pattern showed that K availability largely influenced tree transpiration control, and Na availability was unlikely to reduce the loss of water per unit of LAI. Potassium and sodium fertilizers applications increased both the growth and the transpiration of Eucalyptus grandis trees and led to an improvement in water use efficiency (WUE) in biomass (B) or wood volume (V). WUEB were 0.0021, 0.0033 and 0.0041 kg L-1 over the study period in treatments Control, K3.0, Na3.0, respectively. WUEV were higher in treatments K3.0 (0.0068 dm3 L-1) and Na3.0 (0.0057 dm3 L-1) than in the Control treatment (0.0034 dm3 L-1). Therefore, K fertilization increased stand productivity and WUE in fast growing Eucalyptus grandis plantations. Sodium fertilization, in addition to K fertilization, also increased productivity and might be a valuable option to increase potassium use efficiency in commercial Eucalyptus plantations.
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Modelagem da dinâmica da água e do potássio na irrigação por gotejamento superficial. / Dynamics of water and potassium modeling under superficial trickle irrigation.Rivera, Rene Nene Chipana 05 January 2005 (has links)
A técnica da aplicação da fertirrigação está ganhando aceitação, principalmente nos sistemas de irrigação por gotejamento, devido às vantagens que apresenta como a possibilidade de controlar a nutrição das plantas, como é o caso do potássio, que é um dos fertilizantes mais empregados. Porém, a descrição do transporte de água e solutos sob condições reais apresenta grande complexidade, além dos altos custos envolvidos nas pesquisas de campo. Portanto, o presente trabalho teve como objetivo desenvolver um modelo matemático para simular o deslocamento simultâneo de água e potássio no solo aplicado sob fonte pontual. O estudo foi executado em três fases: desenvolvimento do modelo, validação experimental e análise de sensibilidade. A modelagem esteve baseada na solução numérica das equações que regem o movimento de água e o transporte de solutos no solo, aplicados a partir de fonte pontiforme, permitindo assim determinar a distribuição de água e dos solutos no solo em função tanto do espaço quanto do tempo. Estas equações foram resolvidas considerando um sistema de volumes de controle, caracterizado pelas dimensões radial e vertical, asumindo que o bulbo úmido está composto por uma série de anéis concêntricos. A validação do modelo foi conduzida no Laboratório de Física de Solo e em uma estufa plástica do Departamento de Engenharia Rural da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", da Universidade de São Paulo, em Piracicaba. A análise de sensibilidade foi feita com respeito às variações individuais da condutividade hidráulica do solo saturado, umidade inicial e saturada do solo, dispersividade, fator de retardamento e vazão do emissor. Foi obtido um bom ajuste entre os valores simulados pelo modelo e os observados, indicando que o movimento e distribuição de água e potássio aplicados via irrigação por gotejamento podem ser modelados matematicamente a partir da solução das equações de fluxo transiente mediante o uso do método dos volumes de controle. O resultado da análise de sensibilidade revelou que o modelo, com relação à distribuição de água, é bastante sensivel à umidade de saturação e inicial do solo. A respeito da distribuição de potássio, é bastante sensível a variações negativas da condutividade hidráulica do solo saturado, vazão do gotejador e fator de retardamento do solo, e pouco sensível às variações da dispersividade do solo. / The technique of fertigation application is winning acceptance, mainly in trickle irrigation, due to the advantages that it presents as the possibility of controlling the nutrition of the plants, as the case of the potassium, that is one of the most used fertilizers. However, the description of the transport of water and solute under real conditions presents great complexity, besides the high costs involved in the field researches. Therefore, the present work had as objective develop a mathematical model to simulate the simultaneous displacement of water and potassium applied in the soil under a punctual source. The study was executed in three phases: model development, experimental validation and sensibility analysis. The modeling was based on the numeric solution of the equations that govern the movement of water and the solute transport in the soil, applied from a punctual source, allowing to determine the distribution of water and of the solute in the soil in function of the space and time. These equations were resolved considering a system of control volumes, characterized by the radial and vertical dimensions, considering that the humid bulb is composed for a series of concentric rings. The validation of the model was driven at Soil Physics Laboratory and in a plastic greenhouse of the Department of Rural Engineering of the Escola Superior de Agricultura "Luiz of Queiroz", of the São Paulo University, in Piracicaba - Brazil. The sensibility analysis was made with regard to the individual variations of the saturated soil hydraulic conductivity, initial and saturated soil humidity, dispersivity, retardation factor and emitter flow. It was obtained a good adjustment among the model simulated values and the observed ones, indicating that the movement and distribution of water and potassium applied in trickle irrigation can be modeled mathematically by the solution of the transient flow equations by using the control volumes method. The result of the sensibility analysis revealed that the model is quite sensitive to the soil saturation and initial humidity, regarding the distribution of water. Regarding the potassium distribution, it is quite sensitive to negative variations of soil saturated hydraulic conductivity, emitter flow and retardation factor of the soil, and little sensitive to the variations of the soil dispersivity.
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Potencial hídrico foliar, trocas gasosas e crescimento em genótipos de Theobroma cacao L. submetidos à deficiência hídrica e adubação potássica / Leaf water potential, gas exchange and growth of Theobroma cacao L. genotypes submitted to water stress and potassium fertilizationLama Isminio, Paúl 29 April 2016 (has links)
Submitted by Reginaldo Soares de Freitas (reginaldo.freitas@ufv.br) on 2017-05-26T12:19:40Z
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Previous issue date: 2016-04-29 / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior / O cacaueiro (Theobroma cacao L.) é uma espécie tropical amplamente cultivada no mundo, em especial para a elaboração do chocolate. Nos últimos anos períodos prolongados de estiagem vêm acontecendo frequentemente nos países produtores gerando grande prejuízo aos cacauicultores. No Brasil, recentemente períodos de seca tem gerado redução considerável na produção. Isto ocorre devido à grande sensibilidade que o cacaueiro apresenta à deficiência hídrica, prejudicando processos fisiológicos e morfológicos da planta, sobretudo em condições de estresse hídrico severo. Assim, a avaliação de genótipos que melhor tolerem a falta de água é de grande importância para futuros programas de melhoramento, além de ser relevante em um momento em que a cacauicultura brasileira vêm se expandindo para regiões não tradicionais como o semiárido brasileiro. Nesse contexto, a adubação potássica, que tem mostrado respostas positivas em diversas culturas quando submetidas à limitação hídrica, apresenta potencial de tornar-se importante para o cacaueiro. Diante do exposto, este trabalho teve como objetivo avaliar as alterações morfofisiológicas e a tolerância em resposta ao estresse hídrico em quatro genótipos de cacau (CCN-51, PS-13.19, CEPEC-2002 e PH-16) e sua resposta à adubação potássica. Dois experimentos foram montados em casa de vegetação. No primeiro, os genótipos foram submetidos a duas condições hídricas, sem déficit hídrico (SDH) e com déficit hídrico (DH) durante 12 dias, após um período de aclimação. Durante esse período de DH avaliou-se o potencial hídrico foliar (Ψw), condutância estomática (gs), taxa de assimilação de CO2 (A), transpiração (E), altura (H) e diâmetro do caule (DC), massa seca de folhas (MSF), massa seca de caule (MSC), massa seca raiz (MSC), área foliar total (AF), teor e conteúdo de nutrientes. Os valores de Ψw registrados aos 12 dias após a suspensão da irrigação foram de -1,45; -2,09; -2,30 e -1,86 MPa nos genótipos CCN-51, PS-13.19, CEPEC-2002 e PH-16, respectivamente, reduzindo significativamente a AF, biomassa total, conteúdo de N e Mg nas folhas dos genótipos CCN-51 e PH-16. As reduções da gs e E para todos os genótipos, foram a partir de -0,5 MPa enquanto que A iniciou seu decréscimo em valores de Ψw próximos a -1,0 MPa. Os genótipos CCN-51 e PH-16 apresentam mecanismos que lhes permitem manter valores altos de Ψw durante mais dias em relação aos genótipos PS-13.19 e CEPEC-2002, isto em detrimento de reduções da sua biomassa e AF. Nestes últimos genótipos, o estresse hídrico não prejudicou a parte aérea, mesmo em valores de Ψw inferiores a -2,0 MPa. No segundo experimento todos os genótipos foram adubados com doses crescentes de potássio (0; 60; 120 e 180 mg/dm3) e submetidas a dois ciclos de deficiência até que os valores de Ψw ficassem próximo de -1,5 MPa. Avaliações de trocas gasosas, H e DC foram realizados no primeiro ciclo de estresse hídrico. No segundo ciclo, além das trocas gasosas, H e DC, foram realizadas as avaliações de MSF, MSC, MSR, AF, teor e conteúdo de nutrientes. Durante o primeiro ciclo de DH, valores de Ψw próximos a -1,5 MPa foram alcançados aos 10 dias após a suspensão da irrigação, enquanto que no segundo ciclo, estes valores foram alcançados aos oito dias. De forma geral, a adubação potássica não teve efeito positivo sob as trocas gasosas mesmo em condições de adequada umidade no solo em ambos ciclos de DH. Ao final de cada ciclo de estresse os maiores valores de trocas gasosas sempre foram encontrados quando houve omissão de K, o que acarretou a uma menor área foliar das plantas, influenciando numa menor perda de água pela transpiração e, mantendo valores elevados de Ψw. Melhores respostas do K foram registradas na matéria seca até doses de 120 mg/dm3, para todos os genótipos avaliados, no entanto no genótipo PH-16 as variáveis de matéria seca do caule e raiz não foram influenciadas pela adubação potássica e, no genótipo CEPEC-2002 só a matéria seca do caule não registrou incremento significativo. Enquanto ao conteúdo de nutrientes, a adubação potássica gerou incremento dos macronutrientes (N, P, K, Ca e Mg) em todos os genótipos avaliados. De maneira geral os resultados mostram que a adubação potássica não tem efeito sobre os parâmetros fisiológicos e que estes foram influenciados pela redução do Ψw. Ao contrário, os parâmetros de crescimento foram as que mais influência tiveram pela adubação potássica. / The cacao tree (Theobroma cacao L.) is a tropical species worldwide cultivated especially for chocolate preparation. In recent years, prolonged periods of drought have often happened in producing countries generating great loss to cacao farmers. In Brazil, recent droughts events had caused considerable reduction in production due to great cacao sensitivity to water deficit, damaging plant physiological processes and growth, especially in severe water stress conditions. Thus, the evaluation of crop genotypes with more tolerance to the lack of water plays a important role for future breeding programs as well as is relevant nowadays, when the Brazilian cacao cultivation are expanding to non-traditional areas such as semiarid regions. In this context, potassium fertilizes have shown positive responses in different cultures when submitted to water limitations, and this can present great potential for cacao trees. This study aimed to evaluate the morphological and physiological changes and tolerance in response to water stress in four cacao genotypes (CCN-51, PS-13.19, CEPEC-2002 e PH-16) and its response to potassium fertilization. Two experiments were performed in a greenhouse. At first, the genotypes were submitted to soil moisture: without water deficit (SDH) and water deficit (DH) for 12 days. During the DH period was evaluated: the leaf water potential (Ψw), stomatal conductance (gs), Net CO2 assimilation (A), transpiration rate (E), height (H) and stem diameter (DC), leaves dry mass (MSF), stem dry mass (MSC), root dry mass (MSC), total leaf area (AF), level and nutrients content. Values of Ψw registered 12 days after the suspension of irrigation were -1.45; -2.09; -2.30 and -1.86 MPa in the CCN-51, PS-13.19, CEPEC-2002, and HP-16 genotypes respectively. There values reducing the AF, total biomass, N and Mg content in leaves of CCN-51 and PH-16 genotypes. Reductions in gs and E for all genotypes were verified since -0.5 MPa while decreasing of A began in Ψw values close to -1,0 MPa. Apparently CCN-51 and PH-16 genotypes have mechanisms to maintain high Ψw values for longer days compared to PS-13:19 and CEPEC-2002 genotypes although at the expense reductions of their biomass and AF. In genotypes PS-13.19 and CEPEC-2002, water stress did not affect aerial parts, even in Ψw values lower than -2,0 MPa. In the second experiment, all genotypes were fertilized with increasing doses of K (0, 60, 120 and 180 mg/dm3) and subjected to two water stress cycles. Gas exchange variables, H and DC were performed at the first water stress cycle. In the second cycle, in addition were also performed MSF MSC, MSR, AF, level and nutrients content assessments. During the first DH cycle, Ψw values close to -1,5 MPa were achieved 10 days after irrigation suspension, while in the second cycle these values were achieved in eight days. In general, potassium fertilization did not affect gas exchange variables even in adequate soil moisture conditions in both DH cycles. At the end of each water stress cycle major gas exchange variables values were always verified when K was omitted, which produce smaller plant leaf area and a reduced water loss by transpiration, maintaining high Ψw values. Best K answers were recorded in dry matter up to doses of 120 mg/dm3, for all genotypes, however the PH-16 genotype variables stem and root dry matter were not influenced by potassium fertilization, and the CEPEC-2002 genotype only the stem dry matter did not register significant increase. Regarding to nutrients content, the potassium fertilization increased a macronutrients (N, P, K, Ca and Mg) accumulation in all genotypes. In general, the results show that the potassium fertilizer has no effect on physiological parameters and were influenced by Ψw reduction. In contrast, growth parameters were the most influence by potassium fertilization.
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Modelagem da dinâmica da água e do potássio na irrigação por gotejamento superficial. / Dynamics of water and potassium modeling under superficial trickle irrigation.Rene Nene Chipana Rivera 05 January 2005 (has links)
A técnica da aplicação da fertirrigação está ganhando aceitação, principalmente nos sistemas de irrigação por gotejamento, devido às vantagens que apresenta como a possibilidade de controlar a nutrição das plantas, como é o caso do potássio, que é um dos fertilizantes mais empregados. Porém, a descrição do transporte de água e solutos sob condições reais apresenta grande complexidade, além dos altos custos envolvidos nas pesquisas de campo. Portanto, o presente trabalho teve como objetivo desenvolver um modelo matemático para simular o deslocamento simultâneo de água e potássio no solo aplicado sob fonte pontual. O estudo foi executado em três fases: desenvolvimento do modelo, validação experimental e análise de sensibilidade. A modelagem esteve baseada na solução numérica das equações que regem o movimento de água e o transporte de solutos no solo, aplicados a partir de fonte pontiforme, permitindo assim determinar a distribuição de água e dos solutos no solo em função tanto do espaço quanto do tempo. Estas equações foram resolvidas considerando um sistema de volumes de controle, caracterizado pelas dimensões radial e vertical, asumindo que o bulbo úmido está composto por uma série de anéis concêntricos. A validação do modelo foi conduzida no Laboratório de Física de Solo e em uma estufa plástica do Departamento de Engenharia Rural da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo, em Piracicaba. A análise de sensibilidade foi feita com respeito às variações individuais da condutividade hidráulica do solo saturado, umidade inicial e saturada do solo, dispersividade, fator de retardamento e vazão do emissor. Foi obtido um bom ajuste entre os valores simulados pelo modelo e os observados, indicando que o movimento e distribuição de água e potássio aplicados via irrigação por gotejamento podem ser modelados matematicamente a partir da solução das equações de fluxo transiente mediante o uso do método dos volumes de controle. O resultado da análise de sensibilidade revelou que o modelo, com relação à distribuição de água, é bastante sensivel à umidade de saturação e inicial do solo. A respeito da distribuição de potássio, é bastante sensível a variações negativas da condutividade hidráulica do solo saturado, vazão do gotejador e fator de retardamento do solo, e pouco sensível às variações da dispersividade do solo. / The technique of fertigation application is winning acceptance, mainly in trickle irrigation, due to the advantages that it presents as the possibility of controlling the nutrition of the plants, as the case of the potassium, that is one of the most used fertilizers. However, the description of the transport of water and solute under real conditions presents great complexity, besides the high costs involved in the field researches. Therefore, the present work had as objective develop a mathematical model to simulate the simultaneous displacement of water and potassium applied in the soil under a punctual source. The study was executed in three phases: model development, experimental validation and sensibility analysis. The modeling was based on the numeric solution of the equations that govern the movement of water and the solute transport in the soil, applied from a punctual source, allowing to determine the distribution of water and of the solute in the soil in function of the space and time. These equations were resolved considering a system of control volumes, characterized by the radial and vertical dimensions, considering that the humid bulb is composed for a series of concentric rings. The validation of the model was driven at Soil Physics Laboratory and in a plastic greenhouse of the Department of Rural Engineering of the Escola Superior de Agricultura "Luiz of Queiroz", of the São Paulo University, in Piracicaba - Brazil. The sensibility analysis was made with regard to the individual variations of the saturated soil hydraulic conductivity, initial and saturated soil humidity, dispersivity, retardation factor and emitter flow. It was obtained a good adjustment among the model simulated values and the observed ones, indicating that the movement and distribution of water and potassium applied in trickle irrigation can be modeled mathematically by the solution of the transient flow equations by using the control volumes method. The result of the sensibility analysis revealed that the model is quite sensitive to the soil saturation and initial humidity, regarding the distribution of water. Regarding the potassium distribution, it is quite sensitive to negative variations of soil saturated hydraulic conductivity, emitter flow and retardation factor of the soil, and little sensitive to the variations of the soil dispersivity.
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Nutrição, crescimento, eficiência de uso de água e de nutrientes em povoamentos de Eucalyptus grandis fertilizados com potássio e sódio / Tree growth, nutritional status, water use efficiency and nutrients use efficiency in Eucalyptus grandis plantation fertilized with potassium and sodium in BrazilJulio Cesar Raposo de Almeida 12 August 2009 (has links)
Para avaliar os efeitos da fertilização potássica e sódica sobre a resposta do Eucalyptus grandis em crescimento, estado nutricional, eficiência de uso de água e de nutrientes foi instalado na Estação Experimental de Ciências Florestais de Itatinga (SP) em LVA distrófico (200 g kg-1 de argila) um experimento em blocos ao acaso contendo sete tratamentos: Testemunha, K1,5, K3,0, K4,5, KS3,0, Na3,0 e K1,5+Na1,5 (os valores correspondem à quantidade de K ou Na fornecidos em kmol ha-1, sob as formas de KCl, K2SO4 e NaCl). O nível crítico de K foliar variou de 6,6 a 5,0 g kg-1 e as amostragens realizadas no final da estação de chuvas (maio) sempre proporcionaram melhor avaliação do estado nutricional. A fertilização potássica elevou a resistência e/ou tolerância à ferrugem (Puccini pisidii Winter.). A concentração de Na na idade de 6 meses foliar atingiu 3,4 e 2,3 g kg-1 nos tratamentos Na3,0 e K1,5+Na1,5, mas o crescimento das árvores as concentrações reduziram para valores < 1,0 g kg-1, 36 meses pós-plantio. O Eucalyptus grandis foi capaz de absorver o Na e o transportar até as folhas, mantendo a relação K/Na >1 (elevada), uma característica relacionada às plantas tolerantes ao Na e à salinidade. A resposta do Eucalyptus grandis à fertilização potássica e sódica foi expressiva, enquanto a Testemunha alcançou 8,6 cm de DAP, 13,4 m de altura e 68 m3 ha-1 de madeira, 36 meses pós-plantio, sob a maior dose de potássio (K4,5), o DAP foi de 11,6 cm, a altura de 17,5 m que resultaram em 141 m3 ha-1 de madeira. A fertilização sódica, por sua vez, proporcionou árvores 13% (10,0 cm) mais grossas, 18% (15,7 m) mais altas, e produtividade de madeira 52% (103 m3 ha-1) maior que a Testemunha aos 36 meses pós-plantio. A combinação de K1.5+Na1.5, comparada ao fornecimento de K1,5, aumentou em 12% o volume de madeira. A produção de biomassa do tronco aos 36 meses pós-plantio nos tratamentos K3,0, Na3,0 e Testemunha foi de 55,1, 41,5 e 26,1 Mg ha-1, respectivamente. Os aumentos de produtividade estiveram diretamente relacionado com índices de área foliar (IAF) maiores aos 36 meses pós-plantio: K3,0 (5,4 m2 m-2), Na3,0 (3,2 m2 m-2) e Testemunha (2,7 m2 m-2). O conteúdo de K na parte aérea aos 36 meses pós-plantio foi de 82, 38 e 31 kg ha-1, respectivamente nos tratamentos K3,0, Na3,0 e Testemunha, e os tratamentos Na3,0 e Testemunha não diferiram significativamente. O conteúdo de Na no tratamento Na3,0 (51 kg ha-1) foi maior que nos tratamentos K3,0 e Testemunha (17 e 28kg ha-1). Desses totais, o lenho acumulou cerca de 40% do conteúdo de K e mais de 75% do conteúdo Na. O retorno de K ao 10 solo como folhedo no tratamento K3,0 foi de 14,9, 22,2 e 13,1 kg ha-1 ano-1, consecutivamente nos três anos de avaliação. Nos tratamentos Testemunha e Na3,0, as quantidades de K não ultrapassaram 8,8, 14,3 e 11,9 kg ha-1 ano-1. A ciclagem bioquímica do K foi bastante intensa (>80%) ao contrário do Na em que a retranslocação é menor (27%). A EUK estimada sob fertilização sódica (1356 kg MS kg-1) foi superior às dos tratamentos K3,0 (829 kg MS kg-1) e Testemunha (1042 kg MS kg-1) Os índices de recuperação de K e Na atingiram, respectivamente 44 e 52%, aos 36 meses pós-plantio. Sob fertilização potássica e sódica, a transpiração foi em média 20% maior que na Testemunha (P<0,06) foram respectivamente, 505, 519 e 397 mm. Nestas condições, estima-se que a transpiração diária do Eucalyptus grandis tenha variado de 2,6 a 3,6 mm dia-1. A importância do K para o controle do processo da transpiração pode ser comprovada através do índice de transpiração por unidade de área foliar que foi menor no tratamento K3,0 (0,62 mm dia-1 m-2) que na Testemunha (0,96 mm dia-1 m-2) e em Na3,0 (1,05 mm dia-1 m-2), função que aparentemente o Na não exerceu. Embora a fertilização tenha aumentado o consumo de água, essa prática estimulou o desenvolvimento do Eucalyptus grandis fazendo com que aumentasse a eficiência de uso de água (EUA) e diminuísse a exigência de água (EA). Em termos de biomassa, as estimativas da EUAB, em ordem crescente, foram de 0,0021, 0,0033 e 0,0041 kg L-1, o equivalente à exigência de 500, 304 e 248 L de água por kg-1 de tronco, respectivamente pela Testemunha, K3,3 e Na3,0. Ao considerar a produtividade em volume de madeira, os índice de EUAV estimados para os tratamentos K3,0 (0,0068 dm3 L-1) e Na3,0 (0,0057 dm3 L-1) foram maiores que o da Testemunha (0,0034, dm3 L-1), permitindo reduzir a exigência de água em mais de 100 L dm-3. Nesse contexto, a fertilização potássica é uma prática de manejo essencial que pode elevar a produtividade e aumentar a eficiência no uso de água em plantações de Eucalyptus grandis. A fertilização sódica, além de contribuir para o aumento da produtividade pode ser uma estratégia para elevar a eficiência de uso de potássio. / The effects of potassium and sodium fertilizer applications on Eucalyptus grandis tree growth, nutritional status, water use efficiency and nutrients use efficiency were studied at the Itatinga Experimental Station (SP) on a Ferralsol (LVA dystrophic, 200 g kg-1 clay). Seven treatments were established in complete randomized block designs: Control, K1.5, K3.0, K4.5, KS3.0, Na3.0 and K1.5+Na1.5 (the values correspond to rates of Na or K applied as KCl, K2SO4 or NaCl, expressed in kmol ha-1). The critical level of K in leaves ranged from 6.6 g to 5.0 kg-1 and the sampling performed at the end of the rainy season (May) always provided better assessment of nutritional status. The potassium fertilization increased the resistance and / or tolerance to rust (Puccinia pisidii Winter.). The foliar Na concentration was 3.4 and 2.3 g kg-1 in Na3.0 and K1.5+Na1.5 treatments, respectively, six months after planting, but Na concentrations decreased with tree ageing down to 1,0 g kg-1 at age 36 months. Sodium was taken up by Eucalyptus grandis trees and carried up to leaves, keeping the ratio K / Na > 1. This ratio is characteristic of salinity tolerant plant. The response of Eucalyptus grandis trees to K and Na fertilizer applications was significant. While trees in the control treatment reached on average 8.6 cm in DBH, 13.4 m in height and 68 m3 ha-1 of stemwood at age 36 months, under the higher dose of K addition (K4.5), mean values of DBH, height, and stemwood volume were 11.6 cm, 17.5 m, and 141 m3 ha-1 in the K4.5 treatment. Sodium fertilizer application increased tree DBH by 13% (10.0 cm on average at age 36 months), height by 18% (15.7 m on average), and stemwood volume by 52% (103 m3 ha-1) compared to the Control treatment. Stemwood volume in the K1,5+Na1,5 treatment was 12% higher than in the K1,5 treatment. Trunk biomass at age 36 months in treatments K3,0, Na3,0 and Control were 55.1, 41.5 and 26.1 Mg ha-1, respectively. Leaf area index (LAI) at age 36 months were 5.4, 3.2 and 2.7 m2 m-2, in the K3,0, Na3,0 and Control treatments, respectively. The amount of K in the aboveground biomass at age 36 months was 82, 38 and 31 kg ha-1 in treatments K3.0, Na3.0 and Control, respectively, and was not significantly different in the Na3.0 and Control treatments. The Na content at age 36 months was significantly higher in the Na3.0 treatment (51 kg ha-1) than in the control and K3.0 treatments (17 e 28 kg ha-1). About 40% of the total amount of K aboveground and more than 75% of the amount of Na were found in 12 stemwood. The amount of K in litterfall was 14.9, 22.2 and 13.1 kg ha-1 yr-1 in K3.0, the first, second and third years after planting, respectively. In the other treatments, K content in litterfall over the same period was < 14.3 kg ha-1 yr-1. Retranslocations of K during leaf senescence were intense (> 80%) and Na retranslocations were much lower (27% on average). Potassium use efficiency, calculated as the ratio between biomass and K content aboveground at age 36 months, was greater in the Na3.0 treatment (1356 kg kg-1) than in treatments K3.0 (829 kg kg-1) and Control (1042 kg kg-1). The rates of K and Na recovery in aboveground tree components were 44 and 52%, respectively, 36 months after planting. Potassium and sodium fertilizers applications increased stand transpiration (P <0.06) by 20% relatively to the Control treatment, from 30 to 35 months after planting (505, 519 and 397 mm, respectively). The mean daily stand transpiration over the study period ranged from 2.6 mm day-1 in the Control treatment to 3.6 mm day-1 in the K3.0 treatment. The transpiration/LAI ratio was lower in the K3,0 treatment (0.62 mm day-1 m-2) than in the Control (0, 96 mm day-1 m-2) and Na3.0 (1.05 mm day-1 m-2) treatments. This pattern showed that K availability largely influenced tree transpiration control, and Na availability was unlikely to reduce the loss of water per unit of LAI. Potassium and sodium fertilizers applications increased both the growth and the transpiration of Eucalyptus grandis trees and led to an improvement in water use efficiency (WUE) in biomass (B) or wood volume (V). WUEB were 0.0021, 0.0033 and 0.0041 kg L-1 over the study period in treatments Control, K3.0, Na3.0, respectively. WUEV were higher in treatments K3.0 (0.0068 dm3 L-1) and Na3.0 (0.0057 dm3 L-1) than in the Control treatment (0.0034 dm3 L-1). Therefore, K fertilization increased stand productivity and WUE in fast growing Eucalyptus grandis plantations. Sodium fertilization, in addition to K fertilization, also increased productivity and might be a valuable option to increase potassium use efficiency in commercial Eucalyptus plantations.
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Nutrição e rendimento da macieira em resposta às adubações nitrogenada e potássica e ao déficit hídrico / Nutrition and yield of apple trees in response to nitrogen and potassium fertilizations and water deficitNava, Gilberto 11 September 2007 (has links)
No presente trabalho objetivou-se, em um dos experimentos, avaliar o efeito das adubações nitrogenada e potássica sobre: a) o rendimento e composição mineral de maçãs; b) alguns atributos qualitativos de maçãs; c) a composição mineral das folhas e o crescimento da macieira (Malus domestica Borkh) e, noutro, avaliar a influência da aplicação de resíduo de papel na superfície do solo e da carga de frutos em atenuar os efeitos do déficit hídrico da macieira. O primeiro experimento foi conduzido durante os anos de 1998 a 2006, em São Joaquim-SC, Brasil, utilizando-se o cultivar 'Fuji'. Os tratamentos consistiram das combinações de quatro doses de N e K (0, 50, 100 e 200 kg ha-1 de N e K2O), aplicadas anualmente ao solo. O segundo experimento foi realizado em 2006, no município de Summerland-BC, Canadá, envolvendo a combinação do déficit hídrico em três períodos (50 a 90, 80 a 110 e 110 a 150 DAPF) do ciclo da macieira 'Golden Delicious', aplicação de resíduo de papel na superfície do solo (com e sem) e ajuste da quantidade de frutos (100% e 50%). O rendimento foi aumentado em cinco e em quatro dos oito anos avaliados pela adubação nitrogenada e potássica, respectivamente. O tamanho dos frutos foi mais influenciado pela adubação potássica que pela nitrogenada. As adições de N e K afetaram a composição mineral dos frutos, incrementando suas concentrações e as relações N:Ca e K:Ca. A adubação nitrogenada afetou negativamente a coloração, firmeza da polpa e teor de sólidos solúveis totais dos frutos. Essas mesmas variáveis foram afetadas positivamente pela adubação potássica, exceto para a firmeza da polpa. As concentrações dos macronutrientes nas folhas foram alteradas, principalmente pela adubação nitrogenada, que promoveu o incremento das concentrações de N, Ca e Mg e a redução das concentrações de K e P. A adubação potássica aumentou a concentração foliar de K e reduziu a de Mg. O crescimento da macieira foi afetado pelo N, o qual aumentou o perímetro do tronco e o comprimento dos ramos do ano. A análise química realizada em novembro mostrou-se útil na estimativa dos teores foliares dos macronutrientes atingidos em janeiro/fevereiro. As plantas submetidas ao déficit hídrico nos períodos de 50 a 90 e 80 a 110 DAPF tiveram a condutância estomática reduzida, porém, essa variável não foi alterada pela quantidade de frutos. A aplicação de resíduos de papel na superfície do solo atenuou a redução da condutância estomática provocada pelo déficit hídrico. A menor quantidade de frutos refletiu em maior massa média dos frutos, porém, em menor rendimento. A produção e a massa média de frutos foram maiores na presença do resíduo de papel na superfície do solo se comparadas à ausência do mesmo. As concentrações dos nutrientes nos frutos variaram em resposta aos períodos de déficit hídrico e, em geral, foram maiores quando a carga de fruto era menor. As concentrações de K, P e B também foram aumentadas pelo uso de resíduo de papel na superfície do solo, tanto nas folhas como nos frutos. / The objectives of this work were to evaluate, in one experiment, the effect of nitrogen and potassium fertilization on: a) yield and mineral composition of apples; b) some apples qualitative characteristics; c) mineral composition of leaves and growth parameters of apple trees (Malus domestica Borkh) and, in another one, the influence of paper mulch and fruit crop load in reducing the water deficit effects in apple trees. The first experiment was carried out from 1998 to 2006, in São Joaquim/SC, Brazil, using the 'Fuji' cultivar. The treatments were represented by the combination of four N and K annual fertilizer rates (0, 50, 100 and 200 kg ha-1 of N and K2O). The second experiment was accomplished in 2006, in Summerland-BC, Canada, analyzing the water deficit in three periods of the 'Golden Delicious' apple cycle (50 to 90, 80 to 110 and 110 to 150 DAFB), paper mulch (with and without) and fruit crop load adjustment (100% and 50%). The yield was increased in five and four of the analyzed years, by nitrogen and potassium fertilization, respectively. Fruit size was more influenced by potassium than nitrogen fertilization. N and K supply affected fruit mineral composition, increasing their concentrations and N:Ca and K:Ca ratios, whereas nitrogen fertilization decreased the Ca, Mg and P concentration in the fruits. Nitrogen fertilization negatively affected the parameters of fruit color, flesh firmness and soluble solids contents. These variables were positively affected by potassium fertilization, except flesh firmness. The macronutrients concentration in leaves were altered, specially by nitrogen fertilization, which promoted the increasing of N, Ca and Mg concentrations and the reducing of K and P concentrations. The potassium fertilization increased K and decreased Mg concentration in leaves. Trunk girth and new year shoot length were increased by N fertilization. Chemical analysis done in November was useful in predicting the macronutrients contents in leaves reached in January/February. Plants submitted to water deficit from 50 to 90 and 80 to 110 DAFB showed reduced stomatal conductance but this variable was no affected by fruit crop load. The paper mulch alleviated the decreasing in stomatal conductance caused by water deficit. The lowest fruit crop load caused highest average fruit mass, but lowest yield. The production and average fruit mass were higher when mulch was used, if compared with its absence. Fruit nutrient concentrations ranged in response to the water deficit periods and were generally higher when fruit crop load was lower. Both, leaf and fruit K, P and B concentrations were increased by mulch paper. Fruit crop load was the factor that less affected the nutrients concentrations in leaves.
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Nutrição e rendimento da macieira em resposta às adubações nitrogenada e potássica e ao déficit hídrico / Nutrition and yield of apple trees in response to nitrogen and potassium fertilizations and water deficitGilberto Nava 11 September 2007 (has links)
No presente trabalho objetivou-se, em um dos experimentos, avaliar o efeito das adubações nitrogenada e potássica sobre: a) o rendimento e composição mineral de maçãs; b) alguns atributos qualitativos de maçãs; c) a composição mineral das folhas e o crescimento da macieira (Malus domestica Borkh) e, noutro, avaliar a influência da aplicação de resíduo de papel na superfície do solo e da carga de frutos em atenuar os efeitos do déficit hídrico da macieira. O primeiro experimento foi conduzido durante os anos de 1998 a 2006, em São Joaquim-SC, Brasil, utilizando-se o cultivar 'Fuji'. Os tratamentos consistiram das combinações de quatro doses de N e K (0, 50, 100 e 200 kg ha-1 de N e K2O), aplicadas anualmente ao solo. O segundo experimento foi realizado em 2006, no município de Summerland-BC, Canadá, envolvendo a combinação do déficit hídrico em três períodos (50 a 90, 80 a 110 e 110 a 150 DAPF) do ciclo da macieira 'Golden Delicious', aplicação de resíduo de papel na superfície do solo (com e sem) e ajuste da quantidade de frutos (100% e 50%). O rendimento foi aumentado em cinco e em quatro dos oito anos avaliados pela adubação nitrogenada e potássica, respectivamente. O tamanho dos frutos foi mais influenciado pela adubação potássica que pela nitrogenada. As adições de N e K afetaram a composição mineral dos frutos, incrementando suas concentrações e as relações N:Ca e K:Ca. A adubação nitrogenada afetou negativamente a coloração, firmeza da polpa e teor de sólidos solúveis totais dos frutos. Essas mesmas variáveis foram afetadas positivamente pela adubação potássica, exceto para a firmeza da polpa. As concentrações dos macronutrientes nas folhas foram alteradas, principalmente pela adubação nitrogenada, que promoveu o incremento das concentrações de N, Ca e Mg e a redução das concentrações de K e P. A adubação potássica aumentou a concentração foliar de K e reduziu a de Mg. O crescimento da macieira foi afetado pelo N, o qual aumentou o perímetro do tronco e o comprimento dos ramos do ano. A análise química realizada em novembro mostrou-se útil na estimativa dos teores foliares dos macronutrientes atingidos em janeiro/fevereiro. As plantas submetidas ao déficit hídrico nos períodos de 50 a 90 e 80 a 110 DAPF tiveram a condutância estomática reduzida, porém, essa variável não foi alterada pela quantidade de frutos. A aplicação de resíduos de papel na superfície do solo atenuou a redução da condutância estomática provocada pelo déficit hídrico. A menor quantidade de frutos refletiu em maior massa média dos frutos, porém, em menor rendimento. A produção e a massa média de frutos foram maiores na presença do resíduo de papel na superfície do solo se comparadas à ausência do mesmo. As concentrações dos nutrientes nos frutos variaram em resposta aos períodos de déficit hídrico e, em geral, foram maiores quando a carga de fruto era menor. As concentrações de K, P e B também foram aumentadas pelo uso de resíduo de papel na superfície do solo, tanto nas folhas como nos frutos. / The objectives of this work were to evaluate, in one experiment, the effect of nitrogen and potassium fertilization on: a) yield and mineral composition of apples; b) some apples qualitative characteristics; c) mineral composition of leaves and growth parameters of apple trees (Malus domestica Borkh) and, in another one, the influence of paper mulch and fruit crop load in reducing the water deficit effects in apple trees. The first experiment was carried out from 1998 to 2006, in São Joaquim/SC, Brazil, using the 'Fuji' cultivar. The treatments were represented by the combination of four N and K annual fertilizer rates (0, 50, 100 and 200 kg ha-1 of N and K2O). The second experiment was accomplished in 2006, in Summerland-BC, Canada, analyzing the water deficit in three periods of the 'Golden Delicious' apple cycle (50 to 90, 80 to 110 and 110 to 150 DAFB), paper mulch (with and without) and fruit crop load adjustment (100% and 50%). The yield was increased in five and four of the analyzed years, by nitrogen and potassium fertilization, respectively. Fruit size was more influenced by potassium than nitrogen fertilization. N and K supply affected fruit mineral composition, increasing their concentrations and N:Ca and K:Ca ratios, whereas nitrogen fertilization decreased the Ca, Mg and P concentration in the fruits. Nitrogen fertilization negatively affected the parameters of fruit color, flesh firmness and soluble solids contents. These variables were positively affected by potassium fertilization, except flesh firmness. The macronutrients concentration in leaves were altered, specially by nitrogen fertilization, which promoted the increasing of N, Ca and Mg concentrations and the reducing of K and P concentrations. The potassium fertilization increased K and decreased Mg concentration in leaves. Trunk girth and new year shoot length were increased by N fertilization. Chemical analysis done in November was useful in predicting the macronutrients contents in leaves reached in January/February. Plants submitted to water deficit from 50 to 90 and 80 to 110 DAFB showed reduced stomatal conductance but this variable was no affected by fruit crop load. The paper mulch alleviated the decreasing in stomatal conductance caused by water deficit. The lowest fruit crop load caused highest average fruit mass, but lowest yield. The production and average fruit mass were higher when mulch was used, if compared with its absence. Fruit nutrient concentrations ranged in response to the water deficit periods and were generally higher when fruit crop load was lower. Both, leaf and fruit K, P and B concentrations were increased by mulch paper. Fruit crop load was the factor that less affected the nutrients concentrations in leaves.
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Manejo da palha, adubação nitrogenada potássica e uso de inoculante em soca de cana-de-açúcar / Management of harvest residue, nitrogen, potassium and use of inoculants in ratoon sugarcaneDiego Wyllyam do Vale 21 February 2013 (has links)
A colheita de cana-de-açúcar, sem despalha a fogo, vem crescendo no Brasil. Nesse sistema de cultivo, existem muitas dúvidas em relação ao manejo da palha, e das quantidades de nitrogênio e potássio a serem utilizadas. Objetivou-se avaliar o manejo da palha, adubação nitrogenada, potássica e uso do inoculante em área comercial de cana-de-açúcar. Para isso, instalou-se experimento na região de Piracicaba - SP, num Latossolo Vermelho Amarelo Distrófico, cultivado com a variedade de cana-de-açúcar CTC 9, em delineamento de blocos casualizados em esquema fatorial incompleto 3x6x4, totalizando 153 parcelas, sendo três manejos da palha-MP (distribuição da palha da cana em toda área-MPT, retirada da palha apenas nas linhas da cana-de-açúcar-MPRL e enleiramento da palha a cada duas linhas-MP2:1), seis doses de N (aplicação de 0, 60, 120 e 180 kg ha-1 de N, aplicação na linha da cana de solução contendo cinco espécies de bactérias fixadoras de nitrogênio na ausência de adubação nitrogenada e aplicação na linha da cana de solução contendo cinco espécies de bactérias fixadoras de nitrogênio mais 30 kg ha-1 de N mineral), quatro doses de K (0, 50, 100 e 150 kg de K2O ha-1) e três repetições. As variáveis analisadas ao longo das duas socas foram: análises químicas do solo, emissão de CO2, diagnose foliar, avaliações biológicas e tecnológicas e produção de colmos da cana-de-açúcar. A aplicação de nitrogênio e potássio afetou a fertilidade do solo, teor foliar de N, açúcar teórico recuperável e crescimento da cana-de-açúcar. A aplicação de 80 kg ha-1 de K2O é suficiente para apresentar alta produtividade da primeira (87 t ha-1) e da segunda soca de cana-deaçúcar (141 t ha-1) e não houve resposta a aplicação de nitrogênio mineral. A aplicação de inoculante não aumentou a produtividade da cana-de-açúcar. O MPRL se mostrou como o mais promissor em relação ao crescimento e produtividade da cana-de-açúcar. O MPRL apresentou maior emissão de carbono se comparado ao MP2:1 na 2a soca. Na 1ª soca, no MPT, MPRL e MP2:1, a emissão de CO2 foi de 1,7; 2,0 e 1,7 ?mol m-2 s-1, a temperatura foi de 21,7; 21,7; 21,2 ºC e a umidade foi de 11,1; 6,6 e 9,5%, respectivamente. Na 2ª soca, no MPT, MPRL e MP2:1, o CO2 foi de 1,8; 2,1 e 1,6 ?mol m-2 s-1, a temperatura foi de 21,4; 22,9; 22,4 ºC e a umidade foi de 16,9; 12,3 e 11,5%, respectivamente. A emissão de CO2 aumentou com o crescimento das plantas de cana-de-açúcar e oscilou de 6 a 12,4 ?mol m-2. / The harvesting of sugarcane, straw removal without fire, is growing in Brazil. In this culture system, there are many questions about the management of residue, and the amounts of nitrogen and potassium to be used. This study aimed to evaluate the straw management sugarcane, nitrogen, potassium and use of inoculants in commercial sugarcane. For this experiment was installed in Piracicaba - SP, in the Oxissol cultivated with the variety of sugarcane CTC 9, in a randomized block design in a incomplete factorial 3x6x4, totaling 153 plots, three management of stubble-MP (distribution of sugarcane trash in every area-MPT, removal of straw only rows of sugarcane MPRL and windrowing straw every two lines-MP2:1) six doses of N (application of 0, 60, 120 and 180 kg ha-1 of N, applied in line with the cane solution containing five species of nitrogen-fixing bacteria in the absence of nitrogen fertilizer application on line and cane solution containing five species of nitrogen-fixing bacteria plus 30 kg ha-1 of mineral N), four doses of K (0, 50 , 100 and 150 kg ha-1 of K2O) and three replications. The variables analyzed along the two years were: soil chemical analysis, CO2 emission, foliar diagnosis, biological and technological evaluations and straw yield of sugarcane. The application of nitrogen and potassium affect soil fertility, leaf N content, theoretical recoverable sugar and growth of sugarcane. The application of 80 kg ha-1 of K2O is sufficient to present the first high productivity (87 t ha-1) and second ratoon sugarcane (141 t ha-1) and there was no response from the application nitrogen mineral. The inoculant application did not increase productivity of sugarcane. The MPRL proved as the most promising in relation to growth and productivity of sugarcane. The MPRL had lower moisture and higher carbon footprint compared to MPT and MP2:1. In the 1st ratoon, the MPT, MPRL and MP2:1, the emission of CO2 was 1.7, 2.0 and 1.7 ?mol m-2 s-1, the temperature was 21.7, 21.7; 21.2 ºC and humidity was 11.1, 6.6 and 9.5%, respectively. In the 2nd ratoon in MPT, MPRL and MP2:1 first, the CO2 was 1.8, 2.1 and 1.6 ?mol m-2 s-1, the temperature was 21.4, 22.9; 22, 4 ºC and the humidity was 16.9, 12.3 and 11.5%, respectively. The emission of CO2 increased with the growth of plants sugarcane and oscillated 6 to 12.4 ?mol m-2 s-1.
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Doses de N e K aplicados via fertirrigação na cultura da roseira (Rosa sp.) em ambiente protegido. / Levels of n and k applied by fertigation on rose (rosa sp.) crop in a protected environment.Casarini, Edivaldo 09 November 2004 (has links)
A fertirrigação em rosas é uma técnica bastante utilizada pelos produtores de flores. O nitrogênio e o potássio são os nutrientes mais exigidos nas distintas fases da cultura, onde a aplicação de quantidades corretas aumenta a produtividade e a qualidade das flores. Com o objetivo foi avaliar a produtividade e a qualidade das hastes florais na cultura da roseira, cultivar "Versilha", em ambiente protegido conduziu-se um experimento na área experimental do Departamento de Engenharia Rural da ESALQ/USP, localizado no município de Piracicaba, SP, entre os meses de novembro/2002 a setembro/2003. Os tratamentos foram dispostos numa combinação de 4 doses de N (10; 20; 30 e 40 g.pl-1.ano-1), 4 doses de K (10; 20; 30 e 40 g.pl-1.ano-1). O delineamento experimental adotado foi o de blocos casualizados com 3 repetições, sendo os fatores arranjados em esquema fatorial 4 x 4. O sistema de irrigação utilizado foi o gotejamento, adotando manejo de irrigação com tensiômetros e tanque evaporimétrico reduzido. Foram avaliados os parâmetros qualitativos das hastes e botões de rosas, a produtividade, a condutividade elétrica e os níveis de NO3- e K+ na solução do solo através de medidor de íons (HORIBA) e as concentrações de macro e micronutrientes nas folhas. A lâmina total aplicada entre os meses de fevereiro e setembro foi de 839,43 mm com média de 3,46 mm.dia-1 e o potencial matricial médio da água no solo foi de -10 kPa na camada de 0 - 20 cm. A produtividade de rosas nas duas colheitas reduziu linearmente com as doses de K aplicadas. Para a qualidade das hastes não houve diferença significativa para a maioria dos parâmetros avaliados nas duas colheitas. A condutividade elétrica e as concentrações de NO3- e K+ na solução do solo aumentaram linearmente de acordo com as doses de N e K aplicados. Para as concentrações de N e P nas folhas observou-se a influência das doses de N, para Ca2+ e Mg2+ observou-se a influencia das doses de K, mostrando o antagonismo entre eles. Nas concentrações de micronutrientes, o boro foi influenciado pelo N e K e as concentrações de Fe2+ e Mn2+ foram influenciadas pelo N. / The rose plant fertigation is a technique quite useful by flowers growers. The nitrogen and the potassium are the most required nutrients in the distinct crop phases, where the application of correct amounts increases the yield and flower quality. A study was carried out under protected environment conditions, at the experimental area of the Department of Rural Engineering of "Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz", Piracicaba, São Paulo State, Brazil, from November/2002 to September/2003. The aim of the experiment was to evaluate the yield and quality of rose flowers, "Versilha" cultivar. The treatments were disposed in combination of 4 N levels (10; 20; 30 and 40 g.pl-1.year-1) and 4 K levels (10; 20; 30 and 40 g.pl-1.year-1). The statistical test was performed in randomized blocks, with 3 replications, arranged in a 4 x 4 factorial design. Drip system irrigation was used with tensiometers and a reduced evaporation pan in order to manage water depth. The parameters evaluated were: stem and bud quality, yield, electric conductivity, NO3- and K+ soil solution levels by ion meter (HORIBA) and concentrations of macro and micronutrients in the leaves. Total irrigation water depth applied between February and September was 839,43 mm with an average of 3,46 mm.d-1 and the average soil matric potencial was -10 kPa in a 0 - 20 cm in depth. The two flushes rose yield was linearly reduced with the applied K levels. Stems quality showed no difference for majors evaluated parameters. The electric conductivity, NO3- and K+ soil solution levels linearly increased according to the levels of N and K. The N and P concentrations in the leaves were influenced by N levels. Ca2+ and Mg2+ concentrations in the leaves were influenced by K levels, showing antagonism between them. In micronutrients concentrations, boron showed an interaction, influenced by N and K levels and Fe2+ and Mn2+ influenced by N levels.
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Termopotássio: fertilizante alternativo para a agricultura brasileira / Thermopotash: alternative source for Brazilian agricultureDuarte, Ivaniele Nahas 06 February 2012 (has links)
Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais / In order to evaluate the use of the thermopotash as a source of potassium and other nutrients for plants, three studies were conducted: one incubation study, one leaching study and a biological study. In all studies the soils used were Ustoxic Quartzipsamment (RQo) and Oxysol Red (LVd). The first study, evaluated the release of silicon, calcium, magnesium and, mainly, potassium to the soil, as well as the corrective action, by thermopotash, Verdete and KCl. Three potassium sources (KCl, thermopotash, Verdete) and two doses of potassium (200 and 400 kg ha-1) were used in this study. The experiment lasted 60 days, and at its end, soluble Si, pH CaCl2, Ca2+ and Mg2+, and K+ were determined. It was observed that the thermopotash is a source of several nutrients and can also act as a soil corrective, unlike of Verdete. The second test evaluated leaching losses of potassium from KCl, granulated thermopotash, powder thermopotash, in samples of LVd and RQo. The three sources of potassium were distributed in 20-cm diameter and 80-cm high leaching columns. Potassium content was determined at the end of the experiment in each column ring. In both soil types, powder thermopotash supplied more potassium, in the top soil layer (0 - 20cm), while KCl supplied more potassium to lower layers. Therefore, potassium from the KCl is more prone to leaching than that from thermopotash. Soil mobility of granulated and powder thermopotash was similar. In the biological study, done in pots, millet was grown two consecutive times to determine the absorption of potassium and other nutrients, present in thermopotash and Verdete and compare it to Mehlich-1 and resin extraction to compare the results with potassium available to plants. In this test, the same treatments of the incubation study were used. At the end of experiment, dry matter, K+, Ca2+, Mg2+, Si contents in above ground millet matter, and accumulated in millet above ground matter, and potassium in soil were analyzed. For two consecutive crops, the agronomic efficiency of thermopotash was greater that KCl in samples of LVd and lower in samples of RQo. In both soil samples, millet absorbed potassium, calcium, magnesium and silicon supplied by thermopotash in the first and the second crops. The agronomic efficiency of verdete, was lower than that of KCl and thermopotash, both in LVd and RQo. Moreover, in soils fertilized with thermopotash, the best method used to determine available potassium for plants was ion exchange resin. In conclusion, thermopotash can used as potassium, calcium, magnesium and silicon sources in millet, and can correct the pH of soils. / Com o objetivo de avaliar o uso do termopotássio como fonte alternativa de potássio e outros nutrientes para as plantas, foram montados três ensaios: teste de incubação, de lixiviação e o biológico. Todos os testes foram conduzidos em casa de vegetação, utilizando amostras de dois tipos de solos, Latossolo Vermelho distrófico (LVd) e o Neossolo Quartzarênico órtico típico (RQo). No primeiro ensaio, o objetivo foi avaliar a capacidade de liberação de cálcio, magnésio, silício e principalmente do potássio, assim como o poder de correção do pH do solo, do termopotássio e do verdete em relação ao KCl. Foram utilizadas três fontes de potássio (KCl, termopotássio e Verdete) e duas doses de potássio (200 e 400 kg ha-1 K2O). Após 60 dias, foram determinados: Si solúvel, pH em CaCl2, cálcio,magnésio e potássio. Observou-se que o termopotássio pode atuar como fonte de vários nutrientes e também pode atuar como corretivo de solo, já o verdete não. O segundo ensaio teve como objetivo avaliar as perdas por lixiviação do potássio proveniente do cloreto de potássio granulado e do termopotássio farelado fino e granulado aplicados em amostras de LVd e RQo. Os tratamentos foram, distribuídos em colunas de lixiviação, com 20 cm de diâmetro e 80 cm de altura. Ao final do experimento foram determinados os teores de potássio presentes no lixiviado e em cada anel da coluna. Nos dois tipos de solos, o termopotássio farelado disponibilizou mais potássio na camada superficificial (0 a 20 cm) enquanto que o KCl disponibilizou mais potássio nas camadas da subsuperfície, demostrando maior mobilidade no perfil. A mobilidade do termopotássio farelado e granulado foram semelhantes. No teste biológico, instalado em vasos, foram realizados dois cultivos consecutivos, e teve como objetivo avaliar o termopotássio e o verdete como fontes de potássio e outros nutrientes para a cultura do milheto e comparar os extratores Mehlich1 e Resina na determinação do potássio trocável. Nesse teste foram utilizados os mesmos tratamentos do teste de incubação. As variáveis analisadas ao final do experimento foram: potássio extraído do solo após cada cultivo, matéria seca da parte aérea do milheto, concentração de potássio, de cálcio, de magnésio e de silício, além do acumulo desses nutrientes no tecido foliar. Concluiu-se com os dois cultivos consecutivos, que o índice de eficiência agronômica do termopotássio foi superior ao KCl nas amostras de um LVd e inferior nas amostras de um RQo. Em ambas as amostras de solo, o Verdete apresentou índice de eficiência agronômica inferior ao KCl e ao termopotássio. Tanto nas amostras de um LVd quanto nas amostras de um RQo o termopotássio liberou parte do potássio, cálcio, magnésio e silício no primeiro cultivo e mostrou efeito residual no segundo cultivo. Além disso, em solos adubados como o termopotássio o método que melhor determina o potássio trocável é a resina trocadora de íons. Com os três experimentos, pode concluir que o termopotássio pode ser utilizado como fonte de potássio, cálcio, magnésio e silício para o milheto e pode corrigir o pH do solo. / Mestre em Agronomia
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