• Refine Query
  • Source
  • Publication year
  • to
  • Language
  • 13
  • 1
  • 1
  • 1
  • 1
  • 1
  • Tagged with
  • 13
  • 6
  • 5
  • 4
  • 4
  • 4
  • 3
  • 3
  • 3
  • 3
  • 3
  • 3
  • 2
  • 2
  • 2
  • About
  • The Global ETD Search service is a free service for researchers to find electronic theses and dissertations. This service is provided by the Networked Digital Library of Theses and Dissertations.
    Our metadata is collected from universities around the world. If you manage a university/consortium/country archive and want to be added, details can be found on the NDLTD website.
1

Biologia reprodutiva da cobra coral verdadeira Micrurus lemniscatus (Linnaeus, 1758) (SQUAMATA: ELAPIDAE) / Reproductive biology of the coral snake Micrurus lemniscatus (Linnaeus, 1758) (SQUAMATA: ELAPIDAE)

Rafaela Zani Coeti 05 August 2016 (has links)
Recentes estudos do gênero Micrurus, o qual é popularmente conhecido como o das “cobras-corais verdadeiras”, dividem este táxon em dois grupos morfologicamente distintos, o grupo das cobras corais com anéis negros em mônades (BRM) e o grupo das cobras corais com anéis negros em tríades (BRT) e, com base na morfologia macroscópica, supõe-se que esses grupos possuam estratégias reprodutivas diferenciadas. Assim, este estudo analisa e descreve a biologia reprodutiva de machos e fêmeas da espécie de serpente de tríades Micrurus lemniscatus de algumas regiões do Brasil. Micrurus lemniscatus é um complexo, com evidências polifiléticas, sendo composto por quatro subespécies: Micrurus l. carvalhoi, Micrurus l. helleri, Micrurus l. diutius e M. l. lemniscatus que habitam Mata atlântica, Cerrado e Floresta Amazônica brasileiros. Para isto foram utilizados animais preservados em coleções herpetológicas, dos quais obteveram-se dados biométricos e merísticos. Além disso, estes espécimes foram dissecados e suas gônadas medidas e coletadas para análises morfológicas e histológicas. Outras características, relacionadas à biologia reprodutiva, como presença de dimorfismo sexual, morfologia macro e microscópica, diferenciação das gônadas durante as estações e estocagem de espermatozoides também foram estudadas. O ciclo reprodutivo de Micrurus lemniscatus carvalhoi da Mata Atlântica e Cerrado foi estudado separadamente do ciclo reprodutivo de Micrurus lemniscatus lemniscatus da Amazônia e a comparação entre eles evidencia diferenças consideráveis, assim, é provável que o habitat esteja influenciando o ciclo dessas subespécies, o que pode gerar uma barreira reprodutiva e futura especiação entre elas / Recent studies about the genus Micrurus, popularly known as “true coral snakes”, divide this taxon in two morphologically distinct groups: the group which has black rings arranged in monads (BRM) and the group which has black rings in triads (BRT) and, based on macroscopic morphology, it is assumed that these groups have different reproductive strategies. Therefore, this research analyzes and describes male and female Micrurus lemniscatus reproductive biology of some regions in Brazil. M. lemniscatus is a species complex with polyphyletic evidence, consisting of four subspecies: Micrurus l. carvalhoi, Micrurus l. helleri, Micrurus l. diutius and M. l. lemniscatus, which inhabit the Atlantic rainforest, Cerrado and Amazon rainforest. For such, animals of herpetological collections were used to obtain biometric and meristic data. In addition, these specimens were dissected and their gonads measured and collected for morphological and histological analyzes. Other features related to reproductive biology were examined, such as the presence of sexual dimorphism, macroscopic and microscopic morphology, gonadal differentiation during the seasons, and sperm storage. The reproductive cycle of Micrurus lemniscatus carvalhoi from Atlantic forest and Cerrado was studied separately from the reproductive cycle of Micrurus lemniscatus lemniscatus from the Amazon forest and the comparison between them shows considerably differences, so it is likely that the habitat is influencing the cycle of these subspecies, which can generate a reproductive barrier and future speciation between them
2

Biologia reprodutiva da cobra coral verdadeira Micrurus lemniscatus (Linnaeus, 1758) (SQUAMATA: ELAPIDAE) / Reproductive biology of the coral snake Micrurus lemniscatus (Linnaeus, 1758) (SQUAMATA: ELAPIDAE)

Coeti, Rafaela Zani 05 August 2016 (has links)
Recentes estudos do gênero Micrurus, o qual é popularmente conhecido como o das “cobras-corais verdadeiras”, dividem este táxon em dois grupos morfologicamente distintos, o grupo das cobras corais com anéis negros em mônades (BRM) e o grupo das cobras corais com anéis negros em tríades (BRT) e, com base na morfologia macroscópica, supõe-se que esses grupos possuam estratégias reprodutivas diferenciadas. Assim, este estudo analisa e descreve a biologia reprodutiva de machos e fêmeas da espécie de serpente de tríades Micrurus lemniscatus de algumas regiões do Brasil. Micrurus lemniscatus é um complexo, com evidências polifiléticas, sendo composto por quatro subespécies: Micrurus l. carvalhoi, Micrurus l. helleri, Micrurus l. diutius e M. l. lemniscatus que habitam Mata atlântica, Cerrado e Floresta Amazônica brasileiros. Para isto foram utilizados animais preservados em coleções herpetológicas, dos quais obteveram-se dados biométricos e merísticos. Além disso, estes espécimes foram dissecados e suas gônadas medidas e coletadas para análises morfológicas e histológicas. Outras características, relacionadas à biologia reprodutiva, como presença de dimorfismo sexual, morfologia macro e microscópica, diferenciação das gônadas durante as estações e estocagem de espermatozoides também foram estudadas. O ciclo reprodutivo de Micrurus lemniscatus carvalhoi da Mata Atlântica e Cerrado foi estudado separadamente do ciclo reprodutivo de Micrurus lemniscatus lemniscatus da Amazônia e a comparação entre eles evidencia diferenças consideráveis, assim, é provável que o habitat esteja influenciando o ciclo dessas subespécies, o que pode gerar uma barreira reprodutiva e futura especiação entre elas / Recent studies about the genus Micrurus, popularly known as “true coral snakes”, divide this taxon in two morphologically distinct groups: the group which has black rings arranged in monads (BRM) and the group which has black rings in triads (BRT) and, based on macroscopic morphology, it is assumed that these groups have different reproductive strategies. Therefore, this research analyzes and describes male and female Micrurus lemniscatus reproductive biology of some regions in Brazil. M. lemniscatus is a species complex with polyphyletic evidence, consisting of four subspecies: Micrurus l. carvalhoi, Micrurus l. helleri, Micrurus l. diutius and M. l. lemniscatus, which inhabit the Atlantic rainforest, Cerrado and Amazon rainforest. For such, animals of herpetological collections were used to obtain biometric and meristic data. In addition, these specimens were dissected and their gonads measured and collected for morphological and histological analyzes. Other features related to reproductive biology were examined, such as the presence of sexual dimorphism, macroscopic and microscopic morphology, gonadal differentiation during the seasons, and sperm storage. The reproductive cycle of Micrurus lemniscatus carvalhoi from Atlantic forest and Cerrado was studied separately from the reproductive cycle of Micrurus lemniscatus lemniscatus from the Amazon forest and the comparison between them shows considerably differences, so it is likely that the habitat is influencing the cycle of these subspecies, which can generate a reproductive barrier and future speciation between them
3

Caracterização farmacológica de efeito antinociceptivo do veneno de Micrurus lemniscatus (coral-verdadeira) / Caracterização farmacológica de efeito antinociceptivo do veneno de Micrurus lemniscatus (coral-verdadeira)

Santos, Gisele Graça Leite dos January 2011 (has links)
Submitted by Ana Maria Fiscina Sampaio (fiscina@bahia.fiocruz.br) on 2012-07-19T20:38:05Z No. of bitstreams: 1 Gisele Graça Leite dos Santos Caracterização farmacológica do efeito....pdf: 994611 bytes, checksum: 83e98f6a9587974ce37d04473a121969 (MD5) / Made available in DSpace on 2012-07-19T20:38:05Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Gisele Graça Leite dos Santos Caracterização farmacológica do efeito....pdf: 994611 bytes, checksum: 83e98f6a9587974ce37d04473a121969 (MD5) Previous issue date: 2011 / Fundação Oswaldo Cruz. Centro de Pesquisas Gonçalo Moniz. Salvador, Bahia, Brasil / Os componentes dos venenos das serpentes constituem ferramentas farmacológicas e biotecnológicas relevantes. Recentemente, seu potencial terapêutico tem sido demonstrado; podendo representar a base para o desenvolvimento de medicamentos para o controle da dor. A ausência de dor local, mesmo na presença de edema e inflamação, sugere a presença de componente analgésico no veneno de serpentes do gênero Micrurus. Para investigar essa hipótese, no presente trabalho investigamos a atividade antinociceptiva do veneno de Micrurus lemniscatus em modelos experimentais de dor. Em um teste de triagem para antinocicepção, no teste de contorções abdominais, a administração oral do veneno (19,7 - 1600 μg/kg) produziu efeito antinociceptivo significativo. Confirmando essa atividade, o veneno (1600 μg/kg) inibiu as duas fases do teste de formalina, indicando que um mecanismo central pode estar envolvido na antinocicepção. A participação de um componente central foi confirmada no teste de retirada da cauda no qual o veneno (59 - 1600 μg/kg) produziu efeito antinociceptivo dose-dependente. Neste teste, a dose de 1600 μg/kg produziu efeito antinociceptivo mais potente e duradouro que o efeito da morfina, analgésico considerado padrão ouro. Validando essa antinocicepção, a administração do veneno (1600 μg/kg) não provocou comprometimento motor nos testes de rota-rod e campo aberto. Em outra série de experimentos, os mecanismos envolvidos na atividade antinociceptiva do veneno foram investigados com a utilização de antagonistas farmacológicos de receptores opióides. O efeito antinociceptivo do veneno foi prevenido pela naloxona, antagonista opióide não-seletivo, sugerindo a mediação pelo sistema opióide. Em adição, o pré-tratamento com o antagonista de receptor  opióide (CTOP; 1 mg/kg) preveniu completamente o efeito antinociceptivo do veneno. O pré-tratamento com antagonista de receptor k opióide (nor-BNI; 0,5 mg/kg) ou δ opióide (naltrindole; 3 mg/kg) reduziu parcialmente o efeito antinociceptivo desse veneno. Os resultados obtidos demonstram que o veneno de M. lemniscatus apresenta potente efeito antinociceptivo mediado pelo sistema opióide, sobretudo por receptores do tipo . Estudos complementares devem ser realizados para melhor elucidar o mecanismo de ação e o(s) constituinte(s) do veneno envolvido(s) em sua ação antinociceptiva. / The components of snake venom are important pharmacological and biotechnology tools. Recently, their therapeutic potential has been demonstrated; which may represent the basis for the development of drugs for pain control. The absence of local pain, even in the presence of edema and inflammation, suggests the presence of an analgesic component in the snake venom of the genus Micrurus. In order to investigate this hypothesis, we studied the antinociceptive activity of Micrurus lemniscatus venom in experimental models of pain. In a screening test for antinociception, the writhing test, oral administration of venom (19,7 - 1600 μg/kg) produced significant antinociceptive effect. Confirming this activity, the venom (1600 μg/kg) inhibited both phases of the formalin test, indicating that a central mechanism may be involved in antinociception. The participation of a central component was confirmed in the tail-flick test, in which the venom (59 - 1600 μg/kg) produced dose-dependent antinociceptive effect. In this test, the dose of 1600 μg/kg produced a more potent and long lasting antinociceptive effect than the one related to morphine, an analgesic considered the gold standard. Corroborating these results, administration of venom (1600 μg/kg) did not cause motor impairment in the rota-rod and open field tests. In another series of experiments, the mechanisms involved in the venom antinociceptive activity were investigated through the use of pharmacological antagonists of opioid receptors. The venom antinociceptive effect was prevented by naloxone, a non-selective opioid receptor antagonist, suggesting mediation by the opioid system. In addition, pretreatment with a  opioid receptor antagonist (CTOP, 1 mg/kg) completely prevented the venom antinociceptive effect. On the other hand, pretreatment with k opioid receptor antagonist (nor-BNI, 0,5 mg/kg) or δ opioid receptor antagonist (naltrindole; 3 mg/kg) partially reduced the venom antinociception. The present results show that the venom of M. lemniscatus has potent antinociceptive effect mediated by the opioid system, especially by the receptor . Further studies should be conducted to better elucidate the mechanism of action of this venom and its component(s), which are involved in its antinociception.
4

Propriedades Biológicas e Moleculares do Veneno da Serpente Micrurus surinamensis (Cuvier, 1817; Elapidae).

Oliveira, Fabiana da Rocha 15 December 2008 (has links)
Made available in DSpace on 2015-04-11T13:38:37Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Dissertacao Final Fabiana da Rocha.pdf: 3124321 bytes, checksum: d2fc3491ad6e57724b78055d068e6669 (MD5) Previous issue date: 2008-12-15 / Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas / Micrurus surinamensis, the aquatic coral snake species, has distribution in Amazonian rain forest. Your venom is neurotoxic to mammals and mainly fishes, principal natural feed. Studies about biological properties and biotechnological potential from M. surinamensis venom are necessaries to obtain dates to medical and sorotherapy treatment applications and to new drugs development. Using uni and bidimensional electrophoresis techniques were detected proteins with 7-70 kDa molecular masses range, 42 spots (12-70 kDa) with pI 4-7 and 38 spots (12-17 kDa) with pI 7-11. In vitro, venom showed very low phospholipases A2 activity that was inhibited 100% by Brazilian antielapidic Butantan Institute antivenom. Zymogram method not showed proteolytic activity in M. surinamensis venom. Plasma recalcification time with 80 μg venom suggests cascade coagulation inhibitors toxins in the venom, but in vivo test (in mice) venom not induced systemic hemorrhage and plasma anticoagulant activities. Venom LD50 was 700 μg / kg. Intracranial injection of the venom showed in mice apnea, uni and bilateral palpebral ptosis, jumps with short periods of immobility, compulsive itch and spasmodic contractions, but with 4 μg venom doses was observed convulsion and death shock. Competitive antibody-antigen interaction studies by western blot test showed that Brazilian antielapidic Butantan Institute antivenom has high antibodies title against 14 kDa neurotoxins but very low antibodies title against < 10 kDa neurotoxins. Antivenom potency against M. surinamensis venom was 0,35 mg/mL, five times low to neutralizing M. frontalis venom (1,5 mg/mL). This result suggests more molecular and clinical studies to including or not venom of M. surinamensis for antielapidic antivenom production. / A cobra coral aquática, Micrurus surinamensis, apresenta ampla distribuição na Amazônia. Seu veneno é neurotóxico para mamíferos e principalmente para peixes, alimento preferencial no seu habitat. Estudos básicos sobre as propriedades biológicas e potencial biotecnológico das toxinas do veneno dessa espécie são necessários, com o intuito de obter subsídios para a aplicação clínica, na soroterapia e/ou desenvolvimento de novas drogas. Neste trabalho, foram estudadas a toxinas do veneno de M. surinamensis por técnicas proteômicas, onde foram observados os efeitos neurotóxicos e as atividades biológicas do veneno, e avaliada a potência do soro antielapídico contra essas atividades. Utilizando-se eletroforese uni e bidimensional foram detectadas proteínas com massas moleculares de 7-70 kDa, 42 spots com massas moleculares de 12-70 kDa e pI 4-7, 38 spots com massas moleculares de 12-17 kDa e pI 7-11. O veneno apresentou, in vitro, baixa atividade PLA2, que foi 100% inibida pelo soro antielapídico produzido no Instituto Butantan. Utilizando a técnica de zimograma não foi observada atividade proteolítica. Segundo o método de recalcificação in vitro, o plasma humano mostrou-se incoagulável com 80 μg do veneno, sugerindo a presença de toxinas inibidoras da cascata de coagulação. No entanto, testes in vivo (em camundongos) não revelaram a presença de hemorragia sistêmica ou sangue incoagulável. A DL50 do veneno avaliada em camundongos, por via intravenosa, foi de 700 μg / kg. Ao inocular o veneno na região intracerebral, os animais manifestaram, segundos após a inoculação, sintomas como dificuldade respiratória, ptose palpebral uni e bilateral, pulos enérgicos, seguidos por períodos de imobilidade, espasmos nas patas posteriores e coceira compulsiva. Alguns apresentaram, com 4 μg do veneno, convulsão e morte instantânea. Estudos de interação competitiva toxinaanticorpo, realizados por western blotting, evidenciaram maior quantidade de anticorpos para as neurotoxinas de 14 kDa, porém, menor quantidade de anticorpos para as neurotoxinas < 10 kDa. A potência do soro antielapídico, do Instituto Butantan, para o veneno de M. surinamensis foi de 0,35 mg/mL, inferior ao do veneno de M. frontalis (1,5 mg/mL). Contudo, a maioria dos constituintes protéicos do veneno de M. surinamensis são toxinas com baixa massa molecular, principalmente de aproximadamente 7 kDa; o veneno é altamente neurotóxico para mamíferos (camundongos), afetando tanto o sistema nervoso periférico como o central; o soro antielapídico nacional mostrou, in vivo, baixa eficácia quanto à neutralização dos sintomas neurotóxicos causados pelo veneno. Devido à baixa potência do antiveneno, sugerem-se maiores estudos moleculares e clínicos para a inclusão ou não do veneno de M. surinamensis na produção dos soros antielapídicos.
5

Revisão taxonômica do complexo Micrurus lemniscatus (Linnaeus, 1758) (Serpentes: Elapidae) / Taxonomic revision of the Micrurus lemniscatus (Linnaeus, 1758) species complex (Serpentes: Elapidae)

Matheus Godoy Pires 29 November 2011 (has links)
O complexo Micrurus lemniscatus compreende as formas atualmente consideradas subespécies de M. lemniscatus (Linnaeus, 1758): M. l. lemniscatus, M. l. carvalhoi, M. l. diutius, M. l. helleri e M. l. frontifasciatus. Neste trabalho, dados morfológicos merísticos, biométricos, hemipenianos, cranianos e os padrões de coloração cefálico e corporais destes táxons são confrontados entre si e com as demais cobras-corais de tríadas repectivamente simpátricas, utilizando métodos comparativos e estatísticos uni e multivariados. As séries-tipo destes táxons são revisadas, compreendidas dentro do contexto histórico e discutidas, e são propostas algumas mudanças objetivando uma maior estabilização da nomenclatura. Os resultados encontrados sugerem a obsolescência do arranjo taxonômico assumido até o momento para estes táxons e evidenciam problemas na tipificação de dois dos táxons estudados. É sugerida a inclusão de dois exemplares adicionais de Micrurus lemniscatus examinados por Linnaeus na série-tipo desta espécie, um dos quais apresenta características que o acomodam mais perfeitamente na descrição original da espécie. Portanto é sugerida a adoção deste exemplar como lectótipo desta espécie, em detrimento do exemplar considerado lectótipo de M. lemniscatus até o presente momento. É também evidenciada a improbabilidade dos exemplares lineanos de M. lemniscatus serem oriundos do Brasil, e é sugerida a alteração da localidade-tipo desta espécie. As evidências encontradas possibilitam a caracterização e delimitação das formas conhecidas até o presente momento como M. l. carvalhoi, M. l. diutius e M. l. frontifasciatus, e é sugerida a desambiguação destas formas de M. lemniscatus, conferindo-lhes status específico pleno, sob as denominações M. carvalhoi, M. diutius e M. frontifasciatus, respectivamente. É evidenciada a existência, dentre os parátipos originalmente designados para a espécie M. carvalhoi, de dois espécimes atribuíveis a outras espécies de cobras-corais de tríadas, não condizentes com a variação demonstrada na amostra desta espécie analisada neste trabalho. É, portanto, sugerida a remoção destes exemplares da série-tipo desta espécie. Além deste problema na tipificação, um novo táxon, Micrurus sp., é reconhecido e caracterizado dentre os exemplares atribuídos a Micrurus carvalhoi no extremo nordeste do Brasil. Não foram encontradas evidências que suportem a separação de M. lemniscatus da forma então conhecida como M. l. Helleri, e é sugerida a sinonimização de ambas sob o epíteto Micrurus lemniscatus. / The Micrurus lemniscatus species complex comprises the forms currently considered subspecies of M. lemniscatus (Linnaeus, 1758): M. l. lemniscatus, M. l. carvalhoi, M. l. diutius, M. l. helleri and M. l. frontifasciatus. In this work, morphological data (biometric, meristic, hemipenial, cranial and cephalic and body colour patterns) of these taxa are confronted with each other and with other sympatric triadal coral snakes species, using comparative methods and univariate and multivariate statistics. The type-series of all these taxa are reviewed, understood within the historical context and discussed, and some changes are suggested, aiming to further stabilize the nomenclature. The results suggest the obsolescence of the taxonomic arrangement made so far for these taxa and reveal problems in typification of two of the taxa studied. It is suggested to include two additional specimens of Micrurus lemniscatus examined by Linnaeus in the type-series of this kind, one of which has characteristics which fit more precisely in the original description of the species. It is therefore suggested the adoption of this specimen as lectotype of this species, rather than the considered the lectotype of M. lemniscatus to date. It also highlighted the unlikelihood of Linnaean specimens of M. lemniscatus have a Brazilian origin, and is suggested to change the type locality of this species. The evidence found allow the characterization and delimitation of forms known to date as M. l. carvalhoi, M. l. diutius and M. l. frontifasciatus, and it is suggested the disambiguation of these forms of M. lemniscatus, giving them full specific status under the names M. carvalhoi, M. diutius and M. frontifasciatus, respectively. Among the paratypes originally designated for the species M. carvalhoi, there are two specimens attributable to other species of triadal coral snakes, not consistent with the variation of the species shown in the sample analyzed in this study. It is therefore suggested the removal of these specimens of the type-series of this species. In addition to this typification problem, a new taxon, Micrurus sp., is recognized and featured among the specimens until now assigned to Micrurus carvalhoi in extreme northeastern Brazil. No evidence was found to support the splitting of M. lemniscatus form then known as M. l. helleri, and it is suggested the synonymization of both under the Micrurus lemniscatus epithet
6

Análise transcriptômica das glândulas de veneno de Micrurus corallinus (cobra-coral) e identificação de candidatos antigênicos para um anti-soro alternativo / Transcriptonic Analysis of Micrurus corallinus (coral snake) venon glands and identification of antigenic candidates to an alternative anti-servm

Luciana Iwanaga Leão 12 September 2008 (has links)
A partir de uma biblioteca de cDNA de glândulas de veneno de Micrurus corallinus (cobra-coral), uma serpente da Família Elapidae bastante representada no Brasil e muito comum em áreas florestais tropicais, foram gerados 1.438 Expressed Sequences Tags (ESTs), agrupados em 611 clusters. O banco representa os genes mais expressos na glândula de veneno de M. corallinus. Os transcritos relacionados às toxinas apresentaram ao redor de 46% de representação nesse banco de seqüências. A composição geral das toxinas inclui: toxinas de três dígitos (3FTx) (24%), fosfolipases A2 (PLA2) (16%), lectinas do tipo C (5%), entre outros. O banco permitiu não somente a identificação de possíveis toxinas, mas também de transcritos celulares, sendo a maioria envolvida nas funções fisiológicas de células da glândula de veneno. A maior parte dessas moléculas apresenta um envolvimento na expressão gênica e protéica, o que reflete uma alta especialização do tecido para a síntese de toxinas. A análise do transcriptoma de glândulas de veneno de M. corallinus possibilitou a identificação de alguns candidatos antigênicos para um anti-soro antielapídico alternativo. Cinco candidatos antigênicos foram selecionados por meio da análise do transcriptoma obtido: Atg1 (Grupo das neurotoxinas Homolog 8), Atg2 (Grupo das neurotoxinas Homolog 7/3/1), Atg3 (Outras neurotoxinas 1), Atg4 (Outras neurotoxinas 2) e Atg5 (fosfolipase do tipo A2). Avaliamos a viabilidade de imunização com o DNA desses candidatos. Para isso, os cinco grupos de antígenos foram clonados, primeiramente em pGEM-T e, posteriormente, em pSecTag2A, que é um vetor de expressão em células de mamíferos. As clonagens foram inicialmente testadas em células do tipo COS (transfecção transiente), entretanto não ficou clara a capacidade dessas células em expressar os antígenos. Para a análise da resposta imunológica da vacina de DNA, proteínas recombinantes produzidas em E. coli foram utilizadas para o coating de ELISA para detectar anticorpos presentes no soro primário proveniente da imunização com DNA. Os resultados mostraram que o soro dos animais imunizados foi capaz de reconhecer os antígenos recombinantes. Isso indica que a imunização por DNA em camundongos poderia ser uma boa alternativa em relação à imunização do veneno puro de serpente, que é custosa e muito depende da disponibilidade do veneno. Apesar da necessidade de testes complementares, esse é um resultado promissor, já que a produção de anticorpos pode ser alcançada por via de imunização intramuscular, mais prática para objetivos de produção. / Micrurus corallinus(coral snake) is a tropical forest snake belonging to the Elapidae Family, and is very common in Brazil. From the cDNA library of its venom glands, 1.438 Expressed Sequences Tags (ESTs) were generated and grouped into 611 clusters. This database contains the most expressed genes in the M. corallinus venom glands. The transcripts related to toxins represent approximately 46% of the total genes in this database. The toxin compound consists of: three finger toxins (24%), phospholipases A2 (PLA2s) (16%), type-C lectins (5%), among others. This database allowed not only the identification of possible toxins, but also the identification of cellular transcripts, most of which seems to be involved in physiological functions of venom gland cells. The majority of these molecules are involved in gene and protein expression, revealing the high level of specialization of the tissue for toxin synthesis. The analysis of the M. corallinus venom gland transcriptome allowed the identification of some antigenic candidates for an alternative antielapidic antiserum. Five antigenic candidates were selected after analysing the transcriptome: Atg1 (Homolog group 8), Atg2 (Homolog group 7/3/1), Atg3 (Other neurotoxins 1), Atg5 (A2-type phospholipase). These five antigenic groups were used for DNA immunization. Then they were first cloned in pGEM-T and, after, in pSecTag2A, which is an expression vector in mammal cells. The cloning was tested in COS-type cells (transient transfection), without signs of expression. To analyze the immunological response, recombinant proteins were produced in E. coli and used for ELISA coating to react with the primary serum deriving from the DNA immunization. The results showed that the serum from the immunized animals was able to recognize the recombinant antigens, indicating that the DNA immunization in mice could be a feasible alternative regarding the traditional immunization with crude snake venom, which is costly and heavily dependent on the availability of the venom. Regardless the need for additional tests, this is a promising result, because the antibody production can be achieved by intramuscular immunization, a more effective method when aiming for downstream production.
7

Análise transcriptômica das glândulas de veneno de Micrurus corallinus (cobra-coral) e identificação de candidatos antigênicos para um anti-soro alternativo / Transcriptonic Analysis of Micrurus corallinus (coral snake) venon glands and identification of antigenic candidates to an alternative anti-servm

Leão, Luciana Iwanaga 12 September 2008 (has links)
A partir de uma biblioteca de cDNA de glândulas de veneno de Micrurus corallinus (cobra-coral), uma serpente da Família Elapidae bastante representada no Brasil e muito comum em áreas florestais tropicais, foram gerados 1.438 Expressed Sequences Tags (ESTs), agrupados em 611 clusters. O banco representa os genes mais expressos na glândula de veneno de M. corallinus. Os transcritos relacionados às toxinas apresentaram ao redor de 46% de representação nesse banco de seqüências. A composição geral das toxinas inclui: toxinas de três dígitos (3FTx) (24%), fosfolipases A2 (PLA2) (16%), lectinas do tipo C (5%), entre outros. O banco permitiu não somente a identificação de possíveis toxinas, mas também de transcritos celulares, sendo a maioria envolvida nas funções fisiológicas de células da glândula de veneno. A maior parte dessas moléculas apresenta um envolvimento na expressão gênica e protéica, o que reflete uma alta especialização do tecido para a síntese de toxinas. A análise do transcriptoma de glândulas de veneno de M. corallinus possibilitou a identificação de alguns candidatos antigênicos para um anti-soro antielapídico alternativo. Cinco candidatos antigênicos foram selecionados por meio da análise do transcriptoma obtido: Atg1 (Grupo das neurotoxinas Homolog 8), Atg2 (Grupo das neurotoxinas Homolog 7/3/1), Atg3 (Outras neurotoxinas 1), Atg4 (Outras neurotoxinas 2) e Atg5 (fosfolipase do tipo A2). Avaliamos a viabilidade de imunização com o DNA desses candidatos. Para isso, os cinco grupos de antígenos foram clonados, primeiramente em pGEM-T e, posteriormente, em pSecTag2A, que é um vetor de expressão em células de mamíferos. As clonagens foram inicialmente testadas em células do tipo COS (transfecção transiente), entretanto não ficou clara a capacidade dessas células em expressar os antígenos. Para a análise da resposta imunológica da vacina de DNA, proteínas recombinantes produzidas em E. coli foram utilizadas para o coating de ELISA para detectar anticorpos presentes no soro primário proveniente da imunização com DNA. Os resultados mostraram que o soro dos animais imunizados foi capaz de reconhecer os antígenos recombinantes. Isso indica que a imunização por DNA em camundongos poderia ser uma boa alternativa em relação à imunização do veneno puro de serpente, que é custosa e muito depende da disponibilidade do veneno. Apesar da necessidade de testes complementares, esse é um resultado promissor, já que a produção de anticorpos pode ser alcançada por via de imunização intramuscular, mais prática para objetivos de produção. / Micrurus corallinus(coral snake) is a tropical forest snake belonging to the Elapidae Family, and is very common in Brazil. From the cDNA library of its venom glands, 1.438 Expressed Sequences Tags (ESTs) were generated and grouped into 611 clusters. This database contains the most expressed genes in the M. corallinus venom glands. The transcripts related to toxins represent approximately 46% of the total genes in this database. The toxin compound consists of: three finger toxins (24%), phospholipases A2 (PLA2s) (16%), type-C lectins (5%), among others. This database allowed not only the identification of possible toxins, but also the identification of cellular transcripts, most of which seems to be involved in physiological functions of venom gland cells. The majority of these molecules are involved in gene and protein expression, revealing the high level of specialization of the tissue for toxin synthesis. The analysis of the M. corallinus venom gland transcriptome allowed the identification of some antigenic candidates for an alternative antielapidic antiserum. Five antigenic candidates were selected after analysing the transcriptome: Atg1 (Homolog group 8), Atg2 (Homolog group 7/3/1), Atg3 (Other neurotoxins 1), Atg5 (A2-type phospholipase). These five antigenic groups were used for DNA immunization. Then they were first cloned in pGEM-T and, after, in pSecTag2A, which is an expression vector in mammal cells. The cloning was tested in COS-type cells (transient transfection), without signs of expression. To analyze the immunological response, recombinant proteins were produced in E. coli and used for ELISA coating to react with the primary serum deriving from the DNA immunization. The results showed that the serum from the immunized animals was able to recognize the recombinant antigens, indicating that the DNA immunization in mice could be a feasible alternative regarding the traditional immunization with crude snake venom, which is costly and heavily dependent on the availability of the venom. Regardless the need for additional tests, this is a promising result, because the antibody production can be achieved by intramuscular immunization, a more effective method when aiming for downstream production.
8

A influência de variações climáticas no ciclo reprodutivo de corais verdadeiras Micrurus corallinus e Micrurus frontalis /

Bassi, Erick Augusto. January 2016 (has links)
Orientador: Selma Maria de Almeida-Santos / Banca: Otavio Augusto Vuolo Marques / Banca: Claudio Augusto Rojas / Resumo: O ciclo reprodutivo das serpentes é coordenado evolutivamente por fatores genéticos e sincronizado pelas estações climáticas ao longo do ano. Diferentemente das áreas temperadas, as regiões tropicais não possuem as estações tão marcantes e há uma diversidade de microclimas dentro do mesmo bioma. Não se sabe se estas diferenças de temperatura e pluviosidade, entre locais, são capazes de alterar o ciclo de uma espécie e se estas espécies possuem plasticidade de modificar a estratégia reprodutiva. Para tanto, o presente estudo teve como proposta analisar a influência climática no ciclo reprodutivo da Micrurus corallinus e M. frontalis, dentro de cada espécie e entre as duas espécies. Os ciclos reprodutivos foram analisados utilizando a biometria e histologia de animais preservados em coleções biológicas. Os resultados obtidos com o trabalho mostraram que a espécie Micrurus corallinus possui uma plasticidade para adaptar o ciclo conforme as condições do ambiente. Além disso, neste trabalho há a primeira confirmação da estratégia reprodutiva de estocagem de espermatozoides pelas fêmeas no gênero Micrurus / Abstract: The reproductive cycle of snakes are coordinate evolutionarily for genetic factories and synchronize by seasonal weather (four seasons). In the tropical regions, the cold of winter is less marked than temperate zones and there is a diversity microclimate inside of biome. It's uncertainty if the difference of temperature and rainfall are capable to change the reproductive cycle in the specie and if these species has plasticity to modify their reproductive strategies. The aim of this research was analyze the influence of climate variation in reproductive cycle of Micrurus corallinus e Micrurus frontalis inside of each specie and between both species. The reproductive cycle was examined by biometric and histology data from biological collections. The result attained with this search, indicate that M. corallinus have a plasticity to adapt the cycle according environment conditions. In addition, the result of this work there is the first confirmation of the reproductive strategy of sperm storage by females in genus Micrurus / Mestre
9

Purificação, caracterização bioquímica e eletrofisiológica da toxina Mic6c7NTX da Peçonha da Serpente Micrurus ibiboboca (Merrem, 1820) / Purification, Biochemical and Electrophysiological Characterization of the Toxin Mic6c7NTX from the Micrurus ibiboboca (Merrem, 1820)

Donato, Micheline Freire 29 August 2008 (has links)
Made available in DSpace on 2015-05-14T13:00:16Z (GMT). No. of bitstreams: 1 parte1.pdf: 4104748 bytes, checksum: 578975146349baff07079d6c3f9756b6 (MD5) Previous issue date: 2008-08-29 / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES / Snake venoms contain a complex arsenal of protein bio-active components, many of these being neurotoxins (NTXs). These snakes have high neurotoxic activity venom, corresponding to the Elapidae family, which includes coral snakes (Micrurus) whose venom contains circa 90-95% of low molecular mass protein components. Among these, several are postsynaptic neurotoxins or α- NTXs (MM = 6-9 kDa). The Micrurus ibiboboca (Merren, 1820) is a snake of the Elapidae family witch is quite common in the Northeast of Brazil. In spite of the great diversity of species of Micrurus, scarce works involving the nervous system with isolated and pure toxins of those serpents has been developed in level biochemical, pharmacological and electrophysiological. The aim of this study was to purify the toxin Mic6c7NTX of the Micrurus ibiboboca venom, characterize to biochemically and electrophysiologically the toxin Mic6c7NTX in the peripheral nervous system (PNS) of rats, evaluating alterations in the record of the Compound Action Potential (CAP) of the isolate nerve and the toxin activity on the voltage-dependent sodium channels (Nav) in the neurons of the dorsal root ganglion (DRG). The venom was extracted from the Micrurus ibiboboca collected in Paraiba State (Brazil). Initially, electrophysiological tests (current clamp method) using the single sucrose gap technique were accomplished with crude venom (100μg/mL). It was observed that in this concentration the crude venom caused reduction in the CAP amplitude (25%). This neurotoxity led into an intriguing question: what components of the venom would promote to reduction in the excitability of the nerve? Based upon this question, I decided to purify the venom throughout the Liquid Chromatography of the High Performance (HPLC) of the Cation Exchange Chromatography (CIEX) and the Reverse Phase Chromatography (RPC). The molecular mass (MM) of the raw toxin was determined by mass-spectrometry (MALDI-QTOF/ MS) and N-terminal sequence by means of Edman s Degradation. The search for similarity with other toxins was accomplished against proteomic data bank. The CIEX profile showed 19 fractions and the highest peak fraction was used for the second dimension. The toxin Mic6c7NTX obtained by RPC showed elution in 26.7%of the acetonitrile (ACN) and MM 7.047.56Da. The obtained partial N-terminal sequence showed 31 aminoacid residues. The search for similarity of structure and function showed great similarity (65%) with other short chain α-NTXs Australian elapids snakes. The electrophysiological studies (single sucrose gap technique) showed that the toxin Mic6c7NTX (1 μM) reduced the excitability of the isolate nerve similarly to the reduction observed in the crude venom about 21%. Other CAP parameters such as despolarization speed (DSCAP), repolarization time (τCAP) and peak of time (PTCAP) did not show alterations. This suggests that the toxin may be affecting the Nav channels. For the confirmation of that hypothesis experiments were accomplished with whole cell patch-clamp technique in DRG neurons. This results showed that the toxin Mic6c7NTX (1 WM) abolished completely the current of Nav channels sensitive the tetrodotoxin (TTX-S). Also the Nav channels TTX resistant (TTX-R) were investigated in the presence of the Mic6c7NTX toxin previously using TTX (100 nM). This results showed that the toxin Mic6c7NTX (100 nM) abolished completely the current of Nav channels TTX-R and IC50 = 30nM. However, reversion of this blocking was not observed. The present study biochemically and electrophysiologically characterized an α-NTX of the Micrurus ibiboboca elapid snake. Furthermore, it showed a potent toxin with affinity Nav channels TTX-S and TTX-R of the PNS. This is the first α-NTX isolated and identified of the venom from the Micrurus ibiboboca (Merrem, 1820) snake. / As serpentes da família Elapidae possuem uma peçonha com alta atividade neurotóxica e capacidade de letalidade. Fazem parte dessa família as serpentes corais americanas (gênero Micrurus) com suas peçonhas contendo cerca de 90-95% de componentes protéicos, sendo na sua maior parte neurotoxinas com baixa massa molecular (6-8 kDa), podendo ser destacadas as neurotoxinas com ação pós-sinápticas ou α-Neurotoxinas (α-NTX). A Micrurus ibiboboca (Merrem, 1820) é uma serpente da família Elapidae, comum na região Nordeste. Apesar da grande diversidade de espécies do gênero Micrurus sp., escassos trabalhos envolvendo atividade de toxinas isoladas e puras destas peçonhas e sistema nervoso têm sido desenvolvidos em nível bioquímico, farmacológico ou eletrofisiológico. O objetivo desse estudo foi purificar a toxina Mic6c7NTX da peçonha de M. ibiboboca, caracterizar bioquímicamente e investigar com ferramentas eletrofisiológicas a ação da toxina no Sistema Nervoso Periférico (SNP) de ratos avaliando alterações no Potencial de Ação Composto (PAC) do nervo isquiático isolado e a atividade da toxina nos canais para sódio dependentes de voltagem (Nav) em neurônios do gânglio da raiz dorsal (DRG). A peçonha da M. ibiboboca foi extraída de serpentes coletadas no Estado da Paraíba (Brasil). Inicialmente, ensaios eletrofisiológicos com o método de current clamp utilizando a técnica de single sucrose gap foram realizados com a peçonha bruta (100 Wg/mL). Os resultados mostraram que a peçonha bruta nessa concentração promoveu redução na amplitude do PAC (25%). Esse efeito da toxina na excitabilidade do nervo levantou o questionamento: Que componentes da peçonha estariam causando essa diminuição da excitabilidade? A peçonha foi purificada por meio de Cromatografia Líquida de Alta Performance (HPLC), de troca catiônica (CIEX) e fase reversa (RPC). Na sequência, os picos da CIEX foram submetidos à RPC e posteriormente analisados por espectrometria de massas (MALDI-TOF/MS) que detectou a massa molecular da toxina Mic6c7NTX de 7.047,56 Da. Em seguida, foi determinado o seu N-terminal por Degradação de Edman que apresentou 31 resíduos de aminoácidos e serviu de estudo para a bioinformática na busca por similaridade em banco de dados proteômicos com outras toxinas protéicas, demonstrando que a toxina Mic6c7NTX apresentou similaridade (65%) com α-NTXs de cadeia curta de serpentes elapídicas australianas. Posteriormente, foi investigado o efeito da toxina isolada no SNP. Os estudos eletrofisiológicos em single sucrose gap demonstraram que a toxina Mic6c7NTX (1 WM) reduziu a excitabilidade do nervo isolado de forma similar à observada pela peçonha bruta. Não foram observadas alterações significantes em outros parâmetros do PAC, como velocidade de despolarização (VDPAC), tempo de repolarização (τPAC) e tempo de pico (PTPAC), sugerindo que a toxina atuasse num sítio de ligação específico dos [Escreva uma citação do documento ou o 11 canais Nav no SNP. Para a confirmação dessa hipótese foram realizados experimentos de voltage clamp com a técnica de whole cell patch-clamp em cultura primária de neurônios DRG da medula espinhal de ratos. Os resultados mostraram que a toxina Mic6c7NTX (1 WM) aboliu completamente as correntes dos canais Nav sensíveis à tetrodotoxina (TTX-S). Também foi investigado o efeito da toxina sobre a população de canais Nav resistentes à TTX (TTX-R), utilizando previamente TTX (100 nM) para bloquear os canais Nav TTX-S. Os registros com a toxina Mic6c7NTX (100 nM) demonstraram um bloqueio total da corrente nos canais Nav TTX-R dos DRGs e uma IC50 da toxina em torno de 30 nM. Também foi observado que essa toxina se liga aos canais Nav de forma lenta e irreversível. O presente estudo caracterizou bioquímica e eletrofisiologicamente uma α-NTX da serpente elapídica Micrurus ibiboboca. Farmacologicamente, trata-se de uma potente toxina com afinidade aos canais Nav TTX-S e TTX-R do SNP. Essa é a primeira α-NTX isolada e caracterizada da peçonha da serpente Micrurus ibiboboca (Merrem, 1820).
10

Revisão taxonômica do complexo Micrurus spixii Wagler, 1824 (Serpentes, Elapidae)

NASCIMENTO, Lywouty Reymond de Souza 31 March 2016 (has links)
Submitted by Irvana Coutinho (irvana@ufpa.br) on 2017-05-05T12:20:48Z No. of bitstreams: 2 license_rdf: 0 bytes, checksum: d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e (MD5) Dissertacao_RevisaoTaxonomicaComplexo.pdf: 5608023 bytes, checksum: 439260289b47c13064e39391d0d51ad5 (MD5) / Approved for entry into archive by Irvana Coutinho (irvana@ufpa.br) on 2017-05-05T12:22:34Z (GMT) No. of bitstreams: 2 license_rdf: 0 bytes, checksum: d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e (MD5) Dissertacao_RevisaoTaxonomicaComplexo.pdf: 5608023 bytes, checksum: 439260289b47c13064e39391d0d51ad5 (MD5) / Made available in DSpace on 2017-05-05T12:22:35Z (GMT). No. of bitstreams: 2 license_rdf: 0 bytes, checksum: d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e (MD5) Dissertacao_RevisaoTaxonomicaComplexo.pdf: 5608023 bytes, checksum: 439260289b47c13064e39391d0d51ad5 (MD5) Previous issue date: 2016-03-31 / CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico / O gênero Micrurus é composto por serpentes venenosas de distribuição Neotropical com diversificados padrões de coloração apostemática sendo conhecidas popularmente como cobras corais verdadeiras. Abrangendo aproximadamente 80 táxons, Micrurus está organizado em quatro grupos de espécies diferenciáveis com base no padrão de color, comprimento da cauda e morfologia do hemipênis: (1) grupo monadal tricolor, hemipênis e longo fortemente bifurcado; (2) grupo bicolor, com hemipênis longo e fortemente bifurcado; (3) grupo com coloração em tríades e hemipênis moderadamente alongado (4) grupo com padrão em tríades, com hemipênis curto e bilobado, podendo ser capitado ou não capitado. Inserido no quarto grupo, Micrurus spixii atualmente constitui um complexo contendo quatro subespécies nominais: M. s. spixii presente do norte ao sul da Amazônia central; M. s. martiusi ocorrendo na Amazônia Oriental, Brasil; M. s. obscurus ocorrendo em regiões de floresta a leste dos Andes (noroeste da Bolívia, norte do Peru, leste do Equador e sudeste da Colômbia) e noroeste do Amazonas, no Brasil; e M. s. princeps com populações restritas ao nordeste da Bolívia. Por apresentar caracteres merísticos e morfométricos densamente sobrepostos junto às semelhanças no padrão de coloração e o forte melanismo presente em diversos espécimes, a identificação destas subespécies é imprecisa, tornando questionável a validade das mesmas desde suas primeiras revisões. Neste trabalho, revisamos a taxonomia do complexo explorando caracteres externos (coloração, variação merística e morfométrica) e internos (morfologia hemipeniana e craniana), definido, assim os limites de cada táxon ao longo da distribuição geográfica. A presente dissertação foi organizada em duas seções: 1) Introdução geral onde são apresentadas informações taxonômicas e sistemáticas acerca de Micrurus, com atenção direcionada ao complexo Micrurus spixii; 2) o manuscrito intitulado “Revisão taxonômica das espécies do complexo Micrurus spixii (serpentes, elapidae)”, cujo objetivo foi revisar a taxonomia do complexo, explorando a morfologia interna e externa incluindo novos caracteres e assim delimitando precisamente os limites de cada táxon de acordo com a distribuição geográfica.

Page generated in 0.0384 seconds