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Qualidade de vida, adolescência e doença crônica / Quality of life, adolescence and chronical diseases

Nigro, Silvia Maria Balieiro 25 April 2018 (has links)
INTRODUÇÃO: Novas abordagens terapêuticas possibilitaram a sobrevida de crianças com doenças graves permitindo que atinjam a adolescência. O impacto da doença crônica no adolescente afeta seu desenvolvimento e qualidade de vida. OBJETIVO: Analisar a percepção de adolescentes com doença crônica acerca das interações da sua condição de saúde com as peculiaridades biopsicossociais da adolescência e seu impacto na qualidade de vida, identificando as estratégias de enfrentamento utilizadas, e avaliar os escores de resiliência e qualidade de vida.MÉTODOS: O estudo qualiquantitativo transversal e exploratório, envolveu 31 adolescentes (12-18 anos) em tratamento de doenças crônicas no ambulatório de especialidades pediátricas do Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Coleta de dados utilizou: autoavaliação, questionário sociodemográfico, WHOQOL-BREF, RS14-Escala e grupos focais.RESULTADOS: Idade média dos participantes foi 15,1±1,5 anos, 20 adolescentes eram do sexo feminino (64,5%) e 11 masculino (35,5%). A percepção da qualidade de vida por autoavaliação não variou em relação ao sexo, grupo etário, ano letivo perdido e grau de escolaridade dos pais. Menores escores de resiliência estavam associados ao atraso escolar. Os adolescentes com doença crônica percebem suas limitações e experimentam o desenvolvimento pessoal a partir do processo de adoecimento e tratamento, que gera sentimentos ambíguos como revolta pelo desconforto e dor, em contraste com a auto-percepção do desenvolvimento de resiliência. Valorizam de modo ambivalente a rede de suporte representada pela família e amigos. Destacam sentimentos de constrangimento referentes à imagem corporal e seus efeitos sobre a autoestima. Apreciam as oportunidades de lazer como esporte, mídias e atividades relacionadas à música. Reconhecem os relacionamentos sociais e têm vínculos e modelos entre amigos, família e parceiros. Atividades básicas como comer e dormir foram consideradas fatores de promoção de bem-estar. Os adolescentes com doenças crônicas têm projetos de vida, sonhos mágicos e planos reais que remetem a futuras profissões no campo da saúde e cuidado. CONCLUSÕES: A despeito da doença crônica, os adolescentes que participaram do estudo têm sonhos, desejos e comportamentos sociais esperados nesta fase do ciclo vital. A doença crônica tem impacto na sua socialização e escolarização. Aqueles com maiores escores de resiliência tiveram menos atraso escolar. Desenvolvem comportamentos sociais adaptativos e contam com apoio de pais e amigos. Desejam e têm condições de participar do seu processo terapêutico / INTRODUCTION: New therapeutic approaches have made possible for children with serious diseases to live up until adolescence. The impact of a chronical disease in an adolescent affects its development and quality of life. OBJECTIVE: to analyze the perception of adolescents with chronical diseases of the interactions of their life conditions with the biopsychosocial peculiarities of the adolescence and its impact in their quality of life, indicating strategies utilized and evaluating resilience and quality of life scores.METHODS: the qualiquantitative, transversal and exploratory study involved 31 adolescents (12-18 years old), who have been having treatment of their chronical diseases in the pediatric specialties ambulatory of the Pediatrics Department of the Medical Sciences School of Santa Casa of São Paulo. The data collect involved: auto evaluation, sociodemographic questionnaires, WHOQOL-BREF, RS-14-scale and focus groups.RESULTS: the participants were 15 years old in average (±1,5), there were 20 adolescents female gender (64,5%) and other 11 (35,3%) male. Their perception of quality of life in their auto evaluation did not vary according to their gender, age, lost school year or degree of education of their parents. The lowest resilience scores were associated with school delay. The adolescents notice their limitations and try the social development through the process of sickening and treatment, generating ambiguous feelings like revolt and pain, contrasting with their auto-perception of the development of resilience. They value ambivalently the support network composed of family and friends. They highlight feelings of embarrassment due to their corporal image and their impacts on the self-stem. They appreciate leisure opportunities like sports, medias and music. They acknowledge their social relationships and their models among friends, family and partners. Basic activities like eating and sleeping were considered promoting factors of well-being. The adolescents with chronical disease have life projects, magical dreams and real plans that remit to future careers in health and care fields.CONCLUSIONS: In spite of their chronical diseases, the adolescents studied have dreams, desires and social behaviors expected of them in their age range. However, their condition impacts on their socialization and education. Those with lower resilience scores had less school delay. The adolescents develop social adaptive behaviors e count on their friends and family support. They wish and have conditions to participate of their therapeutic process
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Os significados atribuídos às LER/DORT na relação médico-paciente: um estudo entre médicos peritos do INSS/SP e pacientes portadores de LER/DORT usuários do CEREST/SP / The meanings attributed to RSI in doctor-patient relation: a study amongst medical examiners from INSS and patients with RSI from CEREST/SP.

Siqueira, Anna Carolina Arena 14 December 2007 (has links)
O presente trabalho objetivou a apreensão dos significados e concepções acerca do adoecimento pelas LER/DORT, para médicos peritos do INSS/SP e portadores de LER/DORT do CEREST/SP. Para tanto, foi empregada metodologia qualitativa, utilizando-se como instrumento de coleta de dados a entrevista em profundidade, com roteiros distintos para médicos peritos e portadores de LER/DORT. Foram entrevistados três médicos peritos, todos do sexo masculino, com idades entre 50 e 65 anos e mais de 10 anos de experiência em perícias médicas e, no outro pólo da investigação, participaram do estudo seis portadores de LER/DORT, pacientes do serviço de atendimento ambulatorial do CEREST/SP, sendo cinco do sexo feminino e um do sexo masculino, com idades entre 35 e 55 anos, todos empregados no setor de serviços e em afastamento pelo INSS. Ao material coletado foi aplicada análise de conteúdo temática da qual foram extraídos três eixos temáticos mais abrangentes: os sujeitos de pesquisa, o trabalho e a relação médico-paciente em contexto de perícia médica. Foi possível apreender que a relação médico-paciente que se estabelece entre peritos e portadores de LER/DORT é peculiar já que, a perícia consiste em ambiente de consulta médica permeado pelo julgamento da lei previdenciária. Nesse contexto, ocorre o embate entre portadores de LER/DORT, que levam ao momento da perícia a expectativa do atendimento direcionado à assistência e do reconhecimento de sua condição, e médicos peritos, cuja atuação está direcionada à determinação da capacidade para o trabalho e limitada por normas institucionais, fator de tolhimento ao exercício de sua autonomia profissional. / The present work has aimed at the comprehension of meanings and conceptions concerning RSI illnesses to INSS/SP medical examiners and RSI patients from CEREST/SP. In order to achieve that, the qualitative methodology was chosen making use of thorough questioning as an instrument of data collection, having distinct scripts to medical examiners and RSI patients. Three medical examiners were interviewed, all male, ranging from 50 to 65 years old, having at least 10 years of experience as professionals in the area. On the other side of the investigation, six patients with RSI from the ambulatory care CEREST/SP were interviewed, 5 female and 1 male, ranging from 35 to 55 years old, all employees to the service sector on leave of absence by the INSS. Thematic content analysis was applied to the collected material, from which three main thematic axes were extracted: the subjects to this study, the work and the doctor-patient relation regarding medical examination. It has been possible to comprehend that the relation doctor-patient established among examiners and patients with RSI is peculiar, since the examination takes place in a doctor\'s office environment permeated by the judgment of the social security law. Within this context, there is a hassle among RSI patients, who take to the moment of their examination their apprehension directed to the assistance and recognition of their condition, and medical examiners, whose expertise is directed to the establishment of the work capability limited by institutional rules, what is a restricting factor in the exercise of their professional autonomy.
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Ensino do residente de pediatria em um ambulatório geral: análise da consulta / Teaching pediatric residents in a general pediatric outpatient clinic: analysis of consultation

Ballester, Denise 18 December 2009 (has links)
Diversos autores referem que a realização da consulta médica associa-se a melhores resultados quando apoiada nos pressupostos do modelo centrado no paciente dentre os quais se destaca a inclusão da perspectiva do paciente. O objetivo deste estudo foi analisar se o modelo de ensino adotado no Ambulatorial Geral de Pediatria (AGEP) permite ao residente de pediatria, após um ano de estágio, conduzir uma consulta com a inclusão da perspectiva dos pais. O estágio no AGEP dos residentes de primeiro ano, do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), ocorre no Hospital Universitário da USP que é um serviço de atendimento secundário. Este ambulatório tem como objetivo ensinar uma forma de atendimento ampliado e não centrado na doença. Em 2007, foram selecionados 10 residentes para serem filmados durante a realização de uma consulta no início e no final do estágio. Os dados foram analisados por metodologia qualitativa por meio de técnica exploratória envolvendo, independentemente, três juízes. Adotando-se como referencial teórico pressupostos do modelo centrado no paciente, elaboraram-se as categorias gerais: (1) Compreensão da queixa principal referida pelos pais; (2) Compreensão de outras queixas; (3) Compartilhamento das orientações e decisões. Os residentes tinham em média 26 anos de idade, graduados em diversas faculdades do país e referiam formação em atendimento ambulatorial de pequena duração. Como resultado, observou-se que na categoria (1) a maioria dos residentes explora precocemente a primeira queixa referida pelos pais. No final do estágio alguns residentes incluem na anamnese, de modo insuficiente, a exploração dos sentimentos envolvidos com a queixa. Na categoria (2), poucos residentes exploram ativamente outras preocupações e observou-se pouca valorização da agenda dos pais. Na categoria (3), os residentes mantiveram ao longo do curso a forma não compartilhada das orientações e decisões durante a consulta. A observação das consultas permitiu a elaboração de categorias empíricas: (a) interação com a criança; (b) explicação do roteiro de anamnese; (c) prontuário como principal fonte de informação; (d) momentos de silêncio na consulta; (e) explicações a respeito dos procedimentos do exame físico. Dentre elas, a interação com a criança foi a mais significativa e constatou-se que a maioria dos residentes estabelece pouca comunicação com as crianças. Os residentes que buscam um diálogo com a criança restringem-se aos aspectos da rotina de vida e atividades escolares. Apenas uma residente explora o problema de saúde diretamente com a criança. Chamou a atenção a procura ativa da criança pela comunicação com os residentes durante a consulta, porém a maioria deles não demonstra ter entendido esse comportamento. Concluiu-se que o modelo de ensino do AGEP em 2007 não capacitava os residentes para a realização de consultas com a inclusão da perspectiva dos pais. As explicações para esse fato podem relacionar-se com as dificuldades em mudanças de comportamento, por parte dos residentes, decorrentes da formação na graduação com predomínio do modelo biomédico e a ausência de estratégias específicas para o ensino de pressupostos do modelo centrado no paciente e das habilidades de comunicação durante o estágio no AGEP / Several authors report that the outcome of the medical consultation is associated with better results when based on patient-centered model among which stands out the inclusion of the patient\'s perspective. The aim of this study was to examine whether the teaching model adopted in the Ambulatório Geral de Pediatria (AGEP), a general Pediatric outpatient clinic, capacitates, after one year, the resident of pediatrics to conduct a consultation which includes the parents perspective. The AGEP is a secondary health care facility located at the University Hospital of the University of São Paulo (USP), Brazil, and offers a course for the first year of the residency program of the Department of Pediatrics of the School of Medicine of USP. This clinic aims to teach a form of extended care, not focused on the disease. In 2007, 10 residents were selected to be videotaped while performing a consultation at the beginning and at the end of the course. The data was analyzed through qualitative methodology by exploratory technique involving three judges independently. Using as reference the patient-centered care, general categories were elaborated: (1) Understanding of the parents main complaints, (2) Understanding of other complaints and (3) Sharing decision-making. The residents had an average age of 26 years-old, graduated from different colleges in the country and referred outpatient training only for short periods. As a result it was observed that in category (1), the majority of residents explore precipitously the first parents complaint. At the end of the course some residents, although insufficiently, include in the anamneses the parents concerns involved with the complaint. In Category (2), few residents actively explore other complaints and the parents agenda was neglected. In category (3), residents maintained throughout the course a non-shared decision-making practice. The observation of consultations enabled the development of empirical categories: (a) interaction with the child, (b) explanation of the anamnese guide, (c) use of the records as the main source of information, (d) moments of silence during the consultation, (e) lack of explanation of the procedures of the physical examination. Among which, the interaction with the child was the most significant and it was found that most residents establish little communication with the children. Residents seeking a dialogue with the child are limited to the routine aspects of life and school activities. Only one resident explores the health problem directly with the child. Children actively tried to communicate with the residents during the consultation, but most residents appeared not to have understood their behavior. It was concluded that the teaching model of AGEP in 2007 does not enabled residents to do consultations including the parents perspective. The explanations for this may relate to the difficulties in changing residents behavior due to their former training during medical school in which there is a predominance of the biomedical model. Another reason was the absence of specific strategies for teaching patient-centered care and communication skills during the course in AGEP
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Encontro clínico no modelo biopsicossocial: autopercepção dos acadêmicos de medicina da Pontifícia Universidade Católica de Goiás / Pacient-physician encounter in biopsychosocial model: selfconcept of medicine students on Pontifical Catholic University of Goiás

CARVALHO, Gélcio Sisteroli de 30 November 2010 (has links)
Made available in DSpace on 2014-07-29T15:25:13Z (GMT). No. of bitstreams: 1 TESE GELCIO CARVALHO_2010.pdf: 3331303 bytes, checksum: d2aec807295415f4ab708d6d39f6c473 (MD5) Previous issue date: 2010-11-30 / Introduction: The Pontifical Catholic University of Goiás pedagogical project for its medical course has stemmed from a thirty year long dream. It came into existence in 2005 following the authorization granted by the National Council of Education after the homologation of the National Curricular Guidelines. The present study shows the need to further investigate the development of assessment processes which are used to identify, follow and materialize changes in medical training. The theory used lies on the possibility of quantifying the medical performance in the patient-physician encounter. Objective: to evaluate some components of the patient-physician encounter based on biopsychosocial model; to create an assessment tool to measure the self-perception of this encounter; to test the effectiveness of this tool in this scenario; and to quantify the category variables of the research in a Pontifical Catholic University of Goiás medical course. Materials and Methods: This was a quantitative, longitudinal and cohort study. The study group presented 39 medical students from 5th Class of the Pontifical Catholic University of Goiás Medical School Course and the investigation was divided into two stages with a year interval between the application of the required academic protocols preceded by a medical semiological conclusion. The dimensions under observation were the following: biomedical, cognitive, ecosystemic, psychological and bioethical. The assessment tool was designed to present 5 dimensions,18 facets and 72 indicators, divided into groups of four alternatives per facet, scaled in degrees 0,1,2 or 3. The higher the degree, the higher the complexity of the biopsychosocial model represented by the software program developed by the researcher called Project 2. Introduction: The Pontifical Catholic University of Goiás pedagogical project for its medical course has stemmed from a thirty year long dream. It came into existence in 2005 following the authorization granted by the National Council of Education after the homologation of the National Curricular Guidelines. The present study shows the need to further investigate the development of assessment processes which are used to identify, follow and materialize changes in medical training. The theory used lies on the possibility of quantifying the medical performance in the patient-physician encounter. Objective: to evaluate some components of the patient-physician encounter based on biopsychosocial model; to create an assessment tool to measure the self-perception of this encounter; to test the effectiveness of this tool in this scenario; and to quantify the category variables of the research in a Pontifical Catholic University of Goiás medical course. Materials and Methods: This was a quantitative, longitudinal and cohort study. The study group presented 39 medical students from 5th Class of the Pontifical Catholic University of Goiás Medical School Course and the investigation was divided into two stages with a year interval between the application of the required academic protocols preceded by a medical semiological conclusion. The dimensions under observation were the following: biomedical, cognitive, ecosystemic, psychological and bioethical. The assessment tool was designed to present 5 dimensions,18 facets and 72 indicators, divided into groups of four alternatives per facet, scaled in degrees 0,1,2 or 3. The higher the degree, the higher the complexity of the biopsychosocial model represented by the software program developed by the researcher called Project 2.Results: Through a circular radial profile with a central point and three areas with crescent spirals graded by differing shades of colors, we have been able to represent the clinical encounter, using the individuals self-perception. The results showed the effectiveness of the software, following a quality control process across all responses. We have used descriptive statistics to mathematically analyze the increase in the study group performance, and compare the responses in percentages in the two stages of the study. We have found a weak association between the category variables (facets) using the Chi-square ratio with the Cramer s-V Coefficient, except for the following facets: Critical Analysis(p 2 = 0,002); Social Health Indicators (p 2 = 0,007); e Health Promotion (p 2 = 0,049). As for individual self-perception, having the facet responses as a reference, 26 subjects (66,7%) showed growth in the formation process; 6 (15,4%) showed decrease and 7 (17,9%) remained unaltered. Conclusion: Through the use of the academic protocol and the biopsychosociallybased patient-physician self-perception assessment tool we have been able to quantitatively assess the academic performance as to knowledge, skills and medical attitudes displayed in the interaction of the physician with the patient. The selfperception assessment tool designed to graphically represent such encounters was put to test and has fulfilled all its objectives. The evaluation of the study group evidentiated some biopsychosocially practices in the pedagogical process used by the Pontifical Catholic University of Goiás Medical School. After a year interval between the stages of the study, an increase was observed in the self-perception of the individuals performance 2,9 times as high as the decrease responses. A long-term application of our findings include opportunities to use this methodology for an on-going self-evaluation of the medical students, provide insights about individual performance in the different stages of the medical training, create a new scenario in the academic portfolios as an evaluation and curricular history resource, and finally adjust the assessment tool so that it could be used by other courses and professionals in the health area working in clinical settings. / Introdução: o projeto pedagógico do Curso de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Goiás surgiu da experiência de, aproximadamente, 30 anos. Foi materializado em 2005, com o parecer de autorização do Conselho Nacional de Educação, após a homologação das Diretrizes Curriculares Nacionais. Com isso, a necessidade de aprofundar o estudo com o desenvolvimento dos processos avaliativos capazes de auxiliar a identificação, o acompanhamento e a efetivação das mudanças na formação médica. O pressuposto teórico adotado na pesquisa sustenta a viabilidade de quantificar a atuação profissional no encontro clínico. Objetivos: avaliar alguns componentes do encontro clínico no modelo biopsicossocial; construir um instrumento de autopercepção deste encontro; testar o instrumento de avaliação nesta vivência; e quantificar as variáveis categóricas da pesquisa em uma turma de Medicina da Pontifícia Universidade Católica de Goiás. Metodologia: pesquisa quantitativa, longitudinal e coorte prospectiva. O grupo do estudo foi composto por 39 acadêmicos da V Turma de Medicina da PUC Goiás e a pesquisa constituída de duas etapas com um intervalo de 1 ano entre as aplicações dos dois protocolos acadêmicos, após a conclusão da unidade de Semiologia Médica. As dimensões avaliadas na pesquisa foram: biomédica, cognitiva, ecossistêmica, psicológica e bioética. O instrumento de avaliação foi construído com 5 dimensões, 18 facetas e 72 indicadores, divididos em blocos de quatro alternativas para cada faceta, escalonadas em graus, zero, 1, 2 ou 3. Quanto maior o grau, maior a complexidade voltada para o modelo biopsicossocial, representada pelo programa informacional desenvolvido pelo pesquisador, denominado Project2. Resultados: por meio de um perfil radial, circular, com um ponto central e três áreas com raios crescentes, graduadas por diferentes tonalidades de cor, foi possível representar o encontro clínico utilizando a autopercepção dos sujeitos. Os resultados serviram para testar a consistência do software, com controle de qualidade para todas as respostas. Utilizando a estatística descritiva, o crescimento do desempenho do grupo do estudo foi observado matematicamente, quando comparadas as respostas em porcentagem nas duas etapas da pesquisa. Houve associação fraca entre as variáveis categóricas (facetas) utilizando a relação do teste Qui-Quadrado com o Coeficiente V de Cramer, com exceção das facetas: Análise Crítica (p 2 = 0,002); Determinantes Sociais de Saúde (p 2 = 0,007); e Promoção da Saúde (p 2 = 0,049). Na autopercepção, tomando como referências as respostas nas facetas, 26 sujeitos (66,7%) demonstraram crescimento no processo de formação, 6 (15,4%) apresentaram declínio e 7 (17,9%) ficaram inalterados. Conclusão: utilizando o protocolo acadêmico e o Instrumento de Autopercepção do Encontro Clínico no Modelo Biopsicossocial, foi possível avaliar quantitativamente o desempenho acadêmico enquanto conhecimentos, habilidades e atitudes relacionados à prática clínica. O Instrumento da Autopercepção criado para a representação gráfica deste encontro foi testado e cumpriu com todos os objetivos propostos. A avaliação do grupo do estudo refletiu o processo ensino-aprendizagem da Instituição de Ensino (PUC Goiás), com prática pedagógica problematizadora na visão biopsicossocial. Com intervalo de um ano entre as etapas, houve crescimento das autopercepções dos desempenhos dos sujeitos da pesquisa 2,9 vezes maior que as respostas representadas por declínio. Como visão de futuro, há possibilidade de utilizar a metodologia da pesquisa para perenizar o processo avaliativo dos acadêmicos, propiciar reflexões sobre os desempenhos individuais nas diferentes fases da formação médica, criar um novo cenário nos portfólios acadêmicos como recurso de avaliação na história curricular e possibilidade de adaptar o instrumento para aplicar em outros cursos e profissionais da área da saúde que desenvolvem ambientes clínicos.
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Ensino do residente de pediatria em um ambulatório geral: análise da consulta / Teaching pediatric residents in a general pediatric outpatient clinic: analysis of consultation

Denise Ballester 18 December 2009 (has links)
Diversos autores referem que a realização da consulta médica associa-se a melhores resultados quando apoiada nos pressupostos do modelo centrado no paciente dentre os quais se destaca a inclusão da perspectiva do paciente. O objetivo deste estudo foi analisar se o modelo de ensino adotado no Ambulatorial Geral de Pediatria (AGEP) permite ao residente de pediatria, após um ano de estágio, conduzir uma consulta com a inclusão da perspectiva dos pais. O estágio no AGEP dos residentes de primeiro ano, do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), ocorre no Hospital Universitário da USP que é um serviço de atendimento secundário. Este ambulatório tem como objetivo ensinar uma forma de atendimento ampliado e não centrado na doença. Em 2007, foram selecionados 10 residentes para serem filmados durante a realização de uma consulta no início e no final do estágio. Os dados foram analisados por metodologia qualitativa por meio de técnica exploratória envolvendo, independentemente, três juízes. Adotando-se como referencial teórico pressupostos do modelo centrado no paciente, elaboraram-se as categorias gerais: (1) Compreensão da queixa principal referida pelos pais; (2) Compreensão de outras queixas; (3) Compartilhamento das orientações e decisões. Os residentes tinham em média 26 anos de idade, graduados em diversas faculdades do país e referiam formação em atendimento ambulatorial de pequena duração. Como resultado, observou-se que na categoria (1) a maioria dos residentes explora precocemente a primeira queixa referida pelos pais. No final do estágio alguns residentes incluem na anamnese, de modo insuficiente, a exploração dos sentimentos envolvidos com a queixa. Na categoria (2), poucos residentes exploram ativamente outras preocupações e observou-se pouca valorização da agenda dos pais. Na categoria (3), os residentes mantiveram ao longo do curso a forma não compartilhada das orientações e decisões durante a consulta. A observação das consultas permitiu a elaboração de categorias empíricas: (a) interação com a criança; (b) explicação do roteiro de anamnese; (c) prontuário como principal fonte de informação; (d) momentos de silêncio na consulta; (e) explicações a respeito dos procedimentos do exame físico. Dentre elas, a interação com a criança foi a mais significativa e constatou-se que a maioria dos residentes estabelece pouca comunicação com as crianças. Os residentes que buscam um diálogo com a criança restringem-se aos aspectos da rotina de vida e atividades escolares. Apenas uma residente explora o problema de saúde diretamente com a criança. Chamou a atenção a procura ativa da criança pela comunicação com os residentes durante a consulta, porém a maioria deles não demonstra ter entendido esse comportamento. Concluiu-se que o modelo de ensino do AGEP em 2007 não capacitava os residentes para a realização de consultas com a inclusão da perspectiva dos pais. As explicações para esse fato podem relacionar-se com as dificuldades em mudanças de comportamento, por parte dos residentes, decorrentes da formação na graduação com predomínio do modelo biomédico e a ausência de estratégias específicas para o ensino de pressupostos do modelo centrado no paciente e das habilidades de comunicação durante o estágio no AGEP / Several authors report that the outcome of the medical consultation is associated with better results when based on patient-centered model among which stands out the inclusion of the patient\'s perspective. The aim of this study was to examine whether the teaching model adopted in the Ambulatório Geral de Pediatria (AGEP), a general Pediatric outpatient clinic, capacitates, after one year, the resident of pediatrics to conduct a consultation which includes the parents perspective. The AGEP is a secondary health care facility located at the University Hospital of the University of São Paulo (USP), Brazil, and offers a course for the first year of the residency program of the Department of Pediatrics of the School of Medicine of USP. This clinic aims to teach a form of extended care, not focused on the disease. In 2007, 10 residents were selected to be videotaped while performing a consultation at the beginning and at the end of the course. The data was analyzed through qualitative methodology by exploratory technique involving three judges independently. Using as reference the patient-centered care, general categories were elaborated: (1) Understanding of the parents main complaints, (2) Understanding of other complaints and (3) Sharing decision-making. The residents had an average age of 26 years-old, graduated from different colleges in the country and referred outpatient training only for short periods. As a result it was observed that in category (1), the majority of residents explore precipitously the first parents complaint. At the end of the course some residents, although insufficiently, include in the anamneses the parents concerns involved with the complaint. In Category (2), few residents actively explore other complaints and the parents agenda was neglected. In category (3), residents maintained throughout the course a non-shared decision-making practice. The observation of consultations enabled the development of empirical categories: (a) interaction with the child, (b) explanation of the anamnese guide, (c) use of the records as the main source of information, (d) moments of silence during the consultation, (e) lack of explanation of the procedures of the physical examination. Among which, the interaction with the child was the most significant and it was found that most residents establish little communication with the children. Residents seeking a dialogue with the child are limited to the routine aspects of life and school activities. Only one resident explores the health problem directly with the child. Children actively tried to communicate with the residents during the consultation, but most residents appeared not to have understood their behavior. It was concluded that the teaching model of AGEP in 2007 does not enabled residents to do consultations including the parents perspective. The explanations for this may relate to the difficulties in changing residents behavior due to their former training during medical school in which there is a predominance of the biomedical model. Another reason was the absence of specific strategies for teaching patient-centered care and communication skills during the course in AGEP
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Comunicação de más notícias no departamento de emergência: uma análise comparativa entre as percepções de médicos residentes, pacientes e familiares / Breaking bad news in the emergency department: a comparative analysis amongst residents, patients and family members\' perceptions

Gabriela Toutin Dias 15 December 2015 (has links)
Introdução: A comunicação de más notícias é uma prática difícil, porém frequente, tornando-se praticamente rotineira no dia-a-dia de médicos. No departamento de emergência, esta categoria de comunicação adquire aspectos bastante particulares. Objetivos: O principal objetivo deste estudo é avaliar a percepção de pacientes e familiares acerca da comunicação de más notícias no departamento de emergência, comparando-as à percepção de médicos residentes. Método: Trata-se de um estudo observacional transversal realizado no departamento de emergência de um hospital universitário terciário. Com o intuito de comparar as percepções de médicos residentes e receptores (pacientes e familiares), foi criado um questionário baseado nas seis recomendações provenientes do protocolo SPIKES (Setting [Ambientação]: questões 1-5; Perception [Percepção]: questão 6; Invitation [Convite]: questão 7; Knowledge [Conhecimento]: questões 8-12; Emotions [Emoções]: questões 13-15; Strategy and Summary [Estratégia e Resumo]: questão 16). Os questionários foram aplicados aos participantes imediatamente após a comunicação de uma má notícia no departamento de emergência. A concordância entre médicos residentes e receptores foi analisada utilizando os testes estatísticos de Kappa e Qui-quadrado. Resultados: Um total de 73 comunicações de más notícias foram analisadas. Os participantes foram 73 médicos residentes, 69 familiares e 4 pacientes. Em geral, houve um baixo nível de concordância entre médicos residentes e receptores acerca de como se deu a comunicação da má notícia no departamento de emergência. O nível de satisfação de pacientes e familiares sobre como os médicos residentes comunicaram estas notícias apresentou média de 3,7 + 0,6 pontos. Em contraste, os médicos residentes demonstraram uma pior percepção do mesmo encontro (2,9 + 0,6 pontos), sendo p < 0.001. Conclusão: Médicos residentes e receptores tendem a discordar em relação a diversos aspectos da comunicação de uma má notícia. As discrepâncias foram mais evidentes em questões envolvendo emoções, convite e privacidade. No entanto, uma importante concordância entre as percepções foi encontrada nas questões técnicas e de conhecimento que surgiram durante a comunicação / Introduction: Breaking bad news is a common and routine practice, performed practically every day by physicians. In the Emergency Department, communication acquires unique aspects. Objective: Our main objective was to assess patient and family member\'s perception about bad news communication in the Emergency Department and compare these with physicians\' perceptions. Method: This is a cross-sectional study performed at the Emergency Department of a tertiary teaching hospital. To compare physicians\' and receivers\' (patient and/or family member) perceptions, we created a survey based on the six attributes derived from the SPIKES protocol (Setting: questions 1-5; Perception: question 6; Invitation: question 7; Knowledge: questions 8-12; Emotions: questions 13-15; Strategy and Summary: question 16). The surveys were applied immediately after bad news communication happened in the Emergency Department. We analyzed agreement amongst participants using Kappa statistics and Qui-squared test to compare proportions. Results: A total of 73 bad news communication encounters were analyzed. The survey respondents were 73 physicians, 69 family members and 4 patients. In general, there is a low level of concordance between physicians\' and receivers\' perceptions of how breaking bad news transpired. The satisfaction level of receivers in regards to breaking bad news by doctors presented a mean of 3.7 + 0.6 points. In contrast, the physicians\' perception of the communication was worse (2.9 + 0.6 points), with p < 0.001. Conclusions: Doctors and receivers disagree in relation to what transpired throughout the bad news communication. Discrepancies were more evident in issues involving emotion, invitation and privacy. However, an important agreement between perceptions was found in technical and knowledge related aspects of the communication
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Contribuições psicanalíticas à clínica médica na Atenção Primária em Saúde / Psychoanalytic contributions to Medical Clinic in Primary Health Care

Furtado, Nathalia Vidigal 06 November 2013 (has links)
Made available in DSpace on 2016-04-28T20:38:46Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Nathalia Vidigal Furtado.pdf: 1148548 bytes, checksum: 8d9d3ae18a02499396c16fda90f03f24 (MD5) Previous issue date: 2013-11-06 / The present work aims to study the clinical practice performed by medical professionals in the context of services of Primary Health Care and think about some possible contributions from psychoanalysis to the theme, focusing a discussion on the social and subjective aspects that are present in this field of acknowledge. This articulation was built using the bibliography of the area and material of the interview carried out with two physicians and three users/clients of these services. Following the tracks of Balint, our hypothesis is that there will always be, in the relationship of doctor and his patient, a place for psychotherapy, although some contexts have a prominent position. We believe that this is the case of services of Primary Health Care as they involve problems with a unique complexity and the task of understanding them should be pursued before any intervention. It is concluded that this understanding is achieved only when the presence of the patient is considered in a proper manner. This change implies necessarily to recognize, at the same time, the presence of the singularity of the medical profession, without which no change is possible. First, we aim to contextualize clinical practice in the Primary Health Care, highlighting its importance in the process of refocusing the logic of health services, and rescue the method of clinical work, considering the proximity and differences in Medicine and Psychoanalysis. Following, we reflect on the need for a psychotherapeutic dimension in the practice of clinical medicine, the importance of issues of transference in the doctor-patient relationship and the need to recognize the disease as a particular/subjective construction of a subject, conceiving clinical practice as a task of caring and construction of meaning in the face of illness experience. From a psychoanalytical study we discuss the status of the body in Medicine, as well as the social bond present in the clinic, considering some issues present from medical training to clinical practice / O presente trabalho tem como objetivo estudar a prática clínica realizada por profissionais médicos no contexto dos serviços de Atenção Primária em Saúde (APS), e pensar algumas possíveis contribuições ao tema a partir da Psicanálise, visando a uma discussão sobre aspectos sociais e subjetivos que se fazem presentes nesse campo. Essa articulação foi construída utilizando a bibliografia da área e o material de entrevistas com dois profissionais médicos e três usuários/pacientes destes serviços. Seguindo as trilhas de Balint, nossa hipótese é de que haverá sempre no espaço de uma relação como a do médico com o seu paciente, um lugar para a Psicoterapia, embora alguns contextos tenham um destaque especial. Acreditamos ser esse o caso dos serviços de APS, pois envolvem problemas com uma complexidade particular e a tarefa de compreendê-los deve ser perseguida antes de qualquer intervenção. Conclui-se que esta compreensão será alcançada, apenas, no momento em que a presença do paciente for considerada de maneira adequada. Essa mudança implica, necessariamente, em se reconhecer, concomitantemente, a presença da singularidade do profissional médico, sem a qual, nenhuma mudança é possível. Procuramos primeiro contextualizar a prática clínica na APS, destacando sua importância no processo de reorientação na lógica dos serviços de saúde, e resgatar o método de trabalho clínico, considerando as proximidades e divergências no campo da Medicina e da Psicanálise. Na sequência, buscamos refletir sobre a necessidade da dimensão psicoterápica na prática da clínica médica, a importância das questões transferenciais na relação médico-paciente e sobre a necessidade de reconhecer a doença como construção particular/subjetiva de um sujeito, concebendo a clínica como uma prática de cuidado e de construção de sentido diante da experiência de adoecimento. A partir de um olhar psicanalítico, discutimos sobre o estatuto de corpo presente na Medicina, assim como o (en) laço social presente na clínica médica, considerando algumas questões presentes desde a formação médica até a prática clínica
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A influência da comunicação médica nos ní­veis de satisfação dos pacientes: um estudo de caso / Medical communication on the of levels of patient satisfaction: a case study on its consequences

Bernardi, Rosane Terezinha 24 July 2019 (has links)
As alterações ocorridas no ambiente de prestação de serviços médicos nos últimos anos são profundas. Como em outras áreas profissionais, a pressão por produtividade, o aumento do volume de informações, a interferência de novas tecnologias, a elevação do custo dos serviços e a concomitante redução do orçamento das fontes pagadoras causam um profundo impacto na relação entre o profissional e seu cliente, o paciente. Esta relação é fundamental para uma boa evolução do tratamento, e para a satisfação e recomendação dos serviços por parte do paciente. Diante do cenário de mudanças sem precedentes nessa delicada relação, a presente dissertação teve por objetivo apresentar formas de aprimorar a relação médico-paciente através da melhora da comunicação entre ambos durante os instantes em que ocorre a interação entre eles, por ocasião da consulta. Para tanto, realizou-se uma revisão teórica e um trabalho de campo exploratório. Na bibliografia consultada, foram apresentados alguns fatores com impacto negativo no atual exercício da profissão médica junto ao paciente, e sua importância foi discutida. A revisão teórica também explorou as expectativas dos pacientes quanto ao atendimento, e o impacto de tais expectativas na percepção do paciente sobre o serviço recebido e no seu comportamento após o atendimento. Com base nos artigos pesquisados, foram apresentados alguns conceitos importantes para a melhora desta relação e da comunicação entre médico e paciente. O trabalho de campo foi realizado por meio de uma pesquisa exploratória e qualitativa, que utilizou como método o estudo de caso único com confrontação teórica. A organização estudada foi o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, e a unidade de análise estudada foi o processo de comunicação médico-paciente dentro do contexto da organização, e seu impacto na satisfação dos pacientes atendidos. As evidências foram colhidas paralelamente junto a um grupo de médicos residentes e um grupo de pacientes. Em seguida, cada grupo teve suas evidências analisadas individualmente. Foi também realizada a comparação das evidências colhidas de ambos os grupos com a revisão teórica, e identificação dos gaps. Verificou-se que embora o atendimento no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia seja muito bem avaliado, a maioria de seus pacientes menciona a existência de graves problemas em outros centros de atendimento, relacionados à falta de comunicação empática durante a interação médico-paciente, com importantes consequências. Os médicos residentes, por sua vez, mencionaram vários fatores estressores com impacto para médicos, pacientes e seus familiares. A pesquisa concluiu que o paciente se sente satisfeito quando se sente acolhido, quando o médico olha nos seus olhos e fala o seu nome, quando percebe o interesse dele por seu estado de saúde, recebe atenção e informações honestas - adequadas ao seu nível de compreensão. Os conceitos e propostas apresentados na revisão teórica, bem como as conclusões obtidas com este trabalho, podem contribuir para o desenvolvimento de estratégias e treinamentos práticos para os profissionais médicos desenvolverem uma abordagem mais empática com seus pacientes, aumentando o potencial terapêutico da interação. A pesquisa mostrou aplicação prática e impacto social, uma vez que corrobora para o efetivo aumento da intenção de adesão às recomendações médicas. / Changes that have taken place in the medical service environment in recent years are profound. As in other professional areas, the pressure for productivity, the increase in the volume of information, the interference of new technologies, the increase in the cost of services and the concomitant reduction of the budget of paying sources have an essential impact on the relationship between the professional and his client, the patient. This relationship is fundamental for a good evolution of the treatment, and the satisfaction and recommendation of the services by the patient. Given the unprecedented scenario of changes in this delicate relationship, the present dissertation aimed to present ways of improving the doctor-patient relationship through better communication between both during the moments in which the interaction between them occurs. For that, a theoretical review and exploratory fieldwork were carried out. In the bibliography researched, some factors in the current medical profession exercise with a negative impact on patients were presented, and their importance was discussed. The theoretical review also explored patients\' expectations regarding medical service, the impact of such expectations on the patient\'s perception of the service received, and their behavior after that. Based on the articles researched, we presented some important concepts for the improvement of this relationship and the communication between doctor and patient. The fieldwork was carried out through exploratory and qualitative research, which used a single case study method, with theoretical confrontation. The organization studied was Dante Pazzanese Institute of Cardiology, and the unit of analysis studied was the physician-patient communication process within the context of the organization, and its impact on the satisfaction of patients attended. Evidence was collected in parallel with a group of resident physicians and a group of patients. Then, each group had its evidence analyzed individually. The evidence collected from both groups were compared with the theoretical review, and gaps were identified. Although the medical care in Dante Pazzanese Institute of Cardiology is very well evaluated, most of its patients mention the existence of severe problems in other care centers, related to lack of empathic communication during doctor-patient interaction, with significant consequences. Resident physicians mentioned several stressors that had an impact on physicians, patients, and their families. The research concluded that the patient is satisfied when he feels welcomed, when the doctor looks into his eyes and speaks his name, when he realizes doctor\'s interest in his health, and receive honest information and attention - appropriate to his level of understanding. The concepts and proposals presented in the theoretical review, as well as the conclusions obtained with this work, can contribute to the development of strategies and practical training for medical professionals to develop a more empathic approach with their patients, increasing the therapeutic potential of the interaction. This research has practical applications and social impact, as it contributes to increase the intention to adhere to medical recommendations
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Looking Beyond Patient Satisfaction: Experiences of Spanish-Speaking Patients Seeking Non-Urgent Care in an Emergency Department

Villalona, Seiichi 18 June 2018 (has links)
This exploratory mixed-methods study examines the experiences of Spanish-speaking patients seeking non-urgent care in an emergency department setting. Emphasis is placed on understanding variables that influence patient satisfaction among this particular special patient population. This study draws from the explanatory models of illness and perspectives of clinically applied anthropology in contributing to the limited body of scholarly work that utilizes ethnographic approaches in clinical spaces to investigate how patients experience seeking emergency care services. Health-related deservingness, social determinants of health, and health literacy are used as complementary frameworks in understanding the unique experiences of these patients. The combination of methodological approaches employed in this study included: participant observation (120+ hours), patient shadowing (40 hours, N=10), administration of a modified patient satisfaction survey (N=100), semi-structured interviews (N=25), and retrospective analysis of existing patient satisfaction data from the research site. Quantitative findings generally indicate high degrees of satisfaction among this particular patient population, with statistically significant differences when compared to English-speaking patients. Quantitative data also indicate how modality of communication with this patient population is important to consider in terms of patient comprehension and perceived levels of care/attention demonstrated by hospital staff. The qualitative findings from this project highlight the similarities in explanatory models of illness between this patient population and emergency medical providers. Qualitative data additionally elucidates many of the barriers Spanish-speaking patients face when seeking out non-urgent care such as: limitations in exercising individual autonomy when communicating with medical staff, self-blame for not being able to effectively articulate their symptoms and concerns, as well as lack of clarity in understanding follow-up care plans. The results from this study call for addressing issues pertaining to health literacy, specifically at the end of the clinical encounter when follow-up care and treatment plans are explained to patients.
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Patient age, number and type of clinical encounters, and provider advice to quit smoking. BRFSS 2000

Lucan, Sean C 18 August 2004 (has links)
The purpose of this study was to determine how often smoking patients receive quit advice and if patient age, and number and type of clinical encounters are associated with odds of receipt. Behavioral Risk Factor Surveillance System (BRFSS) 2000 data were used to study 10,582 smokers (aged ³ 18) having ³ 1 of three types of clinical encounters in the past year: routine checkups, other physician encounters, or dental visits. Multivariate-adjusted odds ratios (ORs) for quit advice by patient age, encounter type, and number of doctor's visits were calculated. Almost 55% of patients were advised to quit smoking. There was a 4-23% chance of receiving quit advice at any given doctor's visit. Odds of receiving advice did not increase with increasing number of visits. With advancing age, men were more likely, women less likely, to receive quit advicebut only significantly for White men. Compared to those having dental visits, ORs for receiving quit advice for patients having checkups and other physician encounters were 3.35 (95% CI 2.ll, 5.31) and 3.03 (95%CI 1.32, 6.97) respectively. These cross-sectional data suggest that whereas a small majority of smoking patients are advised to quit at some clinical encounter, smoking patients are not advised to quit at the majority of encounters. Being young and male, or seeing dentists rather than doctors made patients less likely to receive quit adviceas did having lower education or BMI, no insurance or coverage other than military or private, not having asthma, or not having breast exams or follow-up Papanicolaou smears if female. Based on a previously-reported absolute quit difference of 1.9%, if smoking patients received quit advice just once at any of their encounters with physicians in a year, at least 800,000 more U.S. smokers would quit at an economic savings of $2.4 billion.

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