Spelling suggestions: "subject:"obsessive"" "subject:"obsession""
41 |
A neurose obsessiva e sua din?mica afetiva: uma an?lise em narrativas de Calvino e BowlesCury, Eli Ant?nio 25 August 2011 (has links)
Made available in DSpace on 2015-04-14T13:21:57Z (GMT). No. of bitstreams: 1
434135.pdf: 1018415 bytes, checksum: 1893b65fb287a63fedf37f8a3a90407f (MD5)
Previous issue date: 2011-08-25 / Este estudo ? concernente a neurose obsessiva e sua din?mica afetiva: Uma an?lise em narrativas de Calvino (2001) e Bowles (1943/1984). O objetivo geral foi investigar os aspectos presentes na din?mica afetiva da neurose obsessiva. Para realizar a pesquisa foram feitos levantamentos bibliogr?ficos dos cl?ssicos que tratam do tema da neurose obsessiva pelo vi?s psicanal?tico; o delineamento desse estudo ? qualitativo documental. Os dados foram organizados por meio de elabora??o de fichas e analisados segundo a hermen?utica. A presente pesquisa se justifica pela relev?ncia acad?mica, pois existe a necessidade de produzir conhecimento sobre o assunto, haja vista que essa tem?tica possui poucos estudos, principalmente sobre os aspectos da din?mica afetiva da neurose obsessiva, ainda n?o compreendido em todas as suas dimens?es; tanto quanto por permitir uma poss?vel reflex?o aos profissionais que atuam na cl?nica no manejo de pacientes acometidos da neurose obsessiva. Os principais resultados foram: ambival?ncia infiltrada, d?vida, necessidade de controle, pobreza afetiva, pensamento m?gico, rituais de fazer e desfazer, confus?o entre pensamento e a??o, degrada??o do desejo em necessidade
|
42 |
A relev?ncia do c?rtex pr?-frontal no transtorno obsessivo compulsivoSucolotti, Geferson Otavio 30 January 2007 (has links)
Made available in DSpace on 2015-04-14T13:34:29Z (GMT). No. of bitstreams: 1
390126.pdf: 1072080 bytes, checksum: 51366b8be1a9f9666d0b753c07db3091 (MD5)
Previous issue date: 2007-01-30 / Estudos recentes de neuroimagem funcional, imagem cerebral e neurocirurgia v?m revelando a possibilidade do C?rtex Orbital Frontal (COF) estar relacionado a fisiopatologia do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Por?m, o estudo destas rela??es ainda est? num est?gio inicial. Da mesma forma esta disfun??o frontal levaria estes indiv?duos a terem urna performance mais pobre em testes neuropsicol?gicos que avaliam fun??es frontais. Devido a isto, haveria altera??es auton?micas que influenciariam, segundo a teoria dos marcadores som?ticos, em dificuldades na tomada de decis?es e mem?ria de trabalho. Objetivo: o presente estudo elegeu os seguintes objetivos: 1) avaliar as respostas auton?micas, atrav?s da Condut?ncia El?trica da Pele (CEP), sob relaxamento e sob estresse, em indiv?duos com TOC e controles. 2) Verificar a performance destes indiv?duos nos testes neuropsicol?gicos, assim como, as poss?veis rela??es entre estas performances com as respostas da CEP sob relaxamento e sob estresse. 3) lnvestigar a exist?ncia de rela??o entre a intensidade de resposta auton?mica com os resultados dos testes neuropsicol?gicos que avaliam fun??es executivas. 4) Investigar a exist?ncia de rela??o entre a severidade do TOC e resposta auton?mica sob relaxamento e estresse. 5) Averiguar a exist?ncia de rela??o entre severidade do TOC e resultados em avalia??o neuropsicol?gica que avaliam fun??es executivas. Pacientes e m?todos: foram estudados 58 indiv?duos. 28 com TOC, segundo crit?rios do DSM-IV e 30 controles. Todos os sujeitos foram submetidos a urna entrevista de anamnese, entrevista diagnostica, a escalas de severidade de TOC, Depress?o e de Ansiedade, bem como avalia??o neuropsicol?gica de fun??es frontais (FAZ, Stroop, WCST, Trail e Aten??o Concentrada) e de CEP sob relaxamento e estresse. Testes estat?sticos compararam o grupo com TOC e o Controle quanto a CEP, a performance dos testes neuropsicol?gicos e as escalas psiqui?tricas. Tamb?m foram feitas correla??es entre a CEP com os testes neuropsicol?gicos, com as escalas psiqui?tricas, com o uso ou n?o de medica??o, o per?odo da doen?a e com as vari?veis s?cio-demogr?ficas do grupo TOC. Tamb?m foram avaliadas as correla??es entre os resultados dos testes neuropsicol?gicos com a severidade do TOC, uso de medica??o e per?odo da doen?a. Resultados: Houve um aumento significativo da media da condut?ncia sob stress em compara??o com o relaxamento, tanto no grupo TOC (p=0,038), quanto nos Controles (p=0,00l). Por outro lado, n?o houve diferen?a significativa entre as condut?ncias em repouso (p=0,95O) e nem sob estresse (p=0,744) entre os dois grupos. Com rela??o aos testes neuropsicol?gicos somente no Wisconsin (WCST) a performance dos sujeitos com TOC mostrou-se significativamente mais pobre do que a do grupo Controle (p=0,002). Nem no grupo TOC e nem no grupo Controle houve uma correla??o significativa entre os par?metros de condut?ncia e o desempenho nos testes. N?o foram observadas correla??es significativas entre a CEP e os escores (n?mero de sintomas) na escala YBOCS, Escala Hamilton para Ansiedade (HAMA), Escala Hamilton para Depress?o (HAMD), nem nos indiv?duos com TOC e, naturalmente, nem nos controles. N?o houve correla??o significativa entre a dura??o da doen?a e a CEP, tanto em relaxamento (p=0,778) quanto em estresse (p=0,760). Da mesma forma, n?o foi observada, correla??o com o desempenho nos testes. Conclus?o: Existe uma modifica??o fisiol?gica da fun??o auton?mica mensurada pela (CEP), tanto nos indiv?duos com TOC quanto nos controles, quando submetidos a uma situa??o de estresse. O preju?zo das fun??es executivas nos sujeitos com TOC parecem se concentrar em tarefas mais Especificas, especialmente ligadas a inibi??o de impulsos e mudan?a de estrat?gias, conforme examinadas pelo WCST. Da mesma forma, o per lodo de dura??o e intensidade do sintoma da doen?a n?o influencia na CEP e nos testes neuropsicol?gicos. E poss?vel que a marcada participa??o de sistemas relacionados a ansiedade no TOC contrabalance potenciais altera??es nos marcadores som?ticos decorrentes de altera??es frontais
|
43 |
Automutilação: características clínicas e comparação com pacientes com transtorno obsessivo-compulsivo / Non-suicidal self-injury: clinical features and comparison patients with obsessive-compulsive disorderGiusti, Jackeline Suzie 10 September 2013 (has links)
Introdução: A automutilação é definida como qualquer comportamento intencional envolvendo agressão direta ao próprio corpo sem intenção consciente de suicídio. As formas mais frequentes de automutilação são cortar a própria pele, queimar-se, bater em si mesmo, morder-se e arranharse. Alguns pacientes apresentam rituais de automutilação e passam muito tempo pensando em como executá-la, lembrando sintomas compulsivos, porém com intenso componente de impulsividade. O DSM-IV classifica a automutilação como um dos critérios de diagnósticos para transtornos do controle dos impulsos não classificados em outro local ou Transtorno de Personalidade Borderline. O DSM-V propõe que a automutilação seja uma entidade diagnóstica à parte. A falta de homogeneidade na descrição da automutilação dificulta as pesquisas, tanto epidemiológicas como clínicas. A melhor caracterização clínica e psicopatológica da automutilação é fundamental para que intervenções terapêuticas mais efetivas possam ser desenvolvidas, incluindo novas abordagens psicofarmacológicas. Os objetivos deste estudo foram: fazer uma descrição clínica dos pacientes que procuram tratamento, tendo como principal queixa a automutilação e comparar estes com pacientes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) quanto a características compulsivas e impulsivas. Métodos: 70 pacientes foram avaliados, sendo 40 pacientes com automutilação e 30 pacientes com TOC. Todos estes pacientes foram avaliados de forma direta com os instrumentos: Entrevista Clínica Estruturada para Transtornos de Eixo I do DSM-IV, versão clínica (SCID-I); Entrevista Clínica Estruturada para Transtornos de Eixo I do DSM-IV, versão clínica, adaptada para Transtornos de Controle de Impulsos; Entrevista Clínica Estruturada para Transtornos de Eixo II, versão clínica (SCID-II); Escala de Sintomas Obsessivo-Compulsivos de Yale-Brown (Y-BOCS); Escala Dimensional para Avaliação de Presença e Gravidade de Sintomas Obsessivo-Compulsivos (DY-BOCS); Escala para Avaliação da Presença e Gravidade de Fenômenos Sensoriais da Universidade de São Paulo (USP-SPS); Questionários de História de Traumas; Escala de Comportamento de Automutilação (FASM); e Barrat Impulsivity Scale (BIS-11). Para comparação das variáveis categóricas, foi utilizado o teste qui-quadrado e para variáveis contínuas, o test-t. Para análise multivariada, foram utilizados os testes ANCOVA ou Regressão Logística Linear. Foi considerado, para todos os testes, o nível de significância 5%. Resultados: A média de idade dos pacientes avaliados foi de 29 anos. Quanto às características clínicas dos pacientes com automutilação, estes iniciaram o comportamento em média aos 17 anos de idade, e apresentavam cinco tipos diferentes de automutilação em média. Os comportamentos mais frequentes foram: cortar a pele (90%), cutucar ferimentos (75%), bater em si mesmo (67,5%). Os motivos mais frequentemente relacionados à automutilação foram para: parar sentimentos ruins (75%), aliviar sensação de vazio (70%), se castigar (70%), sentir algo, mesmo que fosse dor (47,5%) e sentir-se relaxado (40%). Na comparação entre os grupos com automutilação e TOC, quanto às comorbidades do Eixo I, o grupo com automutilação apresentou mais comorbidades com depressão (92,5%, p=0,03) e bulimia (25%, p<0,001). O grupo com TOC apresentou mais fobia social (40%, p<0,001). Os pacientes do grupo com TOC tiveram maior gravidade em todas as medidas do Y-BOCS (média: 26, p<0,001) e DY-BOCS (média 23,1, p=0,01). No grupo com automutilação, 60% dos pacientes referiram a automutilação associada a fenômenos sensoriais. Este grupo teve mais relato de fenômenos sensoriais referente à \"sensação de incompletude\" (45%, p=0,007) e \"sensação de energia interna\" (57,5%, p=0,001). O transtorno de personalidade mais prevalente em ambos os grupos foi Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva. O grupo com automutilação apresentou maior prevalência de Transtorno de Personalidade Histriônica (22,5 %, p=0,02) e Transtorno de Personalidade Borderline (15%, p=0,04). A gravidade da impulsividade foi maior no grupo com automutilação segundo as medidas da BIS-11 para características motoras (média 26,6, p=0,002) e dificuldade para planejamento (média 31, p=0,014). Conclusão: A automutilação e o TOC são transtornos heterogêneos que compartilham características compulsivas e impulsivas. Na automutilação, o componente impulsivo é maior e no TOC, a compulsividade é maior quando comparamos estes dois grupos. Entretanto, a automutilação esteve associada à ocorrência de fenômenos sensoriais, apontando também para a presença de aspectos compulsivos nestes quadros. O Transtorno de Personalidade Borderline não é regra entre os pacientes com automutilação. Outros transtornos de personalidade, inclusive cluster C como o Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva, também podem estar presentes entre pacientes com automutilação, assim como com TOC. Os pacientes adultos com automutilação apresentam este comportamento desde a adolescência e os tipos de automutilação apresentados por estes são de moderada a grave intensidade, além de associarem diferentes tipos de automutilação. Isto evidencia a necessidade de desenvolvimento de instrumentos diagnósticos mais precisos para identificação e tratamento precoce específico para estes quadros, evitando a cronicidade dos mesmos / Introduction: Non-suicidal self-injury (NSSI) is defined as a deliberate and voluntary physical self-injury without any conscious suicidal intent. Common forms of NSSI include cutting, burning, scratching, hitting, biting and interfering with wound healing. Some patients spend a lot of time thinking about how to perform their act doing it always the same way. They remember compulsive symptoms with intense component of impulsivity. The DSM-IV classifies NSSI as one diagnostic criteria for impulsive control disorders not elsewhere classified or as borderline personality disorder. The DSM-V proposes that the NSSI should be classified as a different disorder. The lack of a singular meaning for NSSI makes difficult the clinical and epidemiological researches about the subject. A better clinical and psychopathological definition for NSSI is crucial for the development of more effective therapeutic interventions, including new psychopharmacological treatment. The objective of this study is to describe the clinical features of patients seeking treatment for NSSI and compare their compulsive and impulsive features with patients with Obsessive Compulsive Disorder (OCD). Methods: 70 patients were interviewed, 40 patients who specifically sought treatment for NSSI and 30 patients who sought treatment for OCD. Standardized instruments were used: Structured Clinical Interview for Diagnosis of Axis I, according to DSM-IV and for impulse-control disorders, Structured Clinical Interview for Axis II Disorders (Clinical Version (SCID-II)), Yale-Brown Obsessive-Compulsive Scale (Y-BOCS); Dimensional Yale- Brown Obsessive-Compulsive Scale (DY-BOCS), University of São Paulo Sensory Phenomena Scale (USP-SPS); Trauma History Questionnaire; Functional Assessment of Self-Mutilation (FASM) and Barratt Impulsivity Scale, version-11 (BIS -11). To compare categorical variables the chi-square test was applied. For continuous variables, t-test was applied. For multivariate analysis, the ANCOVA test or Logistic Regression were applied when required. A significance level of 5% was applied for all statistical tests. Results: The mean age of patients was 29 years. The NSSI began at 17 years old, and had 5 different types of NSSI on average. The more common behaviors were: cutting the skin (90%), pick at a wound (75%), beat himself (67.5%). The most often reasons for NSSI were to: stop bad feelings (75%), relieve feeling numb or empty (70%), punish himself (70%), feel something, even if it was pain (47.5%) and feel relaxed (40%). In the comparison between NSSI and OCD groups, the NSSI group presented more axis I comorbidities with depression (92.5%, p = 0.03) and bulimia (25%, p <0.001). The OCD group showed more social phobia (40%, p <0.001). The OCD group had higher severity in all measures of the Y-BOCS (mean: 26, p <0.001) and DY-BOCS (mean 23.1, p = 0.01). In the NSSI group, 60% of the patients reported NSSI associated with sensory phenomena. This group had more reports of sensory phenomena related to the \"incompleteness\" (45%, p = 0.007) and \"internal energy\" (57.5%, p = 0.001). The most prevalent personality disorder in both groups was Obsessive-Compulsive Personality Disorder. The NSSI group had higher prevalence of Histrionic Personality Disorder (22.5%, p = 0.02) and Borderline Personality Disorder (15%, p = 0.04). The severity of impulsivity was higher in the NSSI group according to the measures of the BIS-11 for motor impulsivity (mean 26.6, p = 0.002) and non-planning impulsivity (mean 31, p= 0.014). Conclusion: NSSI and OCD are heterogeneous disorders that share compulsive and impulsive features. In NSSI, the impulsive component is stronger and in OCD the compulsive is stronger when comparing both groups. However, NSSI was associated with the occurrence of sensory phenomena which evidence the presence of compulsive aspects. The borderline personality disorder is not a rule among patients with NSSI. Other personality disorders, including cluster C personality disorders, may also be present among patients with NSSI and OCD, as well. Adult patients with NSSI started this behavior during adolescence. The NSSI symptoms presented were moderate to severe, different types of NSSI were also involved. These results highlights the needs for development of more accurate diagnostic tools for early identification and specific treatment of the NSSI, avoiding chronicity
|
44 |
Efeitos da estimulação magnética transcraniana para sintomas obsessivo-compulsivos em pacientes com esquizofreniaMendes Filho, Vauto Alves January 2016 (has links)
Em pacientes com esquizofrenia, sintomas obsessivo-compulsivos (SOC) são associados com taxas mais baixas de qualidade de vida e polifarmácia. Não há estudos controlados anteriores testando a eficácia da estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr) para o tratamento de SOC nesta população. Este trabalho examinou os efeitos terapêuticos da EMTr aplicadas à Área Motora Suplementar (1 Hz, 20 min, 20 sessões) em SOC e sintomas gerais em pacientes com esquizofrenia ou transtorno esquizoafetivo, e se esta intervenção pode produzir alterações nos níveis plasmáticos do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF). Inicialmente, foi realizado um relato de três casos, com o objetivo de fornecer uma evidência inicial de eficácia. Dois dos três pacientes que participaram apresentaram redução da Escala de Sintomas Obsessivo-Compulsivos de Yale-Brown (Y-BOCS), com retorno aos valores iniciais 4 semanas após o término do tratamento. Foi realizado então um estudo duplo-cego randomizado controlado por placebo para confirmação dos efeitos terapêuticos. EMTr ativa e placebo foram entregues para 12 pacientes (6 em cada grupo). Os escores da Escala de Sintomas Obsessivo-Compulsivos de Yale-Brown (Y-BOCS) e da Escala Breve de Avaliação Psiquiátrica (BPRS), bem como os níveis de BDNF, foram avaliados antes, depois, e 4 semanas após as intervenções. A EMTr não alterou significativamente os resultados após o tratamento e no follow-up (Y-BOCS: Χ2 = 3,172; p = 0,205; BPRS: X2 = 1.629; p = 0,443; BDNF: X2 = 2.930; p = 0,231). Parece haver uma tendência para a melhoria da pontuação BPRS 4 semanas após o tratamento no grupo ativo comparando com placebo (d de Cohen = 0,875, com 32,9% de poder estatístico). Não foram relatados efeitos colaterais. São necessários estudos futuros com amostras maiores. / In patients with schizophrenia, obsessive-compulsive symptoms (OCS) are associated with lower rates of quality of life and polypharmacy. No previous controlled studies have tested the efficacy of repetitive transcranial magnetic stimulation (rTMS) on the treatment of OCS in this population. The present study examined the therapeutic effects of rTMS applied to the supplementary motor area (1 Hz, 20 min, 20 sessions) on OCS and general symptoms in patients with schizophrenia or schizoaffective disorder, and whether this intervention can produce changes in plasma levels of brain-derived neurotrophic factor (BDNF). Initially, there was a report of three cases with the aim of providing initial evidence of efficacy. Two patients showed a reduction on the Yale-Brown Obsessive-Compulsive Symptoms Scale (Y-BOCS) scores, with return to baseline 4 weeks after completion of treatment. Then, a double-blind randomized controlled trial was conducted. Active and sham rTMS were delivered to 12 patients (6 on each group). Yale-Brown Obsessive-Compulsive Scale (Y-BOCS) and Brief Psychiatric Rating Scale (BPRS) scores, as well as BDNF levels, were assessed before, after, and 4 weeks after treatment. rTMS did not significantly change the outcomes after treatment and on the follow-up (Y-BOCS: Wald’s Χ2=3.172; p=0.205; BPRS: X2=1.629; p=0.443; BDNF: X2=2.930; p=0.231). There seemed to be a trend towards improvement of BPRS scores 4 weeks after rTMS treatment comparing with sham (Cohen’s d=0.875, with 32.9% statistical power). No side effects were reported. Future studies with larger sample sizes are needed.
|
45 |
Do uso da ironia na neurose obsessiva: destrutividade e criação sublimatória / The use of irony in obsessional neurosis: destruction and sublimation creationRamon Jose Ayres Souza 30 March 2012 (has links)
Esta pesquisa parte de uma indicação de Freud, encontrada no caso do Homem dos Ratos, de que a ironia não estaria atrelada às forças compulsivas. Assim, com o objetivo de investigar o uso da ironia nesse tipo específico de neurose, destaca-se inicialmente a necessidade de percorrer as teorizações acerca da neurose obsessiva ao longo da obra freudiana. O percurso demonstra que a renúncia da destrutividade culmina nas defesas sintomáticas obsessivas. Com a segunda tópica, essas formações tornam-se consequências da submissão do Eu à severidade do Supereu. A regressão à fase sádico-anal também passa a ser atribuída à desfusão pulsional e à proeminência da pulsão de morte. De fato, percebe-se que os estudos sobre neurose obsessiva conduzem Freud a um maior entendimento da destrutividade, exigindo reorganizações teóricas nas esferas clínica, metapsicológica e cultural. Deste modo, diante do exposto na primeira parte, o estudo possibilita a tradução do modo de ser obsessivo em uma retórica própria, denominada de retórica anal da reatividade e da supermoralidade. Associa-se a esta retórica figuras de linguagem que visam atenuar, interromper, anular e corrigir desejos, tais como o eufemismo, as reticências, a elipse e a epanortose. Já a presença da negativa (Verneinung) sinaliza uma possibilidade de constatação do recalcado sem aceitação do conteúdo. De posse de uma retórica obsessiva, a segunda parte do estudo compreende a ironia à luz da teoria freudiana. A obra do Witz tem uma relevância particular nesse entendimento ao proporcionar: o único momento em que Freud define ironia; e o primeiro modelo de sublimação em Freud a partir de uma estética da criação verbal. Já a teoria freudiana do humor, juntamente com a obra de Kupermann, contribui para a articulação da sublimação com o campo do trágico. É o caso do humor irônico presente no comentário do condenado à morte: Bem, a semana começa bem!. É evidenciado, assim, o trabalho da desidealização na passagem de uma identificação narcísica para uma identificação sublimatória, o que colabora para a hipótese de uma possível flexibilização identificatória na neurose obsessiva via desidealização (humorística e irônica). Em seguida são analisados dois exemplos de uso da ironia em casos freudianos (O Pequeno Hans e a Jovem Homossexual). A ironia é percebida como ceticismo e vingança à palavra do pai, aproximada ora da denegação, ora do desmentido. Por fim, a última etapa do trabalho dedica-se à exposição das relações entre destrutividade e criação na psicanálise, mais particularmente no tocante à problemática da sublimação das pulsões destrutivas. Portanto, diante das balizas teóricas traçadas, concluise que o uso da ironia na neurose obsessiva compreende quatro tempos: o tempo do inconsciente, onde a palavra é recalcada; o tempo da constatação, onde a palavra é denegada; o tempo transgressor, onde a palavra é sádica; e o tempo do desamparo, onde o uso é criativo e a palavra é sublimada / This research is part of a Freud indication, found in \"The Rat Man\", which tells that irony is not linked to the compulsive forces. So in this sense, aiming at investigating the use of irony in this kind of neurosis, the need to go about the obsessional neurosis theories is a must-do at first, in the course of Freud`s work. This line of thought proves that the destruction resignation leads to the symptomatic obsessive defenses. With the second topography, these formations become a result of the Ego submission to the Super-ego severity. The regression to the anal-sadistic stage is also related to the instinctual defusion and the prominence to death instincts. In fact, we can notice that the studies on obsessive neurosis lead Freud to a wider understanding of destructivity, demanding theoretical reorganizations in the clinical, metapsychological and cultural fields. This way, from what could be gathered, the study enables the translation of the obsessive way of being in a proper rhetoric, named reactivity and super-morality anal rhetoric. This is attached to figures of speech that aim at diminishing, interrupting, blocking and correcting desires, such as euphemism, ellipsis and epanorthosis. As for the presence of negation (Verneinung), this makes it possible to confirm the repressed without a content acceptance. Bearing an obsessive rhetoric, the second part of the study analyzes irony in accordance with Freud`s theory. The Witz work has particular importance in this understanding as it provides: the only moment when Freud defines irony; and the first sublimation moment in Freud starting from the verbal creation aesthetics. As for the Freudian theory of humor, together with Daniel Kupermann`s work, it contributes to the bond between sublimation and the idea of tragedy. That`s the case of ironic humor which shows up in the comments of the sentenced to death: Well, the week starts well!. It`s proved, then, the work of deidealization in the passage of a narcissistic identification to a sublimating identification, what contributes to the hypothesis of a possible identifying flexibilization of obsessive neurosis through deidealization (humorous and ironic). Then, two examples of the use of irony in Freudian cases will be analyzed, The Little Hans and Homosexuality in a Woman. Irony is perceived as skepticism and revenge to the father words, closer sometimes to negation and some other times to denial. At last, the final stage of this job refers to the explanation on the relations between destructivity and creation within psychoanalysis, especially in what refers to the problem of sublimation of destructive instincts. Finally, in light of all the preset theory bases, it could be stated that the use of irony in the obsessional neurosis bears four times: unconscious time, when word is repressed; confirmation time, when word is denied; transgressive time, when word is sadistic; and helplessness, when use is creative and word is sublimated
|
46 |
Análise dos discursos \"psi\" acerca da neurose obsessiva / Discourse psy analysis about the obsessional neurosisMarina Rodrigues da Silveira 05 August 2010 (has links)
O presente trabalho, situado na linha de Psicologia e Educação, trata-se de uma revisão de literatura, cuja finalidade inicial foi a sistematização dos conhecimentos produzidos acerca do que se convencionou chamar, primeiramente sob o viés psicanalítico, de neurose obsessiva e, posteriormente, a partir do ponto de vista científico, de transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Num segundo momento, teve como objetivo analisar os discursos produzidos sobre o tema, tendo em vista as diferentes áreas de conhecimento que dele se ocuparam, bem como as divergentes concepções teóricas. Porém, mais do que os saberes que têm sido produzidos, interessou-nos analisar as práticas que estão implicadas na produção e no funcionamento desses saberes, isto é, quais os efeitos dos discursos das áreas de radical psi - compreendidas aqui pela psiquiatria, psicologia e psicanálise na produção de um tipo bem determinado de sujeito e qual o papel da educação nesse contexto. Para tanto, lançamos mão de alguns estudos de intelectuais de lastro foucaultiano, que nos permitiram compreender a verdade como invenção - e não como descoberta, tal como sugerem muitos cientistas daí a necessidade de desnaturalizá-las; e o discurso como um conjunto de enunciados, vinculado a jogos de poder, que fazem circulam determinados regimes de verdade, através dos quais, realidade e sujeitos são produzidos. Nesse sentido, se a invenção se dá na/pela linguagem, podemos afirmar que, a invenção da neurose obsessiva - ou TOC - e de sua clínica, ganha status de verdade e de realidade na medida em que começa a ser produzida nas narrativas, quando começa a circular em diferentes discursos, quando começa a ganhar força em estudos que visam compreendê-la, explicá-la, enfim, quando começa a produzir saberes geradores de novas práticas e, de modo circular, práticas que convocam novos saberes. Do estudo, também foi possível depreender que os discursos psi são importantes dispositivos de poder, que funcionam no sentido de apagar toda e qualquer diferença, com vistas à adequação dos sujeitos aos padrões normativos. Nesse sentido, a escola, entendida como instituição disciplinar por excelência, onde discursos psi e pedagógicos se fundem e, por vezes, se confundem, é o lugar privilegiado para o exercício do poder e, portanto, das práticas de governo de todos e de si ao mesmo tempo. / This work, situated in the line of search of Psychology and Education, is a literature review, whose initial purpose was the systematization of knowledge produced about what is termed, primarily under the psychoanalytical view, obsessional neurosis, subsequently, from the scientific point of view, obsessive compulsive disorders (OCD). In a second moment, aimed to analyze the speeches produced about the subject, in view of, the different areas of knowledge that gets occupied by it, as well as the divergent theoretical conceptions. However, more than the knowledge that have been produced, interested to us, examining the practices that are involved in the production and operation of such knowledge, that is, what effects the speeches of the radical psy areas - understood here by psychiatry, psychology and psychoanalysis in the production of a determined type of subject and the role of education in that context. For both, in support in some studies of foucaultian approach, which allowed us understand the truth as invention - and not as discovery, as suggest many scientists hence the need for denaturalize them; and the discourse as a set of statements, entailed with power games, which are moving certain truth regimes, through which, reality and subject are produced. Then, if the invention is in/on the language, we can affirm that, the invention of obsessional neurosis - or OCD - and its clinical, get status of truth and reality in so far as it begins to be produced in narratives, when it begins to circulate in various speeches, when it begins to gain strength in studies that aim to understand and explain it, finally, when it begins to produce new knowledge-generating practices and, in a circular way, practices that summon new knowledge. From the study, it was also possible to conclude that the psy speeches are important power devices, which work in order to erase any distinction, to the suitability of the subject to normative standards. Therefore, the school, understood as disciplinary institution par excellence, where psy and educational speeches merge, and sometimes, are confused, is the privileged place for the exercise of power, and consequently, of the rules practices of every and of itself at the same time.
|
47 |
Caracterização dos sintomas obsessivo-compulsivos em pacientes com esquizofrenia em uso de clozapina ou haloperidol / Characterization of obsessive-compulsive symptoms in patients with schizophrenia treated with clozapine or haloperidolAntônio Reis de Sá Júnior 31 March 2008 (has links)
Métodos: Foi utilizado o SCID-IP para o diagnóstico de esquizofrenia e do TOC. Sessenta pacientes responderam às escalas DY-BOCS, Y-BOCS, PANSS e CGI. Os testes Qui-quadrado com correção de Yates, Mann-Whitney U e Kruskal-Wallis foram usados na análise estatística. Resultados: Dentre os sessenta pacientes avaliados, dez (16,7%) apresentavam critérios diagnósticos pelo DSM-IV para esquizofrenia e TOC; treze (21,7%) tinham SOC, mas não TOC e trinta e sete (61,6%) não tinham TOC ou SOC. A prevalência de TOC ou SOC foi semelhante em pacientes tomando clozapina ou haloperidol (40% VS 35%, respectivamente). Contudo, pacientes tomando clozapina apresentaram maior gravidade dos SOC quando comparados aos pacientes tomando haloperidol. (P= 0.027). Pacientes com esquizofrenia e TOC apresentaram maior gravidade dos sintomas da esquizofrenia quando comparados aos pacientes com esquizofrenia sem SOC (P= 0.002). Conclusões: Apesar da presença de SOC ou TOC ter sido semelhante entre os grupos tomando clozapina ou haloperidol, pacientes em uso de clozapina apresentaram escores mais elevados na YBOCS. Estes resultados podem sugerir uma associação entre a exacerbação do fenômeno obsessivo-compulsivo e o uso de clozapina. Pacientes com esquizofrenia e TOC apresentaram uma maior gravidade dos sintomas da esquizofrenia comparativamente aos demais grupos / Objective: We conducted a cross-sectional study to compare the prevalence and severity of obsessive-compulsive symptoms (OCS) and obsessive-compulsive disorder (OCD) in patients with schizophrenia treated with clozapine or haloperidol. Methods: SCID-I/P was used for the diagnoses of schizophrenia and OCD. Sixty subjects completed Y-BOCS, PANSS and CGI scales. Chi-square with Yates correction, Mann-Whitney U and Kruskal-Wallis tests were used for the statistical analyses. Results: Among the sixty schizophrenia patients evaluated, ten (16,7 %) met DSM-IV criteria for both schizophrenia and OCD; thirteen (21,7 %) had OCS but not OCD and thirty-seven (61,6 %) had neither OCD nor OCS. The prevalence of OCD or OCS was similar in patients taking clozapine or haloperidol (40% vs 35%, respectively). However, patients using clozapine showed higher severity of OCS than patients using haloperidol (P= 0,027). Patients with schizophrenia and OCD also showed higher severity of schizophrenic symptoms when compared to patients with schizophrenia without OCS (P= 0,002). Conclusions: Although the presence of OCS or OCD was similar between the groups taking clozapine or haloperidol, patients using clozapine showed higher scores in the YBOCS. These results may support an association between the exacerbation of obsessive-compulsive phenomena and the use of clozapine. Patients with schizophrenia and OCD showed a higher severity on psychotic symptoms than the other groups
|
48 |
Transtorno obsessivo-compulsivo e sintomas depressivos em adolescentes : o impacto na qualidade de vidaRodrigues, Lidiane 05 December 2014 (has links)
Made available in DSpace on 2015-04-14T13:22:28Z (GMT). No. of bitstreams: 1
464695.pdf: 224251 bytes, checksum: f4d39938d44ce0328e58379e14537e6e (MD5)
Previous issue date: 2014-12-05 / Obsessive-compulsive disorder (OCD) is a chronic mental illness that causes major suffering and affects quality of life (QoL). Depressive symptoms (DS), in turn, have shown to be highly prevalent in patients with OCD. Notwithstanding, it remains unclear whether QoL impairment is a result of OCD or DS. Likewise, the impact of DS on the QoL of adolescents with OCD has not been sufficiently explored. This dissertation comprises two empirical population-based studies: 1) the first study assessed whether the presence or absence of DS in adolescents with and without OCD was associated with QoL; 2) the second study measured the effect size of DS on the QoL of adolescents with OCD. Results showed that patients with DS, regardless of the presence or absence of OCD, show lower QoL scores in the physical health, psychological, and social relations domains, and also lower total scores; no significant differences were found between the groups in the environment domain. Furthermore, results showed that the combination of DS and OCD presented moderate to high effect sizes (0.66 to 1.97), indicating statically significant QoL impairment in adolescents with DS. These findings allow us to conclude that QoL is poorer when DS are present, regardless of the presence of absence of OCD. Moreover, the co-occurrence of DS in adolescents with OCD results in statistically significant impairment in all QoL domains. / O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) ? considerado um transtorno mental cr?nico que causa acentuado sofrimento e interfer?ncia na qualidade de vida (QV). Os sintomas depressivos (SDs), por sua vez, apresentam alta preval?ncia junto ao TOC. No entanto, a literatura n?o esclarece se o preju?zo na QV se d? em fun??o do TOC ou dos SDs. Da mesma forma, o impacto dos SDs na QV de adolescentes com TOC n?o foi suficientemente estudado. A presente disserta??o ? composta por dois estudos emp?ricos de base populacional: 1) o primeiro estudo verificou se a presen?a ou aus?ncia de SDs em adolescentes com e sem TOC est? associada ? QV; 2) o segundo estudo mensurou o tamanho do efeito dos SDs na QV de adolescentes com TOC. Os resultados apontam que os grupos com SDs, independentemente de terem ou n?o TOC, apresentaram pior QV nos dom?nios f?sico, psicol?gico, rela??es sociais e no escore total; n?o houve diferen?a significativa entre os grupos no dom?nio meio ambiente. Al?m disso, o efeito da adi??o dos SDs ao TOC teve, como resultados, tamanhos de efeitos que variaram de moderados a grandes (0,66 a 1,97), indicando preju?zos estatisticamente significativos em rela??o ? QV em adolescentes com SDs. Esses achados permitem concluir que h? pior QV quando os SDs est?o presentes, independentemente de haver ou n?o TOC. Al?m disso, a adi??o de SDs em adolescentes com TOC provoca preju?zos estatisticamente significativos em todos os dom?nios da QV.
|
49 |
Aliança terapêutica e qualidade de vida no tratamento para o transtorno obsessivo compulsivo com terapia cognitivo comportamentalTRETTIM, Jéssica Puchalski 26 November 2015 (has links)
Submitted by Cristiane Chim (cristiane.chim@ucpel.edu.br) on 2017-07-13T16:41:32Z
No. of bitstreams: 1
JÉSSICA 2015.pdf: 1358847 bytes, checksum: 607c33899188ffd190008e00737d6034 (MD5) / Made available in DSpace on 2017-07-13T16:41:32Z (GMT). No. of bitstreams: 1
JÉSSICA 2015.pdf: 1358847 bytes, checksum: 607c33899188ffd190008e00737d6034 (MD5)
Previous issue date: 2015-11-26 / Background: Some predictors of change in the psychotherapeutic process have been
hypothesized such as therapeutic alliance. Specifically in cognitive behavioral therapy (CBT)
for patients with obsessive compulsive disorder (OCD), a strong alliance contributes to the
use of the technique of exposure and response prevention. Moreover, OCD patients are less
likely to remission of symptoms compared with patients with other anxiety disorders, thus, it
needs further research into improving other indicators besides the reduction of symptoms such
as therapeutic result, like the quality of life. Aim: To evaluate the quality of life as an
outcome of treatment, comparing to the therapeutic alliance and reduction of obsessive and
compulsive symptoms. Methods: Fifty-four OCD patients participated in the study. Patients
were assessed with the SF-12 (12-Item Short-Form Health Survey), HAQII (Helping Alliance
Questionnaire) e Y-BOCS (Yale-Brown Obsessive-Compulsive Scale Symptom Scale)both
before and after treatment. Results: The reduction of obsessive compulsive symptoms there
was a moderate correlation (r=0.45) with mental domain of quality of life (p=0.001). There
was no relationship between therapeutic alliance and the domains of quality of life (p> 0.05).
Conclusions: The OCD is a disorder with its peculiarities and generally quite serious.
Because of that, studies on the therapeutic process are needed so that they can develop
targeted therapeutic strategies. Both the therapeutic alliance as the quality of life are important
in the psychotherapeutic treatment; the first as a factor that can collaborate in improving
symptoms and the latter as an aspect that benefits the relationship of these being relevant to
their improvement and maintenance in the life of these patients. / Introdução: A aliança terapêutica pode ser considerada um preditor de mudança no processo
psicoterapêutico. Especialmente no tratamento para o transtorno obsessivo compulsivo
(TOC), a aliança terapêutica contribui no uso da técnica de exposição e prevenção de
resposta. Além disso, pacientes com TOC são menos propensos a remissão dos sintomas em
comparação com pacientes com outros transtornos de ansiedade. Assim, torna-se necessária
uma maior investigação sobre outros indicadores de melhora além da redução de sintomas,
dentre estes a qualidade de vida, podendo ser vista também como resultado terapêutico.
Objetivo: Avaliar a qualidade de vida como resultado terapêutico, comparando com a aliança
terapêutica e a redução dos sintomas obsessivos compulsivos. Métodos: Cinquenta e quatro
pacientes com TOC participaram do estudo. Os pacientes foram avaliados com a SF-12 (12-
Item Short-Form Health Survey), HAQII (Helping Alliance Questionnaire) e Y-BOCS (YaleBrown
Obsessive-Compulsive Scale Symptom Scale) antes e depois do tratamento.
Resultados: A redução dos sintomas obsessivo compulsivos teve uma correlação moderada
(r=0.45) com o domínio mental da qualidade vida (p=0.001). Não foram encontradas
associações entre a aliança terapêutica e os domínios da qualidade de vida (p>0.05)
Conclusão: O TOC é um transtorno com suas peculiaridades e geralmente bastante grave. Por
conta disso, estudos referentes ao processo terapêutico são necessários para que se possam
elaborar estratégias terapêuticas direcionadas. Tanto a aliança terapêutica quanto a qualidade
de vida são fundamentais no tratamento psicoterapêutico; a primeira como um fator que pode
colaborar na melhora dos sintomas e a última como um aspecto que se beneficia da relação
destas, sendo de extrema relevância a sua melhora e manutenção na vida desses pacientes.
|
50 |
Avaliação das propriedades psicométricas da escala de acomodação familiar para transtorno obsessivo-compulsivo - versão pontuada pelo entrevistador (FAS-IR) e do impacto da terapia cognitivo-comportamental em grupo na acomodação familiarGomes, Juliana Braga January 2015 (has links)
O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é uma doença crônica que causa prejuízos para o paciente, bem como para a maioria dos familiares. Frequentemente interfere no funcionamento familiar, pois muitas vezes os membros da família modificam suas rotinas devido aos sintomas do paciente. Esses comportamentos observados nos familiares são chamados de acomodação familiar (AF). Os comportamentos de AF podem reforçar os sintomas do paciente e, consequentemente, contribuir para a manutenção da doença. A AF tem sido correlacionada com maior gravidade dos sintomas obsessivo-compulsivos e está associada a resposta menos satisfatória a tratamento, por exemplo, terapia cognitivo-comportamental. No entanto, estudos que avaliam o impacto de intervenções para o TOC na AF em curto e longo prazos ainda são escassos. Esta tese é composta de três artigos com os seguintes objetivos: 1) analisar as propriedades psicométricas da versão adaptada para o Brasil da Escala de Acomodação Familiar para o TOC – versão pontuada pelo entrevistador (FAS-IR); 2) verificar o impacto da terapia cognitivo-comportamental em grupo (TCCG), com duas sessões destinadas a família, na AF e identificar as variáveis sociodemográficas e clínicas preditoras de redução da AF após as 12 sessões de tratamento (curto prazo); e 3) avaliar o impacto da TCCG na AF 3 anos após o término do tratamento e verificar a correlação entre a gravidade dos sintomas do TOC e AF em longo prazo. Trata-se de um estudo com pacientes com diagnóstico de TOC e seus respectivos familiares. Para a avaliação dos sintomas obsessivo-compulsivos, foram aplicados os seguintes instrumentos: Inventário de Obsessões e Compulsões – Revisado (OCI-R), Escala Obsessivo-Compulsivo de Yale-Brown (Y-BOCS) e Escala de Impressão Clínica Global (CGI). Também foram aplicados os Inventários de Beck para Depressão (BDI) e Ansiedade (BAI), além da Entrevista Clínica Estruturada para Transtornos de Eixo I do DSM-IV, Versão Clínica (SCID-I), para a verificação de possíveis comorbidades. Para a avaliação da AF, a FAS-IR foi aplicada nos familiares. Após o estudo de validação da FAS-IR, foi realizado um ensaio clínico randomizado com alocação aleatória dos pacientes para o grupo intervenção (12 sessões de TCCG, sendo duas com a participação dos familiares) ou para o grupo controle (lista de espera). Por fim, foi realizado um estudo de seguimento naturalístico 3 anos após o término da TCCG. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Observou-se que a versão da FAS-IR em português brasileiro apresenta propriedades psicométricas satisfatórias, reforçando que este instrumento se mostra confiável para avaliar a participação e modificação da rotina dos familiares em decorrência dos sintomas dos pacientes. No que se refere ao tratamento realizado, o ensaio clínico randomizado compreendeu uma amostra de 98 pares de pacientes com TOC e seus respectivos familiares, sendo que 52 (53.1%) foram randomicamente alocados para o grupo intervenção e 46 (46.9%) para a lista de espera. Houve melhora significativa de todos os sintomas de TOC e também da AF após TCCG no grupo intervenção quando comparado ao grupo controle (p < 0,001). As seguintes variáveis foram preditoras de redução da AF após a análise multivariada: características dos pacientes – ausência de comorbidade com transtorno unipolar (β = 0,338; p = 0,014), pontuação mais baixa de obsessão (β = 0,244; p = 0,045) e maior nível de escolaridade (β = -0,351; p = 0,006); e características dos familiares – pontuação mais elevada de sintomas de colecionismo (β = -0,461; p = 0,001). O modelo explicou 47,2% da variação na AF após a TCCG. No estudo de seguimento, foi observado que os resultados de redução na AF obtidos ao final da TCCG se mantiveram ao longo do tempo (3 anos). Os resultados do presente estudo somam-se às evidências atuais, não somente confirmando que a TCCG é efetiva na redução dos sintomas do TOC, mas também por mostrar que a TCCG com uma breve participação dos familiares com foco na AF contribui para reduzir os níveis de envolvimento da família nos sintomas do paciente, e que esses resultados se mantêm ao longo do tempo. Algumas características dos pacientes e dos familiares foram preditoras da redução da AF, um resultado que pode contribuir para a qualificação dos protocolos de TCCG atualmente empregados. Este é o primeiro estudo a avaliar o impacto da TCCG (com a participação da família em duas sessões) na AF em curto e longo prazos. A partir dos resultados, pode-se concluir que é importante avaliar a AF permanentemente, assim como incluir a família no tratamento para o TOC. / Obsessive-compulsive disorder (OCD) is a chronic illness that negatively affects the lives of patients and usually of family members as well. It frequently interferes with family functioning, as very often family members modify their routines because of the patient’s symptoms. These behaviors observed among family members are referred to as family accommodation (FA). FA behaviors can reinforce the patient’s symptoms and thus contribute to maintain the disorder. FA has been correlated with an increased severity of obsessive-compulsive symptoms and is associated with poorer response to treatment approaches, e.g., cognitive-behavioral therapy. However, there is a scarcity of studies designed to assess the impact of interventions for OCD on FA in both short and long terms. The present thesis includes three research articles, which had the following objectives: 1) to analyze the psychometric properties of the Brazilian version of the Family Accommodation Scale for OCD – Interviewer-Rated (FAS-IR); 2) to assess the impact of cognitive-behavioral group therapy (CBGT) with the involvement of family members in two sessions on FA and to identify sociodemographic and clinical variables predictive of FA reduction after the 12 treatment sessions (short term); and 3) to assess the impact of CBGT on FA 3 years after completion of the program and to investigate the correlation between severity of OCD symptoms and FA in the long term. The study included patients with a diagnosis of OCD and their family members. Obsessive-compulsive symptoms were assessed using the following instruments: Obsessive-Compulsive Inventory – Revised (OCI-R), Yale-Brown Obsessive Compulsive Scale (Y-BOCS), and Clinical Global Impressions Scale (CGI). Beck Depression (BDI) and Anxiety (BAI) Inventories, as well as the Structured Clinical Interview for DSM-IV Axis I Disorders, Clinician Version (SCID-I), were also administered to investigate the presence of possible comorbidities. FA was assessed using the FAS-IR, administered to family members. Upon completion of the FAS-IR validation study, a randomized clinical trial was conducted, randomly assigning patients to either the intervention group (12 sessions of CBGT, of which two involved family members) or to a control group (waiting list). Finally, a naturalistic follow-up study was conducted 3 years after completion of the CBGT program. The study was approved by the Research Ethics Committee of Hospital de Clínicas de Porto Alegre. We found that the Brazilian Portuguese version of the FAS-IR had sound psychometric properties, reinforcing that this is a reliable instrument for assessing the participation and modifications of the routines of family members as a result of the patient’s symptoms. With regard to treatment outcomes, the randomized clinical trial included a sample of 98 pairs of patients with OCD and their family members, of which 52 (53.1%) were randomly allocated to the intervention group and 46 (46.9%) to the waiting list. There was a significant improvement of all OCD symptoms and also of FA levels after CBGT in the intervention group when compared to the control group (p < 0.001). The following variables were predictors of FA reduction after the multivariate analysis: patient characteristics – absence of comorbid unipolar disorder (β = 0.338; p = 0.014), a lower obsession score (β = 0.244; p = 0.045), and higher education level (β = -0.351; p = 0.006); and family member characteristics – a higher hoarding score (β = -0.461; p = 0.001). The model explained 47.2% of the variance in FA scores after CBGT. Finally, in the follow-up study, the FA reduction results obtained at the end of CBGT were found to remain in the long term (3 years). These results add to the current body of evidence not only by confirming that CBGT is effective in reducing OCD symptoms, but also by showing that CBGT with a brief family intervention focused on FA contributes to reduce the level of involvement of family members in the patient’s symptoms, and that these results are maintained over time. Some patient and family member characteristics were found to predict FA reduction, a finding that can contribute to qualify the CBGT protocols currently employed. This is the first study to assess the impact of CBGT (with the participation of family members in two sessions) on FA in both short and long terms. These findings underscore the importance of permanently assessing FA, as well as of involving family members in the treatment of patients with OCD.
|
Page generated in 0.0576 seconds