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Questão agrária, superexploração e migração temporária : o Vale do Jequitinhonha na dialética do capitalismo dependenteSouza, Cristiane Luíza Sabino de, 0000-0002-6044-619 12 July 2016 (has links)
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Previous issue date: 2016-07-12 / CAPES / Neste trabalho, realizamos o esforço de buscar os elementos que explicitam a dialética do desenvolvimento capitalista a partir da realidade da América Latina, de modo a compreender as particularidades que se manifestam nessa região que, apesar da intensa produção de riquezas, tem a miséria dos seus trabalhadores como realidade constante. Buscamos explicitar, pois, os fundamentos da contradição entre capital e trabalho, e os elementos que particularizam suas manifestações concretas, para compreendermos aspectos singulares das mesmas em uma região específica, o Vale do Jequitinhonha Minas Gerais. Nosso objeto específico de estudo foi a relação entre a migração temporária dos trabalhadores do Vale do Jequitinhonha (MG) e a superexploração de sua força de trabalho no setor sucroalcooleiro na atualidade. Para chegar os elementos centrais à sua compreensão partimos de uma perspectiva crítica, apreendida na tradição marxista. Assim construímos um caminho teórico e metodológico que, ao explicitar a dinâmica do desenvolvimento desigual e combinado do capital e suas particularidades na América Latina, manifestas a partir da dependência estrutural, buscou explicitar as contradições dessa dinâmica e construir as mediações necessárias para compreender as peculiaridades das condições de trabalho e reprodução dos migrantes temporários do Vale do Jequitinhonha. Nos apoiamos num referencial teórico apreendido a partir da Teoria Marxista da Dependência (TMD) e construímos uma estrutura de debate que deu centralidade às categorias dependência, desenvolvimento, subdesenvolvimento e desigualdade, a partir das quais adentramos no debate da questão social, questão agrária e migração temporária. Na busca pela explicitação dos processos histórico-estruturais, inerentes à particularidade do capitalismo dependente brasileiro, que definem a singularidade da questão agrária no Vale do Jequitinhonha, ampliamos a compreensão da questão agrária e sua relação com a superexploração da força de trabalho no capitalismo dependente, o que nos permitiu apontar a centralidade das mesmas para a compreensão das contradições entre capital x trabalho na América Latina.
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Estrutura agrária do município de Sertãozinho (SP): evolução, caracterização e efeitosGebara, José Jorge 25 October 1976 (has links)
Submitted by BKAB Setor Proc. Técnicos FGV-SP (biblioteca.sp.cat@fgv.br) on 2013-03-11T14:15:50Z
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1197800011.pdf: 3884753 bytes, checksum: 7469eacb1956f43cfe58c5cfdcc2d29a (MD5) / Estudar a estrutura agrária de um pais, região ou mesmo de um município, tem relevância no sentido de que se toma conhecimento da situação em que se encontra a posse da terra, da renda e do poder nesse país, região ou município. No caso específico deste trabalho, que enfoca de forma particular o município de Sertãozinho, onde prepondera a economia canavieira, tentarmos estudar a evolução da estrutura agrária sob o domínio da monocultura da cana-de-açúcar.
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A tessitura do "assentamento de reforma agraria" : discursos e praticas instituintes de um espaço agenciado pelo poderCaume, David Jose 18 April 2002 (has links)
Orientador : Rubem Murilo Leão Rego / Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciencias Humanas / Made available in DSpace on 2018-08-01T06:04:34Z (GMT). No. of bitstreams: 1
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Previous issue date: 2002 / Resumo: o trabalho analisa a produção social de dois "assentamentos de reforma agrária": um no Estado do Rio Grande do Sul e outro no Estado de Goiás. O autor inventaria a rede discursiva e as práticas sociais que constróem determinadas visibilidades e dizibilidades sobre os agricultores assentados e sobre os assentamentos, investigando esses discursos como instrumentos estratégicos nas relações de poder que perpassam esses espaços. Considerando os "assentamentos" enquanto atravessados por relações de poder e
de luta, o trabalho investiga, particularmente, a ação de três instâncias sociais (o Estado, o MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - e a CPT - Comissão Pastoral da Terra) que agenciam politicamente esses espaços, trabalhando no sentido de enquadrá-Ios sob específicas formas de organização e estruturação e modelando determinados modos de pensar, agir e sentir dos homens e mulheres que ali vivem / Abstract: The work analyses the social production in two land retorm settlement: one of them in Rio Grande do Sul State and another in Goiás State. The author inventories the discursive network and the social practices which build up certain visibilities about the settled peasants and the settlement, investigating their speeches as strategic tools in the power relations which pervade these places. Taking the settlement influenced by the power relations and fights, this work investigates, particularty, the aetion of three social areas (the State, the Movement of Landless Rural Workers - MST and Pastoral Land Commission - CPT) which politically rule these places, working towards to frame them into specific form of organization and structures, and shape certain ways of thinking, acting and feeling of men and women who there tive / Doutorado / Doutor em Sociologia
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Curso tecnico em administração de cooperativas do MST : a concepção de educação e a influencia no assentamento da Fazenda Reunidas de Promissão - SPLeandro, Jose Benedito 01 August 2018 (has links)
Orientador : Maria da Gloria Marcondes Gohn / Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação / Made available in DSpace on 2018-08-01T18:59:47Z (GMT). No. of bitstreams: 1
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Previous issue date: 2002 / Mestrado
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Utilização de agrotoxicos em areas de reforma agraria no Estado do ParanaNishiyama, Paula 13 March 2003 (has links)
Orientador: Flavio A. D. Zambrone / Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciencias Medicas / Made available in DSpace on 2018-08-03T17:05:37Z (GMT). No. of bitstreams: 1
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Previous issue date: 2003 / Resumo: Os agrotóxicos se constituíram em uma tecnologia importante e amplamente difundida após a Segunda Guerra Mundial. São substâncias utilizadas em todo o mundo para controlar doenças transmitidas por vetores ou hospedeiros intermediários e, cada vez mais, utilizados na agricultura como a principal estratégia no campo para a proteção de culturas agrícolas. No Brasil, os agrotóxicos foram introduzidos apoiado pela premissa da Revolução Verde, que fomentou o uso de insumos quimicos e mecânicos. Uma das conseqüências sociais mais marcantes relacionada a esse fato foi a migração de parte da população de trabalhadores rurais para os centros urbanos causando o crescimento desordenado das cidades e com repercussões importantes sobre o modo de vida das pessoas. Também para os que permaneceram no campo houve uma precarização do trabalho rural. É nessa conjuntura de crise, de quase perda de identidade, que nasceram muitos movimentos de luta pela terra, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Levando-se em consideração que essa população é composta por agricultores descapitalizados, o que a princípio limitaria os investimentos na absorção de tecnologias, e que o manuseio inadequado dos agrotóxicos pode trazer conseqüências indesejáveis à saúde e ao ambiente, o objetivo deste trabalho foi o de avaliar a relação dos trabalhadores integrantes do MST de áreas de reforma agrária do Estado do Paraná com o uso de agrotóxicos, através de um inquérito sobre as condições de trabalho. Os resultados demonstram que a falta de capital próprio e a pouca disponibilidade de crédito aos trabalhadores assentados não tem limitado esta população na utilização de agrotóxicos no trabalho rural. Foram observados problemas relacionados tanto na aquisição e armazenamento dos produtos, quanto no descarte da água de lavagem dos equipamentos e das embalagens vazias de agrotóxicos. O uso de luvas foi a única medida de proteção individual relacionada à manipulação dos agrotóxicos, enquanto que as outras medidas de segurança e hábitos questionados foram comuns tanto às pessoas não-usuárias, quanto às usuárias de agrotóxicos. Constatou-se que em média 1 em cada 5 trabalhadores expostos aos agrotóxicos já sofreu de intoxicações por esses produtos. Dentre eles, 53,8% já estiveram internados pelo menos uma vez, devido a danos causados pelo produto. A maioria dos depoimentos sobre a intoxicação por exposição aos agrotóxicos foi registrada na cultura de algodão com a utilização de inseticidas organofosforados embora tenha sido relatado que o agrotóxico mais utilizado seja o glifosato. Os problemas aqui identificados em relação à utilização dos agrotóxicos podem ter dimensão muito maIOr se considerarmos que esse perfil também pode ser encontrado dentre as 584.655 famílias assentadas nos últimos sete anos. Pela constatação de uso de agrotóxicos em áreas de reforma agrária por pessoas nem sempre com experiências na agricultura, e pela dimensão do problema, é visível a necessidade urgente da implantação de programas referentes ao uso seguro dos agrotóxicos e de vigilância à saúde para diminuir os impactos sobre o ambiente e a saúde da população / ABSTRACT: The pesticides are in an important technology and widely spread out after the Second World War. Theyare substances used in the whole world to control diseases transmitted by vectors or intennediate hosts and each time more, used in agriculture as the main strategy in the field for the protection of agricultural cultures. In Brazil, the pesticides were introduced supported for the premise ofthe Green Revolution that fomented the use of chemical substances and mechanization. One of the social consequences related to this fact was the migration of part of the population of agricultural workers for the urban centers causing the disordered growth of the cities and with important repercussions on the way of life of the people. Also for tOOt they OOd remained in the field it OOd a worsen of the agriculturallabour conditions. It is in this conjuncture of crisis, of almost loss of identity, tOOt many struggle movements for the land OOd been bom, as the Landless Worker's Movement (MST). Regarding that the capitallack is one characteristics ofthis population and therefore it would limit the investments in the absorption of the technologies, and tOOt the inadequate handling of the pesticides can result in undesirable consequences to the health and the environment, the purpose of this work was evaluate the relationship with the MST workers of agrarian reform areas of the State of the Paraná and the use of pesticides, through an inquiry on the labour conditions. The results demonstra te tOOt the lack of own capital and the little credit availability to the seated workers has not limited this population in the use of pesticides in the agriculturallabour. Problems as much in the acquisition and storage of the products had been observed, as in the discarding of the contamined water of the equipment and the empty packings of pesticides. The use of gloves was the only individual protection equipment tOOt indicates an association to the manipulation of the pesticides, while the other questioned measures of security and OObits had been common as much to the people not-users as for users of pesticides. It was verified an average of 1 in each 5 workers exposed to the pesticides OOve already been poisoned by these products. Amongst them, 53.8% already OOd been intemed at least once due to damages caused by the product. The majority of the narratives about poisoning for exposition to the pesticides was registered in the culture of cotton with organophosphorates insecticides even they has been told tOOt the most used pesticide was the glifosate. The pesticides use related problems here identified can OOve very larger dimension if consider that this profile a1so can be found amongst the 584,655 families seated in last the seven years. According to the results obtained about using of pesticides by agrarian refonn areas people usually without agricultural experiences, and due to the degree of the problem, the urgent need of the implantation of programs regarding to the safe use of the pesticides and of the health surveillance to reduce the impacts on the environment and the health of the population is visible / Doutorado / Saude Coletiva / Doutor em Saude Coletiva
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Mercados de terras agricolas e determinantes de seus preços no Brasil : um estudo de casosReydon, Bastiaan, 1957- 06 May 1992 (has links)
Orientador: Luis Carlos Guedes Pinto / Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Economia / Made available in DSpace on 2018-07-14T04:11:53Z (GMT). No. of bitstreams: 1
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Previous issue date: 1992 / Resumo: O objetivo geral desta tese é analisar os determinantes inclusive os especulativos, do preço da terra agricola no Brasil. Este estudo também pretende contribuir para a compreensão das razões da não implementação de uma reforma agrária no Brasil. A revisão critica das várias opções teóricas para os determintes do preço da terra, indicou a adequação da visão Pós-Keynesiana pois esta, ao privilegiar a determinação de preços de ativos em economias capitalistas regidas pela incerteza frente ao futuro permite compreender que a especulação com terras agricolas decorre de sua dupla condição: de ativo liquido e de ativo de capital. Pode-se apontar também as principais tendências do movimento do preço da terra ao longo da instabilidade econômica. O estudo da origem dos proprietários de terras, no Brasil e em alguns outros paises, constatou um crescimento da participação de agentes econômicos prioritáriamente urbanos, o que contribue para um menor apoio politico às propostas de reforma agrária. Finalizando a análise dos mercados de terras agricolas para Araçatuba (SP) , Petrolina(PE) e Juazeiro(BA) permitiram perceber como QS determinantes locais do preço da terra interagem com os mais gerais, e viabilizaram testar/utilizar o referencial teórico construido. / Abstract:The main aim of this thesis is to analyze the determinant of agricultural land prices in Brazil, including the speculative ones. This study also helps to understand the reasons for the failure of a land reform program in Brazil. The previous studies about land prices revealed that the Post-Keynesian theory was the most appropriate to this subject because it deals with determinants of asset prices under conditions of uncertainty in capitalist economies with this theory it was possible to understand that land speculation is due to its condition of being at same time a capital asset and a liquid asset. It made possible to propose a tendency of land prices during the
instability ofthe capitalist economies. The analyzes of the economical origin of the rural landowners showed an increase in the participation of those from a typical urban origin in Brazil, and in some other countries. This is one of the reasons for the difficulties of making a land reform in Brazil. To fulfill the thesis a study about the land markets of Araçatuba, Petrolina and Juazeiro was made to understand the relationship between the general determinants of land prices and the local ones. This study was also relevant to test and use the theory developed. / Doutorado / Doutor em Economia
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Processos de cooperação em assentamentos rurais do Litoral Norte do estado de Alagoas / Cooperation processes in rural settlements of the North Coast of the state of AlagoasCosta, Jakes Halan de Queiroz 23 August 2016 (has links)
Submitted by Gabriela Lopes (gmachadolopesufpel@gmail.com) on 2016-09-23T15:13:50Z
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Previous issue date: 2016-08-23 / A tese em apreço apresenta estudo sobre as formas de cooperação vivenciadas por
assentados em dois assentamentos rurais do litoral norte do estado de Alagoas.
Busca-se problematizar a temática cooperação em relação com o capital social,
procurando-se entender em que medida a formação dos assentamentos rurais de
reforma agrária, fortalece a cooperação e consequentemente o capital social entre os
agricultores familiares assentados. As orientações metodológicas contemplaram
técnicas e instrumentos qualitativos fazendo-se uso de pesquisa documental,
pesquisa bibliográfica, observações de campo, com registros em caderno de campo
e entrevistas semiestruturadas, realizadas junto a assentados, a técnicos e gestores
de organizações envolvidas com o processo de reforma agrária. A partir dos
resultados se infere que a formação dos assentamentos rurais estudados, dadas as
condições como o processo tem fluído, não tem contribuído para o fortalecimento da
cooperação, tampouco, para aumentar o capital social disponível entre os atores
sociais que vivenciam relações sociais, econômicas e culturais dinâmicas. As
experiências e vivências nos acampamentos, marcadas por atividades de
cooperação, não foram suficientes para transportá-las para os assentamentos. A
assunção da cooperação no acampamento representava a possibilidade de
sobrevivência, dadas as privações passadas durante o processo de luta para acesso
ao lote, já nos assentamentos os assentados assumem a condição de proprietários
rurais, de agricultores familiares, a posse da terra representa a possibilidade de viver
com autonomia, de ter liberdade para poder decidir sobre o seu futuro. A decisão de
cooperar vincula-se a circunstâncias de vida dos assentados, ligadas, via de regra, ao
envolvimento em grupos e redes sociais em que sobressai o exercício de
solidariedade, bem como o de reciprocidade, principalmente entre componentes de
uma família do tipo extensa, que inclui, além dos componentes do núcleo familiar, os
agregados e protegidos. Em que pese as orientações de mediadores (técnicos
governamentais, lideranças dos movimentos sociais e assessores técnicos), ao longo
do tempo, na direção da assunção de práticas de cooperação agrícola nos
assentamentos rurais, observa-se uma resistência motivada por experiências
negativas realizadas no passado em que normas e regras (re)construídas entre eles
não foram observadas, geraram conflitos e tensões, reduzindo a confiança,
comprometendo as redes sociais, não possibilitando o aumento de capital social nos
assentamentos. Os exercícios de cooperação agrícola observados nos dois
assentamentos se caracterizam como experiências de cooperação empresarial
mercantil. A formação dos dois assentamentos não contribuiu para fortalecer a
cooperação nem para ampliar o capital social entre assentados. / This thesis presents a study of the forms of cooperation experienced by settlers in two
rural settlements in the northern coast of the state of Alagoas. The work aimed to
discuss the thematic cooperation in relation to the social capital, seeking to understand
how the formation of rural settlements of land reform strengthen cooperation and
consequently the capital among family farmers settled. Methodological guidelines
contemplated qualitative techniques and instruments, making use of documentary
research, bibliographic research, field observations with records in diary and semistructured interviews conducted with settlers, technicians and managers of
organizations involved in the process of land reform. The results indicates that the
formation of rural settlements, given the conditions and the process is fluid, has not
contributed to the strengthening of cooperation, neither to increase the capital available
among the social actors who experience social, economic and dynamic cultural. The
experiences in the camps, marked by cooperation activities, were not enough to carry
them to the settlements. The assumption of cooperation in the camp represented the
chance of survival, given the past privations during the struggle for access to the lot,
otherwise, since the settlers assume the condition of farmers, family farmers, land
ownership is the possibility of live independently, free to decide their own future. The
decision to cooperate is related to the life circumstances of the settlers, linked, as a
rule, to the involvement in groups and social networks which stands the exercise of
solidarity, as well as reciprocity, especially among components of extensive familys
which includes, in addition to the components of the nuclear family, households and
protected. Despite the guidelines of mediators (government experts, leaders of social
movements and technical advisors), over time, towards the assumption of agricultural
cooperation practices in rural settlements, there is a resistance motivated by negative
experiences in the past, when rules and regulations (re) built between them weren’t
observed, fact that generated conflicts and tensions, reducing confidence,
compromising social networks, not allowing the social capital increase in the
settlements. The agricultural cooperation exercises observed in both settlements are
characterized as commercial business cooperation experiences. The formation of the
two settlements did not contribute to strengthen cooperation or to increase the capital
of settlers.
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Desigualdades de classe e gênero no acesso à terra: uma aproximação a partir das práticas das participantes do Movimento de Mulheres Rurais do Sertão Central de PernambucoMORALES, Paola Alejandra 31 January 2010 (has links)
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Previous issue date: 2010 / Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico / Esta dissertação aborda as imbricações de classe e gênero nos processos
organizativos relacionados ao acesso à terra. A pesquisa visou compreender de que
forma a participação das mulheres no Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais
tem contribuído para gerar mudanças em relação ao acesso e controle da terra no
Sertão Central de Pernambuco, Brasil. Partindo do pressuposto de que os entraves
das mulheres rurais para ter acesso à terra estão determinados por relações de
classe e gênero, o estudo se baseia no referencial teórico - metodológico do
materialismo histórico dialético e os estudos de gênero que abordam esta
perspectiva. A pesquisa é de caráter qualitativo, e teve como universo as
participantes do Movimento de Mulheres Trabalhadoras Rurais no Município de
Serra Talhada. A igualdade formal de direitos em relação à terra tem sido necessária
mas não suficiente para as mulheres rurais. No decorrer da pesquisa se constataram
alguns processos históricos que determinam o acesso das mulheres à terra. Por um
lado, as relações de classe, mediadas pela organização que representa os
interesses dos/as trabalhadores/as em relação aos grandes proprietários da terra;
por outro lado, as mudanças e permanências nas relações de gênero,
particularmente a partir da organização das trabalhadoras rurais. Ambos os
processos desafiam a dupla militância das trabalhadoras rurais em relação a: os
movimentos sociais rurais que abrangem homens e mulheres; os programas de
reforma agrária; os arranjos na transmissão patriarcal do patrimônio familiar; os
suportes ideológicos que desqualificam as mulheres como trabalhadoras e
fortalecem a fragmentação das classes subalternas
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Crise setor sucro-alcooleiro e suas consqüências para a reforma agrária na Zona da Mata de Pernambuco : uma análise a partir da década de 90 , ALeal de Albuquerque, Gustavo January 2004 (has links)
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Previous issue date: 2004 / O objetivo desta dissertação foi investigar as influências da crise econômica do
setor sucro-alcooleiro, bem como, o papel dos movimentos sociais de luta pela terra, sobre
o processo de reforma agrária em andamento na Zona da Mata Pernambucana na década de
1990. Do ponto de vista metodológico, estas questões foram estudadas através da
bibliografia existente, da análise de documentação e dos dados primários e secundários
colhidos junto aos órgãos públicos, notícias veiculadas na imprensa e informações
disponíveis nos sites da WEB. Também foram realizadas entrevistas semi-estruturadas
junto a pessoas do INCRA/PE e Fetape, bem como, com moradores do projeto de
assentamento do Engenho Ubu, o que permitiu a percepção da realidade de um
assentamento, além do perfil dos assentados, seus objetivos e motivações para ingressarem
na busca pelo aceso ao direito de propriedade da terra. As observações realizadas durante a
visita ao Engenho Ubu serviram para corroborar as informações obtidas nas outras fontes
de dados mencionadas.
Para consecução dos objetivos da pesquisa, buscou-se caracterizar a trajetória
da dominação da agroindústria canavieira na região, onde desde o Brasil Colônia se
desenvolveu o grande latifúndio monocultor de cana-de-açúcar. Ao longo do século XX, o
setor canavieiro de Pernambuco enfrentou momentos de crise alternados com épocas de
bom desempenho, graças à variação do mercado internacional. Como a atividade viveu por
muitos anos sob proteção estatal, ao invés de investir em novas tecnologias de plantio e
colheita, o produtor estendeu o território das plantações, com o objetivo de aumentar a
produção nos picos de mercado internacional favorável. Essa prática combinada com o
avanço das reivindicações por acesso à terra e direitos trabalhistas, na década de 50,
ocasionaram a invasão da cana sobre os sítios e roçados, base do sistema de morada, que
aos poucos foi sendo extinto. A proletarização e migração dos trabalhadores rurais para as áreas urbanas
ocasionaram o contato dessas pessoas com os meios de comunicação de massa e,
principalmente, com organizações que buscavam conscientizar os trabalhadores rurais de
que formavam um contingente sem direitos reconhecidos na estrutura social na qual
estavam inseridos. Mas a oportunidade destes empreenderem as transformações sociais
almejadas foi frustrada pela ação violenta do Estado, com o golpe militar de 1964. Por
força do contexto acima, a luta pela terra não evoluiu durante a ditadura militar; no
entanto, com o advento da Nova República, os movimentos sociais do campo iniciaram em
todo Brasil manifestações reivindicando a reforma agrária. Esta pesquisa mostra que na
Zona da Mata de Pernambuco, esse processo se deu um pouco mais adiante, no início da
década de 1990, devido ao alto grau de dominação exercido pela elite sucro-alcooleira até
então.
Nesse período, uma crise, que já se avizinhava nos anos 80, se instalou com
força no seio da agroindústria canavieira, proporcionando as condições sócio-econômicas
para a atuação dos movimentos sociais de luta pela terra (com supremacia do MST). Tais
condições podem ser traduzidas na abundância de terras improdutivas, massa de
trabalhadores desempregados e sem perspectivas e uma classe dominante enfraquecida
política e economicamente. Os resultados da pesquisa mostram que estes fatos, aliados à
descrença na iniciativa do Estado, fizeram com que os movimentos sociais de luta pela
terra tomassem as rédeas do processo, conscientizando e mobilizando milhares de famílias
na região, até que viabilizaram o início da reforma agrária nas terras dos engenhos de cana
e das usinas de açúcar e de álcool, onde 53 mil hectares já foram desapropriados
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Qualidade de vida e processo decisório entre agricultures e familiares: estudo de caso do Assentamento Mansueto de Lavor na região do submédio do São FranciscoJosé Torres dos Santos, Julio January 2004 (has links)
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Previous issue date: 2004 / O objetivo desta pesquisa é analisar a qualidade de vida dos agricultores
familiares do Assentamento Senador Mansueto de Lavor, tomando-se como referência
para este estudo os indicadores educação, renda, saúde, habitação e uso de tecnologia,
na perspectiva de desenvolvimento sustentável.
A escolha deste caso deveu-se ao fato de ser aquele o primeiro
assentamento da reforma agrária na região do submédio São Francisco a se instalar em
área irrigada. Esta área foi distribuída entre cem famílias do movimento de ocupação
organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Petrolina - STR e Federação
dos Trabalhadores Agrícolas de Pernambuco - FETAP, com o apoio da Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Agricultura - CONTAG. Da área total de 714,8603 ha,
apenas 50 ha - dentre 300 irrigáveis - encontram-se ocupados com culturas perenes e
temporárias, o que significa 16,66% de toda área ocupada.
A hipótese com a qual se trabalhou, mais precisamente a de que a
qualidade de vida dos agricultores do referido assentamento melhorou, se comparada
com as suas condições anteriores de trabalhadores sem terra e sem ocupação
remunerada foi confirmada, muito embora a sua situação econômica e social,
confrontada com a de outros agricultores que trabalham em áreas irrigadas em
condições semelhantes, no tocante ao tamanho da gleba, tipo de solo e sistema de
irrigação, seja inferior quanto à produção e produtividade, renda e acesso ao sistema de
crédito e uso das inovações tecnológicas As informações coletadas, através de entrevistas semi-estruturadas com os
sujeitos envolvidos, conduzem à conclusão de que o apoucado sucesso dos agricultores
está diretamente relacionado à baixa escolaridade, que os impede de compreender o
que é ser agricultor hoje. No mercado altamente competitivo, não basta tão-somente
produzir bem, mas, sobretudo, atender às exigências de compradores potenciais,
gerando assim o diferencial que os pode colocar em posição favorável na sociedade
globalizada. A esse componente somam-se outros, como a falta de acesso ao crédito
bancário na época oportuna e o baixo uso de tecnologias disponíveis apropriadas à
pequena produção
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