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Oprimidas, porém não vencidas: a contribuição do feminismo negro para pensar a descolonialidade

Alegre, Sian Carlos 09 October 2017 (has links)
Submitted by Tania Ivani Rokohl (tania.rokohl@uffs.edu.br) on 2018-03-12T11:32:43Z No. of bitstreams: 1 ALEGRE.pdf: 1388787 bytes, checksum: aeb3d13551d7fdc5e45c1c7b3746064d (MD5) / Approved for entry into archive by Diego dos Santos Borba (dborba@uffs.edu.br) on 2018-03-12T12:44:33Z (GMT) No. of bitstreams: 1 ALEGRE.pdf: 1388787 bytes, checksum: aeb3d13551d7fdc5e45c1c7b3746064d (MD5) / Made available in DSpace on 2018-03-12T12:44:33Z (GMT). No. of bitstreams: 1 ALEGRE.pdf: 1388787 bytes, checksum: aeb3d13551d7fdc5e45c1c7b3746064d (MD5) Previous issue date: 2017-10-09 / A presente pesquisa de mestrado insere-se na tradição do exercício de pensar a descolonialidade. Para isso, buscou-se refletir sobre a colonialidade e seus efeitos a partir da produção intelectual de mulheres negras posicionadas desde o feminismo negro. Ao movimentar metodologicamente o conceito de colonização discursiva, privilégio epistêmico e interseccionalidade, foi possível identificar em meio aos estudos descoloniais, em um primeiro momento, a invisibilidade de mulheres negras em sua constituição, tão logo, a existência de um imaginário e representação do descolonial pautado na universalização do sujeito mulher e a consecutiva indiferença para com as especificidades das mulheres negras no pensar e fazer descolonial. Assim, ao acessar a produção intelectual dessas mulheres, é possível identificar a existência da imposição de um sistema moderno-colonial de gênero atuando na desumanização de mulheres negras e indígenas a partir da universalização do sujeito homem e sujeito mulher como categorias dicotômicas hierárquicas. A partir do feminismo negro, portanto, é possibilitado a problematização do sujeito mulher e seu lugar no descolonial. Por fim, para contribuir aos estudos descoloniais, estabeleceu-se diálogo com o site Blogueiras Negras, buscando levantar elementos a partir das experiências vividas de mulheres negras para contribuir na reflexão acerca da descolonialidade, seu imaginário e representação. / La presente investigación de maestría se inserta en la tradición del ejercicio de pensar la descolonialidad. Para ello, se buscó reflexionar sobre la colonialidad y sus efectos a partir de la producción intelectual de mujeres negras posicionadas desde el feminismo negro. Al mover metodológicamente el concepto de colonización discursiva, privilegio epistémico e interseccionalidad, fue posible identificar en medio de los estudios descoloniales, en un primer momento, la invisibilidad de mujeres negras en su constitución, tan pronto, la existencia de un imaginario y representación del descolonial pautado en la universalización del sujeto mujer y la consecutiva indiferencia hacia las especificidades de las mujeres negras en el pensar y hacer descolonial. Así, al acceder a la producción intelectual de esas mujeres, es posible identificar la existencia de la imposición de un sistema moderno-colonial de género actuando en la deshumanización de mujeres negras e indígenas a partir de la universalización del sujeto hombre y sujeto mujer como categorías dicotómicas jerárquicas. A partir del feminismo negro, por lo tanto, es posibilitado la problematización del sujeto mujer y su lugar en el descolonial. Por último, para contribuir a los estudios descoloniales, se estableció diálogo con el sitio Blogueiras Negras, buscando levantar elementos a partir de las experiencias vividas de mujeres negras para contribuir en la reflexión acerca de la descolonialidad, su imaginario y representación.
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Insurgência política e desobediência epistêmica : movimento descolonial de indígenas e quilombolas na Serra do Arapuá

Mendonça, Caroline Farias Leal 31 January 2013 (has links)
Submitted by Paula Quirino (paula.quirino@ufpe.br) on 2015-03-11T19:52:58Z No. of bitstreams: 1 TESE Caroline Farias Leal Mendonça.pdf: 3379785 bytes, checksum: 3e9c8470df6558ea4f1834387da44d95 (MD5) / Made available in DSpace on 2015-03-11T19:52:58Z (GMT). No. of bitstreams: 1 TESE Caroline Farias Leal Mendonça.pdf: 3379785 bytes, checksum: 3e9c8470df6558ea4f1834387da44d95 (MD5) Previous issue date: 2013 / O povo Pankará toma por seu território tradicional a Serra do Arapuá, localizada no município de Carnaubeira da Penha, macro-região do Sertão do São Francisco, Pernambuco. No final do século XIX, o território já estava todo ocupado pela elite agrária deste sertão que é beneficiada pela Lei de Terras (Lei nº 601/1850). Entre os anos de 1940 e 1960, os Pacará desencadeiam um processo de luta junto ao Estado brasileiro para terem os direitos territoriais garantidos. Não foram atendidos e desde então passam a ser vítimas de violências seqüenciais, que culminou com o banimento de um dos seus principais líderes, Luiz Limeira, na década de 1970, e o banimento de toda a comunidade Massapé, em 1998. O Estado brasileiro nunca tomou providências quanto a estes atos etnocidas promovidos pelos tradicionais invasores da terra indígena. O século XX é marcado pela resistência deste povo em permanecer no território. Para tal feito, os Pankará estabelecem uma variada rede de articulação política, de parentesco e ritual, com destaque para o quilombo Tiririca dos Crioulos, situado no sertão da Serra do Arapuá. A partir da análise deste processo histórico, a presente tese analisa o processo contemporâneo de insurgência política do povo indígena Pankará, deflagrado no século XXI, que aponta para a construção de um projeto societário dirigido a modos “outros” de saber, de ser e de viver na Serra do Arapuá. Um projeto que visa restituir a vida e a liberdade a partir da desobediência política e epistêmica em um território até então controlado pela violência. A pesquisa de doutoramento parte da proposição de que este projeto societário possui características divergentes do sistema de eticidade moderno/colonial/capitalista/eurocêntrico, e, deste modo, tem promovido um processo de descolonialidade na Serra do Arapuá. O movimento insurgente é deflagrado inicialmente pelos indígenas e posteriormente assumido pelos quilombolas da Tiririca dos Crioulos e pela comunidade exilada do Massapê. Juntos, estes grupos autodeclaram a Serra do Arapuá como um território pluriétnico. Este trabalho tem como principais objetivos identificar o que são os conteúdos éticos, políticos e epistêmicos do projeto societário em construção; observar como este projeto articula e mobiliza a luta pelo território e a garantia de direitos; demonstrar como as práticas cotidianas descoloniais vão dando corpo e tessitura à vida pluriétnica localizada nesse território tradicional que é a Serra do Arapuá.
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Entre o corpo cotidiano e o corpo cênico: uma perspectiva pós-colonial

Simão, Marina Fazzio 19 October 2017 (has links)
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Estudos Latino-Americanos da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, como requisito parcial à obtenção do título de Mestra em Estudos Latino-Americanos. Orientador: Prof.a Dr.a Barbara Maisonnave Arisi e Co-orientador: Prof. Dr. Juliano Casimiro de Camargo Sampaio / Submitted by Marina Fazzio Simão (marina_fazzio@hotmail.com) on 2017-10-19T09:45:35Z No. of bitstreams: 1 Dissertação - IELA - SIMÃO, Marina F..pdf: 672202 bytes, checksum: d813564ba4ce5a02cac8e39fc0b9c3b0 (MD5) / Approved for entry into archive by Nilson Junior (nilson.junior@unila.edu.br) on 2017-10-23T16:28:01Z (GMT) No. of bitstreams: 1 Dissertação - IELA - SIMÃO, Marina F..pdf: 672202 bytes, checksum: d813564ba4ce5a02cac8e39fc0b9c3b0 (MD5) / Made available in DSpace on 2017-10-23T16:28:01Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Dissertação - IELA - SIMÃO, Marina F..pdf: 672202 bytes, checksum: d813564ba4ce5a02cac8e39fc0b9c3b0 (MD5) Previous issue date: 2017-10-19 / La presente investigación se desarrolla por medio del diálogo entre las artes escénicas, la antropología y la filosofía, con el objetivo de responder el siguiente cuestionamientos: ¿el proceso artístico puede ser entendido como medio de descolonización o descolonialidad del cuerpo cotidiano? El debate propuesto aborda los estados del cuerpo cotidiano y del cuerpo escénico. Los aspectos relacionados al cuerpo y sus convenciones son pensados desde las perspectivas de Greiner e Katz (2005), y Foucalt (1987). Busco mostrar cómo podemos comprender el cuerpo como un cuerpo colonizado, teniendo como base la producción de los autores poscoloniales Mignolo (2005) y Quijano (2005) y sus respectivos conceptos de descolonialidad y descolonización. Realizo una aproximación de dichos conceptos con las teorías de las artes escénicas en referencia al cuerpo escénico. La discusión propuesta ocurre entre las teorías poscoloniales y las del teatro de Barba (2012) y de Casimiro (2011), en relación al cuerpo en estado de representación. De esta manera, busco comprender cómo los procesos llevados a cabo por los directores citados pueden (o no) auxiliar en la percepción de un cuerpo colonizado y descubrir si sus procesos llevan (o no) a la descolonización o descolonialidad de los cuerpos cotidianos. Partiendo de mi experiencia como docente en teatro, reflexiono sobre los conceptos propuestos por estos autores poscoloniales en la práctica artístico- pedagógica, con la finalidad de pensar sobre mi práctica como un abordaje (des)colonial/colonizadora y sobre la posibilidad de un cuerpo más consciente de sus automatismos / Esta pesquisa se desenvolve por meio do diálogo entre as artes cênicas, antropologia e filosofia e pretende responder à questão: o processo artístico pode ser entendido como meio de descolonização ou descolonialidade do corpo cotidiano? O debate proposto aborda os estados de corpo cotidiano e de corpo cênico. Os aspectos ligados ao corpo e suas convenções são pensados a partir das perspectivas de Greiner e Katz (2005) e Foucalt (1987). Procuro mostrar como podemos compreender o corpo como um corpo colonizado, em diálogo com a produção dos autores pós-coloniais Mignolo (2005) e Quijano (2005) e seus respectivos conceitos de descolonialidade e descolonização. Realizo uma aproximação desses conceitos com as teorias das artes cênicas com foco no corpo cênico. A discussão proposta se dá entre as teorias pós-coloniais e as do teatro de Barba (2012) e de Casimiro (2011) em relação ao corpo em estado de representação. Deste modo, busco compreender como os processos conduzidos pelos diretores citados podem (ou não) auxiliar na percepção de um corpo colonizado e descobrir se seus processos levam (ou não) à descolonização ou descolonialidade dos corpos cotidianos. Partindo da minha experiência como docente em teatro, reflito sobre os conceitos propostos por esses autores póscoloniais na prática artistico-pedagógica, a fim de pensar sobre minha prática como uma abordagem (des)colonial/colonizadora e sobre a possibilidade de um corpo mais consciente de seus automatismos.
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Educação escolar indígena em Pernambuco : interculturalidade, retomadas e sujeitos indígenas

CUNHA JÚNIOR, José Lopes da 12 July 2016 (has links)
Submitted by Mario BC (mario@bc.ufrpe.br) on 2018-09-26T13:38:20Z No. of bitstreams: 1 Jose Lopes da Cunha Junior.pdf: 1562440 bytes, checksum: 8f5293583c596f3b5016330d020346ce (MD5) / Made available in DSpace on 2018-09-26T13:38:20Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Jose Lopes da Cunha Junior.pdf: 1562440 bytes, checksum: 8f5293583c596f3b5016330d020346ce (MD5) Previous issue date: 2016-07-12 / This paper dealt with the relationship between the indigenous populations in Pernambuco with the state, in the view of the institution of indigenous people in their lands. It has the aim to investigate, after almost five centuries of indigenous socio-cultural and traditional lands exploration and pillaging, the indigenous ethnic group in Pernambuco, outraged by the omission of the Brazilian nation-state in relation to land rights in a context favourable to redemocratization, at the end of the military dictatorship, it has revealed a historical resistance when announcing their ethnic names and occupying and retaking significant portions of such lands, with the support of the civil society indigenist organizations and universities, which came to be called “retaking”. These events have been analysed through a descolonial perspective, when indigenous ethnic groups broke out “retaking” actions in many different fields. This paper developed itself in the indigenous school education field, and it is supported by theorists whose researches are based on the nation-state and its relationship with education and the discourses produced at the core of intercultural relation which have resulted in the normalizations that institute the specific, differentiated, and intercultural school system, from which the indigenous ethnic groups in Pernambuco have been debating with the state, aiming the implementation of its ethnic education systems in the twelve ethnic groups which have resisted and remain active in the state. The institution of the indigenous political subject, which have come into action since the 1970s, but especially after the 1988 Federal Constitution, implied in the recognition of the indigenous ethnic groups’ representations and collective rights, which have increased the legal norms regarding the indigenous school education. From the Ball and Bowe’s methods, the Cycle of Policies, I analyse such period. This paper revealed that from indigenous collective representations, such as Apoinme and Copipe, and their leaderships, the indigenous ethnic groups have developed strategies of confrontation before the state’s monoculture norms in many negotiation and clash arenas, elaborating against discourses which announce set forth their imagination of the future, through an Indigenous Pedagogical Political Project. / Esse estudo tratou das relações dos povos indígenas em Pernambuco com o estado, em face da instituição da Educação Escolar Indígena em seus territórios. Teve o objetivo investigar como, após quase cinco séculos de exploração e espoliação de seus sistemas socioculturais e seus territórios tradicionais, as etnias indígenas, revoltadas pela omissão do Estado-nação Brasil em relação aos seus direitos territoriais e no contexto de um ambiente favorável à redemocratização, ao final da Ditadura civil-militar, revelaram um processo resistência histórica ao anunciar seus etnônimos e ocuparem e retomarem parcelas significativas desses territórios, com o apoio de organizações indigenistas da sociedade civil e universidades, que veio a se denominar de “retomadas”. Esses eventos foram analisados em uma perspectiva descolonial, quando as etnias indígenas desencadearam ações de “retomadas” em diversos outros campos. Esse estudo desenvolveu-se no campo da educação escolar indígena, tendo como apoio, teóricos que pesquisam o Estado-nação e suas relações com a educação e, os discursos produzidos no interior desta relação intercultural que resultaram em normatizações que instituem o sistema escolar específico, diferenciado e intercultural, pelo qual as etnias indígenas em Pernambuco vêm debatendo com o estado, objetivando implantar seus sistemas étnicos educacionais nas doze etnias que resistiram e permanecem atuantes. A instituição do sujeito político indígena, que entrou em cena desde os anos 1970, mas principalmente após a Constituição Federal de 1988, implicou no reconhecimento das representações e direitos coletivos das etnias indígenas, que ampliaram as normas legais voltadas para a educação escolar indígena. A partir do método de Ball e Bowe, o Ciclo de Políticas, analiso este período. Este estudo revelou que por meio de representações coletivas, como a Apoinme e Copipe, e de suas lideranças, as etnias indígenas desenvolveram estratégias de enfrentamento diante das normas monoculturais do estado em diversas arenas de negociações e embates, elaborando contra discursos que enunciam suas imaginações de futuro, através do Projeto Político Pedagógico Indígena.
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Ensaio sobre a descolonialidade do saber - o uso do termo "caboclo" pelas Ciências Ambientais

Godoy, Tainah Ribeiro Reis, 33-99950-2461 25 July 2017 (has links)
Submitted by Divisão de Documentação/BC Biblioteca Central (ddbc@ufam.edu.br) on 2018-02-09T13:19:37Z No. of bitstreams: 2 license_rdf: 0 bytes, checksum: d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e (MD5) Dissertacao_Tainah R. R. Godoy.pdf: 2027377 bytes, checksum: 8cc8049e01d28afbf37fb8690dc3a23a (MD5) / Approved for entry into archive by Divisão de Documentação/BC Biblioteca Central (ddbc@ufam.edu.br) on 2018-02-09T13:19:50Z (GMT) No. of bitstreams: 2 license_rdf: 0 bytes, checksum: d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e (MD5) Dissertacao_Tainah R. R. Godoy.pdf: 2027377 bytes, checksum: 8cc8049e01d28afbf37fb8690dc3a23a (MD5) / Made available in DSpace on 2018-02-09T13:19:50Z (GMT). No. of bitstreams: 2 license_rdf: 0 bytes, checksum: d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e (MD5) Dissertacao_Tainah R. R. Godoy.pdf: 2027377 bytes, checksum: 8cc8049e01d28afbf37fb8690dc3a23a (MD5) Previous issue date: 2017-07-25 / FAPEAM - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas / The present essay is a reflection proposal motivated by the experience lived by the author as a researcher and extensionist at the Amazonas State. The relation between scientist and his research object is one of the key points of this study, viewed by the perspective of the “decoloniality of knowledge, how this relationship engenders and reproduces the social stigmas, as the caboclo identity. What is the role of Environmental Sciences in chancelling this behavior and at the same time be the answer to remedy such reproduction of a social hierarchy founded on precarious relations developed since a Brazil colonization? It is also the theme of this essay or the conformation of science as an institution in this country presenting Eurocentric origin and how such inheritance still influence how we make science now a days, specifically in Environmental Sciences, focus of this work. In order to investigate such questions a bibliometric research was developed in articles related to the "caboclos" of the Amazon based on Environmental Sciences. This research was grounded on the article by Brondizio (et al 2016), which relates climate change and the social context through the analysis of scientific production. This research was based on the Periódicos Capes platform, which is provided by the Brazilian Government, to all institutions of higher education in Brazil. A total of 44 papers written by authors of different nationalities and institutions were analyzed. Through this research was possible to stablish a relationship with national and international publications; scientific publishers; the importance of fieldwork; the relationship between researcher and research subject; the historic of Environmental Sciences and sustainability; the Brazilian popular culture and the possibilities of a more inclusive and diverse science. / O presente ensaio é uma proposta de reflexão motivada pela vivência da autora como pesquisadora e extensionista no Estado do Amazonas. A relação entre cientista e pesquisados é um dos pontos chaves deste estudo, abordada pela perspectiva da descolonialidade do saber. Como esta relação engendra e reproduz estigmas sociais, como o caso da identidade cabocla. Qual o papel das Ciências Ambientais em chancelar esse comportamento e ao mesmo tempo poder ser considerada a resposta para sanar tal reprodução de uma hierarquia social fundamentada em relações precárias desenvolvidas desde a colonização do Brasil? É também tema deste ensaio a conformação da ciência enquanto instituição no país e sua origem notadamente eurocêntrica, e como tal herança ainda move o fazer ciência atualmente, especificadamente nas Ciências Ambientais, foco deste trabalho. De forma a investigar tais questões foi feita uma pesquisa bibliométrica nos artigos relacionados aos “caboclos” da Amazônia relacionados às Ciências Ambientais. Esta pesquisa foi fundamentada em artigo de Brondizio (et al 2016), que relacionou as mudanças climáticas e as alterações no âmbito social a partir da análise da produção científica acerca deste assunto. A presente pesquisa se baseou na plataforma Periódicos Capes que é de acesso gratuito, fornecido pelo Governo Brasileiro, a todas as instituições de ensino superior. Foi analisado um total de 44 artigos de autores de diversas nacionalidades e instituições. A partir desta análise foi possível tecer relações entre a produção científica nacional e internacional; as empresas responsáveis pela divulgação deste material; a importância do trabalho de campo; a relação entre pesquisador e sujeito da pesquisa; o histórico das Ciências Ambientais e a sustentabilidade; a cultura popular e as possibilidades de uma ciência mais inclusiva e diversa.
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EducaÃÃo ambiental dialÃgica e descolonialidade com crianÃas indÃgenas TremembÃ: vinculaÃÃo afetiva pessoa-ambiente na Escola Maria VenÃncia / Environmental education and dialogic descolonialidade with indigenous children TremembÃ: affective binding person-environment in School Maria VenÃncia

Deyseane Maria AraÃjo Lima 02 October 2014 (has links)
CoordenaÃÃo de AperfeiÃoamento de Pessoal de NÃvel Superior / A proposta da investigaÃÃo perpassou a vertente da descolonialidade, promovendo o diÃlogo entre o saber indÃgena e o saber cientÃfico sobre as prÃticas educativas com enfoque na EducaÃÃo Ambiental DialÃgica (EAD) na Perspectiva Eco-Relacional (PER), que visa à desconstruÃÃo da exclusÃo e da discriminaÃÃo. O objetivo geral foi analisar a vinculaÃÃo afetiva entre as crianÃas indÃgenas Tremembà e o ambiente escolar diferenciado como estratÃgia descolonializante referente à tessitura dos saberes ambientais, com base na EAD na PER. Os objetivos especÃficos foram: investigar a vinculaÃÃo afetiva entre os(as) educadores(as) e as crianÃas TremembÃ; analisar a colonialidade/descolonialidade ambiental na relaÃÃo entre pessoa-ambiente; compreender os significados da infÃncia para os(as) indÃgenas Tremembà e analisar as prÃticas educativas descolonializantes com base na vinculaÃÃo afetiva entre as crianÃas Tremembà e a realidade. O percurso metodolÃgico da tese foca-se na Abordagem Qualitativa e na Pesquisa IntervenÃÃo Engajada em EAD na PER, caracterizamos os autores e atores da investigaÃÃo (crianÃas, educadores, lideranÃas TremembÃ) e detalhamos as etapas da coleta de dados, como a realizaÃÃo de entrevistas semiestruturadas, oficinas, observaÃÃo participante e pesquisa documental; e para a anÃlise de dados, utilizamos a anÃlise de conteÃdo. Neste estudo, a proposiÃÃo foi observar e interagir com as crianÃas, considerando-as sujeitos com algo significativo para nos dizer, em relaÃÃo aos(Ãs) educadores(as), à famÃlia e à comunidade. Pudemos investigar os significados da infÃncia para o Tremembà como um ser singular e com um jeito particular de ser, pois està relacionada Ãs especificidades da cultura, do contexto social, da histÃria de vida e das relaÃÃes familiares, assim como verificamos em outras constituiÃÃes de infÃncias, pois consideramos as crianÃas de maneira geral Ãnicas em sua singularidade. Tivemos como foco principal investigar a vinculaÃÃo afetiva entre as crianÃas indÃgenas Tremembà e o ambiente escolar diferenciado como estratÃgia descolonializante referente à tessitura dos saberes ambientais, com base na EducaÃÃo Ambiental DialÃgica, na Perspectiva Eco-Relacional, em que consideramos como essenciais os laÃos afetivos na relaÃÃo entre os(as) educadores(as) e as crianÃas Tremembà para a constituiÃÃo da EducaÃÃo Escolar Diferenciada TremembÃ. Foi possÃvel analisar a relaÃÃo entre as crianÃas e o ambiente, que perpassaram as influÃncias colonializantes de outras realidades e a presenÃa de prÃticas educativas descolonializantes com as crianÃas e os(as) educadores(a) TremembÃ. Podemos constatar que à fundamental para os seres humanos indÃgenas e nÃo indÃgenas valorizar a cultura indÃgena (das diversas etnias) em razÃo dos contributos que estes saberes proporcionam, tais como a valorizaÃÃo da afetividade, do modo de se relacionarem entre si e com a natureza. Foi essencial analisar o cotidiano, as atividades realizadas, o relacionamento com a famÃlia e a comunidade, as maneiras de brincar, como aprendem e ensinam em sua cultura. A pesquisa promoveu a relaÃÃo dialÃgica e afetiva entre crianÃa e ambiente no contexto indÃgena TremembÃ, em uma educaÃÃo que reconhece as questÃes ambientais e afetivas no processo de formaÃÃo, produÃÃo, ressignificaÃÃo e aquisiÃÃo de conhecimentos. Este trabalho, em sua dimensÃo dialÃgica, gerou contribuiÃÃes para a EducaÃÃo Escolar Diferenciada Tremembà Infantil e suas relaÃÃes com a famÃlia e a comunidade, pois foi uma proposta de interaÃÃo prÃxica com a realidade, ou seja, a elaboraÃÃo parceira de saberes ambientais e populares pelos(as) atores(as)/autores(as) sociais e a pesquisadora. / The proposal for research pervaded decoloniality, promoting dialogue between indigenous knowledge and scientific knowledge about educational practices with a focus on Environmental Education Dialogic (EED) in Eco-Relational Perspective (ERP), which aims the deconstruction of exclusion and discrimination. The general objective was to analyze the affective link between Tremembà indigenous children and differentiated school environment as descolonialization strategy regarding the fabric of environmental knowledge, based on EED and ERP. The specific objectives were: to investigate the affective link between educators and Tremembà children; analyze the coloniality/environmental decoloniality in the relationship between person-environment; understand the meanings of childhood for Tremembà indigenous people and analyze educational practices of decolonialization based on affective ties between Tremembà children and reality. The methodological trajectory of the thesis focuses on the Qualitative Approach and the Engaged Intervention Research in EED and ERP. We feature authors and actors of research (children, educators, Tremembà leaders) and detail the stages of data collection, such as carrying out semi-structured interviews, workshops, participative observation and documentary research; for data analysis, we used content analysis. In this study, the proposition was to observe and interact with children, considering them subjects who have something meaningful to say to us in relation to educators, families and the community. We investigate the meanings of childhood for Tremembà as a singular being and with particular way of being, because it is related to the specificities of culture, social context, life history and family relationships, as we see in other childhoods constitutions, because we consider children, in general, unique. We mainly focused on investigating the affective link between indigenous Tremembà children and differentiated school environment as decolonialization strategy regarding the environmental fabric of knowledge, based on Dialogic Environmental Education in Eco-Relational Perspective, that we consider essential bonding in the relationship between educators and Tremembà children for the establishment of a Differentiated School Education. It was possible to examine the relationship between children and the environment, which have permeated influences of decolonialization, other realities and the presence of educational practices with Tremembà children and educators. It is crucial for indigenous and non-indigenous humans value the indigenous culture (of various ethnicities). It was essential to analyze daily life, the activities, relationships with family and community, the ways to play, how they learn and teach in their culture. The research promoted dialogic and affective relationship between child and environment in an indigenous context Tremembà in an education that recognizes the environmental and emotional issues in training, production, reframing, and knowledge acquisition process. This work has generated contributions for Differentiated School Education to Tremembà Children and their relationships with family and the community, as was a proposal of praxis interaction with reality, ie, the development in partnership of environmental and popular knowledge by social actors /authors and the researcher.
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R-existências dos camponeses/as do que hoje é Suape: justiça territorial, pós-desenvolvimento e descolonialidade pela vida

PÉREZ, Mercedes Solá 18 March 2016 (has links)
Submitted by Fabio Sobreira Campos da Costa (fabio.sobreira@ufpe.br) on 2017-05-03T15:32:18Z No. of bitstreams: 2 license_rdf: 1232 bytes, checksum: 66e71c371cc565284e70f40736c94386 (MD5) TeseDoutoradoGeografiaMercedesSoláPerez.pdf: 6546134 bytes, checksum: d74ea35f06f1f631b5f5b43ce00e5835 (MD5) / Made available in DSpace on 2017-05-03T15:32:18Z (GMT). No. of bitstreams: 2 license_rdf: 1232 bytes, checksum: 66e71c371cc565284e70f40736c94386 (MD5) TeseDoutoradoGeografiaMercedesSoláPerez.pdf: 6546134 bytes, checksum: d74ea35f06f1f631b5f5b43ce00e5835 (MD5) Previous issue date: 2016-03-18 / FACEPE / No ano de 1977 o Estado de Pernambuco desapropriou 13.500 ha. - 27 engenhos - de terras de camponeses/as dos engenhos da Zona da Mata sul de Pernambuco dos municípios de Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, Brasil, para instalar o complexo industrial portuário Suape – Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros (CIPS). Conforme as empresas foram construídas e instaladas no CIPS, os despejos foram intensificados. Identificamos três períodos dessa intensificação, consequência da implantação de políticas de desenvolvimento no CIPS: 1) no começo da obra em 1977; 2) na década de 1990, período de renovação da normatização dos portos; e, 3) na década de 2000, especificamente durante o período das obras financiadas pelos Programas de Aceleração do Crescimento (PAC 1, 2007-2011; PAC 2, 2011-2014). Neste último período ocorreram as maiores expropriações propiciadas pelo Estado devido a duas questões: a instalação de empresas e a destinação de 55% da área do CIPS para suposta zona de proteção ecológica. Verificamos também que o conflito e grande parte das r-existências territoriais e de luta pela reprodução da vida que apresentamos são fruto da instalação do CIPS nas terras tradicionalmente ocupadas dos camponeses/as do que hoje é Suape. O CIPS se insere na lógica do modelo primário exportador neocolonial como mais um dos diversos enclaves que sustentam essa engrenagem no Brasil, na América Latina e no sistema mundo moderno/colonial. Neste sentido, analisamos os processos de r-existência dos camponeses/as frente às políticas de desenvolvimento de megaprojetos que se instalaram em seus territórios de vida, através do CIPS, no que hoje é Suape, Região Metropolitana de Recife, litoral sul de Pernambuco, Brasil. À luz da experiência de r-existências junto aos camponeses/as do que hoje é Suape, também apresentamos a experiência com os camponeses/as da Zona de Reserva Camponesa Vale do Rio Cimitarra, no Magdalena Médio, Colômbia, que têm territórios legalmente constituídos. Assim, no primeiro capítulo trazemos um panorama da escala local de ambos os trabalhos de campo realizados junto aos camponeses/as do que hoje é Suape, PE-Brasil, e aos camponeses/as da Zona de Reserva Camponesa do Vale do Rio Cimitarra, Colômbia. No segundo capítulo enfatizamos os conflitos a partir da apresentação das políticas de desenvolvimento para o que hoje é Suape, o Brasil e a América Latina a partir da história da instalação da cana-de-açúcar e de toda a lógica dos engenhos, dos diversos programas para modernização do país, incluindo a instalação do Complexo Industrial Portuário de Suape e da inserção marginal do Brasil e dos outros países da América Latina no modelo primário exportador neocolonial. No capítulo três mostramos os marcos legais de reconhecimento e a constituição de territórios legais no Brasil e Colômbia, transitamos por conjunturas sociais que vêm emergindo na Abya Yala. Finalmente, no quarto capítulo, abrimos mais uma vez a "caixa de ferramentas" teóricas e explicamos, com foco permanente no real apreendido: a justiça territorial, o pós-desenvolvimento e a descolonialidade. Durante os trabalhos de campo buscamos aplicar os princípios da pesquisa militante relacionando-a com a descolonialidade. Consideramos que a justiça territorial é um dos caminhos necessários para, atualmente, garantir a vida dos povos agrários do que hoje é Suape, do Vale do Rio Cimitarra, como também, no Brasil, na Colômbia e na América Latina. Contudo, identificamos como imprescindível a construção de outras lógicas de ser/fazer/reproduzir que privilegiem a vida e não mais a mercantilização e a acumulação de capital. Os desafios estão postos e, ao transitarmos por experiências que nos abrem horizontes para seres/fazeres que não visam à acumulação de capital, mas sim, valorizam a vida, nós, assim como os camponeses/as e os povos agrários, seguimos caminhando e à procura de caminhos outros, ensejando traçar, compartilhar mundos existentes e possíveis. Tudo isso não teria sido possível sem a experiência vivida junto a esses povos. / En el año de 1977 el Estado de Pernambuco desapropió 13.500 ha. - 27 colonias - de tierras de campesinos/as de los ingenios de la Zona da Mata sur de Pernambuco de los municipios de Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, Brasil, para instalar el complejo industrial portuario Suape - Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros (CIPS). Mientras las empresas se construían y se instalaban en el CIPS los desalojos fueron intensificados. Identificamos tres periodos de esa intensificación, consecuencia de la implantación de políticas de desarrollo en el CIPS: 1) al inicio de la obra en 1977; 2) en la década de 1990, periodo de renovación de la normatividad de los puertos; y, 3) en la década de 2000, específicamente durante el periodo de las obras financiadas por los Programas de Aceleración del Crecimiento (PAC 1, 2007-2011; PAC 2, 2011-2014). En este último ocurrieron las mayores expropiaciones propiciadas por el Estado debido a dos cuestiones: la instalación de empresas y la destinación de 55% del área del CIPS para supuesta zona de protección ecológica. Verificamos también que el conflicto y gran parte de las r-existências territoriales y de lucha por la reproducción de la vida que presentamos son fruto de la instalación del CIPS en las tierras tradicionalmente ocupadas por los campesinos/as de lo que hoy es Suape. El CIPS se inserta en la lógica del modelo primario exportador neocolonial como uno más de los diversos enclaves que sostienen ese engranaje en Brasil, en América Latina y en el sistema mundo moderno/colonial. En este sentido, analizamos los procesos de r-existência de los campesinos/as frente a las políticas de desarrollo de megaproyectos que se instalan en sus territorios de vida, a través del CIPS en lo que hoy es Suape, Región Metropolitana de Recife, costa sur de Pernambuco, Brasil. A la luz de la experiencia de r-existencias junto a los campesinos/as de lo que hoy es Suape tmabién presentamos la experiencia de los campesinos/as de la Zona de Reserva Campesina del Valle del Rio Cimitarra, en el Magdalena medio, Colombia, que tiene sus territorios legalmente constituidos. Así, en el primer capítulo traemos un panorama de la escala local de ambos trabajos de campo realizados junto a los campesinos de lo que hoy es Suape, PE-Brasil, y a los campesinos/as de la Zona de Reserva Campesina del Valle del Rio Cimitarra, Colombia. En el segundo capítulo enfatizamos los conflictos a partir de la presentación de las políticas de desarrollo para lo que hoy es Suape, Brasil y América Latina a partir de la historia de la instalación de la caña de azúcar y de toda la lógica de las colonias, de los diversos programas para modernización del país incluyendo la instalación del Complejo Industrial Portuario de Suape y de la inserción marginal de Brasil y de los otros países de América Latina en el modelo primario exportador neocolonial. En el capítulo tres mostramos los marcos legales de reconocimiento y constitución de territorios legales en Brasil y Colombia, transitamos por coyunturas sociales que vienen emergiendo en Abya Yala. Finalmente, abrimos una vez más la "caja de herramientas" teóricas y explicamos con foco permanente en lo real aprehendido: la justicia territorial, el post-desarrollo y la decolonialidad. Durante los trabajos de campo buscamos aplicar los principios de la investigación militante relacionándola con la decolonialidad. Consideramos que la justicia territorial es uno de los caminos necesarios para, actualmente, garantizar la vida de los pueblos rurales en lo que hoy es Suape, en el Valle del Rio Cimitarra, en Brasil, en Colombia y en América Latina. Sin embargo, identificamos como imprescindible la construcción de otras lógicas de ser/hacer/reproducir la vida y no más la mercantilización y la acumulación del capital. Los desafíos están puestos y, al transitar por expericencias que nos abren horizontes para seres/haceres que no visan la acumulación de capital, pero sí, valorizan la vida, nosotros, así como los campesinos/as y los pueblos rurales, seguimos caminando y buscando caminos otros, buscando trazar, compartir mundos existentes y posibles. Todo eso no sería posible sin la experiencia vivida junto a estos pueblos.
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Os processos de recuperação e reconstrução de memória histórica na Guatemala: um recorte a partir das memórias das resistências / Historical memory recuperation and reconstruction processes in Guatemala: an approach from memories of resistances

Anna Lucia Marques Turriani Siqueira 02 September 2015 (has links)
Frente à necessidade emergente de se esclarecer os obscuros períodos de ditaduras e violência de Estado na América Latina ou de construir e manter versões que os neguem surge em diversos países um novo conflito entre os diferentes setores da sociedade, que agora disputam qual versão sobre o passado ascenderá ao status de verdade. A memória coletiva, como fenômeno construído a partir de relações sociais e constituidor dessas mesmas relações, ao ser transformada em memória histórica, aquela que é legitimada institucionalmente, parece ser um meio de determinar o que deve e o que não deve ser recordado, possibilitando o reconhecimento ou o apagamento de identidades. Muitos dos processos de reconstrução e recuperação de memória desenvolvidos nos últimos anos reproduzem modelos ocidentalocêntricos de pensar e fazer, excluindo o saber de grupos historicamente marginalizados. A produção de informes e publicações com dados sobre os eventos violentos do passado, ganha mais relevância que as vidas que relataram tais eventos. Estratégias para que se rompa o silêncio são elaboradas sem que se questione como fazer falar o silêncio sem que ele fale necessariamente a língua hegemônica que o pretende fazer falar. Muitas comunidades cansadas de esperar que se cumpram seus direitos por parte do governo, decidem levar a cabo suas próprias formas de reparação do tecido social, desenvolvendo processos de recuperação e reconstrução de memória particulares, destinados à reorganização e remotivação, a partir, sobretudo, das memórias de suas resistências. A Guatemala, como país tremendamente afetado por 36 anos de conflito armado interno, tem concentrado em seu pequeno território, uma imensidão de processos de memória. Sendo a população indígena a mais atingida pela violência do conflito armado, pelo racismo e pela discriminação até os dias de hoje, muitos destes processos não visam tratar causas estruturais da violência, e as próprias comunidades terminam por desenvolver estratégias para seguir resistindo. A partir das memórias destas resistências, lidas, escutadas e vividas ao longo da presente pesquisa, pretende-se refletir sobre os efeitos das políticas de recuperação e reconstrução de memória como modos de reparar os danos causados pela violência política. Para tal, serão propostas algumas relações entre racionalidade colonial e memória histórica, a partir do recente movimento descolonial latino americano; será traçado um caminho de leitura pela história da Guatemala, para chegar-se às contribuições que podem ser feitas ao campo, a partir de um caso específico de recuperação e reconstrução de memória histórica na Guatemala. / Regarding the emerging need to clarify the hazy periods of dictatorships and State violence in Latin America or the need to build and maintain versions that deny them in many countries a new conflict emerges, between the different sectors of society, which now dispute which version about the past will earn the status of truth. Collective memory, as a phenomenon built over social relationships and something which constitutes these very relationships, when transformed in historical memory, the one which is institutionally legitimated, seems like a mean to determine what should and what should not be remembered, allowing the recognition or the erasure of identities. Many of the processes of reconstruction and recuperation of memory developed in the last years reproduce Western-centric models of thinking and doing, ruling out the knowledge of historically marginalized groups. The production of reports and publications with data regarding violent events of the past gains more relevance than the lives that reported such events. Strategies to break the silence are elaborated without questioning how to make silence speak without it speaking necessarily the hegemonic language that intends to make it speak. Many communities, tired of waiting for their rights to be fulfilled by the government, decide to perform their own ways of repairing the social tissue, developing processes of recuperation and reconstruction of particular memories, aiming to the reorganization and remotivation, from, above all, the memories of their resistances. Guatemala, as a country tremendously affected by 36 years of internal armed conflict, has been concentrating in its small territory a huge amount of memory processes. Being the indigenous population the most affected by the violence of the armed conflict, by racism and discrimination until nowadays, many of these processes do not aim to treat the structural causes of violence, and communities themselves end up developing strategies to keep resisting. From the memories of these resistances, read, listened and lived throughout the present research, it is intended to reflect upon the effects of the policies of recuperation and reconstruction of memory as means to repair the damage caused by political violence. For such, some relations will be proposed between colonial rationality and historical memory, a reading scrip will be traced through the history of Guatemala aiming to reach out to the contributions that can be made to the field, from a specific case of recuperation and reconstruction of historical memory from Guatemala.
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Povos indígenas, direitos humanos e descolonialidade: reflexões sobre as políticas públicas a partir do CRAS Indígena de Caarapó MS/Brasil

Kyrillos, Gabriela de Moraes 26 February 2014 (has links)
Made available in DSpace on 2016-03-22T17:27:27Z (GMT). No. of bitstreams: 1 gabriela kyrillos.pdf: 6087102 bytes, checksum: 239612330d9424d8982fd116e209a918 (MD5) Previous issue date: 2014-02-26 / A presente dissertação tem como principal objetivo analisar o modo como se dá atualmente o acesso dos povos indígenas brasileiros às Políticas Públicas Sociais. Para isso, parte de um referencial teórico descolonial e intercultural, o que significa dizer que a pesquisa toma como pressuposto que a diversidade epistemológica da humanidade é infinita e que a forma eurocentrica de ver o mundo dominou, a partir do surgimento da Modernidade o campo da epistemologia. De fato, Modernidade e colonialidade andam unidas e são interdependentes. É esse elemento colonial que rege as relações do Estado brasileiro com os povos indígenas (formalmente) até a Constituição Federal de 1988, período no qual dominou o paradigma assimilacionista. A partir de 1988, abre-se espaço no plano formal para a emergência de um novo paradigma que é analisado a partir de suas ainda incipientes características e é aqui denominado como sendo um paradigma emancipatório ainda em construção. Dentro desse novo contexto, realiza-se um pesquisa empírica no CRAS da aldeia Te'yikue, município de Caarapó Mato Grosso do Sul, Brasil. A proposta foi analisar como se dá o acesso aos serviços da assistência social nessa comunidade indígena. Foi possível constatar que não existe uma normatização geral acerca dos CRAS indígenas e as políticas e serviços desenvolvidas por eles são destinadas aos não-índios, ou seja, elas acabam sendo inadequadas e muitas vezes inviáveis para os povos indígenas. A partir disso, a equipe do CRAS da Te'yikue parte de uma visão de respeito aos modos de viver guarani ñandeva e guarani kaiowá e reescreve, reinventa e adapta as políticas no intuito de oferecer esses serviços para os usuários indígenas, para isso, elas atuam por meio da Teia interna de relações sociais, culturais e familiares da comunidade e não pelo Sistema Único de Assistência Social (conhecido como: Rede SUAS) que é inacessível para os povos indígenas. A Teia é o consuetudinário, é o que foi construído ao longo de séculos e é por isso que é o melhor caminho que se tem hoje para a promoção das políticas sociais nas comunidades indígenas / A presente dissertação tem como principal objetivo analisar o modo como se dá atualmente o acesso dos povos indígenas brasileiros às Políticas Públicas Sociais. Para isso, parte de um referencial teórico descolonial e intercultural, o que significa dizer que a pesquisa toma como pressuposto que a diversidade epistemológica da humanidade é infinita e que a forma eurocentrica de ver o mundo dominou, a partir do surgimento da Modernidade o campo da epistemologia. De fato, Modernidade e colonialidade andam unidas e são interdependentes. É esse elemento colonial que rege as relações do Estado brasileiro com os povos indígenas (formalmente) até a Constituição Federal de 1988, período no qual dominou o paradigma assimilacionista. A partir de 1988, abre-se espaço no plano formal para a emergência de um novo paradigma que é analisado a partir de suas ainda incipientes características e é aqui denominado como sendo um paradigma emancipatório ainda em construção. Dentro desse novo contexto, realiza-se um pesquisa empírica no CRAS da aldeia Te'yikue, município de Caarapó Mato Grosso do Sul, Brasil. A proposta foi analisar como se dá o acesso aos serviços da assistência social nessa comunidade indígena. Foi possível constatar que não existe uma normatização geral acerca dos CRAS indígenas e as políticas e serviços desenvolvidas por eles são destinadas aos não-índios, ou seja, elas acabam sendo inadequadas e muitas vezes inviáveis para os povos indígenas. A partir disso, a equipe do CRAS da Te'yikue parte de uma visão de respeito aos modos de viver guarani ñandeva e guarani kaiowá e reescreve, reinventa e adapta as políticas no intuito de oferecer esses serviços para os usuários indígenas, para isso, elas atuam por meio da Teia interna de relações sociais, culturais e familiares da comunidade e não pelo Sistema Único de Assistência Social (conhecido como: Rede SUAS) que é inacessível para os povos indígenas. A Teia é o consuetudinário, é o que foi construído ao longo de séculos e é por isso que é o melhor caminho que se tem hoje para a promoção das políticas sociais nas comunidades indígenas. Palvras-chave: Políticas Públicas Sociais. Direitos Humanos dos Povos Indígenas. Descolonialidade. Centro de Referências em Assistência Social Indígena. Aldeia Te'yikue.
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Tambores do sertão: diferença colonial e interculturalidade - entreliçamento entre Umbanda/Quimbanda e Candomblé Angola no Norte de Minas Gerais

Borges, Ângela Cristina 11 March 2016 (has links)
Made available in DSpace on 2016-04-25T19:20:39Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Angela Cristina Borges.pdf: 3656882 bytes, checksum: 914b199a6f4e352181ccdd61d572785b (MD5) Previous issue date: 2016-03-11 / Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais / This paper analyzes the phenomenon of entanglement between Umbanda and Candomblé Angola in the northern region of Minas Gerais from the formation of these traditions to the present. In this sense, it reflects on the dialectic construction of a universe typically afro-sertanejo formed by the meeting in this region of the two traditions here looked at as the outspread not only of the African diaspora, but especially the inauguration of modernity and its dark side, coloniality. The afro-sertanejo universe consists of the acquaintanceship of these religious traditions and coexistence in the same religious space making it increasingly difficult to conceive one religion without the other. We intend to present in this paper that such intimacy and coexistence is linked to the origin of these traditions in a region where Umbanda and Candomblé practitioners interacted establishing dialogues since the late 1950s. We also intend to show that this approach has historical grounding being related to America s constitution and inauguration of modernity. Processes that triggered the hybrid and syncretic dynamics that put cultures and bodies in border predisposed not only to accommodation or cultural negotiation, but above all intercultural dialogue. With regard to the methodology our theoretical choice was the decolonial facet due to the assumption that the coexistence of Umbanda and Candomblé Angola in the same place could be more than the existence of a religious continuum, could represent an intercultural process. Given that, we based this work in particular on the following thinkers: Aníbal Quijano, Walter Mignolo and Catherine Walsh. In order to check the validity of our hypothesis, the methodological procedure used in this study was qualitative, composed of: oral sources through testimony from people who knew and were inserted in these religions in the 60s, of Umbanda practitioners that adopted the Candomblé Angola. We use the recorder and informal conversations; documental research in public and private collections; field observation work over the past five years and monitoring of public and private rituals. Thus, from the crossing-data obtained in the field without losing sight of the de-colonial perspective, we come to the following conclusions: the religious practices of the african-Brazilians in the interior of Minas Gerais translates the intercultural dialogue between Umbanda and Candomblé Angola, dialogue that makes these traditions symbols of decoloniality; the decoloniality covers not only the borderland thinking, but also actions erected within the colonial difference, space where you can prove that magic and Exu action are the drivers of dialogue, the drivers of decoloniality itself; the decoloniality in religious traditions such as african-Brazilian can occur through intercultural dialogue between these traditions; the interculturalism explains the phenomenon of adoption of Candomblé Angola by Umbanda practitioners in northern Minas Gerais; interculturalism among afro-sertanejos boosts the political struggles for rights and social recognition / O presente trabalho analisa o fenômeno de entreliçamento entre Umbanda/Quimbanda e Candomblé Angola na região norte do Estado de Minas Gerais a partir da formação dessas tradições até a atualidade. Neste sentido, tece reflexões sobre a construção dialética de um universo tipicamente afro-sertanejo formado pelo encontro das duas tradições aqui consideradas enquanto desdobramentos não apenas da diáspora africana, mas, sobretudo, da inauguração da Modernidade e seu lado oscuro1, a colonialidade. O universo afro-sertanejo se constitui na convivência entre essas tradições religiosas e coexistência em um mesmo espaço religioso de forma tal que cada vez mais torna-se difícil conceber uma religião sem a outra. Pretendemos mostrar neste trabalho que, tal convivência e coexistência está vinculada à origem dessas tradições nessa região, onde umbandistas e candomblecistas interagiram desde finais da década de 1950 estabelecendo diálogos. Pretendemos também demonstrar que essa aproximação tem raízes históricas estando relacionada à constituição da América e inauguração da Modernidade. Processos que desencadearam a dinâmica híbrida e sincrética que colocou culturas e corpos em fronteira, predispostos não somente à acomodação ou negociação cultural, mas sobretudo, ao diálogo intercultural. No que se refere à metodologia, nossa escolha teórica foi o pensamento descolonial em função de presumirmos que a convivência entre Umbanda/Quimbanda e Candomblé Angola, em um mesmo terreiro, poderia ser mais que a existência de um continuum religioso, poderia ser um processo intercultural. Desta forma, nos balizamos especialmente nos seguintes pensadores: Aníbal Quijano, Walter Mignolo e Catherine Walsh. De modo a verificar a validade da nossa hipótese, o procedimento metodológico utilizado neste estudo foi o qualitativo, composto por: fontes orais através de depoimentos de pessoas que conheceram e se inseriram nestas religiões nas décadas de 60 e de umbandistas que adotaram o Candomblé Angola. Usamos o gravador e conversas informais; levantamento documental em acervos públicos e 1 Lado escuro no sentindo de encoberto. privados; trabalho de observação de campo nos últimos cinco anos, com acompanhamento de rituais públicos e privados. A partir do cruzamento dos dados obtidos no campo, sem perder de vista a perspectiva descolonial, chegamos às seguintes conclusões: a prática religiosa dos afro-brasileiros no sertão das Gerais traduz o diálogo intercultural entre Umbanda/Quimbanda e Candomblé Angola, diálogo que torna essas tradições sertanejas ferramentas simbólicas da descolonialidade, sendo que esta não se encerra exclusivamente no pensar fronteiriço, mas também na ação erigida no espaço da diferença colonial, espaço onde é possível comprovar que a magia e a ação de Exu são os propulsores do diálogo, ou seja, da descolonialidade; essa em tradições religiosas como as afro-brasileiras pode ocorrer através do diálogo intercultural entre essas tradições; a interculturalidade explica o fenômeno de adoção do Candomblé Angola pelos umbandistas norte-mineiros; a interculturalidade entre os afro-brasileiros no sertão norte-mineiro impulsiona lutas políticas em busca de direitos e reconhecimento social configurando esses atores enquanto afro-sertanejos; o entreliçamento entre Umbanda e Candomblé Angola nessa região torna-os sertanejos configurando dessa forma, um universo religioso afro-sertanejo

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