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Ser ou não ser, louco é a questão

Melo, Marcos Costa 2004 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em História. Made available in DSpace on 2012-10-22T06:03:57Z (GMT). No. of bitstreams: 1 203000.pdf: 1048668 bytes, checksum: d9110c2d00bde32280315a46a6253ea8 (MD5) A presente dissertação analisa a criação do Manicômio Judiciário de Santa Catarina a partir de suas relações com o Estado, assim como o posterior funcionamento da instituição e a história de alguns de seus internos, analisando aspectos como a separação da Colônia Santana e o Manicômio Judiciário, as mudanças na psiquiatria catarinense, a questão das drogas e as internações e o manicômio como prisão, entre outros.
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O saber-poder psiquiátrico no interior da instituição judiciária e as tecnologias de normalização que produzem identidades e atestam anormalidades

Fusinato, Sócrates 2005 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Jurídicas. Programa de Pós-Graduação em Direito. Made available in DSpace on 2013-07-16T01:55:44Z (GMT). No. of bitstreams: 0 Trata-se de estudo que investiga algumas relações, possíveis de serem traçadas, entre racionalização e poder. Intenta-se analisar estas relações em um domínio específico que se enraíza em uma experiência fundamental: a loucura. Não para constatar se a loucura se conforma ou não aos princípios da racionalidade, mas para esquadrinhar a que tipo de racionalidade a sociedade, por intermédio da Psiquiatria e do Direito, recorre para lidar com tal experiência. Enquanto elemento anormal, mas contudo normalizável, a loucura é peça-chave da presente trama. E já não pode ser entendida em separado, não pode ser discernida como elemento que opera do lado de fora do corpo social. Isso porque a loucura figura como dispositivo que atua em prol da manutenção das relações de poder que operam a partir de saberes impregnados de um senso de normalidade. A loucura positivada é produtora de individualidades. A loucura produz e é produzida. Eis o efeito positivo das relações de saber-poder que tornam-na produto de um julgamento moral, socialmente convencionado, psiquiatricamente compreensível e juridicamente legitimado
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Um olhar foucaultiano sobre a loucura e a família

Severo, Cristine Görski 2003 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão. Programa de Pós-Graduação em Linguística. Made available in DSpace on 2012-10-20T13:05:01Z (GMT). No. of bitstreams: 1 205615.pdf: 258194 bytes, checksum: 48584aefa735e075d29ff31b105ed2f4 (MD5) Neste trabalho, discuto a maneira pela qual 'loucura' e 'família' são produzidas arqueológica e genealogicamente pelo discurso anti-manicomial. Tal discurso é constituído por quatro práticas discursivas, que são consideradas no decorrer da dissertação: a psicanálise, a teoria da hereditariedade, a neurociência e a terapia sistêmica. A partir de um olhar foucaultiano, analiso essas práticas no que diz respeito à maneira pela qual elas recortam/produzem # politicamente # a loucura e a família como objetos de saber. Para a realização da análise utilizo as seguintes ferramentas, oferecidas por Foucault: noção de poder; noção de procedimentos para configuração de saber; e também um pequeno histórico acerca do nascimento do asilo e do discurso anti-manicomial para contextualizar esse discurso e os saberes que o constituem. Por fim, realço a discussão política e arqueológica que atravessou a realização desse trabalho.
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Entre a pobreza e a loucura: O discurso psiquiÃtrico, o asilo de alienados e as cartas sobre a loucura (1874 a 1886) Entre a Pobreza e a loucura: O discurso psiquiÃtrico, o Asilo de Alienados e as Cartas sobre a loucura.(1874 a 1886)

Roberta Kelly Bezerra de Freitas 27 August 2012 (has links)
CoordenaÃÃo de AperfeiÃoamento de Pessoal de NÃvel Superior Dans ce travaille on a essayà reconstituer le contexte sociopolitique quâa donnà les conditions pour la constitution dâun discurs psychiatrique relatif aux pauvres et aux fous à la capital de la province du Cearà à la fin du XIXe siÃcle.Ce texte câest divisà en trois chapitres et dix points. Dâabord, on analise le contexte sociopolitique quâa incitÃ, pour la premiere fois, à la ville de Fortaleza, une discussion à propos dâun espace dâasile pour les pauvres et les fous; le lieu en questions sâagissait de lâAsile dâaliÃnÃs SÃo Vicente de Paula à Arronches. Cet asile a Ãtà construit entre les ans de 1874 et 1886 qui sâagit du pÃriode dâestude de cet travaille. Ensuite, on Ãtude les questions ÃpistÃmologique des premiers dÃbats à propos de lâaliÃnisme en France et la constitution dâun âsavoir medicalâ dans les facultÃs de medicine du BrÃsil à la fin du XIXe siÃcle. à la fin, on analise la premiÃre publication à Fortaleza quâa dÃveloppà les dÃbats à propÃs de la folie, la psychiatrie et les monomanies, crÃÃe par le medicin et dÃputà du CearÃ, le Docteur Francisco Ribeiro Delfino Montezuma en 1882 au journal Gazeta do Norte. à partir de ces dÃbats on a pu analysà le contexte social dans lequel sâest developpà un discours quâa mis em relief les fous au Brasil. Neste trabalho buscou-se reconstruir o contexto social e polÃtico que levou a constituiÃÃo de um discurso psiquiÃtrico na capital da provÃncia do Cearà em relaÃÃo aos pobres e aos loucos no final do sÃculo XIX. Para tanto este texto divide-se em trÃs capÃtulos e dez subitens. Primeiramente analisamos contexto polÃtico e social na cidade de Fortaleza que gerou pela primeira vez uma discussÃo sobre um espaÃo asilar para os pobres e os loucos, o local em questÃo era o Asilo de Alienados SÃo Vicente de Paula no Arronches que levou doze anos para ficar pronto entre os anos de 1874 a 1886 espaÃo temporal este que justifica o perÃodo dessa pesquisa. Depois estudamos as questÃes epistemolÃgicas dos primeiros debates em torno do alienismo na FranÃa e a constituiÃÃo desse saber mÃdico nas faculdades de medicina do Brasil no final do sÃculo XIX. Finalmente analisamos a primeira publicaÃÃo em Fortaleza sobre a loucura, a psiquiatria e as monomanias de autoria do mÃdico e deputado cearense Dr. Francisco Ribeiro Delfino Montezuma no ano de 1882 no jornal Gazeta do Norte. A partir dessa discussÃo pudemos analisar em que contexto social gerou-se um discurso que deu visibilidades aos loucos no Brasil.
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As máscaras da razão : memórias da loucura no Recife durante o período do Estado Novo (1937-1945).

Concepta Padovan, Maria 2007 (has links)
Made available in DSpace on 2014-06-12T18:32:03Z (GMT). No. of bitstreams: 2 arquivo3365_1.pdf: 1976266 bytes, checksum: e619c2820091832cb8b629c0a3e1853c (MD5) license.txt: 1748 bytes, checksum: 8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33 (MD5) Previous issue date: 2007 Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico O período do Estado Novo (1937-1945) caracterizou-se por um momento de organização social, baseado na moralidade e religiosidade expressadas através da família. Neste contexto, a psiquiatria encontrou espaço para seu desenvolvimento, atuando juntamente ao governo, de forma que a ordem fosse preservada a partir não mais de um simples processo de exclusão, mas da prevenção e reintegração da loucura. Este processo foi trabalhado de acordo com a teoria genealógica de Michel Foucault, que vê a loucura como algo que não possuí natureza ou essência própria, mas um sentido que lhe é conferido por determinados grupos sociais em cada período. Neste sentido, procurou-se estudar as formas pelas quais os diversos grupos sócio-culturais representantes da população do Recife viram-se alvos da perseguição policial e médica. A partir do estudos de artigos da época, elaborados pela própria psiquiatria (tanto com fins científicos como instrutivos), além dos próprios prontuários psiquiátricos (que podem fornecer informações preciosas até mesmo a partir de sua estrutura de dados), a loucura foi sendo traçada como a desobediência dos padrões estabelecidos, no que se referia a aspectos físicos (aparência), pensamentos e comportamentos. Foi possível perceber como os papéis sociais dos membros da família foram sendo traçados a partir da questão da infância; como a atuação de mulheres rebeldes mediante uma ideologia de vida que lhes era imposta foram tomadas como as principais causas de seus internamentos, além das formas que a sociedade utilizou para lidar com elas (o próprio internamento e os tratamentos corretivos que lhes eram aplicados); e como os moradores dos mangues foram sendo associados às mais diversas formas de psicopatias, que variavam do fato de viverem na marginalidade à crença em cultos de origem africana e o uso do álcool. É dentro desta perspectiva de estudo, que estes aspectos considerados inadequados e intoleráveis acabaram por se mostrar como a real vivencia da loucura (e não apenas seus aspectos orgânicos), durante o Estado Novo
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Parrhesía e loucura no exemplo de Estamira

Mansanera, Adriano Rodrigues 2015 (has links)
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, Florianópolis, 2015. Made available in DSpace on 2016-01-05T03:04:08Z (GMT). No. of bitstreams: 1 336681.pdf: 10839665 bytes, checksum: 75fb3c789ac453b93c63fb6eb470d46d (MD5) Previous issue date: 2015 Um autor como Michel Foucault (1926-1984), ao apresentar um estudo extenso sobre saber, poder e ética, deixa o leitor com dúvidas e indagações: O sujeitado ao poder não teria como se contrapor à submissão? O poder psiquiátrico, com seus saberes sobre a loucura, seria tão poderoso assim? Na tentativa de responder estas questões, estabeleceu-se como objetivo geral investigar a parrhesía e a loucura no exemplo de Estamira. Como pressuposto metodológico, optou-se pelos escritos de Michel Foucault sobre a temática da loucura. Na análise do documentário a respeito de Estamira, produzido por Marcos Prado em 2004, foram analisadas algumas cenas, fundamentando-se, sobretudo, em seus últimos escritos, de 1980 a 1984, do Collège de France. O pensamento último de Foucault evidencia uma preocupação histórica do que seria o cuidado de si e a parrhesía no período da Grécia Clássica, por volta do séc. IV a.C., o período helênico romano séc. I e II d.C. e os primeiros cristãos (IV a V d.C.). O autor consegue perceber, na antiguidade grega, a existência de uma subjetividade que não segue normas, a qual se torna uma prática de liberdade (práticas ascéticas), uma busca de como dizer a verdade (parrhesía) que leva a uma constituição ética atrelada à estética da existência da vida do sujeito. Conclui-se, com base nas análises históricas foucaultianas, que o exemplo de Estamira nos remete a uma ?ontologia do presente?, ?ontologia dos discursos verdadeiros?, uma concepção de subjetividade, de verdade e de filosofia de vida para o indivíduo, com sua loucura, transformar sua vida e ser diferente do que é, governando a si mesmo pela parrhesía, ser franco, falar a verdade.
Abstract : An author such as Michel Foucault (1926-1984) when presenting an extensive study of knowledge, power and ethics, leaves the reader with doubts and questions: The subjected to power could not possibly oppose itself from submission? The psychiatric power, with its knowledge about insanity, would be that powerful? In the attempt to answer these questions, it was established as a general objective to investigate the parrhesia and insanity in the case of Estamira. For the methodological presupposition, it was chosen the writings of Michel Foucault on the theme of madness. In the documentary film analysis about Estamira, produced by Marcos Prado in 2004, some scenes were analyzed mostly based in his later writings, from 1980 to 1984, from the Collège de France. The final thought of Foucault reveals a historical concern of what would be the self care and the Parrhesia in the Classical Greece period from around the IV century B.C., the Roman Hellenistic period during the I and II century A.D. and the early Christians (IV to V A.D.). The author is able to perceive that in Greek antiquity, the existence of a subjectivity that does not follow rules, which turns to a practice of freedom (ascetic practices), a search for how to tell the truth (parrhesia) leading to an ethical constitution tied to the aesthetics of existence of the subject´s life. The conclusion is, based on Foucault's historical analysis, that the example of Estamiranos refers to an "ontology of the present", "ontology of real discourses," a conception of subjectivity, truth and life philosophy for the individual, with his insanity, to transform his life and be different than it is, ruling himself through parrhesia, be honest and to tell the truth.
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Cinema

Benoski, Diogo Albino 2005 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Gradução em História. Made available in DSpace on 2013-07-16T00:24:47Z (GMT). No. of bitstreams: 1 212596.pdf: 2022407 bytes, checksum: 64fed3ba42724bd32159aa5d7f07ad27 (MD5) O objetivo deste trabalho é analisar a figura do doente mental construída pelo cinema. Nesta perspectiva, o estudo responde a uma série de indagações: o que é loucura, o que é cinema, e como se estabelecem as relações entre história e cinema. Pelo lado da loucura, podemos dizer que ela é definida de acordo com sua etiologia. A psiquiatria, medicina especializada no ramo, busca responder a esta questão ao englobar dois métodos principais: o orgânico, que considera as causas fisiológicas; e o psicológico, que considera os sentimentos reprimidos como causa da doença. Pelo lado do cinema, destacam-se os aspectos técnicos e o estilo de narrativa como suas principais características. Unindo estes dois elementos, o cinema e a loucura, o trabalho encontra subsídios para estudar os seguintes aspectos: as representações do louco de causa psicológica e do louco de causa orgânica. Ainda analisam-se os meios que a psiquiatria utilizou, nos filmes, para controlar essa loucura.
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Atribuição de causalidade e de controle a loucura por diversos profissionais e por religiosos

Silva, Lucia Helena Lopes de Mello e 14 September 1984 (has links)
Submitted by Estagiário SPT BMHS (spt@fgv.br) on 2012-05-17T13:50:02Z No. of bitstreams: 1 000029927.pdf: 23102372 bytes, checksum: 58b61efd1f866d8b5fe6e017b34f8a82 (MD5) Made available in DSpace on 2012-05-17T13:52:27Z (GMT). No. of bitstreams: 1 000029927.pdf: 23102372 bytes, checksum: 58b61efd1f866d8b5fe6e017b34f8a82 (MD5) Previous issue date: 1984 The present study was designed to obtain data regarding perception about causes and control of mental health, among university level professionals and members of a religious denomination (priests and nouns). Two questionnaries were utilized for the study, with two point scales: the Mental Health Locus of Origin (MHLO) and the Mental Health Locus of Control (MHLC) questionnaries. The questionnaries were submitted to and answered by a total of 420 subjects, 360 of whom were professionals (psychologists, psysicians including psychiatrists, nurses including psychiatric nurses, social assistants, sociologísts, administration technologists, economists and engineers) and 60 were priests and nuns. Distribution of the subject s was performed according to the number of points achieved in each scale: utilizing the MHLO scale, subjects were separated be tween those that hold the opinion that mental disease has organic causes and those that believe mental disease is linked to environmental causes. Utilizing the MHLC scale, the subjects were separated according to their opinion on whether the success of psychotherapy depends more on the behavior of the patient or on the therapists capabilities. Results obtain e d from both questionnaries were statistícally analysed for each professional group. The correlation coefficient between locus of origin and locus of control was obtaíned. These results allowed the A. to conclude that humanities-oriented professionals believed more than humanities-oriented professionals, and these more than religious subjects and technologists, that mental desease is caused by environmental factors and that its control depends more on the patient's behavior than on the therapist's capabilities. O presente trabalho objetivou conhecer a percepção de profissionais de nível superior e religiosos sobre as causas e o controle da doença mental. Levantou-se opiniões de 360 profissionais (psicólogos, médicos e médicos psiquiatras, enfermeiros e enfermeiros psiquiatras, assistentes sociais, sociólogos, técnicos de administração, economistas e engenheiro s) e 60 religiosos (padres e freiras). Foram utilizadas duas escalas em forma de questionário: a Mental Health of Locus of Origin (MHLO) e a Mental Health Locus of Control (MHLC). Foi feita a distribuição dos sujeitos de acordo com os pontos obtidos em cada escala; discriminou-se o número de sujeitos que acreditam mais nas causas orgânicas da doença mental e o número de sujeitos que acreditam nas causas ambientais, segundo cada item da MHLO. Também discriminou-se quantos sujeitos acreditam que o sucesso da psicoterapia depende mais do comportamento do cliente e os que acreditam que tal sucesso depende mais da capacidade do terapeuta, segundo cada item da MHLC. Caluulou-se o coeficiente de correlação entre locus de origem e locus de controle da doença mental, e coeficiente de confiabilidade das duas escalas. As principais conclusões indicam que os psicólogos, assistentes sociais e ·sociólogos acreditam mais que os médicos e enfermeiros e estes mais do que os religiosos e os tecnólogos que a doença mental e causada por fatores ambientais e que o seu controle depende mais do comportamento do cliente do que d a capacidade do terapeuta.
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Outras margens de sentido: a recepção do leitor em duas passagens rosianas

SILVA, J. A. 14 December 2009 (has links)
Made available in DSpace on 2016-08-29T14:11:22Z (GMT). No. of bitstreams: 1 tese_4251_.pdf: 478903 bytes, checksum: 05d237a6e68de4f71d06ab7d3f5cfc69 (MD5) Previous issue date: 2009-12-14 A presente pesquisa investiga os contos Sorôco, sua mãe, sua filha e A terceira margem do rio, de Guimarães Rosa, tendo como foco principal o papel do leitor na recepção desses textos literários. Com esse objetivo, constituiu-se uma metodologia teórica a partir dos estudos de Wolfgang Iser e sua teoria acerca do leitor implícito, de Hans Robert Jauss e sua hermenêutica baseada no jogo de perguntas e respostas e Umberto Eco e suas considerações sobre os não-ditos textuais. A análise desses dois contos do livro Primeiras Estórias indaga como o leitor de Guimarães Rosa se confronta com textos complexos e enigmáticos, que tratam de aspectos como loucura e falta de comunicação, e se aproxima nessas margens, em que o trabalho de preenchimento dos vazios torna-se tarefa deveras complicada ao leitor implícito. Percebe-se, pelas investigações, que o leitor de Rosa oscila entre contentar-se com o caminho seguido pelas personagens em seus desfechos e sentir-se frustado com os resultados da leitura. A idéia defendida por Jauss de que no texto literário o leitor participa de um jogo de perguntas e resposta fica clara na análise desses contos, uma vez que muitos são os questionamentos feitos por esse leitor implícito, cujas respostas nem sempre aparecem de forma clara. É esse leitor questionador de Guimarães Rosa que este trabalho contempla.
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As aparências enganam : aspectos da construção da loucura feminina no Recife dos anos 1930-1945

Padovan, Maria Concepta 31 January 2012 (has links)
Submitted by Marcelo Andrade Silva (marcelo.andradesilva@ufpe.br) on 2015-03-06T12:57:39Z No. of bitstreams: 2 As aparencias enganam.pdf: 5965144 bytes, checksum: 47c84ed30c4ccd754b65d1677e0e684e (MD5) license_rdf: 1232 bytes, checksum: 66e71c371cc565284e70f40736c94386 (MD5) Made available in DSpace on 2015-03-06T12:57:39Z (GMT). No. of bitstreams: 2 As aparencias enganam.pdf: 5965144 bytes, checksum: 47c84ed30c4ccd754b65d1677e0e684e (MD5) license_rdf: 1232 bytes, checksum: 66e71c371cc565284e70f40736c94386 (MD5) Previous issue date: 2012 CNPQ Esta pesquisa visa analisar a utilização de teorias da biotipologia, testes de inteligência e personalidade, nos fundamentos e práticas psiquiátricas pernambucanas, durante as décadas de 1930-1945, e o comportamento social daí resultante para pacientes e familiares. As questões que permearam o trabalho partiram do principio de que em Pernambuco, durante o período do Governo Vargas (1930-1945), classificar os tipos de doença mental passou a ser um aspecto essencial do trabalho dos psiquiatras. E que, apesar deste processo estar baseado numa análise completa dos aspectos de vida do paciente, a maioria feminina de pacientes do hospital tinha a detecção de seu estado patológico com base em aspectos majoritariamente físicos. Neste sentido, e com base nos estudos do Boletim de Higiene Mental, da Revista Neurobiologia, periódicos da época, além dos próprios prontuários psiquiátricos, investigou-se como tais relações, entre as classificações e a doença mental feminina, foram sendo construídas e adaptadas ao meio, até o momento de seu emprego no Hospital de Alienados de Pernambuco. Observa-se, portanto, como a loucura foi sendo traçada a partir das estruturas morfológicas do corpo, consideradas como fortes determinantes da constituição psicológica e dos valores sociais de uma sociedade.

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