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O papel do examinador experiente no diagnóstico colposcópico em mulheres com céllulas atípicas de significado indeterminado quando não se pode afastar lesão intraepitelial de alto grau (ASC-H)

Maffini, Cibele Feroldi January 2017 (has links)
Orientadora : Profa. Dra. Rita Maira Zanine / Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Tocoginecologia. Defesa : Curitiba, 28/04/2017 / Inclui referências : f. 72-81 / Resumo: INTRODUÇÃO: O câncer de colo de útero é a segunda neoplasia que mais acomete a mulher no mundo, possui história natural longa iniciada em lesões precursoras que se devidamente diagnosticadas e tratadas, levam a expressiva redução da morbimortalidade pela doença. O rastreio dessas lesões precursoras é feito pelo uso da citologia oncótica, enquanto o correto diagnóstico das mesmas é dado pela impressão colposcópica. O resultado citológico Atipias de Células Escamosas Quando não se pode Afastar Lesão de Alto Grau (ASC-H) está associado ao diagnóstico de Lesão Intraepitelial de Alto Grau/ High-Grade Squamous Intraepithelial Lesion (HSIL) ou Câncer em uma frequência suficientemente alta para justificar e indicação imediata ao exame colposcópico. OBJETIVO: Analisar a acurácia dos achados colposcópicos no diagnóstico das mulheres com ASC-H. PACIENTES E MÉTODOS: Foram selecionadas 106 mulheres com resultado citológico definido como ASC-H, confirmado após revisão cegada por dois patologistas experientes. Todas as mulheres foram submetidas ao exame colposcópico sob supervisão direta da mesma colposcopista. As pacientes com diagnóstico NIC 2 ou mais foram submetidas a Exérese da Zona de Transformação (EZT). As mulheres com impressão colposcópica negativa ou menor foram colocadas em seguimento clínico semestral até dois seguimentos negativos, quando isso não ocorreu foram igualmente submetidas a EZT. Dos prontuários médicos foram coletados dados referentes a impressão colposcópica, variáveis sociodemográficas, resultado do seguimento clínico e das peças anatomopatológicas. RESULTADO: Das 106 pacientes, 102 completaram o acompanhamento. A prevalência de NIC 2 ou mais foi de 63,7%. A impressão colposcópica obteve, em o seu achado maior uma sensibilidade de 91,67% IC 95%(0,8161 a 0,9724) especificidade de 93,1% com IC 95% (0,772 a 0,991) Valor Preditivo Positivo de 96,49% Valor Preditivo Negativo de 84,38% e acurácia de 92% para o diagnóstico de NIC 2 ou mais. Dos achados colposcópicos o que apresentou maior relevância foi a densidade de acetobranqueamento, seguido pelo pontilhado e mosaico grosseiros. A Zona de Transformação tipo 3 esteve menos correlacionada ao desfecho NIC 2 ou mais e não comprometeu a acurácia da colposcopia. Os achados demográficos não alcançaram significância estatística, entretanto, história pregressa de lesão intraepitelial e menopausa obtiveram p valor limítrofe de 0,085 e 0,072 respectivamente. CONCLUSÕES: Na população de estudo, a acurácia da colposcopia em estabelecer o diagnóstico para as pacientes referenciadas por citologia ASC-H foi de 92%, sendo que o achado colposcópico mais relevante quanto a presença de NIC 2 ou mais foi a densidade de acetobranqueamento. Palavras chave: Colposcopia e Câncer de Colo de Útero. / Abstract: BACKGROUND: Cervical cancer is the seccond most frequent neoplasm of women in the world. It has a long natural history initiated in precursor lesions that, if properly diagnosed and treated, lead to an expressive reduction of morbidity and mortality due to the disease. The screening of these precursor lesions is done by the use of cervical cytology, while the correct diagnosis of them is given by the colposcopic impression. The cytological result atypical squamous cells cannot exclude high-grade squamous intraepithelial lesion (ASC-H) is highly associated with the diagnosis of high-grade squamous intraepithelial lesion (HSIL) or cervical cancer, that justifies prompt indication of colposcopic examination. OBJECTIVE: To analyze the accuracy of colposcopic findings in the diagnosis of ASC-H in a risk population. PATIENTS AND METHODS: We selected 106 patients with outcome defined as ASC-H after a blinded review by two experienced pathologists. They had undergone colposcopic examination under direct supervision of the same colposcopist. Patients with a CIN 2 or greater diagnosis were submitted to Excision of the Transformation Zone (ETZ), patients with negative or minor colposcopic impression were placed in a semi-annual clinical follow-up until two negative follow-ups were achieved, when this was not observed, they were also submitted to ETZ. From the medical records, were collected data on colposcopic impression, sociodemographic variables, result of clinical follow-up and pathological result. RESULTS: Of the 106 patients, 102 completed follow-up. The prevalence of CIN 2 or more was 63.7%. The major colposcopic impression obtained sensitivity of 91,67% CI95%(0,8161 to 0,9724), specificity 93,1% CI95%(0,772 to 0,991) Positive Predictive Value of 96,49%, Negative Predictive Value of 84,38% and accuracy of 92% for the diagnosis of CIN 2 or worse. Of the colposcopic findings, what has presented with greater relevance was the acetowhitening density, followed by coarse punctation and mosaic. The Type 3 Transformation Zone was less frequently associated with CIN 2 or worse diagnosis and did not compromise the accuracy of colposcopy. The demographic findings did not reach statistical significance, however, previous history of cervical intraepithelial neoplasia and menopause obtained a borderline value of 0,085 and 0,072 respectively. CONCLUSIONS: In the study population, the accuracy of colposcopy to establish the diagnosis for patients referred by ASC-H cytology was 92%, and the most relevant colposcopic finding regarding the presence of CIN 2 or more was the acetowhite density. Key Words: Colposcopy and Cervical Cancer
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Avaliação da reserva ovariana na salpingectomia profilática em mulheres na pré menopausa, na prevenção do câncer de ovário

Albernaz, Flávia Renata Motta Zanoni January 2017 (has links)
Orientador : Prof. Dr. Almir Antônio Urbanetz / Coorientador : Prof. Dr. Rafael Frederico Bruns / Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Tocoginecologia. Defesa : Curitiba, 24/03/2017 / Inclui referências : f. 69-76 / Resumo: Introdução: Apesar do câncer de ovário não ser o tumor maligno ginecológico mais comum, ele é o de maior letalidade. Infelizmente a maioria dos casos de câncer de ovário são diagnosticados em estadios avançados. Isto ocorre pois até o presente momento todos os programas de rastreamento precoce falharam. Novas teorias sobre a origem do câncer do ovário tem sido descritas e investigadas e sugerem que não é no ovário que a doença se inicia e sim nas tubas uterinas. Essas teorias trazem novas perspectivas para o diagnóstico precoce e a prevenção deste agressivo tumor, através da salpingectomia profilática. Porém não está claro se realizar a salpingectomia profilática tem qualquer impacto sobre a reserva ovariana. A reserva ovariana é estimada pela combinação de certos parâmetros clínicos e endocrinológicos e de medidas ultrassonográficas. Não há um consenso sobre qual combinação de parâmetros tem o melhor valor preditivo. A concentração basal do hormônio folículo estimulante (FSH) é a medida mais simples e ainda mais amplamente aplicada da reserva ovariana. O número de folículos antrais no início da fase folicular também se correlaciona diretamente com a reserva ovariana. Apesar disso, a contagem de folículos antrais (CFA), como medida da reserva ovariana, também está sujeita a variações devido a diferenças intra e interobservador. Objetivos: Avaliar se a salpingectomia profilática em mulheres no menacme, altera a reserva ovariana; e se a contagem de folículos antrais é um método reprodutível intra e interobservador. Métodos: Participaram deste estudo as pacientes provenientes dos Ambulatórios do Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC/ UFPR). Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do CHC/UFPR . Este estudo de coorte prospectivo foi realizado no período de maio de 2015 a janeiro de 2017. As pacientes incluídas na pesquisa, fizeram avaliação hormonal laboratorial com FSH e estradiol (E2) e estudo ultrassonográfico com CFA, no pré operatório e após três meses do procedimento cirúrgico. As pacientes foram submetidas a salpingectomia bilateral (SB), preservando cuidadosamente a vascularização do ovário. Para avaliar a reprodutibilidade do método de CFA através do ultrassom bidimensional (2 D), foram feitas duas formas de avaliação, uma considerando cada ovário como uma unidade de análise e outra considerando o somatório dos folículos nos dois ovários para analisar a reserva ovariana para cada paciente. Os ovários foram avaliados duas vezes por cada investigador, com intervalo de três meses (Tempo 1 e Tempo 2), sem nenhuma ordem específica e com identificações distintas, para avaliar a variação intra e interobservador. Resultados: Foram incluídas nove pacientes no menacme com idade media de 33 anos e desvio padrão 4,26. Não houve diferença estatisticamente significativa na avaliação da modificação da reserva ovariana através diferença (?) entre os valores pós e pré operatórios de FSH e da CFA. Os valores pré e pós cirúrgicos foram homogêneos para ?FSH (-1,125 UI/ L, p = 0,260) e ?CFA (- 0,339 folículos antrais, p = 0,735). Foram avaliados 12 exames ultrassonográficos contendo as imagens dos dois ovários de uma mesma paciente para verificar a reprodutibilidade intra e interobservador. A concordância destas avaliações através do índice de Kappa foi de 0,824 (p = 0,004) para o Juiz A no Tempo 1 em relação ao Tempo 2, de 1,0 (p = 0,001) para o Juiz B no Tempo 1 em relação ao Tempo 2, de 1,0 (p= 0,001) entre os dois Juízes no Tempo 1 e de de 0,824 (p = 0,004) entre os dois Juízes no Tempo 2, demonstrando tratar-se de um método reprodutível intra e interobservador para avaliação da reserva ovariana. Conclusão: A demonstração de que a função ovariana foi avaliada através de métodos confiáveis e que a realização da salpingectomia profilática não modifica a reserva ovariana vem corroborar para as novas orientações quanto às medidas para a prevenção do câncer de ovário. Palavras-chave: Salpingectomia profilática, Câncer de ovário, Tubas uterinas, Reserva ovariana, Contagem de folículos antrais / Abstract: Introduction: Although ovarian cancer is not the most common gynecological malignancy, it is the most lethal. Unfortunately, most cases of ovarian cancer are diagnosed in advanced stages. It occurs because until now all screening programs have failed. New theories about the origin of ovarian cancer have been described and investigated and suggest that it is not in the ovary that the pathology starts but rather in the fallopian tubes. These theories provide new perspectives for early diagnosis and prevention of this aggressive tumor, through prophylactic salpingectomy. However, it is unclear whether performing prophylactic salpingectomy has any impact on the ovarian reserve. The ovarian reserve is estimated by the combination of certain clinical and endocrinological parameters and ultrasound measurements. There is no consensus on which combination of parameters has the best predictive value. The basal follicle stimulating hormone (FSH) concentration is the simplest and most widely applied measure of the ovarian reserve. The number of antral follicles at the beginning of the follicular phase also correlates directly with the ovarian reserve. Despite this, antral follicle count (AFC), as a measure of ovarian reserve, is also subject to variations due to intra and interobserver differences. Objectives: To evaluate whether prophylactic salpingectomy in premenopausal women alters the ovarian reserve; And whether the antral follicle count is a reproducible intra and interobserver method. Methods: Patients from the Complex Clinics Hospital Federal University of Paraná (CHC/ HC / UFPR) participated in this study. This study was approved by the Research Ethics Committee (CEP) of CHC / UFPR. This prospective study was performed from May 2015 to January 2017. The patients included in the study performed laboratory hormonal evaluation with FSH and estradiol (E2) and ultrasonographic study with AFC, in the preoperative period and after three months of the surgical procedure. The patients underwent bilateral salpingectomy (BS), carefully preserving the vascularity of the ovary. To evaluate the reproducibility of the AFC method through two-dimensional (2D) ultrasound, two forms of evaluation were made, one considering each ovary as a unit of analysis and another considering the sum of the follicles in the two ovaries to analyze the ovarian reserve for each patient. The ovaries were evaluated twice by each investigator at intervals of three months (Time 1 and Time 2), without any specific order and with different identifications to evaluate intra and interobserver variation. The Kappa index was used to verify the concordance of the analyzes. Results: Nine pre menopausal patients were included with mean age of 33 years and standard deviation 4.26. There was no statistically significant difference in the evaluation of the ovarian reserve change through difference (?) between the post and preoperative FSH and AFC values. Pre and postoperative values were homogenous for ?FSH (-1.125 IU / L, p = 0.260) and ?AFC (-0.339 antral follicles, p = 0.735). Twelve ultrasound examinations containing the images of the two ovaries of the same patient were evaluated to verify intra and interobserver reproducibility. The agreement of these assessments by the Kappa index was 0.824 (p = 0.004) for Judge A at Time 1 in relation to Time 2, from 1.0 (p = 0.001) for Judge B at Time 1 in relation to Time 2, of 1.0 (p = 0.001) between the two Judges at Time 1 and 0.824 (p = 0.004) between the two Judges at Time 2, demonstrating that it is a reproducible intra and interobserver method for the evaluation of the reserve Ovarian. Conclusion: The demonstration that the ovarian function was evaluated through reliable methods and that the prophylactic salpingectomy does not modify the ovarian reserve confirms the new guidelines regarding measures for the prevention of ovarian cancer. Keywords: Prophylactic salpingectomy, Ovarian neoplasms, Fallopian tubes, Ovarian reserve, Antral follicle counts
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Suplementação de oxigenio a parturiente : repercussão dessa suplementação sobre o estado acido basico da mãe e do recem-nato

Cavalcanti, Franz Schubert 14 July 2018 (has links)
Orientador : Amaury Sanchez Oliveira / Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciencias Medicas / Made available in DSpace on 2018-07-14T01:39:34Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Cavalcanti_FranzSchubert_D.pdf: 1681650 bytes, checksum: fcf9eea3321f65c10a65a7dc9d451dc1 (MD5) Previous issue date: 1991 / Resumo: Sessenta parturientes com indicação de cesárea, eletiva ou iterativa, consideradas clinicamente como casos ideais, de acordo com os parâmetros propostos por CRAWFORD e modificados por OLIVEIRA, foram divididas em quatro grupos de quinze. Todos os grupos respiravam ar atmosférico (F1O2= 21%) antes da realização da anestesia. Após esta, a inalação continuou sendo feita com ar atmosférico para o grupo controle (grupo 1) e para os demais grupos com oxigênio a 30% (F1O2= 30%), 50% (F1O2= 50%) e 100% (F1O2= 100%) até o momento do nascimento. A técnica anestésica, os cuidados dispensados e a conduta cirúrgica foram os mesmos para todas as parturientes. Objetivou-se avaliar a importância da suplementação de oxigênio administrado em diferentes concentrações às parturientes submetidas à cesariana sob anestesia peridural, e a repercussão desta suplementação sobre o estado ácido-básico da mãe durante o ato anestésico cirúrgico e, em especial, do recém-nato, no momento do nascimento. A suplementação de oxigênio ocasionou nas parturientes mudanças crescentes nos valores médios da PO2 e nos da Sat O2, a nível de sangue arterial, elevações estas paralelas às das concentrações inspiradas de oxigênio. Em relação aos recém-natos a análise gasimétrica, do sangue obtido da veia umbilical, mostrou que existe uma correlação paralela àquelas obtidas a nível arterial materno. A análise gasimétrica, do sangue obtido da artéria umbilical, mostrou que os recém-natos provenientes de parturientes pertencentes aos grupos hlper6xicos beneficiaram-se mais do que os do grupo normoóxido, por terem recebido maior oferta de O2 através do sangue da veia umbilical / Abstract: Sixty pregnant patients who had been recommended for elective or obrigatory caesarean section, and considered as clinically-ideal cases according to the parameters proposed by CRAWFORD and modified by OLIVEIRA, were divided into four groups of fifteen. All the groups were breathing atmospheric air (F1O2= 21%) before the application of anesthesia. After anesthesia, inhalation continued with atmospheric air for the control group (group 1) and for the other groups with thirty percent oxygen (F1O2= 30ro), fifty percent (F1O2= 50%) and one-hundred per cent (F1O2= 100ro), respectively, until the moment of birth. The anesthesic technique, the care given, and the surgical technique were identical for all the patients. The objective of the research was to evaluate the importance of supplemental oxygen administered in different concentrations to the patients submitted to caesarean section under epidural anesthesia, and the consequences of this supplement upon the acid-base state of the mother during the caesarean section and, especially, the acid-base state of the new-born, at the moment of birth. The supplemental oxygen caused increases in the mean values of the PO2 and Sat O2 of the arterial blood; these elevated values reflected the increased oxygen concentrations breathed by the patients. In relation to the new-borns; the biochemical analysis of the blood from the umbilical vein revealed a definite correlation to the increases in values measured in the arterial blood of the mothers. The biochemical analysis of the blood obtained from the umbilical artery showed that the new-borns from the hiperoxic groups benefitted greatly in comparison with those of the normooxic group, because they had received an increased amount of O2 through the blood of the umbilical vein / Doutorado / Doutor em Medicina
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Bioimpedância na gravidez: resistência e reactância de gestantes com pré-eclampsia /

Silva, Elaine Gomes da. January 2008 (has links)
Resumo: O organismo materno sofre intensas adaptações para o desenvolvimento adequado do feto. Entretanto, essas adaptações podem ocorrer de forma inadequada e predispor ao desenvolvimento de patologias na gravidez. Dentre estas destaca-se a pré-eclâmpsia, decorrente da má-adaptação circulatória, na qual observa-se expansão volumétrica inadequada. A água corporal total (ACT) está estritamente relacionada com o volume plasmático e a bioimpedância (BIA), como técnica indireta de avaliação das medidas de água corporal, pode ser utilizada para avaliar a variação gravídica do mesmo. A BIA fornece diretamente valores de resistência e reactância que avaliam indiretamente a composição dos compartimentos corporais. Esta avaliação pode ser método eficaz na determinação do grau de comprometimento do organismo materno pelo processo da pré-eclâmpsia, visto que a avaliação dos níveis de ACT durante a gravidez pode fornecer informações sobre a qualidade dessa adaptação. O presente estudo foi proposto com o objetivo de analisar os parâmetros diretos (resistência e reactância) e indiretos (água corporal total, intra e extracelular) da BIA, em gestantes portadoras de pré-eclâmpsia, comparando-os com os resultados obtidos em pacientes normais. Os dados foram ajustados para as covariáveis idade gestacional, idade materna e índice de massa corporal prégestacional. Foram analisadas as covariancias (ANCOVA) e aplicado o teste de Tuckey e para as variáveis independentes sem influencia das covariaveis foi aplicado o teste T. O valor de significância adotado foi de 5%. Avaliou-se 51 gestantes controle (grupo C) e 65 gestantes com pre-eclâmpsia (grupo PE) do HC-FMB- UNESP. O grupo PE apresentou menores valores de R (448Ω v 542 Ω ), Rc (40Ω v 53 Ω) e AIC (49,45% v 51%) quando comparados com o grupo C. O grupo PE apresentou maiores valores de ACT (49% v 47%) , ACTcor (41,6% v 34%), AEC (50% v 47%). / Abstract: The maternal body undergoes significant adaptations to ensure adequate fetal development. However, inadequate adaptations play a leading role in the development of obstetrics disorders. Among these, the most important is preeclampsia, which may result from circulatory maladaptation. Nonetheless, total body water is closely related to plasma volume and bioimpedance (BIA), as an indirect method to measure body water, may be useful for the assessment of variations in plasma volume during pregnancy. BIA directly measures resistance and reactance values, which indirectly evaluate body compartments. Thus, this technique may effectively determine the level of maternal body involvement in preeclampsia, given that the measurement of total body water during pregnancy can provide information about the quality of this adaptation. This study aimed at comparing resistance, reactance, total body water, intra- and extracellular water between primigravidas diagnosed with preeclampsia and normal primigravidas at the third trimester of gestation. Outcome variables between groups were compared by ANCOVA with gestational age, maternal age and pre-gestational body mass index considered as confounding variables. Independent outcome variables between groups were compared by the t test of Student at a significance level of 0.05. Fifty-one control pregnant women (group C) and 65 pregnant women with preeclampsia (group PE) from Botucatu Medical School Hospital were submitted to the bioimpedance test (BIA). Data collected included resistance and reactance, total body water (TBW), pregnancy-corrected body water (TBWcor), extracellular water (ECW) and intracellular water (ICW). When compared to controls, PE values of resistance (448Ω v 542 Ω ) and reactance (40Ω v 53 Ω) were smaller; TBW (49% v 47%), TBWcor (41,6% 34%), ECW (50% v 47%) were higher; and ICW (49,45% v 51 %) was smaller. / Orientador: José Carlos Peraçoli / Coorientador: Maria Antonieta B. L. Carvalhaes / Banca: Iracema de Mattos Paranhos Calderon / Banca: Maria Helena Benicio / Mestre
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Estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) como analgesia no período de dilatação do trabalho de parto /

Mantovani, Paula Regina. January 2004 (has links)
Orientador : José Carlos Peraçoli / Resumo: Não disponivel. / Abstract: Not available. / Mestre
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Prevalência de partos prematuros no Hospital de Base "Dr. Ary Pinheiro" (Porto Velho - RO) causados por malária durante a gestação no período de 2001 a 2003 em usuárias do SUS

Simões, Maria da Conceição Ribeiro January 2006 (has links)
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Ciências da Saúde, 2006. / Submitted by Alexandre Marinho Pimenta (alexmpsin@hotmail.com) on 2009-11-19T15:23:34Z No. of bitstreams: 2 Maria da Conceição Ribeiro Simões_anexos.pdf: 20367 bytes, checksum: a57605f7742464758423331abed506cd (MD5) 2006_Maria da Conceição Ribeiro Simões.pdf: 2258828 bytes, checksum: 33c7abd2e9a6d93ddb405e0d07634855 (MD5) / Approved for entry into archive by Joanita Pereira(joanita) on 2009-11-19T15:46:23Z (GMT) No. of bitstreams: 2 Maria da Conceição Ribeiro Simões_anexos.pdf: 20367 bytes, checksum: a57605f7742464758423331abed506cd (MD5) 2006_Maria da Conceição Ribeiro Simões.pdf: 2258828 bytes, checksum: 33c7abd2e9a6d93ddb405e0d07634855 (MD5) / Made available in DSpace on 2009-11-19T15:46:23Z (GMT). No. of bitstreams: 2 Maria da Conceição Ribeiro Simões_anexos.pdf: 20367 bytes, checksum: a57605f7742464758423331abed506cd (MD5) 2006_Maria da Conceição Ribeiro Simões.pdf: 2258828 bytes, checksum: 33c7abd2e9a6d93ddb405e0d07634855 (MD5) Previous issue date: 2006 / O presente estudo teve como objetivo analisar a prevalência dos partos prematuros em mulheres infectadas por malária e usuárias do SUS no Hospital de Base “Dr. Ary Pinheiro” – HBAP, no município de Porto Velho – RO, no período de 2001 a 2003. Realizou-se um estudo descritivo retrospectivo, onde foram analisados 715 prontuários de gestantes que tiveram partos prematuros e selecionados 314 prontuários de mulheres que terminaram sua gravidez entre a 20ª e 36ª semanas. Neste período ocorreram 12.829 partos no HBAP e 927 (7,2%) foram partos prematuros. Estes partos prematuros foram relacionados com várias causas: 30,8% com Rotura Prematura de Membranas(ROPREMA), 15,9% com Óbito Fetal Intra-Útero (OFIU), 11,4% com Infecção do Trato Urinário (ITU), 13,3% com Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG), 7,9% com Descolamento Prematuro da Placenta (DPP), 6,0% Gemelares, 2,5% com Eclampsia, 1,9% com Mal Formação Fetal, 1,2% Anencéfalo, 0,6% com Placenta Prévia (PP), 0,6% com Apresentação Pélvica, 0,3% com Lupus Eritematoso Sistêmico (LES), que foram excluídos deste estudo, e 7,3% correlacionados com malária, que foram incluídos neste estudo. A procedência dos casos mais freqüente foi de 39,1% do município de Candeias, zona urbana, e 30,4% da zona rural de Porto Velho (PVH). A idade gestacional mais freqüente em que a grávida se infectou e o tipo de malária, foi em 52,1% dos casos entre a 26ª e 30ª semanas, sendo 52,2% com malária vivax e 47,8% com malária falciparum. O número de gestação mais freqüente em 60,9% foi de 2 a 3 gestações. A malária vivax foi encontratada em 52,2% dos casos e todos tratados com cloroquina. Os partos ocorreram em 39,1% entre a 28ª e 31ª semana de gestação, sendo 52,2% com malária vivax. Os partos em 82,6% foram vaginais. Os recém-nascidos (RN) pesaram entre 1.900 e 2.399 gramas em 30,4% dos casos, e desses 47,4% foram tratados com quinina. Em 82,6% os RN foram para o berçário e 52,2% foram tratados com cloroquina. Conclui-se que a infecção por malária na gestação levou a ocorrência de partos prematuros, que as gestantes procederam de áreas de maior endemicidade de malária e que não houve diferença estatisticamente significativa quando comparadas ao tipo de plasmódium. Apesar dos esquemas de tratamento com antimaláricos terem sido de acordo com os preconizados pelo Ministério da Saúde, observamos que a malária na gestação está relacionada com péssimos resultados perinatais. ______________________________________________________________________________________ ABSTRACT / This study aimed to analyze the prevalence of premature childbirths in women infected by malaria and SUS users at the hospital Dr. Ary Pinheiro –HBAP, in Porto Velho – RO, from 2001 to 2003. A retrospective descriptive study had been accomplished, in which 715 pregnant women records were analyzed, all of them have had premature childbirth, and selected 314 records of women who have ended their pregnancy between the 20th and 36th weeks. In this period 12829 childbirths had happened at HBAP and 927 (7.2%) were premature. Those premature childbirth were related to several causes: 30.8% premature membranes rupture (ROPREMA), 15.9% intra-uterus fetus death(OFIU), 11.4% urinary system infection (ITU), 13.3% hypertension pregnancy disease(DHEG), 7.9% premature placenta displacement (DPP), 6.0% twins, 2.5% eclampsy, 1.9% fetus bad formation, 1.2% non-encephalon, 0.6% previous placenta (PP), 0.6% pelvic presentation, 0.3% systemic eritematosy lupus (LES) which had been excluded from this study, and 7.3% related to malaria, which had been included in this study. The provenance of the most frequent cases was 39.1% from Candeias urban area, and 30.4% from Porto Velho’s rural area. The most frequent pregnancy age, in which the pregnant women have infected and the kind of malaria, was in 52.1% of cases between the 26th to the 30th weeks, been 52,2% vivax malaria and 47,8% falciparum malaria. The most frequent number of pregnancy, 60.8 % was from 2 to 3 gestations. Vivax malaria has been found in 52.2% of cases, all of them, treated with cloroquina. The childbirths occurred in 39.1% between 28th to 31st pregnancy week, been 52,2% with vivax malaria. The childbirths in 82.6% were vaginal. The newborn weighed between 1.900 to 2.399 grams in 30.4% of cases, which 47,8% had been treated with quinine. In 82.6% of cases the newborn went to the nursery, and 52,2% were treated with cloroquina. Thus the infection by malaria in pregnancy lead to premature childbirths, the pregnant women came from malaria endemic areas and there was no great statistic difference about the kind of plasmodium. Although the treatment system with anti-malaria had been accomplished according to directions of Brazilian Health Department, we observed that the malaria in pregnancy is related with very bad gestation results.
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Mulher e parto: recriando a realidade, através do psicodrama

Monteiro, Vitoria Lucia Martins Pamplona January 1988 (has links)
Submitted by Julie_estagiaria Moraes (julie.moraes@fgv.br) on 2012-01-06T16:32:32Z No. of bitstreams: 1 000051539.pdf: 5373412 bytes, checksum: f4c59c811b96d1249c9c968ef2cc1e84 (MD5) / Made available in DSpace on 2012-01-06T16:32:50Z (GMT). No. of bitstreams: 1 000051539.pdf: 5373412 bytes, checksum: f4c59c811b96d1249c9c968ef2cc1e84 (MD5) Previous issue date: 1988 / This aim of this paper is to describe and discuss a eleven years practice, preparing pregnant women for giving birth , through Psychodrama. / Este trabalho descreve, e reflete sobre, uma prática de onze anos de trabalho de preparação de gestantes para o parto, através do Psicodrama.
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Assistência médica ao parto : estudo comparativo do parto assistido na posição vertical e horizontal / Medical childbirth : comparative study of assisted delivery in vertical and horizontal position

Hyppólito, Silvia Bomfim January 1997 (has links)
HYPPÓLITO, Silvia Bomfim. Assistência médica ao parto : estudo comparativo do parto assistido na posição vertical e horizontal. 1997. 102 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) - Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 1997. / Submitted by denise santos (denise.santos@ufc.br) on 2016-03-29T12:42:03Z No. of bitstreams: 1 1997_dis_sbhyppólito.pdf: 6302391 bytes, checksum: dfd3bdf2679ad731c1a56b40eae8a089 (MD5) / Approved for entry into archive by denise santos(denise.santos@ufc.br) on 2016-03-29T13:21:01Z (GMT) No. of bitstreams: 1 1997_dis_sbhyppólito.pdf: 6302391 bytes, checksum: dfd3bdf2679ad731c1a56b40eae8a089 (MD5) / Made available in DSpace on 2016-03-29T13:21:01Z (GMT). No. of bitstreams: 1 1997_dis_sbhyppólito.pdf: 6302391 bytes, checksum: dfd3bdf2679ad731c1a56b40eae8a089 (MD5) Previous issue date: 1997 / Since a long time, world literature has been demonstrating that medical assistance brought large benefits to complications on deliveries. In the other hand, overused obstetric technologies on normal delivery assistance in hospitals are being questioned. Interventions such as episiotomy, the abuse of oxytocic to shorten the dilatation period and the laying down posture imposed to women during labor are being criticized by a large number of researchers. This study intended to find out if the sitting position to assist the second period of women’s delivery is more appropriate for it is considered physiological. Besides that, no episiotomy has been performed and immediate breastfeeding consequences on blood loss and on the delivery of placenta were observed. The 3.4 minutes difference on favor of the length of time expulsion period to the group of women who delivered on vertical position versus horizontal’s was considered important but not statistic significant (p=0.06). The great majority of mothers has delivered the placenta within the first 25 minutes, regardless they were on the upright (sitting) or neutral (laying down) position. Blood loss was also equivalent on both groups (p=0.52) and breastfeeding did not show any influence on that (p=0.19) and on the time for delivering the placenta (sitting-p=0.08; laying down-p=0.52). The incidence of perineal trauma was 44.1% and 47.0% for women who delivered on vertical and horizontal position, respectively (this incidence was even lower than the 52.3% which is reported on literature). More than 80% of the spontaneous injuries were 1st degree posterior perineal trauma and the rest was just 2nd degree ones, for both groups. It was not evident any advantage of the vertical position over the horizontal’s, during the expulsion period of labor and delivery of placenta. So, mothers could be given the choice in the posture to be assumed during parturition. The absence of oxytocic and episiotomy did not bring any harm to women delivering in any of the two positions. The outcomes do not support medical intervention should be used as routine on normal delivery and for that, those interventions could have a better criteria, avoiding more harm than good and offering a more humanized delivery assistance. / A literatura mundial já vem demonstrando, há bastante tempo, que a assistência médica em obstetrícia trouxe benefícios incalculáveis aos partos distócicos. Por outro lado, as tecnologias utilizadas para a assistência ao parto normal, a nível hospitalar, vêm sendo questionada e, intervenções, como a episiotomia, o uso abusivo de ocitócicos para abreviar o período de dilatação, e a posição horizontal (deitada) da parturiente, durante o período expulsivo do parto, estão sendo analisadas e criticadas por um largo número de pesquisadores. O presente estudo visou testar a hipótese de que a assistência ao parto normal na posição vertical (sentada), durante o período expulsivo, seria mais apropriada, por ser fisiológica. Além disso, não se usou o procedimento da episiotomia e observou-se a influência da sucção do mamilo materno pelo RN no tempo de delivramento e perdas sanguíneas, sem o uso de ocitócicos. A diferença média de 3,4 minutos em favor da menor duração do período expulsivo, para as parturientes que foram assistidas sentadas, merece destaque, apesar da significância do dado estar em seu limiar estatístico, ao nível de 95% (p=0,06). A maioria das parturientes delivraram espontaneamente até 25 minutos depois do parto, não importando se assistidas na vertical, ou na horizontal; as perdas sanguíneas também tiveram equivalências estatísticas(p=0,52). A sucção do mamilo materno mostrou alguma influência mas não logrou significância estatística em relação a perdas sanguíneas (p=0,19) e ao tempo de delivramento (vertical: p=0,08; horizontal: p=0,52). Mesmo sem o procedimento da episiotomia, as lacerações vulvo-perineais se mantiveram em 44,1% e 47,1% para as mulheres que pariram na vertical e horizontal, respectivamente (incidência mais baixa do que os 52,3% que se encontra na literatura), sendo que mais de 80% em ambos os grupos, a laceração foi de 1° grau e o restante apenas de 2° grau. Não ficou evidenciada qualquer vantagem na posição vertical sobre a posição horizontal materna durante o período expulsivo do parto e delivramento, sendo portanto indicado que se permita a livre escolha da parturiente. A abstenção do uso de ocitócicos e de episiotomia não acarretou prejuízo às mães que pariram, em qualquer das duas posições. Assim, os achados do estudo não apontam para a necessidade de intervenções obstétricas de rotina, na assistência ao parto normal; indicando, outrossim, que elas sejam mais criteriosas, evitando-se iatrogenias e promovendo assistência de melhor qualidade e mais humanizada.
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Memórias de parteiras

Costa, Lúcia Helena Rodrigues January 2002 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Enfermagem. / Made available in DSpace on 2012-10-20T06:45:15Z (GMT). No. of bitstreams: 1 187607.pdf: 546532 bytes, checksum: 970323e53c008771ec0f0937dbb54230 (MD5) / O presente estudo procurou resgatar através da memória de parteiras um fazer que historicamente está associado a uma prática feminina, tentando uma aproximação desse fazer com o que se tem proposto atualmente como "humanização do parto". Trata-se de um estudo qualitativo que utilizou a História Oral Temática como método de apreensão dos dados. Seguindo uma tendência de vários oralistas da atualidade, as narrativas coletadas através das entrevistas foram apresentadas na íntegra, textualizadas pela autora, na tentativa de manter toda a força e singularidade contidas nesses discursos. Da pesquisa participaram sete colaboradoras, sendo três do Estado de Santa Catarina e quatro do norte do estado de Minas Gerais. A colônia foi composta por mulheres que durante o período compreendido entre as décadas de quarenta e a década de oitenta dedicaram-se ao ato de partejar, quer seja em âmbito domiciliar ou hospitalar, independente da forma como aprenderam a fazer partos. Tendo como objetivo desvelar o ideário contido nas narrativas à luz de um referencial de gênero, o estudo analisou alguns aspectos codificados como "lugares de significados" que foram: o perfil das parteiras; como e onde partejavam; a vocação; o cuidado, a humanização e a ética. Os dados obtidos evidenciam um fazer já bastante atrelado ao saber/fazer médico, mesclando-se com conhecimentos de senso comum adquiridos com outras mulheres, principalmente no caso das parteiras que não passaram por um aprendizado formal, além de que a maioria delas, direta ou indiretamente estavam ligadas à Enfermagem. Evidencia-se, principalmente quanto à remuneração e à valorização do fazer das parteiras, a confirmação de alguns estereótipos relacionados às relações de gênero, em que o trabalho feminino (cuidado), muito ligado ao espaço privado, doméstico é desvalorizado. Supera-se a visão da parteira como mulher ignorante, além de se tornar evidente que humanização passa pelo engajamento das trabalhadoras em saúde em torno de novas perspectivas político-filosóficas do cuidado exercido por não médicos durante o parto.
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A hora instável entre mãe e mulher: um estudo com residentes em obstetrícia/ginecologia do IFF/FIOCRUZ

Gilbert, Ana Cristina Bohrer January 2005 (has links)
Made available in DSpace on 2011-11-09T14:45:44Z (GMT). No. of bitstreams: 2 license.txt: 1648 bytes, checksum: e095249ac7cacefbfe39684dfe45e706 (MD5) 000178.pdf: 1557404 bytes, checksum: 1c79ed8f471b5f209d0f7b42e2d1d142 (MD5) Previous issue date: 2005 / Fundação Oswaldo Cruz. Instituto Fernandes Figueira. Departamento de Ensino. Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e da Mulher. Rio de Janeiro, RJ, Brasil / A base dos conhecimentos e práticas da medicina, e da ciência em geral, está estreitamente vinculada à cultura, da mesma forma que a história que a paciente constrói sobre sua doença, os significados a ela atribuídos, ao seu corpo e ao seu sofrimento.Ao se escolher como objeto de estudo desta pesquisa os discursos médicos dos residentes em obstetrícia/Ginecologia do Instituto Fernandes Figueira sobre mulheres doentes, buscou-se, por um lado, explicitar os significados culturais que estão presentes nesse discurso sobre o ser mulher e seu processo de saúde-doença, e o uso de linguagem figurada para exprimir a prática de assistência à mulher; e por outro, reconstruir os caminhos de escolha da especialidade e entender como os residentes percebem o processo de "corporificação" da doença num corpo de mulher - a articulação entre o geral e o singular- nesse momento de transição, onde convivem duas dimensões: a do ensino e a da assistência. A pesquisa foi realizada sob a forma de um estudo de caso institucional e constou de duas etapas: observação-participante das reuniões de obstetrícia (Clube do Feto) e de Ginecologia (Confirmação de Indicação Cirúrgica - CIC); e aplicação do método para construção de fontes orais (Cardoso, 1989) com os residentes em Obstetrícia/Ginecologia ao final do segundo ano da Residência Médica.A interpretação do material foi feita de acordo com o modelo indiciário proposto por Ginzburg (2001a), que prioriza as sutilezas, os indícios, os detalhes, enfim, o material implícito na leitura das falas dos depoentes. O procedimento técnico-metodológico utilizado nessa leitura incluiu uma codificação qualitativa analítica das entrevistas e posterior análise semiótica.Os resultados apontam para : a) a percepção da mulher como essencialmente mãe, cujo processo de adoecimento é focado prioritariamente em sua função reprodutiva, sendo a doenças vista como lesão e desvio de um padrão de normalidade; b) o crescente aumento de tecnologia, sobretudo no uso de exames por imagem, que provoca um distanciamento do eixo semiológico, como percurso indiciário de interpretação de sinais e sintomas; c) a necessidade de especialização crescente como estratégia de mercado e segurança e d) a medicalização, inserida no contexto cyborg, como envolvendo práticas materiais-semióticas de produção de significados. / The basis for practice and knowledge construction in medicine, and science in general, are closely linked to culture, in the same way as the patient's construction of the story and meanings of her illness, her body and her suffering. When choosing, as the object of this research, Obstetric/Gynecology medical residents discourses about sick women at the Instituto Fernandes Figueira, the idea was, from one perspective, to explicit the cultural meanings related to being women and their process of health-illness, present in such discourses, and the use of non-literal language to express the practice of assisting women; and, from another perspective, to understand why the residents chose this medical specialty and how they perceive the embodiment of the disease in a woman's body – from general to singular – during their transition period, from student to physician. This was an institutional case study research comprising two different steps: participant-observation in Obstetric (Clube do Feto) and Gynecology (Confirmação de Indicação Cirúrgica – CIC) meetings; and the use of oral fonts construction method (Cardoso, 1989) with Obstetric/Gynecology residents at the end of their second year as Medical Residents. Sign-based analysis, as proposed by Ginzburg (2001a), that prioritizes vestiges, details, subtleties, i.e., what lies implicit in the interviews, was used to analyze the data collected. The technical-methodological procedure used includes a qualitative analytical codification of the interviews and a subsequent semiotic analysis. Results of this research point to: a) women are seen, essentially, as mothers, and their disease is seen as a lesion and deviation from a normality pattern focused, primarily, in their reproductive function; b) technology evolution, mainly in the growing use of image-based testing, is contributing to reduce the importance of semiology, as a means to interpret signs and symptoms; c) the growing need for specialization as a market and security strategy; and d) the medicalisation, inserted in the cyborg context, as a process of material-semiotic practices of meanings construction.

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