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Infecção por chlamydia trachomatis em gestantes atendidas na maternidade da Fundação Santa Casa de Misericórida do Pará : prevalência e fatores associadosVaz, Jorge Oliveira January 2014 (has links)
A Chlamydia trachomatis é um patógeno causador de doenças sexualmente transmissíveis (DST). Esse agente afeta significativamente a saúde sexual e reprodutiva de mulheres, estando relacionado à esterilidade em número bastante significativo,sendo também responsável por desfechos em gestantes acometidaspor DSTs no Brasil e no mundo. Apesar da sua alta prevalência, muito pouco se sabe sobre a distribuição de genótipos de Chlamydiatrachomatis. Este estudo teve como objetivo estimar a prevalência e os fatores associados à infecção causada por esse patógeno em gestantes admitidas na Maternidade da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará. O estudo constou de uma amostra mínima de 363 gestantes atendidas por demanda espontânea, sendo incluídas na amostra o excedente de 32 gestantes totalizando 395 gestantes,em um período da coleta de 3 meses. Foram aplicados testes Qui-quadrado para verificação de associações entre as variáveis selecionadas para ump<0,05 como estatisticamente significativo. A prevalência de infecção porChlamydiafoi de 9,11%. A infecção porChlamydianão se associou à idade(p = 0,826),à realização de consulta pré-natal (p = 0,451),à presença de HIV (p = 0,379)ao exame VDRL(p = 0,344) ou à prematuridade (p = 0,229). O estudo mostra alta prevalência de infecção por Chlamydiatrachomatis em gestantes. A infecção urogenital por Chlamydia trachomatis representa uma importante causa de morbidade perinatal, que pode ser adequadamente tratada por antibioticoterapia durante a gestação. A prevalência da infecção mostrou-se também superior às obtidas em outras populações de gestantes, sendo o Estado do Pará considerado de alta prevalência para a infecção. Fatores de risco para DSTs, como baixa idade, ausência de parceiro fixo e concomitância com outras DSTs apresentam-se importantes também dentro do quadro da infecção por Chlamydia trachomatis. / Chlamydia trachomatis is a pathogen that causes sexually transmitted infections (STIs). This agent significantly affects the sexual and reproductive health of women, and is related to sterility in a rather significant number of cases. It is also responsible for outcomes in pregnant women who have STIs in Brazil and worldwide. Despite its high prevalence, very little is known about the distribution of Chlamydia trachomatis genotypes. The objective of this study was to estimate the prevalence and factors associated with infection caused by this pathogen in pregnant women admitted to the Maternity Department at Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, in the state of Pará. Sample of 363 pregnant women seen due to spontaneous demand, and the sample included the surplus of 32 pregnant women, to a total of 395 pregnant women in a 3-month collection period. Chi-Square tests were applied to verify the associations between the variables selected for a p < 0.05 as statistically significant. The prevalence of Chlamydia infection was 9.11%. The result of Chlamydiawas not associated with age (p = 0.826), antenatal visit (p = 0.451), presence of HIV (p = 0.379) VDRL test (p = 0.344) and with prematurity (p = 0.229). The study shows a high prevalence of infection due to Chlamydiatrachomatis in pregnant women. Urogenital infection due to Chlamydia trachomatis is a major cause of perinatal morbidity, which can be treated by antibiotics during pregnancy. The prevalence of infection also proved superior to those obtained in other populations of pregnant women, and the state of Pará is considered a place with a high prevalence of the infection. Risk factors for STIs, such as young age, absence of a fixed partner and concomitance with other STIs are also important in the picture of infection by Chlamydia trachomatis.
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Prevalência da infecção por ureaplasma urealyticum e parvum em recém-nascidos de muito baixo pesoFonseca, Luciana Teixeira January 2011 (has links)
Introdução: Há tempos Micoplasmas Genitais como o Ureaplasma vêm sendo implicados na patogênese de trabalho de parto prematuro e morbidade neonatal, mas seu real papel permanece obscuro e sua prevalência no sangue de recém-nascidos de muito baixo peso ainda não foi estudada em nosso meio. Objetivo: Determinar a prevalência da infecção por Ureaplasma urealyticum (Uu) e Ureaplasma parvum (Up) em uma amostra de recém-nascidos de muito baixo peso (RNMBP) e avaliar os fatores associados. Pacientes e métodos: Foi realizada extração de DNA de amostras de sangue de RNMBP coletadas nas primeiras 72 horas de vida e a presença de Uu e/ou Up foi identificada por técnica de Reação em Cadeia de Polimerase (PCR). Os recém-nascidos foram acompanhados até a alta hospitalar. Resultados: Noventa e cinco recém-nascidos de muito baixo peso foram incluídos no estudo. A detecção de Uu e/ou Up ocorreu em 12 recém-nascidos (12,63%). Em 5,26% foi detectado somente Uu, em 5,26% somente Up e em 2,11% ambos. Na análise univariada a presença de Ureaplasma foi associada à infecção ovular e a trabalho de parto prematuro. Pré-eclâmpsia e ser PIG foram associados a menor ocorrência de Ureaplasma. Quando analisados apenas os nascimentos decorrentes de trabalho de parto prematuro, a prevalência da infecção por Ureaplasma foi de 25%. Pela regressão logística passo a passo, somente trabalho de parto prematuro manteve-se estatisticamente significante aumentando em 9 vezes a chance de positividade para Ureaplasma. Conclusão: A infecção por Ureaplasma é comum em recém-nascidos de muito baixo peso, principalmente entre os nascidos de trabalho de parto prematuro, reforçando a hipótese de associação entre prematuridade e infecção por Ureaplasma. / Introduction: Ureaplasma has long been implicated in the pathogenesis of both preterm labor and neonatal morbidity, but its actual role remains unclear, and it’s prevalence in the blood of very low birth weight (VLBW) infants has not been studied in our country. Objective: To determine the prevalence of Ureaplasma urealyticum (Uu) and Ureaplasma parvum (Up) bacteremia in a sample of very low birth weight infants and evaluate the associated factors. Patients and methods: DNA was extracted from blood samples collected during the first 72 hours of life of VLBW infants and the presence of Uu and/or Up was identified by the technique of Polymerase Chain Reaction (PCR). The newborns were followed up until hospital discharge. Results: Ninety-five very low birth weight newborns were included in the study. Detection of Uu and / or Up occurred in 12 infants (12.6%). We detected Uu in 5.2%, Up in 5.2% and both in 2.1%. In univariate analysis the presence of Ureaplasma was associated with clinical chorioamnionitis and preterm labor. Pre-eclampsia and SGA were associated with lower incidence of Ureaplasma. When analyzing only the births due to preterm labor, the prevalence of Ureaplasma bacteremia was 25%. Only preterm labor remained statistically significant after step by step logistic regression analysis increasing by 9 times the chance of Ureaplasma occurrence. Conclusion: Ureaplasma bacteremia is common in very low birth weight infants, especially among those born of premature labor, reinforcing the hypothesis of an association between prematurity and Ureaplasma infection.
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Discharge Readiness for Families with a Premature Infant Living in AppalachiaZimmerman, Kathy 01 December 2017 (has links)
With increased advances in technology, the overall survival rates in the Neonatal Intensive Care Unit (NICU) for premature infants at lower gestational ages, has also increased. Although premature infants survive at lower gestational ages, they are often discharged to home with unresolved medical issues. While the birth of a new baby for parents is a joyous occasion, they often have difficulty coping and transitioning into a parental role. Premature infants also have ongoing complications such as difficulty with feeding, developmental delays in growth, and long-term eye and respiratory complications. As a result of chronic health sequelae, premature infants require extensive utilization of hospital and community health resources. In addition, hospitals must coordinate between community resources, while preparing parents for specialized discharge teaching. Furthermore, individuals living in rural and underserved areas face unique challenges and barriers to access healthcare resources. An interpretive phenomenology study was conducted to bring insight and develop an understanding into how families perceive discharge readiness, accessing health care resources, and ability to cope at home after discharge from a Level III NICU located in Appalachia. Ten parents total were enrolled in the study and consisted of three couples, three married mothers, and two single mothers. Interviews were conducted over a period of six months and transcript analysis revealed development of major and minor themes. The studies overarching theme was Adapting to a New Family Roles, Finding Normalcy, which described parents experience of being prepared for discharge and their transition to home. Three major themes related to discharge readiness from detailed analysis included; 1) Riding out the storm, 2) Righting the ship, and 3) Safe port, finding solid ground. Subthemes that supported development of the major these were 1a) having the carpet pulled out from under me, 1b) things I lost, 1c) feel like an outsider, 1d) sink or swim, 2a) quest for knowledge, 2b) caring for me, care for my baby, 2c) customized learning, 3a) getting to know baby, 3b) becoming the expert, 3c) ongoing emotions, and 3d) adjusted parental role. Practice and research implications for discharge readiness include providing customized support for parents as they adjust to a new normal for their family, identify necessary resources, and become self-reliant once home.
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Sensorimotor behavior in children born preterm and adolescents with Cerebral Palsy : Side preference, movement organization, and training / Senso-motoriskt beteende hos barn som fötts för tidigt och hos ungdomar med cerebral pares : Sido skillnader, organisering av rörelser, och träningJohansson, Anna-Maria January 2012 (has links)
Preterm birth (< 37 complete gestation weeks, GWs) is the single most prominent risk factor for the development of cerebral palsy (CP). This is due to the immature physiological state of the preterm born infant which increases the risk of brain lesions. In CP, prominent sensorimotor, cognitive, and perceptual deviations are manifested with varying degrees of functional impairment. Although most children born preterm (PT) do not develop CP, sensorimotor and cognitive deficits are frequently reported in the absence of major disability. To date, few studies have focused on detailed kinematic analysis of upper-body goal-directed movements and how aspects of movement organization and control are related to hand preference, intellectual function, gestational age, and sex within groups of prematurely born children. Further, studies evaluating effects of sensorimotor training in persons with CP is needed and of importance as positive effects on movement performance may increase individual autonomy as a consequence.To investigate the prevalence of non-right hand preference within children born preterm (PT) in comparison to children born fullterm (FT), a meta-analysis and literature review were performed (study I). It was shown that children born PT had increased rates of non-right handedness (NRH) corresponding to 22% compared to 12% in the FT group (odds ratio 2.12). In study II, hand preference and side specific movement performance in children born PT (. 35 GWs) compared to an age matched group of children born FT were investigated. All included participants were 4-8 years of age without major disability. Movement performance was studied through detailed kinematic registrations of the head, arm, and hand during a goal-directed task and hand preference through observations of the hand used when manipulating different objects. On a group level, the children born PT, specifically those born < 33 GWs, showed an increased rate of NRH, weaker strength of hand preference, and a lack of side specificity in terms of movement kinematics. In general, the children born < 33 GWs also displayed poorer movement organization and control as expressed by longer durations, less smooth and longer distances of the movement trajectories. These findings imply that preterm birth has long term effects on sensorimoror organization and function, possibly reflecting a developmental delay and/or a persistent effect that may be associated with the increased risk of deviations in brain development.In study III, associations between movement performance, assessed with the same task as in study II, and intellectual function (Wechsler Intelligence Scale for Children, 4th ed; WISC-IV) were studied. This study included a subsample of the children from study II at 6-8 years of age. The results showed a link between movement organization and general intellectual functioning (IQ), when controlling for effects of GA and sex, for the PT born but not the FT born children. These findings suggest shared neural underpinnings and interrelated development of motor and intellectual functions.In study IV, kinematic analysis of upper-body movements and subjective experience of change in upper-body function were applied before and after a period of synchronized metronome training (SMT) in adolescents with varying degree of CP to study the effects of this type of training. The SMT method applied entailed elements of movement timing and rhythmic activation coupled with feedback and was hypothesized to train sensorimotor integration. It was found that SMT did improve, to varying degrees, the organization and control of movements in adolescents with CP. The participants with more severe forms of CP reported substantial effects in daily living activities. The observed effects of SMT warrant further study of specific effects on movement planning, biomechanical constraints, and attention.The relation between hand preference and movement performance, movement performance and intellectual function, and aspects related to the SMT method applied in study IV are discussed. Specifically, the lack of side specific movement organization within the group of children born PT is discussed from perspectives of motor learning, plasticity, and genetics. The relations between movement performance and intellectual functions are considered and ideas for how this association could be tested are given. With relation to study IV, the functions trained by the specific SMT method applied and the accessibility of individuals with different degree of CP is discussed. Methodological considerations and ideas for future research approaches within these areas are presented. / Varje år föds det drygt 100 000 barn i Sverige. Cirka 5% av dessa barn föds för tidigt, det vill säga före 37 kompletta graviditetsveckor. Av de barn som föds för tidigt har majoriteten en gestationsålder (antalet graviditetsveckor) över 33 veckor (Medicinska födelseregistret, 2009). Omkring 8% av barn som föds för tidigt diagnosticeras senare med cerebral pares (CP) (Ancel, et al., 2006) och omkring hälften av personer med diagnosen CP har en för tidig födelsehistorik (Beaino et al., 2010). CP är ett paraplybegrepp som innefattar ett flertal icke-progressiva motoriska utvecklingsavvikelser av olika karaktär och funktionsnedsättningsgrad, orsakade av hjärnskador som inträffar under fosterlivet eller vid förlossningen. Vanligtvis så påverkas även sensorik, perception, kognition, och beteende negativt (Rosenbaum, Paneth, Leviton, Goldstein, & Bax, 2008). En prematur födsel utgör den största riskfaktorn för utvecklingen av CP där risken är störst för de barn som föds allra tidigast (Murphy, Sellers, MacKenzie, Yudkin, & Johnson, 1995). De allra flesta barn som föds för tidigt drabbas dock inte av grav sensomotorisk funktionsnedsättning som till exempel CP trots att det finns en ökad risk för hjärnskador hos denna grupp. Ett flertal studier har ändå visat att barn som fötts för tidigt och ej diagnosticerats med CP i högre grad än fullgångna barn generellt har både motoriska (e.g., Williams et al., 2010) och kognitiva (e.g., Bhutta, 2002) funktionsnedsättningar.I dagsläget så har endast ett fåtal studier fokuserat på att i detalj studera organiseringen av målinriktade hand-armrörelser hos barn som fötts för tidigt. Av dessa har merparten fokuserat på spädbarn i syfte att finna tidiga markörer för sensomotoriska avvikelser. Då de sensomotoriska problemen hos för tidigt födda barn kvarstår i skolåldern och i vissa fall är så diskreta att de upptäcks först när barnet börjar skolan så kan rörelseanalys vara en metod som kan bidra till ökad förståelse och kunskap om hur den sensomotoriska påverkan uttrycks hos äldre barn. Ett av syftena med denna avhandling var således att noggrant studera organiseringen av huvud-, arm-, och handrörelser under en målinriktad handling hos barn som fötts för tidigt jämfört med en grupp barn i samma åldrar (4-8 år) som fötts efter fullgången graviditet. Av intresse är att studera relationen mellan aspekter associerade med rörelseorganisation och handpreferens, intellektuell förmåga, gestationsålder, samt kön. Då barn och ungdomar med CP utgör den största diagnosgruppen som behandlas inom barn- och ungdomshabiliteringar (Odding, Roebroeck, & Stam, 2006) finns det ett stort behov av att utvärdera effekten av redan existerande träningsmetoder. Ett ytterligare syfte med detta avhandlingsarbete var att utvärdera både kort- och långtidseffekter av en etablerad träningsmetod (synchronized metronome training; SMT) som antas främja den sensomotoriska integreringen hos ungdomar (12-17 år) med diagnosen CP. Effekterna av denna träningsmetod utvärderades med hjälp av detaljerad rörelseanalys samt ett frågeformulär gällande individens upplevelse av förändring.Då barn som fötts för tidigt i vissa studier har visat sig ha en ökad prevalens av icke-högerhänthet, det vill säga fler som är vänsterhänta eller tvåhänta (ambidextra), så utfördes en systematisk litteraturgenomgång och en metaanalys för att undersöka detta fenomen närmare (studie I). I denna studie visade det sig att barn som fötts för tidigt i större utsträckning var icke-högerhänta jämfört med barn som fötts efter en fullgången graviditet (odds ratio 2.12). Hos de för tidigt födda barnen var 22% icke högerhänta jämfört med 12% av de som fötts efter fullgången graviditet. Dock säger handpreferensstudier inget om hur kvaliteten på rörelser utförda med den föredragna eller icke-föredragna handen ser ut. För att undersöka sambandet mellan handpreferens och kvalitet på rörelser kopplade till den föredragna och icke-föredragna handen hos barn som fötts för tidigt, jämfört med fullgångna åldersmatchade kontroller, utfördes kinematiska rörelseanalyser samt ett testbatteri som undersöker handpreferens (studie II). Barnen utförde målinriktade rörelser, med en hand i taget, i en uppgift som ställer höga krav på öga-hand-koordination och precision. Uppgiften bestod i att plocka upp och trä så många pärlor som möjligt på en smal pinne under 30 sekunder. Denna studie visade att barnen med en för tidig födelsehistorik, speciellt de mycket för tidigt födda (före graviditetsvecka 33), i större utsträckning var klassificerade som icke-högerhänta och hade en svagare handpreferens i jämförelse med barnen som inte fötts för tidigt. De mycket för tidigt födda barnen visade även, som grupp, en sämre organisering av huvud-, arm-, och handrörelser vilket manifesterades i en ökad längd, tidsåtgång och ojämnhet av rörelsebanorna. Oavsett gestationsålder så visade den för tidigt födda gruppen barn inga sidoskillnader i kvaliteten på rörelserna vilket däremot var tydligt hos gruppen barn som fötts vid fullgången graviditet. Dock så skiljde sig gruppen barn som fötts moderat för tidigt (mellan graviditetsvecka 33 och 35) inte statistiskt signifikant åt från barnen i den fullgånget födda gruppen. Dessa resultat indikerar en långvarig effekt av för tidig födsel på sensomotorisk funktion. Den markanta påverkan som barnen som fötts före graviditetsvecka 33 uppvisade, kan tolkas som en effekt av den ökade risken för avvikelser i hjärnans utveckling.I studie III undersöktes sambanden mellan intellektuell förmåga och organiseringen av rörelser hos barn som fötts för tidigt samt hos barn som fötts efter en fullgången graviditet i 6-8 års ålder (en subgrupp ur studie II). Den intellektuella förmågan undersöktes med hjälp av Wechsler Intelligence Scale for Children, 4:e upplagan, och den kinematiska uppgiften var den samma som beskrivits ovan. Denna studie visade på skillnader i intellektuell förmåga, specifikt gällande generell intelligens samt verbal och perceptuell förmåga, där de för tidigt födda barnen hade lägre poäng än de fullgångna barnen. Viktigt att poängtera är dock att medelvärdena för gruppen för tidigt födda barn låg inom det normala spannet. Vidare så visade sig gestationsålder och generell intellektuell förmåga ha betydelse för det motoriska utförandet hos de för tidigt födda barnen, speciellt på den föredragna sidan. Kön bidrog inte till att förklara skillnader i organiseringen av rörelser. Intellektuell förmåga hade ingen relation till den sensomotoriska funktionen hos gruppen barn som fötts efter en fullgången graviditet. Detta belyser vikten av att studera kognitiva aspekter av motorisk funktion för att bättre förstå de skillnader eller avvikelser som ofta påvisas hos barn med en för tidig födelsehistorik. Dessutom skulle en sådan ansats öka kunskapen om den interrelaterade utvecklingen av motorisk och intellektuell förmåga, både ur ett beteendeperspektiv och ur ett hjärnutvecklingsperspektiv.Kinematisk rörelseanalys användes även i studie IV för att beskriva eventuella förändringar i rörelseorganisation efter SMT-träning hos ungdomar med olika typer av CP och varierande grad av funktionsnedsättning (studie IV). Ungdomarna utförde en målinriktad uppgift som bestod i att tända små lampor i sekventiell ordning. Testerna genomfördes vid tre tillfällen, före, i anslutning till avslutad SMT-träning samt 6 månader efter avslutad SMT-träning. Träningsperioden varade i 4 veckor och innefattade 12 individanpassade SMT-sessioner. Den typ av SMT-träning som användes i denna studie antas främja sensomotorisk integrering genom rytmisk aktivering och timing av rörelser mot en auditiv och visuell signal. Feedback på avvikelsen i synkronisering, och en instruktion om hur deltagaren skall uppnå bättre rörelsetiming, ges direkt både auditivt och visuellt. Denna studie visade på förändringar i rörelseorganisation och motorisk kontroll hos flertalet av deltagarna. Dessa effekter kvarstod till viss del vid uppföljningen efter 6 månader. Deltagarna med gravare funktionsnedsättning rapporterade substantiella förändringar i förmågan att delta i dagliga aktiviteter både direkt efter avslutad träning samt 6 månader senare. De rapporterade effekterna gällde ökad snabbhet, minskad muskeltonus, bättre arm-, hand- och fingerkontroll, samt ökad motivation att använda armen och handen både i träning och vardagliga aktiviteter. Dessa subjektivt upplevda förändringar tillsammans med de vi observerat i de kinematiska parametrarna utgör en grund för fortsatta studier av effekter av SMT hos denna grupp ungdomar och även hos andra grupper barn och ungdomar med motoriska problem. En ansats där effekter av SMT-metoder studeras utifrån rörelseplanering, biomekaniska restriktioner, samt uppmärksamhet skulle vara av betydelse.I avhandlingen diskuteras relationen mellan handpreferens och kvalitet på rörelser i relation till den föredragna och icke-föredragna handen, samband mellan organisering av rörelser och intellektuell förmåga, samt aspekter relaterade till SMT-metoden som applicerats i studie IV. Specifikt diskuteras avsaknaden av en sidospecifik rörelseorganisering hos gruppen barn som fötts för tidigt i relation till motorisk inlärning, hjärnans förmåga att förändra sig, och genetik. Relationen mellan organisering av rörelser och intellektuell förmåga betänks och förslag på hur detta samband kan undersökas i kommande studier ges. Vidare så diskuteras vilka funktioner som SMT-metoden tränar samt dess tillgänglighet för barn och ungdomar med olika grad av funktionsnedsättning relaterad till typ av CP diagnos. Metodologiska överväganden och idéer för framtida forskningsansatser inom dessa områden presenteras. / <p>En viktig annan finansiär är Norrbacka-Eugenia Stiftelsen som bekostade hela min forskarutbildning.</p>
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Pressão intra-ocular em pré-termos de muito baixo peso de nascimento e sua relação com a idade pós-concepçãoLindenmeyer, Rodrigo Leivas January 2012 (has links)
Objetivo: medir a pressão intra-ocular (PIO) em pré-termos de muito baixo peso (PMBP) e correlacionar com a idade pós-concepção (IPC). Métodos: Estudo longitudinal incluindo 50 pré-termos. Local: Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Período: entre novembro de 2008 e junho de 2010. Pacientes: PMBP definido como idade nascimento ≤ 1.500 g e idade gestacional ≤ 32 semanas. Intervenção: medidas semanais da PIO. Principais desfechos: variação da PIO de acordo com a idade pós-concepção (IPC definida como a idade gestacional ao nascimento mais a idade no momento do exame) nas semanas seguintes ao nascimento pré-termo. Análise estatística: modelos de efeitos mistos foram utilizados para determinar a variação da PIO em relação a IPC. Foram calculados as médias e os percentis 10 e 90 (P10 e P90) para os valores da PIO. Resultados: Cinqüenta PMBP com idade gestacional média de 29,7 ± 1,6 semanas e peso de nascimento de 1.127,7 ± 222,7 gramas foram avaliados. Não houve diferença significativa entre a PIO do olho direito e do olho esquerdo (p=0.177). A média da PIO em toda a coorte, considerando ambos os olhos, foi de 14,9 ± 4,5 mmHg, sendo que 13,5% das medidas isoladas da PIO foram superiores a 20 mmHg. A PIO reduziu em média 0,29 mmHg para cada aumento de uma semana da IPC (p=0.047 IC95%: -0,58 a -0,0035). A PIO média (P10-P90) reduziu de 16,3 mmHg (10,52-22,16) com 26,3 semanas de IPC para 13,1 mmHg (7,28-18,92) com 37,6 semanas de IPC. Conclusões: A PIO média em PMBP foi 14,9 ± 4,5 mmHg e apresentou correlação negativa em relação a idade pós-concepção. / Purpose: To measure intraocular pressure (IOP) in very low birth weight preterm infants and correlate it with the postconceptional age (PCA). Methods: Longitudinal study including 50 premature infants. Setting: Hospital de Clinicas de Porto Alegre, Brazil. Patients: Very low birth weight premature infants (defined as birth weight ≤1,500 g and gestational age ≤32 weeks). Intervention: Weekly measurements of the IOP. Main outcomes: The variation of IOP according to the postconceptional age (PCA defined as the gestational age at birth plus the age in weeks at the time of examination) in the weeks following preterm birth. Statistics: Mixed-effects models were used for the statistical analysis to determine IOP variation according to PCA. Means, 10th and 90th percentiles were calculated for IOP values. Results: Fifty preterm infants with a mean gestational age of 29.7 ± 1.6 weeks and mean birth weight of 1,127.7 ± 222.7 grams were evaluated. Mean IOP in the whole cohort considering both eyes was 14.9 ± 4.5 mmHg, and 13.5% of the IOP measurement values were greater than 20 mmHg. The analysis revealed a mean IOP reduction of 0.29 mmHg for each increase of PCA (p=0.047; 95% CI, -0.58 to -0.0035). Mean IOP (P10- P90) decreased from 16.3 mmHg (10.52-22.16) at 26.3 weeks PCA to 13.1 mmHg (7.28- 18.92) at 37.6 weeks PCA. Conclusions: Mean IOP in very low birth weight preterm infants was 14.9 ± 4.5 mmHg and was negatively correlated with PCA.
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Prevalência da infecção por ureaplasma urealyticum e parvum em recém-nascidos de muito baixo pesoFonseca, Luciana Teixeira January 2011 (has links)
Introdução: Há tempos Micoplasmas Genitais como o Ureaplasma vêm sendo implicados na patogênese de trabalho de parto prematuro e morbidade neonatal, mas seu real papel permanece obscuro e sua prevalência no sangue de recém-nascidos de muito baixo peso ainda não foi estudada em nosso meio. Objetivo: Determinar a prevalência da infecção por Ureaplasma urealyticum (Uu) e Ureaplasma parvum (Up) em uma amostra de recém-nascidos de muito baixo peso (RNMBP) e avaliar os fatores associados. Pacientes e métodos: Foi realizada extração de DNA de amostras de sangue de RNMBP coletadas nas primeiras 72 horas de vida e a presença de Uu e/ou Up foi identificada por técnica de Reação em Cadeia de Polimerase (PCR). Os recém-nascidos foram acompanhados até a alta hospitalar. Resultados: Noventa e cinco recém-nascidos de muito baixo peso foram incluídos no estudo. A detecção de Uu e/ou Up ocorreu em 12 recém-nascidos (12,63%). Em 5,26% foi detectado somente Uu, em 5,26% somente Up e em 2,11% ambos. Na análise univariada a presença de Ureaplasma foi associada à infecção ovular e a trabalho de parto prematuro. Pré-eclâmpsia e ser PIG foram associados a menor ocorrência de Ureaplasma. Quando analisados apenas os nascimentos decorrentes de trabalho de parto prematuro, a prevalência da infecção por Ureaplasma foi de 25%. Pela regressão logística passo a passo, somente trabalho de parto prematuro manteve-se estatisticamente significante aumentando em 9 vezes a chance de positividade para Ureaplasma. Conclusão: A infecção por Ureaplasma é comum em recém-nascidos de muito baixo peso, principalmente entre os nascidos de trabalho de parto prematuro, reforçando a hipótese de associação entre prematuridade e infecção por Ureaplasma. / Introduction: Ureaplasma has long been implicated in the pathogenesis of both preterm labor and neonatal morbidity, but its actual role remains unclear, and it’s prevalence in the blood of very low birth weight (VLBW) infants has not been studied in our country. Objective: To determine the prevalence of Ureaplasma urealyticum (Uu) and Ureaplasma parvum (Up) bacteremia in a sample of very low birth weight infants and evaluate the associated factors. Patients and methods: DNA was extracted from blood samples collected during the first 72 hours of life of VLBW infants and the presence of Uu and/or Up was identified by the technique of Polymerase Chain Reaction (PCR). The newborns were followed up until hospital discharge. Results: Ninety-five very low birth weight newborns were included in the study. Detection of Uu and / or Up occurred in 12 infants (12.6%). We detected Uu in 5.2%, Up in 5.2% and both in 2.1%. In univariate analysis the presence of Ureaplasma was associated with clinical chorioamnionitis and preterm labor. Pre-eclampsia and SGA were associated with lower incidence of Ureaplasma. When analyzing only the births due to preterm labor, the prevalence of Ureaplasma bacteremia was 25%. Only preterm labor remained statistically significant after step by step logistic regression analysis increasing by 9 times the chance of Ureaplasma occurrence. Conclusion: Ureaplasma bacteremia is common in very low birth weight infants, especially among those born of premature labor, reinforcing the hypothesis of an association between prematurity and Ureaplasma infection.
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Transtorno do desenvolvimento da coordenação em escolares prematuros : estudo bibliométrico e de prevalênciaCoppede, Aline Cirelli 16 July 2015 (has links)
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Previous issue date: 2015-07-16 / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) / Studies show that among the several changes that premature infants may present, the Developmental Coordination Disorder (DCD) has highlighted. The incidence in this population is between 30 to 50%. Thus, there is necessary research in this field of knowledge in order to identify existing subject of this in the sciencitifc literature, the gaps to be filled and the prospects and trends in this area. The aim of this study was to verify how is the field of literature in national and international databases on Developmental Coordination Disorder among premature infants, and estimate the prevalence of Development Coordination Disorder (DCD) in elementary school children in Ribeirão Preto. The research is descriptive, exploratory and analytical. Quantitative methods were adopted and the research was divided into two studies. Study 1 refers to bibliometric analysis of scientific literature on TDC in premature available in national and international databases. The recovered articles have
undergone a thorough review, and were produced bibliometric indicators on the profile of studies: year of publication, language, authorship, journal, participants, instruments used, design. Study 2 is to identify the prevalence of DCD in students from public and private schools in a city located in State of São Paulo. Participated in the survey, 315 school-age children with (6-13 years) and their parents. The
instruments used were the Economic Classification Criteria Brazil, the questionnaire DCDQ - Developmental Coordination Disorder Questionnaire - Brazilian version, the Swanson, Nolan and Pelham Scale IV - SNAP IV and the Movement Assessment Battery Scale for Children-2 (MABC-2). Data were analyzed from spreadsheets of each instrument and descriptive statistical studies, were made comparative and correlational. The results showed that the publications on DCD in premature infants
has increased in recent years, the predominant language is English, the authorship is collective, and Lotka's Law is confirmed; the country that stands out most is Australia (30%), most studies are descriptive cross-sectional (61%) and use the MABC-2 as test (50%). In study 2, 33% of children had risk TDC with a significant difference between the groups; The proportion of children with risk for TDC is 75% higher among premature infants in GII and 83% in GIII. The prevalence of children at risk for
TDC is higher in public schools (45%) than in the private school (20%) in GIII; 17% of the children had scores to TDC, 7% moderate and 10% severe; 12% showed signs of ADHD. The DCDQ was onsidered valid by the M-ABC-2; and tests showed high association between them. It is observed that the effect of age presents significance, in which the group III prevalence is 1.75 times greater than the group I. The groups I and II do not differ. The effect of prematurity has significance, in which preterm infants have a prevalence of DCD 2.47 times greater than those born at term. The studies complement each presenting an overview of the state of the art production of scientific knowledge on TDC in premature showing gaps and trends in this area, guiding future studies. The prevalence study identifies correctly the children with signs and symptoms of TDC, is essential so that difficulties are assessed and an
individual action plan is formulated, preventing future complications. / Estudos apontam que dentre as diversas alterações que crianças prematuras podem apresentar, o Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC) tem destaque, a literatura mostra que a incidência nesta população é de 30 a 50%. O objetivo desse estudo foi verificar como se constitui o campo da literatura científica nas bases de dados nacionais e internacionais sobre Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC) em prematuros, e estimar a prevalência do TDC em crianças do ensino fundamental do município de Ribeirão Preto. A pesquisa é exploratória descritiva de cunho analítico, e a pesquisa foi dividida em dois estudos. O estudo 1 refere-se a análise bibliométrica da produção científica sobre TDC em prematuros disponibilizadas nas bases de dados nacionais e internacionais. Os artigos recuperados passaram por uma análise minuciosa, e produziram-se indicadores bibliométricos sobre o perfil dos estudos: ano de publicação, idioma, autoria,
periódico, participantes, instrumentos utilizados, delineamento. O estudo 2 consiste na identificação da prevalência de TDC em escolares de escolas públicas e particulares na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Participaram da
pesquisa, 315 crianças em idade escolar (6-13 anos) divididos em três grupos: GI (6 à 7 anos); GII (8 à 9 anos) e GIII (10 à 13 anos) e seus responsáveis. Os instrumentos utilizados foram o Critério de Classificação Econômica Brasil, o questionário DCDQ – Developmental Coordination Disorder Questionnaire - versão brasileira, o Swanson, Nolan and Pelham IV Scale - SNAP IV e a escala Movement Assessment Battery for Children (MABC). Os dados foram analisados a partir de planilhas de cálculo de cada instrumento e de estudos estatísticos descritivos, comparativos e correlacionais. Os resultados mostram que as publicações sobre TDC em prematuros aumentou nos últimos anos, o idioma predominante é o inglês, a autoria é coletiva, e a Lei de Lotka se confirma; o país que mais se destaca é a Austrália (30%), a maioria dos estudos são do tipo transversal descritivo (61%) e utilizam o MABC-2 como teste (50%). No estudo 2, 33% das crianças apresentaram risco de TDC com diferença significativa entre os grupos; A proporção de crianças com Risco para o TDC é maior 75% entre os prematuros no GII e 83% no GIII. A prevalência de crianças com risco para TDC é maior na escola pública (45%) do que na escola particular (20%) no GIII; 17% das crianças avaliadas apresentaram pontuação para TDC, sendo 7% moderadas e 10% grave; 12% apresentaram sinais de TDAH. O DCDQ foi considerado válido pelo M-ABC-2; e os testes apresentaram alta associação entre eles. Observa-se que o efeito da idade apresenta significância, na qual o grupo III tem prevalência 1,75 vezes maior do que o grupo I. Os grupos I e II não diferem. O efeito da prematuridade apresenta significância, na qual os prematuros têm uma prevalência de TDC 2,47 vezes maior do que os nascidos à termo. Os estudos se complementam apresentando um panorama do estado da arte da produção do conhecimento científico sobre TDC em prematuros, mostrando lacunas e tendências nessa área, guiando futuros estudos. O estudo de prevalência permite identificar de forma correta as crianças que apresentam sinais e sintomas do TDC, sendo essencial para que as dificuldades sejam avaliadas e um plano de intervenção individual seja formulado, prevenindo futuras complicações.
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Associação entre nascimento prematuro e alterações do sistema estomatognático aos 5 anos de idade / Association between premature birth and stomatognathic system at five years of ageGuedes, Kildane Maria Almeida 16 May 2014 (has links)
Dada à elevada frequência de alterações do sistema estomatognático associadas ao nascimento prematuro pode-se inferir que a prematuridade é um importante fator de risco no desenvolvimento desse sistema. A prematuridade ocorre numa incidência entre 6 a 11 % dos nascimentos e está associada a fatores como: genéticos, condições maternas (problemas obstétricos, estado nutricional, infecções) e cuidados pré-natais. Adicionalmente, situações não desejáveis como alterações no esmalte dentário e do desenvolvimento da estrutura esquelética também podem estar associados à prematuridade, o que não está totalmente estabelecido na literatura. Este estudo teve como objetivo avaliar a associação do nascer prematuro com alterações no sistema estomatognático aos cinco anos de idade em uma coorte de nascidos vivos de 2005, em Aracaju/SE. Estimou-se a prevalência de alterações do desenvolvimento do sistema estomatognático na dentição decídua de 413 pré-escolares aos cinco anos de idade. Foram avaliadas as alterações de crianças nascidas prematuras (n=32) comparadas com as nascidas a termo (n=381). Foram realizados exames clínicos e aplicado questionário com informações sociodemográficas e de saúde das mães e das crianças. Idade gestacional, peso ao nascimento, perímetro cefálico, Apgar e ventilação mecânica foram coletados de registros do prontuário médico ao nascimento. A variável explanatória foi prematuridade (< 37 semanas de idade gestacional) e fatores de confusão : escolaridade da mãe, etilismo, saúde da mãe durante a gravidez e da criança ao nascer, foram controlados. Foi encontrada prevalência de 7,7% de prematuros. Destes, 40,6% apresentavam atresia de palato, 56,2% má oclusão e 21,8% hipoplasia do esmalte e com um índice de ataque de cárie de 3,03. Quarenta (9,6%) das crianças não foram amamentadas no seio e 26 (65,0%) apresentaram algum tipo de má oclusão, demonstrando associação entre a ausência de amamentação no seio e alteração no desenvolvimento do sistema estomatognático. Foi evidenciado que 5,0% das crianças tinham perímetro cefálico fora dos limites da normalidade. O grupo de recém-nascidos prematuros apresentou cinco vezes mais alterações do perímetro cefálico e três vezes mais necessidades de ventilação mecânica ao nascer. Alteração do perímetro cefálico e ventilação mecânica ao nascer tem associação significativa entre os grupos de nascidos pretermo e a termo. Conclui-se que alterações do perímetro cefálico, em especial no grupo de prematuros, relacionam-se a risco maior de má oclusão dentária. Ventilação mecânica ao nascer contribuiu diretamente para um maior risco de alterações do desenvolvimento do sistema estomatognático em prematuros, principalmente a hipoplasia dental. Crianças não amamentadas tiveram maior risco de desenvolvimento de má oclusão. Os resultados sugerem que a prematuridade, associada ou não a outros fatores de risco, influencia no desenvolvimento do sistema estomatognático e apontam para a necessidade imperativa da utilização de métodos de abordagem preventiva aos nascidos prematuros.
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Avaliação da capacidade de identificação de prematuridades oclusais, por meio cortes paraxiais obtidos de tomografias computadorizadas de feixe cônico (Cone Beam)Machado, Naila Aparecida de Godoi 23 February 2010 (has links)
The objective of this study was to evaluate the ability to identify occlusal
prematurity, by cutting the paraxial CT cone beam, comparing the opinion of
these images, provided by professionals in different specialities, with clinical
examination obtained from strips of carbon paper. Sixteen young asymptomatic
patients underwent an initial clinical examination and then were made appliance
desprogramming individual (Lucia JIG). Through manipulation and marking
interocclusal jaw with carbon film (Accufilm) identified clinically premature
contact Centric Relation (CR) of each patient. Later these devices were set in
the position of centric contact and used during the CT scans so that they could
obtain tomographic images in the position of centric relation. After processing
the images, these were analyzed for thirty professionals from different areas
and compared the results obtained by the analysis of imaging and analysis of
clinical markers. The data were statistically analyzed by analysis of variance
ANOVA and Scott-Knott. From the evaluation of the ability to identify occlusal
prematurity through cuts of paraxial CT cone beam, we can conclude that there
was no statistically significant difference between the views of professionals
with clinical examination carried out with carbon paper. Comparing the opinions
expressed by professionals in the areas of occlusion, Radiology and General
Clinicians, notes that there was no statistically significant differences. Regarding
the time of his profession, the group with less time since graduation had the
lowest rate of agreement among the analysis of imaging and clinical analysis
with carbon paper. / O objetivo deste estudo foi avaliar a capacidade de identificação de
prematuridades oclusais, por meio de cortes paraxiais de tomografias
computadorizadas de feixe cônico, confrontando o parecer destas imagens,
estabelecido por profissionais de diferentes áreas odontológicas, com a análise
clínica obtida por meio de marcações com papel carbono. Dezesseis pacientes
jovens assintomáticos foram submetidos a um exame clínico inicial e em
seguida foram confeccionados dispositivos desprogramadores individuais ( JIG
de Lucia ). Mediante manipulação mandibular e marcação interoclusal com
papel carbono (Accufilm) identificou-se clinicamente o contato prematuro em
Relação Cêntrica (RC) de cada paciente. Posteriormente estes dispositivos
foram ajustados na posição de contato cêntrico e utilizados durante os exames
tomográficos para que se pudessem obter imagens tomográficas na posição de
Relação Cêntrica. Após o processamento das imagens, estas foram analisadas
por trinta profissionais das áreas de Oclusão, Radiologia e Clínico Geral (n=10
para cada área) e compararam-se os resultados obtidos pela análise das
imagens tomográficas e pela análise clínica por marcações. Os dados obtidos
foram analisados estatisticamente pela Análise de Variância ANOVA e pósteste
de Scott-Knott (p <0,05). A partir da avaliação da capacidade de
identificação de prematuridades oclusais por meio de cortes paraxiais de
tomografias computadorizadas de feixe cônico, pode-se concluir que não houve
diferenças estatisticamente significantes entre os pareceres dos profissionais
com a análise clínica realizada com papel carbono. Ao comparar os pareceres
emitidos pelos profissionais das áreas de Oclusão, Radiologia e Clínica Geral,
constata-se que não houve diferenças estatisticamente significantes. Em
relação ao tempo de exercício profissional, o grupo com menor tempo de
formado apresentou o menor índice de concordância entre os pareceres da
análise das imagens tomográficas e a análise clínica com papel carbono. / Mestre em Odontologia
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Pressão intra-ocular em pré-termos de muito baixo peso de nascimento e sua relação com a idade pós-concepçãoLindenmeyer, Rodrigo Leivas January 2012 (has links)
Objetivo: medir a pressão intra-ocular (PIO) em pré-termos de muito baixo peso (PMBP) e correlacionar com a idade pós-concepção (IPC). Métodos: Estudo longitudinal incluindo 50 pré-termos. Local: Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Período: entre novembro de 2008 e junho de 2010. Pacientes: PMBP definido como idade nascimento ≤ 1.500 g e idade gestacional ≤ 32 semanas. Intervenção: medidas semanais da PIO. Principais desfechos: variação da PIO de acordo com a idade pós-concepção (IPC definida como a idade gestacional ao nascimento mais a idade no momento do exame) nas semanas seguintes ao nascimento pré-termo. Análise estatística: modelos de efeitos mistos foram utilizados para determinar a variação da PIO em relação a IPC. Foram calculados as médias e os percentis 10 e 90 (P10 e P90) para os valores da PIO. Resultados: Cinqüenta PMBP com idade gestacional média de 29,7 ± 1,6 semanas e peso de nascimento de 1.127,7 ± 222,7 gramas foram avaliados. Não houve diferença significativa entre a PIO do olho direito e do olho esquerdo (p=0.177). A média da PIO em toda a coorte, considerando ambos os olhos, foi de 14,9 ± 4,5 mmHg, sendo que 13,5% das medidas isoladas da PIO foram superiores a 20 mmHg. A PIO reduziu em média 0,29 mmHg para cada aumento de uma semana da IPC (p=0.047 IC95%: -0,58 a -0,0035). A PIO média (P10-P90) reduziu de 16,3 mmHg (10,52-22,16) com 26,3 semanas de IPC para 13,1 mmHg (7,28-18,92) com 37,6 semanas de IPC. Conclusões: A PIO média em PMBP foi 14,9 ± 4,5 mmHg e apresentou correlação negativa em relação a idade pós-concepção. / Purpose: To measure intraocular pressure (IOP) in very low birth weight preterm infants and correlate it with the postconceptional age (PCA). Methods: Longitudinal study including 50 premature infants. Setting: Hospital de Clinicas de Porto Alegre, Brazil. Patients: Very low birth weight premature infants (defined as birth weight ≤1,500 g and gestational age ≤32 weeks). Intervention: Weekly measurements of the IOP. Main outcomes: The variation of IOP according to the postconceptional age (PCA defined as the gestational age at birth plus the age in weeks at the time of examination) in the weeks following preterm birth. Statistics: Mixed-effects models were used for the statistical analysis to determine IOP variation according to PCA. Means, 10th and 90th percentiles were calculated for IOP values. Results: Fifty preterm infants with a mean gestational age of 29.7 ± 1.6 weeks and mean birth weight of 1,127.7 ± 222.7 grams were evaluated. Mean IOP in the whole cohort considering both eyes was 14.9 ± 4.5 mmHg, and 13.5% of the IOP measurement values were greater than 20 mmHg. The analysis revealed a mean IOP reduction of 0.29 mmHg for each increase of PCA (p=0.047; 95% CI, -0.58 to -0.0035). Mean IOP (P10- P90) decreased from 16.3 mmHg (10.52-22.16) at 26.3 weeks PCA to 13.1 mmHg (7.28- 18.92) at 37.6 weeks PCA. Conclusions: Mean IOP in very low birth weight preterm infants was 14.9 ± 4.5 mmHg and was negatively correlated with PCA.
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