1 |
Terrorismos e terroristasDegenszajn, Andre Raichelis 02 June 2006 (has links)
Made available in DSpace on 2016-04-25T20:21:38Z (GMT). No. of bitstreams: 1
Andre Raichelis Degenszajn.pdf: 497758 bytes, checksum: 1261effc5c73543c0a743871967eb9b4 (MD5)
Previous issue date: 2006-06-02 / This research, developed in the field of international relations, deals with the
emergence of international terrorism considering two historical provenances situated
in the French Revolution and in Russia, between the late 19th Century and beginning
of the 20th Century, aiming at problematizing the notion of terror and its
contemporary expression.
Terrorism is analyzed from a political history perspective of international
relations, which does not follow a conception based on the continuity of sovereignty,
and considers the effects of the political discourse within systems of power.
Therefore, affirms politics as a continuation of war by other means.
The emergence of contemporary international terrorism was followed by the
development of a new security discourse, expressed in the declaration of the war on
terror in 2001. The Islamic terrorist, the main targeted of this international security
policy, is perceived as the contemporary monster to be fought and Islam incorporates
the discourse of fundamentalist universal that opposes the Western democratic
universal.
The war on terror is a battle that its internationalization relocated terrorism to
other spaces, pointing out to the continuity of the nomad war machine / Essa pesquisa, situada no campo das relações internacionais, aborda a
emergência do terrorismo internacional a partir de duas procedências históricas
localizadas na Revolução Francesa e na Rússia entre meados do século XIX e início
do XX, no intuito de problematizar a noção de terror e o seu redimensionamento
contemporâneo.
O terrorismo é analisado a partir de uma história política das relações
internacionais, que se aparta de uma concepção fundada na continuidade da
soberania, atentando para os efeitos dos discursos políticos no interior dos sistemas
de poder. Nesse sentido, afirma a política como guerra continuada por outros meios.
A emergência do terrorismo internacional contemporâneo foi acompanhada
pela construção de um novo discurso de segurança, expresso na declaração da guerra
ao terror, a partir de 2001. O terrorista islâmico, principal alvo dessa política de
segurança internacional, é percebido como o monstro contemporâneo a ser
combatido e o islã incorpora o discurso do universal fundamentalista que se opõe ao
universal democrático ocidental.
A guerra ao terror é uma batalha cuja internacionalização redimensionou o
terrorismo para outros espaços, apontando para a continuidade da máquina de guerra
nômade Read more
|
2 |
Terrorismos e terroristasDegenszajn, Andre Raichelis 02 June 2006 (has links)
Made available in DSpace on 2016-04-26T14:55:52Z (GMT). No. of bitstreams: 1
Andre Raichelis Degenszajn.pdf: 497758 bytes, checksum: 1261effc5c73543c0a743871967eb9b4 (MD5)
Previous issue date: 2006-06-02 / This research, developed in the field of international relations, deals with the
emergence of international terrorism considering two historical provenances situated
in the French Revolution and in Russia, between the late 19th Century and beginning
of the 20th Century, aiming at problematizing the notion of terror and its
contemporary expression.
Terrorism is analyzed from a political history perspective of international
relations, which does not follow a conception based on the continuity of sovereignty,
and considers the effects of the political discourse within systems of power.
Therefore, affirms politics as a continuation of war by other means.
The emergence of contemporary international terrorism was followed by the
development of a new security discourse, expressed in the declaration of the war on
terror in 2001. The Islamic terrorist, the main targeted of this international security
policy, is perceived as the contemporary monster to be fought and Islam incorporates
the discourse of fundamentalist universal that opposes the Western democratic
universal.
The war on terror is a battle that its internationalization relocated terrorism to
other spaces, pointing out to the continuity of the nomad war machine / Essa pesquisa, situada no campo das relações internacionais, aborda a
emergência do terrorismo internacional a partir de duas procedências históricas
localizadas na Revolução Francesa e na Rússia entre meados do século XIX e início
do XX, no intuito de problematizar a noção de terror e o seu redimensionamento
contemporâneo.
O terrorismo é analisado a partir de uma história política das relações
internacionais, que se aparta de uma concepção fundada na continuidade da
soberania, atentando para os efeitos dos discursos políticos no interior dos sistemas
de poder. Nesse sentido, afirma a política como guerra continuada por outros meios.
A emergência do terrorismo internacional contemporâneo foi acompanhada
pela construção de um novo discurso de segurança, expresso na declaração da guerra
ao terror, a partir de 2001. O terrorista islâmico, principal alvo dessa política de
segurança internacional, é percebido como o monstro contemporâneo a ser
combatido e o islã incorpora o discurso do universal fundamentalista que se opõe ao
universal democrático ocidental.
A guerra ao terror é uma batalha cuja internacionalização redimensionou o
terrorismo para outros espaços, apontando para a continuidade da máquina de guerra
nômade Read more
|
3 |
[en] INTERNATIONAL RELATIONS HISTORIOGRAPH(IES): A POSTCOLONIAL ANALYSIS OF THE HISTORIES AND KNOWLEDGE OF IR AREA IN BRAZIL, CHINA AND INDIA / [pt] HISTORIOGRAFIA(S) DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS: UMA ANÁLISE PÓS-COLONIAL DAS HISTÓRIAS E DOS SABERES DA ÁREA DE RI DE BRASIL, CHINA E ÍNDIAJESSICA CRISTINA RESENDE MAXIMO 26 February 2015 (has links)
[pt] O objetivo central desta dissertação é fazer uma análise discursiva pós-colonial sobre o desenvolvimento e o panorama atual da área de Relações Internacionais no Brasil, na China e na Índia. Procura-se analisar o entrelaçamento destas experiências com a experiência dominante na área (a estadunidense), com o intuito de expor a participação subordinada destes locais (de enunciação) na construção da área globalmente. Para tal, utiliza-se, principalmente, o discurso pós-colonial de Homi Bhabha e autores que interpretam sua obra, como Ilan Kapoor, James Ferguson e Marta Moreno. Através de uma leitura baseada nestes autores, busca-se interpretar a história e os saberes destes locais para além de seu entendimento como cópia inautêntica da experiência estadunidense ou como tentativa frustrada de criação completamente inovadora. Almeja-se, pelo contrário, ressaltar como as histórias e os saberes da área pelo globo são construídos a partir de relacionamentos históricos; os quais, por serem assimétricos, omitem e menosprezam a participação e a contribuição da produção em RI pelo globo. O método de análise discursiva desta dissertação tem como base metodologias de cunho pós-estruturalista e pós-colonial, a saber: a justaposição de narrativas e a ênfase nos conhecimentos subjugados. Esta análise se deu através da revisão de material escrito (artigos de revistas acadêmicas, livros especializados ou coletâneas acadêmicas) que aborda o desenvolvimento e o panorama atual da área de RI de Brasil, China e Índia. Buscase, assim, contribuir com a subversão da Historiografia Tradicional da área de RI através da escavação de outras historiografias e outros saberes que se entrelaçam na construção da área globalmente. / [en] The main goal of this dissertation is to perform a postcolonial discursive analysis on the development and current overview of the area of International Relations in Brazil, China and India. It seeks to analyze the relationship of these experiences with the worldwide dominant experience (that of the U.S.A.), in order to expose the subordinated participation of these (enunciative) places in the construction of the area globally. In order to do so, it is used, mainly, the postcolonial discourse of Homi Bhabha and authors who interpret his work, such as Ilan Kapoor, James Ferguson and Marta Moreno. Through a reading based on these authors, it is sought to interpret the history and the knowledge of these places beyond their understanding as inauthentic copy of the American experience or as a frustrated attempt of a complete innovation. It is aimed, on the contrary, to highlight how the stories and knowledge of the area across the globe are constructed by historical relationships; which, for being asymmetric, omit and despise the participation and contribution of IR production across the globe. The method of discursive analysis of this dissertation is based on poststructuralist and postcolonial methodologies, namely: the juxtaposition of narratives and the emphasis on subjugated knowledge. This analysis has been done by reviewing written material (articles from academic journals, specialized academic books or academic collections) that addresses the development and current situation of the IR area of Brazil, China and India. The aim is, thus, to contribute to the subversion of IR traditional historiography by excavating other historiographies and other knowledge that intertwine in the construction area globally. Read more
|
4 |
[pt] RACIALIZANDO AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS: UMA PROPOSTA EPISTEMOLÓGICA A PARTIR DO QUILOMBO / [en] RACIALIZING INTERNATIONAL RELATIONS: AN EPISTEMOLOGICAL PROPOSAL FROM THE QUILOMBOANANDA VILELA DA SILVA OLIVEIRA 04 February 2025 (has links)
[pt] Nesta tese proponho uma nova abordagem epistemológica para as Relações
Internacionais, desafiando o modelo estadocêntrico preconizado por essa área de
estudos, ampliando as possibilidades analíticas para além deste paradigma, em
direção a pluralidade e reconhecimento de comunidades políticas alternativas. Na
direção de contestação e descolonização epistêmica, sugiro um programa para a
disciplina de Introdução aos Estudos de Relações Internacionais, com uma
abordagem decolonial que permite a leitura de diferentes formas de organização
política, com foco nas experiências dos quilombos enquanto comunidades políticas
e de resistência. Essa proposta vai na contramão do modelo estadocentrista de
pensar e fazer política, oferecendo um olhar afrodiaspórico para analisar a política
internacional. Para tal, busco confrontar os fundamentos teóricos mainstream da
área, contrapondo-os com leituras racializadas que evidenciam as limitações e
exclusões implícitas no modelo hegemônico de política internacional, baseando-me
na teoria do Contrato Racial. Em segundo lugar, realizo um levantamento da
complexidade histórica e política dos quilombos e como elas podem informar
caminhos de organização política autônoma e espaços de resistência que desafiam
as estruturas coloniais de poder. Por fim, dedico-me a construção de um programa
curricular para a disciplina de Introdução aos Estudos de Relações Internacionais,
incorporando à literatura convencional referências afrodiaspóricas. Essa proposta
visa descolonizar o ensino e a produção do conhecimento em Relações
Internacionais desde o início de seu percurso acadêmico. Dessa forma, contribuo
para a formação de um campo de estudos mais sensível às dinâmicas de poder
globais racializadas e às narrativas silenciadas na trajetória da formação das
Relações Internacionais. / [en] In this thesis, I propose a new epistemological approach to International Relations,
challenging the state-centric model advocated by this field of study and expanding
the analytical possibilities beyond this paradigm towards a plurality and recognition
of alternative political communities. Moving in the direction of epistemic
contestation and decolonization, I suggest a program for the Introduction to
International Relations Studies course, with a decolonial approach that allows for
the exploration of different forms of political organization, focusing on the
experiences of quilombos as political and resistance communities. This proposal
goes against the state-centric model of thinking and practicing politics, offering an
Afro-diasporic perspective to analyze international politics. To this end, I aim to
confront the mainstream theoretical foundations of the field, contrasting them with
racialized readings that highlight the limitations and exclusions implicit in the
hegemonic model of international politics, drawing on the theory of the Racial
Contract. Secondly, I conduct a survey of the historical and political complexity of
quilombos and how they can inform paths of autonomous political organization and
spaces of resistance that challenge colonial power structures. Finally, I dedicate
myself to constructing a curriculum for the Introduction to International Relations
Studies course, incorporating Afro-diasporic references into the conventional
literature. This proposal aims to decolonize the teaching and production of
knowledge in International Relations from the very beginning of the academic
journey. In doing so, I contribute to shaping a field of study that is more attuned to
global racialized power dynamics and the silenced narratives in the development of
International Relations. Read more
|
5 |
A transformação da reforma do setor de segurança nos contextos de operações de paz da ONU: o caso do HaitiFinazzi, João Fernando 08 July 2016 (has links)
Submitted by Jailda Nascimento (jmnascimento@pucsp.br) on 2016-10-05T15:47:19Z
No. of bitstreams: 1
João Fernando Finazzi.pdf: 1431017 bytes, checksum: da17f1be008b8781de00f75d2b7902a2 (MD5) / Made available in DSpace on 2016-10-05T15:47:19Z (GMT). No. of bitstreams: 1
João Fernando Finazzi.pdf: 1431017 bytes, checksum: da17f1be008b8781de00f75d2b7902a2 (MD5)
Previous issue date: 2016-07-08 / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior / In the post-Cold War world, the UN’s Peace operations has changed from a phase that envisaged the contention of parts in conflict to the promotion of structural reforms understood as necessary to undermine the recurrance of the hostilites and to help establish a certain level of stability and peace. In this new kind of peacebuilding operation, the reconstruction process is intended to form or transform the so-called security sector. The great powers and the most relevant internation organizations started to resort to the Security Sector Reform (SSR) as a framework of policies that envisage the transformation of the structures and actors that deal with the use of violence in these contexts. However, besides the growing importance of SSR as a key-theme in the processes of reconstruction, the national and international literatures are still rare, and generally present a marked normative nature. In the case of Haiti, the country is under constant UN’s interventions since 1994. The SSR came to be one of the most importante activites executed by the international actors. The aim of the present work is to demonstrate a changen in the ways that SSR came to be executed between the 90s and 2000s. If the actions had, initially, focused on the state institutions, with the intervention of Minustah they probe directlly to the population and the ways of beeing as a whole, specially to certain “target-groups” and by means that converge the counter-insurgence tactics and humanitarism. We intend to fill this gap between the rise of SSR as a discourse and practice of international actors and the lack of studies that go beyond their normative objectives / No contexto internacional do Pós-Guerra Fria, as operações de paz da ONU passaram de uma fase focada estritamente na contenção das partes em conflito de modo relativamente imparcial para a promoção de reformas estruturais tidas como necessárias tanto para minar a recorrência do conflito interno quanto possibilitar a transição para uma situação de paz e estabilidade. Nessas novas operações de peacebuilding, os processos de reconstrução do Estado agora lidam com questões cruciais que envolvem a formação ou transformação do chamado setor de segurança. As grandes potências e as principais organizações internacionais passaram a recorrer à Reforma do Setor de Segurança (RSS) como um conjunto de políticas que têm como objetivo readequar as estruturas e atores que lidam com o exercício da violência nesses contextos. No entanto, apesar da emergência da RSS como um tema-chave nos processos de reconstrução, a literatura nacional e internacional ainda é escassa, geralmente apresentando um caráter fortemente normativo. O Haiti vive sob constantes intervenções da ONU desde 1994, durante as quais a RSS se tornou uma das principais atividades exercidas pelos agentes interventores. O objetivo do presente trabalho é demonstrar uma alteração nos modos pelos quais a RSS veio a ser executada entre os esforços dos anos 90 e
2000. Se inicialmente as ações se focaram nas instituições do Estado, com a Minustah elas teriam se aprofundado em direção à população e às formas de vida como um todo, especificamente a determinados “grupos-alvo”, por meio de táticas que se indifirenciariam entre a contra-insurgência e o humanitarismo. Pretendemos, assim tentar preencher essa lacuna entre a emergência da RSS e a ausência de estudos que vão além dos seus objetivos normativos Read more
|
6 |
O projeto de paz de Oslo: considerações e críticas sobre as origens do processo de paz Israel-Palestina (1991-1995)Saab, Luciana 26 August 2016 (has links)
Submitted by Filipe dos Santos (fsantos@pucsp.br) on 2016-10-18T17:02:20Z
No. of bitstreams: 1
Luciana Saab.pdf: 1431454 bytes, checksum: 91d3dd276795e9f3636f53ff43c68b3e (MD5) / Made available in DSpace on 2016-10-18T17:02:20Z (GMT). No. of bitstreams: 1
Luciana Saab.pdf: 1431454 bytes, checksum: 91d3dd276795e9f3636f53ff43c68b3e (MD5)
Previous issue date: 2016-08-26 / This paper refers to the signing of the Oslo Accords between Israel and the Palestinians in September 1993 from the understanding that the necessary terms in order to solve the historical conflict are not discussed in the peace process. The reading of the first document to be signed, the Declaration of Principles (DOP), reveals that the contents of the peace proposal and the bilateral negotiations formula do not alter the existing asymmetry of power between Palestinians from the PLO and the State of Israel, which makes the uneven process extremely favorable to the continuation of the Israeli military occupation over the territories of Gaza and the West Bank. The paper therefore focuses its analysis on the negotiation process previous to the signing of the DOP and the political and economic context of those responsible for Oslo, in order to establish what were the interests involved and how they influenced the drafting of the terms of the Declaration. During the research, it becomes clear that the Oslo agreements only benefited the actors involved in secret negotiations in Norway, namely the PLO and Israeli Labor Party, which allows us to state that the peace process was not representative of the various Palestinian and Israeli political sectors. The study also reveals that the peace proposal made to the Palestinians in Oslo is an Israeli formulation, that refers back to the beginning of the peace process in the Middle East in 1978, whose main goal was the normalization of diplomatic relations between Israel and the Arab neighboring states . Thus, the conditions discussed in Oslo were based on an old assumption that regional peace does not imply in the creation of a Palestinian state, but only the right to self-representation of the Palestinian residents in the occupied territories. These conditions were accepted by Yasser Arafat as a strategy to gain political prestige and return to the territory of Palestine. We conclude therefore that the Oslo peace process was not a legitimate initiative to establish a fair and equal peace in the region, as claimed by Israel and the United States, but an agreement made between the Israeli Labour Party and the PLO, drafted to enabled the Israeli territorial expansion over the West Bank and Gaza, to dismiss the question of refugees and not recognize the Palestinian’s right to national self-determination / Este trabalho retoma a assinatura dos Acordos de Oslo entre israelenses e palestinos em setembro de 1993 a partir do entendimento de que os termos necessários para a resolução do conflito histórico não são discutidos no processo de paz. No decorrer da análise do texto do primeiro documento a ser assinado, a Declaração de Princípios (DOP), percebe-se que o conteúdo da proposta de paz e a fórmula de negociações bilaterais adotada não propõem uma alteração da assimetria de poder existente entre palestinos da OLP e o Estado de Israel, o que torna o processo desigual e extremamente favorável à continuação da ocupação militar israelense sobre os territórios da Faixa de Gaza e da Cisjordânia. O trabalho, portanto, foca sua análise no processo de negociação anterior à assinatura da DOP e no contexto político e econômico dos responsáveis por Oslo para estabelecer quais foram os interesses envolvidos em fechar um acordo e de que maneira eles influenciaram a redação dos termos da declaração. Durante a pesquisa, notamos que os Acordos de Oslo beneficiaram exclusivamente os atores envolvidos nas negociações secretas na Noruega, a OLP e israelenses do partido trabalhista, o que nos permite afirmar que o processo de paz não foi representativo dos diversos setores políticos palestinos e israelenses. O estudo também revela que a proposta de paz oferecida aos palestinos em Oslo é uma formulação israelense que remete ao início do processo de paz no Oriente Médio no ano de 1978, cujo principal objetivo foi a normalização das relações diplomáticas entre israelenses e os Estados árabes vizinhos. Assim, as condições negociadas na ocasião de Oslo partiram de um antigo pressuposto de que a paz regional não pressupõe a criação do Estado palestino, mas apenas o direito de autorrepresentação dos residentes dos territórios ocupados. Essas condições foram aceitas pela liderança de Yasser Arafat como estratégia para obter prestígio político e retornar ao território da Palestina. Concluímos, portanto, que o processo de paz de Oslo não se tratou de uma legítima iniciativa para estabelecer a paz de maneira justa e igualitária na região, conforme divulgado por Israel e pelos Estados Unidos, mas de um acordo entre o partido trabalhista e os palestinos da OLP, elaborado de uma maneira que possibilitou a expansão territorial israelense sobre Gaza e Cisjordânia, desconsiderou a questão dos refugiados e não reconheceu o direito à autodeterminação nacional palestina Read more
|
7 |
A política externa do México no início do século XXI: constrangimentos na busca por autonomiaFranzoni, Marcela 27 February 2018 (has links)
Submitted by Filipe dos Santos (fsantos@pucsp.br) on 2018-03-20T12:47:42Z
No. of bitstreams: 1
Marcela Franzoni.pdf: 721988 bytes, checksum: d090585bc92935228d0e30130453af6b (MD5) / Made available in DSpace on 2018-03-20T12:47:42Z (GMT). No. of bitstreams: 1
Marcela Franzoni.pdf: 721988 bytes, checksum: d090585bc92935228d0e30130453af6b (MD5)
Previous issue date: 2018-02-27 / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES / The dissertation analyzes the limited scope of the cooperation mechanisms with Latin
America in which Mexico invested in the first years of the 21st century, especially
the Community of Latin American and Caribbean States and the Pacific Alliance. The
dual relationship with the United States, of dependence and interdependence, limits
Mexico's possibilities of foreign policy, especially of using potential ties with Latin
America as a counterweight to the overwhelming presence of the great northern
neighbor. The possibilities for Mexico to increase its autonomy in this way are restricted,
since these initiatives are not very formalized and have limited capacity to boost
their foreign trade. However, relations of interdependence with the United States allow
the country to exploit the magnitude of established economic and social bonds
and create spaces to advance certain policies. This dichotomy explains, for example,
why Mexico failed to advance a migration policy with the US but did not agree to negotiate
the petroleum issue in NAFTA in the early 1990s. The initiatives of the 2000s
sought to respond to four cyclical and structural incentives : frustration in relations
with the United States, China's economic rise, the effects of the 2008-2009 economic-
financial crisis in Mexico and relations with Latin America. Although it was an attempt
to expand their international partnerships, they did not imply a revision of Mexico's
international insertion strategy, which continued to favor its relations with the
United States. In times of instability in bilateral relations, the Mexican government insists
on the need to diversify the country's international economic relations, which
has become a rhetorical goal. We conclude that Mexican foreign policy seeks to increase
its autonomy by strengthening relations of interdependence, since any other
possibility would imply a revision in its strategy of international insertion and in its
model of economic development / A dissertação analisa o alcance limitado dos mecanismos de cooperação com a
América Latina em que o México investiu nos primeiros anos do século XXI, em especial
a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos e a Aliança do
Pacífico. A relação dual com os Estados Unidos, de dependência e interdependência,
limita as possibilidades de inserção externa do México, em especial de utilizar os
vínculos potenciais com a América Latina como um contrapeso à presença avassaladora
do grande vizinho do norte. As possibilidades de que o México incremente a
sua autonomia por essa via são restritas, já que essas iniciativas seguem pouco
formalizadas e com limitada capacidade de dinamizar seu comércio externo. Contudo,
as relações de interdependência com os Estados Unidos permitem ao país explorar
a magnitude dos vínculos econômicos e sociais estabelecidos, conseguindo
criar espaços para avançar determinadas políticas. Essa dicotomia explica, por
exemplo, por que o México não conseguiu avançar uma política migratória com os
EUA, mas não aceitou negociar a questão petroleira no TLCAN, no início dos anos
1990. As iniciativas dos anos 2000 procuraram responder a quatro incentivos conjunturais
e estruturais: a frustração nas relações com os Estados Unidos, a ascensão
econômica da China, os efeitos da crise econômica-financeira de 2008-2009 no México
e as relações com a América Latina. Apesar de ter sido uma tentativa de expandir
as suas parcerias internacionais, elas não implicaram em uma revisão da estratégia
de inserção internacional do México, que continuou privilegiando suas relações
com os Estados Unidos. Em momentos de instabilidade nas relações bilaterais, o
governo do México insiste na necessidade de diversificar as relações econômicas
internacionais do país, o que se tornou um objetivo retórico. Concluímos que a política
externa mexicana procura incrementar a sua autonomia a partir do reforço das
relações de interdependência, já que qualquer outra possibilidade implicaria uma revisão
na sua estratégia de inserção internacional e no seu modelo de desenvolvimento
econômico Read more
|
8 |
[en] IDENTIFY, CHARACTERIZE, AND SAVE FRAGILE STATES: THE STATE FRAGILITY AS A ROUTINE CONSTRUCTION / [pt] IDENTIFICAR, CARACTERIZAR E SALVAR ESTADOS FRÁGEI: A FRAGILIDADE ESTATAL COMO UMA CONSTRUÇÃO COTIDIANAISABEL ROCHA DE SIQUEIRA 05 August 2010 (has links)
[pt] Esta dissertação analisa o tema largamente difundido dos Estados frágeis,
procurando compreender como esta concepção se forma e quais são os efeitos
dessa significação para a dinâmica maior da ajuda internacional. A pesquisa se
volta para indagar sobre o senso comum acerca da chamada fragilidade estatal,
aplicando o que Leander denomina abordagem FIHP, baseada nos conceitos de
campo, habitus e prática de Bourdieu. Tomando como base esta metodologia, e
com o suporte dos trabalhos de Villumsen e Bigo, a proposta desta dissertação é
questionar o caráter dado dos Estados frágeis e entendê-los como uma
construção constante de agentes de toda natureza que se encontram em um mesmo
campo transnacional. Para isso, a análise foca em atividades burocráticas
rotineiras e nas disputas freqüentes entre os agentes do campo, demonstrando que
a concepção de Estados frágeis, como todo processo de significação e
representação, está fundamentada em violência, ainda que sutil. A pesquisa busca,
ainda, ajudar a superar dois problemas na disciplina de Relações Internacionais
quanto ao tema da chamada fragilidade estatal: uma divisão de trabalhos entre
críticas teóricas e práticas que desconsidera o potencial enriquecedor de se unirem
as duas abordagens; e o silenciamento em torno de como se forma uma concepção
tão largamente difundida. A dissertação tenciona, então, enriquecer a abordagem
do tema justamente em demonstrando contingente, violenta e ao mesmo tempo
sutil a dinâmica que significa e cria Estados frágei. / [en] This dissertation examines the widespread theme of fragile states, trying
to understand how this concept is formed and what are the effects of this
signification process for the dynamics of international aid. The research puts in
question the common sense about the so called state fragility, applying what
Leander calls the FIHP approach, based on Bourdieu s concepts of field, habitus
and practice. Based on this methodology, and supported by the work of Villumsen
and Bigo, the purpose of this dissertation is to question the given character of
fragile states and to understand them as a constant construction of different
agents who are in the same transnational field. For this, the analysis focuses on
routine bureaucratic activities and frequent disputes between players in the field,
demonstrating that the concept of fragile states, like any process of signification
and representation, is founded on violence, however subtle. The research also
aims to help overcome two problems in the discipline of International Relations
on the subject of the so called state fragility: a division of labor between
theoretical and practical critiques that disregards the rich potential of uniting the
two approaches; and the silence about how a so widespread conception gets
formed. The dissertation looks forward to enrich the approach to the subject
precisely in demonstrating the contingent, violent, and subtle dynamics which
give meaning and create fragile state. Read more
|
9 |
Ética nas negociações : um comparativo das percepções e comportamentos de brasileiros, norte-americanos e mexicanosCardiga, Luís Anderson January 2002 (has links)
Negociadores competitivos freqüentemente utilizam táticas de negociação que as outras pessoas consideram como não-éticas. Tais táticas são vistas como não-éticas por que violam os padrões de sinceridade ou por que violam as regras normalmente aceitas em uma negociação. As percepções de "eticamente apropriado" e de "probabilidade de uso" de dezoito táticas de negociação foram comparadas para executivos do Brasil, México e Estados Unidos. Os resultados sugerem diferenças e semelhanças na percepção de "eticamente apropriado", "probabilidade de uso" e no gap existente entre estas duas situações que nem sempre são consistentes com a crença comum sobre as culturas destes três países. As implicações destas descobertas para as negociações internacionais e para futuras pesquisas são discutidas no final deste estudo.
|
10 |
Ética nas negociações : um comparativo das percepções e comportamentos de brasileiros, norte-americanos e mexicanosCardiga, Luís Anderson January 2002 (has links)
Negociadores competitivos freqüentemente utilizam táticas de negociação que as outras pessoas consideram como não-éticas. Tais táticas são vistas como não-éticas por que violam os padrões de sinceridade ou por que violam as regras normalmente aceitas em uma negociação. As percepções de "eticamente apropriado" e de "probabilidade de uso" de dezoito táticas de negociação foram comparadas para executivos do Brasil, México e Estados Unidos. Os resultados sugerem diferenças e semelhanças na percepção de "eticamente apropriado", "probabilidade de uso" e no gap existente entre estas duas situações que nem sempre são consistentes com a crença comum sobre as culturas destes três países. As implicações destas descobertas para as negociações internacionais e para futuras pesquisas são discutidas no final deste estudo.
|
Page generated in 0.0353 seconds