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EDUCAÇÃO AMBIENTAL A DISTÂNCIA NAS REDES E PROCESSOS DE FORMAÇÃO, CURRÍCULOS E SUBJETIVAÇÃO.

PORTO, A. P. 15 July 2013 (has links)
Made available in DSpace on 2016-08-29T11:11:57Z (GMT). No. of bitstreams: 1 tese_7257_DISSERTAÇÃO_ATONILDO PORTO_PDF.pdf: 1851294 bytes, checksum: 58756902630bacc9aea221421f137b46 (MD5) Previous issue date: 2013-07-15 / A pesquisa Educação Ambiental a Distância nas redes e processos de formação, currículos e subjetivação encontra movimento na cartografia dasconversações e narrativas em redes tecidas e em constituição nos cotidianos de espaços educadores. O objetivo maior da pesquisa está em pensar e problematizar a formação continuada de educadores/as em Educação Ambiental a partir da oferta do I Processo Formador em Educação Ambiental a Distância - PFEA@D1 - ofertado no Brasil entre os anos de 2009-2010. A produção de dados encontrou aporte nos documentos do processo formador e em seus desdobramentos na escola. Nos diferentes espaçostempos, do AVA e do ambiente escolar, as produções dos sujeitosmosaicos movimentaram pensamentos e práticas. Nos diálogos com outros, nas oficinas, nas aulas e nas conversascomsujeitosmosaicosencontramos pistas e dispositivos que potencializam a vida, que fazem pensar a Educação Ambiental como processos, invenção e verdades em tempos atravessados pela tecnologia, também como possibilidade de um mundo melhor frente à crise socioambiental em tempos de transição paradigmática. As problematizações ainda encontram fluxos na filosofia, nos paradigmas da complexidade e do caos, nas ideias de muitos autores, nos saberesfazeres e subjetividades de educadores/as e alun@sque emergem entre o possível...real...atual...virtual e as redes de educação ambiental.As experiênciascom o PFEA@D fizeram emergir outros currículos, criaram possibilidades, linhas de fuga. Produziram processos de subjetivação relevantes para se entender a constituição dos sujeitosmosaicos. Possivelmente educadores/as e alun@s foram atravessados/as por afetos e desejos que tocaram, interviram em suas relações, conhecimentos e práticas em EA e transformaram suas percepções de/no mundo.
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Pensando Minorias Sexuais e de Gênero na Perspectiva de Políticas Publicas e Política de Subjetivação

RODRIGUES, H. J. A. 26 March 2010 (has links)
Made available in DSpace on 2016-08-29T14:09:42Z (GMT). No. of bitstreams: 1 tese_4275_.pdf: 697609 bytes, checksum: 3c91a031e33d79d8884e97013f5357e1 (MD5) Previous issue date: 2010-03-26 / RESUMO Esta dissertação de mestrado se propõe a por em análise o campo problemático denominado minorias sexuais e de gênero em suas dimensões de política pública e de política de subjetivação. Para pensar esse referido campo, o movimento de pesquisa percorreu cinco eixos de análise: 1- Pensar política pública, enquanto impulso de construção de comum, conceito que o marxismo contemporâneo de Negri e Hardt elaborou; 2- A filosofia da diferença Foucault/ Deleuze/Guattari/Rolnik se constitui no segundo eixo deste trabalho, com as análises sobre os processos de subjetivação contemporâneos e, sobretudo, a construção de uma noção de minoria que se distancia das leituras de forte apelo identitário das clássicas Ciências Sociais; 3- Aprofundando a crítica aos discursos identitários, uma referência importante para este trabalho foi a controversa teoria queer que, com seu conceito de performatividade e a reformulação da categoria de gênero, se contrapõe não só às Ciências Sociais clássicas, mas também aos discursos de grande parte dos movimentos de minorias; 4- O movimento de pesquisa procurou também pensar as minorias sexuais e de gênero a partir da leitura histórica que Júlio Simões e Regina Facchini (2009) empreenderam sobre o movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) no Brasil, buscando compreender o lugar que a bandeira por políticas públicas ocupou em cada fase desta história; 5- O quinto eixo que compõem esta pesquisa é a experiência de participar do Programa Vitória Sem Homofobia da Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos do Município de Vitória/ES (SEMCID), tendo como questão de análise os movimentos produzidos pelo Programa para se constituir em política efetivamente pública e não meramente um prestador de serviços a um segmento específico da sociedade. Procurou-se assumir uma postura cartográfica de pesquisa em que a problematização criação de novos problemas fosse uma força mais intensa do que a mera verificação de processos ou aplicação de conceitos. Nesta perspectiva, procurou-se criar uma nova paisagem para o campo problemático das minorias sexuais e de gênero, composta por forças conceituais do marxismo contemporâneo, da filosofia da diferença, da teoria queer, do registro histórico e pela experiência de participar do Programa Vitória Sem Homofobia. O Programa não foi entendido como objeto de aplicação conceitual, mas como mais um eixo do campo problemático a produzir questões sobre a temática das minorias sexuais e de gênero. Palavras-Chave: minorias; políticas públicas, subjetivação.
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Sobre processos de subjetivação: um estudo instável das possíveis práticas de rexistência na educação / On processes of subjectivation: an unstable study of possible practices of rexistence in education

Moreno Filho, José William Moreira [UNESP] 13 December 2016 (has links)
Submitted by JOSÉ WILLIAM MOREIRA MORENO FILHO null (willmoreira@hotmail.com) on 2017-01-06T13:32:48Z No. of bitstreams: 1 TESE_José William Moreira Moreno Filho.pdf: 1393769 bytes, checksum: 9bbed1f4be574e2b87fe56ab8df0da37 (MD5) / Approved for entry into archive by Juliano Benedito Ferreira (julianoferreira@reitoria.unesp.br) on 2017-01-10T18:37:46Z (GMT) No. of bitstreams: 1 morenofilho_jwm_dr_mar.pdf: 1393769 bytes, checksum: 9bbed1f4be574e2b87fe56ab8df0da37 (MD5) / Made available in DSpace on 2017-01-10T18:37:46Z (GMT). No. of bitstreams: 1 morenofilho_jwm_dr_mar.pdf: 1393769 bytes, checksum: 9bbed1f4be574e2b87fe56ab8df0da37 (MD5) Previous issue date: 2016-12-13 / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) / Visa a analisar e diagnosticar os processos de subjetivação que ocorrem no território escolar em vista de traçar estratégias de luta e de resistência aos moldes de produção de subjetividades capitalísticas. O professor em sala de aula, perante este embate, seria imprescindível para acionar modos de vida outros que resistiriam a maneiras de pensar, ser e agir modelizados. O desafio desta pesquisa, além de evidenciar e problematizar o papel da escola hoje, é de suscitar, com amparo em um paradigma ético-estético-político, possíveis modos de rexistências, ante um território, na maioria das vezes, despotencializador de vidas. Para isso, contudo, em primeiro lugar, se faz necessário um diagnóstico geral do contemporâneo com suporte na análise crítica de produção de subjetividades governadas por dispositivos e técnicas de poder-saber capitalísticos desenvolvidos especificamente nas sociedades de controle atuais. Para esse propósito, será lançado mão de conceitos de Gilles Deleuze, Michel Foucault e Felix Guattari, como o de dispositivo disciplinar, o de biopolítica e a noção de controle, como mote para se compreender a relação de sujeição social e de servidão maquínica que produzem subjetividades capitalísticas padronizadas em prol de um só modo de vida. Isto é, o capitalismo contemporâneo objetiva mais do que produzir mercadorias, ensejar subjetividades úteis e dóceis para a manutenção de seu sistema. Tal análise torna-se imprescindível para, em seguida, ser concedida visibilidade a possíveis modos de resistência capazes de combater ou de traçar linhas de fuga que escapem ao controle. Neste momento, precisar-se-ão os possíveis sentidos da noção de rexistência por meio de outros conceitos, como o de corpo sem órgãos, acontecimento, cuidado de si e parresia, que se agenciam produzindo um si/comum ou a formação de um si coletivo insistente na potencialização da vida. É neste sentido, portanto, que se evidenciará a tarefa do professor, mais especificamente, do docente de Filosofia, ante um diagnóstico sombrio do contemporâneo e, por consequência, do território escolar, que reforçam os microfascismos cotidianos. A Educação Filosófica, neste contexto, pode incitar processos de subjetivações outros, modos de vidas diferenciados, ao propor experimentações, criações e revoluções. Esse é um fenômeno que transgride a communis opinio do ensino de Filosofia, ao incorporar em sua prática uma fala verdadeira que abre de dentro do ambiente público – a sala de aula - a diferenciação ética, a saber, uma relação franca de si consigo e com os outros, em vista de produção de subjetivações rexistentes ao controle. / This thesis aims to analyze and diagnose processes of subjectivation that occur in school territory in order to draw strategies of struggle and resistance to systems of production of capitalist subjectivities. The teacher, in the classroom, in the face of that clash, would be indispensable to trigger other ways of life that would resist to modeled ways of thinking, being and acting. The challenge of this research, besides evidencing and problematizing the role of the school today is to raise, from an ethical-aesthetic-political paradigm, possible ways of rexistence before a territory, in most cases, depowering of lives. However, for that, in first place, a general diagnosis of contemporary is necessary from critical analysis of production of subjectivities governed by capitalist power-knowledge devices and techniques developed specifically in current control societies. For that purpose, we will use concepts by Gilles Deleuze, Michel Foucault and Felix Guattari as disciplinary device, biopolitics and notion of control as theoretical driving forces for understanding the relationship of social subjection and machine-like servitude produced by standardized capitalist subjectivities for a single way of life. That is, contemporary capitalism aims more than producing commodities; it aims at producing useful and docile subjectivities for maintenance of its own system. Such analysis becomes essential in order to give subsequently visibility to possible resistance ways, capable of combating or tracing escape lines that are beyond control. At this point, we will clarify possible meanings of the notion of rexistence by other concepts, such as the body without organs, event, self care and parresia, which are used producing a self/common or formation of an insistent collective self in life maximization. It is in that sense, therefore, that we will highlight the teacher's task, more specifically of philosophy teacher, who faces a grim diagnosis of contemporary and, as a consequence, school grounds that reinforce the daily micro fascisms. The philosophical education in this context may encourage other subjectivities processes, different life styles by proposing experiments, creations and revolutions. That is a process that violates common sense philosophy teaching when it incorporates into practice a real speech that opens from inside public environment - the classroom - ethical differentiation, namely, a frank relationship with oneself and others in order to produce rexistent subjectivities to control.
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O curso de Pedagogia da UFES sob os olhares das/os alunas/os concluintes: processos de subjetivação produzidos num coletivo de intensidades

BASTOS, C. M. C. 18 March 2014 (has links)
Made available in DSpace on 2016-08-29T11:12:00Z (GMT). No. of bitstreams: 1 tese_7560_Texto completo.pdf: 828149 bytes, checksum: 76aa3273a3529055f43fac5e5284e5a2 (MD5) Previous issue date: 2014-03-18 / Analisa o curso de Pedagogia pela perspectiva das/os alunas/os concluintes, tomando a produção de subjetividades como eixo central. Potencializa os discursos pelas narrativas das/os alunas/os, a forma como se constituíram como professoras/es e pedagogas/os no decorrer do curso, fazendo as correlações com as normatizações curriculares e as dimensões vivenciadas por elas/es. Toma o currículo como um conjunto de elementos discursivos, normativos, de conversas, de compartilhamento de experiências, e potencializa-o através dos encontros, de uma formação para o outro, das lacunas prescritivas, formando assim uma complexa produção de subjetividades, sempre coletiva, que se esforça para abandonar os clichês dos significados e as molaridades da prescrição curricular. Tem como principais intercessores teóricos ao problematizar as produções subjetivas no que tange ao currículo, Gilles Deleuze, Félix Guattari e Janete Magalhães Carvalho. Utiliza a cartografia como acompanhamento de processos em que não há uma coleta de dados, mas uma produção desses, pautada no recurso metodológico das narrativas formas de conversações em que há o principal recurso na produção dos dados. Assim, o processo tornou-se intenso e delicado, mas muito feliz, por ter priorizado as muitas formas de vivenciar esse currículo, sem uma individualização dos sujeitos, mas sempre a partir da perspectiva de uma subjetividade a-centrada, sem rostidade.
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PRÁTICAS de Hipervalorização de Diferentes Modos de Ser Surdo no Contexto Educacional do Centro de Capacitação de Profissionais de Educação e de Atendimento às Pessoas Com Surdez (cas) no Estado do Espírito Santo

VIEIRA, E. T. B. 04 May 2016 (has links)
Made available in DSpace on 2018-08-01T23:37:24Z (GMT). No. of bitstreams: 1 tese_9879_Dissertacao Eliane Final Correta.pdf: 1127316 bytes, checksum: 57bdd6869b8528da37df47b898c285cd (MD5) Previous issue date: 2016-05-04 / Esta dissertação apresenta o processo de constituição de uma hipervalorização de diferentes modos de ser surdo a partir das práticas pedagógicas do Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS), situado no município de Vitória, no Espírito Santo. Em busca de tais práticas, parto com a pesquisa do início da década de 1990, período que equivale à construção do prédio da Escola Especial de Educação Oral e Auditiva, espaço em que, na atualidade, está instalado o CAS. Parto desse local propondo também entender de que forma a arquitetura do prédio do CAS pode ter contribuído para a constituição de uma hipervalorização de um jeito de ser surdo em diferentes momentos históricos, análise que faço com base na hipótese de que o formato arquitetônico circular do prédio foi construído para hipervalorizar o aluno deficiente auditivo matriculado na Escola Especial de Educação Oral e Auditiva. Para a realização desta pesquisa, foram selecionados materiais a partir de um conjunto de documentos, da vivência com a comunidade escolar que constitui esse Centro, das entrevistas abertas, empregadas quando necessário, e das visitas aos outros CAS do Estado (Vila Velha e Cachoeiro de Itapemirim). Parto da compreensão da hipervalorização de diferentes modos de ser surdo fazendo o uso dos conceitosferramentas cunhados por Michel Foucault: governamentalidade, subjetivação e normalização. Por meio desses conceitos-ferramentas proponho compreender os efeitos da hipervalorização a partir das práticas educacionais que são geradas no CAS. Neste trabalho, tenho como objetivos específicos: investigar as condições históricas que possibilitaram as atuais práticas de um jeito de ser surdo; compreender a emergência de diferentes modos de ser surdo por meio das políticas de integração e inclusão escolar; e identificar as práticas políticas, pedagógicas e cotidianas do CAS que possibilitaram o processo de inclusão desse sujeito. Problematizando práticas produzidas no CAS, acredito que as mesmas constituam uma hipervalorização de um jeito ser surdo no contexto educacional. Também discuto quais efeitos essa hipervalorização pode acarretar para o processo de integração e inclusão educacional desse sujeito. Acredito reafirmar que as práticas educacionais empregadas pelo CAS podem ser caracterizadas como práticas que regulam e organizam o que os sujeitos surdos fazem, falam ou agem, constituindo uma experiência. Para discutir essa regularidade foi necessário analisar as práticas, discursivas ou não, e os regimes de verdade que a constituem.
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Governo, resistência e práticas de subjetivação em Michel Foucault / Gouvernement, résistance et pratiques de subjectivation en Michel Foucault

Pedro Fornaciari Grabois 22 February 2013 (has links)
Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo a Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro / Cette étude est le résultat dune recherche dans le domaine de léthique et de la philosophie politique contemporaines dont lobjectif général est celui danalyser la façon par laquelle sarticulent, chez la pensée tardive de Michel Foucault (1926-1984), les notions de gouvernement, résistance et pratiques de subjectivation. La question qui conduit ce travail est celle du rôle des pratiques de subjectivation dans la constitution de nouvelles formes de résistance aux pratiques de gouvernement de la vie humaine dans lactualité. En chercant la répondre à partir de la pensée foucaldienne, on développe la suivante hipothèse: chez Foucault, les pratiques de constitution des sujets auraient un rôle de fondamentale pertinence pour lélaboration de nouvelles formes de résistance politique aux différentes téchniques de gouvernement de la vie humaine dans lactualité, cest-à-dire, limportance attribuée aux formes de subjectivation éthique ou aux pratiques de gouvernement de soi ne signifie pas un individualisme éthique ou même une réduction de la politique au domaine de léthique. Il sagit, au contraire, dune investigation à propos du mode par lequel les pratiques de soi se trouvent insérées dans un contexte plus large de pratiques sociales et de luttes, se constituant elles mêmes comme des foyers de résistance aux tipes de gouvernementalités qui, pendant des siècles, ont imposé aux individus des formes déterminées dexistence. Il sagit, en ce travail, dune possible articulation entre léthique et la politique à partir de la notion foucaldienne de gouvernementalité, qui concerne le pair gouvernement des autres/gouvernement de soi, et que est aussi le fil conducteur de cette recherche. Méthode: pour vérifier notre hipothèse, nous avons juger nécessaire darticuler des éléments de la trajectoire philosophique de Foucault parmi ses derniers cours et livres qui permettent de mieux comprendre la relation qui il y a entre: les formes historiques de gouverner les individus et les populations dans les sociétés occidentales modernes; les formes de résistance possible à ces formes de gouverner; et les pratiques de subjectivation. Avec cette recherche, nous avons vérifier le caractère stratégique et mobile tant des pratiques de gouverner soi-même et les autres comme des formes de résistance exprimées à travers les luttes de lactualité e les modes de subjectivation élaborés par des individus et des groupes. / O presente trabalho é resultado de uma pesquisa no campo da ética e da filosofia política contemporâneas cujo objetivo geral consiste em analisar o modo pelo qual se articulam, no pensamento tardio de Michel Foucault (1926-1984), as noções de governo, resistência e práticas de subjetivação. A questão que o conduz é a do papel das práticas de subjetivação na constituição de novas formas de resistência às práticas de governo da vida humana na atualidade. Procurando respondê-la a partir do pensamento foucaultiano, desenvolvemos a seguinte hipótese: em Foucault, as práticas de constituição dos sujeitos teriam papel de fundamental importância para a elaboração de novas formas de resistência política às diferentes técnicas de governo e condução da vida humana na atualidade, isto é, a importância conferida às formas de subjetivação ética ou às práticas de governo de si, não implica num individualismo ético ou numa redução da política à esfera da ética. Trata-se, ao contrário, de uma investigação acerca do modo pelo qual as práticas de si se encontram inseridas num contexto mais amplo de práticas sociais e de lutas, podendo se constituir como pontos de resistência aos tipos de governamentalidade que, ao longo dos séculos, impuseram aos indivíduos determinadas formas de existência. Trata-se, em todo o trabalho, de uma possível articulação entre ética e política a partir da noção foucaultiana de governamentalidade, que concerne ao par governo dos outros/governo de si, e que é também o fio condutor desta investigação. Método: para verificar nossa hipótese, julgamos necessário articular elementos da trajetória filosófica tardia de Foucault presentes em seus últimos cursos e livros, que permitissem compreender mais apropriadamente a relação que há entre: as formas históricas de governar os indivíduos e as populações nas sociedades ocidentais modernas; as formas de resistência possível a essas formas de governar; e as práticas de subjetivação. Com a pesquisa, verificamos o caráter estratégico e móvel tanto das práticas de governar a si mesmo e aos outros quanto das formas de resistência expressas nas lutas da atualidade e nos modos de subjetivação elaborados por indivíduos e grupos.
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Psicanálise Existencial, Existencialismo e História : a dimensão sócio-material e a autenticidade no processo da construção de si

Moura, Carlos Eduardo de 29 September 2015 (has links)
Submitted by Luciana Sebin (lusebin@ufscar.br) on 2016-09-14T13:18:36Z No. of bitstreams: 2 TeseCEM.pdf: 4468727 bytes, checksum: f17e92e51c28761dbe35077fed2d2711 (MD5) TeseCEM.pdf: 4468727 bytes, checksum: f17e92e51c28761dbe35077fed2d2711 (MD5) / Approved for entry into archive by Marina Freitas (marinapf@ufscar.br) on 2016-09-15T13:59:53Z (GMT) No. of bitstreams: 2 TeseCEM.pdf: 4468727 bytes, checksum: f17e92e51c28761dbe35077fed2d2711 (MD5) TeseCEM.pdf: 4468727 bytes, checksum: f17e92e51c28761dbe35077fed2d2711 (MD5) / Approved for entry into archive by Marina Freitas (marinapf@ufscar.br) on 2016-09-15T14:00:02Z (GMT) No. of bitstreams: 2 TeseCEM.pdf: 4468727 bytes, checksum: f17e92e51c28761dbe35077fed2d2711 (MD5) TeseCEM.pdf: 4468727 bytes, checksum: f17e92e51c28761dbe35077fed2d2711 (MD5) / Made available in DSpace on 2016-09-15T14:00:11Z (GMT). No. of bitstreams: 2 TeseCEM.pdf: 4468727 bytes, checksum: f17e92e51c28761dbe35077fed2d2711 (MD5) TeseCEM.pdf: 4468727 bytes, checksum: f17e92e51c28761dbe35077fed2d2711 (MD5) Previous issue date: 2015-09-29 / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) / Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) / Toute existence implique deux structures déterminantes dans un processus subjectif: la temporalité et l'historicité. Le "temps humain" est connu historiquement et, par conséquent, il est nécessaire d'investir dans les potentialités de la subjectivité sans négliger l'individu sous le «poids» de l'histoire. La psychanalyse existentielle, l'existentialisme sartrien et le concept de l'histoire – couvrant les aventures philosophiques de Sartre dans L'être et le néant (EN), dans les Cahiers pour une morale (CM), dans les Questions de méthode (QM) et dans le L'idiote de la famille (IF) – permettra d'établir les chemins nécessaires pour comprendre une singularité concrète dans la perspective de la relation universelle-singulier: ce est la relation entre l'individu et la société comme l'expérience de la sociabilité. Ce sujet sera perçu comme un universel singularisé, universel concrétisé (incorporé) dans une singularité concrète, auto-constituée et constitué par la réalité de leur environnement. Comprendre la subjectivité est comprendre le processus de personnalisation, identifiant subjectivité et liberté pour que l'individu ne soit jamais une chose, mais une liberté donnée pour le prisme de l'action. Je ne penserai pas ici le sujet comme « entité subjective » (substance pensante), mais considérerai l'homme sur la perspective d'un processus de subjectivation, d’une liberté existant en acte (libre) visant un but qu’il désire réaliser (concrètement, dans le monde ). 5 Le " processus de personnalisation" est acte libre – il n'y a pas comme le sujet ne parviennent pas à agir – la personalization est mouvement (tension, action) et engagement avant des situations objectives. C’est dans ce sens que le sujet sera demandé de prendre une position avant des «résistances» que le monde offre à sa liberté. Le monde, étant «celui par lequel le choix de la liberté devient, pour la liberté, destin », existera comme un en-soi, mais en relation avec le pour-soi, acquérant de sens, signification et valeur. Il sera le sujet dans la présence des faits – par la médiation des représentations de ces faits – sans qu'il devient inessentiel devant eux: l'homme est l'être dont l'apparition fait qu’un monde existe et même l'imitation intérieure de l'extériorité, même l’aliénation , ils suposse la liberté. Le pour-soi, être dans le monde et désir d'être, el cherchera à instaurer en soi-même une « immobilité » ("stabilité", "inertie", "identité", "ἕξισ"), c’est-à-dire une particularité (singularité concrète) impliquant la complexité de l’universel et se devinant, devant elle, inerte: l'individu sera la synthèse vivante de l'universel qui, à son tour, le «déterminera» (projet inauthentique, mauvaise-foi). Dans ce contexte, parler de l'intériorisation et de l'extériorisation, nous allons trouver un problème: l’extériorisation se donnera par une praxis systématisé (institutionnalisé – système normatif –, structurée socialement, politiquement et économiquement). Ainsi, la psychanalyse existentielle (comme un moyen, discipline auxiliaire, instrument), l'existentialisme sartrien et l'Histoire iront construire l'image d'un sujet qui s’efforcera de se saisir à soi-même au-delà de l’ἕξις, ou plutôt à construire l'image d’un sujet (autonome et authentique) qui sera compris dans le mouvement dialectique entre les deux pôles indissociables: la liberté et la détermination. Cette relation dialectique entre le passé et la constitution de l'avenir traduira le caractère dialectique de la situation dans la relation fondamentale entre êtres humains qui se realisent dialectiquement dans le monde de la matière humanisée. Il sera, enfin, la psychanalyse existentielle qui encouragera le sujet a passer de l’ἕξις à la praxis et de penser sa singularité concrète comme «essentiel» et ne fait pas disparaître ce vécu réel quand il connaître ou percevoir (perpétuellement) son soi: la matérialité du monde et l'Histoire ne pourront pas anéantir les vécus. De cette manière, nous ne désirons pas, au moins, de préparer une société fondée sur la auto-domestication de l'homme, mais sur sa souveraineté. / Toda existência implica em duas estruturas definidoras do processo de subjetivação: a temporalidade e a historicidade. O “tempo humano” é vivido historicamente e, sendo assim, é preciso investir nas potencialidades da subjetividade sem desconsiderar o indivíduo sob o “peso” da História. A psicanálise existencial, o existencialismo sartriano e o conceito de História – percorrendo as aventuras filosóficas de Sartre em L’être et le néant (EN), nos Cahiers pour une morale (CM), em Questions de méthode (QM) e no L’idiot de la famille (IF) – possibilitarão estabelecer os caminhos necessários para se compreender uma singularidade concreta na perspectiva da relação universal-singular: será a relação indivíduo-sociedade enquanto vivência da sociabilidade. Este sujeito será apreendido como um universal singularizado, um universal concretizado (incorporado) em uma singularidade concreta, auto-constituída e constituída pela realidade de seu entorno. Compreender a subjetividade é compreender o processo de subjetivação, identificando subjetividade e liberdade para que o indivíduo jamais seja coisa, mas uma liberdade dada pelo prisma da ação. Não se pretende pensar aqui o sujeito como “entidade subjetiva” (substância pensante) e sim analisar o homem na perspectiva de um processo de personalização, de uma liberdade existindo em ato (livre) visando um fim que se deseja realizar (concretamente, no mundo). O “processo de personalização” é praxis – não há como o sujeito deixar de agir –, é movimento (tensão, ação) e compromisso diante de situações objetivas. É neste sentido que o sujeito será solicitado a assumir uma posição frente às “resistências” que o mundo oferece à sua liberdade. O mundo, sendo aquilo pelo qual a escolha da liberdade torna-se, pela liberdade, destino, existirá como um em-si, mas em relação com o para-si, adquirindo sentido, significado e valor. Será o sujeito colocando-se diante dos fatos – pela mediação das representações destes fatos – sem que ele se torne inessencial perante eles: o homem é o ser cuja aparição faz com que um mundo exista e mesmo a imitação interior da exterioridade, mesmo a alienação, supõem a liberdade. O para-si, ser-no-mundo e desejo de ser, procurará instaurar em si uma “imobilidade” (“estabilidade”, “inércia”, “identidade”, “ἕξις”), isto é, uma particularidade (singularidade concreta) envolvendo a complexidade do universal e tornando-se, diante dela, inerte: o indivíduo será a síntese viva do universal que, por sua vez, o “determinará” (projeto inautêntico, má-fé). Neste contexto, ao falar de interiorização e de exteriorização, encontrar-se-á um problema: a exteriorização se dará por uma práxis sistematizada (institucionalizada – sistema normativo –, estruturada 4 socialmente, politicamente e economicamente). Deste modo, a psicanálise existencial (enquanto meio, disciplina auxiliar, instrumento), o existencialismo sartriano e a História permitirão construir a imagem de um sujeito que se esforçará a apreender a si mesmo para além de uma ἕξις, ou melhor, a construir a imagem de um sujeito (autônomo e autêntico) que se compreenderá a partir do movimento dialético entre dois polos indissociáveis: a liberdade e a determinação. Esta relação dialética entre o passado e a constituição do futuro implicará no caráter dialético da situação, na relação fundamental entre seres humanos realizando-se dialeticamente no mundo da matéria humanizada. Será, por fim, por intermédio da psicanálise existencial que se encorajará o sujeito a passar da ἕξις à práxis, a pensar sua singularidade concreta como “essencial”, a não fazer desaparecer esse vivido real ao conhecer ou perceber (perpetuamente) seu si: a materialidade do mundo e a História não poderão aniquilar os vividos. Com isso, desejar-se-á, ao menos, preparar uma sociedade não fundada sobre a autodomesticação do homem, mas sobre sua soberania.
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Cartografias de vivências trans: experimentações teatrais e modos de subjetivação / Cartographies of trans experiences: theatrical experimentation and modes of subjectivation.

Lopes, Herbert de Proença 02 March 2018 (has links)
Submitted by Herbert De Proença Lopes (herbert.proenca@gmail.com) on 2018-04-24T19:47:46Z No. of bitstreams: 1 VERSÃO FINAL DEPOSITO.pdf: 7853014 bytes, checksum: ca06515297d0e4ab5431b743a3282997 (MD5) / Approved for entry into archive by Maria Luiza Carpi Semeghini (luiza@assis.unesp.br) on 2018-04-24T23:20:41Z (GMT) No. of bitstreams: 1 lopes_hp_me_assis_int.pdf: 7853014 bytes, checksum: ca06515297d0e4ab5431b743a3282997 (MD5) / Made available in DSpace on 2018-04-24T23:20:41Z (GMT). No. of bitstreams: 1 lopes_hp_me_assis_int.pdf: 7853014 bytes, checksum: ca06515297d0e4ab5431b743a3282997 (MD5) Previous issue date: 2018-03-02 / O objetivo desta pesquisa foi acompanhar o Coletivo ElityTrans, grupo formado por travestis e transexuais da cidade de Londrina (PR), nos processos de experimentação teatral vividos por meio de oficinas compartilhadas entre participantes do coletivo e pesquisador, que resultou na criação da Cia. Translúcidas de Teatro. Procuramos no método da cartografia caminhos para acompanhar as linhas de subjetivação que atravessavam xs participantes e que indicavam problematizações sobre temas suscitados. Estes temas se transversalizaram e encontraram no termo “vivências trans” diferentes sentidos que foram explorados teoricamente: expressões de travestilidades e transexualidades; formas mais potentes de abordar tais expressões, como as perspectivas queer; experimentações artísticas através da prática teatral, e experiências coletivas que permitiram o exercício do teatro e da pesquisa, colocando o próprio sentido de experiência em questão. Esta pesquisa acompanhou a montagem de uma peça teatral realizada junto com xs participantes do coletivo e elaborada como um dispositivo de luta política e emancipatória, que se inscreve no cenário de violências contra expressões de gêneros dissidentes. Este dispositivo interessou-se por das condições de “ver” e “falar” que estavam entre os desejos das pessoas envoltas ao projeto que confluíram na necessidade ética de garantir às pessoas trans e travestis, o direito fundamental à existência. / The purpose of this research was to accompany the ElityTrans Collective, a group formed by transvestites and transsexuals from Londrina (PR), in the processes of theatrical experimentation lived through workshops realized with participants of the collective and researcher. We found in the method of cartography ways to follow the lines of subjectivation that crossed participants and indicated problematizations on issues raised. These themes were transversalized and found in the term "trans experiences" different meanings that were explored theoretically: expressions of travestilities and transsexualities; more potent ways of addressing such expressions, such as queer perspectives; artistic experiments through theatrical practice, and collective experiences that allowed the exercise of theater and research, putting the very meaning of experience in question. This research followed the construction of a theatrical play performed together with participants from the collective and elaborated as a device of political and emancipatory struggle, which is part of the scenario of violence against expressions of dissenting genres. This device was interested in the conditions of "seeing" and "talking" that were among the wishes of the people involved in the project that came together in the ethical need to guarantee trans people and transvestites the fundamental right to existence.
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O corpo e o silêncio nos processos educacionais / El cuerpo y el silencio en los procesos educativos

Prado, Rafael Iri Martins [UNESP] 10 June 2016 (has links)
Submitted by RAFAEL IRI MARTINS PRADO null (rafaelchum@hotmail.com) on 2016-06-18T18:12:18Z No. of bitstreams: 1 Dissertação.pdf: 567257 bytes, checksum: a35190278d44b99f79e99270af1e439a (MD5) / Rejected by Ana Paula Grisoto (grisotoana@reitoria.unesp.br), reason: Solicitamos que realize uma nova submissão seguindo a orientação abaixo: O arquivo submetido não contém a folha de aprovação e está sem a ficha catalográfica. A versão submetida por você é considerada a versão final da dissertação/tese, portanto não poderá ocorrer qualquer alteração em seu conteúdo após a aprovação. Corrija esta informação e realize uma nova submissão contendo o arquivo correto. Agradecemos a compreensão. on 2016-06-21T20:09:57Z (GMT) / Submitted by RAFAEL IRI MARTINS PRADO null (rafaelchum@hotmail.com) on 2016-06-23T16:29:35Z No. of bitstreams: 1 Dissertação.pdf: 981990 bytes, checksum: 8a9cb4a96445b5a8d82b8a0827d06500 (MD5) / Approved for entry into archive by Ana Paula Grisoto (grisotoana@reitoria.unesp.br) on 2016-06-23T17:09:41Z (GMT) No. of bitstreams: 1 prado_rim_me_rcla.pdf: 981990 bytes, checksum: 8a9cb4a96445b5a8d82b8a0827d06500 (MD5) / Made available in DSpace on 2016-06-23T17:09:41Z (GMT). No. of bitstreams: 1 prado_rim_me_rcla.pdf: 981990 bytes, checksum: 8a9cb4a96445b5a8d82b8a0827d06500 (MD5) Previous issue date: 2016-06-10 / Nesta pesquisa estudamos os limites e as possibilidades de uma educação para o silêncio. Trazendo as questões que envolvem o corpo e a linguagem, situamos o tema do silêncio no âmbito da cultura, na articulação específica em que participa dos processos de produção do sentido e dos processos de subjetivação. No campo da linguagem, o silêncio é estudado em sua matéria constitutiva dos sentidos e em sua dinâmica, está compreendida como sendo determinada pela tensão entre a paráfrase e a polissemia. Na perspectiva do corpo, o silêncio é estudado nos aspectos que implicam uma formação de hábito assentada em uma atitude do sujeito diante do mundo. A educação para o silêncio, em nossa proposta, requer uma ação corporal e política da atenção que se afirma e se engaja como resistência aos processos de produção de sentido nos contextos sociais de prática de dispersão. Pretendemos discutir uma educação para o silêncio na perspectiva da produção do sujeito, com o intuito de subsidiá-lo, nos moldes do intensivo e do intempestivo em suas relações com a alteridade e encontro com a multiplicidade. E pelo modo específico com que o silêncio se envolve na produção do corpo e da linguagem, concluímos que há a necessidade de uma educação para o silêncio. / En esta investigación estudiamos los límites y las posibilidades de una educación para el silencio. Trayendo las preguntas que rodean el cuerpo y el lenguaje, situamos el tema del silencio en el ámbito de la cultura, en particular la participación con los procesos de producción de sentido y de los procesos de subjetivación. En el campo del lenguaje, el silencio se estudia en su materia constitutiva de los sentidos y en su dinámica, se marca por la tensión entre la paráfrasis y la polisemia. En la perspectiva del cuerpo, el silencio es estudiado en los aspectos que implican la formación de hábitos y una actitud del sujeto ante el mundo. La educación para el silencio, en nuestra propuesta, se requiere de una acción política del cuerpo por la atención, que se ha comprometido como resistencia a los procesos de producción de sentido en contextos sociales de práctica de dispersión. Tenemos la intención de discutir una educación para el silencio en la perspectiva de la producción del sujeto, con el fin de ayudarle en su relacción con la alteridad y encuentro con la multiplicidad. Y por la forma específica con que el silencio participa de la producción del cuerpo y de la lenguaje, concluímos que hay la necesidad de una educación para el silencio.
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Escrita como itinerário existencial: autoficção e subjetividade do realismo sujo de Pedro Juan Gutiérrez

Fontes, Izabel Santa Cruz 31 January 2011 (has links)
Made available in DSpace on 2014-06-12T18:38:13Z (GMT). No. of bitstreams: 2 arquivo8969_1.pdf: 1677869 bytes, checksum: fe86fcc95052a8b7a6ced8bb2aba774d (MD5) license.txt: 1748 bytes, checksum: 8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33 (MD5) Previous issue date: 2011 / Em 1996, o escritor cubano Pedro Juan Gutiérrez lança sua Trilogía sucia de la Habana, dando início à sua saga autobiográfica que ficaria conhecida como centro do ciclo de Havana e que abrangeria quase 10 anos de sua vida, sendo finalizada com o lançamento de Carne de Perro em 2003. O objetivo desse trabalho é analisar esse conjunto de quatro livros através das discussões teóricas que envolvem o conceito de autoficção, termo criado pelo escritor Serge Doubrovsky em 1977 em uma provocação aos estudos sobre o gênero autobiográfico publicados um ano antes pelo teórico francês Philipp Lejeune. O neologismo criado por Doubrovsky pressupõe uma mistura entre os gêneros autobiográfico e ficcional, apagando as fronteiras entre ambos ao afirmar que o primeiro só existe a partir do segundo, sendo toda construção textual de si ficcionalizante. A aceitação desse pressuposto significa também afirmar que cada indivíduo é passível de autocriação, assumindo diversos papéis e se desdobrando em vários, assumindo uma ambiguidade que soa muitas vezes inquietante. Buscamos analisar, portanto, como o autor aparece nos seus textos através das estratégias de representação das escolhas estéticas e da relação do personagem com o espaço urbano. Dessa maneira, buscamos analisar como a identidade é construída aos poucos, de maneira sempre móvel, e como o personagem que é construído dentro do texto se manifesta também além dele, por meio de estratégias performáticas que colocam em cena novamente as questões de autoria que foram tão criticadas durante os anos 60 e 70

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