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Morte digna e subjetividade: a governamentalidade dos cuidados paliativos

Montenegro, Keyla Corrêa 28 August 2017 (has links)
Submitted by Fernanda Weschenfelder (fernanda.weschenfelder@uniceub.br) on 2017-08-28T18:37:20Z No. of bitstreams: 1 61500016.pdf: 1092442 bytes, checksum: 69fecf7d64c341a73887727c0c96925a (MD5) / Approved for entry into archive by Fernanda Weschenfelder (fernanda.weschenfelder@uniceub.br) on 2017-08-28T18:37:32Z (GMT) No. of bitstreams: 1 61500016.pdf: 1092442 bytes, checksum: 69fecf7d64c341a73887727c0c96925a (MD5) / Made available in DSpace on 2017-08-28T18:37:32Z (GMT). No. of bitstreams: 1 61500016.pdf: 1092442 bytes, checksum: 69fecf7d64c341a73887727c0c96925a (MD5) Previous issue date: 2017 / Considerar a morte como um fenômeno humano requer que a considere como um processo socialmente situado, cuja experiência participam diferentes processos de sentido e significado. Isso significa colocá-la além das análises sociológicas exteriorizantes de processos sociais, e considerá-la apenas na sua dimensão psicológica, em termos de processos subjetivos exclusivamente individuais. Trata-se então de incluí-la em seu devido contexto social, considerando a participação desse contexto nas produções subjetivas que a envolve. A medicina enquanto disciplina ganha relevância nesse tipo de discussão, não só por sua participação na organização sócio-política da sociedade, mas também, por produzir novos discursos de verdade, nos quais a morte passa a ser compreendida em termos médicos e psicológicos. O desenvolvimento médico-tecnológico tem influência significativa na maneira como se morre, tornando esse processo cada vez mais prolongado e medicalizado. O ápice da medicalização da morte é representado pelo conceito de distanásia, em que a morte ocorre pelo excesso de intervenções terapêuticas que visam o adiamento da morte a qualquer custo. Profundamente influenciada pelo vitalismo físico, a distanásia representa uma maneira de assistência ao morrer que envolve o assujeitamento ao paternalismo médico e submissão às tecnologias disponíveis de manutenção do organismo físico vivo, independente da qualidade dessa vida. Em contrapartida ao uso excessivo da tecnologia médica, os cuidados paliativos, fundamentados no conceito de boa morte originaram-se como um movimento de reivindicação dos direitos do paciente de morrer dignamente. Isso representa considerar o indivíduo não só como sujeito do processo, mas como o centro da assistência, que a partir desse novo modelo passa a defender o não adiamento do processo de morte, focando-se no controle de sintomas e alívio do sofrimento. Apesar de considerados como modelos que se opõem entre si, em suas concepções morais e filosóficas, não se pode considerá-los como entidades isoladas, uma vez que fazem parte de um mesmo sistema dentro do qual se relacionam dialeticamente. A assistência ao morrer também precisa estar socialmente contextualizada, reafirmando o compromisso de compreender a morte enquanto o fenômeno humano. Assim, os diferentes modelos de assistência são considerados como práticas atravessadas por vetores políticos, sociais, históricos e econômicos. O ponto fundamental deste trabalho refere-se ao morrer enquanto um fenômeno político, cujas relações de poder ocorrem na forma de produção de subjetividade e processos de subjetivação. Ao gerar inteligibilidade sobre os processos de governamentalidade e subjetividade envolvidos na prática paliativista, pode-se repensar o sistema no qual os cuidados paliativos estão inseridos, a fim de que não se reproduzam as mesmas lógicas biomédicas dominantes e assim favorecer a emergência do sujeito do morrer por meio do contato com a singularidade.
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Morte digna e subjetividade: a governamentalidade dos cuidados paliativos

Montenegro, Keyla Corrêa 28 August 2017 (has links)
Submitted by Fernanda Weschenfelder (fernanda.weschenfelder@uniceub.br) on 2017-08-28T18:37:20Z No. of bitstreams: 1 61500016.pdf: 1092442 bytes, checksum: 69fecf7d64c341a73887727c0c96925a (MD5) / Approved for entry into archive by Fernanda Weschenfelder (fernanda.weschenfelder@uniceub.br) on 2017-08-28T18:37:32Z (GMT) No. of bitstreams: 1 61500016.pdf: 1092442 bytes, checksum: 69fecf7d64c341a73887727c0c96925a (MD5) / Made available in DSpace on 2017-08-28T18:37:32Z (GMT). No. of bitstreams: 1 61500016.pdf: 1092442 bytes, checksum: 69fecf7d64c341a73887727c0c96925a (MD5) Previous issue date: 2017 / Considerar a morte como um fenômeno humano requer que a considere como um processo socialmente situado, cuja experiência participam diferentes processos de sentido e significado. Isso significa colocá-la além das análises sociológicas exteriorizantes de processos sociais, e considerá-la apenas na sua dimensão psicológica, em termos de processos subjetivos exclusivamente individuais. Trata-se então de incluí-la em seu devido contexto social, considerando a participação desse contexto nas produções subjetivas que a envolve. A medicina enquanto disciplina ganha relevância nesse tipo de discussão, não só por sua participação na organização sócio-política da sociedade, mas também, por produzir novos discursos de verdade, nos quais a morte passa a ser compreendida em termos médicos e psicológicos. O desenvolvimento médico-tecnológico tem influência significativa na maneira como se morre, tornando esse processo cada vez mais prolongado e medicalizado. O ápice da medicalização da morte é representado pelo conceito de distanásia, em que a morte ocorre pelo excesso de intervenções terapêuticas que visam o adiamento da morte a qualquer custo. Profundamente influenciada pelo vitalismo físico, a distanásia representa uma maneira de assistência ao morrer que envolve o assujeitamento ao paternalismo médico e submissão às tecnologias disponíveis de manutenção do organismo físico vivo, independente da qualidade dessa vida. Em contrapartida ao uso excessivo da tecnologia médica, os cuidados paliativos, fundamentados no conceito de boa morte originaram-se como um movimento de reivindicação dos direitos do paciente de morrer dignamente. Isso representa considerar o indivíduo não só como sujeito do processo, mas como o centro da assistência, que a partir desse novo modelo passa a defender o não adiamento do processo de morte, focando-se no controle de sintomas e alívio do sofrimento. Apesar de considerados como modelos que se opõem entre si, em suas concepções morais e filosóficas, não se pode considerá-los como entidades isoladas, uma vez que fazem parte de um mesmo sistema dentro do qual se relacionam dialeticamente. A assistência ao morrer também precisa estar socialmente contextualizada, reafirmando o compromisso de compreender a morte enquanto o fenômeno humano. Assim, os diferentes modelos de assistência são considerados como práticas atravessadas por vetores políticos, sociais, históricos e econômicos. O ponto fundamental deste trabalho refere-se ao morrer enquanto um fenômeno político, cujas relações de poder ocorrem na forma de produção de subjetividade e processos de subjetivação. Ao gerar inteligibilidade sobre os processos de governamentalidade e subjetividade envolvidos na prática paliativista, pode-se repensar o sistema no qual os cuidados paliativos estão inseridos, a fim de que não se reproduzam as mesmas lógicas biomédicas dominantes e assim favorecer a emergência do sujeito do morrer por meio do contato com a singularidade.
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O governo carnavalizado ou o carnaval governado: política e estética no campo de ação da 9ª. parada da diversidade Pernambuco

Corrêa, Tiago Matheus 31 January 2012 (has links)
Submitted by Marcelo Andrade Silva (marcelo.andradesilva@ufpe.br) on 2015-03-06T17:01:10Z No. of bitstreams: 2 Tiago Corrêa.pdf: 933676 bytes, checksum: ad6029a232bbcf293cde02ee4965a8c9 (MD5) license_rdf: 1232 bytes, checksum: 66e71c371cc565284e70f40736c94386 (MD5) / Made available in DSpace on 2015-03-06T17:01:10Z (GMT). No. of bitstreams: 2 Tiago Corrêa.pdf: 933676 bytes, checksum: ad6029a232bbcf293cde02ee4965a8c9 (MD5) license_rdf: 1232 bytes, checksum: 66e71c371cc565284e70f40736c94386 (MD5) Previous issue date: 2012 / A partir de uma metodologia cartográfica (DELEUZE e GUATARRI, 1995), baseada nos princípios de conhecimento situado da epistemologia feminista (HARAWAY, 1995), entendendo esse conhecimento como uma prática coletiva, narro o percurso da dissertação desde a inserção como pesquisador junto aos interlocutores do Fórum LGBT de Pernambuco até a efetivação de um campo-tema da pesquisa (SPINK, 1995): a Parada da Diversidade de Pernambuco. Elaboro assim a pergunta que fundamenta essa dissertação: como a Parada constitui um campo de ação política? A partir da noção de governamentalidade (FOUCAULT, 2008a, 2008b), entendo um campo de ação política como uma rede complexa de relações de poder, envolvendo elementos e agências capazes de formatar práticas governamentais que produzem sujeitos, instituições e condutas a serem reguladas. Elejo as Paradas do Orgulho Gay como ponto a partir do qual traço esse campo explorando suas primeiras manifestações no Brasil como parte da história do movimento LGBT. Realizo, ainda, uma breve análise crítica da produção científica que aborda esses eventos no país, problematizando a relação entre estética e política nas Paradas do Orgulho Gay, a partir das contribuições de DaMatta (1997) sobre o carnaval brasileiro. Na análise, a partir do registro das observações no cotidiano das reuniões preparatórias da Parada da Diversidade de Pernambuco, mapeio a construção de seu campo de ação política através de cinco eixos: 1) o sistema de diferenciações, problematizando o uso de categorias sexuais; 2) os tipos de objetivos, que colocam em jogo a conquista de direitos, a criação de aparatos estatais e a sustentabilidade do próprio campo; 3) as formas de institucionalização, que produzem uma hibridização precária entre militância, mercado e Estado; 4) as modalidades instrumentais, que colocam em funcionamento uma estética complexa, capaz de produzir a emergência de um determinado sujeito ou população LGBT; 5) os graus de racionalização, que operam uma abjeção do carnaval como modo legítimo do exercício da política. Finalizo questionando a os riscos e limites de estratégias de governo que tenham como horizonte o reconhecimento do Estado e sugerindo em seu lugar uma utopia carnavalesca, que assume o prazer como fundamento de sua prática.
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PRÁTICAS de Hipervalorização de Diferentes Modos de Ser Surdo no Contexto Educacional do Centro de Capacitação de Profissionais de Educação e de Atendimento às Pessoas Com Surdez (cas) no Estado do Espírito Santo

VIEIRA, E. T. B. 04 May 2016 (has links)
Made available in DSpace on 2018-08-01T23:37:24Z (GMT). No. of bitstreams: 1 tese_9879_Dissertacao Eliane Final Correta.pdf: 1127316 bytes, checksum: 57bdd6869b8528da37df47b898c285cd (MD5) Previous issue date: 2016-05-04 / Esta dissertação apresenta o processo de constituição de uma hipervalorização de diferentes modos de ser surdo a partir das práticas pedagógicas do Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS), situado no município de Vitória, no Espírito Santo. Em busca de tais práticas, parto com a pesquisa do início da década de 1990, período que equivale à construção do prédio da Escola Especial de Educação Oral e Auditiva, espaço em que, na atualidade, está instalado o CAS. Parto desse local propondo também entender de que forma a arquitetura do prédio do CAS pode ter contribuído para a constituição de uma hipervalorização de um jeito de ser surdo em diferentes momentos históricos, análise que faço com base na hipótese de que o formato arquitetônico circular do prédio foi construído para hipervalorizar o aluno deficiente auditivo matriculado na Escola Especial de Educação Oral e Auditiva. Para a realização desta pesquisa, foram selecionados materiais a partir de um conjunto de documentos, da vivência com a comunidade escolar que constitui esse Centro, das entrevistas abertas, empregadas quando necessário, e das visitas aos outros CAS do Estado (Vila Velha e Cachoeiro de Itapemirim). Parto da compreensão da hipervalorização de diferentes modos de ser surdo fazendo o uso dos conceitosferramentas cunhados por Michel Foucault: governamentalidade, subjetivação e normalização. Por meio desses conceitos-ferramentas proponho compreender os efeitos da hipervalorização a partir das práticas educacionais que são geradas no CAS. Neste trabalho, tenho como objetivos específicos: investigar as condições históricas que possibilitaram as atuais práticas de um jeito de ser surdo; compreender a emergência de diferentes modos de ser surdo por meio das políticas de integração e inclusão escolar; e identificar as práticas políticas, pedagógicas e cotidianas do CAS que possibilitaram o processo de inclusão desse sujeito. Problematizando práticas produzidas no CAS, acredito que as mesmas constituam uma hipervalorização de um jeito ser surdo no contexto educacional. Também discuto quais efeitos essa hipervalorização pode acarretar para o processo de integração e inclusão educacional desse sujeito. Acredito reafirmar que as práticas educacionais empregadas pelo CAS podem ser caracterizadas como práticas que regulam e organizam o que os sujeitos surdos fazem, falam ou agem, constituindo uma experiência. Para discutir essa regularidade foi necessário analisar as práticas, discursivas ou não, e os regimes de verdade que a constituem.
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Inclusão social como processo de dominação

Fontoura, Daniel da Silva January 2016 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Sócio-Econômico, Programa de Pós-Graduação em Administração, Florianópolis, 2016 / Made available in DSpace on 2017-05-23T04:10:32Z (GMT). No. of bitstreams: 1 345493.pdf: 1849935 bytes, checksum: c3243e85004b543ae7b707ba835e0a89 (MD5) Previous issue date: 2016 / Nesta dissertação, procurei analisar e problematizar criticamente processos de dominação no interior de uma ação de inclusão social - o "projeto" - baseada em princípios de educação empreendedora. Para tanto, pesquisei relações de poder e de tutela que se estabeleceram entre a iniciativa estudada e as rendeiras de bilro do município de Florianópolis, que foram alvo de ações de capacitação em empreendedorismo. Durante aproximadamente seis meses atuei simultaneamente nos papéis de tutor e pesquisador dessa iniciativa, de modo a realizar observações participantes. O referencial teórico utilizado para apoiar as análises foi baseado em alguns conceitos propostos por Michel Foucault, dentre os quais, governamento, governamentalidade, subjetivação e inclusão. Bem como, os os conceitos de dominação, rebatimento de planos, tutela e inclusão, propostos pelos aportes teóricos de Alfredo Veiga-Neto e Maura Corcini Lopes. As análises possibilitaram evidenciar pequenas ações de poder e resistência manifestadas nas relações entre o projeto e as rendeiras. Assim como, colocar em destaque as características que permitiram o estabelecimento de uma relação de tutela, a partir da qual o projeto procurou direcionar o comportamento das rendeiras. Foi possível evidenciar que tais ações tiveram como objetivo a captura das subjetividades das rendeiras em benefício da governamentalidade neoliberal em ações de dominação. Isso ocorreu por meio de processos de subjetivação, nos quais se procurou transmitir características, valores e verdades por meio das quais a governamentalidade pudesse operar sobre as rendeiras. Dentre essas verdades destaco, principalmente, o reforço da percepção de si mesmas como empresas. Ou seja, a criação de sujeitos-microempresas.<br> / Abstract : In this dissertation, I sought to analyze and critically problematize processes of domination within a social inclusion initiative - the "project" - based on principles of entrepreneurial education. For that, I researched power relations and guardianship that were established between the studied initiative and the lacemakers of the city of Florianópolis, which were the target of entrepreneurship training actions. For approximately six months I worked simultaneously in the roles of tutor and researcher of this initiative, in order to make participant observations. The theoretical reference used to support the analyzes was based on some concepts proposed by Michel Foucault, among them, government, governmentality, subjectivation and inclusion. As well as, the concepts of domination, plane rotation, guardianship and inclusion, proposed by the theoretical contributions of Alfredo Veiga-Neto and Maura Corcini Lopes. The analyzes made it possible to highlight small actions of power and resistance manifested in the relations between the project and the lacemakers. As well as highlighting the characteristics that allowed the establishment of a guardianship relationship, from which the project sought to direct the behavior of the lacemakers. It was possible to show that these actions had the objective to capture the subjectivities of the lacemakers in benefit of the neoliberal governmentality in domination actions. This happened through subjectivation processes, in which it tried to transmit characteristics, values and truths through which governmentality could operate on the lacemakers. Among these truths, I emphasize, mainly, the reinforcement of the perception of themselves as companies. That is, the creation of microenterprises-subjects.
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É assim que deve ser .... : o governamento das famílias e os serviços de assistência em saúde mental infantil

Gomes Rodrigues, Sthéfani 31 January 2011 (has links)
Made available in DSpace on 2014-06-12T23:01:24Z (GMT). No. of bitstreams: 2 arquivo7567_1.pdf: 783367 bytes, checksum: c5364b66c60c03e20ae4671d3ffb5598 (MD5) license.txt: 1748 bytes, checksum: 8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33 (MD5) Previous issue date: 2011 / Essa dissertação tem como objetivo analisar os lugares atribuídos aos familiares no processo terapêutico de crianças usuárias do CAPS infantil de Campina Grande-PB no discurso dos profissionais da instituição. Para o desenvolvimento dessa discussão recorremos aos conceitos de biopoder e governamentalidade de Michel Foucault. Nesse sentido, compreendemos as políticas públicas em saúde mental como parte das novas estratégias de gestão da população, onde o que se coloca é não só a gestão das vidas, mas a gestão dos riscos, nesse caso, os riscos psíquicos. O presente estudo dialoga com os estudos da Psicologia Discursiva considerando autores como Potter e Wetherrell. Na pesquisa, utilizamos observações, registradas em diário de campo e entrevistas com os profissionais da instituição. Em seguida, foi feita a análise do discurso considerando a função, construção e variabilidade discursivas. A partir do material, observou-se que os profissionais tendem a negar a função reguladora e normativa da instituição. Em seus discursos, a maioria dos profissionais não admite as regras como obrigatoriedade, sendo utilizados termos substitutivos como combinados e acordos . A família, geralmente, é vista como desorganizada e o sofrimento psíquico da criança é atribuído a essa desorganização. Atribui-se à instituição a função de organizador psíquico , para tanto, ela deve organizar a família desestruturada. O estabelecimento de regras é visto como elemento organizador da família e da criança. O discurso da maioria dos profissionais culpabiliza e responsabiliza os familiares tanto pelo sofrimento psíquico da criança quanto pela não adesão ao tratamento ou realização inadequada do tratamento. Porém, também, aparecem discursos que reconhecem as dificuldades enfrentadas pelos familiares, sendo descritas como: sentimento de frustração por ter um filho diferente, dificuldade de aceitar o problema do filho, questões financeiras, entre outras. Partindo da análise, observamos uma desvalorização dos saberes dos familiares e uma legitimação dos saberes especializados, que conduzem a melhor forma de cuidar e tratar a criança em sofrimento psíquico. Nesse contexto, vemos o CAPS infantil como um agente normalizador das condutas da população e entendemos as ações dos familiares que faltam, não cumprem as orientações em casa, não querem participar do grupo de família, ou a própria negação da doença, etc., como resistência, uma postura de insubmissão diante dos saberes especializados, que estabelecem uma verdade sobre a melhor forma de cuidar e tratar a criança em sofrimento psíquico
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Biopolítica: a relação entre saber-poder e governo no pensamento de Michel Foucault

Silva, Tânia Correa da [UNIFESP] 31 October 2012 (has links) (PDF)
Made available in DSpace on 2015-07-22T20:49:39Z (GMT). No. of bitstreams: 0 Previous issue date: 2012-10-31. Added 1 bitstream(s) on 2015-08-11T03:26:35Z : No. of bitstreams: 1 Publico-TaniaCorreadaSilva.pdf: 761160 bytes, checksum: e311440f4f88ccaff35f0de924e1c34d (MD5) / Esta pesquisa pretende demonstrar que ao abrir uma nova perspectiva para o entendimento sobre as relações de saber e de poder, Foucault também apresenta uma nova possibilidade de interpretação para as relações de governo. Ela percorre a linha traçada pelo filósofo sobre as relações saber-poder e processos de sujeição, por meio do qual se torna possível desenhar um panorama crítico sobre a constituição das sociedades modernas. Nela corroboramos que as análises de Foucault, especialmente as de cunho genealógico, visam demonstrar a formação de um processo biopolítico, descrito como a captura das características biológicas do homem pelas estratégias de saber-poder, o que se efetiva pela soma de dois momentos correlatos. Um primeiro momento em que se efetivam as relações de poder e que, por isso, tem um caráter microfísico e interpessoal. E, um segundo momento no qual essas relações microfísicas adquirem um caráter macrossocial, através da interação com uma racionalidade a qual o filósofo chamou de governamentalidade. Essa pesquisa tem ainda por objetivo mostrar que, a análise empreendida por Foucault tece uma crítica bastante contundente sobre como os dispositivos de poder se correlacionam aos processos de constituição de saber e que essa correlação é o que torna possível a ação de um governo. Por fim, investiga, na trilha do pensamento de Foucault, como os homens do Ocidente teriam se sujeitado ao governo de outros iguais e ainda como seria possível romper com esse tipo de relação. / TEDE
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Biopolítica: a relação entre saber-poder e governo no pensamento de Michel Foucault

Silva, Tania Côrrea da [UNIFESP] 08 1900 (has links) (PDF)
Submitted by Andrea Hayashi (deachan@gmail.com) on 2016-06-29T11:53:33Z No. of bitstreams: 1 dissertacao-tania-correa-da-silva.pdf: 761983 bytes, checksum: 4a00229f02f295332b1cd69365e5db17 (MD5) / Approved for entry into archive by Andrea Hayashi (deachan@gmail.com) on 2016-06-29T11:54:37Z (GMT) No. of bitstreams: 1 dissertacao-tania-correa-da-silva.pdf: 761983 bytes, checksum: 4a00229f02f295332b1cd69365e5db17 (MD5) / Made available in DSpace on 2016-06-29T11:54:37Z (GMT). No. of bitstreams: 1 dissertacao-tania-correa-da-silva.pdf: 761983 bytes, checksum: 4a00229f02f295332b1cd69365e5db17 (MD5) Previous issue date: 2012-08 / Esta pesquisa pretende demonstrar que ao abrir uma nova perspectiva para o entendimento sobre as relações de saber e de poder, Foucault também apresenta uma nova possibilidade de interpretação para as relações de governo. Ela percorre a linha traçada pelo filósofo sobre as relações saber-poder e processos de sujeição, por meio do qual se torna possível desenhar um panorama crítico sobre a constituição das sociedades modernas. Nela corroboramos que as análises de Foucault, especialmente as de cunho genealógico, visam demonstrar a formação de um processo biopolítico, descrito como a captura das características biológicas do homem pelas estratégias de saber-poder, o que se efetiva pela soma de dois momentos correlatos. Um primeiro momento em que se efetivam as relações de poder e que, por isso, tem um caráter microfísico e interpessoal. E, um segundo momento no qual essas relações microfísicas adquirem um caráter macrossocial, através da interação com uma racionalidade a qual o filósofo chamou de governamentalidade. Essa pesquisa tem ainda por objetivo mostrar que, a análise empreendida por Foucault tece uma crítica bastante contundente sobre como os dispositivos de poder se correlacionam aos processos de constituição de saber e que essa correlação é o que torna possível a ação de um governo. Por fim, investiga, na trilha do pensamento de Foucault, como os homens do Ocidente teriam se sujeitado ao governo de outros iguais e ainda como seria possível romper com esse tipo de relação. / This research aims to demonstrate that when to open a new perspective for the understanding of the relationships of knowing and power, Foucault also presents a new possibility of the interpretation for government relations. It goes through which the line drawn by the philosopher about relations know-power and processes of subjection, through which it make it possible to draw a critical overview on the constitution of modern societies. In it, we corroborate that Foucault's analyses, especially the of genealogical nature, aim to demonstrate the formation of a biopolitical process, described as the capture of the biological characteristics of man by the strategies of know-power, this process becomes effective by the sum of two moments. A first moment, wherein it effects the power relations and that therefore has an interpersonal character and microphysics. And, a second moment, in which these microphysics relationships acquire a macrosocial character, through interaction with a rationality which the philosopher called governmentality. This research has yet for objective to show that the analysis undertaken by Foucault weaves a fairly blunt criticism about how the power devices correlate to the formation processes of the know and that this correlation is what makes possible the action of a government. Finally, it investigates, on the trail of Foucault's thought, as the men from the West submitted themselves at government of other alike and yet how would it be possible to break with this kind of relationship. / TEDE
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Infantocracia : deslocamentos nas formas de compreender e viver o exercício do governamento infantil na racionalidade neoliberal

Silva, Isabela Dutra Correa da January 2018 (has links)
Esta Tese tem como tema de pesquisa as relações entre crianças e adultos na Contemporaneidade. Caracteriza-se como uma pesquisa do presente que empreende um olhar genealógico para compreender práticas atuais entre os sujeitos infantis e os sujeitos adultos. Este estudo inscreve-se numa perspectiva pós-estruturalista de pensar a Educação e seus contornos, a partir do aporte teórico dos Estudos Foucaultianos, especialmente com as noções de genealogia e governamentalidade. A considerar que, na Contemporaneidade, há deslocamentos nas formas de viver o exercício do governamento infantil, esta pesquisa tem como objetivo compreender as condições de possibilidade que estabeleceram o exercício das práticas, entre crianças e adultos, nos mais distintos espaços, bem como problematizar o sentido que essas práticas assumem no contemporâneo. Para tanto, foram analisados os seguintes documentos, Programas e Leis: Declaração dos Direitos da Criança (1959), Constituição Federal (1988), Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), Programa Primeira Infância Melhor (2006) e Lei Menino Bernardo (2014). Tal análise possibilita compreender que, na Contemporaneidade, está sendo produzida uma infância de direito e uma infância protagonista. Essas formas de compreender a infância foram consideradas como algumas das condições de possibilidade para as práticas atuais entre sujeitos infantis e adultos. Com o olhar de pesquisador cartógrafo, foram selecionadas e analisadas situações do cotidiano que evidenciaram deslocamentos do exercício de governamento entre crianças e adultos, movimento que foi nomeado nesta Tese como infantocracia. / This thesis has - as a research theme - the relationships between children and adults in the Contemporaneity. It is characterized as a current research, which adopts a genealogical point of view to understand current practices between infant and adult subjects. This study follows a post - structuralist perspective of thinking about Education and its outlines, based on the theoretical contribution of Foucault Studies, especially through the notions of genealogy and governmentality. Considering there is a movement in the ways of practicing children's governance, in contemporaneity, this research aims at understanding the conditions of possibility that established these practices, between children and adults, in the most distinct spaces, as well as questioning the meaning that these practices assume in the contemporary. Therefore, the following documents, Programs and Laws were analyzed: Declaração dos Direitos da Criança (1959), Constituição Federal (1988), Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), Programa Primeira Infância Melhor (2006) e Lei Menino Bernardo (2014). This analysis made it possible to understand that, in the Contemporaneity, a rights childhood and a leading childhood were produced. These forms of understanding childhood were considered as being some of the conditions of possibility for the current practices among children and adults. Through the view of researcher cartographer, we selected and analyzed everyday situations that evidenced this movement of the exercise of governance between children and adults, a movement that was named in this thesis as infantocracy. Based on the analyzes, it was possible to affirm that the principle of full protection - noticed in the different studied documents - can be considered a strategy to gather the child population, and that the constitution of these subjects (as protagonists and subjects of rights) is presented as a condition of possibility for the emergence of infantocratic practices. Such practices, taken as central in this study, trigger the formation of flexible, healthy, self-entrepreneurs, and proactive subjects: necessary characteristics for the subjects of neoliberal governmentality. It is also possible to affirm that infantocratic practices constitute a change in the ways of understanding and of living the relationships among children and adults in Contemporaneity, and that they are only achievable thought the grid of intelligibility of the neoliberal governmentality. Therefore, this thesis supported the following statement: from the conditions that established the child as a protagonist and subject of rights - established in the neoliberal political rationality of our time - there are changes in the ways of understanding and of living the practice of governance practices among adults and children, named here as infantocratic practices.
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A escola é a segunda família e a família é a primeira escola:uma arqueogenealogia da parceria entre família e escola

Nascimento, Paulo Henrique Albuquerque do January 2017 (has links)
NASCIMENTO, Paulo Henrique Albuquerque do. A escola é a segunda família e a família é a primeira escola:uma arqueogenealogia da parceria entre família e escola. 2017. 158f. – Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal do Ceará, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Fortaleza (CE), 2017. / Submitted by Gustavo Daher (gdaherufc@hotmail.com) on 2017-09-08T11:10:47Z No. of bitstreams: 1 2017_dis_phanascimento.pdf: 1418055 bytes, checksum: 1ee215422c3c04f80c3c992aea5a69da (MD5) / Approved for entry into archive by Márcia Araújo (marcia_m_bezerra@yahoo.com.br) on 2017-09-08T11:45:01Z (GMT) No. of bitstreams: 1 2017_dis_phanascimento.pdf: 1418055 bytes, checksum: 1ee215422c3c04f80c3c992aea5a69da (MD5) / Made available in DSpace on 2017-09-08T11:45:02Z (GMT). No. of bitstreams: 1 2017_dis_phanascimento.pdf: 1418055 bytes, checksum: 1ee215422c3c04f80c3c992aea5a69da (MD5) Previous issue date: 2017 / This research takes as object of investigation the functioning of a partnership between family and school. To this end, it chooses as a research focus the scenario of public education policy in Brazil, taking as limit some reference documents issued by the Ministry of Education (MEC) and its ways of designating and establishing functions for the school and the family regarding their roles in the field of formal education, but also in their relations with the social environment in a broader way. In addition, it also draws attention to the discursive regimes about the partnership between family and school driven by the academic-scientific scenario, analyzing particularities of dissertations and doctoral theses that touch on this object investigated and problematized, in the most diverse research programs of the country . In fact, this work enables the understanding of the partnership between family and school in the encounter between philosophy and education, in order to produce new effects of meaning for the relationship between these institutions - traditionally allocated as a way of making viable projects of nation -, demarcating also an insertion with the field of the Foucaultian studies. To this end, the conceptual tools of archeology and genealogy, in their couplings in the form of archeogenealogy, work as analytical operators to forge the concept of partnership as a device that encompasses several, sometimes differing, forms and conceptions of the role assigned to the school and the family in our social environment. In order to do so, it also points out that the field of education seems to be a vector through which the partnership between family and school takes on a larger form, but that it also connects and disregards other registers of knowledge as a way of moving its gears, producing changes to, also, what would be the function of the school or the family. Such changes allow, therefore, the production of new fields of knowledge and power relations in their mode of functioning. In this sense, this partnership, through its diffuse, multiple and heterogeneous field of functioning, connects with the strategies of governing the conduct of individuals, in an art of governing, with neoliberal rationality being one of them. In this way, the concept of governmentality will be an ammunition of analysis to examine the ways in which the functioning of this partnership engenders a production of subjectivities and enables a way of maximizing the life and bodies of the subjects. Finally, it points out some discontinuities with regard to the supposedly hegemonic forms of thinking about the relation between family and school, problematizing the ideals of complicity, complementarity and continuity between family and school that are put to this relation in the form of partnership. / Esta pesquisa toma como objeto de investigação o funcionamento de uma parceria entre família e escola. Para tanto, elege como foco de investigação o cenário da política pública de educação no Brasil, tomando como recorte alguns documentos de referência veiculados pelo Ministério da Educação (MEC) em seus modos de designar e estabelecer funções à escola e à família no que diz respeito aos seus papeis no campo da educação formal, como também nas suas relações com o meio social de modo mais amplo. Além disso, também lança atenção para os regimes discursivos acerca da parceria entre família e escola acionados pelo cenário acadêmico-científico, utilizando análises particularidades de dissertações e teses de doutoramento que tangenciam esse objeto aqui investigado e problematizado, nos mais diversos programas de pesquisa do país. Com efeito, este trabalho positiva o entendimento da parceria entre família e escola no encontro entre a filosofia e a educação, no intuito de produzir novos efeitos de sentido para a relação entre essas instituições - tradicionalmente alocados como forma de viabilizar projetos de nação -, demarcando também uma inserção com o campo dos estudos foucaultianos. Para tanto, as ferramentas conceituais da arqueologia e da genealogia, em seus acoplamentos sob a forma da arqueogenealogia, funcionam como operadores analíticos para forjar o conceito de “parceria” como um dispositivo que abrange diversas formas e concepções, às vezes díspares, acerca do papel atribuído à escola e à família em nosso meio social. Para isso, aponta ainda que o campo da educação parece ser um vetor por onde a parceria entre família e escola ganha maior forma, mas que ela também passa a se conectar e prescindir de outros registros de saber como forma de movimentar suas engrenagens, produzindo mudanças também ao que seria função da escola ou da família. Tais mudanças permitem, pois, a produção de novos campos de saber e relações de poder no seu modo de funcionar. Nesse sentido, essa parceria, por meio de seu campo difuso, múltiplo e heterogêneo de funcionamento, conecta-se às estratégias de governo da conduta dos indivíduos, a uma arte de governar, sendo a racionalidade neoliberal, uma delas. Desse modo, o conceito de governamentalidade será mais uma munição de análise para atentar aos modos pelos quais o funcionamento dessa parceria engendra uma produção de subjetividades e positiva uma forma de maximizar a vida e os corpos dos sujeitos. Por fim, aponta algumas descontinuidades no que diz respeito às formas pretensamente hegemônicas de se pensar a relação entre família e escola, problematizando os ideais de cumplicidade, complementaridade e continuidade entre família e escola que são postas para essa relação sob a forma de parceria.

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