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Cadernos íntimos diários publicados: um estudo das práticas da escrita de diários, no âmbito das práticas sociais disseminadas

Brito, Ingrid Zacarelli [UNESP] 2 September 2011 (has links)
Made available in DSpace on 2014-06-11T19:24:19Z (GMT). No. of bitstreams: 0 Previous issue date: 2011-09-02Bitstream added on 2014-06-13T18:52:11Z : No. of bitstreams: 1 brito_iz_me_rcla.pdf: 771264 bytes, checksum: bb55572f15a81e19b7d3264bd27f8a4c (MD5) Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) A pesquisa aqui apresentada é parte integrante do Projeto intitulado A aventura da escrita: práticas, saberes e cenários que visa a aprofundar os estudos do ato de escrever na perspectiva de sua permanente metamorfose e da metamorfose de quem escreve e/ou lê, fundada na autonarração e autointerpretação que podem ser lidas [e interpretadas], também nos diários, escritos por pessoas comuns. Nesta pesquisa, focamos como objeto de estudo o diário situando-o entre as práticas da escrita disseminadas. A pesquisa embasa-se em estudos de diários publicados, escritos em sua maioria por mulheres. Cadernos aparentemente íntimos e secretos, editados e transformados em livros. Trata-se, como bem apresenta Nora Catelli, de uma dupla marginalidade muito atraente. Segundo a autora, ―el diario íntimo de mujer sería, sin duda, el lugar de escritura más cercano a la verdad existencial de lo diferente” (2007, p.45). Há duas questões que mobilizam as discussões sobre os diários publicados: uma enunciada pelo pesquisador francês Philippe Lejeune (2008, p.260) - ―quando se lê ‗o mesmo texto‘ impresso em um livro, será de fato o mesmo?‖ e a outra elaborada por Laura Freixas (1996, p.11) - ―¿Son verdaderamente diários íntimos?‖ Pesa sobre essas questões a apreensão do diário enquanto uma prática cultural ordinária e do livro enquanto um objeto cultural que instaura uma ordem. Segundo o historiador Roger Chartier, os autores não escrevem livros: eles escrevem textos que se tornam objetos escritos, manuscritos, gravados, impressos (1994, p.17). Daí que soa estranho o termo livro-diário. Enquanto livros, eles se apresentam como qualquer outro livro: capa, título, prefácio, apresentação, índice... Enquanto diário: o que há nesses livros? O texto é o mesmo? A intimidade composta é a mesma?... The research presented here is part of a project entitled The adventure of writing: practices, knowledge and scenarios, that seeks to deepen studies the act of writing in the perspective of its permanent metamorphosis and of metamorphosis of one who writes and/or read, based on self-narration and self-interpretation that can be read [and interpreted], also in the diaries written by ordinary people. In this research, we focus as objects of study the diary placing it among the disseminated practice of writing. The researches were based on the studies published diaries, written in its majority by women. Apparently intimate and secret notebooks edited and turned into books. It is, as well as Nora Catelli presents of a very attractive double marginality. According to the author, ―el diario íntimo de mujer sería, sin duda, el lugar de escritura más cercano a la verdad existencial de lo diferente” (2007, p.45). There are two questions that can be said mobilize discussions about the published diaries: one enunciated by the French researcher Philippe Lejeune (2008, p.260) – When you read 'the same' text printed in a book, will actually be the same? And the other developed by Laura Freixas (1996, p.11) - ―¿Son verdaderamente diários íntimos?‖. Weighs about these questions the seizure of the diary as a ordinary cultural practice and the book as a cultural object that establishes an order. According to historian Roger Chartier, the authors do not write books, do not they write texts that have become objects writings, manuscripts, engravings, printed (1994, p.17) .It seems strange that the term book-diary. As books, they appear like any other book: cover, title, preface, presentation, content ... As diary: what's in these books? The text is the same? The composed intimacy is the same? What remains and what it becomes ... (Complete abstract click electronic access below)
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Vozes femininas de Moçambique Female voices from Mozambique

Ianá de Souza Pereira 19 October 2012 (has links)
Pela análise comparativa dos romances Ventos do apocalipse (1999) e Niketche: uma história de poligamia (2004), da moçambicana Paulina Chiziane, esta dissertação discute as representações e o papel social da mulher em romances que se pautam na intensa força das relações sociais que informam a maneira de agir de homens e de mulheres em Moçambique. Mostramos como as mulheres especialmente as moçambicanas , antes personagens majoritariamente representadas por uma construção estético-literária masculina, alcançam na escrita feminina de Paulina uma representação da mulher sobre a mulher. Assim, procuramos consolidar um pensamento crítico em torno da hipótese de investigação pela qual se efetiva no espaço literário a desconstrução da subalternidade instituída para as mulheres e enraizada na ordem capitalista patriarcal. Through a comparative analysis of the novels Ventos do apocalipse [Winds of the Apocalypse] (1999) and Niketche: uma história de poligamia [Niketche: A Story of Polygamy] (2004), by Mozambican writer Paulina Chiziane, the present dissertation discusses the representations and the social role of women in novels based on the intense strength of the social relations that guide the behavior of men and women in Mozambique. We shall show how women especially those from Mozambique characters who used to be mainly represented by a male aesthetic-literary construction, acquire, in Paulinas female writing, a womans representation of women. Thus, we attempt to consolidate a critical thinking to support the investigation hypothesis according to which the subalternity instituted for women and rooted in the patriarchic capitalist order is deconstructed in the literary space.
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A escrita feminina na lírica de Maria Teresa Horta

Souza, Natália Salomé de 7 December 2015 (has links)
Submitted by Jordan (jordanbiblio@gmail.com) on 2017-02-13T15:59:32Z No. of bitstreams: 1 DISS_2015_Natália Salomé de Souza.pdf: 3085936 bytes, checksum: 7977f55038ff9f4443c4b9cd5aa5c33e (MD5) Approved for entry into archive by Jordan (jordanbiblio@gmail.com) on 2017-02-13T15:59:45Z (GMT) No. of bitstreams: 1 DISS_2015_Natália Salomé de Souza.pdf: 3085936 bytes, checksum: 7977f55038ff9f4443c4b9cd5aa5c33e (MD5) Made available in DSpace on 2017-02-13T15:59:45Z (GMT). No. of bitstreams: 1 DISS_2015_Natália Salomé de Souza.pdf: 3085936 bytes, checksum: 7977f55038ff9f4443c4b9cd5aa5c33e (MD5) Previous issue date: 2015-12-07 CAPES Na busca de uma escrita que falasse do corpo feminino pela própria mulher, encontrei a lírica de Maria Teresa Horta. Em seus poemas, a eu-lírica dá voz a um corpo, de forma a desamarrá-lo de um jugo patriarcal. Há, portanto, uma voz e uma escrita feminina que partem de uma imanência, analisadas, a princípio, a partir de um movimento interior que nos responderá perguntas essenciais, tais como: o que torna esta escrita verdadeiramente feminina? Em quais aspectos ela diverge de uma escrita masculina? Esta escrita é uma manifestação biológica ou seu conceito não se funda nesta perspectiva? Na concepção de Hélène Cixous e Luce Irigaray, teóricas do feminismo da diferença, há um ser mulher que foi constantemente apagado pela lei do pai e do logos, portanto a escrita e a fala feminina precisariam subverter o falogocentrismo e deixarem-se fluir através do próprio corpo feminino. Seria a retomada da linguagem semiótica de Kristeva, essencialmente feminina e circular, que não se prende na denominação e estaticidade do nome. Numa linguagem poética e erótica, encontramos esta fala do corpo que em si ultrapassa uma ordem imposta à sociedade, e isto nos leva ao segundo movimento – um movimento exterior. As implicações de uma retomada do corpo feminino pelas mulheres fora da soberania patriarcal levariam a uma mudança completa da sociedade, em que homens e mulheres não ocupariam espaços verticais; antes disso, suas posições sociais dar-se-iam num eixo horizontal em que não haveria hierarquia, logo as mulheres não seriam subalternas aos homens e vice-versa. Haveria respeito mútuo dentro da diferença e politicamente a diferença de gênero não seria motivo de discriminação e subalternidade. A poesia representa, portanto, a possibilidade de subversão da ordem patriarcal, da ordem do falo, desde que, quando produzida por mulheres, seja uma escrita do corpo feminino, uma escrita feminina que se diz a partir da voz de uma eu-lírica. Da mesma forma que do devir mulher surge uma lírica feminina, emerge também a ginocrítica – teoria literária que marca uma tradição feminina nos estudos da literatura que rejeita a crítica tradicional. In the search for writings by women that talked about the female body I found Maria Teresa Horta’s lyric. In her poems, the eu-lírica gives voice to a body as a way to untie it from the patriarchal domain. Thus, there is a woman’s voice and a woman’s writing that derive from an immanence. They are analyzed, at first, from an internal movement that will answer some essential questions, such as: what makes this writing truly feminine? In what aspects is it different from a masculine one? Is it a biological manifestation or is this concept not founded in such perspective? According to the ideas of Hélène Cixous and Luce Irigaray, theoreticians of the difference feminism, there is a ‘woman being’ that has constantly been erased by the “father”’s and the logos’s laws, therefore women’s writing and speech need to subvert phallogocentrism and let themselves flow through female body. It would be the return of the semiotic language of Kristeva, essentially feminine and circular, which is not tied to the denomination and immobility of the name. In a poetic and erotic language, we find this speech of the body that surpasses an imposed social order, thus leading us to a second movement – an external one. The implications of a recovery of the female body by women outside the patriarchal sovereign would lead to a complete change in society, in which men and women would not occupy vertical spaces; on the contrary, their social positions would be established in a horizontal axis with no hierarchy, so women would not be subordinated to men and vice-versa. There would be mutual respect inside the difference. Politically, gender difference would not be a reason for discrimination and subordination. Hence, poetry represents the possibility of subversion of the patriarchal order from the phallus, as long as, when produced by women, it is the writing of a female body, a woman’s writing that voices the eu-lírica. From the becoming of a woman, women’s lyrics is born. Similarly, there comes gynocritics– a literary theory that marks a women’s tradition in the literary studies that rejects traditional criticism.
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Uma nova mulher na minificção brasileira: os miniespelhos de Marina Colasanti em Contos de Amor Rasgados

Cechinel, Francilene Maria Ribeiro Alves 2013 (has links)
Submitted by Josiane ribeiro (josiane.caic@gmail.com) on 2015-05-08T16:10:59Z No. of bitstreams: 1 FRANCILENE MARIA RIBEIRO ALVES CECHINEL.pdf: 1061556 bytes, checksum: bcde0cc6a09f1e087261cdc37d76cd9b (MD5) Approved for entry into archive by Vitor de Carvalho (vitor_carvalho_im@hotmail.com) on 2015-05-08T17:22:49Z (GMT) No. of bitstreams: 1 FRANCILENE MARIA RIBEIRO ALVES CECHINEL.pdf: 1061556 bytes, checksum: bcde0cc6a09f1e087261cdc37d76cd9b (MD5) Made available in DSpace on 2015-05-08T17:22:49Z (GMT). No. of bitstreams: 1 FRANCILENE MARIA RIBEIRO ALVES CECHINEL.pdf: 1061556 bytes, checksum: bcde0cc6a09f1e087261cdc37d76cd9b (MD5) Previous issue date: 2013 Esta dissertação tem como objetivo o estudo das estratégias de problematização da condição feminina e da estrutura do conto moderno nos minicontos da obra Contos de amor rasgados (1986), de Marina Colasanti. Utilizando uma definição de minificção como microtexto literário narrativo ficcional em prosa fortemente marcado por estratégias para a obtenção da hiperbrevidade e por elementos da estética pós-moderna (Zavala, 2004; Lagmanovich, 2006; Rojo, 2009; Andres-Suárez, 2010), a primeira parte deste trabalho contextualiza tal forma literária dentro da teoria do conto e dentro da história das formas breves na literatura brasileira. A segunda parte do trabalho apresenta os principais traços da escrita de Marina Colasanti, de sua minificção e, principalmente, de sua discussão sobre a situação das mulheres na década de oitenta no Brasil em minificções que têm como tema central os estereótipos de gênero, a violência contra as mulheres e a sexualidade feminina. Ao final, o estudo explicita a importância e os efeitos do trabalho precursor de Marina Colasanti na minificção brasileira, na utilização dessa nova forma literária como instrumento para o rompimento de regras e limites impostos ao conto e às mulheres e na proposição de formas de escrita literária e de experiências femininas ainda inusitadas para a década de oitenta no Brasil. Esta disertación tiene como objetivo el estudio de las estrategias de problematización de la condición femenina y de la estructura del cuento moderno en los minicuentos de la obra Contos de amor rasgados (1986), de la escritora Marina Colasanti. Utilizando una definición de minificción como microtexto literario narrativo ficcional en prosa fuertemente marcada por estrategias para la obtención de la ultra brevedad y por elementos de la estética post-moderna (Zavala, 2004; Lagmanovich, 2006; Rojo, 2009; Andres-Suárez, 2010), la primera parte de este trabajo contextualiza tal forma literaria dentro de la teoría del cuento y dentro de la historia de las formas breves en la literatura brasileña. La segunda parte del trabajo presenta los matices principales de la escritura de Marina Colasanti, de su minificción y, principalmente, de su discusión sobre la situación de las mujeres en la década de los ochenta en Brasil en minificciones que tienen como tema central los estereotipos de género, la violencia contra las mujeres y la sexualidad femenina. Por fin, el estudio explicita la importancia y los efectos del trabajo precursor de Marina Colasanti en la minificción brasileña, en la utilización de esa nueva forma literaria como instrumento para el rompimiento de reglas y límites impuestos al cuento y a las mujeres y en la proposición de formas de escritura literaria y de experiencias femeninas aún inusitadas para la década de los ochenta en Brasil.
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A leitura e a escrita no silêncio das mulheres : uma intersecção entre psicanálise e cultura The reading and the writing at womens silence : an intersection between psychoanalysis and culture

Maria Celeste Arantes Corrêa 31 March 2009 (has links)
Este trabalho investiga como um processo de silenciamento imposto historicamente às mulheres foi capaz de inseri-las parcialmente no mundo da cultura e ao mesmo tempo segregá-las em modos específicos de apropriação, por um triplo processo de apolitização, dessexuação e tutela intelectual, que ao mesmo tempo restringiu-a a campos marginais do consumo e da produção cultural. Analisa também como a via emancipadora da psicanálise, liberando a sexualidade mas privilegiando a lógica fálica obscureceu o papel da mãe, filiandose ao dispositivo foucaultiano da aliança e suas estratégias de poder, especialmente a histerização do corpo da mulher. A inserção feminina no processo de aculturação ressentiu-se de uma aprendizagem e de um ensino excessivamente investidos na escrita e na ausência de oralidade. Ao mesmo tempo surgia uma pretensão à escrita literária não submetida aos processos formais de pertencimento a escolas e a uma sólida tradição na escrita. Esse modo específico de apropriação delimitou para as mulheres gêneros, temas e estilos específicos, tal como aconteceu historicamente em suas práticas de leitura. Desse modo, pela lógica da distinção e pelas suas condições de possibilidade específicas de produção, coube às mulheres produzir diários, correspondência privada, literatura de viagem e romances em profusão de teor sentimental e social, lidos especialmente por mulheres. A escrita feminina inscreveu-se primeiro pelos rodapés dos jornais, com seus fait-divers e os romances-folhetim. A produção literária encontra na teoria psicanalítica sua forma de sublimação por excelência. Cotejando a história da leitura e da produção literária das mulheres e as interpretações freudianas e lacanianas dos processos psíquicos associados à sublimação, este trabalho aponta para duas vertentes: de um lado, em uma abordagem ontogenética, propõe que se pense a sexualidade, a educação e a sociabilidade das meninas futuras mães sob uma ótica da maternação não exclusiva, centrada nas relações de objeto. De outro, de um ponto de vista sociogenético, conclui que as lentas transformações nas estruturas psíquicas do superego feminino conducentes à sublimação estão diretamente associadas às transformações culturais implicadas na ordem do sexo/gênero. This work investigates how a muting process historically imposed to women was capable of partially introduce them in the world of the culture and at the same time to segregate them in specific ways of appropriation, by a triple process of apoliticization, asexuation and intellectual guardianship, in a way that restricted them to secondary fields of consumption and cultural production. It also analyzes how psychoanalysis emancipatory trend, liberating the sexuality but privileging the falic logic, overshadowed the paper of the mother, joining itself to the foucaultian alliances device and its strategies of power, especially the histerization of womens body. The feminine introduction in the aculturalization process resented a learning and an education processes excessively invested in writing and in the absence of orality. At the same time, appeared a pretension to a literary writing not submitted to formal processes from specific literary schools and neither to a solid tradition in writing. This specific way of appropriation delimited for women specific themes, subjects and styles, as well as it has happened historically with their practices of reading. In this manner, for the logic of the distinction and their specific conditions for literary written production, it remained to women the production of daily, private correspondence, literature of trip and a profusion of sentimental and social romances, read especially by women. The feminine writing was firstly enrolled by periodicals baseboards, with its fait-divers and the feuilleton-romances. The literary production finds in the psychoanalytic theory its form of subliming by excellence. Comparing womens history of reading and literary production to freudian and lacanian interpretations of psychic processes associated to the subliming, this work points to two directions: of one side, in an ontogenetic approach, it proposes that sexuality, education and sociability of girls - future mothers should be considered under an optics of non-exclusive mothering, centered in the object relations. In the other hand, from a sociogenetics point of view, it concludes that the slow transformations in the psychic structures of feminine superego that conduces to the subliming are directly associated to the cultural transformations implied in the order of sex/gender.
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[en] THE POSSIBILITY OF FEMININE WRITING IN LYGIA FAGUNDES TELLES AND IN OTHER MALE AND FEMALE WRITERS, AND ITS DIALOGUE WITH CULTURE [pt] A POSSIBILIDADE DE UMA ESCRITA FEMININA EM LYGIA FAGUNDES TELLES, EM OUTRAS ESCRITORAS E ESCRITORES E O SEU DIÁLOGO COM A CULTURA

MARIA JEANINE DE MIRANDA SALVATERRA 30 July 2004 (has links)
[pt] O objeto desta dissertação é a escrita feminina, conceito que se aplica tanto a escritoras quanto a escritores. Demonstramos como as marcas desta escrita estão expressas na obra de Lygia Fagundes Telles e também em textos tanto de autoria feminina quanto masculina. O conceito escrita feminina engloba tanto a visão psicanalítica, no que se refere a experiências primordiais expressas no discurso literário, quanto a abordagem temática, que mostra como o olhar feminino difere do masculino no tratamento dado às personagens femininas, que tornam-se o foco da narrativa. Por outro lado, o pensamento pós-moderno ajuda a crítica feminista a fazer uma releitura das obras literárias. Nesse contexto, o feminino emerge como o lugar da diferença e a escrita feminina torna-se revolucionária enquanto potência discursiva, contrapondo-se à ordem vigente e possibilitando a emergência de uma voz até pouco tempo silenciada: a voz do universo feminino. Trata-se ainda de uma questão de linguagem, pois para falar sobre o novo é preciso uma nova linguagem. Por outro lado, a mudança no modo de pensar o feminino produziu, no mundo real, um padrão de comportamento libertário, que na década de 70 teve como símbolo a atriz Leila Diniz. [en] The subject of this essay is feminine writing, a concept that can be applied to both female and male writers. We demonstrate how the characteristics of this writing are expressed in Lygia Fagundes Telles s work and also in other texts by female and male writers. The concept of feminine writing encompasses not only the psychoanalytic approach to the primordial experiences expressed in the literary discourse, but also the thematic perspective that shows how the female approach is different from the masculine in dealing with female characters, responsible for the point of view of the narrative. Also, postmodern thinking helps feminist criticism to reread literary works. In this context, the feminine emerges as the place of difference, and feminine writing becomes revolutionary as discursive potency, opposing the status quo and allowing the emergence of a voice that was previously silent: the voice of the feminine universe. This is also a question of language, because the new discourse demands a new language. Changes in ways of dealing the feminine have produced, in the real world, a pattern of libertarian behavior symbolized in the 1970s by the actress Leila Diniz.
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Os olhos de Marina sou eu: uma abordagem do romance Giroflê, Giroflá de Cosette de Alencar

Cabral, Andréa Lúcia de Lima 23 November 2015 (has links)
Submitted by Geandra Rodrigues (geandrar@gmail.com) on 2018-04-02T19:11:07Z No. of bitstreams: 1 andrealuciadelimacabral.pdf: 1171605 bytes, checksum: e50145e1a9edf17e6516905116d73313 (MD5) Approved for entry into archive by Adriana Oliveira (adriana.oliveira@ufjf.edu.br) on 2018-04-02T20:03:55Z (GMT) No. of bitstreams: 1 andrealuciadelimacabral.pdf: 1171605 bytes, checksum: e50145e1a9edf17e6516905116d73313 (MD5) Made available in DSpace on 2018-04-02T20:03:55Z (GMT). No. of bitstreams: 1 andrealuciadelimacabral.pdf: 1171605 bytes, checksum: e50145e1a9edf17e6516905116d73313 (MD5) Previous issue date: 2015-11-23 PROQUALI (UFJF) Este estudo propõe uma análise da obra Giroflê, Giroflá da escritora mineira Cosette de Alencar, publicada no ano de 1971. Em um primeiro momento busca-se situar a posição ocupada pela escritora, enquanto mulher, na sociedade. Para tanto, apresenta-se alguns apontamentos sobre a crítica feminina a respeito da produção literária e, em seguida, um mapeamento da produção intelectual feminina das décadas de 1960 e 1970 na cidade de Juiz de Fora. Em um segundo momento busca-se apresentar uma estruturação da narrativa a partir de conceitos presentes em autores como Afrânio Coutinho (1976) e James Wood (2012), definindo os elementos: enredo, tempo, espaço e personagens presentes em Giroflê, Giroflá. Sustentaram este trabalho, dentre outros, teóricos como Virginia Woolf, Simone de Beauvoir, Elisabeth Badinter, Heloísa Buarque de Hollanda, Nelly Richards e Regina Dalcastagnè. A pesquisa foi alimentada com levantamentos bibliográficos partindo de artigos, livros, dissertações e teses relacionadas à escritora Cosette de Alencar e seu romance em análise, bem como consulta ao acervo da família Alencar, devidamente depositado no Museu de Arte Murilo Mendes - MAMM e às crônicas publicadas pela escritora no Diário Mercantil que estão sob a guarda do Arquivo Histórico de Juiz de Fora. Partindo da análise estrutural do romance, assim como do contexto de sua produção e do lugar de enunciação de Cosette de Alencar, pretende-se destacar a importância de sua produção para as literaturas mineira e brasileira, assim como propor vieses de análise de sua obra até então não contemplados. This study proposes an analysis of Giroflê, Giroflá, work of the writer from Minas Gerais Cosette de Alencar, published in 1971. At first it seeks to situate the position occupied by the writer, as a woman in society. For this end, we present some notes on women's critical about the literary production and then a mapping of female intellectual production of the 1960s and 1970s in the city of Juiz de Fora. In a second step we seek to provide a narrative structure from concepts present in authors like Afrânio Coutinho (1976) and James Wood (2012), defining the elements: plot, time, place and characters present in Giroflê, Giroflá. Supported this work, among others, theorists like Virginia Woolf, Simone de Beauvoir, Elisabeth Badinter, Heloisa Buarque de Hollanda, Nelly Richards and Regina Dalcastagnè. The research was conducted with bibliographical search starting from articles, books, theses and dissertations related to the writer Cosette de Alencar and her novel in question, as well as consulting the Alencar family collection, duly deposited at the Art Museum Murilo Mendes - MAMM and the chronics of the writer published by Diário Mercantil that are in the custody of Juiz de Fora Historical Archives. Starting from the structural analysis of the romance as well as the context of its production and the place of enunciation filled by Cosette de Alencar, is intended to highlight the importance of her production to the literature from Minas Gerais and Brazil, as well as propose different views for analysis of her work not covered so far.
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Exemplo e desengano: defesa da mulher na obra de María de Zayas Example and disillusion: womens defense at Maria de Zayass works

Rosangela Schardong 6 March 2009 (has links)
Esta tese tem a preocupação de examinar as diferenças e similaridades entre as Novelas amorosas y ejemplares (1637) e sua segunda parte, Desengaños amorosos (1647). Também busca elucidar a conexão entre os inflamados discursos que denunciam os constructos culturais que sustentam a superioridade do homem e a inferioridade da mulher e o trágico fim das personagens femininas de Desengaños amorosos. Ainda, analisar como se organiza e apresenta a defesa da mulher, traço marcante das coletâneas, que foi discutida pela crítica do século XX a partir das diretrizes do feminismo. Apoiando-se nos tratados de arte poética vigentes no século XVII, nos tratados de conduta, nas doutrinas filosóficas, políticas e religiosas que norteavam as práticas sociais e as artes do período, esta pesquisa mostra os aspectos que distinguem e, concomitantemente, unem as duas coletâneas. Com este suporte, distingue a função dos discursos de moldura e dos contos, assinalando sua coerência. Além disso, demonstra que a defesa da mulher se expressa por meio do elogio à virtude e o vitupério dos vícios, de acordo com os padrões éticos e religiosos da Contra Reforma, mas também em consonância com as reivindicações das mulheres da Espanha seiscentista. Mediante a análise da moldura e de dois contos de cada coletânea, a tese faz notar a complexa organização estrutural da obra ao indicar como o significado de cada conto se enriquece quando perfilado aos demais de sua coletânea e, sucessivamente, quando se somam Novelas e Desengaños. Tal disposição revela que a obra de Zayas segue um projeto de unidade. Seu cuidadoso planejamento e diligente execução tornam patente que a escritora compete com a invenção de seus contemporâneos, com vistas a granjear a autorização da escrita feminina e o consecutivo ingresso da mulher no círculo dos autores profissionais. Confirmando as freqüentes denúncias de Zayas sobre a depreciação da mulher nas belas letras da primeira metade do século XVII, a tese propõe que a contista faz de sua obra uma réplica ao difundido modelo das pícaras, celestinas e cortesãs. Conseqüentemente, ao representar mulheres que são exemplo de virtude e homens que são motivo de desengano, por causa de seus vícios, a engenhosa autora inverte os paradigmas e incita o leitor a rejeitar a generalizada difamação da mulher, apresentando-lhe persuasivas razões para respeitá-la e dignificá-la. This paper focuses on the examination of the differences and similarities existing in Novelas amorosas y ejemplares (1637) and its second part, Desengaños amorosos (1647). It also tries to illuminate the connection between the heated arguments that denounce the cultural conventions supporting mans superiority, womans inferiority, and the tragic end of the female characters in Desengaños amorosos. Moreover, it analyzes how the defense of the woman is organized and presented, such defense is a remarkable trait of the collections of writings that had been discussed by the 20th. Century critics, bearing in mind the feminist conductress. Supported on the treatises about ars poetica present in the 17th. Century, on the treatises about behavior, on the philosophical, political and religious doctrines that guided the social practices and the arts of such period, this research shows the aspects that distinguish and, at the same time, join both collections. With this support, it highlights the function of the frame speeches and tales, emphasizing its coherence. Besides, it shows that the defense of the woman is expressed by means of praise to virtue and invective against vices, according to the ethical and religious patterns of the Counter-Reformation, but also relating to the 17th. Century Spanish womens demands. By means of the analysis of the frame and of two short novels of each collection, this paper brings to mind the complex structural organization of the work, while showing how the meaning of each short tale is enriched when it is placed alongside the other stories of its collection and successively, when Novelas and Desengaños are added to. Such organization reveals that the works by Zayas follow a project of unit. Her careful planning and attentive execution makes it clear that the writer competes against the invention of her contemporaries, aiming to receive the authorization of the womens writing and the consequent admission of the woman in the circle of professional authors. Confirming Zayas frequent accusation against womens detraction in the belles-lettres of the 17th. Century first half, the thesis proposes that the short-story writer makes up her own work as a response to the widespread model of female picaroons, celestinas (panderesses) and courtesans. As a consequence, when representing women who are examples of virtue and men who are a reason for disillusion because of their faults, the ingenious writer inverts the paradigms and encourages the reader to reject the generalized slander against women, presenting persuasive reasons for respecting and dignifying them.
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Escrita feminina e laços familiares: Clarice Lispector e Marvel Moreno Female writing and family ties: Clarice Lispector and Marvel Moreno

Claudia Esperanza Duran Triana 11 April 2011 (has links)
Esta pesquisa procura desenvolver uma leitura da produção literária de duas mulheres a russo-ucraniana naturalizada brasileira Clarice Lispector e a colombiana Marvel Moreno. Da primeira, foram selecionados contos publicados no volume Laços de família (1960). Da segunda, contos publicados no volume Oriane, tía Oriane (1980). Vale-se, para tanto, de metodologias do comparativismo e de teorias sobre a literatura feminina. E procura problematizar questões referentes a esse universo em que mulheres escrevem sobre o ser feminino, aí considerado num sistema que inclui experiências existenciais, relações sociais e que considera também o campo mais amplo da própria condição humana. Entre os vários aspectos estudados, considerou-se o modo como as autoras comparadas estruturam as personagens femininas, nos seus diversos estágios de desenvolvimento: enquanto crianças e adolescentes em formação, na sua primeira juventude como mulher, na vida de casada e no seu papel de mãe. A análise comparativista dos contos está fundamentada em alguns elementos considerados pela crítica feminista como determinantes do conjunto de obras produzidas por mulheres, ressaltando-se, dentre eles, o uso frequente do discurso indireto livre e da narração em primeira pessoa, recursos que, mediante a mobilização da lembrança do passado, da auto-análise e da auto-descoberta, colaboram para uma problematização da identidade feminina e do significado da existência. This research aims to develop a reading of the literary work of two women russianucranian naturalized brazilian Clarice Lispector and Colombian Marvel Moreno. Significant stories of both authors were selected for this study; from the first, were chosen some stories published on volume entitled Laços de família (1960), and from the Colombian writer, some stories on volume Oriane, tía Oriane (1980). To do this, methodologies as comparatism and female literature theories are the principal theoretical elements. It also tries to problematize questions related to that universe within women write about female being, thought as a part of a system including being experiences, social relationships, and with regards to the wider field of human condition itself. Among the diverse aspects, the way both authors organize female characters on their different levels of growing was considered: from childhood, teenage years, the first youth as a woman and the life as a wife, until they assume their mother roles. Comparative analysis of the stories is supported by some elements that feminist critic consider as deciding factors to be inserted into the group of writings produced by women, and between them those whose relevancy rests on the frequent use of free indirect speech and first-person narrator; this sources, mediated by past memories, selfexamination and the self-discovery strengthen the complexity of female identity and the meaning of existence.

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