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O percurso de resiliência da mulher vítima de violência conjugal

Vargas, Gabriele de 13 December 2012 (has links)
Resumo: Trata-se de pesquisa descritiva com abordagem qualitativa a luz do conceito de resiliência, realizada em uma Delegacia da Mulher localizada no município de Guarapuava, Paraná, de dezembro de 2011 a fevereiro de 2012, com 10 mulheres vítimas de violência conjugal, que procuraram o serviço policial para representar judicialmente contra o seu agressor. Teve como objetivo identificar o percurso de resiliência da mulher vítima de violência conjugal. A coleta dos discursos ocorreu mediante entrevista aberta, gravada, e da análise de conteúdo temática, emergiram os seguintes temas: Ameaça à vida e a integridade da família: o início do percurso da resiliência, e Superação da experiência vivida: a adaptação à nova realidade. O perfil das participantes evidenciou que sua idade variou entre 19 e 47 anos, todas eram separadas e tinham filhos, e o ensino fundamental incompleto foi a escolaridade mais predominante entre elas. Em relação à profissão ou ocupação, foi mencionada a de doméstica, comerciante, cabeleireira, cozinheira e do lar. O tipo de violência que sofreram foi a física, psicológica, patrimonial e ameaça contra a vida. A análise dos depoimentos revelou que as participantes da pesquisa decidiram enfrentar a situação e representar contra seu companheiro-agressor quando perceberam que a sua vida, bem como a integridade física de seus filhos e familiares estavam ameaçadas. Os fatores como o apoio encontrado na família e na Delegacia da Mulher tiveram um papel essencial para que as mulheres se sentissem fortalecidas, recuperassem a auto estima e buscassem um novo sentido para sua vida. Este se deu por meio do retorno ao estudo, ou o desejo da retornar à escola, pela busca por um emprego formal, e pela capacidade de projetar o futuro. O processo de enfrentamento da violência fez com que as mulheres avaliassem os danos que a violência acarreta para todos que nela estão envolvidos, se afastassem do convívio com o agressor e procurassem um novo cenário para a sua existência, e, dessa forma, continuaram o percurso de resiliência, mediante a superação do trauma vivido e adaptação a uma nova realidade. Ao finalizar esta pesquisa, foi possível vislumbrar que o conceito de resiliência pode ser explorado na prática cotidiana das enfermeiras, no sentido de transformá-las em tutoras de resiliência.
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Micropolítica e processos de trabalho de um centro de atenção psicossocial : experiências intersubjetivas dos trabalhadores Micropolitics and work processes of a psychosocial care center : intersubjective experiences of workers

Godoy, Maria Gabriela Curubeto 2009 (has links)
GODOY, Maria Gabriela Curubeto. Micropolítica e processos de trabalho de um centro de atenção psicossocial : experiências intersubjetivas dos trabalhadores. 2009. 252 f. Tese (Doutorado em Saúde Pública) - Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Medicina, Fortaleza, 2009. Submitted by denise santos (denise.santos@ufc.br) on 2014-01-09T16:14:49Z No. of bitstreams: 1 2009_tese_mgcgodoy.pdf: 1226461 bytes, checksum: a02dc7004ca6c2ad817f69568c659722 (MD5) Approved for entry into archive by denise santos(denise.santos@ufc.br) on 2014-01-09T16:15:03Z (GMT) No. of bitstreams: 1 2009_tese_mgcgodoy.pdf: 1226461 bytes, checksum: a02dc7004ca6c2ad817f69568c659722 (MD5) Made available in DSpace on 2014-01-09T16:15:03Z (GMT). No. of bitstreams: 1 2009_tese_mgcgodoy.pdf: 1226461 bytes, checksum: a02dc7004ca6c2ad817f69568c659722 (MD5) Previous issue date: 2009 This reasearch investigates the intersubjective experiences of work in the cotidiane micropolitical processes of a community mental health service. We tried to understand the experiences in articulation to the dispositions and positions of the workers. This process conducted us to the identification of some relevant relational configurations considering the perspective of the workers. We established a dialogue with several authors that investigate the health work in Brazil and the mental health community work in other countries. The national literature presents a propositive tendency that contributes to the elaboration of some principles for the health work. However, new empirical studies are necessary to understand the ambivalences and contraditions that appear in the cotidiane between the health workers. Thus, we decided to study this subject considering the historic process of health work and profissionalization, in order to understand interprofessional interactions and conflicts that affect conceptions and establishe possibilities and restrictionas for the constitution of a collective multiprofessional work in mental health. We used a critical hermeneutic approach presenting the multiple versions of the workers experiences relating them to different contexts. Ambivalences and contradictions are relevant in the intersubjective experiences of work and they represent restrictions and possibilities for the constitution of a new praxis among the workers. Ethical and political dimensions of the health work may be associated to affective dimensions, understanding the affect as a potent agent in the mobilization of positions and dispositions that may conduct to reconfigurations of established relations. Esta investigação discorre sobre as experiências intersubjetivas de trabalho situando-as na micropolítica cotidiana de um CAPS que vem reorganizando algumas de suas ações. Buscamos compreender tais experiências articulando-as às posições e disposições dos agentes que as vivenciam, o que nos levou a identificar algumas configurações relacionais relevantes entre os trabalhadores. Dialogamos com diversos autores que vem abordando a temática do trabalho em saúde no Brasil e em equipes comunitárias de saúde mental na literatura estrangeira. A literatura nacional neste campo, caracterizada por uma propositividade importante para a constituição de um ideário sobre o trabalho em saúde, apresenta, no entanto, lacunas em relação a estudos empíricos que enfoquem ambivalências e contradições emergentes nos microprocessos cotidianos. Isto nos levou a trilhar uma trajetória alternativa, referenciada no percurso histórico da constituição do trabalho em saúde e dos processos de profissionalização, de maneira a enfocar as interações estabelecidas entre os trabalhadores considerando as relações e conflitos interprofissionais, bem como as concepções, dificuldades e limites do trabalho coletivo e multiprofissional em saúde mental. Utilizamos um referencial metodológico fundamentado na hermenêutica crítica, de maneira a compreender as experiências intersubjetivas de trabalho nas suas diferentes versões emergentes entre os trabalhadores. Apresentamos uma contextualização de âmbitos sócio-históricos, locais e singulares de maneira a inscrever processual e dialeticamente tais experiências, dotando-as de múltiplos sentidos. As experiências intersubjetivas de trabalho são permeadas por ambivalências e contradições emergentes no cotidiano que representam limites e possibilidades para a constituição de uma nova práxis coletiva entre os trabalhadores. Às dimensões éticas e políticas que referenciam o trabalho em saúde, devem associar-se dimensões afetivas, por compreender o afeto como uma potência mobilizadora de disposições e de posições que permitem reconfigurações em relações de saber/fazer/poder estabelecidas.
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Mapeamento da rede de atenção à saúde mental do litoral do Paraná

Mäder, Bruno Jardini 2015 (has links)
Orientador: Prof. Dr. Adriano Furtado Holanda Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Defesa: Curitiba, 20/11/2015 Inclui referências : f. 39-45;59-61;95-96 Resumo: A política de Saúde Mental brasileira vem sendo discutida e construída nas últimas quatro décadas. Neste processo, o modelo de atenção centralizado em hospitais psiquiátricos vem sendo substituído por uma proposta territorial, descentralizada em uma Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Esta pesquisa tem o objetivo de descrever a atenção à Saúde Mental desempenhada pelos profissionais dos serviços no litoral do estado do Paraná, nos municípios que compõem a 1a Regional de Saúde. O trabalho se divide em quatro partes. Na primeira propomos uma distinção conceitual entre Atenção à Saúde Mental e Atenção Psicossocial, na qual a primeira é um campo amplo de conhecimentos e práticas enquanto que a segunda é um núcleo de práticas mais bem delimitado. Na segunda parte, discutimos o objeto de pesquisa da Saúde e apresentamos o Mapeamento como método qualitativo e fenomenológico de pesquisa em Saúde. A terceira é composta pela descrição do mapeamento na qual identificamos a composição da rede e os obstáculos para uma atenção integral em Saúde Mental. A quarta e última parte descreve os arranjos assistenciais dispostos pelos serviços de Saúde Mental, e a contribuição técnica e pessoal dos profissionais que atuam nos serviços. Observamos que, nesta região, os serviços efetivam o acolhimento e têm resultados positivos, porém, encontram dificuldades na atuação em rede. Nesta localidade, os dois modelos de atenção (hospitalar e psicossocial) convivem lado a lado sem que se comuniquem de forma efetiva, interrompendo a integralidade da atenção. Palavras-Chave: Atenção à Saúde Mental; Atenção Psicossocial; Mapeamento; Fenomenologia; Rede. Abstract: The policies for Brazilian Mental Health has been debated and constructed in the last four decades. In this process, the model for centralized care in psychiatric hospitals has been replaced for a territorial proposal, in a decentralized NetWork for Psychosocial Attention (RAPS). This research aims to describe the attention to Mental Health performed by professional from health services in the coast of the State of Paraná, in the municipalities that combine the 1st. Regional Health. The paper is divided in four parts. For the first part, we propose a conceptual distinction between Mental Health Attention and Psychosocial Attention, in which the first one is a broad field of knowledge and practices while the second one is a nucleus of well-defined practices. In the second part, we discuss the health research subject and present the mapping, qualitative and phenomenological method of research in Health. For the third part consists of the mapping description in which we identify the composition of the network and the obstacles for a comprehensive care in Mental Health. The fourth and final part describes the assistance arrays prepared by the Services for Mental Health and the technical and personal contribution of professionals who work in such services. We observe that in this location, the services carry out the reception and have positive results from it, however, for they find difficulties when it comes for the network and its performance. In this locality, the two models of mental health care (hospital and psychosocial) live side by side without really communicating to each other effectively, disrupting the potential of a comprehensive attention. Key-Words: Mental Health Attention; Psychosocial Attention; Mapping; Phenomenology; Network.
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Utopia da realidade : contribuições da desinstitucionalização para a invenção de serviços de saude mental

Nicacio, Maria Fernanda de Silvio 2003 (has links)
Orientador: Gastão Wagner de Sousa Campos Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciencias Medicas Made available in DSpace on 2018-08-03T18:43:46Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Nicacio_MariaFernandadeSilvio_D.pdf: 714564 bytes, checksum: dd8db220a3c41af85cf9b4fc92decdea (MD5) Previous issue date: 2003 Resumo: Nas duas últimas décadas, o campo da atenção psiquiátrica no Brasil tem sido marcado por um processo de críticas e de propostas de transformação denominado reforma psiquiátrica. No final dos anos 1980, a insígnia ¿Por uma sociedade sem manicômios¿, formulada pelo Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental, produziu uma ruptura com os marcos conceituais e as estratégias políticas e operativas até então delineados e abriu um novo campo de possibilidades e de desafios éticos, teóricos, sociais, institucionais e jurídicos. Na década de 1990, a afirmação dos direitos de cidadania das pessoas com transtornos mentais e a superação do modelo asilar foram definidas com as principais diretrizes para o processo de reforma e para a implementação da política nacional de saúde mental, engendrando mudanças significativas nas dimensões assistencial, legislativa e sociocultural. Atualmente, não obstante a difusão das proposições da reforma e a produção de um amplo conjunto de iniciativas, o panorama nacional evidencia a centralidade do modelo asilar e o movimento instituinte de criação de novos serviços e experiências. A produção de projetos locais e de serviços substitutivos, em particular de serviços de atenção psicossocial, configura-se, portanto, como um dos principais desafios da reforma psiquiátrica no contexto do Sistema Único de Saúde. O presente trabalho tem por objetivo investigar o processo de construção do Núcleo de Atenção Psicossocial da Zona Noroeste (NAPS) no contexto da experiência de saúde mental desenvolvida no município de Santos no período de 1989 a 1996, a partir das fontes documentais, da produção bibliográfica, de pesquisa realizada anteriormente e de diários de campo. À luz do referencial teórico da desinstitucionalização e em diálogo com as proposições de transformação dos modos de pensar e agir em saúde coletiva, busca elaborar e refletir sobre as principais temáticas para a produção do NAPS em seu fazer-se cotidiano como serviço aberto, territorial, 24 horas e substitutivo, problematizando as inovações e as contradições identificadas nesse processo. Busca, ainda, apresentar e discutir que o saber crítico construído nas práticas de transformação da realidade das experiências de Gorizia e Trieste expressa e propõe uma diferente perspectiva ética, teórica e política para compreender a questão da loucura e as relações produzidas no contexto social. Nesse sentido, possibilita uma nova forma de pensar a invenção de serviços substitutivos, inscrevendo-a no complexo processo de desconstrução de saberes, instituições, valores e cultura. Compreendendo os serviços substitutivos como instituições da desinstitucionalização, discute que os serviços tornam-se substitutivos na invenção de uma nova realidade que possibilite a criação de novos diálogos com a complexidade da existência-sofrimento, de itinerários de exercício de direitos e de um novo lugar social para a experiência da loucura Abstract: In the last two decades psychiatric care in Brazil has gone through a process of criticisms and proposals of change known as psychiatric reform. By the end of 1980s, under the emblem ¿For a society without mental asylums¿, devised by the Mental Health Workers¿ Movement, there was a fracture of existing conceptual milestones and political and functioning strategies, giving rise to a new scope of possibilities and ethical, theoretical, social, institutional and legal challenges.In 1990s, the assertion of citizenship rights of individuals with mental health disorders and removal of the asylum model were the main guidelines in the reform process for implementing a national mental health policy that will encompass major changes in care, legislation and social and cultural spheres. Despite the dissemination of reform proposals and a wide range of initiatives, there is today in the national scenario a centralized asylum model and an organized movement for new services and experiences. Thus, the creation of local projects and replacement services, especially psychosocial care services, is one of the major challenges of psychiatric reform in the context of the Unified Health System in Brazil. The present study has the purpose of investigating the process of building up the Northwestern Psychosocial Care Unit (NAPS) given the mental health experience gained in the municipality of Santos for the period between 1989 and 1996, based on documentation, bibliography, prior studies, and field reports. On the grounds of theoretical referential of deinstitutionalization and exchange of ideas on proposals of changing the way of thinking and acting in collective health, it seeks to build on and reflect on major subjects for the creation of NAPS¿s routine as an open, 24-hour, community-based replacement service, and questioning the process¿ breakthroughs and contradictions. Moreover, it introduces and discusses the critical knowledge built on practices of reality changes from Gorizia and Trieste¿s experiences, expressing and proposing a different ethical, theoretical, and political viewpoint to understanding madness and its relationships in the social context. It allows therefore for a new way of thinking the creation of replacement services and inserting it into the complex process of deconstructing knowledge, institutions, values, and cultural issues.Regarding psychosocial care services as institutions of deinstitutionalization, it is reasoned that services become replacements in the creation of a new reality allowing for the creation of new exchange of ideas with the complexity of existence-suffering, ways of exercising one¿s own rights and a new social setting for madness experience Doutorado Doutor em Saude Coletiva
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Hospitais gerais filantropicos em cidades de pequeno e medio porte : novo espaço para a internação psiquiatrica

Larrobla Mendez, Cristina 2004 (has links)
Orientador: Neury Jose Botega Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciencias Medicas Made available in DSpace on 2018-08-03T21:35:39Z (GMT). No. of bitstreams: 1 LarroblaMendez_Cristina_D.pdf: 11537242 bytes, checksum: 20655c3b1c4bc3ac1487615f7e5fdd22 (MD5) Previous issue date: 2004 Resumo: O presente trabalho teve como objetivo descrever o processo que levou a algumas Santas Casas e hospitais gerais filantrópicos dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina a instalar enfermarias ou reservar leitos para pacientes psiquiátricos e conhecer a situação atual dessa assistência. Para atingir esse alvo, foi realizada uma leitura crítica e abrangente da literatura afim e específica sobre os referidos temas, além de terem sido selecionadas e visitadas dez instituições onde foi aplicado um formulário descritivo. Na primeira parte do trabalho, foram levados em consideração fatores que enriquecem as discussões no campo da saúde mental no Brasil, tanto na arena científica e política quanto em alguns setores da sociedade civil. Esses fatores, as concepções culturais vinculadas à filantropia, à caridade e às políticas de controle social estiveram e estão ainda hoje, em nosso juízo, na base da história do desenvolvimento do referido setor. Foram tratadas também algumas mudanças que ocorreram na assistência médica geral e psiquiátrica em particular, tanto no nível internacional quanto no Brasil e que determinaram transformações importantes, incidindo diretamente sobre o fenômeno abordado no presente trabalho. Entre elas, destacou-se a descentralização do hospital psiquiátrico do foco da assistência e a criação de novas estruturas como as Unidades Psiquiátricas em Hospitais Gerais (upHGs). Foram escolhidas 10 instituições com base nos dados de um censo realizado no Brasil e nos do DATASUS - 4 em MG (Araguari, Carangola, Formiga e Pouso Alegre), 4 em SC (Curitibanos, Joinville, Lages e São Francisco do Sul) e 2 em SP (Ibitinga e Lençóis Paulista) e foram realizadas 43 entrevistas a pessoas ligadas direta e indiretamente à área da psiquiatria. Cabe observarque 5 instituições contam com enfermaria psiquiátrica (2 em MG e 3 em SC) e que 5 reservam leitos para pacientes psiquiátricos (2 em MG, 1 em se e 2 em SP). Todas as enfermarias trabalham com admissões involuntárias e o número de leitos oscila entre 13 e 32. Apenas em 3 das clinicas médicas são permitidas admissões involuntárias, reservando, todas, 5 leitos para psiquiatria. O espaço disponível não é suficiente; no caso das enfermarias, também não há espaço suficiente para os objetos pessoais dos pacientes. O suprimento de medicamentos tanto básicos quanto psiquiátricos é parcialmente adequado; em alguns casos, a medicação psiquiátrica está desatualizada. Mais da metade dos hospitais visitados apenas contam com recursos farmacológicos como terapêutica e suas equipes de trabalho estão conformadas por Psiquiatra e Enfermeiros, destacando-se a carência na formação dos recursos humanos para trabalhar com pacientes psiquiátricos. Os diagnósticos mais freqüentemente hospitalizados são esquizoftenias, alcoolismo e psicoses agudas, sendo a média de internação utilizada de 17 dias. O trabalho combina um conjunto de informações e apresenta, por primeira vez, a análise de novas tendências que começaram a ser praticadas nos últimos anos em alguns Estados do Brasil. Destarte, nosso estudo visa ampliar o conhecimentoda situação atual da área e fàcilitar, assim, futuras mudanças na melhora da qualidade da assistência psiquiátrica.Fomenta-se, dessa forma, um maior intercâmbio de experiências e dados, expectativa que foi explicitada por parte de todas as fontes de informação Abstract: The present work has the objective to describe the process that make some "Santas Casas" and philanthropist general hospitals from the States of Sao Paulo, Minas Gerais and Santa Catarina, to install infirmaries and reserve beds for psychic patients, and to know the real situation of this assistance. For this purpose a critical and wide reading was done about the specific topics and ten institutions were selected and visited where the descriptive form was applied. The first part of this work takes into consideration factors, which enrich the discussion within the mental health field in Brazil, in the scientific and political area as well as some areas of civil society. These factors, the cultural conceptions connected to the philanthropy, the charity and the policies of social control have been and they still are, in our opinion, in the base of the historical development of the mentioned sector. Some changes, which happen in the general and mainly in the psychiatrist medical assistance were treated in reference to the international leveI as they determined important transformations in Brazil and influenced the phenomenon faced in this work. Among these ones, we underlined the discentralization of the psychiatrist hospital from the focus of assistance and the creation of new structures such as the Psychiatric Units in General HospitaIs (upHGs). Ten institutions were chosen based on data collected in a census done in Brazil by DATASUS - 4 in MG (Araguari, Carangola, Formiga and Poso Alegre), 4 in SC (Curitibanos, Joinville, Lages and São Francisco do Sul) and 2 in SP (Ibitinga and Lençóis Paulista). Besides, 43 interviews were done to peopIe directly or indirectly connected to the psychiatric area. It was observed that five institutions have psychiatric infirmaries (2 in MG and 3 in SC) and five reserve beds for psychic patients (2 in MG, 1 in SC and 2 in SP). All the infirmaries work with invoIuntary admissions and the number of beds varies from 13 to 32. Only three medical centres allow invoIuntary admissions and all of them reserve 5 beds for psychiatry. The place available is not enough, not only for the nurses but also for the patients' personal objects. The suppIy of the basic and psychiatric medicine is partially adequate; in some cases the psychiatric medicine is not update.However, half of the visited hospitaIs hardly count with the pharmacological resources as a therapy and their work teams are formed by psychiatrists, nurses, emphasising the lack of training in human relation to work with psychic patients. The more frequent diagnostics taken to hospital are esquizoftenias, alcoholism and deep psychosis. The average used to be at hospital is 17 days. This work structures a group of information and presents for the first time the analysis of new tendencies which were taken into practice in the Iast years in some states of Brazil. In this way, the project to widen the knowledge about the actual situation in the area as well as to facilitate future changes in reference to the improvement in the quality of the psychiatric assistance. In this way, it fosters a greater interchange of experiences and data, an expectation that was explicit by all the resources of information Doutorado Ciencias Biomedicas Doutor em Ciências Médicas
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Explorando as fronteiras da assistencia psiquiatrica na America do Sul : o papel das unidades psiquiatricas nos hospitais gerais

Larrobla Mendez, Cristina 1999 (has links)
Orientador: Neury Jose Botega Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas Made available in DSpace on 2018-07-24T21:52:15Z (GMT). No. of bitstreams: 1 LarroblaMendez_Cristina_M.pdf: 4748292 bytes, checksum: 338debad7d206ad81901d26fa871c261 (MD5) Previous issue date: 1999 Resumo: O presente trabalho teve como objetivo analisar a evolução recente e a situação atual da assistência psiquiátrica na América do Sul, colocando especial ênfase nas Unidades Psiquiátricas em Hospitais Gerais (upHGs), como uma das alternativas assistenciais ao macro-hospital. Para tal fim, se realizou uma leitura critica e abrangente da literatura afim e específica sobre ambos os temas, e foram enviados dois inquéritos postais aos diferentes países sul-americanos. Na primeira parte do trabalho, estudaram-se as origens dos primeiros hospitais dedicados aos cuidados dos doentes mentais na América Latina e o processo através do qual a prática assistencial introduzida foi consolidando-se como hegemônica. Também foram abordadas as mudanças sociais, políticas e econômicas que intervieram nesse processo. Numa segunda etapa, foram analisados e discutidos os dados sobre Programas Nacionais de Saúde Mental e sobre as Unidades Psiquiátricas em Hospitais Gerais, obtidos através dos inquéritos postais. O trabalho estrutura um conjunto de informações atualizadas em relação aos sistemas nacionais de saúde mental dos diferentes países da região, até agora apresentado na bibliografia como experiências isoladas e específicas de alguns dos países. Destaca-se que o início da reestrutura da assistência psiquiátrica no continente foi tardio em relação àquela dos países desenvolvidos: ela localiza-se basicamente na década de 90. Alguns dos Programas de Saúde Mental ainda não estão explicitados em documentos oficiais, a maioria deles não tem destinado um orçamento próprio e sua elaboração tem ficado restrita aos técnicos do setor de saúde. Na totalidade dos países, apresentam-se carências nos recursos tanto humanos quanto materiais. Também uma alta porcentagem de programas não contam com sistema de avaliação que permita medir seu impacto e seu resultado nas populações assistidas. Observa-se que, na América do Sul, as Unidades Psiquiátricas em Hospitais Gerais, junto a outras estruturas descentralizadas, têm sido adotadas como modelo alternativo à assistência do clássico hospital psiquiátrico. As unidades refletem iguais carências que os programas no que diz respeito aos recursos humanos e materiais, destacando-se a falta de adequação à demanda assistencial. Os medicamentos, além de serem insuficientes, em alguns casos se apresentam como desatualizados, ficando comprometido o objetivo de manter os pacientes o maior tempo possível na sua comunidade de origem. A maioria das unidades funcionam, basicamente, com duas estruturas assistenciais: ambulatório e enfermarias psiquiátricas, apresentando-se em alguns países também as emergências psiquiátricas. Na segunda estrutura tem surgido, na última década, um incremento no número de leitos, mas a relação de leitos psiquiátricos / habitante em grande parte dos diferentes países está longe de alcançar as cifras recomendadas pelos organismos internacionais. A informação apresentada nesse trabalho, de caráter global, descrevendo os problemas comuns a todos os países sul-americanos, as alternativas adotadas para solucioná-los e as diferenças dos programas, visa ampliar o conhecimento da situação atual da área e facilitar assim futuras mudanças na melhora da qualidade da assistência psiquiátrica. Fomenta-se, dessa forma, um maior intercâmbio de experiências e dados, expectativa que foi explicitada por parte de todas as fontes de informação Abstract: The objective of this dissertation was to analyze the current situation of the psychiatric care in South America, with especial emphasis on Psychiatric Units in General Hospitals, as an altemative to the classic mental hospital. In order to reach our goal, a critical and thorough review of the literature was carried out, and two mailing surveys were sent to the South American countries. The first part of the study focussed on the origins of the first hospitals which were exc1usively dedicated to mentally iIl people in Latin America. 1t also studied the process through which the introduced practice of care assumed a hegemonic position. Likewise, the social, polítical and economical changes, which interfere in this process were looked into. In the second part, the data of the National Mental Hea1th Programs and that of the Psychiatric Units in General Hospitals, obtained through the mailing surveys, were analyzed and discussed. This study structures up a complete and up dated set of information on the national mental health systems of the countries in the studied region. Until now, this information had been presented in literature as some of the countries' specific and isolated experiences. !t' s important to note that. the restructuring of the psychiatric care on the continent delayed too much compared to that of the developed countries: it basically started in the nineties. Some of the Mental Health Programs have not been clearly spelt out in official documents so faro Almost alI the countries lack budget estimates for this end, so the elaboration of such a program was restricted to professionals of the medical sector, resulting in material and human resources deficits. A higher percentage of the programs is devoid of an evaluation system that could measure the results and effectivevess on the people attended. In South America, it is observed that the Psychiatric Unit in General Hospital and other decentralized centers, were adopted as an altemativt} to the state mental hospitaIs. The units reflect the same deficit in human resources and material as that seen in the programs. This clearly shows that the centers can not cope with the demand for medical services. In addition, the medicines are insufficient and in many cases they are outdated. Therefore, due tothe deficiency, it's impossible to maintain the patients in their own communities. The majority of the units basically work with two models: inpatient and outpatient services; in some of the countries these units also have psychiatric emergencies. In the inpatient services, in the last decade, there has been an increase in the length of stay, however the relation between the length of stay / per habitant in many countries is far from the recommended by the intemational organisms. The information presented in this study is of a general nature, describing the common problems to South American countries, altematives taken to solve them and the differences in the programs. This information aims at broadening the knowledge of the current situation in the area. Thus, promoting a major interchange of experiences and data, in harmony with our correspondents. This wiIl in tum help the countries improve the quality of psychiatric assistance in the future Mestrado Saude Mental Mestre em Ciências Médicas
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Prevenção primaria em saude mental com adolescentes trabalhadores da Unicamp

Yoshida, Luzia Aparecida Martins 1995 (has links)
Orientadores: Joel Sales Giglio, Carlos Alberto Vidal França Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas Made available in DSpace on 2018-07-21T13:28:59Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Yoshida_LuziaAparecidaMartins_M.pdf: 7727969 bytes, checksum: 66cf2cdfbea9718eaefeaa4a36dcf221 (MD5) Previous issue date: 1995 Resumo: O presente estudo busca avaliar a viabilidade da prevenção primária em saúde mental com adolescentes trabalhadores da U nicamp, a partir de depoimentos dos próprios adolescentes, a respeito do programa preventivo aplicado em 1987. A partir de um levantamento dos interesses e necessidades dos jovens, elaboramos tal programa que abordou os seguintes temas: Sexualidade, Relacionamentos Familiares, Estudos e Profissões e Tóxicos. Para embasar as ações preventivas foram levantados pontos teóricos sobre Saúde Mental, Prevenção, Grupos e Aspectos Psicodinâmicos da Adolescência. Esse programa preventivo teve como sua atividade principal os Grupos Preventivos de Orientação [ G.P.O.(s)] e foi um trabalho empírico que confirmou os dados da literatura científica sobre adolescência e prevenção primária em saúde mental. A avaliação dos depoimentos dos adolescentes, que mostrou ser altamente adequada e que enriqueceu a nossa compreensão sobre os mesmos, foi realizada através da Análise de Conteúdo, proposta por Berelson, Bardin, Mynaio e outros autores. Dessa análise de conteúdo obtivemos as seguintes conclusões: 1 - Os adolescentes fizeram uma avaliação positiva do programa preventivo, percebendo-o como um momento propício à reflexão, à orientação, e à convivência grupal 2 - Nossos sujeitos sentiram nos G.P.O.(s), predominantemente, continência afetiva, desenvolvendo, então, novos posicionarilentos e conscientização de seus papéis na comunidade. 3 - Apresentaram uma percepção de grupo como um espaço adequado para elaborarem seus conflitos. 4 - Vivenciaram mecanismos primitivos de defesa do ego, entre eles a cisão. Projetaram nos pais (aqueles que lhes faziam restrições e davam ordens) a imagem do pai mau e, no profissional (que oferecia oportunidades de convivência grupal), a imagem do pai bom. 5 - Os sentimentos de amor e ódio também estavam cindidos e, através da continência afetiva presente na situação do G.P.O., puderam ser elaborados, favorecendo que os adolescentes se voltassem para as figuras parentais e para novos relacionamentos mais integrados e restaurados. 6 - As informações sobre os temas, transmitidas através do G.P.O., abriram espaço para reflexões e possibilitaram a integração. dos objetos bom e mau, até então cindidos. 7 - Os adolescentes sentiram-se atendidos em suas necessidades e interesses e responderam maciçamente terem obtido alguma vantagem na vivência do G.P.O.. 8 - Consideraram a vivência grupal com outros jovens como o fator de maior',,¬relevância na vivência do G.P.O., confirmando a importância da "identidade grupal" na adolescência. 9 ¿ O Fato do agente de saúde mental ser membro da mesma comunidade que os adolescentes é um importante fator para o estabelecimento de uma relação horizontal, harmoniosa e eficaz. 10 - Consideramos adequado que a prevenção primária seja aplicada num momento mais precoce da adolescência. Após a avaliação do programa preventivo, esperamos contribuir para um maior conhecimento sobre como adequar, ao nosso jovem, ações preventivas que possam efetivamente promover maior saúde mental, maior capacidade de reflexão, de escolhas e de decisões, capacidades estas que promovam o bem-estar do jovem e da comunidade. Almejamos também possibilitar aos demais profissionais um incentivo para trabalharem nas diversas comunidades e estruturas organizacionais, em nível de prevenção Abstract: This thesis demands an evaluation of primary prevention practicability in the area of mental health with Unicarnp working adolescents, who have been taking part of the preventive prograrn aplied in 1987. After a survey about their interest and necessities, we elaborated a prograrn with the chosen themes: sexuality, relationships in the family, studying and careers to take and drugs. As a foundation to preventive actions theoric items were raised upon mental health, prevention, groups and psicodinamic aspects from adolescence. The evaluation of the ado1escents testimony was done through the content analysis, proposed by Berelson, Bardin, Mynaio and others authors, which tumed out to be highly switable and contributed a lot for our comprehension of the adolescents. From this analysis we carne to confIrm the adolescents capacities and characteristics, which have presented theirselves,sometimes doubtful, arnbivalent, omnipotent, but ab1e to openings, flexibility and affection. It has also confmned the fItness of the professional as someone dose to adolescent and taking part with him in the sarne comunity. After the evaluation of the preventive prograrn, we hope to contribute to a large know1edgement in how to fit, to our adolescent, preventive actions which may efectively promote better mental health, better reflexion, chosing and deciding capacities. And that these capacities can promote the adolescent an the comunity well-being. We long for providing to other professionals an encouragement to work in many comunities and organanizational structures, at the leveI of prevention Mestrado Mestre em Saude Mental
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Analise da implementação da politica de saude mental para a rede basica em Campinas : 1992/1993

Amaral, Marcia Aparecida do, 1985- 1995 (has links)
Orientador: Gastão Wagner Sousa Campos Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciencias Médicas Made available in DSpace on 2018-07-20T13:02:36Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Amaral_MarciaAparecidado_M.pdf: 1878331 bytes, checksum: 1d955704a2dbb8922fac77af3906324f (MD5) Previous issue date: 1995 Resumo: Este trabalho, realizado no município de Campinas-SP, teve como objetivo analisar a implementação da Política de Saúde Mental para a rede básica de saúde. Utilizou, em sua metodologia duas etapas: um estudo epidemiológico descritivo de uma amostra de 150 pacientes egressos de um hospital psiquiátrico e encaminhados aos centros de saúde para continuidade do tratamento. Durante 4 meses após a alta, foi verificado o comparecimento dos pacientes às atividades, assim como a ocorrência de reinternações. A segunda etapa do trabalho constou de pesquisa qualitativa junto aos profissionais de saúde mental, pacientes e familiares para avaliar a implementação da política a partir dos atores interessados: suas representações sobre a doença e o tratamento e as repercussões na organização do processo de trabalho das equipes de saúde. Como resultados, encontramos que 48,6% dos pacientes em alta hospitalar não demandaram atendimento nos centros de saúde e dos que o fizeram, 51,4% abandonaram o tratamento num período de 4 meses. A prevalência de reinterações em 4 meses foi de 24,7%, sendo maior entre os pacientes com diagnóstico de psicoses. Da pesquisa junto aos profissionais de saúde e usuários foram identificados problemas relativos à falta de clareza das diretrizes operacionais, infra-estrutura e sistemática de planejamento e avaliação dos serviços. Em conclusão, o presente estudo evidenciou problemas na implementação da Política de Saúde Mental para a rede básica relativos à definição das políticas, à organização do processo de trabalho das equipes de saúde e aos resultados alcançados. Referendou também o diagnóstico de que a transformação do modelo manicomial demanda a existência de novos equipamentos de reabilitação psico-social e a articulação inter-setorial para alcançar seus objetivos de desospitalização e resgate da cidadania dos doentes mentais Abstract: Not informed Mestrado Mestre em Saude Coletiva
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Familiares de Pessoas Com Sofrimento Psíquico e Profissionais de Saúde Mental: Encontros e Desencontros

CONSTANTINIDIS, T. C. 12 August 2011 (has links)
Made available in DSpace on 2016-08-29T14:10:37Z (GMT). No. of bitstreams: 1 tese_2835_.pdf: 640196 bytes, checksum: 855e82f55c88e1c81d87736bf78352d8 (MD5) Previous issue date: 2011-08-12 As diretrizes assistenciais em saúde mental, no Brasil, prevêem o apoio à família da pessoa com sofrimento psíquico. No entanto, esses familiares referem despreparo em lidar com os encargos cotidianos da convivência com seus entes e desamparo em relação à assistência que recebem dos serviços de saúde mental. Os profissionais de saúde mental, por sua vez, enfrentam dificuldades na inclusão da família nos projetos terapêuticos e na assistência da pessoa com transtorno mental. Diante de tais fragilidades nessa relação, a proposta deste estudo foi conhecer a relação que se estabelece entre esses atores e buscar reflexão sobre fatores que interferem na possibilidade de um bom encontro entre eles. Nesse sentido, foram percorridos temas que se configuram como centrais para o conhecimento das dimensões dessa relação, como o modo de subjetivação desses sujeitos e a ética na filosofia de Espinosa. A perspectiva qualitativa de investigação configurou-se como método para alcançar os objetivos propostos. Foram realizadas entrevistas com profissionais de saúde mental de dois centros de atenção psicossocial do município de Vitória ES e com familiares de usuários destas instituições. Após análise temática do conteúdo dessas entrevistas, foram indicados e discutidos fatores de impasses a serem enfrentados nessa relação, tais como: lógica manicomial presente na relação que cada um desses sujeitos estabelecem com a loucura; dificuldade do profissional na relação com a alteridade do familiar, com prática pautada na polarização do saber, na sua moral e na retificação da dinâmica familiar; disparidade entre oferta e demanda, sem conhecimento das necessidades desses sujeitos. Familiares e profissionais não acreditam em possibilidades desse encontro e distanciam-se com suas potências de ação diminuídas. Apoiando-se na filosofia espinosana,é discutida as causas das inconveniências dessa relação e proposta a ética como possibilidade de aproximação de paixões alegres e potencia de agir dessas pessoas. Palavras-chave: ... Encargos Familiares; Práticas em Saúde; CAPS.
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Utilização dos psicofármacos em crianças nos centros de apoio psicossocial infanto juvenil de Fortaleza Psycopharms use in children in centers for psychosocial support in infantojuvenil Fortaleza

Maciel, Ana Paula Pessoa 2013 (has links)
MACIEL, Ana Paula Pessoa. Utilização dos psicofármacos em crianças nos centros de apoio psicossocial infanto juvenil de Fortaleza. 2013. 101 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Farmacêuticas) - Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, Fortaleza, 2013. Submitted by denise santos (denise.santos@ufc.br) on 2014-06-03T13:28:32Z No. of bitstreams: 1 2013_dis_appmaciel.pdf: 880197 bytes, checksum: c53cd47890ff1ee724b1feee754cea53 (MD5) Approved for entry into archive by denise santos(denise.santos@ufc.br) on 2014-06-03T13:29:37Z (GMT) No. of bitstreams: 1 2013_dis_appmaciel.pdf: 880197 bytes, checksum: c53cd47890ff1ee724b1feee754cea53 (MD5) Made available in DSpace on 2014-06-03T13:29:38Z (GMT). No. of bitstreams: 1 2013_dis_appmaciel.pdf: 880197 bytes, checksum: c53cd47890ff1ee724b1feee754cea53 (MD5) Previous issue date: 2013 This thesis aims to evaluate the use of psychotropic drugs in children followed in Psychosocial Support Center infantojuvenil - CAPSi of Fortaleza. And a cross-sectional study, from February to December 2012. Data were collected by students of health, where the respondents were responsible for the children. Participants were 292 children. Most of the children were male (74.3%), mean age 8.1 years and receive social benefits. The families belong to socioeconomic class D and E (89.3%), the head of the families are the parents of the children (78.6%), with only the basic level (62.9%), renumbered develops activity (77, 6%), a family income (95.5%), less than or equal to 622.00 (58.5%) living at home (94.1%), very (61.1%) and the number of residents between 1 to 4 (88.3%). Most of the infants (81.5%) have some type of health problem, where (46.6%) reported mental health. Among the hypotheses is the most common behavior disorder (44.9%). Most children are referred from primary care (33.2%), attending once or more per month (69.1%) performed more individual treatments (83.3%), doctors (92.9%) , performing more medication approach (44.5%) and were not followed in other locations (65.4%). Regarding medication approach, improve with treatment (83.1%) report no problems (70%). The non-drug approach reveals improvement (58.8%), feels no problem (97.1%). The proportion of use of medicines in children was 88.4%. The average use of medications was 1.2 drugs by children, the most frequently prescribed were: risperidone (20.5%), carbamazepine (17.1%), amitriptyline (4.8%), chlorpromazine (3.9% ), fluoxetine (8.4%), haloperidol (8.7%), imipramine (7.2%), methylphenidate (6.6%), periciazina (7.5%) and sodium valproate (5.1% ). Most responsible (72.7%) say they know the drugs, the therapeutic use (60.7), are guided by the physician (96.3%) reported liking (60.7%) receive free (54, 7%) and lack when they buy (56.7%). Factors related to the use of psychotropics were the male children, younger beneficiaries, accompanied by their mothers, the married state, schooling and school activities renumbered, children from poor families, live in houses, own with one to four household members. In relation to health services, greater use was associated with children who had health problems, unaccompanied elsewhere, referred by other services, children who attend once a month or more the CAPSi, children accompanied by doctors , not participating groups, the activities of the occupational therapist and psychologist monitoring. The study reveals a high use of psychotropic drugs in children followed us CAPSi Fortaleza, suggesting an urgency in famacoterapêuticas interventions in promoting rational use of medicine Crianças acompanhadas nos Centro de Apoio Psicossocial Infantojuvenil - CAPSi de Fortaleza. E um estudo transversal, de fevereiro à dezembro de 2012. Os dados foram coletados por estudantes da saúde, onde os entrevistados foram os responsáveis pelas crianças. Participaram da pesquisa 292 crianças. A maioria das criança são do sexo masculino (74,3%), a média de idade 8,1 anos e recebem benefícios social. As famílias pertencem a classe socioeconômica D e E (89,3%), o chefe das famílias são os pais das crianças (78,6%), com apenas o nível fundamental (62,9%), desenvolve atividade renumerada (77,6%), possui renda familiar (95,5%), menor ou igual a 622,00 (58,5%), moram em casa (94,1%), própria (61,1%) e o número de moradores entre 1 a 4 (88,3%). A maior parte das crianças acompanhadas (81,5%) apresenta algum tipo de problema de saúde, onde (46,6%) referia ser saúde mental. Entre as hipóteses a mais frequente é o transtorno de comportamento (44,9%). A maioria das crianças é encaminhada da atenção primária (33,2%), frequentam uma vez ou mais por mês (69,1%), realizam mais tratamentos individuais (83,3%), com os médicos (92,9%), realizando mais abordagem medicamentosa (44,5%) e não são acompanhadas em outros locais (65,4%). Em relação a abordagem medicamentosa, melhoram com o tratamento (83,1%), não relatam problema (70,%). A abordagem não medicamentosa revela melhora (58,8%), não sente problema (97,1%). A proporção de utilização dos medicamentos nas crianças foi de 88,4%. A média de utilização de medicamentos foi de 1,2 fármacos por crianças, os mais prescritos foram: risperidona (20,5%), carbamazepina (17,1%), amitriptilina (4,8%), clorpromazina (3,9%), fluoxetina (8,4%), haloperidol (8,7%), imipramina (7,2%), metilfenidato (6,6%), periciazina (7,5%) e valproato de sódio (5,1%). A maior parte dos responsáveis (72,7%) afirma conhecer os medicamentos, o uso terapêutico (60,7), são orientados pelo médico (96,3%), relatam gostar (60,7%), recebem gratuitamente (54,7%) e quando falta, compram (56,7%). Os fatores que relacionou-se ao uso dos psicofármacos foram: as crianças do sexo masculino, mais jovens, beneficiadas, acompanhadas pelas mães, de estado civil casado, escolaridade ensino fundamental e com atividades renumeradas, crianças de famílias pobres, moram em casas, próprias, com um a quatro moradores no domicílio. Em relação aos serviços de saúde, a maior utilização associou-se as crianças que possuíam problema de saúde, não acompanhadas em outros locais, encaminhadas por outros serviços, as crianças que frequentam uma vez ou mais por mês o CAPSi, as crianças acompanhadas pelos médicos, não participam dos grupos, das atividades do terapeuta ocupacional e do acompanhamento do psicólogo. O estudo revelou um elevado uso de psicofármacos em crianças acompanhadas nos CAPSi de Fortaleza, sugerindo uma urgência em intervenções famacoterapêuticas na promoção de uso racional dos medicamentos.

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