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O amor e o namoro me interessam, a AIDS, nem tanto!... : representações sociais da AIDS entre jovens de uma escola de ensino fundamental de Porto AlegreFerreira, Sandra Rejane Soares January 2000 (has links)
O amor e o namoro me interessam, a AIDS, nem tanto! Representações Sociais da AIDS entre jovens de uma Escola Estadual de Ensino Fundamental de Porto Alegre é um estudo do tipo exploratório-descritivo que utiliza a abordagem teóricometodológica, propiciada pela Noção de Representações Sociais. Tem-se como objetivo identificar e compreender as Representações Sociais da AIDS, no universo dos jovens escolares, bem como os conhecimentos e as atitudes ante o risco de contaminação pelo vírus HIV. A população estudada foi de 145 jovens, de 10 a 16 anos, estudantes de 5ª a 8ª série, de uma Escola Estadual. Eles residem em bairros populares com baixo e médio poder aquisitivo, com acesso a condições básicas de habitação, saneamento e infraestrutura urbana, na zona leste de Porto Alegre. Os dados foram obtidos mediante aplicação de questionários, de técnicas de associação livre e de entrevistas. Utilizamos uma metodologia plural, que se propôs a combinar as abordagens dinâmica e estrutural das Representações Sociais. A AIDS não é o assunto que mais interessa estes jovens, no momento, seus interesses e preocupações correspondem às relações afetivas com seus pares e às mudanças corporais que experimentam, nesta faixa etária. Dentre os resultados, podemos afirmar que a quase totalidade dos jovens recebeu alguma informação sobre AIDS e os locais mais citados foram a escola, em casa e na TV. Os jovens representaram a AIDS como uma doença mortal, transmitida pelo sexo, causada por um vírus e que provoca tristeza e medo, mas pode ser evitada pelo uso da camisinha. A maioria dos entrevistados dispõe de conhecimentos médios, tanto sobre a transmissão quanto sobre as formas de proteção da AIDS. Eles não conhecem os mecanismos biológicos da doença, mas sim a imagem de deterioração física a que um doente pode chegar. Um terço deles sabe da existência de portadores sadios da doença e da existência de tratamento.Quanto às atitudes em relação ao risco de contaminação, elas se modificam em razão da idade e do sexo e os jovens se dizem mais implicados na faixa etária de 13 a 16 anos. Aponta-se para a necessidade de um processo de educação em saúde efetivo e para a importância do conhecimento sobre a doença, mas entende-se que a aquisição de conhecimentos não é suficiente para adoção de condutas preventivas. As atitudes que poderão se configurar em condutas preventivas dependem de muitos fatores e não se resumem aos aspectos cognitivos. Os jovens, desta pesquisa, fornecem elementos que apontam para a complexidade desta temática e a necessidade de ajustarmos nossas práticas pedagógicas em educação para saúde.
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Manifestações mucocutâneas de histoplasmose na AIDS : avaliação de 36 pacientes / Mucocutaneous manifestations of disseminated Histoplasmosis: evaluation of 36 hiv-infected PatientsCunha, Vanessa Santos January 2005 (has links)
Introdução: A histoplasmose é uma infecção geralmente subclínica e autolimitada em pacientes imunocompetentes. A maioria dos pacientes com HIV apresenta a forma disseminada da doença, considerada definidora de aids. As manifestações cutâneo-mucosas da histoplasmose são variadas, dificultando o diagnóstico. Métodos: Estudo retrospectivo de 24 pacientes com diagnóstico de histoplasmose, avaliados no serviço de Dermatologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, de 2000 a 2003 e, prospectivamente, mais 12 pacientes, atendidos em 2004 e 2005. A análise considerou dados epidemiológicos e demográficos, bem como os parâmetros clínicos, distribuição e morfologia das lesões, contagem de células CD4+, terapia da micose e antirretroviral e se a doença foi a definidora de aids. Resultados: Vinte e seis (72%) doentes eram homens. A idade média foi 34 anos (17-58) e 16 pacientes (49%) tiveram seus diagnósticos realizados de dezembro a março, no verão. A histoplasmose foi confirmada por biópsia cutânea em 33 casos e por cultura em 23 deles. Onze pacientes recebiam antirretrovirais no momento do diagnóstico e a sua contagem de células CD4+ variou de 2 a 103 (média 29 células/mm³). Não houve diferenças significativas em relação a sexo, idade, método diagnóstico e uso de antirretrovirais entre a amostra retrospectiva e prospectiva. O número médio de lesões foi 2,7, variando de 1 a 7 tipos diferentes em um mesmo paciente. Pápulas com crosta e erosão/úlcera de mucosa foram as mais frequentes, em 64% e 58% dos pacientes, respectivamente. Uma distribuição difusa foi a mais comum, em mais de 58% dos casos. Houve uma associação significativa entre a contagem de células CD4+ e a variabilidade morfológica de lesões por paciente, sendo que um menor polimorfismo de lesões está associado a contagens mais baixas de células CD4+. Conclusão: A familiaridade com as manifestações dermatológicas da histoplasmose é importante para uma maior suspeição tanto da doença, quanto do próprio HIV. Pápulas com crostas difusas e erosão/úlcera de mucosa, no verão, em pacientes com aids e contagem de células CD4+ menor do que 50 células/ mm³ são achados muito sugestivos de histoplasmose. Porém, é de suma importância a realização de exames complementares para a exclusão dos outros diagnósticos diferenciais. A maior variabilidade morfológica das lesões nos pacientes com menor comprometimento imunológico (CD4 maior) poderia ser devido à necessidade de um certo grau de imunidade na gênese das lesões cutâneas. / Mucocutaneous lesions of disseminated histoplasmosis in HIV-infected patients have a wide spectrum of clinical manifestations making the diagnosis very difficult. The authors conducted a retrospective and prospective study in 36 HIVinfected patients with mucocutaneous histoplasmosis in a tertiary-care hospital in Brazil. Eleven patients (30%) were taking antiretrovirals when diagnosed and their CD4+ cell counts ranged from 2 to 103 cells/mm³. The average number of lesions was 3 per patient, and each patient presented 1 to 7 different morphological types of lesions. Erythematous papules and plaques with crusts, and oral mucosa erosions or ulcers were the most frequent dermatological alterations found in 64% and 58% of the patients respectively. A diffuse pattern of distribution of the skin lesions was found in 58% of the cases. There was a significant association between the CD4+ cell counts and the morphological variability of lesions per patient. Polymorphism of lesions was associated with higher counts of CD4+ cells. Limitations include the retrospective part of the study, where the data was not collected for an unique examiner. Physicians caring for HIV-infected patients should be aware of the wide spectrum of dermatological lesions observed in disseminated histoplasmosis, besides the importance to detect and isolate the fungus in mucocutaneous tissues.
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Frecuencia de lesiones orales en pacientes adultos VIH/SIDA del Hospital San Juan de DiosNavarrete Tricallotis, Daniela January 2014 (has links)
Trabajo de Investigación Requisito para optar al Título de Cirujano Dentista / ntroducción: Se ha documentado ampliamente en la bibliografía internacional
sobre las manifestaciones orales y máxilofaciales asociadas a la infección por
VIH/SIDA y cuál es su frecuencia de aparición en este tipo de pacientes. Sin
embargo, en nuestro país, los datos epidemiológicos de este tipo de
manifestaciones son escasos y desactualizados. Contar con esta información es
esencial para optimizar los recursos involucrados en el tratamiento integral de
estos pacientes.
Objetivo: Determinar frecuencia de manifestaciones orales, asociadas y no
asociadas a infección por VIH, en pacientes adultos VIH/SIDA del Hospital San
Juan de Dios y describirlas según género y edad.
Materiales y métodos: Estudio observacional descriptivo de corte transversal en
adultos diagnosticados con VIH/SIDA en atención en el Hospital San Juan de
Dios, en un periodo de 18 meses. Se realizó examen intraoral y el diagnóstico de
las lesiones fue basado en el criterio clínico de la European Comunity Clearing
Clearinghouse (ECC), y en estudios histopatológicos e imagenológicos
complementarios al diagnóstico. Todos los pacientes incluidos en el estudio
aceptaron participar voluntariamente y firmaron el consentimiento informado.
Resultados: 68 pacientes, 52 hombres (76,5%) y 17 mujeres (23,5) cumplieron
los criterios de inclusión. 23 pacientes presentaron al menos una lesión oral
relacionada a la infección por VIH (33,8%), en donde las lesiones más
prevalentes fueron las Úlceras mayores y el Papiloma oral (8,8%), seguida de la
Candidiasis oral (5,9%), la Queilitis Angular (5,9), Sarcoma de Kaposi (4,4%),
Linfoma no Hodgkin (2,94%), Gingivitis Ulceronecrotizante y Leucoplasia Pilosa
(1,47%). Mientras que las lesiones no asociadas a VIH como Caries y Enfermedad
Periodontal se presentaron en 31 pacientes (45,5%).
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Conclusión: Un 33,8% de los pacientes estudiados presentaron al menos una
lesión asociada a VIH/SIDA, en donde la lesión oral asociada a la infección por
VIH más frecuente corresponde a Papiloma oral y Úlceras orales mayores. Las
lesiones orales no asociadas a VIH/SIDA más frecuentes fueron la Caries y la
Enfermedad Periodontal.
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Caracterização dos fatores preditores de mortalidade relacionada à AIDS em Porto AlegreMocellin, Lucas Pitrez da Silva January 2016 (has links)
INTRODUÇÃO: A epidemia de HIV/Aids no Brasil tem se mostrado um fenômeno muito diversificado, dependendo da região do país analisada. O estado do Rio Grande do Sul (RS) e a capital Porto Alegre lideram o ranking de detecção e mortalidade relacionada à Aids na última década. Em tal contexto, tem sido estimulado estudos locais para maior compreensão da epidemia de Aids, assim como o fortaleciemento do combate a este agravo através da criação do Comitê de Mortalidade por Aids de Porto Alegre (CMAids) pela Secretaria Municipal de Saúde. OBJETIVO: Caracterizar os preditores de mortalidade relacionada à Aids entre os pacientes que acessam os serviços de saúde de Porto Alegre. METODOLOGIA: Desenvolvimento de um estudo transversal onde foram coletados dados de pacientes com HIV/Aids que acessaram um serviço de pronto-atendimento ou internação hospitalar. Também a realização de análise dos casos investigados pelo CMAids em 2015, avaliando o itinerário terapêutico percorrido pelo paciente até o seu óbito. RESULTADOS: No estudo transversal foram incluídos 831 pacientes compreendendo 1.078 internações. Ocorreram 90 óbitos, representando 10,8% da amostra. Em análise multivariada, os fatores baixa escolaridade (RP=2,37), idade avançada (RP=4,98) e serviço de saúde (RP=2,52) foram preditores significativos para o óbito. As variáveis sepse (RP=9,28), utilização de UTI (RP=2,38), baixa contagem de CD4 (RP=0,99) e alta carga viral do HIV (RP=1,02) estiveram associadas ao desfecho morte. A influência da variável serviço de saúde para o óbito demonstra a existência de iniquidades entre os pacientes que acessam os diferentes serviços. Em relação aos casos investigados pelo CMAids, verifica-se que a tuberculose foi à causa de morte mais freqüentemente relatada (32,69%). Um total de 150 falhas foram enumeradas referente ao atendimento dos pacientes pelos serviços de saúde. A falha tipificada “falha na assistência prestada pelo serviço de saúde” foi a mais comumente verificada (48% de todas as falhas). Situações de possíveis falhas no atendimento estavam presentes em 96,2% dos casos, as quais estiveram relacionadas direta ou indiretamente às mortes. CONCLUSÃO: Fica claro a existência de padrões de morbidade e mortalidade distintos entre os serviços de saúde, possivelmente resultante de potenciais iniqüidades em saúde. Ao analisar o itinerário terapêutico dos pacientes, foram observadas oportunidades perdidas de modo a evitar o óbito, assim como problemas relacionados ao atendimento dos pacientes. Estratégias para enfrentamento à epidemia em Porto Alegre devem se basear em melhorias na integração da rede de serviços de saúde e ações em conjunto das áreas técnicas de HIV/Aids e tuberculose. / INTRODUCTION: The HIV/Aids epidemic in Brazil has characteristics of a highly diversified phenomenon, varying region by region at the country. The State of Rio Grande do Sul and its capital Porto Alegre are the number one on detection and death ranking by Aids in the last decade. At this context, the Municipal Health Secretariat has been stimulated local studies with goals to better understanding Aids epidemic, as well as strengthen the fight against these disease through creation of Aids Mortality Committee of Porto Alegre (AidsMC). OBJECTIVE: To characterize predictors of Aids mortality in subjects who access the health services at Porto Alegre. METHODOLOGY: Development of a cross-sectional study design, of which patients data with HIV/Aids who are hospitalized or accessed a emergency care service were collected. Also, conducting a descriptive study, analyzing all cases investigated by AidsMC in 2015, which evaluate the therapeutic itinerary of patients. RESULTS: In cross-sectional study design 831 subjects were enrolled, corresponding to 1.078 hospitalizations. A total of 90 deaths occurred, representing 10,8% of sample subjects. Low education level (PR=2.37), older age (PR=4.98) and health service where the patient is hospitalized (PR=2.52) were statistically significant predictors of death. The variables sepsis (PR=9.28), use of ICU (PR=2.38), low CD4 levels (PR=0.99) and high viral load HIV levels (PR=1.02) were associated with death. The findings about health service variable demonstrate there are iniquities among patients who access different health services. Regarding to cases investigated by AidsMC, tuberculosis was the most frequent cause of death reported (32,7%). A total of 150 failures were described related to patients care. Failure typified as “assistance failure provided by health services” was the mostly common observed (48% of all failures). There were situations of possible failures related to patient care in 96,2% of cases, which were directly or indirectly related to deaths. CONCLUSION: The existence of distinct morbidity and mortality patterns among health services is possibly result of potential inequities in health. When analyzed the therapeutic itinerary of patients, lost opportunities that avoid death were observed, as well as problems related to patients care. Strategies to confront the epidemic at Porto Alegre should be based on improvements in integration of health services network and combined actions with technical areas of HIV/Aids and tuberculosis.
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Avaliação imunogenética de variantes dos receptores tipo toll 7, 8 e 9 em pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana tipo 1Valverde Villegas, Jacqueline Maria January 2012 (has links)
Diferentes mecanismos envolvidos no controle da infecção pelo HIV-1 dependem, além de fatores virais, da variabilidade genética do hospedeiro. Assim, foi observado que os receptores tipo Toll (TLRs) endossomais, tais como TLR7, 8 e 9, estão envolvidos no reconhecimento de ácidos nucleicos derivados de vírus, como o HIV-1. Sendo que TLR7/8 reconhecem RNA simples fita (ssRNA) e TLR9 reconhece DNA dupla ou simples fita (ssDNA/dsDNA). Observou-se que o ssRNA derivado de HIV-1 é reconhecido pelos TLR7/8, os quais estimulam células dendríticas (DCs) e macrófagos à produção de interferons (IFNs) e citocinas pró-inflamatórias. Também foi observado que a proteína gp120 do HIV inibe a ativação das DCs plasmocitóides (pDCs), que expressam TLR9, consequentemente inibindo produção de IFN-α. Variantes nos genes TLR7/8/9 já foram associadas com a infecção ao HIV-1 e outras doenças inflamatórias, autoimunes e infecciosas. O objetivo deste estudo foi avaliar a influência dos polimorfismos genéticos potencialmente funcionais: rs179008 no TLR7, rs3764880 no TLR8, rs5743836 e rs352140 no TLR9 em 366 pacientes adultos HIV+ e 415 indivíduos adultos saudáveis provenientes do sul do Brasil. O polimorfismo rs5743836 do TLR9 foi genotipado através da técnica de PCR alelo específico BIPASA enquanto que os demais polimorfismos por PCR-RFLP. As frequências genotípicas e haplotípicas foram comparadas usando o teste de Qui-quadrado e as frequências alélicas usando o teste Exato de Fisher. As comparações foram realizadas subdividindo os indivíduos de acordo com a origem étnica e o sexo. Quando comparamos indivíduos HIV+ eurodescendentes com o grupo controle, observamos diferenças nas frequências alélicas e genotípicas para o polimorfismo rs5743836 no TLR9 (P=0,011 e P=0,028, respectivamente), sendo que a frequência do genótipo CC foi maior nos pacientes quando comparado com os controles (residual P=0,040) conferindo susceptibilidade à infecção (OR=1,53; 95% IC: 1,05-2,23; P=0,030, modelo dominante). Na comparação dos indivíduos HIV+ afrodescendentes com o grupo controle, houve uma menor frequência do genótipo TC nos pacientes (residual P=0,006), sendo que esse genótipo foi associado com proteção à infecção (OR=0,60; 95% IC: 0,36-0,99; P=0,049, modelo dominante). Na análise de haplótipos dos polimorfismos rs5743836 e rs352140 do TLR9, as frequências haplotípicas estimadas não foram diferentes na comparação entre pacientes e controles. Em relação aos polimorfismos do TLR7 e TLR8 também não observamos diferenças nas frequências alélicas e genotípicas quando comparamos pacientes e controles. Nossos resultados demonstram o papel fundamental do polimorfismo rs5743836 na infecção do HIV e a importância do background genético entre os grupos étnicos que influenciam na susceptibilidade frente ao vírus. / Different mechanisms are involved in the control of HIV infection, as viral factors and genetic variability on the host. Thus, intracellular Toll-like receptors (TLRs), such as TLR7/8/9, are involved in the recognition of nucleic acids derived from viruses. TLR7/8 recognizes simple RNA strand (ssRNA) and TLR9 recognizes simple or double DNA strand (ss/dsDNA). It was showed that the ssRNA derived from HIV is recognized by TLR7/8 and stimulates DCs and macrophages to secrete IFN-α and proinflammatory cytokines. Also, a direct interaction of HIV gp120 with pDCs inhibits TLR9-mediated responses, including pDC activation and IFN-α secretion. TLR7/8/9 polymorphisms have been associated with HIV infection and other inflammatory autoimmune and infectious diseases. The aim of this study was to evaluate the influence of the rs179008 TLR7, rs3764880 TLR8 and rs5743836/rs352140 TLR9 polymorphisms, potentially functional, in 366 HIV+ adults patients and 415 healthy adults subjects from the Southern Brazil. The rs5743836 polymorphism was genotyped by allele specific PCR-BIPASA while the other variants by PCR-RFLP. Genotypic and haplotypic frequencies were compared using the Chi-square test and allele frequencies using the Fisher's exact test. The comparisons were made by subdividing the sample according to ethnicity and gender. In European-derived individuals, differences in genotypic and allelic frequencies was observed for the rs5743836 as compared patients with controls (P=0.028 and P=0.011, respectively). Also, a higher frequency for the CC genotype in patients as compared with controls (residual P=0.040), this genotype conferring susceptibility to HIV-1 infection (OR=1,53; 95% CI: 1,05-2,23; P=0,030, dominant model). In African-derived individuals, was observed that the rs5743836 TC genotype frequency was lower in patients as compared to controls (residual P=0,006) being associated with protection against to HIV infection (OR=0,60; 95% CI: 0,36-0,99; P=0,049). No differences in allelic and genotypic frequencies were observed for the TLR7/8 polymorphisms or haplotypic frequencies of TLR9 variants, comparing patients and controls. Our results suggest that the rs5743836 TLR9 polymorphism has an important role in HIV-1 infection since it was associated with susceptibility in Euro-derived and Afro-derived individuals. Keywords: TLRs, HIV-1, ethnicity, polymorphisms.
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Violência contra a mulher vivendo com HIV/AIDS usuária dos serviços de atendimento especializados em DST/AIDS de Porto AlegreKoetz, Ana Paula Messa January 2014 (has links)
Introdução: As experiências de violência podem funcionar como fatores limitantes para os cuidados em saúde, incluindo dificuldade na gestão segura da vida sexual e reprodutiva. A violência contra a mulher pode funcionar como uma causa ou como uma consequência para a infecção pelo HIV/Aids. O objetivo geral desta dissertação é analisar características das mulheres que sofreram episódios de violência durante a vida e episódios diretamente relacionados ao HIV/Aids em uma amostra de mulheres que conhecem sua sorologia positiva para HIV e que são usuárias dos Serviços de Atendimento Especializados em DST/Aids (SAE) de Porto Alegre, Brasil. Métodos: Os dados deste estudo resultam de uma pesquisa transversal, que incluiu mulheres HIV positivo em atendimento nos SAE. A população estudada foi composta por 691 mulheres de 18 a 49 anos que conheciam seu diagnóstico positivo para o HIV/Aids. A amostra foi caracterizada por meio da estatística descritiva e para análise das diferenças entre os grupos foi utilizado o teste de associação do qui-quadrado de Pearson. Resultados: Da amostra estudada, 57,8% mulheres relataram experiência de violência durante a vida. Nesse desfecho, encontrou-se associação positiva para menor renda domiciliar, maior número de gestações, maior número de filhos e menor idade na primeira relação sexual. Em relação à violência relacionada ao diagnóstico de HIV/Aids, 37,5% mulheres afirmaram terem sofrido esse tipo de violência. Nesse desfecho encontrou-se diferenças estatísticas significativas para menor escolaridade, menor renda domiciliar, menor idade na primeira relação sexual, não uso de preservativo, maior número de gestações e de filhos. Discussão: O presente estudo trouxe alguns fatores que caracterizam os contextos de vulnerabilidades a que estão expostas as mulheres que vivem com HIV/Aids, no que tange as experiências de violências. Experiências de violência podem impactar no processo saúde-doença nessa população. Sendo assim, o rastreamento dessas questões é sugerido aos serviços de saúde para um atendimento mais efetivo à saúde das mulheres que vivem com HIV/Aids. / Introduction: Violence may be a limiting factor for healthcare, which includes the difficulty of managing one’s reproductive and sexual life safely. Violence against women can be the cause and the consequence of HIV virus infection. The main purpose of this dissertation is to analyze characteristics of women who were victim of violence assaults throughout their lives and directly related to being infected with the HIV virus by a sample of women aware of their positive serology for HIV and who attend the STD/Aids Specialized Care Services (SAE) of Porto Alegre, Brazil. Methodology: The data of this study are the result of a cross-sectional research that included HIV positive women who attended the SAE. 691 women between 18 and 49 years old who were aware of their positive diagnose for HIV/Aids composed the studied population. The sample was characterized by descriptive statistics and Pearson’s chi-square test was used for the analysis of differences between groups. Results: Of the sample studied 57,8% women have reported experiencing violence in their life. In this outcome a positive association has been found between smaller household income, higher number of pregnancies, higher number of children and younger age in which they had their first sexual intercourse. Regarding violence in relation to HIV/Aids diagnosis, 37,5% of women claimed to have suffered this type of violence. In this outcome significant statistical differences have been found associated to less schooling, smaller household income, younger age of first sexual intercourse, non condom use, higher numbers of pregnancies and of children. Discussion: This study brought some factors that characterize the contexts of vulnerabilities for women living with HIV/AIDS in relation to experiences of violence. Experiences of violence can affect the process of health and disease in this population. Therefore, health services should monitor and track these issues in order to provide more effective health care for women living with HIV/Aids.
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Vivências e (con)vivências de crianças portadoras de HIV/AIDS e seus familiares : implicações educacionaisPedro, Eva Néri Rubim January 2000 (has links)
Esta investigação de cunho qualitativo, tipo estudo de caso, teve como objetivo detectar por meio de relatos das crianças soropositivas e seus familiares, como percebem a sua situação, vivem e (con)vivem nos seus contextos, assim como identificar quais as implicações educacionais que surgem, desse modo, servindo de subsídios para uma Educação para a Saúde, para elas próprias, assim como para todos os envolvidos com a temática IDV/AIDS. Os sujeitos entrevistados foram crianças soropositivas e/ou com AIDS, na faixa etária entre 5 e 13 anos e suas mães, moradoras em bairros da cidade de Porto Alegre. Os dados foram categorizados tematicamente através da Análise de Conteúdo de Bardin (1995), emergindo informações relevantes por meio de relatos, desenhos, vivências e experiências, permitindo identificar três categorias: vivências no processo saúde/doença; vivências no processo informação/educação; e vivências no processo de socialização. Na categoria relativa às vivências no processo saúde/doença apareceu, em relação aos acontecimentos no seu cotidiano, a manifestação das mães relacionada ao cuidado dispensado à criança, por exemplo, alimentação, permanência constante, cuidados com o clima e outros como fatos relevantes. Referiram também o tratamento propriamente dito, ou seja, a questão da adesão e as idas ao posto. Na categoria denominada vivências no processo informação/educação apareceu os sentimentos de discriminação, medo/vergonha e fé/esperança; e na categoria vivências no processo de socialização os sentimentos que evidenciam uma dificuldade no manejo de situações, assim como o pedido de ajuda, de solidariedade. Por fim, são apresentadas as implicações educacionais diretamente ligadas à formação acadêmica dos profissionais, tanto da Saúde como da Educação; as direcionadas à criança e seus familiares; aos profissionais de serviços, assim como sugestões para uma Educação para a Saúde, enquanto proposta de despertar, nas pessoas, uma autoconsciência para o compromisso com a qualidade de vida das crianças portadoras do HIV I AIDS e suas famílias. / This qualitative investigation, fonnulated as a case study, aimed to detect, through reports from HIV positive serum children and their parents, on how they perceived the situation, leave and interact in their context, as well as how to identify which are the educational implications which arise and, in this way, serving as resources for Education for Health, not only to themselves, but also to ali people who are involved with the HIV-AIDS subject. The interviewed subjects were HIV positive serum children and/or with AIDS, ageing between 5 and 13 years old and their mothers, dwellers of districts o f Porto Alegre. Data were characterised thematically of content analysis of Bardin, from which emerged relevant information taken from the reports, drawings, and life experiences. Thus, allowing to identify three different categories. Life experience in the health-disease process; life experiences in the informationeducation process; and life experiences in the socialisation process. The category related to the livings health process/disease has appeared in reference to the happenings in their daily life. The way that mothers display the care gi ven to the children, for instance like , feeding, constant presence, the care with weather changes and other relevant facts. With regard to the treatment itself, therefore, the adherence and visits to the health care unit. In the category designated living in the information process/education has appeared with feelings of fear, discrimination/shame, faith ,and hope. And the category of livings in socialization process ,the feelings show obstructions in handling the situations, such ask for help, solidarity. Finally, it was presented the educational implications directed linked to the academic formation of the health and education professionals; the ones directed to the children and their parents; and to services professionals as well as suggestions for Education for Health, meanwhile a proposition to awaken in the people a self-conscious to a compromise of life quality of IHV -AIDS children and their families. / Esta investigación cualitativa de tipo estudio de caso, tuvo como objetivo detectar por medio de los relatos de nifios sueropositivos y de sus familiares, como perciben su situación, viven y (con)viven en sus contextos, así como identificar cuales son las implicaciones educacionales que surgen de ese modo, sirviendo de subsídios a una Educación para la Salud, para ellas mismas y para todos los envueltos en el tema del HIV/SIDA. Los sujetos entrevistados fueron niíios sueropositivos y o con SIDA, en edades de 5 a 13 aiíos y sus madres, habitantes de la ciudad de Porto Alegre. Los datos fueron categorizados temáticamente a través del Análisis de Contenido de Bardin (1995), de los cuales emergieron informaciones relevantes a través de relatos, dibujos, vivencias y experiencias, permitiendo identificar tres categorias: vivencias en el proceso salud/enfermedad; vivencias en el proceso información/educación y VIvenctas en el proceso de socialización. En la categoria relativa a las vivencias en el proceso salud/enfermedad apareció, en lo referente a los acontecimientos en su cotidiano, a la manifestación de las madres relacionadas con el cuidado dispensado al niiío, por ejemplo, alimentación, permanencia constante, cuidados con el clima y otros como hechos importantes. . Se refirieron también ai tratamiento propiamente dicho, o sea, a la cuestión de la adhesión, de las idas a la Asistencia Pública. En la categoria llamada de Vivenctas en el proceso información/educación apareció las sensaciones de la discriminación, de miedo/ vergüenza y de fe/esperanza; e en la categoria vivencias en el proceso de socialización las sensaciones que evidencian una dificultad en el manejo de las situaciones, así como la solidaridad, orden de la ayuda. Finalmente, se presentan las implicaciones educacionales directamente relacionadas a la fonnación académica de los profesionales, tanto de la Salud como de la Educación; las direccionadas al níño y a sus familiares; a los profesionales de servicios, así como sugerencias a la Educación para la Salud, aJ mismo tiempo que una propuesta de despertar, en las personas, una autoconciencia para el compromiso con la calidad de vida de los nifios portadores de HIV/SIDA y sus famílias.
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Prevalência de transtornos psiquiátricos menores, dependência e abuso de álcool em indivíduos infectados pelo HIV no Sul do BrasilTietzmann, Daniela Cardoso January 2011 (has links)
Introdução As doenças mentais e a infecção pelo HIV/AIDS estão entre as dez principais morbidades que acometem a população de países em desenvolvimento. Estimativas recentes apontam que aproximadamente 33 milhões de pessoas vivem com o vírus da imunodeficiência humana (HIV) no mundo. No Brasil, o número de indivíduos infectados situa-se em torno de 35 mil casos novos por ano e há 630 mil pessoas vivendo com o HIV. A prevalência de transtornos psiquiátricos menores têm sido associada à presença de fatores de risco, particularmente uso de drogas ilícitas e consumo de abusivo de álcool entre pacientes HIV positivos. As estimativas de dependência de álcool variam de 9% a 12% de toda a população adulta, sendo três a cinco vezes maiores em homens em comparação às mulheres na população em geral.Delineamento Este estudo utilizou duas amostras provenientes de estudos transversais. O estudo que originou a amostra consecutiva de pacientes infectados pelo HIV incluiu participantes entrevistados no Serviço de Atendimento Especializado (SAE) e no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) no município de Canoas, utilizando-se instrumentos padronizados e validados. Um total de 580 pacientes infectados pelo HIV que procuraram tratamento foram recrutados entre 2008-2009. A prevalência de transtornos psiquiátricos menores foi determinada pelo SRQ-20, instrumento validado para o Brasil em 1986, composto de 20 questões, com pontos de corte de ≥7 para homens e ≥8 para as mulheres; e a de transtornos pelo uso de álcool foi verificada pelo AUDIT, instrumento validado para o Brasil em 1999, composto de 10 questões com ponto de corte ≥20 para dependência ao álcool. O estudo de base populacional que 10 originou a mostra aleatória de mulheres provenientes da população feminina do município de Passo Fundo foi conduzido entre 2001-2002, incluiu 358 participantes. A prevalência de transtornos psiquiátricos menores foi determinada pelo SRQ-20, igualmente. Análise A análise dos dados constou de análise univariada (freqüência, percentual), análise bivariada, cruzando as variáveis dependentes (transtorno psiquiátrico menor e dependência ao uso de álcool) com as variáveis independentes (sócio-demográficas, comportamentais, bem como, estado clínico e esquema de tratamento) através do teste do qui-quadrado para variáveis nominais. Um modelo multivariado foi criado através da regressão de Poisson modificada com variância robusta. As razões de prevalências e os seus intervalos de confianças (95%) foram calculados levando em consideração os possíveis confundidores. Para o estudo comparativo entre mulheres infectadas pelo HIV e mulheres de uma base-populacional, uma amostra aleatória representativa da população feminina de Passo Fundo foi utilizada. Resultados No artigo 1, a prevalência de distúrbios psiquiátricos menores foi quase o dobro entre as infectadas pelo HIV (62,6%) em comparação com as mulheres da base-populacional (34,9%). Entre as características sócio-econômicas, baixa escolaridade foi a única variável associada, independentemente, para transtornos psiquiátricos menores, cerca de 2,8 vezes entre as infectadas pelo HIV (IC 95% 1,16-6,52) e, quatro para as mulheres da base-populacional (IC 95% 2,21-7,06). No artigo 2, foi encontrado que os homens têm uma prevalência duas vezes maior de dependência ao álcool do que as mulheres (23% e 11,6%, respectivamente). Coinfecção pelo HCV e co-infecção pelo HCV / HBV foi significativamente maior entre os homens. Entre homens e mulheres 11 infectados pelo HIV, usar drogas ilícitas foi significativamente associado à dependência de álcool (p <0,001) para todos os tipos de drogas e co-infecção pelo HCV. A prevalência de distúrbios psiquiátricos menores foi associada à dependência de álcool entre os homens, mas não entre as mulheres. Entre as características sociodemográficas e características econômicas, a cor da pele não branca foi a única variável associada para a dependência do álcool, independentemente, em cerca de 1,4 vezes entre infectados pelo HIV (IC 95% 1,02-2,02). Entre as variáveis comportamentais e coinfecções, apenas o uso de drogas fumadas e infectados pelo HCV permaneceram associados à dependência de álcool, após a análise multivariada. O uso de drogas fumadas está associado em 3 vezes mais com a dependência entre as mulheres, e quase duas vezes para os homens. A coinfecção pelo HCV aumenta a associação com a dependência de álcool entre as mulheres em 2,7 vezes e 1,8 vezes entre os homens. Conclusão O conhecimento gerado por este projeto contribui para o rastreamento de casos de transtornos psiquiátricos menores e de dependência ao álcool entre pacientes infectados pelo HIV, elucida as variáveis que contribuem para a elevação destas prevalências, como, a baixa escolaridade em mulheres, bem como, demonstra a alta prevalência de comorbidades nesta população. Com base nas informações obtidas será possível auxiliar no planejamento de ações em saúde, com vistas a maior efetividade do tratamento em pacientes infectados pelo HIV. / Introduction Mental illness and HIV / AIDS are among the top ten morbidities that affect the population of developing countries. Recent estimates indicate that about 33 million people living with human immunodeficiency virus (HIV) in the world. In Brazil, the number of infected individuals is around 35 000 new cases per year and there are 630,000 people living with HIV. The prevalence of minor psychiatric disorders have been associated with the presence of risk factors, particularly illicit drug use and heavy alcohol consumption among HIV-positive patients. Estimates of alcohol dependence affect 9% to 12% of the entire adult population, three times higher in men than women. Design It is a study that used samples originated from two cross-sectional studies. HIV-infected sample were interviewed in two health services in Canoas city specialized for treatment HIV- infected patients, using standardized and validated instruments between 2008-2009. The prevalence of minor psychiatric disorders was determined by the SRQ-20 (cut-off point ≥7 for men and ≥8 for women) and alcohol use was measured by the AUDIT (cut-of point ≥20 for dependence). A total of 580 HIV-infected patients who sought medical treatment were consecutively recruited. Women population-based sample with 358 participants were originated from random select methods at female population from Passo Fundo city between 2001-2002. Analysis Data analysis consisted of univariate analysis (frequency, percentage), bivariate analysis, crossing the dependent variables (minor psychiatric disorders and addiction to alcohol) with the independent variables (socio- 13 demographic, behavioral, clinical status and treatment) using the chi-square test for nominal variables. A multivariate model was created using the modified Poisson regression with robust variance. The prevalence ratios and their confidence intervals (95%) were calculated taking into account possible confounding factors. Results The first paper showed that the prevalence of minor psychiatric disorders was nearly double that among HIV-infected (62.6%) compared with the population-based (34.9%). Among the socio-economic variables, low education was the only independent variable associated with minor psychiatric disorders, increasing about 2.8 times the association among HIV-infected (IC 95% 1,16-6,52) and four times for women in the population-based (IC 95% 2,21-7,06). The second paper demonstraded that men have twice the prevalence of alcohol dependence than women (23% and 11.6% respectively). HCV co-infection and coinfection HCV / HBV was significantly higher among men. Among men and women infected with HIV, illegal drug use was significantly associated with alcohol dependence (p <0.001) for all types of drugs and HCV coinfection. The prevalence of minor psychiatric disorders was associated with alcohol dependence among men but not among women. Among the sociodemographic and economic characteristics, skin color reported as non white was the only independent variable associated with alcohol dependence, increasing about 1.4 times the association of HIV infection. After multivariate analysis, only smoked drug and co-infected by HCV remained associated with alcohol dependence. Smoking drugs increases 3 times the association with dependence among women, and almost two times for men. The HCV coinfection increases the association with alcohol dependence among women in 2.7 times and in 1.8 times among men. 14 Conclusion The knowledge resulting from this manuscript contribute to the screening cases of minor psychiatric disorders and alcohol dependence among HIV-infected patients, to elucidate variables that could contribute to increasing prevalences, like low educational level among women and demonstrate the high prevalences of the comorbidities among that population. Based on information obtained will be possible to assist in planning health action, with a view to greater effectiveness of treatment to HIV-infected patients.
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Avaliacao neurologica e do desenvolvimento de criancas hiv positivasSilva, Carmem Lucia Oliveira da January 1998 (has links)
Os primeiros trabalhos mostrando as alterações neurológicas em pacientes com SIDA foram realizados em adultos e datam de 1983. Em crianças, as publicações iniciais relatando encefalopatia associada a SIDA surgiram em 1984. O crescente número de crianças HIV e a ausência de relatos da evolução desses pacientes, em nosso meio, motivou essa pesquisa que procura avaliar o desenvolvimento neuropsicomotor e a prevalência de comprometimento neurológico dessas crianças. Para estudar as alterações neurológicas em uma amostra de 114 crianças HIV foram avaliados os resultados dos exames físicos e neurológicos e dos achados liquóricos a cada três meses durante um ano. Eletrencefalogramas e tomografias computadorizadas cerebrais foram realizadas no início do acompanhamento e doze meses após, fazendo parte da avaliação de rotina desses pacientes. A análise dos nossos resultados mostram que em todos os parâmetros estudados foi significativa a diferença entre crianças infectadas e não infectadas. Existe relação entre alteração neurológica na primeira consulta e evolução para encefalopatia (68,3%). O retardo de desenvolvimento neuropsicomotor mostrou uma tendência para evolução à encefalopatia. Houve associação significativa entre ser infectado e ter alterações no líquido cefalorraquidiano, eletrencefalograma, tomografia computadorizada cerebral e avaliação neurológica. Foi encontrada associação entre usar AZT e melhor evolução. / The first descriptions of neurologic abnormalities in AIDS patients were done in adults in 1983. In children, the initial publications describing AIDS associated encephalopathy appeared in 1984. The increasing number ofHIV+ children and the absence of reports of these patients' evolution in our population prompted this study to evaluate the neuropsychomotor development and prevalence of neurologic impairment of these children. To study the neurologic abnormalities in a sample of 114 HIV children/ we evaluated the results of neurologic and general examinations as well as cerebro spinal fluid findings every three months during one year. Electroencephalograms and brain computerized tomography were done at baseline and in twelve months, being part o f the routine evaluation o f these patients. Our results show a significant difference between infected and non-infected children in ali parameters. There was a relation between neurologic changes in the first visit and development of encephalopathy (68,3%). Neuropsychomotor developmental delay was associated with a tendency to envolve to encephalopathy. There was a significant association between being infected and having abnormalities in the cerebro spinal fluid, electroencephalogram, brain computerized tomography and neurologic evaluations. W e found an association between AZT use and favorable evolution.
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Influência dos genes HLA classe I na progressão para a Aids em indivíduos HIV positivosMatte, Maria Cristina Cotta January 2012 (has links)
A epidemia da aids é caracterizada por uma alta heterogeneidade no curso clínico da infecção pelo HIV-1. Enquanto alguns indivíduos progridem para aids em até três anos após a soroconversão, uma pequena parcela, chamada de progressores lentos, permanece assintomática e mantém seus níveis de T-CD4+ estáveis por mais de 10 anos. O papel das moléculas de HLA classe I, tais como HLA-A e HLA-B tem sido investigado para tentar explicar as diferenças observadas na progressão da infecção pelo HIV-1. Estudos recentes têm chamado a atenção para o papel dos genes de classe I não clássicos, como HLA-G, visto que esta molécula está envolvida na supressão da resposta do sistema imunológico durante as infecções virais. No presente estudo, noventa e oito pacientes com critérios bem definidos de progressão à aids foram selecionados, dos quais 48 foram classificados como progressores crônicos, 29 como progressores lentos e 21 como progressores rápidos. Nossos resultados suportam o papel do genótipo homozigoto para HLA na rápida progressão para a aids, assim como a o efeito protetor do alelo HLA-A*3 no tempo de progressão da infecção. Além disso, este é o primeiro trabalho que investiga a influência dos polimorfismos 14pb inserção/deleção e +3142 G/C do gene HLA-G na progressão para a aids e os resultados obtidos apontam para um importante papel desta molécula na progressão da doença. A ausência de marcadores genéticos classicamente envolvidos com a progressão rápida e lenta para a aids, neste grupo de pacientes HIV positivos, enfatiza a importância de estudos genéticos em diferentes populações. / The AIDS epidemic is characterized by an extreme heterogeneity in the clinical course of HIV-1 infection. Whereas some individuals progress to AIDS within three years after seroconversion, a small percentage, called long-term nonprogressors, remain asymptomatic and maintain stable T-CD4+ cell counts for more than 10 years. The role of HLA class I molecules, such as HLA-A and HLA-B, have been investigated to explain the differences observed on progression to AIDS. Recent studies have focused on the potential effect of non-classical HLA I genes, as HLA- G, since this molecule is involved in the suppression of immune responses against viral infections. In the present study, ninety-eight patients with well defined criteria of clinical progression to AIDS were selected, of which 48 subjects were classified as chronic progressors, 29 as long-term nonprogressors and 21 as rapid progressors. Our results support the role of HLA homozygous genotypes on rapid progression to AIDS as well as the protective effect of the HLA-A*3 allele in the progression of the infection. Furthermore, this is the first study that assessed the influence of the HLA-G polymorphisms 14bp insertion/deletion and +3142 G/C on AIDS progression and the results obtained indicate an important role of this molecule on AIDS progression. The absence of classical genetic markers related to rapid and long-term nonprogression to AIDS in this group of HIV-infected patients emphasizes the importance of study genetic diversity among different populations.
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