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Biopolítica em Foucault

Farhi Neto, Leon 2007 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Atualmente, o termo #biopolítica# é empregado por inúmeros autores, e não apenas no domínio da filosofia política. Essa difusão, como era de se esperar, terminou por diluir, quando não alterou completamente, o uso que o filósofo Michel Foucault fez do termo, nos anos 1970. Por esse motivo, pareceu-nos interessante fixar, nesta dissertação, o significado ou significados originalmente atribuídos ao termo #biopolítica#, por Foucault, em seus livros, artigos e entrevistas. A pesquisa identificou cinco formulações, relativas a cinco mecanismos de poder distintos: o poder medical, o dispositivo de raça, o dispositivo de sexualidade, o dispositivo de segurança e a governamentalidade neoliberal. Nesta dissertação, reserva-se um capítulo para a análise de cada um destes mecanismos. Na conclusão, busca-se responder à questão a respeito das diferenças e das identidades entre essas cinco acepções de #biopolítica#.
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Biopolítica em Giorgio Agambem : reflexão crítica sobre a legitimidade do Poder Soberano

Valerio, Raphael Guazzelli. 2011 (has links)
Orientador: Ricardo Monteagudo Banca: Edson Luís de Almeida Teles Banca: Luís Antônio Francisco de Souza Resumo: Pretende-se mapear o conceito de biopolítica na obra do filósofo italiano Giorgio Agamben, mais precisamente em seu trabalho de 1995, inaugurador da série Homo Sacer, cujo título leva o mesmo nome: Homo Sacer: O Poder Soberano e a Vida Nua. Valendo-se do pensamento de Michel Foucault e Hannah Arendt de um lado, e Walter Benjamin e Carl Schmitt de outro, Agamben faz recuar o conceito de biopolítica às fundações da política ocidental. Importa mostrar como estrutura, lógica e topologia de funcionamento a biopolítica anima as relações políticas desde seu fundamento e que a modernidade foi capaz de desvelar, transformando radicalmente os espaços políticos contemporâneos. É sabido que este conceito foi forjado por Foucault e que em seu pensamento ele funciona como uma modalidade de poder, porém em Agamben ele aparece de forma central, algo como um conceito base de onde emergirão outros quatro: homo sacer, poder soberano, estado de exceção e campo de concentração. A política moderna, ao suscitar um permanente estado de exceção, isola e produz a mera vida e toma para si o direito de administrá-la. Nesta estrutura de funcionamento temos como paradigma de espaço político o campo de concentração Abstract: It is intended to map the concept of biopolitics in the work of Italian philosopher Giorgio Agamben, specifically his work in 1995, Homo Sacer inaugurate the series, whose title bears the same name: Homo Sacer: Sovereign Power and Bare Life. Drawing on the thought of Michel Foucault and Hannah Arendt on the one hand, and Walter Benjamin and Carl Schmitt on the other, Agamben is the concept of biopolitics back the foundations of western politics. It should show how the structure, logic, topology and function animates the biopolitical relations policies since its foundation and that modernity was able to uncover, radically transforming political spaces contemporaries. It is known that this concept was coined by Foucault in his thinking and that it functions as a form of power, but it appears in Agamben centrally, something like a basic concept from which emerge four: homo sacer, sovereign power, status exception and a concentration camp. Modern politics by raising a permanent state of exception and produces a mere isolated life and takes to itself the right to manage it, we have this structure functioning as a paradigm of political space the concentration camp Mestre
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Extravio do jurídico, ocaso do político, ubiqüidade da exceção

Barbosa, Jonnefer Francisco 2007 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Jurídicas. Programa de Pós-Graduação em Direito. Objetiva o presente trabalho cujos arranjos estão fixados basicamente na intersecção entre a filosofia do direito e a filosofia política - lançar confrontações e análises instaladas num caráter deliberadamente fragmentário - no plano de três eixos temáticos principais (intitulados, respectivamente: extravio do jurídico; ocaso do político e a ubiqüidade da exceção), compondo-se, cada eixo, de fragmentos-tese - sínteses heurísticas de argumentos e hipóteses - que tentam circunscrever debates topografias sobre algumas aporias ainda pendentes de respostas na teoria e na filosofia do direito contemporâneo, v.g, (eixo I) crise da estatalidade, topografias da decisão jurídica, direito e temporalidade, refuncionalização do direito nas sociedades de massas espetacularizadas contemporâneas; (eixo II) fenecimento das categorias da tradição contratualista (e a urgência de pensar outras referências para a política ocidental), emergência da biopolítica; (eixo III) a força de lei, a ubiqüidade e o tornar-se regra da exceção (aproximação aos conceitos de exceção efetiva e fictícia). Boa parte dos caminhos desta dissertação são margeados a partir dos vetores da filosofia contemporânea representados na teorizações de Walter Benjamin (1892-1940), Hannah Arendt (1906-1975) e Giorgio Agamben (1942 - ).
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Guerra ao terror

Oliveira, Marcus Vinícius Xavier de 2007 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Jurídicas. Programa de Pós-Graduação em Direito O presente trabalho, partindo do pressuposto de que a guerra ao terror é ilegal e ilegítima, na medida em que não encontra fundamento nas normas-regras e normas-princípios do direito das gentes contemporâneo, busca compreendê-la à luz da biopolítica, segundo o desenvolvimento elaborado por Giorgio Agamben em sua tetralogia "homo sacer". Referida análise restou frutífera, pois logrou comprovar que a guerra ao terror, concebida como uma política de gestão da vida da população atingida por sua conflagração, tem por finalidade tanto a sua proteção como o firme propósito de extingui-la, qualificando-se, desta sorte, em tanatopolítica, isto é, em gestão econômica da morte daqueles a quem se atribui a qualidade de terrorista. Trata-se, portanto, daquilo que se conceituou de bioguerra: uma guerra contra a vida.
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Um sobre-ensaio de cegos

Oliveira, Sandra Regina de 2008 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão. Programa de Pós-Graduação em Literatura Um sobre-ensaio de cegos é tentativa de leitura das alegorias de Ensaio sobre a cegueira de José Saramago, que por sua vez, apresenta leitura do real em imagens textuais, reunindo elementos de vários contextos. Explora uma condição petrificada do homem chamada #natureza humana# em uma sociedade que se move centralizando exageradamente imagens visuais fantasmáticas. O primeiro capítulo deste sobre-ensaio trata de uma estética agregadora de sensibilidades e pensamentos. A cegueira é metonímia a abarcar uma #anestética# que afeta todos os sentidos. A crítica do escritor português perfila diversos âmbitos da sociedade em cada cego protagonista tangenciando diferentes dispositivos a engendrar identidades. É microcosmo a comportar muitos exemplares do macrocosmo. No terceiro capítulo Ensaio sobre a cegueira dialoga com Informe sobre ciegos de Ernesto Sábato, tomando como linha mestra, não sem desvios, a questão da forma que aprisiona, captura o corpo em essências, identidades, inscrito por uma lógica de significado formal. Este excesso de forma é desejo de abjeto #informe#. #Informe# no dicionário crítico de Georges Bataille é forma sempre em formação, que escorre em direção eterna à outra-coisa-de-si. No terceiro capítulo outra interlocução convida a um desvio no diálogo: O mez da grippe de Valêncio Xavier que a partir de seu gênero indefinível também não se paralisa em forma estática. Uma epidemia de Influenza evidente na morte em série é negada nas informações e discursos oficiais que se contradizem nas tomadas de providências. Em Ensaio sobre a cegueira, ao contrário, autoridades estatais e militares fazem alarde da epidemia de cegueira trancafiando a população em espaços públicos que se transformam em cárceres com o pretexto de fazer viver, mas com intuito de deixar morrer. Nas duas narrativas uma biopolítica neutraliza o direito, neutralizando, assim, o espaço público e o privado. Um estado de exceção toma forma e a morte é trivializada, sem tempo para a reflexão. Nas três narrativas percebem-se possibilidades de contradispositivos que façam a vida saltar das ruínas em direção à plenitude. Em Ensaio sobre a cegueira seria uma micropolítica receptiva à alteridade, em Informe sobre ciegos uma profanação das formas de vida transformadas em princípio de identidade. Em O mez da grippe seria uma arqueologia da memória funcionando como testemunho dos dispositivos que manipulam a vida tanto quanto banalizam a morte.
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Ao fundo do abismo

Honesko, Vinícius Nicastro 2007 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Jurídicas. Programa de Pós-Graduação em Direito. O trabalho apresenta-se como desenvolvimento de três vertentes da teoria de Giorgio Agamben: o problema político, o onto-teo-lógico e a conformação messiânica do tempo. Expõe como o modelo político se desenvolve em torno de um princípio de exceção, cuja centralidade é obscurecida pelo aparato do ordenamento político-jurídico. Apresenta uma construção da idéia de biopolítica para além da proposta de Foucault, reconduzindo-a, através do rio subterrâneo da exceção, aos seus fundamentos mais distantes. Através desse desenvolvimento, mostra como do modelo conceitual da polis passa-se, na modernidade, para o modelo da metrópole, que em si carrega uma desomogeneidade essencial, que aponta para a transformação das relações de poder, isto é, de um poder soberania para um poder governo. Abre o caminho para apontar o campo como paradigma do espaço político contemporâneo. Num segundo momento, investiga o problema da linguagem humana e seus desdobramentos na esfera ontológica e, por assim dizer, teológica. Por meio da leitura de um clássico do misticismo cristão, expõe como a metafísica esteve implicada numa dimensão lingüística de modo que, seu problema fundamental - a questão do ser -, sempre esteve conexo àquele da cisão lingüística entre mostrar e significar. Apresenta o conceito de Voz como aquele que funda toda possibilidade de uma ontologia e que se coloca na posição de in-fundamento do homem. Exposto o vazio constitutivo do humano, trabalha com o problema da possibilidade da fundação de uma comunidade humana. Indica como, portanto, um fazer, que desde as mais antigas comunidades humanas é um sacrum facere, é colocado como princípio fundacional da comunidade. Reivindica a superação deste início ficcional, para além do mito do sacrifício. Aponta como a figura do homo sacer está num ponto pré-ficcional, num estágio político originário que deve ser reivindicado para sua própria superação. Num terceiro momento mostra como a idéia de um messianismo levado ao extremo pode ser o mecanismo de interpretação do tempo presente. Como único tempo que resta, a possibilidade de efetivação de um estado de exceção, tal como propõe Benjamin, é vislumbrada a partir do projeto messiânico. Através deste projeto é que a superação das categorias limites do pensamento, tais como a Voz e o campo, poderá ser pensada. Le travail se présente comme développement de trois lignes de la téorie de Giorgio Agamben: le problème politique, le problème onto-teo-logique e la conformation messianique du temps. Il expose comme la modèle politique se développe autour d´un principe d´exception, dont la centralité est obscursi par l´apparat de l´ordre politique-juridique. Il présente une construction de l´idée de biopolitique au delà de la proposte de Foucault, en la ramenent, à travers le rivière souterrain de l´exception, à leurs fondement plus distants. À travers cette développement, il demontre comment de la modèle conceptuelle de la polis on passe, dans la modernité, à la modèle de la métropole, laquelle porte en si-même une desomogénéité essentiel, que points vers la transformation des relations de pouvoir, ça veut dire, d´un pouvoir soveranie envers un pouvoir gouvernement. Il ouvre le chémin pour pointer le camp comme paradigme de l´espace politique contemporain. Dans un deuxième moment, le travail recherche le problème de la langage humaine et leur dédoublement dans l´esphère ontologique et, pour ainsi dire, teologique. Par la lecture d´un classique du mysthicisme chrétien, il expose comme la metaphysique avait été impliqué dans une dimension linguistique de maniere que, son problème fondamentale - la question de l´être -, avait été toujours branché à ce de la scission linguistique entre demontrer e signifier. Il présente le concept de Voix comme ce que fonde tout possibilité d´une ontologie et comme ce que se pose dans la position de in-fondement de l´homme. Une fois exposé le vide constitutive de l´humain, il travail avec le problème de la possibilité de la fondation d´une communauté humaine. Il indique, donc, comme un faire, que depuis les plus vieux communautés humaines est un sacrum facere, est mis comme principe fondationel de la communauté. Le travail revendique la supplantation de ce débout ficcionel, au delà du mythe du sacrifice. Il points comme la figure du homo sacer est dans un point pre-ficcionel, dans un étage politique originaire que doit être revendiqué pour sa propre supplantation. Dans un troisième moment il montre comme l´idée d´un messianisme porté à l´extrême peut être le mecanisme d´interprétation du temps présente. Comme unique temps que reste, la possibilité de réaliser l´état de exception, tel que propose Benjamin, est visualisé à partir du projet messianique. À travers ce projet la supplantation des categories limites de la pensée, tel que la Voix e le camp, pourra être pensé.
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Exercício de ontologia do presente

Oliveira, Gabriela Dias de 2006 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Filosofia. O presente ensaio parte da idéia foucaultiana de uma ontologia do presente ou ontologia histórica de nós mesmos para mapear o campo das relações entre política, direito, economia e moral na atualidade. Aceitando o pressuposto de que é preciso conhecer a realidade antes de querer transformá-la, o exercício ontológico proposto por Michel Foucault articula-se em três eixos fundamentais: o da enunciação do verdadeiro, o dos efeitos (mais políticos que epistemológicos) de uma verdade enunciada, o dos modos da relação de si consigo mesmo (processos de subjetivação). No cerne da filosofia política -e de algum modo conferindo unidade a um projeto tão vasto como o foucaultiano-, está o problema do governo dos seres humanos a partir e através da produção de verdades: o regime de produção do verdadeiro e do falso atuando na maneira como os seres humanos se governam, se dirigem, se conduzem a si mesmos e aos demais. Ao cabo desta análise, percebe-se que o pólo ao qual a resistência há de fazer face, hoje, é sobretudo um modo de existência -o que levanta a suspeita de uma coincidência entre sujeição e subjetivação na configuração ontológica contemporânea, a que Foucault nomeou biopolítica. O conceito de biopolítica designa a lógica ou a racionalidade que preside, desde o século XVIII, as técnicas de governo dos vivos. Objeto da segunda parte deste ensaio, tais técnicas põem em jogo uma lógica de majoração da vida, aplicando-se a indivíduos e populações de modo a coordenar e controlar suas forças. Isto significa que a biopolítica mobiliza a política, a economia, a moral, a ciência e o direito a fim de estruturar, ordenar e gerir indivíduos e populações: gestão calculista da vida humana, a biopolítica designa, enfim, uma arte de governar que, como tal, confunde-se inteiramente com o liberalismo. O domínio das artes de governar é evocado por Foucault a fim de apreender as diversas maneiras de racionalizar a prática governamental no exercício da soberania política.
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Uivos em favor de uma imagem sadeana

Burg, Edson 2012 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 2012. A pesquisa objetiva fazer dialogar o marquês de Sade com o cinema a partir da formação de um conceito de imagem sadeana, distinguindo-a radicalmente do sadismo, entendido mais como representação, absorção de imagens chocantes pelo senso comum. Para isso, leio, principalmente, além de Sade e alguns comentadores (Klossowski, Deleuze, Barthes, Foucault, Bataille e Lacan), os conceitos de (1) de imagem em vias de significar (sem imagem), em Agamben (lendo Debord); (2) de imagem-cristal em Deleuze; e (3) de imagem sem fundo (como violência) em Nancy. Sugiro então a imagem sadeana, a partir desses três parâmetros, como ataque violento à moral, porém feito pretensamente de fora da moral, a partir da Genealogia nietzscheana, da biopolítica (Foucault/Agamben) e do fim do humanismo (nas leituras que Agamben e Sloterdijk fazem de Heidegger). Tento então encontrar a imagem sadeana em Saló ou os 120 dias de Sodoma, de Pier Paolo Pasolini; O porteiro da noite, de Liliana Cavani; Café Flesh, de Stephen Sayadian; e Anticristo, de Lars von Trier.
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Biopolítica e direito

Souza, Helder Félix Pereira de 2013 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Jurídicas, Programa de Pós-Graduação em Direito, Florianópolis, 2013. Esta pesquisa aborda a tese de Agamben cujo paradigma da biopolítica atual é a do campo, onde a vida nua encontra-se no centro das decisões do poder soberano sob um estado de exceção permanente. Em que a natureza existencial da política e do Direito encontram-se diretamente vinculadas, frente à peculiaridade biopolítica do poder soberano em expor a vida à violência e ao poder da morte. Neste caso, a inquietação que conduziu esta dissertação partiu do intuito de apreender as constatações da leitura biopolítica atual proposta por Agamben, utilizando desta perspectiva para analisar sua possível manifestação no poder judiciário, destacando seu funcionamento que, de algum modo, confirmam e o reforçam os espaços biopolíticos da atualidade. Para isso a pesquisa foi dividida essencialmente em quatro partes, na qual as duas primeiras são para a compreensão conceitual e as outras duas funcionam como aplicação e constatação dos conceitos. Assim, primeiramente serão percorridas as obras de Hannah Arendt e Foucault para relacionar a questão da política e da vida. O momento em que a política passa a tratar da mera vida biológica, o que para Foucault passa a ser biopolítica, e para Hannah Arendt, deixa de ser política. Mas também, de uma maneira breve, a questão do domínio totalitário e do campo de concentração. Em segundo lugar, desenvolve-se a perspectiva biopolítica de Agamben. Para isso são feitas algumas distinções dos conceitos de biopolítica, poder soberano, estado de exceção, vida nua, homo sacer e campo. Na terceira parte é feita uma análise de nossa sociedade de risco atual, destacando para isso a exposição aos riscos de morte nos acidentes automobilísticos, que atualmente matam mais do que as guerras. E na quarta parte são destacados casos de acidentes com vítimas que recorrem ao judiciário com pedido de indenização por dano irreparável (especificamente danos morais), em que o juiz terá de realizar um cálculo para determinar valores às partes do corpo lesado ou à própria morte da vítima. Assim como, de maneira breve, a repercussão no legislativo e executivo, com o intuito de criar leis que 'tabelam' precisamente os valores do corpo humano. Nesta análise, será utilizada a perspectiva biopolítica traçada por Agamben, com o intuito de constatar e compreender seu funcionamento nos acontecimentos mais banais do judiciário, consequentemente no Direito atual. Por fim a conclusão, que sintetiza a ideia geral das constatações desta pesquisa e o vislumbre de uma possível saída desse poder sobre a vida, característica da bipolítica atual, através do poder da vida. Como possibilidade de um novo Direito que potencialize novas formas de vida ao invés de uniformizá-las.
Abstract : This research approaches Agamben's thesis of that current paradigm of biopolitics is the field in which bare life is at the center of the decisions of the sovereign power in which the state of exception has become the rule. The existential nature of the politics and also of the law are directly connected to the peculiarity of biopolitics and the sovereign power to expose the lives to violence and the power of death. In this case, the unrest that led this dissertation came from trying to understand the findings of the current biopolitics reading proposed by Agamben and use this perspective to analyze your manifestation in the judiciary highlighting his contribution that somehow confirms and reaffirms the space of biopolitical today. For that, this research was essentially divided into four parts, in which the first two are for the conceptual understanding and the another two operate as application and verification of the concepts. So, firstly will be covered the works of Hannah Arendt and Foucault for relate the issue of politics and life. The moment in which the politics treats the mere biological life, which for Foucault becomes biopolitics, and for Hannah is no longer political. But also, in a brief way, the question of totalitarian rule and the concentration camp. Secondly develops the perspective of biopolitics Agamben. For this some conceptual distinctions are made about the concept of biopolitics, sovereign power, state of exception, bare life, homo sacer and camp. The third part is an analysis of our current risk society, emphasizing that the exposure to the risk of death in automobile accidents currently kills more than wars. And in the fourth part are highlighted cases of accidents with victims who resort to the judiciary to claim indemnification for irreparable harm (specifically moral damages), in which the judge must perform a calculation to determine values for the body parts injured or for the own death of victim. As well as, briefly, the impact on the legislative and executive in order to create laws that are 'tabulated' precisely the values of the human body. This analysis uses the biopolitical perspective described by Agamben in order to observe and understand its operation in the most banal events of the judiciary, consequently in the current law. Finally a conclusion that summarizes the overview of the findings of this research and the glimpses of a possible output of this power over life, characteristic of the current biopolítical, through the power of life. As the possibility of a new Right that potentializes new forms of life rather than standardize them.
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A indústria cultural como dispositivo biopolítico

Albino, Beatriz Staimbach 2009 (has links)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Desportos. Programa de Pós-Graduação em Educação Física. Este trabalho disserta sobre aproximações possíveis entre os pensamentos de Michel Foucault e Theodor W. Adorno, tomando como mote de análise os diagnósticos do presente por eles empreendidos, e que se materializam respectivamente nos conceitos de biopolítica e indústria cultural. A pesquisa, cujo caráter é teórico, explora a problemática das estratégias de subjetivação apontadas pelos autores, e o que essas ensejam, um controle da vida. Este se refere à redução da subjetividade ao que é meramente biológico, e ao adentramento da lógica econômica para o âmbito do privado. O trabalho foi dividido em três partes. Na primeira discorre-se sobre o conceito de biopolítica em Foucault, primeiramente apontando para a localização desse tema em seu pensamento, e em seguida expondo a "moldura" da biopolítica, o liberalismo e o neoliberalismo, em relação com outras facetas da biopolítica indicadas por Foucault ao longo de sua obra. Na segunda parte do trabalho, depois de uma breve explicação sobre o conceito de indústria cultural, argumenta-se sobre sua característica de dispositivo biopolítico, identificada na existência das massas/população como objeto de investimento econômico, na predominância de um "controle-estimulação" que normaliza os corpos e as condutas e que incita à realização pelo próprio indivíduo de um controle da vida, assim como na convergência sobre o investimento na massas/população a partir das variáveis do meio. Ainda nessa seção, apresenta-se, entre outras, as divergências sobre os efeitos neoliberais da concorrência, em Foucault e Adorno. No último capítulo é reorganizado e reavaliado material empírico de investigações anteriores - manuais de embelezamento feminino da década de quarenta do século passado (Página Femina) e dos anos dois mil (Revista Boa Forma) -, tomando-o como exemplares dos argumentos teóricos desenvolvidos, o que dá a ele certa autonomia em relação a outras partes do texto. Nas considerações finais, ressalta-se as proposições elaboradas ao longo do trabalho, sobretudo a sutileza e positividade das estratégias de subjetivação e a totalização das massas ao denominador comum do meramente biológico. Enfatiza-se a importância do desejo e do medo para a condução das condutas no sentido de uma normalização; algo muito marcante no diagnóstico adorniano, mas que indiretamente se apresenta na noção (ou "cultura") de perigo e no "controle-estimulação" descritos pelo autor francês. Em sentido complementar a essa questão, salienta-se a compreensão do corpo como meio histórico-natural, constituindo-se como uma das variáveis mais importantes de controle das massas. Ressalta-se ainda a importância da dinâmica da indústria cultural, sobretudo na redução do sujeito a um dos fenômenos específicos da população: a economicidade, ao ser o indivíduo induzido a permanecer no âmbito da oikonomia, por meio das infinitas necessidades (de consumo) produzidas e enfaticamente indicadas como essenciais para a existência, bem como pelo caráter de modelo que o princípio econômico adquire para com as relações humanas. Aponta-se como novas propostas de pesquisa, a concepção de vida no pensamento de Adorno, e a relação entre a concepção de feminino presente em sua obra e os Estudos de Gênero.

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