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Dor crônica ou um corpo deprimido? : reflexões sobre as dimensões psicológicas da dor corporal na contemporaneidade

Maria do Socorro Gonçalves Formiga 31 May 2010 (has links)
A dor crônica é um importante problema de saúde pública contemporâneo, assim como a crescente demanda por serviços de saúde e recursos tecnológicos para a abordagem das diversas dimensões envolvidas na incapacidade e no sofrimento resultante. Nos últimos anos, o estudo da dor e da depressão tem contribuído com mudanças profundas na compreensão da dinâmica e complexidade do sistema nervoso; tem impulsionado o reconhecimento da importância das dimensões sócio-culturais e psíquicas na experiência e expressão do fenômeno doloroso, além de ter proporcionado a diversificação de recursos terapêuticos mobilizados nesse cuidado. Essa realidade instigadora foi despertando o interesse em aprofundar os conhecimentos nessa área, de modo que a realização desta pesquisa teve como objetivo geral investigar a dor crônica no contexto contemporâneo e sua relação com sintomas depressivos. Para a pesquisa de campo, elegemos cinco pacientes diagnosticados como portadores de dor crônica e depressão, encaminhados pela equipe médica de uma Clínica da Dor da cidade de João Pessoa, Paraíba, os quais foram acompanhados através da escuta terapêutica, com um encontro semanal, com duração de cinqüenta minutos, por um período de até dez meses. Os dados coletados foram analisados e interpretados, a partir do referencial psicanalítico, considerando a relação entre a linguagem somática do corpo na dor crônica e na depressão, compreendendo sua dimensão psíquica no contexto de suas histórias de vida. Entre os resultados encontrados, destacaram-se o sentimento de desamparo e a demanda por cuidado, a convocação do corpo no processo de elaboração psíquica, a necessidade de reconhecimento através da experiência dolorosa, as vivências marcantes de perdas, interferências na dinâmica familiar e os benefícios secundários dos sintomas dolorosos. O traço depressivo e o caráter paralisante da dor estiveram presentes em todos os participantes, identificados através de aspectos como isolamento social, improdutividade, sentimento de vazio, pulsão de morte, baixa auto-estima, sentimento de desesperança e aceitação do papel de ser doente como característica de sua auto-identificação. Dessa forma, esperando ter contribuído para o aprofundamento da temática abordada, podemos concluir que, apesar das controvérsias na relação dor crônica/corpo deprimido, a dor esteve sempre associada à depressão / Chronicle pain is an important contemporary public health problem, as well as the increasing demand for health care services and technological resources to improve the approach of several factors involved in the consequential incapacity and suffering. In the last years, the study of pain and depression has contributed to deep changes in the comprehension of the nervous system dynamics and complexity; it has raised the recognition of the importance of social, cultural and psychological factors for the experience and expression of pain, and, besides that, it has diversified therapeutic care resources. This exciting reality has raised the interest to deepen the knowledge in this area and, therefore, the research had as main objective to investigate chronicle pain and its relation to depressive symptoms in the contemporary context. For fieldwork, we have elected five patients with chronicle pain and depression diagnosis, who were sent by the medical team of a Pain Clinic in João Pessoa city, Paraíba state. They were monitored through a therapeutic listening weekly, with fifty minutes for each session, for up to ten months. Collected data were analyzed and interpreted from a psychoanalytical perspective, considering the body somatic language in chronicle pain and in depression, trying to understand psychological factors in the context of these peoples life stories. Among several results, it is possible to highlight feelings of abandonment and the need for care, the involvement of the body in the process of psychological elaboration, the need for recognition through the experience of pain, marked losses, interferences in family dynamics and secondary benefits of painful symptoms. The depressive trace and the paralyzing character of pain were present in all participants, identified through aspects such as social isolation, unproductiveness, and feelings of emptiness, death drive, low self-esteem, hopelessness and acceptance of the sick person role as characteristic of self-identification. In this way, we expect to contribute to deepen this thematic and we can conclude that, despite the chronicle pain/depressive body controversial relation, pain has always been associated to/with depression
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A ética do cuidado em contexto de dor crônica: possibilidade de corresponsabilização entre estado e família

Lisboa, Lívia Vieira 28 October 2016 (has links)
Submitted by Ana Carla Almeida (ana.almeida@ucsal.br) on 2018-04-19T15:20:36Z No. of bitstreams: 1 DISSERTACAOLIVIALISBOA.pdf: 4880367 bytes, checksum: 54832b0724d94c92cb168cf7ed9a6626 (MD5) / Approved for entry into archive by Rosemary Magalhães (rosemary.magalhaes@ucsal.br) on 2018-04-25T14:44:44Z (GMT) No. of bitstreams: 1 DISSERTACAOLIVIALISBOA.pdf: 4880367 bytes, checksum: 54832b0724d94c92cb168cf7ed9a6626 (MD5) / Made available in DSpace on 2018-04-25T14:44:44Z (GMT). No. of bitstreams: 1 DISSERTACAOLIVIALISBOA.pdf: 4880367 bytes, checksum: 54832b0724d94c92cb168cf7ed9a6626 (MD5) Previous issue date: 2016-10-28 / Sob a égide da Teoria Crítica, o presente trabalho observou, de modo ampliado, a saúde inserida nos Direitos Fundamentais Humanos e sua devida proteção legal. Neste contexto, estudou-se as políticas de proteção ao sujeito com dor crônica a partir da análise da Portaria GM/MS nº. 1.319/02 que aborda a implantação de clínicas da dor e cuidados paliativos. Analisou-se o cuidado do Estado e família no sujeito em contexto de dor crônica em diálogo com a implantação de políticas públicas e educação, no atual estágio da crise do capital, discutindo as teorias da dor, a noção de ética do cuidado na família, numa perspectiva dicotômica da relação entre o público e o privado na família, e suas consequências na proteção da saúde, em que, no âmbito da dor crónica, gera custos financeiros e impactos sociais para a Sociedade e o Estado. Para tanto, realizou-se uma análise documental a partir dos documentos produzidos pela SBED, IASP e APED publicados em seus websites oficiais, bem como da legislação constitucional, portarias, decretos, documentos internacionais de proteção à dor crônica. Realizou-se um levantamento de dados, catalogando-se as clínicas da dor crônica com base nos centros de dor cadastrados no sítio eletrônico da Sociedade Brasileira da dor, confrontando tais informações com os dados levantados nas Secretarias Estaduais de Saúde e nos Ministérios Públicos dos estados federativos do Brasil. A partir de então, procurou-se nos websites dos Tribunais Superiores o quantitativo de processos que tenham sido causa para a ação judicial o descritor ‘dor crônica’, observando-se, neste sentido, a judicialização da dor. Ademais, catalogou-se os custos financeiros para o Estado em decorrência de benefícios previdenciários concedidos aos sujeitos em decorrência de doença ou incapacidade laborativa. Observou-se que existem Unidades Federativas com ampliação de atendimento, acesso, informação e clínicas de dor para a população, concentradas em sua maioria no Sul e Sudeste do Brasil, enquanto que em regiões como Norte e Nordeste do país não só o quantitativo de clínicas de dor que atendem a população é pífio, mas também as informações sobre elas. Percebeu-se que, de modo geral, as informações são desencontradas e que a quantidade existente de clínica de dor e cuidados paliativos que atender pelo SUS é inferior àquela proposta pela legislação. Observou-se também que quando não há o cuidado efetivo por parte do Estado com os sujeitos com dor crônica há a judicialização da dor ou necessidade de assistência previdenciária, resultando em um ciclo vicioso de descuido, dor e sofrimento. Por fim, discutiu-se a ética da alteridade como “novo” paradigma para olhar o ser humano, propondo a qualidade de vida para a emancipação do humano a partir da educação como eixo principal para a dignidade da pessoa humana. / Under the aegis of Critical Theory, this paper noted in an amplified way the health inserted in the Human Fundamental Rights and its appropriate legal protection. In this context, we studied the policies to protect the subject with chronic pain from the analysis of the Ordinance GM / MS n. 1,319 / 02 which addresses the implementation of clinical pain and palliative care. Analyzed the care of the State and family with the subject in the context of chronic pain in a dialogue with the implementation of public policies and education at the stage of the capital crisis, discussing the theories of pain, the notion of ethics of care in the family, a dichotomous view of the relationship between the public and the private in the family and it´s consequences on health protection, which, in the context of chronic pain, generates financial costs and social impacts on the society and the State. Therefore, we carried out a documentary analysis from the documents produced by SBED, IASP and APED published on their websites, as well as the constitutional laws, ordinances, decrees, international document protection to chronic pain. We conducted a survey data, clinical chronic pain cataloging based on registered pain centers on the website of the Brazilian Society of pain, comparing this informations with the what was collected in the State Health Departments and the Public Prosecutions of the Federal Units from Brazil. From then on, it was also on the websites of the Superior Courts quantitative processes that have been cause for the lawsuit the descriptor 'chronic pain', noting in this regard the legalization of pain. Furthermore, it is cataloged, the financial costs to the State due to social security benefits granted to individuals as a result of illness or incapacity to work. It was observed that there are Federal Units with expansion of care, access, information and pain clinics for the population, concentrated mostly in southern and southeastern Brazil, while in regions such as North and Northeast of the country not only the quantitative clinics pain that meet the population is insignificant, but the information about them. It was noticed that, in general, the information is disparate and that the existing amount of clinical pain and palliative care to meet the SUS is lower than that proposed by the legislation. It was also observed that when there is effective care by the state with the subjects with chronic pain for the legalization of pain or need for welfare assistance, resulting in a vicious cycle of neglect, pain and suffering. Finally, we discussed the ethics of otherness as "new" paradigm to look at the human being, offering quality of life to the emancipation of the human from the education as the main axis for the dignity of the human person.
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Saúde mental de servidores públicos : avaliando um programa de intervenção para dor / Public worker’s mental health and quality of life : evaluating a chronic pain intervention protocol

Monteiro, Bárbara Kolstok 20 February 2015 (has links)
Submitted by Ronildo Prado (ronisp@ufscar.br) on 2016-09-20T14:31:30Z No. of bitstreams: 1 DissBKM.pdf: 1169423 bytes, checksum: 39b613f01adf2eeb7d14a31a1eae9b0d (MD5) / Approved for entry into archive by Ronildo Prado (ronisp@ufscar.br) on 2016-09-20T14:31:57Z (GMT) No. of bitstreams: 1 DissBKM.pdf: 1169423 bytes, checksum: 39b613f01adf2eeb7d14a31a1eae9b0d (MD5) / Approved for entry into archive by Ronildo Prado (ronisp@ufscar.br) on 2016-09-20T14:32:17Z (GMT) No. of bitstreams: 1 DissBKM.pdf: 1169423 bytes, checksum: 39b613f01adf2eeb7d14a31a1eae9b0d (MD5) / Made available in DSpace on 2016-09-20T14:32:26Z (GMT). No. of bitstreams: 1 DissBKM.pdf: 1169423 bytes, checksum: 39b613f01adf2eeb7d14a31a1eae9b0d (MD5) Previous issue date: 2015-02-20 / Não recebi financiamento / Pain disorders are usually related to lower level of general health, quality of life and poores work performance. Brazilian studies show that pain disorders have been described as the second or third leading cause of absence from work. Therefore this replication study was conducted to evaluate a brief intervention program developed by Nash et al (2004) that could be implemented in companies or organizations, which would represent an important advance in dealing with this problem. This study aimed to evaluate the effects of a brief intervention protocol, using behavioral and cognitive-behavioral techniques for administrative employees with chronic pain diagnoses. The impacts were evaluated along three dimensions: 1) self-perception of both pain and work impacts; 2) mental health indicators, including measures of depression, anxiety and stress; and 3) measures of functionality and quality of life. The study included five public service workers, between 36 and 61 years of age. Three women had been diagnosed with Fibromyalgia, one with Migraines and the other with neuritis. Time since diagnosis ranged from 2 to 7 years. The intervention was programmed using a multiple baseline procedure in four phases: 1) Baseline; 2) Module 1 (Psychoeducation about pain processes); 3) Module 2 (Relaxation Techniques); and 3) Module 3 (Stress and coping strategies). During the Initial Evaluations and over the course of the intervention, the following instrumentes were used: General Interview, Inventory of Stress Symptoms for Adults - Lipp (ISSL), Beck Depression and Anxietyies Inventory, FAST and the WHOQOL-BREF Scale. The Individual records showed a correlation between the intensity of pain and effectiveness in working conditions in general (r = 0.86, p <0.001) and for each of the participants. It was possible to observe the effect of the intervention at different times, for all participants. Initially, all participants had health care needs related to stress (four presented scores of resistance and one of almost exhaustion). Two had health care needs related to depression (P4 and P6) and two had process related to anxiety (P2 and P4). One participant (P4) had health care needs on all three measures. With regards to functionality, three respondents reported having difficulty in performing cognitive activities and one of the participants reported having difficulties in both controlling money and managing daily financial routines. The participants had average scores close to 50 points in the four areas assessed by the WHOQOL-BREF. Following the intervention, three of the five subjects had an increase in their total score for quality of life. Four participants also reported less difficulty with functionality, considering all the domains evaluated, with better performance observed in the autonomy domain. The strong points of the protocol were discussed along with challenges in its execution. Further research are needed to. / Os transtornos dolorosos são usualmente relacionados a perdas na saúde em geral, na qualidade de vida e do trabalho; processos dolorosos têm sido descritos como a segunda e terceira causa de afastamento do trabalho, em todo o País. Desta forma, programas de intervenções breves, replicando estudo anterior (Nash et al, 2004) que pudessem ser implementados nas próprias empresas ou organizações, podem representar avanços importantes para lidar com este problema. O presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos de um protocolo de intervenção breve, utilizando técnicas comportamentais e cognitivo-comportamentais, para funcionários administrativos de uma universidade pública, portadores de dor crônica. Foram avaliados impactos em três dimensões: 1) auto percepção da dor e do impacto no trabalho; 2) indicadores de saúde mental, particularmente depressão, ansiedade e estresse; e, 3) indicadores de funcionalidade e qualidade de vida. Participaram do estudo cinco funcionárias públicas, com idade variando entre 36 e 61 anos; três mulheres tinham o diagnóstico de Fibromialgia, uma Enxaqueca e uma Neurite. O tempo desde o diagnóstico variou de 2 a 7 anos. A intervenção foi programada utilizando um procedimento de linha de base múltipla, em quatro fases: 1) Linha de base; 2) Módulo 1 (Psicoeducação sobre dor); 3) Módulo 2 (Técnicas de Relaxamento); e 3) Módulo 3 (Estresse e estratégias de enfrentamento). Para avaliação inicial e ao longo do processo de coleta e intervenção foram utilizados: Roteiro da Entrevista, Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL), Inventário Beck de Depressão e de Ansiedade, Escala FAST e Inventário WHOQOL-BREF. Registros individuais mostraram uma relação entre a intensidade da dor e a pouca efetividade nas condições de trabalho em geral (r=0,86, p<0,000) e para cada uma das participantes. Foi possível observar o efeito da introdução da intervenção, em diferentes momentos, para todos os participantes. Na avaliação inicial, todos os participantes apresentaram indicadores de cuidado de saúde em estresse (quatro apresentando escore de resistência e um de quase exaustão). Duas apresentavam indicador de cuidado em depressão (P4 e P6) e duas em ansiedade (P2 e P4). Um participante (P4) apresentava indicador de cuidado em todas as condições. Quanto a funcionalidade três dos participantes relataram ter dificuldade no desempenho de atividades cognitivas e uma das participantes relata ter dificuldades no controle de dinheiro e aspectos financeiros diários. Os participantes apresentaram resultados médios próximos aos 50 pontos nos quatro domínios avaliados pelo WHOQOL-BREF. Ao final, três das cinco participantes apresentaram aumento no indicador total de qualidade de vida. Com exceção de P5 todas as participantes apresentaram menor dificuldade de funcionalidade na média de todos os domínios avaliados, sendo a autonomia o domínio com melhor desempenho. Foram discutidas as vantagens de protocolos como implementado, as dificuldades observadas na sua execução e propostas para estudos posteriores.
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Avaliação dos atributos em dor lombar crônica: descrição e intensidade de dor, qualidade de vida, incapacidade e depressão / Evaluation of attributes in chronic low back pain: description and intensity of pain, quality of life, disability and depression

Stefane, Thais 29 November 2012 (has links)
Made available in DSpace on 2016-06-02T19:48:20Z (GMT). No. of bitstreams: 1 4774.pdf: 1077157 bytes, checksum: 6a0bc189375fd59461d27beeb30f1953 (MD5) Previous issue date: 2012-11-29 / Universidade Federal de Minas Gerais / The chronic low back pain can cause a deficit in the quality of life, which commits daily activities, employment, social, leisure and causes emotional damage. This study justified the need for greater knowledge in the perception of chronic low back pain in our context and on its impact on daily life, reinforcing the importance of the measurement and assessment of pain in enabling the treatment effectiveness. This study aims to evaluate patients with chronic low back pain and specific objectives of socio-demographically that characterize these patients, to identify the level of quality of life, the level of disability, the level of depression, the intensity of perceived pain and characterize chronic low back pain through the pain descriptors and associate quality of life and pain intensity, quality of life and depression, depression and intensity of pain, disability and intensity of pain, disability and quality of life, disability and depression. A cross-sectional descriptive study was performed. The convenience sample consisted of patients treated as outpatients in a Pain Clinic of São Carlos, Brazil and everyone had the medical diagnosis of chronic low back pain. The data collection was accomplished by structured interviews using the following instruments: instrument to characterize demographic and socio-economic status of the patient; numeric scale (0-10) to measure the intensity of pain; BDI - Beck Depression Inventory for assess the level of depression; WHOQOL-BREF to assess quality of life, Roland-Morris Questionnaire for disability and the Multidimensional Pain Evaluation Scale (EMADOR) an instrument for descriptors of pain for the characterization of chronic pain. The study included 97 subjects, the pain intensity at the moment of interview was 5,4 (2,9) and the mean quality of life was 48,1 (24,2 ) points. The physical domain of quality of life was the most affected with 44,1 (21) points, the mean of disability was 14,4 (6) and the average score of depression was 15,3 (9,6), with 21,6% of the sample had some level of depression. There was a strong association between the physical domain of quality of life and disability. The associations between depression and pain intensity were considered weak. The associations between depression and quality of life domains showed moderate negative correlations with the physical and psychological domains of quality of life and between depression and disability correlated moderate positively. The descriptors that best describe the pain were classified as sensitive and evaluative. These findings indicate that people with chronic low back pain may possibly have other dimensions affected by pain that not only the physical, and thus, health professionals need to perform a comprehensive assessment of pain perception in order to propose their appropriate management. / A dor lombar crônica pode gerar um déficit na qualidade de vida, a qual compromete as atividades diárias, laborais, sociais, de lazer e ocasiona prejuízos emocionais. Este estudo justifica-se na necessidade de um maior conhecimento na percepção da dor lombar crônica em nosso contexto e sobre o seu impacto na vida diária, além de embasar a importância que a mensuração e avaliação da dor têm para possibilitar a eficácia do tratamento. Este estudo teve como objetivo geral avaliar os sujeitos com Dor Lombar Crônica e objetivos específicos caracterizar o perfil demográfico e socioeconômico dos sujeitos com Dor Lombar Crônica, identificar o nível de incapacidade, o nível de qualidade de vida, o nível de depressão, a intensidade de dor crônica percebida, caracterizar a Dor Lombar Crônica por meio de descritores de dor e associar qualidade de vida e intensidade de dor, qualidade de vida e depressão, depressão e intensidade de dor, incapacidade e intensidade de dor, incapacidade e qualidade de vida, incapacidade e depressão. Foi realizado um estudo descritivo com corte transversal. A amostra de conveniência foi constituída por pacientes atendidos ambulatorialmente em uma Clínica de Dor da cidade de São Carlos, sendo que todos apresentavam o diagnóstico médico de dor lombar crônica. A coleta dos dados foi realizada mediante entrevistas estruturadas por meio dos seguintes instrumentos: instrumento para caracterização demográfica e socioeconômica do paciente; escala numérica (0-10) para mensurar a intensidade de dor; questionário Roland-Morris para avaliar o nível de incapacidade, BDI - Inventário de Depressão de Beck para avaliar o nível de depressão; WHOQOL-BREF para avaliar a qualidade de vida e a Escala Multidimensional de Avaliação de Dor (EMADOR) para caracterização da dor crônica. Participaram do estudo 97 indivíduos, sendo que a média da incapacidade foi 14,4 (6), da intensidade de dor no momento da entrevista 5,4 (2,9) e da qualidade de vida 48,1 (24,2) pontos. O domínio físico da qualidade de vida foi o mais prejudicado com 44,1 (21) pontos e a pontuação média de depressão de 15,3 (9,6), sendo que 21,6% da amostra apresentaram indicativo de depressão. Houve associação forte entre o domínio físico e a incapacidade. As associações entre depressão e intensidade de dor foram consideradas fracas. As associações entre a depressão e os domínios da qualidade de vida apresentaram correlações negativas moderadas com a os domínios físico e psicológico da qualidade de vida e entre depressão e incapacidade apresentou correlação positiva moderada. Os descritores que melhor descreveram a dor foram classificados como sensitivos e avaliativos. Estes achados apontam que, possivelmente as pessoas com dor lombar crônica têm outras dimensões afetadas pela dor que não somente o físico, e desta forma, os profissionais da saúde necessitam realizar uma ampla avaliação da percepção dolorosa a fim de propor o seu manejo adequado.
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Investigação da fisiopatogenia de modelos de dor neuropática trigeminal em ratos

Oliveira, Fabricio Finamor de January 2016 (has links)
Neuralgia trigeminal (NT) é um tipo de dor neuropática orofacial intensa e debilitante sentida ao longo do nervo trigêmeo. Seu diagnóstico é meramente clínico, sem exames específicos, o que dificulta a presteza e eficácia do tratamento. O sintoma mais característico é alodínia mecânica relacionada à sensibilização central. Seu tratamento é farmacológico e/ou cirúrgico, no entanto pode trazer poucos benefícios e/ou importantes efeitos colaterais sem a garantia de remissão total dos sintomas. No tratamento farmacológico, os anticonvulsivantes são fármacos de primeira linha de tratamento, mas também são obtidas respostas de melhora com o uso de fármacos ansiolíticos e opioides. A dificuldade no tratamento da NT se deve, em parte, à falta de compreensão dos mecanismos envolvidos na geração da dor; sendo, desta forma, imprescindível a busca de um melhor entendimento da fisiopatologia da NT buscando identificar as vias envolvidas no processo de dor. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi avaliar o possível envolvimento das vias gabaérgica, glutamatérgica e opioidérgica na fisiopatogenia de um modelo de neuralgia trigeminal em ratos. A resposta nociceptiva dos animais foi avaliada por meio do teste de von Frey eletrônicoantes e após a administração de agonistas gabaérgicos e opioidérgico e de antagonista glutamatérgico. Além da a resposta nociceptiva, foram avaliados os níveis de fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) em gânglio trigeminal, tronco encefálico e córtex pré-frontal. Todos os procedimentos experimentais foram realizados na Unidade de Experimentação Animal (UEA), Unidade de Análises Moleculares e de Proteínas (UAMP) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). A indução da dor neuropática foi por constrição crônica do nervo infraorbitário (CCI-ION) proposto por Imamura em 1997 adaptado (Imamura Y., Kawamoto H., Nakanishi O. Charactherization of heat-hiperalgesia in experimental trigeminal neuropathy in rats. Exp Brain Res, 1997; 116: 97-103.). Para isso foram utilizados 112 ratos Wistar, machos divididos para o procedimento cirúrgico em 3 grupos: Controle Total, Dor e Sham. Quatorze dias após o procedimento cirúrgico, tempo necessário para o desenvolvimento da dor neuropática, realizamos dois protocolos e dividimos os grupos em: protocolo 1: controle veículo, cirurgia sham veículo, cirurgia sham agonista benzodiazepínico, cirurgia sham antagonista glutamatérgico, dor veículo, dor agonista benzodiazepínico, dor antagonista glutamatérgico; protocolo 2: controle veículo, cirurgia sham veículo, cirurgia sham agonista gabaérgico, cirurgia sham agonista opioidérgico, dor veículo, dor agonista gabaérgico, dor agonista opioidérgico. Os animais dos grupos sham sofreram apenas incisão cirúrgica, sem constrição do nervo. Durante o procedimento cirúrgico a indução anestésica foi feita com cetamina (50mg/kg) e xilazina (5mg/kg) e a manutenção, com isoflurano 2-3%. O controle da dor pós-operatória foi obtido com cloridrato de tramadol (10mg/kg) no intervalo de 12h por 48h. A resposta hiperalgésica mecânica (von Frey) foi avaliada antes da indução do modelo (medida basal), 7 e 14 dias após cirurgia, pré-administração dos fármacos, 15,30 e 60 minutos após administração dos fármacos: veículo - solução salina; agonista benzodiazepínico – diazepam (2 mg/kg); antagonista glutamatérgico - MK- 801 (0,25mg/Kg), agonista opioidérgico – morfina (5,0 mg/kg) e agonista gabaérgico – fenobarbital (100mg/kg). Os dados foram analisados por Equações Estimativas Generalizadas e expressos em média+EPM. Todos os procedimentos foram aprovados pelo CEUA/HCPA e CEUA/UFRGS sob número: 14-0604 e 29310, respectivamente. Inicialmente foram realizados testes para verificação do modelo de dor, foi observado que 14 dias após cirurgia de constrição do nervo infraorbitário, os animais do grupo dor apresentaram redução nos limiares de retirada da face no teste de von Frey facial comparado aos grupos controle e sham [GEE: interação grupo x tempo (Waldχ2=15,81; 2, P<0,05)]. Após o estabelecimento do modelo, foram realizados testes nociceptivos para avaliação das vias envolvidas na neuralgia trigeminal, observou-se interação grupo x tempo (Wald _2=175,74;18, P<0,01). No protocolo 1, os animais do grupo dor que receberam agonista benzodiazepínico (diazepam) apresentaram aumento no limiar nociceptivo a partir de 15 minutos após administração e este resultado permaneceu por até 60 minutos. Os animais do grupo dor que receberam antagonista glutamatérgico (MK-801) apresentaram aumento no limiar de retirada da face somente na avaliação realizada 60 minutos após a administração do fármaco. No protocolo 2, análise estatística mostrou interação entre as variáveis tempo x grupo (Wald χ2=657,53;18, P<0,01), os animais do grupo dor que receberam fenobarbital apresentaram aumento no limiar nociceptivo a partir de 15 minutos após administração e este resultado permaneceu por até 60 minutos. Por outro lado, os animais que receberam morfina apresentaram um aumento no limiar nociceptivo significativamente maior que os animais que receberam fenobarbital, no entanto ambos os fármacos reverteram a hiperalgesia induzida pela exposição ao modelo de dor. Na análise bioquímica, em córtex e tronco encefálico foi observado aumento nos níveis de BDNF tanto nos animais submetidos ao modelo de NT quanto aos que foram expostos a cirurgia sham (ANOVA de uma via/SNK, F(2,22)=13,46; F(2,25)=6,08, P<0,05, respectivamente. Em nível periférico foi observado aumento nos níveis de BDNF em gânglio trigeminal nos animais submetidos ao modelo de NT (ANOVA de uma via/SNK,F(2,22)=4,09; P<0,05). Em soro não foi observada diferença nos níveis de BDNF entre os grupos (ANOVA de uma via, P>0,05). Com base nos resultados encontrados, este estudo sugere que há o envolvimento das vias gabaérgica, glutamatérgica e opioidergica no processamento da dor neuropática orofacial (neuralgia trigeminal) sugerindo que há funcionalidade dos receptores testados. No entanto, estes agonistas gabaérgicos não induziram analgesia nos animais controles e cirurgia sham sugerindo uma alteração na liberação ou na síntese de GABA nos animais com NT. Neste estudo, não foram realizadas análises de expressão e quantificação de receptores, apenas avaliou-se a resposta nociceptiva e os níveis de BDNF centrais e periféricos. De acordo com estes achados a via gabaérgica teve uma resposta mais rápida que a via glutamatérgica. Alguns estudos demonstram que os receptores glutamatérgicos estão localizados em fibras não mielinizadas na periferia isto pode justificar o atraso na resposta dos animais que receberam antagonista glutamatérgico em nosso estudo. Quanto aos níveis de BDNF observamos que há um aumento desta neurotrofina nos animais submetidos ao modelo de NT sugerindo um envolvimento deste neuromodulador em eventos neuroplásticos da NT. / Trigeminal neuralgia (TN) is a type of intense and debilitating orofacial neuropathic pain felt along the trigeminal nerve. The diagnosis is purely clinical, without specific tests, which makes the promptness and effectiveness of treatment. The most characteristic symptom is mechanical allodynia related to central sensitization. Its treatment is pharmacological and / or surgical treatment, however can bring few benefits and / or significant side effects without the guarantee of complete remission of symptoms. In drug treatment, the anticonvulsant drug are first-line treatment, but also enhances responses are obtained with the use of anxiolytic drugs and opioids. The difficulty in treating NT is due in part to the lack of understanding of the mechanisms involved in the generation of pain; It is thus essential to search for a better understanding of the pathophysiology NT seeking to identify the pathways involved in pain process. Thus, the aim of this study was to evaluate the possible involvement of GABAergic pathways, glutamatergic and opioidergic in the pathogenesis of a model of trigeminal neuralgia in rats. The nociceptive response of the animals was assessed using the von Frey test eletrônicoantes and after administration of opioid agonists and GABAergic and glutamatergic antagonist. In the nociceptive response was evaluated derived neurotrophic factor levels in the brain (BDNF) in the trigeminal ganglia, brainstem, and prefrontal cortex. All experimental procedures were performed in the Animal Experimentation Unit (UEA), Unit of Analysis and Molecular Protein (UAMP) Porto Alegre Clinical Hospital (HCPA). The induction of neuropathic pain was by chronic constriction of the infraorbital nerve (CCI-ION) proposed by Imamura in 1997 adapted. For that they were used 112 male Wistar rats divided into the surgical procedure into 3 groups: Full Control, Pain and Sham. Fourteen days after surgery, time required for the development of neuropathic pain, performed two protocols and divided groups: Protocol 1: vehicle control, sham surgery vehicle, sham surgery benzodiazepine agonist, sham surgery glutamatergic antagonist, vehicle pain, agonist benzodiazepine pain and antagonist glutamatergic pain. Protocol 2: vehicle control, vehicle sham surgery, sham surgery gabaergic agonist, sham surgery opioid agonist, vehicle pain, gabaergic agonist pain, opioid agonist pain. The animals of the sham group underwent only surgical incision without nerve constriction. During surgery anesthesia was induced with ketamine (50 mg / kg) and xylazine (5 mg / kg) and maintained with isoflurane 2-3%. The control of postoperative pain has been obtained with tramadol hydrochloride (10mg / kg) at 12h intervals for 48 hours. The mechanical hyperalgesic response (von Frey) was assessed before induction model (baseline measurement), 7 and 14 days after surgery, pre-administration of drugs, 15,30 and 60 minutes after drug administration: Vehicle - saline; benzodiazepine agonist - diazepam (2 mg / kg); glutamatergic antagonist - MK-801 (0.25mg / kg), opioid agonist - Morphine (5.0 mg / kg) and gabaergic agonist - phenobarbital (100 mg / kg). Data were analyzed by Equation Generalised Estimates and expressed as mean ± SEM. All procedures were approved by CEUA / HCPA and CEUA / UFRGS under number: 14-0604 and 29310, respectively. Initially tests were carried out to verify the pain model, it was observed that 14 days after infraorbital nerve constriction surgery, animals pain group showed a reduction in the face withdrawal thresholds to von Frey facial test compared to control and sham groups [ GEE: group x time interaction (Wald 2 = 15.81; 2, P <0.05)]. After the model category, nociceptive tests were performed to assess the pathways involved in the trigeminal neuralgia, observed group x time interaction (Wald _2 = 175.74; 18 P <0.01). In protocol 1, the animals in the group who received pain benzodiazepine agonist (diazepam) showed an increase in nociceptive threshold from 15 minutes after administration and this result remained for up to 60 minutes. Animals of group pain that received glutamate antagonist (MK-801) showed an increase in the withdrawal threshold of the face only in the assessment was performed 60 minutes after drug administration. In protocol 2, statistical analysis showed interaction between the variables time x group (Wald χ2 = 657.53; 18, P <0.01), the animals showed increased nociceptive threshold from 15 minutes after administration of phenobarbital and morphine and this result remained for up to 60 minutes. On the other hand, animals receiving morphine showed an increased nociceptive threshold significantly higher in the animals receiving phenobarbital, however both drugs reversed hyperalgesia induced by exposure to pain model. In biochemical analysis, cortex and brainstem was observed increase in BDNF levels in both animals subjected to NT model and those who were exposed to sham surgery (one-way ANOVA / SNK, F (2,22) = 13.46 ;. F (2,25) = 6.08, P <0.05, respectively, at the peripheral level increase was observed in BDNF levels in trigeminal ganglion of animals subjected to the NT model (one-way ANOVA / SNK F ( 2,22) = 4.09; P <. 0.05). In serum was no difference in BDNF levels between groups (one-way ANOVA, P> 0.05) based on the results, this study. suggests that there is involvement of gabaergic pathways, glutamatergic and opioidergic processing orofacial neuropathic pain (trigeminal neuralgia) suggesting that there is functionality of the tested receptors. However, these GABAergic agonists did not induce analgesia in control animals and sham surgery suggesting a change in release or GABA synthesis in animals with NT. in this study, were not realized expression analysis and quantification of receptors, only evaluated the nociceptive response and the central and peripheral levels of BDNF. According to these findings, gabaergic pathways had a faster response than glutamatergic pathways. Some studies have shown that glutamate receptors are located in non-myelinated fibers in the periphery that can justify the delay in the animals that received glutamatergic antagonist in our study. As for BDNF levels we observed that there is an increase of this neurotrophin in animals subjected to NT model suggesting an involvement of this neuromodulator in neuroplastic events NT.
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Adaptação e validação para o português do Brasil da escalas de catastrofismo em crianças com e sem dor crônica

Schneider, Larissa January 2016 (has links)
Base Teórica: A prevalência de dor crônica na infância é bem documentada e estima-se que atinja entre 20 a 35% da população pediátrica, podendo causar enorme sofrimento em seus portadores, inaptidões pessoais e ser acompanhada de sintomas emocionais importantes. O manejo dessas criancas inclui a compreensão dos fatores biomecânicos, psicológicos e socioculturais associados ao seu contexto. Dentre os fatores psíquicos o pensamento catastrófico sobre a dor, definido como uma resposta negativa exagerada a mesma, tem sido identificado como uma estratégia adaptativa às circunstâncias. A escala de avaliação do pensamento catastrófico em crianças - Pain Catastrophizing Scale – child version (PCS-C), adaptada da escala para adultos, já está validada em diferentes línguas, no entanto, pouco se sabe sobre o catastrofismo em crianças brasileiras. Objetivos: O objetivo desse estudo é validar e adaptar a PCS-C para o português do Brasil, examinar as propriedades psicométricas, bem como a estrutura fatorial da escala, e sua correlação com a dor e suas consequências em crianças com e sem dor crônica. Métodos: A versão em português do Brasil foi modificada por um grupo de especialistas a fim de torná-la apropriada para aplicação em crianças entre 7-12 anos. Para avaliar as propriedades psicométricas, 100 crianças (44 com dor crônica e 56 saudáveis) responderam a versão brasileira da PCS-C (BPCS-C). Também foram questionadas quanto aos níveis de dor e quanto à capacidade funcional durante atividades da prática de educação física na escola. Ainda, amostras de saliva foram passivamente coletadas a fim de se medir o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF). O subgrupo de crianças com dor crônica foi recrutado dos ambulatórios de gastro pediatria, oncologia e reumatologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e o subgrupo de crianças saudáveis foi recrutado de uma escola pública. Resultados: O estudo mostrou uma boa consistência interna do instrumento (alfa de Crombach: 0,81 para o escore total da BPCS-C). Tanto a análise paralela, quanto a análise fatorial exploratória identificaram 2 dimensões (fatores) no instrumento. A análise fatorial confirmatória apresentou os melhores valores de ajustamento (CFI, confirmatory fit-index) quando comparada a outros modelos já existentes. Os escores totais da BPCS-C não diferiram entre as crianças com dor crônica e as saudáveis. No entanto, a dificuldade progressiva de realizar as atividades da Educação Física na escola foi associada com o catastrofismo (p=0,019) nos pacientes com dor crônica. BDNF salivar apresentou fraca associação (r=0,27 p=0,012) com o catastrofismo. Conclusão: Os resultados suportam a validade e confiabilidade da BPCS-C. A estrutura de 2 fatores apresentou adequado ajustamento podendo ser usada, mesmo que diferindo do número de fatores da escala original, pois escore total é o valor mais utilizado para composição do diagnóstico. A ausência de diferença entre os escores nas crianças doentes e saudáveis sugere a necessidade de estudos mais profundos sobre a catastrofização em crianças e a necessidade de instrumentos específicos, e não apenas adaptação daqueles utilizados em adultos. / Introduction: The prevalence of chronic pain in childhood is well documented and is estimated to reach 20 and 35% of the pediatric population. Chronica pain can cause enormous suffering, personal miscarriages and it can be accompanied by important emotional symptoms. The management of these children includes understanding the biomechanical, psychological and sociocultural factors associated in this context. Among the psychic factors, catastrophic thinking about pain is identified as an adaptive strategy to the circumstances. The instrument for catastrophic thinking evaluation in children - Pain Catastrophizing Scale - child version (PCS-C), adapted from the scale for adults, is already validated in different languages, however little is known about catastrophism in Brazilian children. Objectives:. With this cross-sectional study, we aim to adapt the Brazilian version of the PCS-C (BPCS-C) and to examine the psychometric properties and factorial structure of the scale for children with and without chronic pain. Methods: The Brazilian version of the PCS-C was modified by a group of experts to appropriate it for children between 7-12 years. To asses the psychometric properties of the version, 100 children (44 with chronic pain and 56 healthy children) answered the BPCS-C, the visual analog scale and one functional school activity question. It was also collected a passive salivary sample to measure BDNF. The chronic pain children sample was recruited from the gastropediatric, oncologic, and reumatologic ambulatories at a tertiary hospital and the healthy children from a fifth grade public school. Results: We observed good internal consistency (Cronbach’s value of 0.81 for the total BPCS-C). Both parallel analysis and exploratory factorial analysis retained 2 factors for instrument dimensions. The confirmatory factorial analysis presented the best adjustment values (CFI, confirmatory fit-index) when compared to other existing pre-existing models. BPCS-C total scores were not diferente between chronic pain and healthy children. However, the progressive difficulty of performing physical education activities at school was associated with catastrophism (p = 0.019) in patients with chronic pain. 6 Salivary BDNF presented a weak association (r = 0.27 p = 0.012) with catastrophism. Discussion: The results support the validity and reliability of BPCS-C. The 2-factors structure presented an adequate adjustment and can be used for brazilian children population. Although different from the number of factors of the original scale, the instrument measured the most used value for diagnosis, total score. The lack of difference between scores in chronic pain and healthy children suggests the necessity of further studies on catastrophizing in children, as well as for specific instruments, instead of simple adaptation of those used in adults.
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Avaliação pré-clínica da utilização de potenciais terapêuticos no tratamento de dor inflamatória crônica

Laste, Gabriela January 2013 (has links)
Introdução: Os quadros de dores crônicas são prevalentes, relacionados a alterações físicas e psicológicas, que induzem prejuízos na qualidade de vida. Mais especificamente, a dor inflamatória crônica caracteriza-se por desencadear sustentada hiperexcitabilidade de neurônios no corno dorsal da medula espinhal. O processo nociceptivo da dor crônica inflamatória reduz a atividade do sistema melatonérgico que pode estar associada com dessincronização dos ritmos biológicos. Objetivo: Avaliar o uso pré-clínico de novas opções terapêuticas (melatonina e ETCC) para o tratamento de dor inflamatória crônica. Métodos: A inflamação crônica foi induzida por uma injeção de Adjuvante completo de Freund (ACF). No primeiro experimento, os ratos receberam 60 mg/kg de melatonina ou de veículo (1% de álcool em soro fisiológico), por via intraperitoneal, por três dias consecutivos. No segundo experimento, quinze dias após a injeção os animais foram tratados com injeção intraperitoneal (ip) de dexametasona (0,25 mg/kg) ou seu veículo (solução salina) por 8 dias. No terceiro experimento, os animais foram tratados com dexametasona (0,25 mg/kg) ou seu veículo, melatonina (50 mg/kg) ou seu veículo (8% de etanol em solução salina), e melatonina mais dexametasona ou seus veículos, por 8 dias. No quarto experimento, todos os ratos apresentavam inflamação crônica e foram divididos em dois grupos: estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC) e estimulação sham. Resultados: No primeiro experimento, a administração de melatonina durante 3 dias consecutivos, mostrou um efeito analgésico significativo sobre a dor inflamatória. No segundo experimento, a dexametasona produziu um aumento significativo na latência no teste da placa quente (ANOVA de uma via, P<0,05) e no limiar de retirada no teste de von Frey eletrônico (P <0,005). O grupo dexametasona apresentou aumento dos níveis de BDNF em medula espinhal comparado aos outros grupos (ANOVA de uma via P<0,05). No terceiro experimento, os animais inflamados apresentaram uma desregulação do ritmo de atividade repouso que foi reestabelecido apos o tratamento farmacológico com melatonina que demonstrou ritmo atividade repouso sincronizado. Adicionalmente os animais tratados com dexametasona isolada ou associada a melatonina mostraram inibição acentuada de parâmetros inflamatórios nos achados histológicos, enquanto a melatonina mostrou uma discreta inibição nos mesmos. Ao final do tratamento foi observado um aumento significativo no limiar de retirada da pata no teste de von Frey em grupos tratados (ANOVA de uma via, P<0,05 para todos). No quarto experimento, após oito sessões de 20 minutos de 500 mA de ETCC anódica foi observado efeito antinociceptivo avaliado pelo teste da placa quente imediatamente (P= 0,04) e 24 horas após a última sessão de ETCC (P=0,006). Foi observado também, um aumento de latência de retirada no teste de Von Frey, 24 horas após a última sessão (P= 0,01). Conclusão: Nossos achados confirmam as propriedades antinociceptiva e antiinflamatórias da dexametasona; e podemos sugerir uma relação entre a analgesia e o aumento nos níveis de BDNF em espinhal medula observados apos o tratamento. Por outro lado, a melatonina demonstrou fortes efeitos cronobiótico e antinociceptivo, associados a discreto efeito anti-inflamatório. A associação dexametasona+melatonina não potencializou seus efeitos. Já, a ETCC mostrou-se eficaz induzindo efeito analgésico de longa duração no modelo em estudo. Sendo assim, as propostas de novas terapêuticas abordadas nesta tese parecem ser interessantes opções como adjuvante no tratamento da dor crônica. / Background: Chronic pain is related to physical and psychological changes that induce losses in quality of life. More specifically, chronic pain is characterized by trigger sustained hyperexcitability of neurons in the dorsal horn of the spinal cord. The nociceptive process of chronic inflammatory pain reduces the activity of melatonergic system that can be associated with desynchronization of biological rhythms. Objective: Evaluate the pre-clinical use of new therapeutic options (melatonin and tDCS) for the treatment of chronic inflammatory pain. Methods: Chronic inflammation was induced by injection of complete Freund's adjuvant (CFA). In the first experiment, rats received 60 mg/kg of melatonin or vehicle (1% ethanol in saline) intraperitoneally for three consecutive days.In the second experiment, fifteendays after the injection the animals were treated with intraperitoneal (ip) injection of dexamethasone (0.25 mg/kg) or its vehicle (saline) for 8 days. In the third experiment, animals were treated with dexamethasone (0.25 mg/kg) or its vehicle, melatonin (50 mg/kg) or its vehicle (8% ethanol in saline), and melatonin plus dexamethasone or its vehicle for 8 days. In the fourth experiment, all rats had chronic inflammation and were divided into two groups: transcranial direct current stimulation (tDCS) and sham stimulation. Results: In the first experiment, administration of melatonin for 3 consecutive days showed a significant analgesic effect on inflammatory pain. In the second experiment, dexamethasone produced a significant increase in latency in hot plate test (one-way ANOVA, P<0.05) and in withdrawal threshold in the electronic von Frey test (P<0.005). The dexamethasone group had increased levels of BDNF in the spinal cord when compared to the other groups (one-way ANOVA P<0.05). In the third experiment, the inflamed animals showed a dysregulation of the rest-activity rhythm that was restored after pharmacological treatment with melatonin. Additionally, the animals treated with dexamethasone alone or associated with melatonin showed marked inhibition of inflammatory parameters in histological findings, while melatonin showed a slight inhibition in them. At the end of treatment there was a significant increase in paw withdrawal threshold to von Frey test in treated groups (one-way ANOVA, P<0.05 for all). In the fourth experiment, after eight 20-minute sessions of 500 mA of anodal tDCS, it was observed an antinociceptive effect assessed by the hot plate test immediately (P = 0.04) and 24 hours after the last session of tDCS (P = 0.006). It was also observed an increase in withdrawal latency in the von Frey test, 24 hours after the last session (P= 0.01). Conclusion: Our findings confirm the antinociceptive and anti-inflammatory properties of dexamethasone, and we can suggest a relationship between analgesia and increased levels of BDNF in spinal cord observed after treatment. Furthermore, melatonin has demonstrated strong chronobiotic and antinociceptive effects associated with mild anti- inflammatory effect. Dexametasone plus melatonin didn’t potentiate its effects. The tDCS was an effective analgesic inducing long-lasting effect. Therefore, proposals for new therapies discussed in this thesis seem to be interesting choices as an adjunct in the treatment of chronic pain.
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Associação da ansiedade com inibição intracortical e modulação descendente da dor na síndrome dolorosa miofascial

Vidor, Liliane Pinto January 2014 (has links)
Introdução: Níveis elevados de ansiedade têm sido associados com intensidade e comportamento da dor em pacientes com dores aguda e crônica. Foi observado, em indíviduos com síndrome dolorosa miofascial (SDM), que o estresse e a ansiedade aumentam a predisposição para o desenvolvimento de pontos-gatilhos miofasciais. Adicionalmente a isto, existe a tendência do indivíduo experimentar emoções negativas em situações de estresse (neuroticismo), característica de personalidade associada ao traço de personalidade, que pode influenciar negativamente na experiência de dor. Indivíduos com alta ansiedade-traço são geralmente hipersensíveis a estímulos e psicologicamente mais reativos. É concebível supôr a coexistência de alteração na excitabilidade cortical, entre dor crônica e ansiedade nestes pacientes. Para melhorar a compreensão dos mecanismos centrais relacionados à ansiedade e à dor crônica, avaliou-se os parâmetros de excitabilidade cortical, usando estimulação magnética transcraniana (EMT), pulso único e pareado. Nossa hipótese é que a excitabilidade corticoespinhal seja modulada pela ansiedade favorecendo a perda de influxo inibitório descendente. Objetivos: O presente estudo teve como objetivo responder a três perguntas relacionadas à síndrome dolorosa miofascial (SDM): 1) A excitabilidade do córtex motor está relacionada com a ansiedade-traço? 2) A ansiedade-traço modula alterações da excitabilidade corticoespinhal, após dor evocada pelo Quantitative Sensory Testing (QST)? 3) A ansiedade-traço prevê resposta à dor evocada pelo QST, se receber simultaneamente um estímulo heterotópico [Conditioned Pain Modulation (CPM)]? Pacientes e métodos: Foram incluídas mulheres com SDM (n = 47) e controles saudáveis (n = 11), com idade entre 19 e 65 anos. A excitabilidade do córtex motor foi avaliada pela EMT, e a ansiedade foi avaliada com base no Inventário de Ansiedade Traço-Estado (IDATE). A incapacidade relacionada à dor foi avaliada pelo perfil da escala de dor crônica para a população brasileira (B:PCP:S), e as medidas psicofísicas da dor foram medidas pelo QST e CPM. Resultados: Nas pacientes, a ansiedade-traço foi positivamente correlacionada com a facilitação intracortical (FIC) no baseline e após a dor evocada pelo QST (β = 0,05 e β = 0,04, respectivamente) e negativamente relacionada com o período de silêncio cortical (PSC) no baseline e após a dor evocada pelo QST (β = -1,17 e β = -1,23, respectivamente) (P <0,05 para todas as comparações). Após dor evocada pelo QST, a incapacidade relacionada à dor crônica foi positivamente correlacionada com a FIC (β = 0,02) (P <0,05). Os escores de dor durante o CPM foram positivamente correlacionados com a ansiedadetraço, quando a incapacidade relacionada à dor crônica foi igualmente alta (β = 0,39, P = 0,02). A excitabilidade cortical das controles saudáveis permaneceu inalterada após o QST. Conclusões: Estes resultados sugerem que, na SDM, o desequilíbrio entre os sistemas excitatórios e inibitórios descendentes do trato corticoespinhal está associado concomitantemente a maiores níveis de ansiedade-traço e maiores níveis de incapacidade funcional ocasionados pela dor crônica. / Background: High levels of anxiety have been associated with the intensity and pain behavior in patients with acute and chronic pain. It was observed that in subjects with myofascial pain (SDM), stress and anxiety syndrome increase the predisposition for the development of myofascial trigger points. In addition to this, there is a tendency of individuals to experience negative emotions in stressful situations (neuroticism), personality characteristic associated with trait personality that may negatively influence in the experience of pain. Individuals with higher trait anxiety are usually hypersensitive to stimuli and more psychologically reactive. It is conceivable to assume the co-existence of change in cortical excitability, chronic pain and anxiety, in these patients. To improve the understanding of the central mechanisms related to anxiety and chronic pain, we assessed cortical excitability parameters by single and paired pulse transcranial magnetic stimulation (TMS). We hypothesize that corticospinal excitability is modulated by anxiety favoring loss of descendent inhibitory influx. Objectives: This study aimed to answer three questions related to chronic myofascial pain syndrome (MPS): 1) Is the motor cortex excitability, as assessed by transcranial magnetic stimulation parameters (TMS), related to state-trait anxiety? 2) Does anxiety modulate corticospinal excitability changes after evoked pain by Quantitative Sensory Testing (QST)? 3) Does the state-trait anxiety predict the response to pain evoked by QST if simultaneously receiving a heterotopic stimulus [Conditional Pain Modulation (CPM)]? Patient and methods: We included females with chronic MPS (n=47) and healthy controls (n=11), aged from 19 to 65 years. Motor cortex excitability was assessed by TMS, and anxiety was assessed based on the State-Trait Anxiety Inventory. The disability related to pain (DRP) was assessed by the Profile of Chronic Pain scale for the Brazilian population (B:PCP:S), and the psychophysical pain measurements were measured by the QST and CPM. Results: In patients, trait-anxiety was positively correlated to intracortical facilitation (ICF) at baseline and after QST evoked pain (β= 0.05 and β= 0.04, respectively) and negatively correlated to the cortical silent period (CSP) (β= -1.17 and β= -1.23, respectively) (P <0.05 for all comparisons). After QST evoked pain, the DRP was positively correlated to ICF (β= 0.02) (P<0.05). Pain scores during CPM were positively correlated with trait-anxiety when it was concurrently with high DRP (β= 0.39; P= 0.02). Controls’cortical excitability remained unchanged after QST. Conclusions: These findings suggest that, in chronic MPS, the imbalance between excitatory and inhibitory descending systems of the corticospinal tract is associated with higher trait-anxiety concurrent with higher DRP.
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Efeito da estimulação magnética transcraniana na modulação da dor crônica miofascial : ensaio clínico, sham controlado, randomizado e duplo-cego

Dall'Agnol, Letizzia January 2014 (has links)
Introdução: Embora a completa fisiopatologia da SDM permaneça desconhecida, evidências sugerem que na dor crônica os sistemas inibitórios são deficitários, como demonstrado pelo enfraquecimento da inibição intracortical do córtex motor. No entanto, a desinibição intracortical pode ser parcialmente revertida pelo tratamento com técnicas de estimulação cerebral não invasiva, tais como a estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr). Embora estudos com EMTr tenham mostrado resultados promissores, poucos têm avaliado simultaneamente seus efeitos em medidas comportamentais, bioquímicas e neurofisiológicas. Assim, neste estudo avaliamos o efeito da EMTr na dor e, considerando a sua ação na função dos sistemas inibitórios corticais e intra-corticais, também investigamos parâmetros de excitabilidade cortical e níveis do mediador de neuroplasticidade BDNF, após tratamento com EMTr ou intervenção sham, em indivíduos com SDM crônica. Objetivos: Comparar o efeito de 10 sessões de EMTr ao da intervenção sham na função das vias nociceptivas cortical e subcortical (limiares de excitabilidade cortical e limiares termoalgésicos periféricos), na capacidade funcional, na qualidade do sono, nos níveis de dor, no sistema modulatório descendente de dor e nos níveis séricos de BDNF, em indivíduos com dor crônica miofascial do complexo craniocervicomaxilar. Assim, a hipótese deste estudo é que 10 sessões de EMTr, quando comparada com intervenção sham está associada com melhora nos níveis de dor, em indivíduos com dor crônica miofascial do complexo craniocervicomaxilar. Métodos: Vinte e quatro participantes do sexo feminino, com idades entre 19-65 anos, diagnosticadas com SDM do complexo craniocervicomaxilar por pelo menos 3 meses anteriores ao recrutamento e que evidenciaram componente neuropático (escore igual ou maior a quarto no DN4 – questionário para diagnóstico de dor neuropática), foram randomizadas para receber dez sessões de estimulação magnética transcraniana repetitiva (EMTr) (n = 12) de 10 Hz ou intervenção sham (n = 12). O estudo avaliou se a dor [limiares termoalgésicos (QST)], o sistema inibitório descendente [modulação condicionada da dor (QST + CPM)], a excitabilidade cortical (parâmetros da EMT) e o BDNF foram alterados após a intervenção. Resultados: Houve interação significativa (tempo versus grupo) em relação aos escores de dor, evidenciados pela escala análoga visual analógica de dor (EVA) (análise de variância, P<0,01). Análise post hoc mostrou que, em comparação com intervenção sham, o tratamento com EMTr reduziu em 30,21% os escores diários de dor (95% intervalo de confiança [IC] de -39,23 - -21,20) e em 44,56% o uso de analgésicos (-57,46 - -31,67). Comparado com o sham, o grupo que recebeu EMTr ativa aprimorou o sistema corticoespinal inibitório (redução de 41,74% no QST+CPM, P<0,05), reduziu em 23,94% a facilitação intracortical (P=0,03), aumentou em 52,02% o potencial evocado motor (P=0,02) e apresentou aumento de 12,38 ng/ml no nível sérico de BDNF (IC 95%=2,32-22,38). O grupo que recebeu EMTr demonstrou aumento na média dos escores B-PCP:S (P<0.03), redução de 45% no número de doses analgésicas diárias (P<0.003) e melhora na qualidade do sono (P<0.01). Nenhum efeito adverso foi observado. Conclusões: O tratamento com 10 sessões de EMTr de alta frequência (10 Hz) foi associado com significativa melhora na SDM crônica. EMTr reduziu os escores de dor, diminuiu o uso de analgésicos e melhorou a qualidade do sono. Os resultados do estudo também sugerem que os efeitos analgésicos da EMTr na SDM crônica foram mediados por mecanismos top-down regulation, que aumentaram a atividade do sistema corticoespinal inibitório, bem como a secreção de BDNF. / Introduction: Although the complete pathophysiology of MPS remains unknown, cumulative evidences suggest that in chronic pain the inhibitory systems are defective, as indexed by the weakening motor cortex intracortical disinhibition. The intracortical disinhibition can be partially reverted by treatment with noninvasive brain stimulation techniques such as repetitive transcranial magnetic stimulation (rTMS). Although rTMS studies have shown promising results, few ones have assessed simultaneously its effect on behavioral, biochemical and neurophysiological measures. Thus, this study assessed the effect of rTMS on pain and, considering its action on the function of the inhibitory cortical and intracortical systems, this trial also evaluated cortical excitability parameters and levels of a neuroplasticity mediator BDNF, after rTMS treatment or a sham intervention in patients with chronic MPS. Objectives: To compare the effect of 10 sessions of rTMS with sham intervention effects in the cortical and subcortical nociceptive pathways (cortical excitability parameters and peripheral thermoalgesic thresholds), in the functional capacity, quality of sleep, pain levels, descending pain modulatory system and in BDNF serum levels in patients with chronic myofascial pain of jaw-cranial-cervical complex. Thus, the hypothesis of this study is that 10 sessions of rTMS, when compared with sham intervention result in improvement in pain levels in subjects with chronic myofascial pain of jaw-cranial-cervical complex. Methods: Twenty-four female aged 19-65 diagnosed with MPS of jaw-cranial-cervical complex for at least three months prior to recruitment and with neuropathic pain component (score equal or higher than four in the DN4 - neuropathic pain diagnostic questionnaire) were randomized to receive ten sessions of repetitive transcranial magnetic stimulation (rTMS) (n = 12) at 10 Hz or a sham intervention (n = 12). The study tested if pain [quantitative sensory testing (QST)], the descending inhibitory systems [conditioned pain modulation (QST+CPM)], the cortical excitability (TMS parameters) and the brain-derived neurotrophic factor (BDNF) have changed after intervention. Results: There was a significant interaction (time vs. group) regarding the main outcomes of the pain scores as indexed by the visual analogue scale on pain (analysis of variance, P<0.01). Post hoc analysis showed that compared with sham intervention, the treatment decreased daily pain scores by 30.21% (95% confidence interval [CI] -39.23 - -21.20) and analgesic use by 44.56 (-57.46 - -31.67). Compared to sham intervention group, the rTMS group enhanced the corticospinal inhibitory system (41.74% reduction in QST+CPM, P<0.05), decreased by 23.94% the intracortical facilitation (P=0.03), and showed an increase of 52.02% the motor evoked potential (P=0.02) and presented 12.38 ng/mL higher serum BDNF (95%CI=2.32 - 22.38). rTMS group showed an increase in mean scores B-PCP: S (P <0.03), 45% reduction in the number of daily analgesic doses (P <0.003) and significantly better sleep quality (P <0.01). No adverse event was observed. Conclusions: The treatment with 10 sessions of high-frequency rTMS (10 Hz) was associated with significant improvement in chronic MPS. rTMS reduced pain scores, lowered analgesic use and improved sleep quality. The results also suggested that the rTMS analgesic effects in chronic MPS were mediated by top-down regulation mechanisms enhancing the activity of the corticospinal inhibitory system and that this effect involved an increase in BDNF secretion.
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Mindfulness e dor nos distúrbios osteomusculares: uma experiência com auxiliares e técnicos de enfermagem / Mindfulness and pain in musculoskeletal disorders: an experience with nursing assistants and technicians

Shirlene Aparecida Lopes 12 July 2017 (has links)
Introdução: Fatores que levam a queixas musculoesqueléticas entre profissionais de enfermagem tem sido objeto de várias pesquisas científicas, apontando a necessidade de estratégias no ambiente de trabalho, que promovam saúde para minimizar este cenário emergente. Os programas baseadas em mindfulness - atenção plena - tem demonstrado resultados promissores em aspectos clínicos e não clínicos da saúde, inclusive no manejo da dor crônica. Objetivo: Avaliar a eficácia de um Programa Adaptado de Mindfulness (PAM) como estratégia complementar no manejo da dor crônica originada por distúrbios osteomusculares, em auxiliares e técnicos de enfermagem de um hospital universitário público brasileiro, bem como a implementação do programa por meio de uma gestão colaborativa e a inserção das práticas na rotina dos participantes. Método: Realizou-se um ensaio aberto, prospectivo, com análises quantitativa e qualitativa no ambiente de trabalho com 64 trabalhadoras mulheres, entre 25 e 68 anos, Média= 47, DP= 9,50. Todas as participantes apresentaram queixas musculoesqueléticas por mais de seis meses, participaram de ao menos cinco dos oito encontros presenciais, com uma hora de duração para cada sessão e se comprometeram a realizar tarefa diária de 20 minutos de prática individual. Um questionário sócio-demográfico foi aplicado no momento da inclusão do estudo. Para as medidas quantitativas do estudo foram aplicadas escalas de autorrelato que avaliam os níveis dos sintomas das queixas musculoesqueléticas (QNSO), ansiedade (IDATE -T), depressão (BDI), pensamentos catastróficos sobre a dor (EPCD), autocompaixão (SELFCS), atenção e consciência plenas (MAAS) e percepção da qualidade de vida (WHOQOL-Bref). Todas as variáveis foram avaliadas pelos testes ANOVA de medidas repetidas e Bonferroni com pré-follow up (T0), pós- intervenção - oito semanas (T1) e após três meses do término do programa - doze semanas de follow up (T2). Para a avaliação qualitativa foram produzidas notas descritivas e reflexivas a partir da observação participante nos setores estudados, bem como a análise temático-categorial de relatos (T1) e entrevistas semi-estruturadas (T2). Resultados: O PAM contribuiu na redução significativa (p<=0,05) dos sintomas osteomusculares, níveis de ansiedade, depressão e pensamentos catastróficos sobre a dor; aumento significativo nos níveis de autocompaixão e na percepção da qualidade de vida total, global e nos domínios físico e psicológico em (T0-T1). Não houve resultados estatisticamente significativos (p > 0,05) nos níveis de atenção e consciência plenas - MAAS e nos domínios relações sociais e meio ambiente - WHOQOL-Bref. As análises qualitativas dos relatos (T1) e entrevistas (T2) apontaram benefícios na dor e na qualidade de vida e um repensar sobre a necessidade do cuidar de si com estratégias, dentro da realidade subjetiva, para a inserção das práticas no cotidiano sugerindo a continuidade do PAM como ação factível e eficaz para a categoria estudada. Conclusão: Os resultados sugerem que o PAM contribuiu para a redução dos sintomas físicos e emocionais da dor e melhora da qualidade de vida do público estudado. Os escores desde a pós-intervenção (T1) se mantiveram, ao menos por 20 semanas (T2), indicando a eficácia do PAM como estratégia complementar para o manejo da dor e melhora da qualidade vida dos auxiliares e técnicos de enfermagem em ambiente hospitalar / Introduction: Factors that lead to musculoskeletal complaints among nursing professionals have been the subject of several scientific researches, pointing out the need for strategies in the work environment to promote health and minimize this emerging scenario. Mindfulness-based programs have shown promising results in clinical and non-clinical aspects of health, including management of chronic pain. Objective: To evaluate the effectiveness of a Mindfulness Adapted Program (MAP) as a complementary strategy in the management of chronic pain caused by musculoskeletal disorders in nursing assistants and technicians of a Brazilian public university hospital, as well as the implementation of the program through a collaborative management and the insertion of the practices in the routine of the participants. Method: An open, prospective, quantitative and qualitative analysis was performed in the work environment with 64 women workers, age between 25-68 years, Mean= 47, SD= 9.50. A socio-demographic questionnaire was applied at the time of the inclusion of the study. All participants presented musculoskeletal complaints for more than six months, participated in at least five of the eight face-to-face meetings, with an hour of duration for each session and committed to perform daily task of 20 minutes of individual practice. For the quantitative measures of the study, self-report scales were used to evaluate the levels of symptoms of musculoskeletal complaints (NMQ), anxiety (STAI), depression (BDI), catastrophic thoughts on pain (PCS), self-compassion (SELFCS), attention and awareness (MAAS) and perception of quality of life (WHOQOL-Bref). All variables were evaluated by repeated measures ANOVA and Bonferroni with pre-follow up (T0), post-intervention - eight weeks (T1) and three months after the end of the program - twelve weeks of follow up (T2). For the qualitative evaluation, descriptive and reflexive notes were produced based on participant observation in the studied sectors, as well as the thematic-categorical analysis of reports (T1) and semi-structured interviews (T2). Results: MAP contributed to the significant reduction (p <= 0.05) of musculoskeletal symptoms, anxiety levels, depression and catastrophic thoughts about pain; significant increase in the levels of self-compassion and in the perception of total, global quality of life and in the physical and psychological domains in (T0-T1). There were no statistically significant results (p > 0.05) at full attention and consciousness levels - MAAS and in the social relations and environment domains - WHOQOL-Bref. The qualitative analyzes of the reports (T1) and interviews (T2) showed benefits in pain and quality of life and a rethinking about the need to take care of oneself with strategies, within the subjective reality, for the insertion of daily practices suggesting continuity of MAP as an action feasible and effective for the category studied. Conclusion: The results suggest that MAP contributed to the reduction of physical and emotional symptoms of pain and improvement of the quality of life of the studied public. The post-intervention (T1) scores were maintained for at least 20 weeks (T2), indicating the efficacy of MAP as a complementary strategy for pain management and improvement of the quality of life of nursing assistants and technicians in a hospital setting

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