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Avaliação por neuroimagem : volumetrica e espectroscopia de prótons por ressonância magnética no Declínio Cognitivo Leve e Doença de Alzheiner. Tomografia computadorizada cerebral nas cefaléias primárias

Liana Mota de Menezes, Terce January 2005 (has links)
Made available in DSpace on 2014-06-12T15:53:29Z (GMT). No. of bitstreams: 2 arquivo5141_1.pdf: 1650955 bytes, checksum: 86d4fc37a100ae729e8f3dc0238b95ef (MD5) license.txt: 1748 bytes, checksum: 8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33 (MD5) Previous issue date: 2005 / A avaliação da estrutura e função do cérebro do idoso, através de novas técnicas de neuroimagem, tem melhorado o conhecimento do substrato biológico do envelhecimento normal bem como de diferentes distúrbios cognitivos. No continuum entre envelhecimento normal e doença de Alzheimer (DA) situam-se pacientes com declínio cognitivo leve (DCL). O diagnóstico precoce e preciso destes pacientes é indispensável e tem sido assunto de muito interesse, com vários estudos mostrando muitas vezes resultados controversos. O objetivo da primeira parte deste trabalho foi estudar uma série de pacientes idosos (> 65 anos) com déficits de memória através de avaliação neuropsicológica e de neuroimagem, por ressonância magnética (volumetria e espectroscopia). No grupo de pacientes com DA leve os escores do mini-exame do estado mental (MEEM) e do teste de evocação de palavras foram significativamente menores (p < 0,05) quando comparados com o grupo com DCL. Observou-se, no grupo com DA leve, redução do volume hipocampal (~20%) em relação ao controle. Houve assimetria no volume hipocampal (direito > esquerdo), nos grupos controle e DCL. Foi observada correlação positiva entre o volume hipocampal e os escores do MEEM e do teste de evocação de palavras (p < 0,05). Os valores das relações metabólicas (NAA/Cr, mI/Cr, Co/Cr e mI/NAA) não foram diferentes nos grupos controle, DCL e DA leve. Como conclusão, na DA leve observou-se redução do volume hipocampal sem qualquer alteração na avaliação metabólica pela espectroscopia. A segunda parte deste trabalho se refere à avaliação de pacientes com os dois tipos mais freqüentes de cefaléias primárias: migrânea e cefaléia do tipo tensional. Um estudo XII retrospectivo foi realizado visando avaliar a freqüência de anormalidades encontradas durante a realização de estudo por tomografia computadorizada (TC), em 78 pacientes com migrânea ou cefaléia do tipo tensional. A TC foi normal em 61,5% dos pacientes examinados. Em um terço dos pacientes estudados foram detectadas anormalidades, como doença inflamatória dos seios paranasais (19,2%), cisticercose (3,9%), aneurisma cerebral não-roto (2,6%), impressão basilar (2,6%), lipoma intracraniano (2,6%), cisto aracnoideo (2,6%), sela vazia (2,6%), neoplasia intracraniana (2,6%) e outras afecções (2,6%). Nenhuma destas lesões era sintomática (achado incidental). Concluímos que o encontro fortuito de algumas anormalidades pela TC é freqüentemente mais elevado do que se prediz em pacientes com cefaléia primária. Nós discutimos brevemente alguns aspectos clínicos, epidemiológicos e da conduta terapêutica cirúrgica sobre algumas das anomalias diagnosticadas pela TC
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Sistema para estímulo olfativo em estudos de neuroimagem

Fachel, Flávia Nathiely Silveira January 2015 (has links)
Made available in DSpace on 2015-01-31T01:01:09Z (GMT). No. of bitstreams: 1 000464986-Texto+Parcial-0.pdf: 769829 bytes, checksum: 49435c45502b8b8d745ac315c7c4ac12 (MD5) Previous issue date: 2015 / In the last three decades, neuroimaging studies have provided significant advances in knowledge of the human brain, especially of brain areas hitherto little explored, such as olfaction. Many factors have been reported as able to alter the olfactory threshold and, more recently, the clinical relevance related to changes in this threshold has been largely addressed, principally in relation to neurodegenerative diseases. In parallel, many industries have sought innovative tools for assessing the impact of aromas in the population. Given the lack of adequate national tools for these applications, the present research aimed to develop a robust, automated and instrumented method for olfactory stimuli in neuroimaging studies, with a man-machine interface able to control and visualize the function in a user-friendly way. The results showed that the system was instrumented in a manner compatible with the functional magnetic resonance imaging environment. Furthermore, it nebulized the aromatic sample homogeneously and presented a similar velocity and flow of the air in the three valves. Therefore, this instrument will be able to help identify the mechanisms involved in olfactory threshold change in different situations and may provide important clinical advances. Additionally, it can be an auxiliary tool in business marketing strategies. / Os estudos de neuroimagem, nas últimas três décadas, proporcionaram avanços significativos no conhecimento do cérebro humano, especialmente, de áreas cerebrais até então pouco exploradas, como, o olfato. Muitos fatores têm sido referidos como capazes de alterar o limiar olfativo, e nos últimos tempos, a relevância clínica relacionada às alterações nesse limiar tem sido bastante abordada, principalmente, em relação a doenças neurodegenerativas. Em paralelo, muitas indústrias têm buscado instrumentos inovadores para avaliar o impacto dos aromas na população. Dada a carência de ferramentas nacionais adequadas para essas aplicações, o presente trabalho desenvolveu um sistema para estímulo olfativo robusto, instrumentado e automatizado para estudos de neuroimagens, com uma interface homem-máquina capaz de controlar e visualizar o funcionamento de forma amigável. Os resultados obtidos demonstraram que o sistema desenvolvido foi instrumentado de forma compatível com o ambiente de Ressonância Magnética funcional. Além disso, nebulizou a amostra aromática de forma homogênea. Dessa forma, esse instrumento será capaz de auxiliar na identificação dos mecanismos envolvidos na alteração do limiar olfativo em diferentes situações, podendo proporcionar avanços clínicos importantes; além, de poder ser uma ferramenta auxiliar em estratégias de marketing empresarial.
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Utilização de neuroimagem e eletroneurofisiologia por profissionais da área de saúde no atendimento de crianças com distúrbios da linguagem na cidade de Salvador-Bahia

Brandão, Renata de Assis Fonseca Santos 18 December 2013 (has links)
Submitted by Barroso Patrícia (barroso.p2010@gmail.com) on 2014-07-29T14:39:11Z No. of bitstreams: 1 BRANDÃO, Renata de Assis Fonseca Santos.pdf: 3012281 bytes, checksum: d961c23a83b57a60cb99aee5ca056269 (MD5) / Made available in DSpace on 2014-07-29T14:39:11Z (GMT). No. of bitstreams: 1 BRANDÃO, Renata de Assis Fonseca Santos.pdf: 3012281 bytes, checksum: d961c23a83b57a60cb99aee5ca056269 (MD5) / Exames de neuroimagem e eletroneurofisiológicos possibilitam maior conhecimento e acompanhamento dos distúrbios de linguagem. O objetivo deste estudo foi detectar como e quais destes exames são utilizados na avaliação clínica de crianças, por parte de médicos da cidade de Salvador (BA). Os dados foram coletados por meio de questionário com perguntas objetivas acerca dos exames, na evolução de pacientes com distúrbios de linguagem. A partir de bases de dados cedidas pelo Conselho Regional de Medicina da Bahia e Sociedade Baiana de Pediatria, contabilizaram-se 658 profissionais. Após utilizados critérios de exclusão, 31 questionários foram preenchidos por pediatras (84%), psiquiatras (3%), neurologista (7%) e neuropediatras (6%). Dentre as técnicas questionadas, 93% confirmou ter conhecimento sobre tomografia computadorizada, 80% conhece ressonância magnética e 80 % conhece EEG. As técnicas de ressonância magnética funcional, potencial auditivo evocado, estimulação magnética transcraniana, tomografia por emissão de pósitron e tomografia por emissão de fóton único são pouco conhecidas. Dentre os exames utilizados em crianças com distúrbios de linguagem, a tomografia computadorizada (22%), ressonância magnética (25%), eletroencefalografia (29%) e estimulação magnética transcraniana (3%) foram os únicos citados, entretanto 30 % dos médicos relatam nunca prescrever os exames de neuroimagem e eletrofisiológicos. Os resultados demonstram que os exames de neuroimagem e eletroneurofisiológicos são pouco utilizados pela população estudada; dentre os utilizados e assinalados como mais disponíveis estão tomografia computadorizada, eletroencefalograma e ressonância magnética.
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Relação entre volume hipocampal e volume de ressecção cirúrgica com controle de crises e desempenho de memória em pacientes com epilepsia de lobo temporal mesial submetidos a tratamento cirúrgico / Relationship between hippocampal volume and surgical resection volume with seizure control and memory performance in patients with mesial temporal lobe epilepsy undergoig surgical treatment

Fernandes, Daniela Alves, 1985- 19 August 2018 (has links)
Orientador: Fernando Cendes / Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas / Made available in DSpace on 2018-08-19T22:33:32Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Fernandes_DanielaAlves_M.pdf: 5738934 bytes, checksum: 206ca01256f59acd22d595142eadef05 (MD5) Previous issue date: 2012 / Resumo: A epilepsia é a segunda patologia neurológica que mais afeta a população mundial e a epilepsia do lobo temporal é a mais comum das epilepsias focais com maior frequência, associada à refratariedade e a distúrbios de memória. A lesão epileptogênica pode ser estudada através de imagens de ressonância magnética (RM), EEG entre outros exames, facilitando a indicação da cirurgia que tem como objetivo reduzir as crises, entretanto a função cognitiva pode ser afetada. Nosso propósito foi avaliar a eficácia da cirurgia quanto ao controle das crises, desempenho de memória nos pacientes e comparar os resultados de avaliações neuropsicológicas pré e pós-operatórias quanto à frequência de crises, abordagem cirúrgica e volumetria da estrutura e lacuna. Foram analisados 55 pacientes submetidos à cirurgia de epilepsia e 29 indivíduos controles saudáveis. Todos foram submetidos à aquisição de imagens em um aparelho de RM 2T em dois tempos com intervalos médios de 4,4±2,8 anos. A volumetria do hipocampo e lacuna cirúrgica foi realizada com o software Display, utilizando o protocolo de Bonilha et at., 2004. Os pacientes foram avaliados de acordo com a classificação pós-operatória de Engel Jr., 1997 e testes de avaliações neuropsicológicas que incluiu subtestes: da Wechsler Memory Scale-Revised; Wechsler Adult Intelligence Scale-Revised e Rey Auditory Verbal Learning Test, realizados com um intervalo médio de 8,5 anos após a cirurgia. Para análise dos dados pré/pós-operatórios foi utilizado o teste T de Student, de Wilcoxon ou Man-Whitney, correlação de Pearson e Spearman de acordo com as características das variáveis. Observamos diferença significativa nas avaliações neuropsicológicas, quando comparadas entre os próprios indivíduos nos grupos pré e pós-operatório e nos grupos de acordo com a Escala de Engel e lado da cirurgia, com piora no desempenho cognitivo no período pós-operatório. Mostraram melhora no desempenho de memória os que foram classificados em Engel IA quando comparados aos indivíduos que continuaram com crises. Os grupos submetidos à amigdalohipocampectomia seletiva e ressecção cortical associada à amigdalohipocampectomia não apresentaram diferenças significativas quanto ao desempenho de memória. O grau de escolaridade influenciou negativamente no resultado das avaliações. Nossos resultados mostraram que 80% foram classificados em Engel I, 18,2% em Engel II e 1,8% em Engel III. A volumetria dos hipocampos direito e esquerdo ipsilaterais à cirurgia apresentaram valores menores que dos controles. Os hipocampos esquerdos e direitos pré/pósoperatórios contralaterais à atrofia não apresentaram resultado significativo quando comparado as volumetrias dos controles e nem quando comparados entre si. Os dados de volumetria associados à memória apresentaram grau razoável e moderado de correlação. Nossos resultados mostraram que após a ressecção cirúrgica existe um declínio no desempenho de memória, porém a frequência de crises desses pacientes diminui significativamente e que o tipo de abordagem cirúrgica não interfere no desempenho de memória, mesmo com o maior volume da ressecção de pacientes submetidos à lobectomia temporal anterior / Abstract: Epilepsy is the second most frequent neurological disease and temporal lobe epilepsy is the most common form of focal epilepsy and is more frequently associated to refractoriness and memory decline. The epileptogenic lesion can be studied through magnetic resonance imaging, EEG and other tests, facilitating the indication of surgery that aims to reduce seizure frequencies, however cognitive function may be affected. We proposed to evaluate the effectiveness of surgery on the management of seizures, memory performance and compare the results of neuropsychological assessments pre/post-operative and the frequency of seizures, surgical approach and volume of hippocampi and amount of resection. We analyzed 55 patients who underwent epilepsy surgery and 29 healthy control subjects. All patients underwent imaging in a 2T MR scanner in two steps with intervals of 4.4 ± 2.8 years. The volumetry of the hippocampus and surgery gap was done with the software display, using the protocol described by Bonilha et al, 2004. Patients were evaluated according to the postoperative classification of Engel Jr., 1997 and neuropsychological evaluation that included the subtests, Wechsler Memory Scale-Revised, Wechsler Adult Intelligence Scale-Revised and Rey Auditory Verbal Learning Test, performed with an average interval 8.2 years after surgery. For data analysis, pre/post-operative we used the Student t test, Wilcoxon or Man-Whitney, Pearson and Spearman correlation test according to the characteristics of variables. We observed significant differences in neuropsychological evaluations, when we compared the groups pre/post-operative and the groups according to the Engel Scale and side of surgery, with worsening of cognitive performance in the postoperative period. There was a relative improvement in memory performance in those who were classified as Engel IA compared to individuals who continued to have seizures. The comparisons between the groups of selective amygdalohippocampectomy and anterior temporal lobe resection showed no significant differences in memory performance. The level of education had a negative influence on the outcome of neuropsychological evaluations. Our results showed that 80% were classified as Engel I, 18.2% in Engel II and 1.8% in Engel III. The volumetry of the left and right hippocampi ipsilateral to the surgery showed lower values than controls. The left and right hippocampus pre/post-operative contralateral to the side of surgery did not show significant differences when compared to controls. There was a correlation between hipocampal volumes and memory performance. Our results showed that after surgical resection there is a decline in memory performance, but the frequency of seizures in these patients decreased significantly and that the types of surgical approaches do not differ in terms of post-operative nor the total volume of the surgical lacunae / Mestrado / Neurociencias / Mestre em Ciências
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Avaliação da tractografia, relaxometria T2 e volumetria hipocampal e sua relação com o controle de crises e alterações de memória em pacientes com epilepsia de lobo temporal mesial submetidos ao tratamento cirúrgico = Tractography assessment, T2 relaxometry and hippocampal volume and its relation to the control of seizures and memory impairment in patients with mesial temporal lobe epilepsy underwent surgical treatment / Tractography assessment, T2 relaxometry and hippocampal volume and its relation to the control of seizures and memory impairment in patients with mesial temporal lobe epilepsy underwent surgical treatment

Fernandes, Daniela Alves, 1985- 26 August 2018 (has links)
Orientador: Fernando Cendes / Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas / Made available in DSpace on 2018-08-26T23:40:05Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Fernandes_DanielaAlves_D.pdf: 7319654 bytes, checksum: db061970bef101957f53339b302dc1a9 (MD5) Previous issue date: 2015 / Resumo: A quantificação da atrofia das estruturas temporais mesiais pelas imagens de RM em pacientes com ELTM permite a identificação "in vivo" das alterações anatômicas associadas à esta patologia e sua correlação com dados neuropsicológicos, permitem a definição de um bom diagnóstico. Apesar da comprovação da eficácia do tratamento cirúrgico para o controle das crises, ainda não são claros os efeitos da ressecção de estruturas mesiais do lobo temporal na performance cognitiva, a longo prazo. O objetivo deste trabalho foi realizar um estudo prospectivo de uma série de pacientes com ELTM submetidos ao tratamento cirúrgico, comparando os resultados pré/pós-cirúrgicos obtidos a partir da análise de dados de avaliação neuropsicológica (ANP) e imagens de RM. No estudo avaliamos 119 indivíduos, 88 pacientes e 31 controles saudáveis. Os pacientes foram classificados de acordo com a escala proposta por Engel para controle de crises após a cirurgia. Avaliamos o coeficiente de inteligência estimado (QIe), as memórias verbal e não verbal com testes utilizados na rotina de investigação pré-operatória do nosso serviço. Utilizamos análises longitudinais específicas realizadas com o software SPSS®22. Consideramos p?0,05. Quanto à classificação de Engel observamos que 73,7% dos pacientes foram classificados em Engel I; 17,1% foram classificados em Engel II; 8,0% foram classificados em Engel III e 1,1% classificado em Engel IV com tempo médio de seguimento de 8,8 anos após a cirurgia. Para as ANP pré/pós-operatória observamos um declínio de memória para esses pacientes relacionado ao controle de crises e lado da cirurgia (p<0,0001). Para as ANP pós-operatórias realizadas em dois tempos diferentes e separadas em grupos quanto ao controle de crises e lado da cirurgia, não observamos diferença significativa, entretanto todos os testes indicaram uma tendência de melhora no desempenho de memória e QIe. Observamos maior volume hipocampal para os controles (média=3706±842), volume reduzido do hipocampo contralateral para pacientes livre de crises (média=3602±711) e menor ainda para os pacientes com presença de crises (média=3284±521). Para a análise de intensidade de sinal no lobo temporal contralateral dos pacientes, observamos uma diferença significativa (p=0,005) entre controles e pacientes com média menor para os controles. Também observamos alterações com diferença significativa para os tratos analisados em imagens de DTI, no lado ipsilateral à cirurgia comparados aos controles. Nossos resultados mostram bom controle de crises após a cirurgia, mesmo após um longo período. Entretanto observamos que após a cirurgia existe um declínio na performance dos testes neuropsicológicos para muitos pacientes, independente do lado operado. Porém, a análise a longo prazo mostra que existe uma recuperação parcial desse declínio, que pode estar associada a interação entre fatores de aprendizado e plasticidade cerebral; ou seja, podemos inferir que de alguma forma a melhora no controle das crises permite uma "recuperação" da eficiência cognitiva a longo prazo / Abstract: The quantification of the atrophy of the mesial temporal structures by MR images in patients with TLE allows identification "in vivo" of the anatomical changes associated with this disease and its correlation with neuropsychological data, allowing for the establishment of a proper diagnosis. Despite the evidence of the effectiveness of surgical treatment for seizure control, it is not yet clear the effects of resection of the mesial temporal lobe structures in cognitive performance in the long-term follow up. The aim of this study was to evaluate prospectively of a series of patients with TLE undergoing epilepsy surgery, comparing pre/post-surgical results obtained from neuropsychological assessment (NPA). We included 119 subjects, 88 patients and 31 healthy controls. Of the 113 patients, 88 had two NPA and 60 underwent two MRIs after surgery. Patients were classified according to Engel¿s scale. We evaluated the estimated intelligence coefficient (eIQ), the verbal and non-verbal memories with tests used in preoperative routine. We use specific longitudinal analyzes with SPSS®22 software. We observed that 73.7% of patients were classified as Engel I; 17.1% were classified as Engel II; 8.0% were classified as Engel III and 1.1% classified as Engel IV after surgery with a mean follow up of 8.8 years. The NPA pre/postoperative showed a memory decline for these patients related to seizures control and side of surgery (p<0.0001). We found no significant difference between the postoperative NPAs carried out in two different times and separated in groups regarding seizure control and side of surgery; however, all tests indicated a trend towards improvement trend in memory performance and eIQ. We observed a larger hippocampal volume for the controls (mean=3706±842), in comparison with seizure free patients (mean=3602±711) and smaller hippocampal contralateral volumes for patients with persistent seizures after surgery (mean=3284±521). We observed a significant difference (p=0.005) in T2 signal between patients and controls (increase in patients). We also observed changes with a significant difference to the white matter tracts analyzed with diffusion tensor images, in the ipsilateral side of surgery compared to controls. Our results show good seizure control after surgery, even after a long period of follow up. However, our results showed that after surgery there is a decline in the performance on neuropsychological tests for most patients, regardless of the side of surgery. However, the long-term repeated analysis showed that there is partial recovery that may be associated with the interaction between learning effect and brain plasticity. We can hypothesize that the improvement in seizure control after surgery allows "recovery" of the long-term cognitive efficiency / Doutorado / Fisiopatologia Médica / Doutora em Ciências
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Conectividade funcional em repouso em crianças com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade

Kieling, Renata Rocha January 2013 (has links)
Made available in DSpace on 2013-11-27T18:52:43Z (GMT). No. of bitstreams: 1 000450585-Texto+Completo-0.pdf: 3679647 bytes, checksum: 449520a022e29d4951604d60809e331f (MD5) Previous issue date: 2013 / Attention deficit/hyperactivity disorder (ADHD) is one of the most prevalent neuropsychiatric disorders among children. Although the clinical presentation and treatment of ADHD are well established, its etiology is not yet known. Recent functional neuroimaging techniques may help increase knowledge about the pathophysiology of the disorder, allowing for the empirical testing of theoretical hypotheses on brain networks in ADHD. In this study, we analyzed a group of 23 treatment naïve boys with ADHD, aged between 8 and 10 years old, who underwent a protocol of resting-state functional magnetic imaging before and after six months of treatment with methylphenidate. Analyses of functional connectivity were performed between regions of interest (seeds) placed within the default mode network (DMN). Subsequently, changes in the DMN connectivity before and after treatment were investigated with an independent component analysis (ICA). Results of the seeds analysis showed no significant changes in connectivity between regions of the DMN following treatment, with a relatively small increase in the anterior-posterior connectivity of the network. The ICA revealed a significant increase in the connectivity between the left putamen and the DMN (p <0. 01, corrected). There was also a positive correlation between the decrease of symptoms and the connectivity between the putamen and the DMN after treatment (rho = 0. 65, p = 0. 17). These findings indicate that treatment with methylphenidate modifies the connectivity between the DMN and subcortical nuclei. Dysfunctions in corticalsubcortical circuits have often been associated with the pathophysiology of ADHD. The effect of treatment with methylphenidate may in part be associated with elevated dopamine levels in subcortical nuclei, modulating its connectivity with the DMN. / O transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) é um dos transtornos neuropsiquiátricos mais prevalentes entre crianças. Embora a apresentação clínica e o tratamento do TDAH estejam bem estabelecidos, suas causas ainda não são conhecidas. Técnicas recentes de neuroimagem funcional podem ampliar o conhecimento acerca da fisiopatologia do transtorno, permitindo a testagem empírica de hipóteses conceituais sobre o funcionamento de redes cerebrais no TDAH. Neste trabalho, analisamos um grupo de 23 meninos com diagnóstico de TDAH, com idades entre 8 e 10 anos, virgens de tratamento, que foram submetidos a um protocolo de ressonância funcional de repouso antes e após seis meses de tratamento com metilfenidato. Foram realizadas análises de conectividade funcional entre regiões de interesse (seeds) demarcadas sobre áreas da rede default mode network (DMN). Posteriormente, a conectividade da DMN antes e após o tratamento foi mapeada através de uma análise de componentes independentes (ICA, independent component analysis). Os resultados da análise de seeds não demonstraram modificações significativas na conectividade entre regiões da DMN com o tratamento, havendo apenas um pequeno aumento da conectividade ântero-posterior da rede. A análise por ICA revelou um aumento significativo de conectividade da DMN com o putâmen esquerdo (p<0,01 corrigido). Observou-se ainda uma correlação positiva entre a redução dos sintomas e a conectividade entre o putâmen e a DMN após o tratamento (rho=0,65, p=0,17). Esses achados indicam que o tratamento com metilfenidato modifica a conectividade entre a DMN e núcleos subcorticais. Disfunções em circuitos corticosubcorticais foram frequentemente associados à fisiopatologia do TDAH.O efeito do tratamento com metilfenidato pode, em parte, estar associado à elevação dos níveis dopaminérgicos em núcleos subcorticais, modulando a sua conectividade com a DMN.
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Transtornos de ansiedade e linguagem em crianças e adolescentes : estudos de neuropsicologia e neuroimagem funcional

Toazza, Rudineia January 2016 (has links)
Os transtornos de ansiedade são o grupo de transtornos psiquiátricos mais comum na infância e adolescência. Embora avanços significativos tenham sido feitos para identificar os melhores tratamentos para crianças ansiosas, ainda pouco se sabe sobre a base neural subjacente a esses transtornos. Nesse sentido, essa tese teve por objetivo investigar a linguagem como pano de fundo para o entendimento dos transtornos de ansiedade através de avaliações neuropsicológicas e de neuroimagem funcional, levando em consideração que pobres habilidades de linguagem podem levar a reações negativas no meio de convívio, vieses de interpretação e comportamento de esquiva em situações sociais. Os três artigos aqui apresentados são resultado de dois projetos. O primeiro artigo é resultado da fase de avaliação (linha de base) de crianças (6 -12 anos) participantes de um ensaio clínico randomizado para ansiedade infantil. O segundo e terceiro artigos são resultados de um seguimento de pacientes e indivíduos de comparação - adolescentes e adultos jovens (15 – 20 anos) - acompanhados pelos últimos 5 anos, oriundos de amostra comunitária. O primeiro artigo (Verbal fluency and severity of anxiety disorders in young children) teve como objetivo investigar o desempenho em testes de fluência verbal fonêmica com a gravidade dos sintomas de ansiedade em crianças. Os resultados mostraram uma associação entre sintomatologia ansiosa e o número de clusters (agrupamento de palavras que começam com as mesmas duas primeiras letras, diferem em uma única vogal, produzem rima ou homônimos). Os resultados replicam e avançam no entendimento de achados anteriores mostrando que a fluência verbal é consistentemente associada com a gravidade dos transtornos de ansiedade desde a infância. Além disso, nesse trabalho nós mostramos que essa associação é independente de sintomas comórbidos de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade. Nossos dados reforçam a importância da fluência verbal como um marcador de gravidade para a ansiedade e incentivam o desenvolvimento de novos estudos com o objetivo de investigar mecanismos acerca da relação entre fluência verbal e ansiedade e suas implicações terapêuticas. O segundo artigo (Anxiety-related down-regulation of thalamic regions in the processing of sad and angry emotional narratives) teve como objetivo investigar, através de ressonância magnética funcional, o processamento de narrativas de cunho emocional em comparação com conteúdo neutro, em adolescentes e jovens adultos com transtorno de ansiedade, em relação a um grupo de comparação com desenvolvimento típico. Os resultados mostraram uma hipoativação no tálamo, modulado pela emoção no contraste triste vs. neutro e raiva vs. neutro, em indivíduos com transtorno de ansiedade. Além disso, observou-se efeito da emoção em outras dez áreas cerebrais relacionadas com a linguagem e atenção (junção temporoparietal esquerda, giro pré-frontal medial direito, giro frontal inferior esquerdo, giro frontal medial esquerdo, cingulado posterior/precuneo, lobo parietal inferior esquerdo, giro temporal medial esquerdo, giro lingual esquerdo, giro temporal medial esquerdo, giro frontal inferior direito). Os resultados sugerem que pacientes com transtornos de ansiedade apresentam menor ativação talâmica relacionada a emoções negativas do que indivíduos de comparação, implicando um processamento aberrante de informações negativas nesses indivíduos. O terceiro artigo (Amygdala-based intrinsic functional connectivity and anxiety disorders in adolescents and young adults) teve como objetivo investigar a conectividade intrínseca de sub-regiões da amigdala em pacientes com transtorno de ansiedade quando comparados ao grupo sem o transtorno, através de exame de neuroimagem funcional em repouso. Os resultados mostraram conexões aberrantes entre a amigdala basolateral esquerda e cinco regiões cerebrais: giro pré-central direito, cingulado direito, precuneo bilateralmente e giro frontal superior. Essas diferenças entre os grupos se refletem em uma maior coativação entre a amigdala e essas cinco regiões em indivíduos ansiosos, enquanto que em indivíduos não ansiosos ou essa coativação da amigdala com essas regiões não é significativa ou é inversa (como acontece no giro cingulado direito e precuneo direito). Os dados mostraram importante disfunção na conectividade intrínseca entre a amigdala basolateral esquerda com o córtex motor, em áreas envolvidas na regulação emocional e rede de modo padrão. Os resultados desse conjunto de estudos trazem informações importantes sobre a fisiopatologia da ansiedade em crianças e jovens utilizando métodos de Neuropsicologia e neuroimagem funcional. Espera-se que um melhor entendimento desses mecanismos psicológicos e biológicos em jovens e crianças leve a ideias para o desenvolvimento de novas terapêuticas para pacientes que sofrem com esses transtornos ao longo de toda a vida. O conjunto de dados encontrados nesses três artigos nos mostram alterações significativas em indivíduos com transtornos de ansiedade a partir de diferentes enfoques de avaliação: Neuropsicologia, Neuroimagem funcional (com realização de tarefa e em repouso). Esses achados iniciais demonstram as potencialidades que a neurociências oferece para o entendimento dos transtornos mentais ao compreender o cérebro humano em suas diferentes redes funcionais, além de fornecer ideias para avanços na personalização terapêutica e desenvolvimento de novas estratégias de tratamento. / Anxiety disorders are the most common group of psychiatric disorders in childhood. Although significant advances have been made to identify the best treatments for children with anxiety disorders, little is known about the underlying neural basis for these disorders. This thesis used language as a background for the understanding anxiety disorders throughout neuropsychological and functional neuroimaging studies, taking into consideration that poor language skills can lead to negative reactions, interpretation biases and avoidance behavior in social situations. The three papers presented here are the results of two projects. The first paper is the result of the baseline assessment phase of children (ages 6 – 11) participating in a randomized clinical trial for childhood anxiety. The second and third papers resulted from a cohort of anxiety disorder patients and comparison adolescents and young adults (ages 15 – 20) followed for the past five years from a community sample. The first paper, (Phonemic verbal fluency and severity of anxiety disorders in young children) aimed to investigate if performance in a phonemic verbal fluency task is associated with the severity of anxiety symptoms in young children with anxiety disorders. The results showed an association between anxiety symptoms and the number of clusters (grouping of words that start with the same first two letters, differ in one vowel, produce rhyme or homonyms). The results replicate and extend previous findings showing that verbal fluency is consistently associated with the severity of anxiety disorders since childhood. Moreover, in this paper we showed that this association was independent from comorbid symptoms of Attention Deficit/Hyperactivity Disorder. We conclude verbal fluency is consistently associated with the severity of anxiety symptoms, as replicated by our current findings. Our data reinforce the importance of verbal fluency as a marker of severity for anxiety and encourage the development of further studies aiming to investigate biological mechanisms for this association as well as its therapeutic implications. The second manuscript (Anxiety-related down-regulation of thalamic regions in the processing of sad and angry emotional narratives) aimed to investigate emotional processing through functional magnetic resonance imaging using narratives with emotional content as compared with neutral content in adolescents and young adults with anxiety disorders, relative to a comparison group. The results demonstrated a hypoactivation of a thalamic region modulated by emotion in sad vs. neutral and angry vs. neutral contrasts in individuals with anxiety disorders if compared to typically developing controls. In addition, there was an effect of emotion activation in ten others brain areas related to language and attention (left temporoparietal junction, right medial prefrontal gyrus, left inferior frontal gyrus/pars orbitalis, left superior/middle frontal gyrus, posterior cingulate/precuneus, left inferior parietal lobe, left middle temporal gyrus, left lingual gyrus, left middle temporal gyrus, right inferior frontal gyrus). The results suggest patients with anxiety disorders have lower activation in a thalamic region during negative emotions, implicating aberrant information processing in this region in anxious adolescents. The third article (Amygdala-based intrinsic functional connectivity and anxiety disorders in adolescents and young adults) aimed to investigate the intrinsic connectivity of amygdala subregions in patients with anxiety disorder when compared to the group without the anxiety disorder by examination functional neuroimaging at rest. The results showed aberrant connections between the left basolateral amygdala and five brain regions: right precentral gyrus, right cingulate gyrus, precuneus bilaterally, and right superior frontal gyrus. Between-group differences are reflected in a higher co-activation between the amygdala and these five regions in anxious subjects, whereas in non-anxious individuals that co-activation is not significant or is negatively correlated (as in cingulate gyrus and right precuneus). The data showed significant dysfunction in the intrinsic connectivity between the left basolateral amygdala with the motor cortex in areas involved in emotional regulation and default mode network. The results from this set of studies provide important information on the pathophysiology of anxiety disorders in children, adolescents and young adults by using neuropsychological methods and functional neuroimaging. It is hoped that better understanding of these mechanisms might shed light on ideas for the development of new therapies for patients suffering from these disorders throughout life. Results from these three articles show significant changes in individuals with anxiety disorders using different evaluation approaches: Neuropsychology and Functional neuroimaging (with task and at rest). These early findings demonstrate the potential neurosciences offers to the understanding of mental disorders and provide ideas for therapeutic advances in customization and development of new treatment strategies.
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Transtornos de ansiedade e linguagem em crianças e adolescentes : estudos de neuropsicologia e neuroimagem funcional

Toazza, Rudineia January 2016 (has links)
Os transtornos de ansiedade são o grupo de transtornos psiquiátricos mais comum na infância e adolescência. Embora avanços significativos tenham sido feitos para identificar os melhores tratamentos para crianças ansiosas, ainda pouco se sabe sobre a base neural subjacente a esses transtornos. Nesse sentido, essa tese teve por objetivo investigar a linguagem como pano de fundo para o entendimento dos transtornos de ansiedade através de avaliações neuropsicológicas e de neuroimagem funcional, levando em consideração que pobres habilidades de linguagem podem levar a reações negativas no meio de convívio, vieses de interpretação e comportamento de esquiva em situações sociais. Os três artigos aqui apresentados são resultado de dois projetos. O primeiro artigo é resultado da fase de avaliação (linha de base) de crianças (6 -12 anos) participantes de um ensaio clínico randomizado para ansiedade infantil. O segundo e terceiro artigos são resultados de um seguimento de pacientes e indivíduos de comparação - adolescentes e adultos jovens (15 – 20 anos) - acompanhados pelos últimos 5 anos, oriundos de amostra comunitária. O primeiro artigo (Verbal fluency and severity of anxiety disorders in young children) teve como objetivo investigar o desempenho em testes de fluência verbal fonêmica com a gravidade dos sintomas de ansiedade em crianças. Os resultados mostraram uma associação entre sintomatologia ansiosa e o número de clusters (agrupamento de palavras que começam com as mesmas duas primeiras letras, diferem em uma única vogal, produzem rima ou homônimos). Os resultados replicam e avançam no entendimento de achados anteriores mostrando que a fluência verbal é consistentemente associada com a gravidade dos transtornos de ansiedade desde a infância. Além disso, nesse trabalho nós mostramos que essa associação é independente de sintomas comórbidos de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade. Nossos dados reforçam a importância da fluência verbal como um marcador de gravidade para a ansiedade e incentivam o desenvolvimento de novos estudos com o objetivo de investigar mecanismos acerca da relação entre fluência verbal e ansiedade e suas implicações terapêuticas. O segundo artigo (Anxiety-related down-regulation of thalamic regions in the processing of sad and angry emotional narratives) teve como objetivo investigar, através de ressonância magnética funcional, o processamento de narrativas de cunho emocional em comparação com conteúdo neutro, em adolescentes e jovens adultos com transtorno de ansiedade, em relação a um grupo de comparação com desenvolvimento típico. Os resultados mostraram uma hipoativação no tálamo, modulado pela emoção no contraste triste vs. neutro e raiva vs. neutro, em indivíduos com transtorno de ansiedade. Além disso, observou-se efeito da emoção em outras dez áreas cerebrais relacionadas com a linguagem e atenção (junção temporoparietal esquerda, giro pré-frontal medial direito, giro frontal inferior esquerdo, giro frontal medial esquerdo, cingulado posterior/precuneo, lobo parietal inferior esquerdo, giro temporal medial esquerdo, giro lingual esquerdo, giro temporal medial esquerdo, giro frontal inferior direito). Os resultados sugerem que pacientes com transtornos de ansiedade apresentam menor ativação talâmica relacionada a emoções negativas do que indivíduos de comparação, implicando um processamento aberrante de informações negativas nesses indivíduos. O terceiro artigo (Amygdala-based intrinsic functional connectivity and anxiety disorders in adolescents and young adults) teve como objetivo investigar a conectividade intrínseca de sub-regiões da amigdala em pacientes com transtorno de ansiedade quando comparados ao grupo sem o transtorno, através de exame de neuroimagem funcional em repouso. Os resultados mostraram conexões aberrantes entre a amigdala basolateral esquerda e cinco regiões cerebrais: giro pré-central direito, cingulado direito, precuneo bilateralmente e giro frontal superior. Essas diferenças entre os grupos se refletem em uma maior coativação entre a amigdala e essas cinco regiões em indivíduos ansiosos, enquanto que em indivíduos não ansiosos ou essa coativação da amigdala com essas regiões não é significativa ou é inversa (como acontece no giro cingulado direito e precuneo direito). Os dados mostraram importante disfunção na conectividade intrínseca entre a amigdala basolateral esquerda com o córtex motor, em áreas envolvidas na regulação emocional e rede de modo padrão. Os resultados desse conjunto de estudos trazem informações importantes sobre a fisiopatologia da ansiedade em crianças e jovens utilizando métodos de Neuropsicologia e neuroimagem funcional. Espera-se que um melhor entendimento desses mecanismos psicológicos e biológicos em jovens e crianças leve a ideias para o desenvolvimento de novas terapêuticas para pacientes que sofrem com esses transtornos ao longo de toda a vida. O conjunto de dados encontrados nesses três artigos nos mostram alterações significativas em indivíduos com transtornos de ansiedade a partir de diferentes enfoques de avaliação: Neuropsicologia, Neuroimagem funcional (com realização de tarefa e em repouso). Esses achados iniciais demonstram as potencialidades que a neurociências oferece para o entendimento dos transtornos mentais ao compreender o cérebro humano em suas diferentes redes funcionais, além de fornecer ideias para avanços na personalização terapêutica e desenvolvimento de novas estratégias de tratamento. / Anxiety disorders are the most common group of psychiatric disorders in childhood. Although significant advances have been made to identify the best treatments for children with anxiety disorders, little is known about the underlying neural basis for these disorders. This thesis used language as a background for the understanding anxiety disorders throughout neuropsychological and functional neuroimaging studies, taking into consideration that poor language skills can lead to negative reactions, interpretation biases and avoidance behavior in social situations. The three papers presented here are the results of two projects. The first paper is the result of the baseline assessment phase of children (ages 6 – 11) participating in a randomized clinical trial for childhood anxiety. The second and third papers resulted from a cohort of anxiety disorder patients and comparison adolescents and young adults (ages 15 – 20) followed for the past five years from a community sample. The first paper, (Phonemic verbal fluency and severity of anxiety disorders in young children) aimed to investigate if performance in a phonemic verbal fluency task is associated with the severity of anxiety symptoms in young children with anxiety disorders. The results showed an association between anxiety symptoms and the number of clusters (grouping of words that start with the same first two letters, differ in one vowel, produce rhyme or homonyms). The results replicate and extend previous findings showing that verbal fluency is consistently associated with the severity of anxiety disorders since childhood. Moreover, in this paper we showed that this association was independent from comorbid symptoms of Attention Deficit/Hyperactivity Disorder. We conclude verbal fluency is consistently associated with the severity of anxiety symptoms, as replicated by our current findings. Our data reinforce the importance of verbal fluency as a marker of severity for anxiety and encourage the development of further studies aiming to investigate biological mechanisms for this association as well as its therapeutic implications. The second manuscript (Anxiety-related down-regulation of thalamic regions in the processing of sad and angry emotional narratives) aimed to investigate emotional processing through functional magnetic resonance imaging using narratives with emotional content as compared with neutral content in adolescents and young adults with anxiety disorders, relative to a comparison group. The results demonstrated a hypoactivation of a thalamic region modulated by emotion in sad vs. neutral and angry vs. neutral contrasts in individuals with anxiety disorders if compared to typically developing controls. In addition, there was an effect of emotion activation in ten others brain areas related to language and attention (left temporoparietal junction, right medial prefrontal gyrus, left inferior frontal gyrus/pars orbitalis, left superior/middle frontal gyrus, posterior cingulate/precuneus, left inferior parietal lobe, left middle temporal gyrus, left lingual gyrus, left middle temporal gyrus, right inferior frontal gyrus). The results suggest patients with anxiety disorders have lower activation in a thalamic region during negative emotions, implicating aberrant information processing in this region in anxious adolescents. The third article (Amygdala-based intrinsic functional connectivity and anxiety disorders in adolescents and young adults) aimed to investigate the intrinsic connectivity of amygdala subregions in patients with anxiety disorder when compared to the group without the anxiety disorder by examination functional neuroimaging at rest. The results showed aberrant connections between the left basolateral amygdala and five brain regions: right precentral gyrus, right cingulate gyrus, precuneus bilaterally, and right superior frontal gyrus. Between-group differences are reflected in a higher co-activation between the amygdala and these five regions in anxious subjects, whereas in non-anxious individuals that co-activation is not significant or is negatively correlated (as in cingulate gyrus and right precuneus). The data showed significant dysfunction in the intrinsic connectivity between the left basolateral amygdala with the motor cortex in areas involved in emotional regulation and default mode network. The results from this set of studies provide important information on the pathophysiology of anxiety disorders in children, adolescents and young adults by using neuropsychological methods and functional neuroimaging. It is hoped that better understanding of these mechanisms might shed light on ideas for the development of new therapies for patients suffering from these disorders throughout life. Results from these three articles show significant changes in individuals with anxiety disorders using different evaluation approaches: Neuropsychology and Functional neuroimaging (with task and at rest). These early findings demonstrate the potential neurosciences offers to the understanding of mental disorders and provide ideas for therapeutic advances in customization and development of new treatment strategies.
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Estudo da prevalência de calcificação em núcleos da base do cérebro através de estudo imaginológico

de Barros e Silva, Edison 31 January 2008 (has links)
Made available in DSpace on 2014-06-12T22:58:59Z (GMT). No. of bitstreams: 2 arquivo4181_1.pdf: 1957097 bytes, checksum: 962134ea6844dfa535947fe630e4bace (MD5) license.txt: 1748 bytes, checksum: 8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33 (MD5) Previous issue date: 2008 / As calcificações de núcleos da base estão relacionadas com várias doenças sistêmicas, infecciosas, neurológicas e psiquiátricas. Devido a um aumento no uso de técnicas de neuroimagem, especialmente a tomografia computadorizada (TC), as calcificações em núcleos da base são cada vez mais precocemente visualizadas. A calcinose do tipo Fahr (estriado-pálido-denteada) são encontradas em cerca de l-2% dos pacientes que se submetem a exames de neuroimagem. Os dados sobre prevalência desses achados são escassos no Brasil, sendo essencial esta definição prévia, que irá servir para embasar as próximas pesquisas sobre implicações clínicas desses achados. Nosso trabalho foi orientado para a detecção de calcificações em núcleos da base, através da TC de crânio,com posterior determinação da prevalência, após coleta de laudos radiológicos em hospitais públicos do Recife, estudando a possível relação com a idade e sexo dos pacientes. Coletamos ao total 1898 laudos tomográficos, em duas instituições de saúde (Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco e Instituto Materno-Infantil de Pernambuco), sendo 836 de homens e 1062 de mulheres. Deste montante, encontramos 46 pacientes com calcificações de núcleos da base, sendo 30 mulheres e 16 homens. A prevalência encontrada foi de 2,23% no IMIP e 3,31% no HC-UFPE com variações entre sexo, faixa etária e instituição de origem. A média de idade dos pacientes com calcificações foi de 47 anos (IMIP) e 58 anos (HC-UFPE). Não houve associação estatisticamente significativa entre sexo e o achado de calcificação, porém demonstrou-se associação estatisticamente significativa das calcificações com a faixa etária acima dos 60 anos, sugerindo que a patogênese das calcificações de núcleos da base esteja ligada a algum processo subjacente ao envelhecimento, provavelmente à morte neuronal
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Transtornos de ansiedade e linguagem em crianças e adolescentes : estudos de neuropsicologia e neuroimagem funcional

Toazza, Rudineia January 2016 (has links)
Os transtornos de ansiedade são o grupo de transtornos psiquiátricos mais comum na infância e adolescência. Embora avanços significativos tenham sido feitos para identificar os melhores tratamentos para crianças ansiosas, ainda pouco se sabe sobre a base neural subjacente a esses transtornos. Nesse sentido, essa tese teve por objetivo investigar a linguagem como pano de fundo para o entendimento dos transtornos de ansiedade através de avaliações neuropsicológicas e de neuroimagem funcional, levando em consideração que pobres habilidades de linguagem podem levar a reações negativas no meio de convívio, vieses de interpretação e comportamento de esquiva em situações sociais. Os três artigos aqui apresentados são resultado de dois projetos. O primeiro artigo é resultado da fase de avaliação (linha de base) de crianças (6 -12 anos) participantes de um ensaio clínico randomizado para ansiedade infantil. O segundo e terceiro artigos são resultados de um seguimento de pacientes e indivíduos de comparação - adolescentes e adultos jovens (15 – 20 anos) - acompanhados pelos últimos 5 anos, oriundos de amostra comunitária. O primeiro artigo (Verbal fluency and severity of anxiety disorders in young children) teve como objetivo investigar o desempenho em testes de fluência verbal fonêmica com a gravidade dos sintomas de ansiedade em crianças. Os resultados mostraram uma associação entre sintomatologia ansiosa e o número de clusters (agrupamento de palavras que começam com as mesmas duas primeiras letras, diferem em uma única vogal, produzem rima ou homônimos). Os resultados replicam e avançam no entendimento de achados anteriores mostrando que a fluência verbal é consistentemente associada com a gravidade dos transtornos de ansiedade desde a infância. Além disso, nesse trabalho nós mostramos que essa associação é independente de sintomas comórbidos de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade. Nossos dados reforçam a importância da fluência verbal como um marcador de gravidade para a ansiedade e incentivam o desenvolvimento de novos estudos com o objetivo de investigar mecanismos acerca da relação entre fluência verbal e ansiedade e suas implicações terapêuticas. O segundo artigo (Anxiety-related down-regulation of thalamic regions in the processing of sad and angry emotional narratives) teve como objetivo investigar, através de ressonância magnética funcional, o processamento de narrativas de cunho emocional em comparação com conteúdo neutro, em adolescentes e jovens adultos com transtorno de ansiedade, em relação a um grupo de comparação com desenvolvimento típico. Os resultados mostraram uma hipoativação no tálamo, modulado pela emoção no contraste triste vs. neutro e raiva vs. neutro, em indivíduos com transtorno de ansiedade. Além disso, observou-se efeito da emoção em outras dez áreas cerebrais relacionadas com a linguagem e atenção (junção temporoparietal esquerda, giro pré-frontal medial direito, giro frontal inferior esquerdo, giro frontal medial esquerdo, cingulado posterior/precuneo, lobo parietal inferior esquerdo, giro temporal medial esquerdo, giro lingual esquerdo, giro temporal medial esquerdo, giro frontal inferior direito). Os resultados sugerem que pacientes com transtornos de ansiedade apresentam menor ativação talâmica relacionada a emoções negativas do que indivíduos de comparação, implicando um processamento aberrante de informações negativas nesses indivíduos. O terceiro artigo (Amygdala-based intrinsic functional connectivity and anxiety disorders in adolescents and young adults) teve como objetivo investigar a conectividade intrínseca de sub-regiões da amigdala em pacientes com transtorno de ansiedade quando comparados ao grupo sem o transtorno, através de exame de neuroimagem funcional em repouso. Os resultados mostraram conexões aberrantes entre a amigdala basolateral esquerda e cinco regiões cerebrais: giro pré-central direito, cingulado direito, precuneo bilateralmente e giro frontal superior. Essas diferenças entre os grupos se refletem em uma maior coativação entre a amigdala e essas cinco regiões em indivíduos ansiosos, enquanto que em indivíduos não ansiosos ou essa coativação da amigdala com essas regiões não é significativa ou é inversa (como acontece no giro cingulado direito e precuneo direito). Os dados mostraram importante disfunção na conectividade intrínseca entre a amigdala basolateral esquerda com o córtex motor, em áreas envolvidas na regulação emocional e rede de modo padrão. Os resultados desse conjunto de estudos trazem informações importantes sobre a fisiopatologia da ansiedade em crianças e jovens utilizando métodos de Neuropsicologia e neuroimagem funcional. Espera-se que um melhor entendimento desses mecanismos psicológicos e biológicos em jovens e crianças leve a ideias para o desenvolvimento de novas terapêuticas para pacientes que sofrem com esses transtornos ao longo de toda a vida. O conjunto de dados encontrados nesses três artigos nos mostram alterações significativas em indivíduos com transtornos de ansiedade a partir de diferentes enfoques de avaliação: Neuropsicologia, Neuroimagem funcional (com realização de tarefa e em repouso). Esses achados iniciais demonstram as potencialidades que a neurociências oferece para o entendimento dos transtornos mentais ao compreender o cérebro humano em suas diferentes redes funcionais, além de fornecer ideias para avanços na personalização terapêutica e desenvolvimento de novas estratégias de tratamento. / Anxiety disorders are the most common group of psychiatric disorders in childhood. Although significant advances have been made to identify the best treatments for children with anxiety disorders, little is known about the underlying neural basis for these disorders. This thesis used language as a background for the understanding anxiety disorders throughout neuropsychological and functional neuroimaging studies, taking into consideration that poor language skills can lead to negative reactions, interpretation biases and avoidance behavior in social situations. The three papers presented here are the results of two projects. The first paper is the result of the baseline assessment phase of children (ages 6 – 11) participating in a randomized clinical trial for childhood anxiety. The second and third papers resulted from a cohort of anxiety disorder patients and comparison adolescents and young adults (ages 15 – 20) followed for the past five years from a community sample. The first paper, (Phonemic verbal fluency and severity of anxiety disorders in young children) aimed to investigate if performance in a phonemic verbal fluency task is associated with the severity of anxiety symptoms in young children with anxiety disorders. The results showed an association between anxiety symptoms and the number of clusters (grouping of words that start with the same first two letters, differ in one vowel, produce rhyme or homonyms). The results replicate and extend previous findings showing that verbal fluency is consistently associated with the severity of anxiety disorders since childhood. Moreover, in this paper we showed that this association was independent from comorbid symptoms of Attention Deficit/Hyperactivity Disorder. We conclude verbal fluency is consistently associated with the severity of anxiety symptoms, as replicated by our current findings. Our data reinforce the importance of verbal fluency as a marker of severity for anxiety and encourage the development of further studies aiming to investigate biological mechanisms for this association as well as its therapeutic implications. The second manuscript (Anxiety-related down-regulation of thalamic regions in the processing of sad and angry emotional narratives) aimed to investigate emotional processing through functional magnetic resonance imaging using narratives with emotional content as compared with neutral content in adolescents and young adults with anxiety disorders, relative to a comparison group. The results demonstrated a hypoactivation of a thalamic region modulated by emotion in sad vs. neutral and angry vs. neutral contrasts in individuals with anxiety disorders if compared to typically developing controls. In addition, there was an effect of emotion activation in ten others brain areas related to language and attention (left temporoparietal junction, right medial prefrontal gyrus, left inferior frontal gyrus/pars orbitalis, left superior/middle frontal gyrus, posterior cingulate/precuneus, left inferior parietal lobe, left middle temporal gyrus, left lingual gyrus, left middle temporal gyrus, right inferior frontal gyrus). The results suggest patients with anxiety disorders have lower activation in a thalamic region during negative emotions, implicating aberrant information processing in this region in anxious adolescents. The third article (Amygdala-based intrinsic functional connectivity and anxiety disorders in adolescents and young adults) aimed to investigate the intrinsic connectivity of amygdala subregions in patients with anxiety disorder when compared to the group without the anxiety disorder by examination functional neuroimaging at rest. The results showed aberrant connections between the left basolateral amygdala and five brain regions: right precentral gyrus, right cingulate gyrus, precuneus bilaterally, and right superior frontal gyrus. Between-group differences are reflected in a higher co-activation between the amygdala and these five regions in anxious subjects, whereas in non-anxious individuals that co-activation is not significant or is negatively correlated (as in cingulate gyrus and right precuneus). The data showed significant dysfunction in the intrinsic connectivity between the left basolateral amygdala with the motor cortex in areas involved in emotional regulation and default mode network. The results from this set of studies provide important information on the pathophysiology of anxiety disorders in children, adolescents and young adults by using neuropsychological methods and functional neuroimaging. It is hoped that better understanding of these mechanisms might shed light on ideas for the development of new therapies for patients suffering from these disorders throughout life. Results from these three articles show significant changes in individuals with anxiety disorders using different evaluation approaches: Neuropsychology and Functional neuroimaging (with task and at rest). These early findings demonstrate the potential neurosciences offers to the understanding of mental disorders and provide ideas for therapeutic advances in customization and development of new treatment strategies.

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