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O impacto da ansiedade e depressão na qualidade de vida de mulheres com dor pélvica crônica / Evaluation of the Prevalence of Anxiety and its Impact on the Quality of Life of Women with Chronic Pelvic Pain.Adriana Peterson Mariano Salata Romão 28 February 2008 (has links)
Introdução: A Dor Pélvica Crônica (DPC) tem sido definida como dor pélvica não exclusivamente menstrual, com duração de pelo menos seis meses, suficientemente intensa que pode interferir em atividades habituais, necessitando de tratamento clínico e/ou cirúrgico. Pacientes portadoras de DPC tem apresentado altos níveis de ansiedade e depressão desta forma tem havido um comprometimento na sua qualidade de vida. Objetivos: verificar o impacto da ansiedade e depressão na qualidade de vida de mulheres com dor pélvica crônica. Casuísticas e Métodos: foi realizado um estudo do tipo transversal, no qual foram incluídas 52 pacientes com dor e 54 sem dor. A depressão e a ansiedade foram avaliadas pela escala Hospital Anxiety and Depression Scale - HAD e a qualidade de vida foi avaliada pelo World Health Organization Quality of life Whoqol-bref. Para análise estatística foram utilizados os testes U de Mann-Whitney, Exato de Fisher, X² e o teste de Spearman. Resultados: A freqüência de ansiedade nos grupos com dor e controle foram respectivamente 73% e 37% (p=0, 0001) e de depressão foram respectivamente 40% e 30% (p=0, 0269). Houve correlação significativa entre os escores de ansiedade e depressão (p<0, 0001; r= 0, 6418). Quanto aos escores de qualidade de vida observaram-se diferenças significativas entre os domínios físico (p<0, 0001), psicológico (p<0, 003) e social (p<0, 005), não havendo diferenças significativas no domínio ambiental (p=0, 610) entre os grupos. Foram comparadas no grupo com dor, pacientes com e sem ansiedade quanto aos escores de qualidade de vida, observando-se níveis significativamente mais elevados nos domínios físico (p=0, 0011), psicológico (p<0, 0001), social (p=0, 0186) e ambiental (p=0, 0187) nas pacientes sem ansiedade. Neste mesmo grupo, foram comparadas as pacientes com e sem depressão quanto aos escores de qualidade de vida, observando-se níveis significativamente mais elevados para os domínios físico (p=0, 003), psicológico (p<0, 0001), social (p=0, 0015) e ambiental (p=0, 0048). Conclusões: As pacientes com DPC apresentam índices de ansiedade e depressão maiores que o grupo controle e a sua qualidade de vida está diminuída. Quanto maiores os escores de ansiedade e depressão, menores os escores de qualidade de vida. Mais estudos são necessários para comprovar efetivamente estas associações. No entanto, uma avaliação bem realizada e o acompanhamento psicológico podem auxiliar no tratamento da dor pélvica crônica, objetivando melhorar a qualidade de vida dessas pacientes. / Introduction: chronic pelvic pain (CPP) has been defined as pain pelvic not exclusively menstrual, with duration of at least six monsths, enough intense that can intervene with activities, nedding clinical and/or surgical treatment. Patients with CPP have high levels of anxiety and depression, with a consequent impairment of their quality of life. Objectives: to verify the impact of the anxiety and depression in the quality of life of women with chronic pelvic pain. Patients and Methods: 52 patients with pain and 54 without pain were included in a cross-sectional controlled study. Depression and anxiety were assessed using the Hospital Anxiety and Depression Scale (HAD and quality of life was assessed using the World Health Organization Quality of life WHOQOL-bref questionnaire. Data were analyzed statistically by the Mann-Whitney U test, the Fisher exact test, the X² test, and the Spearman correlation test. Results: The frequency of anxiety was 73% in the study group and 37% in the control group (p=0.0001) and the frequency of depression was 40% and 30%, respectively (p=0.0269). There was a significant correlation between anxiety and depression scores (p<0, 0001; r= 0.6418). Regarding the quality of life scores, significant differences were observed between groups for the physical (p<0.0001), psychological (p<0.003) and social (p<0.005) domains, with no difference for the environmental domain (p=0.610). When patients with and without anxiety in the study group were compared in terms of quality of life scores, significantly higher levels were detected in the patients without anxiety regarding the physical (p=0.0011), psychological (p<0.0001), social (p=0.0186) and environmental (p=0.0187) domains. When patients with and without depression were compared in this same group regarding quality of life scores, significantly higher levels were observed for the physical (p=0.003), psychological (p<0.0001), social (p=0.0015) and environmental (p=0.0048) domains. There was a significant correlation between anxiety and depression scores (p<0. 0001; r= 0.6418). Conclusions: patients with CPP present higher anxiety and depression indices than control women and their quality of life is reduced. The higher the anxiety and depression scores, the lower the quality of life scores. More studies are necessary to prove these associations effectively. Thus, evaluation and psychological monitoring can be of help for the treatment of CPP in order to improve the quality of life of affected patients.
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Efeitos do exercício físico sobre os limiares de dor em mulheres com dor pélvica crônica / Effects of exercise therapy on pain threshold in women with chronic pelvic painArthur Marques Zecchin Oliveira 12 April 2018 (has links)
Dor pélvica crônica é comumente descrita como uma dor contínua ou intermitente na pelve anatômica ou parede abdominal anterior, em nível ou inferior ao umbigo que dura pelo menos seis meses, e é suficiente severa para causar incapacidade funcional ou para levar a procura de cuidados. A etiologia não é clara, e resulta numa complexa interação entre os sistemas gastrointestinal, urinário, ginecológico, músculo-esquelético, neurológico e endócrino, influenciado ainda por fatores psicológicos e socioculturais. O exercício físico tem sido descrito como um ótimo meio para tratar doenças crônicas músculo-esqueléticas, viscerais e neuronais. Existem vários indícios que o exercício físico, tanto aeróbio quanto anaeróbio promovem aumento do limiar de dor em pacientes com dor crônica. O objetivo deste estudo foi inserir o exercício de resistência de força em 21 mulheres com dor pélvica crônica e 21 mulheres saudáveis (grupo controle), para saber se por meio do mesmo era possível aumentar o limiar de dor (diminuir a dor), e se existia alguma relação entre o limiar de dor e os parâmetros cardiovasculares. O exercício selecionado foi a máquina \"cadeira extensora\", sendo feito quatro séries de quinze repetições com pausa de um minuto entre cada série, com duração de dez minutos no total. Após a fase de adaptação, a intensidade do treinamento foi de 40% de 9 repetições máximas nas duas primeiras semanas e 60% de 9 repetições máximas nas duas últimas semanas, totalizando 4 semanas. Também foram avaliados os níveis de ansiedade e depressão (PHQ-4), cinesiofobia (Tampa), intensidade da dor (escala visual analógica), tipo de dor (DN4) e catastrofização da dor (escala de catastrofização da dor), além de frequência cardíaca e pressão arterial. Todos os instrumentos utilizados foram traduzidos e validados para aplicação no Brasil. O projeto, juntamente com o termo de consentimento livre e esclarecido, foi aprovado no Conselho de Ética do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo. Foi observada uma correlação inversa nos limiares de dor entre os grupos, demonstrando que mulheres com dor pélvica crônica diminuem os limiares periféricos de dor após o exercício selecionado (p<0,005). A pressão arterial e frequência cardíaca se mostraram com basal aumentadas no grupo dor pélvica crônica, com possível interferência da pressão arterial sistólica. A frequência cardíaca não demonstrou retornar a linha basal após o término do treinamento. O estudo demonstrou que mulheres com dor pélvica crônica possuem limiar de dor diminuído após o exercício, quando comparado a fase pré exercício e quando comparado a mulheres saudáveis. Os parâmetros cardiovasculares (frequência cardíaca e pressão arterial) se mostraram alterados em dor pélvica crônica ao comparar com mulheres saudáveis, levando a hipótese de que o sistema cardiovascular possuí correlação com os limiares periféricos de dor. / Chronic pelvic pain is commonly described as continuous or intermittent pain in the anatomical pelvis (anterior abdominal wall at or below the umbilicus) that lasts for at least six months, and is severe enough to cause functional disability or to lead to the search for care. The etiology is unclear, resulting in a complex interaction between the gastrointestinal, urinary, gynecological, muscle-skeletal, neurological and endocrine systems, still influenced by psychological and sociocultural factors. Physical exercise has been described as a great way to treat chronic musculoskeletal, visceral and neuronal diseases. There are several indications that physical exercise, both aerobic and anaerobic, promote an increase in the pain threshold in patients with chronic pain. The purpose of this study was to insert the strength endurance exercise in 21 women with chronic pelvic pain and 21 healthy women (control group) to determine if it was possible to increase the pain threshold (decrease pain) and if it existed some relationship between the pain threshold and the cardiovascular parameters. The exercise selected was the \"extensor chair\" machine, with four sets of fifteen repetitions with a one-minute pause between each series, lasting ten minutes in total. After the adaptation phase, training intensity was 40% of 9 maximum repetition in the first two weeks and 60% of 9 maximum repetition in the last two weeks, totaling 4 weeks. The levels of anxiety and depression (PHQ-4), kinesiophobia (Tampa), pain intensity (Visual analogic scale), type of pain (DN4) and catastrophic pain (PCS) and blood pressure. All the instruments used were translated and validated for application in Brazil. The project, together with the free and informed consent form, was approved at Conselho de Ética do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo. An inverse correlation was observed in pain thresholds between the groups, demonstrating that women with chronic pelvic pain lower peripheral pain thresholds after the exercise selected (p <0.005). Blood pressure and heart rate were shown to be increased basally in the chronic pelvic pain group, with possible interference from systolic blood pressure. The heart rate did not demonstrate a return to the baseline after the end of the training. The study showed that chronic pelvic pain women have increased pain threshold after exercise when compared to the pre-exercise phase and when compared to healthy women. The cardiovascular parameters (heart rate and blood pressure) were altered in chronic pelvic pain women when compared to healthy women, leading to the hypothesis that the cardiovascular system has a correlation with the peripheral pain thresholds.
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Avaliação antropométrica em mulheres com dor pélvica crônica / Anthropometric evaluation of women with chronic pelvic pain. 2017. DissertationJoyce Beatriz da Silva 17 February 2017 (has links)
Introdução: A dor pélvica crônica (DPC) é queixa frequente na prática ginecológica. É definida como dor localizada na região da pelve, não exclusivamente menstrual, persistente por pelo menos seis meses e intensa o suficiente para causar incapacidade funcional. Dentre as causas ginecológicas relacionadas à DPC está a endometriose, que tem como principal problema clínico a síndrome dolorosa, manifestando-se como dismenorreia, dor pélvica, dor abdominal, dispareunia, e defecação dolorosa. Objetivo: o objetivo deste estudo foi determinar a média da composição corporal e de marcadores antropométricos, análise do comportamento alimentar e avalição de dor, comparando dois grupos de mulheres com DPC (dor pélvica crônica) secundário a endometriose e secundário a outras causas. Metodologia: Foram convidadas 122 mulheres com diagnóstico clínico de DPC secundária à endometriose e secundário a outras causas, através do método de seleção de amostra não probalística, recrutadas no Ambulatório de Dor Pélvica Crônica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (AGDP-HCFMRP-USP). Ao aceitarem participar da pesquisa, assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. E foram submetidas a uma avaliação antropométrica (peso, altura, circunferência cintura, abdômen e quadril), avaliação alimentar (recordatório de 24 horas), exame de bioimpedância para avaliar a porcentagem de gordura e a escala visual Analógica - EVA, que trata-se de uma escala de 0 a 10 para avaliar dor. Trata-se de um estudo tipo casocontrole. O grupo caso é caracterizado por mulheres com DPC secundário a outras causas como síndrome miosfascial, dispareunia, entre outras e o grupo controle caracterizado por mulheres com DPC secundário a endometriose, diagnosticadas através de avaliação de exames específicos. Resultados: Das 122 mulheres convidadas apenas 91 mulheres finalizaram o estudo, sendo que destas 46 mulheres diagnosticadas com DPC secundário a endometriose e 45 mulheres com DPC secundário a outras causas. Caracterizados como grupo com endometriose e sem endometriose. A média de idade do grupo com endometriose era é de 36,78 ± 7,58 e do grupo sem endometriose 38,55 ± 7,5 anos. Não houve diferente significativa entre a porcentagem de gordura (p. 0,2153) sendo que a média do percentual de gordura no grupo com endometriose foi 34,92% ±6,11 e sem endometriose 36,95 ±6,1. A análise de intensidade da dor foi: 7,2±2,06 no grupo com endometriose e 5,93 ±2,64 no grupo sem endometriose (p. 0,0302). Em relação ao recordatório alimentar que avaliou macronutrientes e micronutrientes, também não houve diferença entre os macronutrientes avaliados, a média da ingestão de calorias do grupo com endometriose foi de 1633,76 Kcal ± 714,63 e sem endometriose de 1477,5±707,11 (p. 0,1581). Mas com relação aos micronutrientes, o zinco apresentou diferença significante (p.0,0417) em relação aos dois grupos analisados, sendo no grupo endometriose uma ingestão média 11,46 mg ±9,98 e o grupo sem endometriose 8,17mg ±7,77, onde ambos os grupos tiveram ingestão maiores que a recomendação pela OMS, O aminoácido triptofano apresentou diferença significativa (0,0494) entre os grupos avaliados. A recomendação diária (RDA) para triptofano é 5 mg/dia. O grupo caso teve uma média de ingestão de 506,55 mg ±407,89 e o grupo controle 373,57 mg ±392,48. Conclusão: Conclui-se que não existe diferença em relação a todos os parâmetros antropométricos avaliados em ambos os grupos a não ser o que diz sobre o micronutriente zinco e o aminoácido triptofano analisados pelo recordatório alimentar de 24 horas, o que demonstra que devem ser realizados intervenções semelhantes em ambos os grupos, mas que novos estudos ainda são necessários. / Introduction: Chronic pelvic pain (DPC) is a frequent complaint in gynecological practice. It is defined as localized pain in the region of the pelvis, not exclusively menstrual, persistent for at least six months and intense enough to cause functional disability. Among the gynecological causes related to CPD is endometriosis, which has as main clinical problem the painful syndrome, manifesting itself as dysmenorrhea, pelvic pain, abdominal pain, dyspareunia, and painful defecation. Objective: The objective of this study was to determine the mean body composition and anthropometric markers, food behavior analysis and pain assessment, comparing two groups of women with CPD (chronic pelvic pain) secondary to endometriosis and secondary to other causes. Methodology: Twenty-two women with clinical diagnosis of PCD secondary to endometriosis and secondary to other causes were invited through the non-probalistic sample selection method, recruited at the Chronic Pelvic Pain Clinic of the Hospital das Clínicas of the Medical School of Ribeirão Preto Of São Paulo (AGDP-HCFMRP-USP). Upon agreeing to participate in the research, they signed the informed consent form. They were submitted to an anthropometric evaluation (weight, height, waist circumference, abdomen and hip), food evaluation (24 hour recall), bioimpedance test to evaluate fat percentage and visual analog scale - EVA, which is Of a scale from 0 to 10 to assess pain. It is a case-control study. The case group is characterized by women with PCD secondary to other causes such as myosfascial syndrome, dyspareunia, among others, and the control group characterized by women with CPD secondary to endometriosis, diagnosed through evaluation of specific exams. Results: Of the 122 women invited, only 91 women completed the study, of which 46 women were diagnosed with PCD secondary to endometriosis and 45 women with PCD secondary to other causes. Characterized as a group with endometriosis and without endometriosis. The mean age of the group with endometriosis was 36.78 ± 7.58 and the group without endometriosis was 38.55 ± 7.5 years. There was no significant difference between the percentage of fat (p <0.2153) and the mean percentage of fat in the group with endometriosis was 34.92% ± 6.11 and without endometriosis 36.95 ± 6.1. The analysis of pain intensity was: 7.2 ± 2.06 in the group with endometriosis and 5.93 ± 2.64 in the group without endometriosis (p 0.0302). In relation to the food recall that evaluated macronutrients and micronutrients, there was also no difference between the macronutrients evaluated, the average calorie intake of the group with endometriosis was 1633.76 Kcal ± 714.63 and without endometriosis of 1477.5 ± 707, 11 (p.15,151). However, in relation to the micronutrients, zinc presented a significant difference (p.0.0417) in relation to the two groups analyzed, being in the endometriosis group an average intake of 11.46 mg ± 9.98 and the group without endometriosis 8.17 ± 7 , 77, where both groups had higher intakes than the WHO recommendation. The amino acid tryptophan had a significant difference (0.0494) between the groups evaluated. The daily recommendation (RDA) for tryptophan is 5 mg / day. The case group had an average intake of 506.55 mg ± 407.89 and the control group 373.57 mg ± 392.48. Conclusion: It is concluded that there is no difference in relation to all anthropometric parameters evaluated in both groups, except for what is said about the zinc micronutrient and the tryptophan amino acid analyzed by the 24-hour food recall, which demonstrates that they must be performed Interventions in both groups, but that further studies are still needed.
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Exenteração pélvica e preservação dos esfíncteres: análise de 96 casos / Pelvic exenteration and sphincter preservation: an analysis of 96 casesAntonio Henrique Oliveira Poletto 15 April 2005 (has links)
A exenteração pélvica é método efetivo no tratamento de tumores pélvicos localmente avançados. As cirurgias mais conservadoras, com preservação funcional dos esfíncteres e reconstrução continente dos tratos intestinal e urinário podem melhorar a qualidade de vida e estimular os pacientes a aceitar a cirurgia. O objetivo deste estudo foi avaliar os resultados da exenteração pélvica no tratamento dos tumores pélvicos localmente avançados em relação à preservação dos esfíncteres e fatores associados ao prognóstico. Analisou-se retrospectivamente os fatores relacionados à preservação dos esfíncteres bem como os fatores associados ao prognóstico em pacientes submetidos à exenteração pélvica. Dos 96 pacientes submetidos à exenteração pélvica, preservou-se pelo menos um dos esfíncteres em 36 (37,5%). Na década de 1990 a taxa de preservação esfincteriana foi significativamente maior do que na década de 1980 (47,6 versus 18,2%) (p = 0,005). As variáveis independentemente relacionadas à preservação de esfíncter foram tratamento realizado na década de 1990 e tumor de origem coloproctológica. A taxa de complicação pós-operatória não foi influenciada pela preservação dos esfíncteres (p = 0,276). Não se observou diferença estatisticamente significativa nas taxas de morbidade entre as décadas de 1990 e 1980 (55,6% versus 75,8%; p = 0,075). Na década de 1990 houve redução da taxa de mortalidade pós-operatória em relação à década de 1980 (9,5% versus 27,3%; p = 0,023). Em nove pacientes, as margens de ressecção estavam microscopicamente comprometidas (R1) e, em cinco macroscopicamente comprometidas (R2). As margens de ressecção não foram influenciadas pelo tipo de cirurgia (p = 0,104), nem pela preservação dos esfíncteres (p = 0,881). A taxa de sobrevida livre de doença em cinco anos foi de 40,5%. Observou-se associação da recorrência com perda de peso (p = 0,006), índice de Karnofsky (p = 0,035) e a topografia do tumor (p = 0,027). No modelo multivariado, a perda de peso e os tumores de origem ginecológica foram as variáveis independentes para recorrência. Pacientes portadores de tumores ginecológicos ou com perda de peso foram considerados de alto risco para recorrência e os pacientes portadores de tumores não ginecológicos e sem perda de peso, de baixo risco. O grupo de alto risco apresentou chance de recorrência cerca de sete vezes maior do que o de baixo risco. A sobrevida livre de doença em 5 anos para os grupos de baixo e de alto risco foram, respectivamente, de 78,0% e 21,2%. As variáveis associadas ao óbito foram a idade superior a 60 anos (p = 0,007), a perda de peso (p = 0,004), radioterapia pré-operatória (p = 0,043), década de trata mento (p = 0,050) e preservação de esfíncter (p=0,026). No modelo multivariado as variáveis associadas ao óbito foram tratamento realizado na década de 1980, a idade superior a 60 anos e a perda de peso. Com os resultados deste estudo podemos concluir que houve aumento significante da preservação dos esfíncteres na década de 1990 sem aumento da freqüência de margens cirúrgicas comprometidas nem prejuízo na sobrevida dos pacientes submetidos à exenteração pélvica com preservação dos esfíncteres / Pelvic exenteration (PE) is an effective method for treating locally advanced pelvic tumors. More conservative surgeries, preserving sphincters and continent reconstruction of the intestinal and urinary tract, which could contribute to a better quality of life and encourage patients to accept this procedure. The objective of this study was to evaluate the results of PE in the treatment of locally advanced pelvic tumors, mainly considering sphincter preservation and factors associated to the prognosis. Between 1980 and 2000, 96 PE were performed. Factors related to sphincter preservation as well as factors associated to prognosis were respectively analyzed. Of the 96 patients treated with pelvic exenteration, at least one sphincter in 36 patients was preserved (37.5%). In the 1990\'s, the sphincter preservation rate was significantly higher than in the 1980\'s (47.6 vs. 18.2 %) (p = 0.005). Independent variables related to the sphincter preservation were decades from the realization of surgery 1990\'s and coloproctological tumors. The postoperative complication rate was not influenced by sphincter preservation (p = 0.276). Statistically, there was no differentiation between the morbidity rates during the 1980\'s and 1990\'s (55.6% versus 75.8%, p = 0.075). In the 1990\'s, there was a reduction in the post-operative mortality rate compared to the 1980s\' rate (9.5% versus 27.3%; p = 0.023). In nine patients, the resection margins were compromised microscopically (R1) and in five patients, macroscopically compromised (R2). The resection margins were not influenced by the type of surgery (p = 0.104), nor by the preservation of sphincters (p = 0.881). Disease free survival at five years was 40.5%. Among the clinical variables, there was an association between recurrence and weight loss (p = 0.006) and the Karnofsky index (p = 0.035). The topography of the tumor showed links with recurrence (p = 0.027). In the multivariable model, the independent variables related to recurrence were weight loss and gynecological tumors. Patients with gynecological tumors or with weight loss were considered high risk for recurrence, while patients with no gynecological tumors and without weight loss were considered low risk. The high risk group showed 7 times more chance of recurrence than the low risk group. Survival rates of patients, who remained disease-free, after 5 years, for the low and high risk group were 78.0% and 21.2% respectively. Death was linked to ages over 60 (p = 0.007), weight loss (p = 0.004), pre-surgery radiotherapy (p = 0.043), decades from the realization of surgery (p = 0.050) and the sphincter preservation (p = 0.026). The independent variables related to death were treatments in the 1980\'s, ages over 60 and weight loss. Taking into account the results in this research, we conclude that there was a significant increase of sphincter preservation during the 1990\'s and neither the type of surgery nor sphincter preservation were associated to a higher number of surgeries with compromised margins allows pelvic exenteration to be performed with sphincter preservation, without harming survival rates
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Estudo anatômico do comportamento do nervo pudendo em fetos de bovinos azebuados / Anatomical study on the behavior of the pudendum nerve in fetuses of the crossbred zebu cattleRosa Helena dos Santos Ferraz 19 February 1997 (has links)
Para a execução deste trabalho, valemo-nos de trinta fetos de bovinos azebuados, fêmeas. Após o processo de conservação e de redução das peças, realizamos sua dissecção, com auxílio de instrumentos de cirurgia oftálmica e lupa circular de luz fria. Priorizamos a observação da origem do tronco do nervo pudendo registrando-a, maus freqüentem ente (76,7%) em relação ao segundo, terceiro e quarto nervos sacrais, destacando como contribuição mais conspícua, a que se refere ao terceiro nervo sacra (90%). Especificamos também as contribuições dos ramos ventrais dos nervos sacrais destinadas a cada um dos ramos, registrando participação mais freqüentemente do terceiro e quartos nervos, isto é: cutâneo proximal (56,7% à direita e 53,3% à esquerda), cutâneo distal (70% à direita e 56,7% à esquerda) e nervo pudendo (propriamente dito - 76,7% à direita e 73,3% à esquerda), considerandoo-os enquanto contidos na cavidade pélvica. Registramos o número de ramos representativos dos ramos cutâneos proximal e dista], sendo respectivamente encontrado em apresentação única à direita (63,3% - 96,7%) e à esquerda (66,7% - 83,3%); dupla à direita (23,3% - 3,3%) e à esquerda (23,3% - 16,7%) e tripla, exclusivamente para o ramo cutâneo proximal à esquerda (3,3%). Observamos também a emergência desses ramos da cavidade pélvica, representada para o ramo cutâneo proximal mais freqüentemente através do forame isquiático menor à direita (16,7%) e à esquerda (16,7%) oou perfurando o ligamento sacrotuberal largo à direita (46,7%) e à esquerda (50%) e, para o ramo cutâneo distal pela fossa ísquio-retal para ambos os antímeros (100%). 0 nervo pudendo (propriamente dito), no terço final da cavidade pélvica, origina sempre o ramo dorsal do clitóris e o ramo mamário (100%). Registramos ainda, ocorrência de ramo conectivo (\"anastomose\") entre um pequeno ramo que adentra a cavidade pélvica pela porção cranial do forame isquiático menor e o nervo pudendo (propriamente dito) ou um de seus ramos - o nervo perineal profundo (63,3%). Os resultados obtidos em relação ao comportamento do nervo pudendo em fetos de bovinos azebuados, fêmeas, de modo geral, não mostram discordância com os correspondentes dados obtidos na literatura consultada, referentes a bovinos de origem européia. / In order to perform this research, 30 female fetuses from crossbred zebus were used. After applying the process of conservation and reduction of the pieces, dissections were made by using ophthalmic surgical instruments and circular magnifying glass fitted with cold lamp. Priority was given to the observation of the origin of the pudendum nerve trunk registering it, more frequently, in relation to the second, third and fourth sacral nerves (76.7%), emphasizing it as the most remarkable contribution, the one that refers to the third sacral nerve (90%). While enclosed in the pelvic cavity, we considered contributions of the ventral branches of the sacral nerves, specifically destinated to each of the branches, registering more abundantly participation of the third and fourth nerves, that is: proximal cutaneous (56.7% to the right and 53.3% to the left), distal cutaneous (70% to the right and 56.7% to the left) and pudendum nerve (properly speaking - 76.7% to the right and 73.3% to the left). We registered the number of branches representative of the proximal cutaneous and of the distal cutaneous, being respectively found in the unique appearance to the right si de (63.3% and 96.7%) and to the left (66.7% and 83.3%); double to the right (23.3% and 3.3.%) and to the left (23.3% and 16.7%), and triple, exclusively to the proximal cutaneous branch to the left (3.3%). The emergence of these branches from the pelvic cavity was also observed, represented to the proximal cutaneous branch more often through the minor ischiatic foramen to the right (16.7%) and to the left (16.7%) or perforating the large sacrotuberal ligament to the right (46.7%) and to the left (50%) and, to the distal cutaneous branch through ischiorectal fossa to both antimeres (100%). The pudendum nerve (properly speaking), in the final one-third of the pelvic cavity, always originates the dorsal branch of the clitoris and the mammary branch (100%). The occurrence of the comiective branch (\"anastomosis\") between a small branch entering into the pelvic cavity through the cranial portion of the minor ischiatic foramen (properly speaking) and the pudendum nerve or one of its branches - the deep pudendum nerve was also observed (63.3%). The results of the behavior of the pudendum nerve found in female fetuses of the crossbred zebu cattle did not differ from those of the Europen cattle, as described in the literature.
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Qualidade de vida de mulheres com dor pélvica crônica / Quality of life of women with chronic pelvic painBARCELOS, Priscilla Rodrigues 16 June 2010 (has links)
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Previous issue date: 2010-06-16 / OBJECTIVES: to compare the quality of life (QOL) of women who have or do
not have chronic pelvic pain (CPP) and to investigate the factors associated with
QOL in women with CPP. METHODS: a cross-sectional study was performed, in
which 30 women with CPP and 20 women without CPP were included. They
were premenopausal women aged 18 to 50 years attending the gynecologic
outpatient department of a tertiary care university hospital (Hospital das
Clínicas, Universidade Federal de Goiás, Brazil). A CPP case was considered
when presenting with recurrent or constant pelvic pain of at least six months`
duration, unrelated to periods. Women who had been pregnant in the previous
year or who had a history of malignant disease were excluded.
Sociodemographic and clinical features were assessed. The Medical Outcomes
Study 36-item Short-Form Health Survey (SF-36) questionnaire was used to
investigate QOL. It provides an eight-scale profile of scores: physical
functioning, role-physical, bodily pain, general health, vitality, social functioning,
role-emotional and mental health. These eight domains can be summed up in
two summary measures: physical component summary (PCS) and mental
component summary (MCS). Pain intensity was evaluated using a mechanical
visual analogue scale (VAS). Multiple regression analyses was used to compare
QOL scores between women with and without CPP and to identify the factors
associated with QOL in women with CPP. RESULTS: the mean age of women
with and without CPP was 35.2±7.5 and 36±9.3 years, respectively (p=0.77).
Women with CPP had a lower monthly family income (p=0.04) and a higher
prevalence of dysmenorrhea (87% versus 40%; p<0.01) and depression (30%
versus 5%; p=0.04) compared to those without CPP. After adjusting the
analyses using potential confounding variables, women with CPP had lower QOL scores in two domains: bodily pain (31 versus 72; p<0.01) and social
functioning (56.3 versus 100; p<0.01). Depression was negatively associated
with the role-emotional domain (coefficient: -65.185; CI 95% -130.25 to -0.12;
p=0.05) and the MCS (coefficient: -23.271; CI 95% -43.8 to -2.74; p=0.03),
whereas pain intensity was negatively associated with the bodily pain domain
(coefficient: -8.826; CI 95% -13.98 to -3.66; p<0.01) of the QOL of women with
CPP. CONCLUSIONS: women with CPP had poorer QOL compared to those
without CPP. Depression in women with CPP was associated with lower QOL.
Greater pain intensity, as assessed by the mechanical VAS, was also
associated with lower QOL among women with CPP. These factors should be
considered when managing CPP patients in an attempt to minimize the negative
effects they may exert on QOL. / OBJETIVOS: comparar a qualidade de vida (QV) de mulheres com e sem dor
pélvica crônica (DPC) e investigar os fatores associados à QV de mulheres com
DPC. MÉTODOS: realizou-se um estudo de corte transversal. Foram incluídas
mulheres na pré-menopausa, com idade entre 18 e 50 anos, que estavam em
seguimento no Ambulatório de Ginecologia do Hospital das Clínicas da
Universidade Federal de Goiás. Foi considerado um caso de DPC a presença
de dor não cíclica na região pélvica, constante ou intermitente, há pelo menos
seis meses. Mulheres que estiveram grávidas nos últimos 12 meses ou com
antecedente de neoplasia maligna foram excluídas. Foram incluídas 30
mulheres com DPC e 20 sem DPC. Foram avaliadas características
sociodemográficas e clínicas. A QV foi investigada através do questionário SF-
36, que apresenta oito domínios: capacidade funcional, aspectos físicos, dor,
estado geral de saúde, vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais e
saúde mental. Estes domínios podem ser resumidos em dois sumários: sumário
do componente físico (SCF) e sumário do componente mental (SCM). A
intensidade da dor foi pesquisada, aplicando-se a escala visual analógica (EVA)
mecânica. Utilizou-se análise de regressão múltipla para comparação dos
escores de QV entre mulheres com e sem DPC e para identificação dos fatores
associados à QV de mulheres com DPC. RESULTADOS: a média de idade das
mulheres com e sem DPC foi de 35,2±7,5 anos e 36±9,3 anos (p=0,77),
respectivamente. Mulheres com DPC apresentaram menor renda familiar
mensal (p=0,04), e uma maior prevalência de dismenorreia (87% versus 40%;
p<0,01) e depressão (30% versus 5%; p=0,04) quando comparadas àquelas
sem DPC. Na análise ajustada por potenciais variáveis confundidoras, mulheres
com DPC apresentaram menores escores de QV nos domínios dor (31 versus 72; p<0,01) e aspectos sociais (56,3 versus 100; p<0,01). Depressão associouse
negativamente ao domínio aspectos emocionais (coeficiente: -65,185; IC
95% -130,25 a -0,12; p=0,05) e ao SCM (coeficiente: -23,271; IC 95% -43,8 a -
2,74; p=0,03), enquanto intensidade da dor relacionou-se negativamente ao
domínio dor (coeficiente: -8,826; IC 95% -13,98 a -3,66; p<0,01) da QV de
mulheres com DPC. CONCLUSÕES: mulheres com DPC apresentaram pior QV
quando comparadas a mulheres sem DPC. O relato de depressão entre
mulheres com DPC associou-se a uma pior QV. Quanto maior a intensidade da
dor, avaliada através da EVA mecânica, pior a percepção da QV de mulheres
com DPC. Dessa forma, esses fatores devem ser considerados na abordagem
da mulher com DPC, buscando-se minimizar as repercussões dos mesmos
sobre a QV.
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A confiabilidade da ultrassonografia tridimensional na avaliação de parâmetros morfológicos e biométricos do assoalho pélvico de mulheres com dor pélvica crônica e dispareunia / The reliability of three-dimensional ultrasonography in the evaluation of morphological and biometric parameters of the pelvic floor of women with chronic pelvic pain and dyspareuniaCarmo, Maria Aparecida Mazzutti Verlangieri 25 March 2019 (has links)
Introdução- A dor pélvica crônica é patologia debilitante em mulheres em idade reprodutiva, considerada problema de saúde pública, responsável por gasto anual nos EUA acima de 5 bilhões de dólares com diagnóstico desconhecido em cerca de 60% dos casos e se associa a dispareunia em 50% dos casos. E fundamental a obtenção de métodos diagnósticos dessa patologia. A ultrassonografia tridimensional vem se mostrando método de confiabilidade para avaliação do assoalho pélvico. ObjetivoAvaliar as lesões do músculo levantador do ânus (MLA) e a confiabilidade inter e intraobservador da biometria do assoalho pélvico pela ultrassonografia 3D em mulheres com dor pélvica crônica e dispareunia. Métodos- O estudo incluiu 49 pacientes com dor pélvica crônica e dispareunia no HCFMRP-USP. A aquisição dos blocos de ultrassonografia 3D foi realizada por dois examinadores de forma independente e \"cegados\", via transperineal utilizando a sonda RIC5-9D. Foram coletados três blocos por paciente (total 147) que foram analisados pelo examinador A (estudo intraobservador) e pelos examinadores A e B (estudo interobservador). A análise das medidas intraobservador foi realizada em dois tempos com intervalo de 90 dias. Os seguintes parâmetros foram avaliados: diâmetro transverso do hiato, diâmetro ânteroposterior do hiato, área hiatal, espessura do MLA às 3 e 9 h, as distâncias entre o músculo levantador do ânus e a uretra (DMLU) direita (D) e esquerda (E) e calculados os coeficientes de correlação intraclasse (CCI) e o coeficiente de correlação de concordância (CCC). Os gráficos correlação e de Bland e Altmann com seus limites de concordância (LC) foram elaborados. Adicionalmente os examinadores avaliaram as lesões do MLA através de sistema de score. Resultados - Na análise intraobservador os melhores parâmetros foram o diâmetro ântero-posterior (CCC 0,98; CCI 0,99 e LC 4,5%), a área hiatal Omni-VCI (CCC 0,99; CCI 0,98 e LC 3,8%) e área hiatal render (CCC 0,99; CCI 0,99 e LC 5,4%). Os parâmetros menos reprodutíveis foram a espessura do MLA às 3 h (CCC 0,58, CCI 0,90 e LC 28,2%) e 9 h (CCC 0,53, CCI 0,93 e LC 29,7%). Na análise interobservador os melhores parâmetros foram o diâmetro ântero-posterior (CCC 0,96; CCI 0,97 e LC 5,4) e a área hiatal Omni-VCI (CCC 0,97; CCI 0,97 e LC 8,9%). Os piores parâmetros foram espessura do MLA às 3 h (CCC 0,30; CCI 0,34 e LC de 38,2%) e às 9 h (CCC 0,32; CCI 0,32 e LC 35,1%). Tais achados foram reforçados pelos gráficos de Bland and Altman e de correlação. As lesões do levantador do ânus foram observadas em 10,2% (5/49) com excelente concordância. Conclusão - A avaliação do assoalho pélvico pela ultrassonografia transperineal em pacientes com dor pélvica crônica e dispareunia foi reproduzível através das análises morfológicas das lesões, do estudo biométrico intra ou interobservador para o diâmetro ântero-posterior, área hiatal render e Omni-VCI. Entretanto as medidas do diâmetro transverso do hiato, a espessura do MLA, o DMLU e a distância uretra ânus não são recomendadas para uso clínico devendo estar restritos à pesquisa / Introduction: Chronic pelvic pain is a debilitating condition in women of childbearing age, considered a public health problem, responsible for annual US spending of over US $ 5 billion, with an unknown diagnosis in about 60% of the cases and is associated with dyspareunia in 50% of cases. It is fundamental to obtain diagnostic methods for this pathology. Three-dimensional ultrasonography has shown to be a reliable method for evaluation of the pelvic floor. Objective: to assess levator ani muscle (LAM) injury and intra/interobserver reliability of pelvic floor biometry by 3D ultrasound in women with chronic pelvic pain and dyspareunia. Methods: The study included 49 women with pelvic pain and dyspareunia of the HCFMRP-USP. Two examiners performed the acquisition of 3D ultrasound via transperineal using the probe RIC5-9D independently and blindly. There were collected three blocks per patient (total 147) that were analyzed by the observer A (intraobserver study) and A and B (interobserver study). The analysis of the intraobserver measurements was performed in two times with 90 days apart. The following parameters were evaluated: the hiatal transverse diameter, hiatal anteroposterior diameter, hiatal area, thickness of the LAM at the 3 h and 9 h positions and right and left levator-urethra gap (LUG) measurements and calculated the intra-class correlation coefficient (ICC) and concordance correlation coefficient (CCC). Plots of correlation and Bland and Altmann with the limits of agreement (LoA) were constructed. Additionally, the observers evaluated the LAM injury using a score system. Results: In the intraobserver analisys the best parameters were the anteroposterior diameter (CCC 0.98; ICC 0.99 and LoA 4.5%), the hiatal area Omni-VCI (CCC 0.99; ICC 0.98 and LoA 3,8%) and hiatal area render (CCC 0.99; ICC 0.99 and LC 5.4%). The least reproducible parameters were the LAM thickness at 3 h (CCC 0.58, ICC 0.90 and LC 28.2%) and 9 h (CCC 0.53, ICC 0.93 and LC 29.7%). In relation to the interobserver analysis the best parameters were the anteroposterior diameter (CCC 0.96; ICC 0.97 and LoA 5.4) and the hiatal area Omni-VCI (CCC 0.97; ICC 0.97 and LC 8.9%). The worst results were LAM thickness at 3 h (CCC 0.30; ICC 0.34 and LC de 38.2%) and at 9 h (CCC 0.32; ICC 0.32 and LC 35.1%). Such findings were enforced by Bland and Altman and correlation plots. The LAM injuries were observed in 10.2% (5/49) with excellent concordance. Conclusions: The assessment of pelvic floor by transperineal ultrasound in patients with chronic pelvic pain and dyspareunia was reproducible either by morphology of LAM injuries or by biometric study, using intra or interobserver analysis for the anteroposterior diameter, hiatal area render and Omni-VCI. However, the measurements for the hiatal transverse diameter, levator ani thickness, right and left LUG and urethra-anus distance are not recommended for clinical use and it should be restricted for research purpose
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Mediadores inflamatórios na dor pélvica crônica identificação de possíveis marcadores séricos da doença / Inflammatory mediators in women with chronic pelvic painRocha, Marcelo Gondim 05 August 2010 (has links)
ROCHA, MG. Mediadores inflamatórios na dor pélvica crônica Identificação de possíveis marcadores séricos da doença. Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2010. Introdução: Dor pélvica crônica é uma doença de elevada prevalência e fisiopatologia complexa. Os métodos diagnósticos muitas vezes são insuficientes e, em decorrência, o tratamento e seguimento das mulheres é difícil. Inúmeras doenças que se apresentam com dor crônica tem um perfil inflamatório, que ainda não foi investigado para o tema em questão. Objetivos: Quantificar os níveis de óxido nítrico (NO) e das metaloproteinases 2 (MMP-2) e 9 (MMP-9) no plasma de mulheres com dor pélvica crônica. Pacientes e métodos: Foram incluídas 64 mulheres, subdivididas em 02 grupos: dor pélvica crônica e grupo controle, com 37 pacientes no primeiro grupo e 27 pacientes no segundo grupo. As pacientes do grupo de estudo eram seguidas no Ambulatório de Dor Pélvica e Endoscopia e as pacientes do grupo controle eram seguidas no Ambulatório de Anticoncepção do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto USP. Foi realizada a mensuração clínica da dor através de uma escala unidimensional (VAS) e uma escala multidimensional (McGill). Também foram preenchidas as escalas de ansiedade e depressão (HAD). Indivíduos com qualquer evidência de processos inflamatórios, hipertensão, tabagismo ou uso de contraceptivos hormonais foram excluídos. Indivíduos tomando medicação para a dor, como analgésicos ou antiinflamatórios foram solicitados a pará-los 72 horas antes de participar do estudo. Foi coletada uma amostra sanguínea de 10 ml, no ato da consulta. Esse material foi armazenado em frasco próprio com anti-coagulante, processado imediatamente no local para separação do plasma e armazenado em freezer, a -70C para mensuração subseqüente. As concentrações de espécies relacionadas ao NO (nitrato) em líquidos foram medidas, sempre em triplicata, pelo método da quimioluminescência, que é um dos métodos mais simples, sensíveis e precisos disponíveis para medir NO. Foi utilizado um analisador de NO (Sievers Model 280 NO Analyzer - Boulder, CO, EUA), o qual permite medir NO em quantidades tão pequenas quanto 1 pmol. A atividade das MMP-2 e MMP-9 no plasma serão determinadas pelo método da zimografia, que consiste em uma eletroforese das amostras em um sistema SDS/PAGE que inclui o substrato da enzima (gelatina) no gel de separação, de modo a permitir a evidenciação e quantificação da atividade da enzima. Resultados: Os níveis plasmáticos de NO foram maiores nas pacientes com DPC quando comparadas às pacientes do grupo controle (16.8 ± 7.9 versus 12.2 ± 2.4, respectivamente (P = 0.0016). Especificamente, os níveis plasmáticos de NO foram maiores nas pacientes com DPC de origem visceral quando comparadas às pacientes com dor exclusivamente somática ou aos controles saudáveis (19.2 ± 8.9 versus 12.4 ± 1.8 versus 12.2 ± 2.4, respectivamente) (P=0.0001). Não observamos uma correlação entre os níveis plasmáticos de NO e a duração dos sintomas (em meses) (Spearman r = 0.04, 95%CI:-0.34 to 0.40, P = 0.84) ou com a intensidade dos sintomas dolorosos: EAV (Spearman r =:-0.18, 95%CI:-0.52 to 0.20, P=0.34), ou McGill (Spearman r = -0.06, 95%CI:-0.41 to 0.30, P =0.72). Com relação às MMP´s, não houve diferença estatística entre os dois grupos. Conclusões: Os níveis plasmáticos de NO encontram-se elevados em mulheres com DPC, especialmente naquelas com dor de origem visceral. Este fato pode ser considerado uma possibilidade no seguimento de pacientes com DPC, visto que pode ser usado como um marcador sérico para a doença. Já a dosagem das MMP-s não se mostrou útil como marcador plasmático para mulheres com DPC. / Background: Chronic pelvic pain is a disease of high prevalence and a complex pathophysiology. The diagnostic methods are often inadequate and, consequently, treatment and follow-up of women is quite difficult. Several diseases that present with chronic pain has an inflammatory profile, which has not yet been investigated for the topic. Aim: to quantify levels of nitric oxide (NO) and metalloproteinases 2 (MMP-2) and 9 (MMP-9) in plasma of women with chronic pelvic pain. Methods: 64 women were included in the sudy and divided into 02 groups: chronic pelvic pain and control group with 37 patients in the first group and 27 patients in the second group. Patients in the study group were followed at the Endoscopy and Pelvic Pain Unit and the control group patients were followed in the Contraception Unit of the Hospital of the Medical School of Ribeirão Preto University of São Paulo. We performed the measurement of clinical pain by a unidimensional scale (VAS) and a multidimensional scale (McGill). Anxiety and depression scales were also filled. Individuals with any evidence of inflammation, hypertension, smoking or use of hormonal contraceptives were excluded. Individuals taking medication for pain, such as painkillers or antiinflammatory drugs were asked to stop them 72 hours before entering the study. A blood sample was collected from 10 ml during the appointment. This material was stored in bottle itself with anti-coagulant (EDTA and / or heparin), processed immediately on site for plasma separation and stored in a -70 ºC freezer. The concentrations of species related to NO were measured in liquid, always in triplicate by the method of chemiluminescence, which is one of the most simple, sensitive and accurate available to measure NO. We used a NO analyzer (Sievers Model 280 NO Analyzer - Boulder, CO, USA), which allows the measurement of NO in quantities as small as 1 pmol. The activity of MMP-2 and MMP-9 in plasma was determined by the zymography method, which consists of an electrophoresis of the samples in an SDS / PAGE system, which includes the enzyme substrate (gelatin) in the gel separation, allowing the disclosure and quantification of enzyme activity. Results: Plasma NO levels were higher in CPP women than in controls (16.8 ± 7.9 versus 12.2 ± 2.4, respectively) (P=0.0016). Furthermore, plasma nitrate levels were higher in CPP women with evidence of pain of visceral origin than in CPP women with evidence of an exclusive somatic component or controls (19.2 ± 8.9 versus 12.4 ± 1.8 versus 12.2 ± 2.4, respectively) (P=0.0001). No correlation was detected between NO levels and duration of symptoms or intensity of pain. Regarding the MMP\'s, there was no statistical difference between the two groups. Conclusion: Plasma levels of NO are elevated in women with CPP, especially those with visceral pain. This fact can be considered an option in treating patients with CPP as it can be used as a serum marker for the disease. On the other hand, MMP´s did not turn out to be a good serum marker for women with CPP.
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O IMPACTO DA DOR PÉLVICA CRÔNICA NA QUALIDADE DE VIDA DAS MULHERES?Luz, Rosa Azevedo da 02 June 2011 (has links)
Made available in DSpace on 2016-08-10T10:54:00Z (GMT). No. of bitstreams: 1
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Previous issue date: 2011-06-02 / Chronic pelvic pain (CPP) has been acknowledged as a frequent chronic condition
affecting the lives of women. This study evaluates the impact of CPP in the Quality of Life
(QofL) of women cared for in the gynecological outpatient service of Hospital das Clinicas
at the Federal University of Goiás. This cross-sectional descriptive study was conducted
with 50 women with CPP and 50 women without CPP. Data were collected through
structured interviews addressing socio-demographic and economic information in addition
to clinical and surgical aspects. QofL was evaluated through the generic questionnaire
Medical Outcomes Study 36®-Item Short-Form Health Survey (SF-36), and depression
through the Beck Depression Inventory (BDI). Intensity of pain was inferred by a visual
analogue scale. Descriptive statistical analyzes, mean comparison test, correlation and
multiple linear regression analyzes were carried out. The level of significance was set at
0.05. The average age of women with CPP was 41.65 years old (±9.42) and those without
CPP were 28.97 years old (±6.68). Both groups, with and without CPP, included women
with secondary school of mixed race, with stable partners, who performed domestic
chores, were economically active and the primary income earners, with two children in
average. Significant differences were found between the groups concerning: age, income,
housing, and dysuria; 52% of the women with CPP reported intense pain. The left iliac
fossa was the most frequent site of pain. Physical effort and sexual intercourse prevailed
as factors that worsen pain. Analgesic and rest were among factors improving pain. From
the women s perspective, emotional state, trauma due to physical and/or sexual abuse as
well as childbirth were factors that contributed to the development of CPP. A total of 57%
women reported that surgical treatment did not change pain intensity. When QofL of the
two groups were compared, women with CPP presented worse scores in all the
dimensions evaluated through the SF-36 with exception of mental health. A significant negative correlation between pain intensity and pain dimension from the SF-36 was
observed, as well as among depression and the dimensions emotional aspects and
mental health . A high prevalence of depression was identified in both groups: 72% in
those with CPP and 58% without CPP. The group with CPP presented the worse score in
depression. The Cronbach s alpha varied between 0.76 and 0.79 for the BDI, indicating
good reliability of the instruments. The conclusion is that CPP has a significant negative
impact on these women s QofL and depression was important in the QofL. / A dor pélvica crônica (DPC) tem sido reconhecida como uma condição crônica frequente
que afeta a vida das mulheres. O objetivo do estudo foi avaliar o impacto da DPC na
qualidade de vida (QV) das mulheres atendidas no ambulatório de ginecologia do
Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás. Optou-se por um estudo
descritivo de corte transversal, em 50 mulheres com DPC e 50 sem DPC. Os dados
foram coletados por meio de uma entrevista estruturada com informações para avaliação
das características sociodemográficas, econômicas, aspectos clínicos e cirúrgicos. A QV
foi avaliada por um questionário genérico The Medical Outcomes Study 36®-Item Short-
Form Health Survey (SF-36), e depressão investigada, pelo Inventário de Depressão de
Beck (BDI). A intensidade da dor foi aferida pela escala visual analógica (EVA). Foram
realizadas análises estatísticas descritivas, testes de comparação de médias, correlações
e regressão linear múltipla. O nível de significância foi 0,05. A média de idade das
mulheres com DPC foi de 41,65 (±9,42) anos e aquelas sem DPC 28,97 (±6,68) anos. Os
grupos com e sem DPC caracterizaram-se por incluírem mulheres com nível médio de
escolaridade, cor parda, companheiros fixos, que exerciam serviços domésticos e
estavam economicamente ativas, responsáveis pela renda familiar e em média com dois
filhos. Houve diferença significativa entre ambos os grupos nas variáveis: idade, renda,
moradia e disúria. Evidenciou-se que 52% das mulheres com DPC referiram dor intensa.
A fossa ilíaca esquerda foi o local de maior ocorrência da dor. O esforço físico e relação
sexual prevaleceram como fatores de piora. Entre os fatores de melhora da dor
identificou-se, o uso de analgésico e o repouso. Na percepção das mulheres, o estado
emocional, estresse, trauma por abuso físico e/ou sexual, bem como, o parto foram
citados como fatores que contribuíram para o desenvolvimento da DPC. 57% das
mulheres relataram que a intensidade da dor não mudou com o tratamento cirúrgico. Ao comparar, a avaliação da QV dos dois grupos identificou-se que as mulheres com DPC
apresentaram piores escores em todas as dimensões avaliadas pelo SF-36, exceto na
dimensão saúde mental. Houve correlação negativa, significativa, entre intensidade da
dor e a dimensão dor do SF-36, e da depressão com as dimensões, aspectos emocionais
e saúde mental. Identificou-se, alta prevalência de depressão, em ambos os grupos, 72%
com DPC e 58% sem DPC. O grupo com DPC apresentou pior escore de depressão. O
alfa de Cronbach variou entre 0,76 e 0,79 para as dimensões do SF-36 e entre 0,85 e
0,86 para o BDI, caracterizando boa confiabilidade dos instrumentos. Conclui-se que a
dor pélvica crônica causa impacto negativo significativo na QV dessas mulheres, e a
depressão foi um fator impactante na avaliação da QV.
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Caracterização do desempenho ocupacional de mulheres portadoras de dor pélvica crônica / Characterization of occupational performance of women with chronic pelvic painBortolieiro, Raquel Verceze 05 October 2015 (has links)
Introdução: A dor crônica pélvica É uma das doenças mais frequentes entre mulheres na idade reprodutiva, e como a maioria delas, tem impacto direto na vida conjugal, social e profissional da mulher. O impacto da dor no desempenho ocupacional das mulheres afeta diretamente a atividade econômica domiciliar, visto que, atualmente, a mulher representa uma parte considerável da renda familiar. A terapia ocupacional pelo Modelo Canadense de Desempenho Ocupacional as dimensões holísticas do individuo nas 3 áreas de desempenho ocupacional: autocuidado, produtividade e lazer; e do ponto de vista do estudo da dor, os procedimentos da terapia ocupacional incluem a avaliação da multiplicidade de fatores físicos, psicossociais e ambientais agravados pela dor, nos diversos contextos de desempenho do indivíduo. Objetivo: Caracterizar o desempenho ocupacional de mulheres portadoras de DPC atendidas em um serviço terciário e verificar a associação entre as limitações ocupacionais com a presença de dor pélvica crônica, o grau de cinesiofobia e os sintomas psicológicos. Casuística e Métodos: Estudo transversal qualitativo descritivo. Foram coletadas 150 mulheres, sendo 75 mulheres com DPC (grupo: dor) e 75 mulheres saudáveis (grupo: saudáveis), todas as participantes receberam o termo de consentimento livre e esclarecido. O cálculo do tamanho da amostra foi realizado sobre proporções com margem de erro relativo em populações infinitas através da seguinte expressão: n=(z2 · q)/(2 p). As avaliações e escalas utilizadas foram: Visual analogue scale VAS (Escala visual analógica),Escala de faces, Questionários de saúde do paciente: PHQ-4 (Patient Health Questionnaire), SRQ (Self-reportQuestionnaire), Escala Tampa de Cinesiofobia, Medida Canadense de Desempenho Ocupacional (COPM). Os dados obtidos foram registrados em formulário próprio. Foi avaliada a distribuição normal das variáveis através do teste de DAgostino e Pearson. Para verificar a associação entre grupos e variáveis qualitativas nós utilizamos o teste exato de Fisher, ou o Qui-quadrado quando mais pertinente. Resultado: Mulheres com DPC estão inseridas em menor número no mercado de trabalho em relação a mulheres saudáveis, e apresentam mais alterações no sono e histórico de cirurgia abdominal, além de terem pontuações acima da média nos testes PHQ-4, SRQ e Tampa, o tempo de dor (M) foi de 108 meses e o VAS (M) 74. As mulheres com DPC se preocupam menos com o autocuidado, nas 3 subcategorias de autocuidado as mulheres com DPC ressaltam menos importância. Na categoria produtividade o nível de 8 importância é homogêneo, mas apesar de mulheres com DPC estarem em menor número no mercado de trabalho, na subcategoria trabalho ambos os grupos apresentam preocupações em suas atividades de trabalho, em relação à tarefas domésticas mulheres com DPC se preocupam mais do que mulheres com saudáveis, e o inverso ocorre em deveres. Na ultima categoria analisada ambos os grupos revelam o lazer e suas 3 subcategorias importantes de forma homogenia. O desempenho e satisfação de mulheres com DPC é menos do que a média do grupo de mulheres Saudáveis. Conclusão: O desempenho e a satisfação de mulheres com DPC são prejudicados devido, principalmente, a DPC. Alterações no sono e cirurgia abdominais anteriores, podem estar relacionadas diretamente com DPC. Essas mulheres apresentam um comportamento como a perda de identidade, isolamento social, coping e dor social. O questionário TAMPA sugere que mulheres com DPC apresentam medo ao realizar suas atividades. Nosso trabalho tenta preencher uma lacuna na literatura sobre o desempenho ocupacional em mulheres portadoras de dor pélvica crônica, pois pouco se sabe sobre a doença e o quanto interfere no desempenho ocupacional dessas mulheres. / Introduction: Pelvic chronic pain is one of the most common disease among women of reproductive age, and like most of them, have a direct impact on marital life, social and professional woman. The impact of pain on work performance of women directly affects household economic activity, since, currently, the woman is a substantial part of household income. Occupational therapy by the Canadian Model of Occupational Performance holistic dimensions of the individual in the three areas of occupational performance: self-care, productivity and leisure; and from the viewpoint of the pain study, occupational therapy procedures include the evaluation of the multitude of physical, environmental and psychosocial factors aggravated by pain in many contexts individual\'s performance. Objective: To characterize the occupational performance of women with DPC met in a tertiary center and the association between occupational limitations with the presence of chronic pelvic pain, the degree of kinesiophobia and psychological symptoms. Methods: Qualitative descriptive cross-sectional study. 150 women were collected, of which 75 women with CPP (group: pain) and 75 healthy women (group: healthy), all participants were given free and informed consent form. The calculation of sample size was performed on proportions with margin of error relative in infinite populations by the following expression: n = (z 2 q) / (2 · p). Reviews and scales used were: Visual analogue scale VAS (visual analogue scale), Face Scale, Health Questionnaires patient: PHQ-4 (Patient Health Questionnaire), SRQ (Self-report Questionnaire), Scale Tampa kinesiophobia, Measurement Canada Occupational Performance (COPM). Data were recorded on a specific form. The normal distribution was evaluated variables by D\'Agostino and Pearson test. To investigate the association between groups and qualitative variables we used Fisher\'s exact test or chi-square when more relevant. Result: Women with DPC are inserted into fewer in the labor market compared to healthy women, and have more sleep disturbances and history of abdominal surgery, and have above average scores on the PHQ-4 tests, SRQ and Tampa, time of pain (M) was 108 months and the VAS (M) 74. Women with DPC care less about the \"self-care\" in the three subcategories of \"self-care\" women with DPC emphasize less important. In the category \"productivity\" the level of importance is homogeneous, but despite women with CPP are outnumbered in the labor market, in the subcategory \"work\" both groups have concerns about their work activities, regarding the \"housekeeping\" women with CPP are more concerned than women with healthy and the opposite occurs in \"duties\". In the last category analyzed both groups reveal the \"leisure\" and its 10 three major subcategories of homogeneous manner. The performance and satisfaction of women with CPP is less than the average of the group Healthy women. Conclusion: The performance and satisfaction of women with CPP are harmed due mainly to DPC. Changes in previous abdominal surgery and sleep, can be directly related to DPC. These women exhibit behavior such as loss of identity, social isolation, coping and social pain. The CAP survey suggests that women with CPP have fear when performing their activities. Our work tries to fill a gap in the literature on occupational performance in women with chronic pelvic pain, because little is known about the disease and how much interferes with the work performance of those women.
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