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Proposta de Interven??o para Auxiliar a Reabilita??o Motora e Cognitiva de Pacientes com Acidente Vascular Cerebral

Moura, Daniela Maria de Sousa 18 April 2012 (has links)
Made available in DSpace on 2014-12-17T15:37:09Z (GMT). No. of bitstreams: 1 DanielaMSM_DISSERT.pdf: 4082020 bytes, checksum: 582f4cba12178e1488b311a92ab35b62 (MD5) Previous issue date: 2012-04-18 / Coordena??o de Aperfei?oamento de Pessoal de N?vel Superior / Stroke is the leading cause of combined motor and cognitive disability worldwide. The rehabilitation of stroke patients is mostly directed towards motor recovery through the training of the affected member under supervision of a Physical Therapist. In the present study we introduce a new approach for both cognitive and motor therapy, which relies on motor imagery of the upper limbs and working memory training. This therapy should be utilized as an adjuvant to physical therapy. Ten individuals (5 men and 5 women) were selected for the pilot study, all of them in the acute phase of the first ischemic stroke episode. The control group had 5 individuals who were submitted to physical therapy only, whilst the other 5 patients in the experimental group also performed the cognitive and motor training with a video game specially built for this study. Two patients left the experimental group before the end. Total training lasted for 9 weeks, 2 times a week, for half an hour. Patients reported they enjoyed playing the game, even though it required a lot of mental effort, according to them. Plus, they considered it had a beneficial influence in their activities of daily living. No side effects were reported. Preliminary results suggest there is a difference between groups in cognitive and upper limb motor evaluation following the intervention. It is important to notice that our conclusions are limited due the small sample number. Overall, this work is supported by other studies in literature focused in rehabilitation with motor imagery and working memory and indicate a continuity of the research, increasing total training hours / O Acidente Vascular Cerebral (AVC) ? a principal causa de disabilidade motora e cognitiva combinadas em todo o mundo. Atualmente, a reabilita??o dos pacientes com AVC ? voltada principalmente para a recupera??o motora e envolve o treinamento do membro afetado sob supervis?o de fisioterapeuta. Neste projeto, apresentamos a proposta de uma terapia inovadora que combina o treinamento de imag?tica motora do membro superior e mem?ria operacional para permitir a melhora da capacidade motora e cognitiva de pacientes com AVC. A proposta ? que a terapia seja administrada como coadjuvante ? fisioterapia. Dez indiv?duos (5 homens, 5 mulheres) foram selecionados para participar do estudo-piloto, todos na fase aguda do primeiro epis?dio de AVC isqu?mico. Cinco participantes foram designados aleatoriamente para compor o grupo controle, realizando apenas a fisioterapia, e os outros cinco formaram o grupo experimental, aliando o tratamento fisioter?pico ao treinamento da imag?tica motora e da mem?ria operacional em um jogo de computador especialmente criado para este estudo. Dois dos pacientes do grupo experimental abandonaram a pesquisa durante a sua realiza??o. O treinamento foi realizado ao longo de 9 semanas, 2 vezes por semana, durante meia hora. Os pacientes relataram apreciar a utiliza??o do jogo como complemento da fisioterapia. Informaram tamb?m que realizavam um esfor?o mental durante a sua realiza??o e que consideravam que o mesmo teve uma influ?ncia positiva nas suas atividades de vida di?ria. N?o foram relatados efeitos adversos. Os resultados preliminares sugerem uma diferen?a entre os grupos na avalia??o cognitiva realizada com o teste neuropsicol?gico WAIS, especificamente nos subtestes relacionados com a mem?ria operacional, e no teste de avalia??o motora de Fugl Meyer, na fun??o do membro superior. ? importante notar que as nossas conclus?es s?o limitadas pelo pequeno tamanho da amostra. Outros resultados dispon?veis na literatura d?o suporte a terapia focada na utiliza??o de imag?tica motora e de mem?ria operacional que apontam para continuidade do trabalho, com um aumento na carga hor?ria total de treinamento
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Segurança na deglutição de pacientes disfágicos pós acidente vascular cerebral: contribuições do enfermeiro / Security in swallowing for dysphagic patients after stroke: contribution of nurses

Carina Teixeira Paixão 15 May 2009 (has links)
Trata da temática do paciente portador de acidente vascular cerebral, especificamente das ações do enfermeiro para a prevenção das complicações decorrentes da disfagia após um acidente vascular cerebral no atendimento domiciliar. Objetivou-se propor ações de enfermagem que garantam uma deglutição segura em pacientes com disfagia pós-AVC a partir dos dados obtidos junto a pacientes usuários do SAD. Pesquisa desenvolvida no serviço de atendimento domiciliar de um hospital público do Rio de Janeiro com 30 sujeitos. Aplicou-se um instrumento, que descreveu dados sócio-laboriais, presença de disfagia e a consistência dos alimentos ingeridos pelos pacientes. Resultados: dezessete pacientes desenvolveram a disfagia, caracterizando-se como idosos, 76,47% foram do sexo feminino, a média de idade foi de 73,6 ( 9,55). A maioria com ensino fundamental completo (76,48%) e aposentados (70,59%). Todos são hipertensos e a metade diabéticos (58,82%). Com relação ao tipo de AVC, todos tiveram AVC isquêmico, sendo 58,82% um episódio e 41,18% dois episódios. A prevalência da disfagia é de 57%. Não há associação entre a idade e a disfagia e sua presença não dependeu da frequência de episódios de AVC. Pacientes com dois fatores de risco, hipertensão e diabetes apresentam maior prevalência de disfagia para líquidos do que para alimentos sólidos ou ambos. O enfermeiro deve realizar orientações em relação ao ambiente, posicionamento do paciente, aos materiais e utensílios a serem usados na alimentação, quantidade, temperatura e consistência do alimento. Informações como cabeceira elevada, colher de sobremesa para administração de dietas com volume de 3 a 5 ml, além do uso de espessantes para gerar uma consistência segura na deglutição, são fundamentais para garantir o mínimo de complicações. É importante também que a família participe de todo o processo de recuperação do paciente. Considerações finais: após o AVC, a disfagia merece atenção por gerar complicações como a aspiração e a pneumonia, o que serve para nortear o planejamento e orientações de enfermagem direcionadas a limitar o efeito dessa sequela, assim como a possibilidade de realização de pesquisas que tratem de conhecer o que os enfermeiros podem fazer no domicílio dos pacientes disfágicos de forma a melhorar o desempenho nas atividades diárias de vida. / This theme is carried out aiming patients with stroke, mainly the nurses actions in the prevention of complications resulting from dysphagia after a stroke in home care. The objective was to develop the nursing actions to ensure a safe swallowing in patients with dysphagia after stroke from the data obtained from the patients users of the SAD. The research was developed in the service of home care in a public hospital in Rio de Janeiro with 30 subjects. An instrument which described socio-laborious data was applied to show the presence of dysphagia and consistency of food intake by patients. Results: Seventeen patients developed dysphagia, characterized as being elderly, 76.47% were female, the mean age was about 73.6 ( 9.55). Most of them with complete basic education (76.48%) and retirees (70.59%). All the patients are hypertensive and half of them are diabetics (58.82%). Regarding to the type of stroke, all patients had ischemic stroke, 58.82% had one stroke episode and 41.18% two stroke episodes. The prevalence of dysphagia is about 57%. There is no association between age and dysphagia and its presence does not depend on the frequency of the stroke episodes. Patients with two risk factors, hypertension and diabetes have a higher prevalence of dysphagia and difficulty in swallowing the liquid food more than solid ones or both. The nurse should give guidance on the environment, the patient positioning, the materials and tools for use in food, quantity, temperature and consistency of the food. Information such as head high, dessert spoon for administration of diets with a volume of 3 to 5 ml, and the use of thickeners to generate a secure consistency in swallowing are essential to ensure the minimum complications. It is also important that the family takes part in the process of recovery of the patient. Final considerations: after the stroke, the dysphagia needs observation because it can imply on complications such as aspiration and pneumonia, which serves to guide the planning and directed nursing guidance to limit the effect of this sequel, as well as the possibility of conducting researches which may deal with what nurses can do in dysphagic patients home care in order to improve performance in activities of daily life.
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An?lise comparativa da atividade cerebral e motora durante o jogo de dardos no ambiente real e virtual em pacientes com acidente vascular cerebral

Passos, Jacilda Oliveira dos 05 December 2014 (has links)
Submitted by Automa??o e Estat?stica (sst@bczm.ufrn.br) on 2017-02-03T15:12:16Z No. of bitstreams: 1 JacildaOliveiraDosPassos_DISSERT.pdf: 7063552 bytes, checksum: 5d67388b2aad04059e63c3383ce0521f (MD5) / Approved for entry into archive by Monica Paiva (monicalpaiva@hotmail.com) on 2017-02-03T15:21:10Z (GMT) No. of bitstreams: 1 JacildaOliveiraDosPassos_DISSERT.pdf: 7063552 bytes, checksum: 5d67388b2aad04059e63c3383ce0521f (MD5) / Made available in DSpace on 2017-02-03T15:21:10Z (GMT). No. of bitstreams: 1 JacildaOliveiraDosPassos_DISSERT.pdf: 7063552 bytes, checksum: 5d67388b2aad04059e63c3383ce0521f (MD5) Previous issue date: 2014-12-05 / Os conceitos de aprendizagem motora e de neuroplasticidade est?o sendo cada vez mais inseridos na pr?tica cl?nica, principalmente no que concerne ? reabilita??o das sequelas motoras causadas por um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Por isso, diversas t?cnicas t?m sido propostas para representar na pr?tica a aplicabilidade desses conceitos e promover a reorganiza??o neural e funcional dos pacientes. Nesse ?mbito, est? a Realidade Virtual, que simula o ambiente do mundo real e que baseia-se no pressuposto de que o conhecimento ou habilidade adquirida em um mundo virtual ser? transferida para o mundo real. Contudo, sabe-se pouco sobre o grau de fidelidade dos padr?es de movimento e ativa??o neural entre uma habilidade realizada em ambiente real e virtual. Logo, este estudo teve como objetivo comparar uma habilidade motora realizada em ambiente real e virtual por paciente com AVC. Este ? um estudo comparativo, do qual participaram 2 pacientes com AVC unilateral, com idade igual ou menor que 70 anos, sendo 1 com les?o cerebral ? direita e 1 com les?o cerebral ? esquerda e 2 indiv?duos saud?veis pareados com os pacientes de acordo com sexo, idade, escolaridade e membro superior que realizou a habilidade. O estudo foi realizado em sess?o ?nica, compreendendo avalia??o inicial (MEEM, NIHSS, Ashworth e Fugl-Meyer) seguida da realiza??o da habilidade motora de lan?ar dardos em ambiente virtual (XBOX Kinect) e real (jogo de dardo profissional), cuja ordem foi escolhida de forma aleat?ria. O lan?amento de dardos constou de 15 repeti??es, divididas em 3 blocos de 5, e o lan?amento foi realizado pelo MS par?tico do paciente e o membro pareado do saud?vel. Durante a execu??o da tarefa foram realizadas a an?lise cinem?tica, por meio do Qualisys Motion Capture System e a an?lise da ativa??o neural, por meio do Emotiv EPOC?. Os resultados preliminares apontaram diferen?a no mapeamento de ativa??o cerebral e no desempenho motor quanto ao percentual de acertos, entre pacientes e saud?veis, e de acordo com o tipo de jogo realizado e com o lado da les?o cerebral. / Os conceitos de aprendizagem motora e de neuroplasticidade est?o sendo cada vez mais inseridos na pr?tica cl?nica, principalmente no que concerne ? reabilita??o das sequelas motoras causadas por um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Por isso, diversas t?cnicas t?m sido propostas para representar na pr?tica a aplicabilidade desses conceitos e promover a reorganiza??o neural e funcional dos pacientes. Nesse ?mbito, est? a Realidade Virtual, que simula o ambiente do mundo real e que baseia-se no pressuposto de que o conhecimento ou habilidade adquirida em um mundo virtual ser? transferida para o mundo real. Contudo, sabe-se pouco sobre o grau de fidelidade dos padr?es de movimento e ativa??o neural entre uma habilidade realizada em ambiente real e virtual. Logo, este estudo teve como objetivo comparar uma habilidade motora realizada em ambiente real e virtual por paciente com AVC. Este ? um estudo comparativo, do qual participaram 2 pacientes com AVC unilateral, com idade igual ou menor que 70 anos, sendo 1 com les?o cerebral ? direita e 1 com les?o cerebral ? esquerda e 2 indiv?duos saud?veis pareados com os pacientes de acordo com sexo, idade, escolaridade e membro superior que realizou a habilidade. O estudo foi realizado em sess?o ?nica, compreendendo avalia??o inicial (MEEM, NIHSS, Ashworth e Fugl-Meyer) seguida da realiza??o da habilidade motora de lan?ar dardos em ambiente virtual (XBOX Kinect) e real (jogo de dardo profissional), cuja ordem foi escolhida de forma aleat?ria. O lan?amento de dardos constou de 15 repeti??es, divididas em 3 blocos de 5, e o lan?amento foi realizado pelo MS par?tico do paciente e o membro pareado do saud?vel. Durante a execu??o da tarefa foram realizadas a an?lise cinem?tica, por meio do Qualisys Motion Capture System e a an?lise da ativa??o neural, por meio do Emotiv EPOC?. Os resultados preliminares apontaram diferen?a no mapeamento de ativa??o cerebral e no desempenho motor quanto ao percentual de acertos, entre pacientes e saud?veis, e de acordo com o tipo de jogo realizado e com o lado da les?o cerebral.
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Avaliação da capacidade funcional aeróbia e do controle autonômico cardiáco de indivíduos hemiparéticos

Campos, Mônica Furquim de [UNESP] 08 March 2013 (has links) (PDF)
Made available in DSpace on 2014-06-11T19:29:48Z (GMT). No. of bitstreams: 0 Previous issue date: 2013-03-08Bitstream added on 2014-06-13T19:18:24Z : No. of bitstreams: 1 campos_mf_me_rcla.pdf: 261785 bytes, checksum: 8d0d8b5eceb68faf1732173b9f7d2d02 (MD5) / Introdução: tem sido observado que indivíduos que sofreram um acidente vascular encefálico (AVE) apresentam, além dos danos físicos, diminuição da capacidade aeróbia e alteração da modulação autonômica cardíaca, sendo estes importantes fatores para o aparecimento de doenças cardíacas e arritmias. Objetivo: investigar a magnitude dos efeitos crônicos do AVE sobre a capacidade aeróbia e a variabilidade da frequência cardíaca (VFC), como verificar se existe associação entre controle autonômico cardíaco e capacidade aeróbia. Métodos: Foram avaliados 11 indivíduos do sexo masculino, com idade entre 55 e 65 anos, acometidos por lesão cerebrovascular e com hemiparesia. Avaliações realizadas: teste ergométrico máximo; registro da frequência cardíaca e dos intervalos R-R. Os dados da VFC foram analisados no domínio da frequência (AF- alta frequência, BF- baixa frequência, e a razão BF/AF); e no domínio do tempo (RMSSD e pNN50). Foi aplicado o teste de correlação de Pearson (p ≤ 0,05). O consumo de oxigênio (VO2pico) comparou-se os valores previsto com o obtido, aplicando-se o teste t-student não pareado. Resultados: VO2pico (mL.kg-1.min-1) 32,15±1,87 previsto e 16,12±5,51 obtido (p<0,0001); AF (u.n.) 51,96±22,49 e BF (u.n.) 48,04±22,49; RMSSD (ms) 28,69±26,78 e pNN50 (%) 8,76±12,62. Todas as variáveis da VFC com o VO2pico apresentaram correlação significativa. Conclusão: Na fase crônica do AVE, a modulação autonômica cardíaca encontra-se normal e a capacidade cardiorrespiratória apresenta-se diminuída em relação ao previsto para a idade / Introduction: It has been observed that individuals who have suffered a stroke have, in addition to physical damage, decreased aerobic capacity and autonomic cardiac modulation. These being important factors for the onset of heart disease and arrhythmias. Objective: To investigate the magnitude of the chronic effects of stroke on aerobic capacity and heart rate variability (HRV), and to investigate the association between autonomic cardiac modulation and aerobic capacity. Methods: We evaluated 11 males, aged between 55 and 65 years, suffered of stroke for at least six months and with hemiparesis. Evaluations performed: maximal exercise test; registration of heart rate (HR) and RR interval. HRV data were analyzed in the frequency domain: (HF- high frequency, LF- low frequency, and LF / HF ratio), and in the time domain (RMSSD and pNN50). Test was applied Pearson correlation (p ≤ 0.05). The oxygen comsumption (VO2peak) was compared with the expected obtained by applying the unpaired t-student test. Results: VO2peak (mL.kg-1.min-1) 32.15 ± 1.87 expected, and 16.12 ± 5.51 obtained (p <0.0001), AF (n.u) 51.96 ± 22.49 and BF (n.u) 48.04 ± 22, 49, RMSSD (ms) 28.69 ± 26.78 and pNN50 (%) 8,76±12,62. All variables were significantly correlated. Conclusion: In the chronic phase of stroke, cardiac autonomic modulation is normal and cardiorespiratory capacity has to be reduced in relation to predicted age
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Influência da assimetria hemisférica na evolução funcional e perceptivo-visual após acidente vascular cerebral / Hemispheric assymmetric for functional evolution and visual perception after stroke

Andrade, Suellen Mary Marinho dos Santos 28 February 2012 (has links)
Made available in DSpace on 2015-05-14T13:16:21Z (GMT). No. of bitstreams: 1 arquivototal.pdf: 1543853 bytes, checksum: dda83dd50953ae20e6da93afa6df6e13 (MD5) Previous issue date: 2012-02-28 / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES / This study aimed to analyze the evolution of functional and visual perception of patients with lesions in right and left hemisphere during the acute stage, subacute and chronic stroke. The study included 40 participants, involving patients with right-hemisphere lesions with and without hemineglect (RH+ and RH-, respectively), patients with lesions in the left hemisphere without hemineglect (LH-) and healthy subjects (CG). The socio-demographic and the clinic assessments were performed in hospital stay, and thereafter assessments were performed to functional evolution and visual perception. The analysis of the functional evolution involved spatial attention, postural control, gait and functional independence. As for the evolution of visual perception, we analyzed the contrast sensitivity curve of the participants through the psychophysical forced-choice, having been employed stimuli like sinusoidal grid with spatial frequencies of 0.6, 2.5 and 10.0 cycles per degree of visual angle (cpd). These assessments were performed after 1 month of vascular injury and repeated in 3 and 6 months after the episode of stroke. There were no significant differences between groups with respect to socio-demographic variables (χ2=6.42, p<0.08) and were not found direct correlations between neuropsychological performance and the side affected by stroke (p>0.05). Concerning the rate of recovery, there was improvement of all variables over the three stages of stroke. The patients (RH-, RH+ and LH-) lower performance achieved in the functional and visual perception when compared to healthy subjects. The group with damage to the left had a worse performance on tests of gait and functional independence, whereas the group with lesions to the right (RH- and RH+, respectively) showed greater impairment in spatial attention and postural control. Although both RH- and RH+ showed the same pattern of involvement, when compared the group of patients with lesions to the right, those with hemineglect had worse performance than those without hemineglect, in relation to the functional evolution. With regard to visual perception, the results showed that patients LH- were selectively more impaired in the detection of high frequencies, while patients with lesions to the right (RH- or RH+) had a worse performance in the detection of low frequencies. In relation to medium frequency, patients had a similar pattern of performance and presenting lower thresholds only for the CG. The findings obtained suggest that distinct processes related to visual and functional aspects, with both hemispheres participating in these processes in different ways. / O objetivo deste estudo foi analisar a evolução funcional e perceptivo-visual de pacientes com lesões no hemisfério direito e esquerdo, durante os estágios agudo, subagudo e crônico do Acidente Vascular Cerebral (AVC). Foi realizado um estudo com 40 participantes, envolvendo pacientes com lesões no hemisfério direito com e sem heminegligência (HD+ e HD-, respectivamente), pacientes com lesão no hemisfério esquerdo, sem heminegligência (HE-) e indivíduos saudáveis (GC). As avaliações sócio-demográfica e clínica foram realizadas no período de internação hospitalar e, posteriomente, foram realizadas avaliações relacionadas à evolução funcional e perceptivo-visual. A evolução funcional compreendeu análise da atenção espacial, controle postural, marcha e independência funcional. Quanto à evolução perceptivovisual, foi analisada a curva de sensibilidade ao contraste dos participantes, através do método psicofísico da escolha forçada, tendo sido empregados estímulos do tipo grade senoidal, com freqüências espaciais de 0,6; 2,5 e 10,0 ciclos por grau de ângulo visual (cpg). Estas avaliações foram realizadas decorridos 1 mês da lesão vascular e repetidas no 3º e 6º meses após o episódio de AVC. Não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos com relação às variáveis sócio-demográficas (χ2=6,42; p<0,08) e não foram verificadas correlações diretas entre o desempenho neuropsicológico e o lado afetado pelo AVC (p>0,05). Com relação à taxa de recuperação, foi observada melhora do comprometimento de todas as variáveis analisadas ao longo dos três estágios do AVC. Os pacientes, com lesão à direita e à esquerda, alcançaram menor desempenho na avaliação funcional e perceptivo-visual quando comparados aos participantes saudáveis. O grupo com lesão à esquerda apresentou pior desempenho nos testes de marcha e independência funcional, enquanto que o grupo com lesão à direita (HD- e HD+, respectivamente) obteve maior comprometimento na atenção espacial e no controle postural. Mesmo que não tenha sido determinante para a assimetria das respostas, visto que tanto HD+ como HD- apresentaram o mesmo padrão de acometido, quando comparados os pacientes do grupo com lesão à direita, aqueles com heminegligência apresentaram desempenho pior do que aqueles sem heminegligência, em relação à evolução funcional. No que se refere à percepção visual, os resultados mostraram que os pacientes HE- foram seletivamente mais prejudicados na detecção de altas freqüências, enquanto pacientes com lesão à direita (independentemente se HD- ou HD+) tiveram um pior desempenho na detecção de baixas freqüências. Em relação às freqüências médias, os pacientes tiveram um padrão de desempenho semelhante, não diferindo entre os grupos e apresentando limiares menores apenas em relação ao GC. As descobertas encontradas sugerem a existência de processamentos distintos relacionados a aspectos funcionais e visuais, com os dois hemisférios participando destes processos de formas diferentes.
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Perfil de exossomos periféricos nas fases aguda e crônica do acidente vascular encefálico

Magalhães, Amanda de Souza January 2016 (has links)
O acidente vascular encefálico (AVE) é uma doença comum e de grande impacto para a saúde da população, uma vez que é considerado a principal causa de incapacidades neurológicas, principalmente motora e cognitiva. Considerando que os exossomos e o seu conteúdo podem ser marcadores prognóstico de demência em pacientes com Doença de Alzheimer, avaliamos o perfil exossomal circulante em pacientes pós AVE isquêmico com e sem comprometimento cognitivo. Ainda, é de conhecimento que os pacientes tratados com trombolíticos apresentam redução na dependência funcional a longo prazo, assim é de interesse avaliar os exossomos periféricos destes pacientes. Este trabalho visou investigar o perfil de exossomos circulantes em pacientes após diagnóstico de AVE isquêmico (AVEI) nas fases aguda e crônica. Foram determinados o conteúdo de proteína total e a atividade da acetilcolinesterase (AChE), marcadores de exossomos, além de correlacionar escores de comprometimento neurológico com os parâmetros bioquímicos. Ainda, considerando que o estresse oxidativo tem um papel central na fisiopatologia da isquemia cerebral, determinamos o conteúdo de espécies reativas e a atividade da enzima superóxido dismutase (SOD) em exossomos circulantes. Os fatores comprometimento cognitivo e o uso do trombolítico na fase aguda da doença não mostraram ter influência sobre os parâmetros estudados. Os resultados sugerem que uma diminuição de exossomos circulantes, já que houve uma redução na quantificação de proteínas totais na fase crônica, pode sugerir um prejuízo no sistema de remoção de materiais tóxicos levando ao acúmulo de materiais indesejados disso, o estado oxidativo exossomal, representado pelos níveis de espécies reativas e a atividade da SOD, foi alterado na fase crônica quando comparado com a fase aguda. Estes resultados sugerem que há uma alteração do perfil dos exossomos ao longo do tempo nos pacientes com AVE isquêmico. Nossos dados indicam que os níveis de espécies reativas na fase aguda podem predizer alterações no perfil dos exossomos na fase crônica de pacientes com comprometimento cognitivo, especificamente nas atividades das enzimas SOD e AChE e na concentração de proteínas totais. Estas associações não foram observadas em pacientes sem comprometimento cognitivo. Correlacionamos os parâmetros bioquímicos com as escalas de déficit neurológico, os escores do Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) foram inversamente proporcionais aos níveis de AChE naqueles pacientes que não receberam o tratamento trombolítico na fase aguda. Assim, nossos dados demonstram que o prejuízo cognitivo (menores escores de MEEM) está associado a maiores níveis de atividade da AChE em exossomos circulantes. O papel dosexossomos na fisiopatologia da isquemia cerebral, assim como na predição de diagnóstico de comprometimento cognitivo precisa ser melhor investigado. / Stroke is a common disease and has a major impact on the public health, since it is considered the main cause of neurological disabilities, mainly motor and cognitive impairment. Considering that exosomes’ content may be prognostic markers of dementia in patients with Alzheimer's disease we evaluated the circulating exosomal profile in patients with ischemic stroke with and without cognitive impairment. Furthermore, it is known that thrombolytic therapy reduces long-term disability, so it is interesting to evaluate the peripheral exosomes of these patients. This work aimed to investigate the profile of circulating exosomes in patients after diagnosis of ischemic stroke in the acute and chronic phases. Total protein content and acetylcholinesterase activity (AChE), markers of exosomes were determined, also it was correlated the scores of cognitive function tests with biochemical parameters. Considering that oxidative stress plays a central role in the pathophysiology of cerebral ischemia, we determined the content of reactive species and the activity of the superoxide dismutase enzyme (SOD) in circulating exosomes. The factors cognitive impairment and the use of thrombolytic in the acute phase of the disease did not show influence on the studied parameters. The results suggest that a decrease in circulating exosomes, since there was a reduction in the quantification of total proteins in the chronic phase, may suggest a damage in the system of removal of toxic materials leading to the accumulation of unwanted materials. The exosomal oxidative state, represented by the reactive species levels and the SOD activity, was altered in the chronic phase when compared to the acute phase These results suggest that the profile of the exosomes is altered over time in patients with ischemic stroke. Our data indicate that reactive species levels in the acute phase may predict changes in the exosome profile in the chronic phase of patients with cognitive impairment, specifically in the activities of SOD and AChE enzymes and in the concentration of total proteins. These associations were not observed in patients without cognitive impairment. We correlated the biochemical parameters with the the scores of the assessment of cognitive function tests, the Mini-Mental State Examination (MMSE) scores were inversely proportional to the AChE levels in those patients who did not receive the thrombolytic treatment in the acute phase. Thus, our data demonstrate that cognitive impairment (lower MMSE scores) is associated with higher levels of AChE activity in circulating exosomes. The role of exosomes in the pathophysiology of cerebral ischemia, as well as in the prediction of diagnosis of cognitive impairment, needs to be better investigated.
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O impacto do acidente vascular cerebral na qualidade de vida de crianças e adolescentes

Gerzson, Laís Rodrigues January 2016 (has links)
Introdução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma síndrome clínica com desenvolvimento de sinais agudos de disfunção neurológica focal ou global, com duração maior do que 24 horas ou levando à morte, sem outras causas que não a vascular. Objetivo: avaliar a qualidade de vida de crianças e adolescentes que sofreram AVC pertencentes à Unidade de Neuropediatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e de crianças saudáveis da Unidade Básica de Saúde (UBS) Santa Cecília de Porto Alegre. Métodos: Estudo observacional com delineamento transversal com amostragem não probabilística. Utilizou-se o instrumento Pediatric Quality of Life Inventory (PedsQ.LTM 4.0) para avaliar a qualidade de vida levando em conta os distintos aspectos do desenvolvimento de dois grupos de crianças. Foi utilizada uma entrevista semiestruturada para descrever a vida passada e o presente. O período da coleta de dados foi de junho de 2015 a julho de 2016. Resultados: Participaram 78 crianças, sendo 39 com AVC e 39 sem AVC. A mediana das crianças com diagnóstico de AVC foi em torno dos sete meses, sendo que a maioria apresentou AVC do tipo isquêmico (71,8%), em que o hemisfério afetado foi o direito (48,6%), com maior prevalência da hemiparesia à direita. De acordo com a PedsQLTM 4.0 dos pais, foi possível identificar uma diferença significativa e um grande tamanho de efeito no escore da Capacidade Funcional, apresentando, então, inferioridade em relação ao grupo controle (72,0 ± 19,6). No PedsQLTM 4.0 dos pais, a “escolaridade do pai” manteve efeito positivo significativo nos aspectos emocionais – 2,20 (0,04 a 4,35) –, enquanto “idade da criança” e “não neonatal” apresentaram efeito negativo nos aspectos escolares: -1,54 (-3,04 a -0,0), -20,9 (-34,2 a -7,57), respectivamente. As variáveis “idade que entrou na escola” e “sexo masculino” demonstraram efeito significativo negativo no desfecho de Aspectos Escolares do PedsQLTM 4.0 das crianças: -0,33(-0,60 a – 0,07), -19,2 (-32,2 a -6,2), respectivamente. Conclusões: As crianças com AVC apresentam um impacto negativo na qualidade de vida principalmente no aspecto da capacidade funcional. Após questionar os pais, e mesmo que as crianças não tenham apresentado diferença significativa, pode-se perceber que os valores são baixos quando comparados ao grupo controle em todas as dimensões do PedsQLTM 4.0. A pesquisa também confirma que as variáveis sociodemográficas podem ter efeitos significativos tanto negativos como positivos nas dimensões do PedsQLTM 4.0 tanto dos pais quanto das crianças. Com aumento do reconhecimento do AVC em crianças, é de suma importância mais pesquisas no Brasil para que haja ferramentas diversas em prol da qualidade de vida destes. Os achados deste estudo são um convite aos fisioterapeutas para pensar em estratégias avaliativas e interventivas para as crianças com AVC, já que elas estão em pleno ápice de aprendizado motor e psicossocial. / Introduction: Stroke is a clinical syndrome with the development of acute signs of focal or global neurological disfunction, lasting more than 24 hours or leading to death, with no apparent cause other than that of a vascular origin. Objective: to evaluate the quality of life in children who suffered stroke belonging to the Neuropediatric Unit at the Clinics Hospital of Porto Alegre and in healthy children coming from Santa Cecília Basic Health Unit in Porto Alegre. Methods: Cross-sectional observational study with non-probability sampling. The Pediatric Quality of Life Inventory (PedsQ.LTM 4.0) was the instrument used to evaluate quality of life taking into account the different developmental aspects of two groups of children. A semi-structured interview was used to describe the past life and the present. Data collection occurred from June 2015 to July 2016. Results: 78 children took part of the research, being 39 with stroke and 39 without stroke. The median of the children diagnosed with stroke was around 7 months, with the majority presenting ischemic stroke (71.8%), in which the right hemisphere was the most affected (48.6%), with higher prevalence of right-sided hemiparesis. According to the parent-rated PedsQLTM 4.0, it was possible to identify a significant difference and a large effect size in the score of functional capacity, then presenting inferior results in comparison to the control group (72.0 ± 19.6). In the parent-rated PedsQLTM 4.0, “father’s level of education” and “non neonatal” had a negative effect on the school aspects: -1.54 (-3.04 to -0.0), -20.9 (-34.2 to -7.57), respectively. The variables “school starting age” and “male sex” had a significant negative effect on the outcome of school aspects of the child-rated PedsQLTM 4.0: -0.33 (-0.60 to -0.07), -19.2 (-32.2 to -6.2), respectively. Conclusion: Children with stroke presented a negative impact on their quality of life, mainly on the functional capacity aspect. After questioning the parents, although the children did not present a significant difference, it is evident that the values are lower in comparison to the control group in all dimensions of the PedsQLTM 4.0. The study also confirms that the sociodemographic variables can have significant negative as well as positive effects on the dimensions of both child-rated and parent-rated PedsQLTM 4.0. With the growing recognition of stroke in children, more research needs to be carried out in Brazil to provide tools to enhance the quality of life of those children and adolescents. The findings of this study invite physical therapists to think about evaluation and intervention strategies in relation to children with stroke, considering that they are at the top of their motor and psychosocial learning.
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Metamemória em adultos e em pacientes pós-acidente vascular cerebral

Zortéa, Maxciel January 2014 (has links)
Este trabalho investigou processos metamnemônicos de monitoramento e controle, bem como conhecimento e desempenho de memória em diversas condições. O Capítulo I apresenta um paradigma experimental de aprendizado associativo de pares de palavras para avaliação da metamemória. No Capítulo II observou-se que julgamentos de aprendizagem (JOL) tardios foram mais precisos do que imediatos, porém apenas para adultos jovens, em comparação a adultos de idade intermediária. Adultos jovens contaram mais com seus JOLs e seu desempenho de memória prévios para alocação de tempo de estudo (STA), porém apenas na condição JOLs tardios. No Capítulo III, os grupos de pacientes pós-acidente vascular cerebral e controles não se diferenciaram significativamente quanto ao funcionamento metamnemônico. Contudo, uma análise de séries de casos revelou heterogeneidade dos casos e associações e dissociações funcionais entre memória e metamemória, além de uma dissociação dupla entre monitoramento e controle de memória, indicando que lesões à esquerda comprometem o monitoramento, enquanto lesões à direita o controle. / This work investigated metamemory processes of memory monitoring, control, as well as memory knowledge and performance in several conditions. Chapter I presents a paired-words associative learning experimental paradigm to assess metamemory. In Chapter II we observed that delayed judgements of learning (JOLs) were more accurate than immediate JOLs, however only for young adults compared to intermediate age adults. Young adults relied more on theirs previous JOLs and memory performance for the allocation of study-time (STA), though only in the delayed JOLs condition. In Chapter III a group analysis showed no significant differences for metamnemônic measures between stroke patients and controls. Nevertheless, a case series analysis revealed inter-case heterogeneity and functional associations and dissociations between memory and metamemory, in addition to a double dissociation between memory monitoring and control, which suggested that left hemisphere lesions impair the monitoring while right hemisphere lesions impair the control.
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Avaliação da arquitetura muscular e das propriedades mecânicas tendíneas em indivíduos espásticos pós-AVC

Dias, Caroline Pieta January 2012 (has links)
Introdução: A espasticidade é frequentemente observada após o acidente vascular cerebral (AVC); entretanto, os efeitos da mesma sobre a estrutura e função muscular não são totalmente conhecidos. A arquitetura muscular é um dos fatores determinantes da funcionalidade de músculos saudáveis, e está relacionada às propriedades mecânicas musculares, como a capacidade de produção de força. No entanto, a força desenvolvida pelo componente contrátil é afetada não somente pela arquitetura muscular, mas também pelas propriedades morfológicas e mecânicas das estruturas tendíneas, as quais são responsáveis pela transmissão de força durante atividades da vida diária. Este trabalho está dividido em dois artigos: o primeiro procura identificar os efeitos da espasticidade sobre a estrutura e função do músculo gastrocnêmio medial, enquanto o segundo, os efeitos dessa doença sobre as propriedades estruturais e mecânicas do tendão de Aquiles. Artigo I: O objetivo deste estudo foi investigar as propriedades mecânicas do músculo gastrocnêmio medial de pacientes pós-AVC com hemiparesia espástica e de indivíduos saudáveis. Foram avaliadas mudanças na arquitetura muscular e no torque em diferentes ângulos articulares nas condições repouso e contração voluntária máxima isométrica. Participaram do estudo 15 sujeitos pós-AVC com espasticidade de tornozelo e um grupo controle de 15 sujeitos saudáveis. Para o posicionamento articular e obtenção do torque isométrico máximo de flexão plantar foi utilizado um dinamômetro isocinético, enquanto imagens do músculo gastrocnêmio medial foram obtidas por ultrassonografia. As imagens foram coletadas em repouso e durante uma contração voluntária máxima isométrica nos ângulos de 30° de flexão plantar, 0° e na máxima dorsiflexão. As comparações foram realizadas entre os lados afetado e não afetado pela espasticidade nos indivíduos pós-AVC e lado direito dos indivíduos saudáveis. O lado afetado apresentou mudanças na estrutura muscular observada pelo menor comprimento de fascículo e espessura em repouso, bem como na funcionalidade muscular observada pelo menor torque e ângulo de penação durante a contração voluntária máxima isométrica além da menor excursão fascicular. O lado não afetado parece apresentar uma estrutura muscular semelhante aquela de indivíduos saudáveis em função da ausência de diferenças nos parâmetros de arquitetura muscular no repouso e contração voluntária máxima isométrica, mas demonstrou prejuízos na capacidade de produção de força. Artigo II: O objetivo do presente estudo foi avaliar, de forma ativa, as propriedades mecânicas do tendão de Aquiles de indivíduos pós-AVC com hemiparesia espástica e de indivíduos saudáveis. Participaram do estudo 15 sujeitos pós-AVC com espasticidade de tornozelo e um grupo controle de 15 sujeitos saudáveis. Para o posicionamento articular e realização dos protocolos foi utilizado um dinamômetro isocinético. As imagens do comprimento e área de secção transversa, bem como o deslocamento da junção miotendínea do tendão de Aquiles com o músculo gastrocnêmio medial, foram obtidos por meio da ultrassonografia. As imagens do comprimento e área de secção transversa foram coletadas em repouso, e o deslocamento da junção miotendínea do tendão de Aquiles durante uma contração voluntária máxima isométrica em rampa no ângulo de 0° do tornozelo. Foram avaliados a força, deformação, stress, strain, rigidez e módulo de Young do tendão de Aquiles. As comparações foram realizadas entre os lados afetado e não afetado pela espasticidade nos indivíduos pós-AVC e lado direito dos indivíduos saudáveis. Os lados afetado e não afetado do grupo AVC apresentaram alteração na morfologia do tendão de Aquiles observada pela área de secção transversa reduzida. Em relação às propriedades mecânicas, o lado afetado quando comparado ao lado não afetado e lado direito dos sujeitos saudáveis, demonstra estar prejudicado apresentando redução da força e deformação (absolutas e relativas) bem como menores valores de rigidez e módulo de Young. O membro não afetado apresentou redução da força, deformação e rigidez quando comparado ao lado direito dos sujeitos saudáveis. Entretanto, quando estas propriedades mecânicas do lado não afetado são normalizadas pelos parâmetros morfológicos (área de secção transversa e comprimento do tendão), as mesmas apresentam-se semelhantes ao tendão de indivíduos saudáveis. / Introduction: Spasticity often occurs after a stroke; yet, its effects on muscle structure and function are not fully understood. Muscle architecture is one determinant factor of the functionality of healthy muscles, and it’s related to the mechanical properties of muscles, like the ability to produce force. However, the force developed by the contractile component is affected not only by the muscular architecture, but also by morphological and mechanical properties of tendon structures, which are responsible for force transmission during activities of daily living. This work is divided into two articles: the first one tries to identify the effects of spasticity on the structure and function of the medial gastrocnemius muscle, while the second one tries to describe the effects of this disease on the structural and mechanical properties of the Achilles tendon. Study I: The purpose of this study was to investigate the mechanical properties of the medial gastrocnemius muscle in post-stroke patients affected by spastic hemiparesis and healthy subjects. We evaluated changes in muscle architecture and torque at different joint angles in rest condition and in maximum voluntary isometric contraction. The study included 15 subjects that survived from a stroke with ankle spasticity and a control group of 15 healthy subjects. An isokinetic dynamometer was used for joint positioning and obtainment of maximal isometric torque for plantar flexion, while images of the medial gastrocnemius muscle were obtained using ultrasonography. Images were collected at rest and during a maximum voluntary isometric contraction at 30° of plantar flexion, 0° and maximum dorsiflexion. We compared both limbs in post-stroke individuals, affected and non-affected by spasticity, and only the right side in healthy subjects. The spastic side showed changes in muscle structure observed by the shortening in fascicle length and smaller muscle thickness at rest, and in muscular functionality seen by the lower torque and smaller pennation angle during maximum voluntary isometric contraction, as well as in the smaller fascicular excursion. The unaffected side appears to have a muscular structure similar to healthy subjects, because there were no differences in muscle architecture parameters at rest and at maximum voluntary isometric contraction, but it showed impairments in the ability to produce force. Study II: The purpose of this study was to evaluate, in an active way, the mechanical properties of the Achilles tendon in post-stroke individuals with spastic hemiparesis and in healthy subjects. The study included 15 stroke survivors with ankle spasticity and a control group of 15 healthy subjects. An isokinetic dynamometer was used for joint positioning and obtainment of maximal isometric torque for plantar flexion. The images of the length, cross-sectional area and the displacement of the myotendinous junction of Achilles tendon with the medial gastrocnemius muscle were obtained using ultrasonography. The images of length and cross-sectional area were collected at rest and during a maximum voluntary isometric contraction in ramp at the ankle angle of 0°. We evaluated the strength, deformation, stress, strain, stiffness and Young's modulus of the Achilles tendon. We compared both limbs in post-stroke individuals, affected and non-affected by spasticity, and only the right side in healthy subjects. Both affected and non-affected sides of the stroke survivors group showed abnormalities in the Achilles tendon’s morphology observed by the reduced cross-sectional area. Regarding the mechanical properties, the affected side, when compared to the unaffected side and to the dominant side of healthy subjects, proves to be impaired, showing decrease in strength and deformation (both absolute and relative) and lower values of stiffness and Young's modulus. The unaffected limb showed decreased strength, deformation and stiffness when compared to the dominant side of healthy subjects. However, when these mechanical properties of the unaffected side are normalized by morphological parameters (cross-sectional area and length), they become similar to healthy subjects’ tendons.
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Análise do desempenho sensório-motor e da reatividade astroglial em modelos experimentais de acidente vascular encefálico isquêmico e hemorrágico

Mestriner, Régis Gemerasca January 2013 (has links)
O acidente vascular encefálico (AVE), classificado conforme a etiologia do dano em isquêmico ou hemorrágico, apresenta-se como uma importante causa de mortalidade e redução da capacidade funcional em adultos de todo o mundo. Apesar de alguns estudos em humanos sugerirem um perfil de recuperação sensório-motora diferenciado entre os subtipos isquêmico e hemorrágico, estes dados não são conclusivos dada a heterogeneidade desses insultos. Dessa forma, o objetivo da presente tese foi estabelecer um desenho experimental comparativo entre AVE isquêmico e hemorrágico, reduzindo a heterogeneidade das lesões, para que, então, pudéssemos avaliar de forma mais objetiva o perfil comportamental de recuperação sensório-motora e a reatividade astroglial positiva para a proteína glial fibrilar ácida (GFAP) entre os mencionados subtipos etiológicos de AVE. Para tanto, 36 ratos Wistar adultos foram utilizados, sendo os mesmos subdivididos nos grupos Sham, Isquemia e Hemorragia cerebral. Os modelos de AVE isquêmico e hemorrágico foram induzidos por microinjeções estereotáxicas de endotelina-1 (ET-1) e colagenase do tipo IV-S, respectivamente. Essas injeções foram realizadas no córtex sensoriomotor e no estriado dorsolateral dos animais, tendo em vista que as mencionadas estruturas são comumente acometidas pelo AVE. Todos os grupos foram avaliados quanto à recuperação espontânea nos testes do campo aberto, cilindro e teste da escada horizontal, em diferentes tempos pós-cirúrgicos, ao longo de 30 dias. Avaliações histológicas e estereológicas foram utilizadas para estimar o volume e a extensão das lesões produzidas. Além disso, a técnica imunoistoquímica para a GFAP foi empregada com o intuito de avaliar a densidade astrocitária, densidade óptica regional e celular no tecido perilesional. Nossos resultados demonstram que ambos os subtipos de AVE experimental exibiram um perfil comparável de recuperação sensório-motora, de dano morfológico (volume e extensão das lesões) e de imunorreatividade à GFAP no tecido adjacente à lesão. No entanto, quanto à habilidade na marcha em longo prazo, os animais hemorrágicos demonstram uma sutil, mas significativa, melhora na recuperação quando comparados aos seus pares isquêmicos. Dessa forma, sugerimos que o proposto desenho experimental pode ser útil para reduzir a heterogeneidade do AVE, de modo a permitir um adequado estudo comparativo da neurobiologia da recuperação funcional e do remodelamento plástico pós-lesão. Além disso, os nossos resultados evidenciam pontuais diferenças no processo de recuperação funcional entre os subtipos isquêmico e hemorrágico, as quais parecem não se relacionar com a imunorreatividade à GFAP. / Stroke causes disability and mortality worldwide and is divided into ischemic and hemorrhagic subtypes. Although clinical trials suggest distinct recovery profiles for ischemic and hemorrhagic events, this is not conclusive due to stroke heterogeneity. The aim of this study was to produce similar brain damage, using experimental models of ischemic (IS) and hemorrhagic (HS) stroke and evaluate the motor spontaneous recovery profile and glial fibrillary acidic protein (GFAP) immunoreactivity. We used 36 Wistar rats divided into the following groups: Sham, ischemic stroke or hemorrhagic stroke. Brain ischemia or hemorrhage was induced by endotelin-1 (ET-1) and collagenase type IV-S (collagenase) microinjections, respectively. For both stroke subtypes, sensorimotor cortex and dorsolateral striatum were damaged. All groups were evaluated in the open field, cylinder and ladder walk behavioral tests at distinct time points as from baseline to 30 days post-surgery (30 PS). Histological and morphometric analyses were used to assess the volume of lost tissue and lesion length. GFAP immunoreactivity was assessed by estimation of astrocytic density plus cellular and regional optical density measures. Present results reveal that both forms of experimental stroke had a comparable long-term pattern of damage, since no differences were found in volume of tissue lost or lesion size 30 days after surgery. However, behavioral data showed that hemorrhagic rats were less impaired at skilled walking than ischemic in a long-term analysis. In addition, both forms of experimental stroke had a comparable long-term pattern of glial fibrillary acidic protein immunoreactivity for analyzed structures, including astrocytic density, cellular and regional optical density. We suggest that experimentally comparable stroke design is useful because it reduces heterogeneity and facilitates the assessment of neurobiological differences related to stroke subtypes. Also, spontaneous skilled walking recovery differs between experimental ischemic and hemorrhagic insults; behavioral differences probably are not related to GFAP immunoreactivity. Thus, behavioral and neuroplastic recovery differences after stoke subtypes is a matter that may needs more attention in basic and translational stroke research.

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