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Gestantes hipertensas hospitalizadas: ansiedade, depressão e modos de enfrentamentoSouza, Jamile Santos 07 May 2010 (has links)
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Previous issue date: 2010-05-07 / Hypertensive disorders of pregnancy are one of the major complications of pregnancy and postpartum and are considered the first cause of maternal and perinatal mortality in the world, with repercussions on the female psyche. Objective: To assess pregnant women hospitalized for pregnancy hypertension syndrome levels of anxiety and depression, as well as ways of coping with problems. Method: Using the Hospital Anxiety and Depression Scale and Mode of Coping in 30 pregnant women hospitalized for medical diagnosis of hypertensive disorder of pregnancy at the Prof.. Carlos da Silva Lacaz Hospital. Results: 66.7% had anxiety symptoms and 36.7% had depressive symptoms. There is positive correlation between the presence of anxiety symptoms and depressive symptoms. Regarding the mode of confronting the problem, the focus on emotion and religiosity / wishful thinking are related to the presence of anxiety symptoms. The absence of anxious and depressive symptoms are directly related to the presence of the mode of coping with focus on the problem and seeking social support. Conclusion: pregnant women with gestational hypertension syndrome with symptoms depression and anxiety need to be encouraged to interact with family and friends as a resource for coping. Also, it is necessary to health professionals working with this population the encouragement of practices with focus on behaviors that allow the woman to approach the stressor and its reassessment in order to establish an action plan to address the problem of hypertension of pregnancy and maternal and fetal risks / As síndromes hipertensivas gestacionais representam uma das mais importantes complicações do ciclo gravídico-puerperal e são consideradas a principal causa de mortalidade materna e perinatal do mundo, com repercussões no psiquismo feminino. Objetivo: avaliar em gestantes hospitalizadas por síndrome hipertensiva gestacional os níveis de ansiedade e depressão, bem como os modos de enfrentamento de problemas. Método: utilização da Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão e da Escala de Modo de Enfrentamento de Problema em 30 gestantes hospitalizadas por diagnóstico médico de síndrome hipertensiva gestacional, na enfermaria obstétrica do Hospital Profº. Carlos da Silva Lacaz. Resultados: 66,7% apresentaram sintomas ansiosos e 36,7% apresentaram sintomas depressivos. Existe correlação positiva entre a presença do sintoma ansioso e o sintoma depressivo. Em relação ao modo de enfrentamento do problema, o foco na emoção e religiosidade/ pensamento fantasioso estão relacionados à presença do sintoma ansioso. A ausência dos sintomas ansiosos e depressivos estão diretamente relacionados à presença do modo de enfrentamento com foco no problema e na busca de apoio social. Conclusão: as gestantes com síndrome hipertensiva gestacional que apresentam sintomas ansiosos e depressivos precisam ser estimuladas a interagir com familiares e amigos como recurso de enfrentamento. Também, torna-se necessário aos profissionais de saúde que trabalham com esta população, o incentivo a práticas com foco em comportamentos que possibilitem à gestante a aproximação do estressor e sua reavaliação a fim de estabelecer um plano de ação para enfrentar o problema da hipertensão gravídica e dos riscos maternos e fetais
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O impacto da restrição de crescimento intrauterino no comportamento alimentar aos 30 dias de vidada Cás, Samira January 2018 (has links)
OBJETIVO: Avaliar o comportamento alimentar de recém-nascidos (RN) pequenos (PIG) e grandes (GIG) para a idade gestacional através de questionário específico e comparar com RN adequados para a idade gestacional (AIG). METODOLOGIA: Estudo de coorte prospectivo, cuja primeira fase consistiu na realização de uma entrevista para coleta de dados da mãe da gestação e do parto, bem como de dados socioeconômicos, com mães que tiveram seus filhos a termo no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Na segunda fase do estudo foi aplicado o questionário Baby Eating Behaviour Questionnaire (BEBQ) através de contato por telefone, com 1 mês do nascimento. RESULTADOS: Foram avaliados 126 RN (43 AIG, 43 PIG e 40 GIG). As análises não demonstraram diferenças significativas nos principais dados demográficos e perinatais em relação aos diferentes grupos de estudo. No entanto, foi observada uma maior escolaridade em mães de RN PIG (p=0,004) e uma menor prevalência de aleitamento materno exclusivo até a alta hospitalar em RN GIG (p=0,002). A análise de variância não encontrou diferença significativa entre os grupos em relação aos domínios do BEBQ, mesmo quando corrigido por sexo do RN. CONCLUSÃO: O estudo demonstrou que alterações do comportamento alimentar ainda não estão presentes com 1 mês de vida, sugerindo que não são inatas, e sim desenvolvidas com o passar do tempo. O estudo tem como limitação as avaliações do crescimento baseadas em registros de terceiros. / OBJECTIVE: To evaluate feeding behavior of infants born small (SGA) and large (LGA) for gestational age using a questionnaire, and compare them with infants born adequate for gestational age (AGA). METHODS: Prospective cohort study was carried out in which the first phase consisted of an interview about gestation and delivery, as well as socioeconomic data, with mothers who had their babies born at term in the Hospital de Clínicas de Porto Alegre. In the second phase of the study, the Baby Eating Questionnaire (BEBQ) was applied through telephone interview 1 month of birth. RESULTS: 126 infants (43 AGA, 43 SGA and 40 LGA) with a mean gestational age of 39.4 weeks were assessed. The analyses did not show significant differences in the main demographic and perinatal data between the different study groups. However, a higher level of schooling was observed in mothers of SGA infants (p = 0.004) and a lower prevalence of exclusive breastfeeding in the LGA (p = 0.002). The analysis of variance found no significant difference between the groups in any of the BEBQ domains, even when corrected for the sex of the baby. CONCLUSION: This study demonstrated that changes in feeding behavior are not yet present at 1 month of age, suggesting that they are not innate, but developed over time. The study is limited to growth assessments based on third-party records.
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Valores de referência do índice de massa corpórea para recém-nascidos de acordo com a idade gestacional / Body mass index reference values for newborns according to gestational ageBrock, Romy Schmidt 25 July 2006 (has links)
INTRODUÇÃO: A avaliação nutricional do recém-nascido é tarefa complexa e qualquer desvio da normalidade está associada a um aumento do risco de morbi-mortalidade. As medidas antropométricas têm representado o principal método de avaliação nutricional no período neonatal. Elas são importantes tanto para a classificação e diagnóstico do crescimento intra-uterino, quanto para posterior acompanhamento nutricional e de crescimento. Um único parâmetro antropométrico, como a medida simples de peso, não consegue avaliar adequadamente o estado nutricional do recém-nascido. O uso de medidas combinadas permite melhor determinação do estado nutricional e da proporcionalidade corpórea. O índice de massa corpórea (IMC) tem se tornado a medida de escolha na determinação do estado nutricional em crianças por ser uma relação entre peso e o comprimento, entretanto ainda sem padrões de referência para o período neonatal. OBJETIVOS: Proposição de valores normativos do índice de massa corpórea de recém-nascidos em diferentes idades gestacionais em ambos os sexos e elaboração de uma curva de percentis suavizados. METODOLOGIA: Estudo retrospectivo incluindo todos os recém- nascidos vivos admitidos no Berçário Anexo à Maternidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo durante o período de janeiro de 1993 a dezembro de 2004, selecionando-se o peso e o comprimento dos recém-nascidos, adequados para a idade gestacional, classificados segundo a curva de Alexander et al (1996). Os casos excluídos corresponderam àqueles que apresentaram inadequação do crescimento intra-uterino, presença de malformações maiores, cromossomopatias, hidropisia fetal, infecções congênitas e gemelaridade. O cálculo do tamanho amostral foi desenvolvido em função da obtenção de dados suficientes para permitir a validação da amostra e o cálculo dos percentis nas idades gestacionais de 29 a 42 semanas, totalizando 2406 recém-nascidos. O cálculo do IMC foi realizado baseado na seguinte fórmula: [peso(kg)/comprimento(m)2 ] e os percentis 3, 5, 10, 25, 50, 75, 90, 95 e 97 foram determinados separadamente para cada idade gestacional. Para a construção da curva de percentis suavizados foi selecionado um modelo matemático denominado ?modelo de ajuste sinusoidal, correspondente a equação de menor erro residual e que ao mesmo tempo descreve uma tendência de crescimento compatível com o parâmetro biológico. RESULTADOS: Os resultados obtidos para cada idade gestacional nos diversos percentis demonstraram uma curva ascendente em ambos os sexos desde a 29ª. até a 40ª. semana, seguida de uma tendência a retificação até a 42ª. semana. O valor do percentil 50 do IMC para recém-nascido do sexo masculino foi de 8,53 kg/m 2 com 29 semanas e de 14,02 kg/m 2 com 42 semanas de idade gestacional. No sexo feminino, o resultado do percentil 50 do IMC foi de 8,36 kg/m 2 com 29 e 14,04 kg/m 2 com 42 semanas. Não houve diferença estatisticamente significante entre os valores de IMC em ambos os sexos, nas diferentes idades gestacionais. CONCLUSÕES: Os valores de IMC apresentam uma correlação direta com a idade gestacional em ambos os sexos nos 9 percentis estudados. As curvas de IMC são úteis para classificar os recém-nascidos de diferentes idades gestacionais proporcionando uma nova ferramenta de avaliação nutricional dos recém-nascidos com ênfase na proporcionalidade corpórea. / INTRODUCTION: The nutritional assessment of the newborn has been a challenging essay and any deviation from the normal is associated with an increased risk of morbidity and mortality. Anthropometric parameters have been the most important method to evaluate newborn nutrition. They are important in reflecting intrauterine growth and in defining a baseline for the infants\' follow-up. A single standard anthropometric factor, as the measure of simple weight, cannot assess the nutritional status of the newborn properly. The use of a combination of two anthropometric factors has been more appropriate to assess body composition and proportions. The Body Mass Index (BMI) has become the measure of choice for the determination of nutritional status during pediatric years, as it assesses the relationship between weight and length, however there is a lack of reference values for the neonatal period. OBJECTIVES: This report presents references for body mass index of the newborn at different gestational ages for both sexes, and to construct a normal smoothed percentile curve. METHODS: Retrospective study including all admitted infants, born between January 1993 and January 2004, at the Newborn Nursery of Clinics Hospital, School of Medicine, University of São Paulo. The appropriate for gestational age newborns, following the Alexander et al curve (1996) were included. The excluded cases were represented by newborns with impaired fetal growth or abnormalities such as hydrops fetalis, congenital malformations or multiple births. The overall sample size was determined by the need to obtain sufficient data for valid calculation of percentile values from 29 to 42 weeks, totalling 2406 infants. The BMI was calculated based on the formula: [weight (kg)/ length (m)2 ], and selected percentiles (3, 5, 10, 25, 50, 75, 90, 95, 97) were determined for all target gestational ages. For the construction of a normal smoothed percentile curve, a statistical procedure based on the mathematical model of \"sinusoidal fit\" was applied to establish a curve that estimates the biological growth parameters. RESULTS: The BMI for gestational age and gender increased sharply from 29 to 40 weeks in all percentiles, followed by a slight increase up to 42 weeks. The values of the 50 th percentile for boys were 8,53 kg/m 2 in the 29 th week and 14,02 kg/m 2 in the 42 nd week. The girls values of the 50 th percentile were 8,36 kg/m 2 and 14,04 kg/m 2 in the 29 th and 42 nd week, respectively. There was no statistical difference between the BMI values for both sexes in the 9 percentiles evaluated. CONCLUSION: The results present a direct correlation between gestational age and BMI for both genders in the 9 studied percentiles. The BMI growth charts are useful to characterize the newborn BMI in different gestational ages, and can provide a useful reference to assess intra-uterine proportional growth.
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Estudo do desenvolvimento morfológico fetal e pós-natal dos sulcos cerebrais / Study of the fetal and post-natal morphological development of the sulci of the brainNishikuni, Koshiro 12 September 2006 (has links)
O estudo foi realizado através de avaliação de 214 hemisférios cerebrais, de 107 espécimes humanos, com a idade variando desde 12 semanas de gestação até 8 meses pós-natal. A idade gestacional dos fetos foi calculada através do seu peso corpóreo. Os fetos com malformações congênitas ou com encéfalos danificados foram excluídos. Após a fixação do encéfalo em solução de formol a 10%, foi removida a aracnóide para a análise dos sulcos do cérebro, os quais foram então estudados, desde o seu aparecimento, até sua formação completa. A principal finalidade desse estudo foi estabelecer os padrões de desenvolvimento morfológico dos sulcos cerebrais característicos de cada idade gestacional. Tendo como base a análise dos resultados, foram estabelecidas tabelas de referências cronológicas pertinentes à formação de cada sulco em toda superfície do cérebro. / The study was done through the analysis of 214 brain hemispheres of 107 human brains, with their ages ranging from 12 weeks of gestation to 8 months of postnatal life. The gestational age was calculated from their body weight. The fetuses with congenital abnormalities and or damaged brains were excluded from the study. After the brain fixation with 10% formalin, the arachnoid was removed for the study of the sulci and fissures of the brain, since their appearance until their complete development. The aim of this anatomical study was to establish a reliable sulci morphological pattern characteristic of each gestational age. Based in our findings, reference tables pertinent to the appearance of each sulci of all brain surface were built and are here presented.
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Progesterona natural na prevenção do parto prematuro em gestação gemelar: estudo randomizado, duplo-cego, placebo controlado / Vaginal progesterone for the prevention of preterm birth in twin gestation: a randomized placebocontrolled double-blind studyWagner Rodrigues Hernandez 16 December 2015 (has links)
OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi investigar o uso de progesterona natural vaginal para a prevenção de parto prematuro em gestações gemelares. Delineamento do estudo: foi realizado um estudo prospectivo, randomizado, duplo-cego, placebo controlado, que avaliou 390 gestações gemelares concebidas naturalmente entre mães sem história de prematuridade que estavam recebendo cuidados pré-natais em centro único. Mulheres com gestações entre 18 e 21 semanas e 6 dias foram aleatoriamente randomizadas para o grupo progesterona vaginal diária (200 mg) ou placebo até 34 semanas e 6 dias de gestação. O desfecho primário foi a diferença de idade gestacional média no parto; os resultados secundários foram a taxa de parto espontâneo < 34 semanas de gestação e a taxa de mortalidade e morbidade neonatal composta entre os grupos. RESULTADOS: As características gerais dos grupos foram semelhantes. A análise final incluiu 189 mulheres no grupo progesterona e 191 no grupo placebo. Nenhuma diferença (p=0,095) na idade gestacional média foi observada entre o grupo progesterona (35,08 ± 3,19 [DP]) e placebo (35,55 ± 2,85). A incidência de parto espontâneo com < 34 semanas de gestação foi de 18,5% no grupo de progesterona e 14,6% no grupo placebo (OR = 1,32; 95% intervalo de confiança, 0,24 - 2,37). Nenhuma diferença no resultado neonatal composto e mortalidade foi observada entre a progesterona (15,5%) e o grupo placebo (15,9%) (odds ratio, 1,01; 95% intervalo de confiança, 0,58 - 1,75). CONCLUSÃO: Em gestação gemelar, população não selecionada, o uso de progesterona natural micronizada 200mg/dia não reduz a incidência de parto prematuro espontâneo / OBJECTIVE: The purpose of this study was to investigate the use of vaginal progesterone for the prevention of preterm delivery in twin pregnancies. STUDY DESIGN: We conducted a prospective, randomized, double-blind, placebo-controlled trial that involved 390 naturally conceived twin pregnancies among mothers with no history of preterm delivery who were receiving antenatal care at a single center. Women with twin pregnancies between 18 and 21 weeks and 6 days\' gestation were assigned randomly to daily vaginal progesterone (200 mg) or placebo ovules until 34 weeks and 6 days\' gestation. The primary outcome was the difference in mean gestational age at delivery; the secondary outcomes were the rate of spontaneous delivery at < 34 weeks\' gestation and the rate of neonatal composite morbidity and mortality in the treatment and no treatment groups. RESULTS: The baseline characteristics were similar in both groups. The final analysis included 189 women in the progesterone group and 191 in the placebo group. No difference (P .095) in the mean gestational age at delivery was observed between progesterone (35.08 ± 3.19 [SD]) and placebo groups (35.55 ± 2.85). The incidence of spontaneous delivery at < 34 weeks\' gestation was 18.5% in the progesterone group and 14.6% in the placebo group (odds ratio, 1.32; 95% confidence interval, 0.24 - 2.37). No difference in the composite neonatal morbidity and mortality was observed between the progesterone (15.5%) and placebo (15.9%) groups (odds ratio, 1.01; 95% confidence interval, 0.58 -1.75). CONCLUSION: In non-selected twin pregnancies, vaginal progesterone administration does not prevent preterm delivery
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Influência da orientação telefônica sobre os resultados da automonitorização glicêmica de pacientes com diabetes mellitus gestacional / Influence of telephone advice on the results of blood glucose monitoring in patients with gestational diabetesAna Maria da Silva Sousa 06 November 2014 (has links)
A Diabetes Mellitus Gestacional é definida como intolerância à glicose durante a gestação, excluídos os casos de diabetes pré-gestacional. A telemedicina tem sido citada como ferramenta útil para proporcionar melhor qualidade à saúde de portadores de doenças crônicas. Objetivo: analisar a influência da orientação telefônica feita por um profissional de saúde sobre os resultados da automonitorização glicêmica em pacientes com diabetes mellitus gestacional. Método: estudo randomizado controlado-cego, longitudinal, com gestantes diagnosticadas com diabetes gestacional, acompanhadas no Setor de Endocrinopatias e Gestação da Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo atendidas no período de agosto de 2012 a maio de 2014. O diagnostico de DMG foi realizado por meio de glicemia de jejum e teste de tolerância à glicose de 75 gramas. As pacientes foram convidadas a participar da pesquisa após receberem instruções de uma equipe multiprofissional. Foram alocadas, de acordo com a randomização em dois grupos: Grupo 1 (receberiam ligação telefônica três dias após as orientações multiprofissionais, n=122) e grupo 2 (não receberiam ligação telefônica n= 122),. A enfermeira ligou para as pacientes e aplicou questionário sobre manuseio do aparelho para verificação da glicemia capilar, dieta, horário de aferições, desconforto e dificuldade em realizar a automonitorização glicêmica. Foram analisados os valores glicêmicos por meio das porcentagens de valores alterados, de hiperglicemia, de hipoglicemia e da média glicêmica nos sete primeiros dias após a participação no grupo multiprofissional. O número de aferições glicêmicas e as respostas ao questionário aplicado durante o contato telefônico também foram analisados. Resultados: Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos quanto à cor, idade, presença de outras doenças clínicas maternas e quanto ao tipo de teste usado para diagnóstico de diabetes mellitus gestacional. Analisando os valores da glicemia capilar, o grupo que recebeu orientações telefônicas apresentou menor porcentagem de valores alterados (p= 0,001), menor frequência de hiperglicemia (p= 0,002) e maior número de aferições da glicemia capilar (p= 0,001). Conclusões: O contato telefônico influenciou significativamente o número de aferições da glicemia capilar e a frequência de resultados alterados, especialmente na hiperglicemia, sugerindo ser essa ferramenta útil na melhora da atenção a gestantes portadoras de diabetes gestacional / Gestational Diabetes Mellitus (GDM) is defined as glucose intolerance during pregnancy, excluding cases of pre-gestational diabetes. Telemedicine has been cited as useful tool to provide better quality health care for patients with chronic diseases. Objective: To analyze the influence of telephone advice, by a health care professional, on the results of blood glucose monitoring in patients with gestational diabetes. Method: A randomized controlled blind trial, in pregnant women diagnosed with gestational diabetes, attended in Setor de Endocrinopatias e Gestação da Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo was carried out from August 2012 to May 2014 The diagnosis of GDM was made by means of fasting glucose and glucose tolerance test 75 grams. Patients were invited to participate in the study after receiving instructions from a multidisciplinary team. According to randomization, patients were allocated into two groups: Group 1 (receive phone call three days after multidisciplinary instructions, n = 122) and group 2 (not receive phone call, n = 122). The nurse called the patient and applied questionnaire on handling the device for checking blood glucose, diet, time of measurements, discomfort and difficulty in performing the blood glucose monitoring. Glycemic values were analyzed by means of the percentage of abnormal values, hyperglycemia, hypoglycemia and glycemic average in the first seven days after participation in the multidisciplinary group. The number of glucose measurements and the questionnaire answer questionnaire were also analyzed. Results: There was no statistically significant difference between groups regarding race, age, presence of other maternal medical illnesses and the type of test used to diagnose gestational diabetes. Analyzing the glycemic values , a group that received telephone guidelines showed lower percentage of abnormal values (p = 0.001), lower incidence of hyperglycemia (p = 0.002) and greater number of measurements of blood glucose (p = 0.001) Conclusion: The telephone contact significantly influenced the number of measurements of blood glucose and the frequency of abnormal results, especially in hyperglycemia, suggesting that this is useful tool in improving attention to pregnant women with gestational diabetes
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Predição da restrição do crescimento fetal pela medida da altura uterina / Prediction of fetal growth restriction by uterine heightSilvio Martinelli 08 March 2004 (has links)
O objetivo deste estudo foi verificar o poder de predição da medida da altura uterina para a restrição do crescimento fetal (RCF), por meio da curva de MARTINELLI et al. (2001), tendo como limite o percentil 5 e 10 para a idade gestacional e comparar com a curva de BELIZÁN et al. (1978). Entre julho de 2000 e fevereiro de 2003, 238 gestantes de alto risco foram submetidas a medidas de altura uterina, da 20a à 42a semana de gestação. Todas possuíam idade gestacional confirmada por ultra-sonografia precoce. A confirmação do diagnóstico de RCF foi dada após o nascimento pela curva de RAMOS (1983). Entre as gestantes, 50 (21,0%) tiveram recém-nascidos pequenos para a idade gestacional. O mesmo observador realizou 1617 medidas de altura uterina, com fita métrica, da borda superior da sínfise púbica ao fundo uterino. Para a ocorrência de RCF, considerando um exame positivo se uma medida de altura uterina encontrava-se abaixo do percentil 10 para a idade gestacional na curva de MARTINELLI et al. (2001), a sensibilidade (S) foi de 78%, especificidade (E) de 77,1%, valor preditivo positivo (VPP) de 47,6% e valor preditivo negativo (VPN) de 92,9%. Utilizando como limite o percentil 5, foram obtidos S= 64%, E= 89,9%, VPP= 62,7% e VPN= 90,4%, para o diagnóstico da RCF. Utilizando-se a curva de BELIZÁN et al. (1978) e considerando positivo exame com um valor abaixo do percentil 10 para a idade gestacional, os resultados encontrados foram S= 54%, E= 97,3%, VPP= 84,4% e VPN= 88,8% para a identificação da RCF. Comparada à curva de BELIZÁN et al. (1978), a curva de altura uterina de MARTINELLI et al. (2001) apresentou maior sensibilidade e valor preditivo negativo, consistindo em método de triagem mais adequado para a RCF / The aim of this study was to correlate uterine height measurements below the 5th and 10th percentiles using MARTINELLI et al. (2001) curve to fetal growth restriction (FGR) and to compare with the BELIZÁN et al. (1978) curve. During the period of July 2000 and February 2003, 238 pregnant women of high risk were submitted to uterine height measurements between the 20th and 42nd weeks of gestation. The whole group had well-known gestational age, confirmed by early ultrasound. The diagnosis of FGR was confirmed after birth according to RAMOS (1983). Among these women, 50 (21,0%) gave birth to light for gestational age infants. The same observer, using tape measure, performed 1617 uterine height measurements, from the upper border of the symphysis pubis to the fundus uteri. For the diagnosis of FGR, being considered as positive the exam with measurements below the 10th percentile according to MARTINELLI et al. (2001) curve, the sensitivity (SE), specificity (SP), positive predictive value (PPV) and negative predictive value (NPV) were 78,0%, 77,1%, 47,6% and 92,9%, respectively. For the 5th percentile, this curve showed SE= 64,0%, SP= 89,9%, PPV= 62,7% and NPV= 90,4% for the detection of FGR. The BELIZÁN et al. (1978) curve, having the 10th percentile as the limit, yielded SE= 54,0%, SP= 97,3%, PPV= 84,4% and NPV= 88,8% for the identification of FGR. We conclude that, when used for screening FGR, the MARTINELLI et al. (2001) curve showed greater sensitivity and negative predictive value, and presents better results than that of Belizán et al. (1978)
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Fatores preditores do uso de insulina em pacientes com diabetes melito gestacional diagnosticado pelo teste de tolerância à glicose oral de 100 gramas / Factors predicting the need for insulin therapy in patients with gestational diabetes mellitus diagnosed by the 100-g/3-h oral glucose tolerance testAndréia David Sapienza 04 March 2009 (has links)
Objetivo: O objetivo desse estudo foi identificar a associação entre fatores clínicos e laboratoriais com o uso de insulina em gestantes com DMG no momento do diagnóstico e analisar os possíveis fatores preditores do uso de insulina. Método: Foram estudadas, de forma retrospectiva, 294 pacientes com diabetes melito gestacional (DMG) diagnosticado por meio do teste de tolerância à glicose oral de 100 gramas (TTGO-100g) entre 24 e 33 semanas completas de gestação, cujo seguimento pré-natal foi realizado ambulatorialmente pelo setor de Endocrinopatias e Gestação da Clínica Obstétrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, no período de 1 de julho de 2002 a 30 de junho de 2008. Os seguintes fatores clínicos e laboratoriais, que pudessem estar associados ao uso de insulina para controle glicêmico, foram analisados: idade materna, obesidade pré-gestacional - índice de massa corpórea (IMC) > 30 Kg/m2, antecedente familiar de diabetes melito (DM), tabagismo, hipertensão arterial, uso de corticosteróides sistêmicos, antecedente obstétrico de DMG e de macrossomia fetal, nuliparidade, multiparidade, antecedente obstétricos de natimortos e neomortos, idade gestacional no momento do diagnóstico, gemelidade, índice de líquido amniótico (ILA) aumentado ILA > 18 cm, polidrâmnio (ILA > 25 cm), número de valores anormais do TTGO-100g, glicemia de jejum anormal no TTGO- 100g glicemia de jejum > 95 mg/dL; média das quatro glicemias aferidas no TTGO-100g; valor da glicemia de jejum, de 1ª, 2ª e 3ª horas do TTGO-100g e hemoglobina glicada (HbA1c). A associação entre cada fator e a necessidade de insulinoterapia foi analisada individualmente (2 de Pearson / teste exato de Fisher e teste t de Student). O modelo de regressão logística para a análise multivariada foi usado para predizer a probabilidade desses fatores em relação ao uso de insulina. Resultados: Das 294 pacientes avaliadas, 39,8% (117/294) necessitaram de insulinoterapia para controle glicêmico. Observou-se correlação positiva entre o uso de insulina e obesidade pré-gestacional, antecedente familiar de DM, hipertensão arterial, antecedente obstétrico de DMG e de macrossomia fetal, número de valores anormais no TTGO-100g, glicemia de jejum > 95 mg/dL no TTGO-100g; média das quatro glicemias aferidas no TTGO-100g; valor da glicemia de jejum, de 1ª, 2ª e 3ª horas do TTGO-100g e HbA1c pela análise univariada (P<0,05). Na análise do modelo de regressão logística foram desenvolvidos dois modelos que incluíam os seguintes fatores preditores do uso de insulina: obesidade pré-gestacional, antecedente familiar de DM, número de valores anormais no TTGO-100g (só modelo 1) e valor da glicemia de jejum do TTGO-100g (só modelo 2). Os dois primeiros modelos foram novamente analisados, incluindo-se a variável HbA1c para verificação de sua contribuição na predição do uso de insulina. Curvas de probabilidade e escores foram construídos com base nas quatro combinações de fatores preditores. Conclusões: É possível estimar a probabilidade do uso de insulinoterapia para controle glicêmico em gestantes com DMG por meio de IMC pré-gestacional, antecedente familiar de DM, número de valores anormais do TTGO-100g, valor da glicemia de jejum no TTGO-100g e da HbA1c. / Objective: To determine the association between clinical and laboratory parameters and insulin requirement in pregnancies complicated by gestational diabetes mellitus (GDM), and to evaluate possible factors predicting the need for insulin therapy. Methods: A total of 294 patients with GDM diagnosed by the 100- g/3-h oral glucose tolerance test (OGTT) between 24 and 33 complete weeks of gestation were retrospectively studied. These patients were under prenatal follow-up at the Obstetric Clinic of the University of Sao Paulo School of Medicine (HCFMUSP) between July 1, 2002 and June 30, 2008. The clinical and laboratory factors which could be associated to the need for insulin therapy were analyzed: maternal age, prepregnancy obesity body mass index (BMI) > 30 Kg/m2, family history of diabetes mellitus (DM), smoking, hypertension, use of systemic corticosteroids, prior GDM, prior fetal macrosomia, nulliparity, multiparity, prior stillbirth, prior neonatal death, gestational age at diagnosis of GDM, multiple pregnancy, elevated amniotic fluid index (AFI) AFI > 18 cm, polyhydramnios (AFI > 25 cm), number of abnormal 100-g/3-h OGTT values, 100-g/3-h OGTT fasting plasma glucose > 95 mg/dL, mean of the four 100-g/3-h OGTT values, 100-g/3-h OGTT fasting/one/two/three plasma glucose values, and glycated hemoglobin (HbA1c). The association between each factor and the need for insulin therapy was then analyzed individually (Pearsons chi-square/Fishers exact or Student t test). The performance of these factors to predict the probability of insulin therapy was estimated using a logistic regression model. Results: Among the 294 patients studied, 39.8% (117/294) required insulin for glycemic control. Univariate analysis showed a positive correlation between insulin therapy and prepregnancy obesity, family history of diabetes, hypertension, prior GDM, prior fetal macrosomia, number of abnormal 100-g/3-h OGTT values, 100-g/3-h OGTT fasting plasma glucose > 95 mg/dL, mean of the four 100-g/3-h OGTT values, 100-g/3-h OGTT fasting/one/two/three plasma glucose values, and HbA1c (P < 0.05). Two logistic regression models were developed and included the following parameters: prepregnancy obesity, family history of diabetes, number of abnormal 100-g/3-h OGTT values (just model 1) and 100-g/3-h OGTT fasting plasma glucose (just model 2). The two first models were analysed another time including the variable HbA1c to verify its contribution on prediction of the need for insulin therapy. Probability curves and scores were constructed based on the four combinations of predictive factors. Conclusions: The probability of insulin therapy can be estimated in pregnant women with GDM based on prepregnancy obesity, family history of diabetes, number of abnormal 100-g/3-h OGTT values, 100-g/3-h OGTT fasting plasma glucose, and HbA1c concentration.
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Valores de referência do índice de massa corpórea para recém-nascidos de acordo com a idade gestacional / Body mass index reference values for newborns according to gestational ageRomy Schmidt Brock 25 July 2006 (has links)
INTRODUÇÃO: A avaliação nutricional do recém-nascido é tarefa complexa e qualquer desvio da normalidade está associada a um aumento do risco de morbi-mortalidade. As medidas antropométricas têm representado o principal método de avaliação nutricional no período neonatal. Elas são importantes tanto para a classificação e diagnóstico do crescimento intra-uterino, quanto para posterior acompanhamento nutricional e de crescimento. Um único parâmetro antropométrico, como a medida simples de peso, não consegue avaliar adequadamente o estado nutricional do recém-nascido. O uso de medidas combinadas permite melhor determinação do estado nutricional e da proporcionalidade corpórea. O índice de massa corpórea (IMC) tem se tornado a medida de escolha na determinação do estado nutricional em crianças por ser uma relação entre peso e o comprimento, entretanto ainda sem padrões de referência para o período neonatal. OBJETIVOS: Proposição de valores normativos do índice de massa corpórea de recém-nascidos em diferentes idades gestacionais em ambos os sexos e elaboração de uma curva de percentis suavizados. METODOLOGIA: Estudo retrospectivo incluindo todos os recém- nascidos vivos admitidos no Berçário Anexo à Maternidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo durante o período de janeiro de 1993 a dezembro de 2004, selecionando-se o peso e o comprimento dos recém-nascidos, adequados para a idade gestacional, classificados segundo a curva de Alexander et al (1996). Os casos excluídos corresponderam àqueles que apresentaram inadequação do crescimento intra-uterino, presença de malformações maiores, cromossomopatias, hidropisia fetal, infecções congênitas e gemelaridade. O cálculo do tamanho amostral foi desenvolvido em função da obtenção de dados suficientes para permitir a validação da amostra e o cálculo dos percentis nas idades gestacionais de 29 a 42 semanas, totalizando 2406 recém-nascidos. O cálculo do IMC foi realizado baseado na seguinte fórmula: [peso(kg)/comprimento(m)2 ] e os percentis 3, 5, 10, 25, 50, 75, 90, 95 e 97 foram determinados separadamente para cada idade gestacional. Para a construção da curva de percentis suavizados foi selecionado um modelo matemático denominado ?modelo de ajuste sinusoidal, correspondente a equação de menor erro residual e que ao mesmo tempo descreve uma tendência de crescimento compatível com o parâmetro biológico. RESULTADOS: Os resultados obtidos para cada idade gestacional nos diversos percentis demonstraram uma curva ascendente em ambos os sexos desde a 29ª. até a 40ª. semana, seguida de uma tendência a retificação até a 42ª. semana. O valor do percentil 50 do IMC para recém-nascido do sexo masculino foi de 8,53 kg/m 2 com 29 semanas e de 14,02 kg/m 2 com 42 semanas de idade gestacional. No sexo feminino, o resultado do percentil 50 do IMC foi de 8,36 kg/m 2 com 29 e 14,04 kg/m 2 com 42 semanas. Não houve diferença estatisticamente significante entre os valores de IMC em ambos os sexos, nas diferentes idades gestacionais. CONCLUSÕES: Os valores de IMC apresentam uma correlação direta com a idade gestacional em ambos os sexos nos 9 percentis estudados. As curvas de IMC são úteis para classificar os recém-nascidos de diferentes idades gestacionais proporcionando uma nova ferramenta de avaliação nutricional dos recém-nascidos com ênfase na proporcionalidade corpórea. / INTRODUCTION: The nutritional assessment of the newborn has been a challenging essay and any deviation from the normal is associated with an increased risk of morbidity and mortality. Anthropometric parameters have been the most important method to evaluate newborn nutrition. They are important in reflecting intrauterine growth and in defining a baseline for the infants\' follow-up. A single standard anthropometric factor, as the measure of simple weight, cannot assess the nutritional status of the newborn properly. The use of a combination of two anthropometric factors has been more appropriate to assess body composition and proportions. The Body Mass Index (BMI) has become the measure of choice for the determination of nutritional status during pediatric years, as it assesses the relationship between weight and length, however there is a lack of reference values for the neonatal period. OBJECTIVES: This report presents references for body mass index of the newborn at different gestational ages for both sexes, and to construct a normal smoothed percentile curve. METHODS: Retrospective study including all admitted infants, born between January 1993 and January 2004, at the Newborn Nursery of Clinics Hospital, School of Medicine, University of São Paulo. The appropriate for gestational age newborns, following the Alexander et al curve (1996) were included. The excluded cases were represented by newborns with impaired fetal growth or abnormalities such as hydrops fetalis, congenital malformations or multiple births. The overall sample size was determined by the need to obtain sufficient data for valid calculation of percentile values from 29 to 42 weeks, totalling 2406 infants. The BMI was calculated based on the formula: [weight (kg)/ length (m)2 ], and selected percentiles (3, 5, 10, 25, 50, 75, 90, 95, 97) were determined for all target gestational ages. For the construction of a normal smoothed percentile curve, a statistical procedure based on the mathematical model of \"sinusoidal fit\" was applied to establish a curve that estimates the biological growth parameters. RESULTS: The BMI for gestational age and gender increased sharply from 29 to 40 weeks in all percentiles, followed by a slight increase up to 42 weeks. The values of the 50 th percentile for boys were 8,53 kg/m 2 in the 29 th week and 14,02 kg/m 2 in the 42 nd week. The girls values of the 50 th percentile were 8,36 kg/m 2 and 14,04 kg/m 2 in the 29 th and 42 nd week, respectively. There was no statistical difference between the BMI values for both sexes in the 9 percentiles evaluated. CONCLUSION: The results present a direct correlation between gestational age and BMI for both genders in the 9 studied percentiles. The BMI growth charts are useful to characterize the newborn BMI in different gestational ages, and can provide a useful reference to assess intra-uterine proportional growth.
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Influência da restrição de crescimento intra-uterino na idade da menarca: estudo da coorte de nascidos vivos de Ribeirão Preto de 1978/9 / Influence of intrauterine growth restriction on the age of menarche: the cohort study of live births of Ribeirao Preto in 1978/9Francine Leite 08 January 2009 (has links)
LEITE, F. Influência da restrição de crescimento intra-uterino na idade da menarca: estudo da coorte de nascidos vivos de Ribeirão Preto de 1978/9. 2008. 85 p. Dissertação (Mestrado) apresentada à Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto/USP. A idade da menarca é um marco da puberdade e, quando antecipada, parece estar associada a um maior risco de desenvolvimento de câncer de mama, síndrome metabólica e obesidade. É possível que alterações no ambiente intrauterino, como a restrição de crescimento do feto, levem a interferências no sistema hipotálamo-hipófise-gonadal resultando em alterações na idade da menarca. Em vista da controvérsia dos fatores que influenciam na idade da menarca, este estudo testou a hipótese da associação entre restrição de crescimento intra-uterino (baixo peso ao nascer, pequeno para idade gestacional, restrição intra-uterina de Kramer) e antecipação da idade da menarca. Em uma sub-amostra foi testada a possível interação entre a restrição de crescimento intra-uterino e o índice de massa corpórea. Para esse estudo foram utilizadas informações coletadas nos seguimentos de 1987/9 e 2004/5 de 1056 meninas nascidas em Ribeirão Preto, provenientes do estudo de coorte dos nascidos vivos em Ribeirão Preto de 1978/9. Menarca antecipada foi definida como primeiro sangramento vaginal ocorrido antes dos 12 anos de idade. Análise univariada foi seguida de análise bivariada e multivariada por meio de modelo generalizado empregando distribuição de Poisson para estimativa de riscos relativos e erro padrão por meio de método robusto. Os fatores de confusão controlados foram idade, escolaridade e situação conjugal da mãe, número de irmãos, comprimento ao nascer, prematuridade e índice de massa corpórea (apenas para a subamostra). Em média, a menarca ocorreu aos 12,3 anos (DP=1,5). A ocorrência de menarca antecipada foi de 27,7% (n= 293) para a coorte inteira e de 29,1% (n= 172) na sub-amostra. Foi encontrada associação negativa entre restrição de crescimento intra-uterino, seja representado por baixo peso ao nascer (Risco Relativo, RR= 0,47; Intervalo de Confiança de 95%, IC95%: 0,26-0,84), pequeno para idade gestacional (RR = 0,57;IC95%:0,37-0,89) ou restrição de Kramer (RR= 0,65; IC95%:0,47-0,92), com a antecipação da idade da menarca. Os resultados foram semelhantes na análise da sub-amostra, porém sem significância estatística. Quando o índice de massa corpórea foi considerado na análise da sub-amostra, não houve modificação dos resultados. Desta forma, este estudo demonstrou associação negativa entre restrição de crescimento intra-uterino e antecipação da idade da menarca, ou seja, a restrição de crescimento foi fator de proteção da menarca antecipada. / LEITE, F. Influence of intrauterine growth restriction on the age of menarche: the cohort study of live births of Ribeirao Preto in 1978/9. 2008. 85 p. Dissertation (Master) submitted to the Faculty of Medicine of Ribeirao Preto/USP. This study tested the hypothesis of association between intrauterine growth restriction and early age of menarche. For this study, follow-up data (n = 1056) from the population based livebirth cohort study of Ribeirao Preto of 19789 were analyzed. Early menarche was defined as having the first menstrual event before 12 years-old and intrauterine growth restriction was defined by three measurements: low birthweight (< 2500grs), small for gestational age (< 10% Williams growth curve) and fetal growth ratio (< 0.85 mean weight for gestational age). Relative risks were estimated by generalized estimation equations (Poisson distribution) with robust method for estimation of standard errors. Analyzes were adjusted for maternal age, education and marital status, number of siblings, birth length and preterm. Body mass index was tested as intervenient or interaction factor in a subsample of the cohort examined at 9 yrs-old. The mean age of menarche was 12.3 years (Standard Deviation = 1.5). Early menarche was observed for 27.7% for the entire cohort and 29.1% for the sub-sample. Negative association was observed between intrauterine growth restriction and early menarche. The adjusted relative risks and respective confidence intervals (95% CI) for low birth weight, small for gestational age and fetal growth ratio were respectively: 0.47 (95% CI: 0.26-0.84), 0.57 (95% CI: 0,37-0,89), and 0.65 (95%CI: 0,47-0, 92). No evidence that body mass index was an intermediate or interaction factor was observed. Thus, this study showed a negative association between intrauterine growth restriction and anticipation of age of menarche.
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