Spelling suggestions: "subject:"prevalência."" "subject:"revalência.""
441 |
Situação epidemiológica da brucelose bovina no Estado de Santa Catarina, Brasil / Epidemiological situation of bovine brucellosis in Santa Catarina State, BrazilKarina Diniz Baumgarten 27 August 2015 (has links)
Foi realizado um estudo para determinar a situação epidemiológica da brucelose bovina no estado de Santa Catarina. O estado foi divido em cinco regiões conforme as características de produção pecuária. Para cada região foi estipulado o valor mínimo de 300 propriedades, sendo distribuídas de forma proporcional em todos os municípios. Como unidade primária da amostra, as propriedades foram amostradas aleatoriamente em cada município e, dentro delas, escolhida aleatoriamente uma quantidade pré-determinada de fêmeas com idade igual ou superior a 24 meses, que foram testadas para o diagnóstico sorológico da brucelose. Este estudo utilizou amostras colhidas de 8.630 animais provenientes de 1.653 propriedades. Em cada propriedade sorteada, foi aplicado um questionário epidemiológico para verificar fatores de risco associados à infecção brucélica. O protocolo de testes utilizado foi a triagem com o Antígeno Acidificado Tamponado, seguido do teste dos reagentes com o 2-Mercaptoetanol (2-ME). Os animais com resultados inconclusivos no 2-ME foram retestados após 30 dias. A prevalência de focos foi de 0,912% [0,297 - 2,11]. As prevalências de focos, conforme a região, foram de 0,322% [0 - 0,959] na região 1, de 2,134% [0,862 4,348] na região 2, de 1,087% [0,297 - 2,760] na região 3, de 0,325% [0,0 - 0,968] na região 4 e de 0,293% [0 0,875] na região 5. A prevalência em animais em Santa Catarina foi de 1,21% [0,0951 4,97]. A prevalência em animais nas regiões 1, 4 e 5 foi igual a 0%, na região 2 foi de 1,02% [0,280 2,57] e na região 3 foi de 1,97% [0,106 - 8,84]. Este estudo revelou que os fatores de risco associados à condição de foco de brucelose no Estado foram: o tamanho do rebanho > 12 fêmeas (OR = 7,47 [2,14 - 34,34]) e a presença de áreas alagadas (OR = 5,68 [1,62 - 26,13]). Utilizando um teste de duas proporções comparou-se as prevalências encontradas neste estudo e no estudo anterior (2002), sendo encontrada diferença significativa apenas na região 2, com valor de P<0,05 (P=0,031). Dada a baixa prevalência encontrada, o sistema de vigilância deve ser incrementado visando a eliminação da doença no Estado / This study was planned to assess the epidemiological situation of bovine brucellosis in Santa Catarina State, Brazil. The State was divided into five regions (regions 1 to 5) according to characteristics of animal husbandry (livestock production). A sample size of 292 herds was predefined for each region. The herds were randomly sampled and, within them, a preset number of females aged over 24 months were also randomly selected for the serological diagnosis of brucellosis. A total of 8,630 animals, from 1,653 farms, were tested. In all selected farms, an epidemiological questionnaire was applied to verify risk factors for brucellosis. The test protocol was a screening by the Rose Bengal Test. If positive, followed by a 2-Mercaptoethanol test. The inconclusive results were tested again after 30 days. In a total of 11 herds, 16 animals were diagnosed as brucellosis positive. The prevalence of infected herds in the State was 0.912% [0.297 2.11]. The prevalence of infected herds in each of regions were as follows: region 1, 0.322% [0 0.959]; region 2, 2.134% [0.862 4.348]; region 3, 1.087% [0.297 2.760]; region 4, 0.325% [0 0.968]; region 5, 0.293% [0 0.875]. The total prevalence of positive animals was 1.21% [0.0951 4.97]. The animal prevalence in regions 1, 4 and 5 was equal to 0.0%; in region 2 was 1.02% [0.280 2.57], and in region 3 was 1.97% [0.106 8.84]. The risk factors associated with brucellosis were: herd size higher than 12 females over 24 months (OR = 7.47 [2.14 to 34.34]) and drenched areas (OR = 5.68 [1.62 to 26.13]). After using a two-proportion test to compare the prevalence in this study and in a prior study in the same State, a statistically significant difference was found between the prevalence results only in region 2 (P=0.031). Given the low prevalence (less than 1%), the implementation of eradication strategies, based on a surveillance system, should be encouraged
|
442 |
Prevalência da Brucelose e Tuberculose Bovina nas regiões do Vale do Paraíba, metropolitana de São Paulo e litoral norte do Estado de São Paulo / Prevalence of bovine brucelosis and tuberculosis in Vale do Paraíba, São Paulo metropolitan area northern coast of São Paulo StateArianne Mastrangi Amiti Santos 24 January 2013 (has links)
Foi realizado um estudo da situação epidemiológica da brucelose e tuberculose bovina na região denominada, neste estudo, de circuito pecuário 7, da qual fazem parte o Vale do Paraíba, a região metropolitana de São Paulo (incluindo a capital e a grande São Paulo) e o litoral norte do Estado. Este estudo tem por finalidade estimar a prevalência de focos e de animais positivos para brucelose e tuberculose e comparar os resultados obtidos para brucelose com o estudo prévio para a mesma região do Estado de São Paulo de Dias et al., 2009 E definir os fatores de riscos para ambas as doenças na região. As propriedades a serem visitadas foram sorteadas aleatoriamente e durante a visita, um questionário epidemiológico foi aplicado, amostras de sangue foram coletadas e a inoculação nos animais foi realizada de acordo com o número de fêmeas bovinas acima de 24 meses existentes na propriedade. A prevalência de focos para brucelose foi de 8,4% (IC 95%: [5,3-12,6%]) e a de tuberculose de 13,3% (IC 95%: [9,3-18,1%]). A prevalência de animais foi de 1,1% (IC95%: [0,6-2,0%]) para brucelose e 1,9% (IC95%%: [1,2-3,0%]) para tuberculose. Não houve modelo de regressão múltipla que explicasse quais fatores de risco poderiam levar à ocorrência de brucelose, já para a tuberculose a análise múltipla indicou que a existência de mais de 10 (dez) vacas em lactação na propriedade rural está associada ao aumento da prevalência de tuberculose na propriedade (OR=8,25 IC 95%: [3,11-21,87%]). / A study of the epidemiological situation of bovine brucellosis and tuberculosis was carried out in the region referred to in this study, livestock circuit 7, which includes Vale do Paraíba, São Paulo metropolitan area (including the capital and Greater São Paulo) and São Paulo State northern coast. This study aims to estimate the prevalence of positive herds and animals for brucellosis and tuberculosis and compare the results obtained for brucellosis with a previous study in the same area in the state of São Paulo of Dias et al., 2009. And define the risk factors for both diseases in the region. The farm premises were randomly select to be visited and during the visit an epidemiological questionnaire was administered, blood samples were taken and animals were inoculated according to the number of cows over 24 months on the premises. The prevalence in the herds for brucellosis was 8.4% (95% CI: [5.3 to 12.6%]) and for tuberculosis 13.3% (95% CI: [9.3 to 18.1%]). The prevalence of animals was 1.1% (95% CI: [0.6 to 2.0%]) for brucellosis and 1.9% (95% CI%: [1.2 to 3.0%]) for tuberculosis. A multiple regression model to explain risk factors associated with the occurrence of brucellosis was not found. For tuberculosis, the multiple analysis indicated that the existence of more than ten (10) milking cows on the farm was associated with an increase in the prevalence of tuberculosis in the premises (OR = 8.25 95% CI [3.11 to 21.87%]).
|
443 |
Prevalência de enteroparasitas na área de abrangência de uma Unidade de Saúde da Família no município de Ribeirão Preto - SP / Prevalence of intestinal parasites in the Area Covered by a Family Health Unit in the city of Ribeirão Preto, state of São PauloRenata Elizabete Pagotti 08 November 2013 (has links)
Introdução: Na prática dos serviços de saúde, observa-se que as enteroparasitoses ocupam um importante papel no dia a dia das famílias e são mais frequentes em áreas urbanas cujo nível socioeconômico é reduzido. No Brasil, estudos indicam que, em algumas regiões, a prevalência de enteroparasitoses em crianças chega a acometer 61% da população. A área escolhida para o estudo abrange bairros de periferia do município de Ribeirão Preto, sendo estes: Maria Casagrande Lopes, Conjunto Habitacional Alexandre Balbo, Loteamento Jardim Orestes Lopes e Parque dos Pinus, cuja população é atendida pela Unidade Básica de Saúde Maria Casagrande Lopes, Ribeirão Preto-SP. A escolha do tema desta pesquisa teve por justificativa a gravidade das enteroparasitoses na primeira infância, as barreiras socioeconômicas e culturais da população em estudo e os escassos estudos sobre a situação atual das enteroparasitoses na comunidade do município do estudo. Objetivos: determinar a prevalência e possíveis associações desta com os fatores socioeconômicos, demográficos, fatores de risco e as condições de saúde de uma população de 962 crianças de três a 12 anos, na área de abrangência de uma UBS no município de Ribeirão Preto-SP. Materiais e Métodos: trata-se de um estudo epidemiológico, de delineamento transversal, com população amostral de 462 crianças, nas quais se realizou exame de fezes para determinar a razão da prevalência de enteroparasitas. Além disso, aplicou-se um questionário aos responsáveis das crianças, abordando questões que permitissem a realização de associações de prevalência de enteroparasitas com as variáveis: escolaridade da mãe, renda familiar, idade, sexo e tipo de água consumida no domicílio. Para a análise dos dados foi utilizado o programa SPSS 10.0 e Ri3863.0.0, sendo aplicados os testes Qui quadrado e Fisher, com nível de significância de p<0,05. O projeto obteve aprovação do Comitê de Ética da EERP em 16/02/2011 (nº1252/2011). Resultados: os resultados evidenciaram que a prevalência de enteroparasitas foi alta (57,5%), sendo 54,4% no sexo feminino e 60,9% no sexo masculino. Giardia lamblia foi o parasita mais prevalente entre as crianças infectadas (50,8%), seguido de Ascaris lumbricoides (17,8%), Entamoeba histolytica, Hymenolepis nana, Entamoeba coli e Enterobius vermiculares (5,6-7,3%) e outros parasitas com frequências menores. Das amostras positivas, 64,9% apresentaram monoparasitismo, 27,6%, biparasitismo e 7,5%, poliparasitismo. Não houve associação estatisticamente significativa entre a prevalência e os fatores de risco analisados. Apesar disso, constatou-se que 67,2% da amostra populacional da área estudada consumia água diretamente da torneira, e 49,9% dos responsáveis lavavam as frutas e verduras somente com água. Todas as crianças parasitadas foram medicadas, e foi realizada uma atividade educativa com os familiares. Conclusão: apesar de a área de abrangência do estudo apresentar mínimas condições socioeconômicas e demográficas, isto é, maioria das famílias ter renda maior que um salário-mínimo, bairros com 100% de coleta de lixo, 99,7% de cobertura de energia elétrica, presença de apenas uma residência com fossa séptica e a maioria das mães ter escolaridade até o ensino médio, dentre outros; detectou-se elevada prevalência de enteroparasitas nas crianças. Esses achados sugerem a necessidade da implementação de ações com enfoque na promoção de saúde para essa população / Introduction: it is observed in the practice of health services that enteroparasitosis play an important role in the daily lives of families and are more common in urban areas whose socioeconomic status is low. In Brazil, studies indicate that in some regions the occurrence of enteroparasitosis in children affects 61% of the population. The area chosen for the study covers the suburban neighborhoods namely: Maria Casagrande Lopes, Conjunto Habitacional Alexandre Balbo, Loteamento Jardim Orestes Lopes and Parque dos Pinus, whose population is assisted by Maria Casagrande Lopes Basic Health Unit, in the city of Ribeirão Preto-SP. The theme of this research was chosen because of the severity of enteroparasitosis in early childhood, the socioeconomic and cultural barriers of study population and the few studies on the current status of enteroparasitosis in communities of the studied city. Objectives: to determine the prevalence and possible associations of enteroparasitosis with socioeconomic, demographic and risk factors and health conditions of a population of 962 children aged from three to twelve years old in an area covered by a family health unit in the city of Ribeirão Preto. Materials and Methods: this is an epidemiological and cross-sectional study, with population sample of 462 children in whom fecal exam was performed to determine the reason for the prevalence of intestinal parasites. Additionally, a questionnaire was applied to the person responsible for the children, addressing questions to perform associations between the prevalence of intestinal parasites and the variables: mother\'s education, family income, age, gender and type of water consumed at home. Data analysis used the SPSS 10.0 and Ri3863.0.0, being applied the chi-square and Fisher tests, with a significance level of p<0.05. The Research Ethics Committee of the University of São Paulo at Ribeirão Preto College of Nursing approved the project in February 2011 (protocol number 1252/2011). Results: the results showed that the prevalence of intestinal parasites was high (57.5%), being 54.4% females and 60.9% males. Giardia lamblia was the most prevalent parasite (50.8%), followed by Ascaris lumbricoides (17.8%), Entamoeba histolytica, H. nana, E. coli and Enterobius vermicularis (5.6-7.3%) and other parasites with much lower frequencies. Related to the positive samples, 64.9% had monoparasitism, 27.6% biparasitism and 7.5% poliparasitism. There was no statistically significant association between the prevalence and risk factors analyzed. Nevertheless, it was found that 67.2% of the sample of the study area consumed water directly from the tap and 49.9% of parents wash their fruits and vegetables with water only. All parasitized children were medicated and an educational activity with the family members was performed. Conclusion: although the area covered by the study have good socioeconomic and demographic conditions, that is, most families have higher income than minimum wage, neighborhoods with 100% garbage collection, 99.7% coverage of electricity, only one residence with septic tank and most mothers with high school education, among others; it was found a high prevalence of intestinal parasites in children. These findings suggest the need to implement actions with a focus on health promotion for this population
|
444 |
Avaliação da soroprevalência do vírus da hepatite C em pacientes portadores de doenças sexualmente transmissíveis na cidade de São Paulo / Evaluation of Hepatitis C virus seroprevalence in patients with Sexually Transmitted Diseases in São Paulo, BrazilMarcelo Arnone 21 August 2008 (has links)
Introdução: A infecção pelo vírus da hepatite C é atualmente um dos maiores problemas de saúde pública em todo o mundo. Sua principal via de transmissão é a parenteral, por meio da transfusão de sangue e hemoderivados e pelo uso de drogas injetáveis. A transmissão por via sexual é controversa e vem sendo objeto de estudos nos últimos anos. Objetivo: Avaliar a frequência do vírus da hepatite C em portadores de doenças sexualmente transmissíveis, correlacionar os achados sorológicos da população estudada com os fatores de risco para transmissão do vírus da hepatite C e analisar o papel da via sexual como meio de transmissão da doença. Casuística e Métodos: O estudo foi realizado em 1.000 pacientes portadores de doenças sexualmente transmissíveis atendidos no Centro de Saúde Escola Geraldo Paula Souza da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e no Ambulatório de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Divisão de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, no período de janeiro de 2004 a dezembro de 2006. Os pacientes foram entrevistados para identificação de fatores de risco para transmissão do vírus da hepatite C e foram colhidas amostras para realização de sorologia para hepatite C e HIV. Os dados coletados incluiram idade, orientação sexual, antecedente pessoal de transfusão de sangue ou hemoderivados antes de 1993, antecedente pessoal de uso de drogas injetáveis e a presença de tatuagem ou piercing. Resultados: Do total de 1.000 pacientes estudados, 44 (4,4%) apresentaram sorologia positiva para hepatite C. A avaliação do subgrupo de pacientes que não apresentava fatores de risco para transmissão do vírus da hepatite C apresentou taxa de soropositividade de 3,68% Os fatores de risco estatisticamente significantes (p<0,05) na população estudada foram o uso de droga injetável, infecção pelo HIV e idade igual ou superior a 29 anos. Conclusão: Em nosso trabalho, com a aplicação de modelo logístico multivariado, os fatores de risco estatisticamente significantes para transmissão do vírus da hepatite C foram o uso de droga injetável, infecção pelo HIV e idade igual superior a 29 anos, resultados semelhantes aos dados de literatura. Não foram estatisticamente significantes as associações entre presença de tatuagem, presença de piercing, orientação sexual e positividade ao anti-VHC. As taxas de prevalência observadas na população total estudada, bem como no subgrupo dos pacientes sem fatores de risco para hepatite C são maiores que as taxas observadas em estudos populacionais, o que nos permite inferir que a via sexual, embora secundária, deva ser considerada como possível via de transmissão do vírus da hepatite C / Introduction: The infection caused by the Hepatitis C virus (HCV) is currently one of the major issues in public health all over the world. The viruss main route of transmission is parenteral, either by transfusion of blood and blood products or by intravenous drug use. The transmission of HCV by sexual contact is questionable, and has become the focus of recent studies. Objective: To evaluate the rate of hepatitis C virus detection in patients with sexually transmitted diseases, and to correlate the serologic findings with risk factors for acquiring the HCV, in order to study the role of the sexual contact as a mode of transmission of the virus. Methods: One thousand patients with sexually transmitted diseases who regularly attended the outpatient clinic of the University of São Paulo School of Public Health and the Division of Dermatologys outpatient clinic for Sexually Transmitted Diseases at the University of São Paulo Clinics Hospital were admitted to the study, from January 2004 to December 2006. Patients were enquired about risk factors for hepatitis C virus acquisition. Analyzed data included age, sexual orientation, blood or blood product transfusion before 1993, intravenous drug use and presence of tattoos or body piercing. Blood samples were then collected for both hepatitis C and HIV serologic testing. Results: Forty-four of the 1,000 patients studied (4.4%) had positive hepatitis C virus serology. Among those patients with no risk factors for hepatitis C infection, the rate of positive serology was 3.68%. Risk factors significantly associated (p<0.05) with hepatitis C virus acquisition were: intravenous drug use, concomitant HIV infection and age 29 years or greater. Conclusions: Through a multivariate analysis, our study showed that the risk factors with a statistically significant correlation with hepatitis C virus positivity were intravenous drug use, HIV infection and age 29 years or greater, which were similar to those described in other studies. There was no significant association between HCV positivity and tattoos, body piercing or sexual orientation. However, the prevalence of hepatitis C virus in our study population and in the subgroup of patients with no risk factors was higher than the prevalence in other populational studies. These results suggest that sexual contact should be considered as a possible mode of hepatitis C virus transmission, even though it may have a secondary role
|
445 |
Fatores de risco precoces para problemas emocionais e de comportamento em crianças e pré-adolescentesLima, Flávia Moreira January 2010 (has links)
Introdução: transtornos mentais em crianças e adolescentes apresentam alta prevalência. Determinantes ambientais, genéticos, biológicos e comportamentais têm sido investigados na etiologia dos transtornos mentais. A identificação dos fatores de risco precoces em diferentes idades é de grande utilidade para planejar programas de saúde pública que visem prevenir e intervir nesses preditores. Objetivos: comparar a prevalência e o efeito dos fatores de risco precoces de problemas emocionais e de comportamento na mesma amostra aos 4 e 11 anos. Métodos: desenvolveu-se um estudo com delineamento prospectivo de coorte. Em 1993, todos os nascimentos hospitalares ocorridos na cidade de Pelotas foram monitorados (N = 5.249). Uma amostra dessas crianças recebeu visita no quarto (n=634) e décimo primeiro ano de vida (n=601). Nos dois acompanhamentos as mães dos participantes foram entrevistadas, sendo utilizado o Inventário de Comportamentos da Infância e Adolescência (CBCL), para coletar dados sobre a saúde mental dos filhos. Resultados: a prevalência de problemas emocionais e de comportamento aos 4 anos foi 24,2% (IC95% 20,8; 27,7), e aos 11 anos foi 16,2% (IC95% 13,3; 19,3). Após análise ajustada de regressão linear múltipla, os fatores de risco precoces que permaneceram associados aos problemas emocionais e de comportamento aos 4 e 11 anos foram: a) idade da mãe; b) escolaridade materna; c) tabagismo materno na gestação; d) transtorno mental materno na infância. Outras três variáveis (idade gestacional, número de irmãos menores e de hospitalizações na infância) tiveram associação com problemas emocionais e de comportamento somente aos 4 anos. Conclusões: as taxas de prevalência encontradas aos 4 e 11 anos mostraram-se similares aos achados de estudos brasileiros e internacionais. Dos 4 fatores de risco ambientais, que tiveram efeito de longo prazo nos problemas emocionais e de comportamento na infância e no início da adolescência, tabagismo materno na gravidez e transtorno mental materno na infância são passíveis de intervenção tendo o potencial de modificar a prevalência dos problemas emocionais e de comportamento nessas fases do desenvolvimento. Os resultados também mostraram que alguns fatores de risco não têm efeito duradouro, pois influenciaram os problemas emocionais e de comportamento apenas na idade pré-escolar. / Introduction: the prevalence of mental disorders in children and adolescents is high. Environmental, genetic, biological and behavioral determinants have been investigated in the etiology of mental disorders. The identification of early risk factors at different ages is extremely useful for planning public health programs aimed at preventing and intervening at these predictors. Objectives: to compare the prevalence and effect of early risk factors in emotional and behavioral problems at 4 and 11 years in the same sample. Methods: a prospective cohort study was developed. All hospital births that took place in Pelotas in 1993 (n = 5,249) were monitored. Representative samples of the birth cohort were followed up at age 4 (n=634) and 11 (n=601). In both assessments, mothers of participants were interviewed using the CBCL to measure child mental health. Results: at 4 years, the prevalence of emotional and behavioral problems was 24.2% (95% CI 20.8; 27.7), and at 11 years was 16.2% (95% CI 13.3; 19.3). Multiple linear regression analysis showed that four significant risk factors for behavioral and emotional problems were consistently detected in both ages: a) maternal age; b) maternal educational level: c) smoking during pregnancy: d) maternal mental disorder during childhood. Three other variables (gestational age, number of younger siblings and number of hospitalizations during childhood) were associated with emotional and behavioral problems only at 4 years. Conclusions: prevalence rates at age 4 and 11 were similar to previous findings described in Brazilian and international studies. Among four risk factors with a consistent effect along child and adolescent development, smoking during pregnancy and maternal mental disorder during childhood are feasible targets for intervention having the potential for modifying the prevalence of emotional and behavior problems during these developmental stages. The results show that some risk factors have no lasting effect, influencing emotional and behavioral problems only in preschool age.
|
446 |
Mudança na suscetibilidade à hepatite A em crianças e adolescentes de Porto Alegre na última décadaKrebs, Lenita Diacui Simões January 2010 (has links)
Objetivos: Estimar a prevalência de anticorpos contra hepatite A (anti-HAV) em grupo de crianças e adolescentes de laboratório público e privado em Porto Alegre e comparar com estudo realizado na década anterior. Métodos: Entre 2007 e 2008 foi realizado estudo transversal onde foram incluídas, consecutivamente, 465 amostras de soros de crianças e adolescentes entre 1 e 19 anos de idade para determinar a prevalência de anticorpos anti-HAV total. As amostras foram fornecidas por laboratório público (Grupo 1), que atende somente Sistema Único de Saúde, e por laboratório privado (Grupo 2), representando os estratos socioeconômicos mais baixo e mais alto, respectivamente. O teste foi realizado em único laboratório (eletroquimioluminescência - Roche Diagnostics). Resultados > 20 UI/L foram considerados positivos. Resultados: A soroprevalência de anti-HAV no grupo 1 foi de 37,6% e o percentual de positividade aumentou conforme a idade, variando de 19,4% entre 1-4 anos a 54,1% entre 15- 19 anos. No grupo 2, a frequência de anti-HAV foi de 46,1% e foi inversamente relacionada à idade, caindo de cerca de 50,0% nas faixas etárias menores para 29,1% aos 15-19 anos. Houve diminuição significativa na prevalência do anti-HAV nas crianças de 5-9 anos do grupo 1 (P=0,03), quando comparadas com estudo realizado na década de 1990. Conclusões: Os resultados sugerem queda na endemicidade da hepatite A em Porto Alegre na última década e indicam maior suscetibilidade à doença em crianças e adolescentes, principalmente no estrato socioeconômico mais baixo. / Objectives: To estimate the prevalence of anti-hepatitis A virus (anti-HAV) antibodies in serum samples from children and adolescents obtained at two clinical pathology laboratories (one public, one private) in the city of Porto Alegre, state of Rio Grande do Sul, Brazil, and compare findings to those of a study carried out in the 1990s. Methods: In this cross-sectional study conducted between 2007 and 2008, 465 serum samples obtained from children and adolescents (1-19 years) were consecutively tested to determine the prevalence of total anti-HAV antibodies. Samples were provided by a public laboratory (Group 1) that serves the Unified Health System exclusively, meant to represent the lowest socioeconomic strata, and by a private laboratory (Group 2), meant to represent the higher socioeconomic classes. Tests were performed at a single laboratory using commercially available electrochemiluminescence kits. Antibody levels ≥ 20 UI/L were considered positive. Results: The seroprevalence of anti-HAV in Group 1 was 37.6%. The percentage of anti- HAV reactivity increased with age, ranging from 19.4% in the 1-to-4-year group to 54.1% in the 15-to-19-year group. In Group 2, the overall frequency of anti-HAV positivity was 46.1% and was inversely correlated with age, declining from roughly 50% in the youngest age groups to 29.1% in the 15-to-19 group. Comparison of sample findings to those reported in a 1990s study showed a significant reduction in anti-HAV prevalence among 5-to-9-year-olds in Group 1 (p = 0.03). Conclusions: The results suggest that the endemicity of hepatitis A in Porto Alegre has been declining over the past decade, and that children and adolescents, particularly those in the lowest socioeconomic strata, are more susceptible to the disease.
|
447 |
Sobrepeso em pré-escolares dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina : prevalência e fatores associados / Overweight in preschool children from the states of Rio Grande do Sul and Santa Catarina: prevalence and associated factorsSchuch, Ilaine January 2011 (has links)
A obesidade na infância está relacionada à obesidade e outras doenças crônicas na adolescência e na vida adulta. O objetivo geral deste trabalho foi estudar a prevalência e os fatores associados ao sobrepeso em pré-escolares matriculados em escolas públicas dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Realizou-se estudo transversal com pré-escolares, com idade entre 4 e 6 anos, matriculados em escolas públicas atendidas pelo PNAE nos estados do RS e SC. O desfecho estudado foi o sobrepeso, definido através do escore Z > 2DP para o Índice de Massa Corporal (IMC)/idade, em comparação com a população de referência da OMS 2006/2007. As medidas antropométricas de massa corporal e altura foram aferidas em duplicata, utilizando-se técnicas padronizadas conforme OMS (WHO, 1995). As variáveis de sexo, idade, massa corporal e altura da criança foram aferidas na escola. A cor da pele foi obtida pela observação e classificada como branca, parda e negra. O peso ao nascimento, a escolaridade materna e o tempo de aleitamento materno total foram obtidos por informação materna. Dados foram duplamente digitados utilizando o software EPI-INFO versão 6.04. As análises estatísticas foram realizadas através do programa STATA versão 12.0. Realizaram-se análises descritivas dos dados, com cálculo de frequências absolutas e relativas. A associação entre as variáveis foi avaliada pelo teste qui-quadrado de Pearson. Nas variáveis dicotômicas, a correção de Yates foi utilizada. As variáveis que apresentaram um valor de p W 0,25 na análise bivariada foram incluídas no modelo multivariado de Regressão de Poisson. A medida de efeito utilizada foi a Razão de Prevalências com o intervalo de 95% de confiança para estimar a magnitude do efeito. Avaliaram-se 4.936 crianças (no estado do RS 2.599 e em SC 2.337) em 14 municípios (8 no RS e 6 em SC). As prevalências de sobrepeso foram de 14,4% e 7,5%, respectivamente nos estados do RS e SC. As variáveis que apresentam associação com a prevalência de sobrepeso nos pré-escolares são: o número de moradores no domicílio, a escolaridade materna, a situação conjugal, o número de filhos, a idade materna ao nascimento do primeiro filho e o peso ao nascer. / Childhood obesity is related to overweight and other chronic diseases in adolescence and in adulthood. The general objective of this work was to study the prevalence and factors associated with obesity in preschool children enrolled in public schools of the States of Rio Grande do Sul (RS) and Santa Catarina (SC). A cross-sectional study was conducted with preschoolers, aged between 4 and 6 years old, enrolled in public schools serviced by PNAE (National Program of School Nutrition) in the States of RS and SC. The outcome was overweight, defined by the Z > 2SD score for the body mass index (BMI)/age, in comparison with the reference population of the WHO 2006/2007. Anthropometric measures of body mass and height were measured in duplicate, using standardized techniques according to the WHO (WHO, 1995). The variables of gender, age, body mass and height of the child were measured at school. Skin color was obtained by observation and classified as white, brown and black. The birth weight, mother’s schooling and total breastfeeding time were obtained by information given by the mother. Data were doubly typed using EPI-INFO version 6.04. The statistical analyses were performed through the STATA version 12.0. Descriptive analyses of the data, with calculation of absolute and relative frequencies were performed. The association between the variables was evaluated by the Chi-square Pearson Test. In dichotomous variables, Yates correction was used. The variables which presented a value of p W 0.25 in the bivariate analysis were included in the multivariate Poisson regression model. The measure of effect used was the Reason of Prevalence with a range of 95% of confidence to estimate the magnitude of the effect. Four thousand and nine hundred thirty six children (2,599 in RS and 2,337 in SC) in 14 municipalities (8 in RS and 6 in SC) were assessed. The prevalence of obesity was 14.4% and 7.5%, respectively, in the States of RS and SC. The variables which have association with the prevalence of obesity in preschoolers are: the number of residents at home, mother’s schooling, marital status, number of children, mother’s age at the birth of the first child, as well as, birth weight.
|
448 |
Prevalência de asma e rinite e fatores associados à asma em escolares de FortalezaLuna, Maria de Fátima Gomes de January 2015 (has links)
Introdução: Asma e rinite são as doenças crônicas mais comuns da infância, e causam importante impacto negativo na qualidade de vida. As suas prevalências vêm aumentando ao redor do mundo nas últimas décadas, de forma gradual e constante. Os fatores genéticos, embora sejam importantes, não são capazes de justificar, isoladamente, esses aumentos observados nas prevalências, e é provável que os fatores ambientais tenham maior relevância na determinação das manifestações dessas doenças. Nesse sentido, é importante que estudos epidemiológicos sejam realizados com questões padronizadas e medidas objetivas de avaliação de prevalência e gravidade, conduzidos em mais de uma ocasião, em todo o mundo, para obter dados confiáveis que possibilitem acompanhar a tendência mundial das prevalências dessas doenças e detectar variações em diferentes regiões geográficas, buscando também identificar possíveis fatores ambientais associados a essas doenças. Objetivos: estimar a prevalência e gravidade de asma e rinite em escolares de 6 e 7 anos morando em Fortaleza; estimar as prevalências dessas doenças entre os adolescentes de 13 e 14 anos, também morando em Fortaleza, e fazer estudo comparativo dos dados atuais com as taxas encontradas em 2006\2007 em estudo ISAAC nesta faixa etária; descrever possíveis fatores de risco associados a asma nesses dois grupos etários. Método: Estudo transversal utilizando o protocolo do International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC), módulos asma e rinite, além dos seus questionários ambientais, e composto de dois inquéritos: o primeiro, em 2006\2007 envolvendo amostra aleatória de 3.015 adolescentes de 13 e 14 anos, de escolas públicas e particulares; o segundo, em 2.010, com amostragem aleatória de 3.020 adolescentes de 13 e 14 anos e 2.020 escolares de 6 e 7 anos, de escolas públicas e particulares. Resultados: Entre os adolescentes, em 2010, houve um aumento significativo na prevalência de sibilos após exercícios, tosse seca noturna e asma diagnosticada (p < 0,01 para todos); houve redução significativa na prevalência de rinite grave (p = 0,01). Em ambos os períodos, tosse seca noturna, rinite atual e rinoconjuntivite foram significativamente mais prevalentes nas mulheres (p < 0,01 para todos); asma atual, rinite atual e rinoconjuntivite foram significativamente mais prevalentes entre os adolescentes das escolas particulares (p < 0,01 para todos). Nos 2 inquéritos, as taxas de “asma diagnosticada” e “rinite diagnosticada” foram bem menores que as respectivas taxas de “asma atual” e “rinite atual". Além de rinoconjuntivite, o consumo de biscoitos recheados e salgados fritos 3 ou mais vezes por semana foram independentemente associados à asma, como fatores agravantes, enquanto o consumo de frutas 3 ou mais vezes por semana esteve associado à asma como fator protetor. Entre os escolares de 6 e 7 anos, a prevalência de “sibilos cumulativos” (sibilos na vida) foi 52,6%; a de “sibilos nos últimos 12 meses” (asma atual), 28,3%, e a taxa de “asma diagnosticada”, 12,4%. Para os sintomas associados à gravidade da asma, como “sibilos com limite da fala”, “quatro ou mais crises de sibilos no último ano” e “sono interrompido por sibilos uma ou mais noites por semana”, as taxas foram, respectivamente, 4,1%, 3,9% e 6,7%. A taxa de “sibilos pós-exercícios” foi 7,2%, e a de “tosse seca noturna” foi de 39,7%. Houve predomínio no sexo masculino, com significância estatística, de sibilos cumulativos (p<0,001) e asma atual (p=0,04). “Sibilos com limite da fala”, “sono interrompido por sibilos uma ou mais noites por semana” e “sibilos pós exercícios” predominaram no grupo das escolas públicas (p=0,002, p=0,002 e p=0,003, respectivamente). As prevalências de rinite cumulativa, rinite atual, rinoconjuntivite e rinite diagnosticada foram, respectivamente, 49,9%, 42,0%, 15,0% e 28,1%, predominando entre as crianças das escolas particulares (p<0,001 para todos), sem diferença entre os sexos. Interferência dos sintomas nasais com as atividades diárias foi relatada por 25,3% dos pesquisados, sem diferença entre os sexos. Além de rinoconjuntivite, o uso de paracetamol pelo menos uma vez\mês no último ano, o tabagismo materno, o tabagismo paterno e a exposição a animais domésticos no 1º ano de vida foram, independentemente, associados à asma, nesse grupo etário, como fatores agravantes. Conclusões: As prevalências de sintomas de asma e rinite continuam elevadas e crescentes entre os adolescentes de 13-14 anos em Fortaleza, mantendo o predomínio no sexo feminino e entre os alunos das escolas particulares. As prevalências de asma e rinite em escolares de 6 e 7 anos morando em Fortaleza mostraram-se elevadas, e acima da média nacional, com predomínio dos sintomas de asma no sexo masculino e entre o grupo das escolas públicas, onde a asma também é mais grave. Os sintomas de rinite predominaram no grupo das escolas privadas, e não apresentaram diferenças entre os sexos. Nos dois grupos etários, asma e rinite mostraram-se subdiagnosticadas. Fatores clínicos, ambientais e hábitos alimentares estão associados a essas elevadas taxas; o consumo de frutas 3 ou mais vezes por semana mostrou-se protetor contra os sintomas de asma entre os adolescentes. Intervenções que atuem nesses fatores podem reduzir a ocorrência de asma nessas populações. / Objective: To determine the prevalence of asthma and rhinitis in 6-7 years old schoolchildren in Fortaleza; to describe the prevalences of asthma and rhinitis in 13-14 years old adolescents in the same city, in 2010, comparing the results with those obtained in a prevalence survey conducted in 2006-2007; and to identify factors associated with asthma in these two age groups in the city of Fortaleza, state of Ceará, Brazil. Methods: This was a cross-sectional study using the International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC) questionnaire, involving probabilistic samples of 3,015 and 3,020 adolescents in surveys conducted in 2006-2007 and 2010, respectively, and 2,020 schoolchildren in 2010. Results: Among adolescents, comparing the two periods, the prevalences of exercise-induced wheezing, dry cough at night, and physician-diagnosed asthma were significantly higher in 2010 than in the 2006-2007 period (p < 0.01 for all). There were no significant differences regarding cumulative wheezing, active asthma, four or more wheezing attacks within the last year, sleep disturbed by wheezing more than one night per week, and speech-limiting wheezing. The prevalence of severe rhinitis was significantly lower in 2010 (p = 0.01), whereas there were no significant differences between the two periods regarding cumulative rhinitis, current rhinitis, and rhinoconjunctivitis. In both periods, cumulative wheezing, dry cough at night, cumulative rhinitis, current rhinitis and rhinoconjunctivitis were significantly more prevalent in females than in males (p < 0.01 for all). Also in both periods, active asthma, current rhinitis, and rhinoconjunctivitis were more prevalent in private school students than in public school students (p < 0.01 for all). Rhinoconjunctivitis and the consumption of stuffed biscuits and fried snacks three or more times per week were independently and positively associated with asthma; consumption of fruits three or more times per week was negatively associated with asthma. Among schoolchildren (6-7 years of age), the prevalences of “wheezing ever”, “wheezing within the last 12 months” (active asthma) and “asthma ever” (physician-diagnosed asthma) were 52.6%, 28.3% and 12.4%, respectively. The prevalences of symptoms associated with asthma severity, such as "speech-limiting wheeze", "four or more wheezing attacks in the last 12 months" and "sleep disturbed due to wheezing one or more nights a week", were, respectively, 4.1%, 3.9% and 6.7%. The rate of "wheezing after exercise" was 7.2%, and that of "night cough" was 39.7%. The prevalences of “wheezing ever” (p<0.001) and active asthma (p=0.04) were higher among males. Public school students presented higher prevalences of "speech-limiting wheezing", “sleep disturbed due to wheezing one or more nights a week" and "wheezing after exercise" (p=0.002, p=0.002 and p=0.003, respectively). The prevalence of cumulative rhinitis, current rhinitis, rhinoconjunctivitis and physician-diagnosed rhinitis was 49.9%, 42.0%, 15.0% and 28.1%, respectively. Rhinitis symptoms and physician-diagnosed rhinitis were significantly more prevalent among private school students (OR = 0.55, CI 95%: 0.46 – 0.66, p<0.001; OR= 0.50, CI95%: 0.41 – 0.60, p<0.001; OR = 0.67, CI95%: 0.52 – 0.85, p<0.001; OR=0.15, CI95%: 0.12-0.19, p<0.001, respectively), without differences between genders. Interference with daily activities was reported by 25.3% and 5.7% reported to be moderately or severely affected, without difference between genders. Rhinoconjunctivitis (OR=2.19, CI: 1.24-3.86, p=0.007), paracetamol at least once per month in the last 12 months (OR=3.48, CI: 1.94-6.24, p < 0.001), maternal smoking (OR=3.18, CI: 1.21-8.30, p=0.018), paternal smoking (OR=2.14, CI: 1.01-4.54, p=0.047) and contact with cat or dog in the first year of life (OR=2.26, CI: 1.25-4.06, p = 0.007) were independently and positively associated with asthma. Conclusions: Our data show that the prevalences of asthma and rhinitis symptoms remain increasing among 13-14-year old adolescents in Fortaleza, predominantly among females and private school students. The prevalence rates of asthma and rhinitis in schoolchildren aged 6-7 years are also high, above the national average. Symptoms related to asthma were predominant among males and public school students, whereas rhinitis was predominant among private school students, without differences between genders. It was also observed that asthma and rhinitis are underdiagnosed in these two populations in the city of Fortaleza, state of Ceará, Brazil. Among adolescents, dietary factors were the most associated with asthma in this study. Besides rhinoconjunctivitis, the consumption of stuffed biscuits and fried snacks (foods with high content of saturated fat) three or more times per week were independently associated with asthma as aggravating factors, while the consumptions of fruits three or more times per week was associated with asthma as protective factor. Among schoolchildren (6-7 years of age), besides rhinoconjunctivitis, paracetamol at least once per month in the last 12 months, maternal smoking, paternal smoking and contact with cat or dog in the first year of life were independently associated with asthma as aggravating factors. Interventions acting on these factors may decrease the occurrence of asthma in these populations.
|
449 |
Prevalência dos achados radiográficos de impacto femoroacetabular em adultos assintomáticos / Pevalence of radiographic findings os femoroacetabular impingement in asymptomatic adultsScheidt, Rodrigo Benedet January 2011 (has links)
Objetivo: determinar a prevalência dos sinais radiográficos de impacto femoroacetabular em adultos assintomáticos e correlacionar com dados do exame físico. Métodos: estudo transversal, realizado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, com 82 indivíduos, 164 quadris de pacientes entre 40 e 60 anos de idade assintomáticos. Foram submetidos à anamnese e exame clínico completo do quadril e exame radiográfico com três incidências, AP de bacia, Dunn a 45° e falso perfil de Lequesne de cada quadril, para mensuração das variáveis. Entre elas o ângulo alfa, offset anterior do colo femoral, ângulo cérvico diafisário, ângulo CE de Wiberg, índice acetabular, ângulo de Sharp, além dos sinais do cruzamento, da espinha isquiática e da parede posterior. Resultados: nossa amostra foi formada por 66% de mulheres, com média de idade de 50,4 anos. O ângulo alfa médio foi de 45.10º, DP = 8.6. 25% dos quadris apresentaram ângulo alfa maior ou igual a 50°; entre os homens esse número foi ainda maior, 34% e apenas 11% entre as mulheres. Encontramos sinais radiográficos indicativos de impacto femoroacetabular em 42,6% dos quadris, sejam eles femorais ou acetabulares. O aumento do alfa esteve relacionado com o decréscimo na rotação interna do quadril (p < 0,001). Conclusão: Os achados radiográficos de impacto femoroacetabular em pacientes assintomáticos são freqüentes e o aumento do ângulo alfa esteve relacionado com o decréscimo da rotação interna. / Objective: The objective of this research is to determine the prevalence of radiographic markers of femoroacetabular impingement in asymptomatic adults and correlate with data from physical examination. Methods: A cross-sectional study conducted at Hospital de Clinicas in Porto Alegre, with 82 individuals, 164 hips of asymptomatic individuals between 40 and 60 years old. They were subjected to a complete medical history and examination of the hip, three X-ray incidences, pelvis AP, Dunn 45° view and the Lequesne false profile of each hip, for the measurement of variables. The variables were the alpha angle, anterior femoral offset, neck shaft angle, CE angle of Wiberg, acetabular index, Sharp’s angle, in addition to crossover sign and the posterior ischial spine and the posterior wall sign. Results: the sample was made up of 66% women, average age of 50.4 years old. The average alpha angle was 45.10 º, SD = 8.6. 25% of the hips showed alpha angle greater than or equal to 50 °, among me n the figure was even higher, 34% and only 11% among women. We found radiographic signs indicative of femoroacetabular impingement in 42,6% of hips, whether femoral or acetabular. The increase in alpha angle was related to the decrease in hip internal rotation (p <0.001). Conclusion: The radiographic markers of femoroacetabular impingement were frequent in asymptomatic patients, and the increase in alpha angle was associated with decreased internal rotation of the hip.
|
450 |
Prevalência da infecção por cepas de helicobacter pylori cagA-positivo em crianças e adolescentes submetidos a esofagogastroduodenoscopia em Porto AlegreOliveira, Juliana Ghisleni de January 2011 (has links)
Introdução: A infecção por Helicobacter pylori (H. pylori) tem distribuição geográfica universal, porém apresenta grande variabilidade na prevalência, nos fatores de virulência e na apresentação clínica de acordo com a população estudada. No Brasil, um país continental composto por etnias e hábitos culturais diversos, o comportamento da infecção também parece variar conforme já demonstrado em diferentes estudos. O presente estudo foi realizado com o objetivo de descrever a prevalência da infecção por cepas de H. pylori cagA-positivo em um grupo de crianças e adolescentes submetidos a esofagogastroduodenoscopia (EGD) em Porto Alegre, cidade situada na região Sul do Brasil. Materiais e Método: Noventa e oito fragmentos de biópsia gástrica de crianças e adolescentes foram submetidos à pesquisa de cepas de H. pylori cagA-positivo pelo método da reação em cadeia da polimerase (PCR). Resultados: A prevalência de cepas de H. pylori cagA-positivo foi de 29,6% (IC95% 18 a 43,6%). Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas quanto às características clínicas, demográficas, endoscópicas e histológicas dos pacientes infectados por cepas cagA-positivo em relação aos infectados por cepas cagA-negativo. Conclusões: O estudo demonstrou uma baixa prevalência da infecção por cepas de H. pylori cagA-positivo em crianças e adolescentes submetidos à EGD no sul do Brasil em comparação a estudos realizados com crianças de outras regiões do Brasil. Não houve associação entre a presença de cepas cagA-positivo e apresentação clínica adversa na amostra estudada. / Introdution: Helicobacter pylori (H. pylori) has a worldwide distribution, but the prevalence of infection, virulence factors, and clinical presentation vary widely according to the studied population. In Brazil, a continental country composed of several ethnicities and cultural habits, the behavior of infection also appears to vary, as many other studies have shown. Objective: The present study aimed to describe the prevalence of infection with cagApositive H. pylori strains in a group of children and adolescents who underwent esophagogastroduodenoscopy (EGD) in Porto Alegre, a city in Southern Brazil. Methods: Ninety-eight gastric biopsy specimens of children and adolescents were tested for presence of H. pylori cagA-positive strains by the polymerase chain reaction (PCR) method. Results: The prevalence of H. pylori cagA-positive strains was 29.6% (IC95% from 18 to 43.6%). There were no statistically significant differences in clinical or demographic characteristics or in the endoscopic and histological features of patients infected with cagA-positive strains as compared with those infected by cagA-negative strains. Conclusions: The study showed a low prevalence of infection with cagA-positive H. pylori strains among children and adolescents who underwent EGD in southern Brazil, in comparison to studies conducted with children from other regions of Brazil. There was no association between the presence of cagA-positive strains and more severe clinical presentations in the studied sample.
|
Page generated in 0.07 seconds