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Efeitos da vitamina E associada a nanopartículas lipídicas no remodelamento cardíaco, em ratos infartados / Effects of vitamin E associated to lipid nanoparticles in the cardiac remodeling, in infarcted ratsIsabel Barbara Lopes dos Santos Figueira 31 March 2016 (has links)
Do ponto de vista clínico, o remodelamento ventricular está associado a um pior prognóstico. Pacientes com remodelamento já diagnosticado, ou com alto risco de desenvolvê-lo, devem ser tratados de forma intensiva, a fim de prevenir, atenuar ou mesmo reverter esse processo. O objetivo do presente estudo foi investigar os efeitos da vitamina E associada a nanopartículas lipídicas no remodelamento cardíaco, em ratos. Medidas ecocardiográficas foram determinadas 24 horas pós infarto e seis semanas após tratamento. Cortes teciduais do coração foram submetidos a coloração com Hematoxilina eosina e Picrosirius red. Duas regiões distintas do ventrículo esquerdo remotas ao infarto foram examinadas: subendocárdica e não subendocárdica. A extensão do infarto, o diâmetro dos miócitos, a fração de variação da área e o índice de expansão do ventrículo esquerdo foram determinados. No ecocardiograma observamos que os grupos infartados apresentaram um aumento no diâmetro diastólico e sistólico, uma diminuição da fração de encurtamento e da fração de variação da área quando comparados ao grupo controle. Na análise morfométrica, foi observado que nos animais infartados houve um aumento do diâmetro dos miócitos, da expansão do ventrículo esquerdo e da fração de volume do colágeno, principalmente na região subendocárdica, quando comparado ao grupo controle. A vitamina E associada a nanopartículas lipídicas, não apresentou efeitos protetores e nem atenuantes no remodelamento cardíaco nesse modelo experimental / From a clinical point of view, the ventricular remodeling is associated with a worse prognosis. Patients already diagnosed remodeling or at high risk of developing it, should be treated intensively to prevent, attenuate or even reverse this process. The aim of this study was to investigate the effects of vitamin E associated with lipid nanoparticles on cardiac remodeling in rats. Echocardiographic measurements were determined 24 hours post infarction and six weeks after treatment. Heart tissue sections were stained with Hematoxylin eosin and Picrosirius red. Two distinct regions of the left ventricle, remote to infarction, were examined: subendocardial and not subendocardial. The extent of the infarction, the diameter myocytes, collagen volume fraction and expansion index of the left ventricle were determined. On echocardiogram we observed that infarcted groups showed an increase in diastolic and systolic diameter and decreased in fractional shortening and the area variation fraction when compared to the control group. In the morphometric analysis, was observed that in infarcted animals there was an increase in the diameter myocytes, the expansion of the left ventricle and collagen volume fraction, especially in the subendocardial region, when compared to the control group. Vitamin E associated to lipid nanoparticles, showed no protective nor attenuated effects on cardiac remodeling in this experimental model
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Efeitos do treinamento físico aeróbio em alta intensidade na musculatura esquelética de ratos infartados / Effects of high-intensity aerobic interval training on skeletal muscle of infarcted ratsJosé Bianco Nascimento Moreira 14 February 2012 (has links)
A miopatia esquelética em doenças sistêmicas é um importante preditor de mortalidade e prognóstico em diversas síndromes, incluindo a insuficiência cardíaca. Os danos músculo-esqueléticos em situações de comprometimento cardíaco são descritos pela literatura há décadas, entretanto, nenhum recurso farmacológico proposto até o momento mostrou-se eficiente em reverter esses prejuízos, ressaltando o papel do treinamento físico aeróbio. Apesar dos inegáveis benefícios desta terapia adjuvante no tratamento da insuficiência cardíaca, muito pouco se sabe sobre a intensidade de exercício capaz de otimizar os ganhos promovidos por esta intervenção. Dado isso, nesse estudo avaliamos a eficácia do treinamento físico aeróbio em alta intensidade na musculatura esquelética em ratos submetidos ao infarto do miocárdio, comparando-a com protocolo isocalórico realizado em intensidade moderada. Observamos que os animais infartados apresentaram alterações patológicas na musculatura esquelética, similarmente ao observado em pacientes com IC, como prejuízos em enzimas metabólicas fundamentais, atrofia muscular, perturbação da homeostase redox e ativação do complexo proteassomal 26S. Ambos os protocolos de treinamento físico aeróbio foram capazes de aprimorar substancialmente a capacidade funcional e potência aeróbia máxima nos animais infartados, prevenindo a queda da atividade máxima das enzimas hexoquinase e citrato sintase, restaurando a morfologia da musculatura esquelética e aumentando a distribuição de fibras musculares do tipo I, o que foi acompanhado por melhora do balanço redox e redução da atividade do complexo proteassomal 26S. Apesar do treinamento físico aeróbio em alta intensidade ter proporcionado resultados superiores ao protocolo de intensidade moderada em relação a capacidade funcional dos animais, as adaptações músculo-esqueléticas às diferentes intensidades de TFA apresentaram-se muito semelhantes / Impaired skeletal muscle performance in systemic diseases is shown to strongly predict mortality and long-term prognosis in a wide variety of syndromes, including heart failure. The clinical picture of skeletal muscle damage in cardiac situations has been described for decades. However, no pharmacological strategy proposed so far was shown to effectively prevent the onset of skeletal myopathy, reinforcing the role of aerobic exercise training in counteracting such phenomenon. Despite the well-known benefits of exercise training in sets of cardiac dysfunction, very little is known about the optimal exercise intensity to elicit maximal outcomes. Therefore, in the present study we compared the effects of high-intensity aerobic exercise training with those of an isocaloric moderate-intensity protocol on skeletal muscle adaptations in infarcted rats. Our data suggest that infarcted rats presented signs of skeletal myopathy resembling those observed in HF patients, such as metabolic enzymes impairment, skeletal muscle atrophy, disrupted redox balance and proteasomal overactivation. Here we show that both high- and moderate-intensity aerobic exercise training were able to substantially increase aerobic capacity in infarcted rats, preventing the decay of citrate synthase and hexokinase maximal activities, reestablishing normal skeletal muscle morphology to a healthy profile and increasing the number of type I muscle fibers. Such outcomes were accompanied by an improved redox balance and reduced proteasomal activity in skeletal muscle. Even though high-intensity aerobic interval training was superior to moderate-intensity in improving functional capacity, the observed adaptations in skeletal muscle were remarkably similar between the protocols. Therefore, our data allow us to conclude that high-intensity and moderate-intensity aerobic exercise training equally prevent skeletal myopathy induced by myocardial infarction in rats
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Modulação da viabilidade de fibroblastos cardíacos em cultura frente a hipóxia: papel de diferentes concentrações de glicose / Modulation of the viability of cardiac fibroblasts in culture against hypoxia: role of different concentrations of glucoseChristiane Malfitano 20 January 2010 (has links)
Estudos mostram que a exposição ao meio hiperglicêmico ou diabetes protege o coração contra insultos patológicos, incluindo isquemia. A ativação de fatores anti-apoptóticos e proliferativos parece estar envolvida com esta cardioproteção. Este estudo foi desenhado para investigar a modulação da viabilidade de fibroblastos cardíacos submetidos à hipóxia tratados previamente com meio hiperglicêmico, e os efeitos de 15 dias de infarto do miocárdio (IM) na função ventricular em ratos diabéticos sobre os fatores de morte e sobrevida celular. Foram utilizados ratos Wistar machos e as análises foram realizadas no ventrículo esquerdo. Para as análises in vitro, os fibroblastos cardíacos foram obtidos por digestão enzimática (tripsina/colagenase), e cultivados em dois meios: baixa Glicose (5mM) e alta Glicose (25mM análogo ao plasma diabético). As células confluentes (80%) foram submetidas à hipóxia por incubadora modular com gás (5,6% de CO2 e 94,4% de N2); após as células foram mantidas em estufa a 37ºC por 6; 12; 24; 48 e 72hs. Experimentos de citometria de fluxo foram realizados para análise da viabilidade celular e fragmentação de DNA, ambas para verificação de apoptose e confirmadas pelas medidas de AnexinaV/FITC/IP. A expressão do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) foi medida no sobrenadante dos meios por ELISA. Para as análises in vivo, os ratos foram divididos (N=8/grupo) em grupos: controle (C), diabético (D), infartado (I) e diabético infartado (DI). Quinze dias após a indução do diabetes ou não, com injeção de estroptozotocina (50mg/Kg) ou tampão citrato, os grupos I e DI foram submetidos à ligadura da artéria coronária. Após 15 dias de IM e/ou 30 de diabetes, a função cardíaca (sistólica e diastólica) foi analisada por ecocardiograma, além da avaliação do tamanho do IM em 24 horas e 15 dias. As citocinas inflamatórias foram medidas por ELISA, a expressão gênica dos fatores de morte e sobrevida celular foram avaliados por PCR em tempo real, a atividade da caspase 3 foi medida por espectrofluorimetria, e a expressão protéica dos transportadores de glicose (GLUT) por Western blotting. A densidade capilar e a fibrose do coração foram quantificadas por análise histológica. A viabilidade celular mostrou homogenia em todos os tempos de hipóxia e em ambos os tratamentos de glicose. Em 6 horas verificamos fragmentação do DNA com marcação dos fosfolípides de membrana (apoptose) e % elevada de morte em ambos os tratamentos até 12hs. Após 24hs, ocorreu adaptação, havendo aumento de VEGF e diminuição da fragmentação do DNA com 48hs; após 72hs, observou-se apenas que o VEGF continuava aumentado. No meio hiperglicêmico, os valores de VEGF estavam maiores e a fragmentação menor quando comparados ao meio hipoglicêmico. O grupo DI apresentou melhora na função sistólica (fração de ejeção e de encurtamento), acompanhada de manutenção da função diastólica (tempo de relaxamento isovolumétrico e tempo de desaceleração do pico E), redução de 36% do tamanho do IM, redução das citocinas pró-inflamatórias (TNF- e IL-1), com ativação da apoptose (expressão aumentada de Fas, p53, Bax e atividade de caspase 3) e aumento dos fatores de sobrevivência celular (Bcl-2, HIF-1, VEGFa e IL8r). Além disso, o grupo DI apresentou aumento do GLUT-1 com diminuição do escore de fibrose e aumento da densidade capilar; resultados comparados ao grupo I. Este cenário é, provavelmente, um mecanismo de compensação, associado ao saldo positivo entre genes regulatórios relacionados com a sobrevivência celular programada, redução de citocinas inflamatórias, aumento da utilização de glicose como substrato energético, redução da fibrose e angiogênese. Em conjunto, estes achados sugerem uma maior plasticidade e resistência celular de fibroblastos cardíacos frente à hipóxia sendo esta favorecida pela hiperglicemia crônica em ratos diabéticos / Studies showed that exposure to hyperglycemia or diabetes protects the heart against pathological insults, including ischemia. The activation of anti-apoptotic factors and proliferation seem to be involved in this cardioprotection. This study was designed to investigate the feasibility of modulation of hyperglycemic-environment pretreated-cardiac fibroblasts subjected to hypoxia, and the effects of 15 days of myocardial infarction on ventricular function in diabetic rats and on the causes of death and cell survival. Male Wistar rats were used and the analyses were performed in the left ventricle. For in vitro experiments, cardiac fibroblasts were obtained by enzymatic digestion (trypsin/collagenase) and they were cultivated in two different mediums: Low Glucose (5mM) and High Glucose (25mM similar to diabetic plasma). Confluent cells (80%) were subjected to hypoxia by modular incubator with gas (5.6% CO2 and 94.4% N2).at 37 ° C for 6, 12, 24, 48 and 72h. Flow cytometry was employed to the analysis of cell viability and DNA fragmentation, both for verification of apoptosis process and confirmed by AnexinaV / FITC / IP. The expression of vascular growth factor (VEGF) was measured in the supernatant medium by ELISA. For in vivo experiments, the rats were divided (N = 8/group) in control (C), diabetic (D), infarcted (I) and diabetic infarcted (DI).groups After 15 days of induction of diabetes by estreptozotocin (50mg/kg) or citrate buffer, the I and DI groups underwent coronary artery ligation. After 15 days of myocardium infarction (MI) and/or 30 of diabetes, cardiac function (systolic and diastolic) was analyzed by echocardiogram, as well as the size of infarction at both, 24 hours and 15 days. The inflammatory cytokines were measured by ELISA, the gene expression of factors for death and cell survival by real-time PCR, the activity of caspase 3 by spectrofluorimetry, the protein expression of glucose transporters (GLUT) by Western- blotting and, lastly, capillary density and fibrosis by histological analysis. Cell viability showed homogeneous at all times of hypoxia and in both glucose treatments. In 6 hours we found DNA fragmentation in the main phospholipid membrane (apoptosis) and high % of death in both treatments until 12 hours. After 24 hours, the cells entered into adaptation and after 48 hours it was verified an increase in VEGF expression and a decrease in DNA fragmentation. At 72 hours, no significant differences in the fragmentation were observed; however, there was an increase in VEGF expression. In the hyperglycemic medium we observed higher values of VEGF expression and less DNA fragmentation when compared to the hypoglycemic medium. In the DI group systolic function (% ejection fraction and fractional shortening) was better than in the I group and it was accompanied by the maintenance of diastolic function (IVRT and deceleration time of peak E). There was also a 36% reduction in infarction size in the DI group and reduced pro-inflammatory cytokines (TNF- and IL-1) with activation of apoptosis (increased expression of Fas, p53, Bax and caspase 3 activity) and increased cell survival factors (Bcl-2, HIF-1, VEGF and IL8r). Moreover, DI rats also showed an increase in GLUT-1 with decreased scores of fibrosis and increased capillary density when compared to the I group. This scenario is probably a compensatory mechanism associated with the positive balance of regulatory genes related to programmed cell survival, reduction of inflammatory cytokines, increased use of glucose as energy substrate, reduction of fibrosis and angiogenesis. Altogether, these findings suggest a greater plasticity and cellular resistance of cardiac fibroblasts to hypoxia and this is favored by chronic hyperglycemia in diabetic rats.
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Papel do treinamento físico na mortalidade de ratos diabéticos pós-infarto do miocárdio: avaliações das funções cardíaca e autonômica / Role of exercise training on mortality in diabetic rats after myocardial infarction: cardiac and autonomic functions evaluationsLuciana Jorge 14 September 2009 (has links)
O treinamento físico tem sido amplamente utilizado como uma importante ferramenta não farmacológica no manejo das doenças cardiovasculares. No entanto, resultados referentes à intervenção precoce através do treinamento físico em diabéticos após o infarto do miocárdio (IM) permanecem controversos e pouco explorados. Nesse sentido, o objetivo do presente trabalho foi avaliar os efeitos da intervenção precoce através do treinamento físico na mortalidade, na capacidade funcional, na função ventricular e autonômica e nos fluxos sanguíneos em ratos infartados, diabéticos ou não. Foram utilizados ratos Wistar machos divididos em 5 grupos: controle (GC), infartado sedentário (GI), infartado treinado (GIT), diabético infartado sedentário (GDI), diabético infartado treinado (GDIT). Após 15 dias de indução do diabetes por STZ foi realizada a ligadura da artéria coronária esquerda nos grupos infartados. O treinamento físico foi iniciado uma semana após o IM e realizado em esteira ergométrica adaptada durante 12 semanas. Medidas do consumo máximo de oxigênio (VO2 máx.) e da glicemia foram realizadas no 1°, 60° e 90° dias de protocolo. No início e ao final do protocolo de treinamento físico foram realizadas avaliações ecocardiográficas para determinação da função ventricular. Ao final do protocolo foram realizados registros diretos da pressão arterial (PA), avaliações da sensibilidade do reflexo comandado pelos barorreceptores e pelos receptores cardiopulmonares, da modulação autonômica cardiovascular, da função ventricular esquerda, dos fluxos sangüíneos regionais e do debito cardíaco. O treinamento físico reduziu a glicemia e aumentou o peso corporal nos ratos diabéticos, bem como normalizou o VO2 máx. nos grupos treinados (GIT e GDIT). A área de IM do ventrículo esquerdo (VE) foi semelhante entre os grupos infartados (GI: 34%; GDI: 36%; GIT: 34%; GDIT: 37%) na avaliação ecocardiográfica inicial. Contudo, os animais treinados apresentaram uma redução da área acinética do VE (GIT: 19% e GDIT: 21%) em relação aos seus valores iniciais e em comparação aos seus respectivos grupos sedentários (GI: 35% e GDI: 38%) ao final do protocolo. Além disso, a fração de ejeção que estava reduzida nos animais infartados (GI: 43%; GDI: 44%; GIT: 41%; GDIT: 43%) em relação ao GC (74%) no início do protocolo, foi normalizada nos grupos treinados ao final do protocolo (GIT: 59% e GDIT: 58 %). Paralelamente a esses resultados, a cateterização do VE evidenciou incremento na +dP/dt e dP/dt bem como redução da pressão diastólica final dos grupos treinados (GIT e GDIT) em relação aos grupos sedentários. A PA e a sensibilidade barorreflexa, que estavam reduzidas nos animais do GI e do GDI quando comparados com o GC, foram normalizadas após o treinamento físico. O GI e o GDI apresentaram redução da variância do intervalo de pulso (IP), do índice alfa e do componente de baixa freqüência do IP em relação ao GC. Entretanto, o treinamento físico promoveu a normalização dessas variáveis em relação aos animais do GC. A banda de alta freqüência do IP estava muito reduzida nos GI, GIT e GDI quando comparados ao GC. No entanto, observou-se que somente os animais do GDIT apresentaram aumento dessa variável, acompanhado de diminuição da variabilidade da pressão arterial sistólica em relação aos outros grupos não diabéticos. Somando-se a estes achados, o treinamento físico ainda foi capaz de aumentar o débito cardíaco, reduzir a resistência vascular periférica e melhorar os fluxos sanguíneos regionais, especialmente para os pulmões, rins, gastrocnêmio e coração (só para o GDIT) nos animais treinados (GIT e GDIT) em relação aos seus respectivos grupos sedentários. Em conjunto, todos os benefícios provocados pelo treinamento físico resultaram em aumento da sobrevivência nos grupos treinados (GIT: 87,5% e GDIT: 75%) em relação aos sedentários (GI: 41,30% e GDI: 30,81%). Concluindo, estes achados confirmaram dados de nosso grupo em que a mortalidade foi semelhante entre os animais infartados normoglicêmicos e diabéticos, sugerindo que a FE e o VO2 máx., clássicos preditores de mortalidade pós IM, não são os únicos determinantes de prognóstico em ratos infartados diabéticos. A exacerbada disfunção autonômica cardiovascular observada quando da combinação destas duas patologias pode ter sido um fator considerável nesta condição. Finalmente, o resultado mais importante deste estudo foi o fato dos grupos infartados, diabéticos ou não, apresentarem significativa redução da mortalidade após o período de treinamento físico. Essa abordagem não farmacológica foi eficaz em atenuar as disfunções cardíacas, hemodinâmicas e autonômicas nos animais submetidos à isquemia em presença ou não do diabetes, o que provavelmente culminou no aumento da sobrevida destes animais. / Exercise training has been widely used as an important non-pharmacological approach in the management of cardiovascular diseases. However, results on early intervention using exercise training in diabetics after myocardial infarction (MI) remain controversial and not well studied. Thus, the objective of this study was to evaluate the effects of early exercise training intervention on mortality, functional capacity, ventricular and autonomic functions and regional blood flows in infarcted rats, diabetics or not. Male Wistar rats were divided into 5 groups: control (CG), sedentary infarcted (SIG), trained infarcted (TIG), sedentary infarcted diabetic (SIDG), trained infarcted diabetic (TIDG). After 15 days of streptozotocin (STZ) administration, left coronary artery ligature was performed in infarcted groups. Exercise training was started one week after MI and was performed on a treadmill, at a low-moderate intensity, for 12 weeks. Measurements of maximum oxygen consumption (VO2 max.) and blood glucose were performed at 1, 60 and 90 days of protocol. At the beginning and end of the protocol, LV function was assessed by echocardiography. At the end of the protocol, blood pressure, cardiopulmonary and baroreceptors sensitivities, cardiovascular autonomic modulation, invasive LV function, regional blood flow and cardiac output were measured. Exercise training reduced blood glucose and increased body weight in diabetic rats, as well as normalized the VO2 max. in trained groups (TIG and TIDG). Left ventricle (LV) akinetic area at the initial evaluation was similar between MI groups (SIG: 34%; DI: 36%; TIG: 34%; TIDG: 37%). However, trained animals showed reduction of this parameter (TIG: 19% and TIDG: 21%) as compared with their initial values and in comparison with sedentary groups (SIG: 35% and SIDG: 38%). Furthermore, the ejection fraction, that was reduced in MI animals (SIG: 43%; SIDG: 44%; TIG: 41%; TIDG: 43%) compared to CG (74%) at the beginning of the protocol, was normalized in trained groups at the end of the protocol (TIG: 59% and TIDG: 58%). Additionally, the LV catheterization showed increased + dP/dt and -dP/dt, and reduced LV end diastolic pressure in trained (TIG and TIDG) in relation to sedentary groups. BP and baroreflex sensitivity, which were reduced in SIG and SIDG as compared with CG, were normalized after exercise training. SIG and SIDG had reduction in pulse interval (PI) variance, alpha index and low frequency band of PI in comparison with CG. Exercise training normalized these parameters in comparison to CG. The high frequency band of PI was reduced in SIG, TIG and SIDG as compared to CG. However, it was observed that only TIDG presented increase in this parameter, as well as reduction in blood pressure variability in relation to nondiabetic groups. In addition to these findings, the exercise training was still able to increase the cardiac output, to reduce the peripheral vascular resistance and to improve the regional blood flows, especially to the lungs, kidneys, gastrocnemius and heart (only for TIDG) in trained animals (TIG and TIDG) in relation to their respective sedentary groups. Taken together, all benefits induced by exercise training resulted in increased survival in the trained groups (TIG: 87.5% and TIDG: 75%) as compared with sedentary (SIG: 41.30% and SIDG: 30.81%). In conclusion, these findings confirm previous data from our group that the mortality was similar between infarcted normoglycemic and diabetic animals, suggesting that the EF and VO2 max, classic predictors of mortality after MI, would be not the only determinants of prognostic in diabetic infarcted rats. The exacerbated cardiovascular autonomic dysfunction, observed in the combination of these two pathologies, may be an important factor that deserves consideration in this condition. Finally, the most important result of this study was that the infarcted groups, diabetic or not, showed a significant reduction of mortality rate after exercise training. This nonpharmacological approach was effective in to attenuate the cardiac, hemodynamic and autonomic dysfunctions in animals submitted to MI, diabetics or not, which probably resulted in increased survival in these groups.
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Efeitos do treinamento físico aeróbico na dinâmica de contração do ventrículo esquerdo em pacientes com infarto do miocárdio / Effects of aerobic exercise training on left ventricular contraction dynamics in patients with myocardial infarctionGiovani Luiz De Santi 28 July 2016 (has links)
INTRODUÇÃO: A deformação miocárdica e a rotação ventricular têm sido amplamente empregadas na avaliação segmentar e global da função cardíaca no contexto clínico das diversas patologias cardiológicas. São escassos os estudos científicos reportados na literatura que analisaram o impacto do treinamento físico sobre o parâmetros de avaliação da dinâmica de contração do ventrículo esquerdo em coronariopatas inseridos em programas de reabilitação cardíaca. OBJETIVO: O presente estudo analisou a influência do treinamento aeróbico na capacidade física e nos parâmetros de avaliação do remodelamento ventricular e da mecânica de contração do ventrículo esquerdo em pacientes com infarto do miocárdio. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram prospectivamente investigados 30 pacientes, 55,1 ± 8,9 anos, acometidos por infarto do miocárdio de parede anterior, aleatorizados em três grupos: grupo treinamento intervalado (GTI) (n=10), grupo treinamento moderado (GTM) (n=10) e grupo controle (GC) (n=10). Antes e após as 12 semanas de seguimento clínico, os pacientes realizaram avaliação cardiológica, eletrocardiograma, teste cardiopulmonar de exercício e ressonância magnética cardíaca. Os grupos treinados realizaram treinamento aeróbico supervisionado, em esteira ergométrica, aplicando-se duas intensidades distintas. A análise estatística foi realizada por meio de modelo linear de efeitos mistos (aleatórios e fixos). RESULTADOS: Observou-se diferença estatisticamente significante no consumo de oxigênio (VO2) pico do GTI (21,9±5,6, p=0.01) e do GTM (21,6±4,5, p=0.02) comparativamente ao GC (17,1±4,6 ml/kg/min) e, também, diferença estatisticamente significante na ventilação-minuto (VM) do GTI (72,2±21,9, p=0.001) e do GTM (68,6±15,5, p=0.004) comparativamente ao GC (48,4±15,9 L/min) na avaliação intergrupos, após o período de seguimento clínico. Não houve mudança estatisticamente significante dos volumes cavitários, da massa e da fração de ejeção do ventrículo esquerdo nos três grupos, tanto na análise intragrupo quanto na intergrupos, após o seguimento clínico. Observou-se aumento estatisticamente significante do strain radial basal (STRAD_B) somente no GC de 57,4±16,6 para 84,1±30,9%, p=0.009, na análise intragrupo. Observou-se diferença estatisticamente significante no STRAD_B do GTI (58,6±18,8, p=0.01) e do GTM (60,4±25,5, p=0.01) comparativamente ao GC (84,1±30,9%) na avaliação intergrupos, após o período de seguimento clínico. CONCLUSÃO: O treinamento aeróbico propiciou a manutenção do status da capacidade funcional, e não determinou remodelamento ventricular adverso, nos grupos treinados comparativamente ao GC. O comportamento distinto do strain radial basal, entre os grupos treinados e o GC, possivelmente reflete uma adaptação do miocárdio pósinfarto relacionada ao treinamento aeróbico. / INTRODUCTION: The myocardial deformation and the ventricular rotation have been widely used in the evaluation of the segment and overall cardiac function in the clinical setting of the various cardiac pathologies. There are few scientific studies reported in the literature that it analyzed the impact of the physical training on the assessment parameters of the left ventricular contraction dynamics in the coronary patients inserted in cardiac rehabilitation programs. OBJECTIVE: This study examined the influence of the aerobic training in the physical fitness and in the evaluation parameters of the ventricular remodeling and of the left ventricular contraction mechanics in patients with myocardial infarction. MATERIALS AND METHODS: Thirty patients were prospectively investigated, 55.1 ± 8.9 years, affected by myocardial anterior wall infarction, randomized into three groups: interval training group (GTI) (n = 10), moderate training group (GTM) (n = 10) and control group (GC) (n = 10). Before and after 12 weeks of the follow-up, the patients underwent cardiac assessment, ECG, cardiopulmonary exercise test and cardiac magnetic resonance imaging. The trained groups performed the aerobic training supervised in treadmill, applying two different intensities. The statistical analysis was performed using a linear mixed effects model (random and fixed). RESULTS: There was a statistically significant difference in the oxygen uptake (VO2) peak of the GTI (21.9 ± 5.6, p = 0.01) and of the GTM (21.6 ± 4.5, p = 0.02) compared to the GC (17.1 ± 4.6 ml / kg / min), and an also statistically significant difference in the minute ventilation (VM) of the GTI (72.2 ± 21.9, p = 0.001) and of the GTM (68.6 ± 15.5, p = 0.004) compared to the GC (48.4 ± 15.9 L / min) in the intergroup assessment, after the follow-up period. There was no significant change in chamber volumes, mass and left ventricular ejection fraction in the three groups, both in the intragroup and intergroup analysis, after the follow-up. There was a statistically significant increase of the basal radial strain (STRAD_B) only in the GC 57.4 ± 16.6 to 84.1 ± 30.9%, p = 0.009, in the intragroup analysis. There was a statistically significant difference of the STRAD_B in the GTI (58.6 ± 18.8, p = 0.01) and in the GTM (60.4 ± 25.5, p = 0.01) compared to the GC (84.1 ± 30.9 %) in the intergroup evaluation, after the follow-up period. CONCLUSION: The aerobic training provided a maintenance of the status of the physical fitness, and it has not determined an adverse ventricular remodeling, in the trained groups compared to the GC. The different behavior of the basal radial strain between the trained groups and the GC possibly reflects a post-myocardial infarction adaptation related to the aerobic training.
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Detecção de infarto do miocárdio através de ressonância magnética cardiovascular e angiotomografia coronária em pacientes usuários de cocaína com história de dor torácica após seu uso / Assessment of myocardial infarction by cardiovascular magnetic resonance and computed tomography angiography in patients with cocaine-associated chest painKaren Paraschin 15 December 2010 (has links)
INTRODUÇÃO: A cocaína é a terceira droga ilícita mais comumente utilizada nos Estados Unidos e a principal responsável pelo atendimento de pacientes usuários de drogas em serviços de emergência médica. A queixa mais comum na entrada da emergência é a dor torácica, referida em 40% dos casos. Além disso, o uso crônico leva a piora da hipertensão, hipertrofia ventricular esquerda e acelera a aterosclerose. A ressonância magnética cardiovascular é um excelente método para avaliação da morfologia e função ventricular, com excelente reprodutibilidade, e atualmente considerada padrão ouro. A angiotomografia coronária é um método diagnóstico em ascensão, permitindo a detecção de DAC obstrutiva e não obstrutiva, acrescentando informação para a estratificação de risco cardiovascular. O objetivo desse estudo foi avaliar a eventual presença de infarto prévio em pacientes jovens (18 a 40 anos) usuários de cocaína, que apresentavam dor torácica, através da detecção de fibrose miocárdica por exame de ressonância magnética cardiovascular. O objetivo secundário foi avaliar alterações parietais e obstruções das coronárias desses pacientes por angiotomografia coronária. MÉTODOS: Avaliamos 24 pacientes usuários de cocaína (nas formas inalatória, injetável ou crack) que apresentavam dor torácica freqüente e de longa duração relacionada ao seu uso. Esses pacientes realizaram a angiotomografia coronária e a ressonância magnética cardiovascular. A angiotomografia coronária avaliou o escore de cálcio e árvore coronária por segmentos, e a ressonância magnética cardiovascular avaliou dimensões, volumes e função ventricular, bem como a eventual presença de realce tardio miocárdico. RESULTADOS: Foram estudados 24 pacientes, 22 homens, com idade média de 29,7 anos (18 a 40 anos). A grande maioria dos pacientes (79%) fazia uso de cocaína inalatória de forma freqüente e 71% dos pacientes já haviam usado crack. O escore de cálcio foi positivo em apenas um paciente [54 (Agatston) e 56 (volume)]. Nenhum dos pacientes apresentou redução luminal significativa. Dos segmentos coronários avaliados, apenas um paciente apresentou placas calcificadas na artéria descendente anterior, nos segmentos proximal e médio. A análise da função ventricular global através da fração de ejeção (FE), volume diastólico final (VDF), volume sistólico final (VSF), e massa ventricular foi considerada normal em 100% da amostra. As médias da FE, VDF e VSF foram 60,7%, 147,7 ml e 59,1 ml, respectivamente. O índice cardíaco foi considerado normal em todos os pacientes, com média de 2,9. Nenhum paciente apresentou hipertrofia miocárdica. A análise da função ventricular segmentar através da análise dos 17 segmentos foi normal em todos os pacientes. Nenhum paciente apresentou realce tardio indicativo de fibrose miocárdica. CONCLUSÃO: A ressonância magnética cardiovascular não demonstrou, na população estudada, a presença de realce tardio miocárdico indicativo de fibrose, em indivíduos jovens e de baixo risco para doença arterial coronária, e com episódios de dor precordial prolongada durante ou após o uso de cocaína. A tomografia computadorizada corroborou o perfil de baixo risco clínico, demonstrando a ausência de ateromatose coronária na grande maioria (96%) dos indivíduos estudados. Apenas uma pequena porcentagem (4%) dos indivíduos apresentou ateromatose coronária discreta, sem obstruções significativas / INTRODUCTION: Cocaine is the third most commonly used illicit drug in the United States and the leading cause of emergency department visits among drug users. Chest pain is the most common cocaine-related presentation, being reported in 40% of patients. Its chronic use causes hypertensive crises, myocardium hypertrophy and accelerates the process of atherosclerosis. Cardiovascular magnetic resonance provides an accurate assessment of cardiac morphology and ventricular function with excellent reproductibility, and it is considered the gold standard method. Computed tomography angiography has emerged as a powerful tool to evaluate patients with suspected coronary artery disease at the same time that it helps in the prognostic assessment of the patient. The purpose of this study was to evaluate the incidence of previous myocardial infarction among young cocaine users (18 to 40 years) with chest pain related with the use of the drug by the assessment of myocardial fibrosis through cardiovascular magnetic resonance. Secondarily, was also meant the evaluation of the coronary tree by the computed tomography angiography. METHODS: We studied 24 cocaine users (crystalline, powder or granular forms) that frequently complained about chest pain related to the use of the cocaine. These patients underwent computed tomography angiography with assessment of calcium score and the evaluation of the segmented coronary arteries, and cardiovascular magnetic resonance to assess dimensions, volumes and ventricular function of the heart, and the presence of myocardial fibrosis. RESULTS: We studied 24 patients (22 male), mean age of 29.7 years. Most of the patients (79%) had frequently used inhalatory cocaine, 71% of them had also used the crack cocaine form. The calcium score turned out to be positive in only one patient [54 (Agatston) and 56 (volume)]. None of them showed significant coronary stenosis. Among the coronary segments evaluated, only one patient had calcified plaques at the anterior descending coronary artery (proximal and medium segments). The global analysis of the left ventricular function assessed by the ejection fraction (EF), end diastolic volume (EDV), end sistolic volume (ESV) and ventricular mass were considered normal in 100% of the patients. Mean EF, EDV and ESV were 60.7%, 147.7mL and 59.1mL respectivelly. Cardiac index was normal in all patients. None of the patients showed myocardial hypertrophy. Assessment of regional ventricular function by the evaluation of 17 segments was normal in all patients. None of the patients showed myocardial delayed-enhancement, indicative of myocardial fibrosis. CONCLUSION: Cardiovascular magnetic resonance did not detect the presence of delayed enhancement indicative of myocardial fibrosis among young cocaine users with low cardiovascular risk with complaints of chest pain during or after cocaine abuse. Computed tomography angiography confirmed low cardiovascular risk of these patients, since most of them (96%) had no atherosclerosis detected by this exam. Only one patient (4%) had coronary atherosclerosis detected, without significant coronary stenosis
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Polimorfismo dos genes CD14, TLR2, TLR4, IL6 e sua associação com o infarto do miocárdio em adultos jovens / Polymorphism of the gene CD14, TLR2, TLR4, IL6 and your association with myocardial infarction in young adultsLídio Gonçalves Lima Neto 20 December 2007 (has links)
O objetivo deste estudo foi avaliar a possível associação entre os polimorfismos -260C/T do gene CD14, Arg753Gln do gene TLR2, Asp299Gli e Thr39911e do gene TLR4 e -174G/C do gene IL6 com o infarto do miocárdio em adultos jovens. Para isso, foi realizado um estudo caso controle, sendo o grupo de estudo constituído por 102 pacientes que tiveram de infarto do miocárdio (34,5 ± 5 anos) e o grupo controle (35,1±8,7 anos) por 108 indivíduos sem histórico de doenças cardiovasculares. A genotipagem foi realizada pela PCRRFLP. Houve ausência de associação entre a distribuição dos genótipos dos SNPs -260C/T do gene CD14, Arg753Gln do gene TLR2, Asp299Gli e Thr39911e do gene TLR4 e -174G/C do gene IL6 entre os dois grupos estudados (p<0,05). O perfil sérico inflamatório e hematológico relacionou-se com polimorfismo -174G/C IL-6 do grupo IAM. O genótipo GG relacionou com elevação nas concentrações de PAI-1 (p<0,0001), o genótipo GC com maiores quantidades de hemácias (p=0,02) e o genótipo CC com concentrações elevadas de fibrinogênio (p<0,01) e quantidade aumentada de leucócitos (p<0,05). O genótipo CC do polimorfismo -260C/T CD14 também mostrou relação com a elevação nas concentrações de PAI-1 (0,0001) e o genótipo CT com o de fibrinogênio (p<0,01). O genótipo GG do polimorfismo -174G/C IL-6 relacionou com elevação nas concentrações de glicose (p<0,05) e o genótipo CC com diminuição nas concentrações de apoA (p<0,01), HDL (p<0,001) e elevação nas de LDL (p<0,05), colesterol total (p<0,05). O genótipo CT do polimorfismo -260C/T CD14 também relacionou com concentrações elevadas de colesterol total (p<0,0001). Em conclusão, os polimorfismos não estão relacionados com o infarto do miocárdio em jovens, porém os SNPs -260CT CD14 e -174 IL-6 parecem estar relacionados com o perfil sérico inflamatório, hematológico e bioquímico de pacientes enfartados. / The objective of this study was to assess the possible association between the polymorphism - 260C/T of the gene CD14, Arg7S3Gln TLR2, Asp299Gli and Thr399lle TLR4 and - 174G/C of the gene IL6 with myocardial infarction in young adults. For that a case control study was conducted and the case group was formed by 102 patients who had myocardial infarction, and the control group by 108 individuals without history of cardiovascular disease. The genotyping was performed by PCR-RFLP. There was no association between the distribution of genotypes of SNPs - 260C/T of the gene CD14, Arg7S3Gln TLR2, Asp299Gli and Thr399lle TLR4 and -174G/C of the gene IL6 between the two groups studied (p<0.05). The serum inflammatory blood profile was related with polymorphism - 174G/C IL-6 in the group IAM. The GG genotype was linked with elevated PAI-1 concentrations (p<0.0001), the genotype GC with larger quantities of red blood cells (p=0.02) and CC genotype with high concentrations of fibrinogênio (p<0.01) and leucocytes increased quantity (p<0.05). The CC genotype of polymorphism of -260C/T CD14 also showed associated with the elevation in PAI-1 concentrations (p<0.0001) and the CT genotype with elevated fibrinogênio concentrations (p<0.01). The GG genotype of the -174G/C IL-6 polymorphism was related with elevated glucose concentrations (p<0.05) and CC genotype with decrease in the apoA (p <0.01) and HDL (p<0001) concentrations and elevation of the LDL (p <0.05), total cholesterol (p <0.05) concentrations. The CT genotype of -260C / T CD14 polymorphism also was Iinked with high total cholesterol concentrations (p <0.0001). In conclusion, the polymorphism is not associated with myocardial infarction in young patients, but the -260CT CD14 and -174 IL-6 SNPs appear to be related to the serum biochemical, hematological and inflammatory blood profile in patients that had myocardial infarction.
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Caracterização de placa ateroscleróticas em relação à morfologia, inflamação e proteínas nitradas / Characterization of atherosclerotic plaques with regard to morphology, inflammation and nitrated proteinsBianca Kiers 29 September 2016 (has links)
Placas ateroscleróticas podem ser estáveis ou vulneráveis à formação de trombo, e os dois processos mais comumente envolvidos a este grave desfecho de trombose luminal são ruptura e erosão de placa. O conhecimento deste estado de vulnerabilidade pode ser importante na prática clínica. A parede arterial é um importante local de modificação proteica em resposta ao estresse. Proteínas em placas ateroscleróticas podem ser nitradas e seu acúmulo durante a aterogênese pode estar relacionado à captação de lipídios. Entre as consequências da nitração proteica, um importante marcador de estresse oxidativo, estão alterações na estrutura, atividade e susceptibilidade a proteólise e estas mudanças podem estar relacionadas a estabilidade da placa. Assim, este estudo teve como objetivo a quantificação e a verificação da distribuição tecidual de proteínas nitradas em segmentos de diferentes graus de vulnerabilidade de um mesmo indivíduo, e a correlação destes marcadores com o perfil histopatológico da placa. Segmentos de diferentes ramos coronários de 30 indivíduos, após infarto agudo do miocárdio fatal, foram estudados. Cinco tipos de placas ateroscleróticas de cada indivíduo foram selecionados, considerando o percentual de estenose e a presença ou não de trombo. Proteínas nitradas totais, linfócitos e macrófagos foram avaliados pela técnica de imuno-histoquímica. Os segmentos apresentando ruptura de placa demonstraram maior número de linfócitos e macrófagos nas camadas adventícia e íntima quando comparados a outros segmentos. A nitração estava relacionada com marcadores histológicos de vulnerabilidade da placa. Além disso, proteínas nitradas estavam diferentemente distribuídas nas camadas do vaso e altos níveis destas proteínas não foram implicados em todos os casos de formação de trombo, já que foi detectado em maior quantidade somente em rupturas de placa e não em casos de erosão de placa. Estes resultados mostram que estresse oxidativo é um importante atributo na diferenciação destes estados patológicos / Atherosclerotic plaques may be stable or vulnerable to thrombus formation. The two processes most commonly involved in this serious outcome of luminal thrombosis are rupture and erosion of the plaque. The knowledge of this vulnerable state of the plaque could be important in clinical practice. The artery wall is an important site of protein modification in response to stress. Proteins in atherosclerotic plaques may be nitrated, and its accumulation during atherogenesis may be related to lipid uptake. The consequences of protein nitration, an important marker of oxidative stress, are changes in its structure, activity and susceptibility to proteolysis and these changes may be related to plaque stability. Thus, this study aimed to quantify and investigate tissue distribution of nitrated proteins in coronary segments of different degrees of vulnerability from the same individual, and correlate these markers with plaque histopathological profile. Segments of coronary branches from 30 patients (after fatal acute myocardial infarct) were studied. Five different types of coronary atherosclerosis plaques from each subject were selected, considering the stenosis percentage and the presence or not of thrombus. Total nitrated protein, lymphocytes and macrophages were assessed by immunohistochemistry. The group presenting disrupted plaque exhibits higher macrophages and lymphocytes content in adventitia an intima layer when compared with other segments. Nitration was related with histological markers of plaque vulnerability. Furthermore, protein nitration was differently distributed in arteries layers and high levels of nitrated proteins were not implicated in all cases of thrombus formation, since it was detected in higher amounts only in ruptured and not in eroded plaques. These findings demonstrates that oxidative stress is an important characteristic in the differentiation of these pathophysiologic states
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Ação da laserterapia no infarto do miocárdio induzido por oclusão da artéria coronária em ratas: análise do perfil de expressão gênica / Laser therapy of action in myocardial infarction induced coronary artery occlusion in rats: analysis of gene expression profileFeliciano, Regiane dos Santos 19 February 2015 (has links)
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Previous issue date: 2015-02-19 / Myocardial infarction (MI) in rats promoted by occlusion of the anterior descending coronary artery is the most widely used experimental model in research that seeks to elucidate the functional, structural and molecular changes associated with ischemic heart disease. Recently, low-level laser therapy (LLLT) has become an alternative therapy to modulate various biological processes and depending on the wavelength, dosage and condition of the irradiated tissue, has anti-inflammatory effect, reduces pain and accelerate cell proliferation. Thus, we evaluated in experimental rats that underwent coronary artery occlusion after irradiation with therapeutic laser myocardial function by echocardiography. Also an analysis was carried out "in-silico", using bioinformatics tools to verify genes involved in metabolic pathways related to MI in rats. After searching the databases, 47 genes of 9 metabolic pathways (Angiogenesis and cell survival, hypertrophy, oxidative stress, apoptosis, extracellular matrix, the Cálcio kinetics, cell metabolism and inflammation) were associated with MI. The changes in gene expression that occur in the myocardium were analyzed by PCR array Real Time. The Group Myocardial Infarction (MI), and the Group Infarction + Laser (MI + Laser) when compared to the control group (Sham), showed 22 (44.60%) and 12 (25.53%) of differentially expressed genes respectively. The results of this study suggest that laser therapy was able to modulate various post-infarction processes, including apoptosis, inflammation, cardiac hypertrophy, cell metabolism and especially the ECM composition in cardiac remodeling. The data obtained here, although complex, indicate genes of interest and certainly allow further analysis of potential key genes in cellular response. Thus, this screening of the initial expression profiles ensures more in-depth studies to confirm and explain the role of each gene or group of genes involved in acute myocardial infarction. / O infarto do miocárdio (IM) promovido no rato por oclusão da artéria coronária descendente anterior esquerda é o modelo experimental mais empregado em pesquisas que visa elucidar as modificações funcionais, estruturais e moleculares associadas à doença cardíaca isquêmica. Recentemente, o laser de baixa intensidade (LBI) tem se tornado uma alternativa terapêutica por modular vários processos biológicos e, dependendo do comprimento de onda, dose e condição do tecido irradiado, possui efeito anti-inflamatório, reduz a dor e acelera a proliferação celular. Assim, avaliamos em modelo experimental em ratas, que foram submetidos à oclusão da artéria coronária após irradiação com laser terapêutico a função miocárdica por ecocardiograma. Além disso, realizamos uma análise “in silico”, utilizando ferramentas de Bioinformática para verificar genes envolvidos em vias metabólicas relacionadas ao IM em ratos. Após busca nos bancos de dados, 47 genes de 9 vias metabólicas (Angiogênese e sobrevida celular, Hipertrofia, Estresse oxidativo, Apoptose, Matriz Extracelular, Cinética do Cálcio, Metabolismo celular e Inflamação) foram associados ao IM. As modificações da expressão gênica que possam ocorrer no miocárdio foram analisadas por PCR “ARRAY em Tempo Real”. O Grupo Infarto do Miocárdio (IM), e o Grupo Infarto + Laser (IM+Laser), quando comparados ao grupo controle (Sham), apresentaram 22 (44,60%) e 12 (25,53%) de genes diferencialmente expressos respectivamente. Os resultados encontrados neste trabalho sugerem que a laserterapia foi capaz de modular vários processos pós-infarto, entre eles a apoptose, processos inflamatórios, a hipertrofia cardíaca, o metabolismo celular e especialmente a composição da MEC no remodelamento cardíaco. Os dados aqui obtidos, embora complexos, sinalizam genes de interesse e certamente permitem análises mais aprofundadas de potenciais genes chaves na resposta celular. Assim, esse “screening” inicial dos perfis de expressão garante outros estudos mais aprofundados para confirmar e explicar o papel de cada gene ou grupo de genes envolvidos no Infarto agudo do Miocárdio.
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Terapia celular para isquemia cardíaca: efeitos da via de administração, do tempo pós-lesão e do uso biopolímero para a retenção das células e função miocárdica / Cell therapy for ischemic cardiac disease: effect of different routes for cell administration, time post-mi and the use of a fibrin polymer for cardiac cell retention and myocardial functionJuliana Sanajotti Nakamuta 29 January 2009 (has links)
A terapia celular representa uma abordagem promissora para o tratamento de cardiopatia isquêmica, porém aspectos-chave dessa estratégia permanecem incertos. Neste trabalho avaliamos a eficiência da retenção cardíaca de células da medula óssea marcadas com tecnécio (99m Tc-CMO) transplantadas, de acordo com o tempo após o infarto (1, 2, 3 e 7 dias) e a via de administração dessas células (intravenosa [IV], intraventricular [IC], intracoronariana [ICO] e intramiocárdica [IM]), em ratos submetidos à isquemia-reperfusão cardíaca [I&R]. Após 24 horas, a retenção cardíaca de 99m Tc-CMO foi maior na via IM comparada com a média alcançada pelas demais (6,79% do total injetado vs. 0,53%). O uso de fibrina como veículo para a injeção de células incrementou a retenção em 2.5 vezes (17,12 vs. 6,84%) na via IM. Curiosamente, quando administradas após 7 dias, a retenção de células na via IM alcançou valores próximos dos observados com da matriz de fibrina injetadas 24 h após a I&R (16,55 vs. 17,12%), enquanto que para as demais vias as mudanças foram insignificantes. Nos animais em que as CMO foram administradas por via intramiocárdica 24 horas após a I&R, com ou sem fibrina, observou-se melhora significante do desempenho cardíaco frente ao estresse farmacológico com fenilefrina quando comparados aos controles. Em conjunto, os dados mostram a biodistribuição das células injetadas após a I&R por 4 diferentes vias e 4 intervalos de tempo pós-lesão e indicam que a via IM é a que produz maior retenção cardíaca. O uso do biopolímero de fibrina aumenta a retenção das células e a eficácia deste efeito sobre a função cardíaca e mortalidade dos animais em longo prazo, além de 30 dias pós I&R, merecerá ser investigada no futuro. / Cell therapy represents a promising approach for ischemic cardiac disease, but key aspects of this strategy remain unclear. We examined the effects of timing and route of administration of bone marrow cells (BMCs) after myocardial ischemia/reperfusion injury (I&R). 99mTc-labeled BMCs were injected by 4 different routes: intravenous (IV), left ventricular cavity (LV), left ventricular cavity with temporal aorta occlusion (LV+) and intramyocardial (IM). The injections were performed 1, 2, 3, or 7 days after infarction. Cardiac retention was higher following the IM route compared to the average values obtained by all other routes (6.79% of the total radioactivity injected vs. 0.53%). Use of a fibrin biopolymer as vehicle during IM injection led to a 2.5-fold increase in cardiac cell accumulation (17.12 vs. 6.84%). Interestingly, the retention of cells administered with culture medium at day 7 post-MI by the IM route was similar to that observed when cells were injected 24 h post-IM using fibrin (16.55 vs 17.12%), whereas no significant changes were observed for the other routes. Cell therapy 24 hs post MI by IM injection, with or without fibrin, resulted in comparable improvement in cardiac function under pharmacological stress compared to control animals. Together, we provide evidence for the biodistribution of 99mTc-labeled BMCs injected post MI by 4 different routes and times post-injury, which shows that the IM rout is the most effective for cardiac cell retention. The use of a fibrin biopolymer further increased cardiac cell retention and its potential long term benefits, beyond 30, on reducing mortality and improving cardiac function deserve to be explored in the future.
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