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A proposal towards resilient complex networks through evaluation and adaptation mechanisms

Cinara Guellner Ghedini 12 March 2012 (has links)
Attacks and failures tolerance of complex networks is related to the concept of vulnerability in different contexts, from biology and sociology to computer science and physics. Studies have revealed that the topologies of these networks are inherently vulnerable to failures of central elements. Complex adaptive systems, emergent in nature, are considered more resilient because, despite facing periodic changes, have the ability to maintain their main topological properties. Inspired by these systems and with the purpose of providing more robust communication networks, this work proposes mechanisms for evaluating fault tolerance of complex networks topologies and procedures for promoting the necessary adjustments to maintain their main topological properties. The performance of the proposed mechanisms showed that failures of central elements can lead to a global state of vulnerability. In such a state, evaluation and adaptation processes are more likely to miscarry. The resulting model also serves as a tool for the computational modelling of problems of vulnerability in several application contexts.
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O envolvimento de Receptores de Hidrocarbonetos de Arila (AhR) no desenvolvimento de lesões ateroscleróticas com fenótipo vulnerável em camundongos nocautes para apoliproteína E / Role of Aryl Hydrocarbon Receptors (AhR) in the development of atherosclerotic plaque vulnerability in apolipoprotein E knockout mice

Ferreira, Pedro Afonso Barreto 03 August 2018 (has links)
A ativação de Receptores de Hidrocarbonetos de Arila (AhR) é associada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares (DCV), dentre elas a aterogênese. Entretanto, não foi elucidado se a ativação do AhR por compostos/moléculas endógenas influenciaria o desenvolvimento de placas vulneráveis. Diante do exposto, o presente estudo testou a hipótese que a ativação do AhR mediada por compostos/moléculas endógenas contribui para o processo aterogênico e vulnerabilidade da placa aterosclerótica de camundongos nocautes para apoliproteína E (ApoE-/-). Nosso estudo mostrou que um dispositivo cilíndrico (cast), que promove estresse de cisalhamento baixo (ECB) e estresse de cisalhamento oscilatório (ECO), causa o desenvolvimento de placas ateroscleróticas com fenótipos vulnerável e estável de forma tempo dependente, em carótidas de camundongos ApoE-/- submetidos a dieta western. Regiões com ECB, apresentaram aumento na expressão de IL-1?, TNF-?, MMP-12 e do AhR, sugerindo que este receptor contribui com o processo inflamatório em placas vulneráveis, posto que ele regula a expressão gênica de mediadores pró-inflamatórios. O tratamento com CH223191 (antagonista AhR) diminuiu a vulnerabilidade da placa aterosclerótica, pois reduziu a quantidade de macrófagos, lipídeos, a geração de espécies reativas de oxigênio (EROs) e aumentou a quantidade de células de musculo liso (CML) em regiões com ECB. Além disso, o CH223191 reduziu a expressão de IL-1? em placas ateroscleróticas presentes no arco aórtico e a hipercolesterolemia dos camundongos ApoE-/-. Outrossim, nossos achados apontam que o CH223191 evita o prejuízo induzido por oxLDL na vasodilatação da artéria aorta de camundongos C57BL/6J. Em células endoteliais, a ativação do AhR mediada por oxLDL é responsável pela produção de IL-1?, evento bloqueado pelo CH223191. Nossos achados destacam o AhR como alvo promissor na compreensão de DCV e possível alvo terapêutico na aterosclerose. / Aryl hydrocarbon receptor (AhR) activation is associated with the development of cardiovascular diseases, including atherosclerosis. However, it is unknown whether AhR activation by endogenous compounds/molecules plays a role in the development and vulnerability of the atherosclerotic plaque. We hypothesized that AhR activation by endogenous compounds/molecules promotes atherogenesis and contributes to the formation of vulnerable plaques in apolipoprotein E knockout mice (ApoE-/-). A shear stress modifier (cylindrical device referred to as cast) was placed in the carotid arteries of ApoE-/- mice, creating areas of lower shear stress (LSS) and oscillatory shear stress (OSS), and inducing the development of atherosclerotic vulnerable and stable plaques, respectively, in a time-dependent manner. LSS regions exhibited increased expression of IL-1?, TNF-?, MMP-12 and AhR. Considering that AhR activation leads to transcription of proinflammatory markers transcription, it is possible that AhR expression in LSS regions is associated with the inflammatory process. Treatment with an AhR antagonist (CH223191) reduced lipid and macrophage accumulation and increased the smooth muscle cell content in LSS regions. Additionally, CH223191 reduced IL-1? expression in atherosclerotic plaques in the aortic arch from hypercholesterolemic ApoE-/- mice. Furthermore, CH223191 prevented oxLDL-induced vascular dysfunction (reduced ACh vasodilation) in C57BL/6J. In endothelial cells, oxLDL induced IL-1? release by mechanisms dependent on AhR activation, an effect prevented by CH223191. Our findings point to AhR as a possible new therapeutic target in cardiovascular diseases, including atherosclerosis.
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Análise da vulnerabilidade ambiental no planejamento espacial do cultivo de cana-de-açúcar no Estado de São Paulo / Analysis of environmental vulnerability in the planning space for growing sugar cane in São Paulo State

Jordão, Carolina de Oliveira 01 September 2011 (has links)
O conhecimento acerca da vulnerabilidade ambiental de um território é fundamental para a compreensão da sustentabilidade e da viabilidade da existência de atividades humanas, por ser possível através desse tipo de análise obter dados sobre os atributos presentes no meio que serão alterados em função das atividades existentes. Nesse contexto, um problema atualmente emergente no Brasil, e especificamente no estado de São Paulo, que tende a aumentar significativamente a vulnerabilidade dos sistemas econômicos e ecológicos de forma integrada refere-se à expansão da atividade agrícola da monocultura de cana-de-açúcar, devido aos impactos negativos e às alterações no território no sentido de uma diminuição da resiliência sistêmica. Com isso, o presente trabalho visou analisar como questões relacionadas à vulnerabilidade ambiental foram inseridas no planejamento espacial da expansão desta atividade, focando-se no zoneamento agroambiental do setor sucroalcooleiro de São Paulo (ZAA) como principal política pública atualmente existente no Estado para o setor. Assim, foi possível concluir que o ZAA preconiza somente as potencialidades físicas do território para a expansão da cultura da cana-de-açúcar, desconsiderando as restrições relacionadas à vulnerabilidade ambiental existentes na paisagem, não podendo ser, portanto, considerado como um instrumento indutor de sustentabilidade no seu sentido amplo. / The knowledge about a territory\'s environmental vulnerability is crucial to understand the sustainability and viability of the existence of human activities, through this type of analysis is possible to obtain data about the environment\'s attributes that will be changed due the existing activities. In this context, a problem now emerging in Brazil, and specifically in the state of São Paulo, which tends to significantly increase the vulnerability of economic and ecological systems, in an integrated way, refers to the expansion of the monoculture farming of sugarcane, because the negative impacts and changes in the territory toward a decrease in systemic resilience. Accordingly, this research aimed to analyze how issues related to environmental vulnerability were included in the spatial planning of this activity expansion, focusing on the agroenvironmental zoning of São Paulo\'s sugarcane sector, as the currently main public policy for the sector in the State. It has been concluded that the zoning recommends only the physical potentialities for sugarcane farming, disregarding the restrictions related to environmental vulnerability in the landscape, therefore, can\'t be seen as a means of inducing sustainability, in its widest sense.
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Construção e validação de marcadores de vulnerabilidade de mulheres às DST/HIV na atenção básica à saúde / Construction and validation of markers for women\'s vulnerability to STD / HIV in primary care

Guanilo, Mónica Cecilia De la Torre Ugarte 30 November 2012 (has links)
A prevenção da transmissão do HIV em mulheres é um desafio. O conceito de vulnerabilidade trouxe importantes avanços na análise e intervenção relacionada ao HIV/aids, pois possibilita conceber as ações de prevenção como uma resposta social perante a epidemia e não como ações pontuais. Não obstante, verifica-se limitada incorporação dos elementos da vulnerabilidade nas ações de prevenção do HIV e no seu monitoramento. Nesse sentido, este estudo, de desenvolvimento metodológico, tem como objetivo validar marcadores de vulnerabilidade de mulheres às DST/HIV, correntes na literatura, para serem aplicados na Atenção Básica à Saúde. A construção dos marcadores foi subsidiada por revisão sistemática (1996-2007) desenvolvida anteriormente, que foi atualizada neste estudo. Utilizou-se da Validação de Conteúdo para validar os marcadores. As etapas percorridas para a validação foram: Primeira Etapa- atualização da revisão sistemática (1996-2011); Segunda Etapa- seleção e construção dos instrumentos de marcadores de vulnerabilidade de mulheres às DST/HIV, que consistiu em: seleção dos elementos de vulnerabilidade de mulheres ao HIV, elaboração do Manual Operacional e Planilha de Avaliação, que continha os marcadores com seus componentes; Terceira Etapa: Validação dos Marcadores por meio da Técnica de Consenso de Especialistas, os quais avaliaram: 1) o Manual Operacional, 2) os atributos do conjunto de componentes de cada marcador, 3) os atributos de cada componente do marcador e 4) a relevância de cada componente do marcador. Adotou-se o nível de consenso de julgamentos favoráveis de pelo menos 60% como critério para considerar validado o marcador. Foram validados cinco marcadores de vulnerabilidade de mulheres às DST/HIV que dizem respeito: 1) à abertura no relacionamento para discutir aspectos relacionados à prevenção das DST/HIV; 2) a aspectos sobre a percepção da vulnerabilidade às DST/HIV; 3) a aspectos sobre a desconsideração da vulnerabilidade às DST/HIV; 4) ao reconhecimento de si mesmo como sujeito de direitos sexuais e reprodutivos e, 5) às ações dos profissionais de saúde que limitam o acesso de mulheres à prevenção das DST/HIV. O estudo permitiu validar marcadores que contêm uma síntese de elementos que contribuem para a definição da vulnerabilidade de mulheres às DST/HIV. Os marcadores apresentam-se como importante ferramenta para operacionalizar o conceito de vulnerabilidade na Atenção Básica à Saúde e, particularmente para a Enfermagem, pois podem nortear o planejamento de ações de prevenção, que não se limitem ao repasse de informações mas à troca de saberes, crenças e valores vinculados à forma da mulher vivenciar sua sexualidade e às possibilidades de enfrentamento da sua vulnerabilidade, a partir de ações inter/multidisciplinares e inter/multisetoriais. / Preventing transmission of HIV in women is a real challenge. The concept of vulnerability has brought important advances in analysis and intervention related to HIV / AIDS, because it permits the conception of preventive actions, as a social response towards the epidemic and not as specific actions. Nevertheless, there is a limited incorporation of vulnerability elements in the prevention of HIV and its monitoring. This methodologically developed study, aims to validate vulnerability markers of women to STDs / HIV, and current literature, to be applied in Primary Health Care. The construction of the markers was aided by a systematic review (1996-2007) previously developed, and then updated in this study. Content Validation was used for marker validation. The steps followed for validation were: First-Step- update the systematic review (1996-2011), Second Step-selection and construction of instruments of markers for vulnerability of women to STDs / HIV, which consisted of: selecting the vulnerability elements of women to HIV, preparing the Operational Manual and Assessment Worksheet, containing markers and its components; Third Step: Validation of markers by Technical Expert Consensus, which evaluated: 1) the Operational Manual, 2) the attributes for the set of components of each marker, 3) the attributes of each component of the marker and 4) the relevance of each component of the marker. A level of consensus of favorable judgments, with at least 60%, was used as criteria to consider the marker valid. Five markers were validated for vulnerability of women to STDs / HIV concerning: 1) openness in the relationship to discuss aspects related to STD / HIV, 2) aspects of the perception of vulnerability to STD / HIV, 3) aspects about the disregard of vulnerability to STD / HIV, 4) the recognition of oneself as a subject having sexual and reproductive rights, and 5) the actions of health professionals that limit women\'s access to prevention of STD/HIV. This study allowed the validation of markers that contain a synthesis of elements which contribute to the definition of women\'s vulnerability to STIs / HIV. The markers are presented as an important tool to operationalize the concept of vulnerability in Primary Care, and particularly for nursing, since they may guide the planning of preventive actions, which are not limited to only the transfer of information but to the exchange of knowledge, beliefs and values linked to the way women experience their sexuality and the possibilities of coping with their vulnerability, from actions inter / multi-disciplinary and inter / multi-sectional.
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Relações de gênero, condições de vida e vulnerabilidade social em mulheres com HIV/aids: elementos subsidiários à concepção de programas de atenção à saúde da mulher junto à comunidade / Relationships of gender, life conditions and social vulnerability in women with HIV/aids: supplemental elements to the conception of womens health care programs in the community.

Savignani, Rosana Carvalho Mumic Ferreira 07 November 2014 (has links)
A relação entre desigualdade social e de gênero tem sido apontada como um importante elemento de vulnerabilidade das mulheres às infecções por doenças sexualmente transmissíveis, com destaque para o HIV/aids. Questões como a vivência da sexualidade, as relações desiguais entre homens e mulheres, as formas de inserção no mercado de trabalho, desigualdade salarial e violência doméstica, exemplificam alguns contextos de maior vulnerabilidade da mulher à infecção pelo HIV/aids. Observa-se a necessidade de articular ações de diversos setores, não apenas para aumentar a compreensão da vulnerabilidade feminina ao HIV/aids, mas principalmente favorecer condições econômicas, sociais e políticas para superar as desigualdades e proporcionar melhores condições de vida para essas mulheres. O presente estudo teve como objetivo geral identificar, de acordo com relatos de mulheres que vivem com HIV/aids, elementos determinantes à vulnerabilidade feminina e ao convívio com a doença. Foram realizadas entrevistas de história de vida com 20 mulheres, maiores de 21 anos, portadoras de HIV/aids, atendidas no Ambulatório do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto. A coleta de dados foi realizada de acordo com os procedimentos de evocação/enunciação/verificação, visando eliminar a indução ou a interferência nas respostas, e feita em duas etapas, a) estabelecimento do rapport e caracterização sócio demográfica; b) entrevista áudio gravada. As gravações foram transcritas integralmente, e a análise dos dados foi realizada com base em etapas sucessivas, para identificação de categorias. Aspectos de condições de vida (pauperização, maternidade, violência doméstica), anomia e estrutura familiar aparecem como determinantes do processo saúde/doença, enquanto elementos de vulnerabilidade. Após o diagnóstico de soropositividade as mulheres relatam a importância do enfretamento e das mudanças no modo de vida, apropriando-se das necessidades e/ou condições limitantes de portadoras do HIV/aids. Estes dados indicam elementos de vulnerabilidade, condições de vida e enfrentamento do HIV/aids, importantes para a concepção de programas de atenção à saúde da mulher no âmbito da comunidade. / The relationship between social and gender inequality has been pointed as an important element of female vulnerability to infections by sexually transmissible diseases, especially HIV/aids. Questions like the experience of sexuality, unequal relationships among men and women, forms of insertion in the work market, wage inequality and domestic violence are examples of contexts of greater vulnerability for women to the HIV/aids infection. The articulation of actions in several sectors is necessary, not only to increase the understanding of female vulnerability to HIV/aids, but mainly to favor economical, social and political conditions to overcome the inequalities and provide these women with better life conditions. The general objective of the present study was to identify determining elements to female vulnerability and living with the disease, according to the narratives of women who live with HIV/aids. Life story interviews were performed with 20 women, aged over 21 years, who had HIV/aids and were assisted in the Outpatient Clinic of the Department of Infectious and Parasitic Diseases of the Faculty of Medicine of São José do Rio Preto. Data were collected according to the procedures of elicitation/enunciation/verification, with the aim to eliminate the possibility of inducing or interfering in the answers, and the process was divided into two stages, a) establishment of rapport and sociodemographic characterization; b) interview with audio recording. The recordings were fully transcribed, and the data were analyzed based on two consecutive stages, so as to identify the categories. Aspects of life conditions (impoverishment, maternity, domestic violence), family structure and anomie appear as determining factors in the health-disease process, while elements of vulnerability. After the seropositivity diagnosis, women report the importance of coping and changing their lifestyle, assuming the limiting conditions and/or needs of people with HIV/aids. These data indicate elements of vulnerability, life conditions and coping with HIV/aids, which are important for the conception of womens health care programs in the community setting.
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Relações entre família, políticas de assistência social e vulnerabilidade social: um estudo a partir de entrevistas com mulheres usuárias do SUAS / Relations amongest family, social assistance policies and social vulnerability: a study based on surveys with SUASs female users

Soares, Carla Regina Silva 15 February 2016 (has links)
A centralidade na família é uma das principais diretrizes adotadas pela Política Nacional de Assistência Social (PNAS) implementada por meio do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). A noção de matricialidade sociofamiliar configura-se como base para a formulação de serviços específicos de abordagem familiar nos níveis de proteção social básica e especial, que visam o acompanhamento longitudinal de famílias em situação de vulnerabilidade social, definida neste contexto pela condição de desvantagem em decorrência da pobreza, da privação de renda e de acesso aos serviços e bens públicos, da fragilização de vínculos afetivos, relacionais e de pertencimento. Objetivou-se com esse estudo identificar como as mulheres usuárias do SUAS percebiam e definiam as vulnerabilidades do próprio núcleo familiar, assim como verificar se a concepção de vulnerabilidade social proposta pela PNAS é condizente com as problemáticas apresentadas pelas famílias usuárias do SUAS. A pesquisa qualitativa foi executada por meio de entrevistas de longa duração com temas advindos da observação participante realizada ao longo de três anos de acompanhamento de mulheres usuárias do SUAS por meio de abordagem grupal em serviço de Assistência Social do bairro do Butantã na cidade de São Paulo. Participaram do estudo oito mulheres, acima de 18 anos, usuárias do SUAS e residentes da zona oeste de São Paulo. As depoentes têm entre 35 e 51 anos de idade, estudaram entre a 5ª e a 8ª série do Ensino Fundamental II, cinco delas são migrantes, quatro vivem com os companheiros e filhos e quatro residem com os filhos em uma organização familiar monoparental, três são beneficiárias da Previdência Social, duas estão inseridas em trabalhos formais, duas em trabalhos informais e uma não trabalha. Todas relataram ter sofrido episódios de violência e violação de direitos, principalmente observados na dificuldade de acesso a serviços sociais básicos. Os depoimentos marcaram dificuldades experimentadas ao longo da vida das mulheres e a tônica dos relatos destacou as preocupações atreladas ao papel de mãe e à luta cotidiana que enfrentam para educar, orientar, sustentar e estar junto aos filhos, sobretudo daqueles que se encontram na fase da infância e da adolescência. À luz da noção de enraizamento, proposta por Simone Weil, foi possível identificar que as depoentes apresentam e enfrentam cotidianamente dificuldades ligadas ao desenraizamento urbano, elucidado especialmente na carência de participação comunitária e política. Nesse cenário, a condição de vulnerabilidade pela qual as famílias são definidas no âmbito da política de assistência social, revela certa ambiguidade, pois ao mesmo tempo em que permite oferecer a essas famílias alguma modalidade de apoio também as coloca numa posição estigmatizada de beneficiárias das políticas públicas. Com isso, considerou-se que apesar da concepção de vulnerabilidade proposta pela PNAS ser condizente com as problemáticas apresentadas pelas usuárias, verifica-se uma lacuna em relação à dimensão subjetiva da formação de cada grupo familiar e suas necessidades específicas a fim de apoiá-los para a promoção de uma mudança efetiva / One of the main guidelines followed by the Política Nacional de Assistência Social (National Social Assistance Policy) and implemented by the Sistema Único de Assistência Social (Unified System of Social Assistance) is the family centrality. The notion of a social-family matriarchy sets itself up as a formulation basis for a family-approach specific services in basic social protection levels and particularly aimed at the longitudinal families follow-up, in a socially vulnerable situation, defined in this context by the disadvantage position due poverty, deprivation of income and access to public goods and services, and by the bonding and belonging tie weakening. The objective of this study is to identify how women USAS users perceived and defined the vulnerabilities of their own household, as well as verify that the idea of social vulnerability proposed by NSAP is consistent with the problems presented by the USAS family users. The qualitative research was performed through long-time interviews about issues brought by the participant observation carried out over three years of women USAS users follow-up through group approach in Social Assistance Service from the Butantã neighborhood, in São Paulo. The study included eight women, above 18 years, USAS users and residents in the West Zone of São Paulo. The interviewees are between 35 and 51 years old, they studied between the 5th and 8th grades of the Elementary School II, five of them live with their partner and children, four of them live with their children in a single-parent family institution, three of them are Social Security beneficiaries, two are hired in formal jobs, another two are hired in informal jobs and one of them doesnt work. All of them reported having suffered episodes of violence and rights violation (mainly observed in the poor access to basic social services). The statements marked difficulties experienced over their lives and the tone of the reports highlighted the concerns linked to the mother role and the daily struggle they face to instruct, guide, support and be with their children, especially those who are at the childhood and adolescence phases. In the light of the notion of rooting proposed by Simone Weil, it was possible to identify that the interviewees present and face daily difficulties concerning the urban uprooting, cleared primarily by the lack of community and politic participation. In this scenario, the vulnerable condition in which families are defines in the Social Assistance Policy reveals some ambiguity - because while it allows to offer these families a type of support, it also puts them into a stigmatized position as Public Policies beneficiaries. As follows, it is considered that although the vulnerability concept proposed by the NSAP be consistent according to the problems presented by the users, there is a gap concerning the development of each familiar group subjective dimension and their specific needs, in order to support them to promote an effective change
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Mulheres negras e não negras vivendo com HIV/AIDS no Estado de São Paulo - um estudo sobre suas vulnerabilidades / Black and non-Black women living with HIV/AIDS in São Paulo State: a study on their vulnerabilities.

Lopes, Fernanda 25 June 2003 (has links)
Objetivo. A vulnerabilidade individual é estabelecida num espaço de relações entre sujeitos, nesse sentido o estudo buscou compreender a vulnerabilidade de mulheres negras e não negras que vivem com HIV/AIDS à reinfecção e ao adoecimento, em três serviços públicos de referência para o tratamento de DST/AIDS do Estado de São Paulo. Métodos. A pesquisa foi realizada com 1.068 mulheres maiores de 18 anos (526 não negras e 542 negras), voluntárias, atendidas em três serviços públicos de referência para o tratamento de DST/AIDS do Estado de São Paulo, de setembro de 1999 a fevereiro de 2000. As mulheres souberam da pesquisa após contato com a equipe de recepção das instituições, na sala de espera, e aquelas que aceitaram participar assinaram o termo de consentimento pós-informado. O termo de consentimento e o protocolo de estudo foram aprovados pelos Comitês de Ética de cada uma das instituições participantes. As entrevistas realizaram-se em ambiente privado e foram conduzidas por profissionais do sexo feminino, de nível superior. O instrumento para coleta de dados foi um questionário semi-estruturado que possibilitava à entrevistada falar sobre suas experiências e impressões em diferentes momentos da vida, especialmente depois da revelação do diagnóstico de soropositividade para o HIV. Na análise estatística utilizou-se o teste qui-quadrado Pearson e intervalos de confiança de 95%. Para estudar a interação entre as variáveis utilizou-se o modelo loglinear CHAID (Chi-squared Automatic Interaction Detector). Os programas de análise estatística utilizados foram: EpiInfo versão 6.04, SPSS versão 8.0 and Answer Tree versão 3.0. Resultados. As condições de ordem social que contribuíram mais fortemente para a vulnerabilidade individual de mulheres negras foram: dificuldades de acesso à educação formal, condições de moradia e habitação menos favoráveis, baixo rendimento individual e familiar per capita, responsabilidade pelo cuidado de maior número de pessoas, dificuldade de acesso ao teste diagnóstico, dificuldade de acesso às informações sobre terapia anti-retroviral para o recém-nascido e sobre redução de danos no uso de drogas injetáveis, dificuldade em adotar comportamentos protetores – tais como o uso de preservativo –, menores possibilidades de acompanhamento realizado por outro médico que não o infectologista ou ginecologista, menores chances de atendimento nutricional, menos facilidade em obter outros remédios além do coquetel. Os fatores de ordem cognitiva que contribuíram para o aumento da vulnerabilidade das mulheres negras foram: baixa percepção de risco individual de infecção e a conseqüente falta de iniciativa em procurar um serviço de saúde que oferecesse o teste, dificuldade em entender o que os profissionais dizem, em esclarecer suas dúvidas ou falar sobre suas preocupações, dificuldades em entender a evolução de seus quadros clínicos. Os achados permitiram identificar que as mulheres negras estavam menos conscientes sobre o problema e sobre as formas de enfrentá-lo, encontrando, na maioria das situações, menores possibilidades de transformar suas condutas. Do ponto de vista subjetivo, a qualidade do aconselhamento anterior e posterior ao teste, a piora da vida sexual após o diagnóstico e a dificuldade em falar sobre o assunto com os profissionais mais diretamente envolvidos no cuidado, como é o caso dos médicos infectologista e ginecologista, também influenciaram os processos de vulnerabilização. As mulheres não negras apresentaram-se mais atentas em avaliar as situações inadequadas ocorridas no serviço de saúde. Conclusões. Ao incorporar a raça como categoria analítica foi possível compreender melhor a multidimensionalidade, a instabilidade e a assimetria da vulnerabilidade. As experiências e impressões descritas pelas mulheres estudadas apontam a necessidade de reconhecimento das diferenças e de suas especificidades; de investimento no desenvolvimento institucional, nas políticas e programas de formação profissional continuada, com ênfase na humanização do cuidado, na melhoria da qualidade de comunicação e relação interpessoal e na aquisição de habilidades para o manejo de questões inerentes às relações raciais e de gênero. Do mesmo modo, tais experiências ressaltaram a necessidade de ampliação do repertório de direitos que as mulheres dominam para que elas próprias cooperem na redução ou superação de suas vulnerabilidades. / Objective. Individual vulnerability is established in the context of intersubjective relations. In this sense, the present study sought to compare vulnerability to recurrent infections and illness among women living with HIV/AIDS. Methods. The study group was composed of 1068 volunteers, over 18 years of age (526 non-Black and 542 Black women) being attended by three public services, which are references for the treatment of STD/AIDS within the State of Sao Paulo during the period between September 1999 and February 2000. The women learned of the study by face-to-face contact with the reception staff in the waiting room and those who accepted to participate were asked to sign an informed consent form. The Institutional Ethics Committees of the participating centers approved the consent form and the study protocol. College-level female trained performed interviews in private rooms. Data collection instrument was a semi structured questionnaire that asked participant to express her experiences concerning different time points in her life, especially after she was diagnosed as HIV-infected. Statistical analysis was carried out using Pearson chi-squared test and their corresponding 95% confidence intervals were calculated using the exact maximum likelihood estimates. Chi-squared Automatic Interaction Detector (CHAID) log linear model was used to study the relationship between variables. EpiInfo version 6.04, SPSS version 8.0 and Answer Tree version 3.0 software were used. Results. The social conditions which most strongly affected the individual vulnerability of Black women were: difficulties with respect to access to formal education; less favorable living conditions; low individual and family per capita income; responsibility for the care of a greater number of people; problems with respect to diagnostic tests; difficulties with respect to access to information on anti-retroviral therapy for newborns and reducing damage with the use of injected drugs, difficulties in adopting protective behavior, such as the use of condoms, less possibilities of accompaniment by other physicians besides the gynecologist and the specialist in infectious diseases; less opportunities of receiving nutritional orientation; less facilities in obtaining other medicines besides the cocktail.The cognitive factors which contributed towards, increasing women’s vulnerability were: low degree of awareness as to the individual risk of infection and, consequently, the lack of initiative in looking for a health service which offers HIV testing, difficulties in comprehending the discourse of health professionals and in talking to the latter about their misgivings and their doubts, difficulties in comprehending the evolution of their clinical condition. The finding suggest that Black women living with HIV/AIDS were less aware of their condition and of how to deal with it, encountering, in the majority of cases, less possibilities of transforming their behavior. From a subjective point of view, the quality of counseling activities, the decrease in the quality of their sexual life after diagnosis and the difficulties they faced when discussing these issues with the physicians directly responsible for their care, such as the specialist in infectious diseases and the gynecologist, influenced the process whereby they became increasingly vulnerable. The non-Black women appeared to be more aware of the inadequate situations occurring in the health services. Conclusions. By incorporating race as an analytic category, it was possible to gain a better understanding of the multiple dimensions, the instability and the asymmetry of vulnerability. The experiences and impressions described by the women in this study point towards the necessity of recognizing differences and specificities when investing in institutional development, in policies and in programs geared towards professional training with emphasis on the humanization of care, on the improvement of the quality of communication and of interpersonal relationships and towards the management of issues which are inherent to relationships between “races" groups and between genders. Likewise, they underscore the need to broaden the repertoire of rights these women are aware of so they themselves may cooperate in the reduction of or in the process of overcoming their vulnerabilities.
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Diferenciais de mortalidade em estratos homogêneos de vulnerabilidade social de municípios do Estado de São Paulo, 2003-2005 / Mortality differentials registered in homogeneous strata of social vulnerability in cities of the State of São Paulo 2003 to 2005

Prado, Marlí de Fátima 10 November 2008 (has links)
Trata-se de um estudo ecológico exploratório tipo comparação de múltiplos grupos. Objetivo: descrever o padrão de mortalidade da população a partir de estratos homogêneos de vulnerabilidade social dos municípios no Estado de São Paulo de 2003 a 2005. Método: Construção de estratos homogêneos, através de indicador composto por variáveis socioeconômicas e demográficas e comparação dos padrões de mortalidade através de taxas padronizadas. Resultados: Construção de cinco estratos homogêneos de vulnerabilidade social (Muito Fraca, Fraca, Intermediária, Intensa e Muito Intensa). Estimativas de risco mais elevadas para mortes maternas (27,82 a 56,22 %000 nascidos vivos), mortes infantis (12,48 a 16,20%0 nascidos vivos) e acidentes de transporte (14,68 a 24,06%000 hab.) foram mostradas nos estratos de maior vulnerabilidade declinando para os de menor vulnerabilidade. Para as Neoplasias (80,85 a 104,96 %000 hab.) e D. Infecciosas e Parasitárias (23,21 a 27,52 a %000 hab.) as mais elevadas ocorreram nos estratos de menor vulnerabilidade, declinando para os de maior vulnerabilidade. Para Diabetes Mellitus (17,36 a 23,57%000 hab.), D. Circulatórias (174,03 a 206,87%000 hab.), Homicídios (11,50 a 21,24%000 hab.) e, D. Respiratórias (62,58 a 75,54 %000 hab.), as mais elevadas situaram-se no estrato de vulnerabilidade social intermediária, declinando para os de maior vulnerabilidade, à exceção da Diabetes Mellitus. Conclusões: Foram evidenciadas desigualdades de mortalidade, apontando para grupos humanos com maiores necessidades de saúde, estratificação do risco epidemiológico e identificação de áreas críticas que indicam para a necessidade do desenvolvimento de políticas de saúde mais equitativas. / This is an ecologic exploratory study employing multiple group comparison. Objective: to describe mortality patterns of the population from homogeneous social vulnerable strata of the cities in the State of São Paulo, from 2003 to 2005. Method: Construction of homogeneous strata employing an indicator composed of socioeconomic and demographic variables and comparison of mortality patters through standardized rates. Results: Construction of five homogeneous social vulnerability strata (Very Weak, Weak, Intermediate, Intense and Very Intense). Risk estimates higher for maternal deaths (27,82 to 56,22 %000 live births), children deaths (12,48 to 16,20%0 live births) and transportation accidents (14,68 to 24,06%000 inhabitants) were shown in the strata of higher vulnerability, declining for those in lower vulnerability. For Neoplasias (80,85 to 104,96 %000 inhabitants) and Infectious and Parasitic diseases (23,21 a 27,52 a %000 inhabitants) higher rates corresponded to lower vulnerability strata, declining for those in higher vulnerability. Diabetes Mellitus (17,36 a 23,57%000 inhabitants), Homicides (11,50 a 21,24%000 inhabitants) and Respiratory Diseases (62,58 a 75,54 %000 inhabitants) higher rates were found at the intermediate social vulnerability stratum, declining for those in higher vulnerability, except for Diabetes Mellitus. Conclusions: Mortality inequalities became evident, pointing to human groups in higher health needs, stratification of the epidemiologic risk and identification of critical areas that show the need to develop more equitable health policies.
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Construção social do lugar: segurança e risco na visão de desabrigados em decorrência de desastres relacionados às chuvas / Social construction of place: security and risk in homeless view due to disasters related to rainfall

Pavan, Beatriz Janine Cardoso 27 February 2009 (has links)
Os desastres relacionados às chuvas ampliam-se em todo o mundo e de forma significativa no Brasil, resultado de uma configuração problemática dos fixos e fluxos sociais no território, da vulnerável inserção espacial da população e do despreparo institucional das políticas públicas e de enfrentamento dos desastres. A observação das práticas sociais na transformação do meio, da interdependência dos elementos da infra-estrutura e da dinâmica social e ecossistêmica, é um aspecto importante para identificar o processo pelo qual o território se fragiliza ensejando desastres, mas é a desigualdade social nas formas de viver e habitar o espaço urbano que diferencia a afetação das populações. Após os danos humanos (feridos, mortos), os danos materiais na residência são os que mais fazem emergir uma insegurança existencial para as famílias, visto que a casa é carregada de significados: ela é território, abrigo, lar, referencial. A situação é agravada quando, numa situação extrema de ameaça ao imóvel, o morador é obrigado a abandonar a sua casa e, muitas vezes, o faz sem o amparo financeiro ou social e tem como única alternativa se dirigir aos abrigos temporários ofertados pelo Estado. Além da perda do patrimônio material, a condição de desabrigo significa a fragilização das redes de relação social e a desfiliação de seu lugar de ser e pertencer. Diante disso, este trabalhou propôs descrever e analisar as dimensões simbólicas dos danos e dos sofrimentos, assim como, das representações sociais de segurança e risco dos desabrigados afetados pelas chuvas nas cidades de Sumidouro e Nova Friburgo, no estado do Rio de Janeiro, Brasil. / The disasters related to rainfall expand throughout the world and significantly in Brazil, the result of a problematic configuration of fixed and flows in the social area, of a vulnerable insertion in the urban space and of failure public policies to face the disasters. The observation of social practices which transform the environment, of interdependence between the elements of infrastructure and the observation of social and ecosystem dynamics, are important to identify the process by which the territory become fragile, causing disasters, but it is the social inequality in forms of live and deal with urban space that differentiates the forms of affecting the population. After the humans damages (injuries, deaths), the damages in the home are the main form to bring an existential insecurity for families, since the house is full of meanings: it is territory, shelter, home, reference. The situation is exacerbated when, in an extreme situation the residents are required to leave their home and often they do it without any financial or social support and so, have as the only alternative, go to temporary shelters offered by the state. Besides the material losses, the condition of unsheltered means the weakening of social relations networks and the break with their place of being and belonging. Thus, this work proposed to describ and analyzes the symbolic dimensions of damage and suffering, as well as the representations of social security and risk of the homeless affected by rain in the cities of Sumidouro and Nova Friburgo, in Rio de Janeiro, Brazil.
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Fatores comportamentais, hormonais e neuroanatômicos associados à vulnerabilidade ao estresse em ratos Carioca High Conditioned-Freezing (CHF) e Carioca Low Conditioned-Freezing (CLF) / Behavioral, hormonal and neuroanatomical factors associated with stress vulnerability in Carioca High Conditioned-Freezing (CHF) and Carioca Low Conditioned-Freezing (CLF) rats.

Anhuaman, Laura Andrea Leon 18 February 2014 (has links)
A ansiedade e a depressão são as condições psicopatológicas mais comuns na atualidade. As pesquisas científicas em neurociência, psicologia, psiquiatria e medicina geral procuram encontrar diferentes formas para o tratamento e prevenção. No entanto, a maioria das pesquisas não leva em conta as diferenças individuais ou história do individuo. Quase toda a investigação farmacológica é feita em populações heterogêneas de animais, conduzindo assim à \"média\" dos dados. Recentemente, no Laboratório de Neurociência Comportamental na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), duas novas linhagens de ratos Wistar foram selecionadas fenotipicamente da resposta emocional de congelamento em um teste de medo condicionado . Uma das linhagens, denominada Carioca High ConditionedFreezing (CHF), apresenta uma resposta significativamente aumentada de congelamento no teste, enquanto que a outra (Carioca Low Conditioned-Freezing, CLF) mostra uma resposta de congelamento baixa. Em todos os experimentos utilizamos a linhagem controle (Random, RND) Wistar resultado de cruzamento aleatório entre ratos Wistar. Aqui apresentamos dados de diversos experimentos que avaliaram as diferenças em condições basais e vulnerabilidade ao estresse entre as duas linhagens e a linhagem RND. A concentração plasmática de corticosterona dos ratos foi comparada entre as duas linhagens e o grupo RND, primeiramente no nível basal e posteriormente após a exposição ao mesmo teste, onde foram expostos ao medo condicionado, como estímulo aversivo. Também foi avaliada a proliferação celular e sobrevivência. A imuno-histoquímica para c-fos foi conduzida com o objetivo de se determinar as diferenças de atividade neural entre as duas linhagens e o grupo RND. Um teste farmacológico com ketanserina, antagonista 5-HT2A, foi realizado e os animais foram avaliados quanto à ansiedade e locomoção, no labirinto em cruz elevado. Todos os nossos resultados mostraram diferenças estatisticamente significativas entre as linhagens selecionadas. Estes resultados sugerem que as diferentes condições basais podem ter impacto sobre a reação de comportamento exibido por cada animal. Assim, o uso de grupos selecionados é melhor para se modelar transtornos de ansiedade e procurar quais são caraterísticas que protegem aos animais que não apresentam os sintomas modelados. A partir dos nossos resultados foi evidente que os perfis comportamentais e neuroquímicos dos três grupos CHF, CLF e RND foram qualitativamente e quantitativamente diferentes. Na linha de base após ser fenotipados foi observado que existem diferenças na proliferação celular. Após a reexposição ao contexto observaram-se diferenças na concentração de corticosterona e na ativação neuronal. O estresse crônico levou a respostas diferenciais no número de neurônios imaturos, e o teste farmacológico levou a respostas diferencias tanto a nível local como sistêmico. Os dados obtidos podem ajudar a um melhor entendimento às bases neurobiológicas de aspectos associados às psicopatologias como ansiedade e depressão que estão relacionadas com a vulnerabilidade ao estresse. / Anxiety and depression are the most common psychopathological conditions today. Scientific research in neuroscience, psychology, psychiatry and general medicine seeks to find different ways for treatment and prevention. However, most research does not take into account individual differences and history. Almost all pharmacological research is done in heterogeneous populations of animals, thereby leading to the \"average\" data. Recently, in the Laboratory of Behavioral Neuroscience at the Pontifical Catholic University of Rio de Janeiro (PUC - RJ), two new strains of rats were selected phenotypically by their emotional response (freezing) in a test of cond itioned fear. One of the lines, so called \"Carioca High Conditioned - Freezing\" (CHF) has an increased freezing in the test , whereas the other (\"Carioca Low -Conditioned Freezing \" CLF) shows low freezing response . In all experiments we used the Wistar control strain (RND) derived from random bred between Wistar rats. Here we present data from several experiments evaluating the differences in basal conditions and vulnerability to stress between the two strains and RND strain. The plasma corticosterone of rats was compared between the two lines and the RND group, first at baseline and then after exposure to the same test where the y were exposed to conditioned fear as aversive stimulus. We also analyzed the cell proliferation and survival in the hippocampus after chronic stress. Immunohistochemistry for c -fos was conducted in order to determine the differences in neural activity between the two strains and the RND group. A pharmacological test with ketanserin, 5 -HT2A antagonist, was performed and the animals were assessed for anxiety and locomotion in the elevated plus maze. All our results showed statistically significant differences between the selected strains. These results suggest that different baseline conditions may have an impact on the behavior exhibited by each animal. Thus the use of selected groups is better approach in order to model anxiety disorders and to determine which features prevent animal from presenting symptoms. It is evident that the neurochemical and behavioral profiles of the three groups CHF, CLF and RND were different qualitatively and quantitatively. At baseline after been phenotyped it has been observed that there are differences in cell proliferation and corticosterone concentration. After re-exposure to the context differences were observed in the concentration of corticosterone and neuronal activation. Chronic stress has led to differential responses in the number of immature neurons. And the pharmacological test led to differential responses at both local and systemic. The data obtained are useful for a better understanding of the neurobiological aspects associated with psychopathologies such as anxiety and depression that are associated with vulnerability to stress.

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