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Perfil cognitivo de pessoas portadoras da síndrome de Noonan com mutação do gene PTPN11 / Cognitive profile of people with Noonan syndrome with mutation in the PTPN11 genePadovani, Carolina Rabello 24 January 2012 (has links)
A síndrome de Noonan é uma doença autossômica dominante geneticamente heterogênea. Apesar de relativa alta prevalência, possui poucas informações referentes ao perfil cognitivo de seus portadores. Em literatura atual seus portadores são descritos com moderado prejuízo na cognição social em termos de reconhecimento das emoções e expressão do afeto, além de variável nível de inteligência. Em virtude da raridade de pesquisas na área psicológica acerca desta síndrome e, tomando por base recentes estudos, o presente estudo buscou esclarecer o perfil cognitivo de portadores da síndrome de Noonan decorrente de mutação do gene PTPN11, visando a contribuir para o estabelecimento de seu fenótipo comportamental. Foram estudadas 19 pessoas com a síndrome, de ambos os sexos, diagnosticadas clínica e laboratorialmente. A avaliação psicológica foi realizada por meio das escalas Wechsler de inteligência, pelo teste Figuras Complexas de Rey e pelo Teste Wisconsin de Classificação de Cartas. Os resultados obtidos indicaram uma variação entre inteligência normal a retardo mental leve, além de inflexibilidade mental e resposta não adaptada ao feedback ambiental. A avaliação aferiu presença de prejuízos em categorização e, ainda, falha no planejamento do ato motor (praxia) como responsável pelos escores rebaixados em memória episódica visuo-construtiva gráfica. Estes resultados sugerem a necessidade de ampliação de estudos que correlacionem aspectos cognitivos nas mais variadas patologias genéticas / Noonan syndrome is an autosomal dominant genetically heterogeneous disorder. Although relatively high prevalence, there are few information about the cognitive profile of people with the syndorme. Current literature describes moderately impaired social cognition in terms of emotion recognition and emotion affection, besides a variable level of intelligence. Because of rarely researches about psychological area in this syndrome and, based on recent studies, the present study looked for clarify the cognitive profile of people with Noonan syndrome with mutation in the PTPN11 gene, trying to contribute for the establishment of a phenotypic behavior. 19 persons with the syndrome were studied, both male and female, diagnosticaded clinical and laboratorilly. Psychological assessment was realized by using Wechsler intelligence Scales, Rey Complex Figure Test and Wisconsin Card Sorting Test. The results indicated a variation of normal intelligence to mild mental retardation, besides inflexibility and not adapted responses using environmental feedback. The assessment checked the presence of lacked in categories achieved and, even, fault in planning of motor act (praxis) as responsible for low scores in graphic visuoconstruction episodic memory. These results suggest the necessity of expansion of studies which correlated cognitive aspects in the most variables genetic pathologics
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Depressão, função cognitiva e qualidade de vida em pacientes com hepatite crônica C: efeitos do tratamento antiviral / Depression, cognitive function and quality of life in patients with chronic hepatitis C: effects of antiviral treatmentBarbosa, Mary Ellen Dias 15 June 2015 (has links)
Introdução: Tanto o vírus da hepatite crônica C (VHC) quanto o tratamento antiviral estão associados a transtornos do humor, piora da função cognitiva e da qualidade de vida. Objetivos: avaliar os pacientes com hepatite crônica pelo VHC antes, durante e após o tratamento antiviral em relação aos seguintes aspectos: depressão maior e sintomas depressivos, função cognitiva e qualidade de vida. Métodos: estudo clínico, prospectivo, cujos critérios de inclusão foram: idade 18 a 70 anos; clinicamente compensados. Critérios de exclusão: uso ativo de substâncias psicoativas ilícitas; confusão mental; encefalopatia hepática e recusa em participar do estudo ou em receber terapia antiviral. Utilizamos os seguintes instrumentos: 1) Diagnóstico de depressão maior: entrevista estruturada Primary Care Evaluation of Mental Disorders (PRIME-MD); 2) Sintomas depressivos: o Beck Depression Inventory (BDI). 3) Avaliação da qualidade de vida: questionários SF-36 e Liver Disease Quality of Life Questionnaire instrument (LDQOL). 4) Avaliação neuropsicológica: a) funções executivas - atenção seletiva e inibição (Stroop Teste Versão Victoria), atenção sustentada e alternada (Trail Making Test - partes A e B), fluência verbal fonológica (FAS) e fluência verbal semântica ou categórica. b) aprendizagem verbal e memória de longo-prazo (Hopkins Verbal Learning Test HVLT-R); c) memória de curtoprazo e memória operacional (Dígitos ordem direta e Dígitos de ordem inversa); d) teste de QI estimado. Os testes foram aplicados previamente ao início do tratamento, durante e após 6 meses do término do tratamento. Resultados: dos 78 pacientes avaliados, 36 completaram a avaliação de humor e qualidade de vida e 34, a avaliação neuropsicológica. Os 21 pacientes que completaram o tratamento foram considerados para análise final (n=16 com resposta virológica sustentada RVS e n=5, sem RVS). Quanto ao transtorno de humor, dentre os pacientes com RVS, observamos depressão maior em 9,5% antes do tratamento e 52,4% durante (p=0,012). Ao término do tratamento, a frequência reduziu-se a 6,3 % (p=1,0). Em relação aos sintomas depressivos, encontramos uma frequência de 19,1%, 62,0% e 25,0% antes, durante e após o tratamento, respectivamente. Diferença estatisticamente significante foi observada nas frequências antes e durante o tratamento (p=0,016). Dentre os 5 pacientes que cursaram sem RVS, um apresentou critério para depressão maior e 2 para sintomas depressivos. Quanto à função cognitiva, houve melhora no domínio da atenção seletiva (p=0,004) durante o tratamento. Ao seu término, houve melhora significante nos domínios: memória episódica verbal imediata (p=0,014), memória episódica verbal tardia (p=0,024), atenção seletiva (p=0,001) e fluência verbal fonológica (p=0,030). Comparando-se os pacientes com e sem RVS, observamos melhora significante nos domínios: memória episódica verbal imediata (p=0,045) e memória episódica verbal tardia (p=0,040). Em relação à qualidade de vida, houve piora significante da autopercepção em todos os domínios avaliados ao longo do tratamento, exceto no estado geral de saúde, no questionário SF-36. No questionário LDQOL, observou-se piora ao longo do tratamento nos domínios sintomas (p=0,000), efeitos da doença hepática (p=0,007), concentração (p=0,008), questões sociais (p=0,002) e função sexual (p=0,010). Ao término do tratamento, observou-se melhora significante nos domínios efeitos da doença hepática (p=0,024), preocupação com a doença (p=0,018) e estigma da doença hepática (p=0,008). Comparando-se os pacientes com e sem RVS, observamos melhora significante no domínio efeitos da doença hepática (p=0,005) naqueles pacientes com RVS. Conclusões: 1) Durante o tratamento, houve aumento da frequência de sintomas depressivos e de depressão maior, piora da qualidade de vida, sem haver piora importante dos domínios das funções cognitivas. 2) Ao término do tratamento, houve melhora do transtorno do humor, da função cognitiva (memória, atenção e fluência verbal) e da qualidade de vida. 3) Os pacientes que atingiram RVS apresentaram melhora da função cognitiva (memória) e da qualidade de vida quando comparados àqueles sem RVS / Background: Both chronic hepatitis C virus (HCV) and antiviral therapy are associated with mood disorders, the deterioration of cognitive functions and worsening quality of life. Aims: To evaluate patients with chronic hepatitis C before, during and after antiviral treatment in relation to: major depression and depressive symptoms, cognitive function and quality of life. Methods: prospective study, whose inclusion criteria were: age between 18- 70 years; clinically compensated. Exclusion criteria: active use of illegal drugs; mental confusion; hepatic encephalopathy and refusal to participate or receive antiviral therapy. We used the following instruments: 1) Major depression diagnosis: Primary Care Evaluation of Mental Disorders (PRIME-MD); 2) Depressive symptoms: the Beck Depression Inventory (BDI). 3) Quality of life assessment: SF-36 and Liver Disease Quality of Life Questionnaire instrument (LDQOL). 4) Neuropsychological assessment: a) executive functions - selective attention and inhibition (Stroop Test Version Victoria), sustained and alternating attention (Trail Making Test - Parts A and B), phonological verbal fluency (FAS) and semantic verbal fluency or categorical. b) verbal learning and long-term memory (Hopkins Verbal Learning Test HVLT-R); c) short-term memory and working memory (Digits direct and reverse order of digits); d) estimated IQ test. The tests were applied before the start of treatment, during and after 6 months of the treatment. Results: of the 78 patients enrolled, 36 completed the mood disorder and quality of life workup and 34, the neuropsychological assessment. 21 patients who completed treatment were considered for final analysis (with sustained virologic response SVR n=16; without SVR n=5). As for the mood disorder among patients with SVR, we observed major depression in 9.5% before treatment, 52.4% for (p=0.012). After treatment, the frequency decreased to 6.3% (p=1.00). Regarding depressive symptoms, we found a frequency of 19.1%, 62.0% and 25.0% before, during and after treatment, respectively. Significant differences in frequency before and during treatment were observed (p=0.016). Among the 5 patients who did not achieve SVR, one fulfilled diagnostic criteria for major depression and 2 for depressive symptoms. Regarding cognitive function, there was an improvement in the field of selective attention (p=0.004) during treatment. Upon termination of treatment, there was a significant improvement in these domains: immediate verbal episodic memory (p=0.014), delayed verbal episodic memory (p=0.024), selective attention (p=0.001) and phonological verbal fluency (p=0.030). Comparing patients with and without SVR, we observed a significant improvement in these domains: immediate verbal episodic memory (p=0.045) and delayed verbal episodic memory (p=0.040). Regarding quality of life, there was a significant decline in self-perception in all domains assessed by the SF-36 questionnaire during treatment, except general health. The LDQOL questionnaire showed a worsening of the following domains during treatment: symptoms (p=0.000) effects of hepatic disease (p=0.007), concentration (p=0.008), social issues (p=0.002) and sexual function (p=0.010). After treatment, we observed a significant improvement in these domains: effects of hepatic disease (p=0.024), concern about the disease (p=0.018) and stigma of liver disease (p=0.008). Comparing patients with and without SVR, a significant improvement was evident in the effects of liver disease (p=0.005) in patients with SVR. Conclusions: 1) During treatment, there was an increase in the frequency of depressive symptoms and major depression, poor quality of life, with no significant deterioration of cognitive function domains. 2) After treatment, there was an improvement of mood, cognitive function (memory, attention and verbal fluency) and quality of life. 3) Patients who achieved SVR improved cognitive function (memory) and quality of life compared to those without SVR
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Aprendizado motor em crianças e adultos normais: semelhanças e diferenças / Motor learning in children and adults: what is similar? What is different?Palazzin, Alessandra 05 November 2007 (has links)
O aprendizado é a base do comportamento motor humano. Através dele habilidades são adquiridas e aperfeiçoadas com o treino, permitindo uma melhor interação com o meio. Em casos de lesão do sistema nervoso isto se torna ainda mais importante, já que muitas das funções são perdidas e devem ser reaprendidas dentro de um novo contexto. Sendo assim, estudos sobre a aprendizagem podem contribuir muito com a prática clínica, permitindo um aprimoramento dos programas de reabilitação. Apesar do grande interesse nessa área, pouco ainda se sabe sobre esse processo, especialmente durante o desenvolvimento, no qual diferenças estruturais e funcionais (especialmente relacionadas a funções cognitivas) são encontradas. Por ser a aprendizado resultado de modificações nas conexões entre diferentes estruturas cerebrais, e por estas alcançarem a maturidade apenas na segunda década de vida, é plausível supor-se que existam diferenças neste processo entre adultos e crianças. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi investigar se há diferenças no processo de aprendizagem motora entre crianças de 09 e 10 anos e adultos, e assim identificar possíveis aspectos sensoriais, motores e cognitivos que estariam contribuindo para essa diferença. Para tanto foi comparado o desempenho, em ternos de velocidade, entre 20 crianças com idade entre 9 e 10 anos (9.6+0.50) e 20 adultos jovens (26.7+3.77) em uma tarefa de oposição de dedos. Foi considerada a capacidade de realizar movimentos independentemente da ordem e de executá-los numa seqüência específica, a qual foi submetida a treinamento (4 blocos de 600 movimentos cada). Cada grupo foi dividido em duas condições de treinamento: com e sem visão, a fim de avaliarmos o quanto informações perceptuais influenciam no processo. Foram realizadas avaliações antes e após o treinamento, além de reavaliações semanais até 28 dias depois do 6 treinamento. Comparamos ainda o desempenho entre a seqüência treinada e uma seqüência controle, para verificarmos se haveria generalização do aprendizado. Os resultados analisados, por meio da Análise Multivariada para medidas repetidas, demonstraram que ambos os grupos beneficiaram-se do treinamento, com melhora do desempenho para seqüência treinada que se manteve até 28 dias após o treino, evidenciando o aprendizado da tarefa. No entanto, apesar de crianças serem capazes de realizar movimentos de oposição de dedos na mesma velocidade do que os adultos, apresentam prejuízo ao realizá-los numa ordem específica, o que poderia ser explicado por diferenças na formação de modelos internos de movimento mais do que na capacidade de execução da tarefa. Esta hipótese pôde ser confirmada pelas diferenças encontradas na capacidade de generalização do aprendizado, onde crianças apresentaram prejuízo em relação aos adultos. O treinamento com e sem visão não influenciou significativamente no desempenho desta tarefa tanto para adultos quanto para crianças, embora possam existir diferenças na utilização dessa informação para o processo de aprendizagem. Nossos resultados podem ser explicados por diferenças na capacidade de construção e consolidação de modelos internos de movimento, processo no qual a cognição exerce papel fundamental. Na prática clínica, especialmente com crianças, isto levaria a uma maior valorização dos aspectos cognitivos da tarefa, mais do puramente a realização do treinamento motor. / The learning process is the base of the human behavior motor. By means of its abilities are acquired and improved by the training, allowing a better interaction with the half. In brain lesion cases this even becomes important, since many functions are conceded and should be relearned inside a new context. Being this way, studies on the learning can contribute a lot for the practice practises, allowing the rehabilitation programs refinement. In spite of the great interest in this area, little still knows about that process, especially during the development, in which structural and functional differences (especially related the cognitive functions) are found. Considering the learning as the result of modifications in the connections between different cerebral structures, and for these reach the maturity just in the life Monday decade, is plausible to suppose that there are differences in this process between adults and children. Being this way, the goal of this study was to investigate there are differences in the process of motive learning between children of 9 and 10 years and adult, and this way, identify possible sensory aspects, motors and cognitive that would be contributing for these possible differences.To reach such goal was compared the performance, by speed, come in 20 children with age between 9 and 10 years (9.6+0.50) and 20 young adults (26.7+3.77) in a fingers opposition task. It was considered the capacity of accomplishing actions regardless of the order and of executing them in a specific sequence, trained by means of 4 blocks of 600 movements, performed in an unique session. Each group was divided into two training terms: With and without vision, in order to evaluate the how much visual information influence in the process. They were performed evaluations before and after the training, besides weekly revaluations up to 28 days after the training. Still compared the performance between trained sequence and a sequence control, to 8 verify there would be learning generalization. The analyzed results, by means of ANOVA for repeated measures, demonstrated that both groups they benefited of the training, with performance improvement for trained sequence that was kept up to 28 days after the training, evidencing task learning consolidation. However, it verified that the training effect on the ability to speed up of opposition of independent fingers of an order specifies is the same between adults and children, in contrast with the training effect on the ability to speed up of the fingers opposition actions inside an order pre-established, where children they present significantly prejudiced in comparison to adults, particularly the ones that trained without vision. These differences could be explained by deficiencies in the action internal models formation more than in the task execution capacity. This hypothesis could be confirmed by the differences found in the learning generalization capacity, where children presented prejudice regarding the adults. This way, the differences in the learning process between adults and children found in the current study can be explained by differences in the capacity of movement internal models construction and consolidation, process in which the cognition exercises fundamental role. In the clinical practice, especially with children, this would carry to a task cognitive aspects larger valorization, more of the purely the training motor accomplishment.
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Afeto e cognição: efeitos de similaridades afetivas na transferência analógica em resolução de problemas / Affect and cognition: effects of affective similarity in analogical transfer in problem solvingCagnin, Simone 15 October 2008 (has links)
Esse trabalho tem como principal objetivo estudar a influência das similaridades afetivas de problemas mal-definidos no processo de transferência analógica. Procura estudar, de modo mais específico, o efeito sobre a transferência analógica da similaridade entre as tonalidades afetivas agradáveis/alegres e desagradáveis/ tristes de histórias, que apresentam problemas análogos ao problema da radiação de Duncker. Esses efeitos são, por sua vez, investigados a partir da preferência, na situação-problema alvo, por um modo de solução aprendido na situação-problema fonte, quando vários modos de solução são apresentados aos participantes da pesquisa. Objetiva-se investigar esse tipo de influência em dois intervalos de tempo distintos: em sessões consecutivas e em sessões com intervalo de uma semana. Os resultados encontrados apontam para a existência de efeitos positivos dessas similaridades nos dois intervalos de tempo pesquisados, com maior freqüência relativa nas sessões consecutivas. Desse modo, pode-se concluir que, quando há mais de uma solução disponível e funcionalmente adequada para um determinado problema, similaridades de superfície, como as tonalidades afetivas de histórias de problemas, influenciam a preferência por um modo de solução. Verificou-se ainda que esse tipo de influência das similaridades afetivas não depende de uma alteração do estado de humor dos indivíduos. O papel do afeto na cognição poderia ser assim visto como mais abrangente do que o pressuposto na literatura da área, pois mesmo quando os indivíduos não se consideram afetados em seu humor pela leitura de histórias tristes e alegres, eles demonstram sofrer a influência das tonalidades afetivas dessas histórias. / The objective of this work is to study the influence of affective similarities of illdefined problems in analogical transfer. In a specific way, it seeks to study the effect of the similarities of happy/ pleasant and sad/ unpleasant affective tonalities of stories presented in problems analogs to the Dunckers radiation problem. These effects are investigated through the preference, in the target problem, for one kind of solution learned in the source problems, when more than one solution is presented. This research also focuses on such an influence in two different times: consecutive sessions and sessions with one week delay. The results point out to the existence of positive effects of these similarities in both intervals of time, with higher relative frequency in the consecutive sessions. The conclusion is that surface similarities, like the affective similarities of problems, influence the preference for one kind of solution, when there is more than one appropriate solution to the problem. It is showed that such an influence doesnt require a change in the individuals mood. It also suggests that the influence of the affect in cognition is broader than it is assumed in the literature, because even when the individuals dont report a change in their mood, they are influenced by the affective similarities of the problems stories.
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Efeito da suplementação de uma substância simbiótica sobre a permeabilidade intestinal, a inflamação sistêmica, a cognição e sintomas depressivos em idosos da comunidade / Effects of nutritional supplementation with a synbiotic substance on the intestinal permeability, systemic inflammation, cognition and depressive symptoms in community-dwelling elderly.Louzada, Eliana Regina 21 November 2017 (has links)
Objetivos: O presente trabalho é secundário a um estudo clínico randomizado, que teve por objetivos investigar os efeitos de uma substância simbiótica sobre a permeabilidade intestinal, a inflamação sistêmica, a cognição e sintomas depressivos em idosos. Métodos: quarenta e nove participantes, 65-90 anos de idade, ambos os gêneros, foram randomizados em dois grupos: grupo S (uso de simbióticos); e grupo P (uso de placebo). As seguintes avaliações foram realizadas no início e no final do experimento: Escala de Depressão Geriátrica (GDS-15); Mini Exame do Estado Mental (MEEM); % de gordura corporal (%gordura); citocinas pró-inflamatórias e regulatórias no soro (IL-6, TNF-α e IL-10); e marcadores de permeabilidade intestinal no soro (DAO, IFABP e LPS). Resultados: A interação entre tempo e grupo mostrou maior redução do LPS no grupo P e maior aumento do IL-10 no grupo S. Considerando somente o fator tempo, ambos os grupos reduziram a %gordura, TNF-α e DAO. O IL-6, o GDS-15 e MEEM aumentaram em ambos os grupos. O valor final de GDS-15 foi explicado negativamente por DAO, IL-10, TNF-α, %gordura, ser mulher e estar alocado no grupo P. As variáveis que explicaram positivamente o valor final do GDS-15 foram IL-6, IFABP, e LPS. As variáveis positivamente associadas aos valores finais do MEEM foram IL-10, DAO, ser mulher e estar alocado no grupo P; foram encontradas associações negativas entre o MEEM e IL-6, TNF-α, %gordura, IFABP e LPS. Foi discutida a possibilidade de alguma interferência dos medicamentos utilizados pelos idosos, nas variáveis de interesse do estudo. Conclusões: de acordo com nossas condições experimentais, foram encontrados efeitos sutis da suplementação de simbióticos sobre sintomas depressivos e cognição em idosos da comunidade, aparentemente saudáveis; entretanto, os efeitos sobre a cognição parecem ter sido mais otimistas. Estudos futuros, com indivíduos com diagnóstico de depressão ou de comprometimento cognitivo, poderão clarear questões levantadas no presente estudo. / Objectives: This secondary study from a randomized clinical trial aimed to investigate the effect of a synbiotic substance on intestinal permeability, systemic inflammation, cognition and depressive symptoms in elderly. Methods: Forty-nine participants, 65-90 years old, both genders, were randomly assigned into two groups: S-group (synbiotic); and P-group (placebo). Evaluations performed at the beginning and at the end of the experiment were: Geriatric Depressive Symptoms scale (GDS-15); Mini-Mental Status Examination (MMSE); % of body fat (%fat); pro-inflammatory and regulatory cytokines (serum IL-6, TNF-α and IL-10); gut permeability (serum DAO, IFABP and LPS). Results: The interaction between time and group showed higher reduction of LPS in P-group and higher increase of IL-10 in S-group. Considering only time, both groups had reduced their %Fat, TNF-α and DAO. The IL-6, GDS-15 and MMSE were increased in both groups. The GDS-15 final was negatively explained by DAO, IL-10, TNF-α, %Fat, being woman and being allocated in P-group. The variables that positively explained the GDS-15final were the IL-6, the IFABP, and the LPS. The variables that were positively associated to MMSE final were the IL-10, DAO, being woman, and being allocated in P-group; The negative associations were IL-6, TNF-α, %Fat, IFABP and LPS. We discussed the possibility of some interference of the medicines used by the elderly on our outcomes of interest. Conclusions: our experimental conditions demonstrated weak effects of synbiotic supplementation in the management of depressive symptoms or cognitive decline in apparently healthy elderly living in the community, although the effect on cognition seems to be more optimist. Other comparative studies, with individuals diagnosed as depressive morbidity or cognitive decline, may clarify our hypothesis.
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Prevalência de comprometimento cognitivo em adultos e idosos indígenas / The prevalence of cognitive impairment in elderly and adult indigenous populationsCarvalho, Anna Paula de 14 September 2016 (has links)
Introdução: O envelhecimento populacional vem sendo acompanhado por um aumento mundial na prevalência de demência. Entretanto, uma revisão sistemática da literatura evidenciou que pouco se sabe sobre a prevalência de demência e comprometimento cognitivo em populações etnicamente diferentes, como a indígena. Isto é, particularmente, relevante dado o aumento da expectativa de vida dessa população e, consequentemente, do número de idosos e das modificações em seu perfil de morbidade e mortalidade. Objetivo: Identificar a prevalência de comprometimento cognitivo na população indígena brasileira, caracterizando o perfil de desempenho cognitivo, de declínio cognitivo subjetivo e de humor e associando com fatores sociodemográficos, hábitos, antecedentes de saúde e humor. Método: Foram incluídos 217 indivíduos com idade igual a ou maior que 50 anos, de ambos os sexos, da etnia Mura, moradores da aldeia de Pantaleão, no município de Autazes, em Manaus - Amazonas. Os participantes foram submetidos a testes de avaliação de atenção, memória operacional, memória declarativa de curto e longo prazos, fluência verbal, habilidade visuoconstrutiva, bem como avaliação de humor, sintomas depressivos, declínio cognitivo subjetivo e desempenho funcional. Resultados: A prevalência de comprometimento cognitivo variou em função da faixa etária. A amostra total incluiu indivíduos com 50 anos de idade ou mais, a prevalência de comprometimento cognitivo foi 43,3%, nos participantes com 60 anos ou mais, a prevalência aumentou para 43,7% e para 51,1% naqueles com 65 anos ou mais. Em relação aos fatores associados, a idade e a escolaridade influenciaram as chances de comprometimento cognitivo em todas as faixas etárias. Nos participantes com 50 anos ou mais, a cada um ano de idade, aumenta em 3% a chance de comprometimento cognitivo (OR = 1,03), e a cada um ano de escolaridade esta chance diminui em 26% (OR = 0,74). Já nos participantes com 60 anos ou mais e nos com 65 anos ou mais, a cada um ano de idade, aumenta em 9% a chance de comprometimento cognitivo (OR = 1,09) e a cada um ano de escolaridade esta chance diminui em 29% (OR = 0,71). Além da idade e escolaridade, o IMC e a renda influenciaram a chance de comprometimento cognitivo nos participantes com idade 50 anos e 60 anos. A cada ponto no IMC, diminui em, aproximadamente, 10% a chance de comprometimento cognitivo (OR = 0,90). Em relação à renda, a cada unidade da renda familiar diminui em 48% a chance de comprometimento cognitivo nos idosos com idade 60 anos. Comparando com os indígenas sem comprometimento cognitivo, aqueles com comprometimento cognitivo tiveram pior desempenho em todos os testes cognitivos, exceto nos de fluência verbal e habilidade visuoconstrutiva, além de maior intensidade no declínio cognitivo subjetivo e nos sintomas depressivos (p 0,05). Conclusão: A prevalência de comprometimento cognitivo em adultos e indígenas aumenta nas faixas etárias maiores, e a chance de desenvolver algum comprometimento aumenta nos participantes mais velhos, com menor escolaridade e renda familiar. Estes achados podem contribuir para implementação de políticas públicas relacionadas ao cuidado da saúde do índio e à capacitação dos profissionais da saúde, incluindo a equipe de enfermagem, para identificação precoce de indivíduos vulneráveis ao desenvolvimento de comprometimento cognitivo. / Introduction: Population ageing has been accompanied by a worldwide increase in the pervasiveness of dementia. However, a systematic review of the literature shows that little is known about the prevalence of dementia and cognitive impairment among ethnically different, such as indigenous, populations. This is particularly relevant given the increase in life expectancy of this population and, consequently the number of elderly individuals, as well as the modification in their morbimortality profile. Objective: To identify the prevalence of cognitive impairment in the indigenous Brazilian population through an assessment of its cognitive performance profile, subjective cognitive decline and mood and associating it with sociodemographic factors, habits, health history and mood. Method: 217 individuals were included of equal to or greater than 50 years of age, of both sexes, of the Mura ethnic group, and residents of the Pantaleão village, in the municipality of Autazes, Amazonas. The participants were submitted to evaluation testing of attentiveness, operating memory, short-term and long-term declarative memory, verbal fluency, visual-constructional ability, as well as evaluation of mood, symptoms of depression, subjective cognitive decline and functional performance. Results: The prevalence of cognitive impairment varied according to age group. While in the total population sample, which included individuals 50 years of age and older, the prevalence of cognitive impairment was 43.3%, among participants 60 years or older, this prevalence increased to 43.7% and to 51.1% for those 65 years or older. In relationship to associated factors, age and schooling influenced the chances of cognitive impairment among all of the age groups. In participants of 50 years or older, for each year of age, there is a 3% increase in the chance of cognitive impairment (OR = 1,03) and for each year of schooling this chance diminishes by 26% (OR = 0,74). On the other hand, in participants of 60 years of age or more, for each year of age, there is a 9% increase in the chance of cognitive impairment (OR = 1,09) and for each year of schooling, this chance diminishes by 29% (OR = 0,71). Beyond age and schooling, the body mass index negatively influenced the chance of cognitive impairment in participants aged 50 years and 60 years. Beyond this, for each household income unit, there is a 48% decrease in the chance of cognitive impairment in the elderly participants aged 60 years. Compared with indigenous individuals without cognitive impairment, those with cognitive impairment performed worse on all cognitive tests, except those of verbal fluency and visual-constructional ability, besides a greater intensity of subjective cognitive decline and symptoms of depression (p 0.05). Conclusion: The prevalence of cognitive impairment in adults and indigenous individuals increases among older age groups and the chance of acquiring some kind of impairment increases among older participants with less schooling and lower household incomes. These findings can contribute to the implementation of public policies related to indigenous health care and the training of health professionals, including nursing teams, for the early identification of individuals vulnerable to the development of cognitive impairment.
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A atividade da enzima Glicogênio Sintase Quinase 3 Beta (GSK-3B) em pacientes idosos com depressão maior: associação com parâmetros clínicos, psicopatológicos e cognitivos / Glycogen Synthase Kinase 3 Beta (GSK-3B) activity in elderly patients with major depressive disorder: association with clinical, psychopathological and cognitive aspectsDiniz, Breno Satler de Oliveira 23 May 2011 (has links)
Apesar da elevada prevalência dos transtornos depressivos em idosos, os mecanismos fisiopatológicos subjacentes a estes quadros são pouco conhecidos. Atualmente, o principal foco dos estudos sobre a fisiopatologia da depressão geriátrica são as alterações cerebrovasculares associadas a estes quadros. Outros mecanismos fisiopatológicos têm sido estudados, como as alterações em cascatas neurotróficas e inflamatórias. A enzima glicogênio sintase quinase 3 beta (GSK-3B) tem sido implicada na patogênese de diversos transtornos mentais, em especial os transtornos afetivos (i.e. depressão maior e o transtorno afetivo bipolar) e doenças neurodegenerativas (i.e. doença de Alzheimer). Entretanto, não há estudos que avaliam o papel desta enzima nos pacientes idosos com depressão maior. Desta maneira, o objetivo principal deste trabalho é avaliar a atividade da GSK-3B em pacientes idosos com depressão maior. A hipótese deste estudo é que a atividade enzimática está aumentada nos pacientes idosos deprimidos em relação a idosos saudáveis. Para este estudo, recrutamos 40 idosos com depressão maior (de acordo com os critérios diagnósticos do DSM-IV) e que não estavam em uso de antidepressivos. O grupo comparativo foi constituído por 13 idosos saudáveis, sem evidências de transtornos cognitivos ou do humor. A gravidade da sintomatologia depressiva foi avaliada pela escala de depressão de Hamilton de 21 itens (HAM-D); o desempenho cognitivo dos pacientes e controles foi avaliado pelo teste cognitivo de Cambridge (CAMCOG) e pelo mini-exame do estado mental (MEEM). A expressão da GSK-3B foi determinada em plaquetas através de ensaio imunoenzimático (EIA), sendo estabelecido os níveis totais da GSK-3B (T-GSK-3B) e de sua forma fosforilada (P-GSK-3B), inativa. A atividade enzimática foi inferida indiretamente pela razão P-GSK- 3B / T-GSK-3B. Nos pacientes idosos com depressão maior, observou-se uma redução significante dos níveis P-GSK-3B (p=0,03) e da razão da GSK- 3B (p=0,03). Os pacientes com sintomatologia depressiva mais grave (HAMD > 21) e déficits cognitivos mais intensos (CAMCOG < 86) apresentaram maior atividade enzimática (p=0,03 e teste, p=0,01, respectivamente). Os resultados deste trabalho sugerem que a atividade da GSK-3B está significantemente aumentada em pacientes idosos com depressão maior e que está alteração é mais pronunciada nos pacientes com sintomatologia depressiva e déficits cognitivos mais graves. Neste contexto, a atividade da GSK-3B pode ser considerada um marcador de estado em pacientes idosos com episódios depressivos mais graves e ser um importante alvo para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas para estes quadros / Despite the high prevalence of depressive disorders in the elderly, its main physiopathological mechanisms are largely unknown. In the recent years, most of the research efforts focused on the association between cerebrovascular changes and geriatric depression. Nonetheless, other mechanisms have been studied, such as changes in neurotrophic and inflammatory cascades. The enzyme glycogen synthase kinase 3 beta (GSK- 3B) has been implicated in many mental disorders, in particular affective disorders (i.e. major depression and bipolar disorder) and neurodegenerative disorders (i.e. Alzheimers disease). However, there is no study so far that addressed the role of this enzyme in elderly patients with major depression. Therefore, the main objective of this study was to evaluate if GSK-3B activity is changed in elderly patients with major. The working hypothesis is that enzyme activity is significantly increased in elderly patients with major depression as compared to elderly controls. We recruited 40 elderly patients with current major depressive episode (according to the DSM-IV criteria) that was not under antidepressant treatment. The comparison group included 13 healthy elderly subjects with no evidence of cognitive impairment or major psychiatric disorder. The severity of depressive symptoms was assessed by the Hamilton Depression Scale 21 items; cognitive performance was assessed by the Cambridge Cognitive test (CAMCOG) and the Mini-mental State Examination (MMSE). The levels of total and phosphorylated GSK-3B (T-GSK-3B and P-GSK-3B, respectively) levels were determined in platelets by immunoenzymatic assay (EIA). Enzyme activity was indirectly inferred by the ratio P-GSK-3B / T-GSK-3B. Elderly patients with major depression had a significant reduction in the P-GSK-3B levels (p = 0.03) and GSK-3B ratio (p= 0.03). The patients with severe depressive episode (HAM-D scores above 21 points) and cognitive impairment (CAMCOG scores below 86 points) presented the more significant reduction of GSK-3B ratio (p = 0.03 and p = 0.01, respectively). These data altogether suggest that GSK-3B activity is significantly increased in elderly patients with major depression, in particular in those with more severe depressive episode and worse cognitive performance. In this context, the increased enzyme activity may be regarded as a state marker of severe depressive episodes and may an important target to the development of therapeutic strategies to this disorder
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Ambiguidade rítmica: estudo doritmo musical sob a perspectiva de modelos atuais de percepção e cognição / Rhythmic ambiguity: a study of musical rhythm from the perspective of current models of perception and cognitionBondesan dos Santos, Pedro Paulo Kohler 06 July 2012 (has links)
O presente trabalho procura descrever e avaliar possibilidades de reconhecimento de ambiguidades rítmicas a partir da perspectiva do ouvinte musical. Adota como principais referenciais: a análise de cenário auditivo, de Bregman (1990); a percepção por categorias, de Clarke (1987); o conceito de relógio interno, de Povel e Essens (1985) e a indução do tempo musical, de Povel e Okkerman (1981); o modelo de regras de preferência, de Lerdahl e Jackendoff (1983), depois desenvolvido por Temperley (2001); os critérios de padrões inerentes e o padrão da linha do tempo, de Kubik (1962); conceitos da psicologia da expectativa, de Huron (2007) e a aplicação de princípios gestálticos a processos cognitivos de percepção do ritmo. Com base neste referencial teórico, propõe parâmetros organizados como fatores endógenos e exógenos para a verificação de aspectos relacionados à maneira como ouvintes médios percebem as articulações rítmicas propostas nos exemplos musicais propostos. Por considerar que os compassos iniciais de uma obra constituem uma fase onde ocorre o processo de indução da percepção métrica, os exemplos musicais são constituídos de análises de trechos iniciais de obras musicais potencialmente ambíguos nomeadamente, Sinfonia n. 5, op. 67 (I), Sonata para piano, op. 14, n. 2 (I), Sonata para piano, op. 109 (I), de Beethoven; Quarteto de cordas, op. 51 n. 1 (I), de Brahms; Sinfonia n. 5, op. 64 (III), de Tchaikovsky. Traz, ainda, um exemplo de ambiguidade entre Ijexá e Drum n´Bass. Na conclusão, defende a ideia de que alguns modelos cognitivos atuais são capazes de justificar percepções auditivas ambíguas. / This study describes and evaluates the recognition of possibilities of rhythmic ambiguity from the perspective of the musical listener. Adopts as main references: the Auditory Scene Analysis, by Bregman (1990); the Categorical Rhythm Perception, by Clarke (1987); internal clock concept, by Povel and Essens (1985), and induction of musical time, by Povel and Okkerman (1981); the preference rule model, by Lerdahl and Jackendoff (1983), later developed by Temperley (2001); Inherent patterns and Timeline pattern criteria, by Kubik (1962); Psychology of Expectation concepts, by Huron (2007), and application of Gestalt principles to cognitive processes of rhythm perception. Based on this theoretical framework it proposes parameters organized as endogenous and exogenous factors to verify aspects related to the perception of proposed articulations by averages listeners, in the proposed rhythmic musical examples. Considering that the initial measures of a work constitute a stage where the induction process of meter perception occurs, the musical examples are made up of initial excerpts analysis from musical works potentially ambiguous namely, Symphony no. 5, op. 67 (I), Piano Sonata, op. 14, no. 2 (I), Piano Sonata, op. 109 (I), by Beethoven; String Quartet, op. 51 no. 1 (I), by Brahms; Symphony no. 5, op. 64 (III), Tchaikovsky. This paper also provides an example of ambiguity between Ijexá pattern and Drum n\'bass pattern. In the conclusion, defends the idea that some current cognitive models are able to justify ambiguous auditory perceptions.
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Participação em atividades e funcionamento cognitivo: estudo de coorte com idosos residentes em área de baixa renda no município de São Paulo / Participation in activities and cognitive functioning: a cohort study with older adults residents in low income area in Sao PauloRienzo, Vanessa Diana di 27 July 2009 (has links)
INTRODUÇÃO: Com o rápido envelhecimento populacional e o aumento no número absoluto de pessoas com demência, a identificação de fatores protetores que retardem o início do quadro clínico da doença é essencial para o planejamento de medidas preventivas efetivas. Estudos observacionais longitudinais com idosos em países desenvolvidos sugerem que a participação em atividades de lazer preserva a capacidade cognitiva, reduzindo o risco de demência e declínio cognitivo. No Brasil não existem estudos epidemiológicos que investigam a associação entre participação em atividades e cognição. OBJETIVO: Avaliar de forma padronizada a participação em atividades entre idosos; investigar a associação entre participação em atividades e funcionamento cognitivo; investigar a associação entre participação em atividades e incidência de comprometimento cognitivo leve amnésico e demência; e examinar a associação entre participação em diferentes tipos de atividade (social, física, cognitiva e cotidiana) e funcionamento cognitivo, comprometimento cognitivo leve amnésico e demência. MÉTODO: O presente estudo é parte do estudo epidemiológico Sao Paulo Ageing & Health Study (SPAH), uma coorte prospectiva de idosos, com 65 anos e mais, moradores de áreas pobres do Distrito do Butantã, São Paulo. Participantes do presente estudo não tinham demência na inclusão da coorte e foram reavaliados após 24 meses da avaliação inicial. A participação em atividades foi avaliada na inclusão da coorte com um questionário desenvolvido para um estudo transcultural, o Indianapolis-Ibadan Dementia Project. O registro da participação em atividades foi realizado com uma escala de 7 pontos do tipo Likert, com extremos entre 0 (nunca) e 6 (mais de 6 vezes por semana). As atividades foram agrupadas em quatro categorias (social, física, cognitiva e cotidiana). Um escore total de participação em atividades foi obtido por meio da soma das pontuações para cada uma das 42 atividades avaliadas. Um escore parcial também foi obtido para cada categoria de atividade. O funcionamento cognitivo foi avaliado com o Community Screening Instrument for Dementia (CSID). O diagnóstico de comprometimento cognitivo leve amnésico seguiu o critério estabelecido pela Academia Americana de Neurologia para comprometimento objetivo de memória. O diagnóstico de demência seguiu os critérios da quarta edição revisada do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-IV) e utilizou informações do protocolo padronizado para o diagnóstico de demência, desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Demência 10/66. Regressão linear múltipla foi utilizada para estimar mudanças no escore do funcionamento cognitivo, com intervalo de 95% de confiança e controle dos possíveis efeitos de confusão para estado cognitivo, características sociodemográficas e estado funcional. Regressão logística foi utilizada para estimar o risco de comprometimento cognitivo leve amnésico e demência, com intervalo de 95% de confiança e controle dos possíveis efeitos de confusão para estado cognitivo, características sociodemográficas e estado funcional. RESULTADOS: 1.520 participantes foram incluídos na coorte e 1.243 foram reavaliados no seguimento. Participação em atividades sociais foi a mais frequente, relatada por 99,0% dos idosos, seguida por participação em atividades cotidianas (95,0%), cognitivas (63,0%) e físicas (49,0%). Foram encontradas associações positivas entre participação em atividades e funcionamento cognitivo (1,0; IC95% 0,4-1,5) e entre participação em atividades cognitivas e funcionamento cognitivo (3,1; IC95% 1,4-4,7). Participação em atividades cotidianas esteve associada com redução do risco de comprometimento cognitivo leve amnésico (OR 0,9; IC95% 0,84-0,99). Participação em atividades esteve associada com redução do risco de demência (OR 0,9; IC95% 0,92-0,99) e participação em atividades cotidianas também se mostrou associada com redução do risco de demência (OR 0,9; IC95% 0,83-0,98). CONCLUSÃO: Participação em atividades possivelmente preserva a capacidade cognitiva e reduz o risco de comprometimento cognitivo leve amnésico e demência em idosos brasileiros. Diferentemente dos países desenvolvidos, na população idosa brasileira as atividades mais frequentes são aquelas que não requerem escolaridade e poder aquisitivo. Apesar disso, foram encontradas associações positivas entre participação em atividades e cognição. Políticas públicas devem enfatizar a participação em atividades como medida preventiva para comprometimento cognitivo e demência / Participation in activities and cognitive functioning: a cohort study with older adults residents in low income area in Sao Paulo functioning, with 95% confidence interval and controlling possible confounding effects of cognitive status, sociodemographic characteristics and functional status. Logistic regression was used to estimate the risk of amnesic mild cognitive impairment and dementia, with 95% confidence interval and controlling possible confounding effects of cognitive status, sociodemographic characteristics and functional status. RESULTS: 1520 participants were included in the cohort and 1243 were reassessed in follow up assessment. Participation in social activities was the most frequent, reported by 99.0% of the elderly, followed by participation in daily activities (95.0%), cognitive activities (63.0%) and physical activities (49.0%). We found positive associations between participation in activities and cognitive functioning ( 1.0; 95% CI 0.4-1.5) and between participation in cognitive activities and cognitive functioning ( 3.1; 95% CI 1.4-4.7). Participation in daily activities was associated with reduced risk of amnesic mild cognitive impairment (OR 0.9; CI 95% 0.84-0.99). Participation in activities was associated with reduced risk of dementia (OR 0.9; 95% CI 0.92-0.99) and participation in daily activities also shown to be associated with reduced risk of dementia (OR 0.9; 95% CI 0.83-0.98). CONCLUSIONS: Participation in activities possibly preserves the cognitive capacity and reduces the risk of amnesic mild cognitive impairment and dementia in Brazilian older adults. Unlike developed countries, Brazilian elderly population the most frequent activities are those that do not require education and purchasing power. Nevertheless, we found positive associations between participation in activities and cognition. We suggest that public policies should emphasize the participation in such activities as a preventive measure for cognitive impairment and dementia .
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Um estudo sobre memória e solução de problemas: enfoque das neurociências. / A estudy on memory and problem solving: a neurosciencies approach.Bertolozzi, Marcia Regina 22 June 2004 (has links)
Neste trabalho são apresentados fundamentos sobre as funções mentais memória e solução de problemas, do ponto de vista das Neurociências, particularmente da Psicologia Cognitiva. Seu objetivo principal é servir de introdução aos temas para professores da área de Desenho em Engenharia. Tais informações poderão ser úteis no planejamento e organização do currículo, na seleção de estratégias de ensino e no processo de avaliação de aprendizagem, ao se considerar as informações aqui contidas em situações rotineiras de sala de aula, como, por exemplo, o uso da solução de problemas como recurso de ensino. / In this article are presented some theoretical statements about memory and problem solving viewed as mental functions, from Neurosciences, particularly Cognitive Psychology. Its main goal is introduce the subjects to teachers of Design in Engineering to be used in their tasks of planning curricula, selecting teaching strategies and learning evaluation, related to routine dayly classroom situations, considering for instance, the nature of individual differences on students performance.
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