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Entre crimes e castigos : matriz de (im)possibilidades na atenção integral aos homens autores de violência de gênero

Mirtes dos Santos Granja, Edna 31 January 2008 (has links)
Made available in DSpace on 2014-06-12T22:59:13Z (GMT). No. of bitstreams: 2 arquivo3667_1.pdf: 2090798 bytes, checksum: f03d2b477396d7056248dfea49d52bd5 (MD5) license.txt: 1748 bytes, checksum: 8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33 (MD5) Previous issue date: 2008 / Este trabalho se insere na discussão sobre violência de gênero, a partir da perspectiva da integralidade em saúde, tendo como objeto de estudo o jogo discursivo de profissionais que atuam na prevenção, assistência e enfrentamento à violência contra a mulher sobre as possibilidades de atendimento aos homens autores de violência no Sistema Único de Saúde (SUS). Considera-se que, historicamente, a atenção das políticas sociais tem recaído prioritariamente sobre as mulheres. Esta pesquisa propõe, portanto, um questionamento sobre a necessidade e a possibilidade de cuidado integral a estes homens. A violência de gênero é aqui abordada, a partir do percurso das conquistas do movimento feminista, no bojo dos processos sociais e históricos importantes, especialmente a partir da década de 1960, que permitem o entendimento da violência também como uma construção discursiva. Parte-se assim dos caminhos para consolidação da mesma como um problema público e, posteriormente, de saúde. A escolha da abordagem teórico-metodológica das práticas discursivas marca um posicionamento teórico e, ao mesmo tempo, o compromisso ético de construir conhecimentos no intuito de favorecer a transformação social, a partir do questionamento de verdades naturalizadas. Tal questionamento é entendido como uma forma de produzir sentidos, tendo por base o rigor científico, considerado aqui como a necessidade de explicitar e argumentar escolhas. Dessa forma, partiu-se do estranhamento frente a uma narrativa instituída, que parece ser naturalizada: aos agressores cabe a criminalização e a decorrente punição. O estranhamento diante da referida narrativa e a tentativa de compreender os processos que dão sustentação a essa matriz são identificados, portanto, como caminhos para a desfamilizarização de uma verdade já instituída e abertura de outras possibilidades para o enfrentamento do problema da violência. Inicialmente, procurou-se identificar os serviços e entidades que compõem a rede de prevenção, assistência e enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher na cidade de Recife, tendo como fontes informantes privilegiados e documentos disponibilizados por essas instituições. Foram identificadas 38 instituições. Entre estas, os serviços de saúde foram destacados e, diante disso, problematizadas as possibilidades de uma compreensão mais ampla da violência e da atenção aos homens autores de violência como estratégica no enfrentamento à mesma. Como recursos metodológicos foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com 55 profissionais das instituições localizadas. A partir dos repertórios discursivos construídos na situação de entrevista, procurou-se refletir sobre as alternativas de atendimento aos homens autores de violência, considerando a matriz de eventos, condição de sua possibilidade, e problematizando sobre o lugar deste atendimento entre as estratégias de transformação das práticas que dão sustentação à violência de gênero
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Narrativas de masculinidad en hombres que han ejercido violencia hacia sus parejas. Tensiones en la construcción de nuevas masculinidades en terapia y en el cuerpo

Sánchez Lagos, María José January 2017 (has links)
Magíster en Psicología clínica de adultos / La presente investigación tuvo por objetivo conocer las narrativas de masculinidad en hombres que han ejercido violencia hacia sus parejas y asisten a una instancia grupal psicoterapéutica en un Centro de Salud Comunitaria, en la Región Metropolitana. Para esto, se realizaron tres sesiones de entrevistas grupales a cinco hombres, en torno a sus historias biográficas y la construcción de masculinidades mediante elementos escritos, orales y también mediante el uso de mapas corporales para incorporar la dimensión de los significados en el cuerpo. A través del enfoque biográfico y un análisis intertextual se lograron explorar las tensiones entre las nuevas formas de masculinidad propuestas hoy en día y la masculinidad dominante, y cómo dichos relatos dialogan con los discursos asociados a la explicación de la violencia en sus relaciones familiares y de pareja, evidenciando las comprensiones de género que se relevan dentro de la relación de pareja
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Significados del aborto en hombres adolescentes que son parte de la comunidad “Club Deportivo Juventud Santos” de la comuna de La Pintana, Santiago

Valenzuela, María Victoria 06 1900 (has links)
Magíster en Psicología Comunitaria / Esta tesis buscó conocer los significados del aborto1 en hombres adolescentes que son parte de la comunidad “Club Deportivo Juventud Santos” de La Pintana2. A través del análisis del discurso propuesto por Jesús Ibáñez (1998; 2000; 2002) se analizaron las masculinidades que devienen en los adolescentes y jóvenes de esta comunidad, indagando las creencias y valoraciones de los sujetos acerca de la sexualidad y la reproducción y cómo éstas se relacionan con los significados del aborto. Los resultados dan cuenta de la instalación de la postura ideológica conservadora respecto de temáticas asociadas a los roles de género, la sexualidad y la reproducción; la que se vuelve más extrema frente al aborto. Los sujetos entrevistados se manifestaron enfáticamente “contra el aborto”3, en un contexto donde el modelo predominante de masculinidad sigue siendo el hegemónico y donde las masculinidades emergentes o “nuevas” son significadas como traición y castigadas. El aborto es significado como un “asesinato” u “homicidio”, frente al cual dependiendo de las situaciones, contextos y especialmente, cuando se trata de mujeres “concretas” y significativas (madres, hermanas, pololas, esposas) aparecen fracturas en los discursos que dan cuenta de la posibilidad de tránsito desde la posición conservadora hacia la moderada. Cuando se trata de “mujeres que abortan” en abstracto, aparecen extremados los discursos conservadores que se traducen en el desprecio y la necesidad de castigos ejemplificadores, siendo consideradas como mujeres “locas”, “malas”, “tontas” e “insensibles”. El rol del hombre aparece contradictorio, siendo fuente de angustia y desconcierto su sola mención como posibles actores en un aborto. Este estudio permitió la propuesta de lineamientos para un enfoque comunitario orientado a la promoción de la salud sexual y reproductiva basado en derechos, que sea inclusivo para los hombres
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Silêncio e naturalização na construção das masculinidades na Educação Básica

Santos, Josue Leite 15 October 2013 (has links)
Submitted by JOSUE LEITE (josueleite@gmail.com) on 2013-10-04T15:13:50Z No. of bitstreams: 1 Texto final da dissertação - DEPOSITO repositório.pdf: 21752015 bytes, checksum: f6023a1a904fcfe8cbc304912608f0db (MD5) / Approved for entry into archive by Alda Lima da Silva(sivalda@ufba.br) on 2013-10-15T18:12:38Z (GMT) No. of bitstreams: 1 Texto final da dissertação - DEPOSITO repositório.pdf: 21752015 bytes, checksum: f6023a1a904fcfe8cbc304912608f0db (MD5) / Made available in DSpace on 2013-10-15T18:12:38Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Texto final da dissertação - DEPOSITO repositório.pdf: 21752015 bytes, checksum: f6023a1a904fcfe8cbc304912608f0db (MD5) / Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia – FAPESB / O presente trabalho é uma pesquisa de mestrado cujo título é “Silêncio e naturalização na construção das Masculinidades na Educação Básica”. O objeto de pesquisa deste estudo consistiu na reflexão acerca da escola no processo de materialidade dos corpos enquanto artefatos performativos de masculinidades, cujo objetivo é analisar como a escola de educação básica, através dos atos de currículo, se posiciona frente a uma política das masculinidades. Nosso ponto de partida está na convicção de que a heterossexualidade, como a pedra angular dos alicerces da construção das estruturas culturais da sociedade, produz sujeitos legítimos, normais e naturais em detrimento da produção de outros que serão destinados à abjeção, ao silêncio, à violência, a patologia e a ilegalidade. Neste sentido, há práticas discursivas culturais que permeiam todo fazer escolar, guiado por uma epistemologia dominante que estabelece a matriz heterossexual como norma, como princípio natural e essência do sujeito. Assim, acreditamos que borrando os limites e as fronteiras desta matriz de inteligibilidade de gênero poderemos, então, pensar em novas possibilidades de produções culturais das masculinidades sem as marcas da subalternidade, do ridículo, da injúria, da violência, dos limites fixos e das fronteiras que limitam as possibilidades outras. Este estudo tem como contexto os professores da educação básica, da rede pública estadual de educação do estado da Bahia, do município de Jequié-BA. Foram adotados nesta investigação os princípios da pesquisa qualitativa descritiva, dadas as contribuições inerentes desta abordagem para o estudo de caso amiúde da prática escolar. Por fim, os dados foram analisados à luz da análise de conteúdo baseada em Bardin, o que resultou nas verificações de que os caminhos tomados pela escola não estão neutros ou isentos de práticas políticas intencionais. Há práticas discursivas culturais que permeiam todo fazer escolar, guiado por uma epistemologia dominante que estabelece a matriz heterossexual como norma, como princípio natural e essência do sujeito. As melhorias nos campos das sexualidades e gênero não serão efetivadas na escola enquanto o modelo de referência for este que está consolidado no paradigma da modernidade. / Defesa de Mestrado IHAC/Pós-Cultura
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Masculinidades no juizado de violência doméstica e familiar contra a mulher: performances em cena

Chagas Barboza Brasilino, Jullyane 31 January 2010 (has links)
Made available in DSpace on 2014-06-12T23:00:57Z (GMT). No. of bitstreams: 2 arquivo746_1.pdf: 2549618 bytes, checksum: cffe3dd2784ce37205510bed954af287 (MD5) license.txt: 1748 bytes, checksum: 8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33 (MD5) Previous issue date: 2010 / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior / Como são performadas masculinidades e negociados posicionamentos em audiências de um Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher? foi a pergunta de pesquisa que orientou este trabalho. O Juizado foi instituído pela Lei 11.340/2006 (Maria da Penha), em cujo texto se destaca que as medidas integradas de prevenção devem ter, entre suas diretrizes, o respeito dos valores éticos e sociais da pessoa e da família, de forma a coibir os papéis estereotipados que legitimem ou exacerbem a violência doméstica e familiar (art. 8º, inciso III). Nesse sentido, é possível pensar que um dos efeitos esperados com a institucionalização de novas práticas jurídicas no campo da violência contra a mulher seria também a ressignificação das práticas masculinas e da própria noção de masculinidade. A revisão da literatura destaca a necessidade de leituras mais complexas sobre a violência de gênero, a partir de uma crítica feminista de gênero, que explore mais a dimensão relacional da violência (Gregori, 1993). Ao mesmo tempo, uma leitura crítica sobre a Lei Maria da Penha destaca suas potencialidades e entraves, principalmente na atenção proposta aos homens julgados. Como estratégia metodológica foi adotada a observação no cotidiano (Spink, 2007) e, como instrumentos, os diários de campo e a gravação em áudio de algumas audiências. Localizamos a pesquisa numa perspectiva construcionista, focalizando especialmente as noções de pessoa e de jogos de posicionamentos, a partir da compreensão da linguagem, em seus usos e efeitos. Destacamos ainda algumas reflexões sobre os contextos de produção discursiva e para isso tudo se reporta ao cenário do juizado e às narrativas produzidas. As análises ratificam, em linhas gerais, as leituras de Rifiotis (2004; 2007; 2008), para quem os processos jurídicos, de modo geral, abrem o espaço privado do casal, tornando pública a vida pregressa do acusado e da vítima. O espaço da audiência permite a possibilidade de avaliação dos atos e o desempenho de ambas as partes, a fim de extrair as razões que os condenam ou absolvem. A partir das análises feitas, identificou-se que a judicialização das relações conjugais performam práticas que dizem como as pessoas devem portar-se nos casos de conflitos conjugais. Os homens julgados foram performados como alguém que provoca medo/constrangimento; alguém que é agressivo; alguém que tem motivos que justificam a violência, tais como o uso de álcool e/ou drogas e problemas mentais que o fazem agir sem pensar e terminar por cometer violência. Algumas narrativas indicam que os homens denunciados por violência conjugal adquirem certa vulnerabilidade, sendo vistos como alguém que cometeu um erro e que precisa de conselhos. Foram posicionados (e se posicionaram, quando tiveram voz) na posição de provedor material dos filhos e/ou da casa onde moram os filhos e a ex-companheira. Espera-se desses homens que organizem suas vidas, principalmente nos casos de separação do casal. Ressalte-se a necessidade de leituras mais críticas sobre os processos de judicialização da vida cotidiana, no campo das relações de gênero, o que por vezes, pode coibir práticas, mas, contraditoriamente, reafirmar a matriz (nesse caso, sexista e machista) contra a qual foram criados
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'Somos Ensinados a Pensar em Sexo': Representações Sociais de Masculinidades e de Amor em Travestis, Homens Gays e Homens Heterossexuais

BUSSINGER, R. V. 29 October 2013 (has links)
Made available in DSpace on 2016-08-29T14:10:44Z (GMT). No. of bitstreams: 1 tese_4498_TESE_CORRIGIDA1 (1).pdf: 2323849 bytes, checksum: 318a837cf939e0f07ea71f5547014916 (MD5) Previous issue date: 2013-10-29 / Estudos realizados no campo das masculinidades mostraram que a adesão e identificação de determinados grupos a um conjunto de regras e comportamentos que definem o ser homem implicava em adoecimento e submissão a um regime que supostamente lhes oferece vantagens e poder. Compreender como diferentes grupos constituem-se em relação à divisão social sexual torna-se relevante principalmente se considerarmos sujeitos que fogem ao padrão que define modos de ser homem e ser mulher. Esta tese objetivou investigar as representações sociais de masculinidades e de amor de sujeitos com identidades de gênero e orientações sexuais diversas, especificamente: identificar e analisar representações sociais de masculinidade e amor de travestis, homens gays e homens heterossexuais; apreender experiências de preconceito e discriminação vividas em função da identidade de gênero e orientações sexuais. A pesquisa foi realizada em duas etapas: entrevistas semiestruturadas com 21 travestis; aplicação de questionários com questões abertas e fechadas em 52 homens gays, 40 homens heterossexuais e 39 travestis. Os dados coletados na primeira etapa foram submetidos aos procedimentos da análise de conteúdo categorial temática. O tratamento dos dados coletados na segunda etapa foi realizado através do software ALCESTE. Os homens heterossexuais representam a masculinidade a partir de uma perspectiva evolutiva, ancorada no discurso biológico e científico que descarta as influências da cultura na constituição dos sexos e identidades de gênero. Nos homens gays encontramos aproximações das representações dos sujeitos ao modelo da masculinidade hegemônica fortemente identificada à imagem do homem heterossexual, bem como elementos que ora apresentam aproximações, ora distanciamentos desse padrão. As travestis também utilizam elementos da ideia de masculinidade hegemônica para construção desta representação, objetivando-a na construção do modelo do homem forte e viril, sobre o qual não se identificam mas direcionam seu desejo. Os três grupos representam o amor como elemento estranho à masculinidade, posto que este é objeto que pertence à feminilidade. O amor distancia-se da construção da representação social de masculinidade de homens heterossexuais, é elemento estranho e conflituoso às representações dos homens gays e valor que corresponde a uma ética para o grupo de travestis. Nesse contexto, as experiências de preconceito e discriminação pouco modificam a elaboração das representações de heterossexuais; influenciam fortemente a construção da imagem de homem e mulher por onde homens gays e travestis alimentam suas identificações. Concluímos apostando na defesa da emergência de práticas e identidades sexo-diversas como artifícios potentes à desestabilização do padrão da dominação masculina para determinação de sexos e identidades. Palavras-chave: Representações Sociais, masculinidades, amor, gênero, identidades.
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Pião trecheiro : trabalho, sexualidade e risco no cotidiano de homens em situação de alojamento em Suape (PE)

Silva, Sirley Vieira da 20 June 2013 (has links)
Submitted by Felipe Lapenda (felipe.lapenda@ufpe.br) on 2015-03-12T12:56:53Z No. of bitstreams: 2 license_rdf: 1232 bytes, checksum: 66e71c371cc565284e70f40736c94386 (MD5) Pião Trecheiro (Sirley Vieira da Silva) - mestrado antropolo.pdf: 1363828 bytes, checksum: eb287877ecf18be1bbdfb1343bbb93ae (MD5) / Made available in DSpace on 2015-03-12T12:56:53Z (GMT). No. of bitstreams: 2 license_rdf: 1232 bytes, checksum: 66e71c371cc565284e70f40736c94386 (MD5) Pião Trecheiro (Sirley Vieira da Silva) - mestrado antropolo.pdf: 1363828 bytes, checksum: eb287877ecf18be1bbdfb1343bbb93ae (MD5) Previous issue date: 2013-06-20 / Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco / Esta dissertação tem como objetivo compreender a relação entre trabalho, sexualidade e risco, por meio da vivência de homens trabalhadores de Suape, residentes em alojamentos. Trata-se de uma pesquisa etnográfica realizada na região litorânea do Cabo de Santo Agostinho (PE) de maio a novembro de 2012. Interagi com mais de 60 trabalhadores em vários momentos de sociabilidade. Seis deles foram entrevistados com base em um roteiro preelaborado, contendo questões sobre trabalho, família, sociabilidade, práticas sexuais, riscos etc. Os dados obtidos nas entrevistas foram somados às informações registradas no diário de campo e revelaram as práticas relacionadas aos riscos presentes em suas vidas. Na análise das informações usa-se o referencial conceitual dos estudos de gênero e sexualidade, com base nas percepções e processos de construção social revelados na prática e discursos dos interlocutores. Os referênciais teóricos sobre risco são fundamentados a partir do campo das ciências sociais, com foco na perspectiva cultural dos riscos desenvolvida por Douglas e Wildavsky. Os estilos de vida dos sujeitos comportam símbolos atrelados à honra, força e coragem e exigências próprias da vida profissional deles geram uma identidade singular ao grupo. Assim, um trabalhador pertencente a esse grupo se identifica como “Pião Trecheiro”, expressão associada ao “trabalho”, “deslocamento” e “tempo/período”. Por meio das observações realizadas no cotidiano desses sujeitos foram percebidas as vivências dos riscos em suas experiências sociais, a partir de dois aspectos: trabalho e sexualidade. Foram identificadas duas formas de se pensar o risco: 1) Pela dimensão do trabalho, o risco é coletivo, mediado por normas e regras de segurança do trabalho que levam à adoção de linguajar próprio e técnico, e de práticas de segurança e prevenção. Nessa situação, eles são monitorados permanentemente; 2) Pela dimensão do lazer, onde as práticas são referidas como responsabilidades individuais, não há monitoramento. Essas duas dimensões nem sempre estão isoladas, gerando outras formas de risco que podem ser percebidas nas relações sociais desse grupo, tais como na prática do sexo e na constituição de vínculos (com o local e as pessoas da região). Em relação ao sexo, são identificados mais dois aspectos relacionados a risco: a) sexo pago – mesmo que para os homens essa seja uma situação de lazer, o sexo, nesse caso, é mediado simbolicamente pela relação do trabalho das profissionais, estando presente a prevenção aos riscos (preservativo) como parte indissociável dessa relação; b) sexo temporário – relação mediada pelo lazer, prazer e tempo (período de duração do vínculo, podendo ser curto ou mais longo), correndo-se mais risco nessa relação, que pode levar à intimidade/proximidade e, consequentemente, ao sexo sem proteção. Em relação ao vínculo com o lugar e com as pessoas, aparecem as categorias “fazer parte” e “não fazer parte”, como símbolos constitutivos dessa relação. Sobre a interação com as mulheres, três possibilidades de vínculos se destacam: i) vínculo de serviço – mediado pela ideia de “serviço” ou o sexo pago; ii) vínculo temporário – mediado, no entendimento masculino, pelo interesse em sexo; iii) vínculo permanente – mediado pela questão da gravidez, mas nesse caso o vínculo é com a criança, não com a mulher que engravidou. Os resultados ainda revelam várias características da dimensão do poder atreladas às questões de gênero e de sexualidade. Questões socialmente construídas onde o risco surge como um conceito complexo, individual ou coletivo, mas sempre dimensionado pela responsabilidade. Mesmo no caso de risco individual, há determinados limites de ação do indivíduo para não prejudicar o grupo. Caso isso aconteça, são acionados dispositivos de monitoramento e regulação coletiva. Outra questão refere-se à ideia de liberdade sexual masculina. Há preocupação dos homens em não contrair DST ou Aids, mas não em engravidar. O risco aparece interligado a vários fatores, geralmente reportado como algo negativo. Apesar disso, dizem que ele faz parte da vida e, por ser “um perigo oculto”, não há como evitá-lo sempre.
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A construção discursiva de masculinidades bissexuais: um estudo em linguística Queer

SANTOS FILHO, Ismar Inácio dos 09 March 2012 (has links)
Submitted by Amanda Silva (amanda.osilva2@ufpe.br) on 2015-03-10T14:37:48Z No. of bitstreams: 2 TESE - ISMAR INÁCIO.pdf: 5232547 bytes, checksum: 1fae2a5adb75ff94ae7ade7d6cf10bb3 (MD5) license_rdf: 1232 bytes, checksum: 66e71c371cc565284e70f40736c94386 (MD5) / Made available in DSpace on 2015-03-10T14:37:48Z (GMT). No. of bitstreams: 2 TESE - ISMAR INÁCIO.pdf: 5232547 bytes, checksum: 1fae2a5adb75ff94ae7ade7d6cf10bb3 (MD5) license_rdf: 1232 bytes, checksum: 66e71c371cc565284e70f40736c94386 (MD5) Previous issue date: 2012-03-09 / CNPq / Nos últimos anos, devido ao boom da Internet, e nessa os chats, tem acontecido um movimento de homens que almejam “conversar” com outros homens, para estabelecimento de relações sexuais. É o homoerotismo entre homens. Assim, nas conversas tecladas as masculinidades têm sido reconfiguradas, forjando, de modo expressivos, homens que se posicionam como bissexuais. Em função disto, este estudo objetivou compreender o posicionamento desses homens nestas conversas e quais performances de masculinidades bissexuais são por eles construídas, na tentativa de compreender que imagens são propostas para esses homens, que comportamentos são propostos, que identificação e ou distanciamento são forjados em relação às masculinidades heterossexual e homossexual e se esses posicionamentos provocam fissuras no sistema de gênero inteligível. A pesquisa se situa como um estudo em Linguística Aplicada, pois tem em seus aportes orientações dos estudos em linguagem – em estudos de gênero discursivo e estudos sociolinguísticos, através da linguística queer, dos estudos socioantropológicos, dos estudos de gênero e dos estudos em sexualidade, bem como dos estudos etnográficos. Dessa maneira, serviram de base os estudos de Austin, Bakhtin, Bauman, Bucholtz e Hall, Butler, Carrara, Connell, Davies e Harre, Foucault, Giddens, Goffman, Hine, Louro, Moita Lopes, Ochs, Seffner e Wortham, dentre outros. Nesse bojo, a Linguística Aplicada necessitou se indisciplinar, pois se constituiu por quadros conceituais híbridos, na tentativa de possibilitar a aproximação com a complexidade da vida em seus sentidos de gênero e sexualidade. O corpus analisado foi formado por conversas tecladas abertas, geradas através da etnografia virtual, sendo, dessas, destacados “nicknames”, “gritos”, “anúncios de si” e “flagras de conversas”. Além das conversas abertas, foram geradas entrevistas com homens que se posicionavam como bissexuais, e nessas, algumas narrativas de si. Após as análises, compreendemos que as configurações dessas masculinidades são realizadas em cumplicidade e com o apoio do ideal de homem, o homem vitoriano, mas que, de todo modo, são “outros” jeitos de encarar as masculinidades que são construídos nesse espaço virtual; são outras compreensão para as masculinidades.
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Abrir paso a las masculinidades gais en la traductología: experiencias de género e identidad sexual en programas universitarios de traductores varones de Lima (Perú)

Villanueva Jordán, Iván 30 October 2019 (has links)
Presentado en el III Foro Internacional de Traducción Especializada. La traducción especializada desde dos perspectivas: académica y ámbito profesional. / El presente trabajo es una propuesta teórica y empírica en torno a la categoría relacional traducción y género con la finalidad de establecer la masculinidad como una posición de género relevante para la investigación traductológica. La revisión de la teoría aborda inicialmente la concurrencia de los conceptos feminismo, género y mujer en los estudios de traducción (Brufau Alvira, 2011). A partir de ello, se elabora sobre la noción de masculinidad para establecer su capacidad analítica y crítica en relación con el sistema sexo/género (Connell, 2008; Rubin, 1975). Con respecto a lo empírico, se presentarán los mapas temáticos que resultaron de analizar entrevistas en profundidad a cuatro traductores varones, entre 22 y 28 años, sobre sus experiencias en programas universitarios de traducción e interpretación en Lima (Perú). Estas entrevistas permitirán abordar, por un lado, la noción de que la segregación profesional por cuestiones de sexo/género no necesariamente conduce a situaciones de desigualdad, sino que la generización de un campo profesional puede constitur también espacios de diferencia para la concentración de sujetos que, se supone, no deberían estar ahí (Blackburn & Jarman, 2006). En ese sentido se identificarán los temas relacionados con las masculinidades gais que surgieron de las entrevistas y la manera en que estos permiten elaborar trayectorias comunes hacia la elaboración de una identidad sexual (Eribon, 2004). De esta manera, se pondrá de relieve los componentes identitarios que los participantes han logrado elaborar mediante el abordaje de “las inquietudes de sí mismos” o “el cultivo de sí mismos” (Foucault, 1987) en su etapa universitaria y la manera en que su subjetividad integra nociones de sexualidad y aspectos culturales (Halperin, 2012), en particular, relacionados con la traducción como disciplina académica y profesión.
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“Somos ensinados a pensar em sexo”: Representações Sociais de Masculinidades e de Amor em Travestis Homens Gays e Homens Heterossexuais

Bussinger, Rebeca Valadão 29 October 2013 (has links)
Submitted by Maykon Nascimento (maykon.albani@hotmail.com) on 2015-02-26T19:03:22Z No. of bitstreams: 2 license_rdf: 23148 bytes, checksum: 9da0b6dfac957114c6a7714714b86306 (MD5) Tese Rebeca Valadao.pdf: 2370055 bytes, checksum: fa92c199f0dbe608e2b59885385e8e26 (MD5) / Approved for entry into archive by Elizabete Silva (elizabete.silva@ufes.br) on 2015-03-02T20:29:15Z (GMT) No. of bitstreams: 2 license_rdf: 23148 bytes, checksum: 9da0b6dfac957114c6a7714714b86306 (MD5) Tese Rebeca Valadao.pdf: 2370055 bytes, checksum: fa92c199f0dbe608e2b59885385e8e26 (MD5) / Made available in DSpace on 2015-03-02T20:29:15Z (GMT). No. of bitstreams: 2 license_rdf: 23148 bytes, checksum: 9da0b6dfac957114c6a7714714b86306 (MD5) Tese Rebeca Valadao.pdf: 2370055 bytes, checksum: fa92c199f0dbe608e2b59885385e8e26 (MD5) Previous issue date: 2015-02-26 / Estudos realizados no campo das masculinidades mostraram que a adesão e identificação de determinados grupos a um conjunto de regras e comportamentos que definem o ser homem implicava em adoecimento e submissão a um regime que supostamente lhes oferece vantagens e poder. Compreender como diferentes grupos constituem-se em relação à divisão social sexual torna-se relevante principalmente se considerarmos sujeitos que fogem ao padrão que define modos de ser homem e ser mulher. Esta tese objetivou investigar as representações sociais de masculinidades e de amor de sujeitos com identidades de gênero e orientações sexuais diversas, especificamente: identificar e analisar representações sociais de masculinidade e amor de travestis, homens gays e homens heterossexuais; apreender experiências de preconceito e discriminação vividas em função da identidade de gênero e orientações sexuais. A pesquisa foi realizada em duas etapas: entrevistas semiestruturadas com 21 travestis; aplicação de questionários com questões abertas e fechadas em 52 homens gays, 40 homens heterossexuais e 39 travestis. Os dados coletados na primeira etapa foram submetidos aos procedimentos da análise de conteúdo categorial temática. O tratamento dos dados coletados na segunda etapa foi realizado através do software ALCESTE. Os homens heterossexuais representam a masculinidade a partir de uma perspectiva evolutiva, ancorada no discurso biológico e científico que descarta as influências da cultura na constituição dos sexos e identidades de gênero. Nos homens gays encontramos aproximações das representações dos sujeitos ao modelo da masculinidade hegemônica fortemente identificada à imagem do homem heterossexual, bem como elementos que ora apresentam aproximações, ora distanciamentos desse padrão. As travestis também utilizam elementos da ideia de masculinidade hegemônica para construção desta representação, objetivando-a na construção do modelo do homem forte e viril, sobre o qual não se identificam mas direcionam seu desejo. Os três grupos representam o amor como elemento estranho à masculinidade, posto que este é objeto que pertence à feminilidade. O amor distancia-se da construção da representação social de masculinidade de homens heterossexuais, é elemento estranho e conflituoso às representações dos homens gays e valor que corresponde a uma ética para o grupo de travestis. Nesse contexto, as experiências de preconceito e discriminação pouco modificam a elaboração das representações de heterossexuais; influenciam fortemente a construção da imagem de homem e mulher por onde homens gays e travestis alimentam suas identificações. Concluímos apostando na defesa da emergência de práticas e identidades sexo-diversas como artifícios potentes à desestabilização do padrão da dominação masculina para determinação de sexos e identidades. / Accomplished researches in male’s zone showed that certain groups’ accession and identification to some set of rules and behaviors, that define the human being, implies illness and submission to a regime that supposedly offer them advantages and power. Understand how different groups constitute themselves, concerning the sexual social division, become relevant, especially if we consider subjects that don’t obey the pattern that defines men and women’s behavior. This thesis looked for investigate love between individuals with different gender identity and sexual orientation, and male’s social representation, specifically: identify and analyze love between travestis, gay men and heterosexual men; capture prejudice and discrimination experiences lived due to gender identity and sexual orientation. The research was accomplished in two steps: semi structured interviews with 21 travestis; questionnaires, with open and closed questions, to 52 gay men, 40 heterosexual men and to 39 travestis. The collected data, on the first, round were submitted to the categorical thematic content analysis procedure. The collected data of the second round were made on the ALCESTE software. Heterosexual men represent masculinity from a evolutionary perspective, based on the biological and scientific point of view, that discards culture influences on the identity and sexual gender constitution. On the gay men we found approaches of the subjects representations to the hegemonic masculinity, tightly identified to the heterosexual men’s image, as well as the elements that now bring out approaches, sometimes detachment of that pattern. The travestis also utilize elements of the hegemonic masculinity’s idea to construct that representation, basing it on the construction of strong and manly men’s model, whereupon don’t identified themselves, but direct their desire. The three groups represent love as an element that is strange to masculinity, since that this is the object that belongs to the femininity. Love distances itself from the construction of heterosexual men’s social representation; it’s an weird and rowdy element to the gay men’s representation and value which corresponds to an ethics to the travestis’s group. In this sense, the prejudice and discriminations experiences almost don’t change the preparation of heterosexual’s representation; strongly influence the construction of men and women’s image, wherein gay men and travestis foster their identification. We conclude betting on the defense of practices and gender-diverse identities emergency as a potent device to the destabilization of male’s domination pattern to sex and identity determination.

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