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Passando a limpo : avaliação do serviço de atendimento a mulheres em situação de violencia sexual desenvolvido na Maternidade Odete Valadares-MG-Brasil 2003-2007 / Looking back : evaluation of the care provided at the Odete Valadares Maternity Hospital to women who suffer sexual violence - MG-Brazil, 2003-2007Viana, Francisco Jose Machado 13 August 2018 (has links)
Orientador: Anibal Faundes / Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciencias Medicas / Made available in DSpace on 2018-08-13T02:15:48Z (GMT). No. of bitstreams: 1
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Previous issue date: 2009 / Resumo: Objetivo: Avaliar a efetividade de intervenções que objetivavam aprimorar o atendimento em um serviço de atenção a mulheres em situação de violência sexual e estudar a história de algumas dessas mulheres e os fatores associados ao tipo de violência sofrido. Sujeitos e Método: O estudo baseou-se no acompanhamento durante cinco anos das mulheres atendidas após agressão sexual na Maternidade Odete Valadares de Belo Horizonte, MG. Trata-se de estudo observacional, que em um primeiro estágio constou de uma retrospectiva realizada de 2003 a abril de 2006 e foi prospectivo do mês de maio de 2006 em diante, embasado em dados coletados nas fichas de notificação de violência dos prontuários e por meio de entrevistas realizadas durante o atendimento. Apresenta uma avaliação da efetividade de mudanças realizadas para prolongar o seguimento e para estimular a precocidade da consulta após a violência. Em relação às mulheres atendidas, procurou-se estudar suas características e os fatores associados às características da agressão sexual sofrida por mulheres considerando a via do coito, com as categorias somente vaginal, anal não exclusivo e oral não exclusivo, e número de vias de coito, categorizado em única e múltipla. Os fatores de risco foram características sociodemográficas e circunstâncias da agressão. Resultados: 681 mulheres foram atendidas no período. O retorno após a emergência aumentou de 25,3% para 47,3% após a primeira intervenção, mas não houve aumento na proporção das que continuaram o seguimento por mais de 90 ou 180 dias. A segunda intervenção não teve efetividade para estimular a consulta das mulheres dentro dos três primeiros dias decorridos em relação aos fatores associados ao tipo de agressão. Na análise ajustada, a ocorrência na via pública foi fator de proteção para coito exclusivamente vaginal e de risco para coito anal. Mulheres com mais escolaridade tiveram mais probabilidade de coito apenas vaginal e foi fator de proteção para coito anal. Ser agredida por desconhecido foi fator de risco para sexo oral Conclusão: A avaliação das intervenções para aprimorar o atendimento à mulher em situação de violência sexual na MOV mostra que não é uma tarefa fácil e que se trata de um processo muito dinâmico que precisa de constante avaliação. Algumas características da mulher e das circunstâncias da agressão permitem identificar maior risco de determinado tipo de agressão. O elemento principal é o atendimento solidário e compreensivo destas mulheres por uma equipe bem preparada, mas é preciso uma avaliação permanente das ações realizadas para conseguir o objetivo de prevenir as consequências deletérias da violência sobre a saúde e a vida destas mulheres / Abstract: Objective: To evaluate interventions performed with the purpose of improving the care of women who suffer sexual violence and to identify risk factors for the different types of sexual violence Subjects and Method: This is a prospective, observational study based on the data collected by mean of interviews carried out during the care and registered in the files of the Odete Valadares Maternity hospital of Belo Horizonte, MG. Evaluates de effectiveness of two interventions intending to stimulate and prolong the follow-up after the emergency care and to shorten the period between the aggression and the first visit to the emergency service. For the identification of risk factors for type of violence, the outcomes evaluated were route of penetration with categories, only vaginal, non-exclusive anal and non-exclusive oral, and number of routes of penetration categorized in single or multiple. The risk factors were socio-demographic characteristics and circumstances of the aggression. An unadjusted and adjusted analysis, estimating Odds Ratio was performed. Results: 650 women received care during the period. The return for follow up increased from 25,3% to 47,3% after the first intervention, but the second intervention had no effect over to the percentage of women requesting care during the first 72 hours after the aggression. In relation to of risk factors for type of violence, the adjusted analysis showed that aggression in the streets was protective for exclusively vaginal sex and a risk factor for anal penetration. Women with higher education had greater probability of only vaginal coitus and it was a protective factor for anal sex. Being attacked by an unknown person was a risk factor for oral sex. Conclusion: The evaluation of interventions with the purpose of improving the care of women who suffer sexual violence shows that is not an easy task, but of a very dynamic process requiring constant evaluation and adaptation. Some characteristics of women and the circumstances of the violence allow identifying a higher risk of the various route of penetration during sexual violence. The key element of the care is solidarity and understanding toward the women from a well trained professional team, but a permanent and careful evaluation of the actions taken to achieve the purpose of preventing the negative effects of sexual violence over the health and life of these women is an essential requirement / Doutorado / Ciencias Biomedicas / Doutor em Tocoginecologia
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Violência contra mulheres: homicídios no município de BelémRodrigues, Roselene Batista 24 June 2014 (has links)
Submitted by Geyciane Santos (geyciane_thamires@hotmail.com) on 2015-10-05T16:03:15Z
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Previous issue date: 2014-06-24 / CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior / This study has the objective of analyze the deaths for homicides of women residents in the metropolitan region of Belém, in the period 2006 to 2010, after the enactment of the Maria da Penha Law.This study is from the descriptive type with quantitative analysis, based on epidemiology. The data were obtained from the Sistema de Informação − SIM, through the database of the Departamento de Epidemiologia e Vigilância à Saúde – DEVES, from the Secretaria Municipal de Saúde.: The results of the study reveal that: the deaths from homicide of paraense women are 80.7%; their 10 leading causes of morbidity and mortality, the homicide occupies the ninth position with 3.45%. Among the 585 deaths by external causes (V01-Y84), 28.4% deaths are from homicides of women (X 85-Y09), assuming the third position in the ordering of deaths by external causes; 32.5% of these victims are between the ages of 20 to 29 years; 34.9% have low education level from 04 to 07 years; the housewives correspond to 30.7% of homicides; 66.9% were caused by shooting firearm or other unspecified cause and the neighborhood where there are more women victims is Cabanagem, with 7.8%. Finally, it reveals that the deaths of women by homicide increased by 7.2% between the years 2006 to 2010 and despite the Maria da Penha Law there was no significant reduction. Facts that prove the existence, in the city of Belém, in the 21st century, of a representative number of homicides of women in productive age, generating expenses and damage to public and private sector, with respect to essential services such as health and safety. / O presente estudo tem por objetivo analisar os óbitos por homicídios de mulheres residentes na região metropolitana de Belém no período 2006 a 2010, após a promulgação da Lei Maria da Penha. Este estudo do tipo descritivo com análise quantitativa, fundamentado na epidemiologia. Os dados foram obtidos do Sistema de Informação − SIM do Departamento de Epidemiologia e Vigilância à Saúde – DEVES, da Secretaria Municipal de Saúde. Os resultados do estudo revelam que os óbitos por homicídios de mulheres paraenses são de 80,7%; entre as 10 principais causas de morbidade e mortalidade, o homicídio ocupa a nona posição com 3,45%. Dentre os 585 óbitos ocorridos por causas externas (V01-Y84), 28,4% óbitos são por homicídios de mulheres (X85-Y09), assumindo a 3ª posição na ordenação das mortes por causas externas; 32,5% destas dos homicídios estão na faixa etária de 20 a 29 anos; 34,9% apresentam escolaridade de 04 a 07 anos; as donas de casa correspondem a 30,7% dos homicídios; 66,9% foram causados por disparo de arma de fogo ou por outra não especificada e o bairro onde há mais mulheres vítimas é o da Cabanagem, com 7,8%. Sendo assim, as mortes de mulheres por homicídios aumentaram em 7,2% entre os anos de 2006 a 2010 e que apesar da apesar da lei Maria da Penha não houve redução significativa. Fatos que comprovam a existência, na cidade de Belém, em pleno século XXI, de um representativo número de homicídios de mulheres em idade produtiva, gerando gastos e prejuízos ao setor público e privado, no que tange a serviços essenciais, como saúde e segurança.
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"Reescrever minha história, virar a página, seguir em frente": trajetórias de mulheres pós-situações de violência / “Rewrite my story, turn the page, move on”: life stories of women after domestic abuseBorges, Érika Nunes de Medeiros Ferreira 08 July 2016 (has links)
Submitted by Cássia Santos (cassia.bcufg@gmail.com) on 2016-10-21T12:46:38Z
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Previous issue date: 2016-07-08 / Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq / The violence against women is a frequent problem in several life stories which marks
subjectivities and memories. However, such personal experiences hardly ever are shared and
heard. This research displaces to the public space of science a problem reputed to be in the
private sphere of intimate relationships. Of qualitative approach, it consists of a set of five
interviews with women currently living in Goiânia, who experienced the ambience of violence
triggered by their partners - boyfriends or husbands. I seize the subjective meanings
attributed to their experiences and I identify processes of subjectivation, with emphasis on
the attempts of ressignification and resilience by the subject of the investigation, which, for its
parts, points out possible ruptures with suffered violences. The study shows that, sometimes,
there is a refusal to see violence as social-based process, but personal one associated with
explosives and jealous behaviors. Also, the violence is displayed, in the cases investigated, as
embodied, culturally contextualized and with historical specificities. Women who experienced
violence remain covered by impotence, trauma, fear, psychological disorders, and lack of support of friends and family. Herewith, the study shows that even women, with high
educational level and not financially dependent on their partners, have difficult to expose,
denounce and seek professional help (except one who prosecuted her aggressor). The
reported violence situations were not always the same, as they take different formats, in
certain contexts and circumstances. However, there are common aspects shared across those
women (and little less so in others), as the negative effects of violence still resonate in their
lives and in whole society. Their sexist and misogynist violence survivor stories are a positive
indicator whether we consider femicide the most severe end of the cycle of violence against
women. Therefore, the interviews allowed to conclude that the women, who have suffered
violence at the hands of their own partners, achieved to make new sense with their lives by
pointing out the desire to rebuild something already –or soon to be – conquered in the
narratives of them all. Their attempts to ressignification point to a shift in the balance of
power, such as feminist studies underscore the theme of violence. The notion of subjectivity
as an agency and not just slavery, leading to the possibility – at least in some contexts – of
the strength and freedom of action. / O problema da violência contra as mulheres é recorrente em diversas histórias de vida e
marca as subjetividades e memórias, experiências que nem sempre são compartilhadas e
ouvidas. Esta pesquisa traz para o espaço público da ciência uma problemática tida como da
esfera das relações amorosas e, portanto, de âmbito privado. A pesquisa qualitativa é
composta por um conjunto de cinco entrevistas com mulheres residentes em Goiânia que vivenciaram contextos de violência desencadeados por seus parceiros – namorados ou
maridos. Capto significados subjetivos atribuídos às experiências vividas e identifico processos
de subjetivação, com ênfase nas tentativas de ressignificação e de resistência pelos sujeitos
da pesquisa, que sinalizem possíveis rupturas com a situação de violência sofrida. O estudo
mostra que, por vezes, há a negação de que a violência seja socialmente engendrada, sendo
percebida, assim, como traço idiossincrático de seus perpetradores, tais como
comportamentos explosivos e ciúmes. A violência também se apresenta, nos casos
pesquisados, como corporificada, culturalmente contextualizada e com especificidades
históricas. As mulheres que vivenciaram situações de violência se apresentam ainda
recobertas de impotência, traumas, medos, perturbações psicológicas e falta de apoio da
família e das relações de amizade. Deste modo, o estudo mostra que mesmo mulheres com
alta escolaridade, e não dependentes financeiramente de seus companheiros, têm dificuldade
de expor, denunciar e buscar ajuda profissional, à exceção de uma que processou o agressor.
As situações de violência relatadas não foram sempre iguais, por se apresentarem de modos
variados, em contextos e circunstâncias específicas. Mas há aspectos comuns a todas (e
outros nem tanto), sendo que os efeitos negativos da violência ainda repercutem em suas
vidas, e também em toda a sociedade. Suas histórias de sobrevivência a tal violência sexista
e misógina são um indicador positivo, considerando que o feminicídio é o ponto final (e mais
grave) do ciclo da violência contra as mulheres. Portanto, as entrevistas permitiram concluir
que as mulheres que sofreram violência de seus companheiros conseguiram dar um
significado novo às suas vidas, apontando o desejo de as reconstruir, algo já - ou próximo de
ser - conquistado nas narrativas de todas elas. Suas tentativas de ressignificação apontam
para um deslocamento nas relações de poder, tal como ressaltam estudos feministas que se
ocupam do tema das violências. A noção de subjetivação como agência e não apenas como
sujeição, conduz à possibilidade - ao menos em alguns contextos - de resistência e liberdade
de ação.
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Conhecimento e percepção de estudantes de um curso Técnico em Enfermagem acerca da violência doméstica contra a mulher perpetrada pelo parceiro íntimo / Knowledge and perception of students of a Nursing Technical course on violence against women perpetrated by the intimate partnerLarissa Sales Martins Baquião 10 May 2018 (has links)
O tema violência doméstica contra a mulher é um problema universal, pelo seu impacto nas áreas econômicas, sociais, educacionais e da saúde. A enfermagem tem um papel significativo no reconhecimento e acompanhamento dos casos, mas faz-se necessário que os profissionais estejam capacitados para tal. O objetivo deste estudo foi identificar a percepção e o conhecimento de estudantes de um curso técnico em enfermagem acerca da violência doméstica contra a mulher perpetrada pelo parceiro íntimo. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo, exploratório e transversal. Foi aplicado um questionário validado com questões sobre percepção e o conhecimento acerca da violência contra a mulher. A amostra contou com a participação de 84 estudantes dos três módulos do curso, com idade igual ou superior a 18 anos, no ano de 2017. Os dados foram organizados em planilhas, validados por dupla digitação e posteriormente transportados para o pacote estatístico do programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 22.0. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa. Os resultados mostraram que os estudantes se sentem à vontade em perguntar às clientes sobre o uso de álcool ou tabaco, porém incomodados em tratar sobre o uso de drogas, vida sexual e violência conjugal. Tendem a infantilizar o atendimento à mulher em situação de violência. Discordaram que fatores sociais sejam causas de agressão, mas concordaram que o uso abusivo de álcool ou drogas e problemas psicológicos do parceiro possam estar entre as causas. Afirmaram que os agressores devem ser presos, mas há a crença de que a violência doméstica seja um assunto de fórum íntimo e privado. Demonstraram ter bom conhecimento sobre a definição das várias formas de violência, e reconhecimento de sinais e sintomas, contudo, baixo conhecimento sobre a epidemiologia da violência contra a mulher. Afirmaram ser atribuição do profissional de enfermagem abordar sobre violência doméstica, mas que esta não seja direta ou insistente. Discordaram que o profissional deva ignorar sinais de violência, assim como referiram que há necessidade de agendar retorno em intervalos menores, em casos suspeitos de violência doméstica. Quase metade dos estudantes desconhecem protocolos de atendimento à mulher em situação de violência sexual e a maioria afirmou que o médico não deve prescrever calmante/antidepressivos para a mulher agredida. Referiram que é válido avaliar com a cliente os riscos à que estão expostas e elaborar um plano de segurança. Responderam que a terapia de casal e psicoterapia seja recomendável. A minoria reconheceu a importância da notificação dos casos, mas afirmaram a importância de fornecer número de telefone de instituições que acolhem mulheres e recorrer à delegacia da mulher. Enfim, os achados demonstraram que os estudantes possuem um conhecimento parcial acerca do manejo dos casos de violência doméstica e lacunas em sua formação necessitam ser preenchidas, sendo recomendável a inclusão do tema no conteúdo programático do curso e possibilitar experiências práticas aos estudantes / The issue of domestic violence against women is a universal problem because of its impact on the economic, social, educational and health areas. Nursing has a significant role in the recognition and follow up of cases, but it is necessary that professionals are trained to do so. The objective of this study was to identify the perception and knowledge of students of a nursing technical course on domestic violence against women perpetrated by the intimate partner. It is a quantitative, descriptive, exploratory and cross-sectional study. A validated questionnaire was applied with questions about perception and knowledge about violence against women. The sample was attended by 84 students from the three modules of the course, aged 18 years or over, in the year 2017. The data were organized in spreadsheets, validated by double typing and later transported to the statistical package of the program Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) version 22.0. The study was approved by the research ethics committee. The results showed that students are comfortable with asking clients about alcohol or tobacco use, but they are bothered to deal with drug use, sex life and marital violence. They tend to infantilize the care of women in situations of violence. They disagreed that social factors are causes of aggression but agreed that abusive use of alcohol or drugs and psychological problems of the partner may be among the causes. They said that the perpetrators should be arrested, but there is a belief that domestic violence is an intimate and private forum issue. They have demonstrated good knowledge about the definition of various forms of violence, and recognition of signs and symptoms, however, low knowledge about the epidemiology of violence against women. They affirmed that it is the nursing professional\'s assignment to address domestic violence, but that it is not direct or insistent. They disagreed that the professional should ignore signs of violence, as well as that there is a need to schedule return at shorter intervals in cases of suspected domestic violence. Nearly half of the students are unaware of protocols for the care of women in situations of sexual violence, and most have stated that the doctor should not prescribe a sedative / antidepressant medication for the battered woman. They said that it is valid to evaluate with the client the risks to which they are exposed and to elaborate a security plan. They said that couple therapy and psychotherapy are recommended. The minority acknowledged the importance of case reporting but stressed the importance of providing telephone numbers of institutions hosting women and turning to the woman\'s station. Finally, the findings showed that students have a partial knowledge about the handling of domestic violence cases and gaps in their training need to be filled out, and it is recommended to include the subject in the program content of the course and to provide practical experiences for the students
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Afinal, segredo de quê? Uma leitura metapsicológica da função do segredo na violência sexual e o atendimento em instituição de saúde / What is the secrecy after all? A metapsychological reading of the function of secrecy in sexual violence and the clinical treatment at the health institutionsLuciana Ferreira Chagas 11 August 2014 (has links)
A violência sexual provoca sofrimento e produz consequências de ordem física e psicológica que se fazem escutar no espaço clínico. É preconizado pelo Ministério da Saúde que a assistência se faça por meio de abordagem interdisciplinar capacitada, porém, nota-se que existe uma carência na literatura a respeito de atendimentos psicológicos realizados e seus resultados, principalmente na abordagem psicanalítica. É dado clínico que a violência sexual se repete em muitos casos, que mulheres adultas que relatam ter vivido essa experiência na infância mantenham segredo, e que a manutenção desse segredo resulta em consequências, muitas vezes sobrecarregando os serviços públicos de saúde. Temos percebido que o segredo vem sendo justificado em função do vínculo afetivo existente entre agredido e agressor, entretanto a clínica nos mostra que apesar da presença dessas características, nem sempre esse silenciamento se dá em função disso e que frequentemente o segredo vem ocupar uma função de possível manutenção de uma posição subjetiva que talvez não possa ser revelada. Assim, essa justificativa engessada poderia impossibilitar que essas mulheres fossem tratadas. Acreditando na relevância da compreensão clínica da função do segredo no tratamento psíquico de cada mulher, tanto do ponto de vista conceitual quanto da manutenção de uma posição subjetiva, apresentamos uma investigação teórica a respeito da violência sexual e do conceito de segredo nas obras de Freud e de Lacan, bem como uma revisão da literatura científica especializada. Abordamos também conceitos psicanalíticos como silêncio, não-dito, complexo de édipo e constituição de sujeito, trauma, repetição e fantasia, para discutir questões relacionadas às articulações da violência sexual e o segredo com a psicanálise, enfatizando a escolha pelo segredo como algo que tem a função de resguardar a fantasia. Refletimos também a importância de serviços à violência sexual para o sistema de saúde brasileiro no que se refere a possível contribuição para a diminuição da sobrecarga nas instituições públicas, bem como caminhos para que psicólogos que trabalhem ou pretendam trabalhar em instituições de saúde e/ou consultórios particulares com pacientes que apresentam histórico de violência sexual, possam pensar em possibilidades de prevenção, direção de tratamento do sofrimento psíquico e interlocução com os demais saberes da área da saúde, corroborando para novos projetos de serviços interdisciplinares e novas pesquisas / The Sexual violence causes suffering and produces physical and psychological consequences that can be listened in the clinical space. The Brazilian health department recommends that social assistance should be provided by specialized interdisciplinary approach; however, there is a lack of literature about psychological services and results performed, especially in the psychoanalytic approach. The clinical observation testifies that sexual violence can be a repetition in many cases, that the adult women who have suffered abuse during their childhood keep the that as a secret, and that the maintenance of such secrecy results in consequences, that often overload the public health services. We realized along the studies that the secret has been justified by the emotional connection between the abused and the abuser, however the clinic experience shows us that despite the presence of these characteristics, this silencing is not always related to the emotional relationship described above but is often related to the possibility of maintaining a subjective position which may not be revealed. Therefore, this \"assumed\" reason could make it impossible for these women to be treated. Based on the belief that clinically the secrecy has its function on the way we can conduct the treatment of each women from the theoretical point of view as well as the maintenance of a subjective position we present a theoretical research about sexual violence and the concept of secrecy in the Freud and Lacan literature, as well as review of the specialized scientific researches. We analyzed psychoanalytic concepts such as silence, the unsaid, the Oedipus complex and the psychic constitution, trauma, repetition and fantasy. We discussed the issues related to the links of sexual violence and secrecy with the psychoanalysis, emphasizing the \"choice\" for the secrecy as something that has the function of protecting the fantasy. We also considered the importance of multidisciplinary services supporting treatments of sexual violence victims in the Brazilian health system in order to reduce the overload on public institutions, as well as, the possibility of finding ways for psychologists to work with patients who have sexual violence history. At last, we discussed the possibilities of prevention, the treatment of psychological suffering and the dialogue among the health fields such as medical and social services, corroborating for new projects of interdisciplinary services and new researches
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Rota crítica: os (des) caminhos trilhados por mulheres em situação de violência doméstica na busca por ajuda / Critic route: the paths used by woman under domestic violence on their search for helpMiryam Cristina Mazieiro Vergueiro da Silva 06 March 2009 (has links)
Este estudo investiga a permanência das mulheres em situação de violência conjugal e a busca por ajuda. A partir da perspectiva de gênero, das relações intersubjetivas e de questões intrapsíquicas, buscou-se estabelecer os fatores que influem na manutenção do relacionamento abusivo, e as estratégias buscadas para a resolução desse conflito. A opção metodológica foi a da abordagem qualitativa e tal escolha se justificou devido às características do objeto e aos objetivos da pesquisa. Foram colhidas seis entrevistas com mulheres consideradas boas informantes, de camada social baixa, levando-se em conta a quantidade e qualidade do material produzido, como também o acesso às mulheres em tal situação. Os resultados encontrados apontam para a influência das vivências na família de origem e o amor pelo agressor como importante obstáculo para a saída da relação abusiva, bem como a assimetria de poder dentro da relação. A busca por ajuda envolveu principalmente os familiares, a Delegacia de Polícia e a Delegacia de Defesa da Mulher e os serviços de saúde; as respostas foram, por vezes, demovedoras da decisão de transformar a situação. Os familiares, filhos, vizinhos, amigos e o crime organizado, de modo geral, não ofertaram apoio significativo na direção de uma transformação da conjugalidade violenta. Já as instituições formais acessadas pelas entrevistadas, ou seja, a Delegacia de Defesa da Mulher e o serviço de saúde se configuraram em importante rede de suporte. / This study researches the permanence of women in violent marriage condition and the search for help. From the gender perspective, from subjective relations and psychical questions, it tries to establish the factors that influence the maintenance of an abusive relationship, and the strategies sought for the solution of this conflict. The methodology option for this was the qualitative approach; the results obtained lead to love, as the main obstacle to the way out from the abusive relationship, as well as the asymmetry of the power within the relationship. The search for help involved mainly the relatives, the DDM and health care services: sometimes the answers were not persuasive forward the decision to change the situation.
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Determinantes sociais dos feminicidios no Peru e no Brasil 2009 – 2014Asin, Paola Isabel Carrasco 28 November 2016 (has links)
Submitted by Renata Lopes (renatasil82@gmail.com) on 2017-04-17T12:15:08Z
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Previous issue date: 2016-11-28 / Introdução: feminicídios ou femicídios são assassinatos sustentados nas relações de poder, desigualdade e subordinação da mulher. Estes são a última escala da violência contra a mulher, que durante o período 2010 -2014 vitimaram mais de 15.877 vidas (Peru – Brasil). Os estudos sobre este tema são de vital importância porque segundo as estatísticas, uma mulher é morta a cada hora e meia no Brasil e a cada vinte segundos uma mulher é violentada no Peru. Inicialmente, promulgaram leis contra a violência de gênero ou intrafamiliar, anos depois, tornaram-se leis contra os feminicídios. Procurando proteção para a mulher que contribuía na possibilidade de igualdade de oportunidades sociais, lutando assim contra a desigualdade de gênero através da aplicação de políticas públicas que contribuíam com o tempo na erradicação dos feminicídios. Objetivos: analisar os determinantes sociais que fazem parte do índice de desigualdade de gênero associadas à ocorrência dos feminicídios no Peru e no Brasil e construir as taxas padronizadas dos feminicídios no Peru e no Brasil. Metodologia: estudo ecológico e descritivo, utilizando dados secundários cuja população alvo foram todas as mulheres peruanas e as mulheres brasileiras acima dos 15 anos de idade. Realizou-se uma análise multivariada através do coeficiente de correlação linear de Pearson e da significância de associação entre a taxa de feminicídio e os indicadores que fazem parte do IDG (no caso de Peru) e com os óbitos femininos por agressão dos municípios com mais de 50.000 habitantes e os indicadores do IDG (no caso do Brasil). Resultados: foram construidas as taxas padronizadas dos feminicídios no Peru, assim como as taxas padronizadas dos óbitos femininos por agressão no Brasil. Não se encontrou associação alguma entre os indicadores do IDG e os feminicídios no Peru. No caso do Brasil, a porcentagem dos assentos ocupados pelo sexo feminino no parlamento municipal durante as três ultima eleições, foi o único indicador do IDG que não foi significativo. Conclusões: a partir dos resultados podemos concluir que os determinantes sociais que constituem parte do IDG não se mostram associados à ocorrência dos feminicídios no Peru, podendo-se formular a hipóteses que uma possível subestimação de dados não permite determinar a existência da associação das determinantes sócias com os feminicídios. Aliás, no caso de Brasil o nível de educação é inversamente proporcional à ocorrência de morte das mulheres por agressão, observando que quanto maior é o nível de educação da mulher a incidência das mortes destas por agressão diminui. / Introduction: femicides are murders sustained in the power relation, inequality and women`s subordination. These are the last step of women`s violence, which during o period 2010 – 2014 victimized more than 15.877 lives (Peru – Brazil), leaving children in orphan status and many still free murderers in society. Studies on this issue are of vital importance because according to statistics one woman is killed every hour and a half in Brazil and twenty seconds a woman is raped in Peru. Were initially enacted laws against gender violence or domestic, meanwhile, women continued to be killed as a result of violence in most times by their partners or former partners, which resulted, years later in laws against femicide. Seeking protection for the woman who contributed to the possibility of equal social opportunities, thus fighting against gender inequality through the application of public policies that contributed over time to the eradication of feminicides Objectives: Analyze the social determinants that are part of the index of gender inequality associated with the occurrence of femicide in Peru and Brazil and build the standardized rates of femicide in Peru and Brazil. Metodology: ecological and descriptive study, using secondary data whose target population was all Peruvians women and all Brazilian women above 15 years old. A multivariate analysis was made using a Pearson's linear correlation coefficient and the significance of association between the rate of femicide and indicators that are part of the GDI (in the case of Peru) and municipality’s female deaths with more than 50.000 inhabitants and GDI indicators (in the case of Brazil). Results: The standardized rates of Peruvian’s feminicides were constructed, like with the standardized rates of Brazilian’s women deaths for aggression. It was not found any association between indicators of IDG and femicide in Peru. In the case of Brazil, the percentage of seats occupied by the female sex in the municipal parliament during the three last elections was the unique indicator of IDG that was not significant. Conclusions: From the results we can conclude that the social determinants that are part of the GDI are not shown to be associated with the occurrence of the feminicides in Peru, being able to formulate the hóstesis of a possible underestimation of data does not allow to determine the existence of the association to the occurrence of femicide. However, in the case of Brazil, the level of education is inversely proportional to the occurrence of the death of women due to aggression, observing that the higher the level of education of women, the incidence of women's deaths due to aggression decreases.
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O Stalking na violência entre parceiros íntimos: a perspectiva das vítimasLopes, Natalice do Carmo 02 February 2017 (has links)
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Previous issue date: 2017-02-02 / O stalking ou assédio persistente em português, se configura como um tipo de violência interpessoal, caracterizada por formas de contato, assédio e perseguição persistente. Presente em todos os contextos, sua ocorrência se mostra predominante nas relações de intimidade, tendo a mulher como a principal vítima. Diante disso, o presente estudo buscou investigar por meio de entrevistas semiestruturadas, a ocorrência do stalking em mulheres que foram vítimas de Violência Entre Parceiros Íntimos (VPI) e que buscaram ajuda em uma Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher no período de março á Julho de 2017. Dentre os comportamentos violentos, estiveram presentes 3 (10%) tentativas de assassinato, 5 (16.6%) fraturas e ameaças de morte 16 (53.3%). Dentre os comportamentos característicos de stalking, se encontraram o controle de comportamentos, como impedir de fazer ou ter coisas 19 (63.3%), perseguir e assediar a vítima na porta do trabalho 8 (26.6%), procurar de forma insistente por meio de ligações 11(36.6%) e monitorar por meio de redes sociais, celular e mensagens 18 (60%). A grande variedade de estratégias usadas pelos stalkers para exercer o controle, perseguir e assediar as vítimas mostram que o stalking se caracteriza pela ocorrência de um conjunto variado de comportamentos e não apenas comportamentos isolados, evidenciando a dificuldade do agressor em manter a distância e aceitar o termino em alguns casos, mostrando a importância de desocultar e reconhecer o stalking nesse contexto, ampliando a discussão para além do âmbito cientifico. / Stalking, know in Portuguese as persistent harassment, shows itself as a kind of interpersonal violence characterized by means of contact, harassment and persistent pursuit. Existing in every social context, his occurrence is predominant in relations of intimacy, being the woman his primary victim. In this light, the present study tried to investigate, utilizing semi-structured interviews, the occurrence of stalking in women victims of Violence between Intimate Partners (VIP) who sought help in a specialized police station for women (Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher). Among the violent behaviors are observed 3 (10%) attempts of murder, 5 (16.6%) fractures and 16 (53.3%) death threats. Among the characteristic stalking behavior are observed behavioral control, like the preventing of doing or owning things by the victim, in 19 cases (63.3%), pursuit and harassment in the workplace in 8 (26,6%) cases, insistent telephone contact in 11 (36,6%) cases and monitoring by social network and cell phone messages in 18 (60%) cases. The great variety of strategies used by the stalkers to control, pursuit and harass the victims shows that stalking is characterized by the occurrence of a varied set of behaviors, not just isolated actions, demonstrating the difficult situation of the aggressor for coming to terms with the end of his relationship and to keep distance of his ex-partner in some cases. This exhibit the importance of bringing to light and recognize the stalking in these contexts in a way that could help foment the discussion of this phenomena in the scientific circle.
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Violencia de género en México = una aproximación a partir de la ENDIREH-2006 = Violência contra a mulher - México : uma aproximação a partir da ENDIREH-2006 / Violência contra a mulher - México : uma aproximação a partir da ENDIREH-2006 / Gender violence in Mexico : an approach from the ENDIREH-2006Aparicio López, María del Rosario, 1975- 05 October 2013 (has links)
Orientadores: Joice Melo Vieira, Maria Coleta Ferreira Albino de Oliveira / Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas / Made available in DSpace on 2018-08-25T16:41:37Z (GMT). No. of bitstreams: 1
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Previous issue date: 2013 / Resumo: Essa dissertação tem o objetivo de refletir sobre a violência de gênero no México por meio da Encuesta Nacional sobre las Dinámicas de las Relaciones en los Hogares 2006 (ENDIREH-2006). A análise desse fenômeno será realizada a partir de três eixos: 1) descrição das características sociodemográficas e socioeconômicas das mulheres casadas e unidas que vivenciaram violência física ao lado dos seus cônjuges; 2) análise dos episódios de violência física mais comuns entre os casais mexicanos e os possíveis fatores associados à violência física; 3) análise das dinâmicas conjugais através dos motivos que causam raiva nos casais e suas possíveis reações / Abstract: This dissertation reflects on gender violence in Mexico through the Encuesta Nacional sobre la Dinámica de las Relaciones en los Hogares, edition 2006 (ENDIREH-2006). The analysis of this phenomenon will be from three aspects: through a description of the sociodemographic and socioeconomic married women who lived physical violence by their husbands or spouses; presenting episodes of physical violence more common among Mexican couples and the associated factors for physical life and, finally, discusses marital dynamics through the reasons that cause anger in couples and their possible reactions / Mestrado / Demografia / Mestra em Demografia
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Características sociodemográficas e sintomas psíquicos de mulheres vítimas de violência sexual = Sociodemographic characteristics and psychic symptoms of women victims of sexual violence / Sociodemographic characteristics and psychic symptoms of women victims of sexual violenceFacuri, Cláudia de Oliveira, 1979- 23 August 2018 (has links)
Orientador: Renata Cruz Soares de Azevedo / Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas / Made available in DSpace on 2018-08-23T00:37:28Z (GMT). No. of bitstreams: 1
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Previous issue date: 2012 / Resumo: Violência sexual (VS) é um problema de saúde pública e seu impacto é amplamente verificado, econômica, social, física e mentalmente. Mulheres com história de VS têm maior vulnerabilidade para sintomas psiquiátricos, principalmente depressão, pânico, somatização, distúrbios do sono, TOC, abuso e dependência de SPA. Objetivos: avaliar o perfil, características da agressão, sintomas psíquicos e seguimento ambulatorial de mulheres que procuraram atendimento no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher por terem sofrido violência sexual. Método: estudo descritivo, quantitativo e retrospectivo, que avaliou os dados dos prontuários de todas as mulheres atendidas no CAISM, vítimas de violência sexual no período de junho de 2006 a dezembro de 2010. Resultados: Avaliadas 687 mulheres: idade média de 23,7 anos, 47,4% adolescentes. Maioria branca, solteira, sem filhos, previamente hígida, com escolaridade maior que 8 anos e ativa profissionalmente, com religião, católica e com prática religiosa. Um quarto era virgem até a VS, 16,2% apresentava antecedente pessoal e 9,6% antecedente familiar de VS. O evento ocorreu principalmente no período noturno, na rua, por agressor único, desconhecido, com intimidação, por meio de força física, através de coito vaginal. Atendimento de emergência em até 24 horas para 65,3% e em até 72 horas para 87,6% das mulheres. Maioria contou a alguém sobre a violência e se sentiram apoiadas. Mais vítimas procuraram atendimento precoce ao longo dos biênios 2006-2008 e 2009-2010. Avaliação psiquiátrica ambulatorial de 468 pacientes, manutenção do perfil sociodemográfico da população geral. Um terço da população apresentava TM relacionados ao uso de SPA (35,8%). 25% antecedente pessoal de TM, 15,3% em tratamento psiquiátrico. A maioria das mulheres apresentou reações ao evento: alterações de sono (54,2%), sintomas depressivos (51,8%) e ansiosos (48,5%). Agrupamentos de sintomas: resposta social ao trauma (vergonha - 46,5% e culpa - 20,8%), comportamento evitativo (isolamento social - 35,1%, evitação social - 32,9% e alterações de rotina - 28,8%), comportamento suicida (ideação - 18,8%, planejamento - 6,5% e tentativa- 1,7%) e medos relativos ao trauma (medo de repetição do evento - 25,8%, medo de contrair DST - 24,3% e medo de gestação - 10,8%). Um terço não desenvolveu sintomas, 1/4 sintomas leves/curta duração e 43,1% apresentaram TM após a VS: Transtorno de ajustamento (22,1%), TEPT (12,4%) e Transtorno Depressivo Maior (8,6%). Comorbidade psiquiátrica (12,6%): destas, RM (35,6%), TM relacionado ao uso de SPA (22%), transtornos de humor (13,6%), transtornos de ansiedade (11,9%), transtornos de personalidade (6,8%) e transtornos psicóticos (5,1%). Adesão ambulatorial de 6 meses: 45,9% completa, 35,5% parcial e 18,6% apenas um comparecimento. A comparação entre adolescentes e adultas apontou em adolescentes maiores taxas de agressores conhecidos e busca tardia de atendimento, resultando em menores taxas de medidas profiláticas e, entre as adultas maiores taxas de sintomas psíquicos e reações graves ao evento / Abstract: Sexual violence (SV) is a public health problem and its impact is widely verified, economically, socially, physically and mentally. Women with a history of sexual violence have increased vulnerability to psychiatric symptoms, particularly depression, panic, somatization, sleep disorders, OCD, abuse and dependence PAS. Objectives: To evaluate profile, characteristics of aggression, psychiatric symptoms and follow-up of women who sought treatment at Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher for having suffered sexual violence. Methods: A descriptive, quantitative and retrospective study which evaluated data from medical records of all women treated at CAISM, victims of sexual violence in the period June 2006 to December 2010. Results: Evaluated 687 women: mean age 23.7 years, 47.4% adolescents. Mostly white, single, without children, previously healthy, over 8 years of education and professionally active, with religion, catholic and religious practice. 1/4 was a virgin until SV, 16.2% had personal history and 9.6% family history of SV. The event took place mainly at night, in the street, by single unknown perpetrator, with intimidation by means of physical force, through vaginal intercourse. Emergency care within 24 hours for 65.3% and within 72 hours for 87.6% of women. Most told anyone about the violence and felt supported. More victims sought early treatment during the 2006-2008 and 2009-2010 biennia. Outpatient psychiatric evaluation of 468 patients, maintaining demographic profile of general population. 1/3 of the population was related to the use of PAS MD (35.8%). 25% MD history, 15.3% in psychiatric treatment. Most women had reactions to the event: sleep disturbances (54.2%), depressive symptoms (51.8%) and anxiety (48.5%). Clusters of symptoms: social response to trauma (shame - guilt and 46.5% - 20.8%), avoidance behavior (social isolation - 35.1%, social avoidance - 32.9% and routine changes - 28.8 %), suicidal behavior (ideation - 18.8% planning - 6.5% and 1.7%-attempt) and fears related to trauma - apprehensive behavior (fear of repeating the event - 25.8%, fear of contracting STDs - 24 3% and fear of pregnancy - 10.8%). A third developed no symptoms, 1/4 mild/short term symptoms and 43.1% had MD after SV: adjustment disorder (22.1%), PTSD (12.4%) and Major Depressive Disorder (8, 6%). Psychiatric comorbidity (12.6%): of these, MR (35.6%), related to the use of PAS MD (22%), mood disorders (13.6%), anxiety disorders (11.9%), personality disorders (6.8%) and psychotic disorders (5.1%). Accession ambulatory 6 months: 45.9% complete, 35.5% partial and 18.6% just one consultation. The comparison between adolescents and adults showed adolescents with higher rates of known offenders and late care-seeking, resulting in lower rates of prophylactic measures and among adults, higher rates of psychiatric symptoms and severe reactions to the event / Mestrado / Saude Mental / Mestra em Ciências Médicas
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