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Comparação entre a técnica femoral com dispositivo de hemostasia e a técnica radial em pacientes submetidos à estratégia invasiva precoce / Comparison between the femoral approach with hemostasis device and the radial approach in patients undergoing early invasive strategyPedro Beraldo de Andrade 16 November 2015 (has links)
A via de acesso arterial é um importante sítio de complicações após a realização de procedimentos coronários invasivos. Dentre as estratégias para a redução de complicações vasculares, encontra-se estabelecida a eficácia da técnica radial. Os dispositivos de oclusão vascular propiciam maior conforto ao paciente, reduzindo o tempo de hemostasia e repouso no leito. Entretanto, a inconsistência de dados comprovando sua segurança limita sua adoção rotineira como estratégia para redução de complicações vasculares, requerendo evidências de estudos randomizados com metodologia adequada. O objetivo deste estudo foi comparar a incidência de complicações no sítio de punção arterial entre a técnica radial e a técnica femoral com utilização de Angio-Seal em pacientes com síndrome coronariana aguda sem supradesnível do segmento ST submetidos à estratégia invasiva precoce. Trata-se de um ensaio clínico unicêntrico, de não inferioridade, no qual duzentos e quarenta pacientes foram randomizados para a técnica radial ou técnica femoral com utilização de Angio-Seal. O objetivo primário foi a ocorrência de complicações no sítio de punção arterial até 30 dias após o procedimento, incluindo sangramento grave, hematoma >= 5 cm, hematoma retroperitoneal, síndrome compartimental, pseudoaneurisma, fístula arteriovenosa, infecção, isquemia de membro, oclusão arterial, lesão de nervo adjacente ou necessidade de reparo vascular cirúrgico. Em relação às características demográficas e clínicas, houve diferença apenas quanto ao gênero, com presença maior de pacientes do sexo feminino no grupo radial (33,3% versus 20,0%, p=0,020). Não se observaram diferenças entre os grupos quanto ao diagnóstico de admissão, alterações isquêmicas presentes no eletrocardiograma, elevação de marcadores de necrose miocárdica ou escores de risco, bem como quanto à farmacoterapia antitrombótica adjunta e características da intervenção coronária percutânea. A hemostasia foi obtida na totalidade dos procedimentos do grupo radial com a utilização da pulseira compressora seletiva TR Band e em 95% dos procedimentos realizados pela técnica femoral com o Angio-Seal (p=0,029). Exceto pela maior incidência de oclusão arterial no grupo radial comparado ao femoral, não houve diferenças entre os demais desfechos analisados. Segundo o teste de não inferioridade para complicações na via de acesso arterial aos 30 dias, verificou-se que a utilização do Angio-Seal não produziu resultados inferiores ao acesso radial, considerando-se a margem de 15% (12,5% versus 13,3%, diferença -0,83%, IC 95% -9,31 - 7,65, p para não inferioridade <0,001). Os resultados principais deste estudo demonstram que, em uma população de pacientes com diagnóstico de síndrome coronariana aguda sem supradesnível do segmento ST, submetida à estratificação de risco invasiva, a utilização do dispositivo de oclusão vascular Angio-Seal confere ao procedimento efetivado pelo acesso femoral inferioridade na incidência de complicações no sítio de punção arterial aos 30 dias quando comparado ao acesso radial. / Arterial access is a major site of complications after invasive coronary procedures. Among strategies to decrease vascular complications, the radial approach is an established one. Vascular closure devices provide more comfort to patients decreasing hemostasis and need for bed rest. However, the inconsistency of data proving their safety limits their routine adoption as a strategy to prevent vascular complications, requiring evidence through adequately designed randomized trials. The aim of this study is to compare the radial versus femoral approach using Angio-Seal for the incidence of arterial puncture site complications among non-ST-segment elevation acute coronary syndrome patients submitted to an early invasive strategy. This study is a unicentric, non-inferiority clinical trial where two hundred and forty patients with non-ST-segment elevation acute coronary syndrome were randomized to either radial or femoral access using Angio-Seal. The primary outcome was the occurrence of complications at the arterial puncture site until 30 days after the procedure, including major bleeding, hematoma >= 5 cm, retroperitoneal hematoma, compartment syndrome, pseudoaneurysm, arteriovenous fistula, infection, limb ischemia, arterial occlusion, adjacent nerve injury or the need for vascular surgery repair. With respect to demographic and clinical characteristics, there were differences only in terms of gender, with greater presence of female patients in the radial group (33.3% versus 20.0%, p = 0.020). There were no differences between the groups regarding the diagnosis of admission, ischemic changes present in the electrocardiogram, elevation of myocardial necrosis markers or risk scores, as well as the adjunct antithrombotic pharmacotherapy and features of the percutaneous coronary intervention. Hemostasis was achieved in the entire radial group with the use of selective radial compressor TR Band and in 95% of the procedures performed by femoral technique with Angio-Seal (p = 0.029). Except for a higher incidence of arterial occlusion in the radial group compared to the femoral, there were no differences among the other outcomes analyzed. According to the non-inferiority test for arterial access site complications in 30 days, it was found that the use of Angio-Seal not produced results inferior to the radial approach, considering the margin of 15% (12.5% vs. 13.3%, difference -0.83%, 95% CI -9.31 - 7.65, p for noninferiority <0.001). The main results of this study demonstrated that in a population of patients diagnosed with non-ST segment elevation acute coronary syndrome, who underwent invasive risk stratification, the use of the Angio-Seal vascular closure device confers to the femoral approach noninferiority in the incidence of arterial puncture site complications at 30 days when compared to the radial approach.
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Marcadores prognósticos na nefropatia isquêmica em pacientes submetidos à intervenção terapêutica (angioplastia com ou sem implante de stent) / Markers prognostics in the ischemic nephropathy in patients submitted to the therapeutic intervention (angioplasty with or without stenting)Marcelo Maciel da Costa 11 September 2006 (has links)
A nefropatia isquêmica é caracterizada pela piora da função renal e perda de massa renal decorrente de uma estenose hemodinamicamente significativa. A reversibilidade potencial da injúria renal após intervenção terapêutica é ponto crucial. A intervenção terapêutica tem como objetivo restabelecer um fluxo renal adequado e conseqüentemente melhorar a taxa de filtração glomerular e obter um melhor controle pressórico. Objetivo: avaliar e comparar os marcadores prognósticos tradicionais e novos (quantificação da ecogenicidade renal - relação parênquimo-sinusal (RPS) e histologia renal) na nefropatia isquêmica em pacientes submetidos à angioplastia com ou sem implante de stent. Material e Métodos: foi realizado um estudo prospectivo de casos consecutivos no HC-FMUSP com duração de dois anos e sete meses. A população foi composta de 20 pacientes com diagnóstico de estenose de artéria renal e com creatinina sérica acima 1,5mg/dl, submetida à angioplastia renal com ou sem implante de stent. Coleta de Dados e Procedimentos: realizados antes da intervenção - exames laboratoriais (creatinina sérica e cálculo da depuração de creatinina estimada - Cockcroft-Gault e da depuração de creatinina do rim submetido à angioplastia, proteinúria de 24 horas, hemoglobina, ácido úrico sérico, dosagem de atividade de renina plasmática (ATP) em veias renais e veia cava inferior); exames de imagem e de radioisótopos (ultra-sonografia renal com histograma, Doppler renal, renograma com captopril e arteriografia renal digital); biópsia renal com realização de processamento para microscopia óptica. Após a intervenção os pacientes foram divididos em: grupo 1- melhora da função renal (n=14) e grupo 2 - piora ou estabilização da função renal (n=6). End-points: Depuração de creatinina estimada - Cockcroft- Gault no primeiro mês após à angioplastia. Análise Estatística: os dados foram o submetidos a análise uni variada, com aplicação do teste t de Student ou do teste de Mann-Whitney. O teste exato de Fisher foi utilizado para comparação de proporções. A curva ROC foi realizada para análise do RPS. Resultados: A dosagem de creatinina sérica (p=0,04), a depuração da creatinina no rim submetido à angioplastia (p=0,02), o tamanho renal (p=0,02), o renograma com captopril - teste positivo (0,04) e o RPS (p=0,02) apresentaram diferença significativa entre os grupos. Através da análise da curva ROC para o RPS, o cálculo da área sob a curva ROC foi 0,833 (0.63- 1.0, IC95%). Conclusão: O RPS é um novo teste capaz de prever a evolução da taxa de filtração glomerular após angioplastia com e sem stent na nefropatia isquêmica / The ischemic nephropathy is characterized by the worsening of the renal function and loss of renal mass due to an renal artery stenosis hemodynamically significant. To the potential reversibility of the renal injury after therapeutic intervention is a crucial point and the therapeutic intervention has as objective to reestablish an appropriate renal flow, and consequently improve the glomerular filtration rate and obtain a better pressorical control. Objective: to evaluate and to compare the markers traditional and new prognostics (measure of the renal ecogenicity - relationship sinusal parênquimum (RSP) and renal histology) in the ischemic nephropathy in patients submitted to the therapeutic intervention with success. Material and Methodology: prospective studies of consecutive cases were accomplished in HC-FMUSP in two years and seven months time. The population was composed of 20 patients with diagnosis of renal artery stenosis with plasma creatinine level above 1.5 mg/dl; that had indication of therapeutic intervention - angioplasty with or without stenting. Collection of Data and Procedures: accomplished before the intervention - laboratorial exams (plasma creatinine level and calculation of creatinine clearance by Cockcroft-Gault formula, calculation of creatinine clearance of kidney submitted to the therapeutic intervention, proteinuria of 24 hours, haemoglobin, serum uric acid and renin in renal veins and inferior cava vein), image exams and of radioisotopes (renal ultrasonography with histogram, renal Doppler ultrasonography, captopril-enhanced 99mTc-DTPA renal scintigraphy and digital renal arteriography) and renal biopsy with processing accomplishment for optical microscopy. After the intervention the patients were separate in group 1 - it gets better of the renal function (n=14) and group 2 - it worsens or stabilization of the renal function (n=6). End-points: Creatinine clearance by Cockcroft-Gault formula the first month after therapeutic intervention with success. Statistical analysis: the data were submitted the unvarieted analysis, with application of the Student test or the Mann-Whitney test. Also the exact test of Fisher was used for proportions comparison. ROC curv was used for RPS analisys Results: Plasma creatinine level (p=0,04), creatinine clearance of kidney submitted to the therapeutic intervention (p=0,02), renal size (p=0,02), renal scintigraphy with positive captopril-test (p=0,04) and RSP (p=0,02) presented significant difference among the groups. In the ROC curve analysis of RSP, the calculated area under the curve was 0.833 (95% CI, 0.63-1.0). Conclusion: the RSP is a new test to predict the evolution of glomerular filtration rate after angioplasty with or without stenting
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Estudo randomizado comparativo entre duas técnicas de proteção embólica cerebral no tratamento endovascular das estenoses carotídeas / Flow-reversal versus filter protection: a pilot carotid artery stenting randomized trialLuís Henrique de Castro Afonso 04 September 2014 (has links)
O acidente vascular cerebral (AVC) e a primeira causa de obito no Brasil e a principal de incapacidade no mundo. A doenca aterosclerotica carotidea esta associada a cerca de 15% dos AVC. A endarterectomia cirurgica e o tratamento padrao-ouro para as estenoses carotideas sintomaticas. A angioplastia carotidea com stent via endovascular (ACS) e uma alternativa terapeutica a endarterectomia. O desenvolvimento de dispositivos de protecao embolica levou a reducao das taxas de complicacao durante a ACS. A tecnica de protecao mais utilizada na pratica clinica e a protecao distal com filtro. As estrategias de protecao proximal, por bloqueio ou reversao do fluxo carotideo, tem revelado resultados promissores em relacao a protecao distal com filtro durante a ACS. Assim, o objetivo do estudo foi comparar a reversao de fluxo e o filtro de protecao durante a ACS. Os objetivos primarios foram a incidencia, o numero e o tamanho das lesoes cerebrais isquemicas por ressonancia magnetica pela sequencia diffusion-weighted-imaging (DWI) apos a ACS. Os objetivos secundarios foram as complicacoes cardiacas e eventos cerebrovasculares (CCEC), ataque isquemico transitorio (AIT) e as lesoes cerebrais isquemicas definitivas na imagem por ressonancia magnetica pela sequencia fluid-attenuated inversion recovery (FLAIR) no seguimento de tres meses. As lesoes isquemicas foram obtidas por ressonancia magnetica (RM) de campo 3 Tesla. Os pacientes foram avaliados quanto aos desfechos neurologicos atraves das escalas do National Institutes of Health Stroke Scale (NIHSS) e modified Rankin Scale (mRS). Quarenta pacientes foram incluidos randomicamente no estudo. Comparado a reversao de fluxo (n=21) o filtro de protecao (n=19) resultou em uma reducao significativa na incidencia (15,8% vs. 47,6%, p=0,03), no numero (0,73 vs. 2,6, p=0,05) e no tamanho (0,81 vs. 2,23 mm, p=0,05) das novas lesoes cerebrais isquemicas. Dois pacientes, um de cada grupo, apresentaram AIT no seguimento de tres meses. Nao foram observadas CCEC na internacao ou no seguimento de tres meses. Neste estudo, o filtro de protecao mais eficaz que a reversao de fluxo na protecao cerebral durante a angioplastia carotidea com stent por acesso femoral. / Objectives: Carotid artery stenting (CAS) has become an alternative treatment for patients presenting symptomatic carotid artery stenosis. The improvement in clinical outcomes with CAS has been associated with the development of embolic protection devices. The trial aim is to compare flow-reversal versus filter protection during CAS through femoral access. Methods: Patients were randomly enrolled in CAS using flow-reversal or filter protection. The primary endpoints were the incidence, number and size of new ischemic brain lesions after CAS. The secondary endpoints included major adverse cardiac and cerebrovascular events (MACCE), transient ischemic attack (TIA) and definitive ischemic brain lesions on fluid-attenuated inversion recovery magnetic resonance image (FLAIR-MRI) at a three-month follow-up. Ischemic brain lesions were assessed by a 3T-MRI. Neurological outcomes were evaluated by means of the National Institutes of Health Stroke Scale (NIHSS) and the modified Rankin Scale (mRS). Results: Forty consecutive patients were randomly assigned. Compared to flow-reversal (n=21), filter protection (n=19) resulted in a significant reduction in the incidence (15.8% vs. 47.6%, p=0.03), number (0.73 vs. 2.6, p=0.05) and size (0.81 vs. 2.23 mm, p=0.05) of new ischemic brain lesions. Two patients, one from each group, presented TIA at the three-month follow-up. There were no MACCE in the hospital or at the three-month follow-up. Conclusions: In this small sample size trial, filter protection was more effective than flow-reversal in reducing ischemic brain lesions during CAS through femoral approach.
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Análise do sucesso clínico da angioplastia infrainguinal em função do seu resultado imediato / Post-operative flow increase is not predictive of the long-term efficacy of infrainguinal angioplasty in critical limb ischemiaTaís Bugs Wakassa 28 August 2013 (has links)
Objetivo: Determinar a influência do resultado imediato da angioplastia infrainguinal no sucesso clínico em 24 meses. Métodos: Foi realizado um estudo observacional prospectivo, que avaliou 40 angioplastias percutâneas infrainguinais, realizadas no período de abril de 2007 a fevereiro de 2011. Foram incluídos somente os casos com sucesso técnico e angiográfico intraoperatório. Todos os pacientes eram portadores de isquemia crítica de membro inferior decorrente unicamente de obstrução arterial crônica infrainguinal. Ultrassom com Doppler colorido (UDC) foi realizado um dia antes da cirurgia e no pós-operatório imediato. Foram registradas as velocidades de pico sistólico (VPS) nas artérias tibial anterior, tibial posterior e fibular na topografia do tornozelo. O gradiente de VPS pré e pós-operatório (GVPS) foi analisado e comparado prospectivamente quanto à melhora clínica em 2 anos, conforme os padrões recomendados pela SVS/ISCS. Foram utilizados os valores da artéria com a melhor variação perioperatória e da média das 3 artérias. Sucesso clínico foi definido como ausência de dor de repouso ou cicatrização de lesão. Resultados: Fizeram parte do estudo 19 mulheres e 20 homens, com média de idade de 68,5 ± 8,1 anos. Após 2 anos de seguimento, 26/40 lesões tiveram sucesso clínico sem novas intervenções cirúrgicas. Tempo de cicatrização variou de 4 a 111 semanas (mediana = 21,5 semanas). Lesões TASC II A/B tiveram sucesso clínico maior que TASC II C/D em 1 ano de seguimento (p<0,05), mas não em 2 anos (p=0,11). Entre os 14 casos de insucesso clínico, 6 foram submetidos a nova angioplastia e 4 a enxerto arterial. Três pacientes com angioplastia pérvia não tiveram cicatrização de lesão. Um paciente teve recorrência da úlcera no retorno de 24 meses. A perviedade primária foi de 62,5% ± 7,7% em 2 anos; e o salvamento de membro, de 92,5% ± 4,2% no mesmo período. Houve aumento de VPS, no leito distal, identificado pelo UDC. A variação de VPS foi de 44,4 cm/s, na melhor artéria, e de 21,9 cm/s, na média das artérias, para os casos de sucesso clínico. Para os casos de insucesso clínico, a variação foi de 45,3 cm/s, na melhor artéria, e de 24,7 na média das artérias. A comparação por UDC pré-operatória e pós-operatória imediata, através de VPS, não mostrou diferença estatística entre o grupos em 2 anos de seguimento. Conclusão: o aumento de fluxo pela avaliação por UDC, no pós-operatório imediato, não está relacionado com a resolução dos sintomas em 24 meses / Purpose: to evaluate the impact of the initial result of Percutaneous angioplasty (PA), objectively assessed with duplex-ultrasound, in the two-years clinical outcome. Methods: Between February 2007 and April 2011 thirty-nine patients with femoropopliteal atherosclerotic disease successfully treated by PA were included (40 limbs). One patient had both limbs treated in different occasions, and was considered as 2 cases for analysis. All patients had critical ischemia with rest pain and ischemic ulcers due to infrainguinal obstructions alone. The patients were submitted to duplex-ultrasound examination on the day before and on the first or second day after the procedure. Peak systolic velocities (PSV) was recorded in the anterior tibial, posterior tibial and fibular arteries at the level of distal third of the leg. All patients were followed for 2 years. Comparison between good and bad groups were based on VPS, including the perioperative gradient (GPSV) of the artery with highest variation and the mean of the VPS in the 3 arteries. After 2-years good result were defined as good when the patient had no pain and complete healing of a previous ulcer or minor amputations. It was considered as bad result when a second intervention was required or when unhealed lesions were present at the end of the 2-year period. Results: Mean age was 68,5 ± 8,1 years-old. In 26 cases the long-term result was good. Healing time ranged from 4 to 111 weeks (median 21.5). Bad long-term results were observed in 14 cases. Three lesions had persisted unhealed despite patent angioplasty. One case has ulcer recurrence at 24 months appointment. In 10 cases a second procedure was carried out (redo angioplasty in 6 and bypass in 4). TASCII A/B registered better clinical success then TASCII C/D (p<0,05) at 1-year follow-up but not at 2-years (p=0,11). Two-year limb salvage was 92,5% ± 4,2%. Primary patency was 62,5% ± 7,7% in 2-years. GVPS was 44,4 cm/s (highest artery) and 21,9 cm/s (mean PSV) in success group. GVPS was 45,3 cm/s (highest artery), and 24,7cm/s (mean VPS). The quality of the initial result, as measured by GPSV, was not associated with a good or bad long-term success (p>0,05). Conclusion: once the procedure was successfully performed, the degree of increase in flow is not related to the long-term durability and ulcer healing
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Estudo dosimétrico em cardiologia intervencionista: dose paciente e dose trabalhadordo Socorro Rocha da Silva, Maria 31 January 2011 (has links)
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Previous issue date: 2011 / Os avanços tecnológicos na área da geração de imagens médicas com radiações ionizantes possibilitaram a realização de intervenções invasivas que têm beneficiado diversas áreas da medicina, destacando-se entre essas as intervenções em cardiologia intervencionista. Apesar dos benefícios, os procedimentos intervencionistas geralmente envolvem o uso de longos tempos de exposição à radiação e representam, para pacientes e trabalhadores, um risco maior do que o de outros procedimentos nos quais também há exposição à radiação. Este trabalho apresenta os resultados da dosimetria realizada em médicos e pacientes (pediátricos e adultos) durante intervenções cardíacas percutâneas e procedimentos de diagnóstico, realizados no período de abril de 2007 a agosto de 2010, em um hospital de referência na cidade de Recife, Pernambuco. As medidas dosimétricas foram tomadas em 143 procedimentos, dos quais 118 foram realizados em pacientes adultos e 25 em pacientes pediátricos, estes com doença cardíaca congênita. Os procedimentos foram realizados por meio de um angiógrafo monoplanar Philips (modelo Allura 12), equipado com intensificador de imagem. A dosimetria de pacientes foi realizada pelo emprego de filmes radiocrômicos e de parâmetros de indicação de dose apresentados pelo equipamento angiográfico; e para a dosimetria nos médicos se utilizaram dosímetros termoluminescentes distribuídos no corpo e nas vestimentas de proteção dos profissionais. Durante os procedimentos clínicos, foram registrados parâmetros de irradiação e informações como: número de imagens, tempo acumulado em fluoroscopia; magnitude do kerma ar cumulativo no ponto de referência IRP [Ka,r], entre outras. Os resultados da dosimetria de pacientes mostraram valores de kerma ar na superfície de entrada da pele do paciente [Ka,e], variando de 240 a 5.897 mGy, nos pacientes adultos, e de 45 a 1.079 mGy nos pacientes pediátricos. A máxima dose absorvida na superfície (MDA) da pele do paciente variou de 649 a 4.180 mGy, nos pacientes adultos, e de 214 a 487 mGy, nos pacientes pediátricos. Seguindo orientações de guias de acompanhamento de pacientes, os pacientes que apresentaram MDA maior que 3 Gy ou Ka,r maior que 5 Gy foram avaliados, pelos médicos, após 14 dias do procedimento e não se observou a ocorrência de lesões. Com relação aos médicos, a dose efetiva média por procedimento foi 5,2 μSv em procedimentos de diagnóstico com pacientes adultos e de 4,5 μSv com pacientes pediátricos. Nos procedimentos de intervenção, os valores foram 10,8 μSv e 6,4 μSv, em procedimentos com pacientes adultos e pediátricos, respectivamente. Os valores de dose equivalente por procedimento, mais altos, medidos no corpo dos médicos, foram: 922 μSv no pé esquerdo, 514 μSv no pé direito, 382 μSv nas mãos e 150 μSv nos olhos, em procedimentos com pacientes adultos. Com pacientes pediátricos, os valores foram: 123, 127, 1.188 e 224 μSv, respectivamente. A ausência de acessórios de proteção (tela e saiote pumblíferos) e EPIs específicos (óculos e luvas) são explicações para os valores altos registrados. Dependendo do número de procedimentos, as doses recebidas pelos médicos podem exceder os limites de dose anual (150 mSv para o cristalino dos olhos e 500 mSv para extremidades) estabelecidos por normas nacionais e internacionais
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Aplicação do escore angiográfico SYNTAX em pacientes diabéticos, com doença aterosclerótica coronária obstrutiva multiarterial submetidos à terapia de revascularização miocárdica / SYNTAX Score application in diabetic patients with multivessel coronary artery disease randomized to CABG versus PCI - insights on the long-term follow-upRodrigo Barbosa Esper 25 September 2015 (has links)
INTRODUÇÃO: O SYNTAX escore avalia a complexidade da doença arterial coronária (DAC). As diretrizes de revascularização miocárdica recomendam a sua utilização para auxiliar na escolha da melhor estratégia de tratamento (cirurgia ou angioplastia) nos pacientes com DAC estável. O diabetes está associado a DAC de maior complexidade. Poucos estudos avaliaram a aplicação do SYNTAX escore em pacientes diabéticos com DAC multiarterial. OBJETIVOS: Avaliar o SYNTAX escore como preditor de eventos cardiovasculares adversos maiores (ECAM) nos grupos angioplastia coronária (ATC) e cirurgia de revascularização miocárdica (RM) em pacientes diabéticos com DAC multiarterial. Comparar a RM e ATC em relação aos ECAM nas categorias do SYNTAX escore baixo, intermediário e alto. MÉTODOS: Estudo prospectivo, centro único, com pacientes diabéticos com DAC multiarterial randomizados para ATC ou RM. O SYNTAX escore foi calculado post hoc por avaliador independente. Pacientes foram categorizados de acordo com o SYNTAX escore: baixo ( <= 22), intermediário ( > 22 e < 33) e alto ( >= 33). Foi avaliada prospectivamente a incidência de ECAM compostos por infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, necessidade de nova revascularização e mortalidade. RESULTADOS: Pacientes diabéticos (n=191) com DAC multiarterial, foram randomizados para realização de RM (n=95) ou ATC com stent farmacológico (n=96). Foram excluídos da população 3 pacientes: um caso devido a desistência da RM após randomização e dois casos com coronariografias sem condições técnicas de cálculo do SYNTAX escore. Total de 188 pacientes, 96 no grupo ATC e 92 no grupo RM, foram acompanhados por tempo mediano de 6,5 anos (variando de 0,1 a 8,6 anos). Foi observada maior incidência de ECAM nos pacientes com SYNTAX escore intermediário no grupo ATC (17,6% baixo, 52,5% intermediário e 40,9% alto, p=0.02). Não foi observada diferença de ECAM entre as diferentes categorias de SYNTAX escore no grupo RM (13.5% baixo, 15.6% intermediário e 34.8% alto, p=0.10). O SYNTAX escore não foi fator de risco independente para ECAM no grupo ATC (HR=1,02; IC de 95% de 0,99 a 1,06, p=0,115). O SYNTAX escore apresentou calibração inadequada (?mid=23,25) e baixa capacidade discriminatória (área abaixo da curva ROC = 0.63) para ECAM no grupo ATC. No grupo RM o SYNTAX escore não foi preditor independente de ECAM (HR=1,03; IC de 95% de 0,99 a 1,07, p=0,14). Quando comparados os grupos ATC e RM de acordo com a categoria de SYNTAX escore foi observada maior incidência de ECAM no grupo angioplastia com SYNTAX escore intermediário (52,5% no grupo ATC vs 15,6% no grupo RM, p=0.002). Não foi observada diferença de ECAM nos pacientes com SYNTAX escore baixo (17,6% no grupo ATC vs 13,5% no grupo RM, p=0,59) e alto (40,9% no grupo ATC vs 34,8% no grupo RM, p=0.68) entre a ATC e RM. CONCLUSÕES: O SYNTAX escore não foi preditor independente de ECAM nos grupos angioplastia e cirurgia. Quando comparados os grupos ATC e RM foi observada maior incidência de ECAM no grupo ATC com SYNTAX escore intermediário / AIMS: Evaluate the SYNTAX score (SS) in predicting major adverse cardiovascular events (MACCE) in coronary angioplasty (PCI) and surgery (CABG) groups in diabetic patients with symptomatic multivessel Coronary Artery Disease (CAD). Comparing CABG and PCI according SS category. METHODS AND RESULTS: Single center study including 188 patients randomized to PCI (n=96) or CABG (n=92), followed for a median of 6.5 (0.1 to 8.6) years. There were no differences in MACCE in the CABG group regardless of the SS categories (13.5% low, 15.6% intermediate, 34.8% higher, p=0.10), while in the PCI group significant differences in MACCE were detected (17.6% low, 52.5% intermediate and 40.9% higher, p=0.02). In the PCI and CABG groups SS did not predict MACCE in the Cox regression analysis (p > 0,05). Comparing PCI and CABG according SS category there was a higher incidence of MACCE in patients with intermediate SS in the PCI group (52.5% in PCI group vs 15.6% in CABG group, p=0.002) and no difference were observed in patients with low (17.6% in PCI vs 13.5% in CABG, p=0.59) and high SS ( 40.9% in PCI vs 34.8% in CABG, p=0.68). CONCLUSIONS: In diabetic patients with multivessel CAD the SS was not an independent risk factor for MACCE in the PCI and CABG groups. Diabetic patients with intermediate SS showed higher MACCE in the PCI group versus CABG
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Valor prognóstico de provas funcionais na evolução tardia de pacientes com infarto agudo do miocárdio tratados com angioplastia coronária transluminal percutânea primária com implante de stent / Prognostic value of non-invasive functional tests during the follow-up of acute myocardial infarction treated with primary coronary stentingRica Dodo Delmar Büchler 25 June 2007 (has links)
Introdução: A angioplastia primária associada ao implante de stent é o tratamento de escolha no infarto agudo do miocárdio. Discute-se o valor de provas funcionais na abordagem de reestenose coronária, bem como o tempo ideal para sua realização. O objetivo deste estudo foi avaliar a importância do teste ergométrico, da cintilografia de perfusão miocárdica e do ecocardiograma bidimensional em repouso, no diagnóstico de reestenose em pacientes tratados durante as primeiras 12 horas de evolução do infarto com supra desnivelamento do segmento ST. Métodos: No período de agosto de 2003 a janeiro de 2006 foram selecionados 64 pacientes tratados com angioplastia primária e implante de stent nas primeiras 12 horas de evolução do primeiro infarto. Os pacientes realizaram ecocardiograma bidimensional em repouso, teste ergométrico com adição de derivações precordiais direitas e cintilografia de perfusão miocárdica com captação tomográfica (SPECT) sincronizada ao ECG (GATED SPECT), seis semanas (etapa1), seis meses (etapa 2) e um ano (etapa3) após a angioplastia primária. Foi realizado reestudo angiográfico no sexto mês de evolução. Resultados: A idade média foi 56,2 ±10,2 anos; 53 pacientes eram do sexo masculino. Doença uniarterial > = 50% foi observada em 46,9% dos casos. A artéria descendente anterior foi tratada em 48,4% dos pacientes, artéria coronária direita em 34,4%, artéria circunflexa em 10,9%, tronco de coronária esquerda em 3,1%,grande ramo diagonal em 1,6% e ponte safena em 1,6%. Reestenose angiográfica ocorreu em 28.8% dos 59 casos submetidos a reestudo. A fração de ejeção do ventrículo esquerdo ao ecocardiograma foi em média: 0,55 (etapa 1), 0,55 (etapa 2) e 0,56 (etapa 3). Observou-se diferença entre a fração de ejeção dos pacientes com e sem reestenose um ano após o procedimento (p=0,003). Sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo, valor preditivo negativo e acurácia do teste ergométrico foram respectivamente: 53,3%, 69% , 38,1%, 80,6% e 64,9% na etapa 1 (p=0,123); 54,5%, 70,7%, 33,3%, 85,3% e 67,3% na etapa 2(p=0,159) e 38,5%, 66,7%, 27,8% ,76,5% e 59,6% na etapa 3 (p=0,747). A adição de derivações precordiais direitas não elevou os índices de sensibilidade em nenhuma das etapas. Os valores de sensibilidade, especificidade, valor preditivo positivo, valor preditivo negativo e acurácía obtidos após a cintilografia de perfusão miocárdica com MIBI, quando considerada a diferença de escores entre esforço e repouso >2, foram respectivamente 40%,78,6%, 40%, 78,6% e 68,4% na etapa1(p=0,185); 54,5%,87,8%,54,5%,87,8% e 80,8% na etapa 2 (p=0,006) e 25%,91,7%,50%,78,6% e 75% na etapa 3(p=0,156). Quando considerada a diferença de escores >4 os valores foram respectivamente: 13,3%,88,1%,28,6% ,74% e 68,4% na etapa 1(p>0,999); 36,4%,95,1%,66,7%,84,8% e 82,7% na etapa 2 (p=0,014) e 8,3%,94,4 %,33,3%,75,6% e 72,9 % na etapa 3 (p >0,999). Conclusões: O teste ergométrico não permitiu discriminar reestenose na população estudada, em nenhuma das etapas durante a evolução. A cintilografia miocárdica realizada seis meses após o infarto apresentou associação com reestenose. Os pacientes com reestenose apresentaram menores valores de fração de ejeção do ventrículo esquerdo um ano após a angioplastia primária, por avaliação ecocardiográfica. / Primary coronary angioplasty and stenting during acute myocardial infarction is the first treatment choice. Non-invasive testings have been used in the diagnosis of restenosis but its efficacy and time to be performed have to be determined. The purpose of this study was to evaluate exercise treadmill test, myocardial perfusion imaging and rest two-dimensional echocardiogram in the diagnosis of restenosis in patients treated during the first 12 hours of STelevation myocardial infarction.Methods: From August 2003 to January 2006, 64 patients were selected after primary coronary angioplasty and stenting. Rest two- dimensional echocardiogram, exercise treadmill test associated to right precordial leads and myocardial perfusion imaging according to GATED-SPECT were performed 6 weeks (step 1), 6 months (step 2) and one year (step 3) after the procedure.Coronary angiography was performed during the sixth month of follow-up.Results : Mean age was 56.2 ± 10.2 years; 53 patients were male. Single vessel disease > = 50% was observed in 46.9% of patients. The left anterior descending coronary artery was treated in 48.4%, the right coronary artery in 34.4%, the left circumflex in 10.9%, the left main coronary artery in 3.1%, a large diagonal branch in 1.6% and saphenous vein graft in 1.6% of the cases. Angiographic restenosis occurred in 28.8% from 59 patients submitted to coronary angiography. Mean left ventricular ejection fraction observed during rest two-dimensional echocardiogram was: 0.55 (step 1), 0.55 (step 2) and 0.56 (step 3). It was observed in patients with and without restenosis a significant difference in the left ventricular ejection fraction one year after the procedure (p= 0.003). Exercise treadmill test sensitivity, specificity, positive and negative predictive values and accuracy were respectively: 53.3%, 69%, 38.1%, 80.6% and 64.9% in step 1(p=0.123); 54.5%, 70.7%, 33.3%, 85.3% and 67.3% in step 2 (p=0.159) and 38.5%, 66.7%, 27.8%, 76.5% and 59.6% in step 3 (p=0.747). Right precordial leads did not show any additional significance. Sensitivity, specificity, positive and negative predictive values and accuracy during myocardial perfusion imaging when considering summed difference score > 2 were respectively: 40%, 78.6%, 40%, 78.6% and 68.4% in step 1(p=0.185); 54.5%, 87.8%, 54.5%,87.8% and 80.8% in step 2(p=0.006) and 25%, 91.7%, 50%, 78.6% and 75% in step 3(p=0.156). When considering summed difference score > 4 they were respectively: 13.3%, 88.1%, 28.6%, 74% and 68.4% in step 1(p> 0.999); 36.4%, 95.1%,66.7%, 84.8% and 82.7% in step 2 (p=0.014) and 8.3%, 94.4%, 33.3%, 75.6% and 72.9% in step 3(p> 0.999). Conclusions: Exercise treadmill test did not allow to discriminate restenosis in this population in all steps.Myocardial perfusion imaging performed 6 months after acute myocardial infarction was associated to restenosis. Patients with restenosis showed lower left ventricular ejection fraction one year after acute myocardial infarction by rest two-dimensional echocardiogram.
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Avaliação prognóstica em longo prazo de pacientes diabéticos portadores de insuficiência renal crônica leve a moderada e doença coronária multiarterial submetidos aos tratamentos clínico, cirúrgico ou angioplastia / Long-term outcomes of patients with coronary artery disease and type 2 diabetes mellitus with chronic kidney disease undergoing surgery, angioplasty, or medical treatmentEduardo Gomes Lima 05 December 2014 (has links)
Introdução: Entre pacientes portadores de doença arterial coronária (DAC), o Diabetes mellitus indica um pior prognóstico. A associação com doença renal crônica parece conferir risco cardiovascular adicional a essa população. Há poucos estudos comparando os diferentes tratamentos para DAC na população de diabéticos com insuficiência renal crônica (IRC). Objetivo: Comparar diferentes tratamentos para DAC em uma população portadora de diabetes tipo 2 estratificada por níveis de função renal. Métodos: Estudo observacional, prospectivo do tipo registro, selecionou do Registro Geral do Grupo MASS pacientes portadores de Diabetes tipo 2 com doença coronariana crônica submetidos aos tratamentos medicamentoso exclusivo (TM), cirúrgico (CRM) ou percutâneo (ICP). Todos os pacientes eram portadores de doença coronária multiarterial, função ventricular preservada, sendo a função renal estimada pelo método de Cockroft-Gault e grupada em três estratos: 1) função renal preservada (clearance de creatinina > 90 mL/min), 2) IRC discreta (60-89 mL/min) e 3) IRC moderada (30-59 mL/min). Os desfechos primários foram uma combinação de morte, infarto do miocárdio não fatal ou necessidade de intervenções adicionais. Resultados: Foram selecionados em um período entre 1995 e 2010, 763 pacientes, com seguimento médio de 5,4 anos e alocados em três estratos: estrato 1 (N=270) foi formado por 122 pacientes submetidos à CRM, 72 submetidos à ICP e 76 submetidos ao TM; estrato 2 (N=367), composto por 167 pacientes submetidos à CRM, 92 submetidos à ICP e 108 submetidos ao TM; estrato 3 (N=126), composto por 46 pacientes submetidos à CRM, 40 pacientes submetidos à ICP e 40 pacientes submetidos ao TM. As taxas de sobrevivência livres de eventos foram 80,4%, 75,7% e 67,5% para os estratos 1, 2 e 3 respectivamente (P=0,037). As taxas de sobrevivência entre os pacientes dos estratos 1, 2 e 3 foram 91,1%, 89,6% e 76,2%, respectivamente (P=0,001) (HR:0,69; 0,51-0,95; P=0,024 para estrato 1 versus 3). Comparando-se as estratégias terapêuticas dentro de cada estrato, observou-se similaridade nas taxas de morte ou infarto em todos os estratos. Por outro lado, observou-se uma menor taxa de revascularização adicional em indivíduos submetidos a CRM (P < 0,001, P < 0,001 e P=0,029 para os estratos 1, 2 e 3, respectivamente). Uma maior mortalidade foi encontrada entre os estratos 3 e 2 no grupo CRM (HR: 0,42; 0,18-0,99; P=0,04). Conclusão: Comparados com pacientes com função renal preservada, pacientes portadores de IRC evoluem com maior incidência de mortalidade independente da estratégia terapêutica. Por outro lado, o tratamento medicamentoso alcançou os mesmos índices de eventos cardiovasculares quando comparados com a intervenção cirúrgica ou percutânea. Em contrapartida, a intervenção cirúrgica conferiu menor incidência de reintervenção, independente da condição renal / Introduction: Diabetes Mellitus is a risk factor associated with worse prognosis in patients with croronary artery disease (CAD). Some studies have demonstrated that this prognosis has additional risk when associated with chronic kidney disease. There are few data available comparing different therapies for multivessel CAD among patients with diabetes and CKD in a long-term follow-up. Objective: To compare three different therapeutic strategies for CAD among diabetic patients stratified by renal function. Methods: This is a prospective, registry-based and single center study that enrolled patients from the MASS Group Registry. Type 2 diabetic patients with multivessel CAD were allocated to three different treatment strategies: coronary artery bypass graft (CABG), angioplasty (PCI), and optimized medical therapy alone (MT). Data were analyzed according to estimated glomerular filtration rate in 3 strata: normal (> 90mL/min), mild CKD (60- 89mL/min), and moderate CKD (30-59mL/min). Primary endpoint was combined of overall mortality, acute myocardial infarction (AMI) and need for additional revascularization. Multivariate Cox proportional hazard survival analysis was performed to assess whether the associations of groups with all-cause mortality and other end points considered was independent of potential confounders. Demographic and clinical variables, as well as treatment applied were included in the analysis. Results: From 1995 to 2010, patients enrolled (N=763) were followed for a mean time of 5.4 years. Among normal renal function patients (N=270), 122 underwent CABG, 72 PCI, and 76 MT; among mild CKD patients (N=367), 167 underwent CABG, 92 PCI, an d108 MT; and for moderate CKD patients (N=126), 46 underwent CABG, 40 PCI, and 40 MT. Survival free of events were 80.4%, 75.7% e 67.5% for strata 1, 2 and 3 respectively (P=0.037). Survival rates among patients with no, mild, and moderate CKD are respectively 91.1%, 89.6%, and 76.2% (P=0.001) (HR:0.69; 0.51-0.95; P=0.024 for stratum 1 versus 3). Comparing treatment strategies in patients according to the renal function strata, we found no differences regarding overall mortality or AMI irrespective of strata. On the other hand, the need of additional revascularization was different in all strata, favoring CABG group (P < 0.001, P < 0.001, and P=0.029 for no, mild, and moderate CKD respectively). Comparing different strata of renal function among treatments we found a higher risk of death among moderate CKD subjects compared to mild CKD (HR:0.42; 0.18-0.99; P=0.04) in CABG group. Conclusion: Among diabetic patients with CAD, mortality rates were higher among patients with CKD. Nevertheless, revascularization procedures groups had similar rates of cardiovascular events compared to MT alone, except for less need of additional revascularization in CABG group in all renal function strata
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Análise dos resultados imediatos e tardios do tratamento percutâneo da coartação da aorta em adolescentes e adultos: comparação entre balões e stents / Analysis of the immediate and late results of percutaneous treatment of coarctation of the aorta in adolescents and adults: comparison between balloons and stentsPedra, Carlos Augusto Cardoso 05 July 2004 (has links)
Mais informações são necessárias para definir se o tratamento percutâneo da coartação da aorta com stents é superior à angioplastia com cateter-balão. De julho de 2000 a maio de 2003, 21 adolescentes e adultos com coartação da aorta focal e média de idade de 24 anos (DP 11 anos) foram submetidos, consecutivamente, a implante de stents (grupo 1). Os resultados foram comparados com os obtidos em um grupo histórico de 15 pacientes com média de idade de 18 anos (DP 10 anos) (p = 0,103) submetidos a angioplastia (grupo 2) nos últimos 18 anos. Após o procedimento, a redução do gradiente sistólico foi maior (99% [DP 2%] versus 87% [DP 17%]; p = 0,015), o gradiente residual foi menor (0,4 mmHg [DP 1,4 mmHg] versus 5,9 mmHg [DP 7,9 mmHg]; p = 0,019), o ganho no local da coartação foi maior (333% [DP 172%] \"versus\" 190% [DP 104%]; p = 0,007) e o diâmetro da coartação foi maior (16,9 mm [DP 2,9 mm] versus 12,9 mm [DP 3,2 mm]; p < 0,001) no grupo 1. Alterações da parede da aorta, incluindo dissecções, abaulamentos e aneurismas, foram observadas em oito pacientes do grupo 2 (53%) e em um do grupo 1 (7%) (p < 0,001). Não houve complicações maiores. Cateterismo (n = 33) ou ressonância magnética (n = 2) de controle foram realizados em seguimento mediano de um ano para o grupo 1 e um ano e meio para o grupo 2 (p = 0,005). A redução do gradiente sistólico persistiu em ambos os grupos; entretanto, gradientes tardios mais altos foram observados no grupo 2 (mediana de 0 mmHg para o grupo 1 versus 3 mmHg para o grupo 2; p = 0,014). Não houve perdas no diâmetro da coartação no grupo 1 e houve ganho tardio no grupo 2 (16,7 mm [DP 2,9 mm] versus 14,6 mm [DP 3,9 mm]; p = 0,075). No grupo 1, dois pacientes necessitaram de novo implante de stent em decorrência da formação de aneurisma ou fratura da malha do stent. No grupo 2, as anormalidades da parede aórtica não progrediram e um paciente necessitou de redilatação em decorrência da recoartação. A pressão arterial sistêmica foi semelhante em ambos os grupos durante o seguimento (sistólica: 126 mmHg [DP 12 mmHg] no grupo 1 versus 120 mmHg [DP 15 mmHg] no grupo 2; diastólica: 81 mmHg [DP 11 mmHg] no grupo 1 versus 80 mmHg [DP 10 mmHg] no grupo 2; p = 0,149 e p = 0,975, respectivamente). Apesar de os desfechos clínicos terem sido satisfatórios e similares com ambas as técnicas, o uso de stents propiciou resultados mais previsíveis e uniformes para alívio da estenose, minimizando também o risco de desenvolvimento de alterações da parede da aorta. / More information is needed to define whether stenting is superior to balloon angioplasty for coarctation of the aorta. From July/2000 to May/2003, 21 adolescents and adults with discrete coarctation underwent consecutive stent implantation at a mean age of 24 years (SD 11 years) (group 1). The results were compared to those achieved by balloon angioplasty performed in the last 18 years in a historical group of 15 patients at a mean age of 18 years (SD 10 years) (p = 0.103) (group 2). After the procedure, systolic gradient reduction was higher (99% [SD 2%] vs. 87% [SD 17%]; p = 0.015), residual gradients lower (0.4 mmHg [SD 1.4 mmHg] vs. 5.9 mmHg [SD 7.9 mmHg); p = 0.019), gain at the coarctation site higher (333% [SD 172%] vs. 190% [SD 104%]; p = 0.007) and coarctation diameter larger (16.9 mm [SD 2.9 mm] vs.12.9 mm [SD 3.2 mm]; p < 0.001) in group 1. Aortic wall abnormalities, including dissections, bulges and aneurysms, were observed in eight patients in group 2 (53%) and in one in group 1 (7%) (p < 0.001). There was no major complication. Repeat catheterization (n = 33) or magnetic resonance imaging (n = 2) was performed at a median follow-up of 1.0 year for group 1 and 1.5 year for group 2 (p = 0.005). Gradient reduction persisted in both groups, although higher late gradients were observed in group 2 (median of 0 mmHg for group 1 vs. 3 mmHg for group 2; p = 0.014). There was no late loss in the coarctation diameter in group 1 and there was a late gain in group 2 (16.7 mm [SD 2.9 mm] for group 1 vs. 14.6 mm [SD 3.9 mm] for group 2; p = 0.075). Two patients required late stenting due to aneurysm formation or stent fracture in group 1. Aortic wall abnormalities did not progress and one patient required redilation due to recoarctation in group 2. Blood pressure was similar in both groups at follow-up (systolic: 126 mmHg [SD 12 mmHg] in group 1 vs. 120 mmHg [SD 15 mmHg] in group 2; diastolic: 81 mmHg [SD 11 mmHg] in group 1 vs. 80 mmHg [SD 10 mmHg] in group 2; p = 0.149 and p = 0.975, respectively). Although satisfactory and similar clinical outcomes were observed with both techniques, the use of stents yielded more predictable and uniform results for stenosis relief, also minimizing the risk of developing aortic wall abnormalities.
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Análise dos resultados imediatos e tardios do tratamento percutâneo da coartação da aorta em adolescentes e adultos: comparação entre balões e stents / Analysis of the immediate and late results of percutaneous treatment of coarctation of the aorta in adolescents and adults: comparison between balloons and stentsCarlos Augusto Cardoso Pedra 05 July 2004 (has links)
Mais informações são necessárias para definir se o tratamento percutâneo da coartação da aorta com stents é superior à angioplastia com cateter-balão. De julho de 2000 a maio de 2003, 21 adolescentes e adultos com coartação da aorta focal e média de idade de 24 anos (DP 11 anos) foram submetidos, consecutivamente, a implante de stents (grupo 1). Os resultados foram comparados com os obtidos em um grupo histórico de 15 pacientes com média de idade de 18 anos (DP 10 anos) (p = 0,103) submetidos a angioplastia (grupo 2) nos últimos 18 anos. Após o procedimento, a redução do gradiente sistólico foi maior (99% [DP 2%] versus 87% [DP 17%]; p = 0,015), o gradiente residual foi menor (0,4 mmHg [DP 1,4 mmHg] versus 5,9 mmHg [DP 7,9 mmHg]; p = 0,019), o ganho no local da coartação foi maior (333% [DP 172%] \"versus\" 190% [DP 104%]; p = 0,007) e o diâmetro da coartação foi maior (16,9 mm [DP 2,9 mm] versus 12,9 mm [DP 3,2 mm]; p < 0,001) no grupo 1. Alterações da parede da aorta, incluindo dissecções, abaulamentos e aneurismas, foram observadas em oito pacientes do grupo 2 (53%) e em um do grupo 1 (7%) (p < 0,001). Não houve complicações maiores. Cateterismo (n = 33) ou ressonância magnética (n = 2) de controle foram realizados em seguimento mediano de um ano para o grupo 1 e um ano e meio para o grupo 2 (p = 0,005). A redução do gradiente sistólico persistiu em ambos os grupos; entretanto, gradientes tardios mais altos foram observados no grupo 2 (mediana de 0 mmHg para o grupo 1 versus 3 mmHg para o grupo 2; p = 0,014). Não houve perdas no diâmetro da coartação no grupo 1 e houve ganho tardio no grupo 2 (16,7 mm [DP 2,9 mm] versus 14,6 mm [DP 3,9 mm]; p = 0,075). No grupo 1, dois pacientes necessitaram de novo implante de stent em decorrência da formação de aneurisma ou fratura da malha do stent. No grupo 2, as anormalidades da parede aórtica não progrediram e um paciente necessitou de redilatação em decorrência da recoartação. A pressão arterial sistêmica foi semelhante em ambos os grupos durante o seguimento (sistólica: 126 mmHg [DP 12 mmHg] no grupo 1 versus 120 mmHg [DP 15 mmHg] no grupo 2; diastólica: 81 mmHg [DP 11 mmHg] no grupo 1 versus 80 mmHg [DP 10 mmHg] no grupo 2; p = 0,149 e p = 0,975, respectivamente). Apesar de os desfechos clínicos terem sido satisfatórios e similares com ambas as técnicas, o uso de stents propiciou resultados mais previsíveis e uniformes para alívio da estenose, minimizando também o risco de desenvolvimento de alterações da parede da aorta. / More information is needed to define whether stenting is superior to balloon angioplasty for coarctation of the aorta. From July/2000 to May/2003, 21 adolescents and adults with discrete coarctation underwent consecutive stent implantation at a mean age of 24 years (SD 11 years) (group 1). The results were compared to those achieved by balloon angioplasty performed in the last 18 years in a historical group of 15 patients at a mean age of 18 years (SD 10 years) (p = 0.103) (group 2). After the procedure, systolic gradient reduction was higher (99% [SD 2%] vs. 87% [SD 17%]; p = 0.015), residual gradients lower (0.4 mmHg [SD 1.4 mmHg] vs. 5.9 mmHg [SD 7.9 mmHg); p = 0.019), gain at the coarctation site higher (333% [SD 172%] vs. 190% [SD 104%]; p = 0.007) and coarctation diameter larger (16.9 mm [SD 2.9 mm] vs.12.9 mm [SD 3.2 mm]; p < 0.001) in group 1. Aortic wall abnormalities, including dissections, bulges and aneurysms, were observed in eight patients in group 2 (53%) and in one in group 1 (7%) (p < 0.001). There was no major complication. Repeat catheterization (n = 33) or magnetic resonance imaging (n = 2) was performed at a median follow-up of 1.0 year for group 1 and 1.5 year for group 2 (p = 0.005). Gradient reduction persisted in both groups, although higher late gradients were observed in group 2 (median of 0 mmHg for group 1 vs. 3 mmHg for group 2; p = 0.014). There was no late loss in the coarctation diameter in group 1 and there was a late gain in group 2 (16.7 mm [SD 2.9 mm] for group 1 vs. 14.6 mm [SD 3.9 mm] for group 2; p = 0.075). Two patients required late stenting due to aneurysm formation or stent fracture in group 1. Aortic wall abnormalities did not progress and one patient required redilation due to recoarctation in group 2. Blood pressure was similar in both groups at follow-up (systolic: 126 mmHg [SD 12 mmHg] in group 1 vs. 120 mmHg [SD 15 mmHg] in group 2; diastolic: 81 mmHg [SD 11 mmHg] in group 1 vs. 80 mmHg [SD 10 mmHg] in group 2; p = 0.149 and p = 0.975, respectively). Although satisfactory and similar clinical outcomes were observed with both techniques, the use of stents yielded more predictable and uniform results for stenosis relief, also minimizing the risk of developing aortic wall abnormalities.
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