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Efeitos da modulação das proteínas HSP70 e HMGB1 na neuroinflamação provocada pela sepse em ratosSantos, João Paulo Almeida dos January 2013 (has links)
A sepse é um conjunto complexo de interações moleculares e celulares mediado pela estimulação de receptores celulares envolvidos na inflamação. O controle desta rede de sinalização é compensado pela resposta pró- e antiinflamatória do organismo. Os desequilíbrios inflamatórios induzidos alteram o estado fisiológico de diversos órgãos. No cérebro, observam-se diversas modificações que envolvem desde o aumento na permeabilidade da barreira hematoencefálica (BHE), morte de células neurais por apoptose ou necrose, redução do fluxo sanguíneo e aumento do estresse oxidativo, resultando no desenvolvimento do delirium associado à sepse. O delirium associado à sepse é um conjunto de disfunções neurológicas induzidas por uma resposta inflamatória sistêmica. Assim, é possível que diferentes mecanismos compensatórios estejam envolvidos durante a sepse. Este estudo objetivou analisar a influência do modelo de ligação cecal e punção (CLP), na excreção de ligantes do receptor para produtos finais de glicação avançada (RAGE) e as modificações ocasionadas no cérebro pela inflamação sistêmica decorrente da sepse. Nossos resultados demonstraram que os níveis séricos de TNF-α aumentaram após a indução da CLP, confirmando o estado inflamatório dos animais CLP, ocorrendo um aumento nos níveis de proteínas carboniladas, HSP70 e HMGB-1 no soro desses animais, indicando um aumento de estresse oxidativo nesses animais e liberação de proteínas associadas a manutenção e estabilização intracelular. Entretanto, encontramos uma redução no imunoconteúdo de destas proteínas no hipocampo e córtex, possivelmente por aumento nos níveis de necrose/lise celular ou por eliminação durante o período de disrupção da BHE. Assim, concluímos que durante a sepse ocorre uma aumento expressivo nos níveis séricos de proteínas associadas a resposta inflamatória crônica, além de alterações nos níveis destas proteínas relacionadas a proteção intracelular no hipocampo e córtex, que pode ter relação com as alterações observadas em pacientes e modelos animais. / Sepsis is a complex whole of molecular and cellular interactions mediated stimulation of cellular receptors involved in inflammation. The control of this system is compensated by pro and anti-inflammatory response in organism. The imbalance induced inflammatory alters the physiological state of different organs. In the brain, there are various modifications that involve from the increase in permeability of the blood-brain barrier (BBB), neural cell death by apoptosis or necrosis, reduced blood flow and increased oxidative stress, resulting in the development of sepsis-associated delirium. Sepsis-associated delirium is a whole of neurological dysfunctions induced a systemic inflammatory response. Thus, it is possible that different compensatory mechanisms are involved during sepsis. The aim of the study was to analyze the influence of the model cecal ligation and puncture (CLP), in the excretion of agonists for receptor advanced glycation end products (RAGE) and alterations in the brain caused by systemic inflammation caused by sepsis. Our results showed that serum levels of TNF-α increased after the induction of CLP, confirming the inflammatory status of CLP animals, which results in increased levels of carbonylated proteins, HSP70 and HMGB-1 in the serum of these animals, indicating an increase of stress oxidative these animals and release of proteins associated with maintaining and stabilizing intracellular. However, happened a reduction in immunocontent these proteins in the hippocampus and cortex, possibly by increased levels of necrosis/lysis cell or by removal during the period of disruption of the BBB. Therefore, concluded that during sepsis occurs a significant increase in serum proteins associated with chronic inflammatory response and changes in levels of proteins related to intracellular protection in the hippocampus and cortex, which may be related to the changes observed in patients and models animals.
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Reparo do nervo ciático do rato com enxerto venoso ao avesso "inside-out" (veia de dentro para fora) e preenchido com plasma rico em plaquetasHockmuller, Marjeane Cristina Jaques January 2011 (has links)
As lesões de nervos periféricos são comuns, resultando em comprometimento motor, sensorial e autonômico. Nas lesões em que ocorre grande perda de tecido neural, a reparação através de sutura primária não é permitida, sendo a auto-enxertia de nervo o tratamento de escolha. A utilização de um enxerto venoso autólogo utilizado como tubo condutor entre os cotos nervosos lesados preenchidos com substâncias que estimulem a regeneração nervosa apresenta-se como uma técnica alternativa. O Plasma Rico em Plaquetas é um produto derivado do sangue autógeno por processo laboratorial, rico em fatores de crescimento originados dos grânulos α- plaquetários. O objetivo deste trabalho experimental foi estudar a influência do Plasma Rico em Plaquetas na regeneração do nervo periférico seccionado e reparado com veia ao avesso, comparado ao uso da veia ao avesso vazia e à sutura direta das extremidades nervosas. A avaliação foi obtida com a interposição de veia jugular externa ao avesso vazia (Grupo 3) e preenchida com plasma rico em plaquetas (Grupo 4) em defeitos de 10 mm de nervo ciático de ratos Wistar, comparados à sutura direta (Grupo 2) das extremidades seccionadas, utilizando técnica histológica para identificação da coaptação ou não dos cotos nervosos. Os grupos 2 e 4 apresentaram coaptação dos cotos nervosos, concluindo-se que a veia ao avesso preenchida como Plasma Rico em Plaquetas é uma alternativa vantajosa no tratamento de lesões nervosas periféricas. / The peripheral nerve injuries are common, resulting in motor, sensorial and autonomic impairment. In lesions occurring heavy loss of neural tissue, repair by primary suture is not allowed, being the nerve autograft treatment the choice. The use of autologous vein grafts used as a conductor pipe between injured nerve stumps filled with substances stimulating nerve regeneration is presented as an alternative technique. The platelet rich plasma is an autologous blood product for the laboratorial process, rich in growth factors originated from α-granules of platelet. The aim of this study was to study the influence of platelet rich plasma in the regeneration of peripheral nerve transected and repaired with an inside-out vein, compared to the utilization of inside-out empty vein and the direct suture of the nerve endings. The evaluation was performed by interposing a jugular inside out empty vein (Group 3) filled with platelet-rich plasma (Group 4)in 10-mm defects in a sciatic nerve of rats, in comparison to the direct suture (Group 2) of divided ends, using histological technique for the identification of coaptation of nerve stumps or not. Groups 2 and 4 showed coaptation of the nerve stumps, being concluded that the inside-out vein completed as platelet rich plasma is an attractive alternative for the treatment of peripheral nerve injuries.
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Avaliação de parâmetros inflamatórios e de estresse oxidativo em modelo experimental de hiper-homocisteinemia severaCunha, Aline Andrea da January 2012 (has links)
A homocistinúria clássica é um erro inato do metabolismo, bioquimicamente caracterizado pela deficiência da enzima cistationina β-sintase, o que promove um bloqueio na via de transulfuração da homocisteína e, consequente acúmulo tecidual desse aminoácido. Clinicamente, os pacientes apresentam retardo mental, déficit cognitivo, crises convulsivas, alterações vasculares, esqueléticas, oculares, hepáticas, e pulmonares, cuja fisiopatologia não está totalmente elucidada. O objetivo geral da presente tese foi avaliar o efeito da hiper-homocisteinemia severa sobre parâmetros inflamatórios (citocinas, quimiocinas, óxido nítrico, proteínas de fase aguda e contagem diferencial de leucócitos) e outros parâmetros relacionados, tais como o sistema da coagulação, o estresse oxidativo e, as vias de sinalização da Akt e GSK-3β no cérebro e/ou sangue de ratos. Além disso, investigamos o efeito do estresse oxidativo em pulmão de ratos submetidos à hiper-homocisteinemia severa. A hiperhomocisteinemia aguda aumentou as citocinas pró-inflamatórias (TNF-α, IL-1β e IL-6), a quimiocina CCL2 (MCP-1) e os níveis de nitritos no hipocampo e no córtex cerebral de ratos. Os níveis de TNF-α e IL-6 também aumentaram no soro de ratos submetidos à administração aguda de homocísteina. A percentagem de neutrófilos e monócitos aumentou no sangue após a administração aguda de homocisteína; entretanto, não observamos alterações nos níveis das proteínas de fase aguda (PCR e α1- glicoproteína ácida). A hiper-homocisteinemia crônica severa também aumentou as citocinas pró-inflamatórias (TNF-α, IL-1β e IL-6), a quimiocina CCL2 (MCP-1) e os níveis de prostaglandina E2 no hipocampo e/ou soro de ratos. Os níveis de nitritos aumentaram no hipocampo, mas verificamos uma diminuição em seus níveis no soro após a hiper-homocisteinemia crônica. O imunoconteúdo citoplasmático e nuclear da subunidade p65 do NF-κB e a atividade da acetilcolinesterase aumentaram no hipocampo de ratos submetidos à hiper-homocisteinemia crônica. Demonstramos também que a hiper-homocisteinemia aguda severa aumentou a contagem de plaquetas no sangue e os níveis de fibrinogênio no plasma. O tempo de protrombina, tempo de tromboplastina parcial ativada e os níveis de nitritos no plasma diminuíram após a administração aguda de homocisteína. Mostramos que a hiperhomocisteinemia aguda severa aumentou as espécies reativas ao ácido tiobarbitúrico, um índice de peroxidação lipídica e, diminuiu a atividade das enzimas antioxidantes, superóxido dismutase e glutationa peroxidase e aumentou a atividade da enzima catalase em eritrócitos de ratos. Em relação ao envolvimento das vias de sinalização, demonstramos que a hiper-homocisteinemia aguda severa aumentou a fosforilação da Akt, o imunoconteúdo citoplasmático e nuclear da subunidade p65 do NF-κB e a fosforilação da proteína Tau, mas reduziu a fosforilação da GSK-3β após a administração aguda de homocisteína. Por outro lado, a hiper-homocisteinemia crônica severa não alterou a fosforilação da Akt e GSK-3β após a administração crônica desse aminoácido. Além disso, demonstramos que a hiper-homocisteinemia crônica severa aumentou a peroxidação lipídica e, reduziu as defesas antioxidantes enzimáticas e não-enzimáticas em pulmão de ratos. Em resumo, nossos resultados demonstram que a inflamação, a hipercoagulabilidade e o estresse oxidativo podem ocorrer após a hiper-homocisteinemia severa, o que pode estar associado, pelo menos em parte, com as alterações cerebrais e cardiovasculares, bem como no tromboembolismo pulmonar que estão presentes em alguns pacientes homocistinúricos. / Classical homocystinuria, an inborn error of metabolism, is biochemically characterized by cystathionine -synthase deficiency and homocysteine tissue accumulation. Mental retardation, cognitive deficiency, seizures, vascular, skeletal, ocular, hepatic and pulmonary complications are common symptoms in homocystinuric patients. However, the mechanisms underlying these alterations are not fully understood. The main objective of this doctoral thesis was to investigate the effect of severe hyperhomocysteinemia on inflammatory parameters (cytokines, chemokines, nitric oxide, acute phase-proteins and a differential count of leukocytes) and other related parameters, such as the coagulation system, oxidative stress as well as the involvement of the Akt and GSK-3β pathway in the brain and/or blood of rats. In addition, we investigated the effect of oxidative stress in the lungs of rats submitted to severe hyperhomocysteinemia. Acute hyperhomocysteinemia increased proinflammatory cytokines (TNF-α, IL-1β and IL-6), chemokine CCL2 (MCP-1) and nitrite levels in hippocampus and cerebral cortex of rats. TNF-α and IL-6 levels also increased in serum of rats subjected to acute homocysteine administration. The percentage of neutrophils and monocytes increased in blood after acute homocysteine administration, but acute phase-proteins (CRP and α1-acid glycoprotein) were not altered by homocysteine administration. In addition, we showed that chronic hyperhomocysteinemia increased pro-inflammatory cytokines (TNF-α, IL-1β and IL-6), chemokine CCL2 (MCP-1) and prostaglandin E2 levels in the hippocampus and/or serum of rats. Nitrite levels increased in the hippocampus, but decreased in the serum after chronic homocysteine administration. The immunocontent of cytosolic and nuclear NF-κB/p65 subunit and the acetylcholinesterase activity were increased in the hippocampus of rats subjected to chronic hyperhomocysteinemia. Next, we demonstrated that acute hyperhomocysteinemia increased the platelet counts in the blood and plasma fibrinogen levels of rats. Prothrombin time, activated partial thromboplastin time, and nitrite levels decreased in plasma after acute hyperhomocysteinemia. Additionally, we showed that acute hyperhomocysteinemia increased thiobarbituric acid-reactive, an index of lipid peroxidation, and decreased the superoxide dismutase and gluthatione peroxidase activity and also increased the catalase activity in erythrocytes of rats. Moreover, acute hyperhomocysteinemia increases Akt phosphorylation, cytosolic and nuclear immunocontent of NF-κβ/p65 subunit and Tau protein phosphorylation, but reduces GSK-3β phosphorylation after acute homocysteine administration. On the other hand, chronic hyperhomocysteinemia did not alter Akt and GSK-3β phosphorylation after the chronic administration of this amino acid. We also showed that chronic hyperhomocysteinemia increased lipid peroxidation, and disrupted antioxidant defenses (enzymatic and non-enzymatic) in the lungs of rats. In summary, our findings showed that inflammation, hypercoagulability and oxidative stress can occur after severe hyperhomocysteinemia, possibly in association, at least in part, with cerebral and cardiovascular dysfunction, as well as pulmonary thromboembolism complications observed in some homocystinuric patients.
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Alterações neurogliais em hipocampo de ratos expostos à estreptozotocina intracerebroventricular : estratégias de neuroproteçãoRodrigues, Letícia January 2010 (has links)
Muitos trabalhos têm demonstrado que a deficiência cerebral de insulina ou um estado de resistência cerebral a esta são parte da fisiopatogenia da Doença de Alzheimer (DA). A estreptozotocina é uma substância que vem sendo utilizada, por administração intracerebroventricular, para produzir um modelo de doença de Alzheimer esporádica com características neuroquímicas e fisiopatológicas semelhantes à DA em roedores através da dessenbililização dos receptores de insulina, especialmente em hipocampo e córtex cerebral. Dessa forma, este trabalho tem como principal objetivo, avaliar as alterações neurogliais em hipocampo de ratos expostos à estreptozotocina intracerebroventricular, bem como o efeito de estratégias terapêuticas, através da medida da secreção da proteína S100B, medida de GFAP, GSH, GS, captação de glutamato, estresse oxidativo e nitrosativo e análise comportamental. Como resultado, encontramos declínio cognitivo, estresse oxidativo e nitrosativo e alterações astrocíticas hipocampais, especialmente relacionadas ao metabolismo do glutamato, à defesa antioxidante e à secreção da proteína S100B, a qual pode atuar tanto na sinalização neurônio-astrócito, em condições fisiológicas e patológicas, quanto em diversas doenças neurodegenerativas, incluindo a Doença de Alzheimer. Ainda, observou-se o efeito neuroprotetor do composto anti-glicação aminoguanidina, bem como do exercício físico em esteira sobre os animais expostos à estreptozotocina intracerebroventricular. Ambos mostraram-se eficazes na recuperação do déficit cognitivo causado pelo modelo, bem como das alterações astrocíticas e do estresse oxidativo/nitrosativo. Além disso, mostrou-se que a aminoguanidina e a corrida em esteira são importantes estratégias antioxidantes, podendo servir de agentes potenciais na busca de alternativas para o tratamento de doenças tão incapacitantes e incidentes como a Doença de Alzheimer. Por fim, este trabalho confirma o comprometimento cognitivo e o estresse oxidativo presentes no modelo, os quais se somam às alterações funcionais encontradas nos astrócitos. Tais alterações também estão presentes na DA, apontando a interação neuroglial como um importante alvo de estudo na doença e na busca por alternativas terapêuticas. / Many studies have been shown that a brain´s insulin deficiency and/or a resistance state participate of the pathogenesis of Alzheimer's disease (AD). Streptozotocin is a drug that has been used via intracerebroventricular to produce a model of dementia in rodents with neurochemical and morphological characteristics similar to DA by desensitization of insulin receptors, especially in the hippocampus and cerebral cortex. In this way, the main aim of the present study is to investigate the neuroglial changes in hippocampus of rats submitted to intracerebroventricular streptozotocin, as well as therapeutic strategies by measuring secretion of S100B, content of GFAP, GSH and GS, glutamate uptake, oxidative and nitrosative stress as well behavioral analysis. The results show cognitive decline, oxidative/nitrosative stress and hippocampal astrocytic changes, particularly related to glutamate metabolism, antioxidant defense and secretion of S100B protein, which can act in the astrocyte-neuron signaling over physiological and several pathological disorders, including Alzheimer's disease. Besides, it was observed the neuroprotective effect of the anti-glycation compound aminoguanidine, as well as treadmill running on intracerebroventricular streptozotocin treated animals. Both were effective in the recovery of cognitive deficit caused by the model, as well as the astrocytic changes and oxidative/nitrosative stress. Moreover, it was shown that aminoguanidine and treadmill running are important antioxidant strategies, being potential agents in the search for alternatives to the treatment of debilitating and incidents disorders such as Alzheimer's disease. Finally, this study confirms the cognitive impairment and oxidative stress of this model, associated to the alterations in the functioning of astrocytes. Such changes are also present in AD, pointed to the neuroglial interaction as an important target of study in this condition and in the search for alternative therapies.
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Expressão imunohistoquímica do p53 e ki-67 na carcinogênese esofágica induzida pela dietilnitrosamina: modelo experimental em camundongosCastro Junior, Miguel Angelo Martins de January 2005 (has links)
O carcinoma epidermóide do esôfago é neoplasia com alta taxa de mortalidade e distribuição geográfica peculiar. O estudo da célula tumoral ou suas diferenciações pré-tumorais, demonstraram ter por análise imunohistoquímica e genética, inúmeros determinantes que podem ajudar no tratamento. Neste trabalho foi avaliada a expressão imunohistoquímica de p53 e ki-67 na carcinogênese esofágica induzida quimicamente através do uso de dietilnitrosamina, em um grupo de 100 camundongos fêmeas. O estudo experimental foi realizado com 4 grupos de animais, onde os grupos I e II foram considerados controles, sendo diferenciados por gavagem esofágica, uma vez semana, com água fria (temperatura ambiente) ou quente (60º-70ºC). E os grupos III e IV foram considerados estudos, os quais receberam dietilnitrosamina por 3 dias consecutivos semanalmente, também sendo diferenciados por gavagem, uma vez por semana, com água fria ou quente. O estudo apresentou data progressiva de sacrifícios com colheita de peças esofágicas, que iniciava aos 30 dias de experimento e terminava aos 150 dias. Demonstrou-se que não houve diferença na incidência tumoral quando foi acrescida a variável temperatura da água; provavelmente devido ao episódio único semanal que era adicionado ao animal em experimentação. A análise imunohistoquímica do p53 não evidenciou diferença estatística durante a evolução da carcinogênese até 150 dias, porém quando analisado a relação com alterações patológicas demonstra-se que apresenta significância em relação à patologia baixo grau de displasia, alto grau e carcinoma. A análise imunohistoquímica do ki-67 demonstrou diferença estatística durante a evolução da carcinogênese a partir do dia 120 de experimento e quando analisada a relação com alterações patológicas demonstrou-se que apresenta significância também em relação à lesão intraepitelial de alto grau e carcinoma.
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Desenvolvimento de um modelo humanizado de camundongo com traço falciforme e expressão de hemoglobina fetal persistente / Development of a humanized mouse model of sickle cell traid with persistent fetal hemoglobin expressionGimenes, Ana Paula, 1970- 26 August 2018 (has links)
Orientador: Marcus Alexandre Finzi Corat / Dissertação (mestrado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas / Made available in DSpace on 2018-08-26T05:45:50Z (GMT). No. of bitstreams: 1
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Previous issue date: 2014 / Resumo: A anemia falciforme é uma doença hereditária que acomete milhões de pessoas Promove destruição crônica das células vermelhas (eritrócitos) do sangue, causando anemia, vaso-oclusão, isquemia e consequentes sintomas deintensa dor, susceptibilidade à infecções e, em alguns casos, a morte precoce. Nas últimas décadas, estudos têm mostrado que o aumento dos níveis de hemoglobina fetal (HbF) inibe o processo de falcização das Hemácias melhorando os sintomas de pacientes com anemia falciforme. Neste estudo, produzimos um modelo animal humanizado com traço falciforme e expressão concomitante de HbF persistente, associando as características genéticas dos camundongos transgênicos B-HPFH195 e Berk-SCM . O primeiro é animal transgênico com persistência de hemoglobina fetal, onde aprodução de HbF continua após o nascimento. A segunda linhagem corresponde ao modelo para doença falciforme, Hbatm1Paz Hbbtm1Tow Tg (HBA - HBBS ) 41Paz / J ( Berk - SCM) e mimetiza a doença humana em sua forma mais grave. Nestes animais a reprodução está comprometida, as fêmeas não levam a gestação ao termino e a maioria dos neonatos morrem horas depois do nascimento. Isto ocorre principalmente devido ao fato de que a (HbF) presente no transgene humano destes animais ser trocada pela HbS enquanto o feto ainda esta em gestação. O novo modelo desenvolvido foi analisado clinicamente e histologicamente para a caracterização e apresentou em sua constituição sanguínea hemoglobinas totalmente humanizadas com cadeias ?, ?s e ? persistente porém, ainda mantendo alterações histopatológicas semelhantes aos modelos da doença falciforme. Este novo animal representa um modelo potencial para uso em testes de drogas no aumento de HbF onde os resultados podem ser relevantes para o estudo e tratamento de hemoglobinopatias, bem como para compreender o comportamento das mutações hereditárias para a expressão persistente da cadeia de globina Y / Abstract: Sickle cell disease is a hereditary disease that affects millions of people promotes chronic destruction of red blood cells (erythrocytes), causing anemia, vascular occlusion, ischemia, pain, and susceptibility to infections and in some instances, death premature. In recent decades, studies have shown that increased HbF levels play an important role in improving the symptoms of patients with sickle cell anemia. In this study, we produced and characterized a humanized animal model with sickle cell trait and concomitant expression of persistent HbF, using the genetic characteristics of transgenic mice B - HPFH195 with Berk¿SCM. This model is a transgenic mice model with hereditary persistence of HbF. The second strain constitutes a mouse with sickle cell disease, Hbatm1Paz Hbbtm1Tow Tg ( HBA - HBBs ) 41Paz /J ( Berk - SCM ), an animal model used to study SCD with human hemoglobin S ( HbS ) in its blood. The Berkeley mouse mimics the human disease in severe form, which compromises in its, females do not lead to pregnancy termination and most newborns die hours after birth. This occurs mainly due to the fact that fetal hemoglobin (HbF), present in the human transgene of these animals,is exchanged to HbS while the fetus still in gestation. The new model produced was analyzed clinically and histologically for proper characterization and presents in its constitution humanized blood, hemoglobin chains with ?, ? ?s and persistent, but still maintains histopathological changes similar to models of sickle cell disease. This model may be a potential model for use in drug in testing increase HbF. And results may be relevant for the study and treatment of hemoglobinopathies as well as for understanding the behavior of hereditary mutations for the persistent expression of the Y globin chain / Mestrado / Clinica Medica / Mestra em Clínica Médica
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Desenvolvimento de modelos murinos de linfoma T para investigar o impacto da expressão gênica ectópica no comportamento in vivo de linhagens celulares tumorais. / Development of T linfoma murine models to investigate the impact of ectopic gene expression in the in vivo behavior of tumor cell lineages.Pantaleão, Cláudia 11 December 2008 (has links)
Muitos estudos de câncer têm sido desenvolvidos, mas os mecanismos moleculares da tumorigênese e a resposta imune contra tumores não foi completamente elucidada. RMAS é uma linhagem celular mutante derivada de RMA. Ao contrário da última, RMAS é deficiente de MHC I e, portanto, é avlvo de células NK. O objetivo deste trabalho foi o uso deste par de células para estabelecer modelos murinos que possam ser usados para entender a resposta imune entre células CD8 e NK contra tumor e investigar o efeito da expressão de moléculas antiapoptóticas no comportamento tumoral in vivo. Essa abordagem pode prover informações relevantes para o desenvolvimento de novas terapias. Para desenvolver células EGFP, foi usado um vetor retroviral bicistrônico contendo o gene Egfp. Para desenvolver os modelos experimentais, camundongos C57BL6 WT foram injetados iv com diferentes números de células e curvas de sobrevivência foram geradas. Os padrões de doença e infiltração tumoral foram observadas por análises macroscópica, microscópica e por detecção de EGFP em tecidos. In vivo, células RMA. induziram paralisia enquanto RMA-S.Egfp, ascite. RMA.Egfp infiltrou a medula óssea enquanto RMA-S.Egfp, tecidos diferentes como fígado, rins e peritôneo, mas não a medula óssea. Os sinais clínicos apareceram após 15 dias da inoculação de >104 células e a morte, em 30 dias. Números <103 células não induziram doença nem morte, mas protegeram de ambas quando re-inoculadas 106 células RMA.Egfp. Camundongos CD4KO e CD8KO paralisaram e morreram antes do que os WT. Células RMA.BclW.Egfp foram mais resistentes a apoptose do que células RMA.Egfp in vitro e provocaram características clínicas piores: paralisia e morte anteriores, inchaço de membros e hemorragia de fígado e rins. / Many cancer studies have been developed, however the molecular mechanisms of tumorigenesis and immune responses to tumor is not completely elucidated. RMAS cells are a mutant lymphoma line derived from RMA cells. In contrast to the latter, RMAS are deficient in MHCI and, therefore, are targets for NK cells. Our aims were use these pair of cells to establish mouse models that can be used to understand CD8T vs NK cell immune responses to tumors and investigate the effect of expression of antiapoptotic molecules in tumor behavior in vivo. The combination of these approaches should provide relevant information for the development of novel immunotherapy. To develop EGFP cells we used a bicistronic retroviral vector containing Egfp gene. To develop the experimental models, WT C57BL/6 mice were iv injected with different cell numbers and survival curves were produced. In addition, clinical features and tumor spread was observed by macroscopy, microscopy and EGFP detection of tumor cell analysis in tissues. When injected in vivo, RMA.Egfp cells induced progressive paralysis while RMA-S.Egfp promoted ascites. RMA.Egfp cells infiltrated the bone marrow, while RMA-S.Egfp were found in different tissues such as liver, kidney and the peritoneum cavity, but were not found in bone marrow. The symptoms appeared 15 days post injection of >104 cells and the death was 30 days. Numbers of <103 cells do not induced pathology or death, but protected to paralysis and death when re-injected 106 RMA.Egfp cells. CD4KO and CD8KO mice showed paralysis and death earlier than WT mice. RMA.BclW.Egfp cells were more resistant to apoptosis than RMA.Egfp in vitro and induced worse clinical features in vivo: earlier paralysis and death, swelling of members, haemorragia of liver and kidneys.
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"Análise morfológica e bioquímica da sinóvia de coelhos imunizados com colágeno do tipo V" / Morphological and biochemical analysis of the synovia of rabbits immunized with type V collagenOgido, Luciana Tsuzuki Ichicawa 24 June 2005 (has links)
Descrevemos modelo original de sinovite experimental em coelhos imunizados com colágeno V com escasso processo inflamatório, intenso remodelamento matricial e vasculite. Analise morfológica e bioquímica foi realizada em coelhas Nova Zelândia (N=20) imunizadas com colágeno do tipo V, comparadas com controles. Foi observado o aumento dos colágenos I, III e V, oclusão do lúmen vascular e escasso processo inflamatório. A análise bioquímica confirmou a fibrose com aumento da síntese de colágeno. Nós postulamos que as alterações sinoviais descritas neste modelo foram conseqüência das particularidades do colágeno V, que promove manifestações imunológicas e clínicas semelhantes à esclerodermia / We described an original model of experimental synovitis in rabbits immunized with collagen V with scant cellular infiltration, intense matrix remodeling and vasculitis. Morphological and biochemical analysis were realized in New Zealand female rabbits (N=20) immunization with type V collagen, compared with control rabbits. It was observed increase of collagen I, III and V, vascular lumen occlusion and scant inflammatory process. Biochemical analysis confirmed the fibrosis with increased synthesis of collagen. We postulate that synovial changes described in this model are consequence of collagen V particularities, which promotes immunologic and clinical manifestations similar to scleroderma
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Efeitos da mobilização neural nas células gliais e no fator neurotrófico derivado do cérebro para controle da dor neuropática. / Effects of neural mobilization in glial cells and brain-derived neuropathic pain.Giardini, Aline Carolina 03 June 2013 (has links)
A técnica de mobilização neural (NM) clinicamente é eficaz, porém ainda é pouco fundamentada. Neste trabalho, submetemos ratos Wistar no 14º dia após a lesão constritiva crônica (CCI) do nervo isquiático ao tratamento com NM, em 10 sessões, e avaliamos o comportamento doloroso utilizando testes comportamentais para hiperalgesia e alodinia. Ainda, observamos através de ensaios de Western blotting o envolvimento das células gliais e do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF). No estudo comportamental, os animais com CCI mostraram diminuição no limiar nociceptivo, tratados com a NM apresentaram melhora no comportamento doloroso. Os ensaios de Western blotting mostraram que após a CCI houve aumento de OX-42, GFAP e BDNF, na medula, tálamo e mesencéfalo, também observado em analise de imuno-histoquímica e após a NM observamos diminuição desses mediadores através da primeira técnica mencionada. Sendo assim, sugerimos que a técnica de NM é eficaz como terapia analgésica, sendo possível observar o envolvimento das células gliais e do BDNF neste modelo experimental. / The technique of neural mobilization (NM) is clinically effective, although it is still poorly reasoned. In this study, Wistar rats on day 14th after chronic constrictive injury (CCI) of the sciatic nerve were submitted to treatment with NM in 10 sessions, and it was evaluated the painful behavior using tests for hyperalgesia and allodynia. Also, we observed through Western blotting assays the involvementof glial cells and brain-derived neurotrophic factor (BDNF). In the behavioral study, animals with CCI showed a decrease in nociceptive threshold, and those treated with NM showed an improvement in pain behavior. Western blotting assays showed an increase after CCI of OX-42, GFAP and BDNF levels in the spinal cord, thalamus and midbrain, also observed in immunohistochemical analysis, and after the NM we observed a decrease of these mediators through the first technique mentioned. Therefore, we suggest that the NM technique is an effective analgesic therapy, and it is possible to observe the involvement of glial cells and BDNF in this experimental model.
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Alterações metabólicas e neuroquímicas em ratos com dieta hiperpalatável : um modelo para Diabetes mellitus tipo IIBattu, Cintia Eickhoff January 2012 (has links)
A obesidade é uma desordem que resulta do acúmulo excessivo de tecido adiposo e sua disfunção, e está associada ao risco de patologias como o Diabetes Mellitus. Muitas são as causas para o seu desenvolvimento, mas a mais importante, provavelmente, é o consumo aumentado de alimentos ricos em açúcar e gorduras. Diabetes é uma das mais importantes e prevalentes desordens crônicas. Afeta cerca de 250 milhões de pessoas no mundo, com 6 milhões de casos diagnosticados a cada ano. A dieta hiperpalatável tem sido bem descrita como indutora do aumento do peso corporal e massa de tecido adiposo bem como do desenvolvimento de desordens associadas. Portanto, esta dieta tem sido amplamente utilizada como modelo de obesidade e Diabetes Mellitus tipo II. O aquecimento de dietas ricas em açúcar ou gorduras leva ao aumento da produção de produtos finais avançados de glicação (AGEs), o que parece agravar os sintomas induzidos pela dieta. Em face disto, tivemos por objetivo induzir o modelo de diabetes e obesidade nos ratos através dieta hiperpalatável, aquecida ou não. Analisamos primeiramente parâmetros metabólicos periféricos (teste de tolerância a glicose, ácidos graxos livres, triacilgliceróis), que confirmaram a eficácia do modelo. Posteriormente, observamos alterações na via de sinalização da insulina induzidas pela dieta. Foram analisadas as proteínas PI3K, Akt e IRS-1 em hipocampo e hipotálamo dos ratos. Além disso, observamos alterações metabólicas, dano oxidativo, alterações no sistema glutamatérgico, na quantidade da proteína GFAP e por fim, indícios de alterações comportamentais, com sinais de aumento da ansiedade e diminuição da atividade locomotora. / Obesity is a disorder resulting from excess adipose tissue and its dysfunction and is associated with risk of diseases such as Diabetes Mellitus. There are many causes for obesity but the most important is probably the overeating and the ready availability of food rich in fat and sugar. Diabetes is one of the most important and prevalent chronic disorders. It currently affects 250 million people worldwide, with 6 million new cases reported each year. Palatable diet has been described as an inducer of increased body weight and adipose tissue mass and the development of associated disorders. So this diet has been widely used as a model of obesity and diabetes mellitus type II. The heating of diets rich in sugar or fat leads to increased production of advanced glycation end products (AGEs), which seem to aggravate the symptoms induced by diet. For that reason, the objective was to induce a model of diabetes and obesity in rats by palatable diet, heated or not. First analyzed peripheral metabolic parameters (glucose tolerance test, free fatty acids, triglycerides), which confirmed the effectiveness of the model. Subsequently, we observed changes in the insulin signaling pathway induced by diet. We analyzed the proteins PI3K, Akt and IRS-1 in hippocampus and hypothalamus of rats. Moreover, we observed metabolic changes, oxidative damage, changes in the glutamatergic system, the amount of GFAP protein and finally, signs of behavioral changes, signs of increased anxiety and decreased locomotor activity.
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