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Fratura psíquica : o impacto da violência no psiquismo das crianças da favela Fracture psychic : the impact of violence in the psyche of the children of the slum

Matos, Sabrina Serra 2002 (has links)
MATOS, Sabrina Serra. Fratura psíquica : o impacto da violência no psiquismo das crianças da favela . 2002. 114 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) - Universidade Federal do Ceará. Faculdade de Medicina, Fortaleza, 2002. Submitted by denise santos (denise.santos@ufc.br) on 2013-01-11T12:44:41Z No. of bitstreams: 1 2012_dis_rcsantos.pdf: 2073004 bytes, checksum: 2b6e666fb2879a219c4009f7edf4a16e (MD5) Approved for entry into archive by Erika Fernandes(erikaleitefernandes@gmail.com) on 2013-01-23T11:43:02Z (GMT) No. of bitstreams: 1 2012_dis_rcsantos.pdf: 2073004 bytes, checksum: 2b6e666fb2879a219c4009f7edf4a16e (MD5) Made available in DSpace on 2013-01-23T11:43:02Z (GMT). No. of bitstreams: 1 2012_dis_rcsantos.pdf: 2073004 bytes, checksum: 2b6e666fb2879a219c4009f7edf4a16e (MD5) Previous issue date: 2012 The critical situation in which the greater part of the capital of Ceará‟s children live – subject to every form of violence – homelessness, precarious educations, child labor, sexual abuse, prostitution, alcoholism, drug abuse, unemployed parents, constitute in one of the most consistent expressions, a dying society. This qualitative investigation aims at understanding the impact of violence upon the psyche of children subjected to it from an early age in a socioeconomic environment of poverty. Twenty-seven subjects from 5 to 12 years of age, of both sexes, residents of Verdes Mares (Green Seas) slum, located in an area east of the city of Fortaleza, participated in the study. From a clinical point of view, aided by one the techniques of content analysis – thematic analysis, where open interviews, games, theatrical enactment as well as projective techniques (drawings) were conducted, and through which significant latent aspects emerged concerning the children‟s psychic structuring. These aspects confirmed the initial hypothesis that these children‟s psyches are being disharmoniously structured and that a “psychic frature” might result, an expression that signals a misstep in the noetic and affective areas of development. A situação crítica na qual vive grande parte das crianças da capital cearense – sujeitas a todo tipo de violência – falta de moradia, educação precária, trabalho precoce, abuso sexual, prostituição, alcoolismo, drogas, pais desempregados, constitui-se numa das expressões mais consistentes de uma sociedade agonizante. Esta investigação de natureza qualitativa objetivou compreender qual o impacto da violência no psiquismo de crianças inseridas desde cedo num contexto sócio-econômico de miséria. Participaram da pesquisa 27 sujeitos de 5 a 12 anos, de ambos os sexos, moradores da favela Verdes Mares, localizada na zona leste de Fortaleza. Através de um olhar clínico, amparado em uma das técnicas de análise de conteúdo – análise temática, onde foram privilegiadas as entrevistas abertas, a utilização de jogos, encenações teatrais, assim como técnicas projetivas (desenhos), emergiram aspectos latentes significativos acerca da estruturação psíquica das crianças. Tais aspectos confirmaram a hipótese inicial de que o psiquismo dessas crianças está sendo estruturado de forma desarmônica e que uma “fratura psíquica” pode ser cogitada, termo que sinaliza um descompasso entre os campos noético e afetivo do desenvolvimento.
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Tudo como dantes no Quartel D'Abrantes: estudo das internaçöes psiquiátricas de crianças e adolescentes através de encaminhamento judicial Everything as "dantes" in the Abrantes Barracks: study of the children' psychiatric internments and adolescents through judicial direction

Bentes, Ana Lúcia Seabra 1999 (has links)
Made available in DSpace on 2012-09-06T01:12:20Z (GMT). No. of bitstreams: 2 license.txt: 1748 bytes, checksum: 8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33 (MD5) 162.pdf: 821039 bytes, checksum: 804e3df864816bf60011ee57ebf223e3 (MD5) Previous issue date: 1999 Estuda as internaçoes psiquiátricas de crianças e adolescentes do sexo masculino realizadas através de Ofícios dos Juizados da Infância e da Juventude do Estado do Rio de Janeiro, no período 1994-97, comparando-as com os demais pacientes do mesmo sexo, encaminhados por dispositivos nao judiciais (iniciativa de familiares e indicaçoes de Serviços de Saúde). Tais internaçoes por Mandado Judicial tornaram-se progressivamente mais numerosas, representado, no ano de 1997, um terço do total de primeiras internaçoes de crianças e adolescentes de sexo masculino na Unidade Hospitalar Vicente Rezende (UHVR). Discute criticamente a prática de encaminhamento judicial direto, sem a participaçao de equipe técnica em Saúde Mental na avaliaçao prévia das crianças e adolescentes, à internaçao psiquiátrica, bem como as restriçoes impostas ao procedimento de alta médica, condicionado à posterior decisao judicial quanto ao retorno do adolescente ao Juizado. Os aportes teóricos e documentais incluem: revisao histórica das legislaçoes voltadas para a infância e juventude no Brasil e um breve resumo da história da UHVR-unidade pertencente ao Centro Psiquiátrico Pedro II-que, desde 1995 (com a extinçao do hospital da Fundaçao Centro Brasileiro para a Infância e Adolescência (FCBIA), é a única instituiçao psiquiátrica pública de internaçao de crianças e adolescentes no Estado do RJ, representando portanto o destino exclusivo desses encaminhamentos judiciais. Foram comparados critérios de seleçao para internaçao de crianças e adolescentes utilizados pelos juízes com aqueles da equipe de atendimento da Unidade, subsidiando esse estudo comparativo por meio de: dados quantitativos dos prontuários, entrevista de um Juiz da Infância e Juventude, grupo focal com a equipe técnica da UHVR e estudos de caso de internaçoes por encaminhamento judicial. Objetiva-se reunir subsídios para a adequaçao de critérios e procedimentos para a internaçao psiquiátrica de criancas e adolescentes, visando reduzir a exclusao social dos mesmos e redefinir, de forma mais favorável às crianças e adolescentes, as alternativas de tratamento médico-psicológico e de (re)educaçao que lhes têm sido propostas no contexto brasileiro.
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Tudo como dantes no Quartel D'Abrantes: estudo das internacoes psiquiatricas de criancas e adolescentes atraves de encaminhamento judicial

Bentes, Ana Lucia Seabra. 1999 (has links)
Mestre -- Escola Nacional de Saude Publica, Rio de Janeiro, 1999.
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Medicina, educação e psiquiatria para a infância: o Pavilhão-Escola Bourneville no início do século XX Medicine, education and psychiatry for infancy: the Pavilhão-Escola Bourneville at the beginning of the twenty century

Silva, Renata Prudêncio da 2008 (has links)
Made available in DSpace on 2012-05-07T14:48:01Z (GMT). No. of bitstreams: 2 license.txt: 1748 bytes, checksum: 8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33 (MD5) 000036.pdf: 2897335 bytes, checksum: aa111da8f2c4cc28cc1a635eea541db1 (MD5) Previous issue date: 2008 Esta dissertação tem como objetivo analisar a criação do Pavilhão-Escola Bourneville do Hospício Nacional de Alienados no início do século XX, primeira instituição brasileira para a assistência a crianças anormais. Descreve os diferentes personagens e idéias que estavam implicadas na criação deste Pavilhão. Com relação ao campo científico, destaca o conhecimento então produzido sobre os diagnósticos relativos à infância e sobre o método médico-pedagógico empregado no Pavilhão. Busca-se assim perceber as vias pelas quais a criança se constituiu em objeto não somente da ciência psiquiátrica, mas também das políticas públicas a ela relacionada naquele período. A pesquisa observa que a criação do Pavilhão-Escola Bourneville se insere num contexto mais amplo de constituição de uma assistência à infância vinculada aos ideais republicanos de construção de uma nação civilizada nos moldes europeus. Neste sentido, demonstra que o investimento da ciência e da assistência psiquiátrica no período em questão em relação à infância foi contemporâneo aos esforços no campo da medicina e educação, voltados para a construção de instituições e intervenções sociais que representavam a criança como o futuro da nação e, portanto, objeto privilegiado de atenção (AU)
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Autismo: discurso médico e discurso analítico Autism: speech doctor and analytic discourse

Rêgo, Ana Paula Monteiro 15 March 2016 (has links)
This survey investigates the place of autism in the history of psychopathological disorders of childhood and stresses the autism situation in the current scenario, from the medical perspective and the from psychoanalysis perspective. In the last twenty years, the impact on the number of diagnostic of Disorder of Autism Spectrum (TEA) was increased by twenty times, these figures put the disorder in at epidemic condition, which explains the growing diversity of theories and therapeutic approaches about the disorder. This study is developed from a methodology of theoretical and qualitative research, carried out from the reading and rereading of the concepts and laws of medical science underlying the TEA, presented as medical discourse, and Lacanian psychoanalytic theories, which brought as speech analytical to understand autism. The theory of the discourse of Lacan (1969/1970) is used as the main reference of this research and Laurent assumptions (2012, 2013, 2014) based on the Lacanian foundations for understanding autism. The results of this study indicate that when autism is envisaged from the medical discourse, the psyche is reduced to the behavior and there is a concern with early diagnostic so that parents can train behaviors considered adaptive. The analytic discourse allows autistic symptoms are understood as psychic manifestations and an access road to the subject. On the one hand, this duplicity placements allows families seeking assistance to children diagnosed with ASD receive antagonistic guidelines and have difficulty understanding what is autism. On the other, the multiplicity of understanding about ASD ensures that unilateral positions do not meet the uniqueness of autism cases. Finally, our study allowed legitimize autism a plurality of understandings in a real battle. Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Alagoas Esta pesquisa investiga o lugar do autismo na história dos transtornos psicopatológicos da infância e destaca a situação do autismo no cenário atual, a partir da perspectiva médica e da perspectiva da psicanálise. Nos últimos vinte anos, a incidência no número de diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) aumentou em vinte vezes, estes números colocam o transtorno dentro em condição epidêmica, o que justifica a crescente diversidade de teorias e abordagens terapêuticas acerca do transtorno. Este estudo foi desenvolvido a partir de uma metodologia de investigação teórico-qualitativa, realizada a partir da leitura e releitura dos conceitos e leis das ciências médicas que fundamentam o TEA, apresentada como o discurso médico, e das teorias psicanalíticas lacanianas, que trouxemos como discurso analítico para compreender o autismo. A teoria dos discursos de Lacan (1969/1970) foi utilizada como principal referencial desta investigação e os pressupostos de Laurent (2012, 2013, 2014) baseados nos fundamentos lacanianos para a compreensão do autismo. Os resultados deste estudo apontam que quando o autismo é perspectivado a partir do discurso médico, o psiquismo é reduzido ao comportamento e há uma preocupação com o diagnóstico precoce para que os pais possam treinar condutas consideradas adaptativas. O discurso analítico permite que os sintomas autísticos sejam compreendidos como manifestações psíquicas e uma via de acesso ao sujeito. Por um lado, esta duplicidade de posicionamentos possibilita que as famílias que buscam assistência para crianças com o diagnóstico de TEA recebam orientações antagônicas e tenham dificuldades em compreender o que é o autismo. Por outro, a multiplicidade de compreensão sobre o TEA garante que posicionamentos unilaterais não atendem a singularidade dos casos de autismo. Por fim, nosso estudo possibilitou legitimarmos o autismo numa pluralidade de compreensões, numa verdadeira batalha.
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O transtorno mental na adolescência e o convívio familiar - relato dos pais. The mental disorder in adolescence and family living together - parents report.

Conceiçao Aparecida Cruz 30 August 2006 (has links)
O objetivo deste estudo foi analisar a convivência do adolescente doente mental com sua família através do relato dos pais. Foram realizadas entrevistas semi estruturadas com pais de adolescentes em acompanhamento no ambulatório do Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência do HCFMUSP (SEPIA), no período de março a maio de 2006. Participaram cinco mães e três pais. Utilizou-se a análise de conteúdo, elegendo para este estudo a análise temática, segundo MINAYO. Foram identificadas cinco categorias: “Sentimentos gerados na família ao receber o diagnóstico”; “Mudanças no relacionamento familiar e social no convívio familiar com a doença mental”; “Sentimentos que surgiram no convívio com o transtorno mental”; “Descrença quanto ao tratamento”; “Caminhada do desconhecimento ao conhecimento”. Evidenciou-se que os familiares têm dificuldade em aceitar o diagnóstico de uma doença mental em um de seus filhos. A presença desta provocou alterações na dinâmica familiar, acarretando mudanças, não só no convívio da família nuclear, mas afetando os demais componentes da família. O relacionamento na rede social também sofre modificações, em especial com professores e vizinhança. O conhecimento sobre a doença, por parte dos familiares, levou a uma melhor aceitação dessa. Essa constatação mostra, mais uma vez, que as famílias são carentes de orientação e apoio por parte da equipe de saúde que cuida de seus filhos. Apesar de se preconizar, no modelo vigente de saúde mental, o atendimento também às famílias, isto ainda acontece de maneira tímida em determinados locais, sendo a família considerada apenas como fonte de informação. A compreensão do que a família experimenta no seu caminhar com a doença mental, destacada nesse estudo, evidenciou a necessidade de programas de educação em saúde para que possa enfrentar suas dificuldades com mais segurança. Este estudo possibilitou entender um pouco do mundo do adolescente e de seus familiares, enfatizando a importância do profissional Enfermeiro em seu papel de educador. Com base nos resultados desta pesquisa e em resultados de outras, a implantação de programa psicoeducacional aberto, se mostra como possível recurso eficaz coadjuvante para sanar a falta de conhecimento e orientação. Este já se configura como um desdobramento do presente estudo, enfeixando o ensino, pesquisa e assistência. The aim of this research was to analyze the mentally sick adolescent’s acquaintance with his family through the parents report. Semi-structured interviews with the adolescents’ parents who have been treated in the ambulatory of the Child and Adolescent Psychiatric Service of HCFMUSP (SEPIA) were done, from March to May, 2006. Five mothers and three fathers participated. The content analysis was used, electing for this research the thematic analysis according to MINAYO. Five categories were identified: “Feelings begot in the family at the moment of the diagnostic “; Changes in the family and social relationship living together with the mental disease”; “Feelings that emerged when living together with the mental disorder”; Faithlessness to the treatment”; “Walk from the unknown to the knowledge”. It became evident that parents have difficulty in accepting the mental disorder diagnostic in one of their children. This presence created modification in the family dynamic bringing changes not only to the core of the living together family, but affecting the other components of the family. The relationship in the social area also suffered modifications, especially with teachers and neighborhood. The knowledge about this disease brought a better acceptation. This shows, one more time, that families are poorly informed and supported by the health team that takes care of their children. Despite the fact the current mental health model praises also an attending for the family, this still happens in a shy way in certain places, the family is considered only as a source of information. The comprehension of what the family experiments during the journey in the mental disease stood out in this research showed the necessity of health educational programs, so that they can face their difficulties safely. This study helped understand a little the adolescents and family’s world, emphasizing the importance of the Nurse professional in his educational role. Based on the results of this and other researches, it is suggested the establishment of an open educational program as an efficient co adjuvant resource to clear out the lack of knowledge and orientation. This is a display of the present research, tying together : teaching, research and assistance.
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Sintomas obsessivo-compulsivos em escolares: prevalência, dimensões psicopatológicas, agregação familiar, comorbidades e fatores clínicos associados Obsessive-compulsive symptoms in schoolchildren: prevalence, dimensions, familial aggregation, comorbidities and associated clinical factors

Pedro Gomes de Alvarenga 4 June 2014 (has links)
O objetivo central desta tese de doutorado foi investigar as características clínicas de sintomas obsessivo-compulsivos (SOC), como fenômeno intermediário entre o desenvolvimento normal e o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), em uma ampla amostra comunitária (não-clínica) composta por crianças em idade escolar (6 a 12 anos) e seus familiares biológicos. Para tal, determinou-se a prevalência e a distribuição sociodemográfica dos SOC descrevendo sua fenomenologia caracterizada a partir de dimensões de SOC, agregação familiar, associação com outras comorbidades psiquiátricas e outras variáveis de comprometimento clínico (ex: fatores de risco, problemas sociais, escolares e de comportamento). Dividimos o presente estudo em duas etapas. Na Etapa I, o objeto de estudo foram 9.937 crianças de 6 a 12 anos regularmente matriculadas em escolas públicas (crianças-index) e seus familiares biológicos (n total=29.459). Nesta etapa utilizou-se a Family History Screening (FHS), escala de rastreamento para sintomas psiquiátricos internacionalmente validada, e um módulo adicional com sete itens para identificar quatro dimensões de SOC (\"Agressão/ sexual/ religiosa\"; \"arranjo/ simetria\"; \"contaminação/ lavagem\" e colecionismo\"). Nessa primeira etapa obtivemos dados sobre 9.937 crianças-index (podendo ser irmãos entre si), 3.305 irmãos biológicos (13 a 18 anos) e 16.218 pais. As mães biológicas foram informantes em 88% das entrevistas. Os SOC estiveram presentes em 19.4% da amostra total, sendo 14,7% das crianças-index; 15,6% dos irmãos; 34,6% das mães e 12,1% dos pais. A presença dos SOC foi associada ao sexo masculino e aumento da idade em crianças e adolescentes. Houve agregação familiar das dimensões de SOC nas famílias, sendo que a dimensão de \"contaminação/ lavagem\" foi a mais familiar (OR: 1,44; IC 95% 1,23-1,67; p < 0,001). Crianças-index com SOC apresentaram maior frequência de outros sintomas psiquiátricos, bem como maior comprometimento escolar, social e busca por tratamentos prévios. As principais limitações desta etapa incluem entrevista indireta (by proxy) e utilização de um instrumento ainda não validado para triagem de dimensões de SOC. Na Etapa II, o objeto de estudo foi uma sub-amostra da Etapa I e foram coletados dados de 2.512 crianças-index [média de idade: 8,86 anos (DP: 1,84); 44,59% sexo feminino], com um rigoroso e abrangente protocolo de avaliação clínica, incluindo diagnósticos de transtornos mentais pela DSM-IV/ DAWBA (Development and Well-Being Assessment), padrões específicos de comportamento pelo CBCL (Child Behavior Checklist), fatores de risco, comprometimento escolar, social e tratamentos prévios. A amostra foi dividida em grupos TOC (n=77; 3,07%), SOC (n=488; 19,43%) e controles (n=1.947; 77,5%), que foram comparados em relação às suas características fenotípicas. Não houve diferenças significativas de sexo, idade e classificação socioeconômica entre os três grupos estudados. O grupo TOC apresentou, mais frequentemente, obsessões ou compulsões em geral, obsessões de contaminação, compulsões de lavagem, repetição e colecionismo. Os grupos TOC e SOC foram semelhantes em relação às frequências de obsessões de agressão e compulsões de simetria, verificação e contagem. Em relação às comorbidades pelo DAWBA, o grupo TOC apresentou mais frequentemente transtornos de humor (agrupados), transtorno de ansiedade de separação, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, e transtornos disruptivos (agrupados), quando comparado aos grupos SOC e controles. Os grupos TOC e SOC apresentaram prevalências semelhantes de fobia social, transtornos ansiosos (agrupados), transtorno de oposição e desafio, transtorno de tiques e transtornos alimentares, com prevalência superior àquela encontrada entre controles. Fatores de risco perinatais e abuso físico ou sexual foram significativamente mais frequentes no grupo TOC, em relação a SOC e controles. O grupo SOC exibiu padrão intermediário entre TOC (maior pontuação) e controles (menor pontuação) em relação aos escores totais e às dimensões de problemas de comportamento \"internalizantes\", \"externalizantes\" e sociais da CBCL. O grupo SOC revelou o mesmo padrão encontrado no grupo TOC acerca de vulnerabilidade social, problemas escolares (repetência, expulsão ou abandono), comprometimento funcional, comportamento delinquente e busca por tratamentos prévios. A principal limitação dessa etapa foi a adaptação dos critérios do DAWBA para a DSM-IV, para se estabelecer o diagnóstico de TOC na infância e adolescência. Portanto, este estudo transversal sugere que os SOC são um fenômeno relativamente frequente (aproximadamente 15 a 20%) em escolares de 6 a 12 anos e, sua prevalência se assemelha àquela descrita em adolescentes e adultos. Os dados desta tese fornecem evidências adicionais de que há um contínuo psicopatológico e de impacto clínico entre SOC e TOC o que é importante, não apenas para aprimorar a compreensão da natureza do TOC, mas para estabelecer estratégias de tratamento e prevenção The present thesis investigated the clinical characteristics of obsessive-compulsive symptoms (OCS), as an intermediate phenomenon between normal development and obsessive-compulsive disorder (OCD) by assessing an extensive community (non- clinical) sample of schoolchildren (6-12 years) and their biological relatives. We determined the prevalence and sociodemographic status of OCS, describing its phenomenology characterized from OCS dimensions, familial aggregation, association with other psychiatric comorbidities, and other variables of clinical impairment (e.g.: risk factors , social, school and behavior problems). The study was divided in two phases. In phase I, 9,937 children (aged 6 to 12 years) enrolled in regular public schools (index-children) and their biological relatives (overall n = 29,459) were assessed. In this phase, we used the Family History Screening (FHS), an internationally validated instrument developed for psychiatric symptoms assessment. An additional seven-item module to identify four OCS dimensions (\"aggressive/ sexual/ religious\"; \"symmetry/ arranging\", \"contamination/ cleaning\" and \"hoarding \") was also used. In the first phase data on 9,937 index-children (may be siblings to each other), 3,305 biological siblings (13-18 years) and 16,218 parents were obtained. The biological mothers were informants in 88 % of the interviews. OCS were present in 19.4 % of the total sample, 14.7 % of index-children, 15.6 % of siblings, 34.6 % of mothers and 12.1 % of parents. The presence of OCS was associated with male gender and increasing age in children and adolescents. Familial aggregation of OCS dimensions was found; the \"contamination/ cleaning\" was the most familial dimension (OR: 1.44; 95% IC 1.23 to 1.67; p < 0.001). OCS were associated with higher frequency of other psychiatric symptoms as well as greater rates of social/ school problems and searching for previous treatments. The main limitations of this phase include by proxy interviews and use of an instrument for assessing OCS dimensions not yet validated. In phase II, a sub-sample (n=2,512) of phase I index-children [mean age: 8.86 (PD: 1.84); 44.59% female] was submitted to a rigorous and comprehensive clinical evaluation protocol, including structural diagnoses of mental disorders DSM-IV/ DAWBA (Development and Well-Being Assessment), specific behavioral patterns from CBCL (Child Behavior Checklist), risk factors, school/ social problems and searching for previous treatments. The sample was divided in three groups: OCD (n = 77; 3.07 %), OCS (N=488; 19.43 %) and controls (n=1,947; 77.5 %), compared according to their clinical features. There were no significant age/ gender and socio-economic status differences between groups. OCD group presented higher rates of overall obsessions and compulsions, contamination obsessions, cleaning and repetition compulsions and \"hoarding\". OCD and OCS groups showed similar prevalence rates of aggressive, symmetry, checking and counting symptoms. Regarding DAWBA comorbidities, OCD group showed increased prevalence of mood disorders (as a group), separation anxiety disorder, generalized anxiety disorder, attention deficit hyperactivity disorder, and disruptive disorders (as a group) compared to OCS and control groups. OCD and OCS groups showed similar prevalences of social phobia, anxiety disorders (as a group), oppositional defiant disorder, tic disorders and eating disorders, showing higher prevalence than controls. Perinatal risk factors and physical or sexual abuse were significantly more frequent in the OCD group in comparison to OCS and control groups. The OCS group exhibited intermediate pattern between OCD (higher scores) and controls (lower scores) concerning total and \"internalizing\", \"externalizing\" and social dimensions scores of the CBCL. The OCS group showed the same pattern found in the OCD group concerning social vulnerability, school problems (failure, expulsion or dropout), functional impairment, delinquent behavior, and searching for previous treatments. The main limitation of this phase was the adaptation of the DAWBA criteria for DSM -IV diagnosis for pediatric OCD. Therefore, this cross-sectional study suggests that OCS is fairly frequent in schoolchildren 6-12 years (about 15 to 20%) and its prevalence is similar to that described in adolescents and adults. Data from this thesis provide further evidence that there is a psychopathological and clinical impact continuum between OCS and OCD, which is important not only to enhance the understanding of the nature of OCD but to develop treatment and prevention strategies
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Caracterização de crianças e adolescentes em risco para o desenvolvimento de transtorno obsessivo-compulsivo Characterization of children and adolescents at risk for the development of obsessive-compulsive disorder

Priscila Chacon Neder 6 May 2015 (has links)
Objetivos. Esta tese vai ao encontro da proposta da psiquiatria do desenvolvimento, investigando sintomas clínicos, fatores de risco e potenciais endofenótipos que possam colaborar com diagnósticos precoces e o desenvolvimento de estratégias de prevenção. Métodos. O primeiro estudo relata a investigação e caracterização de uma amostra de crianças e adolescentes em risco para o desenvolvimento do transtorno obsessivocompulsivo (TOC). Para este propósito, 66 crianças e adolescentes com um familiar de primeiro grau com diagnóstico de TOC tiveram seus dados analisados de acordo com a presença ou ausência de sintomas obsessivocompulsivos. O segundo estudo consistiu no desenvolvimento e testagem de um paradigma dot probe de viés atencional relacionado a sintomas do TOC e na sua investigação enquanto possível endofenótipo do transtorno. Para tanto, três grupos de crianças foram selecionados: crianças com diagnóstico de TOC, em alto risco para o desenvolvimento de TOC (com presença de sintomas obsessivo-compulsivos e história familiar de primeiro grau de TOC) e crianças controle. O paradigma incluiu pares de estímulos aversivos (ativos) e neutros das dimensões de sintomas de contaminação/limpeza e simetria apresentados em 500 ms e 1250 ms. Resultados. O primeiro estudo obteve três resultados importantes. Primeiro, a amostra de crianças com familiar de primeiro grau com TOC apresentou elevada prevalência de sintomas obsessivo-compulsivos, confirmando a familiadade do transtorno. Segundo, crianças com e sem sintomas obsessivo-compulsivos apresentam prevalências diferentes de comportamento coercivo relacionados ou não aos sintomas obsessivo-compulsivos. Terceiro, familiares de crianças com sintomas obsessivo-compulsivos apresentaram mais frequentemente a dimensão de sintomas de contaminação/limpeza do que familiares de primeiro grau de crianças sem sintomas obsessivo-compulsivo. O segundo estudo teve como principais resultados: 1) crianças com TOC apresentam índices mais altos de desconforto pelos estímulos ativos comparados aos dos outros dois grupos de crianças, indicando que o paradigma é eficiente na sua avaliação; 2) a avaliação dos estímulos ativos da dimensão de contaminação/limpeza está associada à presença de seus respectivos sintomas no sujeito; 3) o grupo de crianças com TOC apresentou viés atencional na direção do estímulo aversivo em todas as quatro condições do paradigma (contaminação/limpeza e simetria com 500ms e 1250ms); 4) crianças com TOC apresentaram viés atencional maior do que crianças em risco para o desenvolvimento de TOC e controles sucessivamente, sempre na direção do estímulo aversivo exceto, no paradigma de simetria de 500ms; 5) O viés atencional na direção do estímulo ativo de contaminação no paradigma de 1250ms está associado à presença da dimensão de sintomas de contaminação. Conclusões. Os achados aqui descritos reforçam a familialidade do TOC, contribuem com achados de características associadas ao transtorno na infância e adolescência, reforçam a presença de um marcador de risco importante para o desenvolvimento de estratégias de detecção e prevenção precoces. Os resultados encontrados têm importantes implicações para a melhora do conhecimento de fatores de risco para o desenvolvimento do TOC e características associadas, que devem ser considerados em contextos clínicos e de pesquisa Objective. This thesis goes in line with the concept of developmental psychiatry investigating clinical symptoms and risk factors that can further provide earlier diagnoses and preventive interventions. Methods. The first study reports the investigation and characterization of a sample of children and adolescents at risk for the development of obsessive compulsive disorder (OCD). For this purpose, 66 children and siblings with a first degree relative diagnosed with OCD had their clinical data analyzed according to the presence of obsessive compulsive symptoms. The second study consisted on the development and testing of an attentional bias dot probe paradigm with OCD relevant content to evaluate pediatric patients with OCD and further investigate it as a possible phenotype of OCD. For this purpose three groups of children were selected: 1) children with OCD; 2) children at risk for OCD (presenting obsessive compulsive symptoms and with a first degree relative diagnosed with OCD); 3) control group (children with none of the Axis I Psychiatric diagnoses). The paradigm included pairs of aversive (active) and neutral stimulus of contamination/cleaning and symmetry symptom dimensions and had two different time presentations of the stimulus, 500 and 1250 milliseconds. Results. The first study had with tree main findings. First, our sample of children with a first degree affected with OCD had a very high prevalence of obsessive-compulsive symptoms, confirming the familiality of the disorder. Second, children with and without obsessive-compulsive symptoms presented different rates of coercive behaviours, that can be related or not to obsessive-compulsive symptoms. Third, first degree relatives of children who had obsessive compulsive symptoms had significantly more contamination/cleaning dimension of obsessive compulsive symptoms than relatives of children without obsessive compulsive symptoms. The second study had the following main findings: 1) children with OCD had higher rates of discomfort caused by active stimulus than the other two groups of children, indicating that the paradigm is efficient for its purpose; 2) the evaluation of active stimulus of the contamination/cleaning dimension is associated to the presence of its respective symptoms; 3) the group of children with OCD had attentional bias towards the active stimulus in all four conditions of the paradigm (cleaning/contamination and symmetry in 500ms and 1250ms); 4) children with OCD had higher attention bias than children at risk and controls always towards the active stimulus with the exception of the 500 ms symmetry paradigm; 5) the attentional bias towards the active stimulus in the 1250 ms contamination paradigm is associated to the presence of symptoms of the contaminations dimension. Conclusions. The results reinforce the familiality of OCD, contributing with findings of associated characteristics to the disorder in childhood and adolescence and reinforcing the presence of an important risk marker for the development of strategies of early detection and prevention. The results have important implications to the improvement of the knowledge of OCD and associated characteristics, which should be considered in clinical and research contexts
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Estudo das relações entre maus tratos na infância, prejuízo em funções executivas e transtornos do comportamento disruptivo em uma amostra comunitária de crianças Relationships between childhood maltreatment, impairment in executive functions and disruptive behavior disorders in a community sample of children

Elisa Teixeira Bernardes 17 March 2016 (has links)
Evidências apontam para forte relação independente entre maus tratos na infância, comportamentos disruptivos e prejuízos em funções executivas. No entanto, ainda não é completamente compreendido como estes três fatores se relacionam entre si. Esta pesquisa avaliou a relação entre maus-tratos na infância e transtornos do comportamento disruptivo, testando desempenho em funções executivas como possível mediador e moderador desta relação. A presente pesquisa está inserida no estudo \"Coorte de escolares de alto risco para o desenvolvimento de psicopatologia e resiliência na infância e adolescência - projeto Prevenção\", projeto integrante do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Psiquiatria do Desenvolvimento para Infância e Adolescência (INCT-INPD), o qual incluiu 2500 crianças em idade escolar de São Paulo e Porto Alegre (Brasil). As crianças foram extensamente avaliadas com entrevistas diagnósticas, relatos de pais e da própria criança sobre maus tratos e com testes neuropsicológicos. Resultados indicam associação de maus tratos na infância e transtornos do comportamento disruptivo, porém não foi encontrada associação entre maus tratos e funções executivas. Crianças com transtornos do comportamento disruptivo apresentaram pior desempenho em teste específico para avaliação de flexibilidade cognitiva. Desempenho em funções executivas não agiu como mediador ou moderador da associação entre maus tratos e transtornos do comportamento disruptivo. Desta forma, os resultados indicam que a associação entre experiências de maus tratos e transtornos do comportamento disruptivo ocorre independentemente do desempenho em funções executivas. Futuros estudos longitudinais são fundamentais para confirmar estes resultados e elucidar os mecanismos cognitivos envolvidos nesta associação causal Empirical evidences point to a strong independent relationship between maltreatment in childhood, disruptive behaviors and impairments in executive functions. However, how these three factors are interrelated it is not completed understood yet. This study evaluated the relationship between childhood maltreatment and disruptive behavior disorders, testing performance in executive functions as possible mediator and moderator factor in this relationship. This research is part of the study \"Cohort of high-risk students for the development of psychopathology and resilience in childhood and adolescence - Prevention Project\", a member project of the National Institute of Science and Developmental Psychiatry Technology for Children and Adolescents (INCT -INPD) in which is included 2,500 schoolchildren from São Paulo and Porto Alegre (Brazil). The children were evaluated with diagnostic interviews, reports of parents and children themselves about maltreatment and with neuropsychological tests, which included evaluation of inhibitory control, working memory, cognitive flexibility and planning. Results indicate association of childhood maltreatment and disruptive behavior disorder, but no association was found between maltreatment and executive functions. Children with Disruptive Behavior Disorders showed worse performance in specific task for assessment of cognitive flexibility. Performance in executive functions didn\'t work as a mediator or modifier variable in the association between childhood maltreatment and disruptive behavior disorder. Thus, the study results indicate that the association between experiences of maltreatment and disruptive behavior disorder occurs regardless of the performance in executive function in a community sample. Future longitudinal studies are essential to confirm these findings and elucidate the cognitive mechanisms involved on this causal association
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Perfil neuropsicológico e psiquiátrico de adolescentes submetidos a maus tratos Neuropsychological and psychiatric profile of adolescents exposed to maltreatment

Paula Approbato de Oliveira 24 May 2013 (has links)
Introdução: Os maus tratos na infância e adolescência são considerados um problema de saúde pública devido a alta prevalência no Brasil e no mundo. A exposição a maus tratos está associada a alterações no desenvolvimento cognitivo, porém, há uma escassez de estudos brasileiros que investiguem o tema. Objetivos: Comparar o funcionamento neuropsicológico de adolescentes com e sem histórico de maus tratos, bem como estudar as relações entre essas vivências, desempenho neuropsicológico e sintomas psiquiátricos relacionados a impulsividade, oposição, hiperatividade e desatenção. Método: Cento e oito adolescentes foram selecionados em dois programas de atendimento a população em situação de vulnerabilidade e/ou risco social de São Paulo (SP). De acordo com a pontuação do Questionário de Traumas na Infância (QUESI), foram classificados em três grupos: GMT1 (grupo de maus tratos leves, n=35), GMT2 (grupo de maus tratos moderado a grave, n=19) e GC (grupo de comparação, n=54). Os adolescentes passaram por avaliação neuropsicológica com o foco na investigação de funções relacionadas a percepção visual e spam atencional (primeira unidade funcional), processamento e armazenamento de informações (segunda unidade funcional) e funcionamento executivo (terceira unidade funcional). Foram utilizadas escalas para avaliação psiquiátrica (K-SADS-PL) e investigação de sintomas de impulsividade, hiperatividade, desatenção e oposição (BIS-1, SNAP-IV). Os resultados obtidos nos grupos foram comparados com o controle estatístico de variáveis sociais (dificuldades socioeconômicas, escolaridade e abrigamento) e clínicas (transtornos psiquiátricos internalizantes e externalizantes, uso de medicação psiquiátrica e quociente intelectual estimado- QI). Por fim, foram feitas associações entre exposição a maus tratos, funcionamento neuropsicológico e sintomas psiquiátricos. Resultados: Os GMTs (grupos de maus tratos) apresentaram pior funcionamento intelectual em relação ao GC, sendo que o pior desempenho foi encontrado no GMT2 (p< 0,001). Medidas menores de QI estiveram associadas a prejuízo nas três unidades funcionais (p<= 0,049) e a mais sintomas de hiperatividade e desatenção (p <= 0,008). Foi encontrado pior desempenho dos GMTs nos testes para avaliação de segunda unidade funcional (p<= 0,001), porém, não foram encontradas diferenças entre os grupos na primeira e terceira unidades. Apesar disso, os testes de correlação indicaram que o aumento das pontuações no QUESI estava associado à piora do desempenho em todas as unidades funcionais (p<= 0,046). Os GMTs apresentaram maior impulsividade e oposição (p<= 0,008) e, quanto maior a pontuação no QUESI, maior a presença de sintomas de impulsividade, oposição, sintomas isolados de desatenção e sintomas mistos de desatenção e hiperatividade (p<= 0,006). Conclusão: Os resultados obtidos corroboram a associação entre exposição a maus tratos e dificuldades cognitivas e psiquiátricas. Os dados obtidos poderão contribuir para o planejamento de políticas públicas voltadas tanto à prevenção quanto para o tratamento de patologias associadas ao desenvolvimento neurobiológico alterado de crianças e adolescentes que crescem em condições adversas. Introduction: Maltreatment experiences in childhood and adolescence are considered a public health problem due to high prevalence in Brazil and worldwide. The exposure to maltreatment is associated with changes in cognitive development; however, there is a shortage of Brazilian research that investigates this topic. Objectives: Comparison of neuropsychological functioning of adolescents with and without maltreatment history, as well as the research of relationships between these experiences, neuropsychological performance, and psychiatric symptoms relating to impulsivity, opposition, hyperactivity, and inattention. Methods: One hundred and eight adolescents were selected from two assistance programs for people in vulnerability and social risk situation in the city of Sao Paulo (SP). According to the Childhood Trauma Questionnaire (CTQ), three groups were classified: GMT1 Group (Mild Maltreatment, n = 35), GMT2 (group of moderate to severe maltreatment, n = 19) and GC (comparison group, n = 54). The adolescents underwent neuropsychological evaluation with a focus on the investigation of functions related to visual perception and attention spam (first functional unit), processing and retention of information (second functional unit) and executive functioning (third functional unit). Scales were used for psychiatric assessment (K-SADS-PL) and investigation of impulsivity, hyperactivity, inattention, and opposition symptoms (SNAP-IV, BIS-11). Results obtained in these groups were compared with statistical control of social variables (socioeconomic, school level, and shelter), and clinical variables (internalizing and externalizing psychiatric disorders, use of psychiatric medication, and estimated intellectual quotient - IQ). Lastly, associations between exposure to maltreatment, neuropsychological functioning and psychiatric symptoms were made. Results: The GMT (maltreatment groups) had a worse intellectual functioning compared to GC, while the worst performance was found in GMT2 (p < 0.001). Lower IQ measures were associated to impairment on the three functional units (p<= 0.049) and to more symptoms of inattention and hyperactivity (p <= 0.008). Worse performance on tests for evaluation of the second functional unit (p<= 0.001) was found for GMT, but no differences were found between the groups on the first and third units. Nevertheless, the correlation tests indicated that the increase in CTQ scores was associated to worse performance in all of the functional units (p<= 0,046). The GMT presented higher impulsivity and opposition (p<= 0,008) and the higher the CTQ score the more symptoms of impulsivity, opposition, isolated symptoms of inattention, and mixed symptoms of inattention and hyperactivity (p<= 0,006). Conclusion: The results confirm the negative association between exposure to maltreatment and psychiatric and cognitive difficulties. The data obtained will contribute to the planning of public policies for both prevention and treatment of diseases associated to altered neurobiological development of children and adolescents who grow up in adverse conditions.

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