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Transtornos de humor na infância e adolescência: sintomas precoces em filhos de bipolares e traços de temperamento e caráter como endofenótipos na depressão maior Mood Disorders in Children and Adolescents: Early Symptoms in Bipolar Offspring and Temperament and Character Traits as Endophenotypes for Major Depression

Zappitelli, Marcelo Cardoso [UNIFESP] 29 September 2010 (has links)
Made available in DSpace on 2015-07-22T20:50:52Z (GMT). No. of bitstreams: 0 Previous issue date: 2010-09-29 Objetivo: Realização de dois estudos com crianças e adolescentes, visando identificar transtornos psiquiátricos em filhos de pais com transtorno bipolar tipo I, e avaliar traços de temperamento e caráter em pacientes com transtorno depressivo maior. Métodos: Estudo 1: O estudo envolveu uma série de casos composta por 35 crianças e adolescentes (20 meninos/15 meninas) de seis a 17 anos (média de idade: 12,5±2,9 anos). Todos os participantes foram avaliados através da entrevista diagnóstica The Schedule for Affective Disorders and Schizophrenia for School-Age Children – Present and Lifetime Version (K-SADS-PL). A história psiquiátrica familiar e os dados sociodemográficos também foram investigados. Estudo 2: Estudo caso-controle envolvendo 41 crianças e adolescentes (8–17 anos) com depressão maior pareadas por idade e sexo com 40 controles saudáveis. Todos os participantes foram avaliados pela entrevista diagnóstica K-SADS-PL. Os traços de temperamento e caráter foram avaliados através das versões para pais e para crianças do instrumento The Junior Temperament and Character Inventory (JTCI), e a gravidade da depressão através da escala Children’s Depression Rating Scale (CDRS). Resultados: Estudo 1: Pelo menos um diagnóstico psiquiátrico foi identificado em 71,4% da amostra. Altas taxas de transtornos específicos foram observadas: transtornos de humor (28,6%), transtornos disruptivos (incluindo transtorno de déficit de atenção e hiperatividade/TDAH) (40,0%) e transtornos de ansiedade (20,0%). A taxa de transtornos de humor comórbidos com TDAH (17,2%) foi maior do que a presença transtornos de humor isolados (11,4%). Psicopatologia foi frequentemente encontrada em parentes de segundo grau dos participantes (71,4%). Estudo 2: Os pacientes com depressão maior tiveram escores significativamente mais altos nas dimensões esquiva ao dano e busca por novidades, e escores mais baixos em dependência de gratificação, persistência, auto-direcionamento e cooperatividade em comparação aos controles saudáveis. A comorbidade com transtornos disruptivos influenciou praticamente todas as dimensões de temperamento e caráter, em geral aumentando as diferenças entre as médias de escores de casos e controles. Além disso, estar deprimido no momento da avaliação não influenciou os resultados, com exceção da dimensão dependência de gratificação de acordo com as informações fornecidas pelos pais. Conclusões: Filhos de bipolares constituem grupo de risco para desenvolver transtornos psiquiátricos, especialmente transtornos de humor e disruptivos. Crianças e adolescentes com transtorno depressivo maior têm um perfil de temperamento e caráter que difere de controles saudáveis, apontando para características estadoindependentes das dimensões esquiva ao dano e auto-direcionamento. Purpose: To conduct two studies with children and adolescents, aiming to identify psychiatric disorders in the offspring of bipolar parents type I, and to evaluate temperament and character traits in patients with major depressive disorder (MDD). Methods: Study 1: The study involved a case series comprising 35 children and adolescents (20 males/15 females) aged 6 to 17 years (mean age: 12.5±2.9 years). All participants were assessed using the diagnostic interview The Schedule for Affective Disorders and Schizophrenia for School-Age Children – Present and Lifetime Version (K-SADS- PL). Psychiatric family history and demographics were also evaluated. Study 2: A case-control study comprising 41 MDD children and adolescents (8-17 years) matched by gender and age to 40 healthy controls (HC). All participants were diagnostically assessed with the K-SADS-PL. Temperament and character traits were measured by the parent and child versions of The Junior Temperament and Character Inventory (JTCI), and depression severity by The Children’s Depression Rating Scale - Revised (CDRS-R). Results: Study 1: At least one psychiatric disorder was identified in 71.4% of the sample. High rates of specific disorders were noted: mood disorders (28.6%), disruptive behaviour disorders (including attention deficit hyperactivity disorder/ADHD) (40.0%) and anxiety disorders (20.0%). The rate of mood disorders comorbid with disruptive behaviour disorders (17.2%) was higher than the rate of pure mood disorders (11.4%). Presence of psychopathology was commonly reported in second-degree relatives of the offspring (71.4%). Study 2: MDD subjects had significantly higher scores on harm avoidance and novelty seeking dimensions, and lower scores on reward dependence, persistence, self-directedness and cooperativeness compared with HC. Comorbidity with disruptive behaviour disorders exerted influence on almost all dimensions of temperament and character, in general increasing the mean score differences between MDD and HC subjects. Moreover, being currently depressed did not influence the results, except for reward dependence according to parent data. Conclusions: Bipolar offspring are at high risk for developing psychiatric disorders, especially mood and disruptive behaviour disorders. MDD children and adolescents have a different temperament and character profile compared to HC subjects, pointing towards trait-like characteristics of the dimensions harm avoidance and self-directedness. TEDE BV UNIFESP: Teses e dissertações
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Clozapina no tratamento da agressividade patológica grave em crianças e adolescentes com transtorno de conduta ou com autismo Clozapine in the treatment of serious pathological aggression in children and adolescents with conduct disorder or autism

Teixeira, Eduardo Henrique, 1969- 15 February 2007 (has links)
Orientador: Paulo Dalgalarrondo Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas Made available in DSpace on 2018-08-20T05:57:37Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Teixeira_EduardoHenrique_D.pdf: 18618532 bytes, checksum: 0774e13250c5cbc72b5b26afc4bc65d7 (MD5) Previous issue date: 2012 Resumo: Introdução: Comportamento agressivo pode ser a principal manifestação clínica de Transtorno de Conduta (TC) e Autismo e deve ser cuidadosamente manejado na criança e adolescente, considerando os possíveis prejuízos e a evolução para transtornos psiquiátricos graves na idade adulta. A clozapina se mostrou eficaz no controle da agressividade em crianças e adolescentes com esquizofrenia. Objetivos: Fazer uma análise detalhada dos resultados do uso clínico naturalístico da clozapina no manejo da agressividade patológica grave em TC e Autismo e seu impacto no funcionamento global dos casos estudados. Método: Sete crianças/adolescentes com diagnóstico de TC e quatro com diagnóstico de Autismo foram acompanhados durante seguimento ambulatorial em uso de clozapina por um período de 26 semanas para controle de agressividade patológica grave. Foram avaliadas periodicamente através das escalas CGI e CBCL. Resultados: O resultado foi positivo com dose média de clozapina de 375,0 mg/dia (± 202,2) principalmente em relação à agressividade afetiva/impulsiva, independente do diagnóstico. Em apenas um caso de TC os níveis de agressividade se mantiveram inalterados. A agressividade predatória/pró-ativa teve diminuição apenas parcial. As alterações hematológicas ficaram dentro dos limites de segurança. Conclusões: A clozapina se mostrou eficaz, foi bem tolerada e não ocorreram reações adversas graves, podendo ser considerada um recurso terapêutico útil nos casos em que os níveis de agressividade são muito elevados ou foram esgotadas outras abordagens terapêuticas. Esse antipsicótico se mostrou mais eficiente nos padrões de agressividade do tipo impulsiva/afetiva, portanto, esse tipo de agressividade parece poder ser manejada farmacologicamente e a clozapina é uma opção viável Abstract: Introduction: Aggressive behavior can be the main clinical manifestation of Conduct Disorder (CD) and Autism, and has to be carefully approached in children and adolescents, since it may lead to serious psychiatric disorders in adulthood. Clozapine has proved effective in controlling aggressive behavior in schizophrenic children and teenagers. Objectives: Make a detailed analysis of the results of the naturalistic clinical use of Clozapine to control serious aggressive behavior in CD and Autism and its the global impact on patients. Method: Seven adolescents diagnosed with CD and four with Autism treated with Clozapine were followed during a period of 26 weeks to control severe aggressive behavior. They were analyzed periodically on the CGI and CBCL scale. Results: The results were positive with a medium doze of clozapine of 375,0 mg/day (± 202,2), specially in the cases affective/impulsive aggressiveness, regardless the diagnosis. In just one case of CD the levels of aggressiveness didn't change. The predatory/pro-active kind of aggressiveness experienced only partial reduction. The hematological alterations remained within safe limits. Conclusion: Clozapine was helpful, easily accepted and there weren't important adverse reactions. It can be considered a useful resource in cases where the levels of aggressiveness are extreme or there are no other therapeutic ways. This antipsychotic drug has show to be more effective in the impulsive/affective type of aggressive disorder. Therefore, this kind of aggressiveness seems to be controllable by pharmaceutical means and Clozapine is a viable option Doutorado Saude Mental Doutor em Ciências Médicas
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Medicina, educação e psiquiatria para a infância: o Pavilhão-Escola Bourneville no início do século XX Medicine, education and psychiatry for infancy: the Pavilhão-Escola Bourneville at the beginning of the twenty century

Silva, Renata Prudêncio da 2008 (has links)
Made available in DSpace on 2012-05-07T14:48:01Z (GMT). No. of bitstreams: 2 license.txt: 1748 bytes, checksum: 8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33 (MD5) 000036.pdf: 2897335 bytes, checksum: aa111da8f2c4cc28cc1a635eea541db1 (MD5) Previous issue date: 2008 Esta dissertação tem como objetivo analisar a criação do Pavilhão-Escola Bourneville do Hospício Nacional de Alienados no início do século XX, primeira instituição brasileira para a assistência a crianças anormais. Descreve os diferentes personagens e idéias que estavam implicadas na criação deste Pavilhão. Com relação ao campo científico, destaca o conhecimento então produzido sobre os diagnósticos relativos à infância e sobre o método médico-pedagógico empregado no Pavilhão. Busca-se assim perceber as vias pelas quais a criança se constituiu em objeto não somente da ciência psiquiátrica, mas também das políticas públicas a ela relacionada naquele período. A pesquisa observa que a criação do Pavilhão-Escola Bourneville se insere num contexto mais amplo de constituição de uma assistência à infância vinculada aos ideais republicanos de construção de uma nação civilizada nos moldes europeus. Neste sentido, demonstra que o investimento da ciência e da assistência psiquiátrica no período em questão em relação à infância foi contemporâneo aos esforços no campo da medicina e educação, voltados para a construção de instituições e intervenções sociais que representavam a criança como o futuro da nação e, portanto, objeto privilegiado de atenção (AU)
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Autismo: discurso médico e discurso analítico Autism: speech doctor and analytic discourse

Rêgo, Ana Paula Monteiro 15 March 2016 (has links)
This survey investigates the place of autism in the history of psychopathological disorders of childhood and stresses the autism situation in the current scenario, from the medical perspective and the from psychoanalysis perspective. In the last twenty years, the impact on the number of diagnostic of Disorder of Autism Spectrum (TEA) was increased by twenty times, these figures put the disorder in at epidemic condition, which explains the growing diversity of theories and therapeutic approaches about the disorder. This study is developed from a methodology of theoretical and qualitative research, carried out from the reading and rereading of the concepts and laws of medical science underlying the TEA, presented as medical discourse, and Lacanian psychoanalytic theories, which brought as speech analytical to understand autism. The theory of the discourse of Lacan (1969/1970) is used as the main reference of this research and Laurent assumptions (2012, 2013, 2014) based on the Lacanian foundations for understanding autism. The results of this study indicate that when autism is envisaged from the medical discourse, the psyche is reduced to the behavior and there is a concern with early diagnostic so that parents can train behaviors considered adaptive. The analytic discourse allows autistic symptoms are understood as psychic manifestations and an access road to the subject. On the one hand, this duplicity placements allows families seeking assistance to children diagnosed with ASD receive antagonistic guidelines and have difficulty understanding what is autism. On the other, the multiplicity of understanding about ASD ensures that unilateral positions do not meet the uniqueness of autism cases. Finally, our study allowed legitimize autism a plurality of understandings in a real battle. Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Alagoas Esta pesquisa investiga o lugar do autismo na história dos transtornos psicopatológicos da infância e destaca a situação do autismo no cenário atual, a partir da perspectiva médica e da perspectiva da psicanálise. Nos últimos vinte anos, a incidência no número de diagnósticos de Transtorno do Espectro Autista (TEA) aumentou em vinte vezes, estes números colocam o transtorno dentro em condição epidêmica, o que justifica a crescente diversidade de teorias e abordagens terapêuticas acerca do transtorno. Este estudo foi desenvolvido a partir de uma metodologia de investigação teórico-qualitativa, realizada a partir da leitura e releitura dos conceitos e leis das ciências médicas que fundamentam o TEA, apresentada como o discurso médico, e das teorias psicanalíticas lacanianas, que trouxemos como discurso analítico para compreender o autismo. A teoria dos discursos de Lacan (1969/1970) foi utilizada como principal referencial desta investigação e os pressupostos de Laurent (2012, 2013, 2014) baseados nos fundamentos lacanianos para a compreensão do autismo. Os resultados deste estudo apontam que quando o autismo é perspectivado a partir do discurso médico, o psiquismo é reduzido ao comportamento e há uma preocupação com o diagnóstico precoce para que os pais possam treinar condutas consideradas adaptativas. O discurso analítico permite que os sintomas autísticos sejam compreendidos como manifestações psíquicas e uma via de acesso ao sujeito. Por um lado, esta duplicidade de posicionamentos possibilita que as famílias que buscam assistência para crianças com o diagnóstico de TEA recebam orientações antagônicas e tenham dificuldades em compreender o que é o autismo. Por outro, a multiplicidade de compreensão sobre o TEA garante que posicionamentos unilaterais não atendem a singularidade dos casos de autismo. Por fim, nosso estudo possibilitou legitimarmos o autismo numa pluralidade de compreensões, numa verdadeira batalha.
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O contexto do diagnóstico da síndrome de Asperger.

Rocha, Simone Secco da 17 February 2012 (has links)
Made available in DSpace on 2016-01-26T12:51:39Z (GMT). No. of bitstreams: 1 simoneseccodarocha_dissert.pdf: 740139 bytes, checksum: cc3361e614f12885ebee89003ea2768c (MD5) Previous issue date: 2012-02-17 Pervasive developmental disorders (PDDs) have symptomatic heterogeneity and a little known etiology, with the involvement of genetic and environmental factors. They are part of a group of five disorders, including Asperger syndrome (AS), which has the greatest diagnostic difficulty, because of the symptoms similar to other psychiatric conditions and also because of the lack of clarity with regard to diagnostic criteria included in the official classifications. This study evaluated the diagnostic context of AS. Forty-five individuals were investigated, 39 men and 06 women (6,5:1) with conclusive diagnosis of AS, confirmed by using a standard instrument. Parents or caretakers were interviewed according to a questionnaire designed by the author. On average, at the age of 3,3 symptomatic perception was observed by the parents (55%) but the first physical examination of children was only performed at the average age of 5,3.The time interval between symptomatic perception and conclusive diagnosis was 8,5 years, on average. The attention deficit disorder and hyperactivity (TDA/H-33,3%) was the most common diagnosis before obtaining a diagnosis of AS, in isolation or in combination with other diagnoses. The psychiatrist was responsible for the conclusive diagnosis in 77,8% of cases, on average, at the age of 11,8. The recommendations given by professionals who concluded the diagnosis of AS were: regular attendance to school (68,9%), considering seeing a psychologist (57,8%), making use of medicines (57,8%), considering seeing a speech-language pathologist (37,8%) and carrying out genetic evaluation (35,6%). The results revealed that: 1) symptoms of AS are usually noticed first by parents; 2) after considering the symptoms the first clinical examination of children is generally carried out at late age; 3) TDA/H in isolation or in combination with other diagnoses is the most frequent and mistakenly given to patients before the conclusion of AS, which is drawn late and is most frequently accomplished by a psychiatrist. In addition, the recommendations to instruct parents after the diagnosis of AS are unsatisfactory. Therefore, the diagnostic context of Asperger syndrome is complex and difficult, probably worsened by the lack of preparation of health professionals to detect the symptoms, aggravated by the lack of experts in the disorder or by the difficulties in the accessibility to specialized health professionals. Os Transtornos Invasivos do Desenvolvimento (TID) têm heterogeneidade sintomática e etiologia pouco esclarecida, com envolvimento de fatores ambientais e genéticos. Compõem um grupo de cinco doenças, entre elas a Síndrome de Asperger (SA), a de maior dificuldade de diagnóstico, por compartilhar sintomas com outras afecções psiquiátricas e pela falta de clareza dos critérios diagnósticos contidos nas classificações oficiais. Este estudo avaliou o contexto do diagnóstico da SA. Foram investigados 45 indivíduos, 39 homens e seis mulheres (6,5:1), com diagnóstico conclusivo de SA, confirmado com a utilização de um instrumento padronizado. Os responsáveis foram submetidos a uma entrevista de acordo com um questionário construído pela autora. Em média, aos 3,3 anos houve a percepção sintomática por parte dos pais (55%) mas, apenas aos 5,3 anos em média, a criança realizou a primeira avaliação clínica. O tempo entre a percepção sintomática e o diagnóstico conclusivo foi, em média, de 8,5 anos. O diagnóstico mais frequente antes do de SA, foi de Transtorno do Déficit da Atenção e Hiperatividade (TDAH-33,3%), isolado ou combinado com outros diagnósticos. O psiquiatra foi o responsável pelo diagnóstico conclusivo em 77,8% dos casos, em média, na idade de 11,8 anos. As orientações oferecidas pelos profissionais que concluíram o diagnóstico de SA foram: frequentar escola regular (68,9%), procurar um psicólogo (57,8%), fazer uso de medicamentos (57,8%), procurar um fonoaudiólogo (37,8%) e realizar avaliação genética (35,6%). Os resultados mostraram que os sintomas da SA são primeiramente mais percebidos pelos pais, que a idade da primeira avaliação clínica relacionada aos sintomas geralmente é tardia, que o TDAH isolado ou combinado com outros diagnósticos, é o mais frequente e erroneamente recebido pelos pacientes antes da conclusão de SA, que é feita tardiamente, e na maior parte dos casos por um psiquiatra. Além disso, as orientações dadas às famílias após o diagnóstico de SA são insuficientes. Portanto, o contexto do diagnóstico de Síndrome de Asperger é complexo, difícil, possivelmente agravado pela falta de preparo dos profissionais da saúde em reconhecer os sintomas, falta de especialistas na doença ou pela dificuldade de acesso aos profissionais especializados.
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Transtornos psiquiátricos em crianças e adolescentes criados em instituições Psychiatric disorders in children and adolescents raised in instituitions

Abreu, Susane Rocha de [UNIFESP] 2000 (has links)
Made available in DSpace on 2015-12-06T23:01:11Z (GMT). No. of bitstreams: 0 Previous issue date: 2000 Introdução: O Brasil tem grande numero de criancas e adolescentes sendo criados em instituicoes, A literatura indica que criancas e adolescentes institucionalizados apresentam atrasos em seu desenvolvimento e estao mais propensos a problemas de Saúde, fisicos e mentais. O presente trabalho pretende identificar os transtornos psiquiatricos que estas criancas e adolescentes apresentam e os fatores de risco associados a estes transtornos, gerando conhecimentos que possam contribuir para a adequada assistencia e prevencao de problemas de Saúde mental nesta populacao. Objetivos: Verificar a prevalencia de transtornos psiquiatricos apresentados por criancas e adolescentes institucionalizados em tres cidades do Estado de São Paulo; verificar se a prevalencia de transtornos psiquiatricos nestes individuos difere da prevalencia observada em criancas e jovens vivendo com suas familias; verificar se a institucionalizacao e fator de risco para transtornos psiquiatricos independentemente da influencia de outros fatores potencialmente de risco; identificar o melhor modelo associativo para transtornos psiquiatricos nesta populacao; descrever as caracteristicas de instituicoes que abrigam criancas e adolescentes em tres cidades do Estado de São Paulo; descrever a historia de vida das criancas e adolescentes criados nestas instituicoes. Metodo: Desenho: Estudo caso-controle. Local: Todas (cinco) as instituicoes para o abrigo de criancas e adolescentes de tres cidades do Estado de São Paulo. Participantes: 63 casos (todas as criancas e adolescentes institucionalizados com idades entre 11 e 17 anos) e 63 controles (colegas de escola vivendo com suas familias selecionados aleatoriamente dentre pares elegiveis; casos e controles pareados segundo sexo, idade e serie). Medidas: Desfecho clinico: presenca de pelo menos um transtorno psiquiatrico, segundo os criterios da CID - 10. Variaveis independentes: dados socio-demograficos, caracteristicas familiares, historia da institucionalizacao, qualidade de vida nas instituicoes e informacoes complementares sobre as criancas e adolescentes. Analise: Fatores de risco potenciais identificados em analise univariada (p
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O transtorno mental na adolescência e o convívio familiar - relato dos pais. The mental disorder in adolescence and family living together - parents report.

Conceiçao Aparecida Cruz 30 August 2006 (has links)
O objetivo deste estudo foi analisar a convivência do adolescente doente mental com sua família através do relato dos pais. Foram realizadas entrevistas semi estruturadas com pais de adolescentes em acompanhamento no ambulatório do Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência do HCFMUSP (SEPIA), no período de março a maio de 2006. Participaram cinco mães e três pais. Utilizou-se a análise de conteúdo, elegendo para este estudo a análise temática, segundo MINAYO. Foram identificadas cinco categorias: “Sentimentos gerados na família ao receber o diagnóstico”; “Mudanças no relacionamento familiar e social no convívio familiar com a doença mental”; “Sentimentos que surgiram no convívio com o transtorno mental”; “Descrença quanto ao tratamento”; “Caminhada do desconhecimento ao conhecimento”. Evidenciou-se que os familiares têm dificuldade em aceitar o diagnóstico de uma doença mental em um de seus filhos. A presença desta provocou alterações na dinâmica familiar, acarretando mudanças, não só no convívio da família nuclear, mas afetando os demais componentes da família. O relacionamento na rede social também sofre modificações, em especial com professores e vizinhança. O conhecimento sobre a doença, por parte dos familiares, levou a uma melhor aceitação dessa. Essa constatação mostra, mais uma vez, que as famílias são carentes de orientação e apoio por parte da equipe de saúde que cuida de seus filhos. Apesar de se preconizar, no modelo vigente de saúde mental, o atendimento também às famílias, isto ainda acontece de maneira tímida em determinados locais, sendo a família considerada apenas como fonte de informação. A compreensão do que a família experimenta no seu caminhar com a doença mental, destacada nesse estudo, evidenciou a necessidade de programas de educação em saúde para que possa enfrentar suas dificuldades com mais segurança. Este estudo possibilitou entender um pouco do mundo do adolescente e de seus familiares, enfatizando a importância do profissional Enfermeiro em seu papel de educador. Com base nos resultados desta pesquisa e em resultados de outras, a implantação de programa psicoeducacional aberto, se mostra como possível recurso eficaz coadjuvante para sanar a falta de conhecimento e orientação. Este já se configura como um desdobramento do presente estudo, enfeixando o ensino, pesquisa e assistência. The aim of this research was to analyze the mentally sick adolescent’s acquaintance with his family through the parents report. Semi-structured interviews with the adolescents’ parents who have been treated in the ambulatory of the Child and Adolescent Psychiatric Service of HCFMUSP (SEPIA) were done, from March to May, 2006. Five mothers and three fathers participated. The content analysis was used, electing for this research the thematic analysis according to MINAYO. Five categories were identified: “Feelings begot in the family at the moment of the diagnostic “; Changes in the family and social relationship living together with the mental disease”; “Feelings that emerged when living together with the mental disorder”; Faithlessness to the treatment”; “Walk from the unknown to the knowledge”. It became evident that parents have difficulty in accepting the mental disorder diagnostic in one of their children. This presence created modification in the family dynamic bringing changes not only to the core of the living together family, but affecting the other components of the family. The relationship in the social area also suffered modifications, especially with teachers and neighborhood. The knowledge about this disease brought a better acceptation. This shows, one more time, that families are poorly informed and supported by the health team that takes care of their children. Despite the fact the current mental health model praises also an attending for the family, this still happens in a shy way in certain places, the family is considered only as a source of information. The comprehension of what the family experiments during the journey in the mental disease stood out in this research showed the necessity of health educational programs, so that they can face their difficulties safely. This study helped understand a little the adolescents and family’s world, emphasizing the importance of the Nurse professional in his educational role. Based on the results of this and other researches, it is suggested the establishment of an open educational program as an efficient co adjuvant resource to clear out the lack of knowledge and orientation. This is a display of the present research, tying together : teaching, research and assistance.
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Sintomas obsessivo-compulsivos em escolares: prevalência, dimensões psicopatológicas, agregação familiar, comorbidades e fatores clínicos associados Obsessive-compulsive symptoms in schoolchildren: prevalence, dimensions, familial aggregation, comorbidities and associated clinical factors

Pedro Gomes de Alvarenga 4 June 2014 (has links)
O objetivo central desta tese de doutorado foi investigar as características clínicas de sintomas obsessivo-compulsivos (SOC), como fenômeno intermediário entre o desenvolvimento normal e o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), em uma ampla amostra comunitária (não-clínica) composta por crianças em idade escolar (6 a 12 anos) e seus familiares biológicos. Para tal, determinou-se a prevalência e a distribuição sociodemográfica dos SOC descrevendo sua fenomenologia caracterizada a partir de dimensões de SOC, agregação familiar, associação com outras comorbidades psiquiátricas e outras variáveis de comprometimento clínico (ex: fatores de risco, problemas sociais, escolares e de comportamento). Dividimos o presente estudo em duas etapas. Na Etapa I, o objeto de estudo foram 9.937 crianças de 6 a 12 anos regularmente matriculadas em escolas públicas (crianças-index) e seus familiares biológicos (n total=29.459). Nesta etapa utilizou-se a Family History Screening (FHS), escala de rastreamento para sintomas psiquiátricos internacionalmente validada, e um módulo adicional com sete itens para identificar quatro dimensões de SOC (\"Agressão/ sexual/ religiosa\"; \"arranjo/ simetria\"; \"contaminação/ lavagem\" e colecionismo\"). Nessa primeira etapa obtivemos dados sobre 9.937 crianças-index (podendo ser irmãos entre si), 3.305 irmãos biológicos (13 a 18 anos) e 16.218 pais. As mães biológicas foram informantes em 88% das entrevistas. Os SOC estiveram presentes em 19.4% da amostra total, sendo 14,7% das crianças-index; 15,6% dos irmãos; 34,6% das mães e 12,1% dos pais. A presença dos SOC foi associada ao sexo masculino e aumento da idade em crianças e adolescentes. Houve agregação familiar das dimensões de SOC nas famílias, sendo que a dimensão de \"contaminação/ lavagem\" foi a mais familiar (OR: 1,44; IC 95% 1,23-1,67; p < 0,001). Crianças-index com SOC apresentaram maior frequência de outros sintomas psiquiátricos, bem como maior comprometimento escolar, social e busca por tratamentos prévios. As principais limitações desta etapa incluem entrevista indireta (by proxy) e utilização de um instrumento ainda não validado para triagem de dimensões de SOC. Na Etapa II, o objeto de estudo foi uma sub-amostra da Etapa I e foram coletados dados de 2.512 crianças-index [média de idade: 8,86 anos (DP: 1,84); 44,59% sexo feminino], com um rigoroso e abrangente protocolo de avaliação clínica, incluindo diagnósticos de transtornos mentais pela DSM-IV/ DAWBA (Development and Well-Being Assessment), padrões específicos de comportamento pelo CBCL (Child Behavior Checklist), fatores de risco, comprometimento escolar, social e tratamentos prévios. A amostra foi dividida em grupos TOC (n=77; 3,07%), SOC (n=488; 19,43%) e controles (n=1.947; 77,5%), que foram comparados em relação às suas características fenotípicas. Não houve diferenças significativas de sexo, idade e classificação socioeconômica entre os três grupos estudados. O grupo TOC apresentou, mais frequentemente, obsessões ou compulsões em geral, obsessões de contaminação, compulsões de lavagem, repetição e colecionismo. Os grupos TOC e SOC foram semelhantes em relação às frequências de obsessões de agressão e compulsões de simetria, verificação e contagem. Em relação às comorbidades pelo DAWBA, o grupo TOC apresentou mais frequentemente transtornos de humor (agrupados), transtorno de ansiedade de separação, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, e transtornos disruptivos (agrupados), quando comparado aos grupos SOC e controles. Os grupos TOC e SOC apresentaram prevalências semelhantes de fobia social, transtornos ansiosos (agrupados), transtorno de oposição e desafio, transtorno de tiques e transtornos alimentares, com prevalência superior àquela encontrada entre controles. Fatores de risco perinatais e abuso físico ou sexual foram significativamente mais frequentes no grupo TOC, em relação a SOC e controles. O grupo SOC exibiu padrão intermediário entre TOC (maior pontuação) e controles (menor pontuação) em relação aos escores totais e às dimensões de problemas de comportamento \"internalizantes\", \"externalizantes\" e sociais da CBCL. O grupo SOC revelou o mesmo padrão encontrado no grupo TOC acerca de vulnerabilidade social, problemas escolares (repetência, expulsão ou abandono), comprometimento funcional, comportamento delinquente e busca por tratamentos prévios. A principal limitação dessa etapa foi a adaptação dos critérios do DAWBA para a DSM-IV, para se estabelecer o diagnóstico de TOC na infância e adolescência. Portanto, este estudo transversal sugere que os SOC são um fenômeno relativamente frequente (aproximadamente 15 a 20%) em escolares de 6 a 12 anos e, sua prevalência se assemelha àquela descrita em adolescentes e adultos. Os dados desta tese fornecem evidências adicionais de que há um contínuo psicopatológico e de impacto clínico entre SOC e TOC o que é importante, não apenas para aprimorar a compreensão da natureza do TOC, mas para estabelecer estratégias de tratamento e prevenção The present thesis investigated the clinical characteristics of obsessive-compulsive symptoms (OCS), as an intermediate phenomenon between normal development and obsessive-compulsive disorder (OCD) by assessing an extensive community (non- clinical) sample of schoolchildren (6-12 years) and their biological relatives. We determined the prevalence and sociodemographic status of OCS, describing its phenomenology characterized from OCS dimensions, familial aggregation, association with other psychiatric comorbidities, and other variables of clinical impairment (e.g.: risk factors , social, school and behavior problems). The study was divided in two phases. In phase I, 9,937 children (aged 6 to 12 years) enrolled in regular public schools (index-children) and their biological relatives (overall n = 29,459) were assessed. In this phase, we used the Family History Screening (FHS), an internationally validated instrument developed for psychiatric symptoms assessment. An additional seven-item module to identify four OCS dimensions (\"aggressive/ sexual/ religious\"; \"symmetry/ arranging\", \"contamination/ cleaning\" and \"hoarding \") was also used. In the first phase data on 9,937 index-children (may be siblings to each other), 3,305 biological siblings (13-18 years) and 16,218 parents were obtained. The biological mothers were informants in 88 % of the interviews. OCS were present in 19.4 % of the total sample, 14.7 % of index-children, 15.6 % of siblings, 34.6 % of mothers and 12.1 % of parents. The presence of OCS was associated with male gender and increasing age in children and adolescents. Familial aggregation of OCS dimensions was found; the \"contamination/ cleaning\" was the most familial dimension (OR: 1.44; 95% IC 1.23 to 1.67; p < 0.001). OCS were associated with higher frequency of other psychiatric symptoms as well as greater rates of social/ school problems and searching for previous treatments. The main limitations of this phase include by proxy interviews and use of an instrument for assessing OCS dimensions not yet validated. In phase II, a sub-sample (n=2,512) of phase I index-children [mean age: 8.86 (PD: 1.84); 44.59% female] was submitted to a rigorous and comprehensive clinical evaluation protocol, including structural diagnoses of mental disorders DSM-IV/ DAWBA (Development and Well-Being Assessment), specific behavioral patterns from CBCL (Child Behavior Checklist), risk factors, school/ social problems and searching for previous treatments. The sample was divided in three groups: OCD (n = 77; 3.07 %), OCS (N=488; 19.43 %) and controls (n=1,947; 77.5 %), compared according to their clinical features. There were no significant age/ gender and socio-economic status differences between groups. OCD group presented higher rates of overall obsessions and compulsions, contamination obsessions, cleaning and repetition compulsions and \"hoarding\". OCD and OCS groups showed similar prevalence rates of aggressive, symmetry, checking and counting symptoms. Regarding DAWBA comorbidities, OCD group showed increased prevalence of mood disorders (as a group), separation anxiety disorder, generalized anxiety disorder, attention deficit hyperactivity disorder, and disruptive disorders (as a group) compared to OCS and control groups. OCD and OCS groups showed similar prevalences of social phobia, anxiety disorders (as a group), oppositional defiant disorder, tic disorders and eating disorders, showing higher prevalence than controls. Perinatal risk factors and physical or sexual abuse were significantly more frequent in the OCD group in comparison to OCS and control groups. The OCS group exhibited intermediate pattern between OCD (higher scores) and controls (lower scores) concerning total and \"internalizing\", \"externalizing\" and social dimensions scores of the CBCL. The OCS group showed the same pattern found in the OCD group concerning social vulnerability, school problems (failure, expulsion or dropout), functional impairment, delinquent behavior, and searching for previous treatments. The main limitation of this phase was the adaptation of the DAWBA criteria for DSM -IV diagnosis for pediatric OCD. Therefore, this cross-sectional study suggests that OCS is fairly frequent in schoolchildren 6-12 years (about 15 to 20%) and its prevalence is similar to that described in adolescents and adults. Data from this thesis provide further evidence that there is a psychopathological and clinical impact continuum between OCS and OCD, which is important not only to enhance the understanding of the nature of OCD but to develop treatment and prevention strategies
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Caracterização de crianças e adolescentes em risco para o desenvolvimento de transtorno obsessivo-compulsivo Characterization of children and adolescents at risk for the development of obsessive-compulsive disorder

Priscila Chacon Neder 6 May 2015 (has links)
Objetivos. Esta tese vai ao encontro da proposta da psiquiatria do desenvolvimento, investigando sintomas clínicos, fatores de risco e potenciais endofenótipos que possam colaborar com diagnósticos precoces e o desenvolvimento de estratégias de prevenção. Métodos. O primeiro estudo relata a investigação e caracterização de uma amostra de crianças e adolescentes em risco para o desenvolvimento do transtorno obsessivocompulsivo (TOC). Para este propósito, 66 crianças e adolescentes com um familiar de primeiro grau com diagnóstico de TOC tiveram seus dados analisados de acordo com a presença ou ausência de sintomas obsessivocompulsivos. O segundo estudo consistiu no desenvolvimento e testagem de um paradigma dot probe de viés atencional relacionado a sintomas do TOC e na sua investigação enquanto possível endofenótipo do transtorno. Para tanto, três grupos de crianças foram selecionados: crianças com diagnóstico de TOC, em alto risco para o desenvolvimento de TOC (com presença de sintomas obsessivo-compulsivos e história familiar de primeiro grau de TOC) e crianças controle. O paradigma incluiu pares de estímulos aversivos (ativos) e neutros das dimensões de sintomas de contaminação/limpeza e simetria apresentados em 500 ms e 1250 ms. Resultados. O primeiro estudo obteve três resultados importantes. Primeiro, a amostra de crianças com familiar de primeiro grau com TOC apresentou elevada prevalência de sintomas obsessivo-compulsivos, confirmando a familiadade do transtorno. Segundo, crianças com e sem sintomas obsessivo-compulsivos apresentam prevalências diferentes de comportamento coercivo relacionados ou não aos sintomas obsessivo-compulsivos. Terceiro, familiares de crianças com sintomas obsessivo-compulsivos apresentaram mais frequentemente a dimensão de sintomas de contaminação/limpeza do que familiares de primeiro grau de crianças sem sintomas obsessivo-compulsivo. O segundo estudo teve como principais resultados: 1) crianças com TOC apresentam índices mais altos de desconforto pelos estímulos ativos comparados aos dos outros dois grupos de crianças, indicando que o paradigma é eficiente na sua avaliação; 2) a avaliação dos estímulos ativos da dimensão de contaminação/limpeza está associada à presença de seus respectivos sintomas no sujeito; 3) o grupo de crianças com TOC apresentou viés atencional na direção do estímulo aversivo em todas as quatro condições do paradigma (contaminação/limpeza e simetria com 500ms e 1250ms); 4) crianças com TOC apresentaram viés atencional maior do que crianças em risco para o desenvolvimento de TOC e controles sucessivamente, sempre na direção do estímulo aversivo exceto, no paradigma de simetria de 500ms; 5) O viés atencional na direção do estímulo ativo de contaminação no paradigma de 1250ms está associado à presença da dimensão de sintomas de contaminação. Conclusões. Os achados aqui descritos reforçam a familialidade do TOC, contribuem com achados de características associadas ao transtorno na infância e adolescência, reforçam a presença de um marcador de risco importante para o desenvolvimento de estratégias de detecção e prevenção precoces. Os resultados encontrados têm importantes implicações para a melhora do conhecimento de fatores de risco para o desenvolvimento do TOC e características associadas, que devem ser considerados em contextos clínicos e de pesquisa Objective. This thesis goes in line with the concept of developmental psychiatry investigating clinical symptoms and risk factors that can further provide earlier diagnoses and preventive interventions. Methods. The first study reports the investigation and characterization of a sample of children and adolescents at risk for the development of obsessive compulsive disorder (OCD). For this purpose, 66 children and siblings with a first degree relative diagnosed with OCD had their clinical data analyzed according to the presence of obsessive compulsive symptoms. The second study consisted on the development and testing of an attentional bias dot probe paradigm with OCD relevant content to evaluate pediatric patients with OCD and further investigate it as a possible phenotype of OCD. For this purpose three groups of children were selected: 1) children with OCD; 2) children at risk for OCD (presenting obsessive compulsive symptoms and with a first degree relative diagnosed with OCD); 3) control group (children with none of the Axis I Psychiatric diagnoses). The paradigm included pairs of aversive (active) and neutral stimulus of contamination/cleaning and symmetry symptom dimensions and had two different time presentations of the stimulus, 500 and 1250 milliseconds. Results. The first study had with tree main findings. First, our sample of children with a first degree affected with OCD had a very high prevalence of obsessive-compulsive symptoms, confirming the familiality of the disorder. Second, children with and without obsessive-compulsive symptoms presented different rates of coercive behaviours, that can be related or not to obsessive-compulsive symptoms. Third, first degree relatives of children who had obsessive compulsive symptoms had significantly more contamination/cleaning dimension of obsessive compulsive symptoms than relatives of children without obsessive compulsive symptoms. The second study had the following main findings: 1) children with OCD had higher rates of discomfort caused by active stimulus than the other two groups of children, indicating that the paradigm is efficient for its purpose; 2) the evaluation of active stimulus of the contamination/cleaning dimension is associated to the presence of its respective symptoms; 3) the group of children with OCD had attentional bias towards the active stimulus in all four conditions of the paradigm (cleaning/contamination and symmetry in 500ms and 1250ms); 4) children with OCD had higher attention bias than children at risk and controls always towards the active stimulus with the exception of the 500 ms symmetry paradigm; 5) the attentional bias towards the active stimulus in the 1250 ms contamination paradigm is associated to the presence of symptoms of the contaminations dimension. Conclusions. The results reinforce the familiality of OCD, contributing with findings of associated characteristics to the disorder in childhood and adolescence and reinforcing the presence of an important risk marker for the development of strategies of early detection and prevention. The results have important implications to the improvement of the knowledge of OCD and associated characteristics, which should be considered in clinical and research contexts
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Avaliação neuropsicológica de crianças e adolescentes com TOC: comparação com controles saudáveis e desfechos pós-tratamento Neuropsychological evaluation of children and adolescents with OCD: comparison with healthy controls and post-treatment outcomes

Marina de Marco e Souza 28 November 2018 (has links)
Até o momento, são escassos os estudos que se propuseram a investigar o funcionamento cognitivo das crianças e adolescentes com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). Os estudos disponíveis apontam que essa população apresenta pior desempenho nos testes neuropsicológicos que avaliam as funções executivas, a memória não-verbal, o funcionamento visuoespacial e a velocidade de processamento, em comparação aos sujeitos saudáveis. Mesmo com esses achados, poucos autores averiguaram a influência dos tratamentos de primeira linha para o TOC [Terapia Cognitivo- Comportamental (TCC) e inibidores de recaptura de serotonina (IRS)] na cognição. Vale ressaltar que tais estudos expressam resultados divergentes, não havendo um consenso sobre a melhora ou manutenção dos déficits no desempenho dos jovens após o tratamento. Diante deste contexto, o presente estudo teve como objetivos: A) Comparar as características sociodemográficas e clínicas e o funcionamento cognitivo de uma amostra pediátrica com TOC e sujeitos saudáveis; B) Verificar as modificações no funcionamento cognitivo do grupo TOC após 14 semanas de tratamento farmacológico ou psicoterápico. Para isso, foram avaliados 82 crianças e adolescentes com TOC e 82 controles saudáveis, com idades entre 6-17 anos, com questionários para avaliação de sintomas psiquiátricos e uma bateria de testes neuropsicológicos. Todos os participantes do estudo foram submetidos às avaliações na linha de base. Os pacientes, após randomização para TCC em grupo ou fluoxetina (FLX), foram reavaliados findadas 14 semanas de tratamento. A análise dos dados indicou que os pacientes apresentam desempenho cognitivo global pior que os controles, havendo diferenças significativas no QI de execução, nas habilidades visuoconstrutivas, na memória episódica não verbal e na flexibilidade mental. Variáveis clínicas, como idade de início dos sintomas, gravidade dos sintomas do TOC, dimensões dos sintomas obsessivo-compulsivos e comorbidades, não correlacionaram com o pior desempenho dos pacientes nos diferentes testes neuropsicológicos. Após 14 semanas de tratamento, embora os pacientes tenham apresentado melhora clínica dos sintomas obsessivo-compulsivos, o mesmo não ocorreu com as diferentes funções neuropsicológicas, mesmo naquelas que estavam prejudicadas na linha de base. De acordo com os resultados do presente estudo, as crianças e adolescentes com TOC apresentam pior desempenho cognitivo global em provas neuropsicológicas quando comparados aos controles saudáveis. O fato da melhora dos sintomas não ser acompanhada da melhora do desempenho neuropsicológico dos pacientes, sugere que as alterações cognitivas observadas no grupo TOC sejam relacionadas à própria neurobiologia do transtorno, independentemente da gravidade dos sintomas. Futuros estudos longitudinais serão necessários para aumentar a compreensão do funcionamento cognitivo dos jovens com TOC e as implicações do tratamento na sua cognição no longo prazo To date, only a few studies have investigated the cognitive functioning of children and adolescents with Obsessive-Compulsive Disorder (OCD). These studies indicate that youth with OCD present a worse performance in neurocognitive tests that assess the executive functions, nonverbal memory, visuospatial functioning and processing speed. Despite these findings, only a few authors have investigated the influence of Cognitive-Behavioral Therapy (CBT) and selective serotonin reuptake inhibitors (SSRIs) on the cognition of youth with OCD. It is worth noting that these studies express divergent results, and there is no consensus on the improvement or maintenance of the cognitive deficits after treatment. In this context, the present study aimed: A) To compare the sociodemographic/ clinical characteristics and the cognitive functioning of youth with OCD and healthy controls; B) To verify the changes in cognitive functioning of children and adolescents with OCD after 14 weeks of randomized pharmacological or cognitive-behavioral treatment. Eighty-two children and adolescents with OCD and 82 healthy controls, aged between 6 and 17 years, were evaluated by means of structured questionnaires and a battery of neuropsychological tests. All participants underwent assessments at baseline. The OCD group, after being randomized to group CBT or Fluoxetine (FLX), was re-evaluated after 14 weeks of treatment. Data analyses indicated that patients presented a worse cognitive performance when compared to the healthy controls, with significant differences in performance IQ, visuoconstructive skills, nonverbal memory, and mental flexibility. Clinical variables, such as age of onset, severity of OCD symptoms, OCD dimensions and comorbidities, did not correlate with poorer performance on neuropsychological tests. Although patients had clinical improvement after 14 weeks of treatment, the same did not occur with the cognitive performance, even in those functions which were impaired at baseline. According to the results of the present study, youth with OCD present a worse cognitive performance when compared to controls. The fact that the improvement of the symptoms is not followed by the improvement of the neuropsychological performance suggests that the cognitive deficits observed in the OCD group may be related to the neurobiology of the disorder, regardless of the symptom severity. Future longitudinal studies will be needed to further clarify the cognitive functioning of youth with OCD and the implications of treatment on their cognition in the long run

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