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Discurso e política constitucional: a reforma constitucional na doutrina brasileira da Primeira República / Discours et la politique constitutionnelle: reforme constitutionnelle dans la doctrine brásilienne de la Première RépubliqueMaria Olívia Pessoni Junqueira 08 April 2015 (has links)
Durante todo o período de vigência da Constituição brasileira de 1891, foram produzidos diversos trabalhos doutrinários em torno da reforma da Constituição, ora mais ligados à política constitucional do período, ora de caráter mais teórico. Com os olhos voltados a esse material, o objetivo da pesquisa foi mapear e sistematizar os trabalhos doutrinários que veicularam esses discursos da época, em suportes materiais mais duradouros (livros de Direito Constitucional gerais, livros específicos sobre o tema e artigos publicados em periódicos jurídicos), a fim de verificar quais foram seus objetos e quais os objetivos de seus autores ao se inserirem no debate sobre a reforma constitucional. Para tanto, foram utilizadas as reflexões teóricas da Escola de Cambridge para o estudo da teoria política, especialmente de Quentin Skinner e J. G. A. Pocock, como instrumentos metodológicos para a reconstrução do debate. A partir da observação dos discursos em seus respectivos contextos intelectuais, foram identificados alguns objetos de reflexão recorrentes no debate, para além das propostas de reforma da Constituição de 1891. Em primeiro lugar, identificou-se que houve reflexões ligadas à teoria da Constituição e da reforma constitucional, no que diz respeito à estabilidade ou mutabilidade do texto constitucional, além de outras mais incipientes relativas à mudança da Constituição sem alteração do seu texto. Em segundo lugar, houve discursos jurídicos voltados à intepretação do artigo 90 da Constituição, quanto ao procedimento e limites materiais para a reforma constitucional, além de outros discursos com caráter político, que questionavam a legitimidade da vedação constitucional de alteração da forma republicano-federativa e da igualdade de representação dos Estados no Senado. Por fim, houve discursos político-constitucionais que se voltaram à análise de três aspectos. Em primeiro lugar, sobre a necessidade e oportunidade de uma reforma da Constituição de 1891. Em segundo lugar, discursos que objetivaram avaliar o produto da reforma constitucional realizada no Brasil entre 1924 e 1926, bem como as condições políticas em que se deu. E, enfim, os discursos que produziram a crítica à Constituição (por sua dissociação da realidade do país ou por ser inspirada em instituições estrangeiras), a crítica à crença na sua reforma com solução para os problemas políticos, econômicos e sociais do país, e outros que dialogaram com essas críticas. Nas reflexões sobre a reforma constitucional do período, verificou-se a produção de discursos com objetos e objetivos variados, que identificaram causas distintas para os mencionados problemas e que apresentaram propostas e encaminhamentos diversos para a sua solução, que tocavam no tema da reforma constitucional. / Throughout the period of time Brazilian Constitution of 1891 was in force, numerous doctrinal works on the constitutional amendment and constitutional making were done either more related to the constitutional politics of the time, or to more theoretical features. Bearing this material in mind, the purpose of this research was to map and systematize the doctrinal work that reported the discourses of the time, which were published in more durable material supports (Constitutional Law books, specific books on the topic and articles published in legal journals), in order to check which their objects were as well as the authors goals when having contributed to the debate on constitutional amendment and constitutional making. Therefore, the Cambridges School theoretical reflections for the study of political theory, especially of Quentin Skinner and J. G. A. Pocock, were used as methodological tools for the reconstruction of the debate. From the observation of the speeches in their respective intellectual contexts, it was identified some recurring objects of reflection in the debate, in addition to the proposed amendments to the 1891 Constitution. Firstly, it was identified that there were reflections related to the theory of the Constitution and the constitutional amendment and constitutional making, with regard to the stability or changeability of the constitutional text, besides other incipient speeches related to the Constitution change without changing its text. Secondly, there were legal discourses focused on the interpretation of article 90 of the Constitution of 1891, concerning the procedure and materials limits for constitutional amendment, along with speeches with political feature, which questioned the legitimacy of the constitutional prohibition of amendment of the Republican-federative form and the equal representation of the States in the Senate. Lastly, there were also political and constitutional speeches that targeted the analysis of the necessity and opportunity for amendment of the Constitution of 1891, during most of its validity period; others that aimed at evaluating the product of constitutional amendment held in Brazil between 1924 and 1926, as well as the political conditions under which it was carried, and, finally, speeches that criticized the Constitution (due to its dissociation of the country reality or for being inspired by foreign institutions), or criticized the belief in its amendment as a solution for the political, economical and social problems of the country, among others which dialogued with these criticisms. With the reflections upon the constitutional amendment in the Brazilian First Republic, the production of speeches with diverse objects and objectives was identified, which recognized several causes for such problems and that proposed distinct suggestions for their solution. In conclusion, in the research, many visions of Brazilian First Republics doctrine about constitutional making and constitutional amendment were observed and presented.
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Réforme catholique et sociétés urbaines en France : les congrégations mariales jésuites aux XVIIe et XVIIIe siècles / Catholic Reformation and urban societies in France : the Jesuit Marian congregations in the 17th and 18th centuriesYamamoto, Taeko 22 June 2017 (has links)
Apparues en 1563, sous la forme d’associations d’élèves de collèges jésuites, les congrégations mariales se développent rapidement dans le contexte de la Réforme catholique, en s’étendant à l’ensemble des fidèles, encadrés selon leur âge et milieu social. Encouragées par la papauté, les autorités civiles et religieuses, comme « un rempart contre les hérétiques », ces congrégations restent liées entre elles du fait de leur agrégation à la congrégation, initiale, du Collège romain (Prima Primaria). Ses membres suivent les mêmes Règles communes, et ils bénéficient de ses indulgences. En se soumettant à divers exercices, et en s’obligeant à une vie spirituelle exemplaire, ils créent l’émulation dans leur entourage familial et professionnel. En France, les congrégations mariales s’implantent prioritairement dans les lieux destinés à l’éducation et sur les frontières entre catholiques et protestants, en premier lieu, pour former les futures élites chrétiennes et gagner les élites urbaines. Fondée, vers 1630, dans la maison professe des jésuites de Paris, la Congrégation des Messieurs rassemble les dévots des classes dirigeantes de la capitale. Parmi ceux-ci, on relève plusieurs grandes figures qui s’inscrivent, conjointement, dans d’autres cercles dévots, comme la Compagnie du Saint-Sacrement. Souvent, au sortir de leurs études dans les collèges jésuites, s’étant élevé socialement, ces dévots poursuivent leur vie congréganiste, en s’appuyant sur leur parenté et leurs relations, pour s’efforcer d’agir dans la cité vers une perfection chrétienne. Cette sociabilité, poursuivie de génération en génération, est d’autant plus précieuse dans les milieux de l’artisanat. Le réseau ainsi créé, qui apporte un secours tant spirituel que matériel, constitue également une structure d’accueil dans leur mobilité.Y aurait-il un déclin général des congrégations mariales au siècle des Lumières ? Le nombre de leurs créations diminue, dans un premier temps. Puis, ces associations se trouvent affectées par les querelles qui se développent entre jésuites et jansénistes, autour de la bulle Unigenitus. À Paris, par exemple, on constate surtout un recul du nombre des magistrats des cours souveraines, compensé par une augmentation du nombre des ecclésiastiques antijansénistes et philojésuites. Pourtant, cet apparent déclin est loin d’être unanime, selon les milieux sociaux et les régions. On constate, durant la seconde moitié du XVIIe siècle et jusqu’au XVIIIe siècle, une augmentation des effectifs des Congrégations des Artisans, et même la multiplication de ces congrégations dans la province jésuite de Lyon. Cette extension vers des catégories sociales plus modestes passe également par l’accueil de femmes. On pourrait s’étonner, aussi, d’y constater la vitalité des demandes des messes pour les morts. Le cas de la Congrégation des Artisans de Montpellier est exemplaire. Cette sodalité conserve, en effet, une réelle attractivité dans la vie associative et religieuse montpelliéraine, même après l’expulsion de la Société de Jésus, et elle maintient le réseau tissé avec les autres congrégations mariales affiliées à la Primaria. Les congrégations mariales ont donc évolué : elles ne se limitent plus à des cercles de dévots mais, en s’étendant à des catégories sociales plus modestes, elles forment désormais une communauté de « bons chrétiens ». Elles nous offrent, alors, un nouvel éclairage sur le comportement religieux des sociétés urbaines au siècle des Lumières. / The Marian congregations appeared in 1563, as association of Jesuit College students, and developed rapidly in the context of the Catholic Reformation, extending to all faithful, supervised according to their age and social backgrounds. Encouraged by the papacy, civil and religious authorities, as a "rampart against the heretics", these congregations remained interconnected because of their aggregation to the initial congregation of the Roman College (Prima Primaria). Its members followed the same Common Rules, and they benefited from its indulgences. By submitting to various exercises, and by committing themselves to an exemplary spiritual life, they created emulation in their family connections and professional relationships.In France, Marian congregations were firstly established in places for education and on the borders between Catholics and Protestants, their main purpose being to train the future Christian elites and to gain the urban elites. Founded around 1630 in the Jesuit professed house of Paris, the Congregation of Gentlemen (Messieurs), gathered the “dévots” of the ruling classes of the capital. Among these are several great figures which are jointly inscribed in other devout circles, such as the Company of the Holy Sacrament. Often, as a result of their studies in Jesuit colleges, having risen socially, these dévots pursued their congregation activity, relying on their kinship and their relations, to strive to act in the city towards a Christian perfection. This sociability pursued from generation to generation was all the more valuable among the artisans. The network thus created, which bring both spiritual and material assistance, was also a welcome structure in their mobility.Would there be a general decline of the Marian congregations in the Age of Enlightenment? Indeed, the number of newly created foundations decreased, at first. Then, these associations were affected by the conflict which had developed between Jesuits and Jansenists, around the bull Unigenitus. In Paris, for example, the number of sovereign courts magistrates, specifically, declined. This decrease was compensated by an increase in number of anti-Jansenist and philo-Jesuit clergy. However, this apparent decline is far from unanimous, depending on social categories and regions. Research shows, in the second half of the seventeenth century and up until the eighteenth century, an increase of the numbers of the Congregations of Artisans, and even the multiplication of these congregations in the Jesuit province of Lyon. This extension to more modest social categories also involves the reception of women. It is remarkable, too, to note the vitality of the demands of the masses for the dead. The case of the Congregation of the Artisans in Montpellier is exemplary. This sodality retained a real attractiveness in Montpellier's religious and associative life, even after the expulsion of the Society of Jesus, and it maintained the network with the other Marian congregations affiliated to the Primaria.Marian congregations have evolved: they are no longer confined to circles of dévots, but by extending to more modest social categories, they now form a community of "good Christians". They then give us a new insight into the religious behavior of urban societies during the Age of the Enlightenment.
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Une maïeutique du verbe. Guerres de mots et jeux de postures dans l’œuvre polémique de Jean Calvin / Maieutic of the verb. Wars of words and play of postures in the polemical works of John CalvinSzczech, Nathalie 28 November 2011 (has links)
Cette recherche se penche sur l’oeuvre polémique du réformateur Jean Calvin et plus particulièrement sur le corpus d’opuscules qu’il publie entre 1531 et 1564, pour prendre position sur la scène théologique. À partir de l’analyse historique de ces prises de plume, la thèse s’attache à éclairer le fonctionnement du dispositif polémique, à souligner les spécificités et l’évolution de la guerre des mots au XVIe siècle et à mettre au jour des normes discursives, des pratiques d’écriture et des habitudes de lecture caractéristiques de la période renaissante. Postulant l’existence d’un jeu polémique, fait de contraintes sociales mais aussi de choix individuels, cette étude cherche, dans le même temps, à comprendre les conditions de l’engagement de Calvin, en analysant les configurations qui président à chaque intervention publique et les motivations qu’elles traduisent. Pour conduire cette analyse d’histoire du discours, l’étude se concentre sur les jeux de posture du polémiste Calvin, c’est-à-dire sur les modalités de la présentation de soi et la fabrique d’une légitimité. Comment des stratégies auctoriales et éditoriales sont-elles ainsi élaborées, pour circonscrire un public de lecteurs et porter un message efficace ? Que dénotent-elles du positionnement du polémiste sur la scène religieuse des années 1530-1560 ? C’est une conversion dans l’ordre de l’èthos, un glissement de l’autorité des Lettres au ministère de la Parole, que le corpus polémique invite à suivre. / This research examines the controversial work of the reformer John Calvin. It particularly investigates the corpus of pamphlets he published between 1531 and 1564 in order to take a stance on the theological stage. Based first on a historical analysis of these pamphlets, the thesis seeks to elucidate how the controversy operated, to highlight the features and the evolution of the war of words in the sixteenth century, and to shed light on discursive norms, writing processes and reading habits of the Renaissance period. Firmly claiming the existence of a controversy, one that is constructed by social constraints but by individual choices as well, this study also analyses the specific qualities of Calvin’s undertaking by interpreting the salient patterns in his public interventions and the motives behind them. In this historical analysis of discourse, the study focuses on the polemical postures of Calvin, that is to say the manner in which he presents himself and creates his legitimacy. How did Calvin devise authorial and editorial strategies in order to circumscribe an audience of readers and convey an effective message ? What did these choices reveal about the polemicist’s positioning on the religious stage from the 1530’s to the 1560’s ? Analysing this polemical corpus enables one to witness a conversion in the order of ethos, a shift of authority from Letters to the Ministry of Word.
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Origines et premiers développements de l'ordre hospitalier du Saint-Esprit dans les limites de la France actuelle (fin XIIe-fin XIIIe siècles) / Origins and early developments of the Order of the Holy Ghost within the borders of contemporary France (end of XIIth – end of XIIIth centuries)Durand Dol, Françoise 07 December 2011 (has links)
L’ordre hospitalier du Saint-Esprit a eu l’Hôpital du Saint-Esprit de Rome pour maison centrale en 1208. Il est né à Montpellier vers 1188, fondé par Gui probable frère cadet de Guilhem VIII, qui lui donna ses Institutions et le développa en lien avec le commerce de la ville et les alliances des Guilhems, Aragon et Bourgogne, avant même d’obtenir d’Innocent IIIla protection pontificale en 1198. Ne pouvant obtenir une église à Montpellier, l’ordre fut finalement institué en 1204 par Innocent III dans l’église Sainte Marie in Saxia de Rome, avec union de la maison de Montpellier et de l’hôpital que le pape y fonda alors. Sa règle fortement inspirée de celle de Saint Jean de Jérusalem instituait un accueil généraliste, la sortie en ville à la recherche des malades et une communauté mixte, dans un mode de vie reconnu par Innocent III régulier sans être monastique ni canonial. Les abus des partisans du comte de Toulouse à partir des privilèges amenèrent la désunion des maisons en 1217 et un laborieux processus de réorganisation dans un contexte d’avancée du contrôle royal dans le Midi. La connaissance de l’expansion dans l’espace de la France actuelle pâtit du manque de sources et de nombreux faux accumulés à l’instigation de l’Etat royal aux XVII e et XVIII e siècles. L’ordre n’y comptait que trente-cinq hôpitaux et quelques annexes. Son développement fut bloqué par les conflits entre le Siège Apostolique et les couronnes de France et d’Aragon, mais il fut important dans l’Empire et réel dans les territoires Plantagenêt. A la fin du XIII e siècle il était toujours un modèle, sans participation connue de ses religieux aux dérives joachimites. / The Holy Ghost Hospital of Rome was given to the Hospitaller Order of the Holy Ghost as central house in 1208. This order appeared in 1198 in Montpellier, founded by Gui probably younger brother of Guilhem VIII, who gave it its Institutions and developed it linked with the city trade and Guilhems alliances, Aragon and Burgundy, before he obtained from Innocent III the pontifical protection. As he could not obtain a church in Montpellier, the order was finally instituted in 1204 by Innocent III in the church of Saint Mary in Saxia of Rome, at once with union of both Montpellier's house and hospital that the pope founded there and then. Its rule, strongly influenced by Knights Hospitaller's own rule, instituted a general welcome, rounds in town searching for sick people and a mixed community, in a way of life recognized by Innocent III as regular but distinct from monks or canons proper rules. The partisans of the counts of Toulouse committed misuses on the pretext of the privileges, which brought houses disunity in 1217 and an arduous process of reorganization in the context of royal control advancement across southern France. The knowledge of expansion in the area of present France suffers from the lack of sources and from many false documents accumulated at instigation of Royal State during XVII and XVIII centuries. Theorder counted then only thirty-five hospitals and a few annexes. Its development has been jammed with conflicts between the Holy See and the kingdoms of France and Aragon, but remained significant in the Empire and actual in Plantagenet territories. In the end of XIII century it was still a model, without any participation known to Joachimites drifts.
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De la querelle à l’agonie. Les enjeux épistémologiques des humanistes français face au schisme religieux (1524-1604) / From Quarrel to Agony. The Epistemological Challenges of French Humanists Towards the Religious Schism (1524-1604)Peña, Santiago Francisco 16 March 2017 (has links)
Cette thèse de doctorat aspire à percevoir jusqu’à quel point la dynamique agonale du XVIe siècle déclenchée par la Réforme protestante provoqua des différences irréconciliables parmi les humanistes français. L’analyse prend comme point de départ la querelle sotériologique entre Érasme et Luther de 1524, considérée comme l’exemple le plus paradigmatique de l’impossibilité de trouver une compatibilité bien entendue entre les diverses manifestations de l’enthousiasme philologique, stylistique, éthique, religieux et épistémologique des humanistes. Ses oppositions fondamentales en ce qui concerne la liberté du chrétien démontrèrent que les humanistes étaient contraints d’envisager l’élan de réforme avec prudence afin d’éviter de mettre en danger leurs propres fondements épistémologiques. Par ailleurs, l’affrontement entre ces deux hommes tellement représentatifs de la Renaissance tardive peut bien inaugurer l’étude du cas français à cause de l’influence d’Érasme sur les humanistes vassaux du Roi Très-Chrétien, mais aussi à cause de l’échec de la collatio érasmienne. Le centre de gravité historique est l’événement le plus révoltant de la France du XVIe siècle, i.e., le massacre de la Saint-Barthélemy. Le choc provoqué par la tuerie fut si définitif qu’on peut, faisant attention aux participations directes des humanistes dans la polémique confessionnelle avant et après août 1572, reconstruire le socle commun de discours dont beaucoup d’eux partageaient. Nonobstant, ces dénominateurs communs encouragèrent paradoxalement des dynamiques agonales autant qu’ils permirent la survivance d’une courante irénique marquée par la tradition sceptique qui finira par être une des marques d’identification historiographique du discours humaniste. / This Ph.D. dissertation tries to measure how the violent dynamic of the 16th century, encouraged by the Reformation provoked dissention in between French Humanists. The analysis takes the debate between Erasmus and Luther of 1524 as a point of departure, considered as the paradigmatic example of the impossibility of finding some compatibility between the different versions of the philological, stylistic, ethic, religious and epistemological enthusiasm of the Humanists. Their fundamental oppositions concerning the free will showed that the Humanists were forced to take the will of reformation with caution to avoid the harm of their own epistemological fundaments. On the other hand, the clash between these men had a very large impact in France because Erasmus was one of the main influences of the French Humanism but also because of the failure of his collatio. The center of gravity of the research is the Saint-Bartholomew Night’s Massacre because it left an impression over the humanists’ consciences that the analysis of the discourses before and after the killing may allow to recover the common basis of their discourses. This common basis encouraged violent dynamics but let paradoxically survive an irenic trend marked by the skeptic tradition, which would be one of the most characteristic signs of the historiographical readings of the humanist discourse.
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La réforme de l'école rurale: recherches sur les problèmes de l'enseignement général dans le Landkreis Büdingen, Land Hesse, République fédérale d'Allemagne, et propositions relatives à sa réformeBratu, Artur Egon January 1966 (has links)
Doctorat en sciences psychologiques / info:eu-repo/semantics/nonPublished
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Imprimeurs, sociétés et réseaux dans les villes de langue romane des Pays-Bas méridionaux (1580-ca1677)Afonso, Sébastien 14 January 2016 (has links)
L’histoire de la diffusion de la typographie et du fonctionnement du groupe socioprofessionnel des imprimeurs dans les cités francophones des Pays-Bas méridionaux de l’union d’Arras (1579) à la paix de Nimègue (1678) figurent au centre de cette dissertation doctorale. En l’espace de deux générations, des imprimeries se sont établies durablement dans les principaux centres urbains: à Douai (dès 1563 dans le sillage de l’université, et donc antérieurement au début de notre étude), Mons (1580), Arras (1591), Lille et Cambrai (1594), Valenciennes et Saint-Omer (1601), Ath et Tournai (1609), et pour finir Namur (1616). L’ordonnancement de cette étude épouse les interrogations suivantes :quels facteurs ont poussé des artisans expérimentés à venir s’établir dans des espaces jusqu’ici restés à l’écart des grands centres productifs de livres et d’imprimés ?Comment ont-ils réussi à s’adapter et à capter de nouveaux marchés ?Quels sont les rapports familiaux et professionnels entretenus par le groupe des typographes? Quelle place occupent les imprimeurs dans l’espace urbain ?Pour répondre à ces questions aux multiples développements, ce travail se décompose en quatre parties. En premier lieu, le schéma d’intégration urbaine des typographes a été examiné ainsi que les origines des précurseurs venus s’installer. Dans un second temps, notre regard s’est déporté sur le temps long de la conjoncture, de la production et de la censure pour nous permettre, non seulement de définir les positions respectives des villes, mais aussi pour dégager les principales orientations éditoriales investies par les imprimeurs. Le troisième volet met en lumière la structure sociale, familiale et professionnelle, le degré de fermeture du métier, ainsi que la place des femmes dans les ateliers. Enfin, les examens des réseaux professionnels et de l’identité urbaine acquise par les typographes clôturent cette étude. / Doctorat en Histoire, art et archéologie / info:eu-repo/semantics/nonPublished
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REDD+ et foncier : Une étude de cas de la Thaïlande / REDD+ and Land Tenure : A case study of ThailandTulyasuwan, Natcha 22 May 2014 (has links)
Cette thèse a pour objectif de fournir une analyse compréhensive des composantes de jure et de facto de la sécurité foncière des communautés locales en regard du cadre législatif, ainsi qu’une évaluation approfondie de l’interaction entre REDD+ et les accords fonciers actuels. La Thaïlande, pays dans lequel semblent coexister les droits fonciers de facto et les propriétés d’état de jure, fut sélectionnée comme cas d’étude.Deux résultats principaux ressortent de cette étude. Tout d'abord, le cadre juridique ne reconnaissant pas le droit à la propriété ancestrale a conduit à différentes situations foncières de facto pour les communautés. Certaines communautés jouissent d’une occupation de leurs propriétés foncières de facto comparativement plus sécurisée que d'autres. Deuxièmement, il apparaît que le mécanisme REDD+ n’a pas représenté une incitation suffisante pour le gouvernement Thaïlandais à résoudre rapidement ces litiges fonciers. En outre, les risques inhérents à l'insécurité foncière décourage les investissements REDD+, pouvant aller jusqu’au retrait des financements. Ainsi, cette thèse complète la littérature existante sur le mécanisme REDD+ et le foncier sur trois aspects majeurs: (1) cadre légal et foncier, (2) foncier et déforestation et (3) concurrence entre la titularisation du foncier et la mise en place de REDD+.Les implications politiques tirées de l'étude comprennent des mesures à long terme pour une réforme du régime foncier et à court/moyen terme pour une réévaluation des priorités du gouvernement afin d’assurer la cohérence des politiques vers la mise en œuvre de pilote REDD+ sous forme de paiement pour les services environnementaux (PES) et l'amélioration des structures institutionnelles. / This thesis aims to provide a comprehensive analysis of de jure and de facto tenure security of local communities in relation to domestic legal framework and a thorough assessment of how REDD+ and current tenure arrangement interacts. Thailand, a country where there is an apparent coexistence of de jure state property and de facto tenure rights, was selected as a case study.There are two primary findings emerging from the study. Firstly, the legal framework with non-recognized customary tenure led to different de facto tenure impacts in different communities. Some communities were found to have their de facto tenure comparatively more secure than others. Secondly, REDD+ could not provide sufficient incentive for the government to expedite tenure clarification. Moreover, the embedded risks of tenure insecurity discouraged REDD+ investment and led to withdrawal of the fund. The thesis contributes to the existing literature on REDD+ and tenure in three main aspects: (1) legal framework and tenure, (2) tenure and deforestation and (3) tenure clarification and REDD+ competing agendas.Policy implications drawn from the study comprise of long-term measures namely comprehensive tenure reform and short to medium-term measures, including re-assessment of government priorities for policy consistency and pilot implementation in form of payment for environmental services (PES) and improvement of REDD+ institutional structure.
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L'écrit diplomatique à Saint-Victor de Marseille et en Provence (ca. 950 - ca. 1120) / Writing practices at Saint-Victor of Marseille and in Provence (ca . 950 - ca. 1120)Renault, Jean-Baptiste 23 September 2013 (has links)
Articulant la question de l’existence d’une « région diplomatique », espace culturel saisi à travers les pratiques de l’écrit documentaire, avec celle de l’émergence de centres d’écriture, cette enquête met en évidence dans la Provence des Xe et XIe siècles, une affirmation progressive et contrastée des institutions ecclésiastiques dans l’écrit diplomatique. Par la circulation des modèles et des hommes, la Provence occidentale avait constitué, entre 950 et 1010 environ, un réseau partageant des pratiques communes. Le début du XIe siècle a vu une rupture par le déclin rapide de la diplomatique entre particuliers et la disparition des scribes à la clientèle multiple actifs dans les cités. Contrôlant davantage la rédaction des actes dans la première moitié du XIe siècle, les centres d’écritures n’ont pas infléchi le formulaire de la même manière. Développant une diplomatique profondément originale, Saint-Victor de Marseille a été le monastère le plus enclin à recourir à des formes ornées, par la rhétorique des préambules et les discours pastoraux qui valorisaient l’aumône des aristocrates. Au milieu du XIe siècle, une seconde rupture apparaît à Saint-Victor, par un abandon des formes maison au profit d’un formulaire simplifié. Cette forte propension victorine à décider du profil des actes apparaît comme une attention à la valeur de média de l’acte, par ailleurs tangible par les utilisations des archives et leur valorisation par le classement et la compilation du grand cartulaire. / By the articulation of two main issues, i. e. the existence of a "diplomatic area" understood as a cultural space delimited through the practices of document writing, and the development of centers of writing, this study highlights the increasingly importance and contrasting influence of the ecclesiastical institutions on the diplomatic writing in Provence in the 10th and 11th centuries. The circulation of men and formulaic patterns made of western Provence, from about 950 to 1010, a network that allowed the spreading of common practices. In the early 11th century, one sees a break in this evolution as a consequence of the rapid decline of the use of diplomatics for private interactions and the disappearance of scribes who used to have a large clientele in the cities. Thanks to a better managing of the writing of documents in the first half of the 11th century, the scriptoria have not modified in the same way the formulaic patterns. The scribes of the abbey of Saint-Victor of Marseilles developed a highly original diplomatic practice based on stylistic and rhetorical devices, which are reflected in the preambles and the pastoral references praising the alms of aristocratic families. A second break with the traditions occurred at Saint-Victor in the middle of the 11th century, when the home-made formulas were replaced by simplified ones. The care Saint-Victor took of the appearance of the documents shows a special concern for the media feature of the document, which is also apparent in the use of archives and their valorization through the classification of charters and the compilation of a large cartulary.
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Le scandale aux XIVe et XVe siècles d'après les chroniques contemporaines en latin et en français / The scandal in the fourteenth and fifteenth centuries according to contemporary chronicles in Latin and FrenchDemichelis, Hélène 08 April 2017 (has links)
Les XIVe et XVe siècles sont une époque de bouleversements des valeurs spirituelles et morales accompagnés d’un éveil de l’opinion publique. L’État se construit et autour du roi une société politique se constitue : ce sont les principaux protagonistes des chroniques. L'étude du scandale aux XIVe et XVe siècles d'après les chroniques contemporaines offre un panel d'exemples variés permettant l’analyse de pratiques ou de discours que l’on peut qualifier d’émotionnels. Ces recherches se tournent vers une histoire politique plus attentive aux acteurs qui jouent un rôle important dans l’histoire des pouvoirs. Les textes permettent de retrouver la définition du scandale donnée par les chroniqueurs. Elle sort des cadres officiels pour devenir celle de l'auteur, lui-même se faisant le reflet des sensibilités. C’est un événement qui choque, sort de la norme et provoque du bruit et du tapage. Il heurte la morale et cause l'indignation lorsque les affaires sont mises au grand jour. Les chroniqueurs partagent avec leurs contemporains une peur réelle du scandale et de ses conséquences. Il faut le dénoncer et y mettre fin pour échapper à la colère divine qu'il peut susciter. L'analyse du vocabulaire et de la communication construite autour de cette notion permet de comprendre comment le scandale est perçu et défini par ses acteurs. Le rôle joué par le pouvoir royal dans la gestion de ces affaires montre que celui-ci, à la fin du XVe siècle tend vers une institutionnalisation du scandale. / The fourteenth and fifteenth centuries are times of upheavals in spiritual and moral values followed by a wakening of public opinion. The State is arising as well as a political society which represents, along the king, the main actors in chronicles. The study of scandal in the fourteenth and fifteenth centuries according to contemporary chronicles offers a range of diversified examples which enable the study of practices or speeches that can be qualified as emotional. These studies are part of a political history more attentive to the actors who seem to play an important role in the history of powers. Texts allow to find the definition of the scandal given by the chroniclers. It goes beyond official frameworks to become that of the author who reflects himself the sensibilities. Scandal appears to be shocking and it represents what oversteps the norm and triggers rumour and fuss. It goes against all conventions and causes indignation when the light is thrown on. Chroniclers share with their contemporaries a real fear of scandal and its consequences so it has to be denounced and ended in order to avoid the divine wrath that can be lead to.The analysis of the vocabulary and the communication built around this notion allow to understand how the scandal is perceived and defined by the actors. The role played by the royal power in the management of its affairs shows that this one, at the end of the fifteenth century, moves towards an institutionalization of the scandal.
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