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Temporalité sociale et rationalité politique : critique anthropologique de quelques présupposés économiques. / Social temporality and political rationality : anthropological criticism of a few economic presuppositionsBouri, Sami 14 June 2016 (has links)
L’essor des activités économiques monétarisées, tout particulièrement marchandes, à l’échelle internationale, se traduit dans les pratiques sociales, par la diffusion d’un modèle « économique » d’usage du temps. En outre, ce dernier se soutient et renforce à la fois une conceptualisation temporelle dominante dans les analyses économiques académiques, qui est excessivement réductrice, quant à la diversité des déterminants des actions sociales (rationalité de type réflexif privilégiée sinon exclusive), et conséquemment quant aux rapports qu’entretiennent (manipulations instrumentales) les agents sociaux avec un « temps » pensé, souvent implicitement, comme homogène, extérieur à eux, essentiellement unilinéaire.La présente thèse s’attache à montrer que face à cette imposition de sens, en fait lui aussi sens pratique situé socialement, demeurent et se reconstruisent sans cesse diverses temporalités. La raison principale de ce phénomène réside dans la complexité de la construction socio-anthropologique de ces dernières. Notamment, leur profonde incorporation par les individus, le plus souvent placés dans des rapports d’inégalités de ressources sociales avec autrui, les dote de plus ou moins de capital temporel, structurellement et/ou dans une situation donnée. Ils subissent et/ou exercent alors la domination temporelle.Par conséquent, l’action publique dont la vocation affirmée est de concourir au développement économique et social, devrait se fonder davantage sur cette réalité socio-temporelle différenciée, afin de mieux la servir, i.e. en tendant effectivement le plus possible à son universalisation. De leur côté, mais en relations d’interdépendance partielle avec l’Etat, les sciences économiques gagneraient en réalisme de leur travaux, à intégrer ces acquis de connaissances des autres sciences de la société, notamment ceux mis au jour par l’intellectuel collectif Pierre Bourdieu. / The rapid development of worldwide monetised economic activities, especially when market-oriented, induces the commonly shared vision of an "economic" use of time in social practices. Besides, this model is sustained and reinforced by a predominantly time-related conceptualisation in economic analyses from academic circles, which is extremely simplistic, considering the whole range of factors determining social actions - a much favoured, if not exclusive, type of reflexive rationality. It appears all the more simplistic as social agents-through instrumental manipulations- regard time, often implicitly, as homogeneous, extrinsic and unilinear. This thesis will demonstrate that, faced with the interpretation of time that has been imposed by social context, various types of temporality not only linger on but are also constantly rebuilt. This phenomenon is mainly due to their complex socio-anthropological construction. It should be noted that they are deeply embedded in individuals with unequal social resources and, thus, are granted more or less time, whether it be for structural or situational rationale. People are subjected to time, or use it as power.Therefore, public action, the aim of which is to contribute to economic and social development, should be increasingly based on this differentiated socio-temporal reality in order to promote it, i.e. work to achieve its universalisation. On the other hand, the realism of economics would be enhanced,via a partial interdependent connection with the State, if it took into account the knowledge acquired from other social sciences, as revealed more specifically by the Pierre Bourdieu collective intellectual.
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Estudando um subcampo intelectual acadêmico: a geografia da religião no Brasil - 1989-2009 / Studying an intellectual academic subfield: the geography of religion in Brazil - 1989-2009Patrícia Frangelli Bugallo Lopes 23 February 2010 (has links)
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro / A presente pesquisa de mestrado configura-se como um trabalho no âmbito da História do Pensamento Geográfico no qual privilegia-se a relação geografia e religião expressa no subcampo da geografia cultural: geografia da religião. Seu objetivo central é compreender a dinâmica de desenvolvimento deste subcampo, expresso nos estudos que vem se realizando nesta área e melhor compreendida se elaborarmos os seguintes questionamentos: (a) em que contexto se desenvolveu e vem se desenvolvendo o subcampo em tela? (b) como se caracteriza o subcampo em termos nacionais? (c) Quais são as categorias de análise/conceitos próprios deste subcampo? (d) Quais são as metodologias genuinamente pertencentes ao subcampo? Com o objetivo de concretizá-la, nos utilizamos do conceito de campo e do método reflexivo interpretado por Pierre Bourdieu (1989), conjugadas as três dimensões da cultura de Raymond Williams (1992); das congruências interdisciplinares das ciências sociais que abordam o fenômeno religioso, sendo elas a Sociologia e a Antropologia; como também da relação geografia cultural-geografia da religião. O recorte temporal se mescla a linha cronológica da geografia cultural no Brasil, iniciando em 1989 e condicionada ao término da integralização do curso de mestrado, em 2009. A importância desta proposta consiste na tentativa de construir um quadro panorâmico dos estudos em geografia da religião no Brasil. / This masters thesis presents itself as a work in the History of Geographical Thought which the focus is the relationship between geography and religion expressed in the subfield of cultural geography: geography of religion. Its main objective is to understand the dynamics of development of this subfield, expressed in the studies that have been performed in this area and better understood if we elaborated the following questions: (a) what is the context that the subfield was developed and is developing? (b) how is characterized the subfield in national terms? (c) what are the categories of analysis / concepts peculiar to this subfield? (d) What are the methodologies genuinely belonging to the subfield? In order to make it happen, we use the field concept and method reflective by Pierre Bourdieu (1989), combined to the three dimensions of culture by Raymond Williams (1992); also, the interdisciplinary between social sciences like Sociology and Anthropology, and also the relation between the cultural geography and the geography of religion. The time line is the same of cultural geography in Brazil, starting in 1989 and conditional upon the end of my master course period, in 2009. The importance of this proposal is an attempt to build a general overview of studies in geography of religion in Brazil.
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O olhar do professor de ciências sobre o laboratório de informática: tessituras e enlaces na perspectiva de Bourdieu / The gaze science teacher about the computer lab: plots and links from the perspective of BourdieuAtaíde, Jefferson Fagundes 09 December 2013 (has links)
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Previous issue date: 2013-12-09 / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES / (Sem resumo em outra língua) / O objetivo desta investigação científica centraliza-se na construção uma interpretação
crítica sobre a relação do professor de ciências com o Laboratório de Informática (LI)
das escolas públicas estaduais da cidade de Goiânia, Goiás, Brasil. Em consonância com
uma abordagem de natureza qualitativa, o estudo se firmou nos pressupostos de um
estudo de caso. Como instrumento de coleta de dados foram aplicados questionários a
19 professores de ciências de 13 escolas de sete diferentes regiões metropolitanas. Os
demais dados foram conseguidos a partir da análise documental de nove documentos de
origem federal e estadual. A pesquisa consistiu no entrelaçamento e na convergência
interpretativa de três constituintes básicos: o professor de ciências, as TIC com foco no
laboratório de informática (LI) e a análise dos documentos estaduais e federais com
relação à abordagem de temáticas envolvendo tecnologias. A interpretação se sustentou
fundamentalmente nas acepções de poder simbólico, habitus e noção de campo que, em
plena articulação, engendraram – a priori – o estabelecimento de duas categorias
teóricas: a fidedignidade ao símbolo legitimado e a intencionalidade comunicativa. Com
relação à postura do professor diante dos entraves à utilização do LI, inferiu-se que a
intencionalidade comunicativa docente se inscreve em um perfil de análise crítica do
fenômeno social. Ao se disporem em negação às imposições arbitrárias da Secretaria da
Educação do Estado de Goiás (SEE/GO), os professores não assumem uma
fidedignidade ao símbolo legitimado, tendo em vista que o símbolo pode ser
interpretado como o interesse da referida secretaria em instituir um espírito de
conformidade e de submissão à sua perspectiva mercadológica de ensino. Ao direcionar
o foco da análise para a postura da SEE/GO revelou-se que esta permanece fidedigna à
lógica de subordinação ao capital e que as ações da secretaria são orientadas
essencialmente pelas conjunturas econômicas. A intencionalidade comunicativa da
SEE/GO é contrária ao que suas ações indicam tendo em vista que os documentos
oficiais defendem o uso pedagógico das tecnologias em geral e ao mesmo tempo não
são criadas condições para tal. Faz-se necessária a mudança postural por parte dos
agentes que ocupam cargos de gestão na educação na SEE/GO. A atuação conjunta dos
professores, alunos e gestores é indispensável para a construção de um processo
verdadeiramente formativo.
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Sociologia francesa contemporânea: elementos para a análise de um grupo circunstancialCorrêa, Diogo Silva 06 March 2009 (has links)
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Previous issue date: 2009-03-06 / CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior / O presente trabalho se propõe a fazer uma apresentação sintética de algumas das principais teorias sociológicas francesas da segunda metada do século XX. Em um primeiro momento, faz-se a apresentação da sociologia crítica a partir de seu maior expoente, Pierre Bourdieu, visando a exposição sintética de seus principais conceitos e desdobramentos. Em seguida, faz-se uma apreciação crítica dessa teoria, mostrando seus impasses e suas fraquezas, basicamente a partir da exposição sistemática de argumentos de um conjunto de sociologias posteriors a de Bourdieu, que se preocuparam, em grande parte, em apontar seus pontos mais sensíveis e os problemas não respondíveis. Em um terceiro momento, apresentamos a etnometodologia, como uma teoria que busca formalizar a competência dos atores, visando a compreensão geral das sociologias enquanto um processo de formalização das competências vigentes dos atores leigos. Em seguida, fazemos uma apresentação da sociologia da crítica de Luc Bolanski e Laurent Thévenot para, por fim, no ultimo capítulo, usá-las (com considerável privilégio da última) como ferramentas analíticas para pensar a emergência de um grupo circunstancial, quer dizer pessoas que, diante de um infortúnio ocorrido com um próximo, resolvem se juntar e buscar por medidas que façam justiça a esse acontecimento trágico. / The present work seeks a synthetic account of some of the most important French sociological theories at the end of the XX century. At a first moment, it is displayed the critical sociology and its leading exponent, Pierre Bourdieu, trying to expose his main concepts and corollaries. A critical appreciation of this theory comes afterwards, showing its break-even points, following the systematic critics and appreciations of some sociological theories which worry themselves in point out the weakness and most sensible points of the critical theory. In a third moment, we present the ethnomethodology, as a theory that seeks to formalize the actor’s competences, understanding all the sociologies as a formalization of ordinary actors compentences in everyday life. Then, it is shown Luc Boltanski and Laurent Thévenot’s sociology of critique. In the last chapter, we use these theories (especially the last one) as an analytical tool to think the emergence of an circumstantial group, by it meaning some people that, confronted with any misfortune with someone close, decide to gather and seek for policies that make justice to this unfortunate happening.
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[pt] AS ELEITAS ENTRE AS ELEITAS: HISTÓRIAS DE VIDA E TRAJETÓRIAS DE CARREIRAS NA MEDICINA SOB A PERSPECTIVA BOURDIEUSIANA / [en] THE ELITE OF THE ELITE: LIFE HISTORIES AND CAREER TRAJECTORIES IN MEDICINE FROM THE BOURDIEUSIAN PERSPECTIVERODILON TEIXEIRA 21 June 2022 (has links)
[pt] O propósito central deste estudo, desenvolvido na área de Administração e,
especificamente, no campo dos estudos de carreiras, foi compreender e analisar as
influências da origem social no desenvolvimento da carreira médica, tendo como base os
relatos das experiências vivenciadas por médicas ginecologistas e obstetras com carreiras
consolidadas, atuantes na cidade do Rio de Janeiro. O método de pesquisa história de vida
foi empregado para obter as narrativas biográficas das médicas com o intuito de alcançar
aspectos subjetivos, culturais, sociais e relacionais de suas vidas e carreiras. As
contribuições da abordagem de Pierre Bourdieu aos estudos de carreira alicerçaram o
referencial teórico. Os achados sobre o campo médico demonstraram sobreposição de
fenômenos sociais que se relacionaram com raça, classe e gênero, além da percepção das
entrevistadas sobre as mudanças que vêm ocorrendo nesse campo. Além disso, os relatos
evidenciaram que, neste grupo de médicas, as diferenças das origens sociais
influenciaram o desenvolvimento de suas carreiras. Os capitais econômico e cultural
foram os principais que delinearam as trajetórias — de vida e de carreira — e
contribuíram em maior nível para aumentar ou diminuir as oportunidades no campo
médico. O capital econômico delimitou as escolhas e os caminhos durante a graduação e
no desenvolvimento da carreira, evidenciado em escolhas motivadas pelo
aperfeiçoamento profissional ou premidas pela necessidade financeira, que resultaram,
por exemplo, no maior ou menor tempo dedicado à educação médica, ou, ainda, na
abertura do consultório próprio na fase inicial ou intermediária da carreira. O capital
cultural herdado e adquirido nas trajetórias de vida, conexo ao capital social, tornou-se,
no contexto do campo médico, capital de carreira, visto que contribuiu para aumentar as
oportunidades que as médicas tiveram em suas carreiras e observado nas diferentes
posições ocupadas que refletiram os volumes desiguais desses capitais. Os achados do
estudo revelaram aspectos do habitus de carreira que podem restringir ou ampliar as
estratégias e investimentos relacionados à carreira, sobressaindo-se a herança do
habitus da carreira médica, recebida de familiares médicos, aliado ao capital cultural dos
pais quando se tornou evidente a importância das relações sociais, das estratégias e das
táticas que seriam mais adequadas para se desenvolver e alcançar uma carreira sólida e
de sucesso na medicina, antes mesmo da entrada no curso. Os capitais de carreira médica
destacados nas trajetórias foram: relações e interações sociais (capital cultural e social);
tempo de educação médica (capital cultural e capital econômico); diplomas de
instituições (capital cultural e simbólico); experiência acadêmica internacional (capital
cultural e econômico). Por fim, destacamos que os contextos das origens sociais das
médicas tornaram os caminhos mais ou menos fluídos, reflexo da influência dos distintos
volumes e estruturas dos capitais que potencializaram ou atenuaram o mérito individual. / [en] The central purpose of this investigation, developed in Management studies,
specifically, within the field of career studies, was to understand and analyze the
influences of social origin on the development of the medical career, based on the reports
of experiences lived by gynecologists and obstetricians with consolidated careers,
working in the city of Rio de Janeiro. The life history research method was used to obtain
the biographical narratives of the doctors in order to reach subjective, cultural, social, and
relational aspects of their lives and careers. The contributions of Pierre Bourdieu s
approach to career studies underpinned the theoretical framework. The findings of the
medical field demonstrated an overlap of social phenomena that were related to race,
class, and gender, in addition to the interviewees perception of the changes that have been
occurring in this field. Furthermore, the reports showed that, in this group of doctors,
differences in social origins influenced the development of their careers. The economic
and cultural capitals were the main ones that outlined the trajectories —life and career—
and contributed most to increase or decrease opportunities in the medical field. Economic
capital delimited choices and paths during graduation and career development, evidenced
in choices motivated by professional improvement or pressured by financial need, which
resulted, for example, in more or less time dedicated to medical education, or even more,
in opening their own practice in the initial or intermediate phase of their career. The
cultural capital inherited and acquired in life trajectories, connected to social capital,
became, in the context of the medical field, career capital, as it contributed to increase the
opportunities that doctors had in their careers and observed in the different positions
occupied that reflected the unequal volumes of these capitals. The study findings revealed
aspects of the career habitus that can restrict or expand career-related strategies and
investments, highlighting the inheritance of the medical career habitus, received from
medical relatives, combined with the cultural capital of the parents when it became
evident the importance of social relationships, strategies, and tactics that would be most
suitable for developing and achieving a solid and successful career in medicine, even
before entering the undergraduate course. The medical career capitals highlighted in the
trajectories were: social relationships and interactions (cultural and social capital);
medical education time (cultural capital and economic capital); diplomas from institutions
(cultural and symbolic capital); international academic experience (cultural and economic
capital). Finally, we highlight that the contexts of the doctors social origins made the
paths more or less fluid, reflecting the influence of the different volumes and structures
of capitals which enhanced or mitigated the individual merit.
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Grafik som folkbildning : En analys av litografins spridning i det svenska folkhemmet 1947-1957Drugge, Catarina January 2023 (has links)
Graphic Art as Public Education – a Study of the Spreading of Litographic Prints in Swedish Homes 1947-1957 This thesis aims to analyze how graphics as an art form became a tool to democratize art during the period of 1947–1957 in Sweden. Graphic art refers to the collective term that includes multiplied art prints: lithography, etching, woodcut, and serigraphy. I am using Pierre Bourdieu's sociological theories and concepts as a theoretical framework. The first part highlights the various agents whose ambition was to realize the goal that art would be a matter for everyone in society. These agents consisted of organizations and political representatives. The fact that the state guarded good taste and art presented a potential for change in the existing art field and an opportunity for new agents to exert influence. Next, I examine the role of graphics as an art form, in particular lithography, which had its’ big revival in the 1940s. The number of lithographs that were published via Konstfrämjandet and spread across the country testifies to the power of the political goal that art should concern everyone. The process included education via public organizations of adult and childrens education, creating art societies within the workplace and in general contexts, as well as expanding the trading of art via local agents throughout the country. In the last part, I report on my research regarding how communication relating to graphic arts was carried out. Three cultural inquiries (1947, 1953, 1956), intended to form the basis of a modern cultural policy, emphasized the importance of cultural and artistic education of the people. The investigations called for education and the presence of art in homes and workplaces as well as in schools. The communication about the role of graphic arts in the organization’s publications follows the degree of relevance conveyed in the investigations. The summary I present also shows the increase of organization members, exhibition visitors and graphic arts sales during the years 1947–1957, all with the support of the government's democratization work.
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The City as Socio-Ontology : Community, Locality and Social Space within a Minor City in Southern SwedenPetersson, Hampus January 2016 (has links)
In sociology in general, community is often seen as an expression for something seriously threatened or even destroyed by modernity. In urban sociology, this question has traditionally manifested itself in a ‘search exhibition’ of communal bonds within the city landscape. This analytical approach tends to split up ‘community’ and ‘city’ into two different forms of social experience. By adopting a socio-ontological approach, this study argues that experiences of community cannot be ontologically separated from experiences of the city. The aim of this study is to examine how the interviewees, living in the same neighborhood within a minor city in southern Sweden, create a perception of the city as a whole in relation to their own positioning therein. From this aim, two research questions have been formulated as follows: How is Milltown socio-ontologically constituted as a social space of relations? And: How do the interviewees construct a purified community? In order to examine this, nine in-depth interviews were conducted with residents in a middle class neighborhood (Greenwood), located in a minor city in southern Sweden (Milltown). The material was analyzed using a socio-ontological approach combined with Pierre Bourdieu’s concepts of social space and habitus, and Richard Sennett’s concepts of purified community and collective personality. The results of this study show how the perceived social complexity of Milltown as a whole is purified into an authentic experience of community. Greenwood is being constituted as a private sphere, which is isolated from the rest of the city. Greenwood represents a simplification of the social environment within the city landscape, where personal feelings and values are projected. It is also shown how interaction between neighbors in Greenwood is almost completely absent, and how the interviewees compensate this absence by constructing a collective personality. This collective personality envisages how they are the same, rather than what they actually do in their relations to each other. The feelings of belonging stem from shared expectations that neighbors have on each other, rather than from interactions. Finally, the results show how this purified community identity is constructed against other neighborhoods in Milltown, which are seen to represent different ways-of-life. This study contributes to a more complex understanding of how feelings of belonging are constituted in relation to a specific locality, but also how this understanding enables a perception of the city as a whole. Accordingly, insights have been achieved on how recent attempts to ‘redefine’ the community concept in sociology can be used empirically, and to be further built upon theoretically. Further, urban sociology has traditionally been concerned with big cities. This study argues that the urban sociological tradition has exaggerated the differences between minor and larger cities. The argument is that minor cities should be approached as socially complex milieus as well, where people are aware of each other but do not know each other. Gesellschaft relations should therefore not be understood as something exclusive to the metropolis, but rather as a condition of life in modernity in general. Finally, this study also gives an insight about the mechanisms behind voluntary segregation. This is a matter that is often neglected in urban sociological research, which traditionally has worked in paradigm of poverty, thus focusing on stigmatized neighborhoods.
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EXPLAINING BENEFIT UTILIZATION VARIABILITY IN FMNP IN KENTUCKY: AN APPLICATION OF PIERRE BOURDIEU’S THEORYHolcomb-Kreiner, Stephanie M. 01 January 2012 (has links)
Research has demonstrated the crucial role fresh fruit and vegetable consumption plays in maintaining good health. However, most Americans do not consume adequate amounts, and low-income Americans consume the lowest quantities of fresh fruits and vegetables. The Farmers’ Market Nutrition Program (FMNP) and Senior Farmers’ Market Nutrition Program (SFMNP) attempts to rectify this situation by providing vouchers to low-income women, children, and elders that can be used only at farmers’ markets for the purchase of locally grown, fresh fruits and vegetables. Unfortunately, FMNP and SFMNP exhibit variable and often low benefit utilization. This variable and often low benefit utilization is unique among all other federal food assistance programs. Given the importance of fresh fruit and vegetable consumption to health and the incomplete understanding of low-income food-related behaviors, this research endeavored to understand the unique benefit utilization patterns exhibited by FMNP.
Utilizing the theoretical framework of Pierre Bourdieu, benefit utilization was conceptualized as an inherently social activity occurring within the field of food acquisition. Through the use of extensive interviews with FMNP and SFMNP officials, field observations, and secondary data analysis, data was collected to determine the relevant capitals and features of the field contributing to benefit utilization. Cultural capital was deemed to be particularly important to benefit utilization vis-à-vis the requirement to enter the subfield of the farmers’ market to redeem their vouchers. Compared to SFMNP participants, FMNP participants exhibited lower and often multiple deficits of the types of cultural capital needed to successfully use the vouchers at farmers’ markets. However, the local fields in which the farmers’ markets operated also had a significant impact on benefit utilization. For example, Appalachian counties exhibited higher rates of benefit utilization that were statistically significant compared to non-Appalachian counties. This resulted in several policy recommendations including the distribution of recipes, interagency collaboration, and repeated opportunities to enter the subfield of the farmers’ market to encourage higher benefit utilization in FMNP and SFMNP.
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Jeunes, violence et société. Analyse du discours de la Chambre des Représentants entre 1981 et 1999 dans une perspective de criminologie critique.Nagels, Carla 22 January 2004 (has links)
Fidèle à notre orientation sociologique et criminologique, cette recherche s’inscrit dans une perspective critique. C’est-à-dire dans un courant de pensée qui conçoit la société, non pas comme un tout homogène, non pas comme un ensemble d’individus en interrelation, mais bien comme l’expression de rapports conflictuels entre groupes sociaux, comme l’expression de rapports de domination.
La thèse analyse le discours de la Chambre des représentants de 1981 à 1999. Elle pose comme hypothèse générale que le discours sur l’augmentation de la violence des jeunes, considérée comme un problème social digne d’intérêt politique, doit s’analyser à la lumière des modifications importantes qui affectent le discours politique dans son ensemble.
La formulation de cette hypothèse générale repose sur un ensemble de développements qui ont précédé son élaboration. C’est l’objet de la première partie de ce travail. Dans cette première partie, les deux concepts en présence sont problématisés, c’est-à-dire les jeunes et la violence, ainsi que leur association, c’est-à-dire la violence des jeunes. Dans cette partie également nous construisons un cadre analytique et méthodologique qui va guider l’analyse du matériel empirique. La deuxième partie de la recherche est, elle, entièrement consacrée à l’analyse du discours de la Chambre des représentants sur vingt ans. Reprenons ces deux parties.
En ce qui concerne les deux concepts en présence, il faut noter d’emblée qu’il n’est guère possible de les enfermer dans une définition univoque. Tant la jeunesse que la violence s’apparentent plutôt à des constructions sociales qui évoluent dans le temps et dans l’espace. On ne peut évoquer la jeunesse sans tenir compte du statut social qu’on lui accorde, c’est-à-dire de la place que lui réserve la société. Sa définition n’est donc pas arrêtée une fois pour toute. Quant à la notion de violence, sa définition est encore plus problématique. Ainsi quand on tente de répertorier dans la littérature scientifique les différents phénomènes qui sont associés à la violence des jeunes, on ne peut que s’étonner de leur diversité. La violence désigne coups et blessures, meurtres, hold-ups, viols, racket, etc. c’est-à-dire un ensemble d’actes pénalement répréhensibles. Mais la violence est également associée à ce qu’on appelle des incivilités. Enfin, la violence concerne également ce que Pierre Bourdieu appelle la violence symbolique, c’est-à-dire celle que subissent les jeunes auxquels la société ne semble plus capable d’accorder une place.
Etant donné que les concepts de jeunesse, et surtout de violence, ne peuvent pas se définir de manière univoque, il est bien difficile de déterminer dans quelle mesure la violence des jeunes s’accroît. Cet objet recouvre en effet des réalités tellement diverses qui n’ont pas grand chose en commun, si ce n’est de se voir assigner une valeur négative. Par contre, une chose est tout à fait certaine : le discours sur la violence des jeunes, tant politique que médiatique et scientifique, s’amplifie, lui, de manière exponentielle depuis une quinzaine d’années. Et, l’utilisation du concept de « violence » n’est pas neutre. Il désigne toujours un phénomène problématique à éradiquer. Il permet aussi d’entretenir une image catastrophiste de la réalité et d’agir en conséquence. Cette image « catastrophiste » ne résiste pourtant pas à l’analyse. Les seuls faits de « violence » qui semblent en effet augmenter sont les « émeutes urbaines ». La délinquance juvénile enregistrée semble, quant à elle, plutôt témoigner d’une dégradation des relations entre jeunes et forces de l’ordre. Quant aux « agressions », même si elles augmentent, elles concernent essentiellement les jeunes (défavorisés) entre eux. Elles sont d’ailleurs pour 50% des agressions verbales. Loin de nous l’idée de nier qu’il existe des situations-problèmes, parfois même graves, mais tenter de les résoudre par une répression accrue, est pour le moins réducteur, voire même inefficace. Or, les discours qui dominent vont dans le sens d’une répression accrue et la dénomination des divers phénomènes sous le vocable « violence » participe en plein à ce processus.
À partir de ces constats, il nous a semblé intéressant d’analyser comment le discours sur la violence des jeunes émerge, comment il se construit et à quelles préoccupations il répond. La trame de ce travail consiste donc à tenter, d’une part, de cerner l’évolution des deux concepts retenus et, d’autre part, de montrer comment ils se rencontrent. Mais il s’agit aussi de comprendre quel est l’enjeu de la lutte qui a permis cette rencontre et comment cette lutte s’est structurée.
Pour ce faire, l’analyse du discours politique nous a paru la plus adéquate. En suivant Max Weber, si l’Etat moderne se caractérise par le monopole de la violence légitime, c’est également lui qui possède le pouvoir de désigner quels sont les comportements qui relèvent de la violence « illégitime ». De plus, le fait de s’intéresser au champ politique présente un double avantage. Tout d’abord, selon la théorie des champs développée par Pierre Bourdieu, et plus particulièrement son analyse du champ politique, il s’agit bien d’un espace où des agents sont en lutte pour la reconnaissance de certaines visions et divisions de la réalité sociale, c’est-à-dire pour sa catégorisation. Ensuite, toujours selon Bourdieu, le discours dominant, celui qui acquiert le plus de légitimité, est en quelque sorte capable de se réaliser, notamment parce qu’il s’inscrit durablement dans l’appareil d’Etat. Comme le dit cet auteur : « Dire, c’est faire », et c’est d’autant plus vrai en ce qui concerne le discours politique.
Le champ politique doit donc s’analyser comme un espace relationnel et conflictuel. Le choix s’est porté sur la rhétorique de la Chambre des Représentants. C’est un discours facilement accessible, qui a la particularité de regrouper tant les prises de position du gouvernement que celles de la majorité et de l’opposition. Mais dans une démocratie à scrutin proportionnel telle que la Belgique, notons que les discours de la majorité et de l’opposition ne sont pas homogènes. Par ailleurs, il fallait couvrir une période suffisamment longue pour voir comment les deux objets « jeunesse » et « violence » étaient perçus chacun séparément avant d’être associés. L’analyse débute ainsi à la première législature du gouvernement Martens-Gol en novembre 1981. Elle prend fin avec le dernier gouvernement de Jean-Luc Dehaene en juin 1999 et couvre ainsi cinq législatures, presque deux décennies.
La méthode d’analyse, s’inspire, elle, de la méthode archéologique de Michel Foucault. En accord avec cet auteur, la recherche part du postulat que le discours est une pratique qui a ses propres règles d’existence, c’est-à-dire qu’il peut s’analyser comme pratique autonome. L’étude reste donc entièrement à l’intérieur du discours analysé. Elle ne sollicite pas d’apports extérieurs pour conforter les évolutions qu’elle fait apparaître. Elle ne nie pas la réalité de l’extérieur, du non-discursif, mais estime qu’une analyse du seul discours peut déjà s’avérer pertinente pour rendre compte d’une évolution.
Décrire le discours politique consiste alors à :
Premièrement, analyser ce qui peut devenir objet d’énonciation de la politique : de quoi parlent les députés ?
Deuxièmement, évaluer la place que le locuteur doit occuper pour pouvoir légitimement prétendre à un discours sérieux, c’est-à-dire l’appartenance à la majorité ou à l’opposition, le nombre de députés faisant partie d’une formation politique, le poids accordé aux interventions par les autres députés.
Troisièmement, déterminer les différents concepts mobilisés dans le discours et les théories auxquelles ils donnent lieu : comment les députés parlent-ils des objets ?
L’objectif est double. D’une part, sur un axe diachronique, relever les discontinuités du discours, montrer comment et sur quels points il se modifie, comment l’évolution s’opère. D’autre part, sur un axe synchronique, tenter de découvrir l’unicité du discours, faire apparaître sa cohérence interne.
Puisque la recherche porte sur vingt ans et que le discours à la Chambre est particulièrement prolifique, il était matériellement impossible d’analyser la totalité de ce discours. Un choix a donc dû être opéré en rapport avec le sujet de cette recherche. Toujours est-il que l’analyse porte sur quelque 10.000 pages de ce discours. Partant d’une analyse des déclarations et communications gouvernementales selon le jeu proprement politique entre un gouvernement, une majorité qui le soutient et une opposition qui le critique, nous avons pu dégager une grille d’analyse qui a ensuite été appliqué aux deux objets particuliers : la violence et la jeunesse. La démarche se veut donc inductive dans le sens où la grille d’analyse est entièrement tirée de la première section et n’a pas été construite a priori.
La grille d’analyse s’élabore en quatre temps.
Premièrement, l’analyse des déclarations et communications nous permet de dégager trois périodes distinctes : de 81 à 88, de 88 à 92, de 92 à 99. Cette périodisation se vérifie à l’aune de deux critères : la structuration différente du champ politique et l’interprétation différenciée de la crise économique et de l’emploi.
En ce qui concerne le premier critère, il s’agit essentiellement du changement de coalition gouvernementale : de 81 à 88 une coalition libérale social-chrétienne est au pouvoir et ensuite les socialistes gouvernent avec les sociaux-chrétiens. Mais l’importance accrue de nouvelles forces politiques comme le Vlaams Blok et les écologistes et la disparition d’autres forces tels l’UDRT et les communistes participent également au changement de structure du champ politique.
Le deuxième critère de périodisation, c’est-à-dire l’interprétation différenciée de la crise, a été choisi pour sa prégnance : la gestion de la crise constitue en effet la préoccupation majeure des débats à la Chambre au cours de toute la période étudiée. Et cette gestion prend des formes différentes selon les périodes sélectionnées.
La deuxième étape de la construction de la grille d’analyse consiste à repérer une évolution similaire à propos de plusieurs thématiques : la politique générale, la politique de l’emploi, la politique de l’immigration, la politique de l’éducation, l’image véhiculée de la jeunesse ou la délinquance au sens large ainsi que sa prise en charge.
Au cours de la troisième phase, nous avons pointé les modifications dans les discours des forces politiques en présence, selon les périodes. Certains discours acquièrent de plus en plus de légitimité. Certains partis parviennent à inscrire durablement leurs objets privilégiés à l’agenda politique. Mais d’autres discours ou objets disparaissent. Ces trois étapes constituent l’analyse diachronique du matériel. Elle permet de relever les discontinuités dans le discours, de montrer comment les différents objets se construisent, s’analysent, évoluent, disparaissent puis réapparaissent sous des formes modifiées. Elle permet aussi de voir comment et pourquoi certains objets gagnent en importance.
Reste la quatrième étape. Elle relève l’unicité des discours en fonction de la périodisation retenue. C’est l’axe synchronique qui se concrétise par la grille d’analyse proprement dite. Quelle que soit la thématique envisagée, à l’intérieur de chaque période, le discours tenu à la Chambre se structure de façon identique. Le champ politique reste un espace de lutte, mais le « ce sur quoi les députés luttent » se métamorphose fondamentalement. Si ce changement est surtout manifeste entre la première période et la troisième période, la période intermédiaire est pourtant cruciale pour qu’il puisse s’opérer. Le discours optimiste face à l’avenir qui caractérise la période 88-92 et qui se base sur des indicateurs économiques favorables, va en effet permettre de passer de l’un à l’autre.
Dans la première période, les années 80, les débats se structurent autour de visions et de divisions de la réalité sociale qui sont clairement antagonistes. L’a priori historique, dirait Foucault, du champ politique est bien particulier. Les agents politiques défendent les intérêts de classes sociales en lutte et la lecture privilégiée est celle du conflit qui oppose patronat et travailleurs. Toutes les thématiques (violence, délinquance, immigration, emploi, éducation) sont abordées à travers ce prisme particulier. Dans ce contexte, le rôle de l’État est d’apaiser les tensions entre les classes sociales. Les écologistes sont les seuls à rester étrangers à ce débat. Ils ne défendent pas les intérêts d’une classe sociale particulière, en relation conflictuelle avec une autre. Ils privilégient plutôt une conception de l’être humain, de la dignité humaine, fortement inspirée par la philosophie des droits de l’homme.
L’image emblématique de la violence, dans cette première période, est la manifestation de contestation. Il s’agit d’une violence collective, qu’expriment les mouvements sociaux en ébullition. Pour les socialistes et les communistes, cette violence est souvent provoquée par les forces de l’ordre et elle répond par ailleurs à l’autre violence, peut-être moins visible mais tout aussi réelle, celle que le patronat fait subir aux travailleurs. Par contre, pour les libéraux, l’UDRT, le Vlaams Blok et, dans une moindre mesure les sociaux-chrétiens, la violence est entièrement le fait des manifestants. Ces partis adressent d’ailleurs une mise en garde à « ceux » qui incitent à la manifestation et donc à la violence, à savoir les socialistes.
Les socialistes et les communistes estiment en effet que le gouvernement, avec l’appareil d’État qu’il dirige, joue clairement la carte du patronat. Au lieu d’atténuer les conflits sociaux, l’Etat les exacerbe. Au lieu d’éradiquer la violence, il la stimule. Il n’apaise plus les tensions entre les classes sociales. C’est pourtant son rôle après tout. Pour les socialistes et les communistes, la mise en avant de la montée de l’insécurité et de la délinquance ne sert qu’à renforcer la politique de sécurité et les appareils de maintien de l’ordre, pour pouvoir contenir les débordements sociaux auxquels la politique néo-libérale va inévitablement mener. C’est l’interprétation qui est privilégiée par ces partis, quel que soit le type de violence en cause (hooliganisme, terrorisme).
Les écologistes, une nouvelle fois, ne participent pas au débat. Pour eux, la violence est celle d’une société productiviste, d’une société de consommation et les travailleurs y participent tout autant que le patronat.
En matière de jeunesse, la lecture est quelque peu différente. Elle ne passe pas par le prisme de la lutte des classes. Les députés ne parlent pas de la « jeunesse laborieuse », mais de la « jeunesse » tout court. Et tous évoquent le problème de sa future marginalisation. Les libéraux sont les seuls à ne voir aucun lien entre la marginalisation de ce groupe social particulier et sa précarisation accrue. Toutes les autres forces politiques font le lien de manière tout à fait explicite. La problématique du chômage des jeunes irrigue d’ailleurs l’ensemble des discussions. Tous les députés estiment qu’un peuple conscient de son avenir doit investir dans sa jeunesse, lui assurer une éducation de qualité et mettre en œuvre des politiques sociales actives à son égard.
Malgré ce consensus sur la finalité à poursuivre, des conceptions différenciées s’expriment évidemment en fonction de l’appartenance politique. Ainsi, pour les sociaux-chrétiens, s’il faut investir dans la formation des jeunes, c’est pour rendre ceux-ci plus compétitifs sur le marché du travail. L’opposition « de gauche » estime, quant à elle, que la jeunesse est fortement pénalisée par le gouvernement. Celui-ci se contente de défendre les thèses du patronat et ne se préoccupe que de réduire le déficit des finances publiques. Pour les socialistes, un jeune devra dorénavant être issu d’un milieu favorisé pour pouvoir prétendre à une intégration sociale réussie. Et les écologistes affirment que cette pénalisation de la jeunesse va tout à fait à l’encontre de son émancipation. Cette lecture en termes de risque de marginalisation est prédominante. Mais elle coexiste néanmoins avec une autre lecture, en termes de risque de révolte, qui s’exprime le mieux à travers l’adage : « qui sème la misère, récolte la colère ».
Dans la troisième période, les années 90, une nouvelle structuration du débat apparaît clairement. C’est une autre manière de lire la réalité, de la catégoriser et d’agir sur elle. Les discussions ne se structurent plus autour de classes sociales en conflit pour la sauvegarde de leurs intérêts mais autour d’une image de la société composée d’individus ayant des droits et des devoirs et sujets à des risques « sociaux ». Dans ces conditions, l’action étatique se modifie profondément. Le rôle de l’État n’est plus d’apaiser les tensions entre classes sociales et d’assurer l’intérêt général, mais d’inciter, voire de contraindre, les individus à s’adapter aux changements sociaux. Comme l’intervention de l’État devient de plus en plus proactive (il n’attend pas qu’un risque social se produise, il l’anticipe), sa politique devient de plus en plus ciblée. Ce ciblage de plus en plus fin permet un repérage et un calcul de plus en plus précis des risques justifiant une nouvelle intervention.
Au sein de la Chambre, les débats s’organisent alors autour de ce que nous avons appelé des binômes : le binôme prévention/répression, le binôme droit/devoir, le binôme intégration/exclusion. Les partis « de gauche » se montrent enclins à défendre les pôles prévention/droit/intégration, tandis que les partis de « droite » sont davantage disposés à défendre les pôles répression/devoir/exclusion. Sans conteste, cette dernière tendance domine largement la scène politique. De plus en plus de partis s’y rallient sans hésiter et le gouvernement s’en inspire dans ses réponses aux différentes interpellations et questions des députés.
Pour en arriver là, le discours politique a subi un nombre important de transformations. Des objets ont acquis une place importante : sécurité, justice, délinquance, insécurité, immigrés, illégaux, violence urbaine, pédophilie. D’autres ont disparu : patronat, travailleur. Les agents ont changé de place sur l’échiquier politique et certains ont acquis progressivement une légitimité plus importante : le Vlaams Blok et les libéraux. D’autres concepts et théories ont été mobilisés : intégration/exclusion, prévention/répression, droit/devoir, responsabilisation, activation, proactivité, efficacité, managment.
Ainsi par exemple, l’immigration devient un thème important dans les débats parlementaires. Les approches en présence se fondent sur deux des binômes : d’une part, intégration/exclusion, d’autre part, prévention/répression. Et il faut bien constater que le discours des députés penche de plus en plus vers une criminalisation accrue de l’immigration. Les discours sur les illégaux, sur les émeutes urbaines, sur la délinquance des jeunes immigrés, sur le terrorisme islamiste en témoignent. Les tenants des pôles intégration/prévention sont de plus en plus minoritaires. Mais quel que soit le type de discours, c’est l’ « étranger » qui est visé, alors que dans la première période, l’immigré était considéré comme un travailleur. A ce titre, il bénéficiait d’une représentation parlementaire au travers des partis qui défendaient les intérêts des travailleurs. Faute d’emploi et faute de parti affichant un intérêt pour la protection des salariés, il ne lui reste plus qu’à être stigmatisé dans son altérité.
Toutes ces modifications doivent également se lire à travers le prisme de la réorganisation du champ politique.
Ainsi le Vlaams Blok prend une place importante dans le discours de la Chambre des représentants. Il ne s’agit pas uniquement d’une importance quantitative. Les écologistes sont autant présents mais ils sont nettement moins influents. Indéniablement, le discours du Vlaams Blok acquiert une légitimité au sein de la Chambre et permet aux différentes formations politiques d’asseoir leur point de vue. Dans l’opposition, les écologistes estiment que le gouvernement se rallie un peu vite aux politiques sécuritaires prônées par ce parti. Inversement, pour les libéraux, il n’attache pas assez d’importance aux thématiques de la sécurité et surtout, de l’immigration.
Plus fondamentalement, les dominés ou les exclus comme on les appelle maintenant (jeunes, immigrés, précaires, toxicomanes, prostituées,…), ne sont pas ou plus représentés sur la scène politique, même s’ils sont la cible d’un important dispositif de politiques publiques. Et si certains partis semblent se préoccuper de leur sort (les écologistes, les socialistes et certains sociaux-chrétiens), la dimension conflictuelle fait totalement défaut à l’expression de leur intérêt. Mais quoi de plus normal dans une société composée d’individus « responsables » ?
En tout état de cause, il faut bien constater que le discours des libéraux devient progressivement hégémonique alors que, moins de vingt ans auparavant, il se situait en opposition aux autres. Il acquiert un capital symbolique tel qu’il structure l’ensemble des débats. Or, le parti qui le porte est dans l’opposition.
La prédominance du discours libéral se perçoit le mieux au travers de ce que les députés estiment être une intervention étatique légitime. Si l’Etat ne semble plus devoir intervenir dans le champ économique, puisqu’il n’y a plus d’alternative au système capitaliste et à l’économie de marché, tout se passe comme s’il était obligé d’intervenir davantage ailleurs. Et par exemple dans le champ de la sécurité en raison, d’ailleurs, des risques inhérents à la dérégulation dénoncée par les partis « de gauche » et certains sociaux-chrétiens. Le droit à la sécurité est ainsi de plus en plus proclamé partie intégrante de la justice sociale et, par là même, celle-ci est réduite à sa plus simple expression.
C’est bien cette métamorphose fondamentale du discours politique qui permet la rencontre de deux objets qui, jusque-là, étaient abordés séparément dans le discours des députés : la jeunesse et la violence.
En effet, la jeunesse n’est plus perçue comme un groupe social à part entière. Elle devient un ensemble d’individus qui sont porteurs de droits et de devoirs. Mais surtout, ils sont sujets à risques (risque de non-intégration pour les jeunes immigrés, risque de décrochage scolaire, risque de chômage, risque de délinquance) et font donc l’objet de politiques publiques de plus en plus ciblées.
La violence, quant à elle, n’est plus une violence collective découlant du conflit entre des classes sociales antagonistes, mais une violence « individuelle », qui est délinquance, c’est-à-dire violence urbaine, ou violence sexuelle.
L’image d’une jeunesse délinquante et violente, qu’il faut responsabiliser davantage, cohabite ainsi avec l’image d’une jeunesse victimisée, qu’il s’agit de protéger.
La rencontre de l’objet jeunesse et de l’objet violence a donc bien eu lieu. Au prix de l’avènement d’une nouvelle ère politique, qui ouvre le 21e siècle.
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The Problems of Protest and the Persistence of Domination: Social Movement Theory and Bourdieu's Economy of PracticeSamuel, CHRISTOPHER 30 January 2013 (has links)
The Problems of Protest and the Persistence of Domination: Social Movement Theory and Bourdieu’s Economy of Practice is a normative intervention into social movement theory and debates about social movement goals, strategies and tactics. The project asks: what normative implications derive from incorporating Pierre Bourdieu’s sociological framework into social movement research? My core arguments are that Bourdieu’s framework has the potential to sensitize activists and analysts to the tension between conformity and failure and that escaping radical/reformist debates requires working through this tension.
The dissertation intervenes in social movement theory from within the critical theory tradition by refusing to separate empirical and normative questions. I develop my argument using two strategies. First, I undertake a close reading of Bourdieu’s most important works and the debates they have provoked. Second I apply the conceptual tools this close reading offers to reconsider the logic behind two key social movement theory concepts: collective identity and repertoires of contention.
Following a general introduction and literature review, I undertake a close consideration of habitus and an argument for how attention to the suffering produced by symbolic power constitutes grounds for normative justice claims. I then consider how collective identity formation in lesbian, gay, bisexual, transgender and queer mobilization indicates the presence of symbolic violence, primarily in the form of epistemic violence. Next I argue that the nature of neoliberal symbolic power creates political antinomies for representation and affinity-based segments of the alterglobalization movement. Finally I argue that Bourdieu needs to be balanced by Nietzsche and that an orientation toward ‘overcoming’ offers a way out of the tension between conformity and failure. My findings point to the need for more sophisticated instruments for understanding the relationship between objective interests and subjective perception, impositions of, and challenges to, ‘logical consensus’, and strategies for counter-training and other mechanisms to support activists in resisting symbolic violence. / Thesis (Ph.D, Political Studies) -- Queen's University, 2013-01-29 14:14:16.699
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