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Hemorragia alveolar fatal: estudo histológico detalhado de necropsias / Fatal alveolar hemorrhage: detailed histological analysis of necropsies

Borges, Eduardo da Rosa 07 August 2009 (has links)
A hemorragia alveolar é uma síndrome que pode ocorrer como manifestação de uma série de doenças, cada uma com eventos fisiopatológicos diferentes resultando em sangramento pulmonar. A análise histológica detalhada destes pacientes pode auxiliar no entendimento desta síndrome. Neste estudo nós fizemos a revisão e descrição dos achados das lâminas de tecido pulmonar e do prontuário médico de 48 pacientes falecidos por hemorragia alveolar nos anos de 1999 a 2004. A maioria apresentou hemorragia de característica difusa (87,5%), predominantemente alveolar (79,2%), sem sinais de recorrência (79,2%) e com presença de fibrina (81,3%). As outras características avaliadas foram: vasculite (8,3%), trombose intravascular (27,1%),esclerose arterial (31,3%), capilarite (41,7%), acometimento intersticial (35,4%), acometimento venoso (41,7%), presença de sinais de infecção (50%), membrana hialina (25%). Com os registros médicos, classificamos os pacientes nas seguintes síndromes clínicas: congestão pulmonar (29,17%), coagulopatia (25%), sepse (27,08%) e inflamação (18,75%). Após as análises clínica e histológica, fizemos a correlação entre estes dados e encontramos que os pacientes com diagnóstico de congestão apresentaram menor presença de fibrina e de acometimento intersticial e maior presença de sangramento focal. O sangramento por coagulopatia se caracterizou por menor presença de fibrina e ausência de sinais de sangramento recorrente. Os pacientes com infecção clínica, histologicamente apresentaram fibrina e sinais de infecção no tecido pulmonar, já os pacientes com diagnóstico de inflamação se caracterizaram pela presença de fibrina, esclerose arterial e sangramento focal. Concluindo, nosso estudo sugere que alguns padrões histológicos são mais comuns em determinadas síndromes clínicas, e podem ser úteis no diagnóstico causal da hemorragia alveolar / Alveolar haemorrhage is a syndrome presented by many diseases each one with its particular physiopathologic mechanism resulting in pulmonary bleeding. The detailed histological analysis of these patients can help understanding this syndrome. In this study we reviewed and described histological findings of lung slides and medical records from patients whose cause of death was alveolar haemorrhage between 1999 and 2004. Most patients presented diffuse (87,5%), mainly alveolar (79,2%) rather than interstitial and recent bleeding with no signs of recurrence (79,2%). We also observed the presence of: fibrin (81,3%), vasculitis (8,3%), intravascular thrombosis (27,1%), arterial sclerosis (31,3%), capillarity (41,7%), interstitial involvement (35,4%), venous involvement (41,7%), signs of infection on lung tissue (50%) and hyaline membrane (25%). Clinically we classified the patients as having one of the following syndromes: pulmonary oedema due to congestive heart failure (CHF- 29,17%), coagulation disorders (25%), sepsis (27,08%) and systemic inflammation (18,75%). After correlating clinical and histological data we found CHF to have lower presence of fibrin and interstitial involvement and a greater presence of focal bleeding. Coagulation disorders were characterized by no signs of recurrent bleeding and a lower presence of fibrin than infection and inflammation. Patients with clinical diagnosis of systemic inflammation had a greater presence of fibrin and arterial sclerosis than other clinical syndrome and patients with clinical diagnosis of sepsis showed presence of signs of infection in lung tissue no matter the clinical site of infection. In conclusion, our study suggests that some histological patterns happens more commonly in determined clinical syndromes and can help diagnosing the cause of bleeding .
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Associação entre inflamação do tecido adiposo epicárdico e doença arterial coronariana: um estudo clinicopatológico / Association between inflammation in perivascular epicardial adipose tissue and coronary artery disease: a clinical pathological study

Farias, Daniela Souza 23 September 2016 (has links)
Introdução: Dentre as doenças cardiovasculares, as doenças isquêmicas do coração (DIC) são a principal causa de morte e incapacidade em todo o mundo. A aterosclerose é a principal causa das DIC, e a inflamação do tecido adiposo epicárdico (TAE) parece estar associada à doença arterial coronariana (DAC). A inflamação no TAE periplaca próxima à placa de ateroma, pode ter um papel ativo na inflamação, contribuindo para a patogênese da aterosclerose. Entretanto, não há evidências conclusivas se esta inflamação está presente apenas no TAE próximo à placa de ateroma ou se é um processo que envolve todo o TAE. Além disso, a associação entre a inflamação do TAE e placas instáveis, assim como o papel dos linfócitos B no processo inflamatório, ainda não foram investigados em estudos de autópsia. Objetivo: Investigar a associação entre inflamação no TAE perivascular e DAC num estudo clinicopatológico. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, com material de autópsia coletado no Serviço de Verificação de Óbitos da Capital da Universidade de São Paulo (SVOC-USP), após a aceitação do familiar através do termo de consentimento livre e esclarecido. A entrevista clínica semiestruturada foi feita com o familiar. Artérias coronárias foram dissecadas junto com o TAE e fixadas em formol a 4%. Fragmentos das artérias coronárias (tronco esquerdo, descendente anterior, circunflexa e direita) foram amostrados no local de maior obstrução ou com sinal de lesões instáveis, além de um fragmento distal sem aterosclerose significativa. O tecido adiposo epicárdico perivascular adjacente periplaca (TAPp), distal à placa (TAPaa), subcutâneo (TAS) e perirrenal (TAPr) foram amostrados. As lesões ateroscleróticas foram classificadas de acordo com a estabilidade da placa para estabelecer a divisão dos grupos, e a porcentagem de obstrução arterial foi mensurada por métodos morfométricos. A quantificação de células inflamatórias nos tecidos adiposos foi feita através da digitalização de lâminas coradas através de imunoistoquímica: CD68 (macrófagos), CD3 (linfócitos T) e CD20 (linfócitos B). O número de células inflamatórias foi comparado entre os dois grupos em todos os fragmentos, utilizando modelos lineares generalizados ajustados para fatores de confusão. Resultados: Foram incluídos 82 indivíduos (162 fragmentos de artérias coronárias com placas estáveis e 84 fragmentos com placas instáveis). Houve um aumento do número de macrófagos (?: 0,008; IC95% 0,002; 0,014; p=0,007) e linfócitos B (beta: 0,009; IC95% 0,002; 0,015; p=0,01) com o aumento da porcentagem de obstrução arterial. Observamos também maior número de linfócitos B na presença de placas instáveis (beta: 0,554; IC95%0,194; 0,914; p=0,002). Estas associações foram restritas à placa aterosclerótica, quando comparado com TAPaa. Houve aumento do número de macrófagos (beta: 5,717; IC95% 1,802; 9,632; p=0,004) e linfócitos T (beta: 0,991; IC95% 0,030; 1,951; p=0,04) com o aumento da obstrução arterial nas artérias coronárias no TAPp, em relação ao TAS. O número de macrófagos também aumentou no TAPp em relação ao TAPr (beta: 5,523; IC95% 0,910; 10,136; p=0,01) com o aumento da porcentagem de obstrução arterial, e na presença de placas instáveis (beta: 12,781; IC95%4,363; 21,200; p=0,002). Conclusão: Macrófagos e linfócitos B no TAPp foram associados à DAC, e esta inflamação foi restrita ao TAPp em relação a todos os tecidos adiposos controles. Desta forma, a inflamação no TAPp parece estar associada à maior porcentagem de obstrução e instabilidade da placa de aterosclerose / Introduction: Among the cardiovascular diseases, ischaemic heart disease (IHD) is the main cause of mortality and morbidity worldwide. Atherosclerosis is the main cause of IHD, and inflammation in the epicardial adipose tissue (EAT) seems to be associated with coronary artery disease (CAD). Inflammation in the EAT proximal to the atherosclerotic plaque could have an active role in the inflammation that contributes to atherosclerosis pathophysiology. However, controversy remains whether this inflammation is only adjacent to the atherosclerotic plaque or whether it is present in the whole EAT. Moreover, the association between inflammation in EAT and unstable plaques, as well as the role of B-lymphocytes in the inflammatory process, have not been investigated yet. Aim: To investigate the association between inflammation in perivascular epicardial adipose tissue (PAT) and CAD in a clinicopathological study. Methods: This cross sectional study used autopsy material collected at the Sao Paulo Autopsy Service (SPAS) from University of Sao Paulo, after informed consent term sign by the next-of-kin (NOK). A semi-structured clinical interview was applied to the NOK. Coronary arteries were dissected with PAT and fixed in 4% buffered formalin. Coronary artery fragments (left trunk, anterior descending, circumflex, and right coronary) were sampled at the region with the greatest obstruction or unstable plaque, and also at a distal region without atherosclerosis. PAT adjacent to the atherosclerotic plaque (PATp), distal to the plaque (PATd), subcutaneous adipose tissue (SAT), and perirenal adipose tissue (PrAT) were sampled. Atherosclerotic plaque fragments were classified regarding plaque stability, and percentage of arterial obstruction measured by morphometric methods. The number of inflammatory cells in adipose tissues was counted in slides stained using immunohistochemistry: CD68 (macrophages), CD3 (T-lymphocytes), CD20 (B-lymphocytes). The number of inflammatory cells in all fragments was compared using generalized linear models adjusted for confounders. Results: 82 participants were included (162 fragments of coronary arteries with stable plaques and 84 fragments with unstable plaques). The number of macrophages (beta: 0.008; IC95% 0.002; 0,014; p=0.007) and B-lymphocytes (beta: 0.009; IC95% 0.002; 0.015; p=0.01) increased with the percentage of arterial obstruction. We observed a large number of B-lymphocytes in the presence of unstable plaques (beta: 0.554; IC95% 0.194; 0.914; p=0.002). These associations were restricted to PATp, when compared to PATd. The number of macrophages (beta: 5.717; IC95% 1.802; 9.632; p=0.004) and T-lymphocytes were greater in the PATp than in the SAT (beta: 0.991; IC95% 0.030; 1.951; p=0.04). The number of macrophages was also greater in the TAPp compared to PrAT with the increase of the percentage of arterial obstruction (beta: 5.523; IC95% 0.910; 10.136; p=0.01), and in presence of unstable plaques (beta: 12.781; IC95% 4.363; 21.200; p=0.002). Conclusion: Macrophages, and B-lymphocytes were associated with CAD, and this association was restricted to PATp when compared to all other adipose tissues. Therefore, inflammation in PATp seems to be associated with greater arterial obstruction and atherosclerotic plaque instability
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Frequência de esteatose e esteato-hepatite em necropsias por morte violenta em população adulta / Steatosis and steatohepatitis frequency in necropsies by violent death in the adult population

Reis Júnior, Paulo Martins 07 October 2016 (has links)
INTRODUÇÃO: A Doença Hepática Gordurosa (DHG) é considerada um dos grandes problemas de saúde pública do novo milênio, impulsionada sobretudo pela epidemia de obesidade. Está relacionada com alta morbidade, piora da qualidade de vida e custos econômicos para a sociedade. Existem duas formas histopatológicas iniciais inseridas dentro da DHG: a esteatose e a esteato-hepatite que podem evoluir para cirrose e hepatocarcinoma. A maior parte da literatura sobre epidemiologia da doença hepática gordurosa utiliza desenhos retrospectivos e meios diagnósticos não invasivos, embora o padrão ouro seja a biópsia hepática. Medidas preventivas e de controle adequados deverão ser tomadas baseadas em informações epidemiológicas envolvendo população \"sadia\". A excelente correspondência das alterações histopatológicas encontradas no cadáver em relação ao vivo permite extrapolar dados da frequência de esteatose e esteato-hepatite encontradas em uma população jovem vítima de morte violenta para uma população \"normal\". Contudo, não há estudo prévio que avalie frequência e fatores preditivos de esteatose e esteatohepatite em fígados de cadáver. O objetivo deste estudo foi avaliar a esteatose e a esteato-hepatite em fígados de adultos vítimas de morte violenta. MÉTODOS: As amostras foram coletadas de 224 adultos submetidos a autópsia forense a partir de setembro de 2011 a abril de 2013. Dados antropométricos e do fígado foram registrados. O exame histopatológico foi realizado em seis amostras obtidas com base em diferentes lóbulos de cada fígado. Cada amostra foi tratada com quatro corantes: hematoxilina-eosina, Perls, pricosirius e tricrômio de Masson. Desfechos de interesse foram a presença de esteatose, esteato-hepatite, fibrose e siderose. RESULTADOS: A amostra apresentou uma média de idade de 40 anos. A esteatose foi diagnosticada em 48,2% dos casos e esteato-hepatite em 2,7%. Uma alta prevalência de fígado gorduroso foi verificada entre homens e indivíduos mais velhos, sendo a faixa etária mais atingida entre 41-60 anos. Os fatores significativamente associados com o aumento do risco de esteatose foram circunferência abdominal (p < 0,001), IMC(p < 0,001), peso do fígado (p=0,002), assim como a presença de siderose (p=0.018). CONCLUSÃO: A alta prevalência de esteatose hepática foi detectada em biópsias pós-morte de uma população jovem. Uma vez que esta doença pode ter consequências clínicas severas, esse dado é importante para avaliar medidas preventivas para a doença hepática gordurosa e suas graves consequências / BACKGROUND: Fatty liver disease (FLD) is considered one of the major public health problems of the new millennium, driven mainly by the obesity epidemic. It is related to high morbidity, worsening of quality of life and economic costs to society. There are two initial histopathological forms inserted into the FLD: steatosis and steatohepatitis which can progress to cirrhosis and hepatocellular carcinoma. Most of the literature on epidemiology of FLD using retrospective drawings and non invasive means, but the gold standard is a liver biopsy. Preventive measures and adequate control should be taken based on epidemiological information involving population \"healthy\". The excellent correlation of histopathologic changes found in the body in live relationship allows extrapolating data from steatosis to steatohepatitis and often found in a population young victim of violent death to a \"normal\" population. However, no previous study to assess the frequency and predictors of steatosis and steatohepatitis in cadaver livers. The aim of this study is to evaluate steatosis and steatohepatitis in livers of adult victims of violent death. METHODS: Specimens were collected from 224 adults undergoing forensic autopsy from September 2011 to April 2013. Anthropometric and liver data were recorded. Histopathological examination was performed on six biopsies obtained from different lobes of each liver. Each sample was treated with 4 stains: hematoxylin-eosin, Perls, pricosirius and trichrome Masson. Outcomes of interest were the presence of steatosis, steatohepatitis, fibrosis and siderosis. RESULTS: The sample had an average age of 40 years. The steatosis was detected in 48.2% of cases and 2.7% steatohepatitis. A high prevalence of fatty liver was observed among men and older individuals, the age group most affected between 41-60 years. The factors significantly associated with increased risk of steatosis were waist circumference (p < 0.001), BMI (p < 0.001), liver weight (p = 0.002) as well as the presence of siderosis ( p = 0.018). CONCLUSION: The high prevalence of hepatic steatosis was detected in postmortem biopsy of a young population. Since this disease can have severe clinical consequences, this data is important to evaluate preventive measures for fatty liver disease and its serious consequences
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Análise da expressão de EGFR e de proteínas relacionadas em carcinoma hepatocelular, tecido hepático circunjacente e metástase: estudo clínico-patológico em autópsias / Analysis of the expression of EGFR and related proteins in hepatocellular carcinoma, surrounding liver tissue and metastases : a clinicopathological study in autopsies

Silva, Aloísio Souza Felipe da 04 June 2013 (has links)
OBJETIVOS: Analisar a expressão de EGFR, proteínas da via de sinalização ou relacionadas aos seus efeitos em carcinoma hepatocelular (CHC) primários, metastáticos e em tecido hepático não tumoral em autópsias. Correlacionar os achados a dados clínico-patológicos e marcadores de classes moleculares. Avaliar a heterogeneidade de expressão em CHC metastáticos e fatores de disseminação extra-hepática. MÉTODOS: Oitenta autópsias de pacientes com CHC ao exame foram incluídas em estudo retrospectivo transversal. Foram analisados sexo, idade, raça, etilismo, infecção por vírus da hepatite B (VHB) e C (VHC), infecção pelo HIV, tratamento prévio, causas básica e imediata de óbito, peso do fígado, cirrose, número e tamanho dos nódulos, padrão macroscópico, grau histológico, variantes histológicas, padrão arquitetural, invasão de grandes veias e metástases extra-hepáticas. Imuno-histoquímica foi realizada em micromatrizes teciduais para pesquisa de EGFR, pEGFR(Tyr 1173), HER2, ERK1/2, MAPKAPK-2, pMAPK, Ag Ki67, caspase 3, citoqueratina 19 (CK19), mTOR, ciclina D1, Met, vimentina, p53 e beta-catenina. A expressão de EGFR foi avaliada em intensidade (0-3+) e distribuição (0-100%) em um sistema de escores de 0 a 300. Hiperexpressão foi definida para escores >= 200. Amostras de fígado normal foram incluídas como controles. Amostras de CHC primário foram pareadas às suas metástases e consideradas concordantes quando na mesma categoria de expressão. No tecido não tumoral foram semi-quantificadas a reação ductular expressando CK19 e a densidade da população de células estromais perissinusoidais pela vimentina. Estatística foi realizada através dos testes do qui-quadrado ou exato de Fisher ao nível de significância de 0,05. Para as correlações de escores e variáveis categóricas foi utilizado o coeficiente de Spearman. RESULTADOS: Foram incluídos 62 casos do sexo masculino e 18 do sexo feminino (58,1 ± 10,9 anos). Infecção pelo VHC foi a principal causa em 49% (39/80), seguida por etilismo em 30% (24/80) e infecção por VHB em 19% (15/80). Cirrose foi identificada em 90% (72/80) dos casos. Os tumores mostraram-se avançados em 95% (76/80). Invasão de grandes veias foi detectada em 19% (15/80) e metástases extra-hepáticas em 38% (30/80). MAPKAPK2, pEGFR (Tyr1173) e HER2 tiveram expressão fraca ou ausente. A expressão de EGFR foi mais frequente no fígado não neoplásico (26/26) (P < 0,05) - e nos controles normais (8/8) do que nas amostras tumorais primárias (60/75) e nas metástases (12/17). Nenhuma amostra dos controles apresentou hiperexpressão de EGFR, a qual foi mais frequente na cirrose (65% - 17/26) do que nos tumores avançados (36% - 26/72) (P < 0,05). EGFR hiperexpresso foi mais frequente nos tumores de grau 1/2 (P < 0,01) e nos casos com menos de quatro nódulos hepáticos (P = 0,014). A expressão de EGFR correlacionou-se à expressão de caspase 3 (P < 0,01). A expressão das quinases ERK1 e ERK2 foi correlacionada à proliferação celular pelo Ag Ki67 (P < 0,01), porém não ao escore de expressão de EGFR. CK19, p53 e beta-catenina nuclear foram correlacionaram-se às lesões de maior grau e a maiores taxas de proliferação celular (P<0,01). Met, EGFR e caspase 3 foram correlacionados a lesões mais diferenciadas. Vimentina teve forte correlação com CK19 (P < 0,01). A concordância de expressão entre tumores hepáticos e respectivas metástases variou de 50 a 85%. Para o EGFR foi de 61%. A expressão endotelial 2-3+ de pMAPK foi mais frequente nas metástases (P = 0,09). A disseminação extra-hepática foi mais frequente nos casos com baixa densidade de células perissinusoidais positivas para vimentina (P = 0,054) e nos casos sem reação ductular no tecido não neoplásico (P = 0,095). CONCLUSÕES: O EGFR tem papel relevante nas etapas iniciais e intermediárias do CHC, sendo sua expressão reduzida nas formas avançadas. Diferentes classes de CHC podem estar associadas a ativação da via do EGFR. A presente análise imuno-histoquímica ampla parece validar pelo menos dois grupos de CHC que nesta série de autópsias parecem ter sido separados pelo grau histológico. Confirma-se a hiperexpressão das quinases como evento importante na progressão tumoral, porém não necessariamente associada à hiperexpressão de EGFR. A heterogeneidade de expressão entre o CHC primário e suas metástases variou de 15 a 45% / OBJECTIVES: To analyze the expression of EGFR and proteins related to its signaling pathway or to its effects in hepatocellular carcinoma (HCC), metastases and surrounding liver tissue in a series of autopsies. To correlate expression patterns to clinicopathological data and other markers of molecular classification. To assess the heterogeneity of expression in metastatic HCC and factors related to extrahepatic spread. METHODS: Eighty autopsies of patients with HCC were included in a cross-sectional retrospective study. We analyzed gender, age, race, alcohol intake, infection with hepatitis B (HBV) and C virus (HCV), HIV infection, prior treatment, basic and immediate causes of death, the weight of the liver, cirrhosis, number and size of nodules, gross pattern, histological grade, histological variants, architectural pattern, invasion of large veins and extrahepatic metastases. Immunohistochemistry was performed on tissue microarrays to survey EGFR, pEGFR(Tyr 1173), HER2, ERK1/2, MAPKAPK-2, pMAPK, Ag Ki67, caspase 3, cytokeratin 19 (CK19), mTOR, cyclin D1, Met, vimentin, p53 and beta-catenin. EGFR expression was evaluated in intensity (0-3+) and distribution of membrane staining (0-100%) in a 0 - 300 score. Overexpression was defined for scores >= 200. Normal liver samples were included as controls. Intra-hepatic HCC samples were matched to their respective metastases and expression was considered concordant when they were assigned to the same category. Ductular reaction expressing CK19 and the density of perisinusoidal vimentin positive stromal cells were semi-quantified in non-tumor tissue. Statistics was performed using the chi- square or Fisher exact test at a significance level of 0.05. For the correlations of scores and categorical data we used the Spearman coefficient. RESULTS: Sixty-two males and eighteen females were included (age 58.1 ± 10.9). HCV was the major cause in 49% (39/80), followed by alcoholism in 30% (24/80) and HBV infection in 19% (15/80). Cirrhosis was identified in 90% (72/80) and advanced tumors in 95% (76/80). Large vein invasion was detected in 19% (15/80) and extra-hepatic metastases in 38% (30/80). MAPKAPK2, pEGFR (Tyr1173) and HER2 expression were weak or absent. The EGFR expression was more frequent in non-tumoral liver (26/26) (P <.05) and in normal controls (8/8) than in primary HCC tumor samples (60/75) and in metastatic HCC (12/17). No samples taken from the controls showed overexpression of EGFR, which was more common in cirrhotic tissue (65% - 17/26) than in advanced tumors (36% - 26/72) (P <0.05). EGFR overexpression was more frequent in grade 1/2 tumors (P <0.01) and in cases with less than four hepatic nodules (P = 0.014). EGFR expression was correlated to the expression of caspase 3 (P <0.01). The expression of the kinases ERK1 and ERK2 was correlated to Ag Ki67 cell proliferation index (P <0.01), but not to the EGFR expression score. CK19, p53 and nuclear beta- catenin were correlated to high grade lesions and to higher rates of cell proliferation (P <0.01). Met, EGFR and caspase 3 were correlated with more differentiated lesions. Vimentin was strongly correlated with CK19 (P <0.01). The concordance of expression between liver tumors and their metastases ranged from 50 to 85% (61% for EGFR). The 2-3+ expression of pMAPK in tumor endothelial cells was more common in metastases (P = 0.09). Extrahepatic dissemination was more frequent in cases with low density of vimentin positive perisinusoidal cells (P = 0.054) and in cases with no detectable ductular reaction in non-neoplastic tissue (P = 0.095). CONCLUSIONS: EGFR plays an important role in the early and intermediate stages of HCC progression, with lower expression in advanced tumors. Different classes of HCC may be associated with activation of EGFR. The present comprehensive immunohistochemical approach seems to validate at least two molecular classes of HCC, and histological grade seems to be able to discriminate these groups. We herein confirmed overexpression of kinases as a key event in tumor progression, but not necessarily associated with overexpression of EGFR. The heterogeneity of expression between primary HCC and its metastases ranged from 15 to 45%
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Caracterização das alterações da proteína TDP-43 durante o envelhecimento normal: uma análise em cérebros humanos postmortem / Characterization of TDP-43 changes during normal aging: a human brain post-mortem study

Camila Fernandes Nascimento 15 April 2015 (has links)
INTRODUÇÃO: A proteína TDP-43 (Transactive DNA-binding protein 43) é o principal agregado proteico anormal verificado em casos de Degeneração Lobar Frontotemporal (DLFT) e Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Apesar dos avanços na área, o papel da TDP-43 no envelhecimento normal ainda é pouco compreendido. A falta de indivíduos controles em estudos de associação clinicopatológica com tecido cerebral humano é resultado do alto custo da prática de autópsia mundialmente. O que é um diferencial do Brasil, onde essa prática é obrigatória em casos de morte natural sem causa definida. O Banco de Encéfalos Humanos do Grupo de Estudos em Envelhecimento Cerebral (BEHGEEC) possui grande número de encéfalos de sujeitos sem déficit cognitivo com alta miscigenação étnica e variação de graus de escolaridade. O que possibilita estudos mais aprofundados sobre envelhecimento cerebral humano não-patológico. OBJETIVOS: (1) investigar de maneira sistemática a distribuição dos achados neuropatológicos da TDP-43 no envelhecimento humano normal; (2) caracterizar a distribuição dessa proteína em diferentes áreas encefálicas; (3) explorar associação de características, clínicas, sociodemográficas ou neuropatológicas com o aparecimento das inclusões de TDP-43. MÉTODOS: Foram incluídos participantes com idade acima de 50 anos e classificados clinicamente e anatomopatologicamente como normais. Reação imunoistoquímica contra a conformação anormal da TDP-43 foi realizada em três regiões cerebrais de interesse córtex temporal, amígdala e hipocampo. RESULTADOS: Os agregados de TDP-43 estavam presentes em 10,5% dos indivíduos estudados (n=323). A região mais frequentemente acometida foi a amígdala (85,3% dos casos). O acúmulo de TDP-43 foi associado à idade e raça (p=0,002). Análise de regressão logística demonstrou que indivíduos da raça asiática possuem maior chance de apresentar os agregados de TDP-43 do que caucasianos, independente dos fatores gênero, idade, estágio de Braak para emaranhados neurofibrilares e escolaridade (odds ratio=3,5: intervalo de confiança: 1,41-8,69, p=0,007). CONCLUSÕES: Os resultados sugerem que o acúmulo anormal de TDP-43 aumenta com o avanço da idade e que a amígdala é a região cerebral mais susceptível ao acúmulo desse tipo de inclusão. Como os idosos estudados são cognitivamente normais, sugerimos que indivíduos asiáticos estão protegidos contra os efeitos deletérios da proteína TDP-43 no cérebro. Futuros estudos de associação clinicopatológica e genética em populações de diferentes raças poderão contribuir para identificação de possíveis fatores de proteção contra a expressão clínica dos achados da proteína TDP-43 / BACKGROUND: Transactive DNA-binding protein 43 (TDP-43) is the major abnormal aggregate present in Frontotemporal Lobar Degeneration (FTLD) and Amyotrophic Lateral Slcerosis (ALS). Although all the efforts in research in this field, the role played by TDP-43 in normal aging is still unknown. The lack of normal controls in studies focusing on clinicopathological associations is a result of the high cost of autopsy practice worldwide. In Brazil, autopsy is mandatory by law in cases without a certificate. The Brain Bank of the Brazilian Aging Study Group (BBBASG) comprises a large number of cognitively normal elderly subjects highly ethnically admixtured and with broad education attainment. This allow us to further study the non-pathological process of the human aging brain. GOALS: (1) sistematically investigate the distrubution of neuropathological findings of TDP-43 in the normal human brain; (2) characterize the distribution of theses findings in different brain regions; (3) explore clinical, sociodemographics or neuropathological variables that could be associated with TDP-43 inclusion outcome. METHODS: We included participants over 50 years old previously classified cognitively and neuropathologically as normals. Imunnohistochemistry against abnormal form of TDP-43 was performed in three brain regions: temporal cortex, hippocampal formation and amygdala. RESULTS: TDP-43 aggregates were present in 10,5% of the study subjects (n=323). Amygdala was the most frequently affected brain region (85.3% of the cases). TDP-43 accumulation was associated with age at death and race (p=0.002). Logistic regression analysis showed that asians older adults have higher odds of presenting TDP-43 inclusions than caucasians, regardless of gender, age, Braak stage for neurofibrilarly tangles and education attainment (OD=3.5, CI: 1.41-8.69, p=0.007). CONCLUSIONS: Our results suggest that TDP-43 abnormal accumulation increases along aging process and the amygdala is the brain region most susceptible to these alterations. Because we studied cognitively normal elderlies, we suggest that Asians older adults are protected against deleterious effects of TDP-43 in the brain. Future clinicopathological and genetic studies in populations dwelling in different ethnical backgrounds may identify possible protecting factors against the clinical expression of TDP-43 neuropathological findings
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Associação entre adiposidade e aterosclerose sistêmica / Association between adiposity and systemic atherosclerosis

Aline Nishizawa 22 June 2016 (has links)
INTRODUÇÃO: A adiposidade tem sido associada à aterosclerose em vários estudos clínicos. No entanto, poucos estudos de autópsia tem investigado a relação entre adiposidade e aterosclerose sistêmica e os estudos existentes compararam medidas antropométricas e/ou gordura visceral com aterosclerose, porém não avaliaram a aterosclerose em vários sítios em um mesmo indivíduo, avaliando frequentemente apenas a aterosclerose nas artérias coronárias, utilizaram medidas aproximadas de estenose das artérias coronárias, os tamanhos das amostras foram pequenos e os indivíduos eram mais jovens ou de meia-idade. OBJETIVO: Investigar a associação entre adiposidade, mensurada através de medidas antropométricas e a massa de gordura visceral abdominal e torácica com a aterosclerose nas artérias aorta, coronárias, carótidas e cerebrais. MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal em que foram avaliados 240 sujeitos com 30 anos ou mais. Foram coletados dados sociodemográficos, fatores de risco cardiovasculares, medidas antropométricas e massas de gorduras pericárdica e visceral abdominal. O grau de aterosclerose nas artérias aorta, carótidas, coronárias e cerebrais foi avaliado através de medidas morfométricas e o coração foi avaliado quanto à presença de infarto do miocárdio. Foi realizada avaliação da associação entre medidas antropométricas e massa de gordura visceral com a aterosclerose. RESULTADOS: A gordura pericárdica foi associada ao grau de aterosclerose da aorta (p = 0,03). As gorduras viscerais abdominal (p = 0,006) e total (p = 0,006) apresentaram associação com o número de placas nas artérias coronárias. A relação cintura-quadril (RCQ) foi associada ao grau de aterosclerose da artéria aorta (p = 0,005), índice de estenose das artérias coronárias (p = 0,03) e ao número de placas nas artérias coronárias (p = 0,04). CONCLUSÕES: Dentre as medidas antropométricas, a RCQ e as gorduras pericárdica, viscerais abdominal e total foram as mais correlacionadas com o grau de aterosclerose nas diferentes artérias / INTRODUCTION: Adiposity has been associated with atherosclerosis in several clinical studies. However, few autopsy studies have investigated the relationship between adiposity and systemic atherosclerosis and the previous studies compared anthropometric measurements and/or visceral fat with atherosclerosis, but they did not evaluate the atherosclerosis in several sites in the same individual, evaluating only atherosclerosis in coronary arteries, they used approximate stenosis measurements of the coronary arteries, the sample sizes were small and the individuals were younger and middle-aged. AIM: To investigate the association between adiposity, measured by anthropometric measurements and the weight of abdominal visceral and pericardial fat with atherosclerosis in the aorta, coronary, carotid and cerebral arteries. METHODS: This is a cross-sectional study which evaluated 240 subjects aged 30 or more. We collected demographic data, cardiovascular risk factors, anthropometric measurements and weight of pericardial and abdominal visceral fat. The degree of atherosclerosis in the aorta, carotid, coronary and cerebral arteries was evaluated by morphometric measurements and the heart was evaluated for the presence of myocardial infarction. The association between anthropometric measurements and weight of visceral fat with atherosclerosis was evaluated. RESULTS: Pericardial fat was associated with the degree of atherosclerosis of the aorta (p = 0.03). The abdominal (p=0.006) and overall (p=0.006) visceral fat were associated with the number of plaques in the coronary arteries. The waist-to-hip ratio (WHR) was associated with the degree of atherosclerosis of the aorta (p=0.005), stenosis index of the coronary arteries (p=0.03) and the number of plaques in the coronary arteries (p=0.04). CONCLUSIONS: WHR, pericardial, abdominal and total visceral fat were the measurement most correlated with the degree of atherosclerosis in different arteries
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Correlações clinicopatológicas da causa de morte no envelhecimento: um estudo de autópsias na cidade de São Paulo / Clinical pathologic correlations of the death cause in ageing: a study of autopsies in the city of São Paulo

João Fernando César Gonçalves do Nascimento 27 May 2011 (has links)
Para avaliar os aspectos necrológicos do envelhecimento, este estudo investigou as características relacionadas às mortes de moradores da cidade de São Paulo os quais foram submetidos à necropsia no Serviço de Verificação de Óbitos da Capital (SVOCSP) no período de Junho de 2004 a Novembro de 2005. A casuística foi constituída por 402 indivíduos com idade igual ou superior a 50 anos, divididos em dois grupos quanto à causa mortis: por causa encefálica (CE) e por outras causa (OC), que foram estudados quanto ao gênero, idade, cor, altura, peso, estado civil, presença de benefício social, presença de vícios (tabagismo e/ou alcoolismo), causa mortis e causas associadas ao óbito. Dentre os que apresentaram causas encefálicas (CE) de óbitos, foram mais prevalentes o enfarto cerebral isquêmico (50,7%) e as causas hemorrágicas centrais (32,3%) com predomínio dos óbitos no sexo feminino, enquanto que dentre os falecimentos por outras causas (OC) o enfarto agudo do miocárdio (27,9%), as demais cardiopatias (23,9%) e as neoplasias (11,9%) foram às causas mais freqüentes, com predomínio no sexo masculino cuja idade, ao morrer, foi inferior às mulheres. Em ambos os grupos, as evidências de aterosclerose disseminada foram muito prevalentes. O processo do envelhecimento em moradores da cidade de São Paulo é caracterizado pelo predomínio e prevalência das mortes por doenças cardiovasculares no sexo masculino e das cerebrovasculares no sexo feminino / For evaluating the obituary aspects of aging, this study investigated the characteristics related to deaths in residents of São Paulo who underwent autopsy in the Department of autopsies in the Capital (SVOC-SP) in the period from June 2004 to November 2005. The sample was consisted of 402 individuals aged over 50 years, divided into two groups as the cause of death: encephalic causes (EC) and other causes (OC), that were studied in relation to gender, age, color, height, weight, marital status, presence of social benefit, the presence of addictions (smoking and / or alcoholism), causa mortis and causes associated to death. Among those who died by encephalic causes (EC) were the most prevalent the ischemic cerebral infarction (50.7%) and central hemorrhagic causes (32.3%) with predominance of deaths in females, while among the deaths by other causes (OC) to acute myocardial infarction (27.9%), other heart diseases (23.9%) and neoplasm (11.9%) were the most frequent causes, with predominance in males, whose age was lower than women. In both groups, the evidence of widespread atherosclerosis was very prevalent. The aging process in residents of São Paulo is characterized by the dominance and prevalence of cardiovascular deaths in males and strokes in women
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Patogênese da síndrome pulmonar hemorrágica na leptospirose humana / Pathogenesis of leptospirosis pulmonary hemorrhage syndrome in human

Julio Henrique Rosa Croda 17 December 2008 (has links)
A leptospirose é uma zoonose de alta morbidade em humanos e um importante problema de saúde pública. Causada por bactérias do gênero Leptospira, a doença apresenta diversas formas clínicas e é especialmente importante em países em desenvolvimento. Síndrome pulmonar hemorrágica é a maior causa de óbito em pacientes com formas severas da doença. Os mecanismos patogênicos relacionados à síndrome pulmonar hemorrágica na leptospirose humana são desconhecidos. Com o objetivo de avaliar estes mecanismos patogênicos, 30 necrópsias (tecido pulmonar) de pacientes com síndrome pulmonar hemorrágica na leptospirose e 7 controles foram avaliados. Para determinar a participação os mecanismos patogênicos envolvidos, experimentos de histologia e imunohistoquímica (IgM, IgG, IgA, and C3) foram realizados em amostras de tecidos pulmonares, bem como dosagem sérica de auto-anticorpos específicos (anticardiolipina e anti-membrana basal) de amostras pareadas de soros de pacientes com leptospirose com e sem síndrome hemorrágica pulmonar e de indivíduos doadores de banco de sangue. Nos achados patológicos, os pacientes com síndrome hemorrágica pulmonar na leptospirose diferem dos controles com hemorragia pulmonar em alguns aspectos: moderada ou intensa presença de macrófagos na luz alveolar (97% versus 29%, respectivamente; p < 0.01); presença de membrana hialina na superficie alveolar (100% versus 0% respectivamente; p < 0.01); intensa necrose e regeneração de pneumócitos II (100% versus 0%, respectivamente; p < 0.01); e presença de plasmócitos no septo aveolar (80% versus 29%; p < 0.02). Nenhuma diferença estatisticamente significativa foi observada em relação ao número de outras células no septo alveolar. Leptospiras intactas foram raramente observadas. A detecção de antígeno de leptospira não foi correlacionada com a intensidade de hemorragia pulmonar. Em nenhum dos tecidos pulmonares estudados foi evidenciado alterações microscópicas sugestivas de coagulação intravascular disseminada. Deposição de imunoglobulina foi detectada na superfície alveolar de 18 de 30 pacientes com síndrome pulmonar hemorrágica na leptospirose. Três padrões de marcação de imunoglobulina e complemento foram observados em tecido pulmonar de pacientes com hemorragia pulmonar e leptospirose: (A) marcação linear delicada, como uma membrana, recobrindo a superfície luminal alveolar de pneumócitos I e II; (MF) marcação multifocal, aleatória ao longo do septo; e (I) marcação fraca granular, focal, intra-alveolar. Não houve diferenças significativas na concentração de auto-anticorpos contra membrana basal nos diferentes grupos estudados. Observamos diferenças significativas nos títulos de anticorpos IgM anticardiolipina entre a primeira e segunda amostra, nos pacientes com e sem hemorragia pulmonar (p<0.01 e p=0.04, respectivamente). Aumento significativo nos títulos de anticorpos anti-cardiolipina da classe IgG, bem como na relação IgG/IgM, foi observado apenas nos pacientes com hemorragia pulmonar (p=0.01 e p=0.01). Nós concluímos que o comprometimento pulmonar na leptospirose humana grave ocorre principalmente sob a forma de uma pneumopatia hemorrágica com características peculiares, cujo quadro morfológico difere de outras hemorragias pulmonares. Caracteriza-se pela deposição linear de imunoglobulina (IgM, IgG e IgA) e complemento(C3) na superfície luminal alveolar de pneumócitos I e II e multifocal nos septos alveolares. Associa-se à intensa necrose de pneumócitos I e II, regeneração de pneumócitos II, além de inflamação septal e alveolar / Leptospirosis is a zoonotic disease that is a cause of high morbidity and mortality in humans and is an important public health problem. Caused by bacteria of Leptospira genus, this disease presents diverse clinical manifestations and is especially important in developing countries. Leptospirosis pulmonary hemorrhage syndrome is the major cause of death in patients with the severe form of leptospirosis. The pathogenic mechanisms of this syndrome are unknown. With the purpose of identifying these pathogenic mechanisms, 30 necropsies (pulmonary samples) from patients with leptospirosis pulmonary hemorrhage syndrome and seven controls were evaluated. . To determine whether the immune system is involved, histology and immunohistochemistry (IgM, IgG, IgA, and C3) experiments were performed on lung tissue samples, as well sera measurements of autoantibodies (against the basal membrane and anti-cardiolipin) were performed in leptospirosis patients with and without pulmonary hemorrhage syndrome (in paired samples) and in healthy donors from a blood bank. We found that patients with leptospirosis pulmonary hemorrhage syndrome differed from control pulmonary hemorrhage patients in several features: the presence of moderate to high levels of macrophages in the alveolar space (77% versus 29%, respectively; p = 0.02), the presence of the focal hyaline membrane on alveolar surface (100% versus 0%; p < 0.01), extensive necrosis and regeneration of pneumocyte II cells (100% versus 0%; p < 0.01) and the presence of plasma cells in the alveolar septum (77% versus 29%, respectively; p =0.02). No statistically significant differences were observed in the number of others cells in the alveolar septae. Intact leptospires were rarely detected. Leptospiral antigen was not correlated with the intensity of the lesions. None of the patients showed microscopic evidence for disseminated intravascular coagulation. Immunoglobulin deposits were detected on the alveolar surface of 18/30 leptospirosis patients with pulmonary hemorrhage. Three staining patterns were observed for the immunoglobulins and C3 in the lung tissues of leptospirosis patients with pulmonary hemorrhage syndrom: (A) delicate linear staining adjacent to the alveolar surface, like a membrane covering the luminal surface of type I and II pneumocyte cells; (MF) random, multifocal staining along the alveolar septum; and (I) weak, focal intra-alveolar granular staining.. We were not able to show any significant difference in autoantibodies concentration in the different groups. We found significant difference between the titles of anticardiolipin IgM antibodies in the first and second sera sample from leptospirosis patients with and without pulmonary hemorrhage (p<0.01 e p=0.04, respectively). The increased in the titles of anti-cardiolipin IgG antibodies, as well IgG/IgM ratio was observed only in patients with pulmonary hemorrhage(p=0.01 and p=0.01). We concluded that the pulmonary involvement on severe human leptospirosis have particular characteristics, which the morphologic aspect differ from the others causes of lung hemorrhage. It was distinguished by linear deposition of immunoglobulin and complement (C3C) on the luminal alveolar surface of pneumocyte I and II cells. This event was associated with pneumocyte I and II cells necrosis, pneumocyte II regeneration and septal and alveolar inflammation
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Hemorragia alveolar fatal: estudo histológico detalhado de necropsias / Fatal alveolar hemorrhage: detailed histological analysis of necropsies

Eduardo da Rosa Borges 07 August 2009 (has links)
A hemorragia alveolar é uma síndrome que pode ocorrer como manifestação de uma série de doenças, cada uma com eventos fisiopatológicos diferentes resultando em sangramento pulmonar. A análise histológica detalhada destes pacientes pode auxiliar no entendimento desta síndrome. Neste estudo nós fizemos a revisão e descrição dos achados das lâminas de tecido pulmonar e do prontuário médico de 48 pacientes falecidos por hemorragia alveolar nos anos de 1999 a 2004. A maioria apresentou hemorragia de característica difusa (87,5%), predominantemente alveolar (79,2%), sem sinais de recorrência (79,2%) e com presença de fibrina (81,3%). As outras características avaliadas foram: vasculite (8,3%), trombose intravascular (27,1%),esclerose arterial (31,3%), capilarite (41,7%), acometimento intersticial (35,4%), acometimento venoso (41,7%), presença de sinais de infecção (50%), membrana hialina (25%). Com os registros médicos, classificamos os pacientes nas seguintes síndromes clínicas: congestão pulmonar (29,17%), coagulopatia (25%), sepse (27,08%) e inflamação (18,75%). Após as análises clínica e histológica, fizemos a correlação entre estes dados e encontramos que os pacientes com diagnóstico de congestão apresentaram menor presença de fibrina e de acometimento intersticial e maior presença de sangramento focal. O sangramento por coagulopatia se caracterizou por menor presença de fibrina e ausência de sinais de sangramento recorrente. Os pacientes com infecção clínica, histologicamente apresentaram fibrina e sinais de infecção no tecido pulmonar, já os pacientes com diagnóstico de inflamação se caracterizaram pela presença de fibrina, esclerose arterial e sangramento focal. Concluindo, nosso estudo sugere que alguns padrões histológicos são mais comuns em determinadas síndromes clínicas, e podem ser úteis no diagnóstico causal da hemorragia alveolar / Alveolar haemorrhage is a syndrome presented by many diseases each one with its particular physiopathologic mechanism resulting in pulmonary bleeding. The detailed histological analysis of these patients can help understanding this syndrome. In this study we reviewed and described histological findings of lung slides and medical records from patients whose cause of death was alveolar haemorrhage between 1999 and 2004. Most patients presented diffuse (87,5%), mainly alveolar (79,2%) rather than interstitial and recent bleeding with no signs of recurrence (79,2%). We also observed the presence of: fibrin (81,3%), vasculitis (8,3%), intravascular thrombosis (27,1%), arterial sclerosis (31,3%), capillarity (41,7%), interstitial involvement (35,4%), venous involvement (41,7%), signs of infection on lung tissue (50%) and hyaline membrane (25%). Clinically we classified the patients as having one of the following syndromes: pulmonary oedema due to congestive heart failure (CHF- 29,17%), coagulation disorders (25%), sepsis (27,08%) and systemic inflammation (18,75%). After correlating clinical and histological data we found CHF to have lower presence of fibrin and interstitial involvement and a greater presence of focal bleeding. Coagulation disorders were characterized by no signs of recurrent bleeding and a lower presence of fibrin than infection and inflammation. Patients with clinical diagnosis of systemic inflammation had a greater presence of fibrin and arterial sclerosis than other clinical syndrome and patients with clinical diagnosis of sepsis showed presence of signs of infection in lung tissue no matter the clinical site of infection. In conclusion, our study suggests that some histological patterns happens more commonly in determined clinical syndromes and can help diagnosing the cause of bleeding .
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Análise da expressão de EGFR e de proteínas relacionadas em carcinoma hepatocelular, tecido hepático circunjacente e metástase: estudo clínico-patológico em autópsias / Analysis of the expression of EGFR and related proteins in hepatocellular carcinoma, surrounding liver tissue and metastases : a clinicopathological study in autopsies

Aloísio Souza Felipe da Silva 04 June 2013 (has links)
OBJETIVOS: Analisar a expressão de EGFR, proteínas da via de sinalização ou relacionadas aos seus efeitos em carcinoma hepatocelular (CHC) primários, metastáticos e em tecido hepático não tumoral em autópsias. Correlacionar os achados a dados clínico-patológicos e marcadores de classes moleculares. Avaliar a heterogeneidade de expressão em CHC metastáticos e fatores de disseminação extra-hepática. MÉTODOS: Oitenta autópsias de pacientes com CHC ao exame foram incluídas em estudo retrospectivo transversal. Foram analisados sexo, idade, raça, etilismo, infecção por vírus da hepatite B (VHB) e C (VHC), infecção pelo HIV, tratamento prévio, causas básica e imediata de óbito, peso do fígado, cirrose, número e tamanho dos nódulos, padrão macroscópico, grau histológico, variantes histológicas, padrão arquitetural, invasão de grandes veias e metástases extra-hepáticas. Imuno-histoquímica foi realizada em micromatrizes teciduais para pesquisa de EGFR, pEGFR(Tyr 1173), HER2, ERK1/2, MAPKAPK-2, pMAPK, Ag Ki67, caspase 3, citoqueratina 19 (CK19), mTOR, ciclina D1, Met, vimentina, p53 e beta-catenina. A expressão de EGFR foi avaliada em intensidade (0-3+) e distribuição (0-100%) em um sistema de escores de 0 a 300. Hiperexpressão foi definida para escores >= 200. Amostras de fígado normal foram incluídas como controles. Amostras de CHC primário foram pareadas às suas metástases e consideradas concordantes quando na mesma categoria de expressão. No tecido não tumoral foram semi-quantificadas a reação ductular expressando CK19 e a densidade da população de células estromais perissinusoidais pela vimentina. Estatística foi realizada através dos testes do qui-quadrado ou exato de Fisher ao nível de significância de 0,05. Para as correlações de escores e variáveis categóricas foi utilizado o coeficiente de Spearman. RESULTADOS: Foram incluídos 62 casos do sexo masculino e 18 do sexo feminino (58,1 ± 10,9 anos). Infecção pelo VHC foi a principal causa em 49% (39/80), seguida por etilismo em 30% (24/80) e infecção por VHB em 19% (15/80). Cirrose foi identificada em 90% (72/80) dos casos. Os tumores mostraram-se avançados em 95% (76/80). Invasão de grandes veias foi detectada em 19% (15/80) e metástases extra-hepáticas em 38% (30/80). MAPKAPK2, pEGFR (Tyr1173) e HER2 tiveram expressão fraca ou ausente. A expressão de EGFR foi mais frequente no fígado não neoplásico (26/26) (P < 0,05) - e nos controles normais (8/8) do que nas amostras tumorais primárias (60/75) e nas metástases (12/17). Nenhuma amostra dos controles apresentou hiperexpressão de EGFR, a qual foi mais frequente na cirrose (65% - 17/26) do que nos tumores avançados (36% - 26/72) (P < 0,05). EGFR hiperexpresso foi mais frequente nos tumores de grau 1/2 (P < 0,01) e nos casos com menos de quatro nódulos hepáticos (P = 0,014). A expressão de EGFR correlacionou-se à expressão de caspase 3 (P < 0,01). A expressão das quinases ERK1 e ERK2 foi correlacionada à proliferação celular pelo Ag Ki67 (P < 0,01), porém não ao escore de expressão de EGFR. CK19, p53 e beta-catenina nuclear foram correlacionaram-se às lesões de maior grau e a maiores taxas de proliferação celular (P<0,01). Met, EGFR e caspase 3 foram correlacionados a lesões mais diferenciadas. Vimentina teve forte correlação com CK19 (P < 0,01). A concordância de expressão entre tumores hepáticos e respectivas metástases variou de 50 a 85%. Para o EGFR foi de 61%. A expressão endotelial 2-3+ de pMAPK foi mais frequente nas metástases (P = 0,09). A disseminação extra-hepática foi mais frequente nos casos com baixa densidade de células perissinusoidais positivas para vimentina (P = 0,054) e nos casos sem reação ductular no tecido não neoplásico (P = 0,095). CONCLUSÕES: O EGFR tem papel relevante nas etapas iniciais e intermediárias do CHC, sendo sua expressão reduzida nas formas avançadas. Diferentes classes de CHC podem estar associadas a ativação da via do EGFR. A presente análise imuno-histoquímica ampla parece validar pelo menos dois grupos de CHC que nesta série de autópsias parecem ter sido separados pelo grau histológico. Confirma-se a hiperexpressão das quinases como evento importante na progressão tumoral, porém não necessariamente associada à hiperexpressão de EGFR. A heterogeneidade de expressão entre o CHC primário e suas metástases variou de 15 a 45% / OBJECTIVES: To analyze the expression of EGFR and proteins related to its signaling pathway or to its effects in hepatocellular carcinoma (HCC), metastases and surrounding liver tissue in a series of autopsies. To correlate expression patterns to clinicopathological data and other markers of molecular classification. To assess the heterogeneity of expression in metastatic HCC and factors related to extrahepatic spread. METHODS: Eighty autopsies of patients with HCC were included in a cross-sectional retrospective study. We analyzed gender, age, race, alcohol intake, infection with hepatitis B (HBV) and C virus (HCV), HIV infection, prior treatment, basic and immediate causes of death, the weight of the liver, cirrhosis, number and size of nodules, gross pattern, histological grade, histological variants, architectural pattern, invasion of large veins and extrahepatic metastases. Immunohistochemistry was performed on tissue microarrays to survey EGFR, pEGFR(Tyr 1173), HER2, ERK1/2, MAPKAPK-2, pMAPK, Ag Ki67, caspase 3, cytokeratin 19 (CK19), mTOR, cyclin D1, Met, vimentin, p53 and beta-catenin. EGFR expression was evaluated in intensity (0-3+) and distribution of membrane staining (0-100%) in a 0 - 300 score. Overexpression was defined for scores >= 200. Normal liver samples were included as controls. Intra-hepatic HCC samples were matched to their respective metastases and expression was considered concordant when they were assigned to the same category. Ductular reaction expressing CK19 and the density of perisinusoidal vimentin positive stromal cells were semi-quantified in non-tumor tissue. Statistics was performed using the chi- square or Fisher exact test at a significance level of 0.05. For the correlations of scores and categorical data we used the Spearman coefficient. RESULTS: Sixty-two males and eighteen females were included (age 58.1 ± 10.9). HCV was the major cause in 49% (39/80), followed by alcoholism in 30% (24/80) and HBV infection in 19% (15/80). Cirrhosis was identified in 90% (72/80) and advanced tumors in 95% (76/80). Large vein invasion was detected in 19% (15/80) and extra-hepatic metastases in 38% (30/80). MAPKAPK2, pEGFR (Tyr1173) and HER2 expression were weak or absent. The EGFR expression was more frequent in non-tumoral liver (26/26) (P <.05) and in normal controls (8/8) than in primary HCC tumor samples (60/75) and in metastatic HCC (12/17). No samples taken from the controls showed overexpression of EGFR, which was more common in cirrhotic tissue (65% - 17/26) than in advanced tumors (36% - 26/72) (P <0.05). EGFR overexpression was more frequent in grade 1/2 tumors (P <0.01) and in cases with less than four hepatic nodules (P = 0.014). EGFR expression was correlated to the expression of caspase 3 (P <0.01). The expression of the kinases ERK1 and ERK2 was correlated to Ag Ki67 cell proliferation index (P <0.01), but not to the EGFR expression score. CK19, p53 and nuclear beta- catenin were correlated to high grade lesions and to higher rates of cell proliferation (P <0.01). Met, EGFR and caspase 3 were correlated with more differentiated lesions. Vimentin was strongly correlated with CK19 (P <0.01). The concordance of expression between liver tumors and their metastases ranged from 50 to 85% (61% for EGFR). The 2-3+ expression of pMAPK in tumor endothelial cells was more common in metastases (P = 0.09). Extrahepatic dissemination was more frequent in cases with low density of vimentin positive perisinusoidal cells (P = 0.054) and in cases with no detectable ductular reaction in non-neoplastic tissue (P = 0.095). CONCLUSIONS: EGFR plays an important role in the early and intermediate stages of HCC progression, with lower expression in advanced tumors. Different classes of HCC may be associated with activation of EGFR. The present comprehensive immunohistochemical approach seems to validate at least two molecular classes of HCC, and histological grade seems to be able to discriminate these groups. We herein confirmed overexpression of kinases as a key event in tumor progression, but not necessarily associated with overexpression of EGFR. The heterogeneity of expression between primary HCC and its metastases ranged from 15 to 45%

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