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A hora certa para nascer : um estudo antropológico sobre o parto hospitalar entre mulheres mbyá-guarani no sul do Brasil

Lewkowicz, Rita Becker January 2016 (has links)
Esta dissertação de mestrado problematiza a relação das mulheres mbyá-guarani com as práticas e políticas de saúde diferenciada, especialmente aquelas que dizem respeito ao processo de gestação, parto e puerpério. Primeiramente, trazendo recortes históricos e legislativos, faço uma discussão a respeito da emergência da “população indígena” como uma “população governável” em que a questão “étnica” aparece de maneira relevante nas práticas de governo, implicando em novos dispositivos de controle e formas de subjetivação a partir da “diferença cultural”. As políticas de saúde diferenciada são analisadas nesse contexto, tratando de traçar um solo sob o qual se sustenta o Posto de Saúde situado na Tekoá Koenju (aldeia mbyá-guarani localizada no município de São Miguel das Missões/RS), onde realizei parte de meu trabalho de campo. Um segundo momento deste trabalho dedica-se às práticas cotidianas de produção do que seria a “cidadania indígena” em um contexto de etnogovernamentalidade, salientando as formas pelas quais os profissionais de saúde atuam tanto baseados em valores morais e concepções próprias, quanto na racionalidade técnica (biomédica e biopolítica). A motivação humanitária (da política e da atuação dos profissionais) muitas vezes acaba por produzir uma população mbyá vulnerável, precária, a qual se justifica a intervenção. A partir da história contada por um karaí opygua suspendem-se certas regras desse jogo (político-conceitual) e adentra-se em outras possibilidades imaginativas mais atentas ao que os Mbyá vêm dizendo. Nessa direção, o terceiro momento atenta-se ao modo mbyá de fazer mundos, levando a política para o nível ontológico, e produzindo deslocamentos nos conceitos biomédicos. Seguindo histórias emblemáticas de partos (narradas e vivenciadas em diferentes espaços e momentos de minha trajetória etnográfica), busco trazer as formas mbyá de produção de corpos e pessoas, nas quais as práticas dos profissionais de saúde e o ambiente hospitalar também ganham um lugar específico. Os partos são, nesse sentido, como uma porta de entrada para pensar a cosmopolítica implicada no processo de produção da pessoa mbyá, situada também nas relações cotidianas com as políticas e práticas de saúde biomédica. / The purpose of this study is to reflect upon the relationship of Mbyá-Guarani women with specialized health policies and practices, especially those concerning pregnancy, birth and postpartum processes. First, bringing historical and legislative elements, I engage in a discussion about the emergence of the "indigenous population" as a "governable population" where "ethnicity" takes a significant role in governance practices resulting, therefore, in new control devices and forms of subjectivity that are built on "cultural difference". Indigenous health policies are analyzed in this context as to outline a ground upon which rests Tekoá Koenju’s (a Mbya-Guarani community, situated in São Miguel das Missões/RS) Health Center, where part of my fieldwork was conducted. A second stage of this work is dedicated to the daily production practices of what would be the "indigenous citizenship" in a context of “ ethnogovernmentality”, highlighting the ways in which health professionals work based both on moral values and personal views, and on technical (biomedical and biopolitical) rationality. The humanitarian reason (present in the policies and in specialists’ work) can often produce a vulnerable, precarious mbyá population that justifies an intervention. From a story told by a karai opyguá (mbyá shaman), certain rules of this political and conceptual game are suspended and other imaginative possibilities are able to emerge. In this direction, the third part of this study pays special attention to the mbyá way of “worlding”, taking politics to the ontological level and producing changes in biomedical concepts. Following emblematic stories of births (narrated and experienced in different moments of my ethnographic trajectory), I seek to convey the mbyá modes of producing bodies and persons in which health professionals’ practices and the hospital environment also have a specific place. Childbirth is, in this sense, a way to think about the cosmopolitics involved in the production process of the mbyá person, also situated in daily relationships with the biomedical health’s policies and practices.
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Cobertura vacinal das crianças menores de 5 anos no município de São Gabriel da Cachoeira - AM, 2004-2009

Aguiar, Aldalice Pinto de 24 August 2011 (has links)
Submitted by Geyciane Santos (geyciane_thamires@hotmail.com) on 2015-08-07T13:40:57Z No. of bitstreams: 1 Dissertação - Aldalice Pinto de Aguiar.pdf: 937145 bytes, checksum: 3ed69e4a4131efa3b36a4bb3e6c831b6 (MD5) / Approved for entry into archive by Divisão de Documentação/BC Biblioteca Central (ddbc@ufam.edu.br) on 2015-08-11T19:30:11Z (GMT) No. of bitstreams: 1 Dissertação - Aldalice Pinto de Aguiar.pdf: 937145 bytes, checksum: 3ed69e4a4131efa3b36a4bb3e6c831b6 (MD5) / Approved for entry into archive by Divisão de Documentação/BC Biblioteca Central (ddbc@ufam.edu.br) on 2015-08-11T19:42:59Z (GMT) No. of bitstreams: 1 Dissertação - Aldalice Pinto de Aguiar.pdf: 937145 bytes, checksum: 3ed69e4a4131efa3b36a4bb3e6c831b6 (MD5) / Made available in DSpace on 2015-08-11T19:42:59Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Dissertação - Aldalice Pinto de Aguiar.pdf: 937145 bytes, checksum: 3ed69e4a4131efa3b36a4bb3e6c831b6 (MD5) Previous issue date: 2011-08-24 / Não informada / Vaccination represents an important health action in preventing morbidity and mortality from vaccine-preventable diseases, immunization coverage and the analysis is essential to assess the adequacy of the provision of services in this field and provide information that assists in planning of vaccination in the city. The objective of this study, which was developed through qualitative and quantitative research, was to analyze the immunization coverage of children under 5 years old of rural and urban areas in the municipality of São Gabriel da Cachoeira - AM from 2004 to 2009. The quantitative data collection was done from secondary sources of registration of vaccines doses, classified by age group of children vaccinated, obtained from the Sistema de Informação do Programa Estadual de Imunização and the municipality and vaccine census of Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Negro. The collection of qualitative data concerning the role of multidisciplinary teams of health was conducted through semi-structured interviews, dealing with topics of planning and scheduling of vaccination activities. The universe of this study included all doses of vaccines administered during the research and interviews with 26 professionals who work in immunization activities in the municipality. The results show that vaccination coverage in rural areas are more trustful than the urban area. The job of healthcare professionals has shown a mix of management, administration and support and in Indian areas demanded by complex technical-operational actions given through a tremendous amount of logistics, more flattening in the relationship between members of the multidisciplinary team of health Indian and flexibility in the direct performance, rigidity and hierarchy of roles and tasks among many professional levels. The professional roles in the urban area, the actions were simpler, not by promoting dialogue and cross-cutting interactions among team members. After all, there is a great disparity of sources to calculate the population vaccine coverage, especially in urban areas; these factors have committed the accuracy of qualitative data. The low coverage reflects the limitations found in the operationalization of immunization activities in the municipality of São Gabriel da Cachoeira. / A vacinação representa uma importante ação de saúde na prevenção da morbimortalidade por doenças imunopreveníveis, e a análise da cobertura vacinal é fundamental para avaliar a adequação da provisão de serviços nesse campo e disponibilizar informações que auxiliem no planejamento das ações de vacinação do município. O objetivo deste estudo, desenvolvido mediante pesquisa quali-quantitativa, foi analisar a cobertura vacinal das crianças menores de 5 anos da área rural e urbana no município de São Gabriel da Cachoeira - AM no período compreendido entre 2004 a 2009. A coleta de dados quantitativos foi realizada a partir de fontes secundárias de registro das doses aplicadas de vacinas, classificadas segundo a faixa etária das crianças vacinadas, obtidos no Sistema de Informação do Programa Estadual de Imunização e do município e nos censos vacinais do Distrito Sanitário Especial Indígena do Alto Rio Negro. A coleta de dados qualitativos foi efetuada por meio de entrevistas semi-estruturadas referente à atuação das equipes multiprofissionais de saúde, versando sobre tópicos de planejamento e programação das atividades de vacinação. O universo deste estudo compreendeu todas as doses de vacinas aplicadas no período da pesquisa e entrevistas com os 26 profissionais atuantes nas ações de vacinação no município. Os resultados mostraram que as coberturas vacinais da área rural são mais fidedígnas do que as da área urbana. O processo de trabalho dos profissionais de saúde revelou-se misto, de gestão, administração e assistência, na área indígena demandado por ações técnicas-operacionais complexas, veiculadas por meio de uma grande carga de logística, maior horizontalização no relacionamento entre os membros da equipe multiprofissional e flexibilidade no desempenho dos papéis profissionais. Na área urbana, as ações se mostraram mais simples e rotineiras, maior rigidez e hierarquização de papeis e tarefas entre os diversos níveis profissionais. Conclui-se que há uma grande disparidade das fontes populacionais para o cálculo das coberturas vacinais, principalmente para a área urbana, tais fatores comprometeram a precisão dos dados qualitativos. As baixas coberturas encontradas refletem as limitações da operacionalização das ações de vacinação no município de São Gabriel da Cachoeira.
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O cuidado das crianças no processo saúde-doença: crenças, valores e práticas nas famílias da cultura kabano da amazônia peruana / The care of children in the health-illness process: beliefs, values and practices in the families of kabanos culture from the peruvian amazon

Rocío Elizabeth Chávez Alvarez 29 February 2012 (has links)
O presente estudo qualitativo teve como objetivo descrever e compreender o cuidado das crianças no processo saúde-doença sob a perspectiva das famílias de uma comunidade nativa do Peru. O Modelo para Competência Cultural de Purnell foi a base teórica que deu sustentação ao estudo. O método etnográfico com ênfase na etnoenfermagem, utilizando as técnicas da observação participante e da entrevista etnográfica, com cinco famílias durante um período de convivência de quatro meses em uma comunidade nativa; permitiu a compreensão da perspectiva dos informantes sobre o cuidado das crianças. Emergiram três temas culturais do conjunto dos dados: A estrutura sociocultural da comunidade Kabano e seu cotidiano, na qual a função desempenhada por cada membro representa um papel preponderante na estrutura sociocultural e no cotidiano da cultura. A promoção e preservação da saúde na comunidade Kabano é caracterizada por um cotidiano de limitações e dificuldades. Os papéis dos membros da família nuclear, da família ampliada, e do curandeiro e da parteira, referentes às atividades de cuidado cotidianas, visam à promoção da saúde e a vida do coletivo. As práticas no adoecimento das crianças são permeadas por grandes dificuldades apesar do suporte da rede social. As dificuldades são de natureza econômica e provêm das falhas no relacionamento e na comunicação do profissional de saúde com os membros da cultura e os déficits estruturais do estabelecimento de saúde. A assistência à saúde na cultura Kabano se encontra nas etapas iniciais do Modelo para Competência Cultural de Purnell, ou seja, um cuidado caracterizado pela inconsciência incompetente. Os resultados descritos neste estudo, se considerados, podem levar os profissionais a se aproximarem da competência inconsciente para o cuidado cultural da pessoa, da família e da comunidade. / This qualitative study aimed to describe and understand the care of children in the health-illness process from the perspective of the families of a native community in Peru. The Purnell Model for Cultural Competence was the theoretical framework that had supported the study. The ethnographic method with emphasis in the ethnonursing using the participant observation and ethnographic interview techniques with five families, during four months of coexistence in a native community; allowed to understand the informants perspective about the care of children. Three cultural themes emerged from the data set: The socio-cultural structure of Kabano\'s community and their everyday, in which the role played by each member represents a preponderant role in the socio-cultural structure and in the everyday of the culture. The promotion and preservation of health in Kabanos community is characterized by daily limitations and difficulties. The roles of the members of the nuclear family, extended family, and the healer and midwife, regarding the daily care activities, aim at promoting health and life of the collective. Practices in childrens illness are permeated by great difficulties despite the support of social network. The difficulties are of economic kind and come from failures in the relationship and communication between the health professional and the members of the culture and from the structural deficits of the health center. The health care in the Kabano culture is in the early stages of the Purnell Model for Cultural Competence, and characterized by a careful unconscious incompetent. The results described in this study, if they can bring to the professional approach the unconscious competence for cultural care of the person, family and community.
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Jovens entre culturas: itinerários e perspectivas de jovens Guarani entre a aldeia Boa Vista e a cidade de Ubatuba / Youths within cultures: itineraries and perspectives of the young Guarani among the village Boa Vista and the city of Ubatuba

Maria Daniela Corrêa de Macedo 29 March 2010 (has links)
O estudo propôs conhecer as relações dos jovens Guarani com a comunidade da aldeia Boa Vista e a cidade de Ubatuba. O trabalho de campo e análises foram realizadas com 12 jovens entre 13 e 29 anos que participaram como colaboradores. As principais temáticas foram no campo da educação e saúde; além dos estudos das histórias de vida compostas nos eixos entre cidade/ aldeia relativos aos itinerários dos jovens, suas redes sociais e perspectivas futuras. Na saúde verificamos as tensões existentes nas relações de poder entre o conhecimento técnico-científico e os procedimentos Guarani de saúde. E na educação, o aprendizado e domínio do português aparecem como essenciais nas relações sociais interculturais, isto é, para o diálogo e negociações com outras culturas / This study intended to deepen the knowledge of the relationship of Guarani youths with the community of Boa Vista village and the city of Ubatuba (SP). Field work and analysis were performed with twelve 13- and 29-year old youngsters, in which they took part as collaborators. The main themes focus in the field of Education, Health and also studies of Composed Life History within the axis of the city-village related to the youths\' itineraries, their social nets and of their future perspectives. In the Health issue, we witnessed the existence of tensions between the power of the technical-scientific knowledge and the procedures undertaken within the Guaranis own Health approach. In the Education issue, the fact of having fluency, learning and dominating the Portuguese language seems as an essential part of their social relationship with Brazilian society, because of the need to negotiate and dialog with other cultures
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Registro audiovisual da omissão do estado brasileiro nas políticas públicas de saúde segundo depoimento de lideranças indígenas / Audio-visual record of the omission of the Brazilian State in public policies of health according to testimony from indigenous leaders.

Valdir Baptista 19 September 2016 (has links)
Método: Trata-se de uma pesquisa qualitativa de cunho documental utilizando o audiovisual como lócus de instalação de depoimentos de lideranças indígenas do Estado do Acre, Brasil. O objetivo é analisar registros de vivências de lideranças indígenas sobre suas condições de vida, como contribuição às políticas públicas do SUS. E apresentar uma proposta interventiva a partir das potencialidades do vídeo documentário. Resultados: A população indígena, por uma série de motivos, certamente é a parcela da população brasileira sobre a qual menos existem dados específicos que permitam o estabelecimento de políticas de saúde pública eficazes. Embora tenham ocorrido avanços significativos no conhecimento das questões indígenas e um crescente empoderamento das lideranças indígenas na luta por seus direitos básicos de cidadania, a situação ainda está aquém do esperado. Temas relevantes abordados: 1. Participação nas instâncias do poder público/ direitos indígenas. 2. Medicina tradicional exterioridade da doença. 3. Dificuldades com o SUS. 4. Cuidados de saúde nas aldeias. 5. Segurança Alimentar e desnutrição. 6. Qualidade da água e saneamento básico. 7. Logística. 8. Cobertura vacinal. 9. Saúde das mulheres indígenas. 10. Ecologia e biodiversidade. 11. Morte de crianças indígenas. Conclusões: 1. A omissão sistemática dos governos em qualificar agentes de saúde indígenas no tocante às intervenções em saúde individual e coletiva e no exercício dos direitos sociais. 2. Falta de empenho do SUS em contratar profissionais com formação especializada para compor as equipes e direções do Sistema de Saúde que atuam nas aldeias e nos postos avançados de saúde no interior do território. 3. Dificuldades de comunicação entre as equipes do SUS e os povos indígenas. Há barreiras de idioma, de cultura e de percepção do processo saúde-doença / Method: This is a qualitative research that uses the documentary audio-visual like a place of installation register statements of native indigenous leaders of Acre, Brazil. The objective is to analyze records of indigenous leaders from experiences about their living conditions as a contribution to public SUS policies. And present an interventional proposal from the documentary video potentiality. Results: The indigenous population, for a number of reasons, it is certainly the Brazilian population, on which there is less specific data that allow the establishment of effective public health policies. Although there have been significant advances in knowledge of indigenous issues and a growing empowerment of indigenous leaders in the struggle for their basic rights of citizenship, the situation is still below expectations. Relevant topics approached:1. Participation in public authoritys instances / indigenous rights. 2. Traditional medicine - externality of the disease. 3. Difficulties with SUS. 4. Health care in villages. 5. Food security and malnutrition. 6. Water quality and basic sanitation. 7. Logistics. 8. Vaccination coverage. 9. Indigenous women\'s health. 10. Ecology and biodiversity. 11. Death of indigenous children. Conclusions: 1. the systematic omission of governments in qualify indigenous health workers with regard to the individual and collective health interventions and the exercise of social rights. 2. Lack of commitment of the SUS in hiring professionals with specialized training to compose the teams and directions of the Health System that work in the villages and in the outposts of health in the territory. 3. Difficulties in communication between SUS teams and indigenous peoples. There are barriers to language, culture and perception of the health-disease process
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Educação, saúde e meio ambiente: uma pesquisa-ação do distrito de Iauaretê do município de São Gabriel da Cachoeira/AM / Education, health and environment: an action-research in the District of Iauaretê, City of São Gabriel da Cachoeira, Amazonas State, Brazil

Renata Ferraz de Toledo 10 November 2006 (has links)
O aumento da concentração populacional e as alterações do modo de vida tradicional da comunidade indígena do Distrito de Iauaretê, Município de São Gabriel da Cachoeira/AM, na Terra Indígena do Alto Rio Negro, têm resultado em inúmeros agravos à saúde da população, principalmente devido a ausência de saneamento básico. O objetivo da pesquisa foi identificar os principais problemas sanitários e socioambientais que interferem diretamente na saúde e qualidade de vida dos habitantes de Iauaretê, visando a melhoria dessas condições. O método utilizado foi a pesquisa-ação, por meio de diversos instrumentos aplicados em reuniões comunitárias, como questionários, entrevistas, mapas-falantes, painéis de fotos e observação participante. Identificou-se que os indígenas, mesmo reconhecendo situações de causa e efeito sobre os agravos à saúde a que estavam expostos, ainda não haviam incorporado esse conhecimento na vida cotidiana. Os moradores que interagiram na pesquisa demonstraram o desejo por melhorias sanitárias. Contudo, ficou claro que a oferta de infra-estrutura não será suficiente para garantir a saúde e romper ciclos de transmissão de doenças, fazendo-se necessário o desenvolvimento de um processo educativo em saúde e meio ambiente voltado para uma reflexão crítica da realidade e a sua transformação, reforçando práticas saudáveis que possam contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população. O método da pesquisa-ação mostrou-se extremamente adequado em um processo que objetiva a busca de soluções para determinada problemática de forma participativa e dialógica e a melhoria das condições de vida da população. / The increase in population concentration and the changes in the traditional way of life of the indigenous community of the District of Iauaretê, City of São Gabriel da Cachoeira/AM, in Alto Rio Negro Indigenous Land, have been producing negative consequences for the general health of the population. This is mainly due to the lack of basic sanitation. The objective of the research was to identify the major sanitation and socio-environmental problems that directly interfere in the health and living standards of the inhabitants of Iauaretê, in order to improve such conditions. The research methodology used is known as action-research, by means of different techniques used during the community meetings, such as questionnaires, interviews, talking-maps, photography panels and active observation. Despite the indigenous population's awareness of the causes and effects of certain situations which were potentially hazardous to their health, they were as yet unable to incorporate that knowledge to their daily life. The inhabitants who interacted with the research were keen to improve sanitation. However, it was clear that infra-structural improvements will not be enough to guarantee their health, nor break the cycle of disease transmission. It is also necessary to develop environmental and heath education processes which bring about a critical understanding of reality and its transformations, thus reinforcing healthy habits which might contribute to an improvement in their quality of life. Action-research proved itself as an extremely adequate methodology for processes which aim at finding solutions to a given problem through participation and dialogue, as well as improving the general standard of living.
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Educação, saúde e meio ambiente: uma pesquisa-ação do distrito de Iauaretê do município de São Gabriel da Cachoeira/AM / Education, health and environment: an action-research in the District of Iauaretê, City of São Gabriel da Cachoeira, Amazonas State, Brazil

Toledo, Renata Ferraz de 10 November 2006 (has links)
O aumento da concentração populacional e as alterações do modo de vida tradicional da comunidade indígena do Distrito de Iauaretê, Município de São Gabriel da Cachoeira/AM, na Terra Indígena do Alto Rio Negro, têm resultado em inúmeros agravos à saúde da população, principalmente devido a ausência de saneamento básico. O objetivo da pesquisa foi identificar os principais problemas sanitários e socioambientais que interferem diretamente na saúde e qualidade de vida dos habitantes de Iauaretê, visando a melhoria dessas condições. O método utilizado foi a pesquisa-ação, por meio de diversos instrumentos aplicados em reuniões comunitárias, como questionários, entrevistas, mapas-falantes, painéis de fotos e observação participante. Identificou-se que os indígenas, mesmo reconhecendo situações de causa e efeito sobre os agravos à saúde a que estavam expostos, ainda não haviam incorporado esse conhecimento na vida cotidiana. Os moradores que interagiram na pesquisa demonstraram o desejo por melhorias sanitárias. Contudo, ficou claro que a oferta de infra-estrutura não será suficiente para garantir a saúde e romper ciclos de transmissão de doenças, fazendo-se necessário o desenvolvimento de um processo educativo em saúde e meio ambiente voltado para uma reflexão crítica da realidade e a sua transformação, reforçando práticas saudáveis que possam contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população. O método da pesquisa-ação mostrou-se extremamente adequado em um processo que objetiva a busca de soluções para determinada problemática de forma participativa e dialógica e a melhoria das condições de vida da população. / The increase in population concentration and the changes in the traditional way of life of the indigenous community of the District of Iauaretê, City of São Gabriel da Cachoeira/AM, in Alto Rio Negro Indigenous Land, have been producing negative consequences for the general health of the population. This is mainly due to the lack of basic sanitation. The objective of the research was to identify the major sanitation and socio-environmental problems that directly interfere in the health and living standards of the inhabitants of Iauaretê, in order to improve such conditions. The research methodology used is known as action-research, by means of different techniques used during the community meetings, such as questionnaires, interviews, talking-maps, photography panels and active observation. Despite the indigenous population's awareness of the causes and effects of certain situations which were potentially hazardous to their health, they were as yet unable to incorporate that knowledge to their daily life. The inhabitants who interacted with the research were keen to improve sanitation. However, it was clear that infra-structural improvements will not be enough to guarantee their health, nor break the cycle of disease transmission. It is also necessary to develop environmental and heath education processes which bring about a critical understanding of reality and its transformations, thus reinforcing healthy habits which might contribute to an improvement in their quality of life. Action-research proved itself as an extremely adequate methodology for processes which aim at finding solutions to a given problem through participation and dialogue, as well as improving the general standard of living.
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A influência da ingestão de bebida alcoólica e transtornos mentais comuns não psicóticos na pressão arterial dos indígenas Mura / The influence of alcoholic beverages consumption and common mental disorder on arterial blood pressure of the Mura Indigenous

Ferreira, Alaidistânia Aparecida 20 February 2017 (has links)
Introdução: A hipertensão arterial é de causa multifatorial, envolvendo hábitos de vida e estilos de vida inadequados como o consumo excessivo de bebida alcoólica que propiciam a elevação dos níveis pressóricos. Além disso, os sintomas relacionados ao transtorno mental comum também podem se associar ao estado de saúde, provocando mais danos ao sujeito com hipertensão arterial. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo principal identificar associação entre a ocorrência de hipertensão arterial com o consumo de bebidas alcoólicas e a presença de transtorno mental comum em indígenas das aldeias Muras, residentes em região rural e urbana. Casuística e Métodos: Estudo transversal, de base populacional, com 455 indígenas Mura residentes no município de Autazes, Amazonas, Brasil. Foi aplicada a entrevista semi-estruturada com questões referentes aos dados socioeconômicos e educacionais, hábitos de vida, história clínica, histórico familiar, além dos questionários Alcohol Use Disorders Identification Test (AUDIT) e Self-Reporting Questonnaire (SRQ-20), para avaliar o consumo de álcool e presença de transtorno mental, respectivamente. A pressão arterial foi medida com aparelho automático de braço validado. Foram realizadas três medidas e usada a média das duas últimas medidas. Realizaram-se ainda, medida do peso, altura, circunferência do pescoço, circunferência da cintura, avaliação de bioimpedância; glicemia, triglicérides e colesterol com medida capilar. Na análise bivariada, foi testada a associação entre hipertensos, separadamente, com os dois desfechos: consumo de bebidas alcoólicas e a presença de transtorno mental comum explorando especialmente, os aspectos relacionados à hipertensão arterial. Foi ajustada a regressão de Poisson com variância robusta, para ambos os desfechos, com modelagem em stepwise backward automatizado, tendo como critério de entrada, p<0,20 e de significância no modelo final, p0,05. Utilizou-se como estimativa, as razões de prevalência e respectivos intervalos de confiança de 95%. Resultados: A maioria dos participantes era do sexo feminino (57,8%), com 42,10 (16,74) anos, vivendo com companheiro (74,7%) e cerca de quatro filhos por família, baixo nível de escolaridade Analfabeto/Fundamental incompleto (41,1%) e renda até dois salários mínimos (85,0%). A prevalência de hipertensão arterial foi de 26,6%, tabagismo (20,4%) e ser sedentário/irregularmente ativo (52,8%). O consumo de bebida alcoólica foi de 40,2%, sendo 13,4% classificados como alto risco para dependência alcoólica, e maior na área rural em comparação à urbana (57,3% vs 22,2%) p<0,001. Destacam-se os seguintes aspectos do uso abusivo de álcool: sentimento de culpa/remorso (45,9%); amnésia repentina por não lembrar o ocorrido na noite em que bebeu (31,7%); além de machucar-se ou sentir-se prejudicado por causa da bebida (29,6%); preocupação por parte de parentes, amigos ou profissionais de saúde, que aconselharam o entrevistado a interromper o consumo (51,5%). Não houve associação entre a presença e consumo de bebida alcoólica (23% e 26%). Os indígenas com diagnóstico de hipertensão referida, faziam menos uso de bebida alcoólica (14,2%vs 85,8%, p=0,009), porém nas ocasiões em que bebiam, ingeriam maior quantidade, comparado com os que não referiram hipertensão [55,3(72,2) vs 33,3(62,2) gramas de Etanol p=0,008]. A prevalência de transtorno mental comum foi de 45,7%, com destaque para os seguintes itens: referência de dores de cabeça frequentes (69,5%), sentir-se nervoso, tenso ou preocupado (66,2%), ter se sentido triste ultimamente (56,0%), dormir mal (55,2%) e ter sensações desagradáveis no estômago (42,9%). Além disso, destaca-se que 7,3% referiram ideia de acabar com a própria vida e 4,2% sentiram-se incapazes de desempenhar papel útil. Após análise ajustada a razão de prevalência após análise ajustada (Razão de prevalência, IC-95%), verificou-se associação positiva entre ingestão de bebida alcoólica e sexo masculino (2,72, IC-2,12-3,48), tabagismo (1,29, IC-1,06-1,56) e morar na zona rural (2,09, IC-1,61-2,72). Porém, a ação foi protetora para idade (0,98, IC-0,98-0,99), consumo de alimentos in natura (0,97, IC-0,95-0,99), e ausência de dislipidemias (0,75, IC-0,62-0,9). Entre os que apresentaram transtorno mental comum, a hipertensão arterial identificada esteve presente em 30,3% e o consumo de álcool uma vez ao mês em 22,1%. Após a análise ajustada (Razão de prevalência, IC-95%) verificou-se associação positiva entre o transtorno mental comum e a zona de moradia urbana (1.25, IC-1,02-1,54), não sabia que tinham antecedentes para diabetes (1.56, IC-1,24-1,96) e a ingestão de bebida alcoólica (1.01, IC-1,00-1,02). Porém, foi ação protetora não ter antecedentes pessoais de cardiopatia (0.59, IC-0,48-0,73). Conclusão: Observou-se que a presença de hipertensão arterial, consumo de bebida alcoólica e de transtorno mental comum foram elevados nos indígenas da etnia Mura. Esses achados podem ser decorrentes da aproximação e convivência entre indígenas e não indígenas favorecendo mudanças culturais, especialmente de hábitos e estilos de vida, com aumento do risco de doenças crônicas não transmissíveis. / Background: The arterial hypertension has a multifactorial disorder, including unappropriated habits and lifestyle as the excessive consumption of alcoholic beverages that may increase the blood pressure. Additionally, the symptoms related to the common mental disorder may be also associated with the health status, producing even more damages to the hypertensive subjects. Thus, this study aimed to identify the association of arterial hypertension occurrence with alcoholic beverages consumption and presence of common mental disorder in Indigenous from Mura villages, who live in rural and urban zones. Casuistic and Methods: Its a cross-sectional investigation, with demographic base, conducted with 455 Mura Indigenous from Autazes, Amazon, Brazil. Through a semi-structured interview, we gathered data about sociodemographic and educational profile, lifestyle, clinical records, family antecedents. In this occasion, the Alcohol Use Disorders Identification Test (AUDIT) and the Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20) were applied to assess respectively the alcohol consumption and the presence of common mental disorder. The blood pressure was measured with an arm automatic device, validated for this goal, being three measures taken and, from the two last of them, a mean was obtained. Furthermore, we gathered weight, height, neck circumference, waist circumference, bioimpedance, glycemia, triglycerides and cholesterol, capillary measure for the last ones. In the bivariate analysis, we analyzed the association between hypertensive persons and the both outcomes- the alcohol consumption and the presence of common mental disorder, emphasizing the issues hypertension-related issues. The Poison regression, with robust variance, was adjusted for both outcomes, with a modelling in automatized stepwise backward, being p<0,20 the entrance criteria and p<0,05 the significance level for the final model. As estimative, we used the odds ratios and their respective confidence intervals of 95%. Results: Most were females (57,8%), with mean age of 42,2(16,74) years, living with a partner (74,7%), with about four children per family, poor educational level- Illiterate/Incomplete Basic (41,1%) and income of up two minimum wages (85,0%). 26,6% of the sample had hypertension, 20,4% were smokers and 52,8% were sedentary/irregularly active. Alcohol consumption was of 40,2%, with 13,4% showed high risk for alcohol addiction, and the consumption was higher in rural area in comparison with the urban one (57,3% vs 22,2%) p<0,001. We emphasize the following aspects of alcohol abuse: feeling of guilty and remorse (45,9%); abrupt amnesia for not remembering what happened in the night that they had drunk (31,7%); feeling hurt or impaired due to the drink consumption (29,6%); concerns from relatives, friends or healthcare professionals who advised the interviewed to interrupt the consumption (51,5%). There was not association between presence and alcoholic beverages consumption (23% and 26%). Indigenous diagnosed with referred arterial hypertension drank less alcoholic beverages (14,2%vs 85,8% p=0,009), but, when they drank, they had a larger amount than those with referred hypertension [55,3(72,2) vs 33,3(62,2) grams of Ethanol p=0,008]. The common mental disorder was identified in 45,7% of the individuals, being highlighted the following items: reporting of frequent headaches (69,5%), feeling nervous, anxious or worried (66,2%), feeling sad in the last days (56,0%), sleeping badly (55,2%) and having upset stomach (42,9%). Additionally, 7.3% reported the idea of committing suicide, and 4,2% felt themselves unable to play a useful role. We verified positive association between alcoholic beverage consumption and male gender (2.72, CI-2,12-3,48); smoking (1.29, CI-1.06-1.56); and living in rural area (2.09, CI-1.61-2.72). However, the action was protective for the age (0.98, CI-0,98-0,99), intake of natural foods (0.97, CI-0,95-0,99), and absence of dyslipidemias (0.75, CI-0,62-0,9). Among those diagnosed with common mental disorder, the arterial hypertension was found in 30,3% and the alcohol consumption once a month in 22,1%. We observed a positive association of common mental disorder and: living in the urban area (1.25, CI-1,02-1,54); unknowing the antecedents for diabetes (1.56, CI-1,24-1,96); and the alcohol consumption (1.01,CI-1,00-1,02). However, the absence of personal background of heart diseases was not protective (0.59, CI-0,48-0,73). Conclusion: We observed that the presence of arterial hypertension, alcoholic beverages consumption and common mental disorder were high in the Mura ethnicity. This finding may be explained for the approach and interaction among Indigenous and non-Indigenous, which favors cultural changes, especially in habits and lifestyle, increasing the risk of non-transferable chronic diseases.
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\"Tem que ser do nosso jeito\": participação e protagonismo do movimento indígena na construção da política de saúde no Brasil / \"It has to be our way\": participation and protagonism of the indigenous movement in the construction of the health policy in Brazil

Vieira, Nayara Begalli Scalco 25 March 2019 (has links)
Os povos indígenas vivem há mais de 500 anos na luta pela superação do colonialismo interno. Com a homogeneização das formas de vida, estes povos são sistematicamente produzidos como não existentes nas políticas integracionistas. A Constituição Federal de 1988 rompe com esta prática garantindo o direito do reconhecimento de suas identidades e modos de vida, expressos pela sua cultura, e o direito à saúde. O direito dos povos originários à saúde pautou três Conferências de Saúde Indígena que estabeleceram as diretrizes para a criação do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena em 1999. Desde o início de sua estruturação nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), foram organizados os Conselhos Distritais de Saúde Indígena (CONDISI) e o Fórum de Presidentes de CONDISI no nível central. Este estudo tem como objetivo analisar a participação e o protagonismo dos povos indígenas no processo de construção e implementação da Política Nacional de Saúde Indígena, após a Constituição Federal de 1988, a partir das Epistemologias do Sul. Foi utilizada a metodologia qualitativa com diversas fontes e materiais: análise documental das atas de reuniões, legislações, relatórios das cinco Conferências Nacionais de Saúde Indígena e 24 entrevistas em profundidade com indígenas, gestores, indigenistas e representante do MPF. A análise das legislações reconhecidas como pertinentes ao tema indicam uma grande quantidade e diversidade de normas que tratam de forma segregada as temáticas indígenas e as normas do Sistema Único de Saúde. Demonstram, para além da fragmentação legal e normativa, algumas iniciativas que avançam na integralidade da assistência, bastante pontuais, como a criação de incentivos financeiros específicos. Destaca-se a complexidade e a fragilidade da articulação interfederativa, que se torna mais complexa com a gestão federal e a territorialização dos DSEI, que não coincidem com os territórios de estados e municípios. No que tange à participação, pode-se afirmar que a maioria dos entrevistados reconhecem o CONDISI como espaço legítimo de diálogo entre indígenas e governo para debater a política de saúde e sua execução nas aldeias indígenas. Contudo, é evidente o predomínio das pautas de interesse da gestão e a repercussão nas reuniões de CONDISI de temas já discutidos no Fórum de Presidentes. Nas pautas do CONDISI Litoral Sul, que foram objeto deste estudo, por exemplo, a discussão da divisão territorial do DSEI, de interesse dos indígenas, não ganhou espaço e reconhecimento pela gestão. Chama a atenção à ausência de discussão nos espaços formais de temas que predominam nas entrevistas com os indígenas, como a valorização da medicina tradicional e a atenção diferenciada. Esta última é a justificativa central para existência do Subsistema e pauta-se nas desigualdades em saúde, na necessidade de modos de produção de cuidado que articulem as medicinas indígenas e a biomedicina e na diversidade cultural dos mais de 300 povos. O predomínio da biomedicina como forma científica e legítima do saber sobre a saúde acaba por interditar as pautas referentes às medicinas indígenas. Esta lógica perpetua a relação colonial do governo com os povos originários, principalmente sobre o saber, comprometendo a efetivação da atenção diferenciada, e, por consequência, do direito à saúde. Esta política, para ser efetiva, deveria se organizar na perspectiva da Ecologia de Saberes, considerando os modos de existência destes povos, principalmente sua relação com a terra, e sua construção como sujeitos coletivos. / Indigenous Peoples have been living for more than 500 years in the struggle to overcome internal colonialism. With the homogenization of the way of life, these peoples are systematically considered as non-existent in integrationist policies. The Federal Constitution of 1988 breaks with this logic assuring them the right to their identities and their ways of life, expressed by their culture, and also their right to health. The Indigenous Peoples\' right to health established three Indigenous Health Conferences that set the guidelines for the creation of the Indigenous Health Care Subsystem, in 1999. Since its beginning, along with the establishiment of the 34 Special Indigenous Sanitary Districts (DSEI), participatory Councils were organized (CONDISI), and also the CONDISI Presidents\' Forum at the central level. Based on Epistemologies of the South, this study aims to analyze the participation and the protagonism of Indigenous Peoples in the construction and implementation processes of the National Indigenous Health Policy, after the Federal Constitution of 1988. The qualitative methodology used with several sources and materials: documenta analysis of minutes of meetings, legislations, reports of the five National Indigenous Health Conferences and 24 in-depth interviews with Indigenous Peoples, managers, indigenists and Federal Prosecution Service. Relevant legislation analyzed showed great quantity and diversity of norms that separate the indigenous themes and the norms of the Unified Health System. They demonstrate, in addition to legal and normative fragmentation, some initiatives towards care integrality quite specific ones, such as the creation of financial incentives. We highlight the complexity and fragility of the interfederative articulation, which becomes more complex with federal management and territorialisation of the DSEI, which do not match with the limits of states and municipalities territories. Regarding participation, it can be said that most interviewees recognize the CONDISI as a legitimate space for dialogue between Indigenous Peoples and the government to discuss the health policy and its implementation in indigenous communities. However, there is a clear predominance of agendas in the interest of the management representatives and the repercussions on the CONDISI meetings of topics already discussed in the Presidents\' Forum. For example, on the agenda of the CONDISI Litoral Sul, object of this study, the discussion of the territorial division of the DSEI, on the interest of the indigenous representatives, did not gain space and recognition by the management representatives. What also draws attention is the absence of discussions of topics that were predominant on the interviews with Indigenous Peoples on formal spaces, such as traditional medicine and differentiated care. This last one is central to the existence of the Subsystem and it is based on inequalities in health, the need for care production methods that articulate traditional indigenous medicine and biomedicine, and the cultural diversity of more than 300 tribes. The predominance of biomedicine as a scientific and legitimate way of health knowledge inhibits the agenda related to traditional indigenous medicine. This logic perpetuates the colonial relationship of the government upon the Indigenous Peoples, especially regarding knowledge, compromising the effectiveness of differentiated care and, consequently, the right to health. This policy, in order to be effective, should be organized in the perspective of the Ecology of Knowledges, considering the ways of existence of these peoples, especially their relationship with the land, and their construction as collective subjects.
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Direito indígena à saúde: proteção constitucional e internacional

Oliveira, Paulo Henrique de 12 March 2009 (has links)
Made available in DSpace on 2016-04-26T20:28:47Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Paulo Henrique de Oliveira.pdf: 1902035 bytes, checksum: fa7dcecd1f77cf0a9424bdb2fce05fcb (MD5) Previous issue date: 2009-03-12 / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior / This essay aims to examine indigenous peoples right to health, particularly its protection by Brazilian constitutional law and by international law. Since colonial times indigenous peoples health are inferior to non-indigenous. Several indigenous communities experience dire health conditions, with numerous casualties, especially within children, in virtue of the lack of medical care. Such poor conditions are worsened by ethnic transfiguration, environmental degradation and indigenous impoverishment. Notwithstanding, indigenous peoples rights and, in particular, its right to health have been gaining strength in constitutional and international human rights law. In this scenario, emerges the challenge of articulating constitutional and international regulation, in order to render indigenous peoples right to health effective. To that purpose, it is necessary to investigate how the law defines indigenous peoples; the constitutional evolution of indigenous rights; the constitutional principles of indigenous peoples right to health; the international recognition of indigenous peoples human rights and the international protection of the right to health / A presente dissertação trata do direito dos povos indígenas à saúde, sua proteção constitucional brasileira e internacional (Sistema Global de Proteção dos Direitos Humanos Organização das Nações Unidas). Desde os idos da colonização, a saúde dos povos indígenas apresenta-se em pior situação que a dos não-indígenas. Atualmente, inúmeras comunidades indígenas vivenciam precárias condições de saúde com índices expressivos de vítimas, sobretudo crianças, por desassistência médica quadro agravado pela transfiguração étnica, pela degradação ambiental e pelo empobrecimento indígena. Não obstante, os direitos indígenas e, especialmente, o direito à saúde têm sido fortalecidos nos âmbitos constitucional e internacional dos direitos humanos. Nesse cenário, emerge o desafio de articular os postulados constitucionais e internacionais, com o propósito de concretizar o direito indígena à saúde. É imperioso, para tanto, investigar a definição jurídico-constitucional de índioindígenas; a evolução constitucional dos direitos indígenas; os vetores constitucionais do direito à saúde indígena; a afirmação internacional dos direitos humanos dos povos indígenas e a proteção internacional do direto à saúde

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