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Desinstitucionalização : outros itinerários possíveis

Bongiovanni, Julia January 2017 (has links)
A partir da Reforma Psiquiátrica Brasileira e da implementação de serviços substitutivos ao modelo manicomial, novas práticas de cuidado aos usuários de saúde mental foram se constituindo. A presente dissertação coloca em questão os efeitos produzidos pela desinstitucionalização, a produção de processos de “cronificação” dos usuários nos serviços especializados e a necessidade da ampliação da circulação pela cidade por essas pessoas. A pesquisa desenvolveu-se em um CAPS no município de Esteio, localizado na região metropolitana de Porto Alegre-RS, e utilizou-se da pesquisa-intervenção como estratégia metodológica apostando na ideia de que conhecimento e prática caminham juntos. Acompanhou-se um pequeno grupo de usuários de saúde mental que possuíam uma longa trajetória de tratamento e de tempo de permanência diária no CAPS. Durante a oficina, foram mapeados alguns de seus percursos pela cidade e realizadas saídas a campo para percorrer esses trajetos. Os efeitos produzidos pela intervenção colocaram em análise a relação com a cidade, a vulnerabilidade econômica dos usuários de saúde mental, além dos desdobramentos produzidos na pesquisadora. / The Brazilian’s Psychiatric Reform and the increasing of mental health community services, the ones that are not related to the mental asylum model, have developed new procedures to provide assistance care to mental health services users. This Master’s thesis aims to discuss the results achieved by the de-institutionalization process; the existence of user’s chronification process in specialized mental health community care services; and the demand of take the mental health users out of the services and make them move around the cities. The research was developed in a Brazil's Centers for Psycho-social Attention (CAPS) located in Esteio, one of the towns from Porto Alegre’s metropolitan area. The research was carried out using the intervention-research as the methodological strategy to improve the idea that the investigation process can be done throw practical work experiences. The researcher followed a small CAPS' user group in walking tour into the city. At moment of the research, these users had been receiving assistance in CAPS for a long time, and used to spent almost their day time in the mental health service. Before the walking tours stars, a mapping possibles tours workshop was develop with users. The results achieved for the workshop and the walking tour allowed to analyze: the mental health services' user connections and relations with the city; the economic vulnerability experienced by the user’s and some ideas and concepts supported by the researcher herself.
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Uso de psicofármacos : uma abordagem de gênero : dados da pesquisa nacional sobre o acesso, utilização e promoção do uso racional de medicamentos – PNAUM 2014

Fontanella, Andréia Turmina January 2017 (has links)
Apesar de amplamente prescritos, os psicofármacos são ainda controversos quanto a sua utilização. O uso em larga escala remete a outras dimensões do problema, que extrapolam à psiquiatria e permeiam as áreas da psicologia e das ciências sociais. Entender o uso destes medicamentos é entender as características da população que os utiliza. Assim, esta dissertação objetivou descrever a prevalência autorreferida de uso de psicofármacos pela população urbana brasileira, focando nas diferenças entre homens e mulheres. Para isso, foi avaliada a prevalência global, e estratificada por sexo, do uso de medicamentos psicotrópicos valendo-se dos dados da Pesquisa Nacional Sobre o Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos (Pnaum). Os psicofármacos foram agrupados em 4 classes terapêuticas: antidepressivos; ansiolíticos; antipsicóticos e estabilizadores do humor. Foram calculadas as prevalências e razões de prevalência e seus intervalos de confiança de 95% [IC95%] e foram aplicados testes do qui-quadrado de Pearson para avaliação da significância estatística das diferenças entre os grupos, considerando o nível de significância de 5%. Entre os entrevistados, 8,0% declararam utilizar ao menos um psicofármaco. Esta prevalência sobe para 10,9% quando considerado apenas o sexo feminino, que chega a apresentar prevalência de uso 2 vezes maior do que os homens na faixa etária dos 35 aos 46 anos de idade. As prevalências de uso de psicofármacos para homens, mulheres e amostra sem distinção de sexo aumentam com o aumento da idade, número de doenças crônicas e número de medicamentos utilizados para o tratamento destas doenças. Os antidepressivos e ansiolíticos figuram como as classes terapêuticas mais utilizadas, sendo estas mesmas classes mais prevalentes entre as mulheres, em todas as faixas etárias, enquanto os antipsicóticos e 8 estabilizadores do humor foram mais prevalentes entre os indivíduos do sexo masculino. Os resultados indicam um maior uso destes medicamentos por parte das mulheres, e um padrão diferenciado entre elas e os homens no que se refere às classes terapêuticas. Buscando compreender estas diferenças, esta dissertação percorre aspectos relacionados às especificidades biológicas dos sexos e aos papéis sociais exercidos por homens e mulheres, incluindo suas implicações no modelo de saúde. / Although widely prescribed, psychotropic drugs are still controversial as to their use. Large-scale use refers to other dimensions of the problem, which go beyond psychiatry and permeate areas of psychology and social sciences. Understanding the use of these drugs is, therefore, understanding the characteristics of the population that uses them. Thus, this dissertation aimed to describe the selfrefered prevalence of psychotropic medication use by the Brazilian urban population, focusing on the differences between men and women. For this, the overall prevalence and stratified by sex prevalence of the psychotropic drugs use were evaluated using data from the National Survey on Access, Use and Promotion of Rational Use of Medicines (Pnaum). The psychotropic drugs were grouped into four therapeutic classes: antidepressants; anxiolytics; antipsychotics and mood stabilizers. Prevalence, prevalence estimates and their 95% confidence intervals [95% CI] were calculated and Pearson's qui-square tests were used to assess the statistical significance of the differences between the groups, considering a significance level of 5%. Among those interviewed, 8.0% reported using at least one psychotropic drug. This prevalence rises to 10.9% when considered only female, which has a prevalence of use 2 times higher than men in the age group of 35 to 46 years of age. The prevalences of psychoactive drugs use for men, women and non-gender sample increases with increasing age, number of chronic diseases and number of drugs used to treat diseases. Antidepressants and anxiolytics appear as the most commonly used therapeutic classes, the same classes being more prevalent among women in all age groups, while antipsychotics and mood stabilizers were more prevalent among males. The results indicate a greater use of these drugs by women, and a differentiated 10 pattern between them and the men regarding the therapeutic classes. Seeking to understand these differences, this dissertation covers aspects related to the biological specificities of the sexes and to the social roles played by men and women, including its implications in the health model.
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Associação da atividade física organizada, aptidão cardiorrespiratória e qualidade do sono com indicadores de saúde mental de crianças

Fochesatto, Camila Felin January 2018 (has links)
Os objetivos desse estudo foram verificar as associações entre atividade física (AF) organizada fora da escola, aptidão cardiorrespiratória (APCR) e qualidade do sono com os indicadores de saúde mental em crianças e verificar se a AF organizada fora da escola ou a APCR eram moderadores da relação entre a qualidade do sono com os indicadores de saúde mental. É um estudo de corte transversal, desenvolvido em 232 crianças (118 meninos e 114 meninas) de uma escola de ensino fundamental da rede estadual da cidade de Porto Alegre - RS, selecionada por conveniência. A saúde mental foi avaliada através do Strengths and Difficulties Questionnaire, respondido pelos pais. A AF organizada fora da escola e qualidade do sono também foram reportados pelos pais, através de perguntas de uma anamnese. A APCR foi avaliada através do teste de corrida e caminhada de 6 minutos. Como covariáveis, o nível socioeconômico (NSE) foi verificado através de uma adaptação do questionário da ABEP, além do sexo e idade (indicados pelos pais). Para análise de dados utilizou-se estatística descritiva, regressão linear generalizada, correlação e análises de moderação. Os resultados indicaram que, nos meninos, a AF organizada fora da escola apresentou associação com o total de dificuldades (β= 2,691; p= 0,03) e sintomas emocionais (β= 1,528; p< 0,001). A APCR relacionou-se com o total de dificuldades (β= -0,013; p< 0,001), hiperatividade/déficit de atenção (β= -0,006; p< 0,001) e problemas de relacionamento com colegas (β= -0,002; p< 0,001). Nas meninas, houveram associações entre o NSE com o total de dificuldades (β= 2,783; p= 0,03) e hiperatividade/déficit de atenção (β= 1,245; p= 0,01), além da idade com os problemas de conduta (β= -0,136; p< 0,001). A qualidade do sono apresentou associação com total de dificuldades (r= -0,45; p< 0,001), sintomas emocionais (r= - 0,31; p= 0,001), problemas de conduta (r= -0,29; p= 0,001), hiperatividade/déficit de atenção (r= -0,43; p< 0,001), e os problemas de relacionamento com colegas (r= - 0,25; p< 0,001), nos meninos. Já nas meninas a qualidade do sono associou-se com o total de dificuldades (r= -0,27; p< 0,001), sintomas emocionais (r= -0,18; p= 0,05), e problemas de conduta (r= -0,25; p= 0,01). A AF organizada fora da escola e APCR não foram moderadoras da relação entre a qualidade do sono e os indicadores de saúde mental. Diante das associações, conclui-se que crianças que mantém hábitos saudáveis como dormir bem, praticar AF organizada fora da escola e ter bons níveis de APCR, apresentam melhores níveis de saúde mental. / The aims of the present study were to verify the associations between organized physical activity (PA) outside school, cardiorespiratory fitness (CRF) and sleep quality as indicators of mental health in children, and to verify if organized PA outside school or CRF were moderators of the relationship between sleep quality with mental health indicators. It is a cross-sectional study, developed with 232 children (118 boys and 114 girls) of a public from Porto Alegre - RS, selected by convenience. Mental health was assessed through the Strengths and Difficulties questionnaire, answered by the parents. Also, the parents, through an anamnesis, reported organized PA and sleep quality. CRF was evaluated through the running and walking test of 6 minutes. As covariates, socioeconomic status was obtained by an adaptation of the ABEP questionnaire, in addition to gender and age. To data analysis were used descriptive statistics, generalized linear regression, correlation and moderation analyzes. The results indicated that, in boys, organized PA outside school showed association with total difficulties (β= 2.691; p= 0.03) and emotional symptoms (β= 1.528; p< 0.001). CRF was related with total difficulties (β= -0.013; p<0.001), hyperactivity/attention deficit (β= -0.006; p<0.001) and relationship problems with colleagues (β= -0.002; p< 0.001). In girls, there was an association between socioeconomic status with total difficulties ((β= 2.783; p= 0.03) and hyperactivity/attention deficit (β= 1.245; p= 0.01), besides age with conduct problems (β= -0.136; p<0.001). Sleep quality was associated with total difficulty (r= -0.45; p<0.001), emotional symptoms (r= -0.31; p=0.001), behavioral problems (r= -0.29; p=0.001), hyperactivity/attention deficit (r= - 0.43; p<0.001) and relationship problems with colleagues (r= -0.25; p<0.001), in boy. Already in girls, sleep quality was associated with total difficulties (r= -0.27; p<0.001), emotional symptoms (r= -0.18; p= 0.05) and behavioral problems (r= -0.25; p=0.01). Organized PA outside school and CRF were not moderators of the relationship between sleep quality and mental health indicators. Considering the associations, it is concluded that children who maintain healthy habits, such as sleeping well, practicing organized PA outside of school and having good levels of CRF, present better levels of mental health.
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O bem e o mal-estar das drogas na atualidade : pesquisa, experiência e gestão autônoma

Medeiros, Rafael Gil January 2013 (has links)
Este trabalho problematiza os lugares das drogas lícitas, ilícitas e prescritas na sociedade atual, trazendo como pano de fundo a participação em uma pesquisa multicêntrica realizada entre Brasil e Canadá, chamada Gestão Autônoma da Medicação, ou GAM. Embora aparentemente focada no termo medicação, a metodologia e as apostas desta pesquisa exaltam o debate sobre drogas como um todo, e não somente sobre aquelas prescritas (os fármacos). Em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), a pesquisa GAM promoveu debates organizados em grupos entre usuários(as), trabalhadores(as) e pesquisadores(as) sobre o modo como vivemos a prescrição de psicofármacos. O exercício de agregar as ditas outras drogas de forma mais explícita nesta pesquisa, e a tentativa de levá-la para um CAPS Álcool e Drogas (CAPS-Ad), mais do que fornecer relatos de campo para a dissertação, deu aberturas para pensar sobre o modo dicotomizado como produzimos conhecimento sobre elas. O distanciamento das experiências de uso e da possibilidade de observá-las em primeira pessoa, em um contexto de produção de conhecimento sobre drogas, é comentado junto a obras de diferentes áreas que compõem as ciências da mente atuais, e que oferecem a possibilidade de uma complementaridade, em um campo marcado por disputas centradas na possibilidade ou não de uma gestão autonônoma sobre usos do corpo. O campo da pesquisa sobre drogas é sintomático de um certo modo de olhar para a experiência, para a produção de conhecimento e a gestão sobre corpo, mente e consciência, e pode beneficiar-se do acúmulo de metodologias milenares de investigação consciente, como as tradições contemplativas orientais. Tensionada em meio a jogos de verdades, a clínica em saúde mental se descobre também como uma paisagem propícia para este encontro, em especial no acúmulo operado pelo campo da Saúde Mental Coletiva e pela experiência da Redução de Danos no Brasil. As intervenções no campo da pesquisa GAM são contextualizadas aqui como movimentos contemplativos que levam em conta os diferentes fluxos implicados em seus usos e sua circulação na sociedade, tais como o lícito e o ilícito, ou prescrito e proscrito, permitindo aberturas sobre as respostas da civilização atual. Tentou-se trazer exemplos sobre como o tema das drogas, tal como a pesquisa GAM permite abordá-lo, é tomado como palco exemplar no qual se dá o espetáculo do bem e do mal-estar, através de experiências corporais, subjetivas e provocantes da alteridade. Como sugeria Freud, se o mal-estar na civilização se encontra no impasse deste desafio, responder a ele deveria remeter não a um fardo ou uma técnica dura, mas à leveza de ser e de estar no mundo – e assim é que as terapêuticas que oferecemos para nosso mal-estar devem ser avaliadas em sua coerência. Neste pano de fundo, portanto, é que retrato a participação na pesquisa GAM. Trazendo-a como exemplo prático de uma contemplação não somente sobre as durezas que podemos conferir aos mundos das drogas na sociedade atual, mas também sobre a sutileza dos movimentos que podem atenuá-las, seja nos campos da pesquisa e da clínica, ambas atravessadas por variados repertórios culturais. / This paper intends to share reflections on the places of licit, illicit and prescribed drugs in today’s society, bringing as a background the author’s participation in a multicentered study conducted in Brazil and Canada, called Autonomous Management of Medication or “GAM”. While focused on the term medication, the methodology and stakes of this research target the debate on drugs as a whole, not only pharmaceuticals. Taking place inside Centers for Psychosocial Care (CAPSs), the GAM research promoted discussions organized in groups of users, workers and researchers on the way we live psychotropic prescription. The exercise of adding other drugs to this research more explicitly, and the attempt to take it to a Drug and Alcohol CAPS (CAPS-Ad), provided field reports for the dissertation as well as created opportunities to consider the dichotomies in the production of knowledge about these drugs. The separation of user experiences from the possibility of observing them in first person, in a context of knowledge production about drugs, is discussed along with works of different areas that make up the civilized mind sciences, and offer the possibility of a complementarity, in a field marked by disputes centered in the (im)possibility of autonomy of a subject’s body. The current knowledge on drugs bears symptoms of a specific way of looking at the experience, the production of knowledge and management of body, mind and consciousness; a reflection that benefits from millennial consciousness research methodologies, such as eastern contemplative traditions. Tensioned amidst this net of discourse, the clinical practices in mental health figure as a favorable landscape for this encounter, especially when the accumulations performed in the field of Collective Mental Health and the experience of Harm Reduction in Brazil are considered. GAM research is here therefore seen here as a contemplative movement that takes into account the different categories involved in drug use and circulation in society, such as the lawful and the unlawful, the prescribed and proscribed; which allows broader contemplations on the answers given by modern western civilization. We attempted to bring examples on how the topic of drugs, in the way GAM research demonstrates it, is taken as an exemplary stage for the spectacle of “good vs. evil” / “health vs. disease”, through subjective bodily experiences that have the potential to produce social conflict. As Freud suggested, if the malaise in civilization is in the deadlock of this challenge, engaging it should not be taken as a burden or as a technique, but with the lightness of being and living in the world - and this should be the standard for the evaluation for any therapy. Against this background, therefore, I picture my participation in GAM research, presenting it as a practical example of a contemplation on the hardships associated with the world of drugs in today's society, and the subtlety of movement that can mitigate them in the fields of research and clinical care, both crossed by various cultural repertoires.
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Autonomia na Saúde Mental: uma perspectiva dos profissionais de CAPS de Aracaju/SE.

Nascimento, Silvia Santos 27 April 2012 (has links)
Submitted by Maria Creuza Silva (mariakreuza@yahoo.com.br) on 2014-10-01T17:54:24Z No. of bitstreams: 1 DISS MP SILVIA NASCIMENTO. 2012.pdf: 639610 bytes, checksum: aa1130a3a5c915806bba77024056b978 (MD5) / Approved for entry into archive by Maria Creuza Silva (mariakreuza@yahoo.com.br) on 2014-10-02T16:39:37Z (GMT) No. of bitstreams: 1 DISS MP SILVIA NASCIMENTO. 2012.pdf: 639610 bytes, checksum: aa1130a3a5c915806bba77024056b978 (MD5) / Made available in DSpace on 2014-10-02T16:39:38Z (GMT). No. of bitstreams: 1 DISS MP SILVIA NASCIMENTO. 2012.pdf: 639610 bytes, checksum: aa1130a3a5c915806bba77024056b978 (MD5) / Nas últimas décadas ocorreram mudanças significativas no modo de conceber e ofertar o cuidado em saúde mental. A lógica psicossocial pretende ser substitutiva ao paradigma psiquiátrico tradicional, e tem na inserção social desses sujeitos seu principal objetivo. Neste sentido, a produção de autonomia do portador de transtorno mental adquire um papel central no processo de tratamento. Trata-se do reconhecimento das possibilidades desses indivíduos de fazer escolhas, estabelecer relações e trocas sociais de acordo com expectativas e modos de vida próprios de cada sujeito. Contudo, a discussão da autonomia nesse contexto é bastante recente e recoberta de sentidos e conceitos diversos e imprecisos, apresentando dificuldades de entendimento e de adoção de estratégias que possibilitem a efetivação do cuidado nessa perspectiva. O objetivo desse estudo é compreender as dimensões do conceito de autonomia referida aos usuários para profissionais de CAPS a partir de suas práticas de cuidado. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, que utilizou como estratégias de coleta de dados entrevistas semiestruturadas com trabalhadores de um CAPS III de Aracaju e a observação participante no cotidiano desta instituição. Na análise dos dados, empregou-se o método de análise de conteúdo a partir de categorias analíticas. Os resultados demonstram que os trabalhadores atribuem diferentes significados acerca do termo autonomia, os quais influenciam na adoção das intervenções e estratégias utilizadas na prestação do cuidado. Evidenciou-se também a presença de fatores que interferem na prestação de cuidado, quais sejam: cuidado interdisciplinar, fragilidade teórica da equipe, constante renovação da equipe, entre outros. Os resultados apontam para a necessidade de se investir em práticas que contribuam e alterem significativamente as condições de saúde e vida das pessoas com transtorno mental.
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Utilização de serviços hospitalares e comunitários no atendimento de saúde mental infanto-juvenil no Estado de Sergipe –Brasil.

Santos, Vânia Carvalho 12 June 2015 (has links)
Submitted by Maria Creuza Silva (mariakreuza@yahoo.com.br) on 2015-12-02T18:54:11Z No. of bitstreams: 1 TESE. Vania Carvalho Santos. 2015.pdf: 1087502 bytes, checksum: 5d62f314ca1d2fef508f6bae7274bacc (MD5) / Approved for entry into archive by Maria Creuza Silva (mariakreuza@yahoo.com.br) on 2015-12-02T18:54:21Z (GMT) No. of bitstreams: 1 TESE. Vania Carvalho Santos. 2015.pdf: 1087502 bytes, checksum: 5d62f314ca1d2fef508f6bae7274bacc (MD5) / Made available in DSpace on 2015-12-02T18:54:21Z (GMT). No. of bitstreams: 1 TESE. Vania Carvalho Santos. 2015.pdf: 1087502 bytes, checksum: 5d62f314ca1d2fef508f6bae7274bacc (MD5) / Elevam-se os problemas de saúde mental em crianças e adolescentes nas últimas décadas, e constituem um dos grandes desafios mundiais de Saúde Pública, pela alta prevalência e impacto na vida dos pacientes e famílias. No Brasil a atual política de Saúde Mental preconiza a desinstitucionalização com a implementação de serviços substitutivos à internação. A pesquisa teve como objetivo: Identificar a assistência psiquiátrica infanto-juvenil (0 a 19 anos) no período de 1999 a 2012 no estado de Sergipe, caracterizando a distribuição dos transtornos mentais, segundo perfil sócio demográfico e nosológico, procedimentos de cuidado e padrão de assistência verificados nas hospitalizações e nos serviços comunitários ofertados pelo SUS. Realizou-se um estudo descritivo ecológico de série temporal utilizando dados secundários registrados nos Sistemas SIH-SUS (Sistema de Informações Hospitalares) e APACs (Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade) do Sistema Único de Saúde (SUS). Compararam-se as hospitalizações em dois períodos, 1999 a 2007 e 2008 a 2012. Caracteristicas das internações foram comparadas com o perfil dos serviços comunitários no período de 2008 a 2012 face a disponibilidade dos dados da APAC a partir de 2008. Em relação as internações, em todos os anos o sexo masculino superou aquelas do sexo feminino. Maior frequência na faixa etária entre 15 e 19 anos. A média de dias de internação foi menor entre 2008 e 2012 (10,1 ± 10,7 o mínimo 0 e o máximo 45), comparada com (18,4 ± 12,1 mínimo 0 e o máximo 45) entre 1999 e 2007. Reduziu-se também no segundo período as internações de casos antigos. Na comparação entre as taxas de hospitalizações e os atendimentos comunitários (2008 a 2012) houve aumento na taxa de internação hospitalar (10,6 para 39,9 por 100.00 hab.) e redução nas taxas dos atendimentos comunitários (274,3 para 267,7 por 100.00 hab. Em ambos, observou-se predomínio dos homens em relação as mulheres, faixa etária de 15 a 19 anos, residentes no interior do estado. Diferença quanto o perfil nosológico, nas hospitalizações as causas mais frequentes foram: esquizofrenia, uso de substâncias, transtorno de humor, retardo mental e transtornos mentais orgânicos.Nos atendimentos comunitários: retardo mental, esquizofrenia, transtornos emocionais e comportamentais, uso de substâncias e transtornos do desenvolvimento. Nas hospitalizações as instituições foram prioritariamente filantrópicas e privadas (99,8%) enquanto que nos atendimentos comunitários majoritariamente públicas (92,5%). Em relação ao caráter do atendimento, as urgências e emergências corresponderam a 100% nas hospitalizações, nos atendimentos comunitários, o tratamento de continuidade correspondeu a 60,9%. Concluiu-se que embora os serviços comunitários existentes no estado, não tenham influenciado para redução das taxas de internações psiquiátricas de crianças e adolescentes no período estudado, percebeu-se que houve ampliação da assistência em saúde mental. Compreende-se, que para a efetiva redução das internações psiquiátricas seria necessário a implementação da descentralização e territorialização dos serviços, principalmente a implantação de CAPSi, a fim de que as crianças e adolescentes pudessem dispor de atendimentos comunitários próximos as suas residências.
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Saúde mental e conjugalidade de mulheres primíparas: adaptação de um programa de intervenção direcionado à transição para a parentalidade

Oliveira, João Marcos de 03 April 2018 (has links)
Submitted by João Marcos de Oliveira (joaomarcosdeoliveira@gmail.com) on 2018-07-30T22:59:58Z No. of bitstreams: 1 Tese - João Marcos de Oliveira.pdf: 1871133 bytes, checksum: e4433e90484548dc6955876820aca98b (MD5) / Approved for entry into archive by Rosevânia Machado (rosevaniamachado.s@gmail.com) on 2018-07-31T13:11:07Z (GMT) No. of bitstreams: 1 Tese - João Marcos de Oliveira.pdf: 1871133 bytes, checksum: e4433e90484548dc6955876820aca98b (MD5) / Made available in DSpace on 2018-07-31T13:11:07Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Tese - João Marcos de Oliveira.pdf: 1871133 bytes, checksum: e4433e90484548dc6955876820aca98b (MD5) / CNPq / A transição para a parentalidade é um período desenvolvimental, com mudanças graduais e progressivas relacionadas ao estabelecimento das relações afetivas e de cuidado entre mães, pais e seus filhos. O presente estudo teve como objetivo avaliar as relações entre a saúde mental da mulher e a conjugalidade durante a transição para a parentalidade e os efeitos de um programa de intervenção domiciliar sobre esses dois fatores. A saúde mental materna foi avaliada pelos sintomas de transtornos mentais comuns e de depressão. A conjugalidade foi avaliada em duas dimensões: o ajustamento diádico e a comunicação do casal. Os objetivos da pesquisa foram alcançados por meio de dois estudos. O Estudo I avaliou as relações entre a saúde mental da mulher e a conjugalidade durante a transição para a parentalidade por meio de um delineamento correlacional. Participaram do Estudo I, 50 mulheres primíparas, acompanhadas em maternidades públicas ou Unidades de Saúde da Família da cidade de Salvador, que coabitavam com o genitor do bebê e que estavam no segundo ou terceiro trimestre de gestação do primeiro filho do companheiro atual. Os instrumentos utilizados foram o Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20) e o Inventário Beck de Depressão (BDI) para a avaliação da saúde mental, e a Escala de Ajustamento Diádico (EAD) para a avaliação da conjugalidade. O Estudo II testou os efeitos de um programa de intervenção domiciliar sobre a saúde mental da mulher e a conjugalidade com um delineamento experimental de caso único do tipo AB, com medidas repetidas. Participaram deste estudo uma das mães que integrou a amostra do Estudo I e o pai do seu bebê. A coleta de dados teve início no segundo mês do bebê e foi finalizada aos sete meses. Além dos instrumentos do Estudo I respondidos no pré-teste e no follow-up, foram realizadas seis visitas domiciliares de avaliação divididas entre o pré e pós-teste, com intervalos aproximados de duas semanas. Em cada uma das visitas de avaliação, foi realizada a Observação da Interação do Casal para avaliar a comunicação do casal, considerada uma dimensão da conjugalidade. Cada observação teve duração aproximada de 10 minutos. Entre as avaliações pré e pós-teste, foram conduzidas seis visitas domiciliares para a realização do programa de intervenção Bases da Família. No Estudo I, análises correlacionais e regressões múltiplas revelaram que tanto os sintomas de transtornos mentais comuns quanto os sintomas de depressão estão relacionados a menor qualidade do ajustamento diádico em mulheres, durante a transição para a parentalidade. Também se destacou o poder preditivo do tempo de relacionamento do casal, junto aos transtornos mentais comuns, na explicação do ajustamento diádico. O Estudo II não revelou efeitos substanciais do programa Bases da Família. Houve apenas o aumento da frequência de discussão positiva e a redução da frequência da recusa de atenção do pai, do pré para o pós-teste. Constatou-se ainda o aumento do escore de satisfação diádica autorrelatada pela mãe. A ausência de efeitos sobre a saúde mental materna, sobre as demais dimensões do ajustamento diádico e sobre a comunicação materna indica que o formato e os conteúdos abordados pela intervenção não foram adequados para promover esses fatores. Isso pode ter ocorrido, pelo menos em parte, devido ao potencial de influência dos sintomas de depressão e transtornos mentais comuns da mãe sobre os demais domínios da transição para a parentalidade. / Transition to parenthood is a developmental period, with gradual and progressive changes related to the establishment of affective and caring relationships between mothers, fathers and their children. The present study aimed to evaluate the relationship between women’s mental health and conjugality during a transition to parenthood and the effects of a home care program on these two factors. Maternal mental health was assessed by the symptoms of common mental disorders and depression. Conjugality was evaluated in two dimensions: dyadic adjustment and couple's communication. Research goals were achieved through two studies. Study I assessed the relationship between women's mental health and conjugality during transition to parenthood through a correlational design. Participated in this study 50 primiparous women, accompanied in public maternities or Family Health Units of the City of Salvador, who cohabited with the baby's parent and that were in the second or third trimester of gestation of the first child of the current companion. The instruments used were the Self-Report Questionnaire (SRQ-20) and the Beck Depression Inventory (BDI) for mental health assessment, and a Dyadic Adjustment Scale (EAD) for conjugality assessment. Study II tested the effects of a home care program on women's mental health and conjugality with a single-case experimental design, AB-type, with repeated-measures. This study included one of the mothers from Study I and the father of their baby. Data collection began in the second month of the baby and was completed at seven months. In addition to the instruments of the study I answered at the pre-test and follow-up, six home visits of evaluation were made between the pre- and post-test, with intervals of approximately two weeks. In each of the evaluation visits, a Couple's Interaction Observation was made to evaluate couple's communication, considered a dimension of conjugality. Each observation lasted approximately 10 minutes. Between pre- and post-test evaluations, six home visits were conducted to carry out the Family Foundations program. In Study I, correlational analyzes and multiple regressions revealed that both symptoms of common mental disorders and symptoms of depression are related to lower quality of dyadic adjustment in women during the transition to parenthood. It also standed out the predictive power of couple's relationship duration, along with common mental disorders, in explaining dyadic adjustment. Study II did not reveal substantial effects of the Family Foundations program. There was only an increase in the frequency of positive discussion and a reduction in the frequency of father’s attention refusal, from pre- to post-test. It was also observed an increase in the self-reported dyadic satisfaction scored by the mother. The absence of effects on maternal mental health, on dimensions of dyadic adjustment, and on maternal communication indicates that format and contents addressed by the intervention were not adequate for these factor’s promotion. This may have occurred, at least in part, due to the potential influence of mother's depression symptoms and common mental disorders on other domains of transition to parenthood.
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Artifícios, narrativas e bricolagens : efetu(ações) na clínica do oficinar

Cunha, Daniel Delvano Silva 12 May 2015 (has links)
Made available in DSpace on 2016-08-29T14:09:56Z (GMT). No. of bitstreams: 1 tese_9150_Daniel Delvano.pdf: 6252105 bytes, checksum: 897f69f078f3779f80df50ff464d9d38 (MD5) Previous issue date: 2015-05-12 / Este trabalho objetiva cartografar os efeitos de oficinas realizadas nas áreas da saúde mental, assistência social e arte-cultura. Entende-se o Oficinar como um dispositivo terapêutico e são pontuados, oportunamente, alguns modos, apostas e princípios referentes, modulações e experimentos que foram propostos desde o ano de 2006. Investiga-se as oficinas como um artifício na e da clínica a partir de uma perspectiva crítica dos processos e das relações que atravessam os jogos no Oficinar. O trabalho está dividido em três planos narrativos, possibilitando leituras independentes, muito embora elas se conectem em alguns encontros ao longo das explanações. O primeiro Narrativas Híbridas, traz uma descrição dos personagens conceituais Pedro Malasartes e Sebasthian Rodrigues. Ambos vivem e contam as histórias vivenciadas pelo autor por meio de cartas, fotos, poesias, músicas e relatos os efeitos possíveis nos processos e vivenciados em oficinas ocorridas num abrigo de população em situação de rua e numa ONG de educação não-formal. O segundo, Viagens no Recife, é um relato da experiência de imersão durante 30 dias na rede de atenção psicossocial (RAPS) do Recife pelo projeto Percursos formativos na RAPS: Intercâmbio entre experiências e supervisão clínico-institucional, do Ministério da saúde. Com a temática associada às demandas relacionadas ao álcool e a outras drogas, este plano traz algumas análises e problematizações no campo de atuação e de pesquisa-intervenção entre a RAPS do Recife e a RAPS de Vila Velha. No último, A Roda, enfatiza-se um ethos peculiar ao fazer alusão à roda de capoeira e à sua musicalidade e às linhas de subjetivações, o corpo no jogo desenvolvido no Oficinar a fim de mapear os elementos que compõem o que chamamos de O Oficinar numa ética da Vadiação, bem como traz narrativas do Oficinar num CAPS transtorno e num CAPS álcool e outras drogas. Ao final, Sebasthian traz fragmentos teóricos por uma Terapia Ocupacional tramada com as ferramentas conceituais da esquizoanálise. / The purpose of this paper was to map the effects of workshops related to mental health, social welfare and art/culture. Workshopping is understood as a therapeutic tool and some approaches, proposals and related principles, modifications and experiments proposed since 2006 were duly assessed. Workshopping was investigated as an instrument of and in clinics, from a critical perspective of the processes and relations underlying the workshop games. The study is divided into three narrative planes, which allow independent reading, but are linked by several interfaces along the explanations. The first plane, "Hybrid Narratives", provides a description of the conceptual characters Peter Malasartes and Sebasthian Rodrigues. Both tell experiences and stories by means of letters, pictures, poems, songs, and reports, expressing possible effects of processes and experiences in workshops in a homeless shelter and in a NGO for non-formal education. The second, the "Journey in Recife," is an account of an immersive experience of 30 days in the psychosocial care network (RAPS) of Recife/Pernambucco, in the framework of the Project “Training pathways in RAPS: interchange between experience and clinical-institutional supervision”, of the Ministry of Health. As the subject is associated with demands related to alcohol and other drugs, this plane presents some analyses and problem statements in the field of intervention measures and research, focused on the RAPS Recife/Pernambucco and RAPS Vila Velha/Espirito Santo. Finally, in "The Circle", a peculiar ethnic element is addressed, which is the capoeira circle with its musicality and lines of subjectivation, emphasizing the body in games developed in workshops, to map the elements of what we call " Workshopping in an ethic of idleness". In narrative descriptions, workshops at a "Psychosocial Care Center (CAPS) for mental disorder" and a CAPS for alcohol and other drugs are highlighted. At the end, Sebasthian adds theoretical fragments of an Occupational Therapy plotted with conceptual tools of schizoanalysis.
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Co-gestão : um modelo de administração de serviços públicos de saúde - a experiência da regionalização e hierarquização da assistência psiquiátrica no município do Rio de Janeiro

Paulo Cesar Geraldes 29 July 1990 (has links)
O autor expõe em sua dissertação o modelo administrativo de serviços públicos de saúde chamados de co-gestão, implantado em 1980 nos hospitais pertencentes ao Ministério da Saúde. Após breve introdução e histórico sobre a questão da saúde, especificamente a da saúde mental, focaliza o processo de co-gestão e suas consequências, usando como modelo o Hospital Pinel, que a época era dirigido pelo autor. Para tanto avalia os aspectos relativos à investigação operacional e assistencial, aos recursos humanos, e a assistência à saúde mental tanto sob o prisma qualitativo quanto quantitativo. Refere-se finalmente ao que considera o produto mais importante advindo da implantação do sistema de co-gestão que foi a experiência de regionalização e hierarquização da assistência psiquiátrica no município do Rio de Janeiro, iniciada em 1983. Após demonstrar que através do sistema de co-gestão foi possível organizar a assistência à saúde mental no município do Rio de Janeiro, conclui propondo que o mesmo modelo administrativo seja seguido para a organização global do sistema saúde.
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Ações em saúde mental na Atenção Básica em Saúde: manobras de conhecimento e negociação de sentidos / Actions in mental health in Primary Care: knowledge maneuvers and meaning negotiations

Elaine Teixeira Rabello 16 April 2014 (has links)
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior / O objetivo do estudo foi compreender como as demandas em saúde mental na atenção básica estão sendo identificadas e encaminhadas pelos profissionais envolvidos nas equipes de saúde da família no município do Rio de Janeiro. Especificamente, buscamos compreender como estes profissionais, em uma equipe multidisciplinar, agem no cotidiano da atenção considerando a fluidez nos conceitos de bem-estar / mal-estar mental e como eles lidam com sinais e sintomas que não se resumem a quadros fisiológicos, mas estão estreitamente relacionados às questões sociais e territoriais. Em entrevistas em grupo com cinco equipes, identificou-se mecanismos de diagnóstico operados por estes profissionais para negociar o enquadramento da demanda como mental e, então, escolher e oferecer encaminhamento a esta. Foram tomados como referenciais de análise e discussão os conceitos de nominalismo dinâmico e looping effect, de Ian Hacking, e os conceitos de enactment e lógica do cuidado, de Annemarie Mol. Diante das considerações, percebeu-se que as noções sobre saúde mental nesta esfera de atenção vão sendo negociadas a partir da mobilização de conhecimentos não oficiais, porém já circulantes, entre os profissionais da equipe. Os profissionais operam manobras de conhecimento de acordo com o acervo teórico/prático e de experiência pessoal, sempre de alguma forma referendado ou muitas vezes "traduzido" pelo escopo da biomedicina. Consequentemente, as ações engendradas tem como base um padrão classificatório e biomédico, ainda que adaptado às singularidades locais e às formas de cuidado possíveis para cada equipe. Tais dados sinalizam que, mesmo supostamente humanizada, interdisciplinar, territorializada e menos medicalizada, as ações na atenção básica, no que se referem à saúde mental, se balizam pelo paradigma do conhecimento científico biomédico. Este é visto ainda como referência para os profissionais e é necessário para explicar e atuar sobre os diversos tipos de demanda. / The aim of the study was to understand how the mental health demands in primary care attention are being identified and managed by family health team professionals in the city of Rio de Janeiro. Specifically, we were wanted to understand how these professionals, in a multidisciplinary team, act in daily attention considering the fluidity in concepts of mental welfare / mental malaise and how they deal with signs and symptoms that are not limited to physiological frameworks and are also closely related to social and territorial issues. In group interviews with five teams, we identified some diagnostic mechanisms operated by these professionals to negotiate the framework of a demand as mental and, then, choose and offer referral to this. Ian Hackings concepts of dynamic nominalism and looping effect and Annemarie Mols concepts of enactment and logic of care were taken as benchmarks for analysis and discussion. Given the considerations, we found out that the notions about mental health in this sphere attention are traded by the mobilization of knowledge that are unofficial but already circulate among the professional team. Professionals operate manoeuvres of knowledge in accordance with the theoretical/practical and personal experience acquired, always in some way endorsed by or often "translated" to the scope of biomedicine. Consequently, the actions engendered are based on a classification and biomedical standard, albeit adapted to local peculiarities and forms of care that are possible for each team. These data indicate that even supposedly humane, interdisciplinary, territorialized and less medicalized actions for mental health in primary care are delineated by the biomedical paradigm of scientific knowledge. This is still seen as a reference for professionals and is necessary to explain and act on the various types of demand.

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