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Acompanhamento terapêutico como dispositivo da reforma psiquiátrica : considerações sobre o settingCabral, Károl Veiga January 2005 (has links)
Este trabalho estuda uma modalidade de atenção em saúde denominada acompanhamento terapêutico, que é importante ferramenta para o tratamento de sujeitos psicóticos e útil para a Reforma Psiquiátrica. Estuda-se o setting do AT, a fim de estabelecer uma relação possível entre os conceitos psicanalíticos e as singularidades que esta modalidade propõe, problematizando-as através dos seguintes conceitos: dispositivo, acaso/acontecimento e cidade. Busca-se algumas respostas às seguintes questões: Como se estabelece uma relação que propicie o surgimento de um encontro entre acompanhante e acompanhado? No acompanhamento terapêutico como poderíamos pensar um início de tratamento? O que de fato ocorre ou precisa acontecer? O que significa isto do ponto de vista da psicanálise e considerando que estamos trabalhando com sujeitos psicóticos? Qual o espaço de trabalho, ou melhor dizendo, o setting do AT? Que conceitos estão em jogo nesse setting. Podemos nos apoiar nas descobertas freudianas ainda que o setting seja sabidamente diferente? Que problemas isso acarreta desde o ponto de vista técnico? A metodologia é o estudo de caso único. Utiliza-se como fonte os registros de um atendimento, entrevistas e o material escrito produzido pelo próprio sujeito acompanhado. Escolheu-se cenas ilustrativas do caso atendido vinculando-as à teorização apresentada. Entende-se o acompanhamento terapêutico como importante dispositivo clínico e político do processo da Reforma Psiquiátrica. O acompanhante terapêutico é um agente que transita entre os espaços de tratamento (o dentro) e os demais espaços sociais (o fora) com uma visão desinstitucionalizante e com o objetivo de auxiliar os sujeitos a ressignificarem seu lugar social.
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A (in)visibilidade da violência contra as mulheres na saúde mentalMedeiros, Mariana Pedrosa de 03 August 2016 (has links)
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultura, 2016. / Texto liberado parcialmente pelo autor. Conteúdo restrito: Artigos 1, 2 e 3. / Submitted by Fernanda Percia França (fernandafranca@bce.unb.br) on 2016-12-19T14:08:38Z
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2016_MarianaPedrosadeMedeiros_Parcial.pdf: 495383 bytes, checksum: 5204d056187731973e58a2c201a21257 (MD5) / A presente dissertação se propõe a discutir a visibilidade da violência contra as mulheres na saúde mental. Ela está constituída por três artigos, os quais foram resultantes de duas etapas distintas da pesquisa. O primeiro teve como escopo analisar as políticas públicas desenvolvidas para as mulheres e aquelas resultantes da Reforma Psiquiátrica, marcadas pelas conferências em saúde mental. Para isto, analisou-se os três Planos Nacionais de Políticas para as Mulheres e as quatro Conferências Nacionais de Saúde Mental. A análise demonstrou que o diálogo é incipiente e a violência de gênero não tem sido tratada claramente como um fator de risco para a saúde mental. O segundo artigo teve como objetivo fazer um levantamento acerca da percepção, crenças e conhecimentos sobre a violência contra as mulheres e as políticas públicas relativas a este tema em profissionais de saúde de um Centro de Atenção Psicossocial II (CAPS II). Foram realizadas doze entrevistas com estes profissionais e, a partir da análise das entrevistas, cinco eixos temáticos foram criados. O que se observou é que, de modo geral, os profissionais apresentaram dificuldades para lidar com o tema, principalmente no que diz respeito ao encaminhamento e à notificação da violência. A invisibilidade da violência se dá na falta de uma atuação baseada em conhecimentos teóricos-práticos e no desinteresse dos profissionais em buscar formas mais eficazes de lidar com o problema. O terceiro artigo buscou relatar como a experiência de um grupo de mulheres realizado em um CAPS II teve um impacto importante na vida das participantes. Assim, revela como o atendimento em grupos com escuta de gênero pode ser uma importante ferramenta de atuação em saúde mental com mulheres vítimas de violência. Esta dissertação conclui, portanto, que há uma lacuna entre as políticas públicas e a prática dos serviços de saúde mental em relação à demanda da violência contra as mulheres. / As the presentation of a research developed in two different phases, this dissertation is formed by three articles and its purpose is discuss the visibility of the relationship between violence against women and mental health. The first one analyzes public policies: the ones that are addressed to women and the ones created as result of the Psychiatric Reform, marked by the mental health conferences. Therefore, three National Plans of Policies for Women and four National Mental Health Conferences were analyzed. The analysis showed that the dialogue between those public policies are incipient, and gender violence has not been treated as a risk factor for mental health. The second article aimed to analyze the perception, believes and knowledge the health professionals who work in a Center of Psychosocial Attention II (CAPS II) about violence against women and public policies about this matter. Twelve professionals were interviewed and, from the analysis of the answers, five themes were proposed. Generally, the professionals had difficulties to deal with those themes, especially the ones about how to address and notify the violence. The invisibility of violence can be seen as result of a practice that is not based in the theoretical and practical knowledge and in the lack of interest in finding better ways to deal with the matter. The third article aimed to report the experience of a women’s group and the great impact of the group's activities in the participants lives. So, it shows that therapeutic groups, with a gender bias, could be an important tool to provide care of women’s victims of violence. This dissertation concludes that there is a lack between public policies and the practice in mental health care services associated with violence against women’s demands.
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Mães ofensoras : loucas? más? uma releitura de gêneroSilva, Aline Xavier da 02 August 2016 (has links)
Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Programa de Pós-Graduação em Psicologia Clínica e Cultura, 2016. / Texto liberado parcialmente pelo autor. Conteúdo restrito: Capítulos 1, 2 e 3. / Submitted by Fernanda Percia França (fernandafranca@bce.unb.br) on 2016-12-20T10:42:56Z
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2016_AlineXavierdaSilva_Parcial.pdf: 266985 bytes, checksum: b2490e342cae74a00da56ddfb85b93a7 (MD5) / A presente dissertação se propõe a discutir o fenômeno da violência perpetrada contra crianças por suas mães, pela compreensão dos estudos de gênero. Três artigos a constituem. O primeiro tem como propósito fazer uma revisão bibliográfica sobre a história das maternidades, a ocorrência da violência contra a criança e os estudos de gênero, apontando para a maternidade, como compreendida atualmente, tendo sido construída em um processo sócio histórico. Essa visão idealizada do amor materno pode influenciar a saúde mental de mulheres e aumentar a probabilidade de uma dinâmica violenta contra a criança. O segundo artigo objetiva mostrar como o Sistema de Garantia de Direitos baseia seus atos em um conhecimento ideológico de uma maternidade idealizada, prescrevendo como mulheres devem agir para serem consideradas boas mães, ou ao menos, mães que não são negligentes. A pesquisa foi feita em duas etapas distintas: quantitativa, apontando a incidência de diferentes tipos de violência, o sexo do agressor, as instituições que denunciaram e os profissionais denunciantes. A segunda etapa, qualitativa, mostrando como estes profissionais compreendem as mães que agridem física e psicologicamente, além das que se omitem quanto aos atos protetivos com os filhos. O último capítulo da presente dissertação objetiva compreender o discurso dessas mulheres sob o olhar de gênero. Para tal, quatro entrevistas foram realizadas e o método de análise escolhido foi a análise de conteúdo. Faz-se mister pontuar que são mulheres que encontram seus próprios direitos sociais negligenciados, o que pode contribuir como fator que influencia no comportamento violento. / This dissertation propounds to discuss the phenomenon of violence perpetrated against children by their mothers through the comprehension of gender studies. Three articles constitute it. The first one has the goal of review the bibliography about the history of motherhood, the occurrence of violence against children and gender studies, pointing how maternity, as it is comprehended nowadays, was built in a socio historical context. This comprehension of motherhood through idealization, can influenciate women´s mental health and rise the probability of a violent context for children. The second article intent to show how Children´s Rights System base their acts in the ideological knowledge of the idealizated motherhood, prescriting how women shoud behave to be considered a good mother, or at least, a non negctful one. The survey was done in two different steps: quantitative, pointing the incidence of different types of violence, the offender’s gender, the institutions that had denunciated, and the professionals that had elaborated the documents. The second step, qualitative, shows how professionals comprehends mothers who physically and psychologically offend, including with the omission of protective acts to their children. The last chapter of this dissertation aimed in understand those women´s speeches, through gender´s studies conceptions. Four interviews were done and content analyzes was the chosen method. It was remarkable that those women´s acts shows how themselves also are neglected by the State, the fathers and the origin families with their social rights and this seems to be one of the features that influentiates the violent behavior.
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Escuta clínica do trabalho e (re)significação do sofrimento de professoras readaptadasAmaral, Graziele Alves 05 April 2018 (has links)
Tese (doutorado)—Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia, Programa de Pós-graduação em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações, 2018. / Submitted by Fabiana Santos (fabianacamargo@bce.unb.br) on 2018-09-06T20:45:57Z
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Previous issue date: 2018-09-06 / A presente pesquisa tem como objeto a significação do sofrimento por meio da análise da mobilização subjetiva de professores readaptados, com base no referencial teórico e metodológico da Psicodinâmica do Trabalho. Os estudos em clínica do trabalho, realizados desde a década de 1990 no Brasil, têm enfocado a mobilização subjetiva ou a (re)significação do sofrimento com trabalhadores em situação de “normalidade” e não em adoecimento afastados do trabalho. Define-se mobilização subjetiva como um processo intersubjetivo que se caracteriza pelo engajamento da subjetividade do trabalhador e pelo espaço público de discussões sobre o trabalho, passando pela dinâmica contribuição-retribuição simbólica e pela cooperação. Por meio de uma operação simbólica que leva ao resgate do sentido do trabalho, a mobilização subjetiva possibilita a transformação do sofrimento e, assim, a vivência de prazer no trabalho. A readaptação profissional é um dispositivo do poder público que se destina a servidores que adoeceram e cujo adoecimento levou a limitações laborais. O processo de readaptação envolve o afastamento do trabalho e a reinserção laboral, por meio do qual os trabalhadores são realocados em cargos com atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação física ou psíquica que tenham sofrido. A escuta clínica do sofrimento é usada na clínica do trabalho. Ao privilegiar a fala num espaço de escuta, coloca a palavra em ação e abre uma possibilidade de repensar as dimensões visíveis e invisíveis da organização do trabalho e dos laços sociais construídos na relação dos sujeitos com o real do trabalho. Nessa pesquisa, os dispositivos utilizados foram: análise da demanda, transferência e interpretação. Isto posto, partiu-se da tese de que a aplicação dos dispositivos da escuta clínica do sofrimento no trabalho poderia produzir efeitos nos modos de mobilização subjetiva em um grupo de professores readaptados. Como objetivo da pesquisa, pretendeu-se analisar os modos de significação do sofrimento por meio da análise dos efeitos dos dispositivos de escuta clínica do sofrimento no trabalho sobre a mobilização subjetiva de professores readaptados. Foi utilizado o método da clínica do trabalho. Os participantes dessa pesquisa foram professoras readaptadas da rede pública de ensino do Distrito Federal, que participavam da clínica do trabalho oferecida pelo Sindicato dos Professores (SinPro/DF). Foram realizadas 22 sessões das quais participaram de duas a sete professoras. As sessões foram conduzidas por duas clínicas-pesquisadoras, com duração média de uma hora e meia cada. As supervisões clínicas semanais aconteceram com o coletivo de pesquisadores, composto pelas duas clínicas-pesquisadoras, a supervisora e alunos do Laboratório de Psicodinâmica e Clínica do Trabalho/UnB. Ao longo do processo clínico, foram utilizados quatro instrumentos: a gravação em áudio das sessões, o memorial e o diário de campo e o registro da supervisão. Os dados compostos por sessões transcritas, memoriais, diários de campo e registros das supervisões foram analisados seguindo a técnica Análise Clínica do Trabalho em suas três etapas: Análise dos Dispositivos Clínicos, Análise da Psicodinâmica do Trabalho e Análise da Mobilização do Coletivo de Trabalho. A partir da clínica do trabalho realizada, pôde-se observar um reposicionamento subjetivo dos sujeitos, que passaram a se sentir mais fortalecidas para lidar com o sofrimento do adoecimento e da readaptação, já que a clínica permitiu que se desapegassem das ilusões missionárias sobre seu trabalho e construíssem uma narrativa mais autônoma. Mas a mobilização subjetiva, como um processo de resgate do sentido e do prazer no trabalho, não foi possível de ser alcançada na clínica. Esse resultado não se deve ao uso inadequado dos dispositivos clínicos, mas ao fato de o trabalho na readaptação se constituir em um trabalho morto, inclusive no sentido de contribuir para o isolamento e a exclusão dessas profissionais, levando ao desmoronamento dos laços sociais e à impossibilidade de uma mobilização coletiva potente o suficiente para mudar as questões estruturais desse não-trabalho a que estão submetidas. Apesar de defender a impossibilidade de mobilização subjetiva em um trabalho morto, a grande contribuição da clínica do trabalho realizada foi no sentido de demonstrar a potência política da clínica do trabalho a partir de novos destinos que as professoras adoecidas puderam dar ao sofrimento. / This research studies the meaning of suffering through the analysis of the subjective mobilization of readapted teachers, based on the theoretical and methodological reference of the Work Psychodynamics. The studies in clinic of work conducted since the 1990s in Brazil have focused the subjective mobilization or the (re)signification of suffering with workers in a situation of "normality" and not in illness away from work. Subjective mobilization is defined as an intersubjective process characterized by the engagement of worker subjectivity and the public space of discussions about work, further the dynamic symbolic contribution-retribution and cooperation. Through a symbolic operation that leads to the rescue of the signification of work, subjective mobilization enables the transformation of suffering and, thus, the experience of pleasure at work. Professional readaptation is a device of the public power that is destined to servers that became ill and which illness led to labor limitations. The process of readaptation involves the withdrawal of work and the reintegration to work by the readaptation, whereby workers are relocated to positions with compatible attributions and responsibilities with the physical or psychological limitation they have suffered. The clinical listening of the suffering is used in the clinic of work. By privileging speaking in a listening space, it puts the word into action and opens up the possibility to rethink the visible and invisible dimensions of work organization and the social bonds built in the relationship of the subjects with the real work. In this research, the devices used were: analysis of the demand, transfer and interpretation. This is based on the thesis that the application of the devices of clinical listening of suffering at work could produce effects on the modes of subjective mobilization in a group of teachers who have been readapted. The objective of this research was to analyze the modes of signification of the suffering throught the analysis of the effects of the devices in clinical listening of the suffering at work on the subjective mobilization of readapted teachers. The clinic of work method was used. The participants of this research were readapted teachers from the public school system of the Federal District, who participated of the clinic of work offered by the Teachers' Syndicate (SinPro / DF). Twenty-two sessions were held in which two to seven teachers have participated. The sessions were conducted by two clinics-researchers, with an average duration of one and a half hour each. The weekly clinical supervisions have taken place with a group of researchers, composed of the two clinics-researchers, the supervisor and students of the Laboratory of Psychodynamics and Clinic of Work/UnB. Along the clinical process, four instruments were used: the audio recordings, the memorial, the field diary and the supervision notes. The data composed of transcribed sessions, memorials, field diarys and supervision notes, which were analyzed following the Work’s Clinical Analysis technique in its three steps: Analysis of Clinical Devices, Analysis of the Work Psychodynamics and Analysis of the Mobilization of the Collective of Work. From the clinic of work realized, it was possible to observe a subjective repositioning of the subjects, who felt to be more strengthened to deal with the suffering of illness and readaptation, since the clinic allowed them to detach of the missionary illusions about their work and to construct a more autonomous narrative. But the subjective mobilization, as a process of recovery of signification and pleasure at work, could not be achieved in the clinic. This result is not due to the inadequate use of clinical devices, but to the fact that work on readaptation constitutes a dead work, even in the sense of contributing to the isolation and exclusion of these professionals, leading to the collapse of social ties and the impossibility of a collective mobilization powerful enough to change the structural issues of this non-work to which they are subjected. In spite of defending the impossibility of subjective mobilization in a dead work, the great contribution of the clinic of the work accomplished was in the sense of demonstrating the political power of the clinic of work from the new destinations that the sick teachers could give to the suffering. / El presente estudio tiene como objetivo la significación del sufrimiento por medio del análisis de la movilización subjetiva de profesores reubicados a partir del marco teórico y metodológico de la Psicodinámica del Trabajo. Los estudios en clínica del trabajo realizados desde la década de 1990 en Brasil han enfocado la movilización subjetiva o la (re)significación del sufrimiento con trabajadores en situaciones de “normalidad” y no en licencias por enfermedades del trabajo. La movilización subjetiva se define como un proceso intersubjetivo que se caracteriza por el compromiso de la subjetividad del trabajador y por el espacio público de discusión sobre el trabajo, pasando por la dinámica contribución-retribución simbólica y la cooperación. Por medio de una operación simbólica que lleva al rescate del sentido del trabajo, la movilización subjetiva posibilita la transformación del sufrimiento y así, la vivencia de placer en el trabajo. La reubicación profesional es un dispositivo del poder público que se destina a funcionarios que enfermaron y cuja enfermedad llevó a limitaciones laborales. El proceso de reubicación envuelve licencias de trabajo y la reinserción laboral, por medio del cual los trabajadores son reubicados en cargos con atribuciones y responsabilidades compatibles con la limitación física o psíquica que tengan sufrido. El escucha clínica del sufrimiento es usado en la clínica del trabajo. Al privilegiar el habla en un espacio de escucha, coloca la palabra en acción y abre posibilidades de repensar las dimensiones visibles e invisibles de la organización del trabajo y de los lazos sociales construidos en la relación de los sujetos con lo real del trabajo. En esta investigación, los dispositivos usados fueron: análisis de la demanda, transferencia e interpretación. A partir de lo expuesto, se defiende la tesis de que la aplicación de los dispositivos de escucha clínica del sufrimiento en el trabajo produce efectos en los modos de movilización subjetiva en un grupo de profesores reubicados. El objetivo de la investigación fue analizar los modos de significación de sufrimiento, por medio del análisis de los efectos de los dispositivos de escucha clínica del sufrimiento en el trabajo sobre la movilización subjetiva de los profesores reubicados. Fue utilizado el método de la clínica del trabajo. Los participantes de la investigación fueron profesores reubicados de la red pública de enseñanza del Distrito Federal, que participaban de la clínica del trabajo ofrecida por el Sindicato de los Profesores (SinPro/DF). Fueron realizadas 22 sesiones, en las cuales participaron de dos a siete profesoras. Las sesiones fueron conducidas por dos clínicas-investigadoras, con duración de una hora y media cada. Las supervisiones clínicas sucedieron con el colectivo de investigadores, compuesto por las dos clínicas-investigadores, la supervisora y alumnos del Laboratorio de Psicodinámica y Clínica del Trabajo/UnB. Durante el proceso clínico, fueron utilizados cuatro instrumentos: grabación, memorial, diario de campo y registro de las supervisiones. Los datos, compuestos por sesiones transcriptas, memoriales, diarios de campo y registros de las supervisiones, fueron analizados siguiendo la técnica Análisis Clínica del Trabajo en sus tres etapas: Análisis de los Dispositivos Clínicos, Análisis de la Psicodinámica del Trabajo y Análisis de la Movilización del Colectivo del Trabajo. A partir de la clínica del trabajo realizada, se pudo observar un reposicionamiento subjetivo de los sujetos, que pasaron a sentirse más fortalecidos para lidiar con el sufrimiento de la enfermedad y la readaptación, ya que la clínica permitió que se desapeguen de las ilusiones misionarias sobre su trabajo y construyan una narrativa más autónoma. Sin embargo, la movilización subjetiva como un proceso de rescate del sentido y placer en el trabajo, no fue posible de ser alcanzada en la clínica. Ese resultado no se debe al uso inadecuado de los dispositivos clínicos, y si al hecho de que el trabajo en la reubicación se constituye como un trabajo muerto, inclusive en el sentido de contribuir para la exclusión de esas profesionales. De esa forma, lleva al desmoronamiento de los lazos sociales y a la imposibilidad de una movilización colectiva potente lo suficiente para cambiar las cuestiones estructurales de ese no-trabajo a las que están sometidas. A pesar de defender la imposibilidad de la movilización subjetiva en un trabajo muerto, la grande contribución de la clínica del trabajo realizada fue en el sentido de demonstrar la potencia política de la clínica del trabajo a partir de nuevos destinos que las profesoras pudieron dar al sufrimiento.
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Direito à saúde mental em ambientes de trabalho: um estudo sobre a proteção jurídica do trabalhadorD'Albuquerque, Teila Rocha Lins 19 February 2015 (has links)
Submitted by Jean Vagner Silva de Oliveira (jean.oliveira@ucsal.br) on 2016-10-06T17:45:42Z
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Previous issue date: 2015-02-19 / O trabalho tem como tema o direito à saúde mental do trabalhador, cujo debate
ocorrerá especialmente em torno da proteção concedida pelo ordenamento jurídico
pátrio aos trabalhadores que desenvolvem problemas psíquicos associados ao
trabalho. Como problemática central, questiona-se como o Direito protege os
trabalhadores que sofrem danos à integridade psíquica associados ao ambiente de
trabalho, sob a perspectiva das leis e do Tribunal Superior do Trabalho, em casos
concretos estudados. A pesquisa é de natureza qualitativa, bibliográfica e
documental. Inicialmente, buscou-se abordar o universo do trabalho e da saúde
mental. Em seguida, foi realizado um estudo sobre o ordenamento jurídico através
das leis, dos órgãos e dos operadores do direito que atuam nessa esfera. A
pesquisa documental realizou-se através de um estudo de casos múltiplos com a
análise de decisões judiciais extraídas do site do Tribunal Superior do Trabalho,
julgadas no ano de 2013, a partir da palavra “depressão”. A relevância social do
estudo se deve aos frequentes casos de transtornos mentais em trabalhadores que
associam seus problemas psíquicos ao trabalho, o que pode ser constatado pelo
crescente número de auxílios acidentários concedidos na Previdência Social, sendo
importante proceder à disseminação do conhecimento em torno da proteção jurídica
a que esses trabalhadores podem ter acesso. Igualmente, acredita-se que a
pesquisa é capaz de proporcionar conscientização acerca do tema, ainda carente de
preocupação das Empresas e objeto de estigma por parte da sociedade. Do
exposto, cumpre ressaltar que a contribuição teórica utilizada converge na
possibilidade de se ter íntima relação entre o trabalho e a saúde mental, o que
ocorre desde outrora, perdurando aos tempos atuais. A análise de decisões, por sua
vez, trouxe interessantes resultados, aquecendo o debate com a presença
considerável de bancários e operadores de Call Center como autores em
reclamações trabalhistas, além da verificação de demandas com resultados
favoráveis aos trabalhadores em virtude do reconhecimento do nexo causal entre o
trabalho e a doença mental desenvolvida. / The work has the right to its theme the mental health in the workplace, Which Will
Occur debate Especially on the statutory protection afforded to workers Estes. The
central issue we ask the the law has safeguarded the rights of workers using the
justice claim of mental disorders Arising from work. The inquiry is qualitative has the
bibliographical and documentary nature. Initially, we sought the theoretical framework
about the work and mental health universe. Subsequently, the law was approached
through the laws, organs and Legal professionals working in this sphere. In the desk
phase, there was the multiple cases study with analysis from Judgments of the
Labour Superior Court site, judged in 2013 from the word "depression".. The social
relevance of the study is due to the frequency of cases of mental disorders in
workers who associate the working environment for Their psychological problems,
Which can be verified by data from Social Security, it is important to proceed with the
dissemination of knowledge on the Legal protection que These workers have access.
Also, it is Believed que inquiry can Provide awareness on the subject, yet lacking in
concern for Enterprise and stigma object by society. From the above, it shouldnt be
Noted que the theoretical contribution used converges in The Possibility of having
close relationship between work and mental health, Which Occurs from Long Ago,
lasting to the present times. The analysis of Decisions in turn, expresso interesting
results, heating up the debate with Considerable presence of banking and call center
operators the authors in labor claims, in addition to verification demands with
Favorable results to workers due to the recognition of the causal link between work
and developed mental illness.
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Serviços Residenciais Terapêuticos: da privação à liberdade / Therapeutic Residential Services: from withdrawal to freedomAline Cristina Dadalte 03 March 2017 (has links)
Para as pessoas que passaram grande parte de suas vidas internadas nos hospitais psiquiátricos tradicionais, também denominados manicômios, e por direito receberam sua liberdade, era necessário o trabalho de Reabilitação Psicossocial, bem como um local na comunidade onde pudessem viver e participar da sociedade. Os Serviços Residenciais Terapêuticos (SRTs) surgiram no processo da desinstitucionalização, através das portarias nº 106/2000 e nº 1.220/2000, do Ministério da Saúde, que tratam da organização, funcionamento e financiamento desses Serviços cuja finalidade é (re)inserir essas pessoas na sociedade. Este estudo teve como objetivos, analisar 11 SRTs do estado de São Paulo, Brasil, a partir da portaria nº 106/2000 e do referencial teórico da Reabilitação Psicossocial; verificar as perspectivas que moradores e profissionais têm frente aos recursos que esses serviços oferecem; e produzir um documentário (disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=TDBOWM5qXNo&t=248s>) em vídeo sobre algumas memórias de vida desses moradores, com vistas a aproximar e desmistificar seu cotidiano, colaborando na desconstrução de preconceitos. Para isso, esses serviços foram visitados e um profissional de cada um deles respondeu a um questionário. Foram realizadas, ainda, entrevistas semiestruturadas com 31 moradores e cinco profissionais. As entrevistas foram gravadas e filmadas com uma câmera filmadora. Os resultados, analisados qualitativamente por meio da Análise do Conteúdo, mostram que, entre os serviços analisados, nove funcionam de forma semelhante entre si, promovendo a inclusão como parte do processo de reabilitação, porém, há ainda uma espécie de controle da autonomia dos moradores, relativizando suas liberdades. Tal relativização não deve ser vista apenas como negativa, haja vista que não há liberdade total na vida social, mas deve, sim, ser problematizada e refletida para que não se reproduza o modelo institucional clássico. Os serviços mostraram-se em acordo com as determinações da portaria. Apenas dois dos SRTs apresentaram organização e processos que se distinguiam em relação aos demais: um deles promove a autonomia de forma mais ampla; enquanto o outro ainda se situa no campo da integração, uma vez que seus moradores vivem em local distante da comunidade à qual apenas alguns têm acesso independente. Os profissionais, em sua maioria, mostraram-se inseridos no processo de reabilitação, e os moradores enfatizaram o quão melhor estão suas vidas fora das instituições. Foram evidentes o avanço e a melhoria das condições de vida dessas pessoas. No entanto, é preciso pensar formas de aprofundar a (re)inserção social, passando por melhorias nos processos de capacitação para o trabalho reabilitativo em equipe e maior envolvimento das comunidades e familiares / For those people who spent much of their lives in traditional psychiatric hospitals, also known as mental asylums, and who later were given back their right to freedom, there was a need for some work on Psychosocial Rehabilitation, as also a special dedicated place within the community where they could live and be part of society. The Therapeutic Residential Services (known as SRTs) arose within the process of deinstitutionalisation, through Rulings Nos. 106/2000 and 1,220/2000 of the Brazilian Ministry of Health, which address the issues of organisation, operation and financing of such Services, whose main aim is that of (re)inserting these people into society. The aim of this study was that of analysing 11 SRTs in the State of São Paulo, in the light of the terms of Ruling 106/2000 and based on the theoretical reference of Psychosocial Rehabilitation; check the prospects for residents and professional people, considering the resources that these services have to offer; and also produce a video documentary (available at: <https://www.youtube.com/watch?v=TDBOWM5qXNo&t=248s>) about some personal life memories of these residents, in order to shed light on their daily lives and bring them closer, thereby helping to deconstruct prejudice. For this purpose, these services were visited, and one professional from each such venue answered a questionnaire. In addition, semi-structured interviews were applied to 31 residents and five professionals. The interviews were recorded and filmed using a video camera. The results of this study, having been qualitatively analysed using the technique of Analysis of Thematic Content, show that, nine of the services analysed operate in essentially the same manner, promoting inclusion as a part of the rehabilitation process; however, there is some control over the residents\' Independence, meaning that their freedom is in fact only relative. This relativisation should not be seen only as a negative thing, as there is no total freedom in social living, but should instead be problematised and pondered over, so that the classical institutional model is not reproduced. These services showed themselves to be compliant with the terms set out in the Ruling. Only two of the SRTs had systems of organisation and processes which stood out from the others: one of them promoted wider autonomy; the other is still in the field of integration, with the residents living far from the community, to which only some have independent access. Most of the professional people showed themselves to be part in the rehabilitation process, and the residents have stressed just how much better their lives have become outside the institutions. The progress and improvement in the living conditions of these people have become evident. However, there is a need to think of ways to make the process of social (re)insertion deeper, including an improvement in the processes of qualification and training for rehabilitation work as a team, and also greater involvement of communities and of family members
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Saúde mental de trabalhadores em mineração subterrânea de carvãoJoaquim, Alice Constantino January 2017 (has links)
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (Mestrado Profissional) da Universidade do Extremo Sul Catarinense - UNESC, como requisito para a obtenção do título de Mestre em Saúde Coletiva. / Introdução. Trabalhadores em ocupações de risco estão sujeitos a depressão e ansiedade, exigindo recursos eficazes para enfrentamento do estresse ocupacional, que pode impactar na saúde mental em seu conceito mais amplo, envolvendo qualidade de vida cognitiva e emocional. Investigar esses aspectos se torna relevante, visando estabelecer estratégias abrangentes de promoção, prevenção e recuperação frente a essa carga de saúde e social frequentemente invisível e negligenciada. Objetivo. Investigar parâmetros de saúde mental em trabalhadores de mineração subterrânea de carvão buscando associação com o capital psicológico, aspectos ocupacionais, saúde física, estilo e qualidade de vida. Métodos. Estudo transversal, envolvendo 89 trabalhadores em uma mina de carvão no sul de Santa Catarina, avaliados quanto à prevalência de sintomas de depressão e ansiedade (Inventários de Depressão e Ansiedade de Beck), saúde física (autopercepção do estado de saúde, doenças crônicas e estado nutricional), estilo de vida (autorelato de consumo de álcool e tabagismo), qualidade de vida (WHOQOL-bref), qualidade do sono (Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh) e capital psicológico (PCQ-12). Características demográficas e ocupacionais foram obtidas a partir do cadastro dos trabalhadores e características econômicas pelo Critério de Classificação Econômica Brasil. Estudo aprovado pelo CEP/UNESC (parecer no. 1.785.746). Resultados. Com idade média de 32,9±6,3 anos, o predomínio de escolaridade dos trabalhadores foi equivalente ao ensino médio (60,7%), nível socioeconômico B (66,3%), tempo médio de empresa 4,1±2,5 anos, 53,9% locados à frente de serviço e 50,6% trabalhando em alternância de turnos. Houve baixa prevalência de depressão (3,39%), ansiedade leve ou moderada em 13%; autopercepção de estado de saúde boa/excelente (83,6%), sobrepeso ou obesidade em 65%, relato de consumo de álcool por 44%, tabagismo em 91,7%, boa qualidade de vida (escores maiores do que 60 em todos os dominios do WHOQOL-bref) e capital psicológico (escores superiores ao ponto médio da escala de respostas), além de má qualidade do sono em 68,7%. Foram observadas correlações inversas entre a ansiedade e a qualidade de vida/capital psicológico e entre a ansiedade e os construtos do PCQ-12 “autoeficácia e esperança”; correlações positivas entre o capital psicológico e a qualidade de vida (p< 0,05; Correlação de Pearson). Foram observadas associações entre a autopercepção de saúde, tempo e qualidade do sono; entre ansiedade, duração e qualidade do sono; e entre o consumo de álcool e locação de trabalho (frente, retaguarda ou variável) (p<0,05; teste Qui-quadrado de Pearson). Conclusão. Aspectos importantes apontados envolvem a boa qualidade de vida, a prevalência baixa de sintomas depressivos, a boa capacidade de enfrentamento de situações ocupacionais no ambiente organizacional e a boa percepção de saúde física dos mineiros, além da nítida interrelação entre vários desses aspectos. Por outro lado, a pouca qualidade do sono, o excesso de peso e estilo de vida, além da ansiedade e suas interrelações com a qualidade de vida, capital psicológico e também com o sono requerem atenção. Análises adicionais quanto aos determinantes dos aspectos positivos e negativos da saúde mental são de relevância para embasamento de programas na lógica da promoção da saúde e na perspectiva da integralidade.
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O dispositivo intercessor como meio de superação dialética da medicalização da saúde mental /Martini, Rener Busso de. January 2010 (has links)
Orientador: Abilio da Costa Rosa / Banca: Magda Dimenstein / Banca: Sílvio Yasui / Resumo: Este trabalho é resultado de um processo de intercessão realizado numa instituição de Saúde Mental localizada numa cidade do interior do estado de SP. A partir dessa experiência, procuramos delinear um jogo de forças presente no campo que nos permite pensar a instituição de Saúde Mental como reprodutora da divisão fundamental do trabalho entre intelectuais e braçais típica do Modo Capitalista de Produção. Como reflexo da organização da instituição, essa separação se reproduz ainda na relação estabelecida entre os trabalhadores e os sujeitos que demandam cuidados. Apontamos ainda que a medicalização, compreendida como efeito da referida divisão do trabalho e de um laço social estabelecido através do Discurso do Mestre, tem se caracterizado como meio de produção de saúde (entendida dentro do princípio doença-cura). Como possibilidade de superação dialética da medicalização, enfatizamos o uso do dispositivo intercessor com seus pressupostos teóricos derivados do Materialismo Histórico, da Psicanálise e da Análise Institucional. Pautado por esses princípios, o dispositivo intercessor se distingue do modo tradicional (positivista) de pesquisa. Trata-se muito mais de produzir um saber que sirva para produzir uma mudança na realidade do que um saber sobre ela. Na mesma lógica, o dispositivo intercessor como meio de produção de conhecimento deve se remeter prioritariamente à experiência vivida na práxis como elemento de confronto entre as particularidades desta e o "saber sabido". Portanto, antes de uma produção de conhecimento atribuída a um especialista ou pesquisador, o método intercessor deve operar a partir da própria práxis. É a partir de uma articulação entre um relato de experiência como intercessor e a teoria que pretendemos produzir novos conhecimentos que sirvam para instrumentalizar outros que se pretendam intercessores em suas práticas / Abstract: This assignment is a result of a intercession accomplished in a Mental Health Institution located in a countryside city, São Paulo state. From this experience, we tried to trace a major game on the field which allows us to think about Mental Health Institution like basis division of labor duplicator between intellectuals and manual labor typical of Capitalist Mode of Production. As a reflection of institution organization, these separations duplicate still the established relation between worker and subject who demand attention. We still point that medicalization, comprehended like the effect of the referred labor division and of a social bond established through the Master Discourse, have stamped itself as health production means (understood in the disease-cure principle). As a possibility of dialectically overcoming of medicalization, we emphatic the use of intercessors with their theoretician bases originating of Historical Materialism, Psychoanalysis and Institutional Analysis. Based by theses principles, the intercessor differs from the traditional research mode (positivism). It's much more about produce a knowing that may produce a reality change than a knowledge about it. Thinking on this way, intercessors as knowledge production mean must mainly relate to living experience on praxis as component of comparison between its peculiarities and the "increased knowledge". Therefore, instead of a knowledge production by an expert or by a researcher, intercessors must operate from the praxis itself. It's from an articulation between an experience report as the intercessor and theory we intend develop new knowledge which could be used to make other people, who has the pretension to be intercessors in their praxis, capable to be one / Mestre
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Oficina terapêutica e um caso de alcoolismo /Rodrigues, Edgar. January 2010 (has links)
Orientador: Abilio da Costa Rosa / Banca: Sílvio Yasui / Banca: Sílvio José Benelli / Resumo: O alcoolista sempre foi visto apenas através de seus sintomas, de sua dinâmica destrutiva e da sua doença, sem considerar a sua subjetividade. As propostas de atenção das políticas públicas são centradas na medicação, no alívio da sintomatologia clínica, restrita à abstinência e sem compreensão da relação psíquica sujeito/álcool. O presente trabalho propõe uma reflexão sobre uma proposta de atenção integral aos sujeitos alcoolistas, elegendo as oficinas terapêuticas como dispositivo de implementação de suas redes de contratualidade. Para tanto, recorremos à psicanálise, como fundamentação teórica e ao método intercessor, como dispositivo específico de produção de conhecimento, para compreender o alcoolista enquanto sujeito psíquico - e sua significação com o objeto droga - e social - como produto e produtor de suas relações sociais e afetivas. Esta metodologia permite considerar os desejos e necessidades dos sujeitos, suas decisões e soluções em relação aos problemas cotidianos; enquanto produtor de conhecimento, o seu papel de protagonista em sua vida, suas ações e na responsabilidade por seu tratamento e a possibilidade de transformação da realidade na qual se insere. Este estudo se baseia na análise de um sujeito alcoolista, acompanhado em uma instituição de saúde mental. Reflete sobre as oficinas como propostas terapêutica para os sujeitos alcoolistas, buscando construir um projeto de clínica-ampliada, que contemple ações em redes de contratualidade social, por meio das estratégias da Atenção Psicossocial / Abstract: The alcoholic has long been seen only by their symptoms, their dynamics and their destructive disease, regardless of its subjective. The care guidelines proposed by public policies are focused on medication, on the relief of clinical symptoms, restricted to the abstinence and not taking into account the subject's psychic relationship with alcohol. This paper proposes a discussion on a proposal for a comprehensive care to alcoholic subjects, which adopts the therapeutic workshops as an instrument to implement their contractuality network. Thus, we resort to the psychoanalysis as the theoretical foundation, and to the intercessor method as a specific directive of knowledge generation to understand the alcoholic as a psychic subject - its significance to the drug object - and social - as the product and the producer of its social and affective relations. This methodology allows us to consider the wishes and needs of the subjects, their decisions toward their everyday problems; as a generator of knowledge, their starring role in their own life, their actions and the responsibility for their treatment as well as the possibility of changing the reality of which they are part. This study is based on the analysis of an alcoholic subject, assisted in a mental health institution. It discusses the workshops as therapeutic proposals to treat the alcoholic subjects, aiming to develop a project of an extended-clinic which adopts actions in social contractualism networks, through strategies of Psychosocial Treatment / Mestre
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A desigualdade por sexo e ocupação no estado de saúde mental : um estudo com base na Pesquisa Nacional de Saúde (2013)Julião, Nayara Abreu, 1990- January 2017 (has links)
Orientadora : Profª. Drª. Raquel Rangel de Meireles Guimarães / Dissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciencias Sociais Aplicadas, Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Ecônomico. Defesa : Curitiba, 31/03/2017 / Inclui referências : f. 97-106 / Resumo: A melhoria da saúde da população é hoje um importante objetivo do desenvolvimento econômico. A literatura econômica aponta que a saúde é importante não só pelos ganhos diretos em termos de longevidade e de bem-estar individual, mas também pelas externalidades geradas para a economia como um todo. Dentre as variadas dimensões da saúde da população, a saúde mental tem ganhado cada vez mais espaço nas pautas internacionais e nacionais de políticas de saúde. Atualmente, a depressão ocupa a quarta posição entre as dez maiores causas de incapacidade. Estima-se que 322 milhões de pessoas no mundo, de todas as idades, sofram dessa doença (WHO, 2017). Contudo, existe uma heterogeneidade na prevalência de depressão na população, em especial por sexo: em geral as mulheres têm apresentado ocorrência de depressão superior aos homens (KESSLER, 2004; KEYES; GOODMAN, 2006). No Brasil, tal diferencial por sexo na ocorrência de depressão também está documentado (SANTOS; KASSOUF, 2007; SANTOS; KAWAMURA; KASSOUF, 2012; STOPA et al., 2015; MUNHOZ et al., 2016). Para o estudo dessa temática e delineamento de políticas públicas, deve-se considerar que a depressão é uma doença multidimensional, em que fatores biológicos, sociais, econômicos e comportamentais se fazem presentes. Fatores ocupacionais têm se destacado também na literatura como relevantes para a depressão: por exemplo, profissões caracterizadas por alta competitividade e que demandam mais responsabilidades tendem a acentuar a pressão emocional sobre trabalhadores, aumentando a probabilidade de depressão (STANSFELD et al., 1999; VERMEULEN; MUSTARD, 2000). Desse modo, uma questão efervescente na literatura de Economia da Saúde refere-se aos diferenciais por sexo na relação entre os fatores associados e a chance de depressão. Nessa seara, o presente estudo objetiva contribuir para a literatura realizando uma análise de tal questão para o Brasil, mapeando os diferenciais por sexo na ocorrência e na intensidade da depressão. Ademais, a presente dissertação aborda a relação entre a ocorrência/intensidade da depressão e as ocupações no mercado de trabalho. Para tal, essa pesquisa utiliza dados da Pesquisa Nacional de Saúde (2013). As contribuições dessa dissertação incluem a construção de um indicador de depressão a partir da Teoria de Resposta ao Item, a caracterização de diferenciais por sexo na ocorrência/intensidade de depressão com base em métodos de distribuição relativa (HANDCOCK; MORRIS, 2006), e análise da relação entre a ocorrência/intensidade e posição ocupacional com base em um modelo de duas partes (DUAN et al., 1983). Os resultados empíricos revelam que, embora as ocupações não estejam relacionadas à probabilidade de depressão, elas estão associadas ao nível da mesma, para as pessoas doentes. Ademais, evidencia-se que as mulheres estão sobrerrepresentadas nos níveis mais elevados da distribuição. Por fim, obteve-se que o nível socioeconômico é um importante preditor do nível de depressão, sendo, contudo, seu efeito superior para as mulheres. Palavras-chave: Economia da Saúde. Saúde Mental. Depressão Mental. Gênero. / Abstract: Improving population health is an significant economic development goal nowadays. Economic literature points out that health is important not only for the direct gains in terms of longevity and individual well-being, but also for the externalities generated for the economy as a whole. Among the various dimensions of population health, mental health has increasingly gained space on the international and national health policy agenda. Currently, depression ranks fourth among the top ten causes of disability. It is estimated that 322 million people of all ages suffer from this disorder in the world (WHO, 2017). However, the prevalence of depression in the population is heterogeneous, especially in relation to sex: in general, women have shown a higher prevalence of depression than men (KESSLER et al., 2010; KEYES; GOODMAN, 2006). Said gender differential in the occurrence of depression has been documented in Brazil as well (SANTOS; KASSOUF, 2007; SANTOS; KAWAMURA; KASSOUF, 2012; STOPA et al., 2015; MUNHOZ et al., 2016). In order to study this issue and design public policies, it should be considered that depression is a multidimensional disorder, which comprises biological, social, economic and behavioral factors. Occupational factors have also been highlighted in the literature as relevant for depression: for instance, careers characterized by their high competitiveness and that demand more responsibilities tend to increase emotional pressure on workers, elevating the probability of depression (STANSFELD et al., 1999; VERMEULEN; MUSTARD, 2000). Therefore, an effervescent issue in Health Economics literature refers to gender differentials in the relationship between the associated factors and the chance of depression. In this area, the present study aims to contribute to the literature by analyzing this matter regarding Brazil, mapping gender differentials in the prevalence and intensity of depression. Additionally, the present thesis approaches the relationship between the occurrence/intensity of depression and occupations in the labor market. For that purpose, this research uses data from the National Health Survey (2013). This thesis contributions include the construction of an indicator of depression from the Item Response Theory, the characterization of gender differentials in the occurrence/intensity of depression based on methods of relative distribution (HANDCOCK; MORRIS, 2006), and the analysis of the relationship between occurrence/intensity and occupational position based on a two-part model (DUAN et al., 1983). The empirical results reveal that, although occupations are not related to the probability of depression, they are associated with its level, for people affected by the disorder. In addition, they demonstrate that women are over-represented in the most elevated levels of distribution. Finally, the achieved results show that the socioeconomic level is an important predictor of the level of depression, its effect, however, is higher for women. Keywords: Health Economics. Mental Health. Mental Depression. Gender.
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