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Olaudah Equiano : a vida de um marinheiro negro no atlântico do século XVIII e a memória de África

Canto, Rafael Antunes do January 2015 (has links)
O presente trabalho tem por objetivo estudar e compreender a trajetória e o contexto de vida de Gustavus Vassa (que se auto denominava, também, Olaudah Equiano) (1750- 1797), um africano que atuou como marinheiro nas embarcações do Atlântico, tendo por base sua autobiografia escrita e editada em 1789. O objetivo principal é verificar a validade desse texto enquanto fonte histórica, analisar a vida desse sujeito como marinheiro durante o período e discutir sua memória em relação ao continente africano. Pretende-se a partir de tal texto reconstruir aspectos do cotidiano dos marinheiros que trabalhavam no Atlântico durante o século XVIII, e analisar a maneira pela qual o seu autor apresenta a memória de sua comunidade de origem, a comunidade Igbo, da atual República da Nigéria, na África ocidental. Esse trabalho foi baseado principalmente na autobiografia desse homem que se intitulava Olaudah Equiano, o africano, mas que possuía um nome de batismo ocidental, Gustavus Vassa. A obra desse marinheiro tem sido reeditada desde sua primeira edição em 1789 e hoje faz parte do cânone de textos conhecidos como literatura afro-americana. São diversos os estudos ligados a outras áreas de pesquisa, como Literatura, que utilizam desse relato para estudar o cotidiano dos escravos e ex-escravos no período em questão. Nossos principais objetivos nesse trabalho foram verificar a validade desse texto enquanto fonte histórica, analisar a vida desse sujeito como marinheiro durante o período e discutir sua memória em relação ao continente africano. Procuramos colocar à prova o texto de Gustavus Vassa enquanto fonte histórica acerca do cotidiano dos marinheiros e também em relação a seu passado em África. Pretendemos, a partir do texto desse africano, reconstruir um pouco do cotidiano dos marinheiros que trabalhavam no Atlântico durante o século XVIII. Além disso, podemos também observar que muitos desses marinheiros eram africanos ou afro-americanos que engajavam-se nessa lide com o objetivo de ascender socialmente, ou mesmo para sobreviver de uma forma mais digna do que os outros escravizados nas plantations do novo mundo. / The paper aims to study and understand the biography and life context of Gustavus Vassa (who also called himself Olaudah Equiano) (1750-1797), an African who worked as a sailor in the vessels of the Atlantic. Our study is based on his autobiography, written and edited in 1789. Our main objectives in this work were to verify the validity of the text as a historical source, analyze the life of this subject as a sailor during the period of his life and discuss his memory in relation to the African continent. By analyzing the text, we also seek to reconstruct aspects of the daily life of sailors that worked in the Atlantic during the 18th century and analyze the way the author presents the memory of his native community, the Igbo who currently reside in the Republic of Nigeria in West Africa. The work was based on the autobiography of this man, who called himself Olaudah Equiano, the African, but had a western forename, Gustavos Vassa. This sailor‟s work has been reedited since its first edition in 1789 and today is part of the canon of known texts of african-american literature. There are several studies connected to other research areas, such as Literature, that use this account to study the daily life of slaves and former slaves in the period in question. We tried to put to the test Gustavus Vassa‟s text as a historical source about the lives of sailors, as well as his past in Africa. Based on this African man‟s text, we sought to reconstruct a bit of the everyday life of sailors who worked in the Atlantic during the eighteenth century. In addition, we also observed that many of these sailors were African or African-Americans who commited to this activity in order to ascend socially or even seeking a better life than other slaves in the plantations of the New World.
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Relações sul-sul e a perspectiva brasileira da détente : uma análise histórica da “correção de rumos para a África” do Brasil (1974-1979)

Feijó, Brunna Bozzi January 2016 (has links)
A partir de 1974, a política externa brasileira em relação à África foi reformulada, o que, nas palavras do então ministro de relações exteriores do Brasil, tratou-se de uma “correção de rumos para a África”. O aumento de representações diplomáticas em países africanos, assim como a política de reconhecimento irrestrito das independências e dos governos de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, rompendo com um padrão histórico de ambivalências quanto ao colonialismo português, consistiram nas principais medidas tomadas. A questão que orienta a presente pesquisa é a de compreender de que forma a “correção de rumos para a África” se relacionou ao processo mais abrangente de criação de convergências, políticas e econômicas, com países em desenvolvimento e/ou países pós-coloniais, elemento característico da política externa brasileira desenvolvida durante o governo do presidente Ernesto Geisel. Trata-se de uma pesquisa eminentemente documental, cujas fontes primárias foram produzidas no âmbito do Ministério de Relações Exteriores do Brasil e de outros órgãos vinculadas ao Poder Executivo, em sua maioria depositadas junto ao CPDOC/FGV. O argumento central da pesquisa é que o autoproclamado “pragmatismo” da política externa do governo Geisel foi sintomática da revisão ao padrão de inserção internacional do país, o qual, desde a II GM, tornara-se cognoscível por meio da prioridade dada às relações com o Norte industrial em matéria de cooperação econômica, tanto quanto da urgência concedida à segurança compartilhada do hemisfério ocidental. O argumento parte da constatação de que a détente da Guerra Fria foi interpretada, no Brasil, como um tipo de consenso, ainda que precário, entre potências industriais em prol da consolidação de áreas de influência no Terceiro Mundo. A revisão ao então “pertencimento ocidental” em matéria de desenvolvimento e de segurança teve na grande janela de oportunidade das relações Sul-Sul na década de 1970 uma condição de emergência. No Atlântico Sul, essa revisão mostrou-se em seus contornos mais nítidos, dado o papel pregresso de resguardo ao “avanço comunista” conferido ao Brasil em suas relações com o continente africano. A partir de 1974, o agenciamento, político e econômico, de países africanos pós-coloniais, sobretudo em matéria de descolonização portuguesa, foi crucial para estabelecer um novo sentido à inserção do Brasil no Atlântico, em que tanto a noção de segurança, quanto a de desenvolvimento, se deram por bases mais autóctones – em que o próprio socialismo africano passou a ser lido como manifestação de “pragmatismo”. / In 1974, Brazil reshaped its foreign policy towards Africa, which, in the words of the Brazilian secretary of state at the time, meant a “correction of course towards Africa.” The main steps taken were an increase in the number of diplomatic outposts in African countries and the unbound recognition of the independences of Angola, Guinea-Bissau and Mozambique, which broke away from a historical pattern of ambivalence toward Portuguese colonialism. The issue that guides this research is understanding the role that this “correction of course towards Africa” played in the overarching process of economic and political convergence with developing and/or post-colonial countries, a defining component of Brazilian foreign policy during the Ernesto Geisel administration. This is chiefly an archival research, whose primary sources where retrieved from Brazil’s Department of State and other offices associated with the country’s Executive Branch, most of which are archived in the Contemporary Brazilian History Research and Documentation Center of the Getulio Vargas Foundation (CPDOC/FGV). This paper main argument is that the self-proclaimed “pragmatism” in Geisel’s foreign policy was a manifestation of an overhaul of the country’s pattern of international involvement. Since World War II, this pattern had been marked by a high priority given to the relations with the industrial North in issues of economic cooperation as well as by a sense of urgency for shared security in the Western Hemisphere. The leading thread of the analysis assumes that the Cold War’s deténte was interpreted in Brazil as an agreement, albeit precarious, among industrial powers over their respective zones of influence in the Third World. The critical revision of Brazil’s “belonging to the West” in issues of development and security found solid ground in the major window of opportunity presented by the South-South relations of the 1970’s. This revision was the most evident in the South Atlantic due to Brazil’s previous role in the thwarting the “spread of communism” in Africa. From 1974, the economic and political pursuit of newly independent African countries, especially of former Portuguese colonies, was central in establishing a new sense of Brazilian insertion in the South Atlantic, in which both security and development ties were locally founded – and in which African socialism began, on its turn, to be conveyed by the Brazilian government as an instance of “pragmatism.”
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Análise da arquitetura africana de paz e segurança : o papel da IGAD na estabilização do chifre da África

Cardoso, Nilton César Fernandes January 2015 (has links)
A busca pela pacificação da África pode ser considerada como um dos principais desafios encontrados pelos países africanos no imediato pós-independência. Em certa medida, romper com guerras civis e garantir a estabilidade continental foram se tornando algumas das principais preocupações das lideranças africanas. Reflexo disso pode ser encontrado nas várias iniciativas propriamente africanas criadas no continente no período pós-colonial visando à estabilidade e à promoção do desenvolvimento econômico e social do continente. Nesse sentido, o presente trabalho busca compreender a evolução da Arquitetura Africana de Paz e Segurança (AAPS) desde a criação da Organização da Unidade Africana (OUA), em 1963 – primeiro mecanismo africano de segurança –, até os dias atuais, com foco na Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD) na estabilização do Chifre da África. / The search for the pacification of Africa may be considered as one of the main challenges found by African countries in the post-independence immediate period. To some extent, to break off civil wars and guarantee continentall estability increasingly became a major concern of African leaderships. The impact of this can be found in several truly African initiatives created in the post-colonial period, aiming to ensure stabilty and promotion of economic and social development on the continent. In this sense, this work seeks to comprehend the evolution of the African Architecture of Peace and Security (AAPS) since the creation of the Organization of the African Unity in 1963 - first African security mechanism - up to this day, focusing in the Intergovernmental Authority on Development (IGAD) in the estabilisation of the Horn of Africa.
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África do Sul e Brasil : dois caminhos para a transição ao pós-Guerra Fria - 1984-1994

Pereira, Analúcia Danilevicz January 2007 (has links)
As mudanças implementadas nas políticas externas sul-africana e brasileira a partir dos anos 1990 têm sido acompanhadas por parte de diplomatas e acadêmicos. A África do Sul e o Brasil são grandes países em vias de desenvolvimento e estão se posicionando como potências regionais, constituindo espaços qualificados e pólos específicos nos marcos de um sistema multipolar. No final dos anos 80, em um quadro extremamente desfavorável, o Brasil, após um longo período, volta a eleger seu presidente da República. O sistema internacional, nesse contexto, atravessa um momento de intensas transformações com as perspectivas do final da bipolaridade. Diante desse novo quadro internacional que se anuncia, Fernando Collor de Melo passa a efetivar, em termos de política exterior, uma revisão nas tradicionais linhas diplomáticas. O período de transição democrática, portanto, situa-se entre duas fases bem definidas: anteriormente, o paradigma diplomático do regime militar e, depois, a inserção neoliberal no período da globalização, iniciada pelo governo Fernando Collor de Mello. Trata-se, portanto, de dois momentos diferenciados que constituem importância fundamental para o entendimento das relações exteriores do Brasil. A África do Sul, a seu turno, apresenta uma das evoluções mais singulares da História Contemporânea. Nesta sociedade, uma espécie de “colonialismo interno” criou um sistema de opressão institucionalizada contra a maioria negra e, em menor medida, mestiça e asiática, que foi tolerada pelo Ocidente durante a Guerra Fria, por razões geopolíticas. Curiosamente, o fim da bipolaridade seria o ponto culminante da crise do Apartheid, abrindo espaço para uma transição negociada, embora extremamente difícil, rumo à democracia. O governo do African National Congress (ANC), encabeçado por Nelson Mandela, acabou com a segregação jurídico-política e reinseriu o país no contexto das nações. Novamente “africana”, a África do Sul pôde tornar-se uma potência regional capaz de contribuir para o desenvolvimento da África Austral e do Terceiro Mundo, através da Cooperação Sul-Sul e da defesa dos seus valores. Todavia, a estrutura sócio-econômica, com suas formas particulares e impessoais de marginalização, bem como os interesses internacionais a ela vinculados, tem se mostrado muito resistente e difícil de alterar. Mais ainda, um governo progressista, atrelado a políticas neoliberais e a necessidades objetivas (nacionais e internacionais) do poderoso business branco, não deixa de sofrer um progressivo desgaste. Contudo, é inegável a construção de um novo cenário sócio-político, com a multiplicidade de atores e a participação da maioria da população, outrora “não-cidadã”, e a geração de novas contradições. Desta forma, este impactante país, em que contrasta o convívio da modernidade com o subdesenvolvimento, ainda se encontra em transição, em busca de um novo modelo societário. O movimento de reordenamento internacional dos anos 1970 e 1980 teve um significado específico para os países que alcançaram o status de Potências Médias e aqueles de industrialização recente. A partir desse movimento é que se definiram os processos específicos que atingiriam a base da política externa sul-africana e brasileira. O rompimento das regras econômicas vigentes desde o pós-guerra, acrescido à rápida mudança tecnológica nos anos 1970 e 1980, a distensão estratégica e o final da Guerra Fria na segunda parte dos anos 1980, foram os dois principais fenômenos que tiveram impacto sobre a definição do posicionamento externo das Potências Médias e dos países recém-industrializados. Em decorrência desse processo, alteram-se aspectos importantes do ordenamento internacional e, conseqüentemente, a dinâmica, as formas, os instrumentos e as estratégias internacionais dos Estados. Dentro desse contexto, África do Sul e Brasil recebem o impacto dessas transformações que viriam a afetar significativamente a sua inserção internacional. / The changes promoted in the South-African and Brazilian foreign policies since the 1990’s have been followed by diplomats and academics throughout the world. South Africa and Brazil are developing countries and they have placed themselves as regional forces building qualified spaces and specific poles in terms of a multipolar system. In the end of the 1980’s, when facing a dificult situation, Brazil finally elects a president after a long period of military government. The international system, in this context, faces a moment of intense changes with the perspectives of the end of the bipolarity. Based on this international scenery that arouses, Fernando Collor de Melo rules, in terms of foreign policy, a review in the traditional diplomatic approaches. Therefore, the period of democratic transition is placed between two distinct moments: earlier, the military government diplomatic paradigm; later, the neo-liberal insertion in the globalization period, started up by Fernando Collor de Melo. As a result, there are two distinct moments that make crucial importance to the understanding of Brazil foreign relations. South Africa, on the other hand, presents a singular evolution in the comtemporary history. In this society, a kind of “internal colonialism” created an established oppression system against the majority of black people and, up to a certain level, half-blooded and asiatic, which was tolerated by the western countries during the Cold War because of geopolitical reasons. Curiously, the end of the bipolarity would be the edge of the Apartheid crisis, creating the opportunity for a negociable transition, yet extremely dificult, towards democracy. The African National Congress (ANC) government, leaded by Nelson Mandela, finished with the juridical-political segregation and reinserted the country in the context of the nations. “African” again, South Africa was allowed to become a regional force able to contribute for the third world and southern african development based on the South-South Cooperation and on the defense of their values. However, the social economical structure, containing exclusion processes on its own and international interests linked to them, has presented itself resistant to changes. Moreover, a progressist government linked to neo liberal policies and to objective needs (either national or international) from the powerful white business is unable to avoid a progressive abrasion. Yet, is undeniable the construction of a new social political scenery which counts on the multiplicity of actors and the co-peration of the majority of the population considered not-citizen in other times and the generation of new contraditions. In this way, this peculiar country, where the contrast betweem the modern and the poverty is a reality, is still in transition, seeking for a new social model. The movement of international rearrengement in the 1970’s and 1980’s had a specific meaning for the countries that reached the Medium Forces status and recent industrialization. From this moment on were defined the specific processes which would touch the base of South African and brazilian foreign policies. The rupture of the economic rules standing since the end of the War and the rapid technological changes in the 1970’s and 1980’s, the strategic distension and the end of the Cold War in the middle 1980’s were the two main phenomenons that had impact on the definition of the Medium Forces and just industrialized countries foreign policies. As a result, important aspects of the international arrangement change and, consequently, the dynamic, the instruments and the State international approaches also change. In this context, South Africa and Brazil receive the impact of these changes that would affect their international reinsertion.
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Composições e afetos com fotoáfricas exercícios de pensamento na educação geográfica

Desiderio, Raphaela de Toledo January 2017 (has links)
Trata-se de uma pesquisa-experimentação. Experimentação como pensamento, como criação, como potência de subjetivação. Um pensamento com e pelas imagens na educação geográfica. Uma pesquisa que Intenciona problematizar fotografias didáticas do continente africano presentes em livros didáticos de Geografia, procurando pelos enunciados e formações discursivas que nos fazem ver a África a partir do estereótipo e da alteridade. Trata-se de exercícios de pensamento que objetivam deslocar o já dado do continente pela via das imagens. Intenta-se compreender, num primeiro momento, qual ideia de África está presente em livros didáticos de Geografia, e suas implicações para a construção de saberes sobre o continente numa abordagem geográfica da questão racial. A pesquisa toma como referência o diálogo entre a educação geográfica e os campos dos Estudos Africanos e Pós-Coloniais explorando os elementos que constituem o discurso colonial. Considera a colonialidade do poder, a diferença colonial, e o inconsciente colonial-capitalístico como noções centrais, pois são intrínsecas à formação do sistema mundo moderno/colonial e, portanto, do capitalismo. Nessa perspectiva, a invenção da raça torna possível, dois grandes eventos modernos: o tráfico de africanos e a colonização. Já num segundo momento, a escrita se volta para o exercício de criar modos de deslocar a fotografia de seu lugar de representação, evidência, documento, arrastando-a para exercícios de pensamento capazes de possibilitar práticas de subjetivação com e pelas imagens na educação geográfica, a fim de enfrentar as questões étnico-raciais e a educação pelas imagens na Educação Básica. Problematiza, portanto, a espacialidade da questão racial, encaminhando a análise para a compreensão das invenções, efabulações a respeito da África e sua gente. Os exercícios de pensamento com e pelas imagens procuraram desestabilizar, desarranjar, desorganizar, escapar a uma sequência estabelecida para o estudo do continente africano nos livros didáticos. A técnica da colagem foi utilizada para criar composições de fotoáfricas, algo da ordem da criação do pensamento, algo capaz de fazer a África escapar do lugar que ocupa nas páginas do livro didático. Trata-se de arrastar o pensamento a outras paragens para permitir-se afetar por outras Áfricas, uma África de afetos, uma Geografia de afetos. Percebeu-se que o exercício de desmanchar a África em nós é da ordem da sensibilidade, sendo preciso atuar nessa dimensão para que outros modos de ver, sentir e ouvir Áfricas possa aparecer em nossas práticas com as imagens na educação geográfica e na vida. Experimentar é, portanto, da ordem da criação pela sensibilidade. Os exercícios oportunizaram espaços de discussão sobre a África que nos fazem ver na educação geográfica, mostraram a tensão entre a força das fotografias didáticas, que operam na ordem do clichê, que validam e reproduzem discursos hegemônicos eurocêntricos, e o descompasso em relação às diretrizes para a Educação das Relações Étnico-raciais. Ao mesmo tempo, proporcionaram encontros com e pelas fotografias, colocando-nos em movimento, mobilizando o pensamento para a presença das imagens como potência, como possibilidade de fazer ver e sentir outras Áfricas, Áfricas que surgem de encontros com a literatura, por exemplo, mas que surgem muito mais pela vida que pulsa, pelo desejo de mudar a ordem das coisas. / This is an experimentation-research. A research that is understood as an experimentation happening as thought, as creation, as a subjectivation power. A thought-experimentation with and through images that takes place in Geographic Education. This research intends to problematize didactic photographs of the African continent in didactic geography books and tries to find statements and discursive formations which show Africa as a stereotype and as a land of otherness. It is a set of practices of the thought which aim to displace the imaginary created around the continent using images to that end. It first tries to comprehend what is the idea of Africa in Geography didactic books and which are their implications to the construction of the continent imaginary, adopting for this purpose a geographic approach of the racial question. In this regard, it takes as reference the dialogue between the geographic education and the field of African and Postcolonial/Culture Studies, hence exploring the elements of the colonial discourse. It also considers the coloniality of the power, the colonial difference and the colonial-capitalistic unconscious as central notions, inasmuch as they are intrinsic to the formation of the modern/colonial world-system and so to the capitalism. In that perspective it finally ponders the invention of race as the responsible for the enabling of two big modern events: the African trade and the colonization. After this first movement of thought, the research secondly turns to the practice of creating modes to displace the African continent photographs of their places of representation, documentation and still evidence, moving them to practices of the thought which are able to allow subjectivations with and through these images in the Geographic Education, thus intending to face the ethnical-racial questions and the education through images in Basic Education. Hence, it problematizes the spatiality of the racial question, turning the analysis to the comprehension of the inversions and fabrications surrounding Africa and its peoples. These practices of the thought with and through images tried to disturb, destabilize, disrupt and disarrange the established sequence of study that the African continent has in didactic books, thus using a collage technique to create “photo-africas” compositions which could, by the ability of creation of the thought, give Africa a chance to escape from the usual place the continent has on the their pages. These experimentations intend thereby to drag the thought to other places, giving it a chance to be affected by “other Africas”, Africas of affections, Geography of affectations. As a result of this research, it was seen that the practice of dismantling Africa in us it’s from the order of the sensible, therefore being urgent to act on this dimension in order to create in our practices with images, both in Geographic Education as in life in general, another modes of seeing, feeling and hearing Africas. Experimenting is thus from the order of the creation through sensibility, and so the practices with the images made possible the emergence of an environment of discussions about Africa which have shown, in the Geographic Education, the tension between the strength of the didactic photographs, which act as clichés, authenticating, validating and reproducing hegemonic eurocentrical discourses, and their mismatch in relation to the guidelines to the Education to Ethnical-Racial Relations. At the same time, these practices provided encounters with and through photographs, opening new possibilities and mobilizing the thought to the known of images as more than representations, to their presence as powers and possibilities of seeing and feeling another Africas, Africas that can emerge from encounters with literature, for instance, but which substantially and certainly emerge strongest through the life that pulses and though the desire of changing the order of the established things. / Se trata de una investigación experimental. Experimento como pensamiento, como creación, como potencia de subjetivación. Un pensamiento con y por las imágenes en la educación geográfica. Tiene la intención de problematizar fotografías didácticas del continente africano presentes en libros didácticos de Geografía, buscando por enunciados e informaciones discursivas que nos hacen ver África desde el estereotipo y la austeridad. Se trata de ejercicios de pensamiento con el objetivo de desplazar lo ya dado del continente por la vía de las imágenes. Se intenta en un primer momento comprender cual idea de África está presente en los libros didácticos de Geografía y sus implicaciones para la construcción de saberes sobre el continente en un abordaje geográfica de la cuestión racial. La investigación tiene como referencia el diálogo entre la educación geográfica y los campos de los Estudios Africanos y poscoloniales explorando los elementos que constituyen el discurso colonial. Considera la colonialidad del poder, la diferencia colonial, y el inconsciente colonial capitalista como nociones centrales, ya que son intrínsecas a la formación del sistema mundo moderno/colonial y, por lo tanto, del capitalismo. En esa perspectiva, la invención de raza posibilita dos grandes eventos modernos: el tráfico de africanos y la colonización. En un segundo momento, la escritura se vuelve al ejercicio de criar modos de desplazar la fotografía de su lugar de representación, evidencia, documento, llevándola para ejercicios de pensamientos capaces de posibilitar prácticas de subjetivación con y por las imágenes en la educación geográfica, a fin de enfrentar las cuestiones étnico-raciales y la educación por las imágenes en la Educación Básica. Problematiza, por lo tanto, la espacialidad de la cuestión racial, encaminando el análisis para la comprensión de las invenciones, ficciones a cerca de África y su gente. Los ejercicios de pensamiento con y por las imágenes buscan desestabilizar, desordenar, desarreglar, huir de una secuencia establecida para el estudio del continente africano en los libros didácticos. La técnica de collage fue utilizada para crear composiciones de foto-áfricas, algo del orden de la creación del pensamiento, algo capaz de hacer con que África huya del lugar que ocupa en las páginas del libro didáctico. Se trata de arrastrar el pensamiento a otros parajes para permitir sensibilizarse por otras Áfricas, un África de afectos, una geografía de afectos. Se percibió que el ejercicio de deshacer el África en nosotros es del orden de la sensibilidad, es necesario actuar en esa dimensión para que otras maneras de ver, sentir y oír Áfricas pueda aparecer en nuestras prácticas con las imágenes en la educación geográfica y en la vida. Experimentar es, por lo tanto, del orden de la creación por la sensibilidad. Los ejercicios posibilitaran espacios de discusión sobre África que nos permiten ver en la educación geográfica, mostraron la tensión entre la fuerza de las fotografías didácticas, que operan en el orden del cliché, que validan y reproducen discursos hegemónicos eurocéntricos, y un descompaso en relación a las directrices para la Educación de las Relaciones Étnico-raciales. Simultáneamente, proporcionaron encuentros con y por las fotografías, nos poniendo en movimiento, movilizando el pensamiento para la presencia de las imágenes como potencia, como posibilidad de ver y sentir otras Áfricas, que surgen de encuentros con la literatura, por ejemplo, pero que surgen mucho más por la vida que pulsa, por el deseo de cambiar el orden de las cosas.
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A articulação entre política externa e política de defesa no Brasil : uma Grande Estratégia inconclusa /

Lima, Raphael Camargo. January 2015 (has links)
Orientador: Samuel Alves Soares / Banca: Antônio Jorge Ramalho da Rocha / Banca: Héctor Luis Saint-Pierre / O Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais é instituído em parceria com a Unesp/Unicamp/PUC-SP, em projeto subsidiado pela CAPES, intitulado "Programa San Tiago Dantas" / Resumo: O objetivo da presente dissertação é analisar a articulação entre as políticas externa e de defesa no Brasil nos governos Lula e Rousseff, no período entre 2003 e 2013. Considera-se que o processo político subjacente à relação entre ambas é complexo demais para ser abordado por apenas um prisma. Por isso, buscou-se a analisá-lo a partir de um estudo de caso e de três grandes dimensões: da ação externa, das instituições e das ideias. Trabalha-se com a hipótese de que a articulação entre as duas políticas tem sido uma Grande Estratégia inconclusa. Tal condição aponta que houve aumento da convergência no período, sem que, todavia, o Brasil tenha atingido o patamar no qual ambas são tratadas de forma conjunta - ou seja, consideradas como meios complementares e combináveis para atingir os objetivos internacionais do País. Pretende-se demonstrar que o pano de fundo da aproximação entre as duas políticas foi uma confluência de imagens de mundo e expectativas sobre inserção internacional brasileira de diversos grupos envolvidos, que também afetou e foi afetada por tensões institucionais e pelo gradual aumento do perfil internacional do Ministério da Defesa brasileiro. Esses processos concomitantes aumentaram a complexidade da dinâmica entre a política externa e a política de defesa no País - resultado da pluralização de atores sociais interessados, reformas organizacionais e ampliação da atuação internacional do Brasil na área de defesa. Ainda assim, tais inflexões ocorreram sem que o País fosse capaz de institucionalizar uma Grande Estratégia que perpassasse suas principais instituições responsáveis pela ação externa / Abstract: The purpose of this dissertation is to analyze the relationship between the foreign and defence policies in Brazil under Lula and Rousseff administrations, between 2003 and 2013. We considered the political process underlying this relationship to be too complex to be covered by only a single prism. Therefore, we sought to analyze it through one case study and three major dimensions: external action, institutions and ideas. We worked with the hypothesis that the relationship between the two policies has been an unconcluded Grand Strategy. This condition indicates that there was increasing convergence during the period, although Brazil has not reached the level where both are treated jointly - namely, considered as complementary and combinable means to achieve the country's international goals. We intended to demonstrate that the background of this rapprochement between these two policies was a confluence of world views and expectations towards Brazilian international insertion by several groups, which also affected, and was affected by, institutional tensions and a gradual increase in Brazilian Ministry of Defence international profile. Overall, these joint processes have increased the complexity of the dynamics between foreign and defence policies in the country - a result of pluralization of stakeholders, organizational reform and expansion of international actions of Brazil in the defense sector. Nonetheless, the country was still not able to institutionalize a Grand Strategy throughout its main institutions responsible for external action / Mestre
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A política externa da África do Sul de 1994 aos dias de hoje condicionantes enternos e limites externos / South african foreign policy from 1994 until our dyas : internal factors and external limitations

Gallas, Daniel Russman January 2007 (has links)
Este trabalho analisa a formação da política externa da África do Sul a partir do final do regime do apartheid, em 1994, até os dias de hoje. Através da aplicação da teoria dos jogos de dois níveis, de Robert Puntam, buscou-se identificar os condicionantes internos e limites externos que determinaram a linha de política externa adotada pela África do Sul nos governos de Nelson Mandela e Thabo Mbeki. Entre os fatores internos, a reorganização da burocracia estatal, a reformulação do papel do Parlamento e o crescimento do partido do governo, ANC, foram determinantes nas decisões de diplomacia da África do Sul pósapartheid. Externamente, a política externa do país foi limitada, sobretudo, pelos impasses das questões regionais africanas. O impacto dos condicionantes internos e dos fatores externos foi analisado em um caso específico – na formação do NEPAD. / This paper analyses the formation of foreign policy in South Africa from 1994 until today. We have used Robert Putnam's theory of games in two levels to determine the internal factors and external limits that shaped foreign policy decisions in South Africa in the Nelson Mandela and Thabo Mbeki years. Among the internal factors, the reorganization of state bureaucracy, the reinvention of the role of the Parliament and the growth of the ANC - the main political party - were key to the development of a new foreign policy. Externally, South African foreign policy was limited, however, by many different regional issues in Africa. The impact of these factors was analyzed in the formation of the NEPAD.
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Perigoso é não correr perigo : experiências de viajantes clandestinos em navios de carga no Atlântico Sul

Uriarte Bálsamo, Pilar January 2009 (has links)
A presente tese trata sobre migrações irregulares entre a África Ocidental e a América do Sul. Trata-se de jovens em contextos urbanos que abordam navios de carga de forma clandestina nos principais portos dos centros comerciais da região. Eles partem sem um destino certo e sua viagem pode ter diferentes desenvolvimentos. Às vezes são devolvidos à terra mesmo antes da partida; outras, são achados pela tripulação durante a viagem, ou já no lugar de destino pelas autoridades do porto. Nesses casos, podem ser deportados ao país de origem ou qualquer outro da África, ou permanecer no lugar de chegada como refugiados ou migrantes. Também se registram casos em que os passageiros clandestinos são lançados ao mar à deriva, onde podem ser resgatados por outras embarcações. O trabalho se baseia na etnografia realizada na América do Sul - em Venezuela, Uruguai e Argentina - e na África Ocidental - Nigéria e Gana. Analisa-se esse tipo de migrações em relação a dinâmicas demográficas mais amplas, nos dois polos do percurso migratório. De uma perspectiva transnacional, se vinculam esses locais com outros possíveis destinos futuros onde imaginam dar continuidade ao processo migratório. Esses destinos se relacionam às formas em que os migrantes descrevem sua experiência de deslocamento como a possibilidade de continuar sempre em movimento. No local de origem se analisam as formas em que os jovens constroem seus projetos migratórios, em relação às variáveis de gênero e idade, que são determinantes para entender a posição que eles ocupam na comunidade. No local de destino, se analisam os processos de integração a partir das definições cotidianas e jurídicas em que eles se inscrevem e que lhes são atribuídas pela sociedade englobante. Dentro dessas categorias, as diferenças de cor, lidas como diferenças raciais, têm um lugar particular, como uma das formas mais violentas de classificação às quais se vêm expostos. Observam-se os processos migratórios em perspectiva, vinculando a experiência desses jovens com os conceitos de diásporas nacionais e diáspora negra. / This dissertation aims to study irregular migrations between Western Africa and South America. It analyzes young people in urban contexts who covertly approach cargo ships in the main trade ports of the Western Africa region. They depart without pre-defined destinations and their trip can result in unforeseen consequences. Sometimes they are returned home before they depart. Sometimes ship crews find them during the trip and sometimes local authorities find them at the final destination. Once they are identified, they can be deported to their home country or to any other African country, or they can stay at the destination country as refugees or migrants. There are also some cases of clandestine passengers who are left adrift at sea, where they can possibly be rescued by other watercrafts. This dissertation, based on an ethnographic research with a number of such migrants, was carried out in South America (Venezuela, Uruguay, and Argentina) and in Western Africa (Nigeria and Ghana). Their "irregular" form of migration is analyzed considering a wide range of demographic dynamics on both the origin and destination side of the migratory journey. The transnational perspective is useful for understanding the social environment in which these young people operate. They understand and describe their displacement experience as a perpetual search for another migratory opportunity. First, the characteristics of these young people's migratory projects are analyzed in relation to gender and age cohorts, which are determinant of their societal position in their original communities. Second, the migrants' social and legal integration are analyzed through the migrants' perception of themselves in the host society and the host society's perception of the migrants. Racial and ethnic differences, being one of the most violent forms of "categorization" faced by the migrants, play a significant role in these perceptions. These migratory processes are observed through the use of comparative lenses, linking the experience of these young people with the social concepts of the National and African Diaspora. / La presente tesis versa sobre migraciones irregulares entre África Occidental y América del Sur. Se trata de jóvenes en contextos urbanos que abordan los navíos de forma clandestina en los principales centros comerciales de la región. En diferentes situaciones, ellos parten sin un destino cierto y su viaje puede tener diferentes desarrollos. Algunas veces son devueltos a tierra incluso antes de la partida, otras encontrados por la tripulación durante el viaje o ya en el lugar de destino por las autoridades del puerto. En esos casos pueden ser deportados al país de origen, a cualquier otro país en África o permanecer en el país de destino, con refugiados o migrantes. También se registran casos en que los pasajeros clandestinos son lanzados al mar a la deriva donde son rescatados por otras embarcaciones. El trabajo se basa en la etnografía realizada en América del Sur - Venezuela, Uruguay y Argentina - y en África Occidental - Nigeria y Ghana. Se analiza este fenómeno específico en relación con dinámicas demográficas más amplias en los dos polos de trayecto migratorio. Desde una perspectiva transnacional, se vinculan esos dos lugares con otros destinos donde los migrantes imaginan dar continuidad al proceso, relacionados a las formas en que describen su experiencia, como una actitud de estar siempre en movimiento. En el lugar de partida se analizan las formas en que los jóvenes construyen el proyecto de migrar, en relación con las variables de género y edad, que son determinantes para entender la posición que ocupan en la comunidad. En el lugar de destino se analizan los procesos de integración a partir de las definiciones informales y jurídicas en que ellos mismos se inscriben y que les son atribuidas por la sociedad englobante. Dentro de esas categorías, las diferencias de color, leídas como diferencias raciales, tienen un lugar particular, ya que son vividas como una de las situaciones más violentas a las que se ven expuestos. Se observan los procesos migratorios en perspectiva, vinculando la experiencia de estos jóvenes con los conceptos de diásporas nacionales y diáspora negra.
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Do lado de cá da Kalunga: os africanos angolas em Salvador, 1800-1864

Trindade, Pedro Moraes January 2008 (has links)
Submitted by Suelen Reis (suziy.ellen@gmail.com) on 2013-04-22T19:24:24Z No. of bitstreams: 1 Dissertacao Pedro Trindadeseg.pdf: 764019 bytes, checksum: d0d4d6253edbed113484836a677af45b (MD5) / Approved for entry into archive by Rodrigo Meirelles(rodrigomei@ufba.br) on 2013-05-11T17:16:31Z (GMT) No. of bitstreams: 1 Dissertacao Pedro Trindadeseg.pdf: 764019 bytes, checksum: d0d4d6253edbed113484836a677af45b (MD5) / Made available in DSpace on 2013-05-11T17:16:31Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Dissertacao Pedro Trindadeseg.pdf: 764019 bytes, checksum: d0d4d6253edbed113484836a677af45b (MD5) Previous issue date: 2008 / Esta dissertação tem o objetivo de estudar a presença e a movimentação dos africanos do grupo banto, de nação angola, no século XIX, na cidade de salvador no período de 1800 a 1864. Discutimos os rituais de sepultamento de africanos angolas através dos registros de óbitos, alem de fazermos um estudo demográfico referente a essa nação nas freguesias da Sé, Conceição da Praia e Santo Antônio Além do Carmo. Buscamos também, através dos anúncios de jornal, fazer um levantamento das fugas. Além de interpretar as estratégias de resistência e as imagens identitárias desses africanos na visão senhorial. Finalmente destaco a trajetória dos africanos livres, de nação angola traficados após o ano de 1831, o que era proibido por lei. / Salvador
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Permanências africanas no congado brasileiro / African permanencies in the brazilian congado

SOUZA, Tatiane Pereira de [UNESP] 27 March 2018 (has links)
Submitted by TATIANE PEREIRA DE SOUZA (tatiane.souza@unesp.br) on 2018-10-19T19:12:17Z No. of bitstreams: 1 A-Tese_Permanências Africanas no Congado Brasileiro_Tatiane Pereira de Souza_ pós_banca_versão final_10-2018-pdf.pdf: 9927970 bytes, checksum: 0f71abd9c1743cf7b74e4b41a05d3839 (MD5) / Rejected by Aline Aparecida Matias null (alinematias@fclar.unesp.br), reason: Solicitamos que realize uma nova submissão seguindo as orientações abaixo: 1) Agradecimento à CAPES: De acordo com a PORTARIA CAPES n. 206, de 4 de setembro de 2018 (http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=05/09/2018&jornal=515&pagina=22), que dispõe sobre a obrigatoriedade de citação da CAPES, o agradecimento à agência de fomento deverá aparecer da seguinte forma: "O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001". 2) Falta a palavra "Sumário" na parte superior da folha do mesmo. 3) Renumeração do trabalho: as páginas pré-textuais devem ser contadas, com exceção da capa, que no caso do seu trabalho são duas e da ficha catalográfica, mas a numeração deverá aparecer somente a partir da primeira página textual. No seu caso Mu'Ntu será a página 11. 4) Sumário: após a renumeração do trabalho será preciso refazer o sumário para que ele reflita fielmente a paginação do trabalho. Agradecemos a compreensão. on 2018-10-19T22:00:25Z (GMT) / Submitted by TATIANE PEREIRA DE SOUZA (tatiane.souza@unesp.br) on 2018-11-12T20:51:27Z No. of bitstreams: 2 A-Tese_Permanências Africanas no Congado Brasileiro_Tatiane Pereira de Souza_ pós_banca_versão final_10-2018-pdf.pdf: 9927970 bytes, checksum: 0f71abd9c1743cf7b74e4b41a05d3839 (MD5) A_Tese_Permanências Africanas no Congado Brasileiro_TPS_para biblioteca_11-2018.pdf: 9922069 bytes, checksum: 8e222fb6f3889500d2b5304873ba4305 (MD5) / Approved for entry into archive by Milena Maria Rodrigues null (milena@fclar.unesp.br) on 2018-11-12T23:27:08Z (GMT) No. of bitstreams: 1 souza_tp_dr_arafcl.pdf: 9922069 bytes, checksum: 8e222fb6f3889500d2b5304873ba4305 (MD5) / Made available in DSpace on 2018-11-12T23:27:08Z (GMT). No. of bitstreams: 1 souza_tp_dr_arafcl.pdf: 9922069 bytes, checksum: 8e222fb6f3889500d2b5304873ba4305 (MD5) Previous issue date: 2018-03-27 / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) / Busca-se identificar, descrever e compreender as permanências africanas dentro do Congado e de que forma elas influenciam a identidade dos grupos e o sentimento de pertença de seus participantes. A pesquisa se realizou por meio da Afroperspectiva enquanto método com referências na etnografia e em estudos situados no contexto geopolítico do Mundo Africano: Continente- Diáspora, e América Latina, dentre outros em diálogo. Assim, os dados coletados, nas conversas aprofundadas e no convívio com os grupos e demais participantes da pesquisa, foram registrados, transcritos, organizados e interpretados à luz da análise de conteúdo por meio de uma descrição densa. O capítulo I - Áfricas, apresenta a desmistificação da África enquanto ponto de partida para conhecer e estudar as culturas negras, cuja raiz de sua expressão é africana. O texto desconstrói o imaginário negativo sobre África e sua conceituação de diáspora para trazer a África e suas múltiplas dimensões enquanto territórios civilizatórios espalhados pelo mundo. Assim, localiza-se o Congado como uma herança afrodiaspórica no Brasil. No capítulo II, apresenta-se as concepções da Afroperspectiva enquanto método que sustenta tanto as categorias teóricas e práticas dessa pesquisa quanto as ações da pesquisadora em interlocução e em incursão no campo Brasil-África; é pela lente da Afroperspectiva que apresentamos os caminhos de compreensão do Congado. Por fim, os capítulos III - Congado o que é isto? e IV- Congado, território africano trazem, respectivamente, uma imersão na cultura e na presença africana, em especial bantu, para compreender o universo do Congado com suas raízes e práticas no Brasil; esses capítulos, apresentam a interpretação dos dados da pesquisa oriundos do campo com os/as congadeiros/as no Brasil e com os africanos de Angola, ao final tem-se as conclusões dessa investigação. / This thesis is dedicated to unveiling Africa and its cultural elements present in the practices, celebrations and imaginary of its descendants. It seeks to identify, describe and understand the African permanences within the Congado and in what way they influence the identity of the groups and the sense of belonging of its participants. The research was carried out through Afropperspective as a method with references in ethnography and in studies situated in the geopolitical context of the African World: Continent-Diaspora, and Latin America, among others in dialogue. Thus, the collected data, in the deep conversations and in the conviviality with the groups and other participants of the research, were recorded, transcribed, organized and interpreted in light of the analysis of content by means of a dense description. Chapter I - Africa, presents the demystification of Africa as a starting point for learning about and studying black cultures, whose roots are African. The text deconstructs the negative imaginary about Africa and its conception of diaspora to bring Africa and its multiple dimensions as civilizing territories scattered around the world. Thus, the Congado is located like an afrodiasporic inheritance in Brazil. In Chapter II, the concepts of Afropperspective are presented as a method that supports both the theoretical and practical categories of this research and the actions of the researcher in interlocution and incursion in the Brazil-Africa field; it is through the lens of Afropperspective that we present the paths of understanding of the Congado. Finally, chapters III - Congado what is this? and IV- Congado, African territory, respectively, immersion in African culture and presence, especially Bantu, to understand the Congado universe with its roots and practices in Brazil; these chapters present the interpretation of the research data coming from the field with the congadeiros in Brazil and with the Angolan Africans, at the end the conclusions of this investigation are obtained. / CAPES - Código de Financiamento 001

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