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Mediação Social em Angola : relações de interfaces entre ONGs e camponeses na região do planalto central, província do Huambo, município CaàlaCalundungo, Antônio Joaquim de Assis Zeferino January 2013 (has links)
Cette étude examine la relation entre renforcement de la souveraineté de l'Etat angolais et l'action des organisations non gouvernementales (ONG) dans les initiatives pour le développement rural de l'Angola, après la fin du conflit armé, en 2002. Dans les années 90, l'ouverture du pays au multipartisme et la mise en oeuvre de l'accord de paix entre le gouvernement angolais et les forces militaires de l'UNITA ont mis fin au conflit qui a suivi l’indépendance, et ont commencé un processus de redressement et de reconstruction d’aprés-guerre. Dans ce contexte, différentes forces politiques et sociales émergèrent en l’Angola et, simultanément, de plusieurs institutions et organisations internationales ainsi que institutions religieuses liées à des questions d'aide humanitaire d'urgence et de l'aprèsguerre se sont établies dans le pays. Ces organisations ont commencé à développer des actions en faveur des populations les plus vulnérables, en particulier en milieu rural. La fin de la guerre en 2002 a donné lieu à un processus de réarrangement entre les différents acteurs de la réalité sociale angolaise, tandis que dans le contexte international, les flux financiers visant à l'aides humanitaire et de développement ont été l'objet d'importants changements.. Le nouveau contexte, en contrepartie, a permis l'expansion des agences gouvernementales dans les régions rurales du pays qui étaient jusque-là en dehors du contrôle de l'Etat. Cela a a permis de renforcer progressivement la souveraineté et le contrôle de l'Etat sur les populations et les zones rurales, notamment par le biais de programmes et projets de développement rural, parfois en partenariat avec d'autres acteurs du développement comme les ONG. Cette thèse est proposé d'étudier la relation supposée entre le renforcement de la souveraineté de l'Etat sur les zones rurales et le rôle des ONG dans ces régions. La recherche visait à comprendre, en particulier: quel genre de relations sont établies entre les ONG, les agriculteurs, les organismes gouvernementaux et d'autres agents liés aux questions rurales? Comment ces relations influencent le renforcement de la souveraineté dans les processus de construction de l'État en Angola? Les programmes et projets d’ONGs visant au développement rural souvent ont précédé la présence de l'État dans les communautés rurales, en se positionnant comme une «agence» qui précède l'action des organes de l'administration de l'Etat dans la campagne. A travers l'examen de deux projets de développement rural coordonnés par des ONG et un programme de crédit agricole du gouvernement, nous avons cherché à comprendre le réseau des relations qui existent dans les processus de développement rural, ainsi que des discontinuités dans les perceptions des différents acteurs et les interactions entre les forces et les intérêts endogène et exogène, et la marge de manoeuvre des différents acteurs impliqués dans ces processus. La recherche a indiqué que les processus d’intervention pour le développement socio-économique dans les régions rurales portent des tensions fondamentales: l'arrivée des organes de l'administration publique a les communautés et les zones rurales se produit souvent à la suite des projets des ONG, bien que cela ne signifie pas nécessairement renforcer la souveraineté paysan et populaire dans la conduite des programmes et projets en cours; le financement public destiné aux activités rurales ont privilégié l'agro-industrie au détriment de l'amélioration des capacités des agriculteurs pour construire une vie plus satisfaisante pour eux-mêmes ; la fin de la guerre a ramené, dans les zones rurales, les intérêts élitistes qui lient les élites nationales à des intérêts internationaux visant à l'obtention de biens et de ressources ruraux telles que de vastes étendues de terres rurales. Parmi les différents médiateurs, la défense de la souveraineté communautaire constitue également un champ de bataille où les intérêts liés aux élites politiques et économiques (nationaux ou étrangers) sont plus susceptibles de réussir. / O presente estudo analisa a relação existente entre o aumento da soberania do Estado angolano e a ação das organizações não governamentais (ONGs) nas iniciativas voltadas ao desenvolvimento rural em Angola, após o fim do conflito armado, que o país alcançou em 2002. No começo dos anos 90, a abertura do país ao sistema multipartidário e a concretização do acordo de paz entre o governo angolano e as forças militares da UNITA, puseram fim aos anos de conflito pós-independência e deram início a um processo de recuperação e reconstrução pós-bélica. Neste contexto, emergiram em Angola diferentes forças políticas e sociais internas e, simultaneamente, estabeleceram-se no país diversas agências e organizações internacionais e instituições religiosas ligadas a questões de ajuda humanitária, emergencial e a processos de recuperação pós-bélica, que passaram a desenvolver ações de apoio às populações mais vulneráveis, especialmente as rurais. Em 2002, o fim da guerra deu origem a processos de reposicionamento dos diferentes atores da realidade social angolana, ao mesmo tempo em que no contexto internacional observaramse mudanças nos fluxos financeiros da ajuda internacional humanitária e para o desenvolvimento. O novo contexto oportunizou o avanço dos órgãos governamentais a regiões do país até então fora do controle do Estado, possibilitando o aumento gradual da soberania e do controle do Estado sobre populações e territórios rurais, particularmente através de programas e projetos de desenvolvimento rural, por vezes em parceria com outros agentes de desenvolvimento, com as ONGs. Este tese se propôs investigar a possível relação entre o crescimento da soberania do Estado sobre as áreas rurais e a ação das ONGs nessas regiões. A pesquisa buscou entender, particularmente: que tipo de relações se estabelecem entre ONGs, camponeses, órgãos governamentais e demais agentes relacionados às questões rurais? De que maneira estas relações influenciam o crescimento da soberania nos processos de construção do Estado em Angola? Os programas e projetos das ONGs de desenvolvimento rural, muitas vezes, anteciparam-se à presença do Estado junto às populações rurais, posicionando-se como um “braço avançado” que precede a atuação dos órgãos da administração estatal no rural. Através do exame de dois projetos de desenvolvimento rural coordenados por ONGs e de um programa governamental de crédito agrícola, buscou-se entender a trama de relações existentes nos processos de desenvolvimento rural, as descontinuidades nas percepções dos diferentes atores e as interações entre forças e interesses endógenos e exógenos, bem como as margens de manobra dos diferentes atores envolvidos nesses processos. A pesquisa permitiu concluir que os processos de intervenção socioeconômica no meio rural comportam algumas tensões básicas: a chegada dos órgãos de administração estatal junto das populações e territórios rurais ocorre, muitas vezes através das ONGs, embora isto não implique, necessariamente, aumento da soberania camponesa e popular na condução dos programas e projetos em curso; os financiamentos públicos voltados para o meio rural têm privilegiado as atividades de agronegócio, em detrimento da capacitação dos camponeses para construírem vidas mais satisfatórias para si; o fim da guerra trouxe de volta ao meio rural interesses elitistas que vinculam grupos e elites nacionais a interesses internacionais voltados para a obtenção de ativos e recursos rurais como amplas extensões de terra. Entre os diferentes mediadores, a defesa da soberania comunitária também se constitui numa arena de luta na qual, os interesses ligados às elites políticas e econômicas (nacionais ou externas) têm mais chances de serem bem sucedidos. / This study examines the relationship between the strengthening of state sovereignty and the action by non-governmental organizations (NGOs) through rural development initiatives in Angola, after the end of the armed conflict, attained in 2002. The political opening conducted in the country in the early '90s, which allowed for a multiparty system, and the implementation of the peace agreement between the Angolan government and the UNITA military forces have put an end to years of post-independence conflicts and started up a process of post-war recovery and reconstruction. In this context, various political and social forces have emerged in Angola. Concurrently, many international agencies, NGOs and religious institutions aimed at humanitarian and emergency aid and at post-war recovery have set offices in the country and began to develop actions in support of the most vulnerable populations, especially rural people. The end of the war, in 2002, gave rise to a process of rearrangement among the different actors of the Angolan social reality, whereas, in the international context, the financial flows aimed at humanitarian and development aid were undergoing significant changes. The new context, however, allowed for the expansion of government agencies to the rural regions of the country which were hitherto outside the control of the state. This has made room for gradual strengthening of both sovereignty and state control over populations and rural areas, particularly by means of rural development programs and projects, sometimes in partnership with other development actors such as NGOs. This thesis has proposed to investigate the hypothesized relationship between the strengthening of sovereignty and state control upon rural areas and the role of NGOs in these regions. The research sought to understand, particularly: what kind of relationships are established between NGOs, farmers, government agencies and other agents related to rural issues? How these relationships influence the growth of sovereignty in the processes of state-building in Angola? The programs and projects of NGOs aimed at rural development often preceded the presence of the state in rural communities, positioning itself as a “branch office” that precedes the action of the organs of state administration in the country. Through the analysis of two rural development projects coordinated by NGOs and a government-led agricultural credit program, it was sought to understand the network of relationships that exist in rural development processes, as well as the discontinuities in the perceptions of distinct actors and the interactions between both the endogenous and exogenous forces and interests, and the room for maneuver of the different actors involved in these processes. Research findings pointed that the processes of socio-economic intervention in the rural comprise some fundamental tensions: the establishment of state entities in rural areas often occurs in the wake of NGOs projects, although this does not necessarily imply increasing peasant and people’s sovereignty in the coordination of ongoing programs and projects; the public funding aimed at rural activities have focused agribusiness at the expense of improving farmers’ capabilities for building more satisfying lives for themselves; the end of the war brought back to the rural zones those elitist interests that link national elites to international interests aimed at obtaining rural assets and resources such as vast tracts of rural land. Among the different mediators, the defense of community sovereignty also constitutes an arena of struggle in which the interests linked to political and economic elites (domestic or foreign) are more likely to be successful.
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Mediação Social em Angola : relações de interfaces entre ONGs e camponeses na região do planalto central, província do Huambo, município CaàlaCalundungo, Antônio Joaquim de Assis Zeferino January 2013 (has links)
Cette étude examine la relation entre renforcement de la souveraineté de l'Etat angolais et l'action des organisations non gouvernementales (ONG) dans les initiatives pour le développement rural de l'Angola, après la fin du conflit armé, en 2002. Dans les années 90, l'ouverture du pays au multipartisme et la mise en oeuvre de l'accord de paix entre le gouvernement angolais et les forces militaires de l'UNITA ont mis fin au conflit qui a suivi l’indépendance, et ont commencé un processus de redressement et de reconstruction d’aprés-guerre. Dans ce contexte, différentes forces politiques et sociales émergèrent en l’Angola et, simultanément, de plusieurs institutions et organisations internationales ainsi que institutions religieuses liées à des questions d'aide humanitaire d'urgence et de l'aprèsguerre se sont établies dans le pays. Ces organisations ont commencé à développer des actions en faveur des populations les plus vulnérables, en particulier en milieu rural. La fin de la guerre en 2002 a donné lieu à un processus de réarrangement entre les différents acteurs de la réalité sociale angolaise, tandis que dans le contexte international, les flux financiers visant à l'aides humanitaire et de développement ont été l'objet d'importants changements.. Le nouveau contexte, en contrepartie, a permis l'expansion des agences gouvernementales dans les régions rurales du pays qui étaient jusque-là en dehors du contrôle de l'Etat. Cela a a permis de renforcer progressivement la souveraineté et le contrôle de l'Etat sur les populations et les zones rurales, notamment par le biais de programmes et projets de développement rural, parfois en partenariat avec d'autres acteurs du développement comme les ONG. Cette thèse est proposé d'étudier la relation supposée entre le renforcement de la souveraineté de l'Etat sur les zones rurales et le rôle des ONG dans ces régions. La recherche visait à comprendre, en particulier: quel genre de relations sont établies entre les ONG, les agriculteurs, les organismes gouvernementaux et d'autres agents liés aux questions rurales? Comment ces relations influencent le renforcement de la souveraineté dans les processus de construction de l'État en Angola? Les programmes et projets d’ONGs visant au développement rural souvent ont précédé la présence de l'État dans les communautés rurales, en se positionnant comme une «agence» qui précède l'action des organes de l'administration de l'Etat dans la campagne. A travers l'examen de deux projets de développement rural coordonnés par des ONG et un programme de crédit agricole du gouvernement, nous avons cherché à comprendre le réseau des relations qui existent dans les processus de développement rural, ainsi que des discontinuités dans les perceptions des différents acteurs et les interactions entre les forces et les intérêts endogène et exogène, et la marge de manoeuvre des différents acteurs impliqués dans ces processus. La recherche a indiqué que les processus d’intervention pour le développement socio-économique dans les régions rurales portent des tensions fondamentales: l'arrivée des organes de l'administration publique a les communautés et les zones rurales se produit souvent à la suite des projets des ONG, bien que cela ne signifie pas nécessairement renforcer la souveraineté paysan et populaire dans la conduite des programmes et projets en cours; le financement public destiné aux activités rurales ont privilégié l'agro-industrie au détriment de l'amélioration des capacités des agriculteurs pour construire une vie plus satisfaisante pour eux-mêmes ; la fin de la guerre a ramené, dans les zones rurales, les intérêts élitistes qui lient les élites nationales à des intérêts internationaux visant à l'obtention de biens et de ressources ruraux telles que de vastes étendues de terres rurales. Parmi les différents médiateurs, la défense de la souveraineté communautaire constitue également un champ de bataille où les intérêts liés aux élites politiques et économiques (nationaux ou étrangers) sont plus susceptibles de réussir. / O presente estudo analisa a relação existente entre o aumento da soberania do Estado angolano e a ação das organizações não governamentais (ONGs) nas iniciativas voltadas ao desenvolvimento rural em Angola, após o fim do conflito armado, que o país alcançou em 2002. No começo dos anos 90, a abertura do país ao sistema multipartidário e a concretização do acordo de paz entre o governo angolano e as forças militares da UNITA, puseram fim aos anos de conflito pós-independência e deram início a um processo de recuperação e reconstrução pós-bélica. Neste contexto, emergiram em Angola diferentes forças políticas e sociais internas e, simultaneamente, estabeleceram-se no país diversas agências e organizações internacionais e instituições religiosas ligadas a questões de ajuda humanitária, emergencial e a processos de recuperação pós-bélica, que passaram a desenvolver ações de apoio às populações mais vulneráveis, especialmente as rurais. Em 2002, o fim da guerra deu origem a processos de reposicionamento dos diferentes atores da realidade social angolana, ao mesmo tempo em que no contexto internacional observaramse mudanças nos fluxos financeiros da ajuda internacional humanitária e para o desenvolvimento. O novo contexto oportunizou o avanço dos órgãos governamentais a regiões do país até então fora do controle do Estado, possibilitando o aumento gradual da soberania e do controle do Estado sobre populações e territórios rurais, particularmente através de programas e projetos de desenvolvimento rural, por vezes em parceria com outros agentes de desenvolvimento, com as ONGs. Este tese se propôs investigar a possível relação entre o crescimento da soberania do Estado sobre as áreas rurais e a ação das ONGs nessas regiões. A pesquisa buscou entender, particularmente: que tipo de relações se estabelecem entre ONGs, camponeses, órgãos governamentais e demais agentes relacionados às questões rurais? De que maneira estas relações influenciam o crescimento da soberania nos processos de construção do Estado em Angola? Os programas e projetos das ONGs de desenvolvimento rural, muitas vezes, anteciparam-se à presença do Estado junto às populações rurais, posicionando-se como um “braço avançado” que precede a atuação dos órgãos da administração estatal no rural. Através do exame de dois projetos de desenvolvimento rural coordenados por ONGs e de um programa governamental de crédito agrícola, buscou-se entender a trama de relações existentes nos processos de desenvolvimento rural, as descontinuidades nas percepções dos diferentes atores e as interações entre forças e interesses endógenos e exógenos, bem como as margens de manobra dos diferentes atores envolvidos nesses processos. A pesquisa permitiu concluir que os processos de intervenção socioeconômica no meio rural comportam algumas tensões básicas: a chegada dos órgãos de administração estatal junto das populações e territórios rurais ocorre, muitas vezes através das ONGs, embora isto não implique, necessariamente, aumento da soberania camponesa e popular na condução dos programas e projetos em curso; os financiamentos públicos voltados para o meio rural têm privilegiado as atividades de agronegócio, em detrimento da capacitação dos camponeses para construírem vidas mais satisfatórias para si; o fim da guerra trouxe de volta ao meio rural interesses elitistas que vinculam grupos e elites nacionais a interesses internacionais voltados para a obtenção de ativos e recursos rurais como amplas extensões de terra. Entre os diferentes mediadores, a defesa da soberania comunitária também se constitui numa arena de luta na qual, os interesses ligados às elites políticas e econômicas (nacionais ou externas) têm mais chances de serem bem sucedidos. / This study examines the relationship between the strengthening of state sovereignty and the action by non-governmental organizations (NGOs) through rural development initiatives in Angola, after the end of the armed conflict, attained in 2002. The political opening conducted in the country in the early '90s, which allowed for a multiparty system, and the implementation of the peace agreement between the Angolan government and the UNITA military forces have put an end to years of post-independence conflicts and started up a process of post-war recovery and reconstruction. In this context, various political and social forces have emerged in Angola. Concurrently, many international agencies, NGOs and religious institutions aimed at humanitarian and emergency aid and at post-war recovery have set offices in the country and began to develop actions in support of the most vulnerable populations, especially rural people. The end of the war, in 2002, gave rise to a process of rearrangement among the different actors of the Angolan social reality, whereas, in the international context, the financial flows aimed at humanitarian and development aid were undergoing significant changes. The new context, however, allowed for the expansion of government agencies to the rural regions of the country which were hitherto outside the control of the state. This has made room for gradual strengthening of both sovereignty and state control over populations and rural areas, particularly by means of rural development programs and projects, sometimes in partnership with other development actors such as NGOs. This thesis has proposed to investigate the hypothesized relationship between the strengthening of sovereignty and state control upon rural areas and the role of NGOs in these regions. The research sought to understand, particularly: what kind of relationships are established between NGOs, farmers, government agencies and other agents related to rural issues? How these relationships influence the growth of sovereignty in the processes of state-building in Angola? The programs and projects of NGOs aimed at rural development often preceded the presence of the state in rural communities, positioning itself as a “branch office” that precedes the action of the organs of state administration in the country. Through the analysis of two rural development projects coordinated by NGOs and a government-led agricultural credit program, it was sought to understand the network of relationships that exist in rural development processes, as well as the discontinuities in the perceptions of distinct actors and the interactions between both the endogenous and exogenous forces and interests, and the room for maneuver of the different actors involved in these processes. Research findings pointed that the processes of socio-economic intervention in the rural comprise some fundamental tensions: the establishment of state entities in rural areas often occurs in the wake of NGOs projects, although this does not necessarily imply increasing peasant and people’s sovereignty in the coordination of ongoing programs and projects; the public funding aimed at rural activities have focused agribusiness at the expense of improving farmers’ capabilities for building more satisfying lives for themselves; the end of the war brought back to the rural zones those elitist interests that link national elites to international interests aimed at obtaining rural assets and resources such as vast tracts of rural land. Among the different mediators, the defense of community sovereignty also constitutes an arena of struggle in which the interests linked to political and economic elites (domestic or foreign) are more likely to be successful.
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La médiation de l’archéologie à la télévision : la construction d’une relation au passé / The mediation of archaeology on television : the construction of a relation to the pastSchall, Céline 18 June 2010 (has links)
À l’heure actuelle, les occasions de « rencontrer » des hommes du passé (ou du moins leurs représentants) se multiplient : l’exposition d’archéologie ne présente plus seulement des objets, mais fait découvrir au visiteur le mode de vie des anciens habitants d’un lieu ; les reconstitutions historiques font « revivre » des hommes du passé et mettent en scène courses de chars, artisanat et autres gestes « ancestraux » devant les yeux du public ; et enfin, les guides de monuments historiques prennent les traits de personnages-types, favorisant l’immersion et l’attachement au lieu. De la même manière, les émissions de télévision sur l’archéologie semblent de plus en plus effacer le scientifique et les vestiges du dispositif ; proposant ainsi une relation plus directe au passé et à l’homme du passé (c’est le cas par exemple de docufictions comme Homo Sapiens de Jacques Malaterre). Cette recherche questionne ainsi la relation au passé, proposée par les émissions de télévision sur l’archéologie. Comment ces films peuvent-ils créer une relation à la fois scientifique et symbolique au passé et à « l’autre » ? Quels sont les effets de cette nouvelle forme de médiation qui feint de s’effacer ? À l’inverse, quels sont les effets de l’affirmation du dispositif de médiation (dans les documentaires et les reportages) ? Pour répondre à ces questions, nous avons adopté une démarche « feuilletée », en « entonnoir ». Un corpus de référence réunit d’abord toutes les émissions sur l’archéologie, diffusées entre 1995 et 2008, sur la télévision hertzienne française. Son analyse statistique permet de dégager des tendances générales quant à la représentation de l’archéologie à la télévision. Ensuite, l’analyse sémiopragmatique d’un corpus test de 13 émissions sur Pompéi, mène à la constitution d’un modèle d’analyse de la médiation du passé et d’un outil permettant la systématisation du recueil de données sur un grand nombre d’émissions. Enfin, un troisième corpus de 51 émissions permet la vérification de ce modèle et aboutit à l’identification de quatre types de construction de la relation au passé. L’apport de l’étude est triple : 1) elle génère des connaissances sur l’objet de recherche lui-même, c’est-à-dire sur les représentations les plus courantes de l’archéologie à la télévision ; 2) elle propose une méthodologie et un modèle d’analyse de la médiation fondés sur des outils issus de la sémiopragmatique ; 3) enfin, d’un point de vue théorique, la recherche permet d’envisager la médiation, non comme un lien sociétal ou un « entre-deux », mais comme une stratégie de modulation de la distance, possible notamment grâce à l’intervention de « figures » de médiation. Ces figures sont des éléments référentiels qui cristallisent des représentations sociales et qui ont des rôles à jouer dans l’énonciation et la narrativité de l’émission / At present time, the occasions of “meetings” with men from the past (or at least with their representatives) multiply: the archaeology exposure does not only present the objects anymore, but makes discover the visitor, the lifestyle of the former inhabitants of a place; the historical reconstitutions make “relife” the men from the past and put in stage horse races and ancestral gestures in front of the public eyes; and finally, guides of historical places take the appearance of characters, supporting the immersion and the attachment to the place. In the same way, the TV shows about archaeology seem to erase the scientist and the vestiges of the device, offering a more direct relation to the past and to the man from the past (for example the docudrama Homo Sapiens, by Jacques Malaterre). This research questions the relation to the past, built by the television programs about archaeology. How these devices can create at the same time, a scientific and a symbolic relation to the past? Which are the effects of this new form of mediation which pretends to be erased? On the contrary, which are the effects of the affirmation of the mediation device (in the documentaries and reports)? To answer these questions, we adopted a “laminated” method, in “funnel”. A corpus of reference joins all the programs about archaeology, diffused between 1995 and 2008, on french hertzian television. Its statistical analysis makes it possible to draw the general tendencies of the representation of archaeology on television. Then, the semiopragmatic analysis of a test corpus of 13 emissions about Pompeii, leads to the constitution of an analysis model of the mediation to the past and to the constitution of a tool, allowing the analysis of a great number of films. Lastly, a third corpus of 51 emissions allows the checking of this model and leads to the identification of four types of construction of relation to the past. The contribution of the study is triple: 1) it brings knowledge about the object of research itself, about the most common representations of archaeology on television; 2) it proposes a methodology and an analysis model of the mediation based on tools coming from the semiopragmatic; 3) finally, from a theoretical point of view, this research makes it possible to consider the mediation, not as a “social bond” or a “interval”, but as a strategy of modulation of distance, thanks to the intervention of “mediation figures”. These figures are referential elements which crystallize the social representations and which have roles to play in the enunciation and the narrativity of the program
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Des noms et des lieux : la médiation toponymique au Québec et en Arcadie du Nouveau-Brunswick / Of Names and Places : tponymic Mediation in Quebec and Acadia of New BrunswickAdam, Francine 14 May 2008 (has links)
La médiation toponymique est l’un des ensembles relationnels qui font une terre habitée, ici le Québec et l’Acadie du Nouveau-Brunswick. Trois souches linguistiques principales y ont déployé les lieux : l’autochtone, la française, l’anglaise. Les motifs de dénomination reliés à la propriété et la fréquentation, l’appartenance et l’événement, l’expérience directe et l’honorifique fondent la résonance des noms et de la terre. Les noms de lieux constituent un héritage à vivre et à transmettre. Corps, cœur et esprit alimentent une toponymie affective et sensible qui ressortit aux visions et perceptions du milieu naturel, s’exprime par l’anthroponynie (possessive et honorifique) et la consécration culturelle, imprègne la dynamique des changements de noms. En est une illustration le débat identitaire dans le contexte des fusions municipales au Québec. La dimension spécifiquement sémantique de la toponymie affective et sensible a permis d’établir trois grandes classes thématiques : empreintes possessives et identitaires, sens et sensations, ambiances et sentiments. Des profils régionaux apparaissent au Québec et des profils de comtés en Acadie du Nouveau-Brunswick ; une toponymie des bonheurs et des malheurs se dessine. De cette mise en parallèle du Québec et de l’Acadie du Nouveau-Brunswick, il ressort des types toponymiques fortement contrastés qui témoignent de leur histoire politique respective et du rôle des autorités institutionnelles en la matière. / The toponymic mediation is one of the systems of relationships, which compose an inhabited land, here Quebec and Acadia of New Brunswick. Three main linguistic stems have influenced the construction of places : the autochthonous one, the French one and the English one. Denomination in relationship with property and socializing, belonging and event, direct experience and honours make the names resound with the earth. The place names offer an inheritance to live with and transmit. Body, heart and mind nourish an affective and sensitive toponymy, which relies on visions and perceptions of the environment. It expresses itself through anthroponymy (possessive and honorary) and through cultural consecration ; it influences the dynamics of changing names. An illustration of that is the debate on identity in the context of municipal mergers in Quebec. The specifically semantic dimension of affective and sensitive toponymy establishes three great thematic categories : imprints of possession and identity, senses and sensations, atmospheres and feelings. Regional profiles appear in Quebec and profiles of counties in Acadia of New Brunswick : it outlines a toponymy of happiness and sorrow. Very contrasted toponymic types stand out from this comparison between Quebec and Acadia of New Brunswick ; they testify to the respective political history of both regions and to the role of institutional authorities.
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La médiation : une approche constructive à la hauteur des conflits de notre temps : un pont possible entre la justice et la paix dans un monde pluraliste / Mediation : a constructive approach to the conflicts of our time : a possible bridge between justice and peace in a pluralistic worldGraf, Kathrin 22 November 2017 (has links)
Ce présent travail a pour vocation de fournir une approche multidisciplinaire – historique, socio-politique, économique, et psychologique – pour comprendre l’intérêt général de la gestion constructive de conflit, et en particulier les opportunités liées à la méthode de la médiation. La thèse reflète le chemin parcouru - de la déconstruction à la reconstruction du sujet – débutant par une analyse théorique (les origines, les spécificités, les différences avec d’autres méthodes, les valeurs et principes), passant par une prise en considération des phénomènes individuels et collectifs inhérents au conflit et à sa gestion (les niveaux de conflit, les dimensions de la gestion, les fondements psychologiques individuels, les opportunités d’une démarche intégrative mais aussi les limites et risques liés à la méthode de médiation). Le travail tient également compte de l’évolution personnelle du chercheur, de sa pratique de médiateur, des échanges avec d'autres professionnels ainsi que ses constats de réalisabilité (conseils de mise en pratique, organisation logistique, outils concrets pour les différentes phases, et restitution des étapes clés d’un cas pratique).Mots clés : accompagnement, arbitrage, compréhension mutuelle, confidentialité, consensus, dialoguer, doubler, écoute active, empathie, facilitation de communication, gestion de conflit effective et constructive, impartialité, médiation, méthodes alternatives de règlement de conflit, modération, négociation intégrative, prévention/traitement auto-responsable de futures conflits, résolution créative de problèmes, solutions « pareto optimales », rétablissement de la paix, gestion des processus, rapprochement, réconciliation, science décisionnelle, supervision, zone d’accords possibles / This work aims to provide a multidisciplinary approach - historical, socio-political, economic, and psychological - to understand the general interest of constructive conflict management, and in particular the opportunities related to the method of mediation. The thesis reflects the path taken - from deconstruction to reconstruction of the subject - beginning with a theoretical analysis (origins, specificities, differences with other methods, values and principles) and considering the individual and collective phenomena inherent to each conflict and its management (levels of conflict, management dimensions, individual psychological foundations, opportunities of integrative bargaining, but also the limits and risks associated with the method of mediation). The present work also takes into account the personal evolution of the researcher, her practice as a mediator, exchanges with other professionals on this behalf and her personal findings of feasibility (practical advice, logistical organization, concrete tools for the various phases, and the restitution of the key steps of a practical case). Key words : active listening, alternative dispute resolution, arbitrary, communication facilitation, conciliation, confidentiality, consensus, constructive and effective conflict management, creative problem-solving, decision science, dialogue, empathy training, empowerment, Harvard negotiation model, impartiality, integrative bargaining, looping, mediative solutions, moderation, negotiation, “pareto optimal” solutions, peacemaking, process management, reconciliation, reframing, settlements, supervision, therapy, understanding, zone of possible agreements
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E-Learning : étudier le rôle du système de communication pour comprendre les dispositifs d'enseignement à distance / Elearning : studying communication system role to understand distance learning devicesKaroui, Anis 09 November 2013 (has links)
Le e-learning, et plus particulièrement l’enseignement à distance, est ici appréhendé comme terrain d’étude pour le chercheur en sciences de l’information et de la communication (SIC). La problématique adopte une démarche pluridisciplinaire; ancrée sur les Sciences de l’Information et de la Communication, elle intègre, sous une forme systémique, des apports heuristiques des sciences de l'éducation, de l’épistémologie, des sciences cognitives et des sciences humaines. Elle questionne la pertinence du système de communication au sein des dispositifs d’enseignement et de formation à distance.Les technologies numériques de l’information et de la communication (TNIC) intégrées dans des environnements d’apprentissage ouvrent de nouveaux horizons pour l’éducation à travers le développement de l'enseignement à distance (EAD) permettant de dépasser les contraintes d’espace et de temps souvent imposées par le système éducatif traditionnel. Nous proposons d'étudier ces dispositifs en insistant sur la pertinence et l'importance de la communication dans leur performance et réussite car nous constatons, à travers une étude empirique menée sur un centre de télé-enseignement en sciences, qu’il ne suffit pas d’inscrire les apprenants sur une plateforme dédiée à l’enseignement et à la transmission de savoirs pour que ces derniers s’accrochent à leur formation, atteignent leurs objectifs et acquièrent des compétences. / Elearning has been chosen as a field study on Information and Communication Sciences (ICS). The problem takes a multidisciplinary approach: anchored on Information and Communication Sciences, it integrates, in a systemic form, heuristic contributions of educational sciences, epistemology, cognitive sciences and humanities. It questions the relevance of the communication system within distance systems of education and training.Integrating numerical technologies of information and communication in learning environments open up new horizons for education by developing distance education to overcome space and time constraints often imposed by the traditional education system. We propose to study these devices with an emphasis on the relevance and the importance of communication on their performance and success. As we see, through an empirical study on a distance education center, that it is not enough to register learners on a platform dedicated to teaching and transmitting knowledges to make them cling to their training, achieve their goals and get skills.
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Pratiques et compétences informationnelles des étudiants dans les espaces de formation en ligne / Students information practices and information literacy in distance learningKennel, Sophie 22 September 2014 (has links)
Au croisement des études sur la réussite à l’université, la culture informationnelle et plus largement la culture numérique, l’étude de cas proposée interroge les liens entre les apprentissages en ligne et les pratiques et compétences informationnelles des étudiants. Une première enquête a permis d’identifier les profils académiques et sociologiques des étudiants inscrits dans un dispositif de remise à niveau et d’aide à l’orientation proposé par l’université de Strasbourg. D’autres enquêtes et tests ont été menés pour connaître les pratiques informationnelles de ces étudiants dans les contextes de formation en ligne et évaluer leurs compétences à l’entrée et à la sortie du dispositif. Les résultats montrent que notre population ne correspond pas au profil type de l’étudiant en échec. Par ailleurs, nos conclusions rejoignent en partie nos hypothèses sur la pauvreté des pratiques informationnelles en e-learning et le manque de compétences expertes dans ce domaine malgré les modules de formation suivis par ces étudiants. / Crossing studies on college academic achievement, information literacy and digital culture, the proposed case study questions the relationship between distance learning and students information practices and information literacy. An initial survey has identified academic and sociological profiles of students who are enrolled in a program offered by the University of Strasbourg to help them succeed in their curricula. Other surveys and tests were conducted to know the information practices of these students in online learning contexts and evaluate their skills entering and exiting the program. The results show that our population does not fit the profile of student failure. Moreover, our conclusions support our hypothesis about poverty information practices in e-learning and lack of expert skills in this area despite several courses followed by these students.
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Gestion des conflits dans le deuil au prisme des négociations, transactions sociales et compromis : le cas du deuil d'un roturier chez les Bamiléké de l'Ouest Cameroun / Conflit managment in the mourning process through negociation, social transaction and compromises : the case of commoners among the Bamiléké of West CameroonMatemnago Tonle, Véronique 11 December 2017 (has links)
La société bamiléké de l’Ouest Cameroun, marquée par une structure sociale hiérarchisée basée sur des références coutumières en cours d’évolution, est traversée par des conflits repérables dans les rapports sociaux. Ces tensions se cristallisent à l’occasion des cérémonies telles que le deuil d’un roturier, terrain des observations de cette thèse. L’analyse sociologique et ethnologique de ces conflits et des modalités de leur gestion pratique, en vue du déroulement du deuil dans son intégralité, mobilise l’outillage théorique de la négociation et des transactions sociales dans l’élaboration permanente de compromis, ce que ce travail analyse tout au long du processus de deuil. Les sources et méthodes empiriques croisées avec l’appareillage théoriques donnent à voir que, chez les Bamiléké, les parties prenantes, en termes de jeux d’acteurs et en relation avec différents cadres de contraintes (coutumier, socio-économique, temporel…), s’organisent pour gérer les conflits à travers des dynamiques de négociation ou de transactions qui conduisent à des compromis toujours relatifs et provisoires. D’abord marqués par le temps du deuil, ces compromis participent plus largement de la recomposition locale des relations sociales et du rapport tradition/modernité dans la société bamiléké. / The Bamileke society of Western Cameroon, marked by a hierarchical social structure based on customary references in the course of evolution, is crossed by conflicts that can be identified in social relations. These tensions crystallize on the occasion of ceremonies such as the mourning of a commoner, field of the observations of this thesis. The sociological and ethnological analysis of these conflicts and the modalities of their practical management, with a view to the unfolding of mourning ceremonies in its entirety, mobilizing the theoretical tools of negotiation and social transactions in the permanent elaboration of compromises, what this work analyses throughout the grieving process. The empirical sources and methods crossed with the theoretical references show that, relatives of the deceased, in terms of sets of actors and in relation to different frame of constraints (customary, socio-economic, temporal...) organize themselves to manage conflicts through negotiation or transactions dynamics that always lead to relative and temporary compromises. At first marked by the time of mourning, these compromises participate more widely in the local recomposition of social relations and the relationship between tradition and modernity in Bamileke society.
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Essai sur la construction d'un droit pénal des mineurs en R.D. Congo à la lumière du droit comparé : approches lege lata et lege feranda / Essay on the creation of a juvenile criminal law in Democratic republic of the Congo by the light of comparative law : lege lata and lege feranda analysisKasongo Lukoji, Ghislain 23 November 2017 (has links)
La RDC a hérité de la Belgique d’un système tutélaire cristallisé par le décret de 1950 sur l’enfance délinquante à qui l’on a reproché une inadéquation aux réalités sociétales locales. Ce texte est, toutefois, resté en application jusqu’en 2009, année à laquelle le pays s’est afin doté d’une loi sur la protection de l’enfant (LPE). Ce nouveau texte aura le mérite d’aborder la quasi-totalité des questions juridiques relatives à l’enfant ; mais sa principale faille reste le manque de clarté, de cohérence et de vision globale. Cette loi entretient, en effet, un imbroglio juridique qui ressort tant au niveau de la criminalisation primaire que secondaire. Si son intitulé laisse croire à la continuité du modèle tutélaire, son contenu dévoile un alignement sur le code malien de protection de l’enfant de 2002 qui, sur le plan pénal, est influencé par le système français d’obédience « répressionnelle ». Pendant que certains auteurs continuent à soutenir une irresponsabilité pénale absolue du mineur, la LPE fait appel à certains concepts qui remettent en question cette approche. Ainsi, la présente étude a proposé, à partir du droit coutumier et du droit comparé (français et belge), une lecture pénale et critique de la LPE basée sur une approche systémique, cohérente et contextuelle de la situation pénale du mineur-délinquant. Elle démontre, in fine, l’autonomie du droit pénal congolais des mineurs / The Republic democratic of Congo has inherited from Belgium a guardianship children’s system crystallized by the decree of 1950 on delinquent childhood, which was criticized for being inadequate to the Congolese societal realities. However, this text remained in force until 2009, when the country adopted a juvenal protection act (JPA). This text will have the merit of addressing almost all legal issues relating to children; but its main weakness remains the lack of clarity, coherence, and global vision. This law has indeed a legal imbroglio which emerges both at the level of primary and secondary criminalization. While its title suggests the continuity of the tutelary model, its content reveals an alignment with the Malian children’s protection act of 2002, which, on the criminal level, is influenced by the French system more oriented towards repression. While some authors continue to support an absolute criminal irresponsibility of the minor, the JPA uses some concepts which contradicts this approach. Therefore, the present study has proposed a criminal and critical reading based on a systemic, coherent and contextual approach to the juvenile offender while referring to both customary and comparative law (French and Belgian). This study demonstrates the autonomy of Congolese criminal law on minors
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Comment favoriser l’adaptation des rapatriés? Une exploration du rôle des attentes, de la perception du soutien organisationnel et de la proactivitéGoyette, Véronique 01 1900 (has links)
L’internationalisation des marchés fait désormais partie intégrante de la réalité du monde des affaires, et de plus en plus d’organisations se retrouvent à étendre leurs activités à travers plusieurs pays. Cela est toujours d’actualité aujourd’hui, alors qu’une très grande proportion d’organisations s’attend à voir leurs mandats à l’international augmenter ou à tout le moins demeurer stable (Brookfield, 2015).
Alors que nombreuses études se sont penchées sur l’adaptation des expatriés en terre étrangère (Bhaskar-Shrinivas, Harrison, Shaffer, & Luk, 2004), un nombre nettement moins élevé de chercheurs s’est attardé à l’adaptation de ces individus une fois de retour à la maison. Or, il est de plus en plus admis que plusieurs difficultés peuvent être associées à un retour d’un mandat à l’international. Celles-ci sont d’ailleurs parfois plus élevées que les difficultés vécues à l’international (Forster, 2000). Cette thèse tente donc de pallier cette lacune en examinant, tout d’abord, le rôle de deux antécédents de l'adaptation: la perception du soutien organisationnel (PSO) et la proactivité du rapatrié. Le rôle médiateur de la satisfaction des attentes sera également exploré.
Pour ce faire, un total de 125 policiers revenant d’une mission à l’international ont participé à cette étude. En raison d’un nombre considérable de données manquantes pour certaines variables, la méthode d’imputation multiple a été utilisée (m = 5). Deux médiations ont été effectuées afin de tester les hypothèses, et ce, en contrôlant pour le temps écoulé depuis le retour de l’individu.
Premièrement, il y a un lien indirect significatif de la PSO sur l’adaptation qui passe par la satisfaction des attentes (b = 0,25, BCa IC [0,11 – 0,40]). Deuxièmement, il y a également un lien indirect significatif de la proactivité sur l’adaptation qui passe par la satisfaction des attentes (b = 0,16, BCa IC [0,01 – 0,32]). Les résultats semblent donc soutenir les deux hypothèses. En d’autres mots, la PSO et la proactivité amèneraient une augmentation de l’adaptation, et ce, en permettant aux rapatriés de se former des attentes plus réalistes face au rapatriement. Nos résultats suggèrent donc qu’autant l’organisation que l’individu auraient un rôle à jouer dans l’adaptation des rapatriés, quoique l’impact de la proactivité de ces derniers paraisse moindre que celui de la PSO.
À la lumière de ces résultats, le dernier chapitre abordera quelques pistes d’explications visant à comprendre l’effet plus petit de la proactivité, en plus de discuter plus en profondeur de l’implication théorique et pratique des résultats. Enfin, les limites et pistes de recherches futures de la thèse seront présentées. / Nowadays, internationalisation of markets is a pressing economic reality, bringing many organizations to increasingly choose to extend their activities abroad. This still relevant today as a very large proportion of organizations expect their international assignments to either increase or at least remain stable (Brookfield, 2015).
While many studies have examined the adaptation of expatriates (Bhaskar-Shrinivas, Harrison, Shaffer, & Luk, 2004), a much smaller number of researchers have focused on the adaptation of these individuals once they have returned home. However, several difficulties are associated with repatriation and they are often more important than those encountered abroad (Forster, 2000). This thesis attempts to bridge this gap by examining, firstly, the role of two antecedents of adaptation: perceived organizational support (POS) and repatriates’ proactivity and secondly, the mediating role of expectations.
To this end, a total of 125 police officers returning from a mission abroad participated in this study. Due to a considerable number of missing data for some variables, the multiple imputation method was used (m = 5). Two mediations were carried out in order to test the hypotheses, controlling for the elapsed time since the return of the repatriate. Our findings indicate that satisfied expectations mediate both the relationship between POS and repatriates’ adaptation (b = 0,25, BCa IC [0,11 - 0,40]) and proactivity and adaptation (b = 0.16, BCa IC [0.01 - 0.32]). The results therefore seem to support both hypotheses. In other words, POS and proactivity lead to increased adaptation by allowing repatriates to develop more realistic expectations of repatriation. This suggests that both the organization and the individual have a role to play in the adaptation of repatriates, although the impact of the latter appears to be less than that of the organization.
In light of these findings, the final chapter explores some possible explanations in order to understand the smaller effect of proactivity, and also discusses more extensively the theoretical and practical implications of the results. Finally, limits and avenues for future research are presented.
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