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Avaliação da força do assoalho pélvico, perda urinária e desempenho sexual em mulheres com fibromialgia / Evaluation of pelvic floor, urinary loss and sexual performance in women with fibromyalgiaFusco, Hellen Cristina Souza de Carvalho 31 July 2017 (has links)
INTRODUÇÃO: A fibromialgia (FM) foi definida pelo American College of Rheumatology (ACR) em 1990 como a presença de dor crônica e difusa de origem musculoesquelética nos quatro quadrantes e esqueleto axial associada à presença de pelo menos 11 de 18 tender points. Em 2010 uma revisão dos critérios diagnósticos apontou para outros sintomas, como o sono não reparador, dor de cabeça e depressão. A prevalência dos distúrbios do assoalho pélvico é alta e causa impacto negativo na qualidade de vida das mulheres, entretanto existem poucos estudos com esse enfoque em fibromiálgicas. OBJETIVO: Avaliar a força do assoalho pélvico, perda urinária e desempenho sexual em mulheres com fibromialgia e verificar se existe associação entre a FM e a incontinência urinária (IU). MÉTODO: Foram avaliadas 128 mulheres com idade entre 19 e 65 anos distribuídas em dois grupos, sendo um com diagnóstico médico de fibromialgia (GFM) e outro sem fibromialgia (GS). A avaliação foi realizada em um único encontro e com o mesmo avaliador, na qual foram obtidos dados pessoais e ginecológicos, características da incontinência urinária, avaliação do assoalho pélvico segundo o Esquema PERFECT e perineometria, aplicação do King Health Questionnaire (KHQ) para mulheres incontinentes e do questionário Quociente Sexual - Versão Feminina (QS-F). RESULTADOS: As mulheres GFM apresentaram menor grau de força muscular no esquema PERFECT (p < 0,001) e na perineometria (p=0,04). A IU foi frequente nas fibromiálgicas (p < 0,001). As mulheres do GFM tiveram pior desempenho no KHQ nos domínios Saúde Geral (p < 0,001) e sono/ energia (p < 0,003) e quanto ao escore total do QS-F (p<0,001). CONCLUSÃO: A incontinência urinária é frequente nas mulheres com fibromialgia, e está relacionada com o grau de força dos músculos do assoalho pélvico, afetando negativamente sua qualidade de vida, principalmente no que diz respeito a saúde geral e sono/ energia, afetando ainda seu desempenho sexual. / INTRODUCTION: In 1990, fibromyalgia (FM) was defined by the American College of Rheumatology as chronic and widespread pain of musculoskeletal origin in the four quadrants and axial skeleton associated with the presence of 11 of the 18 tender points. The fibromyalgia studies were focused on pain, but a 2010 review of the diagnostic criteria pointed to other symptoms such as non-repairing sleep, headache and depression. The prevalence of pelvic floor disorders is high and has a negative impact on women\'s quality of life, however there are few studies with this focus on women with fibromyalgia. OBJECTIVE: To assess the strength of the pelvic floor, urinary loss and sexual performance in women with fibromyalgia and to verify if there is an association between FM and urinary incontinence (UI). METHOD: A total of 128 women aged 19 to 65 years old were distributed in two groups, one group of 62 that were diagnosed with fibromyalgia (GFM) and one group of 64 that were not (GS). Data were collected in a single meeting with the same evaluator and included personal data, clinical data, and information about urinary tract symptoms, pelvic floor assessment was according to the PERFECT Scheme and perineometry. The King\'s Health Questionnaire was given to women who reported urinary leakage and Sexual Quotient - Female Version questionnaire (QS-F) for sexually active women. RESULTS: GFM women presented lower muscle strength in the PERFECT scheme (p < 0.001) and in perineometry (p=0.04). UI was frequent in GFM (p < 0.001). GFM women had poorer KHQ performance in the General Health (p < 0.001) and Sleep/Energy domains (p < 0.003) and QS-F final score (p < 0.001). CONCLUSION: UI is frequent in women with fibromyalgia and is related to pelvic floor muscle strenght, negatively affecting their quality of life, especially regarding general health and sleep/ energy, also affecting their sexual performance
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Incontinência urinária de esforço: estudo comparativo entre população urbana e ribeirinha da região Amazônica / Urinary incontinence stress: comparative study urban population and riverside population of the Amazon regionRêgo, Aljerry Dias do 17 April 2018 (has links)
Incontinência Urinária de Esforço (IUE) é a queixa de perda involuntária de urina durante esforços ou exercício físico ou espirro ou tosse. A prevalência mundial varia de 8,5 a 68,8%. Tem como principais fatores de risco a paridade, menopausa, obesidade, cirurgias vaginais e Diabetes Mellitus, e causa impacto negativo na qualidade de vida das mulheres podendo levar a depressão, problemas sexuais e pessoais. Existem poucos trabalhos epidemiológicos no Brasil e não existem informações sobre a prevalência de IUE em mulheres ribeirinhas (origem indígena) da Amazônia ou sobre avaliação de fatores de risco e influência do parto domiciliar nesta população. O Objetivo deste estudo foi avaliar prevalência e fatores de risco para IUE em mulheres ribeirinhas da Amazônia e comparar com mulheres que moram em um centro urbano da mesma região. Após cálculo amostral foram entrevistadas 120 mulheres ribeirinhas e 260 mulheres da região urbana, sendo pesquisados a prevalência e os fatores de risco para IUE e, realizado exame físico para avaliar prolapso genital e avaliação funcional do assoalho pélvico em cada população. No grupo de mulheres com queixa de IUE, foi aplicado questionário de qualidade de vida (Kings Health Questionnaire) e realizado estudo urodinâmico. No grupo de mulheres ribeirinhas a prevalência de IUE foi de 25.8% e no grupo urbano de 20% (p > 0.05). Na avaliação dos fatores de risco, paridade, número de partos normais e partos domiciliares foram estatisticamente maiores no grupo ribeirinha. Em relação a qualidade de vida, foi encontrada diferença significativa em alguns domínios (impacto da incontinência, limitação de atividades diárias e físicas, relações pessoais e emoção) sendo pior na população urbana / Stress Urinary Incontinency (SUI) is the complaint of an involuntary loss of urine during efforts or physical exercises, sneezing or coughing. The worldwide prevalence ranges from 8,5 to 68,8%. The main risk factors are: parity, menopause, obesity, vaginal surgeries and Diabetes Mellitus and it causes a negative impact in women\'s quality of life that may lead to depression, sexual and personal problems. There are few epidemiological works in Brazil and there is no information about the prevalence of SUI in riverside community women (indigenous origin) from the Amazon or about the evaluation of the risk factors and influence of home births in this population. The aim of this study was to evaluate the prevalence and the risk factors for SUI in riverside women from the Amazon and to compare them to women that live in urban areas at the same region. After sample calculation, 120 riverside women were interviewed, as well as 260 women from urban areas, when the prevalence and the risk factors were studied. In addition, physical examination was carried out in order to verify genital prolapse and functional evaluation of the pelvic floor in each population. In the group of women with complaints of SUI a questionnaire on quality of life was applied (Kings Health Questionnaire) and also the conduction of an urodynamic study. In the group of riverside women the prevalence of SUI corresponded to 25,8% and in the urban group it was 20.0% (p > 0.05). In the evaluation of risk factors, parity, number of normal deliveries and home births were statistically higher in the riverside women group. In relation to the quality of life, significant difference in some domains was found (incontinency impact, limitation of the daily and physical activities, personal relations and emotion) and it was worse in the urban population
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Incontinência urinária em mulheres submetidas a estudo urodinâmico: variáveis associadas.Silva, Juliana Cristina Pereira da 19 February 2016 (has links)
Submitted by Fabíola Silva (fabiola.silva@famerp.br) on 2017-07-04T12:59:07Z
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Previous issue date: 2016-02-19 / Introduction: Urinary Incontinence (UI) is a common symptom at some stages of a
woman's life. It has an important negative impact on women's daily activities and can
adversely affect their quality of life. Objective: To investigate the profile of women
with urinary incontinence (UI) seen at an urological treatment center, according to the
type of UI present. Methods: This descriptive, exploratory, quantitative study was
conducted with 150 women with UI who had undergone urodynamic study at an
urological treatment center in Sao Jose do Rio Preto, SP, Brazil. The research
methodology followed for this research was based on the collection of primary and
secondary data, which were analyzed using univariate and multivariate analysis of
variance. Results: Most women were white (119-79.33%), overweight (68-45.33%),
homemakers (58-38.7%), and menopausal (80-53.3%); drank coffee (124-82.67%); did
not perform any physical activity (98-65.33%); and had urethral hypermobility (UH)
((91-60.67%). One hundred and forty-two women had gone through childbirth. There
were 331 deliveries, of which 54.98% were cesarean sections. We found a statistically
significant association between weight change and type of UI (p = 0.024); menopause
(p=0.001) and intrinsic sphincter deficiency (ISD) and detrusor instability (DI);
gynecological surgery and ISD and DI (p = 0.014); hysterectomy and all types of UI (p
= 0.040); and performance of physical activity and mixed UI (p = 0.014). Conclusion:
The obtained data suggest that the prevention and control of UI include measures such
as weight loss (decrease in BMI), exercise, pelvic floor-strengthening exercises and
improved care at primary healthcare level. This subject offers a fertile field for
investigation regarding diagnosis, treatment and new inter-and multiprofessional care
delivery models that improve the quality of life of women with UI. / Introdução: A Incontinência Urinária (IU) é um sintoma comum em algumas fases da
vida da mulher, com impacto negativo em suas atividades diárias e também
comprometendo sua qualidade de vida. Objetivo: Analisar o perfil de mulheres com
incontinência urinária (IU) atendidas em um serviço de urodinâmica, segundo o tipo de
IU que apresentam. Método Estudo descritivo, exploratório, quantitativo, realizado por
meio de coleta de dados primários e secundários de 150 mulheres que realizaram
elucidação da IU por meio de estudo urodinâmico em Centro de Diagnóstico e
Tratamento Urológico da cidade de São José do Rio Preto SP. Os dados foram
analisados por meio de técnicas de estatística uni e multivariada. Resultados: Entre as
mulheres avaliadas, a maioria era: branca (119 – 79,33%), com sobrepeso (68 –
45,33%), do lar (58 – 38,67%), na menopausa (80 – 53,33%), ingeriam café (124 –
82,67%), não faziam atividade física (98 – 65,33%) e apresentavam hipermobilidade
uretral (HU) (91 – 60,67%), Encontrou-se associação estatística significante entre
mudança de peso e HU(p=0,024), menopausa e deficiência esfincteriana intrínseca
(DEI) e instabilidade detrusora (ID) (P=0,001); ocorrência de cirurgia ginecológica com
DEI e ID (p=0,014), histerectomia e todos os tipos de IU (p=0,040) e realização de
atividade física com IU mista (p=0,014). Os dados sobre antecedentes obstétricos
mostraram que 142 mulheres passaram pelo processo da parturição, resultando em 331
partos, a maioria cesarianas (54,98%), Conclusão: O perfil analisado sugere que as
medidas de prevenção e controle da IU urinária seria uma diminuição do IMC, a prática
de atividade física, o desenvolvimento de exercícios para o fortalecimento do assoalho
pélvico e maior cuidado em nível de atenção básica de saúde. Também que é um amplo
campo de investigação nos aspectos de diagnóstico, terapêutica e outras diretrizes
assistenciais multi e interprofissionais, que contribuam para a melhoria da qualidade de
vida das mulheres afetadas.
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Avaliação do tratamento da incontinência urinária com sling fascial associado à histerectomia vaginal / Evaluation of treatment of urinary incontinence with fascial sling associated with vaginal hysterectomySilvia Helena Coletti 11 September 2007 (has links)
Foram estudados, prospectivamente, por um período médio de 4,9 anos, os resultados do tratamento de 31 mulheres com incontinência urinária e afecção benigna do útero que foram submetidas à cirurgia de sling fascial associada à histerectomia vaginal, atendidas na Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, no período de fevereiro de 2000 a outubro de 2006. O objetivo foi avaliar os resultados do tratamento comparando-se os diagnósticos urodinâmicos pré- e pós-tratamento. As mulheres foram submetidas à cirurgia de histerectomia vaginal, para tratamento da afecção benigna do útero e sling fascial para correção da incontinência urinária. Realizou-se estudo urodinâmico no pré- e pós-tratamento, para avaliação da taxa de cura da incontinência urinária e do comportamento vesical nas fases de enchimento e esvaziamento, os quais foram avaliados por meio dos parâmetros urodinâmicos de fluxometria e cistometria. Na fluxometria avaliou-se o fluxo urinário máximo, fluxo urinário médio e volume de urina residual e na cistometria, determinou-se a capacidade vesical no 1° desejo miccional, capacidade vesical máxima e a pressão vesical necessária para ocorrer ou não a perda de urina. Os resultados mostraram, em relação á fluxometria diminuição significante do fluxo máximo, tendência à diminuição do fluxo médio e redução significante do volume de urina residual. Em relação à cistometria, houve aumento estatisticamente significante da capacidade vesical no 1° desejo miccional, da capacidade vesical máxima e valor da pressão vesical necessária para avaliar a presença ou não de perda urinária. Com relação ao diagnóstico urodinâmico, foi demonstrada a cura da incontinência urinária em 96,8% dos casos. Avaliando-se os parâmetros de cura objetiva da incontinência urinária, em seguimento de 4,9 anos, podemos inferir que o tratamento da incontinência urinária de esforço pode ser realizado simultaneamente, quando houver também, a indicação de histerectomia vaginal / We studied, prospectively, for a 4.9 years period the results of the treatment of 31 women with urinary incontinence and benign uterine disease that were submitted the surgery fascial sling associated to vaginal hysterectomy, the patients were all treated in the Gynecology Department of the Clinic Hospital of the University of Sao Paulo, in the period between February 2000 to October 2006. The objective was evaluate the results of the treatment comparing the urodinamic diagnosis pre and post treatment. All women were submitted to vaginal hysterectomy for treatment of benign uterine disorders and to facial sling to treat the urinary incontinence. An urodinamic study was performed pre and post treatment to define the rate of cure of the urinary incontinence and vesical behaviour in the filling and emptying fases, witch will evaluate through urodinamic parameters of flowmetry and cystometry, In the flowmetry were evaluated maximum urinary flow, medium urinary flow and residual urinary volume; and in the cystometry were determinated the bowel capacity in the first urinary desire, maximum bowel capacity in the first urinary desire, maximum bowel capacity and the needed bowel pressure to occur or not the urinary loss. The results showed in relation to the flowmetry significant reduction of the maximum flow, medium flow and urinary residual volume. In relation to cystometry we demonstrated an increase statistically significant in the vesical capacity in the first miccional desire, in the maximum bowel capacity and the value of the bowel pressure to evaluate the presence or not of urinary lost. In relation to the urodimanic diagnosis we could demonstrate the cure of urinary incontinence in 96.8% of cases. Evaluating the parameters of objective cure of urinary incontinence, in a follow up of 4.9 years, we can affirm that the treatment of urinary incontinence should be always be together with the vaginal hysterectomy when it is needed
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"Estudo observacional de aspectos relacionados à adesão ao tratamento da incontinência urinária em mulheres que realizaram exercícios da musculatura do assoalho pélvico" / Observational study of adhesion to treatment of female urinary incontinence with pelvic floor exercisesSimone dos Reis Brandao da Silveira 25 April 2006 (has links)
A incontinência urinária na mulher é uma afecção crônica que altera a sua qualidade de vida. Um dos tratamentos propostos é o exercício da musculatura do assoalho pélvico. A eficácia desse tipo de terapêutica depende da adesão da paciente a ele. Aderir a um tratamento é seguir as orientações dadas; no caso dos exercícios da musculatura do assoalho pélvico, envolve a incorporação da terapêutica ao cotidiano. O objetivo deste estudo é descrever três aspectos relacionados à adesão ao tratamento: satisfação, expectativa e repetição ou não do tratamento. Para a sua realização foram entrevistadas 50 mulheres que aderiram ao tratamento, atendidas no setor de Uroginecologia da Disciplina de Ginecologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Os resultados mostraram que 68% das mulheres estavam satisfeitas com o tratamento, 62% tinham expectativa de cura e apenas 12% não o repetiriam. Quando questionadas sobre os motivos para a não repetição do tratamento, a maior parte das mulheres referiu a não melhora do quadro clínico. Concluiu-se que a satisfação é alta nas mulheres que aderiram ao tratamento, a expectativa mais comum entre as entrevistadas é de cura e que o fator mais importante para repetir a terapêutica foi a melhora do quadro clínico. / The female urinary incontinence is a chronic disease which affects life quality. One of the treatments suggested is the pelvic floor exercises. The therapy depends on the patients adhesion. Adhesion to treatment implies to follow all medical instructions; in case of pelvic floor exercises, it involves its incorporation to daily routine. The aim of this study is to describe tree aspects regarding to the treatment adhesion satisfaction, expectation and repetition (or not). Fifty women who have followed the treatment were interviewed. They were recruited from the Urogynecology Service of Clínicas Hospital of São Paulo University Medical School. The results demonstrated that 68% of women were satisfied with the treatment, 62% expected to be cured, and only 12% hadnt undergone the treatment appropriately. When inquired about the reasons for not repeating the treatment, most of the women have mentioned that they havent seen positive results. In conclusion, patients satisfaction level was high, cure was the main expectation, and the good response to clinical treatment was the most important reasons to repeat the treatment.
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Disfunção do trato urinário inferior em crianças com sintomas de incontinência urinária diurna: análise crítica dos métodos investigativos / Lower urinary tract dysfunction in children with daytime urinary incontinence symptoms: critical analysis of the investigation methodsAdrienne Surri Lebl Teixeira de Carvalho 17 March 2015 (has links)
Introdução e objetivo: Incontinência urinária é o sintoma mais frequente de disfunção do trato urinário inferior. Caracterizada como perda de urina involuntária diurna em crianças com controle urinário ou maiores de 5 anos de idade, as disfunções do trato urinário inferior representam aproximadamente 40% das consultas nefrourológicas. A incontinência, além de ser causa de perda de autoestima e prejudicar a qualidade de vida do paciente e de sua família, está associada a maior risco de infecções urinárias, retardo na resolução do refluxo vesicoureteral e aumento da pressão intravesical, podendo provocar lesões graves do trato urinário superior. Este estudo teve como objetivo descrever a casuística de pacientes com incontinência diurna de etiologia não orgânica em um serviço terciário, e analisar a concordância entre diagnóstico de bexiga hiperativa obtido pela anamnese, pela anamnese mais exames não invasivos, e o diagnóstico de hiperatividade detrusora pelo estudo urodinâmico invasivo. Casuística e Métodos: A investigação foi realizada no Ambulatório de Nefrologia Pediátrica do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo de março de 2000 a dezembro de 2012. Foram analisados, retrospectivamente, prontuários de 50 pacientes, com idade entre 2 e 15 anos. Foi utilizado questionário estruturado para coletar dados de anamnese que sugerissem lesão neurológica, doença renal prévia para fins de exclusão, características dos sintomas miccionais quanto à frequência urinária, sintomas de urgência, urge-incontinência e retenção urinária, infecção urinária pregressa, constipação, enurese noturna para classificação das variáveis, dados do exame físico e diário miccional. Foram registrados, quando presentes, os resultados dos exames laboratoriais, ultrassonografia das vias urinárias, uretrocistografia miccional e cintilografia renal estática (DMSA). Anotaram-se dados da urofluxometria livre e resíduo pós-miccional, além de dados referentes ao estudo invasivo (cistometria, estudo miccional e eletromiografia). Observou-se a evolução desses pacientes após seguimento, comparando dados de sintomas urinários, infecções urinárias, exames, tratamento e diagnósticos, por ocasião da primeira e da última consulta. Resultados: Os principais sintomas foram urgência em 28 (56,0%) pacientes, urge-incontinência em 28 (56,0%) e retenção urinária em 4 (8,0%). As principais comorbidades e sintomas associados descritos foram: enurese noturna presente em 35 (70%) crianças, infecções urinárias pregressas em 31 (62,0%), constipação em 31 (62,0%) e incontinência fecal em 8 (16,0%). As alterações encontradas ao exame de ultrassonografia foram presença de resíduo vesical em 16 (61,5%), espessamento da parede vesical em 6 (23,1%) e pielonefrite crônica unilateral em 3 (11,5%) pacientes. Sobre o tratamento, 28 (56,0%) pacientes receberam oxibutinina, 3 (6,0%) doxazosina, 1 tansulozina, 1 oxibutinina associada à tansulozina e 1 imipramina. Evolução: Dos 50 pacientes que inicialmente apresentaram queixas urinárias, somente 16 (32,0%) persistiram com queixas na última consulta registrada no prontuário. Dos 31 (64,0%) pacientes que apresentaram infecções urinárias anteriores ao início do tratamento, 14 (28,0%) continuaram com infecções do trato urinário, mas com incidência anual menor que 3 vezes. Comparando o valor preditivo do diagnóstico de bexiga hiperativa pela anamnese mais exames não invasivos e o estudo urodinâmico invasivo, foi constatada concordância no diagnóstico de bexiga hiperativa e hiperatividade detrusora de 85,0% / Introduction and objective: Urinary incontinence is the most common symptom of the lower urinary tract dysfunction. It is defined as the involuntary leakage of urine during daytime in children with bladder control or older than 5 years of age. The lower urinary tract dysfunctions represent about 40% of the pediatric nephro-urological consultations. Besides causing loss of selfesteem and affecting the patient\'s and family\'s quality of life, incontinence is associated with an increased risk of urinary tract infections, delay in the resolution of vesicoureteral reflux and increase of the bladder pressure, which could lead to severe injuries of the upper urinary tract. The objective of this study was to describe the demographics of a cohort of patients with daytime incontinence of non-organic etiology followed in a tertiary centre, trying to identify a correlation between the diagnosis of overactive bladder, obtained from the medical history data, and from medical history data plus results from non-invasive exams with the diagnosis of detrusor overactivity obtained from invasive urodynamic study. Casuistry and methods: We reviewed the medical records of 50 children, aged 2 to 15 years, treated at the Outpatient Clinic of the Pediatric Nephrology Department of the Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina of the University of São Paulo, with complaint of daytime urinary incontinence followed between March 2000 and December 2012. A structured and detailed questionnaire was used to collect data from the medical history, excluding patients with a history suggestive of neurological injury or kidney disease and obtaining information of the patients voiding symptoms such as frequency, urgency, urge-incontinence, urinary retention, and previous urinary tract infections, obstipation, nocturnal enuresis to analyze the variables. Data from the physical examination, voiding diary, laboratory exams, pelvic ultrasound, urinary cystourethrography and static renal scintigraphy (DMSA) were also recorded. Results from uroflow studies and post-void residual measurements, as well as those concerning the invasive urodynamics studies (cystometry, voiding phase and electromyography) were registered. The patients outcome was evaluated by comparing urinary symptoms, frequency of urinary tract infections, exams, treatment and diagnoses of the first and the last consultation. Results: The most frequent registered symptoms were: urgency in 28 (56.0%) patients, urgency incontinence in 28 (56.0%) and urinary retention in 4 (8.0%). The main comorbidities and associated symptoms described were: nocturnal enuresis in 35 (70.0%) children, past urinary tract infections in 31 (62.0%), constipation in 31 (62.0%), and fecal incontinence in 8 (16.0%). The main pelvic ultrasound abnormalities were: presence of post-void residual urine in 16 (61.5%), increased thickness of bladder wall in 6 (23.1%), and unilateral chronic pyelonephritis in 3 (11.5%) patients. Pharmacological treatment: 28 (56.0%) received oxybutynin, 2 (6.0%) doxazosin, 1 tamsulosin, 1 oxybutynin associated with tamsulosin, and 1 imipramine. Follow-up and outcome: From the 50 patients that initially presented urinary symptoms, only 16 (32.0%), remained non-responsive by the last appointment. From the 31 (64.0%) patients referring past urinary tract infections, only 14 (28.0%) continued referring urinary tract infections, but with frequency lower than three times per year. Comparing the predictive diagnosis of overactive bladder obtained by medical history plus non-invasive exams with the diagnosis of the invasive urodynamic study, the diagnosis of overactive bladder correlated with the diagnosis of detrusor overactivity in 85.0% of the cases
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Os significados da depressão entre pacientes com câncer de bexiga em seguimento terapêutico / The meanings of depression among bladder cancer patients under therapeutic follow-upMiriam Lopes 02 October 2015 (has links)
O diagnóstico de câncer e a necessidade de passar por vários tratamentos geram impactos e transformações na vida da pessoa. A reação individual para lidar com o itinerário da doença sofre influência do contexto sociocultural e repercute no modo de lidar com os sentimentos existenciais da experiência. Esses sentimentos podem ser expressos por termos diversos, entre eles, a depressão. O objetivo deste estudo foi interpretar os significados da depressão atribuídos pelos pacientes com câncer de bexiga em seguimento terapêutico, construídos com base em dados narrativos. Empregou-se a abordagem metodológica qualitativa, embasado pelo referencial teórico-metodológico da antropologia médica e do método da narrativa. Após aprovação ética para a pesquisa e consentimento das chefias da instituição coparticipante, foram convidados 12 participantes com câncer de bexiga, sem diagnóstico de depressão, em seguimento terapêutico no Ambulatório de Urologia Oncológica de um serviço de saúde de alta complexidade do interior do Estado de São Paulo, para participar do estudo. A coleta de dados ocorreu no período de janeiro 2014 a fevereiro de 2015, por meio de entrevistas semiestruturadas gravadas, observação direta e registros no diário de imersão, realizadas nos domicílios dos participantes e no serviço de saúde. Obteve-se uma amostra representativa do grupo, não intencional, homogênea quanto ao sexo, sendo a maioria acima de 60 anos, casados, com mais de sete anos de estudos e aposentados. Para tratamento, todos realizaram RTU com associação da BCG para a maioria, e houve três cistectomizados. A análise dos dados narrativos apoiou-se nos pressupostos da análise temática pelo processo indutivo. Identificaram-se as categorias com as quais elaboramos as unidades de sentidos do processo vivido com o câncer de bexiga e a depressão, compondo os modelos explanatórios dos pacientes. As unidades de sentidos serviram de guia para a construção de duas sínteses narrativas e seus significados: \"O paradoxo da vida com câncer de bexiga\" e \"A depressão como emoção no câncer de bexiga em seguimento terapêutico\". A primeira síntese aborda as dificuldades com o processo da doença e tratamento enquanto rupturas na vida, futuro incerto pela possibilidade de recidiva da doença, necessidade de continuidade do tratamento para o controle da doença e a lógica compensatória de controle emocional, relacionando-se com as ponderações contraditórias da vida atual. Assim, o significado desta síntese narrativa é de paradoxo. A segunda síntese aborda a incorporação do termo depressão ao senso comum, o qual revela a dimensão sociocultural da condição de ser sobrevivente oncológico em seguimento terapêutico. O seu significado revela a depressão no câncer como prática social e expressão de subjetividade, por meio da emoção de tristeza. Esta investigação permitiu-nos interpretar os significados da depressão atribuídos pelos adoecidos com câncer de bexiga segundo suas experiências. Como considerações finais, destacamos a importância dos enfermeiros em darem atenção à saúde mental do adoecido pelo câncer, pela escuta das suas subjetividades para promoveram intervenções adequadas, objetivando a integralidade do cuidado / The diagnosis of cancer and the need to undergo several treatments cause impact and change in the people\'s life. The personal reaction in coping with the itinerary of the disease suffers influence of the sociocultural context affecting the way of dealing with existential feelings from experience. These feelings can be related through different terms, among them, depression. The aim of study was to interpret the meanings of the depression attributed by patients with bladder cancer under therapeutic follow-up, based on their narratives. It was used the qualitative methodological approach, supported by theoretical-methodological referential of medical anthropology and narrative method. After ethical approval for the research and agreement of the heads of institutions, as coparticipants, 12 individuals were invited to participate of the study, they all with bladder cancer, without depression diagnosis, under therapeutic follow-up at the Oncological Urology Clinic that provide health service of high complexity in the countryside of São Paulo state . The data collection occurred from January 2014 to February 2015, through recorded semi-structured interviews, direct observations and it were registered in the immersion diary. These activities were held at the patients´ residences and in the health service. It was obtained a representative sample of the group, non-intentional, homogeneous regard to sex, being the most part of the patients over 60 years old, married, with more seven years of schooling and retired. For treatment, they all were submitted to TUR, with BCG association for the greater part and three of them by cystectomy. The analysis of narratives data was supported on the assumptions of thematic analysis by inductive process. The categories were identified and used to elaborate the units of senses of the experienced process by bladder cancer and depression as well as built the explanatory models of the patients. These units of senses served as guide for construction of two narratives syntheses and their meanings: \"The paradox of life with bladder cancer\" and \"The depression as emotion with bladder cancer under therapeutic follow-up\". The first synthesis addresses the difficulties with disease process and treatment as rupture of life, an uncertain future on the possibility of recurrence of the disease, the need of continuous treatment to control the disease and compensatory logic of the emotional control relating to contradictories considerations of the current life. Thus, the meaning of this narrative synthesis is paradox. The second synthesis approaches the incorporation of the depression term to common sense, which exposes the sociocultural dimension of the condition of being cancer survivor under therapeutic follow-up; its meaning reveals depression in cancer as social practice and subjectivity expression through emotion of sadness. This research allowed us to interpret the meanings of depression attributed by patients with bladder cancer according to their experiences. As final consideration, we emphasize the importance of the nurses to give attention to the mental health of the patients with cancer, by listening to their subjectivities to promote appropriate interventions, aiming care completeness
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TÉCNICA DE SLING: AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS COMPARANDO FAIXA DE POLIPROPILENO INDUSTRIALIZADA E ARTESANAL / TECHNIQUE OF SLING: EVALUATION OF RESULTS COMPARE POLYPROPYLENE RANGE INDUSTRIALIZED AND CRAFTSSousa, Antonio de Pádua Silva 19 October 2008 (has links)
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Previous issue date: 2008-10-19 / This study proposes to evaluate the results post stress urinary incontinence surgery (SUI)
using the Sling technique and utilizing a range of polypropylene sub urethral manually
manufactured (Marlex®), and laboratory made (Advantage®), comparing the results in
both groups and prostheses costs. The sample used was of 39 women carriers of SUI
resulting from hyper mobility of the bladder neck and/or sphincteric incompetence
determined by clinical evaluation and urodynamic studies. The criterion considered was
the exclusion of diabetes mellitus, previous extended pelvic surgeries and previous
radiotherapy. The patients were split in 2 groups. Group 1 Patients from the department
of Urology at the University Hospital of the Federal University of Maranhao (19 patients)
and Group 2 Patients from private clinics (20 patients). Group 1 used the manually
manufactured polypropylene sub urethral while group 2 used the laboratory made. Patients
were evaluated in between thirty, sixty and ninety days post surgery comparing the
following variables: Average surgery time, hospitalization time, difficulty to urinate,
length of time using the post surgery probe, normalization of urinary jet, involuntary urine
loss, level of satisfaction regarding the surgery, urodynamic alterations and probe costs.
The average surgery time was of 43 25 in Group 1 and 51 42 Group 2. As to difficulty to
urinate post surgery, in Group I, one hundred percent (100%) of the patients presented no
difficulties while in Group 2; ninety four point seven percent (94.7%) were able to urinate
properly. Regarding the probe use one hundred percent (100%) of the patients from both
groups were free from it by the end of this study. All patients from both groups presented
normal urinary jet during the last evaluation. In Group 1 one hundred percent (100%) of
the patients did not accuse urine loss, while in Group 2 it was ninety four point seven
percent (94.7%) at the ninetieth day. The level of satisfaction was of one hundred percent
(100%) of the patients from Group 1 while one patient in Group 2 considered the surgery
unsuccessful. The evaluation urodynamic presented non inhibit contraction of low vesical
pressure in eleven point one percent (11.1%) in Group 1 and ten point five percent (10.5%)
in Group 2. There were no complications in both groups. Occurrences observed: burning
micturition and urinary urgency spontaneously disappeared by the end of this study and did
not have any relations with sub urethral meshes. We can conclude the use of polypropylene
mesh (Marlex ®) manually manufactured can also be used in Sling surgeries, saving on
resources and having similar results to the use of the laboratory made version. / Este trabalho se propõe avaliar os resultados pós-operatórios da cirurgia de incontinência
urinária de esforço (IUE), pela técnica de Sling, utilizando-se faixa de polipropileno
suburetral de fabricação artesanal (Marlex®) e industrializada (Advantage®). comparando
os resultados em ambos os grupos e o custo das próteses. A amostra foi de 39 mulheres
portadoras de IUE resultante de hipermobilidade do colo vesical e/ou incompetência
esfincteriana feita pela avaliação clinica e estudo urodinamico. Foram considerados critério
de não inclusão diabetes mellitus, passado de cirurgias pélvicas ampliadas e radioterapia
prévia. As pacientes foram dividas em grupos: Grupo I oriundas do Serviço de Urologia do
Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (19 pacientes) e Grupo II
pacientes provenientes da Clinica Privada (20 pacientes). No Grupo I, utilizou-se tela
artesanal e no Grupo II, tela industrializada. As pacientes foram avaliadas com trinta,
sessenta e noventa dias de pós-operatório comparando-se as seguintes variáveis: tempo
médio de cirurgia,tempo de internação, dificuldade para urinar, tempo de permanência de
sonda no pós-operatório, normalização do jato urinário, perda urinária involuntária, grau de
satisfação em relação à cirurgia, alteração urodinâmica e custo das próteses. O tempo
médio de cirurgia foi de 43 25 no Grupo I e 51 42 no Grupo II. O tempo médio de
internação foi de 52hs8min horas no Grupo I e de 49hs14min no grupo II. Quanto à
dificuldade de urinar no pós-operatório, no Grupo I, 100% das pacientes nada referiam no
final da observação e no Grupo II, 94,7% urinavam bem. No que concerne ao uso de
sonda, em ambos os grupos, 100% das pacientes estavam livre desta ao fim da observação.
Todas as pacientes de ambos os grupos apresentavam jato urinário normal na ultima
avaliação. No Grupo I, 100% das pacientes não referiam perda urinária e no Grupo II
94,7% no 90º dia pós-operatório. O grau de satisfação foi de 100% nas pacientes do Grupo
I, enquanto no Grupo II uma paciente referiu insucesso. A avaliação urodinâmica
demonstrou Contração Não Inibida (CNI) de baixa pressão em 11,1% no Grupo I e em
10,5% no Grupo II. Não houve complicação importante em ambos os grupos. As
intercorrências observadas: ardência miccional e urgência urinária desapareceram
espontaneamente ao final da observação não tinham relação com o material das faixa
suburetrais.Conclui-se que a utilização de alça de polipropileno (Marlex ®) de fabricação
artesanal pode de ser utilizada nas cirurgias de Sling, com economia de recursos e com
resultados semelhantes àqueles observados com a utilização das alças industrializadas.
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QUALIDADE DE VIDA NA PERSPECTIVA DE MULHERES CLIMATÉRICAS COM INCONTINÊNCIA URINÁRIA / QUALITY OF LIFE IN VIEW OF CLIMATERIC WOMEN WITH URINARY INCONTINENCECordeiro, Giovanna Valéria Belo 26 October 2008 (has links)
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Previous issue date: 2008-10-26 / Our purpose with this study was to verify the quality of life in climacterical
women with urinary incontinence by Quality Life Questionnaire (King s Health
Questionnaire). Interviews were held with 98 climacterical women with urinary
incontinence enrolled from an Urology Ambulatory. Ages ranging from 35 to 58 years old
and indicated restrictions regarding their daily life activities such fisical activities, social,
domestic, personal and conjugal relationships, sexual and emotions. The most employed
strategies in dealing urinary incontinence was the disposable pad system, the regular
replace of underwear and control the liquid ingestion. It was concluded that urinary
incontinence impose a considerable emotional surcharge to climacterical women, limiting
their quality of life and producing substantial impact o n the daily life. / O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade de vida de mulheres
climatéricas com Incontinência Urinária (IU) por meio do Questionário de Qualidade de
Vida (King s Health Questionnaire). A amostra foi composta por 98 mulheres climatéricas
com queixas de incontinência urinária recrutadas em ambulatório de Urologia. As idades
variaram de 35 a 58 anos e referiram restrições relativas à sua vida cotidiana como
atividades físicas, sociais, domésticas, relações pessoais, relacionamento conjugal,
atividade sexual e emoções. As estratégias mais utilizadas para minimizar a incontinência
urinária foram o uso de absorventes higiênicos, a troca regular de roupa íntima e o
controle da ingesta de líquidos. Concluiu-se que a IU impõe considerável sobrecarga
emocional às pacientes climatéricas, limitando sua qualidade de vida e produzindo
substancial impacto na vida cotidiana.
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"Estudo observacional de aspectos relacionados à adesão ao tratamento da incontinência urinária em mulheres que realizaram exercícios da musculatura do assoalho pélvico" / Observational study of adhesion to treatment of female urinary incontinence with pelvic floor exercisesSilveira, Simone dos Reis Brandao da 25 April 2006 (has links)
A incontinência urinária na mulher é uma afecção crônica que altera a sua qualidade de vida. Um dos tratamentos propostos é o exercício da musculatura do assoalho pélvico. A eficácia desse tipo de terapêutica depende da adesão da paciente a ele. Aderir a um tratamento é seguir as orientações dadas; no caso dos exercícios da musculatura do assoalho pélvico, envolve a incorporação da terapêutica ao cotidiano. O objetivo deste estudo é descrever três aspectos relacionados à adesão ao tratamento: satisfação, expectativa e repetição ou não do tratamento. Para a sua realização foram entrevistadas 50 mulheres que aderiram ao tratamento, atendidas no setor de Uroginecologia da Disciplina de Ginecologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Os resultados mostraram que 68% das mulheres estavam satisfeitas com o tratamento, 62% tinham expectativa de cura e apenas 12% não o repetiriam. Quando questionadas sobre os motivos para a não repetição do tratamento, a maior parte das mulheres referiu a não melhora do quadro clínico. Concluiu-se que a satisfação é alta nas mulheres que aderiram ao tratamento, a expectativa mais comum entre as entrevistadas é de cura e que o fator mais importante para repetir a terapêutica foi a melhora do quadro clínico. / The female urinary incontinence is a chronic disease which affects life quality. One of the treatments suggested is the pelvic floor exercises. The therapy depends on the patients adhesion. Adhesion to treatment implies to follow all medical instructions; in case of pelvic floor exercises, it involves its incorporation to daily routine. The aim of this study is to describe tree aspects regarding to the treatment adhesion satisfaction, expectation and repetition (or not). Fifty women who have followed the treatment were interviewed. They were recruited from the Urogynecology Service of Clínicas Hospital of São Paulo University Medical School. The results demonstrated that 68% of women were satisfied with the treatment, 62% expected to be cured, and only 12% hadnt undergone the treatment appropriately. When inquired about the reasons for not repeating the treatment, most of the women have mentioned that they havent seen positive results. In conclusion, patients satisfaction level was high, cure was the main expectation, and the good response to clinical treatment was the most important reasons to repeat the treatment.
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