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O padrão de atuação das empresas de segurança privada: o caso de AngolaPaoliello, Tomaz Oliveira 09 June 2011 (has links)
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Previous issue date: 2011-06-09 / Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo / Nowadays, one of the phenomena that draws attention and raises the debate
within the discipline of international relations is the rise of the so-called private
security companies. The present dissertation studies the inclusion of such
companies in the Angolan context during the 1990s. This inclusion is marked
by two moments, the first one paradigmatic for the literature on the subject,
the particular action of the company Executive Outcomes. Secondly, we
discuss the development of a local market for private security, built by a series
of devices that make the Angolan landscape a unique and poorly studied
model. Angola was a testing ground for the actions of the private security
companies, but turned out to be an exceptional case with a number of local
companies providing security for the country during its own internal conflict,
and making them fundamental for the design of Power in Angola. This
situation is derived from a number of specific features of the Angolan history,
especially the continued violence and the perpetuation of state fragility. We
further explore the discussion on the role of private security companies as
new actors in the international system, and observe the range of findings
about these companies when confronted with the case of Angola / Nos dias de hoje, um dos fenômenos que chama atenção e suscita o debate
no âmbito da disciplina de relações internacionais é a ascensão das
chamadas empresas de segurança privada. A atual dissertação se dedica ao
estudo da inserção de tais empresas no contexto angolano durante os anos
1990. Essa inserção é marcada por dois momentos, um primeiro,
paradigmático para a literatura sobre o tema, trata da ação particular da
empresa Executive Outcomes. Num segundo momento, abordamos o
desenvolvimento de um mercado local para a segurança privada, construído
por uma série de dispositivos que fazem do panorama angolano um modelo
único e ainda pouco estudado. Angola foi um campo de teste para a atuação
das empresas de segurança privada, mas acabou se transformando num
caso excepcional, com uma série de empresas locais provendo a segurança
para o país durante o conflito interno, e tornando-se fundamentais para o
desenho de poder em Angola. Essa situação é derivada de uma série de
especificidades da história angolana, notadamente a permanente violência, e
a perpetuação da fragilidade do Estado. Desenvolvemos a discussão sobre o
papel das empresas de segurança privada como novos atores no sistema
internacional, e observamos o alcance das descobertas sobre tais empresas
quando confrontadas com o caso de Angola
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[fr] CHAOS ET POLITIQUE: L IMMENSE PROBLÈME DES GUERRES DE RELIGION EN FRANCE AU XVIE SIÈCLE ET SES ACHEMINEMENTS / [pt] O CAOS E A POLÍTICA: O PROBLEMA DAS GUERRAS DE RELIGIÃO NA FRANÇA DO SÉCULO XVI E SEUS ENCAMINHAMENTOSCATARINA COSTA DAMARAL 09 January 2004 (has links)
[pt] Esta dissertação tem como objetivo o estudo da formação
do
Estado moderno e soberano francês no século XVI a partir
da
análise das guerras de religião, das oposições e alianças
que ela suscitou. Entre 1562 e 1598, as oito guerras de
religião não dividiram a França unicamente entre
católicos e
protestantes, elas significaram também o enfrentamento
entre duas famílias nobiliárquicas - e suas clientelas -,
de católicos entre si, e dos súditos com o rei. O exame
detalhado desses conflitos, sobretudo através dos textos
produzidos por autores envolvidos com a ação - desde os
tratados teóricos aos libelos difamatórios -, é um
caminho
para o acompanhamento do desenvolvimento progressivo do
vocabulário, da filosofia e da prática política no século
XVI, pois o Estado moderno, que se consolidará no século
seguinte, tem suas referências, suas representações e
seus
fundamentos discutidos e experimentados aí. / [fr] Cette dissertation a pour but une étude de la formation de
l État moderne et souverain Français au XVIe siècle à
travers une analyse des guerres de religion et
des opositions qu elles ont suscitées. Entre 1562 et 1598
les huit guerres de religion n ont pas seulement divisé la
France entre catholiques et protestants, elles ont aussi
signifié l affrontement entre deux familles nobles - et
leurs clientèles -, de catholiques entre eux, et des sujets
contre le roi. L examen minutieux de ces conflits, surtout
par la lecture des textes produits par des auteurs
impliqués dans l action - des traités théoriques jusqu aux
libelles diffamatoires -, est un moyen de suivre le
développement progressif du vocabulaire, de la philosophie
et de la pratique politique, puisque l État moderne, qui
sera accompli dans le siècle suivant, y a ses références,
ses représentations et ses fondements débattus et
expérimentés.
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[fr] L INVENTION DE LA TOLÉRANCE: POLITIQUE ET GUERRES DE RELIGION EN FRANCE AU XVI SIÈCLE / [pt] A INVENÇÃO DA TOLERÂNCIA: POLÍTICA E GUERRAS DE RELIGIÃO NA FRANÇA DO SÉCULO XVICATARINA COSTA D AMARAL 15 February 2016 (has links)
[pt] As Guerras de religião francesas foram o resultado da experiência da Reforma protestante, mas os seus próprios resultados significaram implicações para as relações entre o Estado e a Igreja que foram além das questões de dogma e corrupção clerical que deram início ao movimento . O aprofundamento dos conflitos entre católicos e protestantes na França - dos quais derivou um estado de guerra civil mais complexo do que a mera oposição entre catolicismo e protestantismo - propiciou a formação de vários partidos no reino. Um desses partidos,chamado na época de partido dos politiques, distingui-se dos demais grupos por considerar a situação francesa a partir de uma perspectiva pragmática e algo secularizado. Os politiques argumentaram, por meio da publicação de tratados e panfletos, que a melhor forma de pôr fim ás guerras civis, e remediar o caos provocado por elas, era regulamentar a coexistência de católicos e protestantes, estabelecendo uma distinção entre a autoridade do Estado e a autoridade da Igreja, e dando ao Estado a primazia sobre a Igreja quanto à lei para governo dos homens. Esta proposta é a da tolerância civil, conceito que, na França da segunda metade do século XVI, significava a aceitação provisória da qualidade religiosa como forma de solucionar a guerra, atribuindo a um concílio - ou à Providência divina - a tarefa futura de restabelecer a unidade católica, em um momento em que o reino e o bem comum - cuja defesa e manutenção eram função do Estado - não estariam ameaçados. A instituição da tolerância como instrumento político, as razões por que e a forma como ela foi bem sucedida são as questões a que esta tese procura responder. / [fr] Les guerres de religions en France ont été le résultat de l expérience de la Reforme Protestante, mais elles ont donné lieu à des consequences, concernant le rapport entre l État et l Église, qui ont dépassé les questions de dogme et de corruption cléricale qui ont déclanché ce mouvement. L ampleur des conflits entre catholiques et protestants en France - dont s est produit un état de guerre civile plus complexe que la suele opposition entre catholicisme et protestantisme - a engendré l organisation de plusieurs partis dans le royaume. Un de ces partis, nommé à l époque parti des politiques, s est distigué des autres groupes car el considérait la situation française selon une perspective pragmatique et sécularisée. Les Politiques ont avancé, parla voie des traités et des pamphlets publiés par eux, que le meilleur moyen de mettre fin aux guerres civiles, et remédier au chaos qu elles entraînaient, serait par le règlement de la coexistence de catholiques et protestants, en établissant par lá une différenciation entre l autorité de l État et celle de l Église et en donnant à l État la prééminence sur l Église quant à la loi pour le gouvernement des hommes. Ce propos est celui de la tolérance civile, concept qui, dans la France de la seconde moitié du XVI siècle, impliquait l acceptation provisoire de la dualité religieuse comme moyen de donner une solution à la guerre, en attribuanr à un concile - ou à la divine Providence - la charge future de rétablir l unité catholique, au moment où le royaume et le bien comum - dont la défense et le maintien étaient la fonction de l État - ne seraient pas menacés. L établissement de la tolérance en tant que cet instrument politique, les raisons pour lesquelles et la façon pa laquelle elle a réussi les questions auxquelles cette thèse veut répondre.
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Capítulos sobre a história do século XXRibeiro, Luiz Dario Teixeira January 2013 (has links)
Este trabalho procura investigar e interpretar alguns processos históricos marcantes do século passado e que possuem identidade própria e podem ser nomeados como capítulos. Tais capítulos constituem parte significativa da História do século XX e são responsáveis pela identidade histórica específica deste. Não se pretende aqui apresentar um trabalho baseado em fontes primárias nem defender novas e diferentes teses históricas. Esta é uma pesquisa centrada na análise bibliográfica que dialoga com sínteses e estudos monográficos sem uma preocupação maior do que a de elaborar instrumentos para o estudo introdutório da História do século XX. / This paper aims to investigate and interpret some striking historical processes of the last century, which have its own identity and can be named as chapters. These chapters constitute a significant part of the twentieth century history and they are responsible for its specific historical identity. We don´t intend to present an analysis centered on primary sources or defend new and different historical theses. This research is focused on literature review and dialogues with syntheses and monographic studies, so its main concern is to devise instruments for the introductory study of the history of the twentieth century.
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Capítulos sobre a história do século XXRibeiro, Luiz Dario Teixeira January 2013 (has links)
Este trabalho procura investigar e interpretar alguns processos históricos marcantes do século passado e que possuem identidade própria e podem ser nomeados como capítulos. Tais capítulos constituem parte significativa da História do século XX e são responsáveis pela identidade histórica específica deste. Não se pretende aqui apresentar um trabalho baseado em fontes primárias nem defender novas e diferentes teses históricas. Esta é uma pesquisa centrada na análise bibliográfica que dialoga com sínteses e estudos monográficos sem uma preocupação maior do que a de elaborar instrumentos para o estudo introdutório da História do século XX. / This paper aims to investigate and interpret some striking historical processes of the last century, which have its own identity and can be named as chapters. These chapters constitute a significant part of the twentieth century history and they are responsible for its specific historical identity. We don´t intend to present an analysis centered on primary sources or defend new and different historical theses. This research is focused on literature review and dialogues with syntheses and monographic studies, so its main concern is to devise instruments for the introductory study of the history of the twentieth century.
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Capítulos sobre a história do século XXRibeiro, Luiz Dario Teixeira January 2013 (has links)
Este trabalho procura investigar e interpretar alguns processos históricos marcantes do século passado e que possuem identidade própria e podem ser nomeados como capítulos. Tais capítulos constituem parte significativa da História do século XX e são responsáveis pela identidade histórica específica deste. Não se pretende aqui apresentar um trabalho baseado em fontes primárias nem defender novas e diferentes teses históricas. Esta é uma pesquisa centrada na análise bibliográfica que dialoga com sínteses e estudos monográficos sem uma preocupação maior do que a de elaborar instrumentos para o estudo introdutório da História do século XX. / This paper aims to investigate and interpret some striking historical processes of the last century, which have its own identity and can be named as chapters. These chapters constitute a significant part of the twentieth century history and they are responsible for its specific historical identity. We don´t intend to present an analysis centered on primary sources or defend new and different historical theses. This research is focused on literature review and dialogues with syntheses and monographic studies, so its main concern is to devise instruments for the introductory study of the history of the twentieth century.
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[pt] O REGIME INTERNACIONAL DA CRIANÇA-SOLDADO E SUA APLICAÇÃO: UM ESTUDO DE CASO DA ATUAÇÃO DA MONUC NA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO / [en] THE INTERNATIONAL REGIMEN OF CHILD-SOLDIERS AND ITS APPLICABILITY: A CASE STUDY OF MONUC S ATUATION IN THE DEMOCRATIC REPUBLIC OF CONGOMAYRA MARCOLINO 10 December 2018 (has links)
[pt] Esta dissertação examina as políticas de proteção à criança-soldado no contexto do conflito armado da região dos Kivus, no leste da República Democrática do Congo. A investigação se propõe a analisar de que forma são aplicadas as normas, regras e tratados de proteção às crianças-soldado estabelecidos no sistema internacional na complexidade e particularidade de um conflito local. À luz da hipótese de que as políticas elaboradas na esfera internacional podem encontrar entraves para sua aplicação local efetiva devido a fatores históricos, sociais, políticos, geográficos e econômicos, investigamos como essa execução foi operacionalizada pelo programa de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) na missão de manutenção da paz da ONU na República Democrática do Congo, a MONUC. / [en] This dissertation examines the politics of protection to the child soldier in the context of the armed conflict in the Kivus Region, east of the Democratic Republic of Congo. The investigation proposes itself to analyse in which way the norms, rules and treaties of protection of the child soldiers stablished in the international system are applied in the complexity and particularity of a local conflict. In light of the hypothesis that the politics elaborated in the international sphere can find obstacles to its effective local application due to historical, social, political geographical and economic factors, we investigate how this execution were operationalized in the program for Disarmament, Demobilization and Reintegration (DDR) in the ONU’s peacekeeping mission in the Democratic Republic of Congo.
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As maras e pandillas no Triângulo Norte da América Central e a atuação dos Estados Unidos em seu combateCorrea, Paulo Mortari Araujo 23 April 2015 (has links)
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Previous issue date: 2015-04-23 / Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior / Maras and pandillas are terms usually employed in El Salvador, Guatemala and Honduras
which jointly comprise the so-called Central America Northern Triangle with regard to
street gangs, whose members are traditionally youngsters (and mostly men) and share a
common identity, which can range from the use of specific forms of communication and
cultural expression (including slangs, body gestures, tattoos, graffiti on walls and musical
rhythms) to the enforcement of rigorous standards of conduct. The expansion of these groups
throughout the region, and its accountability for the growth of violence in big cities have been
prompting the adoption of not only domestic measures, but also international ones, which
consequently involves both Central American authorities and institutions from other
countries, such as the United States. Based on this finding, it is questioned, in this research,
what the interest of the United States is in combating street gangs out of its borders,
considering that this is commonly seen as a public security problem concerning the state in
which territory such groups operate. Through the hypothetical-deductive method, and by the
consultation with official reports and other American governmental sources besides the
specific literature on gangs in the Northern Triangle and on the recent history and current
context of the region , at least four hypothesis are tested, which refer to the United States
possible perception that the gangs I) are (or are willing to be) tied to groups seen as terrorists;
II) have a significant participation on the international illicit drug trade, even in collaboration
with great cartels of the region; III) are transnational organized crime groups, capable of
coordinating crimes on American soil with their peers established there; and that IV) the
violence concerning gangs in El Salvador, Guatemala and Honduras feeds migratory fluxes
(including the migration of mareros and pandilleros) from these countries towards the United
States, something which would not be desired by the latter. Discussions on new and
newest wars, in the context of the expansion of the International Security Studies, are
adopted as the theoretical framework, especially in reference to the performance of states in
the combat of non-traditional threats / Maras e pandillas são termos usualmente empregados em El Salvador, Guatemala e
Honduras que, juntos, compõem o chamado Triângulo Norte da América Central em
referência a gangues de rua, cujos membros são tradicionalmente jovens (e, em sua maioria,
do sexo masculino) e compartilham de uma identidade comum, o que pode incluir desde o uso
de formas de comunicação e expressão cultural específicas (entre gírias, gestos corporais,
tatuagens, grafites em muros e ritmos musicais) até a aplicação de rigorosas normas de conduta. A
expansão desses grupos pela região e sua responsabilização pela escalada da violência nas
grandes cidades têm incitado a adoção de medidas não só domésticas, mas, também,
internacionais, envolvendo, por conseguinte, tanto autoridades centro-americanas como
instituições de outros países, como os Estados Unidos. Com base nessa constatação,
questiona-se, nesta pesquisa, qual é o interesse dos Estados Unidos em atuar no combate a
gangues de rua fora de suas fronteiras, considerando que isso é comumente visto como um
problema de segurança pública do Estado em cujo território tais grupos operam. Através do
método hipotético-dedutivo e a partir da consulta a relatórios oficiais e outras fontes do
governo estadunidense além da literatura específica sobre as gangues no Triângulo Norte e
sobre a história recente e contexto atual da região , testam-se ao menos quatro hipóteses, que
se referem à possível percepção dos Estados Unidos de que as gangues I) têm ou almejam ter
vínculos com grupos tidos como terroristas; II) atuam de forma expressiva no tráfico
internacional de drogas, inclusive em cooperação com grandes cartéis da região; III) são
grupos transnacionais do crime organizado, capazes de coordenar delitos em solo
estadunidense com seus pares lá estabelecidos; e que IV) a violência concernente às gangues
em El Salvador, Guatemala e Honduras fomenta fluxos migratórios (inclusive de mareros e
pandilleros) desses países em direção aos Estados Unidos, algo indesejado pelos últimos.
Adotam-se como matriz teórica as discussões acerca das novas e novíssimas guerras,
dentro do contexto de expansão dos Estudos de Segurança Internacional, em referência
especialmente à atuação de Estados no combate a ameaças não tradicionais
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Rebel group life cycles : the formation, maintenance, and legacies of rebel organizations in ColombiaBoulanger Martel, Simon Pierre 09 1900 (has links)
Les politologues ont récemment commencé à analyser les processus organisationnels et sociaux des guerres civiles. Malgré certains progrès, nous en savons peu sur les trajectoires des insurgés et les processus transperçant le cycle de vie des groupes rebelles. En effet, la plupart des théories négligent la dimension de longue durée des rébellions. Comblant cette lacune, la thèse construit une approche longitudinale des cycles de vie des groupes rebelles.
Comment les différentes étapes du cycle de vie d'une organisation rebelle sont-elles liées les unes aux autres? Comment les individus façonnent-ils les organisations rebelles? Comment les individus sont-ils transformés par leur passage au sein de groupes rebelles? Inspiré par la sociologie politique, la thèse soutient que la formation, le maintien et l'héritage des groupes rebelles sont conditionnés par les expériences, mentalités, liens sociaux et compétences des individus composant ces organisations. En retour, la participation au sein des organisations, de sous-unités et à divers rôles transforme les individus, façonnant les dynamiques de guerre et d'après-guerre. La thèse étudie des mécanismes et processus liant les étapes de vie des groupes rebelles, incluant le courtage, le bricolage institutionnel, la légitimation, la trajectoire de vie et la socialisation à vie.
L'article I construit une théorie du bricolage dans la formation des groupes rebelles. Dans les milieux hétérogènes, les organisateurs emploient le courtage et le bricolage institutionnel pour renforcer leur capacité opérationnelle. À l’aide de l'analyse des réseaux sociaux et répertoires organisationnels, l’article retrace la formation de la guérilla urbaine du M-19 en Colombie. Les organisateurs de cette guérilla ont recruté des spécialistes de la violence par le courtage et ont réorganisé diverses formes organisationnelles à travers le bricolage institutionnel pour faciliter la coordination interne de l’organisation naissante. L’article II adopte l'approche relationnelle à la légitimité des groupes armés pour étudier la production culturelle et musicale des FARC en Colombie. L'article analyse 258 chansons, des documents internes de la guérilla et des prestations artistiques. L’article démontre que les FARC employaient la production culturelle pour légitimer la hiérarchie interne du groupe et leurs objectifs face aux élites établies et à la population civile.
L'article III développe une typologie des trajectoires et des incidences biographiques des ancien.e.s combattant.e.s. L'outil conceptuel permet d’évaluer la position des individus par rapport à la politique, la violence et l'État ainsi que de retracer des dynamiques complexes au sein des trajectoires de vie. Une fois agrégées, les incidences biographiques contribuent à d'importantes dynamiques d'après-guerre. L'article élabore un nouveau programme de recherche portant sur les vies de l’après-guerre civile.
L’article IV étudie les processus de socialisation à vie et l’engagement social des ancien.e.s combattant.e.s. L'article emploi une approche biographique pour retracer les trajectoires de 32 ancien.e.s combattant.e.s du M-19. La socialisation au sein des institutions de travail social et d'enseignement, avant le recrutement et pendant la guerre, a conféré aux ancien.e.s combattant.e.s du M-19 des dispositions et des ressources qui, en interaction avec les opportunités post-démobilisation, a façonné leur engagement social. La dissertation offre une vision holistique des cycles de vie des groupes rebelles et étudie des dynamiques liant l’avant, pendant et après guerre. La thèse contribue à notre compréhension des guerres civiles en analysant des processus longitudinaux façonnant les vies des individus, le contenu et la structure des groupes rebelles et les sociétés. / Political scientists recently started to analyse the organizational and social processes of civil wars. Despite progress, we know little about the trajectories of insurgents and the processes that span through the life cycle of rebel groups. In fact, most theories neglect the longue durée dimension of rebellions. Filling this gap, this thesis constructs a longitudinal approach to the life cycle of rebel groups. How are different stages in the life cycle of a rebel organization linked to one another? How do individuals shape rebel organizations? How are individuals transformed by their passage through rebel groups? Inspired by political sociology, the thesis argues that the formation, maintenance and legacy of rebel groups are conditioned by the experiences, mindsets, social ties and skills of individuals composing those organizations. In turn, participation in organizations, subunits and roles transform individuals, shaping wartime and post-war dynamics. The thesis studies mechanisms and processes linking insurgent group life stages, including brokerage, institutional bricolage, legitimation, life trajectory, and lifelong socialization.
Article I constructs a theory of bricolage in rebel group formation. In heterogeneous environments, rebel organizers employ brokerage and institutional bricolage to build operational capacity. The article employs social network analysis and the analysis of organizational repertoires to retrace the formation of the M-19 urban guerrilla in Colombia. M-19 organizers recruited violent specialists through brokerage, and reorganized various organizational forms through institutional bricolage to facilitate internal coordination in the nascent organization. Article II employs the relational approach to armed group legitimacy to study cultural and music production within the FARC guerrilla in Colombia. The article analyses 258 songs, guerrilla internal documents, and artistic performances. It shows that FARC’s cultural production was employed to legitimize the group’s internal hierarchy and its goals in relation to established elites and the civilian population.
Article III develops a typology of ex-combatant trajectories and biographical outcomes. The conceptual tool can be used to assess the position of individuals in relation to politics, violence and the state and track complex dynamics in life trajectories. When aggregated, biographical outcomes contribute to important post-war dynamics. The article elaborates a new research agenda on civil war afterlives.
Article IV investigates lifelong socialization processes and social engagement amongst ex-combatants. The article employs a biographical approach to study the trajectories of 32 M-19 ex-combatants. Socialization in social work and education institutions in pre-recruitment and wartime life stages provided M-19 ex-combatants with dispositions and resources that, in interaction with post-demobilization opportunities, shaped their social engagement. The dissertation provides a holistic view of rebel group life cycles and studies dynamics linking prewar, wartime and post-war stages. The thesis contributes to our understanding of civil wars by analysing longitudinal processes shaping individual lives, the content and structure of rebel groups and societies. / Recientemente politólog@s han empezado a analizar los diferentes procesos organizativos y sociales de las guerras civiles. A pesar de los avances, sabemos poco sobre las trayectorias de los insurgentes y los procesos que comprenden el ciclo de vida de grupos rebeldes. De hecho, la mayoría de las teorías omiten la dimensión a largo plazo. Llenando este vacío, esta tesis desarrolla una teoría longitudinal de ciclos de vida de grupos rebeldes.
¿Cómo se conectan las diferentes etapas del ciclo de vida de una organización rebelde? ¿Cómo los individuos dan forma a las organizaciones rebeldes? ¿Cómo se transforman los individuos durante su participación en grupos rebeldes? Inspirándose en la sociología política, la tesis argumenta que la formación, el mantenimiento y el legado de los grupos rebeldes están condicionados por las experiencias, mentalidades, vínculos sociales y habilidades individuales de sus participantes. Asimismo, su involucramiento en organizaciones, subunidades y roles también transforma los individuos, moldeando así las dinámicas de guerra y posguerra. Esta tesis estudia mecanismos y procesos que relacionan las etapas de vida de los grupos rebeldes, incluyendo la intermediación, el bricolaje institucional, la legitimación, la trayectoria de vida y la socialización vitalicia.
El artículo I construye una teoría de bricolaje en la formación de grupos rebeldes. En entornos heterogéneos, los organizadores recurren a la intermediación y el bricolaje institucional para fortalecer su capacidad operativa. Utilizando el análisis de redes sociales y repertorios organizativos, el artículo rastrea la formación de la guerrilla urbana del M-19 en Colombia. Los organizadores del M-19 reclutaron especialistas en violencia a través de la intermediación y reorganizaron varias formas organizativas con el bricolaje institucional
para facilitar la coordinación interna de la organización emergente. El artículo II emplea el enfoque relacional de la legitimidad de los grupos armados para estudiar la producción cultural y musical de las FARC en Colombia. El artículo analiza 258 canciones, documentos internos de la guerrilla y actuaciones artísticas. El trabajo demuestra que las FARC empleaban la producción cultural para legitimar la jerarquía interna del grupo y sus objetivos frente a las élites establecidas y la población civil.
El artículo III desarrolla una tipología de las trayectorias e implicaciones biográficas de los excombatientes. La herramienta conceptual permite evaluar la posición de los individuos en relación con la política, la violencia y el estado, así como rastrear dinámicas complejas dentro de las trayectorias de vida. Una vez agregadas, las implicaciones biográficas contribuyen a importantes dinámicas posguerra. El artículo establece una nueva agenda de investigación sobre las vidas posguerra civil.
El artículo IV estudia los procesos de socialización de por vida y el compromiso social de los excombatientes. El artículo emplea un enfoque biográfico para rastrear las trayectorias de 32 excombatientes del M-19. Socialización en instituciones de trabajo social y educativas, antes del reclutamiento y durante la guerra, proporcionó a los excombatientes del M-19 disposiciones y recursos que, en interacción con las oportunidades posteriores a la desmovilización, influye en su compromiso social. La disertación ofrece una visión holística de los ciclos de vida de grupos rebeldes y explora las dinámicas que atraviesan el pre, durante y posguerra. La tesis contribuye a la comprensión de las guerras civiles analizando los procesos longitudinales que influyen vidas individuales, el contenido y la estructura de grupos rebeldes y sociedades.
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El genoma de una ciudad: Valencia. (Bioarquitectura, orígenes hasta época foral)MARTÍ MATIAS, MIQUEL RAMÓN 27 October 2014 (has links)
Hace 13.800 millones empezó el Universo teniendo como origen el Bing Bang. Todo
tiene ahí su principio, el tiempo, el espacio y el material del que está todo formado
también. Compartimos con las estrellas el material que forma nuestro cuerpo.
Empezó con una Arquitectura inorgánica, que pasó a orgánica, en lo que hemos
acuñado como “Arquitectura somática”, la que forma un cuerpo (por muy diminuto
que sea).Pero el siguiente paso fue la “Arquitectura exosomática”, la que se realiza
fuera del cuerpo.
En este sentido, hubo una revolución arquitectónica y social hace 130 millones de
años, la revolución realizada por los insectos sociales en el Cretácico. He aportado un
aspecto hasta hoy no realizado, equivalencias culturales humano-insectos. El
Paleolítico, de cazadores-recolectores humanos, equivale al género de hormigas
Eciton que viven de una forma semejante. Pero he acuñado un nuevo término, el
Paleolítico Superior Cerámico, ya que ha aparecido en China cerámica 8000 años
antes que en Próximo Oriente (que tomamos como referente), ahí entraría la avispa
alfarera que es cazadora pero fabrica su cerámica. Un Neolítico Precerámico A (8000-
7000) con los géneros de hormigas Lasius Feliginosus y Atta, con sus campos de “hongos”, su
agricultura subterránea.
Un Precerámico B (7000-6000) con la ganadería y sus establos de las hormigas del género
Crematogaster pilosa y Acropyga maribensis. Puede aducirse que no hay edad de los metales, pero
la araña puede realizar material más duro que el acero sin fusión. Seguidamente, la civilización
egipcia y mesopotámica, tan recientes en el tiempo, las primeras muestras de avance social humano
de grandes proporciones, quedan atrás en muchos aspectos comparados con el mundo de las abejas,
avispas y termitas que abruman con su arquitectura, jerarquía y organización social, pero todo en
armonía con su ecosistema, perdurabilidad durante millones de años, al contrario que la frágil
sociedad humana. Estas últimas, por su lapso de tiempo existente como tales, su éxito de dispersión
y sus características como sociedades son un rival, cuestionan nuestro liderazgo como especie.
Las hormigas esclavistas del Amazonas del género Polyergus y las españolas de Sierra Nevada, del
género Rossomyrmex minuchae, que ataca los nidos de Proformica longiseta, recuerdan a la
sociedad esclavista que llega al siglo XVIII pero que tiene en las épocas de la Antigüedad sus más
claros ejemplos.
He añadido más términos arquitectónicos, Arquitectura “genética” y Arquitectura “cerebral”. Estas
sociedades de insectos complejas, como la abeja melífera (Apis mellifera), no estudian arquitectura
ni agricultura,etc, cosa que en los humanos “que pueden estudiar” absorve mucho tiempo vital.
Estos insectos, tienen un corto tiempo de vida, y suplen eso, naciendo con lo más importante
aprendido. Se sabe que el “cuerpo central” existente en la cabeza del insecto, es el “disco duro” de
estos insectos, por lo que puedo decir que desde que nacen, lo hacen aprendidos, su arquitectura y
sociedad, es genética. El cuerpo seta del insecto, corpora pedunculata en latín también en la cabeza,
se centraría en el comportamiento y el aprendizaje, un equivalente de córtex en los humanos y otros
vertebrados, algo secundario, pero que en nosotros es el cerebro, de este modo, nuestra arquitectura
es “cerebral”, aprendida por unos pocos durante mucho tiempo, algo que supone realmente una
desventaja.
En los alrededores de Valencia, los primeros restos de “Arquitectura exosomática” serían los nidos
que tuvieron los hadrosaurios de Tous, hace 70 millones de años. Para los humanos, debemos
esperar a un humanoide, el homo erectus, cuyos restos aparecen a 25 km al sur de Valencia, en
Sueca, en la parte del lago de l'Albufera, que empleó cuevas y que pudo realizar estructuras
perecederas vegetales, hace más de medio millón de años.
Hubo gente de la edad del bronce en Valencia y en el siglo VII-VI a.C, recibieron contactos
comerciales por parte de griegos y fenicios, como prueban las cerámicas importadas, tanto de
territorio griego como fenicio. El fragmento cerámico del pintor de Aqueloos,encontrado en
l'Almoina (centro de Valencia) que se encuentra entre los más destacados del “Grupo de Leagros”,
el último y más destacado grupo de pintores de grandes vasos de figuras negras entre el 520 y el
500 a.C o la máscara fenicia de la orilla norte del río, son prueba de ello. Estas importaciones
hablan de dos santuarios en Valencia, uno en la orilla sur y otro en la norte, donde indígenas y
foráneos intercambian productos y ideas. Edeta, centro político y económico más cercano a
Valencia, utiliza Valencia como su puerto.
El solar de Valencia sería aprovechado como campos de silos de grano, como sucede en toda la
costa catalana y del sur de Francia, alrededor de la órbita de Ibiza, portaviones económico del
control fenicio-púnico que hace girar como satélites las poblaciones ibéricas del litoral.
En Valencia, alrededor de la mitad del siglo III a.C, se construye el templo-santuario ibérico. Este
templo domina el entramado portuario y ideológico. La empalizada de la calle cisneros, también
debemos relacionarla con este siglo, pero en época alrededior de la Guerra Púnica .
Arse-Saguntum, lleva la delantera comercial y acuña moneda, teniendo incluso armadores que
comercian con los griegos ampuritanos. Edeta se siente amenazada en sus intereses y choca en el
siglo IV a.C, como demuestra el Tos Pelat fortaleza arrasada en este momento, en el que Arse-
Sagunt se fortifica. Este malestar llegará al siglo III a.C, en el que he aportado un elemento clave, el
que Edeta fue la ciudad que Anibal ayudó (y no una ciudad lejana ciudad indígena andaluza), para
que con sus agravios manipulados, poder destruir Arse-Sagunt.
En el 205 a.C (cosa hasta ahora nunca dicha tampoco), es destruida Edeta como venganza. Los
edetanos ibéricos son obligados a bajar a Valencia, de ahi su nombre de Valencia de los edetanos.
Algo destacable también son las tres necropolis ibéricas de Valencia, junto con sus ustrina para
quemar los huesos. También he reconstruido el ritual, la evolución y las creencias funerarias
ibéricas desde la prehistoria gracias a la iconografía y los restos materiales, que también aparecen
en Valencia ciudad.
La guerra en Italia contra Aníbal termina y vienen a nuestro territorio gente de allí, de dos ciudades,
Valentia y Turia, que darán nombre a nuestra ciudad y río, así como la iconografía de las monedas
republicanas de Valencia. Esta iconografía se relaciona además con Quintus Máximus Fabius
Cunctator, que expulsó a Anibal de Italia, defendió a Arse-Sagunt ante el senado cartaginés antes de
su destrucción, y después recibió a la embajada saguntina que agradeció la destrucción de su
enemiga, Edeta.
Los que ayudaron a Aníbal en Italia fueron traidores, y sus cadáveres aparecen echados como perros
en la necrópolis de Valencia, y los gratos a Roma los encontramos en hipogeos ricos en ofrendas.
De este modo, las cerámicas, tesoros de monedas ibéricas en la ciudad que muestran temor, y los
hechos históricos muestran que los itálicos que se establecieron en Valencia, lo hicieron en la
década del 180 a.C, no en el 138 a.C que tan dañino ha sido para la historia de Valencia por su
errónea interpretación. Sin olvidar el paralelo como asentamiento que es Ca l'Arnau en Cataluña,
que ofrece unas termas gemelas de Valencia de la primera mitad del siglo II a.C y un urbanismo
equivalente al nuestro, asentamiento que no prosperaría.
En el 146 a.C con la destrucción de Cartago, coincide con la destrucción del templo ibérico cuyas
piedra serán reaprovechadas para convertirlo en lo que hoy se considera granero (horreum).
También se aportan los datos de la verdadera localización del muelle romano imperial de Valencia ,
de su puente, y del cardo (o eje principal que recorría la ciudad de Norte a sur hasta hoy también
equivocado).
Destaca también la reconstrucción y rectificación de los recorridos de los acueductos romanos de
Valencia y Saguntum, aportándose pruebas hasta hoy olvidadas, algunas de ellas monumentales,
como la del nacimiento del acueducto sur de Sagunt que empezaba en el río Túria, concretamente
en Vilamarxant (Valencia) y que es el precedente de la Acequia Real de Moncada. Es decir, los
romanos, crearon el sistema hidráulico valenciano, que los musulmanes adaptaron a sus propias
necesidades, seguidos por los cristianos.
Relacionado con esto, la destrucción de estos acueductos, vitales para la vida de las ciudades
romanas, como razón de gran peso, provocaron la huida de la población saguntina en el siglo V d.C
hacia un nuevo lugar, Almenara, donde hay agua fresca, creando el Punt del cid, la nueva Sagunt,
donde se acuña moneda con el nombre de Saguntum y se levantan murallas con restos de la
desaparecida Saguntum romana , ahora Murus veteris o muros antiguos. Al mismo tiempo se
levanta un lugar religiosos en los Estanys d'Almenara.
Valencia, con la llegada bizantina, se recupera en el siglo VI momentáneamente, saliendo un tiempo
de una crisis brutal que se observa en la arqueología de la ciudad. Ese siglo ofrece la creación de
edificios religiosos monumentales, abase del saqueo d ellos mejores bloques de edificios romanos
abandonados y también vemos la presencia del rey visigodo Leovigildo , en el 583 d.C, que
arrebata Valencia a los bizantinos y hace matar a su hijo, autoproclamado rey católico,
Hermenegildo, en Cullera (Valencia) donde se ha refugiado con su mujer e hijo pequeño,
confundiéndose esto con el mito de San Vicente Martir, cuyo cadáver se dice apareció también en
Cullera. De todo esto se ofrece la reconstrucción de los hechos.
También de esta cronología de la segunda mitad del siglo VI d.C, vemos la aparición de una nueva
ciudad amurallada, Valencia la vella, en Ribarroja del Túria, 24 km al este de Valencia cauce arriba
del río. La antigua Valencia no tiene murallas en esta época, la gente vive entre escombros romanos
y hacinados en la única muralla existente, el circo romano abandonado. Se decide desplazarse cerca
de donde nacen los acueductos, hay defensa, comida y vías naturales ganaderas. El abandono de
Valencia ciudad, coincide con el abandono bizantino de la Península (620). En la segunda mitad del
siglo VII d.C, Valencia es un cadáver solo acompañado de un puñado de familias marginales, y así,
en este siglo vemos aparecer la sustituta de la Valencia religiosa, el Plà de Nadal, un edificio que
aglutina la mayor colección d piezas de época visigoda valenciana y de carácter religioso, también
en Riba-rroja.
La presencia musulmana evita las nuevas ciudades de desplazados del Punt del Cid y Valencia la
Vella. Abd-al-Rahman al-Balansí (el valenciano), con la construcción de una Ruzafa en el casco
abandonado de Valencia a finales del siglo VIII, ofrece los primeros síntomas de recuperación del
casco urbano.
El siglo IX es el momento cuando se construye un nueva acequia de agua (primero desde la caída de
la ciudad, la acequia de Rovella), un molino (el más antiguo musulmán hasta ahora catalogado en
España, una noria, empezando así a recuperarse el sistema hidráulico .
En el 929-920, el punt del Cid y Valencia la Vella, son destruidos por Abd-al-Rahman III,
obligando a esa población cristiana (o conversa ya), a desplazarse a los nuevos centros islámicos,
esto es, a la nueva ciudad de Almenara, y a la antigua ciudad de Valencia, viéndose ya la
recuperación de Valencia (la del llano) como ya se observa en elementos de lujo como el capitel de
marmol valenciano encontrado en el Palacio Real de Valencia.
De época cristiana, un adn perfecto para poder reconstruir ese período a nivel constructivo lo
tenemos el Archivo de la ciudad de Valencia, que puede competir con los mejores del mundo en el
tema de la construcción medieval, gracias al detallismo con que se encuentran escritos todos los
materiales y personas.
Las canteras de diferentes tipos de piedra con sus importantes particularidades también quedan
señaladas, así como las procedencias de otros materiales como la cal, esparto (para capazos y
cuerdas), etc, y los nombres de miles de personas, su sexo, religión y procedencia, así como los días
de trabajo, descubriéndose que la mayoría de la gente que trabajaba en una obra, especialmente los
obreros sin otra preparación, solo estaban un dia o pocos más . Se puede reconstruir la población
masculina de las morerías de muchos pueblos valencianos, o de canteros de piedra de diferentes
lugares de la Península incluso extranjeros. Aportándose además, como en el año 1380, las
trabajadoras en la obra como obreras cobraron lo mismo que los hombres, algo que cuestiona la
imagen de discriminación de la mujer que teníamos y que muestra signos de mayor modernidad en
ese aspecto.
Acaba la tesis con las esférulas, concreciones minerales que he hallado en el río Palancia de hace
250 millones de años, del triásico inferior y que tienen sus paralelos más cercanos en Utah (EEUU)
y el planeta Marte. Estas aparecen también como piedra de construcción en construcciones romanas
y medievales al norte de Valencia, especialmente alrededor de Sagunt, y es el material más antiguo
en nuestro territorio, ofreciendo relaciones paralelas geológcas con otros lugares del planeta y
situándose, por ahora, como las esférulas más antiguas del planeta Tierra, emparentadas en muchos
aspectos con las encontradas en el planeta Marte.
Así, empieza la tesis en el espacio infinito y acaba en él. / Martí Matias, MR. (2014). El genoma de una ciudad: Valencia. (Bioarquitectura, orígenes hasta época foral) [Tesis doctoral]. Universitat Politècnica de València. https://doi.org/10.4995/Thesis/10251/43591
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